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Josimar Rodrigues Oliveira
MARI – PB, 2009.
IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
• O Brasil é o segundo maior produtor do mundo,
responsável por 12,7 % da produção Total
(Souza & Fialho, 2003);
• É cultivada em todas as regiões do país;
• Utilizada na alimentação humana e animal,
além de ser utilizada como matéria – prima para
produtos industriais (farinhas, fécula, etc);
• Produtividade média de 14 ton/ha
EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS
• Altitude ideal de plantio é de 600 a 800 m, sendo
tolerante até 2300 m;
• Temperatura média ideal de cultivo entre 20 e
27°C;
• Índice Pluviométrico em torno de 1000 a 1500
mm/ano;
• É importante que não ocorra deficiência de água
nos cinco primeiros meses de cultivo;
ESCOLHA DO SOLO PARA
O PLANTIO
• Solos profundos e friáveis (soltos);
• Solos arenosos ou de textura média;
• Terreno plano ou levemente ondulado;
• Declividade entre 5 a 10%;
•Evitar terrenos de baixada ou com possibilidades
de alagamentos;
• Evitar solos com compactação abaixo da
camada arável;
• Faixa ideal de pH entre 5,5 a 6,5;
• Evitar terrenos com alta pedregosidade;
• Evitar monocultivo;
ESCOLHA DO SOLO PARA
O PLANTIO
ADUBAÇÃO DE PLANTIO
• Os adubos orgânicos devem ser
preferencialmente utilizados como fonte de
nutrientes;
• Deve ser aplicado na cova, sulco ou a lanço;
• Adubos minerais como Uréia e Sulfato de
Amônio, na dose de 40 ton/ha (Souza & Fialho,
2003);
• Aplicação de adubos minerais nitrogenados
deve ser realizada em cobertura e ao redor da
planta;
ADUBAÇÃO DE PLANTIO
• Adubação com fósforo e potássio deve ser
baseada em análise de solo;
• Deve ser realizada no sulco de plantio;
• Superfosfato simples e Cloreto de Potássio são
adubos normalmente utilizados;
• Pode-se utilizar adubos formulados contendo
NPK, como 04-14-08, 08-28-16 e outros para
plantio;
• O composto orgânico é importante fonte de
NPK para as plantas, de fácil manejo e custo
viável;
• Realizar cobertura com 60 dias após a brotação
e com solo úmido.
ADUBAÇÃO DE PLANTIO
OBTENÇÃO DE MUDAS
• O plantio de Macaxeira é realizado utilizando-se
pedaços das hastes ou ramas do terço médio da
planta;
• Estes pedaços são denominados manivas,
ramas, toletes, rebolos, etc;
• Uma rama de 20 cm possui de 5 a 7 gemas;
• As ramas devem ser sadias e livres de
patógenos;
• A escolha da cultivar deve ser aquela que
melhor se adaptar a região;
• É sempre indicado o plantio de uma única
cultivar na área;
• No caso de se utilizar mais de uma cultivar,
deve-se dividir em quadras;
• As ramas devem estar maduras, provenientes
de plantas com mais de um ano;
OBTENÇÃO DE MUDAS
• Deve-se utilizar o terço médio para retirada das
mudas (ramas);
• Quando o plantio não for realizado após a
colheita, deve-se conservar as ramas;
• Devem ser conservadas próximo a área de
plantio em local sombreado e fresco;
• O período de conservação deve ser o menor
possível;
OBTENÇÃO DE MUDAS
• A haste da planta deve ser cortada em ramas
com aproximadamente 20 cm;
• Diâmetro de 2,5 cm aproximadamente;
• Para cortar as ramas deve-se evitar apoiá-la em
qualquer superfície;
• Um hectare de macaxeira, com 12 meses,
produz hastes para plantio de 4 a 5 ha.
OBTENÇÃO DE MUDAS
PLANTIO
• O plantio pode ser realizado durante o ano todo;
• O período ideal para plantio é nos primeiros
meses do período chuvoso;
• Para brotação e enraizamento é necessário que
o solo esteja úmido nos primeiros meses;
• Em solos mal drenados, pode prejudicar a
brotação e ocorrer apodrecimento;
PLANTIO
• Espaçamento em fileira simples: 1x 0,5 m;
• Espaçamento em fileiras duplas: 2 x 0,6 x 0,6 m;
• Em casos de colheita mecanizada o
espaçamento entre linhas deve ser de 1,20 m;
• Plantio em covas ou em sulcos, com
aproximadamente 10 cm de profundidade.
