Geadas, prevenção e recuperação de lavouras geadas heverly morais

1.440 visualizações

Publicada em

Fundação Procafé

Publicada em: Meio ambiente
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.440
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
32
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
61
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide
  • Problema que tem ano a ano diminuido a area plantada de café no paraná, desde 1975 quando todo norte, centro e oeste do paraná era só café. Devido a geada e preços do café, metade da área de café plantada o ano passado foi erradicada para plantio de grãos. A geada é um problema de dificil solução, como toda intempérie climática, como todo evento extremo. Mas exitem algumas medidas que pode amenizar o problema, como nós vamos ver aqui hoje.
  • Nem sempre quando há gelo sob os vegetais ocorreu geada agronomica, pois as vezes a temperatura letal do vegetal pode não ter sido atingida.
  • Parte da radiacao solar é refletida e parte absorvida pela superficie e posterior reemissão no periodo noturno. O vapor daqua contido na atmosfera retem ou intercepta a radiação de onda longa consequntemente quando há alta umidade do ar o abaixamento da temperatura será bem menos pronunciado. Por isso em dias nublados não ocorre geadas.
    Após o por do sol o solo e as plantas vão perder calor tornando-se mais frios que o ar circunvizinho, assim o fluxo de calor passa a ocorrer do ar mais quente para o solo mais frio, como o ar é um mau condutor de calor isso ocorre até 3 metros de altura, as temperaruras menores vão ocorrer mais proximas do solo. Também devido ao ar frio ser mais denso vai se aculumular mais proximo da superficie.
  • Geada de vento. Os polos terrestres são regiãos concentradoras de massas de ar com baixas temperaturas e altas pressão atimosferica. Com isso em função da circulação atmosferica pode provocar o deslocamento dessas massas de alta prossão e baixa temperaturas para centros de menor pressão mais aquecidos. Assim ao entrar em contato com os vegetais o ar frio queima e morte dos tecidos vegetais sem a deposição de gelo, pois a umidade relativa está extrememente baixa. Geralmente ocorre a queima só de um lado da planta e nesse lado nãoháprodução de café no ano seguinte. Danos geada de canela não aparecem imediatemante a morte da parte aerea ocorre lentamente devido a morte dos tecidos do floema em que não há mais circulação descendente da seiva elaborada.
  • A grevilea possui sistema radicular pivotante e profundo apresentando baixa competição como cafeeiros. Copa não densa que permite a passagem de luz também não apresenta muita competição por luz.
  • Populações de 50 a 70 arvores por hectare não reduziu a produção do café. E populações a partir de 70 plantas por hectare protege o cafeeiro contra a geada.
  • Podas leves ou de limpeza
    É realizada em cafeeiros levemente atingidos pela geada, consistindo em se eliminar mecânica ou normalmente, os ramos secos existentes na planta. Nas plantas jovens com “canela de geada” a quebra manual da haste principal seca é também caracterizada como poda leve.
     
       Decote
    É uma poda alta que consiste na retirada do “ponteiro” da planta a uma altura variável, de 1,50 a 2,0 m do solo, dependendo até que altura o tronco e ramos dessa área da planta foram atingidos.
    A operação pode ser realizada com foice, tesoura de poda, decotadeiras mecânicas.
    Posteriormente, a lavoura deve ser conduzida com livre crescimento dos brotos ou com desbrotas para manter apenas  de um a dois brotos por tronco de cafeeiro.
    Sem qualquer desbrota a produção do primeiro ano após a poda é maior porém, com o tempo, há um “envassouramento” devido ao grande número de brotos existentes no local, diminuindo a produtividade da lavoura.
    O sistema de desbrota com condução de certo número de brotos, inicialmente mais oneroso, mantém a planta com maior vigor e com uma estrutura produtiva por mais tempo.
     
      Esqueletamento ou poda lateral
    O esqueletamento consiste no corte dos ramos laterais do cafeeiro, deixando apenas parte do ramo, recomendando-se que seja de 30 a 40 cm do tronco principal. A estrutura central da planta fica intacta, ou seja, o tronco e os ramos secundários na distância de corte efetuada. Normalmente, o esqueletamento é acompanhado de um decote do ponteiro do cafeeiro a altura variável, dependendo do sistema de condução que a planta vai ser submetida.
