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1
2
Estes slides são uma singela homenagem:
Aos espíritos de André Luiz e Emmanuel; e
ao médium Chico Xavier, que psicografou “Nosso Lar”.
NOSSO
LAR
ESPÍRITO : ANDRÉ LUIZ
MÉDIUM : CHICO XAVIER
OBRA : “NOSSO LAR”
EDIÇÃO : FEB
4
O presente resumo não dispensa a leitura integral do livro “Nosso
Lar”.
É apenas uma sugestão de roteiro e modo de expor aos aspectos
que se deseje ressaltar. As cenas apresentadas não são reais
nem mediúnicas, refletem a imagem que o filme e ou desenhista
faz da cena descrita pelo livro.
5
É importante para o homem, estando
ainda encarnado, saber o que
realmente o espera além da morte do
corpo?
6
Edição especial pela
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
“quando os ensinos espíritas forem
bem compreendidos, examinados,
absorvidos pelos homens, estes
mudarão o comportamento social,em
razão da modificação moral que
cada ser se imporá, erguendo-se
uma comunidade pacífica e justa, a
espraiar-se, generosa, por toda
parte, auxiliando a transformação da
Terra, regenerada e luminosa, que
seguirá no rumo da destinação que a
espera como aos seus habitantes,
hoje em lutas cruentas e rudes, por
haverem abdicado das armas do
amor, da mansidão e da
fraternidade” - Vianna de Carvalho
7
“Quando o servidor está
pronto, o serviço aparece”
Quando o discípulo está
preparado, o Pai envia o
instrutor. O mesmo se dá,
relativamente ao trabalho.
André Luiz é o pseudônimo espiritual de um médico que
exerceu a Medicina no Rio de Janeiro, e que abriu mão do
próprio nome, para resguardar a família encarnada. Há grande
especulação que tenha sido Osvaldo Cruz, Carlos Chagas ou
Faustino Esposel. O que importa é o seu trabalho e aquilo que
nos veio contar.
8
SOBRE A OBRA
(50 capítulos - 281 páginas)
Autor: Espírito André Luiz
Psicografia: Francisco Cândido
Xavier (concluída em 1943)
Edição: Primeira edição em
1944, pela Federação Espírita
Brasileira (Rio de Janeiro/RJ).
Prefácio: Espírito Emmanuel.
Introdução: Do próprio autor
espiritual (André Luiz)..
9
CONTEÚDO DOUTRINÁRIO
a. O Autor narra sua
experiência após a
desencarnação, descrevendo
minuciosamente o sofrido
estágio de 8 anos no Umbral;
b. A seguir, conta a emoção de
ter sido socorrido e ser levado
para uma cidade espiritual
denominada "NOSSO LAR"...
c. A partir daí, o livro abre um
leque de informações
absolutamente inéditas sobre o
Plano Espiritual.
10
Ministérios: 6 (seis), a saber: Ministério da Regeneração, do Auxílio,
da Comunicação, o Esclarecimento, da Elevação e da União Divina.
Ministros: cada Ministério é administrado por 12 (doze) Ministros.
População: homens e mulheres, jovens e adultos (desencarnados), em número
de um milhão, segundo dados fornecidos pelo Autor, em 1943.
Construções, dependências e lugares especiais: Grande muralha protetora da
cidade, com baterias de proteção magnética, conjuntos habitacionais, praça
central (que acomoda até um milhão de pessoas), fontes luminosas, jardins,
parques arborizados, o Bosque das Águas, o Rio Azul, o Campo da Música, a
Câmara de Retificação (para enfermos), etc.
(Umbral = região com várias escalas morais, sendo a mais infeliz denominada de
"Trevas").
ESTRUTURA DA CIDADE ESPIRITUAL
"NOSSO LAR"
Fundação: No século XVI, por
portugueses distintos, desencarnados no
Brasil.
Localização: Sobre a cidade do Rio de
Janeiro.
Governador: a Governadoria está num
edifício, "de torres soberanas que se
perdem no céu".
11
Edifício da
Governadoria,
“encabeçado de
torres soberanas que
se perdem no céu”.
No alto, o aeróbus.
Desenho concluído
em 11.10.1981 -
Heigorina Cunha
(desenhos da cidade
via desdobramento )
12
Pavilhão do Restringimento, no Ministério da Regeneração, onde os
Espíritos são preparados para a reencarnação sofrendo o restringimento
do corpo espiritual para o tamanho adequado ao processo.
Heigorina Cunha (desenhos da cidade via desdobramento )
13
Um dos templos de
iniciação, no Ministério
da União Divina,
construído em estilo
egípcio.
Heigorina Cunha
(desenhos da cidade via
desdobramento )
14
Primeiro desenho
incompleto da
Colônia.
Heigorina Cunha
(desenhos da
cidade via
desdobramento)
15
16
Nos parques de
educação do
Esclarecimento.
“Um verdadeiro castelo de
vegetação, em forma de
estrela, dentro do qual se
abrigam cinco numerosas
classes de aprendizados.
No centro, funciona
enorme aparelho destinado
a demonstrações pela
imagem, a maneira do
cinematrógrafo terrestre,
com o qual é possível levar
a efeito cinco projeções
variadas,
simultaneamente.”
Heigorina Cunha
(desenhos da cidade via
desdobramento)
17
A cidade Nosso lar,
assinalada com uma
estrela, está localizada
na terceira esfera
acima da Crosta,
sobre a cidade do Rio
de Janeiro, em faixa
que pode ser definida
como a periferia do
Umbral.
Fonte: Livro “Cidade
no Além.”
18
AS ESFERAS
ESPÍRITUAIS
1. NUCLEO INTERNO
2. NUCLEO EXTERNO
3. CROSTA
4. MANTO
5. CROSTA TERRESTRE
6. UMBRAL GROSSO
7. UMBRAL MÉDIO
8. UMBRAL (ONDE ESTÁ
LOCALIZADA A CIDADE
ESPIRITUAL NOSSO LAR)
9. ARTE GERAL OU
CULTURAL E CIÊNCIA –
10. AMOR FRATERNO
UNIVERSAL
11. DIRETRIZES DO
PLANETA
12. ABOBODA ESTELAR
Fonte: Livro “Cidade no
Além.”
19
Desde a publicação de “Nosso Lar”,
em 1944, a vida diária nas colônias
espirituais vem atraindo a atenção de
todos, principalmente por mostrar que
muitos aspectos da rotina que ora
possuímos enquanto encarnados
ainda se encontram presentes após a
morte do veículo físico.
Contudo, não podemos esquecer que a maioria dos planos espirituais existe
em dimensões físicas que são paralelas à nossa e que com
ela interagem, mas que ainda não podem ser confirmadas por uma ciência
que apenas faz conjecturas a respeito da existência de tais universos
paralelos ou MULTIVERSOS mais recentemente.
Quando lemos as descrições da obra desse nobre irmão, não podemos
esquecer de que Nosso Lar e outras colônias se encontram na faixa
vibratória mais próxima à Terra, são colônias umbralinas e não refletem as
vidas dos desencarnados que habitam os planos intermediários e superiores,
onde tudo o que conhecemos como parte de nossa rotina é subvertido por
uma realidade física muito diferente.
20
CITAÇÕES ESPECIAIS
"Aérobus": veículo de transporte, de
grande comprimento, deslocamento
veloz e aéreo.
Globo de Cristal: de 2m de altura
(utilizado em reuniões mediúnicas
com encarnados)
“Bônus-Hora”: forma de pagamento
por serviços beneméritos prestados —
cada hora de trabalho corresponde a
um bônus-hora. Título: "Nosso Lar" -
21
Prefácio de Emmanuel
“Quando te encontres diante de alguém que a
morte parece nimbar de sombra, recorda que a vida
prossegue, além da grande renovação...”
(Emmanuel)
22
"Guarde a experiência dele no livro
d'alma. Ela diz bem alto que não basta a
criatura apegar-se à existência humana,
mas precisa saber aproveitá-la
dignamente; que os passos do cristão,
em qualquer escola religiosa, devem
dirigir-se verdadeiramente ao Cristo, e
que, em nosso campo doutrinário,
precisamos, em verdade, do Espiritismo
e do Espiritualismo, mas, muito mais, de
Espiritualidade".
Prefácio de Emmanuel
23
Mensagem de André Luiz:
"A vida não cessa. A vida é fonte eterna e
a morte é o jogo escuro das ilusões.
Permutar a roupagem física não decide o
problema fundamental da iluminação,
como a troca de vestidos nada tem que
ver com as soluções profundas do
destino e do ser." "É preciso muito
esforço do homem para ingressar na
academia do Evangelho do Cristo,
ingresso que se verifica, quase sempre,
de estranha maneira - ele só, na
companhia do Mestre, efetuando o curso
difícil, recebendo lições sem cátedras
visíveis e ouvindo vastas dissertações
sem palavras articuladas..."
24
QUE
REPRESENTA
A EXISTÊNCIA
CORPÓREA
PARA NÓS?
REFLEXÃO......
25
Para nós, habitantes do plano
considerado “físico”, desencarnado
tinha que ser “fantasma”, névoa ou
fumaça.
A espiritualidade, não apenas André
Luiz, vem tentando mostrar, desde
1940, o que de fato ocorre com morte
do corpo físico. O maior choque que
temos ao ler “Nosso Lar”, é que tudo
isso está ali.
•Entendemos agora o porquê de um
estudo mais sistemático dessas obras
e dar maior crédito ao que os
mentores nos mostram.
São textos sobre o dia a dia em um
plano espiritual e sua interação com o
nosso mundo; tudo está lá, nas
entrelinhas.
26
CAPÍTULO 1 - Nas Zonas Inferiores
CAPÍTULO 1 - Nas Zonas Inferiores
27
CAPÍTULO 1 - Nas Zonas Inferiores
– Descrição fantástica do local onde AL se encontrou após a
desencarnação. Sentia-se permanentemente em viagem...
Pouca claridade. Pavor por chacotas vindas de
desconhecidos. Dificuldade para dormir. Lágrimas
permanentes. Esteve próximo à loucura, prestes a perder a
razão.
Via seres
monstruosos,
irônicos,
perturbadores...
Recordações da
existência terrena,
quando gozava de
prosperidade
material.
28
...a paisagem que, quando não totalmente escura, parecia
banhada de luz alvacenta, amortalhada em neblina espessa,
com os raios do Sol muito longe. Ele narra: "Cabelos eriçados,
coração aos saltos, medo terrível, muita vez gritei como louco,
implorei piedade e clamei contra o doloroso desânimo que me
subjugava... Formas diabólicas, rostos alvares, expressões
animalescas surgiam, de quando em quando, agravando-me o
assombro."
29
- "Suicida! Suicida! Criminoso! Infame!" - gritos assim
cercavam-no de todos os lados. Torturava-o a fome, a sede
o escaldava. Comezinhos fenômenos da experiência
material patenteavam-se aos seus olhos. A barba crescera,
a roupa começara a romper-se.
30
- "Que buscas, infeliz? Aonde vias, suicida?"
Tais objurgatórias, incessantemente repetidas,
perturbavam-lhe o coração. Por que a pecha
de suicida, se fora compelido a abandonar a
casa, a família e o doce convívio dos seus?
31
... entre angustiosas considerações, o problema religioso
surgiu profundo aos seus olhos. Os conceitos mundanos
figuravam-se extremamente secundários para a vida
humana. Perdera o tempo. Conhecera o Evangelho;
entretanto nunca procurara as letras sagradas com a luz
do coração.... despertando a maneira de aleijado...
mendigo infeliz
41
“Eu guardava a impressão de haver perdido a idéia de
tempo. A noção de espaço esvaíra-se-me de há muito.
Estava convicto de não mais pertencer ao número dos
encarnados no mundo...
Como flor de estufa, não suportava o clima da
realidade.... não adestrara órgãos para a nova vida.... Não
desenvolvera os germes divinos que o Senhor da Vida
colocara em minh'alma". (André Luiz)
43
PARA MEDITAR
44
Questões para debate
Como André conceitua a vida e a morte?
Que é o Umbral?
45
Questões para debate
Que razões levaram André a fracassar na existência terrena?
...não adestrara
órgãos para a nova vida.... Não desenvolvera os germes divinos
que o Senhor da Vida colocara em minh'alma;
46
— O que significa, esse não adestramento de órgãos?
André Luiz vai mais fundo na questão: ele está se referindo à nossa falta
de preparo interior - em outras palavras, à nossa vida mental.
Ele nos fala da fisiologia do corpo espiritual, ou seja do perispírito, ou
corpo espiritual, que é dotado de órgãos!
A gente vive repetindo que o corpo de carne é cópia do corpo espiritual,
mas, temos dificuldade para concebê-lo. Ora, se o corpo físico se forma a
partir do perispírito "modelo organizador biológico"... então... ele é
formado por órgãos.
— A rigor, o órgão de natureza física não pode existir sem a sua
contraparte espiritual! As pessoas evitam pensar mais objetivamente na
consistência, ou, em outras palavras, na humanidade do corpo espiritual
– "Não adestrara órgãos para a vida nova?"
— E não adestramos mesmo... ainda sentia fome, sede, necessidades
materiais.
Sem um relativo esclarecimento, estaria talvez vampirizando encarnados
47
"Enfim, como a flor de estufa, não suportava agora o clima das realidades
eternas":
— Muitos espíritos reencarnam por sua absoluta incapacidade de adaptação às
Regiões Espirituais superiores à Crosta. Atentemos para o depoimento do autor
espiritual, destacando as palavras suportar e clima: "... não suportava agora o clima
das realidades eternas".
Não suportamos estar acima – porque não temos perispírito para tanto! Em outras
palavras, não somos dotados de pulmões para respirar em dimensões tão
rarefeitas. A nossa túnica nupcial, por enquanto, é de baixa qualidade, entretecida
da matéria mais grosseira...
Toda a nossa luta evolutiva é pela tessitura de um corpo espiritual compatível com
a natureza do próprio espírito.
Há um trecho de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" que chama atenção. No
Capítulo VI, "O Cristo Consolador", numa mensagem de O Espírito de Verdade:
"Bebei na fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, a lançar-vos um dia,
livres e alegres, no seio d'Aquele que vos criou fracos para vos tornar perfectíveis e
que quer modeleis vós mesmos a vossa maleável argila, afim de serdes os artífices
da vossa imortalidade".
CAPÍTULO 2 - Clarêncio
CAPÍTULO 2 - Clarêncio
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CAPÍTULO 2 - Clarêncio
– Seres maldosos e sarcásticos gritavam:
“suicida, criminoso, infame”. Não se
conformava em ser acusado de suicida, pois
sabia que não o fora, lembrando-se de haver
morrido no hospital, após cirurgia intestinal.
Sentia ainda a dor dos ferimentos, fome, sede... Persistiam as
necessidades fisiológicas sem modificação.
Médico, sempre detestara as religiões, mas agora experimentava
necessidade de socorrer-se de alguma delas. Perguntava-se se não
enlouquecera. Para quem apelar? A quem socorrer?
“Firme e resoluto a princípio, comecei por entregar-me a longos
períodos de desânimo e, longe de prosseguir na fortaleza moral, por
ignorar o próprio fim, senti que as lágrimas longamente represadas
visitavam-me com mais freqüência, extravasando do coração”.
51
E quando as energias faltaram de todo, sentindo-se
absolutamente colado ao lodo da Terra, sem forças para
reerguer-se, vertendo copioso pranto, recordou-se que deveria
existir um Autor da Vida. Concentrou-se numa prece dolorosa.
Tornava-se imprescindível confessar a falência do amor-
próprio. Pediu ao Supremo que lhe estendesse mãos paternais.
Quanto tempo durou a súplica, de mãos postas, imitando a
criança aflita? Estaria completamente esquecido? Não era,
igualmente, filho de Deus?
52
Ah, é preciso haver sofrido muito, para entender todas as misteriosas
belezas da oração; é necessário haver conhecido o remorso, a
humilhação, a extrema desventura, para tomar com eficácia o sublime
elixir de esperança. Foi nesse instante que as neblinas espessas se
dissiparam e alguém surgiu, emissário dos Céus. Um velhinho
simpático sorriu-lhe paternalmente. Com os grandes olhos lúcidos,
falou:- "Coragem, meu filho! O Senhor não desampara."
Após ver André devidamente socorrido por seus dois ajudantes,
esclareceu: "Vamos sem demora. Precisamos atingir "Nosso Lar" com
a presteza possível."
CHEGANDO A NOSSO LAR
Clarêncio, que se apoiava num cajado
de substância luminosa, deteve-se à
frente de grande porta encravada em
altos muros. Tateou um ponto da
muralha e a porta se abriu.
Deus não espera as nossas rogativas para nos amar;
entretanto, é indispensável nos colocarmos em posição
receptiva. Quando André mentalizou firmemente a
necessidade de auxilio, dilatou o padrão vibratório e
alcançou visão e socorro.
57
GUARDE A MENSAGEM:
“Por desejares o melhor, não negues socorro ao
companheiro que ainda se encontra em pior
posição.” (André Luiz)
58
CAPÍTULO 3 - A oração coletiva
CHEGANDO A NOSSO LAR
Clarêncio, que se apoiava num cajado
de substância luminosa, deteve-se à
frente de grande porta encravada em
altos muros. Tateou um ponto da
muralha e a porta se abriu.
62
Conta André Luiz: "Branda claridade inundava ali todas as
coisas. Ao longe, gracioso foco de luz dava a idéia de um
pôr do sol em tardes primaveris. À medida que
avançávamos, conseguia identificar preciosas construções,
situadas em extensos jardins."
Conduzido a aposento de amplas proporções,
ricamente mobiliado, serviram-lhe caldo
reconfortante, seguido de água ..que lhe
pareceu portadora de fluidos divinos...
Reanimando-o inesperadamente. Semelhava-
me a um cego venturoso...que abriu os olhos
depois de longos séculos de escuridão...
"Amigos, por quem sois, explicai-me em que
novo mundo me encontro... De que estrela me
vem, agora, esta luz confortadora e
brilhante?"
Um deles afagou a fronte de André, como se
fora conhecido pessoal de longo tempo e
acentuou:
65
- "Estamos nas esfera espirituais vizinhas da Terra, e o Sol
que nos ilumina, neste momento, é o mesmo que nos vivifica o
corpo físico. Aqui, entretanto, nossa percepção visual é muito
mais rica. A estrela que o Senhor acendeu para os nossos
trabalhos terrestres é mais preciosa é bela que a supomos
quando no círculo carnal. Nosso Sol é a divina matriz da vida,
e a claridade que irradia provém do Autor da Criação."
68
69
Da abóbada cheia de claridade brilhante, pendiam
delicadas e flóreas guirlandas, que vinham do teto à
base, formando radiosos símbolos de Espiritualidade
Superior. Ao fundo, em tela gigantesca, desenhava-se
prodigioso quadro de luz quase feérica. Todas as
residências e instituições de "Nosso Lar" estavam
orando com o Governador, através da audição e visão
a distância.
Pairavam no recinto misteriosas vibrações de paz e de alegria e, quando
as notas argentinas fizeram delicioso staccato, desenhou-se ao longe, em
plano elevado, um coração maravilhosamente azul, com estrias douradas;
abundante chuva de flores azuis se derramou; desfaziam-se de leve, ao
tocar-nos a fronte experimentando eu, por minha vez, singular renovação
de energias ao contacto das pétalas fluídicas que me balsamizavam o
coração.
71
Reflexão: "Amigos, por quem sois, explicai-me em que
novo mundo me encontro...?"
Quantas vezes, certamente, André Luiz já houvera desencarnado?
Qual a razão de sua surpresa?
Como desencarnara ele das vezes anteriores?
Aquela sua visão de Mundo Espiritual era absolutamente nova?
•Tudo era novidade para André Luiz na desencarnação, apesar dele
ter vivido no Rio de Janeiro.
•O problema é que o próprio André, em várias de suas experiências
no corpo, não guardou consciência do fenômeno
reencarnação/desencarnação!
Pode-se dizer, então, que somente quando desencarnou da última
vez ele o fez de maneira mais consciente?
72
Reflexão:
Quais foram os primeiros socorros recebidos por
André Luiz?
Conduzido a confortável aposento de amplas
proporções, ricamente mobiliado, ofereceram-lhe um
leito acolhedor. Em seguida serviram-lhe caldo
reconfortante, acompanhado de água muito fresca, que
lhe pareceu portadora de fluidos divinos
O que acontece em “Nosso Lar” à hora do crepúsculo?
Quando chega o crepúsculo em "Nosso Lar", em todos os
núcleos da colônia de trabalho estabelece-se uma ligação
direta com as preces da Governadoria. De onde estava, André
pôde contemplar ao fundo, em tela gigantesca, um prodigioso
quadro de luz quase feérica. Obedecendo a processos
adiantados de televisão, surgiu o cenário de um templo
maravilhoso. Sentado em lugar de destaque, um ancião
coroado de luz fixava o Alto, em atitude de prece. Era o
Governador da colônia
73
Qual a finalidade da oração coletiva?
Manter o equilíbrio espiritual da colônia. "Para tanto,
todas as residências e instituições do "Nosso Lar"
estão orando com o Governador, através da audição e
visão à distância"
Qual foi o resultado da oração para André Luiz?
R. Experimentou singular renovação de energias.
Operara-se nele uma completa transformação... já não
era mais o doente grave de horas antes.
CAUSA MORTIS: SUICÍDIO
CAPÍTULO 4 - O médico espiritual
75
CAPÍTULO 4 - O médico espiritual
– Hospitalizado, reconfortado pelas energias novas, A. Luiz sentia-se
outro, mas, com numerosas interrogações na mente, apesar da sensação
de alívio que experimentava. É atendido por um médico espiritual que
comprova o “suicídio inconsciente” que praticou. Singular assomo de
revolta borbulhou no íntimo de André Luiz: "Creio haja engano -
asseverou melindrado -, meu regresso do mundo não teve esta causa.
Lutei mais de quarenta dias, na Casa de Saúde, tentando vencer a
morte. Sofri duas operações graves, devido a oclusão intestinal..."
76
-"Sim, esclareceu o médico,
demonstrando a mesma serenidade
superior -, mas a oclusão radicava-se
em causas profundas. Talvez o amigo
não tenha ponderado bastante. O
organismo espiritual apresenta em
si mesmo a história completa das
ações praticadas no mundo.“
Inclinando-se, indicava determinados
pontos do corpo. ....Os órgãos do
corpo somático possuem incalculáveis
reservas,
o meu amigo, no entanto, desperdiçou
patrimônios físicos preciosos. Todo o
aparelho gástrico foi destruído à custa
de excessos de alimentação e
bebidas alcoólicas, aparentemente
sem importância. Devorou-lhe a sífilis
energias essenciais. Como vê, o
suicídio é incontestável.
78
(médico)...Na verdade a tua posição é a do
suicida inconsciente... Centenas de criaturas
saem da Terra nas mesmas condições...
A tarefa que lhe foi confiada foi reduzida a
meras tentativas de melhoras que não se
consumou...
André: Não me defrontavam tribunais... doia-
me a vergonha.. Não havia como
discordar...reconheci a extensão de minhas
leviandades... Era um verdadeiro suicida.
AL estava à frente de outro sistema de
verificação de faltas cometidas. Não imaginava
que episódios simples repercutiriam, mas sem
tribunais de tortura, nem abismos infernais,
apenas benfeitores sorridentes comentavam
suas fraquezas como quem cuida de uma
criança. Para animá-lo Clarêncio lhe disse
para aproveitar a bênção do remorso, pois a
grande maioria dos espíritos perambulou pelos
mesmos caminhos
79
REFLEXÃO:
Onde ficam impressas os atos da vontade do espírito?
André Luiz, após permanência de 9 anos no Umbral, de imediato, como
qualquer mortal, foi conduzido para um hospital, onde permaneceu sob
os cuidados do Dr. Henrique de Luna durante quase um ano, efetuando
curativos no abdome aberto e lhe diz o seguinte: “Talvez o amigo não
tenha ponderado bastante. O organismo espiritual apresenta em si
mesmo a história completa das ações praticadas no mundo.“
O corpo espiritual é suscetível de levar sequelas ao outro Lado da Vida!
