O PRÉ-MODERNISMO        1902 - 1922 IMOBILISMO x MODERNIZAÇÃO
PRÉ-MODERNISMO• ORIGENS:• Mudanças políticas (Abolição da Escravatura e  a Proclamação da República) não provocam  alteraç...
PRÉ-MODERNISMO• ORIGENS:• Mudanças que começavam a modificar a  fisionomia da sociedade brasileira: urbanização  das metró...
PRÉ-MODERNISMO• CONCLUSÃO:• CONTEXTO = CONFLITO ENTRE AS  FORÇAS CONSERVADORAS (O PASSADO)  E AS NOVAS FORÇAS SOCIAIS  (NE...
A denominação do período• Pré-modernismo = época eclética (de  mistura de tendências, estilos e visões) =  chocam-se vária...
Características do período• Imobilismo x modernização.• Resquícios culturais do século XIX x busca de  novas formas de exp...
Escritores do período• Parnasianos = influentes, com idéias  formalistas e uma concepção da literatura  como “sorriso da s...
Escritores do período• Simbolistas = Inexpressivos, pouca  ressonância de sua arte, fortemente  vinculados à matriz europé...
Escritores do período• Realistas = Utilizam uma técnica literária  marcada pela objetividade, verossimilhança,  crítica so...
Escritores do período• Intérpretes do Brasil = Euclides da Cunha e  Graça Aranha = Ambos valem-se da literatura,  o primei...
Escritores do período• Intérpretes do Brasil = Especialmente Os  sertões , de Euclides da Cunha, tornou-se um  divisor de ...
Escritores do período• Pré-Modernista = o único pré-modernista  propriamente dito, no sentido de empregar  recursos técnic...
Euclides da Cunha & Canudos
Euclides da Cunha (1866-1909)• Principais obras: Os sertões (1902);  Contrastes e confrontos (1907); À margem  da história...
O repórter da guerra• Em 1897, graças a artigos publicados no  jornal O Estado de São Paulo, recebe um  convite para ir ao...
Os sertões•   “Quem volta da região assustadora•   De onde eu venho, revendo inda na mente,•   Muitas cenas do drama comov...
A composição de Os sertões• Proposta: explicar racionalmente a “grande  tragédia nacional” que observara. Pede ajuda à  ci...
Visão de Os sertões• VISÃO DETERMINISTA:• Determinismo geográfico:• O homem é produto do meio natural.• O clima desempenha...
Visão de Os sertões• Determinismo racial:• Os cruzamentos raciais enfraquecem a  espécie.• O sertanejo é caso típico de hi...
Visão de Os sertões• Conclusão = Contradição: as observações  eram justas e brilhantes ; as teorias,  medíocres (teorismo ...
Classificação de Os sertões• Situa-se entre o ensaio, a narração e a  poesia lírica.• Obedecendo a um típico esquema  dete...
A TERRA – 1ª Parte• Predominância da visão cientificista e  naturalista.• Leitura difícil = informação científica & estilo...
A TERRA – 1ª Parte• A linguagem é poderosamente retórica e  transforma a natureza em elemento  dramático:• “Ajusta-se sobr...
O HOMEM - 2ª Parte• Visão determinista = formação racial do  sertanejo e os males da mestiçagem.• Mistura de raças = retro...
O HOMEM - 2ª Parte• Entretanto, contrastando com essa  incapacidade do mestiço para a civilização  moderna, os sertanejos ...
O HOMEM - 2ª Parte• Por isso, apesar de seu atraso mental, o  sertanejo surge como um titã:• “O sertanejo é, antes de tudo...
O HOMEM - 2ª Parte• O isolamento do sertanejo o mantém preso a  valores arcaicos como o messianismo. A  “tutela do sobrena...
O HOMEM - 2ª Parte• Antônio Conselheiro = “A sua biografia  compendia e resume a existência da  sociedade sertaneja”. O ch...
