SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 138
Baixar para ler offline
1
2
CAPÍTULO 24 - O impressionante apelo
– Agosto/1939 - Notícias da 2ª Guerra Mundial, então prestes a eclodir...
Ouve-se em “Nosso Lar” apelos de uma emissora espiritual, solicitando
voluntários à assistência a coletividades terrenas indefesas, que
sofrerão os horrores de uma grande guerra...
3
As comunicações entre as coletividades espirituais são
amplamente abordadas em toda a obra de André Luiz,
destacando-se uma rádio espiritual que solicitava auxílio
para as vítimas de flagelações de guerra na Europa,
transmitindo apelos em favor da paz e concórdia entre as
nações que se preparavam para o conflito.
Em outros momentos, espíritos mais elevados fazem uso do
pensamento para transmissão de informações, solicitações e
apelos, enquanto outros, menos libertos das amarras de vida
física, ainda têm de fazer uso de dispositivos de comunicação
desenvolvidos para esse fim. Isso está de pleno acordo com o
que a espiritualidade nos informa sobre o progresso dos
fenômenos telepáticos no atual momento evolutivo dos
espíritos que habitam as diferentes esferas do orbe terreno.
4
A guerra européia – Nos primeiros dias de
setembro de 1939, "Nosso Lar" sofreu o mesmo
choque que abalou outras colônias espirituais
ligadas à civilização americana. Era a guerra
européia. Muitas entidades não conseguiam
disfarçar o imenso terror de que estavam
possuídas. O Governador determinou cuidado na
esfera do pensamento. As nações agressoras não
são consideradas inimigas pelos Espíritos
superiores, mas como nações desordeiras cuja
atividade criminosa é preciso reprimir.
Evidentemente, todas elas pagarão por isso um
preço terrível. Tais países convertem-se em
núcleos poderosos de centralização das forças do
mal. Seus povos embriagam-se ao contato dos
elementos de perversão, que invocam das
camadas sombrias, e legiões infernais precipitam-
se sobre as grandes oficinas de trabalho,
transformando-as em campos de perversidade e
horror.
5
Guerra iminente – Músicas suaves eram transmitidas pela TV entre um e
outro apelo em favor da paz. Mas a guerra, que acabou acontecendo e
durou vários anos, era iminente. As nações haviam-se nutrido de orgulho,
vaidade e egoísmo feroz. Agora experimentavam a necessidade de expelir
os venenos letais, explicou Lísias a André Luiz.
Apelo feito em
português.
Só os que se afinam
podem permutar
pensamentos.
Apelo de “Moradia”, colônia de serviços muito ligados às
zonas inferiores
Agosto de 1939- Prenúncio da Segunda Guerra Mundial
6
Guerra iminente
A humanidade carnal, como personalidade coletiva, está nas condições
do homem insaciável que devorou excesso de substâncias no banquete
comum. A crise orgânica é inevitável. Nutriram-se várias nações de
orgulho criminoso, vaidade e egoísmo feroz. Experimentam, agora, a
necessidade de expelir os venenos letais. (Lísias, cap. 24).
A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de
1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo – incluindo
todas as grandes potências – organizadas em duas alianças militares
opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história,
com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de
"guerra total", os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade
econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra,
deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado
por um número significante de ataques contra civis, incluindo o
Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas
em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, com
mais de setenta milhões de mortos.
7
Muitos dos que não se envolveram inicialmente acabaram aderindo
ao conflito em resposta a eventos como a invasão da União
Soviética pelos alemães e os ataques japoneses contra as forças
dos Estados Unidos no Pacífico em Pearl Harbor e em colônias
ultramarítimas britânicas, que resultou em declarações de guerra
contra o Japão pelos EUA, Países Baixos e Britânico.
Geralmente considera-se o ponto
inicial da guerra como sendo a
invasão da Polônia pela Alemanha
Nazista em 1 de setembro de 1939 e
subsequentes declarações de guerra
contra a Alemanha pela França e pela
maioria dos países do Império
Britânico. Alguns países já estavam
em guerra nesta época, como Etiópia
e Itália na Segunda Guerra Ítalo-
Etíope e China e Japão na Segunda
Guerra Sino-Japonesa.
8
A guerra terminou
com a vitória dos
Aliados em 1945,
alterando
significativamente o
alinhamento político
e a estrutura social
mundial.
Enquanto a
Organização das
Nações Unidas era
estabelecida para
estimular a coo-
peração global
e evitar futuros conflitos, a União Soviética e os Estados Unidos emergiam
como superpotências rivais, preparando o terreno para uma Guerra Fria
que se estenderia pelos próximos quarenta e seis anos. Nesse ínterim, a
aceitação do princípio de autodeterminação acelerou movimentos de
descolonização na Ásia e na África, enquanto a Europa ocidental dava
início a um movimento de recuperação econômica e integração política.
9
Principais líderes
Líderes Aliados
Winston Churchill
Joseph Stalin
Franklin Delano Roosevelt
Outros
Líderes do Eixo
Adolf Hitler
Hirohito
Benito Mussolini
outros
ALIADOS - Vítimas
Soldados:
mais de 16 milhões
Cidadãos:
mais de 45 milhões
Total:
mais de 61 milhões
EIXO - Vítimas
Soldados:
mais de 8 milhões
Cidadãos:
mais de 4 milhões
Total:
mais de 12 milhões
2° grande
guerra mundial
10
Livro dos Espíritos> Q.742. Que é que impele o homem à guerra?
“Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento
das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem - o do mais
forte. Por isso é que, para tais povos, o de guerra é um estado normal. À medida
que o homem progride, menos freqüente se torna a guerra, porque ele lhe evita as
causas, fazendo-a com humanidade, quando a sente necessária.”
743. Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá?
“Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus.
Nessa época, todos os povos serão irmãos.”
744. Que objetivou a Providência, tornando necessária a guerra?
“A liberdade e o progresso.”
a) - Desde que a guerra deve ter por efeito produzir o advento da liberdade,
como pode freqüentemente ter por objetivo e resultado a escravização?
“Escravização temporária, para esmagar os povos, a fim de fazê-los progredir mais
depressa.”
745. Que se deve pensar daquele que suscita a guerra para proveito seu?
“Grande culpado é esse e muitas existências lhe serão necessárias para expiar
todos os assassínios de que haja sido causa, porquanto responderá por todos os
homens cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição.”
Capítulo 24- O impressionante apelo
– Emissora do Posto Dois, de "Moradia“: Continuamos a irradiar o
apelo da colônia, em benefício da paz na Terra. Concitamos os
colaboradores de bom ânimo a congregar energias no serviço de
preservação do equilíbrio moral nas esferas do globo.
Ajudai-nos, quantos puderem ceder algumas horas de cooperação
nas zonas de trabalho que ligam as forças obscuras do Umbral à
mente humana. Negras falanges da ignorância, depois de
espalharem os fachos incendiários da guerra na Ásia, cercam as
nações européias, impulsionando-as a novos crimes.
Nosso núcleo, junto aos demais que se consagram ao trabalho de
higiene espiritual, nos círculos mais próximos da crosta, denuncia
esses movimentos dos poderes concentrados do mal, pedindo
concurso fraterno e auxílio possível. Lembrai-vos de que a paz
necessita de trabalhadores de defesa! Colaborai conosco na medida
de vossas forças!... Há serviço para todos, desde os campos da
crosta às nossas portas!...
Capítulo 24- O impressionante apelo
“A humanidade encarnada é
igualmente nossa família. Unamo-
nos numa só vibração. Contra o
assédio das trevas, acendamos a
luz; contra a guerra do mal,
movimentemo-nos na assistência do
bem.
Rios de sangue e lágrimas
ameaçam os campos das
comunidades européias.
Proclamemos a necessidade do
trabalho construtivo, dilatemos
nossa fé…Que o Senhor nos
abençõe.”
Obsessão
coletiva de
nações
13
O livro “Guerra no Além”, de Abel Glaser,
pelo espírito de Caibar Schutel, descreve a
ação de agremiações espirituais das
trevas sobre os encarnados, criando
condições para que as grandes guerras
mundiais tivessem início e interferindo com
os destinos dos povos, ao mesmo tempo
em que atacam os seus adversários no
plano espiritual contíguo à crosta e mesmo
os postos de socorro das colônias
espirituais, como os postos da colônia-
cidade Alvorada Nova, a mesma citada por
André Luiz em “Nosso Lar”.
Muitos dos desencarnados nas grandes
guerras continuam lutando suas batalhas
do outro lado da vida, em função das
perseguições que seus oponentes passam
a fazer.
14
Vejamos um trecho sobre o assunto (“Libertação”, página
41): (...) Há milhões de almas humanas que se não afastaram,
ainda, da Crosta Terrestre (....). Morrem no corpo denso e
renascem nele, qual acontece às árvores que brotam sempre,
profundamente arraigadas no solo.
Recapitulam, individual e coletivamente, lições
multimilenárias, sem atinarem com os dons celestiais de que
são herdeiras, afastadas deliberadamente do santuário de si
mesmas, no terreno movediço da egolatria inconsequente,
agitando-se, de quando em quando, em guerras arrasadoras
que atingem os dois planos, no impulso mal dirigido de
libertação, através de crises inomináveis de fúria e sofrimento.
Destroem, então, o que construíram laboriosamente e
modificam processos de vida exterior, transferindo-se de
civilização.
15
... desligou Lísias o aparelho e vi-o enxugar discretamente uma lágrima,
que seus olhos não conseguiam conter. Num gesto expressivo, falou,
comovido:
– Grandes abnegados, os irmãos de "Moradia"! Tudo inútil, porém -
acentuou, triste, depois de ligeira pausa -, a humanidade terrestre pagará,
em dias próximos, terríveis tributos de sofrimento.
– Não há, todavia, recurso para conjurar a tremenda catástrofe?
– Infelizmente - acrescentou Lísias em tom grave e doloroso – a situação
geral é muito crítica. Para atender às solicitações de "Moradia" e de outros
núcleos que funcionam nas vizinhanças do Umbral, reunimos aqui
numerosas assembléias, mas o Ministério da União Divina esclareceu que
a humanidade carnal, como personalidade coletiva, está nas condições do
homem insaciável que devorou excesso de substâncias no banquete
comum. A crise orgânica é inevitável. Nutriram-se várias nações de
orgulho criminoso, vaidade e egoísmo feroz. Experimentam, agora, a
necessidade de expelir os venenos letais.
Demonstrando, entretanto, o propósito de não prosseguir no amarguroso
assunto, Lísias convidou-me a recolher.
16
COMPLEMENTANDO
PROBLEMAS CULTURAIS
E DE IDIOMAS
Quando André Luiz recebe notícias da crosta durante os anos
de guerra, em função de problemas culturais e de idiomas, as
colônias europeias chegaram a mandar intérpretes para
Nosso Lar e outras colônias americanas.
Portanto vemos que nos planos próximos à crosta, levamos o
conhecimento adquirido nas nossas vidas passadas. Por
lá, falaremos a línguas que hoje utilizamos aqui, no plano
físico; usaremos vestimentas que foram produzidas em
unidades fabris, que empregam muitos milhares de operários
e serviçais.
17
CAPÍTULO 25 - Generoso alvitre
No dia imediato, muito cedo, fiz leve refeição em companhia de Lísias e
familiares. Antes que os filhos se despedissem, rumo ao trabalho do
Auxílio, a senhora Laura encorajou-me o espírito hesitante, dizendo, bem-
humorada: Estou informada de que pediu trabalho há algum tempo...
Sei, igualmente, que não o obteve de pronto, recebendo, mais tarde, a
necessária autorização para visitar os Ministérios que nos ligam mais
fortemente à Terra. É justamente neste sentido que lhe ofereço minhas