Não somente as leva do mundo espiritual para físico! É comum o espírito
ressurja no berço como estava antes de reencarnar. O desconhecimento
da natureza do corpo espiritual nos induz a equivocadas deduções sobre
o Mundo Espiritual.
Todas essas palavras estão de acordo com as citações de André Luiz sobre
o assunto, deixando claro que o perispírito é constituído, essencialmente,
de matéria, uma vez que sofre o efeito da gravidade do plano que lhe é
próprio, além de ser mais ou menos denso ou sublime em função da
elevação espiritual de cada um.
80
É no PERISPIRITO que ficam impressas os atos da vontade do espírito.
- Não se trata de uma figura literária. O espírito experimenta sensações
físicas idênticas às que experimentava no corpo que deixou. Por mais
que os pensamentos comandem a fisiologia do corpo perispiritual, não
podemos esquecer que os órgãos perispirituais possuem metabolismo
que se manifesta em todos os lugares, fazendo com que o irmão
desencarnado sinta frio, calor, fome e sede, ou verifique o crescimento
dos pelos e cabelos, além das necessidades “fisiológicas” básicas, como
podemos nos deparar nas citações de “Nosso Lar” (página 21):
Em o L E, no "Ensaio Teórico sobre a Sensação nos Espíritos", Kardec
considerou: "Liberto do corpo, o espírito pode sofrer, mas esse sofrimento
não é o mesmo do corpo; não obstante, não é também um sofrimento
exclusivamente moral, como o remorso, pois ele se queixa de frio e de
calor."
Embora sejam criações mentais, para o espírito, elas são necessidades
reais, são as nossas próprias necessidades, quando no corpo carnal!
81
REFLEXÃO:
Por que a pecha de suicida?
R. – André Luiz não conseguia compreender porque o
chamavam de suicida. Em sua concepção, tinha cumprido
condignamente os deveres de médico, marido e pai.
Contudo, ficou sabendo depois, que perdera muita vitalidade
com bebidas e alimentação inadequada (excessos).
Quem pode ser considerado mais culpado: o que se mata de
repente ou o que se mata devagar pelos vícios?
R. Questão 952ª. L. E.: “É mais culpado, (o que morre pelos
vícios), porque tem tempo de refletir sobre o seu suicídio.
Naquele que o faz instantaneamente, há, muitas vezes, uma
espécie de desvairamento, que alguma coisa tem da loucura.
O outro será muito mais punido, por isso que as penas são
proporcionadas sempre à consciência que o culpado tem das
faltas que comete.”
82
REFLEXÃO:
Pode ser considerado suicida aquele que, a braços com a maior
penúria, se deixa morrer de fome?
R. questão 947 do L.E.. “É um suicídio, mas os que lhe foram causa,
ou que teriam podido impedi-lo, são mais culpados do que ele, a
quem a indulgência espera. Todavia, não penseis que seja
totalmente absolvido, se lhe faltaram firmeza e perseverança e se
não usou de toda a sua inteligência para sair do atoleiro.
Ai dele, sobretudo, se o seu desespero nasce do orgulho. Quero dizer:
se for quais homens em quem o orgulho anula os recursos da
inteligência, que corariam de dever a existência ao trabalho de
suas mãos e que preferem morrer de fome a renunciar ao que
chamam sua posição social! ?Não haverá mil vezes mais grandeza
e dignidade em lutar contra a adversidade, em afrontar a crítica de
um mundo fútil e egoísta, que só tem boa-vontade para com
aqueles a quem nada falta e que vos volta as costas assim
precisais dele? Sacrificar a vida à consideração desse mundo é
estultícia, porquanto ele a isso nenhum apreço dá.”
83
E o homem que para salvar seu próximo das
enfermidades, trabalha além das forças, sacrifica a vida, e
com isso desgasta-se e morre, é suicida?
R. questão 951 do L.E. “Isso é sublime, conforme a intenção,
e, em tal caso, o sacrifício da vida não constitui suicídio. Mas,
Deus se opõe a todo sacrifício inútil e não o pode ver de bom
grado, se tem o orgulho a manchá-lo. Só o desinteresse torna
meritório o sacrifício e, não raro, quem o faz guarda oculto um
pensamento, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus.” Todo
sacrifício que o homem faça à custa da sua própria felicidade é
um ato soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque
resulta da prática da lei de caridade. Ora, sendo a vida o bem
terreno a que maior apreço dá o homem, não comete atentado
o que a ela renuncia pelo bem de seus semelhantes: cumpre
um sacrifício. Mas, antes de o cumprir, deve refletir sobre se
sua vida não será mais útil do que sua morte.
84
• O homem é formado por corpo físico(1), perispírito(2) e espírito(3).
• O desencarnado é formado por perispírito e espírito.
• O nome perispírito foi proposto pela primeira vez por Kardec.
PERISPÍRITO
• Perispírito é o envoltório semimaterial do espírito. Também o denominam de
corpo fluídico ou corpo espiritual.
• O perispírito tem sua origem no fluido
cósmico universal, retirado do mundo ou
plano ao qual o espírito está relacionado.
• Como o corpo de carne, é matéria, mas em
estado diferente, mais sutil, quintessenciada;
não é, pois, ‘‘um outro ser’’ mas apenas um
instrumento do espírito, tal como o corpo
físico.
85
P E R I S P Í R I T O
Corpo Espiritual (Nome dado por Paulo)
A GÊNESE- Cap- I item 39
É laço de união
entre o espírito
e a Matéria. (Corpo
físico.)
É um envoltório do
Espírito, constituído
de matéria rarefeita
e sutil, em processo
de purificação.
(Corpo Fluídico dos
Espíritos- Kardec)
86
Sobrevive a morte do
Corpo físico, é um corpo
que acompanha o espírito.
Mantém os registros de
nossas ações boas ou más,
nossas obras ficam
conosco, somos herdeiros
de nós mesmos.
Exemplificando……por ocasião do desencarne,
o Espírito muitas vezes não encontra explicação
para a situação em que se encontra, crê não estar
Morto, pois se sente Vivo, vê o seu corpo físico, e
também o seu corpo espiritual (Perispírito)……….
87
Nos desdobramentos, seja no
estado de vigília ou no sono do
Corpo físico, o Complexo
se afastam do corpo, ficando
a ele ligado por um laço fluídico.
O mesmo ocorre no coma, onde
às vezes, por muitos dias,
Espírito e Perispírito podem estar
distantes, mas não desligados
completamente do Corpo físico que espera a volta
de ambos.
88
Outra função de extrema importância do
perispírito nos é ensinada por Joanna de Ângelis
em "O Homem Integral", psicografia de Divaldo
P. Franco:
"De importância máxima no complexo humano, é
o moderno Modelo Organizador Biológico, que
se encarrega de plasmar no corpo físico as
necessidades morais evolutivas, através dos
genes e cromossomos, pois que, indestrutível,
eteriza-se e se purifica durante os processos
reencarnatórios elevados”
89
Na reencarnação o Perispírito é reduzido,
para ser acoplado ao óvulo, mas
permanecendo com todos os registros das
vidas passadas.
O embrião quando vai se
desenvolvendo multiplica o número de
células e aumenta a área de fixação do
corpo espiritual; o qual se prende às
moléculas do corpo físico em formação.
(Gestação-Sublime intercâmbio
Ricardo Di Bernardi)
90
Esta materialização no corpo físico, vem em
forma de DOENÇAS, em que as energias
densas, toxinas acumuladas nas encarnações
passadas, são drenadas para a matéria, ou
seja para o Corpo físico.
Os desequilíbrios consumados ficam gravados
no PERISPÍRITO e são materializados no corpo
físico, por leis naturais que representam a
justiça divina, são as nossas matrizes
espirituais.
91
A ENERGIA, transmitida pelo passe atua no Perispírito do
paciente e deste sobre o CORPO FÍSICO.
O Perispírito recebe a energia através de pontos
determinados, que André Luiz chama de centro
de forças e, certas escolas espiritualistas chamam
de chacras.
92
• É o intermediário entre o corpo físico e o Espírito.
•É preexistente e sobrevivente à morte do corpo material, transmitindo
suas vontades ao corpo físico e as impressões do corpo físico ao
Espírito.
• Quando desencarnamos, carregamos em
nosso perispírito, todas as informações a
respeito do equilíbrio ou desequilíbrio que
estamos vivenciando e todas as impressões,
positivas ou negativas, que tivemos ao longo da
existência.
• O envoltório carnal se modela e as células se
agrupam de acordo com a forma perispiritual
Modelo Organizador Biológico.
• As qualidades ou defeitos, faltas, abusos e
vícios de existências passadas registrados no
perispírito reaparecem no corpo físico como
enfermidades.
93
• Os centros vitais captam as
energias do universo e as
transmitem para todo o corpo e
o tipo de vibração mental que
emitimos pode perturbar a
recepção destas energias.
• Os conflitos emocionais
podem resultar num fluxo
energético anormal para
diversos sistemas fisiológicos.
• Com o tempo, esses fluxos
anormais de energia podem
produzir doenças de maior ou
menor gravidade em qualquer
órgão do corpo.
94
• Cada Centro Vital está ligado a um
conjunto de órgãos, refletindo nestes
órgãos a falta ou excesso de energia.
• Assim, conforme o tipo de sentimento
ou atitude que assumimos, interferimos
mais diretamente num determinado
Centro Vital e, por conseqüência, num
conjunto de órgãos.
• Baixa auto-estima pode causar bloqueio
no Centro Cardíaco, o qual afeta o
funcionamento do timo, debilitando o
sistema imunológico.
• A forma inadequada de expressar o
que sente ou a não expressão verbal dos
sentimentos pode interferir na função do
Centro Laríngeo. Esta pode ser a causa
de muitos casos de amidalites de
repetição ou transtornos da tireóide.
95
• O contato com a realidade e idealizações estão ligados ao Centro
Coronário; Perspectivas, direcionamento, objetivos de vida, ligam-se ao
Centro Frontal; A verbalização, criatividade, introversão, estão ligados
ao Centro Laríngeo; Auto-estima, aceitação, compaixão, angústia,
controle emocional, estão vinculados ao Centro Cardíaco; Ansiedade,
orgulho, alegria, satisfação, são sentimentos vinculados ao Centro
Gástrico.
• Perda de apetite, rancor,
ódio, raiva e medo, estão
relacionados ao Centro
Esplênico;
• Depressão, fadiga
constante, baixa energia
vital, estão relacionados
com o Centro Genésico;
96
A condição vibratória do corpo perispiritual depende da
condição moral do espírito, mas podemos verificar que, após
a conscientização da condição de “desencarnado”, as
percepções se dilatam substancialmente. Esse fenômeno é
natural, como relatado em “Nosso Lar”, mas pode ser
induzido por intervenções no corpo espiritual, como descrito
em belos detalhes em “Os Mensageiros”, junto ao Gabinete
de Auxílio Magnético às Percepções. André Luiz foi submetido
a esse procedimento antes de participar das atividades de
auxílio na crosta.
•Esses sentidos profundamente dilatados após a morte física
permitem, dentre outras coisas, a transmissão rudimentar do
pensamento entre pessoas afins, como explicado por Aniceto,
em “Os Mensageiros” (página 219)
97
CAPÍTULO 5 - Recebendo assistência
– Neste capítulo, A.Luiz conhece LÍSIAS -
assistente de Henrique, designado para servi-
lo, enquanto precisar tratamento. Lisias foi o
prestimoso enfermeiro e amigo de André em
seus primeiros tempos de Nosso Lar.
André recebe informações de Espíritos
internados no “Nosso Lar”.
Lísias levantou-se da poltrona e começou a auscultar-me, dizendo:
apenas aqui, na seção em que se encontra, existem mais de mil doentes
espirituais, e note que este é um dos menores edifícios do nosso parque
hospitalar.
Vejamos o seu caso: os seus intestinos apresenta lesões sérias com
vestígios muito exatos do câncer; a região do fígado revela dilacerações;
a dos rins demonstra característicos de esgotamento prematuro. – Na
turma de 80 enfermos a que devo assistência, 57 se encontram nas suas
condições. E talvez ignore que existem, por aqui, os mutilados. Já pensou
nisso?
98
Lísias cita os “germes de perversão da saúde divina”, agregados ao
perispírito. Apesar do tratamento, a causa dos males persistiriam até
que se desfizessem os germes da perversão da saúde, agregados no
corpo sutil pelo descuido moral, pelo desejo de gozar mais que os
outros.
Sabe que o homem imprevidente, que gastou os olhos no mal, aqui
comparece de órbitas vazias? Que o malfeitor, interessado em utilizar o
dom da locomoção fácil nos atos criminosos, experimenta a desolação
da paralisia, quando não é recolhido absolutamente sem pernas? Que
os pobres obsidiados nas aberrações sexuais costumam chegar em
extrema loucura?
99
Resultado: milhares de criaturas retiram-se diariamente da esfera da carne
em doloroso estado de incompreensão. Multidões sem conta erram em
todas as direções nos círculos imediatos à crosta planetária, constituídas
de loucos, doentes e ignorantes.
– Acreditaria, porventura, que a morte do corpo nos conduziria a planos de
milagres?
Em seguida, aplicou-me passes magnéticos, fazendo os curativos na zona
intestinal.
As religiões, no planeta, convocam as
criaturas à espiritualidade... ninguém
que se tenha aproximado, um dia, da
noção de Deus, pode alegar
ignorância nesse particular. Incontável
é o número dos chamados; mas, onde
os que atendem ao chamado? Com
raras exceções, a massa humana
prefere aceder a outro gênero de
convites.
100
Indagado se a região seria um
departamento celestial dos eleitos,
Lísias informa que Nosso Lar, não é
uma estância de espíritos vitoriosos,
mas são felizes porque têm trabalho
e trabalho duro.
Antes de se retirar, Lísias diz que AL
será tratado carinhosamente, vai
recuperar-se e sentir-se forte como
nos tempos da juventude e com
certeza será em breve um dos
melhores colaboradores de Nosso
Lar.
101
Reflexões:
"Não me defrontavam tribunais de tortura, nem me surpreendiam
abismos infernais...“
"... não poderia supor, noutro tempo, que me seriam pedidas contas
de episódios simples, que costumava considerar como fatos sem
maior significação. Conceituara, até ali, os erros humanos, segundo
os preceitos da Criminologia. Todo acontecimento insignificante,
estranho aos códigos, entraria na relação de fenômenos naturais".
A dor é um processo de expiação, de resgate, ou processo
educativo?
R. Necessidade de ordem geral; agente do desenvolvimento, condição
de progresso. Também expiação pelos abusos. A dor física é um aviso
da natureza. O sofrimento tem ação química que provoca e desenvolve
a sensibilidade, a bondade, a ternura...
Quais as causas do suicídio, segundo o médico, do Serviço de
Assistência da colônia espiritual?
R. – Modo exasperado e sombrio, cólera, ausência de autodomínio,
inadvertência no trato com os semelhantes...
102
Reflexões:
Que conseqüências acarretam, no mundo espiritual, o excessivo apego ao
corpo físico?
R. – O apego excessivo ao corpo físico faz-nos conviver com ele, mesmo depois de
enterrado. Enquanto está inteiro, há uma certa aquiescência. Mas, quando os
vermes começam a comê-lo e nota-se o seu definhamento, vem a angústia e o
desespero.
Como se processa a assistência aos desencarnados, no mundo espiritual?
•É como se estivesse na Terra. Sendo Espíritos recém-chegados precisam de toda
a estrutura em que viviam no Planeta Terra. Há um visitador de serviços que anota
e assinala as necessidades de socorro, ou providências que se refiram a enfermos
recém-chegados.
•Os médicos espirituais são detentores de técnicas diferentes da medicina terrena,
levam mais em conta os sentimentos, os desejos, a postura mental do paciente.
•Aplica-se passes magnéticos, água fluidificada, caldos e fazem curativos nas
feridas
Chico certa vez disse: "Quando chegamos a desencarnar, os Benfeitores e amigos
que nos recebem em seu meio não nos constrangem com os nossos erros... Eles
nos tratam bem e nada comentam de nossas falhas. Nós é que, com o passar do
tempo, sentimos não merecer estar entre eles. É aí, então, que pedimos para
reencarnar, afim de merecer a sua convivência do Outro Lado..."
103
– A. Luiz estando
hospitalizado, repetiam-se as
visitas de Clarêncio e Lísias.
Quando recordava o passado
difícil, sentia angústia e mágoa.
...
CAPÍTULO 6
Precioso aviso
AL foi orientado a não pensar nas dificuldades, mas na
melhoria.. Ele se queixa e, mesmo sendo médico, como todo
paciente, faz uma chantagenzinha emocional. Recorda da
esposa e dos filhos e “desabafa”... “...sofro intensamente, com
dores na zona intestinal, estranhas sensações de angústia no
coração, enormes e inexprimíveis! Ah! como tem sido pesada a
minha cruz!...”
104
CAPÍTULO 6: Lamentações
descabidas.
- Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a
própria dor. Lamentação denota enfermidade mental de curso laborioso e
tratamento difícil. É indispensável criar pensamentos novos e disciplinar os
lábios. Somente conseguiremos equilíbrio, abrindo o coração ao Sol da
Divindade. Classificar o esforço necessário de imposição esmagadora,
enxergar padecimentos onde há luta edificante, sói identificar indesejável
cegueira dalma. Quanto mais utilize o verbo por dilatar considerações
dolorosas, no círculo da personalidade, mais duros se tornarão os laços que
o prendem a lembranças mesquinhas.
Após ouvi-lo, Clarêncio,
pacientemente, sugere-lhe a auto-
reforma de pensamentos e o
silêncio das lamentações
próprias. Diz-lhe: “- Meu amigo,
deseja você, de fato, a cura
espiritual?
105
Nesse ínterim, secara o pranto e,
chamado a brios, assumi diversa atitude,
envergonhado da minha fraqueza.
- Não disputava você, na carne -
prosseguiu Clarêncio, bondoso -, as
vantagens naturais, decorrentes das
boas situações? Não estimava a
obtenção de recursos lícitos, ansioso de
estender benefícios aos entes amados?
Não se interessava pela remuneração, pelo conforto, para atender à
família? Aqui, não é diferente. Apenas divergem os detalhes. Nos
círculos carnais, a convenção e a garantia monetária; aqui, o trabalho e
as aquisições definitivas do espírito imortal.
Dor, para nós, significa possibilidade de enriquecer a alma; a luta
constitui caminho para a divina realização. Compreendeu a diferença?
As almas débeis, ante o serviço, deitam-se para se queixarem aos que
passam; as fortes, porém, recebem o serviço como patrimônio sagrado,
na movimentação do qual se preparam, a caminho da perfeição.
EXPLICAÇÕES
Certa feita reclamou a Lísias da
falta de visitas, dos parentes e
amigos que partiram antes dele.
Lísias esclareceu que sua mãe
intercedeu sempre. Foi ela quem
solicitou os auspícios de
Clarêncio.
Mas ele só percebeu a presença
de Clarêncio quando desejou
ardentemente e explicou que
Deus nos ama sem esperar por
rogativas, mas aguarda
determinada posição receptiva
para encaminhar a ajuda.
Lembrou ainda que quando
alguém deseja algo
ardentemente, já se encontra a
caminho da realização. Mas
existem 3 requisitos: 1O desejar,
2O saber desejar e 3O merecer
ou trabalhar persistentemente
para ter merecimento
108
Reflexões:
"Terminando de ouvir as suas lamúrias “Clarêncio,
contudo, levantou-se sereno e falou sem afetação"......“
•Clarencio não ostentava a sua posição elevada, identificava
em André as suas intenções mais íntimas, preservando
sempre o livre arbítrio do seu pupilo. Apesar das freqüentes
ocupações visitava André regularmente; e André ao enveredar
para a lamentação, o mentor, usando de palavras suaves,
repletas de firmeza e energia, reerguia-o, restabelecendo em
André o equilíbrio para o encontro consigo mesmo,
oferecendo-lhe sempre a palavra amiga e reta.
•Resgatou-o, deu-lhe condições de estudo e trabalho,
aconselhou-o, acompanhou-o e o promoveu. No final, André
reconhece-o como seu grande benfeitor espiritual, e após seu
restabelecimento total, não conseguindo conter as lágrimas de
reconhecimento, atirou-se nos seus braços a chorar de
gratidão e alegria.
109
Reflexões:
Qual o significado da dor, em nosso lar?
R.: - Clarencio afirma que a Dor, para os espíritos que estão em NOSSO
LAR, significa possibilidade de enriquecer a alma; a luta constitui caminho
para a divina realização.
 Transformação intima
(ATÉ O FIM DOS TEMPOS – AMÉLIA RODRIGUES)
•Sempre haverá dores e mazelas nas multidões, enquanto perdurarem as
paixões desencadeadoras. Somente a transformação íntima do ser
constituir-lhe-á recursos de impeditivo para a instalação das matrizes do
sofrimento no corpo sutil do Espírito.
•Esse esforço desafiador lentamente nasce e se desenvolve à medida que
a própria dor lapida o egoísmo e dilacera as paixões dissolventes em
dominação arbitrária.
•Enquanto luz a esperança e a multidão estruge qual mar violento nas
praias, é necessário recorrer a lugares solitários para falar a Deus, ouvi-lo
e adquirir forças para falar e escutá-las às criaturas humanas.
110
Reflexões:
•NECESSIDADE DE INSTRUIR-SE – (DEPOIS DA MORTE – LEON
DENIS)
•Se, por verem o infinito, as almas débeis ficam perturbadas e desvairadas,
as valentes fortificam-se e medram. É no conhecimento das leis superiores
que estas vão beber a fé esclarecida, a confiança no futuro, a consolação
na desgraça.
•Tal conhecimento produz benevolência para com os fracos, para com
todos esses que se agitam ainda nos círculos Inferiores da existência,
vítimas das paixões e da Ignorância; Inspira tolerância para com todas as
crenças.
•
•PREOCUPAÇÃO COM A HUMANIDADE – (Dalai Lama)
•Precisamos ter um senso de responsabilidade global, universal. Se
pensamos mais nos outros, desenvolvemos uma preocupação pela
humanidade. Essa maneira de pensar nos dá mais força interior. Cuidar
dos outros nos dá a sensação de que eles estão bem.
111
CAPÍTULO 7
Explicações de Lísias
André Luiz descreve sua
dificuldade de adaptação
à “nova vida”.
Repetiram-se as visitas
periódicas de Clarêncio
e a atenção diária de
Lísias.
Sensações novas: À medida que procurava habituar-se, sensações de
desafogo aliviavam o coração; diminuíram as dores e os impedimentos de
locomoção fácil.
.
113
Deleitava-se, contemplando os
horizontes, debruçado às janelas
espaçosas. Impressionavam-se,
sobretudo, os aspectos da Natureza;
apresentava-lhe aspectos
melhorados, em relação à Terra:
grandes árvores, pomares fartos,
jardins deliciosos, cores mais
harmônicas.
Todos os edifícios com flores à
entrada. Lindas aves cruzavam os
ares. Entre árvores frondosas, animais
domésticos. Lísias explica que há
regiões múltiplas, segundo a
hierarquia moral. A. Luiz pergunta
pelos pais, que o antecederam e até
agora não o procuraram... Lísias
então lhe informa que sua mãe,
habitando esferas mais altas, o tem
ajudado noite e dia...
121
Reflexões:
“Extremamente surpreendido, identificava animais domésticos, entre
as árvores frondosas, enfileiradas ao fundo e perdia-me em
indagações. Não conseguia atinar com a multiplicidade de formas
análogas às do planeta, considerando a circunstância de me encontrar
numa esfera propriamente espiritual.” André.
É clara na lição a existência de diversos planos espirituais para os
desencarnados.