    Se houver emissão de ramos ladrões do tronco devido a exposição ao sol, estes deverão ser removidos através de desbrotas.
    Para lavoura geada este tipo de poda é recomendada para casos de queima parcial, quando o tronco não foi atingido.
    A planta se recupera rapidamente, havendo a perda de apenas uma safra.
     
      Desponte
    É também um corte vertical dos ramos secundários, somente que a uma distância maior do tronco principal, nunca inferior a 60 cm. Assemelha-se praticamente a uma “poda leve” e aplica-se a cafeeiros que receberam uma queima superficial.
     
      Recepa
     É uma poda drástica, efetuada a 40 cm do solo, com eliminação total da parte aérea do cafeeiro. É recomendada apenas para casos extremos de geada (queima severa), quando além dos ramos laterais, praticamente todo tronco é queimado. Com a recepa fica-se dois anos sem safra.
    Posteriormente ao corte, desbrotas nunca inferiores a três deverão ser realizadas para que haja uma boa condução de ramos. Essas desbrotas deverão ser iniciadas quando os brotos  tiverem em torno de 20 a 30 cm de comprimento.
  • Geadas, prevenção e recuperação de lavouras geadas heverly morais

    1. 1. Geada e a cafeicultura: prevenção e recuperação .:: Varginha – MG - 13/08/2014 ::..:: Varginha – MG - 13/08/2014 ::. Heverly Morais Agrometeorologia IAPAR – Londrina, PR
    2. 2. Sumário Parte I – Geada: conceituação, condições para ocorrência, tipos, caracterização, Alerta Geada Parte II – Métodos de proteção: ao nível de macroclima, topoclima e microclima; espécies/cultivares Parte III – Recuperação: podas
    3. 3. Parte I – Geada: conceituação, condições para ocorrência, tipos, caracterização, Alerta Geada
    4. 4. Geada Definição física - Congelamento do orvalho ou sublimação do vapor d’agua sobre uma superfície, provocado pela queda da temperatura abaixo de 0ºC. Definição agronômica – Queda de temperatura que provoca danos aos vegetais.
    5. 5. Geada: aspecto anato-fisiológico no tecido vegetal Formação de cristais de gelo entre as células – queda do potencial hídrico – desidratação e rompimento das paredes celulares - morte das células Sensibilidade do cafeeiro arábica à geada : -3ºC folha -2ºC base do tronco Dano no cafeeiro depende: intensidade da geada, tempo de exposição ao frio, idade da planta, nutrição da planta, porte do cafeeiro, espécie.
    6. 6. Condições para ocorrer a geada Entrada e intensidade da massa polar (pressão atmosférica) 13-07-2000 09:00 h LOCAL 13/jul 14/jul 17/jul 18/jul 20/jul 21/jul 24/jul APUCARANA 2,0 3,3 6,7 2,0 ASSIS CHATEAUBRIAND -0,3 -1,0 -0,7 4,0 -0,4 2,8 0,8 BANDEIRANTES 2,5 4,1 0,2 1,5 2,4 0,0 2,5 BELA VISTA DO PARAISO 2,2 5,4 1,6 6,0 5,4 6,2 4,6 CAMBARA -0,1 2,1 -1,8 1,2 0,0 0,1 1,6 CAMPO MOURÃO -0,9 -2,6 -4,4 0,1 -0,3 -1,4 -1,9 CIANORTE 0,8 2,8 0,0 5,2 2,2 5,2 3,1 GUAIRA 0,7 -0,4 0,3 3,7 0,5 3,0 1,2 IBIPORÃ 2,4 3,6 0,0 3,2 4,2 2,8 4,2 JAGUARIAIVA -1,3 0,8 -2,5 -1,7 -2,2 -3,0 0,6 JOAQUIM TÁVORA -1,8 3,2 -2,8 -0,8 -1,2 -2,8 0,2 LONDRINA -0,3 1,3 -1,3 1,9 1,6 0,9 1,5 MARINGA 0,2 1,4 0,2 6,7 2,8 8,1 2,5 PALOTINA -1,9 -3,2 -3,9 -0,7 -4,6 -2,0 -2,9 PARANAVAI 0,2 1,3 0,5 6,9 2,5 5,9 2,5 SANTA HELENA 2,6 -0,3 -0,1 3,0 -0,1 3,3 0,8 UMUARAMA -0,3 0,6 1,2 5,9 2,3 7,2 3,0 Londrina – 1030 mbar Sul de Minas – 1022 mbar