PLANTIO
• As ramas ou manivas, devem ser colocadas nas
covas ou sulcos na posição horizontal;
• Quando plantadas de forma horizontal, facilita a
colheita das raizes;
• Quando plantadas de forma inclinada ou na
vertical, as raízes tornam-se muito profundas;
• Em plantadeiras mecanizadas, a rama é
plantada horizontalmente;
Curiosidades
PLANTADORA
• Existem plantadoras mecanizadas disponíveis
no mercado, que fazem de uma só vez as
operações de sulcamento, adubação, corte das
manivas, plantio e cobertura das manivas.
PLANTADORA
PLANTADORA
PLANTADORA
PLANTADORA
PLANTADORA
SISTEMAS DE PLANTIO
• FILEIRA SIMPLES • Plantio em uma única
linha;
• Alta produtividade;
• Menor espaçamento
entre linhas;
• A rotação de culturas
deve ser feita em área
total, neste sistema.
SISTEMAS DE PLANTIO
SISTEMAS DE PLANTIO
• FILEIRA DUPLAS
SISTEMAS DE PLANTIO
SISTEMAS DE PLANTIO
VANTAGENS DAS FILEIRAS DUPLAS
• Aumenta a produtividade;
• Facilita a mecanização;
• Pode-se consorciar com outras culturas;
• Reduz o consumo de ramas e de adubos;
• Permite a rotação de culturas em uma mesma
área;
• Reduz a pressão de cultivo sobre o solo;
• Facilita a inspeção fitossanitária;
• Facilita a aplicação de defensivos;
SISTEMAS DE PLANTIO
VANTAGENS DAS FILEIRAS DUPLAS
IRRIGAÇÃO
• A Macaxeira é uma cultura bastante tolerante a
seca;
• Nos primeiros cinco meses é indispensável
manter a umidade do solo;
• A falta de água neste período causa prejuízos
irrecuperáveis;
• A aplicação de uma lâmina de 30 a 40 mm a
cada 15 dias é o suficiente para o
desenvolvimento adequado para a cultura.
CONSÓRCIO DE CULTURAS
• Promove maior estabilidade da produção;
• Melhora a utilização da terra;
• Melhora a exploração de água e nutrientes;
• Melhora a utilização da força de trabalho;
• Aumenta a eficiência no controle de plantas
daninhas;
CONSÓRCIO DE CULTURAS
• Aumenta a proteção do solo contra erosão;
• Disponibiliza mais de uma fonte alimentar e
renda em uma mesma área;
• O espaçamento entre plantas deve ser feito,
buscando uma baixa competição entre culturas;
• A cultura intercalar é plantada alternada com a
fileira de Macaxeira;
CONSÓRCIO DE CULTURAS
• Em fileira simples recomenda-se o plantio de 1 a
2 linhas da cultura consorciada;
• Em fileiras duplas, recomenda-se o plantio de 2
a 4 linhas da cultura consorciada;
• Pode consorciar Macaxeira com culturas anuais
como milho, feijão e outros;
• Pode-se utilizar a Macaxeira como cultura
intercalar em culturas perenes ou sistemas
agrosilvipastoris.
ROTAÇÃO DE CULTURAS
• Deve ser realizada a cada dois cultivos
sucessivos na mesma área;
• Pode-se utilizar leguminosas para adubação
verde;
• Pode-se utilizar gramíneas para produção de
grãos;
• A rotação controla a bacteriose e evita o
desgaste do solo.
TRATOS CULTURAIS
• O controle de plantas daninhas é o principal trato
cultural;
• Dependendo da quantidade de mato e o tempo
de competição, as perdas chegam a 90%;
• Corresponde a cerca de 35% do custo de
produção da Macaxeira;
• Controle de plantas daninhas deve ser feito de
20 a 30 dias após a brotação.
TRATOS CULTURAIS
• Após a primeira capina, deve-se manter a
cultura no limpo durante 3,5 meses;
• Deve-se utilizar cobertura vegetal nas fileiras de
Macaxeira para diminuir o surgimento de plantas
daninhas;
• O período crítico de competição é nos 5
primeiros meses após brotação.
