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  1. 1. 353- Crânio e Ossos do Crânioc o L A B o R A ç Õ ES D E: Cindy Murphy, ACRC o L A B o R A D o R E S NAS E D I ç Õ E S A N TE RI o R E S:Kathy Martensen, BS, RT (R), Barry 1. Anthony, RT (R)CONTEÚDOPosicionamento Radiográfico Morfologia do crânio, 362Topografia do crânio (marcos), 363Linhas de posicionamento do crânio, 364 Considerações sobre o posicionamento, 365. Aplicações pediátricas e geriátricas, 366. Modalidades alternativas, 367. Indicações patológicas, 367Posicionamento Radiográficos-cont. Informações de pesquisas, 369Incidências básicas e especiais, 369Crânio (rotina):Básica. AP axial (método de Towne), 370. Lateral,371. Axial PA 15° (método de Caldwell), 372ou axial PA 25° a 30°, 372. PA 0°, 373 . Submentovértice (SMV), (posição basilar), 374PA axial (método de Haas), 375Sela turca:. Lateral, 376. AP axial (método de Towne), 377Radiografias para crítica, 378Rotina para traumatismo craniano - Capo 19, 624-626Anatomia Radiográfica Crânio - ossos do crânio e da face, 354 Ossos do crânio:. Osso frontal, 355. Ossos parietais, 356. Osso occipital, 356. Ossos temporais, 357. Osso esfenóide, 358. Osso etmóide, 359Articulações do crânio - suturas, 360 Revisão da anatomia com radiografias, 367
  2. 2. 354-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOANATOMIA RADIOGRÁFICACrânioAssim como em outras partes do corpo, a radiografia do crânio exige um bom entendimento de toda a anatomia relacionada. A anatomia docrânio é muito complexa e extensa e exige um estudo cuidadoso e detalhado, conformedescrito neste capítulo.O crânio, ou esqueleto ósseo da cabeça, situa-se na extremidade superior da coluna vertebral e é dividido em doisgrupos principais de ossos: o crânio propriamente dita, que consiste em 8 ossos craniais, e 14 ossos faciais.O crânio circunda e protege oencéfalo, e a porção anterior e inferior ao cérebro é denominada esqueleto facial ou ossos da face.OSSOS CRANIANOS (8)Os oito ossos cranianos são divididos em calvária (calota craniana) e assoalho. Cada uma dessas duas áreas consiste basicamente em quatroossos:Calvária (calota craniana)1. Frontal2. Parietal direito3. parietal esquerdo4. OccipitalAssoalho5. Temporal direito 6. Temporal esquerdo 7. Esfenóide8. EtmóideOs oito ossos que formam a calvária (calota craniana) e o assoa lho ou base do crânio são mostrados nesses desenhos com cortes frontal,lateral e superior. Esses oito ossos cranianos são fusionados no adulto para formar a capa protetora do cérebro. Cada um desses ossoscranianos será mostrado e descrito individualmente nas páginas que se seguem.
  3. 3. 355— CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOOSSOS DO CRÂNIOApós a descrição de cada um desses oito ossos aparece uma lista dos ossosespecíficos que formam divisas entre si. Alguns ossos da face, que searticulam com os ossos cranianos, estão descritos no Capo 12. Conhecertodas essas articulações ajudam a entender as localizações e as relaçõesespecíficas de cada um desses ossos, iniciando com o osso frontal.Osso FrontalObservado de frente, o osso da calvária mais prontamente visível é o ossofrontal. Este osso, que forma a fronte e a parte superior de cada órbita,consiste em duas partes principais, cada uma das quais é mostrada nessesdesenhos. A porção escamosa ou vertical forma a fronte, e a porçãoorbitária ou horizontal forma a parte superior da órbita.Porção Escamosa ou Vertical (Vistas Frontal e Lateral). A glabela é aproeminência plana situada entre as sobrancelhas, logo acima do osso nasal.O sulco supra-orbitário (0SS0) é a discreta depressão acima de cadasobrancelha. Isso se torna um marco importante devido à sua correspondênciacom o assoalho da fossa anterior da calota craniana, que está também no nívelda lâmina orbitária ou no nível mais alto da massa óssea facial (Fig. 11.7).Observação: Você pode localizar em si mesmo o SSO colocando o dedo juntoao comprimento da sobrancelha e sentindo o arco ósseo elevado, entãopermitindo que o seu dedo deslize para cima e caia levemente para dentrodo OSSO.A borda superior de cada órbita é a margem supra-orbitária ou MSO. Aincisura supra-orbitária (forame) é uma pequena abertura ou orifício namargem supra-orbitária ligeiramente media I ao seu ponto médio. Um nervoe uma artéria atravessam essa pequena abertura.A crista óssea abaixo de cada sobrancelha é denominada crista superciliar (arco). Entre os arcos superciliares está a glabela.De cada lado da porção escamosa dos ossos frontais, acima dos sulcossupra-orbitários, está uma ampla proeminência circular denominadatuberosidade frontal (eminência).Porção Orbitária ou Horizontal (Vista Inferior) Como se vê a partir daregião inferior, o osso frontal mostra basicamente a porção horizontal ouorbitária. As margens supra-orbitárias, as cristas superciliares, a glabela eas tuberosidades frontais podem ser individualizadas.A lâmina orbitária de cada lado forma a parte superior de cada órbita. Abaixodas lâminas orbitárias estão os ossos da face, e acima das lâminas orbitáriasestá a parte anterior do assoalhoço invólucro cerebral.Cada lâmina orbitária é separada da outra pela incisura etmoidal. O ossoetmóide, um dos ossos do assoalho craniano, encaixa-se nessa incisura. Aespinha nasal (frontal) é encontrada na terminação anterior da incisura etmoidal.Articulações O osso frontal articula-se com quatro ossos cranianos:parietais direito e esquerdo, esfenóide e etmóide. Estes podem ser identificadosnos desenhos com cortes frontal, lateral e superior na p. 354. (O osso frontaltambém se articula com oito ossos da face que serão descritos no Capo 12.)
  4. 4. 356-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOOssos ParietaisO par de ossos parietais direito e esquerdo são bem demonstrados nosdesenhos das vistas lateral e superior das Figs. 11.8 e 11.9. As paredeslaterais do crânio e parte do teto são formadas pelos dois ossos parietais.Cada um dos parietais possui formato irregularmente retangular e umasuperfície interna côncava.A porção mais larga de todo o crânio está localizada entre os tubérculosparietais (eminências) dos dois ossos parietais. O osso frontal é basicamenteanterior aos parietais; o occipital é posterior; os temporais são inferiores; eas asas maiores do esfenóide são inferiores e anteriores.Articulações Cada osso parietal articula-se com cinco ossos cranianos: ofrontal, o occipital, o temporal, o esfenóide e o parietal oposto.Osso OccipitalA porção ínfero-superior da calvária ou calota craniana é formada por umúnico osso occipital. A superfície externa do osso occipital apresenta umaparte circular denominada porção escamosa. A porção escamosa forma amaior parte da região posterior da cabeça e é essa parte do osso occipitalsuperior à protuberância occipital externa, ou ínio, que é a protuberância ouelevação proeminente na porção ínfero-posterior do crânio.A grande abertura na base do osso occipital através da qual passa a medulaespinhal ao deixar o cérebro é chamada de forame magno, que significaliteralmente grande orifício.As duas porções condilares laterais (côndilos occipitais) são processos ovaiscom superfícies convexas, com uma de cada lado do forame magno. Elasfazem articulação com depressões na primeira vértebra cervical, denominadasotlos. Essa articulação de duas partes entre o crânio e a coluna cervical échamada de articulação occipito-atlantal.Articulações O occipital se articula com seis ossos: os dois parietais, os doistemporais, o esfenóide e o Atlas (primeira vértebra cervical).
  5. 5. 357-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOOssos TemporaisVista Lateral (Fig. 11.11) Os ossos temporais direito e esquerdo sãoestruturas complexas que alojam órgãos delicados da audição e do equilíbrio.Conforme se vê nesse desenho da vista lateral, o osso temporal esquerdoestá situado entre a asa maior do osso esfenóide anteriormente e o ossooccipital posteriormente.Estendendo-se anteriormente a partir da porção escamosa do osso temporalestá o arco ósseo denominado processo zigomático. Esse processo encontrao processo temporal do osso zigomático (um dos ossos da face) a fim deformar o facilmente palpável arco zigomático.Inferior ao processo zigomático e exatamente inferior ao MAE, o meatoacústico externo, está à fossa tempo romandibular, na qual a mandíbula seencaixa para formar a ATM ou articulação tempo romandibular.Inferiormente entre a mandíbula e o MAE está uma projeção óssea delgadachamada de processo estilóide.Vista Frontal (Fig. 11.12) Cada osso temporal é dividido em três partesprincipais. A primeira é a porção superior fina que forma parte da parede docrânio, a porção escamosa. Essa parte do crânio é bastante fina e é por issoa porção mais vulnerável a fraturas de todo o crânio, o que pode resultar emhemorragia abaixo da superfície óssea.A segunda porção é a área posterior ao MAE, a porção mastóide, com seuproeminente processo ou pico mastóide. Muitas células aceradas estãolocalizadas no interior do processo mastóide.A terceira porção principal é a densa porção petrosa, também chamada depirâmide petrosa ou parte petrosa. Ocasionalmente é também chamada deporção petromastóidea do osso temporal, pois internamente inclui a porçãopetrosa. A borda ou crista superior da pirâmide petrosa é comumentechamada de crista petrosa.Vista Superior (Fig. 11.13) O assoalho do crânio é bem visualizado nessedesenho. O osso occipital único fica entre os ossos temporais emparelhados.A terceira porção principal de cada osso temporal, a porção petrosa, énovamente mostrada nessa vista superior do osso temporal e representa oosso mais espesso e denso do crânio. A pirâmide petrosa projeta-seanteriormente e em direção à linha média a partir da área do MAE.Os delicados órgãos da audição e do equilíbrio estão contidos e protegidospelas densas pirâmides petrosas. A crista petrosa dessas pirâmidescorresponde ao nível de um marco externo, o TIO (topo da implantação dasorelhas). Próximo ao centro da pirâmide petrosa na superfície posterior,imediatamente superior ao forame jugular, está uma abertura ou orifíciodenominado meato acústico interno, que serve para emissão dos nervos daaudição e do equilíbrio.Observação: As aberturas do meato acústico externo e interno não sãovisualizadas nessa vista superior pois elas estão sob uma porção da estruturada pirâmide petrosa nessa vista.A anatomia detalhada dos órgãos da audição e do equilíbrio está incluída noCapo 13, juntamente com radiografia convencional das mastóides e incidênciasespeciais do osso temporal. TC e RM, no entanto, têm substituído amplamentea radiografia convencional nessa região.Articulações Cada osso temporal articula-se com três ossos cranianos: umparietal, o occipital e o esfenóide. (Cada osso temporal também articula-secom dois ossos da face.)