    7. 7. T E M P E R A T U R A ( C ) ALTURA(cm) 3 0 0 2 5 0 2 0 0 1 5 0 1 0 0 5 0 0 10 2 3 4 5 Gis/2000 Céu sem nebulosidade G is/ 2 0 0 0 R a d ia ç ã o A b s o r v id a e R e f le t id a p e la A t m o s f e r a R a d ia ç ã o T e r r e s t r e d e O n d a s L o n g a s R a d ia ç ã o S o la r d e O n d a s C u r t a s q u e c h e g a à S u p e r f í c ie T e r r e s t r e Condições para ocorrer a geada Inversão térmica Estação meteorológica 1 e 0 Folha do cafeeiro -3 e -4 Temperatura de relva -5 e -6 Temperatura (ºC)
    8. 8. Tipos de geada  Geada de radiação ou geada branca Formação de orvalho e congelamento sobre a planta ou sublimação do vapor d’agua próximo da folha.  Geada de vento ou geada negra Queima dos tecidos e aspecto enegrecido de um lado da planta. Não há deposição de gelo.  Geada de canela Ar frio mais denso tende-se a se acumular junto ao solo e temperaturas abaixo de –2ºC provocam lesões no tronco do cafeeiro. Danos aparecem depois de 2 a 3 meses. Pode ocorrer rebrota abaixo da área lesionada.
    9. 9. Frequência e intensidade das geadas  Geada severíssima Ocorre a cada uma 30 anos. Morte da parte aérea. Exige recepa. Ex: 1975  Geada severa Ocorre a cada uma a cada 6 anos. Danos parciais ou totais nos cafeeiros. Ex:1981, 1994, 2000 e 2013.  Geada moderadas Ocorre a cada uma a cada 3 anos. Danos nas áreas mais baixas. Período do ano de maior ocorrência de geadas 15 de junho a 20 de julho
    10. 10. Geadas e Eventos ENOS Data das geadas ocorridas em Cambará, PR, que causaram impacto na cafeicultura paranaense (A), temperatura mínima no abrigo meteorológico (B), intensidade da geada (C), fenômeno ENOS atuante no dia da geada e sua duração nos meses antecedentes (D). Data de ocorrência da geada (A) Temperatura mínima (B) Intensidade da geada (C) Fenômeno ENOS atuante no dia da geada e sua duração nos meses antecedentes (D) 07/07/1962 -1,8 Moderada Neutro - 39 meses 07/08/1963 -3,5 Severa El Niño - 2 meses 06/08/1966 0,6 Fraca Neutro - 4 meses 09/06/1967 -2,6 Severa Neutro - 14 meses 10/07/1969 0,0 Fraca El Niño - 12 meses 09/07/1972 -1,6 Moderada El Niño - 4 meses 18/07/1975 -3,7 Severa La Niña - 26 meses 15/08/1978 1,8 Fraca Neutro - 5 meses 31/05/1979 -1,0 Moderada Neutro - 14 meses 21/07/1981 -2,2 Severa Neutro - 40 meses 05/06/1988 -0,1 Moderada La Niña - 4 meses 26/06/1994 -1,4 Moderada Neutro - 24 meses 09/07/1994 -1,0 Moderada Neutro - 25 meses 13/07/2000 -0,6 Moderada La Niña - 25 meses 17/07/2000 -1,8 Moderada La Niña - 25 meses 24/07/2013 0,6 Fraca Neutro – 15 meses
    11. 11. SISTEMA “ALERTA GEADA”
    12. 12. Até a geada severa de 1994, os cafeicultores do Paraná não tinham acesso às previsões de geada confiáveis e métodos de proteção de suas lavouras. “ALERTA GEADA”
    13. 13. No ano de 1995, com a implantação do Instituto Tecnológico SIMEPAR, tornou-se possível monitorar as geadas no Paraná. “ALERTA GEADA”
    14. 14. Assim, a partir de 1995 foi implantado o programa “Alerta Geada” para a cafeicultura paranaense. “ALERTA GEADA”
    15. 15. Finalidade do sistema: Proteção das lavouras cafeeiras contra geadas “ALERTA GEADA”
    16. 16. Baseia-se em três pontos fundamentais: 1.Previsão de ocorrência de geadas “ALERTA GEADA” 2.Rápida difusão das previsões 3.Métodos de proteção
    17. 17. 1. Previsão de ocorrência de geadas As previsões são feitas pelo SIMEPAR e IAPAR, com a colaboração do CPTEC/INPE, baseadas em modelos matemáticos rodados em supercomputadores, imagens de satélite, radares e dados de superfície.