DOENÇAS
• Bacteriose;
• Podridão radicular;
• Superalongamento;
• Superbrotamento;
• Viroses.
BACTERIOSE
•É a principal doença desta cultura;
• Pode provocar perdas totais;
• Sintomas: manchas angulares, de aparência
aquosa nos folíolos;
• Murcha das folhas, morte descendente e
esxudação de goma nas hastes;
• Necrose dos feixes vasculares e morte da
planta.
PODRIDÃO RADICULAR
• Pode ser causada por dois fungos diferentes;
• Quando causado pelo Phytophthora sp. pode
causar podridão “mole” nas raízes, com odor
forte, de coloração acinzentada;
• Quando causada pelo Fusarium sp. apresenta
podridão de consistência seca e sem distúrbio de
tecidos.
• Caracteriza-se pelo alongamento excessivo da
hastes tenra ou em desenvolvimento;
• Forma ramas finas com longos entrenós;
• Retorcimento das folhas;
• Desfolhamento e morte dos tecidos;
SUPERALONGAMENTO
SUPERBROTAMENTO
• Caracteriza-se pela emissão exagerada de
hastes a partir da principal;
• Provoca raquitismo e amarelecimento das
plantas afetadas;
VIROSES
• “Mosaico das nervuras” causa clorose entre as
nervuras da folha;
• “Couro de Sapo” pode provocar perdas totais, o
vírus reduz até 80% do amido na raiz;
• “Mosaico comum” causa clorose e retorcimento
das folhas;
PRAGAS
• Percevejo de renda;
• Ácaros;
• Mandarová;
• Mosca Branca;
• Broca das hastes;
• Cupins e formigas.
PERCEVEJO DE RENDA
• É uma praga de hábito sugador que ocorre no
início da estação seca;
• O adulto é de cor cinza e a ninfa é branca;
• Ambos são encontrados na face inferior das
folhas basais ou medianas;
• Causam pontuações amareladas, que se tornam
amarronzadas, além de pequenos pontos de cor
preta na parte inferior da folha.
ÁCAROS
• São encontrados em grande quantidade na face
inferior da folha, durante estação seca;
• São comuns os ácaros verde e rajado que se
alimentam da seiva de folhas brotando e folhas
mediana/basal respectivamente;
•Causam manchas cloróticas, pontuações e
bronzeamento no limbo;
• Causam morte das gemas, deformações e
queda das folhas, reduzindo a área foliar e a
fotossíntese.
MANDAROVÁS
• A lagarta pode causar severo desfolhamento;
• É uma praga que aparece de repente em
qualquer época do ano;
• Consome grande área foliar durante o estádio de
desenvolvimento;
• O controle deve ser realizado quando forem
encontrados de 5 a 7 lagartas por planta.
MOSCA BRANCA
• Os adultos geralmente são encontrados na parte
de cima da haste;
• As ninfas encontram-se na parte inferior das
folhas mais velhas;
• Sugam a seiva das folhas;
• Pode causar redução no rendimento das raízes,
quando em altas populações;
MOSCA BRANCA
• Causam encarquilhamento de folhas, seca da
haste de cima para baixo;
• Provoca podridão nas raízes ;
• Afeta o rendimento das raízes e a qualidade da
farinha, que adquire gosto amargo;
• Causa amarelecimento e encrespamento das
folhas.
BROCA DA HASTE
• As larvas da broca são encontradas no interior
das hastes;
• Pode ser detectado devido a presença de
excrementos e serragem;
• Durante o período seco, as plantas podem
perder as folhas e secar;
• Constroem galerias inutilizando as manivas para
o plantio.
CUPINS
• Apresentam o corpo branco cremoso e asas
maiores que o abdome;
• Ataca o material de propagação, penetrando
pela parte seca;
• Forma galerias, podendo causar a inutilização
das manivas para propagação.
FORMIGAS
• Podem desfolhar rapidamente;
• Fazem corte semicircular na folha, podendo
atingir também as gemas;
• O ataque deve ser monitorado durante os
primeiros meses da cultura;
• Recomenda-se utilização de inseticidas líquidos
em época chuvosa e iscas granuladas e em pó na
época seca.