  6. 6. 358-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOOsso EsfenóideVista Superior O osso esfenóide, único e de localização central, forma oesteio para todos 05 oito 05505 cranianos. A porção central do esfenóide é ocorpo, que fica na linha média do assoalho do crânio e contém o seio esfenóide,como bem demonstrado no desenho do corte sagital na Fig. 11.18, na p. 359.A depressão central no corpo é denominada sela turca. Essa depressãoassemelha-se a uma sela lateralmente, como mostrado na Fig. 1 1.16 na p. 359.A sela turca circunda e protege parcialmente uma glândula importante do corpo,a hipófise ou glândula pituitária. Posteriormente à sela turca está a parte posteriorda sela, o dorso da sela, também mais bem visto no desenho lateral da Fig. 11.16.O clivus é uma depressão rasa imediatamente posterior ao dorso da sela do 0SS0esfenóide (Figs. 11.14. e 1 1.16). Essa depressão é contínua com uma incisurasimilar na base do osso occipital direcionada superiormente, a partir do foramemagno, onde ele encontra o esfenóide. Essa área forma a base de sustentaçãopara a porção pontinado cérebro e para a artéria basilar.Estendendo-se lateralmente a partir do corpo para cada lado estão dois pares deasas. O par menor, denominado asas menores, possui formato triangular e quasehorizontal, terminando medialmente nos dois processos clinóides anteriores. Elesprojetam-se lateralmente a partir da porção superior e anterior do corpo eestendem-se até quase o meio de cada órbita. As asas maiores projetam-selateralmente a partir dos lados do corpo e formam uma porção do assoalho docrânio e uma porção dos lados do crânio, como mostrado nos desenhos dasuperfície lateral externa da Fig. 11.11 na p. 354.Há três pares de pequenas aberturas ou forames nas asas maiores parapassagem de alguns nervos e vasos sangüíneos. Lesões que consigam causarerosão desses forames podem ser detectadas nas radiografias. O forameredondo e o forame oval são vistos como pequenos orifícios tanto nos desenhosda vista superior quanto nos da vista oblíqua. A localização do par de foramesespinhosos pequenos e circulares também é vista no desenho da vistasuperior (Fig. 11.14).Vista Oblíqua Um desenho oblíquo do 0SS0 esfenóide demonstra acomplexidade desse 0SS0. O formato do esfenóide tem sido comparado aode um morcego com as asas e pernas estendidas como durante um vôo.A depressão localizada centralmente, a sela turca, é novamente observadanessa vista (Fig. 1 1.15).Originando-se da região mais posterior das asas menores estão duasproeminências ósseas denominadas processos clinóides anteriores. 0s clinóidesanteriores são um tanto maior e estendem-se separadamente a uma distânciamaior que 05 processos clinóides posteriores, que se estendem superiormentea partir do dorso da sela, mais bem evidenciado no desenho lateral da Fig. 11.16.Entre o corpo anterior e as asas menores de cada lado estão canais semelhantesa sulcos através dos quais o nervo óptico e algumas artérias passam paradentro da cavidade orbitária. OSSO começa no centro como canal quiasmáticoou incisura óptica, que leva de cada lado a um canal óptico, que termina noforame óptico ou abertura dentro da órbita. 05 forames ópticos.podem serdemonstrados radiograficamente com incidências PA oblíquas das órbitas.Ligeiramente laterais e posteriores aos forames ópticos de cada lado estão orifícios de formato irregular, mais bem observados nessa vistaoblíqua, denominados fissuras orbitárias superiores. Essas aberturas fornecem comunicação adicional com as órbitas para numerosos nervos evasos sangüíneos. O forame redondo e o forame oval são novamente observados nessa vista oblíqua.Projetando-se para baixo a partir dasuperfície inferior do corpo estão 0s quatro processos que correspondem às pernas do morcego imaginário. As extensões mais laterais, umastanto planas, são denominadas processos pterigóides laterais, ocasionalmente chamados de lâminas. Imediatamente mediais a esses estão 0sdois processos pterigóides mediais ou lâminas que terminam inferiormente em dois pequenos processos em forma de gancho chamados dehâmulos pterigóides. As lâminas ou processos pterigóides formam parte das paredes laterais das cavidades nasais.
  7. 7. 359-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOSela Turca - Vista Lateral Em uma posição lateral verdadeira, a sela turcateria aparência similar à da Fig. 11.16. Deformidade da sela turca éfreqüentemente o único indício de uma lesão intracraniana; logo, a radiografiada sela turca pode ser muito importante.A depressão da sela turca e o dorso da sela são mais bem vistos no perfil.Os processos clinóides anteriores são anteriores e superiores à sela turca,e os processos clinóides posteriores são vistos como pequenas extensõeslocalizadas acima do dorso da sela.Articulações Devido à sua localização central, o esfenóide articula-se comtodos os sete outros ossos cranianos. (O esfenóide também se articula comcinco ossos da face.)Osso EtmóideO oitavo e último osso craniano a ser estudado é o osso etmóide. O ossoetmóide é único e situa-se basicamente abaixo do assoalho do crânio. Apenasa parte superior do etmóide é observada na vista superior (desenho à esquerdana Fig. 11.17), situada na incisura etmoidal do osso frontal.Um corte coronal ampliado de todo o etmóide é mostrado à direita na Fig. 11.17.A pequena porção horizontal superior do osso é denominada lâmina crivosa econtém vários orifícios pequenos ou forames através dos quais os nervosolfatórios, ou nervos do olfato, passam. Projetando-se superiormente a partirda lâmina crivosa, similar a uma crista de galo, está a crista galli (a cristaetmoidal).A porção principal do etmóide situa-se abaixo do assoalho do crânio.Projetando-se para baixo na linha média está a lâmina perpendicular, que ajudaa formar o septonasal ósseo. Os dois labirintos laterais (massas) são suspensos a partir dasuperfície inferior da lâmina crivosa de cada lado da lâmina perpendicular.As massas laterais contêm as células etmoidais aeradas ou seios e ajudam aformar as paredes mediais das órbitas e as paredes laterais da cavidade nasal.Estendendo-se medialmente e para baixo a partir da parede media! de cadalabirinto estão projeções ósseas delgadas em forma de pergaminho. Elas sãodenominadas conchas nasais superior e média ou turbinas, mais bem vistas nosdesenhos de ossos da face no Capo 12.Articulações O etmóide articula-se com dois ossos cranianos: o frontal e oesfenóide. (Ele também se articula com 11 ossos da face.)Crânio - Vista SagitalA Fig. 11.18 representa a metade direita do crânio, seccionadas em localpróximo do plano mediossagital. Os ossos esfenóide e etmóide, localizadoscentralmente, são bem demonstrados, mostrando suas relações entre si ecom os outros ossos cranianos.O osso etmóide é localizado anteriormente ao osso esfenóide. As pequenascrista galli e lâmina crivosa projetam-se superiormente, e a lâmina perpendicularmaior estende-se para baixo. A lâmina perpendicular forma a porção superior dosepto nasal ósseo.O osso esfenóide, contendo a sela turca em forma de sela, localizase diretamenteposterior ao osso etmóide. É mostrado novamente umdos dois longos e delgados processos pterigóides ou lâminas estendendo-se parabaixo e para a frente, terminando com um pequeno processo pontiagudo chamadode hâmulo pterigóide. A porção central do corpo do osso esfenóide nessa vistasagital demonstra uma área ocaque contém o seio esfenóide.O osso frontal maior também demonstra uma cavidade nessa vistasagital, diretamente posterior à glabela contendo o seio frontal.Uma vista inferior do amplo e arredondado osso parietal é mostrada,evidenciando a formação da maior parte da porção lateral e superior dacalvária.O vômer (um osso da face) é mostrado como uma estrutura na linha média entre partes do esfenóide e do etmóide.A porção escamosa do osso temporal é demonstrada imediatamente inferiorao osso parietal, onde também forma parte da parede inferior do crânio.O osso occipital é mostrado formando a parede posterior e inferior e oassoalho do crânio.
