QUE IGREJA SOMOS? QUE IGREJA PODEMOS SER?
Contexto Eclesial e Ecum êni co
Contexto Eclesial Caracterizado por grande complexidade e diversidade Religiosa Passa por grande e profundo processo de mudan ç as Imposs í v el fazer proje ç õ es precisas
Campo Crist ão Igreja Cat ó li ca Romana  perda do monop ó li o religioso  Crescimento do Movimento de Renova ç ã o Carism á t ica Decl í n io do apoio  à s  Comunidades de Base Busca do fortalecimento institucional  Avan ç o  conservador em quest ões relacionadas a  direitos emergentes
Igrejas Protestantes/Evang élicas Crescimento lento das Igrejas do Protestantismo Hist ó ri co Crescimento constante, mas estabilizado, das igreja do  pentecostalismo cl á s sico. Crescimento do Movimento Carism á t ico Crescimento do Neo-pentecostalismo mega-igrejas
Maior visibilidade evang é l ica Densidade social Presen ç a  nos meios de comunica ç ã o Maior Presen ç a  no campo pol í t ico Maior incid ên cia p ú bli ca
MOVIMENTOS RELIGIOSOS SECT Á R IOS E FUNDAMENTALISTAS Intoler ân cia religiosa Religi ões  ind í g enas Religi ões  de matriz africana Estas manifesta ç õ es de intoler ân cia  t êm  fortes ra í z es no racismo
Outras religi ões Reafirma ç ã o das religi ões  ind í g enas e de matrizes africanas Crescimento do Isl ã Crescimento de religi ões  orientais Fen ôme no novo Crescimento do numero de ateus e de pessoas sem religi ão, especialmente entre os jovens.
Conflito entre Modelos de Igreja presente em todas as igrejas Modelo 1 -  Predominante no mundo Evang é lico Valores sist êm icos penetram nas igrejas Disputa pelo mercado religioso: segmenta ç ã o do mercado Busca de resultados imediatos Foco no fortalecimento da institui ç ã o: crescimento a qualquer custo Satisfa ç ã o imediata de desejos e/ou necessidades Massifica ç ã o  –  n ão  se cria comunidade  -  tr ân sito religioso (migra ç ã o religiosa) Espiritualidade desencarnada  -  terapia intensiva Leitura literal da B í b lia Teologia da prosperidade
Modelo 2 Minorit á rio no mundo Evang é lico Busca de novas formas de ler a B í b lia Relacionadas com a realidade abrangente Relacionadas com o cotidiano das pessoas Envolvimento com e na Sociedade Testemunho pessoal e comunit á r io Diacon í a  –  servi ç o   à  comunidade em resposta  à s necessidades e  à   defesa de direitos
Modelo 2 Busca de uma nova espiritualidade Espiritualidade encarnada, comprometida com os valores do Reino Acontece no encontro com o pr ó ximo  (comunidade, a vi ú va , o  ó rfão , o estrangeiro, o necessitado) Supera ç ão da dicotomia entre Missão e Servi ç o -  s ão  indissoci á v eis Conte ú do s lit ú rg icos relacionados  à  vida cotidiana das pessoas
Modelo 2 Busca superar: Moralismo pela compreens ão  da  é t ica Crist ã : promo ç ão  da Vida Legalismo pela compreens ão  da Justi ç a  b í b lica: defesa dos fracos Caridade pela compreens ão  do Amor, dom de Deus Estes dois modelos est ão  presentes, em maior ou menor grau, em todas as igrejas
Impacto no Movimento Ecum ênico Igrejas mais voltadas para si mesmas Compromisso ecum ênico deixa de ser prioridade Esgotamento do modelo de ecumenismo institucional Crises do conselhos de Igrejas: CMI, CLAI etc.. Crises de sustentabilidade econômica Recuo da Igreja Romana Esforços para manter o seu poder político e institucional Esvaziamento do diálogo multilateral
Impacto no Movimento Ecum ênico Apesar da crise das institui ções , o movimento ainda consegue ter papel importante em v árias áreas: Incidência pública relacionada a temas dos direitos humanos e ambientais. Intercâmbios, especialmente no nível teológico/pastoral Solidariedade em situações de Emergências Produção de material educativos ACT ALLIANCE Nova articulação mundial ecumênica de serviço
Ecumenismo de Base Sinais de Vitalidade: A ções concretas de luta por direitos ou para melhorar as condições de vida. Iniciativas locais de construção de relações fraternas entre pessoas de diversas religiões. Ações para superar a intolerância religiosa Rearticulação de Redes em níveis nacionais e latino-americanos:  FE-Brasil, FE-Sul, ACT Alliance, Jornadas Ecumênicas  etc. É neste espaço não institucional que as relações pessoais se fortalecem .