• É inviável o uso de agrotóxicos para o controle
de pragas e doenças;
• Utilização de variedades resistentes;
• Utilização de manivas sadias e provenientes de
áreas não infestadas;
• Plantio em área corrigida e fertilizada
corretamente;
CONTROLE DE PRAGAS E
DOENÇAS
• Plantio consorciado;
• Rotação de culturas;
• Destruição de plantas hospedeiras de pragas;
• Inspeção periódica na cultura para localizar os
focos;
• Destruição dos restos culturais;
CONTROLE DE PRAGAS E
DOENÇAS
• A colheita da Macaxeira é primordialmente
manual;
• Um homem consegue colher de 600 a 800 Kg de
Macaxeira por dia;
• Para consumo in natura pode ser colhida com 10
a 14 meses;
• Para indústria deve ser colhida com 18 a 24
meses;
COLHEITA
COLHEITA
• Devido ao ataque de pragas ou doenças pode-
se adiantar ou atrasar a colheita;
• Deve-se observar se a área se encontra em
condições homogêneas de colheita;
• Deve-se observar se as condições do solo
favorecem o arranquio sem danificar;
• A colheita pode ser realizada em qualquer
período do ano.
PÓS-COLHEITA
• As raízes de macaxeira são importantes fontes
energéticas;
• No caso de Mandioca-brava, possui altos teores
de compostos cianogênicos, nocivos a saúde;
• A Mandioca-brava deve ser devidamente
processada de modo a inibir tais compostos;
• Após colhida e descascada a Macaxeira sofre
deterioração;
PÓS-COLHEITA
• Pode-se aplicar tratamentos anti-oxidantes para
evitar o escurecimento enzimático;
• Algumas indústrias usam um tratamento térmico
brando, denominado branqueamento;
• Os produtos derivados do processamento da
Macaxeira são farinha seca, farinha de Bijú, fécula
ou polvilhos (azedo e doce).
MERCADO
• A Macaxeira é um produto com mercado muito
amplo e de boa aceitação;
• A venda de Macaxeira descascada tem
garantido bons lucros a pequenos produtores;
• A venda do produto com casca geralmente
possui valor comercial inferior;
• Fábricas de ração começam a utilizar a
Macaxeira como fonte energética;
MERCADO
• A comercialização para restaurantes e bares,
para acompanhar porções;
• Processamento artesanal ou industrial de
farinhas e polvilho;
• Comercialização em CEASA’s, feiras e
mercearias;
• Utilização dos resíduos de Macaxeira para
compostagem;
OBRIGADO !
Josimar Rodrigues Oliveira
josimarodrigues@yahoo.com.br

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Cultivo de mandioca macaxeira

  • 2. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA • O Brasil é o segundo maior produtor do mundo, responsável por 12,7 % da produção Total (Souza & Fialho, 2003); • É cultivada em todas as regiões do país; • Utilizada na alimentação humana e animal, além de ser utilizada como matéria – prima para produtos industriais (farinhas, fécula, etc); • Produtividade média de 14 ton/ha
  • 3. EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS • Altitude ideal de plantio é de 600 a 800 m, sendo tolerante até 2300 m; • Temperatura média ideal de cultivo entre 20 e 27°C; • Índice Pluviométrico em torno de 1000 a 1500 mm/ano; • É importante que não ocorra deficiência de água nos cinco primeiros meses de cultivo;
  • 4. ESCOLHA DO SOLO PARA O PLANTIO • Solos profundos e friáveis (soltos); • Solos arenosos ou de textura média; • Terreno plano ou levemente ondulado; • Declividade entre 5 a 10%; •Evitar terrenos de baixada ou com possibilidades de alagamentos;
  • 5. • Evitar solos com compactação abaixo da camada arável; • Faixa ideal de pH entre 5,5 a 6,5; • Evitar terrenos com alta pedregosidade; • Evitar monocultivo; ESCOLHA DO SOLO PARA O PLANTIO
  • 6. ADUBAÇÃO DE PLANTIO • Os adubos orgânicos devem ser preferencialmente utilizados como fonte de nutrientes; • Deve ser aplicado na cova, sulco ou a lanço; • Adubos minerais como Uréia e Sulfato de Amônio, na dose de 40 ton/ha (Souza & Fialho, 2003); • Aplicação de adubos minerais nitrogenados deve ser realizada em cobertura e ao redor da planta;