A LUTA – 3ª Parte• É a parte mais importante e dramática da  obra. Euclides não esconde a comoção  diante da violência de ...
A LUTA – 3ª Parte• Percebe que o meio é o principal aliado do  sertanejo: “As caatingas não o escondem  apenas, amparam-no...
A LUTA – 3ª Parte• Emociona-se ao ouvir as rezas e os cânticos  que emergem do arraial bombardeado, ao  anoitecer, quando ...
A LUTA – 3ª Parte• “Canudos não se rendeu. Exemplo único em  toda a História, resistiu até o esgotamento  completo. (...) ...
A LUTA – 3ª Parte
A interpretação da guerra• Conjunto de equívocos, demências e  crueldades. Uma pungente (dolorosa) guerra  civil e não um ...
A interpretação da guerra• Tragédia de erros resultantes de uma profunda  cegueira de ambos os lados. Para os adeptos  de ...
A interpretação da guerra• Na verdade, os guerrilheiros de Canudos  eram uns pobres-diabos, filhos da ignorância  e das cr...
A interpretação da guerra• Os sertões adquire, assim, um caráter de  denúncia. Trata-se de um “grito de aviso à  consciênc...
A interpretação do Brasil• Contradição:• Fervor patriótico com a vitória do Exército x  Trágico fim do povoado de Canudos....
A interpretação do Brasil• Conclusão:• Há dois Brasis completamente estranhos  entre si, o do litoral e o do sertão.• O Br...
A interpretação do Brasil• Ponto de vista:• Para a civilização litorânea, os jagunços (o  povo de Canudos) eram facínoras ...
A interpretação do Brasil• Para Euclides, as duas sociedades brasileiras,  separadas pela raça, pelo meio e pela  história...
Gênero Literário• Os sertões é uma combinação única de  ensaio sociológico, estudo científico,  reabilitação histórica, pa...
O estilo literário de Os sertões• Senso do dramático.• Confere às ações uma plasticidade vigorosa e  assustadora, buscando...
A linguagem barroca• Gosto pelo ornamental e pelo excesso  vocabular.• Léxico (vocabulário) arcaico.• Presença contínua de...
A importância de Os sertões• “Escrevi este livro para o futuro” (Euclides  da Cunha) = Pôs em xeque todas as  concepções q...
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O pre modernismo

  1. 1. O PRÉ-MODERNISMO 1902 - 1922 IMOBILISMO x MODERNIZAÇÃO
  2. 2. PRÉ-MODERNISMO• ORIGENS:• Mudanças políticas (Abolição da Escravatura e a Proclamação da República) não provocam alterações significativas na estrutura econômica do país = café = base da economia brasileira = política do café com leite (SP + MG).
  3. 3. PRÉ-MODERNISMO• ORIGENS:• Mudanças que começavam a modificar a fisionomia da sociedade brasileira: urbanização das metrópoles + a imigração + o crescimento industrial + a emergência de uma classe média reformista e uma nova geração de militares influenciados pelo ideário positivista + massa popular insatisfeita.
  4. 4. PRÉ-MODERNISMO• CONCLUSÃO:• CONTEXTO = CONFLITO ENTRE AS FORÇAS CONSERVADORAS (O PASSADO) E AS NOVAS FORÇAS SOCIAIS (NECESSIDADE DE MUDANÇA)
  5. 5. A denominação do período• Pré-modernismo = época eclética (de mistura de tendências, estilos e visões) = chocam-se várias correntes e estilos, indefinidos entre o academicismo e a inovação.
  6. 6. Características do período• Imobilismo x modernização.• Resquícios culturais do século XIX x busca de novas formas de expressão.• Desejo de uma redescoberta crítica do Brasil.
  7. 7. Escritores do período• Parnasianos = influentes, com idéias formalistas e uma concepção da literatura como “sorriso da sociedade” (estilo artificial). Destaques: Olavo Bilac (na poesia) – Coelho Neto (na prosa).