    18. 18. O conteúdo desses boletins são decididos em conjunto por meteorologistas do SIMEPAR, pesquisadores do IAPAR e extensionistas da EMATER. 1. Previsão de ocorrência de geadas
    19. 19. • Ocorrência ou não de geadas na região cafeeira; • Tipo e intensidade da geada; • Necessidade e forma de proteção dos cafeeiros jovens e viveiros. Diariamente até as 11:00h da manhã, são emitidos boletins pelo “Alerta Geadas” através do site e telefone, informando para a madrugada seguinte: 2. Rápida difusão das previsões
    20. 20. No caso de ocorrência de geada o Alerta é “disparado”. Neste caso são enviados emails e SMS aos cadastrados informando sobre o evento. 2. Rápida difusão das previsões
    21. 21. ALERTA GEADA EMATER SEAB COOPERATIVAS MÍDIA DISQUE-GEADA INTERNET EMAIL SMS PRODUTORES Medidas de proteção 2. Rápida difusão das previsões
    22. 22. Disque Geada (43)3391-4500 www.iapar.br Cadastro no site: Receba o boletim por email ou SMS alerta_geada@iapar.br 2. Rápida difusão das previsões
    23. 23. Impactos no Paraná em 2000 3 mil hectares recém-plantados - R$ 6 milhões 6 mil hectares com 6 meses a 2 anos - R$ 13 milhões 8 milhões de mudas em viveiros - R$ 2 milhões Total: R$ 21 milhões
    24. 24. Parte II – Métodos de proteção: ao nível de macroclima, topoclima e microclima; espécies/cultivares
    25. 25. Ao nível de macroclima
    26. 26.  Escolher preferencialmente a face do terreno voltada para o norte. Ao nível de topoclima NÃO PLANTAR  Terrenos com declividade superior a 5%.  Plantar somente da meia encosta para o alto do espigão. Nunca plantar em baixadas.
    27. 27. Ao nível de microclima 1. Consorciação de café com guandu/tremoço 2. Coberturas direta do cafeeiro 3. Cobertura parcial do cafeeiro 4. Manejo da lavoura 5. Proteção de mudas em viveiros 6. Arborização de cafeeiros
    28. 28. Consorciação de café com guandu
    29. 29.  Podar o guandu em setembro, mantendo manejado até o início do próximo inverno, depois deixar crescer novamente. Consorciação de café com guandu  Semear em outubro/novembro uma linha de guandu comum (gigante) nas entrelinhas de cafeeiros.  Em maio o guandu cobre totalmente os cafeeiros.  Temperatura entre 2ºC e 4ºC mais elevada durante a noite na área com proteção do guandu.
    30. 30. Consorciação de café com guandu
    31. 31. Outras vantagens do guandu  Melhora o pegamento das mudas;  Aumenta o teor de matéria orgânica do solo;  Produção de grãos para a alimentação humana;  Uso eficiente como quebra-vento;  Redução na infestação de ervas daninhas;  Proteção contra altas temperaturas;  Diminuição na incidência de bicho mineiro.