sugestões humildes. Falo com o direito de experiência maior.
18
Detendo, agora, essa autorização
começando pela Regeneração...
abandone, quanto lhe seja possível, os
propósitos de mera curiosidade.
Não deseje personificar a mariposa, de
lâmpada em lâmpada. Sei que seu espírito
de pesquisa intelectual é muito forte.
Médico estudioso, apaixonado de
novidades e enigmas, ser-lhe-á muito fácil
deslizar na posição nova.
A curiosidade, mesmo sadia, pode ser zona mental muito
interessante, mas perigosa, por vezes. Dentro dela, o espírito
desassombrado e leal consegue movimentar-se em atividades
nobilitantes; mas os indecisos e inexperientes podem conhecer
dores amargas, sem proveito para ninguém; não se limite a
observar e albergar curiosidade, medite no trabalho e atire-se a ele
na primeira ocasião que se ofereça.
19
A curiosidade, mesmo sadia, pode ser zona mental muito interessante, mas
perigosa, por vezes.
Ao invés de albergar a curiosidade, medite no trabalho e atire-se a ele na
primeira ocasião que se ofereça. Aprenda a construir o seu círculo de
simpatias e não esqueça que o espírito de investigação deve manifestar-se
após o espírito de serviço.
Muitos fracassos, nas edificações do mundo, originam-se de semelhante
anomalia. Todos querem observar, raros se dispõem a realizar. Somente o
trabalho digno confere ao espírito o merecimento indispensável a quaisquer
direitos novos.
Não se considere humilhado por atender às tarefas humildes. Na Terra, o
maior trabalhador é o próprio Cristo e Ele não desdenhou o serrote pesado de
uma carpintaria.
A ciência de recomeçar é das mais nobres que nosso espírito pode aprender.
São muito raros os que a compreendem na crosta. Lembremos, contudo, o
exemplo de Paulo de Tarso, que voltou, um dia, ao deserto para recomeçar a
experiência humana, como tecelão rústico e pobre.
Trabalhe para o bem dos outros, para que possa encontrar seu próprio bem.
ORIENTAÇÕES DE DONA LAURA PARA ANDRÉ LUIZ
20
Por que a curiosidade, mesmo sadia, pode ser perigosa?
R. – Podemos caminhar para vários assuntos sem nos prendermos a
nenhum deles. Laura orienta-nos que o espírito de serviço deve
sobrepujar o espírito de investigação. Diz: "Todos querem observar,
raros se dispõem a realizar". Trabalhe para o bem dos outros, para
que possa encontrar seu próprio bem.
Temas para estudo: Curiosidade;
Amizade; Simpatia; Antipatia, Humildade;
Influencia do Bem; Missão dos Espíritos
Simpatias e Antipatias
Em “A Gênese”, capítulo XIV, itens 16-
18, Allan Kardec apresenta-nos
explicações muito claras sobre o
mecanismo das afinidades e antipatias.
“O Espírito, em se encarnando,
conserva o seu perispírito com as
qualidades que lhe são próprias,
e que, como se sabe, não está
circunscrito pelo corpo, mas
irradia todo ao redor e o envolve
como de uma atmosfera
fluídica...”
“...pela sua expansão, coloca o espírito encarnado
em relação mais direta com os Espíritos livres, e
também com os Espíritos encarnados”.
“... Desde o instante que estes
fluidos são o veículo do
pensamento, que o pensamento
pode modificar-lhes as
propriedades, é evidente que eles
devem estar impregnados de
qualidades boas ou más dos
pensamentos que os colocam em
vibração, modificados pela pureza
ou pela impureza dos
sentimentos.”
Assim, todos possuímos uma
atmosfera espiritual que
carregamos em nós e que é a
nossa identidade vibratória,
possibilitando-nos relações
simpáticas ou antipáticas com
os outros, fundamentadas na
lei de afinidade.
GERALMENTE
VEM
PRIMEIRO
INFLUÊNCIA
BONS
SÓ PARA O BEM
COMPETE-VOS DISCERNIR
IMPRESSÃO DE
QUE ALGUÉM
NOS FALA
NOSSOS SUGERIDOS
 PRATICANDO O BEM
 PONDO EM DEUS TODA
A CONFIANÇA
É UM PODEROSO AUXÍLIO
MAS...
NÃO BASTAM PALAVRAS
DEUS ASSISTE OS QUE OBRAM,
NÃO OS QUE SE LIMITAM A PEDIR
FORÇA DA ORAÇÃO
São tão variadas que impossível fora
descrevê-las. Muitas há mesmo que não
podeis compreender. (LE – 569)
RECEBEM AS ORDENS DE DEUS
E AS TRANSMITE AO UNIVERSO
ELEVADOS
OCUPAÇÕES
APROPRIADAS
INFERIORES
OCUPAÇÃO
CONTÍNUA
TODOS TÊM DEVERES
A CUMPRIR
LE-P. 675 – Só devemos entender por trabalho as ocupações
materiais? R. Não, o Espírito também trabalha.
28
Dentre os trabalhos o mais dificil é o trabalho interior
(o nosso bem).
Por que?
DAS OCUPAÇÕES DOS ESPÍRITOS (LE-569 - Compl. Kardec)
As missões dos Espíritos têm sempre por objeto o bem. Quer como Espíritos,
quer como homens, são incumbidos de auxiliar o progresso da Humanidade,
dos povos ou dos indivíduos, dentro de um círculo de idéias mais ou menos
amplas, mais ou menos especiais e de velar pela execução de determinadas
coisas.
Alguns desempenham missões mais restritas e, de certo modo, pessoais ou
inteiramente locais, como sejam assistir os enfermos, os agonizantes, os
aflitos, velar por aqueles de quem se constituíram guias e protetores, dirigi-
los, dando-lhes conselhos ou inspirando-lhes bons pensamentos.
Pode dizer-se que há tantos gêneros de missões quantas as espécies de
interesses a resguardar, assim no mundo físico, como no moral. O Espírito se
adianta conforme à maneira por que desempenha a sua tarefa.
29
Eu sou eu; Você e você;
Eu faço as minhas coisas;
Você faz as suas;
Não vim ao mundo para corresponder as
suas expectativas;
E você não veio para corresponder as
minhas;
Se por acaso nos encontrarmos:
É lindo;
Se não... NADA HÁ A FAZER"
Autor, Friederich Salomon Perls (também
conhecido por Fritz Perls, psicoterapeuta e
psiquiatra, desenvolveu uma abordagem de
psicoterapia que chamou de Gestalt-terapia
30
Trabalhe para o bem dos outros, para que possa encontrar seu próprio bem.
Não operamos num vácuo. As pessoas representam papéis
importantes na nossa vida e não podemos ser bem sucedidos a não
ser que possamos lidar com os relacionamentos de uma maneira que
o leve na direção de nossas metas
É nos momentos em que nos desentendemos com os outros que
mais temos que nos entender conosco mesmo.
Toda negatividade se origina de um certo descontentamento. Mas,
muitas vezes procuramos a raiz desse descontentamento no lugar
errado.
Saber se auto-observar e suportar o silêncio, gerado após de uma
descarga de insatisfações de ambas as partes, requer a habilidade
de se auto-acolher... buscar apoio em nós mesmos nos dá a
chance de reconhecer nossas próprias falhas.
31
se estivermos acostumados a depender do estado emocional alheio
para nos sentirmos bem, instintivamente começaremos a tentar
transformá-lo para que ele possa nos atender em nossa
necessidade de ser visto e acolhido.
todo esse processo de buscar se acalmar nas condições emocionais
alheias ocorre, na maioria das vezes, sem que ambos estejam
conscientes de suas carências e intenções
Agredir o outro é uma forma de autoagressão. Pois a
agressão nos impede de elaborar a nossa raiva
interiormente.
O quanto o outro quer lhe agredir é uma questão dele,
mas o quanto nos deixamos ser agredidos é uma questão
nossa.
Numa discussão, aquele que quer mais agredir é o mais fraco
interiormente
32
Não escute as palavras, elas são apenas a mente.
Escute além das palavras.
Assim, você vai encontrar o coração e, de coração
para coração, algo acontece.
NÃO HÁ FORÇAS MIRACULOSAS PARA OS
ESPÍRITOS, ENCARNADOS OU DESENCARNADOS.
SOMOS TODOS OBRIGADOS, EM QUALQUER
PLANO DA VIDA A TRABALHAR PELO NOSSO
PROGRESSO ESPIRITUAL.
EMMANUEL
34
CAPÍTULO 26 - Novas perspectivas
A. Luiz vai às “Câmaras de Retificação”, localizadas em
pavimentos de pouca luz, onde estão hospitalizados Espíritos
necessitados. Rafael, funcionário da Regeneração, conduz André,
de aeróbus, ao Ministério, onde é apresentado ao Ministro
Genésio. Recebe orientações do mesmo e logo depois acompanha
Tobias, servidor das câmaras de retificação para as observações
dos trabalhos ali desenvolvidos.
Câmaras de Retificação
Tobias
André seguia Rafael, rumo ao Ministério da regneração em
silêncio ao encontro com o Ministro Genésio.
Fixando em mim os olhos muito lúcidos, Genésio começou a
dizer: – Clarêncio falou-me a seu respeito, com interesse;...
recebemos pessoal em visita de observações que, na sua maior
parte, redundam em estágios de serviço.
– Este o meu maior desejo. Tenho mesmo suplicado às Forças
Divinas que me ajudem o espírito frágil, permitindo seja
convertida a minha permanência, neste Ministério, em estação
de aprendizado.
O Ministro estranha a nova atitude de André que pede seja
transformada a concessão de visitar em oportunidade de servir.
… É mesmo voce, o ex-médico?
“O Ministro Genésio abraçou-me, comovido, com palavras de
animação.
Quantas vezes nos
colocamos na posição de
simples observadores com
a desculpa de que “isso
não faz parte do meu
trabalho”?
36
No Ministério da Regeneração – Rafael, conduziu André, de aeróbus,
ao Ministério. Numerosos edifícios formavam o imponente órgão. Ali
estavam as grandes fábricas da colônia, dedicadas à preparação de
sucos, de tecidos e de artefatos em geral, onde mais de cem mil
criaturas trabalhavam. Em seguida, a pedido do Ministro Genésio,
Tobias levou André às Câmaras de Retificação.
André, ponderando as sugestões de D. Laura, caminha para novas
lições, numa postura de íntima reflexão e prece: Dava-me todo à
oração, pedindo a Jesus me auxiliasse nos caminhos novos, a fim
de que me não faltasse trabalho e forças para realizá-lo.
Antigamente avesso às manifestações da prece, agora a utilizava
como valioso ponto de referência sentimental aos propósitos de
serviço.
Capítulo 26- Novas perspectivas
Segui Tobias resolutamente. Atravessamos largos quarteirões,
onde numerosos edifícios me pareceram colmeias de serviço
intenso. Percebendo-me a silenciosa indagação, o novo amigo
esclareceu:
Temos aqui as grandes fábricas de "Nosso Lar". A preparação de
sucos, de tecidos e artefatos em geral, dá trabalho a mais de cem
mil criaturas, que se regeneram e se iluminam ao mesmo tempo”
38
O local: – Desçamos - disse Tobias em tom grave. Depois de extensos
corredores, deparou-se-nos vastíssima escadaria, comunicando com os
pavimentos inferiores. E notando minha estranheza, explicou, solícito:
– As Câmaras de Retificação estão localizadas nas vizinhanças do
Umbral. Os necessitados que aí se reúnem não toleram as luzes, nem
a atmosfera de cima, nos primeiros tempos de moradia em "Nosso Lar".
39
Nas Câmaras de Retificação localizadas nas vizinhanças do Umbral,
os necessitados não toleram as luzes, nem a atmosfera de cima; ainda
presas às sensações e interesses inferiores e exalando desagradáveis
emanações “verdadeiros despojos humanos”
Quando lemos as descrições da obra de A. L., não podemos esquecer de que
Nosso Lar e outras colônias se encontram na faixa vibratória mais próxima à
Terra, ligadas às colônias umbralinas e não refletem as vidas dos
desencarnados que habitam os planos intermediários e superiores, onde tudo
o que conhecemos é tranformado para uma realidade física muito diferente .
O que podemos fazer para preencher as lacunas é discutir o que existe nas
proximidades vibratórias da crosta terrena e nos preparar para encontrar o que
possivelmente se esconde no “mais além”. Os planos espirituais existem em
dimensões físicas que são paralelas à nossa mas que se interagem, não temos
maiores conhecimentos do que vem a ser a matéria que constitui esses planos,
ou como a matéria e energia se apresentam em dimensões espaço-temporais
diferentes da nossa. Nesse particular, sabemos apenas que as estruturas
materiais são mais plásticas aos efeitos da mente e podem ser mais facilmente
moldadas pela vontade e poder mental.
40
Lá vivem as almas que não são suficientemente perversas para
serem enviadas a colônias de reparação mais dolorosa, nem
bastante nobres para serem conduzidas a planos mais
elevados. É descrito que o Umbral começa na crosta terrestre,
como zona obscura para os recém-desencarnados.