  8. 8. 360-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOARTICULAÇÕES DO CRÂNIO - SUTURASCrânio do AdultoAs articulações ou uniões do crânio são denominadas suturas e pertencemà classe das articulações denominadas articulações fibrosas. Por serem imóveisno adulto, elas são denominadas sinartrodiais. Elas estão demonstradas na Fig.11.19 nas vistas lateral, superior oblíqua e posterior.A sutura caronal separa o 0550 frontal dos dois parietais. Separando 05 dois0SSOS parietais na linha média está a sutura sagital.Posteriormente a sutura lambdóide separa 05 dois parietais do 0SS0occipital.A sutura escamosa é formada pela junção inferior de cada 0SS0 parietal como respectivo 0SS0 temporal.Cada terminação da sutura sagital é identificada como um ponto ou área comum nome específico conforme descrito. A terminação anterior da sutura sagitalé denominada bregma, e a terminação posterior é chamada de lambada. 05ptérios direito e esquerdo são pontos na junção dos parietais, temporais easas maiores do esfenóide (terminação posterior da sutura esfenoparietal,de acordo com Groys Anatomy).0S astérios direito e esquerdo são pontos posteriores às orelhas, onde assuturas escamosa e lambdóide se encontram. Esses seis pontos ósseosreconhecíveis são usados em cirurgia ou outros casos nos quais pontos dereferência específicos para medições cranianas são necessários.Crânio do LadenteA calvária ou calota craniana nas crianças pequenas é muito grande emproporção ao resto do corpo, mas 05 ossos da face são bem pequenos,como se observa nesses desenhos (Fig. 11.20). A ossificação dos OSSOScranianos individuais está incompleta ao nascimento, e as suturas são espaçoscobertos por membranas que se preenchem logo após o nascimento. No entanto,certas regiões onde as suturas se encontram são mais lentas em sua ossificação,e elas são denominadas fontanelas. As próprias suturas cranianas geralmentenão se fecham por completo antes do 12.0 ou 13.0 anos, e algumas podem nãose fechar completamente até a idade adulta.Fontanelas Na fase precoce da vida, o bregma e o lambada não são ossificados,mas sim orifícios cobertos por membrana ou "pontos moles. Esses pontos molessão denominados fontanelas anterior e posterior em uma criança pequena. Afontanela anterior é a maior e ao nascimento mede cerca de 2,5 cm de largura e4 cm em seu eixo longitudinal. Não se fecha completamente até cerca de 18meses de idade.Duas pequenas fontanelas laterais que se fecham logo após o nascimento são asfontanelas esfenóide (ptério no adulto) e mastóide (astério no adulto), localizadasrespectivamente nos ângulos esfenóides e mastóides do 0SS0 parietal de cadalado da cabeça. Assim, existe um total de seis fontanelas no lactente, como se vêa seguir:CRIANÇA1. Fontanela anterior2. Fontanela posterior3. Fontanela esfenóide direita4. Fontanela esfenóide esquerda5. Fontanela mastóide direita6. Fontanela mastóide esquerdaADULTOBregmaLambadaPtério direitoPtério esquerdoAstério direitoAstério esquerdoOssos Suturais, ou WormianosCertos OSSOS pequenos e irregulares, chamados de ossos suturois, ouwormianos, por vezes se desenvolvem nas suturas cranianas adultas.Esses OSSOS isolados são mais freqüentemente encontrados na suturalambdóide, mas ocasionalmente são também encontrados na região dasfontanelas, sobretudo na fontanela posterior. No crânio adulto, eles estãocompletamente ossificados e são visíveis graças às linhas suturais ao redor de suas bordas.
  9. 9. 361-- NIO E OSSOS DO CRÂNIOREVISÃO DA ANATOMIA COM RADIOGRAFIASOS exercícios de revisão a seguir focalizam a anatomia dos oito ossoscranianos conforme a descrição das radiografias à direita.Um método recomendado de revisão e reforço é cobrir as respostas abaixoe tentar primeiro identificar cada uma das partes mostradas a partir doconhecimento próprio. Partes anatômicas específicas podem ser mais difíceisde reconhecer nas radiografias em comparação com os desenhos, masconhecer as localizações e relações com estruturas e ossos circundantes deveajudar na identificação dessas partes.Ossos do Crânio - Incidência PA de CaldwelI A. Margem supra-orbitáriada órbita direitaB. Crista galli do etmóideC. Sutura sagital (face posterior do crânio)D. Sutura lambdóide (face posterior do crânio) E. Crista petrosaOssos do Crânio - Incidência AP Axial A. Dorso da sela do esfenóideB. Processos clinóides posterioresC. Crista petrosa ou pirâmide petrosaD. 0550 parietalE. 0550 occipitalF. Forame magnoOssos do Crânio - Incidência Lateral A. Meato acústico externo (MAE)B. Porção mastóide do osso temporal C. 0550 occipitalD. Sutura lambdóideE. ClivusF. Dorso da selaG. Processos clinóides posterioresH. Processos clinóides anterioresI. Vértice do crânioJ. Sutura coronalK. 0550 frontal L. Lâminas orbitáriasM. Lâmina crivosa N. Sela turca O. Corpo do esfenóide (seio esfenoidal)
  10. 10. 362-- NIO E OSSOS DO CRÂNIOPOSICIONAMENTO RADIOGRÁFICORadiografia de CrânioTradicionalmente, o crânio tem sido uma das partes do corpo mais difíceis edesafiadoras para se radiografar. Uma boa compreensão da anatomia e darelação dos ossos e estruturas cranianas, como já descrito neste capítulo, éessencial antes do início de um estudo de posicionamento radiográfico dosossos cranianos ou faciais. Radiografar certas partes do crânio, como asestruturas internas mais obscuras, através de radiografias convencionais émenos comum hoje em dia devido aos avanços em outras modalidades deaquisição de imagens, como a tomografia computadorizada (Te) e a ressonânciamagnética (RM). No entanto, em algumas situações, essas novas modalidadesnão estarão disponíveis ou não serão práticas para o uso, e todo técnico/radiologista deve ser capaz de realizar radiografias convencionais conformedescrito neste capítulo.MORFOLOGIA DO CRÂNIO (CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO FORMATO ETAMANHO)Crânio MesocefálicoO formato da cabeça comum é denominado mesocefálico. As medidas médiasdo crânio adulto são 15 cm entre as eminências parietais (lateral), 19 cm daeminência frontal até a protuberância occipital (AP ou PA) e 23 cm do vérticeaté abaixo do queixo (incidência SMV). Embora a maioria dos adultos possuaum crânio de tamanho e formato médios, existem exceções a essa regra.Uma base geral para descrever tipos de crânio é comparar a largura do crâniona eminência parietal com o comprimento medido desde a eminência frontalaté a protuberância occipital externa. Em média, o crânio mesocefálico possuilargura entre 75% e 80% do comprimento.*Crânios Braquicefálico e DolicocefálicoVariações do formato comum, ou crânio mesocefálico, incluem as designaçõesbraquicefálica e dolicocefálica. A cabeça pequena e larga é denominadabroquicefólico, e a cabeça longa e estreita é chamada de dolicocefólico.A largura do tipo braquicefálico é 80% ou maior que o comprimento. A largurana longa e estreita dolicocefálica é menor que 75% do comprimento.*Uma segunda variação para lembrar é a diferença de angulação entre aspirâmides petrosas e o plano mediossagital. Na cabeça de formato comum,mesocefálica, as pirâmides petrosas formam um ângulo de 47°. Um ângulo maiorde 47° (_ 54°) é encontrado no crânio braquicefálico, e um ângulo menor de 47°(_ 40°) é encontrado na designação dolicocefálica.Considerações sobre Posicionamento Relacionadas à Morfologia CranianaAs descrições feitas neste texto sobre posicionamento, incluindo ângulos do RCe rotações da cabeça, são baseadas no crânio mesocefálico de formato comum.Por exemplo, a incidência oblíqua axiolateral (método de Law) para as mastóidesou articulações tempo romandibulares exige 15° de rotação da cabeça (ver Capo12). Uma cabeça dolicocefálica longa e estreita exigiria pouco mais de 1 5° derotação, e um tipo braquicefálico pequeno e largo exigiria menos de 15°. A incidênciaoblíqua a 45° pelo método de Stenvers para as mastóides também exigiria um ligeiroajuste para essas variações nos formatos cranianos.*Gray H, Groys onotomy, ed 30, Philadelphia, 1985, Lea and Febiger.
  11. 11. 363- ÂNIO E ossos DO CRÀNIOTOPOGRAFIA DO CRÂNIO (MARCOS DE SUPERFÍCIE)Certos marcos de superfície e linhas de localização têm de ser usados paraum posicionamento preciso do crânio. Cada uma das seguintes estruturastopográficas pode ser vista ou palpada.Planos CorporaisO plano mediossagital (PMS) ou mediano divide o corpo em metades, esquerdae direita. Esse plano é importante no posicionamento preciso do crânio, poisem toda incidência AP e PA ou lateral o plano mediossagital está ouperpendicular ou paralelo ao plano do filme.A linha interpupilar (LlP) ou interorbital é a linha que conecta as pupilas ou oscantos externos dos olhos dos pacientes. Quando a cabeça está colocada emuma posição lateral verdadeira, a linha interpupilar deve estar exatamenteperpendicular ao plano do filme.Marcos nas Vistas Anterior e LateralA crista superciliar (arco) é a crista ou arco ósseo sobre a fronte diretamenteacima de cada olho.Ligeiramente acima dessa crista está um discreto sulco ou depressão,denominado sulco supra-orbitário, ou 550.Observação: O S50 é importante pois corresponde ao nível mais elevado damassa óssea facial, que também está no nível do assoalho da fossa anteriorda calota craniana.A glabela é a área triangular lisa, ligeiramente elevada, situada entre assobrancelhas (um pouco acima delas e da ponte nasal).O násio é a depressão na ponte do nariz. Anatomicamente, o násio é a junçãodos dois ossos nasais e do osso frontal.O acântion é o ponto da linha média na junção do lábio superior com o septonasal. Esse é o ponto no qual o nariz encontra com o lábio superior.O ângulo ou gônio refere-se ao ângulo posterior inferior de cada ladoda mandíbula.Uma área plana e triangular se projeta para frente como um queixo (mento)nos seres humanos. O ponto médio dessa área do queixo, visto de frente, édenominado ponto mentoniano.Orelha Partes da orelha que podem ser usadas como marcos de posicionamentosão a aurícula ou pavilhão auditivo (porção externa da orelha), a ampla borda daorelha, feita de cartilagem, e o trago, a pequena borda cartilaginosa que cobre aabertura da orelha. O TIO (topo da inserção das orelhas) refere-se à fixaçãosuperior da aurícula, ou àquela parte na qual as hastes dos óculos repousam.Esse é um marco importante, pois corresponde ao nível da crista petrosade cada lado.Olho As junções das pálpebras superiores e inferiores são denominadas cantos.Assim, o canto interno é o lugar onde as pálpebras encontram o nariz; a junçãomais lateral das pálpebras é denominada canto externo.A borda superior da órbita óssea do olho é chamada de margem supra-orbitária,ou MSO, e a borda inferior é denominada margem infraorbitária, ou MIO. Outromarco é a margem orbitária lateral média, a porção da borda lateral próxima aocanto externo do olho.