    32. 32. Temperatura da folha de mudas de cafeeiros consorciados com tremoço e a pleno sol. Londrina, 15 de agosto de 2013. Consorciação de café com tremoço
    33. 33. Enterrio total das mudas de até 6 meses de idade -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 12 14 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Dia oC Enterrio Total Sem proteção Julho/2000 Métodos eficientes Coberturas direta do cafeeiro
    34. 34. Procedimentos de enterrio 1 2 3
    35. 35. Procedimentos de desenterrio 1 32
    36. 36. Palha de arroz/feijão -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 12 14 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Dia oC Palha de arroz Sem proteção Julho/2000
    37. 37. Bambu gigante cortado ao meio -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 12 14 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Dia oC Bambu Cortado ao Meio Sem proteção Métodos eficiência intermediária
    38. 38. Tubo de PVC -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 12 14 oC Tubo PVC Sem proteção
    39. 39. Sacos plásticos -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 12 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Dia oC Sacos Plásticos Sem proteção Métodos ineficientes
    40. 40. Sacos de papel -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 12 14 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 Dia oC Sacos de Papel Sem proteção
    41. 41. -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 10 Sem proteção Saquinho plástico Saquinho de papel Plástico bolha Tubo PVC Bambu inteiro Bambu cortado ao meio Enterrio parcial Enterrio total Palha de arroz Palha de feijão o C Métodos eficientes: palhadas e enterrio total Métodos de baixa eficiência bambu inteiro e PVC Métodos de eficiência intermediária: enterrio parcial e bambu cortado ao meio Métodos ineficientes: sacos plásticos e de papel Temperatura mínima diária na folha do cafeeiro nos dias de geada. Julho/2000, Londrina, PR.
    42. 42. Chegamento de terra junto aos troncos dos cafeeiros:  No início de maio, fazer amontoa de terra junto ao tronco de cafeeiros jovens (6 meses a 2 anos);  Retirar a terra em meados de setembro. Cobertura parcial do cafeeiro
    43. 43. Terra junto ao tronco Caule protegido após a geada Protege 100% contra geada de canela Cobertura parcial do cafeeiro
    44. 44. Manejo da lavoura  Manter a lavoura livre de plantas invasoras ou cobertura morta durante o inverno, para que durante o dia o solo possa armazenar calor;  Eliminar a vegetação de porte alto, abaixo do cafezal para facilitar o escoamento do ar frio; 5 o C 3 o C -1 o C -1 o C  Cafeeiros bem adubados são mais tolerantes à geada;  Lavoura com boa sanidade, livre principalmente da ferrugem é menos suscetível a geada;
    45. 45. Manejo da lavoura Cultivares Cultivares precoces em regiões mais frias para evitar geadas em frutos verdes;  Cultivares de porte alto e compactas (fechadas, entrenós mais curtos) são menos sensíveis a geada;  Escalonamento de colheita dentro da propriedade com cultivares de vários ciclos.
    46. 46. Proteção das mudas em viveiros (recipientes e coberturas)
    47. 47. -1 -0,5 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 Sombrite + plástico preto e branco Sombrite + plástico preto Sombrite Relento 0 C Tubete Saquinho  As coberturas plásticas, inclusive o sombrite, evitaram a queda acentuada da temperatura mínima sendo que quanto mais espessa a cobertura, mais efetiva a proteção; Proteção das mudas em viveiros (coberturas)
    48. 48. -2 0 2 4 6 8 10 06:30 06:50 07:10 07:30 07:50 08:10 08:30 Hora ºC Tubete Saquinho plástico Proteção das mudas em viveiros (recipientes)  Temperaturas das folhas das mudas cultivadas em tubetes foram sempre mais baixas quando comparada com saquinhos.
    49. 49. Aquecimento do viveiro  Utilizar vários aquecedores pequenos distribuídos em vários pontos distanciados 2 metros entre si;  Pode-se utilizar pó de serra com óleo diesel na proporção 3:1;  Quando a temperatura a 0,5m de altura no interior do viveiro chegar a 2ºC, deve-se acender a mistura e ser mantida até o nascer do sol.