•A morte do corpo não conduz o homem a situações miraculosas, dizia
Lisias. Todo processo evolutivo implica gradação. Há regiões múltiplas para
os desencarnados, como existem planos inúmeros e surpreendentes para
as criaturas envolvidas de carne terrestre. Almas e sentimentos, formas e
coisas, obedecem a princípios de desenvolvimento natural e hierarquia
justa.
•Ou seja: A Terra é uma organização viva, possuidora de certas leis que nos
escravizam ou libertam, segundo as nossas obras.
•Corpos espirituais mais leves ascendem às zonas mais elevadas, enquanto
os mais pesados são atraídos ao interior do planeta. Uma alma esmagada
pela culpa não emerge no lago da vida.
122
Reflexões:
Preocupava-me, todavia, permanecer ali, num parque
de saúde, havia muitas semanas, sem a visita sequer
de um conhecido do mundo. Afinal, não fora eu a única
pessoa do meu círculo a decifrar o enigma da
sepultura.
Embora André não a tivesse visto em momento algum
desde que desencarnara, sua mãe o havia ajudado dia e
noite. O ministro Clarêncio o localizara no Umbral
atendendo aos apelos dela. André foi informado, então, de
que sua mãe não vivia em "Nosso Lar", mas em esferas
mais altas, onde trabalhava não somente por ele.
123
Reflexões:
Qual a explicação de Lísias a respeito de entrar em
contato com entes queridos?
•Ele dá recomendações para emitir pensamentos corretos
a respeito disso.
•Um espelho enfuscado não reflete a luz. O Pai não precisa
de nossas penitências, mas convenhamos que as
penitências prestam ótimos serviços a nós mesmos.
(Lísias, cap. 7)
•A realização nobre exige três requisitos fundamentais:
primeiro, desejar; segundo, saber desejar; terceiro,
merecer, ou, por outros termos, vontade ativa, trabalho
persistente e merecimento justo.
CONHECENDO NOSSO LAR
Depois de algumas semanas de tratamento, AL saiu
pela primeira vez acompanhado de Lísias.
125
CAPÍTULO 8
Organização de
serviços
– A. Luiz em 1ª visita a cidade, no Ministério do Auxílio depara-se com largas
avenidas, ar puro, muitas pessoas indo e vindo. Os edifícios eram destinados
a instituições e abrigos; residências reservadas aos servidores; nenhuma
ocisiodade.
Ali eram atendidos os doentes; rogativas e preces eram selecionadas;
organizava-se turmas de socorro às zonas inferiores; estudava-se processos e
programava-se reencarnações. Os serviços de alimentação, distribuição de
energia elétrica, trânsito, transporte, eram tratados sob supervisão da
governadoria, que contava com mais 3.000 servidores administrativos.
126
A colônia divide-se em seis
Ministérios, orientados, cada
qual, por doze Ministros.
Ministérios: REGENERAÇÃO, do
AUXÍLIO, da COMUNICAÇÃO,
do ESCLARECIMENTO, da
ELEVAÇÃO e da UNIÃO DIVINA.
Os quatro primeiros se
aproximam das esferas
terrestres, os dois últimos se
ligam ao plano superior, visto que
a cidade espiritual é zona de
transição.
Os serviços mais grosseiros
localizam-se no ministério da
Regeneração, os mais sublime
no da União Divina. Clarêncio, é
um dos Ministros do Auxílio.
127
Lísias conta a origem e historia de Nosso
Lar que foi fundado por “portugueses
distintos”, desencarnados no Brasil, no
século XVI. A principio enormes e
desanimadoras foram as lutas, devido às
ásperas condições do ambiente primitivo e
hostil, caracterizado pela matéria
grosseira; mentes ainda rudimentares.
Esclareceu Lísias - o véu da ilusão é denso nos círculos carnais. O homem
vulgar ignora que toda manifestação de ordem, no mundo, procede do
plano superior. A natureza agreste transforma-se em jardim, quando
orientada pela mente do homem, e o pensamento humano, selvagem na
criatura primitiva, transforma-se em potencial criador, quando inspirado
pelas mentes que funcionam nas esferas mais altas. Nenhuma organização
útil se materializa na crosta terrestre, sem que seus raios iniciais partam de
cima.
Prosseguindo disse ainda: aos poucos o ambiente se transformou, mas
nossos orientadores não desanimam e prosseguem no esforço da
superação.
128
A descrição de Lísias sobre a história de Nosso Lar, com os
primeiros colonizadores portugueses vencendo a natureza rude do
plano espiritual, lembra muito a história da própria colonização do
Brasil e assim deve ser considerada. Diz Lísias: (desanimadoras
foram as lutas, devido às ásperas condições do ambiente primitivo
e hostil). Para aqueles que imaginam a vida espiritual como uma
projeção dos desejos de diretores de Hollywood, ela é um duro
golpe.
As palavras de André Luiz, onde as criações mentais fazem parte
da vida espiritual, como aquela que hoje ostentamos no
corpo denso (somos espíritos também e nossa mente modifica a
matéria mental da mesma forma que fazíamos na erraticidade),
mas, no geral, quem executa as diretrizes mentais são braços
fortes que se lançam ao trabalho. As criações puramente mentais
existem também e são transitórias, afetando quase exclusivamente
a matéria mental, mas se tornam preponderantes nas esferas mais
elevadas.
129
O Governador – A colônia
possuía, para os trabalhos
administrativos, três mil
funcionários. O mais infatigável
deles era o Governador, que já
estava 114 anos no cargo, sem
jamais tirar férias e quase
nunca repousar, embora
concedesse aos habitantes da
colônia períodos de descanso e
os obrigasse a férias periódicas.
Raramente o viam até mesmo
em festividades públicas, pois
sua glória parecia ser o serviço
perene
130
Reflexões:
- nunca imaginei a possibilidade de organizações tão
completas, depois da morte do corpo físico!... André Luiz
DO “MODUS OPERANDI” DOS ESPÍRITOS - Livro Emmanuel –
de Emmanuel.
•O “modus operandi” das entidades tem a sua base no magnetismo
universal, dentro do qual todos os seres e mundos gravitam para a
perfeição suprema; e incalculável é a extensão do papel que a
sugestão e a telepatia representam nos fenômenos mediúnicos.
•O PROCESSO DAS COMUNICAÇÕES
O processo de trabalhos que requerem a utilização de inteligências
nobilíssimas do Espaço, cujo grau de elevação o meio terrestre não
pode comportar, verifica-se, quase que invariavelmente, dentro de
um teledinamismo poderoso, que estais longe ainda de apreciar
nas vossas condições de espíritos encarnados
131
DO “MODUS OPERANDI” DOS ESPÍRITOS - Livro Emmanuel – de Emmanuel.
•Entidades que já se desvencilharam totalmente dos envoltórios terrenos,
basta que o desejem, para que distâncias imensas sejam facilmente
anuladas, a fim de que os seus elevados ensinamentos sejam ministrados,
desde que haja cérebro possuidor de capacidade receptiva e que lhes não
ofereça obstáculos insuperáveis.
•A IDEOPLASTICIDADE DO PENSAMENTO
•Ignorais, na Terra, a maravilhosa ideoplasticidade do pensamento.
Conhecendo a plenitude de suas faculdades, após haver triunfado em
muitas experiências que lhes asseguraram elevada posição espiritual,
senhores de portentosos dons psíquicos, conquistados com a fé e com a
virtude incorruptíveis, os Espíritos superiores possuem uma vontade
potente e criadora de todas as formas da beleza.
•As vezes, apresentam-se ao vidente grandiosas cenas da história do
planeta, multidões luminosas, legiões de almas, quadros esses que, na
maioria das vezes, constituem os pensamentos materializados das mentes
evoluídas que os arquitetam, e que atuam sobre os centros visuais dos
sensitivos, objetivando o progresso geral.
132
•É assim que se estabelece a união dos dois mundos, o físico e
o espiritual, através de fatores inacessíveis às vossas medidas e
instrumentos materiais. (Emmanuel – de Emmanuel)
EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS - SEGUNDA PARTE
Círculos espirituais existem, em planos de grande sublimação,
nos quais os desencarnados, sustentando consigo mais
elevados recursos de riqueza interior, pela cultura e pela
grandeza moral, conseguem plasmar, com as próprias idéias,
quadros vivos que lhes confirmem a mensagem ou o
ensinamento, seja em silêncio, seja com a despesa mínima de
suprimento verbal, em livres circuitos mentais de arte e beleza,
.....tanto quanto muitas Inteligências infelizes, treinadas na
ciência da reflexão, conseguem formar telas aflitivas em circuitos
mentais fechados e obsessivos, sobre as mentes que
magneticamente jugulam.
133
– A que diretrizes obedecem as entidades desencarnadas para
se apresentarem morfologicamente?
• As linhas morfológicas são comumente aquelas que trouxeram do
mundo, a evoluírem, contudo, constantemente, toda vez que esse
conjunto social se demore em esfera de sentimentos elevados. A
forma obedece ao reflexo mental dominante, notadamente ao sexo,
mantendo-se a criatura homem ou de mulher, segundo a vida
íntima, através da qual se mostra com qualidades espirituais
acentuadamente ativas ou passivas.
•... se o progresso mental não é positivamente acentuado, mantém
a personalidade desencarnada, nos planos inferiores, por tempo
indefinível, a plástica que lhe era própria entre os homens. ... planos
relativamente superiores, sofre processos de metamorfose, mais
lentos ou mais rápidos, conforme as suas disposições íntimas.
•... quanto mais elevado se lhes descortine o degrau de progresso,
mais amplo se lhes revela o poder plástico sobre as células que lhes
entretecem o instrumento de manifestação. Em alto nível, a
Inteligência opera em minutos certas alterações que as entidades
de cultura mediana gastam, por vezes, alguns anos a efetuar.
134
– A que diretrizes obedecem as entidades desencarnadas para se
apresentarem morfologicamente?
•Os Espíritos superiores, pelo domínio natural que exercem sobre as células
psicossomáticas, podem adotar a apresentação que mais proveitosa se lhes
afigure, com vistas à obra meritória que se propõem realizar.
•...não falta indumentária digna às criaturas que se emanciparam do vaso
físico, roupagem, toda ela, confeccionada com esmero e carinho por mãos
hábeis e nobres da esfera extrafísica.
•É importante considerar, todavia, que os Espíritos desencarnados, mesmo os
de classe inferior, guardam a faculdade de exteriorizar os fluídos plasticizantes
que lhes são peculiares, recursos esses nos quais plasmam, como lhes seja
possível, as imagens que desejam expressar
Como interpretaremos a existência de roupas, calçados e peças
protéticas nas entidades desencarnadas, se tais petrechos são
inanimados, não sendo dirigidos de modo direto pela mente?
•– A mente não comanda as moléculas de algodão do vestuário de que se
serve no corpo físico, mas pode usá-las, segundo as suas necessidades no
mundo. Ocorre o mesmo no Plano Espiritual, em que nos utilizamos das
possibilidades ao nosso alcance para atender a esse ou àquele imperativo de
nossa apresentação.
135
– Como se apresenta a vida social dos Espíritos desencarnados?
•– No Plano Espiritual imediato à experiência física, as sociedades
humanas desencarnadas, em quase dois terços, permanecem
naturalmente jungidas, de alguma sorte, aos interesses terrenos.
•Aglutinam-se em verdadeiras cidades e vilarejos, com estilos variados,
como acontece aos burgos terrestres, característicos da metrópole ou do
campo, edificando largos empreendimentos de educação e progresso, em
favor de si mesmas e a benefício dos outros.
•...na esfera seguinte à condição humana, temos o espaço das nações,
com as suas comunidades, idiomas, experiências e inclinações, inclusive
organizações religiosas típicas, junto das quais funcionam missionários de
libertação mental, operando com caridade e discrição para que as idéias
renovadoras se expandam sem dilaceração e sem choque.
•Com esses dois terços de criaturas ainda ligadas, desse ou daquele
modo, aos núcleos terrenos, encontramos um terço de Espíritos
relativamente enobrecidos que se transformam em condutores da marcha
ascensional dos companheiros, pelos méritos com que se fazem segura
instrumentação das Esferas Superiores.
136
CAPÍTULO 9
Problema de alimentação
Neste capítulo nos são dadas
preciosas informações quanto
ao abastecimento alimentar em
“Nosso Lar”.
No passado, houve demandas.
Lísias conta que há um século,
os recém chegados tinham
mesas lautas, bebidas
excitantes, mantendo os
mesmos vícios terrenos.
137
Alimentação em "Nosso Lar" – Não há em "Nosso Lar" um
Ministério da Economia. As atividades de abastecimento
ficaram reduzidas a simples serviço de distribuição, sob o
controle direto da Governadoria, mas, um século atrás, tudo
era diferente.
Muitos espíritos recém-chegados a “Nosso Lar” duplicavam
exigências. Queriam mesas lautas, bebidas excitantes. Só o
Ministério da União Divina ficou imune a tais abusos.
A pedido do Governador, 200 instrutores de uma esfera muito
elevada vieram a “Nosso Lar” para ensinar novos
conhecimentos relativos à ciência da respiração e da absorção
de princípios vitais da atmosfera. Houve, porém, grandes lutas
para que isso fosse aceito. Após muita discussão e anos de
estudos e excursões a planos mais elevados, os adeptos dos
métodos de espiritualização foram aumentando e a idéia
prevaleceu.
138
O Governador lutou para adaptar os costumes à simplicidade, a
alimentação passou a ser por inalação de princípios vitais da
atmosfera e água misturada a elementos solares, elétricos e
magnéticos. Suprimento de substâncias alimentícias que
lembram a Terra só existe em dois ministérios: os da
Regeneração e do Auxílio.
Só entre os mais necessitados é que há alimentos que lembram
os da Terra. Nos outros há somente o indispensável, isto é, o
serviço de alimentação obedece a inexcedível sobriedade, em
que a utilização da água e a absorção de princípios vitais da
atmosfera têm grande importância.
Depois de 20 anos os Ministérios passaram a se abastecer
apenas do indispensável. Menos o do Esclarecimento que
demorou a assumir compromisso, o que permitiu o assalto de
multidões obscuras das regiões umbralinas.
139
Protestos e rebeldia – Antes disso, registraram-se protestos
públicos e atos de rebeldia, principalmente no Ministério do
Esclarecimento e na Regeneração, então departamento.
Ocorreram cisões nos órgãos coletivos de “Nosso Lar”, dando
ensejo a perigoso assalto das multidões obscuras do Umbral,
que tentaram invadir a cidade, aproveitando brechas nos
serviços de Regeneração, onde grande número de
trabalhadores entretinha certo intercâmbio clandestino, em
virtude dos vícios de alimentação.
Foi preciso abrir os calabouços da Regeneração para
isolamento dos agressivos. Por mais de 6 meses os serviços
de alimentação foram reduzidos à absorção do ar e da água,
melhorando o coeficiente de espiritualidade da comunidade
Foram 30 anos consecutivos de reuniões, providências e
atividades, apesar dos protestos.
O problema de alimentação ganha
destaque quando Lísias descreve
a revolta que eclodiu em Nosso
Lar quando a governadoria decidiu
colocar um pouco de ordem na
cidade, restringindo o acesso a
alimentos mais densos e a
comportamentos que
transformavam a colônia em uma
extensão imediata da crosta.
Os moradores da cidade colônia
pensavam que aquela era uma
continuação absolutamente natural
da vida que tinham deixado na
Terra, procurando banquetear-se
com tudo que utilizavam aqui,
incluindo bebidas excitantes.
141
A vitória do bom senso – O Governador agiu energicamente:
fechou o Ministério da Comunicação, isolou os recalcitrantes,
advertiu o Ministério do Esclarecimento, cujas impertinências
suportou por mais de 30 anos consecutivos, proibiu
temporariamente os auxílios às regiões inferiores e mandou
ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para a
defesa comum.
"Por mais de seis meses, os serviços de alimentação, em
“Nosso Lar”, foram reduzidos à inalação de princípios vitais da
atmosfera, através da respiração, e água misturada a
elementos solares, elétricos e magnéticos." A colônia ficou
sabendo, então, o que vem a ser a indignação do espírito
manso e justo.
Mas, findo o período mais agudo, a Governadoria estava
vitoriosa e o próprio Ministério do Esclarecimento reconheceu o
erro e cooperou nos trabalhos de reajustamento.
142
Desde então, só existe maior
suprimento de substâncias
alimentícias que lembram a Terra
nos Ministérios da Regeneração e
do Auxílio, onde há sempre
grande número de necessitados.
Nos demais há somente o
indispensável, isto é, o serviço de
alimentação obedece a
inexcedível sobriedade,
reconhecendo todos que a
suposta impertinência do
Governador representou medida
de elevado alcance para a
libertação espiritual da própria
colônia.
A necessidade de
alimentação, isso mesmo,
“necessidade”, é mostrada
de forma inequívoca por
Aniceto (“Os Mensageiros”,
página 263), que evidencia
que: (...) Mesmo em “Nosso
Lar”, ainda estamos
distantes da grande
conquista do alimento
espontâneo pelas forças
atmosféricas, em caráter
absoluto (...)
143
– Como se verifica a alimentação dos Espíritos
desencarnados?
(Evolução em Dois .Mundos – segunda parte.)
No mundo espiritual é da maior importância a respiração no
sustento do perispírito. Na Esfera Superior, a tomada de
substância é tanto menor e tanto mais leve quanto maior
se evidencie o enobrecimento da alma.
Abandonado o envoltório físico na desencarnação, se o
psicossoma está profundamente arraigado às sensações
terrestres, sobrevém ao Espírito a necessidade inquietante de
prosseguir atrelado ao mundo biológico que lhe é familiar e,
quando não a supera ao preço do próprio esforço, no auto-
reajustamento, provoca os fenômenos da simbiose psíquica,
que o levam a conviver, temporariamente, no halo vital
daqueles encarnados com os quais se afine, quando não
promove a obsessão espetacular.
144
Na maioria das vezes, os desencarnados em crise dessa ordem são
conduzidos pelos agentes da Bondade Divina aos centros de reeducação
do Plano Espiritual, onde encontram alimentação semelhante à da Terra,
porém fluídica, recebendo-a em porções adequadas até que se adaptem
aos sistemas de sustentação da Esfera Superior, em cujos círculos a
tomada de substância é tanto menor e tanto mais leve quanto maior se
evidencie o enobrecimento da alma, porquanto, pela difusão cutânea, o
corpo espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos
sutilizados ou sínteses quimioeletromagnéticas, hauridas no reservatório
da Natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do
amor com que os seres se sustentam entre si.
Essa alimentação psíquica, por intermédio das projeções magnéticas
trocadas entre aqueles que se amam, é muito mais importante que o
nutricionista do mundo possa imaginar, de vez que, por ela, se origina a
ideal euforia orgânica e mental da personalidade.
Daí porque toda criatura tem necessidade de amar e receber amor para
que se lhe mantenha o equilíbrio geral.
MINISTÉRIOS
x
ALIMENTAÇÃO
• Ministério da
Regeneração
• Ministério do Auxílio
– verduras e cereais
– frutas e sucos
• Ministério da
Comunicação
• Ministério do
Esclarecimento
– frutas e sucos
• Ministério da Elevação
– sucos e
concentrados
JANTANDO EM NOSSO LAR
146
CAPÍTULO 10 - No Bosque das Águas
André Luiz viaja no aeróbus e vai ao grande reservatório de água. Vê um
grande rio: o Rio Azul. Lísias exalta-lhe a importância da água...
O AERÓBUS
148
Aeróbus – André Luiz descreve o aeróbus como um carro suspenso do solo a uma
altura de cinco metros, do tipo funicular, em que o sistema de tração é por meio de
cabos, como os teleféricos. Constituído de material muito flexível, tinha ele enorme
comprimento e parecia ligado a fios invisíveis, o que confirma depois. Muito veloz, o
aeróbus fazia ligeiras paradas de três em três quilômetros.
Aeróbus no Umbral – André Luiz pergunta por que o aeróbus não era utilizado pela
caravana socorrista e Narcisa explicou que o motivo é a densidade da matéria
presente no Umbral. "O avião que fende a atmosfera do planeta não pode fazer o
mesmo na massa equórea", comparou a enfermeira. (Cap. 33)
Utilização do Aeróbus – Narcisa esclarece que grande parte dos companheiros
poderia dispensar o aeróbus e transportar-se, à vontade, nas áreas de seu domínio
vibratório, mas, visto a maioria não ter adquirido essa faculdade, eles se abstinham de
exercê-la nas vias públicas da colônia. (Cap. 50)
O
AEROBUS
149
BOSQUE
DAS
AGUAS
Bosque das Águas – um lugar dotado de muita vegetação, com
flores e árvores, localiza-se às margens do Rio Azul, de água
cristalina que é inteiramente absorvido em grandes caixas de
distribuição, para servir de alimento e remédio na colônia; é
uma das mais belas regiões de “Nosso Lar”; um dos locais
prediletos para as excursões dos amantes, que aqui vêm tecer
as mais lindas promessas de amor e fidelidade, para as
experiências da Terra”..
150
BOSQUE
DAS
AGUAS
O RIO AZUL - A observação ensejava considerações muito
interessantes, mas Lísias não me deu azo a perguntas nesse
particular. Indicando um edifício de enormes proporções,
esclareceu: – Ali é o grande reservatório da colônia. Todo o
volume do Rio Azul, que temos à vista, é absorvido em caixas
imensas de distribuição. As águas que servem a todas as
atividades da colônia partem daqui. Em seguida, reúnem-se
novamente, abaixo dos serviços da Regeneração, e voltam a
constituir o rio, que prossegue o curso normal, rumo ao grande
oceano de substâncias invisíveis para a Terra.
151
Não podemos nos esquecer de que Lísias comenta que o rio
Azul, que abastece Nosso Lar é novamente reconstituído
após deixar a cidade e se dirige para o oceano de matéria
astral que nos envolve; ou seja, a água passa a correr no
umbral e, antes disso, recebe o adequado tratamento.
Na medida em que as colônias, trevosas ou não, se
desenvolvem, os aspectos da coletividade passam a interferir
no ambiente ao redor, refletindo não apenas as marcas
mentais de seus habitantes, mas também as suas
necessidades fisiológicas.
No livro “Libertação”, tem-se a descrição da existência de
acúmulo de detritos humanos em uma gigantesca colônia das
trevas que sobrevive do parasitismo energético dos
encarnados.
152
A água em "Nosso Lar" – tênue e
pura, quase fluídica é magnetizada
pelos Ministros da União Divina,
detentores do maior padrão de
espiritualidade superior em "Nosso
Lar".
Na Terra quase ninguém cogita de
conhecer a importância da água. O
homem conhecerá, um dia, que a
água, como fluido criador, absorve
em cada lar as características
mentais de seus moradores. A
água, no mundo, não somente
carreia os resíduos dos corpos,
mas também as expressões de
nossa vida mental. (Lísias)
153
•Sede no Umbral – Perguntando a si mesmo se não enlouquecera,
André encontrava a consciência vigilante. Persistiam as
necessidades fisiológicas, sem modificação. A fome castigava-lhe
todas as fibras e, nada obstante, o abatimento progressivo não o
fazia cair em exaustão. De quando em quando, deparavam-se-lhe
verduras que pareciam agrestes, em torno de filetes d'água a que
se atirava sequioso. Muita vez André sugou a lama da estrada, e
recordou o antigo pão de cada dia, vertendo copioso pranto. (Cap.
2)
Água tênue e pura, quase fluídica - Água Fluida Conduzido a
confortável aposento de amplas proporções, ricamente mobiliado,
ofereceram-lhe um leito acolhedor. Em seguida serviram-lhe caldo
reconfortante, acompanhado de água muito fresca, que lhe
pareceu portadora de fluidos divinos. Aquela porção de líquido
reanimou-o inesperadamente. (Cap. 3)
A importância da água.