  8. 8. Escritores do período• Simbolistas = Inexpressivos, pouca ressonância de sua arte, fortemente vinculados à matriz européia do movimento. Destaques = Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens.
  9. 9. Escritores do período• Realistas = Utilizam uma técnica literária marcada pela objetividade, verossimilhança, crítica social, análise psicológica. Destaques: Monteiro Lobato = com a reabilitação do caboclo paulista – Lima Barreto = fixação do universo suburbano carioca – Simões Lopes Neto = incorporou à ficção brasileira o vaqueano sul-rio-grandense, além de registrar-lhe a fala regional.
  10. 10. Escritores do período• Intérpretes do Brasil = Euclides da Cunha e Graça Aranha = Ambos valem-se da literatura, o primeiro, com uma linguagem literária refinada, e o segundo, com a utilização da estrutura ficcional do romance, para questionar a realidade brasileira e debater o futuro da nação. Suas obras estão muito perto do ensaio.
  11. 11. Escritores do período• Intérpretes do Brasil = Especialmente Os sertões , de Euclides da Cunha, tornou-se um divisor de águas na imagem que a intelectualidade nacional tinha a respeito de país e de seu povo.
  12. 12. Escritores do período• Pré-Modernista = o único pré-modernista propriamente dito, no sentido de empregar recursos técnicos ou temas inovadores, antes da Semana de Arte Moderna é, até certo ponto, o poeta Augusto dos Anjos = em sua obra, apesar das influências cientificistas, parnasianas e simbolistas, há também um inesperado gosto pelo coloquial e pela “sujeira da vida”, o que permite incluí-lo entre os precursores de uma das correntes da poesia moderna.
  13. 13. Euclides da Cunha & Canudos
  14. 14. Euclides da Cunha (1866-1909)• Principais obras: Os sertões (1902); Contrastes e confrontos (1907); À margem da história (1909).
  15. 15. O repórter da guerra• Em 1897, graças a artigos publicados no jornal O Estado de São Paulo, recebe um convite para ir ao front de Canudos (no sertão baiano), como correspondente de guerra. Assistiu aos últimos dias da resistência do arraial sertanejo e escreveu suas reportagens ainda dentro de uma ótica republicana radical. Nos anos seguintes, refletiu melhor sobre o que havia presenciado e o resultado = um livro monumental cheio de paixão, ciência e amargura: Os sertões (1902).
  16. 16. Os sertões• “Quem volta da região assustadora• De onde eu venho, revendo inda na mente,• Muitas cenas do drama comovente• Da guerra despiedada e aterradora.” [Euclides da Cunha]
  17. 17. A composição de Os sertões• Proposta: explicar racionalmente a “grande tragédia nacional” que observara. Pede ajuda à ciência da época. Estuda geografia, botânica, antropologia, sociologia, etc. Fontes exclusivamente européias, impregnadas da perspectiva colonialista (Europa imperialista). Resultado = erros interpretativos do autor, sobretudo nas duas primeiras partes de sua obra.
  18. 18. Visão de Os sertões• VISÃO DETERMINISTA:• Determinismo geográfico:• O homem é produto do meio natural.• O clima desempenha papel preponderante na formação do meio.• Existe a impossibilidade de se constituir uma verdadeira civilização em zonas tórridas como o sertão.
  19. 19. Visão de Os sertões• Determinismo racial:• Os cruzamentos raciais enfraquecem a espécie.• O sertanejo é caso típico de hibridismo racial (composto de elementos de origem diversa).• A miscigenação induz os homens à bestialidade e a toda espécie de impulsos criminosos.
  20. 20. Visão de Os sertões• Conclusão = Contradição: as observações eram justas e brilhantes ; as teorias, medíocres (teorismo vazio – digressão subjetiva – tese desprovida de demonstração).