É região em torno do planeta e de profundo interesse para os
encarnados. É local de grandes perturbações, pelas “legiões
compactas de almas irresolutas e ignorantes”. Lá existem
núcleos de malfeitores, verdugos e vítimas. Acha-se repleto de
formas-pensamento de encarnados, sintonizados com os
desencarnados que lá estão.
O Umbral concentra tudo o que não
tem finalidade para a vida superior e
que a Providência permitiu se criasse
como um departamento em torno do
planeta.
41
O Umbral funciona como região de esgotamento de resíduos
mentais; espécie de zona purgatorial, onde se queima o material
deteriorado das ilusões adquiridas numa existência terrena. Nunca
faltou no Umbral a proteção divina. Cada espírito lá permanece o
tempo que se faça necessário. (Lísias, cap. 12)
...está repleto de desencarnados e de formas-pensamento dos
encarnados, porque todo espírito é um núcleo irradiante de forças
que criam, transformam ou destroem. É pelo pensamento que os
homens encontram no Umbral os companheiros que afinam com
as tendências de cada um, pois toda alma é um ímã poderoso.
(Lísias, cap. 12)
42
O VALOR DO TEMPO - Nos círculos carnais, costumamos felicitar um
homem quando ele atinge prosperidade financeira ou excelente
figuração externa; mas, aqui a situação é diferente. Estima-se a
compreensão, o esforço próprio, a humildade sincera (Genésio).
... todos aqueles que acreditam que as mercadorias
propriamente terrestres têm o mesmo valor nos planos do
Espírito, supõem que o prazer criminoso, o poder do dinheiro, a
revolta contra a lei e a imposição dos caprichos atravessarão as
fronteiras do túmulo e vigorarão aqui também. São negociantes
imprevidentes. Esqueceram-se de cambiar as posses materiais
em créditos espirituais, não se animaram a adquirir os valores da
espiritualidade. Temos então os milionários das sensações
físicas transformados em mendigos da alma. (Tobias)
O VALOR DO TEMPO
VIDA NA COLONIA
43
O VALOR DO TEMPO - Os crentes negativos são os
intransigentes do egoísmo; ao invés de crerem na vida, no
movimento, no trabalho, admitem somente o nada, a imobilidade
e a vitória do crime. Converteram a experiência humana em
constante preparação para um grande sono e, como não tinham
qualquer idéia do bem, a serviço da coletividade, não há outro
recurso senão dormirem longos anos, em pesadelos sinistros.
(Tobias)
VIDA NA COLONIA - Nas belas descrições de “Nosso Lar” vemos a
presença de pôr-do-sol, nuvens, neblina, riachos, rios, lagos, pomares,
bosques e animais, mostrando que existe todo um ciclo natural, com
alternância de estações e de elementos da natureza; produção de
alimentos e roupas. Existem descrições de um aparato burocrático de
identificação das pessoas. Tudo isso reforça o conceito de que a vida
após a vida é uma continuação daquela que hoje envergamos aqui.
O VALOR DO TEMPO
VIDA NA COLONIA
44
Definitivamente deixando de lado a visão romântica dos Céus ou do Inferno
dos cristãos literalistas, no tocante à compreensão da vida após a morte,
André Luiz nos mostra outras realidades.
1- As colônias espirituais refletem a condição evolutiva de seus habitantes,
existindo colônias associadas ao progresso, em diferentes níveis, da mesma
forma que existem as comunidades organizadas nas trevas.
2- As colônias associadas ao progresso possuem uma organização
administrativa e todos os departamentos que temos em nossas grandes
cidades podem ser ali observados, embora o caráter de sua administração
seja diferente. Vemos nas obras de André Luiz, a escolas, fundações,
universidades, policiamento, poder judiciário, hospitais, áreas de reclusão
(com celas), governadoria e ministérios, sistema de transportes para a crosta
e entre as colônias, sistema de distribuição de mantimentos e materiais de
uso pessoal, departamentos e instituições ligadas à reencarnação, entre
muitas outras facetas.
3- A vida familiar prossegue e os relacionamentos amorosos se mantêm pela
vontade daqueles que se amam. Podemos ver, nesse último item, que a
expressão “até que a morte os separe” pode não ser verdadeira.
45
“Quando o servidor está pronto, o serviço
aparece”. Quando o discípulo está
preparado, o Pai envia o instrutor. O mesmo
se dá, relativamente ao trabalho. (Ministro Genésio)
Nas obras de André Luiz existem inúmeras menções a hospitais com
especializações nos mais variados ramos da medicina e saúde como um todo,
bem como postos de socorro fixos e volantes por todas as regiões umbralinas.
Mesmo nas áreas mais profundas das trevas, abnegados servidores
trabalham, localizando aqueles irmãos que possuem condições de resgate e
de viver em instituições de auxílio, localizadas nas áreas mais densas do
umbral. O tratamento de muitas enfermidades é descrito em detalhes, bem
como os preparativos realizados nessas instituições durante o reencarne de
espíritos tutelados.
São os Servidores: ...adotam postura ativa e consciente dos deveres que se
descortinam diante dos seus olhos...
... não é o que lemos ou os nossos adornos que elevam o nosso padrão
vibratório, mas sim aquilo que absorvemos e passamos a crer e praticar ao
longo de nossos dias, sempre que estivermos prontos!
46
Quando o discípulo está preparado, o Pai envia o instrutor. O mesmo
se dá, relativamente ao trabalho. Quando o servidor está pronto, o
serviço aparece. (Genésio, cap. 26)
André: Quando recorrera a Clarêncio, não estava ainda bastante
consciente do que pedia. Queria serviço, mas talvez não desejasse servir.
No fundo, era o desejo de continuar a ser o que tinha sido até então - o
médico orgulhoso e respeitado, cego nas pretensões descabidas em que
vivia, encarcerado nas opiniões próprias.
Sutil alusão – Clarêncio falou-me a seu respeito, com interesse. Quase
sempre recebemos pessoal do Ministério do Auxílio, em visita de
observações que, na sua maior parte, redundam em estágios de serviço.
Nos círculos carnais, costumamos felicitar um homem quando ele atinge
prosperidade financeira ou excelente figuração externa; mas, aqui a
situação é diferente. Estima-se a compreensão, o esforço próprio, a
humildade sincera. (Genésio)
CAPÍTULO 27
O trabalho, enfim
47
CAPÍTULO 27 - O trabalho, enfim
– Nas “Câmaras de Retificação” A. Luiz impressionado com os
quadros de sofrimento, aceita a tarefa humilde de "observador" das
tarefas rudes das Câmeras de Retificação. Junto com Tobias e
Narcisa, ouve esclarecimentos acerca das entidades ali acolhidas,
ainda presas às sensações inferiores e exalando desagradáveis
emanações. Numa câmara anexa, onde repousam os "semi-mortos"
André inicia o seu trabalho.
48
Andre escreve: Nunca poderia imaginar o quadro que se desenhava
agora aos meus olhos. Não era bem o hospital de sangue, nem o
instituto de tratamento normal da saúde orgânica. Era uma série de
câmaras vastas, ligadas entre si e repletas de verdadeiros despojos
humanos. Singular vozerio pairava no ar. Gemidos, soluços, frases
dolorosas pronunciadas a esmo... Rostos escaveirados, mãos
esqueléticas, facies monstruosas deixavam transparecer terrível
miséria espiritual. Tão angustiosas foram minhas primeiras
impressões que procurei os recursos da prece para não fraquejar.
49
Tobias, imperturbável, chamou velha servidora (Narcisa), que acudiu
atenciosamente:
- Vejo poucos auxiliares - disse admirado -, que aconteceu?
- O Ministro Flácus - esclareceu a velhinha em tom respeitoso -
determinou que a maioria acompanhasse os Samaritanos para os
serviços de hoje, nas regiões do Umbral.
- Há que multiplicar energias - tornou ele sereno -, não temos tempo
a perder.
50
Numa câmara anexa, onde repousam os "semi-mortos" , após o
passe, essas entidades vertem uma substância negra e tóxica pela
boca, colocando-se Narcisa à tarefa de limpeza, em vão.
Esquecendo-se do honroso título de médico, André,
espontaneamente, num ato de humildade, se transforma em
auxiliar da limpeza de vômitos de substância negra e fétida.Tobias
e Narcisa aceitam com alegria o auxílio daquele que esquecia a
medicina para iniciar a educação de si mesmo, na enfermagem
rudimentar.
51
O caso Ribeiro – Nas Câmaras de Retificação, o quadro era
desolador. Gemidos, soluços, frases dolorosas pronunciadas a
esmo... Rostos escaveirados, mãos esqueléticas, facies
monstruosas deixavam transparecer terrível miséria espiritual.
De repente, um ancião, gesticulando e agarrado ao leito, à maneira
de louco, gritou por socorro. Ele queria sair, ele queria ar... Por que
Ribeiro teria piorado tanto? A explicação do Assistente Gonçalves
foi de que a carga de pensamentos sombrios, emitidos pelos
parentes encarnados, era a causa fundamental dessa perturbação.
Fraco e sem força mental para
desprender-se dos laços mais fortes do
mundo, Ribeiro não conseguia resistir.
Passes de prostração já tinham sido
aplicados, pouco antes, para acalmar o
enfermo. Tobias explicou então que era
preciso que a família dele recebesse maior
carga de preocupações, para deixar o
Ribeiro em paz.
52
Seguimos através de numerosas filas de camas bem cuidadas,
sentindo a desagradável exalação ambiente, oriunda, como vim a saber
mais tarde, das emanações mentais dos que ali se congregavam, com
as dolorosas impressões da morte física e, muita vez, sob o império de
baixos pensamentos.
- Reservam-se estas câmaras apenas a entidades de natureza
masculina.
...não contive a interrogação penosa: - Meu amigo, como é triste a
reunião de tantos sofredores e torturados! Por que este quadro
angustioso?
Tobias respondeu sem se perturbar: - Não devemos observar
aqui somente dor e desolação. Lembre, meu irmão, que estes
doentes estão atendidos, que já se retiraram do Umbral, onde
tantas armadilhas aguardam os imprevidentes, descuidosos de si
mesmos. Nestes pavilhões, pelo menos, já se preparam para o
serviço regenerador. Quanto às lágrimas que vertem, recordemos
que devem a si mesmos esses padecimentos. A vida do homem
estará centralizada onde centralize ele o próprio coração.
53
Espíritos em sono – Trinta e dois homens de semblante patibular
permaneciam inertes em leitos muito baixos, evidenciando apenas leves
movimentos de respiração. Eram chamados crentes negativos:
indivíduos que converteram a vida em preparação constante para um
grande sono, em egoísmo feroz, sem nada de útil fazerem. Tobias lhes
aplicou passes de fortalecimento. Dois espíritos começaram, então, a
expelir negra substância pela boca, espécie de vômito escuro e viscoso,
com terríveis emanações cadavéricas. na enfermagem rudimentar.
"São fluidos venenosos que
segregam", explicou Tobias. André
Luiz instintivamente agarrou os
apetrechos de higiene e lançou-se
ao trabalho com ardor. Foi seu
primeiro serviço e ninguém poderia
avaliar sua alegria de um ex-
médico da Terra que recomeçava
a educação de si mesmo, no plano
espiritual,
54
•PODE UM ESPÍRITO SER PERTURBADO PELOS FAMILIARES
ENCARNADOS?
•R.: Sim. A carga de pensamentos sombrios, emitidos pelos parentes
encarnados, é a causa fundamental da perturbação de muitos Espíritos
situados na erraticidade. (Nosso Lar, cap. 27)
•A Este respeito temos no Livro O VOO DA GAIUVOTA – (Patrícia - Vera L M
Carvalho) o seguinte dialogo:
•“... Patrícia - perguntou Marília -, um encarnado pode obsedar um
desencarnado?
•- Pode. Se o encarnado ficar pensando no desencarnado, chamando-o, com
choro e desespero, não se conformando com sua desencarnação, pode
atrapalhá-lo. Mesmo se estiver abrigado em Colônias, sentirá esses
chamamentos, que o incomodarão. Se estiver vagando, quase sempre vem e
fica perto do encarnado, numa troca doentia de fluidos.
•Os encarnados devem ajudar os desencarnados que amam, sendo otimistas
orando por eles, desejando que estejam bem e felizes, e que aceitem a
desencarnação. O amor deve sempre nos levar a querer o melhor para o ser
amado...”