154
Sobre banhos e beberagens Manoel Philomeno da Miranda (Loucura
e Obsessão, cap. 3, pp. 40 e 41; o nobre Mentor (Bezerra)
respondeu:
“A água, em face da sua constituição molecular, é elemento que
absorve e conduz a bionergia que lhe é ministrada. Quando
magnetizada e ingerida, produz efeitos orgânicos compatíveis com o
fluido de que se faz portadora. Assim, é crença ancestral que os
banhos teriam o efeito de retirar energias deletérias que os poros
eliminam, e quando a água recebesse a infusão de ervas aromáticas
e medicinais propiciaria bem-estar, revitalizaria o campo vibratório do
indivíduo.
Sabemos, no entanto, que mais importante do que quaisquer
práticas e ritualismos externos, a ação interior, mental,
comportamental responde pela realidade psíquica do homem e
opera a sua legítima recuperação”.
155
“No que tange às beberagens, algumas destituídas dos cuidados
que requer qualquer produto para ser ingerido, não podemos ignorar
o valor da fitoterapia, de resultados excelentes em inúmeros
problemas de saúde”, acrescentou o mentor.
“As medicinas alternativas que estão encontrando consideração,
mesmo entre os estudiosos mais ortodoxos, resultam de larga
experiência humana e de diversas delas nasceram o que ora
consideramos científico, acadêmico.
A flora medicinal foi a grande protetora dos nossos avoengos que
nela encontraram recursos saudáveis para muitos dos males que os
afligiam e, posteriormente, submetida à ação dos laboratórios, dela
extraíram incontáveis substâncias de ação rápida e eficaz.”
156
Emmanuel – O consolador
103 –No tratamento ministrado pelos Espíritos amigos, a água
fluidificada, para um doente, terá o mesmo efeito em outro enfermo?
-A água pode ser fluidificada, de modo geral, em benefício de todos;
todavia, pode sê-lo em caráter particular para determinado enfermo,
e, neste caso, é conveniente que o uso seja pessoal e exclusivo.
104 –Existem condições especiais para que os Espíritos amigos
possam fluidificar a água pura, como sejam as presenças de
médiuns curadores, reuniões de vários elementos,etc,etc?
-A caridade não pode atender a situações especializadas. A
presença de médiuns curadores, bem como as reuniões especiais,
de modo algum podem constituir o preço do benefício aos doentes,
porquanto os recursos dos guias espirituais, nessa esfera de ação,
podem independer do concurso medianímico, considerando o
problema dos méritos individuais.
157
Emmanuel – Livro Segue-me - A ÁGUA FLUÍDA
“E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria por ser
meu discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o
seu galardão”. Jesus (Mateus, 10:42)
Meu amigo, quando Jesus se referiu à benção do copo de água fria,
em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que
sacia a sede comum. Detinha-se o Mestre no exame de valores
espirituais mais profundos.
A água é dos corpos o mais simples
e receptivo da terra. É como que a
base pura, em que a medicação do
Céu pode ser impressa, através de
recursos substanciais de assistência
ao corpo e à alma, embora em
processo invisível aos olhos mortais.
158
A prece intercessória e o pensamento de bondade representam
irradiações de nossas melhores energias.
A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e
fluidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar e
a linfa potável recebe a influência,de modo claro, condensando
linhas de força magnética e princípios elétricos, que aliviam e
sustentam, ajudam e curam. A fonte que procede do coração da
Terra e a rogativa que flui no imo d’alma, quando se unem na difusão
do bem, operam milagres.
O Espírito que se eleva na direção do céu é antena viva, captando
potências da natureza superior, podendo distribuí-las em benefício
de todos os que lhe seguem a marcha. Ninguém existe órfão de
semelhante amparo. Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a
boa vontade e a confiança positiva.
159
Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água
simples, doada em nome da sua memória, reportava-se ao valor real
da providência, em benefício da carne e do espírito, sempre que
estacionem através de zonas enfermiças.
Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução
de tuas necessidades fisiológicas ou dos problemas de saúde e
equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água
cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia.
O orvalho do Plano Divino magnetizará o liquido, com raios de amor,
em forma de bênção, e estarás, então, consagrando o sublime
ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus
Na viagem de volta ao Hospital, AL
repara na música que tocava o tempo
todo na cidade e Lísias esclarece que a
Governadoria foi informada da
importância da música melhorando o
rendimento do serviço. A partir de então
ninguém mais trabalha em Nosso Lar,
sem esse estímulo
161
Aprendendo: A VOLITAÇÃO
A volitação é uma aquisição pessoal e não um atributo plenamente desenvolvido
do perispírito, sendo que os instrutores desencarnados possuem a capacidade de
exercê-la em quase todos os ambientes, enquanto André Luiz demonstrava tê-la de
forma limitada e, em Nosso Lar, muitos não são capazes de volitar.
A literatura espírita coloca que a volitação evidencia o domínio, ou melhor, a
interferência da mente sobre a estrutura do espaço-tempo, sobre o efeito da gravidade
no psicossoma, o perispírito, não sendo resultado somente da natureza da matéria
astral que o constitui. Caso fosse apenas uma propriedade da matéria, todos a teriam
de forma plena, não apenas como algo embrionário a ser desenvolvido. Pode-se dizer
que líderes das trevas também possuem o poder mental capaz de permitir a volitação,
como descrito a seguir (“No Mundo Maior”, página 211): Os grupos de infortunados
agiam, ali, desconhecendo os padecimentos uns dos outros. Certos grupos volitavam a
pequena altura, como bandos de corvos negrejantes, mais escuros que a própria
sombra a envolver-nos, ao passo que vastos cardumes de desventurados jaziam
chumbados ao solo, quais aves desditosas, de asas partidas... Como explicar
tudo isso?
Logo depois dessas palavras, o instrutor Calderaro declarou (“No Mundo
Maior”, páginas 211 e 212): – Não te surpreendas. A volitação depende,
fundamentalmente, da força mental.
162
O lazer existe nas colônias
O lazer existe nas colônias e é valorizado como forma de aprendizado,
para aquisição de novos valores, estimulando-se o contato com a cultura,
através da arte, como a música e a literatura. Entretanto, as semelhanças
entre nossos dois planos ficam mais pronunciadas quando lemos o trecho
referente a namorados que visitam o Bosque das Águas. Comenta Lísias,
em “Nosso Lar” (página 71):
– Estamos no Bosque das Águas. Temos aqui uma das mais belas regiões
de Nosso Lar. Trata-se de um dos locais prediletos para as excursões dos
amantes, que aqui vêm tecer as mais lindas promessas de amor e
fidelidade, para as experiências da Terra.
Podemos ver que a citação referente ao namoro é bastante clara e o amor
entre os parceiros é algo que não deixa de ter as características que os
“amantes” imprimem.
163
CAPÍTULO 11 - Notícias do Plano
– Como “Nosso Lar”, existem incontáveis outras colônias espirituais. É
citada a de “Alvorada Nova”, vizinha. Em todas há trabalho. No “Nosso
Lar” preparam-se reencarnações, após proveitosos aprendizados para
as futuras tarefas planetárias.
164
Colônias espirituais – As colônias espirituais não são idênticas.
Dentre as vizinhas, "Alvorada Nova“, é uma das mais importantes e
foi ela que serviu de inspiração à idéia de criação dos Ministérios
em "Nosso Lar".
“Alvorada Nova”, coordenada por Cairbar Schutel, com cerca de
duzentos mil habitantes, localiza-se em região umbralina, na quarta
camada ao redor da crosta terrestre, no mesmo grau de inclinação
da cidade de Santos. Foi planejada há muitos séculos por aqueles
que, sendo os Engenheiros Construtores de Jesus, conhecem a
Terra do seu passado longínquo ao seu futuro distante. O Brasil
nem mesmo existia na face do globo e Alvorada Nova já estava
fixando seus primeiros alicerces através dos trabalhadores de
Cristo que sabiam da destinação do nosso país como Pátria do
Evangelho, tendo ciência da importância da sua localização nas
camadas vibratórias ao redor do planeta”......
(Maiores informações sobre “Alvorada Nova” podem ser obtidas no
livro homônimo de autoria de Abel Glaser e do Espírito de Cairbar
Schutel.)
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Lísias... (sobre colônias espirituais) "De modo algum são iguais...
Se nas esferas materiais, cada região e cada estabelecimento
revelam traços peculiares, imagine a multiplicidade de condições
em nossos planos. (...) importa considerar que cada colônia,
como cada entidade, permanece em degraus diferentes na
grande ascensão.“
•A jornada é longa... — Longuíssima, mas belíssima! Quem
caminha por uma estrada não está impedido de contemplar a
paisagem que a emoldura! A medida que o espírito sobe, maior o
horizonte que a sua visão consegue abrangerpense na lagarta
que se transfigura em borboleta... Que linda metamorfose! Um
dia, todos haveremos de transcender a forma que nos limita.
Ascenderemos a planos em que a alegria de viver supera todas
as emoções mais sublimes que logramos experimentar!
Ordem e hierarquia
172
COMO É O TRABALHO EM "NOSSO LAR"?
A lei do trabalho é rigorosamente cumprida na colônia, mas todos têm
direito ao descanso após a jornada de trabalho. Nenhuma condição de
destaque é concedida a título de favor. Somente alguns conseguem
atividade prolongada no Min. da Elevação e raríssimos, em cada dez
anos, são os que alcançam os trabalhos do Min. da União Divina. Em
geral, decorrido longo estágio de serviço e aprendizado, todos voltam a
reencarnar, para atividades de aperfeiçoamento.
Descanso – Quem nunca repousa é o Governador. Aos domingos à
tarde, depois de orar, ele coopera no Ministério da Regeneração,
amparando espíritos desorientados e sofredores.
Acreditaria que a morte do corpo nos conduziria a planos de milagres?
Somos compelidos a trabalho áspero, a serviços pesados e não basta
isso. Se temos débito no planeta, por mais alto que ascendamos, é
imprescindível voltar, para retificar, lavando o rosto no suor do mundo,
desatando algemas de ódio e substituindo-as por laços sagrados de
amor. (Lísias, cap. 5)
173
E Clarêncio mostrou as semelhanças entre o programa de trabalho
na Terra e em “Nosso Lar”. “Aqui, o programa não é diferente.
Apenas divergem os detalhes. Nos círculos carnais, a convenção e
a garantia monetária; aqui, o trabalho e as aquisições definitivas do
espírito imortal. Dor, para nós, significa possibilidade de enriquecer
a alma; a luta constitui caminho para a divina realização." (Cap. 6)
O trabalho e a humildade são as duas margens do caminho
do auxílio. Antes de amparar os que amamos, é
indispensável estabelecer correntes de simpatia. Sem a
cooperação é impossível atender com eficiência. Para que
qualquer de nós alcance a alegria de auxiliar os amados, faz-
se necessária a interferência de muitos a quem tenhamos
ajudado, por nossa vez. Os que não cooperam, não recebem
cooperação. Isso é da lei eterna. (Clarêncio, cap. 13)
A esfera espiritual mais elevada requer, sempre, mais
trabalho, maior abnegação. Ninguém ali permanece em
visões beatíficas, a distância dos deveres justos. (Mãe de
André Luiz, cap. 16)
174
MÚSICA E LIVROS NA COLONIA
Música – A música suave está sempre presente nas oficinas e nos
locais de trabalho de "Nosso Lar", porque intensifica o rendimento do
serviço. (Cap. 11, pág. 68)
Livros e música – Iolanda mostrou a André livros... A arte fotográfica
naquele plano surpreendeu-o muito. Um grande aparelho irradiava
música suave. Era o louvor do momento crepuscular. (Cap. 17, pp. 98
e 99)
Músicas suaves eram transmitidas pela TV (Cap. 24, pág. 135)
(Elevação vibratória) Quando (a preleção de Veneranda) terminou,
uma suave música encheu o recinto de cariciosas melodias. (Cap.
37, pp. 200 a 205)
(Materializações) Quando a música chegou ao fim, o globo se
cobriu, interiormente, de substância leitoso-acinzentada,
apresentando, em seguida, a figura simpática de um homem na
idade madura. Era Ricardo. (Cap. 48, pp. 264 a 269)
175
Obras Póstumas – Música Celeste... – AK recebeu do Espírito S. Luiz a
explicação seguinte:
Certo dia, numa reunião familiar, o chefe da família lera uma passagem de O Livro
dos Espíritos concernente à música celeste. Uma de suas filhas, boa musicista, pôs-
se a dizer consigo mesma: Mas não há música no mundo invisível! Parecia-lhe isso
impossível; entretanto, não externou seu pensamento.
Na noite do mesmo dia, escreveu ela espontaneamente a comunicação
seguinte:“Quando lias à tua filha a passagem de O Livro dos Espíritos referente à
música celeste, ela se conservava em dúvida; não compreendia que no mundo
espiritual pudesse haver música. Eis por que depois eu lhe disse que era verdade.
Não tendo a minha afirmativa podido persuadi-la, Deus permitiu que, para
convencer-se, ela caísse em sono sonambúlico. Então, desprendendo-se do corpo
adormecido, seu Espírito se lançou pelo Espaço e foi admitido nas regiões etéreas,
onde ficou em êxtase produzido pela impressão da harmonia celeste.
Por isso foi que exclamou: “Que música! que música!”
Sentindo-se, porém, transportada a regiões cada vez mais elevadas do mundo
espiritual, pediu que a despertassem, indicando o meio de o conseguirem: com
água. “Tudo se faz pela vontade de Deus. O Espírito de tua filha não mais
duvidará. Embora, despertado, não guarde lembrança nítida do que se passou,
seu Espírito sabe agora onde está a verdade.
176
Música Espírita – Obras Postumas - AL – Espírito Rossini
Uma dissertação sobre a música celeste! Quem poderia de tal coisa encarregar-se?
Que Espírito sobre-humano poderia fazer vibrar a matéria em uníssono com essa
arte encantadora?
Que cérebro humano, que Espírito encarnado poderia apanhar-lhe os matizes
infinitamente variados?
Quem possui a esse ponto o sentimento da harmonia?...
Não, o homem não está feito em tais condições!... Mais tarde!... muito mais tarde!...
Por agora, direi, talvez dentro em pouco, satisfazer ao vosso desejo e dar-vos a
minha apreciação sobre o estado atual da música e dizer-vos das transformações,
dos progressos que o Espiritismo poderá fazer que ela experimente.
— Hoje, é ainda muitíssimo cedo. O assunto é vasto, já o estudei, mas ele ainda me
excede. Quando dele me houver assenhoreado, se isso for possível, ou, melhor,
quando eu haja entrevisto tanto quanto o estado de meu espírito me permitir, eu vos
satisfarei. Um pouco mais de tempo. Se somente um músico pode falar da música
do futuro, deve fazê-lo como mestre e Rossini não quer falar dela como um escolar.
Rossini - (Médium: Desliens)
CAPÍTULO 12 - O Umbral
178
A.L. - “aguçava-se-me o desejo
de intensificar a aquisição de
conhecimentos relativos a diversos
problemas que a palavra de Lísias
sugeria. As referências a
espíritos do Umbral mordiam-me a
curiosidade. A ausência de
preparação religiosa, no mundo, dá
motivo a dolorosas perturbações.
Que seria o Umbral? Conhecia, apenas, a idéia do inferno e
do purgatório, através dos sermões ouvidos nas cerimônias
católico-romanas a que assistira, obedecendo a preceitos
protocolares. Desse Umbral, porém, nunca tivera notícias”.
Lísias ouviu-me, atencioso, e replicou: – Ora, ora, pois você
andou detido por lá tanto tempo e não conhece a região?
Recordei os sofrimentos passados, experimentando arrepios
de horror.
179
Lá vivem as almas que não são suficientemente perversas para
serem enviadas a colônias de reparação mais dolorosa, nem
bastante nobres para serem conduzidas a planos mais
elevados. É descrito que o Umbral começa na crosta terrestre,
como zona obscura para os recém-desencarnados. É região em
torno do planeta e de profundo interesse para os encarnados. É
local de grandes perturbações, pelas “legiões compactas de
almas irresolutas e ignorantes”. Lá existem núcleos de
malfeitores, verdugos e vítimas. Acha-se repleto de formas-
pensamento de encarnados, sintonizados com os
desencarnados que lá estão.
O Umbral concentra tudo o que não
tem finalidade para a vida superior e
que a Providência permitiu se criasse
como um departamento em torno do
planeta.
180
O Umbral funciona como região de esgotamento de resíduos
mentais; espécie de zona purgatorial, onde se queima o material
deteriorado das ilusões adquiridas numa existência terrena. Nunca
faltou no Umbral a proteção divina. Cada espírito lá permanece o
tempo que se faça necessário. (Lísias, cap. 12)
...está repleto de desencarnados e de formas-pensamento dos
encarnados, porque todo espírito é um núcleo irradiante de forças
que criam, transformam ou destroem. É pelo pensamento que os
homens encontram no Umbral os companheiros que afinam com
as tendências de cada um, pois toda alma é um ímã poderoso.
(Lísias, cap. 12)
181
As missões mais laboriosas do Ministério do Auxílio são
constituídas por abnegados servidores, no Umbral, porque se a
tarefa dos bombeiros nas grandes cidades terrenas é difícil,
pelas labaredas e ondas de fumo que os defrontam, os
missionários do Umbral encontram fluidos pesadíssimos
emitidos, sem cessar, por milhares de mentes desequilibradas,
na prática do mal, ou terrivelmente flageladas nos sofrimentos
retificadores. É necessário muita coragem e muita renúncia para
ajudar a quem nada compreende do auxílio que se lhe oferece.
Sumamente impressionado, exclamei: – Ah! como desejo
trabalhar junto dessas legiões de infelizes, levando-lhes o pão
espiritual do esclarecimento!
O enfermeiro amigo fixou-me bondosamente e, depois de
meditar em silêncio, por largos instantes, acentuou, ao despedir-
se: – Será que você se sente com o preparo indispensável a
semelhante serviço?
182
•Significado da palavra "umbral": local de entrada para
um interior; limiar - Neste sentido uma região umbralina e
zona de transição de uma dimensão a outra. Existem umbrais
tanto para cima quanto para baixo... E abaixo da Terra, que
denominamos Crosta, temos as Trevas e o Abismo. André
Luiz, no livro "Libertação", forneceu notícias dessa região
considerada subcrostal, porque fica no interior da Terra, onde
ele descreve a cidade dos "gregorianos". Tanto André quanto
Emmanuel admitem, em diversos momentos, a existência de
entidades que se congregam em associações criminosas nas
regiões dos abismos
A rigor, onde começa o Umbral?
• Chico Xavier dizia que começa em nós mesmos... O Umbral
é região espiritual que envolve toda a Terra! É região espiritual
em que voluntariamente nos confinamos!
183
Que tipo de Espírito permanece no Umbral?
Considere as criaturas como itinerantes da vida. Alguns poucos
seguem resolutos, visando ao objetivo essencial da jornada. São os
espíritos nobilíssimos, que descobriram a essência divina em si
mesmos, marchando para o alvo sublime, sem vacilações. A
maioria, no entanto, estaciona. Os primeiros seguem por linhas
retas. Os segundos caminham descrevendo grandes curvas. (...)
Repetindo marchas e refazendo velhos esforços, ficam à mercê de
inúmeras vicissitudes. Assim é que muitos costumam perder-se em
plena floresta da vida... Classificam-se aí os milhões de seres
que perambulam no Umbral. (Lísias, cap. 44)
Quanto tempo em média os Espíritos passam no Umbral?
Cada espírito ali permanece o tempo que se faça necessário ao
esgotamento dos resíduos mentais negativos. (Cap. 12)
184
Como foi o socorro de André quando ele esteve no Umbral?
Clarêncio não tivera dificuldade em localizá-lo atendendo aos
apelos de sua mãe. André é que demorou muito a encontrar
Clarêncio. E o seu próprio caso servia de lição: "Anos a fio rolou,
como pluma, albergando o medo, as tristezas e desilusões; mas,
quando mentalizou firmemente a necessidade de receber o auxílio
divino, dilatou o padrão vibratório da mente e alcançou visão e
socorro". (Cap. 7)
Em Nosso Lar havia comunicação com o Umbral?
Através de caravanas socorristas, os Samaritanos em serviço no
Umbral. As turmas de operações dessa natureza se comunicavam
com as retaguardas de tarefa, em horários convencionados.
Grande multidão de infelizes são socorridos. Num dia os
Samaritanos estavam trazendo 29 enfermos, 22 em desequilíbrio
mental e 7 em completa inanição psíquica. (Cap. 28)
No gabinete do Ministro
Elucidações de Clarêncio
Uma senhora que acompanha AL à
entrevista
CAPÍTULO 13
No Gabinete do
Ministro
186
CAPÍTULO 13
No Gabinete do
Ministro
– A. Luiz apresenta-se a Clarêncio
como voluntário ao serviço. Assiste
ao diálogo do Ministro com uma
voluntária, mãe, desejosa de
proteger dois filhos encarnados.
Tem notícia do bônus-hora (ponto
relativo a cada hora de serviço).
A mulher vinha solicitar recursos para proteger os filhos. Clarêncio
pergunta-lhe quais atividades que desenvolvera. Desfiando desculpas não
se adaptara em serviço algum, tendo-se recolhido aos campos de repouso
incapaz de prestar socorro a alguém. Clarêncio esclarece... Os que não
cooperam não recebem cooperação, não semeara nem mesmo
simpatia. André que presenciara tudo, arrepende-se de ter vindo.
Despertara em novos raciocínios, sentia a presunção em ser médico ali, a
consciência dizia-lhe não pedir serviço especializado, não deveria repetir
erros humanos.
187
Bônus-hora – não é uma moeda, mas ficha de serviço individual, que
funciona como valor aquisitivo. A produção de vestuário e alimentação
elementares pertence a todos em comum. Os que se esforçam na
obtenção de bônus-hora conseguem certas prerrogativas na
comunidade. Cada habitante deve dar, no mínimo, oito horas de serviço
útil em cada 24 horas. Permite-se que o trabalhador dedique por dia
quatro horas extraordinárias. Os serviços sacrificiais, tem remuneração
duplicada. O padrão de pagamento vale para todos, estejam na
administração ou na obediência, mas modifica-se em valor substancial,
segundo a natureza dos serviços. Há o Bônus-Hora-Regeneração, o
Bônus-Hora-Esclarecimento, e assim por diante. Os espíritos podem
gastar, assim como utilizá-los em benefício de outros. (Cap. 22, pp. 120 e
121)
O trabalho e a humildade são as duas margens do caminho do auxílio.
Antes de amparar os que amamos, é indispensável estabelecer correntes
de simpatia. Sem a cooperação é impossível atender com eficiência. Para
que qualquer de nós alcance a alegria de auxiliar os amados, faz-se
necessária a interferência de muitos a quem tenhamos ajudado, por
nossa vez. Os que não cooperam, não recebem cooperação. Isso é da lei
eterna. (Clarêncio, cap. 13)
188
Que é bônus-hora e para que serve ele?
Os bônus-hora não aplicados podem ser transmitidos aos filhos?
O que o mundo espiritual leva em conta na solicitação de trabalho?
Como é o sistema de ajuda (cooperação) em Nosso Lar?
Qual o melhor método para obter bons ofícios a favor dos nossos
parentes?
...nenhum administrador intermediário poderá ser útil aos que ama,
se não souber servir e obedecer nobremente. Fira-se o coração,
experimente-se a dificuldade, mas, que saiba cada qual que o
serviço útil pertence, acima de tudo, ao Doador Universal.
(Clarêncio cap.13)
189
CAPÍTULO 14
Elucidações de
Clarêncio
O fracasso como médico – André Luiz quis trabalhar como médico na
colônia, mas teve de ouvir de Clarêncio duras observações sobre as
facilidades que teve na Terra e seu fracasso na medicina. Sua ação
equivocada na Terra não lhe dava, pois, o direito de pleitear a mesma
função na colônia. (Cap. 14)
A oportunidade de ser aprendiz – Clarêncio recordou-lhe, porém, que
nos quinze anos de clínica ele havia proporcionado receituário gratuito a
mais de seis mil necessitados e que 15 dentre os beneficiados oravam a
seu favor. Tais solicitações, acrescidas da intercessão de sua mãe,
colaboraram para que ele fosse admitido no trabalho, não como médico,
mas como aprendiz. Ao ouvir essas palavras, pela primeira vez André
Luiz chorou de alegria na colônia que o abrigara. (Cap. 14)
190
O título acadêmico de médico na Terra costuma representar porta aberta a
todos os disparates, aqui é simples ficha de ingresso habilitando o homem
a aprender nobremente e a servir...(Clarencio, Cap. 14)
O médico da Terra não pode estacionar em diagnósticos e terminologias.