  21. 21. Classificação de Os sertões• Situa-se entre o ensaio, a narração e a poesia lírica.• Obedecendo a um típico esquema determinista divide-se a obra em três partes:• A TERRA – O HOMEM – A LUTA
  22. 22. A TERRA – 1ª Parte• Predominância da visão cientificista e naturalista.• Leitura difícil = informação científica & estilo barroco.• Descrição do meio físico opressivo feita com detalhes: a vegetação pobre, o chão calcinado, a imobilidade e a repetição da paisagem árida.
  23. 23. A TERRA – 1ª Parte• A linguagem é poderosamente retórica e transforma a natureza em elemento dramático:• “Ajusta-se sobre os sertões o cautério das secas; esterilizam-se os ares urentes, empedra-se o chão, gretado, recrestado; ruge o Nordeste nos ermos; e, como um cilício dilacerador, a caatinga estende sobre a terra as ramagens de espinhos...”
  24. 24. O HOMEM - 2ª Parte• Visão determinista = formação racial do sertanejo e os males da mestiçagem.• Mistura de raças = retrocesso:• “De sorte que o mestiço – traço de união entre as raças – é quase sempre um desequilibrado (...) sem a energia física dos ascendentes selvagens, sem a altitude intelectual dos ancestrais superiores.”
  25. 25. O HOMEM - 2ª Parte• Entretanto, contrastando com essa incapacidade do mestiço para a civilização moderna, os sertanejos nordestinos seriam diferentes por ter há muito se isolado no amplo interior do país. Abandonados há três séculos, sem contatos maiores com o litoral desenvolvido, os sertanejos – ao contrário do que ocorrera com os mestiços urbanos – não haviam sido corrompidos.
  26. 26. O HOMEM - 2ª Parte• Por isso, apesar de seu atraso mental, o sertanejo surge como um titã:• “O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista revela o contrário. (...) É desgracioso, desengonçado, torto. Hércules-Quasímodo.”
  27. 27. O HOMEM - 2ª Parte• O isolamento do sertanejo o mantém preso a valores arcaicos como o messianismo. A “tutela do sobrenatural” rege a vida cotidiana, e as vicissitudes do meio intensificam a religiosidade e a consciência mágica do mundo. Um mundo de profetas, de iluminados, de místicos que se tornam líderes naturais, expressando os valores da comunidade.
  28. 28. O HOMEM - 2ª Parte• Antônio Conselheiro = “A sua biografia compendia e resume a existência da sociedade sertaneja”. O chefe dos fanáticos é um personagem-síntese: figura bizarra para os padrões urbanos, com uma oratória impressionante. Para Euclides, Canudos era apenas o produto previsível do fanatismo religioso e do arcaísmo do pensamento sertanejo, que o Conselheiro traduzia.
  29. 29. A LUTA – 3ª Parte• É a parte mais importante e dramática da obra. Euclides não esconde a comoção diante da violência de parte a parte, que gera banhos diários de sangue. Não consegue deixar de admirar a tenaz resistência de uma cidade (“Jerusalém de taipa”), que logo se transforma em uma “Tróia de taipa”. Passa a ver os “titãs de cobre” que a defendem o “cerne rijo da nacionalidade”.
  30. 30. A LUTA – 3ª Parte• Percebe que o meio é o principal aliado do sertanejo: “As caatingas não o escondem apenas, amparam-no”. Compreende a inutilidade dos métodos clássicos de combate, usados pelo Exército, diante da mobilidade e da luta não-convencional dos inimigos. Espanta-se diante da guerrilha sertaneja e das sucessivas derrotas que ela impõe às tropas legais, superiormente armadas.
  31. 31. A LUTA – 3ª Parte• Emociona-se ao ouvir as rezas e os cânticos que emergem do arraial bombardeado, ao anoitecer, quando todo o Alto-Comando julgava Canudos já sem resistência. A obra adquire então uma grandeza sombria e os últimos momentos do confronto apresentam uma terrível dramaticidade. Com dinamite, os soldados atacam os casebres ainda em pé, explodindo e queimando seus moradores.