55
Allan Kardec- O Céu e o Inferno - O PORVIR E O NADA
Vivemos, pensamos e operamos - eis o que é positivo. E que
morremos, não é menos certo. Mas, deixando a Terra, para onde
vamos? Que seremos após a morte?
Estaremos melhor ou pior? Existiremos ou não?
Ser ou não ser, tal a alternativa. Para sempre ou para nunca mais;
ou tudo ou nada:
Viveremos eternamente, ou tudo se aniquilara
de vez?
CAPÍTULO 28 - Em serviço
Depois da prece coletiva, ao crepúsculo, Tobias
ligou o receptor para ouvir os Samaritanos em
serviço no Umbral
57
AL:.. Sentia-me algo cansado pelos intensos
esforços despendidos, mas o coração
entoava hinos de alegria interior. Recebera a
ventura do trabalho, afinal.
E o espírito de serviço fornece tônicos de
misterioso vigor.
58
AL:.. Encerrada a prece
coletiva, ao crepúsculo,
Tobias ligou o receptor, a fim
de ouvir os Samaritanos em
atividade no Umbral.
59
Comunicação com o Umbral:
As turmas de operações dessa
natureza se comunicavam com
as retaguardas de tarefa, em
horários convencionados.
Estabelecido o contato, foi
transmitido que grande multidão
de infelizes foi socorrida naquele
dia: os Samaritanos estavam
trazendo 29 enfermos, 22 em
desequilíbrio mental e 7 em
completa inanição psíquica.
Solicitavam providencias para a
chegada.
60
AL:..tão logo silenciou a estranha voz, não
pude conter a pergunta que me desbordava
dos lábios:
- Como assim? Por que esse transporte em
massa? Não são todos espíritos?
Tobias sorriu e explicou:
- O irmão esquece que não chegou ao
Ministério do Auxílio de outro modo.
Conheço o episódio de sua vinda. É preciso
recordar, sempre, que a Natureza não dá
saltos e que, na Terra, ou nos círculos do
Umbral, estamos revestidos de fluidos
pesadíssimos. São aves e têm asas, tanto o
avestruz como a andorinha; entretanto, o
primeiro apenas subirá às alturas se
transportado, enquanto a segunda corta,
célere, as vastas regiões do céu.
61
... Tobias deixando perceber que o momento não comportava
divagações, dirigiu-se a Narcisa, ponderando: - É muito grande a leva
desta noite. Precisamos tomar providências imediatas.
Em seguida, levou a destra à fronte, como a ponderar algo muito sério,
e exclamou: - Resolveremos facilmente a questão da hospitalidade; o
mesmo, porém, não se dará no concernente à assistência. Nossos
auxiliares mais fortes foram requisitados em vista das nuvens de treva
que ora envolvem o mundo dos encarnados. Precisamos de pessoal de
serviço noturno, porqüanto os operários em função com os Samaritanos
chegarão extremamente fatigados.
- Ofereço-me, com prazer, para o que possa aproveitar – exclamei
espontaneamente (AL).
Tobias endereçou-me um olhar de profunda simpatia, mesclada de
gratidão, fazendo-me experimentar cariciosa alegria íntima.
62
E descortinou-se campo enorme de providências. Enquanto cinco
servidores operavam em companhia de Narcisa, preparando roupa
adequada e petrechos de enfermagem, eu e Tobias movíamos
pesado material no Pavilhão 7 e na Câmara 33.
Não poderia explicar o que se passava comigo. Apesar da fadiga dos
braços, experimentava júbilo inexcedível no coração.
Na oficina, onde a maioria procura o
trabalho, entendendo-lhe o sublime
valor, servir constitui alegria
suprema. Não pensava,
francamente, na compensação dos
bônus-hora, nas recompensas
imediatas que me pudessem advir do
esforço; contudo, minha satisfação
era profunda, reconhecendo que
poderia comparecer feliz e honrado,
perante minha mãe e os benfeitores
que havia encontrado no Ministério
do Auxílio.
63
O caso Narcisa – André apesar da fadiga, experimentava júbilo muito
grande no coração. Na oficina de trabalho, servir constitui alegria
suprema. Impressionava-o, porém, a bondade espontânea de Narcisa,
que atendia a todos, maternalmente.
Havia mais de seis anos que ela trabalhava nas Câmaras de
Retificação; entretanto, faltavam mais de três anos para realizar seu
desejo, que era encontrar alguns espíritos amados, na Terra, para
serviços de elevação em conjunto. Veneranda prometeu-lhe avalizar
seu pedido, mas exigiu dez anos consecutivos de trabalho ali, para
que ela pudesse corrigir certos desequilíbrios do sentimento.
Ela era agora uma
pessoa feliz, certa
de que viverá com
dignidade espiritual
sua futura
experiência na
Terra
64
A sós com o grande número de enfermeiros, passei a interessar-me
pelos doentes, com mais carinho. Dentre as figuras de auxiliares
presentes, impressionou-me a bondade espontânea de Narcisa, que
atendia a todos, maternalmente.
Ia manifestar a ela minha
profunda admiração, mas
um dos enfermos próximos
gritou: - Narcisa! Narcisa!
Não me cabia reter, por
mera curiosidade pessoal,
aquela irmã dedicada,
transformada em mãe
espiritual dos sofredores.
65
Sentia-me algo cansado pelos intensos esforços despendidos, mas o coração
entoava hinos de alegria interior. Recebera, afinal, a ventura do trabalho. E o
espírito de serviço fornece tônicos de misterioso vigor. (André Luiz)
•A mente humana pode ser simbolizada um soldado que luta pela conquista de
posições. Conforme o esforço, a perseverança, o adestramento, ou a má vontade, o
desânimo e a inexperiência, ficará ele na retaguarda, entre mutilados e vencidos, ou
surgirá, vitorioso, na vanguarda.
•O soldado luta por vencer e destruir os inimigos externos. A mente luta por vencer
os inimigos internos, representados pelo egoísmo, crueldade, vingança, ciúme,
prepotência, ambição.
•O soldado empunhará a espada e o rifle, a granada e a metralhadora. As armas da
mente são a humildade, o espírito de serviço, a bondade com todos, a nobreza, a
elegância moral, a disciplina.
•Na retaguarda, para o soldado ou para a mente, o cenário é dantesco: amargura,
aflição, humilhação, sofrimento. É a resposta da Lei à preguiça e à negligência.
•Na vanguarda, para o soldado ou para a mente, a paisagem é expressiva: alegria,
felicidade, glória. É a resposta da lei ao trabalho e à boa vontade.
•A retaguarda, para a mente ociosa, significará estacionamento nas zonas inferiores,
após a desencarnação, ou reencarnações dolorosas no futuro. A vanguarda
podemos simbolizá-la no trabalho renovativo, no progresso, na iluminação, no
enriquecimento moral e intelectual.
66
CAPÍTULO 29 - A visão de Francisco
– A terrível angústia do Espírito que vê o próprio corpo e julga-o um
monstro a atormentá-lo (esse Espírito era excessivamente apegado
ao corpo físico e faleceu por desastre, só deixando-o quando,
tomado de horror, vê os vermes desfazendo os despojos).
67
Impressionado com a bondade de Narcisa,
ia manifestar a ela minha admiração, mas
um dos enfermos próximos gritou: -
Narcisa! Narcisa!
Neste momento Andre foi informado de
que o chamavam ao aparelho de
comunicações urbanas. Era a senhora
Laura que pedia notícias.
AL.: esquecera-me de avisá-la sobre o serviço noturno e forneci
rápido relatório da nova situação. Através do fio, a genitora de Lísias
parecia exultar, compartilhando meu justo contentamento e disse,
bondosa:
- Muito bem, meu filho! apaixone-se pelo seu trabalho, embriague-se
de serviço útil. Somente assim, atenderemos à nossa edificação
eterna. Lembre, porém, que esta casa também lhe pertence.
Aquelas palavras encheram-me de nobres estímulos.
68
Regressando... notei Narcisa a lutar heroicamente por acalmar um
rapaz que revelava singulares distúrbios. Procurei ajudá-la.
O pobrezinho, de olhos esgazeado dos que experimentam profundas
sensações de pavor, gritava, espantadiço:
- Acuda-me, por amor de Deus! Tenho medo, medo!...
- Irmã Narcisa, lá vem "ele"!, o monstro! Sinto os vermes novamente!
"Ele"! "Ele"!... Livre-me "dele" irmã! Não quero, não quero!...
69
O caso Francisco – O rapaz desencarnara após um desastre
oriundo de pura imprudência. Muito apegado ao corpo físico,
foi difícil libertar-se do sepulcro. No plano espiritual tinha agora
visões que o assustavam muito. Era o seu próprio cadáver que
ele via.
Passes e água magnetizada faziam-lhe bem e ele se
acalmava; mas sua perturbação era tão grande, que não
reconheceu o próprio pai, generoso e dedicado, que o veio
visitar.
Da última vez que ali esteve, o pai ajoelhou-se diante do
enfermo e tomou-lhe as mãos, ansioso, como se estivesse a
transmitir vigorosos fluidos vitais; depois beijou-lhe a face,
chorando copiosamente. Desde esse dia, Francisco melhorou
bastante e sua demência total reduziu-se a crises cada vez
mais espaçadas
70
Calma, Francisco - pedia Narcisa - você vai libertar-se, ganhar
muita serenidade e alegria, mas depende do seu esforço.
Faça de conta que a sua mente é uma esponja embebida em
vinagre. É necessário expelir a substância azeda. Ajudá-lo-ei a
fazê-lo, mas o trabalho mais intenso cabe a você mesmo.
•O doente mostrava boa-vontade, acalmava-se enquanto ouvia os
conceitos carinhosos, mas volvia à mesma palidez de antes,
prorrompendo em novas exclamações.
•- Mas, irmã, repare bem... "ele" não me deixa. Já voltou a
atormentar- me! Veja, veja!...- Este fantasma diabólico!... -
acrescentava a chorar como criança, provocando compaixão.
•- Estou vendo-o, Francisco - respondia ela, cordata -, mas é
indispensável que você me ajude a expulsá-lo.- Confie em Jesus
e esqueça o monstro - dizia a irmã dos infelizes, piedosamente -,
vamos ao passe.
71
O fantasma fugirá de nós. E aplicou-lhe fluidos salutares e
reconfortadores, que Francisco agradeceu, manifestando imensa
alegria no olhar.
- Agora - disse ele, finda a operação magnética -, estou mais tranqüilo.
Narcisa explica a Andre: Não valeram socorros das esferas mais
altas, porque fechava a zona mental a todo pensamento relativo à
vida eterna. Por fim, os vermes fizeram-lhe experimentar
tamanhos padecimentos que o pobre se afastou do túmulo,
tomado de horror, a peregrinar nas zonas inferiores do Umbral; os
que lhe foram pais na Terra possuem aqui grandes créditos
espirituais e rogaram sua internação na colônia. Trouxeram-no
quase à força. Seu estado, contudo, é ainda tão grave que não
poderá ausentar-se, tão cedo, das Câmaras de Retificação.
Como tudo isso comove! - exclamei sob forte impressão.
Entretanto, como pode a imagem do cadáver persegui-lo?
- A visão de Francisco - esclareceu a velhinha, atenciosa -, é o
pesadelo de muitos espíritos depois da morte carnal
Capítulo 29- A visão de Francisco
• Ajoelhou- se diante do enfermo.
• Tomou-lhe as mãos, ansioso, como se estivesse a
transmitir vigorosos fluidos vitais,
• Francisco, desde esse dia, melhorou bastante. A
demência total reduziu-se a crises cada vez mais
espaçadas.
Dedicação
do pai
• A visão de Francisco é o pesadelo de muitos
Espíritos depois da morte carnal
• Apegam-se demasiadamente ao corpo
• Não enxergam outra coisa, nem vivem senão
dele e para ele, votando-lhe verdadeiro culto
Alerta
• Isto, porém, deve preocupar-nos,mas não deve
ferir-nos
• A crisálida cola-se à matéria inerte, mas a
borboleta alçará o vôo
Lição
73
CAPÍTULO 30
Herança e
eutanásia
André é convidado a acompanhar
Paulina em visita ao pai enfermo.
Um velho de fisionomia
desagradável, o olhar evidenciava
aspereza e revolta, semelhava-se a
uma fera humana enjaulada
74
75
76
CAPÍTULO 30 - Herança e eutanásia
Triste caso de eutanásia, associada a
interesses financeiros de um dos herdeiros.
A disputa entre familiares por herança...
- O ódio e o desentendimento causam
ruína e sofrimento nas criaturas
encarnadas ou desencarnadas. O indivíduo
que odeia fica com o semblante endurecido
e imune às sugestões do bem advindas
dos protetores espirituais. O ódio, como
sabemos muito bem hoje em dia, causa
doenças...
- O pensamento, em vibrações sutis,
alcança o alvo, por mais distante que
esteja. A permuta de ódio e
desentendimento causa ruína e sofrimento
nas almas...
77
Ele não podia esquecer o filho
Edelberto, que lhe ministrou o
veneno mortal... Seu ódio era