Há que penetrar a alma, sondar-lhe as profundezas. Muitos médicos, no
planeta, são prisioneiros das salas acadêmicas, porque a vaidade lhes
roubou a chave do cárcere. Raros conseguem atravessar o pântano dos
interesses inferiores. (Clarêncio, cap. 14)
Como transformá-lo, de um momento para outro, em médico de espíritos
enfermos? (Clarêncio, cap. 14)
Na maioria das vezes proporcionou receituário gratuito absolutamente por
troça...mas, mesmo por troça, o verdadeiro bem espalha bênçãos em
nossos caminhos. (Clarêncio, cap. 14)
Os médicos espirituais são detentores de técnica diferente. Ali, a
medicina começava no coração, exteriorizando-se em amor e cuidado
fraternal, e qualquer enfermeiro, dos mais simples, tinha
conhecimentos e possibilidades muito superiores à minha ciência.
(André Luiz, cap. 13)
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Estudando André Luiz Nosso Lar cap. 01 a 23

  • 1. 1
  • 2. 2 Estes slides são uma singela homenagem: Aos espíritos de André Luiz e Emmanuel; e ao médium Chico Xavier, que psicografou “Nosso Lar”.
  • 3. NOSSO LAR ESPÍRITO : ANDRÉ LUIZ MÉDIUM : CHICO XAVIER OBRA : “NOSSO LAR” EDIÇÃO : FEB
  • 4. 4 O presente resumo não dispensa a leitura integral do livro “Nosso Lar”. É apenas uma sugestão de roteiro e modo de expor aos aspectos que se deseje ressaltar. As cenas apresentadas não são reais nem mediúnicas, refletem a imagem que o filme e ou desenhista faz da cena descrita pelo livro.
  • 5. 5 É importante para o homem, estando ainda encarnado, saber o que realmente o espera além da morte do corpo?
  • 6. 6 Edição especial pela FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA “quando os ensinos espíritas forem bem compreendidos, examinados, absorvidos pelos homens, estes mudarão o comportamento social,em razão da modificação moral que cada ser se imporá, erguendo-se uma comunidade pacífica e justa, a espraiar-se, generosa, por toda parte, auxiliando a transformação da Terra, regenerada e luminosa, que seguirá no rumo da destinação que a espera como aos seus habitantes, hoje em lutas cruentas e rudes, por haverem abdicado das armas do amor, da mansidão e da fraternidade” - Vianna de Carvalho
  • 7. 7 “Quando o servidor está pronto, o serviço aparece” Quando o discípulo está preparado, o Pai envia o instrutor. O mesmo se dá, relativamente ao trabalho. André Luiz é o pseudônimo espiritual de um médico que exerceu a Medicina no Rio de Janeiro, e que abriu mão do próprio nome, para resguardar a família encarnada. Há grande especulação que tenha sido Osvaldo Cruz, Carlos Chagas ou Faustino Esposel. O que importa é o seu trabalho e aquilo que nos veio contar.
  • 8. 8 SOBRE A OBRA (50 capítulos - 281 páginas) Autor: Espírito André Luiz Psicografia: Francisco Cândido Xavier (concluída em 1943) Edição: Primeira edição em 1944, pela Federação Espírita Brasileira (Rio de Janeiro/RJ). Prefácio: Espírito Emmanuel. Introdução: Do próprio autor espiritual (André Luiz)..
  • 9. 9 CONTEÚDO DOUTRINÁRIO a. O Autor narra sua experiência após a desencarnação, descrevendo minuciosamente o sofrido estágio de 8 anos no Umbral; b. A seguir, conta a emoção de ter sido socorrido e ser levado para uma cidade espiritual denominada "NOSSO LAR"... c. A partir daí, o livro abre um leque de informações absolutamente inéditas sobre o Plano Espiritual.
  • 10. 10 Ministérios: 6 (seis), a saber: Ministério da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, o Esclarecimento, da Elevação e da União Divina. Ministros: cada Ministério é administrado por 12 (doze) Ministros. População: homens e mulheres, jovens e adultos (desencarnados), em número de um milhão, segundo dados fornecidos pelo Autor, em 1943. Construções, dependências e lugares especiais: Grande muralha protetora da cidade, com baterias de proteção magnética, conjuntos habitacionais, praça central (que acomoda até um milhão de pessoas), fontes luminosas, jardins, parques arborizados, o Bosque das Águas, o Rio Azul, o Campo da Música, a Câmara de Retificação (para enfermos), etc. (Umbral = região com várias escalas morais, sendo a mais infeliz denominada de "Trevas"). ESTRUTURA DA CIDADE ESPIRITUAL "NOSSO LAR" Fundação: No século XVI, por portugueses distintos, desencarnados no Brasil. Localização: Sobre a cidade do Rio de Janeiro. Governador: a Governadoria está num edifício, "de torres soberanas que se perdem no céu".
  • 11. 11 Edifício da Governadoria, “encabeçado de torres soberanas que se perdem no céu”. No alto, o aeróbus. Desenho concluído em 11.10.1981 - Heigorina Cunha (desenhos da cidade via desdobramento )
  • 12. 12 Pavilhão do Restringimento, no Ministério da Regeneração, onde os Espíritos são preparados para a reencarnação sofrendo o restringimento do corpo espiritual para o tamanho adequado ao processo. Heigorina Cunha (desenhos da cidade via desdobramento )
  • 13. 13 Um dos templos de iniciação, no Ministério da União Divina, construído em estilo egípcio. Heigorina Cunha (desenhos da cidade via desdobramento )
  • 14. 14 Primeiro desenho incompleto da Colônia. Heigorina Cunha (desenhos da cidade via desdobramento)
  • 15. 15
  • 16. 16 Nos parques de educação do Esclarecimento. “Um verdadeiro castelo de vegetação, em forma de estrela, dentro do qual se abrigam cinco numerosas classes de aprendizados. No centro, funciona enorme aparelho destinado a demonstrações pela imagem, a maneira do cinematrógrafo terrestre, com o qual é possível levar a efeito cinco projeções variadas, simultaneamente.” Heigorina Cunha (desenhos da cidade via desdobramento)
  • 17. 17 A cidade Nosso lar, assinalada com uma estrela, está localizada na terceira esfera acima da Crosta, sobre a cidade do Rio de Janeiro, em faixa que pode ser definida como a periferia do Umbral. Fonte: Livro “Cidade no Além.”
  • 18. 18 AS ESFERAS ESPÍRITUAIS 1. NUCLEO INTERNO 2. NUCLEO EXTERNO 3. CROSTA 4. MANTO 5. CROSTA TERRESTRE 6. UMBRAL GROSSO 7. UMBRAL MÉDIO 8. UMBRAL (ONDE ESTÁ LOCALIZADA A CIDADE ESPIRITUAL NOSSO LAR) 9. ARTE GERAL OU CULTURAL E CIÊNCIA – 10. AMOR FRATERNO UNIVERSAL 11. DIRETRIZES DO PLANETA 12. ABOBODA ESTELAR Fonte: Livro “Cidade no Além.”
  • 19. 19 Desde a publicação de “Nosso Lar”, em 1944, a vida diária nas colônias espirituais vem atraindo a atenção de todos, principalmente por mostrar que muitos aspectos da rotina que ora possuímos enquanto encarnados ainda se encontram presentes após a morte do veículo físico. Contudo, não podemos esquecer que a maioria dos planos espirituais existe em dimensões físicas que são paralelas à nossa e que com ela interagem, mas que ainda não podem ser confirmadas por uma ciência que apenas faz conjecturas a respeito da existência de tais universos paralelos ou MULTIVERSOS mais recentemente. Quando lemos as descrições da obra desse nobre irmão, não podemos esquecer de que Nosso Lar e outras colônias se encontram na faixa vibratória mais próxima à Terra, são colônias umbralinas e não refletem as vidas dos desencarnados que habitam os planos intermediários e superiores, onde tudo o que conhecemos como parte de nossa rotina é subvertido por uma realidade física muito diferente.
  • 20. 20 CITAÇÕES ESPECIAIS "Aérobus": veículo de transporte, de grande comprimento, deslocamento veloz e aéreo. Globo de Cristal: de 2m de altura (utilizado em reuniões mediúnicas com encarnados) “Bônus-Hora”: forma de pagamento por serviços beneméritos prestados — cada hora de trabalho corresponde a um bônus-hora. Título: "Nosso Lar" -
  • 21. 21 Prefácio de Emmanuel “Quando te encontres diante de alguém que a morte parece nimbar de sombra, recorda que a vida prossegue, além da grande renovação...” (Emmanuel)
  • 22. 22 "Guarde a experiência dele no livro d'alma. Ela diz bem alto que não basta a criatura apegar-se à existência humana, mas precisa saber aproveitá-la dignamente; que os passos do cristão, em qualquer escola religiosa, devem dirigir-se verdadeiramente ao Cristo, e que, em nosso campo doutrinário, precisamos, em verdade, do Espiritismo e do Espiritualismo, mas, muito mais, de Espiritualidade". Prefácio de Emmanuel
  • 23. 23 Mensagem de André Luiz: "A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões. Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser." "É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira - ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas..."
  • 25. 25 Para nós, habitantes do plano considerado “físico”, desencarnado tinha que ser “fantasma”, névoa ou fumaça. A espiritualidade, não apenas André Luiz, vem tentando mostrar, desde 1940, o que de fato ocorre com morte do corpo físico. O maior choque que temos ao ler “Nosso Lar”, é que tudo isso está ali. •Entendemos agora o porquê de um estudo mais sistemático dessas obras e dar maior crédito ao que os mentores nos mostram. São textos sobre o dia a dia em um plano espiritual e sua interação com o nosso mundo; tudo está lá, nas entrelinhas.
  • 26. 26 CAPÍTULO 1 - Nas Zonas Inferiores CAPÍTULO 1 - Nas Zonas Inferiores
  • 27. 27 CAPÍTULO 1 - Nas Zonas Inferiores – Descrição fantástica do local onde AL se encontrou após a desencarnação. Sentia-se permanentemente em viagem... Pouca claridade. Pavor por chacotas vindas de desconhecidos. Dificuldade para dormir. Lágrimas permanentes. Esteve próximo à loucura, prestes a perder a razão. Via seres monstruosos, irônicos, perturbadores... Recordações da existência terrena, quando gozava de prosperidade material.
  • 28. 28 ...a paisagem que, quando não totalmente escura, parecia banhada de luz alvacenta, amortalhada em neblina espessa, com os raios do Sol muito longe. Ele narra: "Cabelos eriçados, coração aos saltos, medo terrível, muita vez gritei como louco, implorei piedade e clamei contra o doloroso desânimo que me subjugava... Formas diabólicas, rostos alvares, expressões animalescas surgiam, de quando em quando, agravando-me o assombro."
  • 29. 29 - "Suicida! Suicida! Criminoso! Infame!" - gritos assim cercavam-no de todos os lados. Torturava-o a fome, a sede o escaldava. Comezinhos fenômenos da experiência material patenteavam-se aos seus olhos. A barba crescera, a roupa começara a romper-se.
  • 30. 30 - "Que buscas, infeliz? Aonde vias, suicida?" Tais objurgatórias, incessantemente repetidas, perturbavam-lhe o coração. Por que a pecha de suicida, se fora compelido a abandonar a casa, a família e o doce convívio dos seus?
  • 31. 31 ... entre angustiosas considerações, o problema religioso surgiu profundo aos seus olhos. Os conceitos mundanos figuravam-se extremamente secundários para a vida humana. Perdera o tempo. Conhecera o Evangelho; entretanto nunca procurara as letras sagradas com a luz do coração.... despertando a maneira de aleijado... mendigo infeliz
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  • 41. 41 “Eu guardava a impressão de haver perdido a idéia de tempo. A noção de espaço esvaíra-se-me de há muito. Estava convicto de não mais pertencer ao número dos encarnados no mundo... Como flor de estufa, não suportava o clima da realidade.... não adestrara órgãos para a nova vida.... Não desenvolvera os germes divinos que o Senhor da Vida colocara em minh'alma". (André Luiz)
  • 42.
  • 44. 44 Questões para debate Como André conceitua a vida e a morte? Que é o Umbral?
  • 45. 45 Questões para debate Que razões levaram André a fracassar na existência terrena? ...não adestrara órgãos para a nova vida.... Não desenvolvera os germes divinos que o Senhor da Vida colocara em minh'alma;
  • 46. 46 — O que significa, esse não adestramento de órgãos? André Luiz vai mais fundo na questão: ele está se referindo à nossa falta de preparo interior - em outras palavras, à nossa vida mental. Ele nos fala da fisiologia do corpo espiritual, ou seja do perispírito, ou corpo espiritual, que é dotado de órgãos! A gente vive repetindo que o corpo de carne é cópia do corpo espiritual, mas, temos dificuldade para concebê-lo. Ora, se o corpo físico se forma a partir do perispírito "modelo organizador biológico"... então... ele é formado por órgãos. — A rigor, o órgão de natureza física não pode existir sem a sua contraparte espiritual! As pessoas evitam pensar mais objetivamente na consistência, ou, em outras palavras, na humanidade do corpo espiritual – "Não adestrara órgãos para a vida nova?" — E não adestramos mesmo... ainda sentia fome, sede, necessidades materiais. Sem um relativo esclarecimento, estaria talvez vampirizando encarnados
  • 47. 47 "Enfim, como a flor de estufa, não suportava agora o clima das realidades eternas": — Muitos espíritos reencarnam por sua absoluta incapacidade de adaptação às Regiões Espirituais superiores à Crosta. Atentemos para o depoimento do autor espiritual, destacando as palavras suportar e clima: "... não suportava agora o clima das realidades eternas". Não suportamos estar acima – porque não temos perispírito para tanto! Em outras palavras, não somos dotados de pulmões para respirar em dimensões tão rarefeitas. A nossa túnica nupcial, por enquanto, é de baixa qualidade, entretecida da matéria mais grosseira... Toda a nossa luta evolutiva é pela tessitura de um corpo espiritual compatível com a natureza do próprio espírito. Há um trecho de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" que chama atenção. No Capítulo VI, "O Cristo Consolador", numa mensagem de O Espírito de Verdade: "Bebei na fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, a lançar-vos um dia, livres e alegres, no seio d'Aquele que vos criou fracos para vos tornar perfectíveis e que quer modeleis vós mesmos a vossa maleável argila, afim de serdes os artífices da vossa imortalidade".
  • 48. CAPÍTULO 2 - Clarêncio
  • 49. CAPÍTULO 2 - Clarêncio
  • 50. 50 CAPÍTULO 2 - Clarêncio – Seres maldosos e sarcásticos gritavam: “suicida, criminoso, infame”. Não se conformava em ser acusado de suicida, pois sabia que não o fora, lembrando-se de haver morrido no hospital, após cirurgia intestinal. Sentia ainda a dor dos ferimentos, fome, sede... Persistiam as necessidades fisiológicas sem modificação. Médico, sempre detestara as religiões, mas agora experimentava necessidade de socorrer-se de alguma delas. Perguntava-se se não enlouquecera. Para quem apelar? A quem socorrer? “Firme e resoluto a princípio, comecei por entregar-me a longos períodos de desânimo e, longe de prosseguir na fortaleza moral, por ignorar o próprio fim, senti que as lágrimas longamente represadas visitavam-me com mais freqüência, extravasando do coração”.
  • 51. 51 E quando as energias faltaram de todo, sentindo-se absolutamente colado ao lodo da Terra, sem forças para reerguer-se, vertendo copioso pranto, recordou-se que deveria existir um Autor da Vida. Concentrou-se numa prece dolorosa. Tornava-se imprescindível confessar a falência do amor- próprio. Pediu ao Supremo que lhe estendesse mãos paternais. Quanto tempo durou a súplica, de mãos postas, imitando a criança aflita? Estaria completamente esquecido? Não era, igualmente, filho de Deus?
  • 52. 52 Ah, é preciso haver sofrido muito, para entender todas as misteriosas belezas da oração; é necessário haver conhecido o remorso, a humilhação, a extrema desventura, para tomar com eficácia o sublime elixir de esperança. Foi nesse instante que as neblinas espessas se dissiparam e alguém surgiu, emissário dos Céus. Um velhinho simpático sorriu-lhe paternalmente. Com os grandes olhos lúcidos, falou:- "Coragem, meu filho! O Senhor não desampara." Após ver André devidamente socorrido por seus dois ajudantes, esclareceu: "Vamos sem demora. Precisamos atingir "Nosso Lar" com a presteza possível."
  • 53. CHEGANDO A NOSSO LAR Clarêncio, que se apoiava num cajado de substância luminosa, deteve-se à frente de grande porta encravada em altos muros. Tateou um ponto da muralha e a porta se abriu.
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  • 55.
  • 56. Deus não espera as nossas rogativas para nos amar; entretanto, é indispensável nos colocarmos em posição receptiva. Quando André mentalizou firmemente a necessidade de auxilio, dilatou o padrão vibratório e alcançou visão e socorro.
  • 57. 57 GUARDE A MENSAGEM: “Por desejares o melhor, não negues socorro ao companheiro que ainda se encontra em pior posição.” (André Luiz)
  • 58. 58 CAPÍTULO 3 - A oração coletiva
  • 59.
  • 60. CHEGANDO A NOSSO LAR Clarêncio, que se apoiava num cajado de substância luminosa, deteve-se à frente de grande porta encravada em altos muros. Tateou um ponto da muralha e a porta se abriu.
  • 61. 62 Conta André Luiz: "Branda claridade inundava ali todas as coisas. Ao longe, gracioso foco de luz dava a idéia de um pôr do sol em tardes primaveris. À medida que avançávamos, conseguia identificar preciosas construções, situadas em extensos jardins."
  • 62. Conduzido a aposento de amplas proporções, ricamente mobiliado, serviram-lhe caldo reconfortante, seguido de água ..que lhe pareceu portadora de fluidos divinos... Reanimando-o inesperadamente. Semelhava- me a um cego venturoso...que abriu os olhos depois de longos séculos de escuridão...
  • 63. "Amigos, por quem sois, explicai-me em que novo mundo me encontro... De que estrela me vem, agora, esta luz confortadora e brilhante?" Um deles afagou a fronte de André, como se fora conhecido pessoal de longo tempo e acentuou:
  • 64. 65 - "Estamos nas esfera espirituais vizinhas da Terra, e o Sol que nos ilumina, neste momento, é o mesmo que nos vivifica o corpo físico. Aqui, entretanto, nossa percepção visual é muito mais rica. A estrela que o Senhor acendeu para os nossos trabalhos terrestres é mais preciosa é bela que a supomos quando no círculo carnal. Nosso Sol é a divina matriz da vida, e a claridade que irradia provém do Autor da Criação."
  • 65.
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  • 67. 68
  • 68. 69 Da abóbada cheia de claridade brilhante, pendiam delicadas e flóreas guirlandas, que vinham do teto à base, formando radiosos símbolos de Espiritualidade Superior. Ao fundo, em tela gigantesca, desenhava-se prodigioso quadro de luz quase feérica. Todas as residências e instituições de "Nosso Lar" estavam orando com o Governador, através da audição e visão a distância. Pairavam no recinto misteriosas vibrações de paz e de alegria e, quando as notas argentinas fizeram delicioso staccato, desenhou-se ao longe, em plano elevado, um coração maravilhosamente azul, com estrias douradas; abundante chuva de flores azuis se derramou; desfaziam-se de leve, ao tocar-nos a fronte experimentando eu, por minha vez, singular renovação de energias ao contacto das pétalas fluídicas que me balsamizavam o coração.
  • 69.
  • 70. 71 Reflexão: "Amigos, por quem sois, explicai-me em que novo mundo me encontro...?" Quantas vezes, certamente, André Luiz já houvera desencarnado? Qual a razão de sua surpresa? Como desencarnara ele das vezes anteriores? Aquela sua visão de Mundo Espiritual era absolutamente nova? •Tudo era novidade para André Luiz na desencarnação, apesar dele ter vivido no Rio de Janeiro. •O problema é que o próprio André, em várias de suas experiências no corpo, não guardou consciência do fenômeno reencarnação/desencarnação! Pode-se dizer, então, que somente quando desencarnou da última vez ele o fez de maneira mais consciente?
  • 71. 72 Reflexão: Quais foram os primeiros socorros recebidos por André Luiz? Conduzido a confortável aposento de amplas proporções, ricamente mobiliado, ofereceram-lhe um leito acolhedor. Em seguida serviram-lhe caldo reconfortante, acompanhado de água muito fresca, que lhe pareceu portadora de fluidos divinos O que acontece em “Nosso Lar” à hora do crepúsculo? Quando chega o crepúsculo em "Nosso Lar", em todos os núcleos da colônia de trabalho estabelece-se uma ligação direta com as preces da Governadoria. De onde estava, André pôde contemplar ao fundo, em tela gigantesca, um prodigioso quadro de luz quase feérica. Obedecendo a processos adiantados de televisão, surgiu o cenário de um templo maravilhoso. Sentado em lugar de destaque, um ancião coroado de luz fixava o Alto, em atitude de prece. Era o Governador da colônia
  • 72. 73 Qual a finalidade da oração coletiva? Manter o equilíbrio espiritual da colônia. "Para tanto, todas as residências e instituições do "Nosso Lar" estão orando com o Governador, através da audição e visão à distância" Qual foi o resultado da oração para André Luiz? R. Experimentou singular renovação de energias. Operara-se nele uma completa transformação... já não era mais o doente grave de horas antes.
  • 73. CAUSA MORTIS: SUICÍDIO CAPÍTULO 4 - O médico espiritual
  • 74. 75 CAPÍTULO 4 - O médico espiritual – Hospitalizado, reconfortado pelas energias novas, A. Luiz sentia-se outro, mas, com numerosas interrogações na mente, apesar da sensação de alívio que experimentava. É atendido por um médico espiritual que comprova o “suicídio inconsciente” que praticou. Singular assomo de revolta borbulhou no íntimo de André Luiz: "Creio haja engano - asseverou melindrado -, meu regresso do mundo não teve esta causa. Lutei mais de quarenta dias, na Casa de Saúde, tentando vencer a morte. Sofri duas operações graves, devido a oclusão intestinal..."
  • 75. 76 -"Sim, esclareceu o médico, demonstrando a mesma serenidade superior -, mas a oclusão radicava-se em causas profundas. Talvez o amigo não tenha ponderado bastante. O organismo espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo.“ Inclinando-se, indicava determinados pontos do corpo. ....Os órgãos do corpo somático possuem incalculáveis reservas, o meu amigo, no entanto, desperdiçou patrimônios físicos preciosos. Todo o aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas, aparentemente sem importância. Devorou-lhe a sífilis energias essenciais. Como vê, o suicídio é incontestável.
  • 76.
