Fisioterapia - As Várias Maneiras de Cuidar

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Palestra da Ft. Ana Márcia B. Magalhães para o Primeiro Simpósio CUIDAR DE IDOSOS - "As Várias Maneiras de Cuidar'

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  • ALIVIE SUAS DORES
    http://www.slideshare.net/AdriBernardes/massoterapia-alivie-suas-dores

    Adriano Bernardes
    Contate-me: adribernardes@gmail.com
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Fisioterapia - As Várias Maneiras de Cuidar

  1. 1. Cuidar do Idoso Dependente FT Ana Márcia Borges Magalhães Coordenadora da Equipe de Fisioterapia Hospital Albert Sabin. Especialista Pneumofuncional e Cardio-Respiratória Universidade Castelo Branco.
  2. 2. Cuidar do Idoso Dependente Caros colegas, A idéia de falar para vocês partiu da coordenação deste curso, do nosso estimado Dr. Márcio Borges a quem tenho uma grande admiração pessoal e profissional, e há mais de dez anos trabalhando ao seu lado testemunho seu empenho no trabalho interdisciplinar. Minha perspectiva é clínica, peço licença a todos vocês para apresentar um olhar clínico nesta importante questão que é do cuidar do idoso dependente.
  3. 3. <ul><li>O número de idosos no Brasil já é um dos maiores do mundo, 14,5 milhões ( IBGE, 2002) a perspectiva em 2025 é de 30 milhões de idosos ( Tosta 30, 2000); portanto o aumento da assistência domiciliar e o idoso dependente é um fenômeno observado em diversos países, inclusive no Brasil. </li></ul><ul><li>A incapacidade funcional exerce grande efeito negativo no bem estar individual, gerando mais necessidade de assistência formal e informal e cuidados por longo período ( Jette, 1996). </li></ul>
  4. 4. Causas de Incapacidade Funcional <ul><li>Osteoartroses </li></ul><ul><li>HAS </li></ul><ul><li>Insuficiência cardíaca </li></ul><ul><li>Diabetes </li></ul><ul><li>Doenças coronarianas e cérebro vasculares </li></ul><ul><li>DPOC </li></ul>
  5. 5. Sendo assim, nós fisioterapeutas temos um importante papel no tratamento do idoso dependente: <ul><li>Retardar os processos inerentes ao envelhecimento. </li></ul><ul><li>Orientar como evitar os fatores que estimulem o envelhecimento prematuro ou patológico. </li></ul><ul><li>Reduzir ao máximo as situações que gerem perda da independência e autonomia. </li></ul>
  6. 6. Segundo a OMS os profissionais que atuam com idosos com doenças crônicas devem basear sua avaliação, objetivos e conduta, dentro do novo modelo para classificação internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde ( CIF), que preconiza as conseqüências funcionais não apenas relacionadas às doenças e suas implicações na estrutura corporal, há outras dimensões, como a própria atividade que está sendo executada pelo individuo, os aspectos psicológicos, sociais e ambientais.
  7. 7. Alterações no P rocesso de E nvelhecimento Normal <ul><li>Lentificação de atividades motoras grossas. </li></ul><ul><li>Redução da habilidade em atividades motoras finas. </li></ul><ul><li>Aumento das respostas dos reflexos profundos. </li></ul><ul><li>Declínio no desempenho de tarefas psicometricas e de atenção. </li></ul><ul><li>Aumento do tempo de reação. </li></ul><ul><li>Presença de alguns reflexos primitivos e de sinais extra-piramidais leve. </li></ul><ul><li>Alterações de linguagem e outros. </li></ul>
  8. 8. Kluger e col. (1997) relatam que a presença destas alterações no envelhecimento fisiológico, pode ser um preditor para a ocorrência de declínios cognitivos e de demência.
  9. 9. Subdimensões das Atividades de Vida Diária Utilizar caixa eletrônico e computador Preparar uma refeição Vestimenta Freqüentar um curso Lidar com dinheiro e contas Continência Buscar o neto na escola Fazer compras Higiene pessoal Trabalhar voluntariamente Atender ao telefone Banho Apresentar-se em publico Dirigir um carro Alimentação Avançadas Instrumentais Básicas
  10. 10. Essa diminuição das atividades funcionais, é multifatorial: <ul><li>Perda da força muscular. </li></ul><ul><li>Da resistência cardio - vascular . </li></ul><ul><li>Alterações do equilíbrio e marcha. </li></ul><ul><li>Falta de estimulo ou paciência dos cuidadores e familiares. </li></ul>
  11. 11. Nas demências, as perdas funcionais ocorrem inicialmente nas atividades mais complexas progredindo para a mais básica. Na fase terminal da demência, o paciente passa a depender totalmente dos cuidadores para a transferência, higiene e alimentação, nesta fase sua capacidade funcional é nula.
  12. 12. Quando trabalhamos com o idoso dependente, uma situação importantíssima é sabermos distinguir autonomia de independência funcional: <ul><li>Autonomia: é a capacidade do indivíduo tomar decisões, ponderar sobre suas opiniões e vontades, considerando seu estado emocional, cognitivos e eventos anteriormente vividos. </li></ul><ul><li>Independência Funcional: requer aspectos relacionados à capacidade física, para realizar determinada tarefa, além de aspectos cognitivos e emocionais para a realização da tarefa. </li></ul>