grande... Paulina lhe falou sobre
o papel da paternidade e a
necessidade do perdão. Disse-
lhe que a permuta de ódio e
desentendimento causa ruína e
sofrimento nas almas.
O caso Paulina – O pai de Paulina encontrava-se enfermo, no
Pavilhão 5. Esbelta e linda, Paulina trajava uma túnica muito leve,
tecida em seda luminosa. O pai acusava desequilíbrios fortes. De
fisionomia desagradável, olhar duro, cabeleira desgrenhada, rugas
profundas, lábios retraídos, inspirava mais piedade que simpatia.
Quando Paulina se aproximou, o velho enfermo não teve uma palavra
de ternura para ela. Com um olhar que evidenciava aspereza e
revolta, semelhava-se a uma fera humana enjaulada.
78
A mãe estava internada num hospício. Amália e Cacilda entraram em
luta judicial com Edelberto e Agenor, por causa dos bens deixados
pelo pai. Paulina disse-lhe então: "Aqui, vemo-lo em estado grave; na
Terra, mamãe louca e os filhos perturbados, odiando-se entre si. Em
meio de tantas mentes desequilibradas, uma fortuna de um milhão e
quinhentos mil cruzeiros. E que vale isso, se não há um átomo de
felicidade para ninguém?“
Depois de descrever os malefícios que
as vantagens financeiras trouxeram para
sua família, a filha pediu ao pai que
perdoasse; mas ele se mostrava ainda
incapaz de esquecer o gesto do filho que
o matou para entrar antecipadamente na
posse da herança. O velho, porém,
continuou a praguejar em voz alta. A
jovem preparava- se para discutir, mas
Narcisa endereçou-lhe significativo olhar,
chamando Salústio para socorrer o
doente em crise.
79
EUTANASIA - Os pacientes cujo ciclo de vida
carnal é interrompido pelos familiares acabam
desenvolvendo problemas ainda piores após o
desencarne, uma vez que o processo de
desenvolvimento da enfermidade física é parte
da expiação de débitos do companheiro ou é
capítulo do livro da vida daquele irmão,
constituindo lição que o indivíduo deveria
passar. Para aquele que prefere a morte ao
sofrimento dos últimos dias e, quase sempre,
solicita passar.
Quando interrompemos a vida, eliminamos os
breves momentos em que o moribundo teria,
com todo o auxílio espiritual, de refazer antigas
ideias que precisavam de nova abordagem.
Momentos para perdoar e pedir perdão por
exemplo.
80
Se o próprio paciente solicita a eutanásia,
o que ocorre na maioria dos casos, suas
condições tornam-se ainda piores após o
desencarne, posto que, na condição de
suicida, não mais dispõe do corpo físico
para separá-lo de seus obsessores e
tampouco terá tempo para se recuperar da
morte.
Aquele que sofre com resignação seus estertores, acaba se
preparando melhor para o desencarne e sua recuperação é
significativamente mais rápida após a morte física.
Todo aquele que aprende com o sofrimento, tem auxílio na eliminação
dos vínculos que mantinham o seu perispírito ligado ao corpo
moribundo ou já destituído de vitalidade, o que impede a ação de
espíritos trevosos e obsessores no processo.
81
Os familiares deveriam tornar os
últimos momentos do portador
de enfermidades graves mais
proveitosos para ele mesmo,
sem dor e envolto em
amor familiar.
Evitar as crises emotivas,
geralmente associadas a
sentimentos de culpa pela
família. Isso pode ser difícil para
a família, mas não raro o
paciente passa a acusar seus
entes queridos de assassinato
após a prática da eutanásia.
“Procurei observar, acima do sofredor, o irmão espiritual.
Desapareceu a impressão de repugnância, aclarando-se-me os
raciocínios. Apliquei a lição a mim mesmo. Como teria chegado, por
minha vez, ao Ministério do Auxílio?”
“Quando examinamos a desventura de alguém, lembrando as
próprias deficiências, há sempre asilo para o amor fraterno, no
coração”
Repensar os pré-
julgamentos
São raros os que se preocupam em ajuntar
conhecimentos nobres, qualidades de
tolerância, luzes de humildade, bênçãos de
compreensão. Impomos a outrem os
nossos caprichos, afastamo-nos dos
serviços do Pai, esquecemos a lapidação
do nosso espírito. Ninguém nasce no
planeta simplesmente para acumular
moedas nos cofres ou valores nos bancos.
(Paulina)
Capítulo 30 - Herança e Eutanásia
Lição de Jesus que recomenda nos amemos uns
aos outros. Atravessamos experiências
consangüíneas, na Terra, para adquirir o
verdadeiro amor espiritual
Nossos lares terrestres são cadinhos de
purificação dos sentimentos ou templos de união
sublime, a caminho da solidariedade universal
Troca de fluidos de amargura e incompreensão.
O pensamento, em vibrações sutis, alcança o
alvo, por mais distanteque esteja. A permuta de
ódio e desentendimento causa ruína e sofrimento
nas almas.
Capítulo 30- Herança e Eutanásia
Todos arruinaram belas possibilidades
espirituais, distraídos pelo dinheiro
fácil e apegados à idéia de herança
Os casos de herança, em regra, são
extremamente complicados. Com raras
exceções, acarretam enorme peso a
legadores e legatários. Neste caso,
porém, vemos também a eutanásia
Deus criou seres e céus, mas nós
costumamos transformarnos em
Espíritos diabólicos, criando nossos
infernos individuais.
O que vamos deixar
aos nossos filhos?
85
Sempre que pensamos em
alguém, “sintonizamos”
com essa pessoa, e
emitimos automaticamente
para elas uma parte de
nossas energias e fluidos.
A outra pessoa absorverá
ou não nossas energias,
fluidos, vibrações e
pensamentos, de acordo
com a afinidade e sintonia
que tenha conosco,
podendo ou não perceber
impressões dessas
energias, de acordo com
sua sensibilidade, com a
intensidade da emissão,
sua “qualidade”, etc.
Emanações Energéticas
características de cada
pessoa
PENSAMENTO
Transferência
Energética
“São raros os que se preocupam em ajuntar conhecimentos
nobres, qualidades de tolerância, luzes de humildade, bênçãos
de compreensão.
Impomos a outrem os nossos caprichos, afastamo-nos dos
serviços do Pai, esquecemos a lapidação do nosso Espírito”
Cap.31 : Vampiro - Atendimento negado
Capítulo 31- Vampiro
Eram 21 horas, quando fomos atender a dois enfermos, no Pavilhão
11, escutei gritaria próxima. Fiz instintivo movimento de aproximação,
mas Narcisa deteve-me, atenciosa:
- Não prossiga, localizam-se ali os desequilibrados do sexo. O quadro
seria extremamente doloroso para seus olhos. Guarde essa emoção
para mais tarde.
André ficou com muitas interrogacoes, mas se recordou do conselho
da genitora de Lísias de não se desviar da obrigação justa.
... chegou alguém dos fundos do
enorme parque. Era um
homenzinho de semblante
singular, evidenciando a
condição de trabalhador
humilde. Narcisa recebeu-o com
gentileza, perguntando:
- Que há, Justino? Qual é a sua
mensagem?
Justino chega comunicando que uma mulher pede
socorro no grande portão.
- E porque não a atendeu? - interrogou a enfermeira.
- Segundo as ordens que nos regem, não pude fazê-lo,
por que a pobrezinha está rodeada de pontos negros.
- Que me diz? - revidou Narcisa, assustada.
Nós três seguimos para o portao que estava a mais de
um quilometro. A mulher estava em chagas, com o
rosto deformado. Narcisa me perguntou -- Não está
vendo os pontos negros?
- Não - respondi.
Sua visao espiritual ainda nao esta educada.
Se estivesse em minhas mãos, abriria a nossa
porta, mas tratanto-se de criaturas nestas
condições, nada posso resolver por mim
mesma. Precisamos recorrer ao Vigilante-Chefe,
em serviço (Paulo).
…voltamos com Paulo, ele examinou a mulher
A prudencia em
nossa assistencia
e fundamental ao
tratamento.
- Filhos de Deus - bradou a mendiga -, dai-me abrigo à alma
cansada! Onde está o paraíso dos eleitos, para que eu possa
fruir a paz desejada.
Aquela voz lamuriosa sensibilizava-me o coração. Narcisa, por sua
vez, mostrava-se comovida.
- Está mulher, por enquanto, não pode receber nosso socorro.
Trata- se de um dos mais fortes vampiros que tenho visto
até hoje. É preciso entregá-la à própria sorte (Paulo).
Senti-me escandalizado. Não seria faltar aos deveres cristãos
abandonar aquela sofredora ao azar do caminho? Narcisa, que me
pareceu compartilhar da mesma impressão, adiantou-se
suplicante:
- Mas, Irmão Paulo, não há um meio de acolhermos essa miserável
criatura nas Câmaras?
- Permitir essa providência - esclareceu ele -, seria trair minha função
de vigilante.
- Já notou, Narcisa, alguma coisa além dos pontos negros?
Agora, era minha instrutora de serviço que respondia negativamente.
- Pois vejo mais - respondeu o Vigilante-Chefe. Baixando o tom de
voz, recomendou: - Conte as manchas pretas.
Narcisa fixou o olhar na infeliz e respondeu, após alguns instantes: -
Cinqüenta e oito.
O Irmão Paulo, com a paciência dos que sabem esclarecer com amor,
explicou:
- Esses pontos escuros representam cinqüenta e oito crianças
assassinadas ao nascerem. Em cada mancha vejo a imagem mental
de uma criancinha aniquilada, umas por golpes esmagadores, outras
por asfixia.
Capítulo 31- Vampiro
Narcisa rogou que cuidaria dela e Paulo
diz que a mulher nao quer senao
atrapalhar. Ele sugere que observem:
- Que deseja a irmã, do nosso concurso fraterno?
-Socorro, socorro – respondeu lacrimejante.
Paulo diz : devemos aceitar o sofrimento
retificador.
- Quem me atribui essa infâmia? Minha consciência
está tranqüila, canalha!... Empreguei a existência
auxiliando a maternidade na Terra. Fui caridosa e
crente, boa e pura...
- Demônio! Feiticeiro! Sequaz de Satã!... Não voltarei
jamais!... Estou esperando o céu que me prometeram e
que espero encontrar.
Capítulo 31- Vampiro
- Paulo: Faça, então, o favor de retirar-se. Não temos aqui
o céu que deseja. Estamos numa casa de trabalho, onde
os doentes reconhecem o seu mal e tentam curar-se,
junto de servidores de boa-vontade.
Não lhe pedi remédio, nem serviço. Estou procurando o
paraíso que fiz por merecer, praticando boas obras.
E, endereçando-nos dardejante olhar de extrema cólera,
perdeu o aspecto de enferma ambulante, retirando-se a
passo firme, como quem permanece absolutamente senhor
de si.
Acompanhou-a o Irmão Paulo com o olhar, durante longos
minutos, e, voltando-se para nós, acrescentou:
Capítulo 31- Vampiro
Observaram o Vampiro?
- Exibe a condição de criminosa e declara-se inocente; é
profundamente má e afirma-se boa e pura; sofre
desesperadamente e alega tranqüilidade; criou um
inferno para si própria e assevera que está procurando o
céu.
A ajuda chega
quando estamos
preparados.
Ante o silêncio com que lhe ouvíamos a lição, o Vigilante-
Chefe rematou:
- É imprescindível tomar cuidado com as boas ou más
aparências.
Naturalmente, a infeliz será atendida alhures pela Bondade
Divina, mas, por princípio de caridade legítima, na posição em
que me encontro, não lhe poderia abrir nossas portas.
95
- A experiência de Paulo detecta na infeliz que a hipocrisia
emite forças destrutivas e era preciso abandoná-la à própria
sorte, na instituição só se atende doentes que reconhecem o
seu mal e tentam curar-se, iria ela criar apenas perturbação e
influenciação inferior.
A profissional do infanticídio – A
mulher fora uma profissional de
ginecologia, a serviço do
infanticídio. A situação dela é pior
que a dos suicidas e homicidas
que, por vezes, apresentam
atenuantes de vulto .... Nem
mesmo remorso ela apresentava
e, ao ver que não seria admitida
em "Nosso Lar",
FORMAS DE OBSESSÃO
MEDIUNIDADE – OBSESSÕES – VAMPIRISMO
Mas, porque isso existe ?
97
Os Espíritos imperfeitos ainda predominam no planeta, determinando a
sua condição de inferioridade física e moral, e reduzindo os processos
de intercâmbio às expressões do mediunismo primário, onde as
obsessões prevalecem, desde as simbioses generalizadas dos
primórdios até os complexos vampirismos do presente.
Em Sexo e Destino, André narra: ... abordando Cláudio, sem
cerimônia. Um deles tateou-lhe os ombros e gritou: - Beber, meu caro,
quero beber!
Na parasitose mental, temos o vampirismo, por esse processo, os
desencarnados su gam a vitalidade dos encarnados, podendo