Tens ão entre Ecumenismo de Base e Institucional Rela ções  historicamente sempre tensas mas, tanto as lideran ças das igrejas quanto as dos movimentos, souberam administrar as tensões de forma criativa e manter o equilíbrio “instável” entre as duas dimensões  S ão duas dimensões do mesmo conceito que mantém uma  Rela ção dialética entre si. Instituição X Movimento Eclesiástico X Eclesial Sacerdote X Profeta Maior peso das igrejas Perda de dinamismo Maior peso dos movimentos Risco de perda de identidade
Desafios Pastorais e Missiol ógicos Estabelecer o equil íb rio entre institui ção  e movimento . As organiza ções e as pessoas no Movimento Ecumênico geralmente atuam nas  fronteiras da missão. Estão lá, aonde as instituições eclesiásticas geralmente não chegam, ou chegam mais tarde ou muito tarde. São desafiadas pela emergência de  novos temas ,  novos direitos  e de  novos sujeitos sociais . Trazem esses temas para dentro das igrejas e levam os temas do movimento ecumênico para os movimentos sociais
Desafios Estabelecer o equil íb rio entre institui ção  e movimento . Ter ouvidos e olhos para  perceber as novas formas de miss ão  que emergem da prática do Movimento Ecumênico Ter  coragem  para correr o riscos Acreditar  no Movimento, sentir-se parte dele e  dialoga r com ele . Apoiar e  participar  de  articula ções  nas quais esse diálogo pode se dar de forma plural e livre  na busca de um testemunho comum Estabelecer  uma clara estratégia política ecumênica Formação Ecumênica  de seus membros  (História e Teologia) Contribuição específica da IEAB ao Movimento Ecumênico.

2 junho desafios do ecumenismo e ieab

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    QUE IGREJA SOMOS?QUE IGREJA PODEMOS SER?
  • 2.
    Contexto Eclesial eEcum êni co
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    Contexto Eclesial Caracterizadopor grande complexidade e diversidade Religiosa Passa por grande e profundo processo de mudan ç as Imposs í v el fazer proje ç õ es precisas
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    Campo Crist ãoIgreja Cat ó li ca Romana perda do monop ó li o religioso Crescimento do Movimento de Renova ç ã o Carism á t ica Decl í n io do apoio à s Comunidades de Base Busca do fortalecimento institucional Avan ç o conservador em quest ões relacionadas a direitos emergentes
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    Igrejas Protestantes/Evang élicasCrescimento lento das Igrejas do Protestantismo Hist ó ri co Crescimento constante, mas estabilizado, das igreja do pentecostalismo cl á s sico. Crescimento do Movimento Carism á t ico Crescimento do Neo-pentecostalismo mega-igrejas
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    Maior visibilidade evangé l ica Densidade social Presen ç a nos meios de comunica ç ã o Maior Presen ç a no campo pol í t ico Maior incid ên cia p ú bli ca
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    MOVIMENTOS RELIGIOSOS SECTÁ R IOS E FUNDAMENTALISTAS Intoler ân cia religiosa Religi ões ind í g enas Religi ões de matriz africana Estas manifesta ç õ es de intoler ân cia t êm fortes ra í z es no racismo
  • 8.
    Outras religi õesReafirma ç ã o das religi ões ind í g enas e de matrizes africanas Crescimento do Isl ã Crescimento de religi ões orientais Fen ôme no novo Crescimento do numero de ateus e de pessoas sem religi ão, especialmente entre os jovens.