    50. 50. Irrigação do viveiro  Adição de calor pela maior temperatura da água (impede a queda abaixo de 0ºC) ;  Gotículas pequenas de água (nebulização);  Irrigar ininterruptamente quando a temperatura atingir 2ºC até o nascer do sol;
    51. 51. Grevillea robusta  Distribuir a cada 10 a 14 m árvores de grevílea no interior do cafezal (cerca de 70 plantas/ha);  Proteção contra geadas a partir do terceiro ano. Arborização de cafeeiros Experiências do IAPAR
    52. 52. Densidade de grevíleas e a produção de café (6 colheitas, sem geadas) 900 950 1000 1050 1100 1150 1200 1250 0 50 100 150 grevilhas / ha kg/ha Fontes: Baggio et al., Agroforestry Systems 37:111-120, 1997 Baggio, A.J. et al., 1997 (IAPAR, Boletim Técnico, 56)
    53. 53. Temperatura das folhas do café com bracatinga – 14/07/1988 -2 0 2 4 6 8 10 0 50 140 230 320 410 500 550 640 730 820 Hora local o C 250 pl/ha 85 pl/ha Pleno sol Bracatinga
    54. 54. Produção de café com bracatinga (com geadas) Densidade (pl/ha) Kg café/ha (1988-94) 250 7229 83 6641 50 6584 Pleno sol 4340 50 60 70 80 90 100 % 250 83 50 Pleno sol Plantas / ha
    55. 55. Café com bracatinga
    56. 56. Produção de café beneficiado de 2003 a 2005 (sem geadas) 9 119 4 59 48 100 77 4 26 35 65 15 27 1 7 13 26 0 20 40 60 80 100 120 140 2002 2003 2004 2005 Média % sacasporha T1 (pleno sol) T3 (139 arv./ha) T2 (555 arv./ha) Café com bracatinga
    57. 57. Vantagens da Bracatinga Crescimento muito rápido (4m de altura em 1 ano) Proteção contra geada Alto poder calorífico – produção de carvão e lenha Espécie melífera Fixação de Nitrogênio
    58. 58. Desvantagens da Bracatinga  Quebra-se com facilidade  Baixa longevidade (4 a 7 anos)  Baixa qualidade da madeira  Populações muito alta (acima de 100 pl/ha diminui a produção)
    59. 59. Café com Seringueira
    60. 60. Café com Seringueira
    61. 61. Temperaturas máximas 20 25 30 35 40 45 50 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 hora °C Pleno Sol 22 m face sul 22 m norte 13 m face norte 13 m sul Café com Seringueira - Verão
    62. 62. -0.5 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 3.5 4 04:00 04:30 05:00 05:30 06:00 06:30 07:00 07:30 hora °C Pleno Sol 13 m norte 22m norte 13 m sul 22m sul Temperaturas mínimas Café com Seringueira - Inverno
    63. 63. 1 – Café solteiro 2 – Moringa (Moringa oleifera) 3 – Capixingui (Croton floribundus) 4 – Trema (Trema micrantha) 5 – Gliricidia (Gliricidia sepium) 6 – Manduirana (Senna macranthera) 7 – Jangada (Heliocarpus Popayanensis) 8 – Bracatinga (Mimosa scabrella) Arborização de cafeeiros – novos estudos  Experimento implantado em abril de 2012  Cultivar IAPAR 98  Espaçamento entre cafeeiros 2,5 x 0,6  1 árvore na linha a cada 11 plantas de café (esquema alternado entre linhas). Manejo com podas e retirada de algumas árvores.  Árvores nativas, crescimento rápido, utilizadas como lenha
    64. 64. Moringa (Moringa oleifera)
    65. 65. Capixingui (Croton floribundus)
    66. 66. Trema (Trema micrantha)
    67. 67. Gliricidia (Gliricidia sepium)
    68. 68. Manduirana (Senna macranthera)
    69. 69. Jangada (Heliocarpus Popayanensis)
    70. 70. Bracatinga (Mimosa scabrella)
    71. 71. Arborização de cafezais 1. Produção de Cafés especiais e sistemas orgânicos têm grande potencial de utilização da arborização 1. A arborização é eficiente para a proteção de cafezais contra geadas 1. A arborização dos cafezais é uma técnica viável para produção econômica 1. A definição da melhor combinação de espécies e intensidade de sombra depende de cada caso 1. Deve-se considerar a produtividade do sistema, qualidade e a rentabilidade, ao invés de computar somente a produção de café
    72. 72. Espécie/cultivar de café e tolerância à geada
    73. 73. Parte III – Recuperação: podas
    74. 74. Poda para recuperação do cafeeiro após a geada • Depende da intensidade da geada; • Dano no cafeeiro; • Geada 2013 no Paraná: 15% decotadas e 21% recepadas.