  • 77. 78 (médico)...Na verdade a tua posição é a do suicida inconsciente... Centenas de criaturas saem da Terra nas mesmas condições... A tarefa que lhe foi confiada foi reduzida a meras tentativas de melhoras que não se consumou... André: Não me defrontavam tribunais... doia- me a vergonha.. Não havia como discordar...reconheci a extensão de minhas leviandades... Era um verdadeiro suicida. AL estava à frente de outro sistema de verificação de faltas cometidas. Não imaginava que episódios simples repercutiriam, mas sem tribunais de tortura, nem abismos infernais, apenas benfeitores sorridentes comentavam suas fraquezas como quem cuida de uma criança. Para animá-lo Clarêncio lhe disse para aproveitar a bênção do remorso, pois a grande maioria dos espíritos perambulou pelos mesmos caminhos
  • 78. 79 REFLEXÃO: Onde ficam impressas os atos da vontade do espírito? André Luiz, após permanência de 9 anos no Umbral, de imediato, como qualquer mortal, foi conduzido para um hospital, onde permaneceu sob os cuidados do Dr. Henrique de Luna durante quase um ano, efetuando curativos no abdome aberto e lhe diz o seguinte: “Talvez o amigo não tenha ponderado bastante. O organismo espiritual apresenta em si mesmo a história completa das ações praticadas no mundo.“ O corpo espiritual é suscetível de levar sequelas ao outro Lado da Vida! Não somente as leva do mundo espiritual para físico! É comum o espírito ressurja no berço como estava antes de reencarnar. O desconhecimento da natureza do corpo espiritual nos induz a equivocadas deduções sobre o Mundo Espiritual. Todas essas palavras estão de acordo com as citações de André Luiz sobre o assunto, deixando claro que o perispírito é constituído, essencialmente, de matéria, uma vez que sofre o efeito da gravidade do plano que lhe é próprio, além de ser mais ou menos denso ou sublime em função da elevação espiritual de cada um.
  • 79. 80 É no PERISPIRITO que ficam impressas os atos da vontade do espírito. - Não se trata de uma figura literária. O espírito experimenta sensações físicas idênticas às que experimentava no corpo que deixou. Por mais que os pensamentos comandem a fisiologia do corpo perispiritual, não podemos esquecer que os órgãos perispirituais possuem metabolismo que se manifesta em todos os lugares, fazendo com que o irmão desencarnado sinta frio, calor, fome e sede, ou verifique o crescimento dos pelos e cabelos, além das necessidades “fisiológicas” básicas, como podemos nos deparar nas citações de “Nosso Lar” (página 21): Em o L E, no "Ensaio Teórico sobre a Sensação nos Espíritos", Kardec considerou: "Liberto do corpo, o espírito pode sofrer, mas esse sofrimento não é o mesmo do corpo; não obstante, não é também um sofrimento exclusivamente moral, como o remorso, pois ele se queixa de frio e de calor." Embora sejam criações mentais, para o espírito, elas são necessidades reais, são as nossas próprias necessidades, quando no corpo carnal!
  • 80. 81 REFLEXÃO: Por que a pecha de suicida? R. – André Luiz não conseguia compreender porque o chamavam de suicida. Em sua concepção, tinha cumprido condignamente os deveres de médico, marido e pai. Contudo, ficou sabendo depois, que perdera muita vitalidade com bebidas e alimentação inadequada (excessos). Quem pode ser considerado mais culpado: o que se mata de repente ou o que se mata devagar pelos vícios? R. Questão 952ª. L. E.: “É mais culpado, (o que morre pelos vícios), porque tem tempo de refletir sobre o seu suicídio. Naquele que o faz instantaneamente, há, muitas vezes, uma espécie de desvairamento, que alguma coisa tem da loucura. O outro será muito mais punido, por isso que as penas são proporcionadas sempre à consciência que o culpado tem das faltas que comete.”
  • 81. 82 REFLEXÃO: Pode ser considerado suicida aquele que, a braços com a maior penúria, se deixa morrer de fome? R. questão 947 do L.E.. “É um suicídio, mas os que lhe foram causa, ou que teriam podido impedi-lo, são mais culpados do que ele, a quem a indulgência espera. Todavia, não penseis que seja totalmente absolvido, se lhe faltaram firmeza e perseverança e se não usou de toda a sua inteligência para sair do atoleiro. Ai dele, sobretudo, se o seu desespero nasce do orgulho. Quero dizer: se for quais homens em quem o orgulho anula os recursos da inteligência, que corariam de dever a existência ao trabalho de suas mãos e que preferem morrer de fome a renunciar ao que chamam sua posição social! ?Não haverá mil vezes mais grandeza e dignidade em lutar contra a adversidade, em afrontar a crítica de um mundo fútil e egoísta, que só tem boa-vontade para com aqueles a quem nada falta e que vos volta as costas assim precisais dele? Sacrificar a vida à consideração desse mundo é estultícia, porquanto ele a isso nenhum apreço dá.”
  • 82. 83 E o homem que para salvar seu próximo das enfermidades, trabalha além das forças, sacrifica a vida, e com isso desgasta-se e morre, é suicida? R. questão 951 do L.E. “Isso é sublime, conforme a intenção, e, em tal caso, o sacrifício da vida não constitui suicídio. Mas, Deus se opõe a todo sacrifício inútil e não o pode ver de bom grado, se tem o orgulho a manchá-lo. Só o desinteresse torna meritório o sacrifício e, não raro, quem o faz guarda oculto um pensamento, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus.” Todo sacrifício que o homem faça à custa da sua própria felicidade é um ato soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque resulta da prática da lei de caridade. Ora, sendo a vida o bem terreno a que maior apreço dá o homem, não comete atentado o que a ela renuncia pelo bem de seus semelhantes: cumpre um sacrifício. Mas, antes de o cumprir, deve refletir sobre se sua vida não será mais útil do que sua morte.
  • 83. 84 • O homem é formado por corpo físico(1), perispírito(2) e espírito(3). • O desencarnado é formado por perispírito e espírito. • O nome perispírito foi proposto pela primeira vez por Kardec. PERISPÍRITO • Perispírito é o envoltório semimaterial do espírito. Também o denominam de corpo fluídico ou corpo espiritual. • O perispírito tem sua origem no fluido cósmico universal, retirado do mundo ou plano ao qual o espírito está relacionado. • Como o corpo de carne, é matéria, mas em estado diferente, mais sutil, quintessenciada; não é, pois, ‘‘um outro ser’’ mas apenas um instrumento do espírito, tal como o corpo físico.
  • 84. 85 P E R I S P Í R I T O Corpo Espiritual (Nome dado por Paulo) A GÊNESE- Cap- I item 39 É laço de união entre o espírito e a Matéria. (Corpo físico.) É um envoltório do Espírito, constituído de matéria rarefeita e sutil, em processo de purificação. (Corpo Fluídico dos Espíritos- Kardec)
  • 85. 86 Sobrevive a morte do Corpo físico, é um corpo que acompanha o espírito. Mantém os registros de nossas ações boas ou más, nossas obras ficam conosco, somos herdeiros de nós mesmos. Exemplificando……por ocasião do desencarne, o Espírito muitas vezes não encontra explicação para a situação em que se encontra, crê não estar Morto, pois se sente Vivo, vê o seu corpo físico, e também o seu corpo espiritual (Perispírito)……….
  • 86. 87 Nos desdobramentos, seja no estado de vigília ou no sono do Corpo físico, o Complexo se afastam do corpo, ficando a ele ligado por um laço fluídico. O mesmo ocorre no coma, onde às vezes, por muitos dias, Espírito e Perispírito podem estar distantes, mas não desligados completamente do Corpo físico que espera a volta de ambos.
  • 87. 88 Outra função de extrema importância do perispírito nos é ensinada por Joanna de Ângelis em "O Homem Integral", psicografia de Divaldo P. Franco: "De importância máxima no complexo humano, é o moderno Modelo Organizador Biológico, que se encarrega de plasmar no corpo físico as necessidades morais evolutivas, através dos genes e cromossomos, pois que, indestrutível, eteriza-se e se purifica durante os processos reencarnatórios elevados”
  • 88. 89 Na reencarnação o Perispírito é reduzido, para ser acoplado ao óvulo, mas permanecendo com todos os registros das vidas passadas. O embrião quando vai se desenvolvendo multiplica o número de células e aumenta a área de fixação do corpo espiritual; o qual se prende às moléculas do corpo físico em formação. (Gestação-Sublime intercâmbio Ricardo Di Bernardi)
  • 89. 90 Esta materialização no corpo físico, vem em forma de DOENÇAS, em que as energias densas, toxinas acumuladas nas encarnações passadas, são drenadas para a matéria, ou seja para o Corpo físico. Os desequilíbrios consumados ficam gravados no PERISPÍRITO e são materializados no corpo físico, por leis naturais que representam a justiça divina, são as nossas matrizes espirituais.
  • 90. 91 A ENERGIA, transmitida pelo passe atua no Perispírito do paciente e deste sobre o CORPO FÍSICO. O Perispírito recebe a energia através de pontos determinados, que André Luiz chama de centro de forças e, certas escolas espiritualistas chamam de chacras.
  • 91. 92 • É o intermediário entre o corpo físico e o Espírito. •É preexistente e sobrevivente à morte do corpo material, transmitindo suas vontades ao corpo físico e as impressões do corpo físico ao Espírito. • Quando desencarnamos, carregamos em nosso perispírito, todas as informações a respeito do equilíbrio ou desequilíbrio que estamos vivenciando e todas as impressões, positivas ou negativas, que tivemos ao longo da existência. • O envoltório carnal se modela e as células se agrupam de acordo com a forma perispiritual Modelo Organizador Biológico. • As qualidades ou defeitos, faltas, abusos e vícios de existências passadas registrados no perispírito reaparecem no corpo físico como enfermidades.
  • 92. 93 • Os centros vitais captam as energias do universo e as transmitem para todo o corpo e o tipo de vibração mental que emitimos pode perturbar a recepção destas energias. • Os conflitos emocionais podem resultar num fluxo energético anormal para diversos sistemas fisiológicos. • Com o tempo, esses fluxos anormais de energia podem produzir doenças de maior ou menor gravidade em qualquer órgão do corpo.
  • 93. 94 • Cada Centro Vital está ligado a um conjunto de órgãos, refletindo nestes órgãos a falta ou excesso de energia. • Assim, conforme o tipo de sentimento ou atitude que assumimos, interferimos mais diretamente num determinado Centro Vital e, por conseqüência, num conjunto de órgãos. • Baixa auto-estima pode causar bloqueio no Centro Cardíaco, o qual afeta o funcionamento do timo, debilitando o sistema imunológico. • A forma inadequada de expressar o que sente ou a não expressão verbal dos sentimentos pode interferir na função do Centro Laríngeo. Esta pode ser a causa de muitos casos de amidalites de repetição ou transtornos da tireóide.
  • 94. 95 • O contato com a realidade e idealizações estão ligados ao Centro Coronário; Perspectivas, direcionamento, objetivos de vida, ligam-se ao Centro Frontal; A verbalização, criatividade, introversão, estão ligados ao Centro Laríngeo; Auto-estima, aceitação, compaixão, angústia, controle emocional, estão vinculados ao Centro Cardíaco; Ansiedade, orgulho, alegria, satisfação, são sentimentos vinculados ao Centro Gástrico. • Perda de apetite, rancor, ódio, raiva e medo, estão relacionados ao Centro Esplênico; • Depressão, fadiga constante, baixa energia vital, estão relacionados com o Centro Genésico;
  • 95. 96 A condição vibratória do corpo perispiritual depende da condição moral do espírito, mas podemos verificar que, após a conscientização da condição de “desencarnado”, as percepções se dilatam substancialmente. Esse fenômeno é natural, como relatado em “Nosso Lar”, mas pode ser induzido por intervenções no corpo espiritual, como descrito em belos detalhes em “Os Mensageiros”, junto ao Gabinete de Auxílio Magnético às Percepções. André Luiz foi submetido a esse procedimento antes de participar das atividades de auxílio na crosta. •Esses sentidos profundamente dilatados após a morte física permitem, dentre outras coisas, a transmissão rudimentar do pensamento entre pessoas afins, como explicado por Aniceto, em “Os Mensageiros” (página 219)
  • 96. 97 CAPÍTULO 5 - Recebendo assistência – Neste capítulo, A.Luiz conhece LÍSIAS - assistente de Henrique, designado para servi- lo, enquanto precisar tratamento. Lisias foi o prestimoso enfermeiro e amigo de André em seus primeiros tempos de Nosso Lar. André recebe informações de Espíritos internados no “Nosso Lar”. Lísias levantou-se da poltrona e começou a auscultar-me, dizendo: apenas aqui, na seção em que se encontra, existem mais de mil doentes espirituais, e note que este é um dos menores edifícios do nosso parque hospitalar. Vejamos o seu caso: os seus intestinos apresenta lesões sérias com vestígios muito exatos do câncer; a região do fígado revela dilacerações; a dos rins demonstra característicos de esgotamento prematuro. – Na turma de 80 enfermos a que devo assistência, 57 se encontram nas suas condições. E talvez ignore que existem, por aqui, os mutilados. Já pensou nisso?
  • 97. 98 Lísias cita os “germes de perversão da saúde divina”, agregados ao perispírito. Apesar do tratamento, a causa dos males persistiriam até que se desfizessem os germes da perversão da saúde, agregados no corpo sutil pelo descuido moral, pelo desejo de gozar mais que os outros. Sabe que o homem imprevidente, que gastou os olhos no mal, aqui comparece de órbitas vazias? Que o malfeitor, interessado em utilizar o dom da locomoção fácil nos atos criminosos, experimenta a desolação da paralisia, quando não é recolhido absolutamente sem pernas? Que os pobres obsidiados nas aberrações sexuais costumam chegar em extrema loucura?
  • 98. 99 Resultado: milhares de criaturas retiram-se diariamente da esfera da carne em doloroso estado de incompreensão. Multidões sem conta erram em todas as direções nos círculos imediatos à crosta planetária, constituídas de loucos, doentes e ignorantes. – Acreditaria, porventura, que a morte do corpo nos conduziria a planos de milagres? Em seguida, aplicou-me passes magnéticos, fazendo os curativos na zona intestinal. As religiões, no planeta, convocam as criaturas à espiritualidade... ninguém que se tenha aproximado, um dia, da noção de Deus, pode alegar ignorância nesse particular. Incontável é o número dos chamados; mas, onde os que atendem ao chamado? Com raras exceções, a massa humana prefere aceder a outro gênero de convites.
  • 99. 100 Indagado se a região seria um departamento celestial dos eleitos, Lísias informa que Nosso Lar, não é uma estância de espíritos vitoriosos, mas são felizes porque têm trabalho e trabalho duro. Antes de se retirar, Lísias diz que AL será tratado carinhosamente, vai recuperar-se e sentir-se forte como nos tempos da juventude e com certeza será em breve um dos melhores colaboradores de Nosso Lar.
  • 100. 101 Reflexões: "Não me defrontavam tribunais de tortura, nem me surpreendiam abismos infernais...“ "... não poderia supor, noutro tempo, que me seriam pedidas contas de episódios simples, que costumava considerar como fatos sem maior significação. Conceituara, até ali, os erros humanos, segundo os preceitos da Criminologia. Todo acontecimento insignificante, estranho aos códigos, entraria na relação de fenômenos naturais". A dor é um processo de expiação, de resgate, ou processo educativo? R. Necessidade de ordem geral; agente do desenvolvimento, condição de progresso. Também expiação pelos abusos. A dor física é um aviso da natureza. O sofrimento tem ação química que provoca e desenvolve a sensibilidade, a bondade, a ternura... Quais as causas do suicídio, segundo o médico, do Serviço de Assistência da colônia espiritual? R. – Modo exasperado e sombrio, cólera, ausência de autodomínio, inadvertência no trato com os semelhantes...
  • 101. 102 Reflexões: Que conseqüências acarretam, no mundo espiritual, o excessivo apego ao corpo físico? R. – O apego excessivo ao corpo físico faz-nos conviver com ele, mesmo depois de enterrado. Enquanto está inteiro, há uma certa aquiescência. Mas, quando os vermes começam a comê-lo e nota-se o seu definhamento, vem a angústia e o desespero. Como se processa a assistência aos desencarnados, no mundo espiritual? •É como se estivesse na Terra. Sendo Espíritos recém-chegados precisam de toda a estrutura em que viviam no Planeta Terra. Há um visitador de serviços que anota e assinala as necessidades de socorro, ou providências que se refiram a enfermos recém-chegados. •Os médicos espirituais são detentores de técnicas diferentes da medicina terrena, levam mais em conta os sentimentos, os desejos, a postura mental do paciente. •Aplica-se passes magnéticos, água fluidificada, caldos e fazem curativos nas feridas Chico certa vez disse: "Quando chegamos a desencarnar, os Benfeitores e amigos que nos recebem em seu meio não nos constrangem com os nossos erros... Eles nos tratam bem e nada comentam de nossas falhas. Nós é que, com o passar do tempo, sentimos não merecer estar entre eles. É aí, então, que pedimos para reencarnar, afim de merecer a sua convivência do Outro Lado..."
  • 102. 103 – A. Luiz estando hospitalizado, repetiam-se as visitas de Clarêncio e Lísias. Quando recordava o passado difícil, sentia angústia e mágoa. ... CAPÍTULO 6 Precioso aviso AL foi orientado a não pensar nas dificuldades, mas na melhoria.. Ele se queixa e, mesmo sendo médico, como todo paciente, faz uma chantagenzinha emocional. Recorda da esposa e dos filhos e “desabafa”... “...sofro intensamente, com dores na zona intestinal, estranhas sensações de angústia no coração, enormes e inexprimíveis! Ah! como tem sido pesada a minha cruz!...”
  • 103. 104 CAPÍTULO 6: Lamentações descabidas. - Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a própria dor. Lamentação denota enfermidade mental de curso laborioso e tratamento difícil. É indispensável criar pensamentos novos e disciplinar os lábios. Somente conseguiremos equilíbrio, abrindo o coração ao Sol da Divindade. Classificar o esforço necessário de imposição esmagadora, enxergar padecimentos onde há luta edificante, sói identificar indesejável cegueira dalma. Quanto mais utilize o verbo por dilatar considerações dolorosas, no círculo da personalidade, mais duros se tornarão os laços que o prendem a lembranças mesquinhas. Após ouvi-lo, Clarêncio, pacientemente, sugere-lhe a auto- reforma de pensamentos e o silêncio das lamentações próprias. Diz-lhe: “- Meu amigo, deseja você, de fato, a cura espiritual?
  • 104. 105 Nesse ínterim, secara o pranto e, chamado a brios, assumi diversa atitude, envergonhado da minha fraqueza. - Não disputava você, na carne - prosseguiu Clarêncio, bondoso -, as vantagens naturais, decorrentes das boas situações? Não estimava a obtenção de recursos lícitos, ansioso de estender benefícios aos entes amados? Não se interessava pela remuneração, pelo conforto, para atender à família? Aqui, não é diferente. Apenas divergem os detalhes. Nos círculos carnais, a convenção e a garantia monetária; aqui, o trabalho e as aquisições definitivas do espírito imortal. Dor, para nós, significa possibilidade de enriquecer a alma; a luta constitui caminho para a divina realização. Compreendeu a diferença? As almas débeis, ante o serviço, deitam-se para se queixarem aos que passam; as fortes, porém, recebem o serviço como patrimônio sagrado, na movimentação do qual se preparam, a caminho da perfeição.
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  • 106. EXPLICAÇÕES Certa feita reclamou a Lísias da falta de visitas, dos parentes e amigos que partiram antes dele. Lísias esclareceu que sua mãe intercedeu sempre. Foi ela quem solicitou os auspícios de Clarêncio. Mas ele só percebeu a presença de Clarêncio quando desejou ardentemente e explicou que Deus nos ama sem esperar por rogativas, mas aguarda determinada posição receptiva para encaminhar a ajuda. Lembrou ainda que quando alguém deseja algo ardentemente, já se encontra a caminho da realização. Mas existem 3 requisitos: 1O desejar, 2O saber desejar e 3O merecer ou trabalhar persistentemente para ter merecimento
  • 107. 108 Reflexões: "Terminando de ouvir as suas lamúrias “Clarêncio, contudo, levantou-se sereno e falou sem afetação"......“ •Clarencio não ostentava a sua posição elevada, identificava em André as suas intenções mais íntimas, preservando sempre o livre arbítrio do seu pupilo. Apesar das freqüentes ocupações visitava André regularmente; e André ao enveredar para a lamentação, o mentor, usando de palavras suaves, repletas de firmeza e energia, reerguia-o, restabelecendo em André o equilíbrio para o encontro consigo mesmo, oferecendo-lhe sempre a palavra amiga e reta. •Resgatou-o, deu-lhe condições de estudo e trabalho, aconselhou-o, acompanhou-o e o promoveu. No final, André reconhece-o como seu grande benfeitor espiritual, e após seu restabelecimento total, não conseguindo conter as lágrimas de reconhecimento, atirou-se nos seus braços a chorar de gratidão e alegria.
  • 108. 109 Reflexões: Qual o significado da dor, em nosso lar? R.: - Clarencio afirma que a Dor, para os espíritos que estão em NOSSO LAR, significa possibilidade de enriquecer a alma; a luta constitui caminho para a divina realização.  Transformação intima (ATÉ O FIM DOS TEMPOS – AMÉLIA RODRIGUES) •Sempre haverá dores e mazelas nas multidões, enquanto perdurarem as paixões desencadeadoras. Somente a transformação íntima do ser constituir-lhe-á recursos de impeditivo para a instalação das matrizes do sofrimento no corpo sutil do Espírito. •Esse esforço desafiador lentamente nasce e se desenvolve à medida que a própria dor lapida o egoísmo e dilacera as paixões dissolventes em dominação arbitrária. •Enquanto luz a esperança e a multidão estruge qual mar violento nas praias, é necessário recorrer a lugares solitários para falar a Deus, ouvi-lo e adquirir forças para falar e escutá-las às criaturas humanas.
  • 109. 110 Reflexões: •NECESSIDADE DE INSTRUIR-SE – (DEPOIS DA MORTE – LEON DENIS) •Se, por verem o infinito, as almas débeis ficam perturbadas e desvairadas, as valentes fortificam-se e medram. É no conhecimento das leis superiores que estas vão beber a fé esclarecida, a confiança no futuro, a consolação na desgraça. •Tal conhecimento produz benevolência para com os fracos, para com todos esses que se agitam ainda nos círculos Inferiores da existência, vítimas das paixões e da Ignorância; Inspira tolerância para com todas as crenças. • •PREOCUPAÇÃO COM A HUMANIDADE – (Dalai Lama) •Precisamos ter um senso de responsabilidade global, universal. Se pensamos mais nos outros, desenvolvemos uma preocupação pela humanidade. Essa maneira de pensar nos dá mais força interior. Cuidar dos outros nos dá a sensação de que eles estão bem.
  • 110. 111 CAPÍTULO 7 Explicações de Lísias André Luiz descreve sua dificuldade de adaptação à “nova vida”. Repetiram-se as visitas periódicas de Clarêncio e a atenção diária de Lísias. Sensações novas: À medida que procurava habituar-se, sensações de desafogo aliviavam o coração; diminuíram as dores e os impedimentos de locomoção fácil. .
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  • 112. 113 Deleitava-se, contemplando os horizontes, debruçado às janelas espaçosas. Impressionavam-se, sobretudo, os aspectos da Natureza; apresentava-lhe aspectos melhorados, em relação à Terra: grandes árvores, pomares fartos, jardins deliciosos, cores mais harmônicas. Todos os edifícios com flores à entrada. Lindas aves cruzavam os ares. Entre árvores frondosas, animais domésticos. Lísias explica que há regiões múltiplas, segundo a hierarquia moral. A. Luiz pergunta pelos pais, que o antecederam e até agora não o procuraram... Lísias então lhe informa que sua mãe, habitando esferas mais altas, o tem ajudado noite e dia...
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  • 120. 121 Reflexões: “Extremamente surpreendido, identificava animais domésticos, entre as árvores frondosas, enfileiradas ao fundo e perdia-me em indagações. Não conseguia atinar com a multiplicidade de formas análogas às do planeta, considerando a circunstância de me encontrar numa esfera propriamente espiritual.” André. É clara na lição a existência de diversos planos espirituais para os desencarnados. •A morte do corpo não conduz o homem a situações miraculosas, dizia Lisias. Todo processo evolutivo implica gradação. Há regiões múltiplas para os desencarnados, como existem planos inúmeros e surpreendentes para as criaturas envolvidas de carne terrestre. Almas e sentimentos, formas e coisas, obedecem a princípios de desenvolvimento natural e hierarquia justa. •Ou seja: A Terra é uma organização viva, possuidora de certas leis que nos escravizam ou libertam, segundo as nossas obras. •Corpos espirituais mais leves ascendem às zonas mais elevadas, enquanto os mais pesados são atraídos ao interior do planeta. Uma alma esmagada pela culpa não emerge no lago da vida.