  • 7. ADUBAÇÃO DE PLANTIO • Adubação com fósforo e potássio deve ser baseada em análise de solo; • Deve ser realizada no sulco de plantio; • Superfosfato simples e Cloreto de Potássio são adubos normalmente utilizados; • Pode-se utilizar adubos formulados contendo NPK, como 04-14-08, 08-28-16 e outros para plantio;
  • 8. • O composto orgânico é importante fonte de NPK para as plantas, de fácil manejo e custo viável; • Realizar cobertura com 60 dias após a brotação e com solo úmido. ADUBAÇÃO DE PLANTIO
  • 9. OBTENÇÃO DE MUDAS • O plantio de Macaxeira é realizado utilizando-se pedaços das hastes ou ramas do terço médio da planta; • Estes pedaços são denominados manivas, ramas, toletes, rebolos, etc; • Uma rama de 20 cm possui de 5 a 7 gemas; • As ramas devem ser sadias e livres de patógenos;
  • 10. • A escolha da cultivar deve ser aquela que melhor se adaptar a região; • É sempre indicado o plantio de uma única cultivar na área; • No caso de se utilizar mais de uma cultivar, deve-se dividir em quadras; • As ramas devem estar maduras, provenientes de plantas com mais de um ano; OBTENÇÃO DE MUDAS
  • 11. • Deve-se utilizar o terço médio para retirada das mudas (ramas); • Quando o plantio não for realizado após a colheita, deve-se conservar as ramas; • Devem ser conservadas próximo a área de plantio em local sombreado e fresco; • O período de conservação deve ser o menor possível; OBTENÇÃO DE MUDAS
  • 12. • A haste da planta deve ser cortada em ramas com aproximadamente 20 cm; • Diâmetro de 2,5 cm aproximadamente; • Para cortar as ramas deve-se evitar apoiá-la em qualquer superfície; • Um hectare de macaxeira, com 12 meses, produz hastes para plantio de 4 a 5 ha. OBTENÇÃO DE MUDAS
  • 13. PLANTIO • O plantio pode ser realizado durante o ano todo; • O período ideal para plantio é nos primeiros meses do período chuvoso; • Para brotação e enraizamento é necessário que o solo esteja úmido nos primeiros meses; • Em solos mal drenados, pode prejudicar a brotação e ocorrer apodrecimento;
  • 14. PLANTIO • Espaçamento em fileira simples: 1x 0,5 m; • Espaçamento em fileiras duplas: 2 x 0,6 x 0,6 m; • Em casos de colheita mecanizada o espaçamento entre linhas deve ser de 1,20 m; • Plantio em covas ou em sulcos, com aproximadamente 10 cm de profundidade.
  • 15. PLANTIO • As ramas ou manivas, devem ser colocadas nas covas ou sulcos na posição horizontal; • Quando plantadas de forma horizontal, facilita a colheita das raizes; • Quando plantadas de forma inclinada ou na vertical, as raízes tornam-se muito profundas; • Em plantadeiras mecanizadas, a rama é plantada horizontalmente;
  • 17. PLANTADORA • Existem plantadoras mecanizadas disponíveis no mercado, que fazem de uma só vez as operações de sulcamento, adubação, corte das manivas, plantio e cobertura das manivas.
  • 23. SISTEMAS DE PLANTIO • FILEIRA SIMPLES • Plantio em uma única linha; • Alta produtividade; • Menor espaçamento entre linhas; • A rotação de culturas deve ser feita em área total, neste sistema.
  • 25. SISTEMAS DE PLANTIO • FILEIRA DUPLAS
  • 27. SISTEMAS DE PLANTIO VANTAGENS DAS FILEIRAS DUPLAS • Aumenta a produtividade; • Facilita a mecanização; • Pode-se consorciar com outras culturas; • Reduz o consumo de ramas e de adubos;
  • 28. • Permite a rotação de culturas em uma mesma área; • Reduz a pressão de cultivo sobre o solo; • Facilita a inspeção fitossanitária; • Facilita a aplicação de defensivos; SISTEMAS DE PLANTIO VANTAGENS DAS FILEIRAS DUPLAS
  • 29. IRRIGAÇÃO • A Macaxeira é uma cultura bastante tolerante a seca; • Nos primeiros cinco meses é indispensável manter a umidade do solo; • A falta de água neste período causa prejuízos irrecuperáveis; • A aplicação de uma lâmina de 30 a 40 mm a cada 15 dias é o suficiente para o desenvolvimento adequado para a cultura.