    75. 75. Qual poda utilizar? Decote? Esqueletamento? Recepa? Apenas desbrota? Qual altura?
    76. 76. **Dano da geada tem correlação inversa com a altura da poda, devido a proteção do tronco pela copa dos cafeeiros. Poda de recuperação (Androcioli Filho & Caramori, 1999) Cortar o mínimo possível (somente os ramos danificados)
    77. 77. 1) Decote: - Quando há queima parcial do cafeeiro (capote) - Conduzir os brotos do ponteiro e quebrar os ramos secos Exemplos 4) Plantas novas atingidas pela geada de canela, quando as brotações estiveram em torno de 10 cm desbrotar e conduzir 1 broto por planta e em seguida eliminar a haste superior. 2) Esqueletamento quando grande extensão dos ramos plagiotrópicos foram queimados; 3) Recepa quando toda a parte aérea foi afetada;
    78. 78. Os melhores resultados são obtidos quando a poda é realizada 60 a 120 dias após as geadas. Deve-se esperar as primeiras chuvas (setembro/outubro), quando as plantas iniciam a brotação e dão indicação mais real do dano e do ponto a ser cortado. Também porque mantêm as reservas necessárias a recuperação das brotações. Quando podar?
    79. 79. Referências bibliográficas • ANDROCIOLI FILHO, A.; CARAMORI, P. H. Influence of coffee pruning on the severity of frost damage. Brazilian Archives of Biology and Technology, Curitiba PR, v. 43, n.1, p. 41-44, 2000. • BAGGIO, A.J.; CARAMORI, P.H.; ANDROCIOLI FILHO, A.; MONTOYA, L. Productivity Of Southern Brazilian Coffee Plantations Shaded By Different Stockings Of Grevillea Robusta. Agroforestry Systems, NETHERLANDS, v. 37, n.1, p. 111-120, 1997. • CARAMORI, P. H., MANETTI FILHO, J., LEAL, A. C., MORAIS, H. Geadas: técnicas para proteção dos cafezais. Circular Técnica. Londrina: IAPAR, 2000. • CARAMORI, P. H., MORAIS, H., LEAL, A. C., KATHOUNIAN, C. A., ANDROCIOLI FILHO, A., HUGO, R. G. Arborização de cafezais e aspectos climatológicos In: Arborização de Cafezais no Brasil ed. Vitória da Conquista: Edições UESB, 2004, p. 21-42. • CARAMORI, P. H.; ANDROCIOLI FILHO, A.; MORAIS, H. Sistema de alerta para geadas na cafeicultura do Paraná. Informe Agropecuário (Belo Horizonte), v.28, p.66 - 71, 2007. • CARAMORI, P.H.; HUGO, R.G. Efeito de guandu no microclima em cafeeiro em formação sob condições de alta temperatura e deficiência hídrica. Agroecologia Hoje, Botucatu SP, v. 1, n.23, p. 14-16, 2004. • CARAMORI, P. H.; LEAL, A. C.; MORAIS, H. Temporary shading of young coffee plantations with pigeonpea (Cajanus cajan) for frost protection in southern Brazil. Revista Brasileira de Agrometeorologia, v.7, p.195 - 200, 1999. • CARAMORI, P. H.; ANDROCIOLI FILHO, A.; BAGGIO, A.J. Arborização do Cafezal Com Grevilea Robusta No Norte do Estado do Parana. Arquivos de Biologia e Tecnologia, v. 38, n.4, p. 1031-1037, 1995. • CARAMORI, P. H.; ANDROCIOLI FILHO, A.; LEAL, A. C. Coffee Shade With Mimosa Scabrella Benth For Frost Protection In Southern Brazil. Agroforestry Systems, Netherlands, v. 33, p. 205-214, 1996. • CARAMORI, P.H.; MORAIS, H.; LEAL, A. C.; ANDROCIOLI FILHO, A., GORRETA, R.; CRUZ, R. F. R. Utilização de espécies intercalares no cafezal para proteção contra geadas: resultados e perspectivas. Agroecologia Hoje, v.23, p.11 - 13, 2004. • CARAMORI, P.H.; CAVIGLIONE, J.H.; WREGE, M.S.; GONÇALVES, S.L.; ANDROCIOLI FILHO, A.; SERA, T.; CHAVES, J.C.D.; KOGUISHI, M.S. Zoneamento de riscos climáticos para a cultura do café (Coffea arabica L.) no Paraná. Revista Brasileira de Agrometeorologia, v. 9, n.3, p. 486-494, 2001.