  12. 12. 364-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOLinhas de Posicionamento do CrânioCertas linhas de posicionamento são importantes na radiografia do crânio.Essas linhas são formadas pela conexão de certos marcos anteriores com oponto médio do meato acústico (auditivo) externo (MAE). O MAE é a aberturado canal externo da orelha. O ponto central dessa abertura é denominadoponto auricular.A mais superior dessas linhas de posicionamento é a linha glabelomeatal(LGM), que não é precisa como as outras linhas, pois a glabela é uma área enão um ponto específico. A LGM refere-se a uma linha entre a glabela e o MAE.A linha orbitomeatal (LOM) é uma linha de posicionamento freqüentementeusada, localizada entre o canto externo (margem orbitária lateral média)e o MAE.A linha infra-orbitomeatal (LlOM) é formada pela conexão da metade damargem infra-orbitária ao MAE. Dois termos antigos identificam essa mesmalinha como linha de base de Reid ou linha de base antropológica.Ocasionalmente ela também é referida simplesmente como linha de base docrânio, embora esses termos não sejam usados neste texto.Existe uma diferença média de 7° a 8° entre 05 ângulos das linhas orbitomeatale infra-orbitomeatal. Há também uma diferença aproximada de 7° a 8° noângulo entre as linhas orbitomeatal e glabelomeatal. Conhecer as diferençasde angulação entre essas três linhas ajuda nos ajustes de posicionamento paraincidências específicas dos 0SS0S cranianos e faciais.As linhas acantomeatal (LAM) e mentomeatal (LMM) são importantes naradiografia dos 05505 da face. Essas linhas são formadas pela conexão doacântion com o ponto mentoniano, respectivamente, com o MAE.A linha da junção dos lábios com o MAE, chamada de linha labiomeatal (LLM),é uma linha de posicionamento usada neste livro para o posicionamento deuma incidência específica dos 0SS0S da face chamada incidência acantoparietalmodificado (de Water) (ver p. 397).A linha glabeloalveolar (LGA) conecta a glabela a um ponto na região anterior doprocesso alveolar da maxila. Essa linha é usada para posicionamento em umaincidência tangencial dos 05505 nasais.O ínio é o ponto mais proeminente da protuberância occipital externa, umaelevação ou aumento ao longo da linha média da região ínferoposterior da cabeça,próximo da junção da cabeça com o pescoço onde a musculatura posterior se fixa.Uma extensão da LlOM aproxima-se posteriormente da localização do ínio.Auxílios no Posicionamento do CrânioVários tipos de dispositivos podem ser usados para facilitar a determinação deângulos precisos necessários para o posicionamento exato dos 05505 da faceou do crânio. Um exemplo comum desses auxílios de posicionamento é umcartão com bordas retas cortadas em um ângulo específico para posicionamentopreciso do crânio. Na Fig. 11.30, um cartão de bordas com ângulo de 90° émostrado para determinar que a linha orbitomeatal foi colocada perpendicularmenteao plano do filme com o abaixamento suficiente do queixo, ou com a colocação deum suporte sob a região posterior da cabeça se o queixo não puder ser abaixadosuficientemente. O queixo pode ser elevado ou abaixado para alterar a linhaperpendicular de referência a ser usada em relação ao raio central.Outros tipos de dispositivos ajustáveis podem ser usados para determinar grausvariados do ângulo no posicionamento do crânio. Um exemplo é o verificadorangular que indica o número de graus a partir da horizontal; ou, nesse exemplo,05 graus entre a LOM ea mesa (filme).
  13. 13. 365-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOCONSIDERAÇÕES SOBRE O POSICIONAMENTOOrtostatismo V5. DecúbitoAs incidências do crânio podem ser obtidas com o paciente em decúbito oude pé, dependendo da condição do paciente. Imagens na posição ortostáticapodem ser obtidas com o uso de uma mesa padrão de raio X na posiçãovertical ou um Bucky vertical. A posição ortostática permite que o pacienteseja rápida e facilmente posicionado e faz com que um feixe horizontal possaser usado. Um feixe horizontal é necessário para visualizar quaisquer níveishidroaéreos existentes nas cavidades cranianas ou nos seios.Conforto do PacienteA movimentação do paciente quase sempre resulta em uma imagem insatisfatória.Durante a radiografia de crânio, a cabeça do paciente tem de ser colocada nasposições precisas e mantida imóvel por tempo suficiente para obter uma exposição.Sempre lembrar que um paciente está preso ao crânio que está sendo manipulado.Todo esforço deve ser feito para deixar o corpo do paciente o mais confortávelpossível e para usar auxílios de posicionamento como esponjas e sacos de areia.Com exceção dos casos de traumatismo grave, a respiração deve ser suspensadurante a exposição para ajudar a evitar o obscurecimento da imagem pelosmovimentos respiratórios do tórax, especialmente se o paciente estiver na posiçãopronada. Isso geralmente não é necessário nas posições eretas do crânio.Higiene As radiografias do crânio e da face podem exigir que a face do pacientefique em contato direto com a mesa/Bucky vertical. Assim sendo, é importante queessas superfícies sejam limpas com desinfetante antes e depois do exame.Fatores de ExposiçãoOs principais fatores de exposição para radiografias do crânio incluem os seguintes:kVp média, 75-85Ponto focal pequeno (se o equipamento permitir)Tempo curto de exposição, com a mA mais alta possívelDistância Foco-Filme (DFoFi)A DFoFi mínima, com receptor de imagem na mesa ou Bucky vertical, é de 40 polegadas (100 em).Proteção Contra RadiaçãoAs melhores técnicas para minimizar a exposição do paciente à radiação na radiografia de crânio são (1) uso de boas práticas de colimação e(2) minimização da repetição. A colimação deve ser ajustada proximamente à área de interesse.Os fatores de exposição e as doses para o paciente fornecidas nos quadros de ícones nas páginas de posicionamento são calculados para umadistância foco-filme de 40 polegadas ou 100 em.Proteção Gonadal Geralmente, a proteção gonadal não é necessária na radiografia craniana. De acordo com a publicação HEW 76-8031,Handbaak af Selected Orgon Doses for Projedions Common in Diognastic Rodiology, com colimação precisa não ocorre contribuição detectávelà exposição gonadal durante a radiografia craniana. No entanto, escudos de chumbo podem ser usados para tranqüilizar o paciente.Proteção Mamária e Tireoidiana Incidências AP dos ossos do crânio e da face podem resultar em exposição adicional da tireóideradiossensível (e das mamas nas mulheres). Um escudo de contato colocado sobre o pescoço e o tórax pode ser usado nessas incidências.Quando houver a possibilidade, devem ser escolhidas as incidências PA em vez das AP.
  14. 14. 366-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOCausas de Erros no PosicionamentoDurante o posicionamento da cabeça do paciente, é necessário observarvários aspectos faciais e palpar marcos anatômicos para posicionar o planocorporal adequado precisamente em relação ao plano do filme. Embora seespere que o corpo humano seja simétrico bilateralmente (isto é, que ametade direita seja exatamente idêntica à metade esquerda), isso não ésempre verdadeiro. As orelhas, o nariz e a mandíbula são freqüentementeassimétricos. O nariz freqüentemente é desviado para um lado do planomediossagital, e as orelhas não estão necessariamente no mesmo local nemsão do mesmo tamanho de cada lado.A mandíbula é também muitas vezes assimétrica. Partes ósseas, como osprocessos mastóides e as margens orbitárias, são marcos seguros para uso.Embora sempre se olhe nos olhos do paciente durante o posicionamento, nãoolhe o nariz, que pode não ser reto.Cinco Erros Comuns de PosicionamentoCinco erros potenciais de posicionamento relacionados às posições do crâniosão os seguintes:1. Rotação2. Inclinação3. Flexão excessiva4. Extensão excessiva5. Angulação incorreta do RCRotação e inclinação são dois erros muito comuns de posicionamento, comovê-se nos desenhos à direita. A rotação do crânio quase sempre resulta emuma nova radiografia; portanto, os planos corporais devem ser alinhadoscorretamente (por exemplo, o plano mediossagital é paralelo ao tampo damesa e/ou ao filme na posição lateral).A inclinação é um declive ou queda lateral do plano mediossagital,ainda que possa não haver rotação (Fig. 11.35).Flexão excessiva ou extensão excessiva da coluna cervical (queixo muitoabaixado ou muito elevado, respectivamente), juntamente com uma angulaçãoincorreta do RC, devem ser evitadas.Aplicações PediátricasComunicação Uma exposição clara do procedimento é necessária para obterconfiança e cooperação máximas do paciente e de seu guardião. Técnicas dedistração que usem brinquedos, bichos de pelúcia e outros itens são tambémeficazes na manutenção da cooperação do paciente.Imobilização As crianças (dependendo da idade e da condição) são muitasvezes incapazes de permanecer nas posições exigidas. A utilização dedispositivos de imobilização para apoiar o paciente é recomendada para reduzira necessidade de contenção do paciente, reduzindo assim a exposição àradiação. (No Capo 20 existe uma descrição detalhada desses dispositivos.)Se o paciente precisar ser contido pelo responsável, o técnico deve fornecera ele um avental de chumbo e/ou luvas. Se o responsável for uma mulher, otécnico deve garantir que não há a possibilidade de gravidez.Fatores Técnicos Os fatores técnicos variam em função dos diversos tamanhose patologias dos pacientes. O uso de curtos períodos de exposição (associadosao uso de mA alta) é recomendado para reduzir o risco de movimentação dopaciente.Aplicações GeriátricasComunicação e Conforto Perda do sensório (por exemplo, vista e audição diminuídas) assocíada ao envelhecimento pode levar o pacientegeriátrico a exigir assistência, tempo e paciência adicionais para obter as posições exigidas para radiografia craniana Se o exame for realizadocom o paciente na posição deitada, a percepção diminuída da posição pode levar esses pacientes a temer uma queda da mesa radiográfica.Um colchão ou almofada radiotransparentes colocados na mesa de exame darão conforto, e cobertores adicionais podem ser necessários paraaquecer o paciente. Tranqüilização e atenção por parte do técnico ajudam o paciente a sentir-se seguro e confortável.Se o paciente for capaz, arealização das posições exigidas na posição ortostática (sentada) em um Bucky vertical pode ser mais confortável, especialmente nos casos decifose acentuada. Imagens laterais obtidas com raio horizontal são freqüentemente indicadas para os pacientes idosos que possuemmovimentação limitada.Fatores Técnicos Devido à alta incidência de osteoporose nos pacientes geriátricos, as mAs podem necessitar de uma diminuição se fatoresde exposição manuais estiverem sendo usados (um ajustamento mínimo de 25% a 30% é necessário para se ter um efeito visível nessaimagem).Os idosos podem apresentar tremores ou dificuldade em permanecer imóveis; o uso de curtos períodos de exposição (associado ao uso de mAalta) é recomendado para reduzir o risco de movimentação.