  • 30. CONSÓRCIO DE CULTURAS • Promove maior estabilidade da produção; • Melhora a utilização da terra; • Melhora a exploração de água e nutrientes; • Melhora a utilização da força de trabalho; • Aumenta a eficiência no controle de plantas daninhas;
  • 31. CONSÓRCIO DE CULTURAS • Aumenta a proteção do solo contra erosão; • Disponibiliza mais de uma fonte alimentar e renda em uma mesma área; • O espaçamento entre plantas deve ser feito, buscando uma baixa competição entre culturas; • A cultura intercalar é plantada alternada com a fileira de Macaxeira;
  • 32. CONSÓRCIO DE CULTURAS • Em fileira simples recomenda-se o plantio de 1 a 2 linhas da cultura consorciada; • Em fileiras duplas, recomenda-se o plantio de 2 a 4 linhas da cultura consorciada; • Pode consorciar Macaxeira com culturas anuais como milho, feijão e outros; • Pode-se utilizar a Macaxeira como cultura intercalar em culturas perenes ou sistemas agrosilvipastoris.
  • 33. ROTAÇÃO DE CULTURAS • Deve ser realizada a cada dois cultivos sucessivos na mesma área; • Pode-se utilizar leguminosas para adubação verde; • Pode-se utilizar gramíneas para produção de grãos; • A rotação controla a bacteriose e evita o desgaste do solo.
  • 34. TRATOS CULTURAIS • O controle de plantas daninhas é o principal trato cultural; • Dependendo da quantidade de mato e o tempo de competição, as perdas chegam a 90%; • Corresponde a cerca de 35% do custo de produção da Macaxeira; • Controle de plantas daninhas deve ser feito de 20 a 30 dias após a brotação.
  • 35. TRATOS CULTURAIS • Após a primeira capina, deve-se manter a cultura no limpo durante 3,5 meses; • Deve-se utilizar cobertura vegetal nas fileiras de Macaxeira para diminuir o surgimento de plantas daninhas; • O período crítico de competição é nos 5 primeiros meses após brotação.
  • 36. DOENÇAS • Bacteriose; • Podridão radicular; • Superalongamento; • Superbrotamento; • Viroses.
  • 37. BACTERIOSE •É a principal doença desta cultura; • Pode provocar perdas totais; • Sintomas: manchas angulares, de aparência aquosa nos folíolos; • Murcha das folhas, morte descendente e esxudação de goma nas hastes; • Necrose dos feixes vasculares e morte da planta.
  • 38. PODRIDÃO RADICULAR • Pode ser causada por dois fungos diferentes; • Quando causado pelo Phytophthora sp. pode causar podridão “mole” nas raízes, com odor forte, de coloração acinzentada; • Quando causada pelo Fusarium sp. apresenta podridão de consistência seca e sem distúrbio de tecidos.
  • 39. • Caracteriza-se pelo alongamento excessivo da hastes tenra ou em desenvolvimento; • Forma ramas finas com longos entrenós; • Retorcimento das folhas; • Desfolhamento e morte dos tecidos; SUPERALONGAMENTO
  • 40. SUPERBROTAMENTO • Caracteriza-se pela emissão exagerada de hastes a partir da principal; • Provoca raquitismo e amarelecimento das plantas afetadas;
  • 41. VIROSES • “Mosaico das nervuras” causa clorose entre as nervuras da folha; • “Couro de Sapo” pode provocar perdas totais, o vírus reduz até 80% do amido na raiz; • “Mosaico comum” causa clorose e retorcimento das folhas;
  • 42. PRAGAS • Percevejo de renda; • Ácaros; • Mandarová; • Mosca Branca; • Broca das hastes; • Cupins e formigas.
  • 43. PERCEVEJO DE RENDA • É uma praga de hábito sugador que ocorre no início da estação seca; • O adulto é de cor cinza e a ninfa é branca; • Ambos são encontrados na face inferior das folhas basais ou medianas; • Causam pontuações amareladas, que se tornam amarronzadas, além de pequenos pontos de cor preta na parte inferior da folha.
  • 44. ÁCAROS • São encontrados em grande quantidade na face inferior da folha, durante estação seca; • São comuns os ácaros verde e rajado que se alimentam da seiva de folhas brotando e folhas mediana/basal respectivamente; •Causam manchas cloróticas, pontuações e bronzeamento no limbo; • Causam morte das gemas, deformações e queda das folhas, reduzindo a área foliar e a fotossíntese.