    80. 80. • CARBONIERI, J.; MORAIS, H.; SERA, G.H.; ANDRE, J.; SERA, T. Consórcio café x tremoço (Lupinus albus l.) como método para proteção de cafezais contra geadas In: VIII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, 2013, Salvador. Anais do VIII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, 2013. • COSTA, A. B. F., CARAMORI, P. H., MORAIS, H., CARNEIRO FILHO, F. Geadas severas na cafeicultura paranaense e sua relação com o fenômeno ENOS In: XVII Congresso Brasileiro de Meteorologia, 2012, Gramado. XVII Congresso Brasileiro de Meteorologia, 2012. • COSTA, A. B. F., MORAIS, H., CARAMORI, P. H., GRODZKI, L., PEREIRA, L. M. P. Ocorrência de geadas e o Fenômeno ENOS no Estado do Paraná In: IV Simpósio Internacional de Climatologia, 2011, João Pessoa. IV Simpósio Internacional de Climatologia, 2011. • GRODSKI, L.; CARAMORI, P. H.; OLIVEIRA, D.; GOMES, J. Riscos de Ocorrência de Geadas No Estado do Paraná. Revista Brasileira de Agrometeorologia, v. 4, n.1, p. 93-99, 1996. • LEAL, A.C.; SOARES, R.V.; CARAMORI, P. H.; BATISTA, A.C. ARBORIZAÇÃO DE CAFEEIROS COM BRACATINGA (Mimosa scabrella Bentham). Revista Árvore, Curitiba, v. 35, n.1, p. 23-32, 2005. • MORAIS, H., CARAMORI, P.H.; LEAL, A.C.; MOREIRA, I.A.; RIBEIRO, A.M.A.; CARNEIRO FILHO, F. Avaliação de métodos de proteção contra geadas em cafezais recém implantados. Revista Brasileira de Agrometeorologia, v.10, p.259 - 264, 2002. • MORAIS, H., MARUR, C.J.; CARAMORI, P.H.; RIBEIRO, A.M.A.; GOMES, J.C. Características fisiológicas e de crescimento de Coffea arabica sombreado com guandu (Cajanus cajan) e cultivado a pleno sol. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.38, p.1131 - 1137, 2003. • MORAIS, H.; CARAMORI, P. H.; RIBEIRO, A. M. A.; GOMES, J. C.; KOGUISHI, M. S. Microclimatic characterization and productivity of coffee shaded with pigeonpea and unshaded in southern Brazil. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.41, 2006. • MORAIS, H.; CARAMORI, P.H.; MARIOT, E. J.; CARNEIRO FILHO, F.; RIBEIRO, A.M.A. Avaliação de recipientes e coberturas de mudas de cafeeiros para proteção contra baixas temperaturas. Acta Scientiarum (UEM), v.26, p.401 - 407, 2004. • PRELA, A.; MORAIS, H.; GUISELINE, C.; CARAMORI, P.H.; RIBEIRO, A.M.A. Alternativas de proteção de cafeeiros recém implantados contra geada. Revista Brasileira de Agrometeorologia, v.13, p.256 - 261, 2005. Referências bibliográficas
    81. 81. Equipe/IAPAR Heverly Morais – Agrometeorologista Paulo H. Caramori – Agrometeorologista Tumoru Sera - Melhorista Gustavo H. Sera – Melhorista Armando Androcioli – Fitotecnista Patrícia H. Santoro – Fitotecnista Getulio T. Nagashima – Fisiologista Carolina M. G. de Oliveira– Fisiologista Ângela Ferreira da Costa - Meteorologista
    82. 82. Muito Obrigada!!! heverly@iapar.br

    ×