  15. 15. 367-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOModalidades AlternativasTOMOGRAFIA COMPUTADORIZADAA tomografia computadorizada (Te) é o procedimento de neuro imagem mais comumente realizado. A TC fornece imagens transversais docérebro e dos ossos do crânio nos planos axial, sagital e coro na I, enquanto imagens radiográficas simples fornecem uma imagem em duasdimensões apenas do crânio ósseo.A TC é um instrumento fundamental na avaliação completa do paciente, já que injúrias e patologias da cabeça freqüentemente envolvem océrebro e partes moles associadas. Ela pode fazer a distinção entre coágulos sangüíneos, substâncias branca e cinzenta, líquidocefalorraquidiano (LCR), edema cerebral e neoplasias.RESSONÂNCIA MAGNÉTICAA ressonância magnética (RM) também fornece imagens do cérebro e crânio nos planos axial, sagital e coronal. A RM garante sensibilidadeaumentada na detecção de diferenças entre tecidos normais e anormais no cérebro e partes moles associadas.Os campos magnéticos usados na RM são considerados inofensivos, o que significa que o paciente é poupado da exposição à radiaçãoionizante potencialmente nociva.6ULTRA-SONOGRAFIAA ultra-sonografia (US) do cérebro do recém-nascido (através das fontanelas) é parte integral do seu manejo na unidade de terapia intensiva.Permite uma rápida avaliação e rastreamento dos prematuros em busca de hemorragia intracraniana. É preferível em comparação à TC e RMpara esse propósito, com as vantagens de ser portátil e com menor custo, não exigir sedação do paciente e não fornecer radiação ionizante.A US pode também ser valiosa na investigação e no acompanhamento da hidrocefalia. Suturas cranianas podem também ser avaliadas,ajudando desse modo no diagnóstico de fechamento prematuro de suturas (craniossinostose).lMEDICINA NUCLEARA tecnologia da medicina nuclear fornece um procedimento diagnóstico sensível (o exame ósseo com radionuclídeos) para a detecção demetástases esqueléticas, sendo o crânio o local mais comum. Pacientes que possuem risco ou que apresentam sintomas de metástasescomumente submetem-se a uma varredura óssea. Qualquer anormalidade focal na cintigrafia óssea é então investigada radiograficamente parabuscas adicionais da patologia. (Pacientes com história de mieloma múltiplo são freqüentemente exceções a esse protocolo.)Tecido cerebral pode também ser estudado usando tecnologia de medicina nuclear. Novos elementos radiofarmacêuticos têm permitido queestudos de perfusão do cérebro sejam realizados, tipicamente em pacientes com doença de Alzheimer, distúrbios convulsivos e demência. Aresposta tumoral ao tratamento pode também ser avaliada com essa modalidade.Indicações PatológicasIndicações para procedimentos radiográficos do crânio têm diminuído muito devido à disponibilidade crescente da Te e/ou RM. Hospitaismenores, clínicas e centros rurais podem ainda realizar esses procedimentos, no entanto.Fraturas são uma solução de continuidade em um osso:Observação: Embora as imagens radiográficas simples do crânio forneçamexcelente resolução espacial do osso, a presença ou ausência de uma fratura não exclui a possibilidade de injúria cerebral subjacente.Procedimentos adicionais de aquisição de imagens devem ser realizados (isto é, TC ou RM) para avaliar de maneira completa o tecido cerebral.Fraturas lineares são fraturas do crânio que podem parecer linhas transparentes irregulares ou entalhadas.Fraturas com afundamento são ocasionalmente denominadas fraturas em pingue-pongue. Um fragmento ósseo que está separado podepenetrar na cavidade craniana. Uma vista tangencial pode ser usada para determinar o grau de depressão se a TC não estiver disponível.Fraturas da base do crânio são fraturas através das estruturas internas densas do osso temporal. Essas fraturas são muito difíceis devisualizar devido à complexidade da anatomia nessa área. Se ocorrer sangramento, imagens radiográficas planas podem revelar um nívelhidroaéreo no seio esfenoidal se o raio horizontal for usado na vista lateral.As lesões por projétil de arma de fogo (PAF) podem ser visualizadas pelas radiografias simples, que são tipicamente realizadas para localizarbalas em vítimas de PAF em exames ontem ortem e/ou postmortem. O projétil é facilmente reconhecido devido ao seu conteúdo de chumbo.Neoplasias são crescimentos novos e anormais:Metástases são neoplasias malignas primárias que se disseminam para locais distantes através do sangue e do sistema linfático. O crânio éum local comum de lesdes metastáticas que podem ser caracteriza das e visualizadas nas radiografias das seguintes formas:Osteolíticas são lesões destrutivas com margens irregulares.Osteoblásticas são lesões ósseas proliferativas com densidade aumentada.Lesões osteolíticas e osteoblásticas combinadas possuem aspecto de "roído de traça" nos ossos resultante da mistura de lesões destrutivase blásticas.O mieloma múltiplo consiste em um ou mais tumores originados na medula óssea. O crânio é um local comumente afetado.Os adenomas hipofisários são tumores da hipófise investigados pela TC ou RM. Imagens radiográficas simples podem revelar alargamento dasela turca e erosão do dorso da sela, freqüentemente como um achado incidental.A doença de Paget (osteíte deformante) é uma doença de origem desconhecida que começa como destruição óssea seguida por reparaçãoóssea. Envolve muitos locais ósseos, incluindo o crânio. Nas radiografias, o estágio destrutivo é demonstrado por áreas de transparência, e oestágio reparador possui uma aparência em flocos de algodão, com áreas irregulares de densidade aumentada (esclerose).
  16. 16. 368-- CRANIO E OSSOS DO CRANIOCRÂNIO – SUMÁRIO DAS INDICAÇÕES PATOLÓGICASCONDIÇÃO OU DOENÇA PROCEDIMENTO DE IMAGEM POSSIVEL APARENCIA AJUSTE MANUAL DO FATOR MAIS COMUM RADIOGRÁFICA DE EXPOSIÇÃOFraturas TC, rotina para crânio Nenhumlinear Rotina para crânio, TC Uma linha transparente irregular Nenhum ou entalhada com bordas nítidasDeprimida Incidência tangencial Fragmento ósseo afundado na Nenhum ocasionalmente é útil avidade cranianaBasal Raio horizontal lateral para Uma fratura visualizada nas Nenhum potencial nível hidroaéreo nos estruturas internas densas do seios esfenóides e incidência osso temporal SMV se a condição do paciente permitirLesão por arma de fogo Rotina para crânio, TC Objeto de alta densidade na Nenhum cavidade craniana se a bala não tiver saído; fratura craniana também presente devido à entrada do projétilMetástases Rotina para crânio, cintilografia Depende do tipo de lesão: lesões (+) ou (-) dependendo do tipo de óssea destrutivas com densidade lesão e do estágio da patologia diminuída ou lesões osteoblásticas com densidade aumentada, ou uma combinação com aspecto de "roído de traça"Mieloma múltiplo Rotina para crânio Lesões osteolíticas (-) ou nenhum dependendo da (radiotransparentes) gravidadeAdenoma hipofisário TC RM, AP axial cênica (Towne) e Sela turca aumentada (+) (devido ao tamanho diminuído lateral do campo)Doença de Paget (osteíte Rotina para crânio de rotina Depende do estágio da doença; ( + ) se estiver em estágiodeformante) áreas mistas escleróticas esclerótico avançado (radiodensas) e líticas (radiotransparentes); aparência de flocos de algodãoPara os propósitos deste quadro, a rotina para crânio inclui PA axial (Caldwell), AP axial (Towne) e lateral. Depende do estágio ou da gravidadeda doença ou condição.