  • 121. 122 Reflexões: Preocupava-me, todavia, permanecer ali, num parque de saúde, havia muitas semanas, sem a visita sequer de um conhecido do mundo. Afinal, não fora eu a única pessoa do meu círculo a decifrar o enigma da sepultura. Embora André não a tivesse visto em momento algum desde que desencarnara, sua mãe o havia ajudado dia e noite. O ministro Clarêncio o localizara no Umbral atendendo aos apelos dela. André foi informado, então, de que sua mãe não vivia em "Nosso Lar", mas em esferas mais altas, onde trabalhava não somente por ele.
  • 122. 123 Reflexões: Qual a explicação de Lísias a respeito de entrar em contato com entes queridos? •Ele dá recomendações para emitir pensamentos corretos a respeito disso. •Um espelho enfuscado não reflete a luz. O Pai não precisa de nossas penitências, mas convenhamos que as penitências prestam ótimos serviços a nós mesmos. (Lísias, cap. 7) •A realização nobre exige três requisitos fundamentais: primeiro, desejar; segundo, saber desejar; terceiro, merecer, ou, por outros termos, vontade ativa, trabalho persistente e merecimento justo.
  • 123. CONHECENDO NOSSO LAR Depois de algumas semanas de tratamento, AL saiu pela primeira vez acompanhado de Lísias.
  • 124. 125 CAPÍTULO 8 Organização de serviços – A. Luiz em 1ª visita a cidade, no Ministério do Auxílio depara-se com largas avenidas, ar puro, muitas pessoas indo e vindo. Os edifícios eram destinados a instituições e abrigos; residências reservadas aos servidores; nenhuma ocisiodade. Ali eram atendidos os doentes; rogativas e preces eram selecionadas; organizava-se turmas de socorro às zonas inferiores; estudava-se processos e programava-se reencarnações. Os serviços de alimentação, distribuição de energia elétrica, trânsito, transporte, eram tratados sob supervisão da governadoria, que contava com mais 3.000 servidores administrativos.
  • 125. 126 A colônia divide-se em seis Ministérios, orientados, cada qual, por doze Ministros. Ministérios: REGENERAÇÃO, do AUXÍLIO, da COMUNICAÇÃO, do ESCLARECIMENTO, da ELEVAÇÃO e da UNIÃO DIVINA. Os quatro primeiros se aproximam das esferas terrestres, os dois últimos se ligam ao plano superior, visto que a cidade espiritual é zona de transição. Os serviços mais grosseiros localizam-se no ministério da Regeneração, os mais sublime no da União Divina. Clarêncio, é um dos Ministros do Auxílio.
  • 126. 127 Lísias conta a origem e historia de Nosso Lar que foi fundado por “portugueses distintos”, desencarnados no Brasil, no século XVI. A principio enormes e desanimadoras foram as lutas, devido às ásperas condições do ambiente primitivo e hostil, caracterizado pela matéria grosseira; mentes ainda rudimentares. Esclareceu Lísias - o véu da ilusão é denso nos círculos carnais. O homem vulgar ignora que toda manifestação de ordem, no mundo, procede do plano superior. A natureza agreste transforma-se em jardim, quando orientada pela mente do homem, e o pensamento humano, selvagem na criatura primitiva, transforma-se em potencial criador, quando inspirado pelas mentes que funcionam nas esferas mais altas. Nenhuma organização útil se materializa na crosta terrestre, sem que seus raios iniciais partam de cima. Prosseguindo disse ainda: aos poucos o ambiente se transformou, mas nossos orientadores não desanimam e prosseguem no esforço da superação.
  • 127. 128 A descrição de Lísias sobre a história de Nosso Lar, com os primeiros colonizadores portugueses vencendo a natureza rude do plano espiritual, lembra muito a história da própria colonização do Brasil e assim deve ser considerada. Diz Lísias: (desanimadoras foram as lutas, devido às ásperas condições do ambiente primitivo e hostil). Para aqueles que imaginam a vida espiritual como uma projeção dos desejos de diretores de Hollywood, ela é um duro golpe. As palavras de André Luiz, onde as criações mentais fazem parte da vida espiritual, como aquela que hoje ostentamos no corpo denso (somos espíritos também e nossa mente modifica a matéria mental da mesma forma que fazíamos na erraticidade), mas, no geral, quem executa as diretrizes mentais são braços fortes que se lançam ao trabalho. As criações puramente mentais existem também e são transitórias, afetando quase exclusivamente a matéria mental, mas se tornam preponderantes nas esferas mais elevadas.
  • 128. 129 O Governador – A colônia possuía, para os trabalhos administrativos, três mil funcionários. O mais infatigável deles era o Governador, que já estava 114 anos no cargo, sem jamais tirar férias e quase nunca repousar, embora concedesse aos habitantes da colônia períodos de descanso e os obrigasse a férias periódicas. Raramente o viam até mesmo em festividades públicas, pois sua glória parecia ser o serviço perene
  • 129. 130 Reflexões: - nunca imaginei a possibilidade de organizações tão completas, depois da morte do corpo físico!... André Luiz DO “MODUS OPERANDI” DOS ESPÍRITOS - Livro Emmanuel – de Emmanuel. •O “modus operandi” das entidades tem a sua base no magnetismo universal, dentro do qual todos os seres e mundos gravitam para a perfeição suprema; e incalculável é a extensão do papel que a sugestão e a telepatia representam nos fenômenos mediúnicos. •O PROCESSO DAS COMUNICAÇÕES O processo de trabalhos que requerem a utilização de inteligências nobilíssimas do Espaço, cujo grau de elevação o meio terrestre não pode comportar, verifica-se, quase que invariavelmente, dentro de um teledinamismo poderoso, que estais longe ainda de apreciar nas vossas condições de espíritos encarnados
  • 130. 131 DO “MODUS OPERANDI” DOS ESPÍRITOS - Livro Emmanuel – de Emmanuel. •Entidades que já se desvencilharam totalmente dos envoltórios terrenos, basta que o desejem, para que distâncias imensas sejam facilmente anuladas, a fim de que os seus elevados ensinamentos sejam ministrados, desde que haja cérebro possuidor de capacidade receptiva e que lhes não ofereça obstáculos insuperáveis. •A IDEOPLASTICIDADE DO PENSAMENTO •Ignorais, na Terra, a maravilhosa ideoplasticidade do pensamento. Conhecendo a plenitude de suas faculdades, após haver triunfado em muitas experiências que lhes asseguraram elevada posição espiritual, senhores de portentosos dons psíquicos, conquistados com a fé e com a virtude incorruptíveis, os Espíritos superiores possuem uma vontade potente e criadora de todas as formas da beleza. •As vezes, apresentam-se ao vidente grandiosas cenas da história do planeta, multidões luminosas, legiões de almas, quadros esses que, na maioria das vezes, constituem os pensamentos materializados das mentes evoluídas que os arquitetam, e que atuam sobre os centros visuais dos sensitivos, objetivando o progresso geral.
  • 131. 132 •É assim que se estabelece a união dos dois mundos, o físico e o espiritual, através de fatores inacessíveis às vossas medidas e instrumentos materiais. (Emmanuel – de Emmanuel) EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS - SEGUNDA PARTE Círculos espirituais existem, em planos de grande sublimação, nos quais os desencarnados, sustentando consigo mais elevados recursos de riqueza interior, pela cultura e pela grandeza moral, conseguem plasmar, com as próprias idéias, quadros vivos que lhes confirmem a mensagem ou o ensinamento, seja em silêncio, seja com a despesa mínima de suprimento verbal, em livres circuitos mentais de arte e beleza, .....tanto quanto muitas Inteligências infelizes, treinadas na ciência da reflexão, conseguem formar telas aflitivas em circuitos mentais fechados e obsessivos, sobre as mentes que magneticamente jugulam.
  • 132. 133 – A que diretrizes obedecem as entidades desencarnadas para se apresentarem morfologicamente? • As linhas morfológicas são comumente aquelas que trouxeram do mundo, a evoluírem, contudo, constantemente, toda vez que esse conjunto social se demore em esfera de sentimentos elevados. A forma obedece ao reflexo mental dominante, notadamente ao sexo, mantendo-se a criatura homem ou de mulher, segundo a vida íntima, através da qual se mostra com qualidades espirituais acentuadamente ativas ou passivas. •... se o progresso mental não é positivamente acentuado, mantém a personalidade desencarnada, nos planos inferiores, por tempo indefinível, a plástica que lhe era própria entre os homens. ... planos relativamente superiores, sofre processos de metamorfose, mais lentos ou mais rápidos, conforme as suas disposições íntimas. •... quanto mais elevado se lhes descortine o degrau de progresso, mais amplo se lhes revela o poder plástico sobre as células que lhes entretecem o instrumento de manifestação. Em alto nível, a Inteligência opera em minutos certas alterações que as entidades de cultura mediana gastam, por vezes, alguns anos a efetuar.
  • 133. 134 – A que diretrizes obedecem as entidades desencarnadas para se apresentarem morfologicamente? •Os Espíritos superiores, pelo domínio natural que exercem sobre as células psicossomáticas, podem adotar a apresentação que mais proveitosa se lhes afigure, com vistas à obra meritória que se propõem realizar. •...não falta indumentária digna às criaturas que se emanciparam do vaso físico, roupagem, toda ela, confeccionada com esmero e carinho por mãos hábeis e nobres da esfera extrafísica. •É importante considerar, todavia, que os Espíritos desencarnados, mesmo os de classe inferior, guardam a faculdade de exteriorizar os fluídos plasticizantes que lhes são peculiares, recursos esses nos quais plasmam, como lhes seja possível, as imagens que desejam expressar Como interpretaremos a existência de roupas, calçados e peças protéticas nas entidades desencarnadas, se tais petrechos são inanimados, não sendo dirigidos de modo direto pela mente? •– A mente não comanda as moléculas de algodão do vestuário de que se serve no corpo físico, mas pode usá-las, segundo as suas necessidades no mundo. Ocorre o mesmo no Plano Espiritual, em que nos utilizamos das possibilidades ao nosso alcance para atender a esse ou àquele imperativo de nossa apresentação.
  • 134. 135 – Como se apresenta a vida social dos Espíritos desencarnados? •– No Plano Espiritual imediato à experiência física, as sociedades humanas desencarnadas, em quase dois terços, permanecem naturalmente jungidas, de alguma sorte, aos interesses terrenos. •Aglutinam-se em verdadeiras cidades e vilarejos, com estilos variados, como acontece aos burgos terrestres, característicos da metrópole ou do campo, edificando largos empreendimentos de educação e progresso, em favor de si mesmas e a benefício dos outros. •...na esfera seguinte à condição humana, temos o espaço das nações, com as suas comunidades, idiomas, experiências e inclinações, inclusive organizações religiosas típicas, junto das quais funcionam missionários de libertação mental, operando com caridade e discrição para que as idéias renovadoras se expandam sem dilaceração e sem choque. •Com esses dois terços de criaturas ainda ligadas, desse ou daquele modo, aos núcleos terrenos, encontramos um terço de Espíritos relativamente enobrecidos que se transformam em condutores da marcha ascensional dos companheiros, pelos méritos com que se fazem segura instrumentação das Esferas Superiores.
  • 135. 136 CAPÍTULO 9 Problema de alimentação Neste capítulo nos são dadas preciosas informações quanto ao abastecimento alimentar em “Nosso Lar”. No passado, houve demandas. Lísias conta que há um século, os recém chegados tinham mesas lautas, bebidas excitantes, mantendo os mesmos vícios terrenos.
  • 136. 137 Alimentação em "Nosso Lar" – Não há em "Nosso Lar" um Ministério da Economia. As atividades de abastecimento ficaram reduzidas a simples serviço de distribuição, sob o controle direto da Governadoria, mas, um século atrás, tudo era diferente. Muitos espíritos recém-chegados a “Nosso Lar” duplicavam exigências. Queriam mesas lautas, bebidas excitantes. Só o Ministério da União Divina ficou imune a tais abusos. A pedido do Governador, 200 instrutores de uma esfera muito elevada vieram a “Nosso Lar” para ensinar novos conhecimentos relativos à ciência da respiração e da absorção de princípios vitais da atmosfera. Houve, porém, grandes lutas para que isso fosse aceito. Após muita discussão e anos de estudos e excursões a planos mais elevados, os adeptos dos métodos de espiritualização foram aumentando e a idéia prevaleceu.
  • 137. 138 O Governador lutou para adaptar os costumes à simplicidade, a alimentação passou a ser por inalação de princípios vitais da atmosfera e água misturada a elementos solares, elétricos e magnéticos. Suprimento de substâncias alimentícias que lembram a Terra só existe em dois ministérios: os da Regeneração e do Auxílio. Só entre os mais necessitados é que há alimentos que lembram os da Terra. Nos outros há somente o indispensável, isto é, o serviço de alimentação obedece a inexcedível sobriedade, em que a utilização da água e a absorção de princípios vitais da atmosfera têm grande importância. Depois de 20 anos os Ministérios passaram a se abastecer apenas do indispensável. Menos o do Esclarecimento que demorou a assumir compromisso, o que permitiu o assalto de multidões obscuras das regiões umbralinas.
  • 138. 139 Protestos e rebeldia – Antes disso, registraram-se protestos públicos e atos de rebeldia, principalmente no Ministério do Esclarecimento e na Regeneração, então departamento. Ocorreram cisões nos órgãos coletivos de “Nosso Lar”, dando ensejo a perigoso assalto das multidões obscuras do Umbral, que tentaram invadir a cidade, aproveitando brechas nos serviços de Regeneração, onde grande número de trabalhadores entretinha certo intercâmbio clandestino, em virtude dos vícios de alimentação. Foi preciso abrir os calabouços da Regeneração para isolamento dos agressivos. Por mais de 6 meses os serviços de alimentação foram reduzidos à absorção do ar e da água, melhorando o coeficiente de espiritualidade da comunidade Foram 30 anos consecutivos de reuniões, providências e atividades, apesar dos protestos.
  • 139. O problema de alimentação ganha destaque quando Lísias descreve a revolta que eclodiu em Nosso Lar quando a governadoria decidiu colocar um pouco de ordem na cidade, restringindo o acesso a alimentos mais densos e a comportamentos que transformavam a colônia em uma extensão imediata da crosta. Os moradores da cidade colônia pensavam que aquela era uma continuação absolutamente natural da vida que tinham deixado na Terra, procurando banquetear-se com tudo que utilizavam aqui, incluindo bebidas excitantes.
  • 140. 141 A vitória do bom senso – O Governador agiu energicamente: fechou o Ministério da Comunicação, isolou os recalcitrantes, advertiu o Ministério do Esclarecimento, cujas impertinências suportou por mais de 30 anos consecutivos, proibiu temporariamente os auxílios às regiões inferiores e mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para a defesa comum. "Por mais de seis meses, os serviços de alimentação, em “Nosso Lar”, foram reduzidos à inalação de princípios vitais da atmosfera, através da respiração, e água misturada a elementos solares, elétricos e magnéticos." A colônia ficou sabendo, então, o que vem a ser a indignação do espírito manso e justo. Mas, findo o período mais agudo, a Governadoria estava vitoriosa e o próprio Ministério do Esclarecimento reconheceu o erro e cooperou nos trabalhos de reajustamento.
  • 141. 142 Desde então, só existe maior suprimento de substâncias alimentícias que lembram a Terra nos Ministérios da Regeneração e do Auxílio, onde há sempre grande número de necessitados. Nos demais há somente o indispensável, isto é, o serviço de alimentação obedece a inexcedível sobriedade, reconhecendo todos que a suposta impertinência do Governador representou medida de elevado alcance para a libertação espiritual da própria colônia. A necessidade de alimentação, isso mesmo, “necessidade”, é mostrada de forma inequívoca por Aniceto (“Os Mensageiros”, página 263), que evidencia que: (...) Mesmo em “Nosso Lar”, ainda estamos distantes da grande conquista do alimento espontâneo pelas forças atmosféricas, em caráter absoluto (...)
  • 142. 143 – Como se verifica a alimentação dos Espíritos desencarnados? (Evolução em Dois .Mundos – segunda parte.) No mundo espiritual é da maior importância a respiração no sustento do perispírito. Na Esfera Superior, a tomada de substância é tanto menor e tanto mais leve quanto maior se evidencie o enobrecimento da alma. Abandonado o envoltório físico na desencarnação, se o psicossoma está profundamente arraigado às sensações terrestres, sobrevém ao Espírito a necessidade inquietante de prosseguir atrelado ao mundo biológico que lhe é familiar e, quando não a supera ao preço do próprio esforço, no auto- reajustamento, provoca os fenômenos da simbiose psíquica, que o levam a conviver, temporariamente, no halo vital daqueles encarnados com os quais se afine, quando não promove a obsessão espetacular.
  • 143. 144 Na maioria das vezes, os desencarnados em crise dessa ordem são conduzidos pelos agentes da Bondade Divina aos centros de reeducação do Plano Espiritual, onde encontram alimentação semelhante à da Terra, porém fluídica, recebendo-a em porções adequadas até que se adaptem aos sistemas de sustentação da Esfera Superior, em cujos círculos a tomada de substância é tanto menor e tanto mais leve quanto maior se evidencie o enobrecimento da alma, porquanto, pela difusão cutânea, o corpo espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimioeletromagnéticas, hauridas no reservatório da Natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres se sustentam entre si. Essa alimentação psíquica, por intermédio das projeções magnéticas trocadas entre aqueles que se amam, é muito mais importante que o nutricionista do mundo possa imaginar, de vez que, por ela, se origina a ideal euforia orgânica e mental da personalidade. Daí porque toda criatura tem necessidade de amar e receber amor para que se lhe mantenha o equilíbrio geral.
  • 144. MINISTÉRIOS x ALIMENTAÇÃO • Ministério da Regeneração • Ministério do Auxílio – verduras e cereais – frutas e sucos • Ministério da Comunicação • Ministério do Esclarecimento – frutas e sucos • Ministério da Elevação – sucos e concentrados JANTANDO EM NOSSO LAR
  • 145. 146 CAPÍTULO 10 - No Bosque das Águas André Luiz viaja no aeróbus e vai ao grande reservatório de água. Vê um grande rio: o Rio Azul. Lísias exalta-lhe a importância da água...
  • 147. 148 Aeróbus – André Luiz descreve o aeróbus como um carro suspenso do solo a uma altura de cinco metros, do tipo funicular, em que o sistema de tração é por meio de cabos, como os teleféricos. Constituído de material muito flexível, tinha ele enorme comprimento e parecia ligado a fios invisíveis, o que confirma depois. Muito veloz, o aeróbus fazia ligeiras paradas de três em três quilômetros. Aeróbus no Umbral – André Luiz pergunta por que o aeróbus não era utilizado pela caravana socorrista e Narcisa explicou que o motivo é a densidade da matéria presente no Umbral. "O avião que fende a atmosfera do planeta não pode fazer o mesmo na massa equórea", comparou a enfermeira. (Cap. 33) Utilização do Aeróbus – Narcisa esclarece que grande parte dos companheiros poderia dispensar o aeróbus e transportar-se, à vontade, nas áreas de seu domínio vibratório, mas, visto a maioria não ter adquirido essa faculdade, eles se abstinham de exercê-la nas vias públicas da colônia. (Cap. 50) O AEROBUS
  • 148. 149 BOSQUE DAS AGUAS Bosque das Águas – um lugar dotado de muita vegetação, com flores e árvores, localiza-se às margens do Rio Azul, de água cristalina que é inteiramente absorvido em grandes caixas de distribuição, para servir de alimento e remédio na colônia; é uma das mais belas regiões de “Nosso Lar”; um dos locais prediletos para as excursões dos amantes, que aqui vêm tecer as mais lindas promessas de amor e fidelidade, para as experiências da Terra”..
  • 149. 150 BOSQUE DAS AGUAS O RIO AZUL - A observação ensejava considerações muito interessantes, mas Lísias não me deu azo a perguntas nesse particular. Indicando um edifício de enormes proporções, esclareceu: – Ali é o grande reservatório da colônia. Todo o volume do Rio Azul, que temos à vista, é absorvido em caixas imensas de distribuição. As águas que servem a todas as atividades da colônia partem daqui. Em seguida, reúnem-se novamente, abaixo dos serviços da Regeneração, e voltam a constituir o rio, que prossegue o curso normal, rumo ao grande oceano de substâncias invisíveis para a Terra.
  • 150. 151 Não podemos nos esquecer de que Lísias comenta que o rio Azul, que abastece Nosso Lar é novamente reconstituído após deixar a cidade e se dirige para o oceano de matéria astral que nos envolve; ou seja, a água passa a correr no umbral e, antes disso, recebe o adequado tratamento. Na medida em que as colônias, trevosas ou não, se desenvolvem, os aspectos da coletividade passam a interferir no ambiente ao redor, refletindo não apenas as marcas mentais de seus habitantes, mas também as suas necessidades fisiológicas. No livro “Libertação”, tem-se a descrição da existência de acúmulo de detritos humanos em uma gigantesca colônia das trevas que sobrevive do parasitismo energético dos encarnados.
  • 151. 152 A água em "Nosso Lar" – tênue e pura, quase fluídica é magnetizada pelos Ministros da União Divina, detentores do maior padrão de espiritualidade superior em "Nosso Lar". Na Terra quase ninguém cogita de conhecer a importância da água. O homem conhecerá, um dia, que a água, como fluido criador, absorve em cada lar as características mentais de seus moradores. A água, no mundo, não somente carreia os resíduos dos corpos, mas também as expressões de nossa vida mental. (Lísias)
  • 152. 153 •Sede no Umbral – Perguntando a si mesmo se não enlouquecera, André encontrava a consciência vigilante. Persistiam as necessidades fisiológicas, sem modificação. A fome castigava-lhe todas as fibras e, nada obstante, o abatimento progressivo não o fazia cair em exaustão. De quando em quando, deparavam-se-lhe verduras que pareciam agrestes, em torno de filetes d'água a que se atirava sequioso. Muita vez André sugou a lama da estrada, e recordou o antigo pão de cada dia, vertendo copioso pranto. (Cap. 2) Água tênue e pura, quase fluídica - Água Fluida Conduzido a confortável aposento de amplas proporções, ricamente mobiliado, ofereceram-lhe um leito acolhedor. Em seguida serviram-lhe caldo reconfortante, acompanhado de água muito fresca, que lhe pareceu portadora de fluidos divinos. Aquela porção de líquido reanimou-o inesperadamente. (Cap. 3) A importância da água.
  • 153. 154 Sobre banhos e beberagens Manoel Philomeno da Miranda (Loucura e Obsessão, cap. 3, pp. 40 e 41; o nobre Mentor (Bezerra) respondeu: “A água, em face da sua constituição molecular, é elemento que absorve e conduz a bionergia que lhe é ministrada. Quando magnetizada e ingerida, produz efeitos orgânicos compatíveis com o fluido de que se faz portadora. Assim, é crença ancestral que os banhos teriam o efeito de retirar energias deletérias que os poros eliminam, e quando a água recebesse a infusão de ervas aromáticas e medicinais propiciaria bem-estar, revitalizaria o campo vibratório do indivíduo. Sabemos, no entanto, que mais importante do que quaisquer práticas e ritualismos externos, a ação interior, mental, comportamental responde pela realidade psíquica do homem e opera a sua legítima recuperação”.