determinar nos hospedeiros doenças as mais variadas e até mesmo a
morte prematura.
Segundo o instrutor Alexandre, em Missionários da Luz: vampiro é
toda entidade ociosa que se vale, indebitamente, das possibilidades
alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é
necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a
qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos
homens.
“O AGENTE OPRESSOR INFLUENCIA DE TAL FORMA O
PACIENTE PERTURBADO QUE ORIGINA O
VAMPIRISMO ESPIRITUAL, POR PROCESSO DE
ABSORÇÃO DO PLASMA MENTAL.
O ESPÍRITO PARASITA BUSCA A VÍTIMA (...) O ÓDIO
TANTO QUANTO O AMOR DESVAIRADO CONSTITUEM
ELEMENTOS MATRIZES DESSAS OBSESSÕES
ESPECIAIS ”.
Manoel P. de Miranda – Obsessão Instalação e Cura – Pg 81
DMED- FEDERAÇÃO ESPÍRITA CATARINENSE – Responsável Esther Fregossi González
VAMPIRISMO ESPIRITUAL
“QUAL O PRIMEIRO DE TODOS OS
DIREITOS NATURAIS DO HOMEM?”
L.E. QUESTÃO 880
O DE VIVER. POR ISSO É QUE
NINGÚEM TEM O DIREITO DE
ATENTAR CONTRA A VIDA DO SEU
SEMELHANTE, NEM DE FAZER O
QUE QUER QUE POSSA
COMPROMETER-LHE A EXISTÊNCIA
CORPORAL.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC
Como a justiça divina encara o infanticídio?
1
1. SE A VIDA DA MÃE CORRER PERIGO
2. SE A GRAVIDEZ RESULTAR DE ESTUPRO
 CÓDIGO PENAL PREVÊ DE 1 A 3 ANOS DE
RECLUSÃO PARA A GESTANTE QUE O
PRATICA.
 DE 1 A 10 ANOS PARA TERCEIRO QUE
O PROVOCA.
(MEDICINA E SAÚDE – DR. ROBERT ROTHENBERG)
 358. CONSTITUI CRIME A PROVOCAÇÃO DO
ABORTO, EM QUALQUER PERÍODO DA
GESTAÇÃO?
 “HÁ CRIME SEMPRE QUE TRANSGREDIS A LEI
DE DEUS.
(O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC)
2
5º MANDAMENTO – NÃO
MATARÁS
UMA MÃE, OU QUEM QUER QUE
SEJA, COMETERÁ CRIME SEMPRE
QUE TIRAR A VIDA A UMA CRIANÇA
ANTES DO SEU NASCIMENTO.”
COMETERÁ SEMPRE UM CRIME AO SE IMPEDIRA ALMA
DE PASSAR PELAS PROVAS DE QUE NECESSITA.
QUANDO O
ABORTO
É
PERMITIDO ?
QUANDO A
GRAVIDEZ
OFERECE RISCO
À VIDA DA MÃE.
(O LIVRO DOS ESPÍRITOS – A. KARDEC – P. 359,360.)
EMMANUEL
359. CASO A GESTAÇÃO PONHA EM RISCO A VIDA DA
MÃE, DEVE-SE SACRIFICAR O SER QUE AINDA NÃO
NASCEU DO AQUELE QUE ESTÁ ATIVO.
360 .DEVE-SE TER PARA COM O FETO O MESMO RESPEITO
QUE SE TEM COM UMA CRIANÇA QUE VIVEU POUCO
TEMPO.
 O ABORTO PROVOCADO, MESMO DIANTE DE
REGULAMENTOS HUMANOS QUE O PERMITEM É UM
CRIME PERANTE AS LEIS DE DEUS.
EMMANUEL
(QUEM TEM MEDO DA MORTE? – RICHARD SIMONETTI)
(LEIS DE AMOR - EMMANUEL)
•  TRAUMA PROVOCADO PELA MORTE VIOLENTA.
•  DESGOSTO PELA OPORTUNIDADE DE EVOLUÇÃO
PERDIDA.
•  NÃO RARO,TOMA-SE DE RANCOR,TRANSFOR-
MANDO-SE EM OBSESSOR DOS PAIS.
 AFASTA OS RECURSOS DE REABILITAÇÃO E
FELICIDADE QUE A MATERNIDADE OFERECE.
 DESAJUSTES FÍSICOS E ESPIRITUAIS.
 DESAJUSTES PSÍQUICOS: REMORSO, PESA-
DELOS, CRISES NERVOSAS, DEPRESSÃO ...
 ADQUIREM DÍVIDAS PELA INFRAÇÃO DAS
LEIS DIVINAS E TERÃO QUE REPARAR.
 ATRAEM PARA SI OS SOFRIMENTOS DAS
VÍTIMAS.
A VIDA
PERTENCE A DEUS !
 O RESPEITO À VIDA É
FUNDAMENTAL.
 NENHUMA GRAVIDEZ
OCORRE POR ACASO.
 O DIREITO SOBRE A VIDA DO OUTRO SÓ A
DEUS PERTENCE.
(QUEM TEM MEDO DA MORTE? – RICHARD SIMONETTI)
(LEIS DE AMOR - EMMANUEL)
(ENTENDER CONVERSANDO – EMMANUEL/CHICO XAVIER)
SE O ANTICONCEPCIONAL VEIO FAVORECER A
MOVIMENTAÇÃO DAS CRIATURAS, PORQUE
VAMOS LEGALIZAR OU ESTIMULAR A MATANÇA
DE CRIANÇAS INDEFESAS ?
ABORTO É UM DELITO GRAVE PERANTE A PRO-
VIDÊNCIA DIVINA, PORQUE A VIDA NÃO NOS
PERTENCE E SIM AO PODER DIVINO.
ASSIM, INICIADA A VIDA NA TERRA
PELA CONCEPÇÃO,INTERROMPÊ-
LA, DESTRUÍ-LA, CONSTITUI
GRAVE ERRO CONTRA A LEI
DIVINA UMA VEZ QUE JÁ
ESTABELECIDO,
PELA LEI NATURAL DA
REPRODUÇÃO UM VÍNCULO
ENTRE O ESPÍRITO
REENCARNANTE E OS
ELEMENTOS MATERIAIS
ORIUNDOS DOS PAIS, ALÉM DAS
LIGAÇÕES ESPIRITUAIS
E MORAIS GERADAS ENTRE
TODOS OS COMPROMETIDOS COM
AQUELA AÇÃO.
OS SALÕES VERDES
De volta, percorrendo o parque banhado
de luz, Narcisa fala dos salões verdes,
destinados ao serviço da educação no
Ministério do Esclarecimento, obra da
Ministra Veneranda.
CAPÍTULO 32 - Notícias de Veneranda
109
CAPÍTULO 32 - Notícias de Veneranda
Após o encontro com a estranha figura da mulher vampiro, André e
Narcisa penetraram o parque banhado de luz, onde André
experimentava singular fascinação. Arvores acolhedoras,
reclamavam sua atenção a todo momento. De maneira indireta,
provocava explicações de Narcisa.
- No grande parque - dizia ela - não há somente caminhos para o
Umbral ou apenas cultura de vegetação destinada aos sucos
alimentícios. A Ministra Veneranda criou planos excelentes para os
nossos processos educativos.
-Todo o nosso préstimo será pouco para retribuir as dedicações
dessa abnegada serva de Nosso Senhor. Grande número de
benefícios, neste Ministério, foram por ela criados para atender aos
mais infelizes. Sua tradição de trabalho, em "Nosso Lar", é
considerada pela Governadoria como das mais dignas. É a entidade
com maior número de horas de serviço na colônia e a figura mais
antiga do Governo e do Ministério.
-Permanece em tarefa ativa, nesta cidade, há mais de duzentos
anos.
110
Em Pedro Leopoldo é aquele espírito que na noite de 10 de julho de
1927 se materializa ou aparece à visão espiritualizada do jovem
Francisco Cândido Xavier, tinha, então, 17 anos de idade. A visita
daquele espírito de alta hierarquia espiritual era exclusiva para o
jovem Chico Xavier, em nome de Jesus.
Veneranda (Izabel de Aragão) e Chico Xavier
111
O (re)encontro de Chico Xavier e de Isabel de Aragão atesta a
grandeza espiritual do médium de Pedro Leopoldo e o milagre do
esquecimento pela lei da reencarnação.
Uma simples leitura de O LIVRO DOS MÉDIUNS, de Allan Kardec,
atesta o fato de que uma pessoa encarnada para ver e ouvir um
espírito iluminado precisa estar na mesma sintonia espiritual, tem
que haver simpatia, identidade espiritual entre ambos sem o que a
comunicação torna-se impossível em sua tangibilidade visual e
auditiva. Um espírito encarnado débil, hierarquicamente inferior, não
tem condições espirituais para perceber tangivelmente um espírito
iluminado.
Referências
BACCELLI, Carlos A. O Evangelho de Chico Xavier. 3. ed.
Votuporanga: Didier. 2001; ps. 92-96
112
A veneranda Rainha Santa de Portugal e
Algarves, Isabel de Aragão, transformando
pães em rosas.
Ontem - Rainha Isabel de Aragão.
Hoje - A VENERANDA DO LIVRO NOSSO
LAR.
Chico Xavier fala sobre Isabel de
Aragão, a Rainha Santa de Portugal,
com Caio Ramacciotti
113
Encantou-me no livro a
personagem ministra
Veneranda, que mais tarde vim
a saber tratar-se da mesma
Isabel de Aragão, a rainha santa
de Portugal, que orientava,
nesse tempo, os serviços de
intercessão do Hospital
Esperança e dispunha de uma
missão gloriosa junto nas terras
sofridas do continente africano,
em colônias portuguesas e
adjacentes.
Livro “os dragões”
WANDERLEY OLIVEIRA - pelo
espírito MARIA MODESTO
CRAVO
114
Há uma mensagem psicografada por Geraldo Lemos Neto, em reunião pública
no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, em Belo Horizonte-MG, na noite do
dia 30/06/2003, data em que se comemorou o primeiro aniversário da
desencarnação do querido médium, benfeitor e amigo FRANCISCO CÂNDIDO
XAVIER. Assinou esta mensagem o Espírito como “A GRATIDÃO”
Nota do médium: o espírito que se apresentou para escrever a mensagem era
o de luminosa senhora, que me impressionou vivamente as fibras mais
sensíveis do ser. Ao final da comunicação, ela se recusou a identificar-se,
assinando, simplesmente, A Gratidão. Comovido pela sua humildade, indaguei
de nossa benfeitora Neném Aluotto, quem se me havia apresentado durante a
concentração mental costumeira antes da tarefa mediúnica, ao que a estimada
amiga respondeu: “É o espírito de Veneranda!” Mais tarde, vim a saber tratar-
se do espírito de Isabel de Aragão, que vinha humildemente homenagear a
vitória espiritual de seu pupilo na Terra, Chico Xavier, um ano após a sua
desencarnação.
FONTE: ISABEL – A MULHER QUE REINOU COM O CORAÇÃO de Maria
José Cunha
115
Pontos de destaque para estudo:
1) Os “salões verdes” foram construídos por volta de 1900, tendo em vista que
André Luiz descreve fatos de 1939-1940. São exemplos de amor e respeito à
natureza, inspirados nas lições de Jesus.
Existem por toda parte. Um verdadeiro castelo de vegetação em forma de
estrela. Cada salão natural tem bancos e poltronas estruturados na substância
do solo, forrados de relva macia. No centro, funciona enorme aparelho
destinado a demonstrações pela imagem, semelhante ao cinematógrafo
terrestre.
Capítulo 32- Noticias de Veneranda
Narcisa explica a André que no grande
parque não há somente caminhos para
o Umbral ou apenas cultura de
vegetação destinada aos sucos
alimentícios. Temos salões para serviço
de educação, realizando conferencias
de vários Ministérios para os
moradores e visitantes.
Veneranda foi chamada pela União
Divina para ajudar na organização
dos recintos. No parque de
educação do esclarecimento fez um
castelo em forma de estrela com 5
classes de aprendizado. No centro
enorme aparelho para imagem,
como um cinematografo. Podendo
levar 5 projeções variadas
simultaneamente
Investirmos na
educacao e estudo nos
preparara para uma
vida melhor no mundo
espiritual.
E o mobiliário dos salões? Tal como dos grandes recintos terrenos?
Narcisa sorriu e acentuou: Há diferença. A Ministra ideou os quadros
evangélicos do tempo que assinalou a passagem do Cristo e cada salão tem
bancos e potronas esculturados na substancia do solo, forrados de relva,
lembrando as preleções do Mestre.
Para as palestras do Governador criou um recinto ao gosto dele com lagos
e pequenas pontes.
118
Pontos de destaque para estudo:
2) Natal: época de louvor e agradecimento ao Cristo.
Cada mês do ano mostra cores diferentes, em razão das flores que se vão
modificando em espécie, de trinta a trinta dias. A Ministra reserva o mais lindo
aspecto para o mês de dezembro, em comemoração ao Natal de Jesus,
quando a cidade recebe os mais formosos pensamentos e as mais vigorosas
promessas dos nossos companheiros encarnados na Terra e envia, por sua
vez, ardentes afirmações de esperança e serviço às esferas superiores, em
homenagem ao Mestre dos mestres. Esse salão é nota de júbilo para os
nossos Ministérios.
119
Pontos de destaque para estudo:
3) O governador visita, quase que semanalmente, aos domingos. Ali
permanece longas horas, conferenciando com os Ministros da Regeneração,
conversando com os trabalhadores, oferecendo sugestões valiosas,
examinando nossas vizinhanças com o Umbral, recebendo nossos votos e
visitas, e confortando enfermos convalescentes. À noitinha, quando pode
demorar-se, ouve música e assiste a números de arte, executados por
jovens e crianças dos nossos educandários. A maioria dos forasteiros, que
se hospedam em "Nosso Lar", costuma vir até aqui só no propósito de
conhecer esse "palácio natural", que acomoda confortavelmente mais de
trinta mil pessoas.
120
Pontos de destaque para estudo:
4) O exemplo de Veneranda: em 1936, recebeu troféu por 1 milhão
de horas de serviço útil, mas transferiu o mérito a toda colônia.
Os 11 Ministros que atuam com Veneranda na Regeneração ouvem-
na antes de qualquer providência especial. Com exceção do
Governador, a Ministra é a única entidade, em “Nosso Lar”, que já viu
Jesus nas esferas superiores. Mas nunca comentou esse fato e até
se esquiva à menor referência a tal respeito.
Capítulo 32- Noticias de Veneranda
A Ministra Veneranda além do
Governador é a única entidade de
Nosso Lar que já viu Jesus nas
esferas Resplandecentes.
Veneranda foi a única também a
ganhar em Nosso Lar a medalha do
Mérito de Serviço com 1 milhão de
horas.
ANDRÉ LUIZ VÊ
“FANTASMAS’’
CAPÍTULO 33 -
Curiosas
observações
123
CAPÍTULO 33 – Curiosas observações
A. Luiz sentindo só, pondera os acontecimentos desde o primeiro