  17. 17. 369-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOInformações de PesquisasRotinas departamentais padronizadas (básicas) e opcionais (especiais) para exames do crânio e sela turca foram um tanto consistentes emtodos os Estados Unidos, mas há algumas diferenças nas rotinas entre EUA e Canadá ver lateral do crânio e PA a 0° abaixo). Os resultadosdesse levantamento determinaram normas nacionais para rotinas básicas e especiais, conforme apresentado nas páginas de posicionamentoque se seguem. Ver no Capo 19 detalhes sobre radiografias móveis e no traumatismo.SUMÁRIORotina para Crânio - Rotina ou Básica As incidências básicas mais comunspara a rotina para crânio são as seguintes:AP Towne (98% nos EUA, 96% no Canadá)Laterais, tanto D quanto E (74% nos EUA, 32% no Canadá) ouLateral única, D ou E (31% nos EUA, 70% no Canadá)PA Caldwell (79% nos EUA, 70% no Canadá)PA a 0° (52% nos EUA, 40% no Canadá) Ambas as laterais de rotina foram o padrão consistente em todas as regiões dos EUA, mas a lateralúnica foi mais de duas vezes comum no Canadá.A PA a 0° foi mais comum como incidência básica nos EUA que no Canadá e também indicada com uma diferença regional significativa nosEUA, com rotina indicada por 73% no Oeste e apenas 51 % no Leste e 49% no Meio-Oeste. (Ver apêndice no final do livro para mais diferençasregionais de outras incidências.)Incidências de Crânio Especiais. A PA axial a 25° cefálica (método de Haas). foi indicada como incidência especial por 40% dosrespondentes no levantamento nos EUA e 26% no Canadá. Essa freqüência foi maior nos EUA em comparação com 1995, quando foi de 30%.A SMV continua a ser uma incidência craniana especial, como indicado por 38% nos EUA e 33% no Canadá. Isso não foi significativamentealterado nos EUA desde os levantamentos prévios.Sela Turca. A lateral, como já se esperava, foi ainda a posição básica mais comum para a sela turca, mas menos freqüente em 1999 (64% nosEUA, 66% no Canadá) que em 1995, quando foi indicada por 80%, e por 96%, em 1989. (Isso reflete a tendência do uso rotineiro aumentado deoutras modalidades em vez da aquisição convencional de imagens do crânio para patologia intracraniana.)A mesma tendência é vista para asegunda incidência da sela turca, a AP axial (Towne), que foi indicada como rotineira por 49% nos EUA (50% no Canadá); em 1995, issoocorreu em 59% nos EUA.Procedimentos Operacionais Padronizados e EspeciaisCertas incidências ou posições básicas e especiais para o crânio (rotina para crânio) e sela turca são demonstradas e descritas nas páginas se-guintes como sugerido pelas rotinas ou procedimentos departamentais padronizados básicos e especiais.INCIDÊNCIAS BÁSICASIncidências básicas ou padronizadas, às vezes referidas como incidências de rotina ou rotinas departamentais, são aquelas incidênciascomumente feitas nos pacientes comuns que conseguem cooperar na realização do procedimento.INCIDÊNCIAS ESPECIAISIncidências especiais são aquelas incidências mais comuns feitas como incidências adicionais ou extras a fim de demonstrar melhor certascondições patológicas ou estruturas anatômicas específicas.INCIDÊNCIAS BÁSICAS E ESPECIAIS(Ver rotina para crânio em vítimas de traumatismo, Capo 19 - "Radiografia Móvel e no Traumatismo")Rotina para CrânioBÁSICAAP axial (método de Towne) :-370Lateral -371PA axial a 15°(método de Caldwell) 372ou PA axial a 25° a 30º 372PAa Oº 373ESPECIALSubmentovértice (SMV) 374PA axial (método de Haas)- 375Sela TurcaBÁSICALateral 376AP axial (método de Towne) 377
  18. 18. 370CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOINCIDENCIA AP AXIAL: ROTINA PARA CRÂNIO-- Método de Townepatologia DemonstradaFraturas cranianas (deslocamento medial e lateral), processos neo plásicos edoença de PagetRotina para CrânioBÁSICAAP axial (método de Towne)lateralPA a 15. (método de Caldwell) ou PA a 25. a 30.PA a O°.Fatores TécnicosTamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), em sentido longitudinalGrade móvel ou estacionárialimite de 70-80 kVpPonto focal pequenoTécnica e dose:Posição do Paciente Tirar todos os objetos de metal, plástico ou outrosobjetos removíveis da cabeça do paciente. Fazer a radiografia com o pacientena posição ortostática ou em decúbito dorsal.Posição da ParteAbaixar o queixo, trazendo a LOM perpendicular ao filme. Para pacientesincapazes de flexionar o pescoço a essa extensão, alinhar a LlOM perpendicularao filme. Adicionar um suporte radiotransparente sob a cabeça se necessário(ver Observação abaixo).Alinhar o plano mediossagital ao RC e à linha médiado porta-filme ouda mesa/superfície do Bucky..Assegurar-se de que não haja rotação e/ou inclinação da cabeça. . Garantirque o vértice do crânio esteja no campo do raio X.Raio CentralAngular o RC a 30° caudal em relação a LOM, ou 37° caudal em relação aLlOM (ver observação abaixo).Centralizar no plano mediossagital, 2 1/2 polegadas (6 cm) acima da glabela,ou atravessar aproximadamente 3/4 de polegada (2 cm)superior ao nível das MÃES (sairá no forame magno).Centralizar o filme ao RC projetado.DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).Colimação Colimar nas margens externas do crânio. Respiração Prender arespiração.Observação: Se o paciente for incapaz de abaixar o queixo suficientementepara trazer a LOM perpendicular ao filme, mesmo com uma esponja pequenasob a cabeça, a linha infra-orbitomeatal (LlOM) pode ser colocadaperpendicularmente em lugar da LOM, e a angulação do RC pode seraumentada para 37° caudal. Isso mantém o ângulo de 30° entre a LOM e oRC e demonstra as mesmas relações anatômicas. (Existe uma diferença de 7° entre a LOM e a LIaM.)Critérios RadiográficosEstruturas Mostradas: . Osso occipital, pirâmides petrosas e forame magnosão mostrados com o dorso da sela e clinóides posteriores visualizados nasombra do forame magno.Posição:Distância igual do forame magno até a margem lateral do crânio emambos os lados indica ausência de rotação. . Dorso da sela e clinóides posterioresvisualizados no forame magno indicam angulação correta do RC e flexão/extensãoadequadas do pescoço. A angulação insuficiente do RC projetará o dorso da selaacima do forame magno, e a angulação excessiva projetará o arco anterior de C1para o interior do forame magno em vez do dorso da sela. . Cristas petrosas devemestar simétricas e visualizadas superiormente aos processos mastóides.Colimação e RC: Todo o crânio é visualizado na imagem com o vértice próximo aotopo, e o forame magno está aproximadamente no centro. . Bordas de colimaçãoestão voltadas para a margem externa do crânio.Critérios de Exposição: . Densidade e contraste são suficientes para visualizar o ossooccipital e estruturas selares dentro do forame magno. . Margens ósseas nítidasindicam ausência de movimento.
  19. 19. 371-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOPOSIÇÃO LATERAL – DIRETITA E/OU ESQUERAD: ROTINA PARA CRÂNIOPatologia DemonstradaFraturas cranianas, processos neoplásticos e doença de Paget sãodemonstrados. Uma rotina craniana global comum inclui as laterais tanto direitaquanto esquerda.Rotina no trauma: Um feixe horizontal é necessário para se obter uma vistalateral nos pacientes traumatizados. Isso pode demonstrar níveis hidroaéreosno seio esfenoidal, um sinal de fratura de base de crânio se ocorrer sangramentointracraniano. Ver Capo 19 para detalhes completos sobre trauma craniano.Rotina para CrânioBásicaAP axial (método de Towne)lateralPA a 15° (método de Caldwell) ou PA a 25° a 30°PA a O°Fatores TécnicosTamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), no sentido transversalGrade móvel ou estacionárialimite de 70-80 kVpPonto focal pequenoTécnica e dose:Posição do Paciente Tirar todos os objetos de metal, plástico ou outrosobjetos removíveis da cabeça do paciente. Fazer a radiografia com opaciente na posição ortostática ou deitada, semipronada (posição de Sim).Posição da ParteColocar a cabeça em uma posição lateral verdadeira, com o lado de interessepróximo do filme e o corpo do paciente com a obliqüidade necessária para seuconforto. (Uma forma de avaliar a rotação é palpar a protuberância occipitalexterna posteriormente e o násio ou glabela anteriormente e garantir que essesdois pontos estejam à mesma distância do tampo da mesa.)Alinhar o plano mediossagital paralelamente ao filme, garantindo que não hajarotação ou inclinação.Alinhar a linha interpupilar perpendicularmente ao filme, garantindo que nãohaja inclinação da cabeça (ver Observação abaixo).Ajustar a flexão do pescoço para alinhar a LIaM perpendicularmente à bordaanterior do filme. (LGA estará paralela à borda anterior do filme.)Raio CentralDirecionar o RC perpendicular ao filme.Centralizar para um ponto cerca de 2 polegadas (5 cm) superior ao MAE.Centralizar o filme em relação ao RCDFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).Colimação Colimar as margens externas do crânio.Respiração Prender a respiração durante a exposição.Observação: Para pacientes na posição deitada, um suporte radiotransparentecolocado sob o queixo ajudará a manter a posição lateral verdadeira. Um pacientecom tórax largo pode exigir uma esponja radiotransparente sob toda a cabeçapara evitar inclinação, e um paciente magro pode exigir suporte sob a partesuperior do tórax.Critérios RadiográficosEstruturas Mostradas: Metades cranianas superpostas com detalhes superioresda região lateral do crânio próximos ao filme são demonstradas. Toda a sela turca,incluindo os clinóides anteriores e posteriores e o dorso dasela, é também mostrada. A sela turca e clivus são demonstrados em perfil.Posição: (Ver Fig. 11.55 para melhor visualização da anatomia central do crânioa fim de determinar inclinação ou rotação.) . Nenhuma rotação ou inclinação docrânio é evidente. . Rotação é evidenciada pela separação anterior e posteriordas estruturas bilaterais simétricas como os MAE, ramos mandibulares e asasmaiores do esfenóide. . Inclinação é evidenciada pela separação superior einferior dos tetos orbitários (lâminas), MÃES e asas menores do esfenóide.Colimação e RC: Todo o crânio visualizado nessa imagem, com a região 2polegadas (5 cm) superior às MÃES aproximadamente no centro. . Bordas decolimação voltadas para a margem externa do crânio.Critérios de Exposição: Densidade e contraste são suficientes para visualizardetalhes ósseos das estruturas selares e crânio circundante.. Margens ósseas nítidas indicam ausência de movimento.