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    Conflito entre Modelosde Igreja presente em todas as igrejas Modelo 1 - Predominante no mundo Evang é lico Valores sist êm icos penetram nas igrejas Disputa pelo mercado religioso: segmenta ç ã o do mercado Busca de resultados imediatos Foco no fortalecimento da institui ç ã o: crescimento a qualquer custo Satisfa ç ã o imediata de desejos e/ou necessidades Massifica ç ã o – n ão se cria comunidade - tr ân sito religioso (migra ç ã o religiosa) Espiritualidade desencarnada - terapia intensiva Leitura literal da B í b lia Teologia da prosperidade
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    Modelo 2 Minoritá rio no mundo Evang é lico Busca de novas formas de ler a B í b lia Relacionadas com a realidade abrangente Relacionadas com o cotidiano das pessoas Envolvimento com e na Sociedade Testemunho pessoal e comunit á r io Diacon í a – servi ç o à comunidade em resposta à s necessidades e à defesa de direitos
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    Modelo 2 Buscade uma nova espiritualidade Espiritualidade encarnada, comprometida com os valores do Reino Acontece no encontro com o pr ó ximo (comunidade, a vi ú va , o ó rfão , o estrangeiro, o necessitado) Supera ç ão da dicotomia entre Missão e Servi ç o - s ão indissoci á v eis Conte ú do s lit ú rg icos relacionados à vida cotidiana das pessoas
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    Modelo 2 Buscasuperar: Moralismo pela compreens ão da é t ica Crist ã : promo ç ão da Vida Legalismo pela compreens ão da Justi ç a b í b lica: defesa dos fracos Caridade pela compreens ão do Amor, dom de Deus Estes dois modelos est ão presentes, em maior ou menor grau, em todas as igrejas
  • 13.
    Impacto no MovimentoEcum ênico Igrejas mais voltadas para si mesmas Compromisso ecum ênico deixa de ser prioridade Esgotamento do modelo de ecumenismo institucional Crises do conselhos de Igrejas: CMI, CLAI etc.. Crises de sustentabilidade econômica Recuo da Igreja Romana Esforços para manter o seu poder político e institucional Esvaziamento do diálogo multilateral
  • 14.
    Impacto no MovimentoEcum ênico Apesar da crise das institui ções , o movimento ainda consegue ter papel importante em v árias áreas: Incidência pública relacionada a temas dos direitos humanos e ambientais. Intercâmbios, especialmente no nível teológico/pastoral Solidariedade em situações de Emergências Produção de material educativos ACT ALLIANCE Nova articulação mundial ecumênica de serviço
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    Ecumenismo de BaseSinais de Vitalidade: A ções concretas de luta por direitos ou para melhorar as condições de vida. Iniciativas locais de construção de relações fraternas entre pessoas de diversas religiões. Ações para superar a intolerância religiosa Rearticulação de Redes em níveis nacionais e latino-americanos: FE-Brasil, FE-Sul, ACT Alliance, Jornadas Ecumênicas etc. É neste espaço não institucional que as relações pessoais se fortalecem .
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    Tens ão entreEcumenismo de Base e Institucional Rela ções historicamente sempre tensas mas, tanto as lideran ças das igrejas quanto as dos movimentos, souberam administrar as tensões de forma criativa e manter o equilíbrio “instável” entre as duas dimensões S ão duas dimensões do mesmo conceito que mantém uma Rela ção dialética entre si. Instituição X Movimento Eclesiástico X Eclesial Sacerdote X Profeta Maior peso das igrejas Perda de dinamismo Maior peso dos movimentos Risco de perda de identidade
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    Desafios Pastorais eMissiol ógicos Estabelecer o equil íb rio entre institui ção e movimento . As organiza ções e as pessoas no Movimento Ecumênico geralmente atuam nas fronteiras da missão. Estão lá, aonde as instituições eclesiásticas geralmente não chegam, ou chegam mais tarde ou muito tarde. São desafiadas pela emergência de novos temas , novos direitos e de novos sujeitos sociais . Trazem esses temas para dentro das igrejas e levam os temas do movimento ecumênico para os movimentos sociais
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    Desafios Estabelecer oequil íb rio entre institui ção e movimento . Ter ouvidos e olhos para perceber as novas formas de miss ão que emergem da prática do Movimento Ecumênico Ter coragem para correr o riscos Acreditar no Movimento, sentir-se parte dele e dialoga r com ele . Apoiar e participar de articula ções nas quais esse diálogo pode se dar de forma plural e livre na busca de um testemunho comum Estabelecer uma clara estratégia política ecumênica Formação Ecumênica de seus membros (História e Teologia) Contribuição específica da IEAB ao Movimento Ecumênico.