  32. 32. A LUTA – 3ª Parte• “Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a História, resistiu até o esgotamento completo. (...) caiu no dia cinco, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados.”
  33. 33. A LUTA – 3ª Parte
  34. 34. A interpretação da guerra• Conjunto de equívocos, demências e crueldades. Uma pungente (dolorosa) guerra civil e não um conflito entre a reação e o progresso, entre a Monarquia e a República, como as elites intelectuais, políticas e militares, bem como a opinião pública do país, acreditavam.
  35. 35. A interpretação da guerra• Tragédia de erros resultantes de uma profunda cegueira de ambos os lados. Para os adeptos de Conselheiro, os soldados eram agentes do demônio e deveriam ser destruídos. Para o Exército, os sertanejos eram jagunços primitivos a serviço da causa monárquica e tinham de ser exterminados.
  36. 36. A interpretação da guerra• Na verdade, os guerrilheiros de Canudos eram uns pobres-diabos, filhos da ignorância e das crendices de uma civilização parada no tempo há três séculos. Precisavam de professores, não de tiros de canhão. Já as tropas do governo, que representavam a civilização moderna do país, foram incapazes de perceber a verdadeira natureza dos inimigos e trataram de destruí-los com barbárie e horror.
  37. 37. A interpretação da guerra• Os sertões adquire, assim, um caráter de denúncia. Trata-se de um “grito de aviso à consciência nacional”. Tal perspectiva é anunciada na nota preliminar que abre o livro:• “Aquela campanha lembra um refluxo para o passado. E foi, na significação integral da palavra, um crime. Denunciemo-lo.”
  38. 38. A interpretação do Brasil• Contradição:• Fervor patriótico com a vitória do Exército x Trágico fim do povoado de Canudos.• Confronto = divisão estrutural do país.
  39. 39. A interpretação do Brasil• Conclusão:• Há dois Brasis completamente estranhos entre si, o do litoral e o do sertão.• O Brasil do sertão jazia ignorado ou esquecido pela consciência culta nacional.
  40. 40. A interpretação do Brasil• Ponto de vista:• Para a civilização litorânea, os jagunços (o povo de Canudos) eram facínoras (bandidos).• Para Euclides, eram irmãos (compatriotas) que deveriam ser integrados à nacionalidade.
  41. 41. A interpretação do Brasil• Para Euclides, as duas sociedades brasileiras, separadas pela raça, pelo meio e pela história, deveriam se aproximar e se integrar pacífica e lentamente. Sob esse prisma, a perspectiva de aproximação entre os dois Brasis, defendida pelo escritor na sua obra- prima, se tornaria, depois de 1930, o projeto político nuclear da nação.
  42. 42. Gênero Literário• Os sertões é uma combinação única de ensaio sociológico, estudo científico, reabilitação histórica, panfleto, reportagem de guerra e literatura, o que torna impossível enquadrá-lo nos limites de um gênero qualquer.
  43. 43. O estilo literário de Os sertões• Senso do dramático.• Confere às ações uma plasticidade vigorosa e assustadora, buscando sempre o contraste violento, o êxtase e a agonia, a situação-limite do ser humano.• Efeito persuasivo (exemplos individuais para reforçar uma idéia geral).• Traduz o horror da guerra, a exemplo de Tolstói e Stendhal.
  44. 44. A linguagem barroca• Gosto pelo ornamental e pelo excesso vocabular.• Léxico (vocabulário) arcaico.• Presença contínua de antíteses, paradoxos, comparações e metáforas.• Jogo binário entre períodos extensos e períodos curtíssimos e a insistência na frase de efeito, sentenciosa e escultural.• Linguagem com ritmo poético.
  45. 45. A importância de Os sertões• “Escrevi este livro para o futuro” (Euclides da Cunha) = Pôs em xeque todas as concepções que a intelectualidade brasileira tinha a respeito de seu próprio país, passando a influenciar decisivamente a discussão política sobre os destinos da nação. Influencia, de forma marcante, o chamado “Romance de 30”.

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