  20. 20. 372—CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOINCIDÊNCIA PA AXIAL : ROTINA PARA CRÂNIO—RC a 15º (Método de Caldwell) ou RC a 25º a 30ºPatologia DemonstradaFraturas cranianas (deslocamento lateral e mediai), processos neoplásicos edoença de PagetRotina para CrâniobásicaAP axial (método de Towne)lateralPA a 15° (método de Caldwell) ou PA a 25 a 30PA a OFatores TécnicosTamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), em sentido longitudinalGrade móvel ou estacionárialimite de 70-80 kVpPonto focal pequenoTécnica e dose:Posição do Paciente: Tirar todos os objetos de metal, plástico ou outros objetosremovíveis da cabeça do paciente. Fazer a radiografia com o paciente na posiçãoortostática ou pronada.Posição da ParteApoiar a fronte e o nariz do paciente contra a mesa/superfície de Bucky. Flexionaro pescoço conforme necessário para alinhar a LOM perpendiularmente ao filme.Alinhar o plano mediossagital perpendicularmente à linha média doporta-filme ou mesa/superfície de Bucky para evitar rotação e/ou inclinação da cabeça.Centralizar o filme ao Rc.Raio CentralAngular o RC 15° caudal e centralizar para sair no násio.Alternar o RC de 25° a 30° caudal e também centralizar para sair no násio.DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).Colimação Fazer a colimação nas margens externas do crânio.Respiração Prender a respiração.Alternar de 25° a 30°: Uma incidência alternativa é uma angulação do tubo a25° a 30° caudal para melhor visualizar as fissuras orbitárias superiores(setas pretas), o forame redondo (setas brancas pequenas) e a região da bordaorbitária inferior.Observação: Uma angulação caudal diminuída do RC e/ou flexão aurnentadado pescoço (queixo para baixo) resultarão na incidência das pirâmides petrosassobre a porção superior das órbitas.Incidência AP axial alternativa: Para pacientes incapazes de serem posicionadospara uma incidência PA (por exemplo, pacientes traumatizados), uma incidênciaAP axial pode ser obtida usando uma angulação cefálica de 15°, posicionandoa LOM perpendicularmente ao filme.Critérios RadiográficosEstruturas Mostradas: Asas maiores e menores do esfenóide, osso frontal,fissuras orbitais superiores, seios frontais e células etmoidais anteriores, margensorbitais superiores e crista galli.PA com angulação caudal de 25° a 50°. ém das estruturas mencionadaspreviamente, o forame redondo adjacente a cada borda orbital inferior évisualizado (ver setas brancas, Fig. 11.44) e as fissuras orbitais superioressão visualizadas em sua totalidade (ver setas pretas, Fig. 11.44) no interiordas órbitas. Posição: A ausência de rotação é avaliada pela distância igualda linha orbital oblíqua até a margem lateral do crânio de cada lado, fissurasorbitais superiores simétricas no interior das órbitas e extensão correta dopescoço (alinhamento da lOM).PA com angulação caudal de 15°: Pirâmides petrosas projetadas para dentrodo terço inferior das órbitas. . Margens orbitais superiores visualizadas semsobreposição.PA com angulação caudal de 25° a :50°: Pirâmides petrosas projetadas naborda orbitária inferior ou justamente abaixo dela, para permitir visualizaçãode toda a margem orbital.Colimação e RC: Todo o crânio é visualizado na imagem, com o násio no centro.Bordas de colimação estão voltadas para as margens externas do crânio.Critérios de Exposição: Densidade e contraste são suficientes para visualizar oosso frontal e as estruturas selares sem superexposição das regiões do perímetrodo crânio. . Margens ósseas nítidas indicam ausência de movimento.
  21. 21. 373-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOINCIDÊNCIA PA : ROTINA PARA CRÂNIO-- RC a Oºpatologia DemonstradaFraturas cranianas (deslocamento medial e lateral), processos neoplásicose doença de PagetFatores TécnicosTamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), em sentido longitudinalGrade móvel ou estacionáriaFaixa de 70-80 kVpPonto focal pequenoTécnica e dose: em KviRotina para CrânioBÁSICAAP axial (método de Towne)lateralPA a 15° (método de Caldwell)ou PA a 25° a 30° PAaOoPosição do Paciente Tirar todos os objetos de metal, plástico ou outrosobjetos removíveis da cabeça do paciente.Fazer a radiografia com o paciente na posição ortostática ou pronada.Posição da ParteApoiar a fronte e o nariz do paciente contra a mesa/superfície de Bucky. . Flexionaro pescoço para alinhar a LOM perpendicularmente ao filme.Alinhar o plano mediossagital perpendicularmente à linha média damesa/superfície de Bucky para evitar rotação e/ou inclinação da cabeça ( Mães àmesma distância da mesa/superfície de Bucky).Centralizar o filme ao RCRaio CentralRC perpendicular ao filme (paralelo a LOM) e centralizado para sair na glabela.DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).Colimação Fazer a colimação nas margens externas do crânio.Respiração Prender a respiração durante a exposição.Critérios RadiográficosEstruturas Mostradas: Osso frontal, crista galli, condutos auditivos internos,seios frontais e células etmoidais anteriores, cristas petrosas, asas maiores emenores do esfenóide e dorso da sela.Posição: A ausência de rotação é evidente, como indicado pelas distânciasiguais bilateralmente da linha orbital oblíqua até a margem lateral do crânio.Cristas petrosas preenchem as órbitas e se sobrepõe à região orbital superior.Clinóides posteriores e anteriores são visualizados logo acima das células etmoidais.Colimação e RC: Todo o crânio é visualizado na imagem, com o násio no centro.Bordas de colimação voltadas para as bordas externas do crânio são visíveis.Critérios de Exposição: Densidade e contraste são suficientes para visualizar oosso frontal e as estruturas ósseas circundantes. . Margens ósseas nítidas indicamausência de movimento.
  22. 22. 374-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOINCIDÊNCIA SUBMENTOVÉRTICE (SMV): SÉRIE CRANIANAAdvertência: Afaste a possibilidade de fratura ou subluxação cervical nopaciente traumatizado antes de tentar essa incidência.Patologia DemonstradaPatologia óssea avançada das estruturas internas do osso temporal (base docrânio, fratura da base do crânio).Rotina para CrânioESPECIALsubmentovértice (SMV)Fatores TécnicosTamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), em sentido longitudinalGrade móvel ou estacionáriaFaixa de 70-80 kVpPonto focal pequenoTécnica e dose:Proteção Proteja a região torácica superior do paciente (a proteção do pescoçoe da tireóide obscurecerá a área de interesse).Posição do Paciente Tirar todos os objetos de metal, plástico ou outros objetosremovíveis da cabeça do paciente. Fazer a radiografia com o paciente naposição ortostática ou em decúbito dorsal.A posição ortostática, que é mais fácil para o paciente, pode ser feita com umamesa ereta ou um Bucky vertical (ver Fig. 11.48, detalhe).Posição da ParteElevar o queixo do paciente, hiperestendendo o pescoço se possível até que alinha infra-orbitomeatal (LIaM) esteja paralela ao filme (ver Observações abaixo).Apoiar a cabeça do paciente pelo vértice.Alinhar o plano mediossagital perpendicularmente à linha média do porta-filme ou mesa/superfície de Bucky, evitando rotação e/ou inclinação.Decúbito dorsal: Com o paciente em decúbito dorsal, estenda a cabeça dopaciente acima do fim da mesa e apóie o porta-filme e a cabeça conformemostrado, mantendo a LIaM paralela ao filme e perpendicular ao RC Se amesa não se inclinar como mostrado na Fig. 11.48, use um travesseiro sob odorso do paciente para permitir extensão suficiente do pescoço.Ereta: Se o paciente for incapaz de estender suficientemente o pescoço,compense através da angulação do RC para mantê-Io perpendicular a LIaM.Dependendo do equipamento usado, o filme pode também ser angulado paramanter a relação perpendicular com o RC (como no caso do Bucky verticalajustável).Essa posição é muito desconfortável para os pacientes tanto na posiçãoortostática quanto no decúbito dorsal; realize o exame o mais rápido possível.Raio CentralO RC é perpendicular à linha infra-orbitomeatal.Centralizar a 3/4 de polegada (2 cm) anterior ao nível das MÃES (a meiocaminho entre os ângulos da mandíbula).Centralizar o receptor de imagem (filme) em relação ao Rc.DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).Colimação Colimar nas margens externas do crânio.Respiração Prender a respiração.Critérios RadiográficosEstruturas Mostradas: Forame oval e espinhal, mandíbula, seio esfenoidal ecélulas etmoidais posteriores, processos mastóides, cristas petrosas, palatoduro, forame magno e osso occipital.Posição: Extensão correta do pescoço e a relação entre a LlOM e o RC,indicada pelos côndilos mandibulares projetados anteriormente às pirâmidespetrosas e osso frontal e sínfises mandibulares sobrepostos. . Ausência derotação ou inclinação, como indicado pela distância igual bilateralmente doscôndilos mandibulares até a borda lateral do crânio.Colimação e RC: Todo o crânio é visualizado na imagem, com o forame magnono centro aproximado. . Bordas de colimação visíveis nas margens externas do crânio.Critérios de Exposição: Densidade e contraste são suficientes para visualizara superfície externa do forame magno. . Margens ósseas nítidas indicam ausência de movimento.