  • 154. 155 “No que tange às beberagens, algumas destituídas dos cuidados que requer qualquer produto para ser ingerido, não podemos ignorar o valor da fitoterapia, de resultados excelentes em inúmeros problemas de saúde”, acrescentou o mentor. “As medicinas alternativas que estão encontrando consideração, mesmo entre os estudiosos mais ortodoxos, resultam de larga experiência humana e de diversas delas nasceram o que ora consideramos científico, acadêmico. A flora medicinal foi a grande protetora dos nossos avoengos que nela encontraram recursos saudáveis para muitos dos males que os afligiam e, posteriormente, submetida à ação dos laboratórios, dela extraíram incontáveis substâncias de ação rápida e eficaz.”
  • 155. 156 Emmanuel – O consolador 103 –No tratamento ministrado pelos Espíritos amigos, a água fluidificada, para um doente, terá o mesmo efeito em outro enfermo? -A água pode ser fluidificada, de modo geral, em benefício de todos; todavia, pode sê-lo em caráter particular para determinado enfermo, e, neste caso, é conveniente que o uso seja pessoal e exclusivo. 104 –Existem condições especiais para que os Espíritos amigos possam fluidificar a água pura, como sejam as presenças de médiuns curadores, reuniões de vários elementos,etc,etc? -A caridade não pode atender a situações especializadas. A presença de médiuns curadores, bem como as reuniões especiais, de modo algum podem constituir o preço do benefício aos doentes, porquanto os recursos dos guias espirituais, nessa esfera de ação, podem independer do concurso medianímico, considerando o problema dos méritos individuais.
  • 156. 157 Emmanuel – Livro Segue-me - A ÁGUA FLUÍDA “E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria por ser meu discípulo, em verdade vos digo que, de modo algum, perderá o seu galardão”. Jesus (Mateus, 10:42) Meu amigo, quando Jesus se referiu à benção do copo de água fria, em seu nome, não apenas se reportava à compaixão rotineira que sacia a sede comum. Detinha-se o Mestre no exame de valores espirituais mais profundos. A água é dos corpos o mais simples e receptivo da terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.
  • 157. 158 A prece intercessória e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias. A criatura que ora ou medita exterioriza poderes, emanações e fluidos que, por enquanto, escapam à análise da inteligência vulgar e a linfa potável recebe a influência,de modo claro, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos, que aliviam e sustentam, ajudam e curam. A fonte que procede do coração da Terra e a rogativa que flui no imo d’alma, quando se unem na difusão do bem, operam milagres. O Espírito que se eleva na direção do céu é antena viva, captando potências da natureza superior, podendo distribuí-las em benefício de todos os que lhe seguem a marcha. Ninguém existe órfão de semelhante amparo. Para auxiliar a outrem e a si mesmo, bastam a boa vontade e a confiança positiva.
  • 158. 159 Reconheçamos, pois, que o Mestre, quando se referiu à água simples, doada em nome da sua memória, reportava-se ao valor real da providência, em benefício da carne e do espírito, sempre que estacionem através de zonas enfermiças. Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de tuas necessidades fisiológicas ou dos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina, à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Plano Divino magnetizará o liquido, com raios de amor, em forma de bênção, e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus
  • 159. Na viagem de volta ao Hospital, AL repara na música que tocava o tempo todo na cidade e Lísias esclarece que a Governadoria foi informada da importância da música melhorando o rendimento do serviço. A partir de então ninguém mais trabalha em Nosso Lar, sem esse estímulo
  • 160. 161 Aprendendo: A VOLITAÇÃO A volitação é uma aquisição pessoal e não um atributo plenamente desenvolvido do perispírito, sendo que os instrutores desencarnados possuem a capacidade de exercê-la em quase todos os ambientes, enquanto André Luiz demonstrava tê-la de forma limitada e, em Nosso Lar, muitos não são capazes de volitar. A literatura espírita coloca que a volitação evidencia o domínio, ou melhor, a interferência da mente sobre a estrutura do espaço-tempo, sobre o efeito da gravidade no psicossoma, o perispírito, não sendo resultado somente da natureza da matéria astral que o constitui. Caso fosse apenas uma propriedade da matéria, todos a teriam de forma plena, não apenas como algo embrionário a ser desenvolvido. Pode-se dizer que líderes das trevas também possuem o poder mental capaz de permitir a volitação, como descrito a seguir (“No Mundo Maior”, página 211): Os grupos de infortunados agiam, ali, desconhecendo os padecimentos uns dos outros. Certos grupos volitavam a pequena altura, como bandos de corvos negrejantes, mais escuros que a própria sombra a envolver-nos, ao passo que vastos cardumes de desventurados jaziam chumbados ao solo, quais aves desditosas, de asas partidas... Como explicar tudo isso? Logo depois dessas palavras, o instrutor Calderaro declarou (“No Mundo Maior”, páginas 211 e 212): – Não te surpreendas. A volitação depende, fundamentalmente, da força mental.
  • 161. 162 O lazer existe nas colônias O lazer existe nas colônias e é valorizado como forma de aprendizado, para aquisição de novos valores, estimulando-se o contato com a cultura, através da arte, como a música e a literatura. Entretanto, as semelhanças entre nossos dois planos ficam mais pronunciadas quando lemos o trecho referente a namorados que visitam o Bosque das Águas. Comenta Lísias, em “Nosso Lar” (página 71): – Estamos no Bosque das Águas. Temos aqui uma das mais belas regiões de Nosso Lar. Trata-se de um dos locais prediletos para as excursões dos amantes, que aqui vêm tecer as mais lindas promessas de amor e fidelidade, para as experiências da Terra. Podemos ver que a citação referente ao namoro é bastante clara e o amor entre os parceiros é algo que não deixa de ter as características que os “amantes” imprimem.
  • 162. 163 CAPÍTULO 11 - Notícias do Plano – Como “Nosso Lar”, existem incontáveis outras colônias espirituais. É citada a de “Alvorada Nova”, vizinha. Em todas há trabalho. No “Nosso Lar” preparam-se reencarnações, após proveitosos aprendizados para as futuras tarefas planetárias.
  • 163. 164 Colônias espirituais – As colônias espirituais não são idênticas. Dentre as vizinhas, "Alvorada Nova“, é uma das mais importantes e foi ela que serviu de inspiração à idéia de criação dos Ministérios em "Nosso Lar". “Alvorada Nova”, coordenada por Cairbar Schutel, com cerca de duzentos mil habitantes, localiza-se em região umbralina, na quarta camada ao redor da crosta terrestre, no mesmo grau de inclinação da cidade de Santos. Foi planejada há muitos séculos por aqueles que, sendo os Engenheiros Construtores de Jesus, conhecem a Terra do seu passado longínquo ao seu futuro distante. O Brasil nem mesmo existia na face do globo e Alvorada Nova já estava fixando seus primeiros alicerces através dos trabalhadores de Cristo que sabiam da destinação do nosso país como Pátria do Evangelho, tendo ciência da importância da sua localização nas camadas vibratórias ao redor do planeta”...... (Maiores informações sobre “Alvorada Nova” podem ser obtidas no livro homônimo de autoria de Abel Glaser e do Espírito de Cairbar Schutel.)
  • 164. 165
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  • 170. 171 Lísias... (sobre colônias espirituais) "De modo algum são iguais... Se nas esferas materiais, cada região e cada estabelecimento revelam traços peculiares, imagine a multiplicidade de condições em nossos planos. (...) importa considerar que cada colônia, como cada entidade, permanece em degraus diferentes na grande ascensão.“ •A jornada é longa... — Longuíssima, mas belíssima! Quem caminha por uma estrada não está impedido de contemplar a paisagem que a emoldura! A medida que o espírito sobe, maior o horizonte que a sua visão consegue abrangerpense na lagarta que se transfigura em borboleta... Que linda metamorfose! Um dia, todos haveremos de transcender a forma que nos limita. Ascenderemos a planos em que a alegria de viver supera todas as emoções mais sublimes que logramos experimentar! Ordem e hierarquia
  • 171. 172 COMO É O TRABALHO EM "NOSSO LAR"? A lei do trabalho é rigorosamente cumprida na colônia, mas todos têm direito ao descanso após a jornada de trabalho. Nenhuma condição de destaque é concedida a título de favor. Somente alguns conseguem atividade prolongada no Min. da Elevação e raríssimos, em cada dez anos, são os que alcançam os trabalhos do Min. da União Divina. Em geral, decorrido longo estágio de serviço e aprendizado, todos voltam a reencarnar, para atividades de aperfeiçoamento. Descanso – Quem nunca repousa é o Governador. Aos domingos à tarde, depois de orar, ele coopera no Ministério da Regeneração, amparando espíritos desorientados e sofredores. Acreditaria que a morte do corpo nos conduziria a planos de milagres? Somos compelidos a trabalho áspero, a serviços pesados e não basta isso. Se temos débito no planeta, por mais alto que ascendamos, é imprescindível voltar, para retificar, lavando o rosto no suor do mundo, desatando algemas de ódio e substituindo-as por laços sagrados de amor. (Lísias, cap. 5)
  • 172. 173 E Clarêncio mostrou as semelhanças entre o programa de trabalho na Terra e em “Nosso Lar”. “Aqui, o programa não é diferente. Apenas divergem os detalhes. Nos círculos carnais, a convenção e a garantia monetária; aqui, o trabalho e as aquisições definitivas do espírito imortal. Dor, para nós, significa possibilidade de enriquecer a alma; a luta constitui caminho para a divina realização." (Cap. 6) O trabalho e a humildade são as duas margens do caminho do auxílio. Antes de amparar os que amamos, é indispensável estabelecer correntes de simpatia. Sem a cooperação é impossível atender com eficiência. Para que qualquer de nós alcance a alegria de auxiliar os amados, faz- se necessária a interferência de muitos a quem tenhamos ajudado, por nossa vez. Os que não cooperam, não recebem cooperação. Isso é da lei eterna. (Clarêncio, cap. 13) A esfera espiritual mais elevada requer, sempre, mais trabalho, maior abnegação. Ninguém ali permanece em visões beatíficas, a distância dos deveres justos. (Mãe de André Luiz, cap. 16)
  • 173. 174 MÚSICA E LIVROS NA COLONIA Música – A música suave está sempre presente nas oficinas e nos locais de trabalho de "Nosso Lar", porque intensifica o rendimento do serviço. (Cap. 11, pág. 68) Livros e música – Iolanda mostrou a André livros... A arte fotográfica naquele plano surpreendeu-o muito. Um grande aparelho irradiava música suave. Era o louvor do momento crepuscular. (Cap. 17, pp. 98 e 99) Músicas suaves eram transmitidas pela TV (Cap. 24, pág. 135) (Elevação vibratória) Quando (a preleção de Veneranda) terminou, uma suave música encheu o recinto de cariciosas melodias. (Cap. 37, pp. 200 a 205) (Materializações) Quando a música chegou ao fim, o globo se cobriu, interiormente, de substância leitoso-acinzentada, apresentando, em seguida, a figura simpática de um homem na idade madura. Era Ricardo. (Cap. 48, pp. 264 a 269)
  • 174. 175 Obras Póstumas – Música Celeste... – AK recebeu do Espírito S. Luiz a explicação seguinte: Certo dia, numa reunião familiar, o chefe da família lera uma passagem de O Livro dos Espíritos concernente à música celeste. Uma de suas filhas, boa musicista, pôs- se a dizer consigo mesma: Mas não há música no mundo invisível! Parecia-lhe isso impossível; entretanto, não externou seu pensamento. Na noite do mesmo dia, escreveu ela espontaneamente a comunicação seguinte:“Quando lias à tua filha a passagem de O Livro dos Espíritos referente à música celeste, ela se conservava em dúvida; não compreendia que no mundo espiritual pudesse haver música. Eis por que depois eu lhe disse que era verdade. Não tendo a minha afirmativa podido persuadi-la, Deus permitiu que, para convencer-se, ela caísse em sono sonambúlico. Então, desprendendo-se do corpo adormecido, seu Espírito se lançou pelo Espaço e foi admitido nas regiões etéreas, onde ficou em êxtase produzido pela impressão da harmonia celeste. Por isso foi que exclamou: “Que música! que música!” Sentindo-se, porém, transportada a regiões cada vez mais elevadas do mundo espiritual, pediu que a despertassem, indicando o meio de o conseguirem: com água. “Tudo se faz pela vontade de Deus. O Espírito de tua filha não mais duvidará. Embora, despertado, não guarde lembrança nítida do que se passou, seu Espírito sabe agora onde está a verdade.
  • 175. 176 Música Espírita – Obras Postumas - AL – Espírito Rossini Uma dissertação sobre a música celeste! Quem poderia de tal coisa encarregar-se? Que Espírito sobre-humano poderia fazer vibrar a matéria em uníssono com essa arte encantadora? Que cérebro humano, que Espírito encarnado poderia apanhar-lhe os matizes infinitamente variados? Quem possui a esse ponto o sentimento da harmonia?... Não, o homem não está feito em tais condições!... Mais tarde!... muito mais tarde!... Por agora, direi, talvez dentro em pouco, satisfazer ao vosso desejo e dar-vos a minha apreciação sobre o estado atual da música e dizer-vos das transformações, dos progressos que o Espiritismo poderá fazer que ela experimente. — Hoje, é ainda muitíssimo cedo. O assunto é vasto, já o estudei, mas ele ainda me excede. Quando dele me houver assenhoreado, se isso for possível, ou, melhor, quando eu haja entrevisto tanto quanto o estado de meu espírito me permitir, eu vos satisfarei. Um pouco mais de tempo. Se somente um músico pode falar da música do futuro, deve fazê-lo como mestre e Rossini não quer falar dela como um escolar. Rossini - (Médium: Desliens)
  • 176. CAPÍTULO 12 - O Umbral
  • 177. 178 A.L. - “aguçava-se-me o desejo de intensificar a aquisição de conhecimentos relativos a diversos problemas que a palavra de Lísias sugeria. As referências a espíritos do Umbral mordiam-me a curiosidade. A ausência de preparação religiosa, no mundo, dá motivo a dolorosas perturbações. Que seria o Umbral? Conhecia, apenas, a idéia do inferno e do purgatório, através dos sermões ouvidos nas cerimônias católico-romanas a que assistira, obedecendo a preceitos protocolares. Desse Umbral, porém, nunca tivera notícias”. Lísias ouviu-me, atencioso, e replicou: – Ora, ora, pois você andou detido por lá tanto tempo e não conhece a região? Recordei os sofrimentos passados, experimentando arrepios de horror.
  • 178. 179 Lá vivem as almas que não são suficientemente perversas para serem enviadas a colônias de reparação mais dolorosa, nem bastante nobres para serem conduzidas a planos mais elevados. É descrito que o Umbral começa na crosta terrestre, como zona obscura para os recém-desencarnados. É região em torno do planeta e de profundo interesse para os encarnados. É local de grandes perturbações, pelas “legiões compactas de almas irresolutas e ignorantes”. Lá existem núcleos de malfeitores, verdugos e vítimas. Acha-se repleto de formas- pensamento de encarnados, sintonizados com os desencarnados que lá estão. O Umbral concentra tudo o que não tem finalidade para a vida superior e que a Providência permitiu se criasse como um departamento em torno do planeta.
  • 179. 180 O Umbral funciona como região de esgotamento de resíduos mentais; espécie de zona purgatorial, onde se queima o material deteriorado das ilusões adquiridas numa existência terrena. Nunca faltou no Umbral a proteção divina. Cada espírito lá permanece o tempo que se faça necessário. (Lísias, cap. 12) ...está repleto de desencarnados e de formas-pensamento dos encarnados, porque todo espírito é um núcleo irradiante de forças que criam, transformam ou destroem. É pelo pensamento que os homens encontram no Umbral os companheiros que afinam com as tendências de cada um, pois toda alma é um ímã poderoso. (Lísias, cap. 12)
  • 180. 181 As missões mais laboriosas do Ministério do Auxílio são constituídas por abnegados servidores, no Umbral, porque se a tarefa dos bombeiros nas grandes cidades terrenas é difícil, pelas labaredas e ondas de fumo que os defrontam, os missionários do Umbral encontram fluidos pesadíssimos emitidos, sem cessar, por milhares de mentes desequilibradas, na prática do mal, ou terrivelmente flageladas nos sofrimentos retificadores. É necessário muita coragem e muita renúncia para ajudar a quem nada compreende do auxílio que se lhe oferece. Sumamente impressionado, exclamei: – Ah! como desejo trabalhar junto dessas legiões de infelizes, levando-lhes o pão espiritual do esclarecimento! O enfermeiro amigo fixou-me bondosamente e, depois de meditar em silêncio, por largos instantes, acentuou, ao despedir- se: – Será que você se sente com o preparo indispensável a semelhante serviço?
  • 181. 182 •Significado da palavra "umbral": local de entrada para um interior; limiar - Neste sentido uma região umbralina e zona de transição de uma dimensão a outra. Existem umbrais tanto para cima quanto para baixo... E abaixo da Terra, que denominamos Crosta, temos as Trevas e o Abismo. André Luiz, no livro "Libertação", forneceu notícias dessa região considerada subcrostal, porque fica no interior da Terra, onde ele descreve a cidade dos "gregorianos". Tanto André quanto Emmanuel admitem, em diversos momentos, a existência de entidades que se congregam em associações criminosas nas regiões dos abismos A rigor, onde começa o Umbral? • Chico Xavier dizia que começa em nós mesmos... O Umbral é região espiritual que envolve toda a Terra! É região espiritual em que voluntariamente nos confinamos!
  • 182. 183 Que tipo de Espírito permanece no Umbral? Considere as criaturas como itinerantes da vida. Alguns poucos seguem resolutos, visando ao objetivo essencial da jornada. São os espíritos nobilíssimos, que descobriram a essência divina em si mesmos, marchando para o alvo sublime, sem vacilações. A maioria, no entanto, estaciona. Os primeiros seguem por linhas retas. Os segundos caminham descrevendo grandes curvas. (...) Repetindo marchas e refazendo velhos esforços, ficam à mercê de inúmeras vicissitudes. Assim é que muitos costumam perder-se em plena floresta da vida... Classificam-se aí os milhões de seres que perambulam no Umbral. (Lísias, cap. 44) Quanto tempo em média os Espíritos passam no Umbral? Cada espírito ali permanece o tempo que se faça necessário ao esgotamento dos resíduos mentais negativos. (Cap. 12)
  • 183. 184 Como foi o socorro de André quando ele esteve no Umbral? Clarêncio não tivera dificuldade em localizá-lo atendendo aos apelos de sua mãe. André é que demorou muito a encontrar Clarêncio. E o seu próprio caso servia de lição: "Anos a fio rolou, como pluma, albergando o medo, as tristezas e desilusões; mas, quando mentalizou firmemente a necessidade de receber o auxílio divino, dilatou o padrão vibratório da mente e alcançou visão e socorro". (Cap. 7) Em Nosso Lar havia comunicação com o Umbral? Através de caravanas socorristas, os Samaritanos em serviço no Umbral. As turmas de operações dessa natureza se comunicavam com as retaguardas de tarefa, em horários convencionados. Grande multidão de infelizes são socorridos. Num dia os Samaritanos estavam trazendo 29 enfermos, 22 em desequilíbrio mental e 7 em completa inanição psíquica. (Cap. 28)
  • 184. No gabinete do Ministro Elucidações de Clarêncio Uma senhora que acompanha AL à entrevista CAPÍTULO 13 No Gabinete do Ministro
  • 185. 186 CAPÍTULO 13 No Gabinete do Ministro – A. Luiz apresenta-se a Clarêncio como voluntário ao serviço. Assiste ao diálogo do Ministro com uma voluntária, mãe, desejosa de proteger dois filhos encarnados. Tem notícia do bônus-hora (ponto relativo a cada hora de serviço). A mulher vinha solicitar recursos para proteger os filhos. Clarêncio pergunta-lhe quais atividades que desenvolvera. Desfiando desculpas não se adaptara em serviço algum, tendo-se recolhido aos campos de repouso incapaz de prestar socorro a alguém. Clarêncio esclarece... Os que não cooperam não recebem cooperação, não semeara nem mesmo simpatia. André que presenciara tudo, arrepende-se de ter vindo. Despertara em novos raciocínios, sentia a presunção em ser médico ali, a consciência dizia-lhe não pedir serviço especializado, não deveria repetir erros humanos.
  • 186. 187 Bônus-hora – não é uma moeda, mas ficha de serviço individual, que funciona como valor aquisitivo. A produção de vestuário e alimentação elementares pertence a todos em comum. Os que se esforçam na obtenção de bônus-hora conseguem certas prerrogativas na comunidade. Cada habitante deve dar, no mínimo, oito horas de serviço útil em cada 24 horas. Permite-se que o trabalhador dedique por dia quatro horas extraordinárias. Os serviços sacrificiais, tem remuneração duplicada. O padrão de pagamento vale para todos, estejam na administração ou na obediência, mas modifica-se em valor substancial, segundo a natureza dos serviços. Há o Bônus-Hora-Regeneração, o Bônus-Hora-Esclarecimento, e assim por diante. Os espíritos podem gastar, assim como utilizá-los em benefício de outros. (Cap. 22, pp. 120 e 121) O trabalho e a humildade são as duas margens do caminho do auxílio. Antes de amparar os que amamos, é indispensável estabelecer correntes de simpatia. Sem a cooperação é impossível atender com eficiência. Para que qualquer de nós alcance a alegria de auxiliar os amados, faz-se necessária a interferência de muitos a quem tenhamos ajudado, por nossa vez. Os que não cooperam, não recebem cooperação. Isso é da lei eterna. (Clarêncio, cap. 13)
  • 187. 188 Que é bônus-hora e para que serve ele? Os bônus-hora não aplicados podem ser transmitidos aos filhos? O que o mundo espiritual leva em conta na solicitação de trabalho? Como é o sistema de ajuda (cooperação) em Nosso Lar? Qual o melhor método para obter bons ofícios a favor dos nossos parentes? ...nenhum administrador intermediário poderá ser útil aos que ama, se não souber servir e obedecer nobremente. Fira-se o coração, experimente-se a dificuldade, mas, que saiba cada qual que o serviço útil pertence, acima de tudo, ao Doador Universal. (Clarêncio cap.13)
  • 188. 189 CAPÍTULO 14 Elucidações de Clarêncio O fracasso como médico – André Luiz quis trabalhar como médico na colônia, mas teve de ouvir de Clarêncio duras observações sobre as facilidades que teve na Terra e seu fracasso na medicina. Sua ação equivocada na Terra não lhe dava, pois, o direito de pleitear a mesma função na colônia. (Cap. 14) A oportunidade de ser aprendiz – Clarêncio recordou-lhe, porém, que nos quinze anos de clínica ele havia proporcionado receituário gratuito a mais de seis mil necessitados e que 15 dentre os beneficiados oravam a seu favor. Tais solicitações, acrescidas da intercessão de sua mãe, colaboraram para que ele fosse admitido no trabalho, não como médico, mas como aprendiz. Ao ouvir essas palavras, pela primeira vez André Luiz chorou de alegria na colônia que o abrigara. (Cap. 14)
  • 189. 190 O título acadêmico de médico na Terra costuma representar porta aberta a todos os disparates, aqui é simples ficha de ingresso habilitando o homem a aprender nobremente e a servir...(Clarencio, Cap. 14) O médico da Terra não pode estacionar em diagnósticos e terminologias. Há que penetrar a alma, sondar-lhe as profundezas. Muitos médicos, no planeta, são prisioneiros das salas acadêmicas, porque a vaidade lhes roubou a chave do cárcere. Raros conseguem atravessar o pântano dos interesses inferiores. (Clarêncio, cap. 14) Como transformá-lo, de um momento para outro, em médico de espíritos enfermos? (Clarêncio, cap. 14) Na maioria das vezes proporcionou receituário gratuito absolutamente por troça...mas, mesmo por troça, o verdadeiro bem espalha bênçãos em nossos caminhos. (Clarêncio, cap. 14) Os médicos espirituais são detentores de técnica diferente. Ali, a medicina começava no coração, exteriorizando-se em amor e cuidado fraternal, e qualquer enfermeiro, dos mais simples, tinha conhecimentos e possibilidades muito superiores à minha ciência. (André Luiz, cap. 13)