  • 45. MANDAROVÁS • A lagarta pode causar severo desfolhamento; • É uma praga que aparece de repente em qualquer época do ano; • Consome grande área foliar durante o estádio de desenvolvimento; • O controle deve ser realizado quando forem encontrados de 5 a 7 lagartas por planta.
  • 46. MOSCA BRANCA • Os adultos geralmente são encontrados na parte de cima da haste; • As ninfas encontram-se na parte inferior das folhas mais velhas; • Sugam a seiva das folhas; • Pode causar redução no rendimento das raízes, quando em altas populações;
  • 47. MOSCA BRANCA • Causam encarquilhamento de folhas, seca da haste de cima para baixo; • Provoca podridão nas raízes ; • Afeta o rendimento das raízes e a qualidade da farinha, que adquire gosto amargo; • Causa amarelecimento e encrespamento das folhas.
  • 48. BROCA DA HASTE • As larvas da broca são encontradas no interior das hastes; • Pode ser detectado devido a presença de excrementos e serragem; • Durante o período seco, as plantas podem perder as folhas e secar; • Constroem galerias inutilizando as manivas para o plantio.
  • 49. CUPINS • Apresentam o corpo branco cremoso e asas maiores que o abdome; • Ataca o material de propagação, penetrando pela parte seca; • Forma galerias, podendo causar a inutilização das manivas para propagação.
  • 50. FORMIGAS • Podem desfolhar rapidamente; • Fazem corte semicircular na folha, podendo atingir também as gemas; • O ataque deve ser monitorado durante os primeiros meses da cultura; • Recomenda-se utilização de inseticidas líquidos em época chuvosa e iscas granuladas e em pó na época seca.
  • 51. • É inviável o uso de agrotóxicos para o controle de pragas e doenças; • Utilização de variedades resistentes; • Utilização de manivas sadias e provenientes de áreas não infestadas; • Plantio em área corrigida e fertilizada corretamente; CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS
  • 52. • Plantio consorciado; • Rotação de culturas; • Destruição de plantas hospedeiras de pragas; • Inspeção periódica na cultura para localizar os focos; • Destruição dos restos culturais; CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS
  • 53. • A colheita da Macaxeira é primordialmente manual; • Um homem consegue colher de 600 a 800 Kg de Macaxeira por dia; • Para consumo in natura pode ser colhida com 10 a 14 meses; • Para indústria deve ser colhida com 18 a 24 meses; COLHEITA
  • 54. COLHEITA • Devido ao ataque de pragas ou doenças pode- se adiantar ou atrasar a colheita; • Deve-se observar se a área se encontra em condições homogêneas de colheita; • Deve-se observar se as condições do solo favorecem o arranquio sem danificar; • A colheita pode ser realizada em qualquer período do ano.
  • 55. PÓS-COLHEITA • As raízes de macaxeira são importantes fontes energéticas; • No caso de Mandioca-brava, possui altos teores de compostos cianogênicos, nocivos a saúde; • A Mandioca-brava deve ser devidamente processada de modo a inibir tais compostos; • Após colhida e descascada a Macaxeira sofre deterioração;
  • 56. PÓS-COLHEITA • Pode-se aplicar tratamentos anti-oxidantes para evitar o escurecimento enzimático; • Algumas indústrias usam um tratamento térmico brando, denominado branqueamento; • Os produtos derivados do processamento da Macaxeira são farinha seca, farinha de Bijú, fécula ou polvilhos (azedo e doce).
  • 57. MERCADO • A Macaxeira é um produto com mercado muito amplo e de boa aceitação; • A venda de Macaxeira descascada tem garantido bons lucros a pequenos produtores; • A venda do produto com casca geralmente possui valor comercial inferior; • Fábricas de ração começam a utilizar a Macaxeira como fonte energética;
  • 58. MERCADO • A comercialização para restaurantes e bares, para acompanhar porções; • Processamento artesanal ou industrial de farinhas e polvilho; • Comercialização em CEASA’s, feiras e mercearias; • Utilização dos resíduos de Macaxeira para compostagem;
  • 59. OBRIGADO ! Josimar Rodrigues Oliveira josimarodrigues@yahoo.com.br