  23. 23. 375-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOINCIDENCIA PA AXIAL: ROTINA PARA CRÂNIO - Método de HaasPatologia DemonstradaOSSO occipital, pirâmides petrosas e forame ESPECIAL magno, dorso dasela e clinóides posteriores são mostrados.Essa é uma incidência alternativa para pacientes que não podem flexionar opescoço suficientemente para a incidência AP axial (Towne). Há ampliação daárea occipital, mas resulta em doses menores para as estruturas faciais eglândula tireóide.Não é recomendada quando o osso occipital é a área de interesse devido àampliação excessiva.Rotina para CrânioSubmentovértice(SMV)PA axial (métodoHaas)Fatores TécnicosTamanho do filme - 24 x 30 cm (10 x 12 polegadas), em sentido longitudinalGrade móvel ou estacionáriaFaixa de 70-80 kVpPonto focal pequenoTécnica e dose:Posição do Paciente Tirar todos os objetos de metal, plástico ou outrosobjetos removíveis da cabeça do paciente. Fazer a radiografia com opaciente na posição ortostática ou pronada.Posição da ParteApoiar a fronte e o nariz do paciente contra a mesa/superfície do Bucky.Flexionar o pescoço, trazendo a LOM perpendicularmente ao filme. Alinharo plano mediossagital perpendicularmente ao RC e à linha média do porta- filmeou mesa/superfície de Bucky.Assegurar-se de que não há rotação ou inclinação (plano mediossagitalperpendicular ao filme).Raio CentralAngular o RC 250 cefálico à LOM.Centralizar o RC ao plano mediossagital através do nível das MÃES. .Centralizar o receptor de imagem em relação ao RC projetado.DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).Colimação Fazer a colimação nas margens externas do crânio em todos os lados.Respiração Prender a respiraçãoCritérios RadiográficosEstruturas Mostradas: Osso occipital, pirâmides petrosas e forame magno,com o dorso da sela e clinóides, posteriores visualizados na sombra doforame magno.Posição:A ausência de rotação é evidenciada pela distância igual do foramemagno até a margem lateral do crânio em ambos os lados. . Dorso da sela eclinóides posteriores são visualizados no forame magno, o que indica corretaangulação do RC e flexão e extensão adequadas do pescoço. As cristaspetrosas devem estar simétricas e visualizadas superiormente aos processosmastóides.Colimação e RC: Todo o crânio é visualizado na imagem, com o vérticepróximo ao topo e o forame magno e as porções mastóideas próximas à parteinferior. . Bordas de colimação são visíveis nas margens externas do crânio.Critérios de Exposição: Densidade e contraste são suficientes para visualizaro osso occipital e as estruturas selares no interior do forame magno. . Margensósseas nítidas indicam ausência de movimento.
  24. 24. 376-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOPatologia DemonstradaAdenomas hipofisários podem alterar a morfologia da sela turca.Sela TurcaBÁSICALateralAP axial (método de Towne)Fatores TécnicosTamanho do filme - 18 x 24 cm (8 x 10 polegadas), um sentido transversalGrade móvel ou estacionáriaFaixa de 70-80 kVpPonto focal pequenoTécnica e dose:Posição do Paciente: Tirar todos os objetos de metal, plástico ou outrosobjetos removíveis da cabeça do paciente. Fazer a radiografia com o pacientena posição ortostática ou deitada semipronada (posição de Sim).Posição da ParteSituar a cabeça do paciente em uma posição lateral verdadeira; posicionar opaciente obliquamente conforme necessário para dar-lhe conforto.Alinhar a linha interpupilar perpendicularmente à mesa/superfície do Bucky.Alinhar o plano mediossagital paralelamente à mesa/superfície do Bucky.Situar a linha infra-orbitomeatal perpendicularmente à borda anterior do filme.Raio CentralAlinhar o RC perpendicularmente ao filme.Centralizar num ponto 3/4 de polegada (2 em) anterior e 3/4 de polegada(2 em) superior ao meato acústico externo (MAE).Centralizar o receptor de imagem (filme) com o RCDFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).Colimação Fazer a colimação para um campo com tamanho deaproximadamente 4 polegadas quadradas (10 crn2).Respiração Prender a respiração durante a exposição.Observação: Para obter uma imagem detalhada nítida da sela turca, o uso deum ponto focal pequeno e de colimação fechada é essencial.Critérios RadiográficosEstruturas Mostradas: Sela turca, processos clinóides anteriores e posteriores,dorso da sela e clivus.Posição: A sela turca é visualizada sem rotação ou inclinação, conformeindicado pelo seguinte: . A sela turca e o clivus são demonstrados em perfil.Os processos clinóides anteriores e posteriores estão sobrepostos, e as asasmaiores e menores do esfenóide estão sobrepostas.A rotação pode ser diferenciada da inclinação pelo seguinte:A rotação é evidenciada pela separação anterior e posterior das estruturasbilaterais simétricas como os MÃES, ramos mandibulares e asas maiores doesfenóide. A inclinação é evidenciada pela separação superior e inferior dosetos orbitários (lâminas), MAE e asas menores do esfenóide.Colimação e RC: Imagem com colimação fechada, com a sela turca no centro.Critérios de Exposição: Densidade e contraste são suficientes para visualizarclaramente a sela turca e a fossa hipofisária. . Margens ósseas nítidas indicamausência de movimento.
  25. 25. 377 -- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIOINCIDÊNCIA AP AXIAL: SELA TURCAPatologia DemonstradaAdenomas hipofisários podem alterar a morfologia da sela turca.Sela TurcaBásicaLateralAP axial (método de TowneFatores TécnicosTamanho do filme - 18 x 24 cm (8 x 10 polegadas), em sentido longitudinalGrade móvel ou estacionáriaFaixa de 80 +/- 5 kVpPonto focal pequenaTécnica e dose:Proteção Proteger a região torácica superior do paciente.Posição do Paciente: Tirar todos os objetos de metal, plástico ou outrosobjetos removíveis da cabeça do paciente. Fazer a radiografia com opaciente na posição ortostática ou no decúbito dorsal.Posição da ParteApoiar a parte posterior do crânio do paciente contra a mesa/superfíciedo Bucky. . Flexionar o pescoço para trazer a LlOMperpendicularmente ao filme.Alinhar o plano mediossagital perpendicularmente à linha média doportafilme ou da mesa/superfície do Bucky.Raio CentralAngular o RC 37° caudal à LOM se o dorso da sela e os processosclinóides posteriores forem o interesse principal.Angular o RC 30° caudal se os processos clinóides anterioresforem o interesse principal.Centralizar no plano mediossagital 1 1/2 polegada (4 em) acima doarco superciliar. (O RC sairá no forame magno.)Centralizar o filme com o RC projetado.DFoFi mínima de 40 polegadas (100 cm).Colimação Fazer a colimação para um campo cerca de 4 polegadasquadradas (lOcm).Respiração Prender a respiração durante a exposição.Observação: Para obter uma imagem detalhada e nítida da sela turca,o uso de um ponto focal pequeno e de colimação fechada é essencial.Critérios RadiográficosEstruturas Mostradas: Dorso da sela, processos clinóides anteriorese posteriores (dependendo da angulação do RC), forame magno,cristas petrosas e osso occipital.Posição: Nenhuma rotação é evidente, conforme indicado pelas cristaspetrosas simétricas e pelas distâncias iguais do plano mediossagital(que pode ser identificado pela lâmina perpendicular) até cada processo clinóide anterior. . Uma imagem corretamente posicionada apresentaráos seguintes aspectos (a angulação do RC exigida depende das estruturas de interesse):37° de angulação caudal: Dorso da sela e processos clinóides posteriores são projeta dos para o interior do forame magno.30° de angulação caudal: Clinóides anteriores são claramente visualizados, adjacentes a cada crista petrosa, diretamente acima do foramemagno; o dorso da sela é projetado acima do forame magno, sobrepondo o osso occipital.Colimação e RC: Uma imagem com colimação fechada, com o dorso da sela localizado no centro.Critérios de Exposição: Densidade e contraste são suficientes para visualizar o dorso da sela através das estruturas cranianas adjacentes. .Margens ósseas nítidas indicam ausência de movimento.
  26. 26. 378-- CRÂNIO E OSSOS DO CRÂNIORadiografias para CríticaCada uma dessas radiografias cranianas mostra no mínimo um erro repetido. Essas, juntamente com audiovisuais, fornecerão uma base paradiscussão em classe e/ou no laboratório de posicionamento sobre críticas radiográficas.Veja se você consegue criticar cada uma dessas radiografias com base nas categorias descritas no livro e esboça das à direita. Como umexercício crítico inicial. coloque uma marcação em cada categoria que demonstra um erro passível de repetição para aquela radiografia.Os cadernos de exercícios* dos estudantes fornecem mais espaço para escrever comentários e também fornecem respostas críticas completaspara cada uma dessas radiografias. Respostas são dadas no Apêndice B, no final deste livro.*Disponíveis apenas na versão em inglês, diretamente da editora Mosby, Inc.ARADIOGRAFIAS1. Estruturas mostradas A B C D E2- Posicionamento3. Colimação e RC4. Critérios de exposição5. Marcadores

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