  13. 13. Com freqüência observamos indivíduos com limitações funcionais importantes, porém motivados com sua recuperação,ao contrário observamos indivíduos com pequenas limitações porém não motivados. E o fisioterapeuta, como intervir ?
  14. 14. <ul><li>Intervir no que é tratável, trabalhar a potencialidade, isto é, excluem-se os déficits e as limitações e enfatiza-se o que o paciente tem preservado, baseando-se na CIF da OMS. </li></ul><ul><li>Manter a capacidade física pelo maior tempo possível, possibilitando que a dificuldade em realizar as atividades funcionais não ocorra antecipadamente em decorrência dos aspectos físicos. </li></ul>
  15. 15. Para nós profissionais que trabalhamos com reabilitação, aprendizagem é uma palavra de extrema importância, implica em mudança de um comportamento por meio da experiência, a aprendizagem modifica programas inatos pré determinados geneticamente a partir da interação com o meio ambiente requerendo esforço da parte do individuo que aprende; assim depende de motivação e treino e só pode ser efetiva se houver memória ou seja, a capacidade de estocar conhecimento adquirido.
  16. 16. Como a motivação é um processo interno diferente do incentivo, sendo este externo, cabe à nós, fisioterapeutas através de criatividades palavras de incentivos, estabelecer metas, assim como envolver o cuidado r para conseguir o progresso durante as sessões.
  17. 17. Em gerontologia, a fisioterapia tem sua intervenção baseada no preceito de que mesmo doenças crônico-degenerativas incuráveis apresentam potenciais de investimento em reabilitação. Vejam como a atividade física e a fisioterapia trazem benefícios aos idosos:
  18. 18. <ul><li>Aumento da perfusão sanguínea cerebral. </li></ul><ul><li>Redução do tempo de reação. </li></ul><ul><li>Liberação de neurotransmissores e ativação de centros corticais relacionados ao bem estar. </li></ul><ul><li>Melhora da coordenação, agilidade, força muscular, flexibilidade e do equilíbrio . </li></ul><ul><li>Melhora a rapidez da resposta cognitiva, a retenção de novas informações. </li></ul><ul><li>Integração social, auto estima. </li></ul><ul><li>Reduz sintomas depressivos e regulação do sono vigília </li></ul>
  19. 19. Cuidados na Conduta Fisioterápica. <ul><li>PA acima 160 x 100 mmhg, mesmo os exercícios passivos ou de alongamento devem ser suspensos. </li></ul><ul><li>Monitorar os idosos cardiopatas e pneumopatas. </li></ul><ul><li>Observar sintomas de tontura e apnéia durante os exercícios. </li></ul><ul><li>Solicitar que o idoso não prenda a respiração e não conte as repetições do exercício. </li></ul><ul><li>Comando claro e compreensível. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Evitar duplas tarefas (ex.: pedir para que ele conte o final de semana e ao mesmo tempo realizar um exercício). </li></ul><ul><li>Terapeuta demonstrar o exercício para o paciente para que ele utilize o recurso da imitação (melhora do desempenho, lembram?) </li></ul><ul><li>Sempre que possível realizar atividades em grupo. </li></ul>
  21. 21. Objetivos e Tratamento <ul><li>Promover analgesia através de recursos como termoterapia, fototerapia, eletroterapia e manipulações, acupuntura e massoterapia. </li></ul><ul><li>Modificações no ambiente para evitar quedas (retirar tapetes, instalar iluminações claras, barras para segurança no banheiro e outros). </li></ul><ul><li>Prescrever dispositivos de auxílio à marcha. </li></ul><ul><li>Utilizar os vários recursos para as atividades fisioterápicas como: apoio com bolas, faixas elásticas, pranchas de estimulo a propriocepção, bastões, barras paralelas, pesos e caneleiras. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Melhora da força muscular. </li></ul><ul><li>Manter amplitude de movimento. </li></ul><ul><li>Adequar ou reduzir o tonos muscular. </li></ul><ul><li>Melhorar ou manter o equilíbrio. </li></ul><ul><li>Melhorar ou manter a deambulação. </li></ul><ul><li>Melhorar volumes e capacidades respiratórias através de dispositivos e incentivadores (cooch, flutter, respiron, voldayne e etc.). </li></ul><ul><li>Evitar síndrome do imobilismo e suas complicações. </li></ul><ul><li>Realizar higiene brônquica . </li></ul>
  23. 23. Bibliografia <ul><li>KATO, E. M. ; RADANOVIC, M . Fisioterapia nas demências. Rio de Janeiro: Atheneu, 2007. v. 1. </li></ul><ul><li>Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia - Fisioterapia domiciliar aplicada ao idoso </li></ul><ul><li>Guccione, Andrew A. Fisioterapia Geriátrica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002 </li></ul><ul><li>LILACS - Pesquisa : 455454 </li></ul>

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