encontro com o Ministro Clarêncio, quando socorrido no umbral. Que
teria sucedido a Zélia e aos filhinhos? Por que razão me prestavam
ali tão grande esclarecimentos sobre as mais variadas questões da
vida, omitindo, contudo, qualquer notícia pertinente ao meu antigo
lar?
Tudo indicava a necessidade de esquecer os problemas
carnais, no sentido de renovar-se intrinsecamente, e, no
entanto, penetrando os recessos do ser, encontrava a saudade
viva dos seus.
Narcisa permitiu a ida de AL até o
grande portão de entrada das
Câmaras de Retificação, para esperar
o grupo de Samaritanos que iam
chegar, conforme aviso recebido.
124
Em verdade, muito amara a companheira
de lutas e, sem dúvida, dispensara aos
filhinhos ternuras incessantes; mas,
examinando desapaixonadamente a
(AL) - Torturavam-me as inquirições internas, mas, prendendo-me
então aos imperativos do dever justo, aproximei-me da grande
cancela, investigando além, através dos campos de cultura.
situação de esposo e pai, reconhecia que nada criara de sólido e útil
no espírito dos meus familiares. Tarde verificava esse descuido
125
(AL) - Tudo luar e serenidade, céu
sublime e beleza silenciosa! Extasiando-
me na contemplação do quadro,
demorei alguns minutos entre a
admiração e a prece. Instantes depois,
divisei ao longe dois vultos enormes que
me impressionaram vivamente.
Pareciam dois homens de substância
indefinível, semiluminosa.
FANTASMAS ?
Dos pés e dos braços pendiam
filamentos estranhos, e da cabeça
como que se escapava um longo fio
de singulares proporções.
Tive a impressão de identificar dois autênticos fantasmas. Não
suportei. Cabelos eriçados, voltei apressadamente ao interior.
Inquieto e amedrontado, expus a Narcisa a ocorrência, notando que
ela mal continha o riso.
NO MUNDO ESPIRITUAL ?
126
- Ora essa, meu amigo - disse, por
fim, mostrando bom humor -, não
reconheceu aquelas personagens?
Fundamente desapontado, nada
consegui responder, mas Narcisa
continuou:
- Também eu, por minha vez,
experimentei a mesma surpresa, em
outros tempos.
Aqueles são os nossos próprios irmãos da Terra. Trata-se de
poderosos espíritos que vivem na carne em missão redentora e
podem, como nobres iniciados da Eterna Sabedoria, abandonar o
veículo corpóreo, transitando livremente em nossos planos.
Os filamentos e fios que observou são singularidades que os
diferenciam de nós outros. Não se arreceie, portanto. Os encarnados,
que conseguem atingir estas paragens, são criaturas
extraordinariamente espiritualizadas, apesar de obscuras ou humildes
na Terra.
127
Kardec, recebeu informações que
descreviam o homem como constituído
de três elementos básicos: o corpo
físico, o espírito imortal e um corpo
“semi-material”, estruturado em
matéria em outra condição vibratória,
capaz de funcionar como um elo entre
o espírito propriamente dito e a matéria
ordinária que constitui nosso plano de
vida. A expressão kardecista de
perispírito é compatível com a ideia
de um conjunto de corpos que se
entrelaçam e intermedeiam o
Espírito (imaterial) e o corpo físico.
Antes das obras de André Luiz, de Emmanuel e outros espíritos, os
espíritas e os estudiosos dos fenômenos mediúnicos, espirituais e
psíquicos tinham uma ideia muito vaga sobre o corpo espiritual.
O PERISPÍRITO OU PSICOSSOMA
128
O Homem é composto de 3 elementos: ESPÍRITO (o ser
inteligente, o individuo propriamente dito.) PERISPÍRITO
(corpo de matéria em estado fluídico, imponderável aos
instrumentos humanos e órgãos dos sentidos) CORPO FISICO
(feito de matéria densa, tangível e mensurável)
129
O corpo físico é o veículo que permite nossas experiências na crosta
terrena, com baixa frequência vibratória. Envolvendo-o e expandindo-
se ao seu redor por alguns milímetros, temos o corpo vital, também
chamado de corpo etéreo ou duplo etéreo, que funciona como um
centro de captação de energias do universo e como elo de ligação
entre o perispírito e o corpo físico (através do chamado cordão
prateado e dos centros de força).
130
A morte física conduz à perda do
corpo físico e do corpo chamado
“duplo etérico”, enquanto que o
perispírito e os corpos superiores
são preservados no processo.
André Luiz e seus instrutores
discorrem sobre a relação entre a
mediunidade, o perispírito e a
glândula pineal, sede da ligação do
cordão de prata, que liga o
psicossoma ao corpo etéreo e ao
corpo físicointerconexão entre os
corpos que nos constituem.
É de relevância também no fenômeno
de dissolução dos vínculos fluídicos
por ocasião do desencarne, com a
eliminação final dos liames do cordão
de prata, que une os corpos (corpo
físico, duplo etéreo e o perispírito)
131
Emmanuel, no livro “Roteiro”, 1952, (páginas 31 a 33), nos informa:
O perispírito é, ainda, corpo organização que, representando o molde
fundamental da existência para o homem, subsiste, além do sepulcro,
de conformidade com o seu peso específico.
Formado por substâncias químicas que transcendem a série
estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, é
aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o
padrão vibratório do campo interno.
Organismo delicado, extremo poder plástico, modifica-se sob o
comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder
apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a
experiência consegue conferir.
Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se
caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo
físico, ainda animalizado ou enfermiço.
132
E, Narcisa, encorajando-me
bondosamente, acentuou:
- Vamos até lá. Os Samaritanos
não podem tardar.
Satisfeito, voltei com ela ao
grande portão. Lobrigava-se,
ainda, a enorme distância, os
dois vultos que se afastavam de
"Nosso Lar", tranqüilamente.
A enfermeira contemplou-os, fez
um gesto expressivo de
reverência e exclamou:
- Estão envolvidos em claridade
azul. Devem ser dois
mensageiros muito elevados na
esfera carnal, em tarefa que não
podemos conhecer.
- Lá vêm eles!
Identifiquei a caravana que avançava em nossa direção, sob a
claridade branda do céu. De repente, ouvi o ladrar de cães, a grande
distância. Os cães - disse Narcisa - são auxiliares preciosos nas
regiões obscuras do Umbral, onde não estacionam somente os homens
desencarnados, mas também verdadeiros monstros, que não cabe
agora descrever.
A enfermeira, em voz ativa, chamou os servos distantes, enviando um
deles ao interior, transmitindo avisos. Fixei atentamente o grupo
estranho que se aproximava devagarinho.
Seis grandes carros, precedidos de
matilhas de cães alegres e
bulhentos, eram tirados por animais
que, me pareceram muares
terrestres. Mas a nota mais
interessante era os grandes bandos
de aves, de corpo volumoso, que
voavam a curta distância, acima
dos carros, produzindo ruídos
singulares.
134
(AL)Onde o aeróbus? Não seria possível utilizá-lo no Umbral?
-Questão de densidade da matéria. Pode você figurar um exemplo
com a água e o ar. O avião que fende a atmosfera do planeta não
pode fazer o mesmo na massa equórea.
Poderíamos construir determinadas máquinas como o submarino;
mas, por espírito de compaixão pelos que sofrem, os núcleos
espirituais superiores preferem aplicar aparelhos de transição. Além
disso, em muitos casos, não se pode prescindir da colaboração dos
animais.
- Como assim? - perguntei, surpreso.
Os cães facilitam o trabalho, os muares suportam cargas
pacientemente e fornecem calor nas zonas onde se faça necessário;
e aquelas aves - acrescentou, indicando-as no espaço -, que
denominamos íbis viajores, são excelentes auxiliares dos
Samaritanos, por devorarem as formas mentais odiosas e perversas,
entrando em luta franca com as trevas umbralinas.
E distribuindo ordens de serviço, aqui e acolá, preparava-se
para receber novos doentes do espírito.
135
APONTAMENTOS
QUE ATIVIDADE DESENVOLVEM NO UMBRAL OS SAMARITANOS?
Samaritanos é o nome de uma caravana socorrista que presta
assistência, no Umbral, aos Espíritos em situação de sofrimento,
recolhendo para transporte até a Colônia os irmãos em condições de
adentrar os portões de Nosso Lar.
BIOSFERA ESPIRITUAL
Toda literatura espírita de qualidade suporta a ideia de que a vida após
a morte não representa um salto, mas se reveste de um contínuo. Nas
belas descrições de “Nosso Lar” vemos a presença de pôr-do-sol,
nuvens, neblina, riachos, rios, lagos, pomares, bosques e animais,
mostrando que existe todo um ciclo natural, com alternância de
estações e de elementos da natureza, como a chuva.
Existem descrições de um aparato burocrático de identificação das
pessoas. Tudo isso reforça o conceito de que a vida após a vida é uma
continuação daquela que hoje envergamos aqui.
Nada mais “pé-no-chão” do que a descrição de Dona Laura, mãe do
personagem Lísias, a respeito da origem dos alimentos e roupas em
Nosso Lar.
136
APONTAMENTOS BIOSFERA ESPIRITUAL
Vemos na lição, esferas e planos tão semelhantes que encadeiam uma
sequencia evolutiva, como a existência de uma biosfera própria, uma
vez que André Luiz descreve aves, animais domésticos, como o cão e
os muares, além de todos os demais elementos da biosfera terrena,
como bosques, flores, rios, oceano, montanhas, campinas e outros, em
um plano espiritual.
Passamos a entender o dito “plano físico” como a esferas que se
interpenetram em que vivemos. Seria o equivalente a dizer que a morte
nos retira desse plano físico e nos transporta para outro, tão ou quase
tão “físico” e palpável quanto o nosso, dependendo da evolução do
irmão.
No planeta Terra, em todos os locais em que existe uma fonte de
energia e os nutrientes podem ser encontrados, a vida abunda e
se diversifica. A literatura espírita mostra que os planos espirituais
próximos à Terra refletem a própria natureza do mundo material,
em ordem inversa, ou seja, o mundo físico é uma simplificação do
mundo espiritual.
137
1. Allan Kardec, Em “O Livro dos Espíritos”, Cap. XI, Dos três reinos.:
– sob orientação de Inteligências Celestes, registrou às questões 598 a 600, de
“O Livro dos Espíritos”, que os animais, ao morrer, mantêm sua individualidade,
permanecendo em vida latente sob cuidados de Espíritos especializados, que
os classificam e agrupam; nos animais a reencarnação não se demora; esse
princípio independente, individualizado, algo semelhante a uma alma
rudimentar, inferior à humana, dá-lhes limitada liberdade de ação apenas nos
atos da vida material;
2. André Luiz:
– narra no Cap. XII de “Evolução em Dois Mundos” — ... Desencarnados,
dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera espiritual, onde, com
exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto, incapazes de
manobrar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é característico, por
ausência de substância mental consciente.
Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se
filiam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte
do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante à hibernação, acabando
automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se
ajustam.
138
Essas informações considero-as fundamental para o entendimento
de como os animais vivem no Plano Espiritual, aguardando a
próxima reencarnação. Kardec registrou que após a morte os
animais são classificados e impedidos de se relacionarem com
outras criaturas; André Luiz, agora, diz a mesma coisa, de outra
forma, ao mencionar que os animais que não são destacados
para alguma tarefa, entram em hibernação e logo reencarnam.
sem qualquer relacionamento,
uns com os outros; assim, não
havendo ação de predadores
inexistem presas; mantidos em
hibernação não se alimentam,
não brigam, não reproduzem,
não se deslocam.
Depreendo, assim, que no mundo espiritual os animais não utilizados
em alguns serviços, não têm vida consciente, mas vegetativa, e isso
responde à pergunta de como vivem lá:

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

O espiritismo e a regeneração da humanidade
O espiritismo e a regeneração da humanidadeO espiritismo e a regeneração da humanidade
O espiritismo e a regeneração da humanidade
Graça Maciel
 
O homem de bem, grande desafio
O homem de bem, grande desafioO homem de bem, grande desafio
O homem de bem, grande desafio
Graça Maciel
 
A vida no mundo espiritual
A vida no mundo espiritualA vida no mundo espiritual
A vida no mundo espiritual
Graça Maciel
 
Cinqüenta perguntas sobre o livro Nosso Lar
Cinqüenta perguntas sobre o livro Nosso LarCinqüenta perguntas sobre o livro Nosso Lar
Cinqüenta perguntas sobre o livro Nosso Lar
Eduardo Henrique Marçal
 

Mais procurados (20)

Transição planetaria apresentação
Transição planetaria apresentaçãoTransição planetaria apresentação
Transição planetaria apresentação
 
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros Apresentação da obra
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros  Apresentação da obraEstudando com Andre Luiz - Os Mensageiros  Apresentação da obra
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros Apresentação da obra
 
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 02 Aniceto
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros   capitulo 02 AnicetoEstudando com Andre Luiz - Os Mensageiros   capitulo 02 Aniceto
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 02 Aniceto
 
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 05 Ouvindo instruções
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros   capitulo 05 Ouvindo instruçõesEstudando com Andre Luiz - Os Mensageiros   capitulo 05 Ouvindo instruções
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 05 Ouvindo instruções
 
Cristo Consolador
Cristo ConsoladorCristo Consolador
Cristo Consolador
 
Brasil coração do mundo, pátria do evangelho
Brasil coração do mundo, pátria do evangelhoBrasil coração do mundo, pátria do evangelho
Brasil coração do mundo, pátria do evangelho
 
O espiritismo e a regeneração da humanidade
O espiritismo e a regeneração da humanidadeO espiritismo e a regeneração da humanidade
O espiritismo e a regeneração da humanidade
 
As Penas Futuras Segundo o Espiritismo
As Penas Futuras Segundo o EspiritismoAs Penas Futuras Segundo o Espiritismo
As Penas Futuras Segundo o Espiritismo
 
Palestra Espírita - Missão dos espíritas
Palestra Espírita - Missão dos espíritasPalestra Espírita - Missão dos espíritas
Palestra Espírita - Missão dos espíritas
 
O homem de bem, grande desafio
O homem de bem, grande desafioO homem de bem, grande desafio
O homem de bem, grande desafio
 
Nos dominios da mediunidade - Cap.3
Nos dominios da mediunidade  - Cap.3Nos dominios da mediunidade  - Cap.3
Nos dominios da mediunidade - Cap.3
 
Transição planetária
Transição planetáriaTransição planetária
Transição planetária
 
Palestra Espírita - A caridade material e a caridade moral
Palestra Espírita - A caridade material e a caridade moralPalestra Espírita - A caridade material e a caridade moral
Palestra Espírita - A caridade material e a caridade moral
 
A vida no mundo espiritual
A vida no mundo espiritualA vida no mundo espiritual
A vida no mundo espiritual
 
Bem aventurados os que são misericordiosos
Bem aventurados os que são misericordiososBem aventurados os que são misericordiosos
Bem aventurados os que são misericordiosos
 
VISÃO ESPÍRITA DA MORTE
VISÃO ESPÍRITA DA MORTEVISÃO ESPÍRITA DA MORTE
VISÃO ESPÍRITA DA MORTE
 
Fase2 aula 09 slides
Fase2 aula 09 slidesFase2 aula 09 slides
Fase2 aula 09 slides
 
Capítulo 6 do evangelho segundo o espiritismo
Capítulo 6 do evangelho segundo o espiritismoCapítulo 6 do evangelho segundo o espiritismo
Capítulo 6 do evangelho segundo o espiritismo
 
Cinqüenta perguntas sobre o livro Nosso Lar
Cinqüenta perguntas sobre o livro Nosso LarCinqüenta perguntas sobre o livro Nosso Lar
Cinqüenta perguntas sobre o livro Nosso Lar
 
Obsessão e desobsessão
Obsessão e desobsessãoObsessão e desobsessão
Obsessão e desobsessão
 

Destaque

Cidade no além (andré luiz e lucius)
Cidade no além (andré luiz e lucius)Cidade no além (andré luiz e lucius)
Cidade no além (andré luiz e lucius)
Sheila Büchele
 

Destaque (20)

31 nosso lar vampiro
31 nosso lar  vampiro31 nosso lar  vampiro
31 nosso lar vampiro
 
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 07 A queda de otavio
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros   capitulo 07 A queda de otavioEstudando com Andre Luiz - Os Mensageiros   capitulo 07 A queda de otavio
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 07 A queda de otavio
 
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 06 Advertencias profundas
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros  capitulo 06 Advertencias profundasEstudando com Andre Luiz - Os Mensageiros  capitulo 06 Advertencias profundas
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 06 Advertencias profundas
 
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 03 No centro de mensageiros
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros   capitulo 03 No centro de mensageirosEstudando com Andre Luiz - Os Mensageiros   capitulo 03 No centro de mensageiros
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 03 No centro de mensageiros
 
33 nosso lar curiosas observações
33 nosso lar curiosas observações33 nosso lar curiosas observações
33 nosso lar curiosas observações
 
Nosso lar - parte11
Nosso lar - parte11Nosso lar - parte11
Nosso lar - parte11
 
32 nosso lar notícias de veneranda
32 nosso lar   notícias de veneranda32 nosso lar   notícias de veneranda
32 nosso lar notícias de veneranda
 
Cidade no além (andré luiz e lucius)
Cidade no além (andré luiz e lucius)Cidade no além (andré luiz e lucius)
Cidade no além (andré luiz e lucius)
 
Os Mensageiros - Capitulo 04 - O Caso Vicente
Os Mensageiros - Capitulo 04 - O Caso VicenteOs Mensageiros - Capitulo 04 - O Caso Vicente
Os Mensageiros - Capitulo 04 - O Caso Vicente
 
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 04 O caso vicente
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros   capitulo 04 O caso vicenteEstudando com Andre Luiz - Os Mensageiros   capitulo 04 O caso vicente
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros capitulo 04 O caso vicente
 
029 nosso lar 29 a visão de francisco
029 nosso lar 29 a visão de francisco029 nosso lar 29 a visão de francisco
029 nosso lar 29 a visão de francisco
 
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros 01 conceitos fundamentais
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros  01 conceitos fundamentaisEstudando com Andre Luiz - Os Mensageiros  01 conceitos fundamentais
Estudando com Andre Luiz - Os Mensageiros 01 conceitos fundamentais
 
Os Mensageiros - Capítulo 01
Os Mensageiros - Capítulo 01Os Mensageiros - Capítulo 01
Os Mensageiros - Capítulo 01
 
Estudo do filme 'Nosso Lar'
Estudo do filme 'Nosso Lar'Estudo do filme 'Nosso Lar'
Estudo do filme 'Nosso Lar'
 
Apresentação do Livro Os Mensageiros
Apresentação do Livro Os MensageirosApresentação do Livro Os Mensageiros
Apresentação do Livro Os Mensageiros
 
025 nosso lar 25 generoso alvitre
025 nosso lar 25 generoso alvitre025 nosso lar 25 generoso alvitre
025 nosso lar 25 generoso alvitre
 
Palestra - Denise Ferreira
Palestra - Denise FerreiraPalestra - Denise Ferreira
Palestra - Denise Ferreira
 
3 o jardim mais bonito do mundo
3  o jardim mais bonito do mundo3  o jardim mais bonito do mundo
3 o jardim mais bonito do mundo
 
30 nosso lar herança e eutanásia
30 nosso lar  herança e eutanásia30 nosso lar  herança e eutanásia
30 nosso lar herança e eutanásia
 
35 nosso lar encontro singular
35 nosso lar  encontro singular35 nosso lar  encontro singular
35 nosso lar encontro singular
 

Semelhante a Estudando André Luiz Nosso Lar cap. 24 a 33

Piotr kropotkin ajuda mútua um fator de evolução [272]
Piotr kropotkin    ajuda mútua um fator de evolução [272]Piotr kropotkin    ajuda mútua um fator de evolução [272]
Piotr kropotkin ajuda mútua um fator de evolução [272]
Alvanice Souza
 
Ajuda Mutua - Piotr Kropotkin
Ajuda Mutua - Piotr KropotkinAjuda Mutua - Piotr Kropotkin
Ajuda Mutua - Piotr Kropotkin
BlackBlocRJ
 
Ajuda-Mútua-um-fator-de-evolução-Piotr-Kropotkin.pdf
Ajuda-Mútua-um-fator-de-evolução-Piotr-Kropotkin.pdfAjuda-Mútua-um-fator-de-evolução-Piotr-Kropotkin.pdf
Ajuda-Mútua-um-fator-de-evolução-Piotr-Kropotkin.pdf
AguinaldoJosdeOlivei
 

Semelhante a Estudando André Luiz Nosso Lar cap. 24 a 33 (20)

024 nosso lar 24 impressionante apelo
024 nosso lar 24 impressionante apelo024 nosso lar 24 impressionante apelo
024 nosso lar 24 impressionante apelo
 
O mundo invisivel e a guerra parte I
O mundo invisivel e a guerra   parte IO mundo invisivel e a guerra   parte I
O mundo invisivel e a guerra parte I
 
Como eliminar as guerras em nosso planeta
Como eliminar as guerras em nosso planetaComo eliminar as guerras em nosso planeta
Como eliminar as guerras em nosso planeta
 
Kropotkin ajuda-mutua
Kropotkin ajuda-mutuaKropotkin ajuda-mutua
Kropotkin ajuda-mutua
 
Piotr kropotkin ajuda mútua um fator de evolução [272]
Piotr kropotkin    ajuda mútua um fator de evolução [272]Piotr kropotkin    ajuda mútua um fator de evolução [272]
Piotr kropotkin ajuda mútua um fator de evolução [272]
 
Ajuda Mutua - Piotr Kropotkin
Ajuda Mutua - Piotr KropotkinAjuda Mutua - Piotr Kropotkin
Ajuda Mutua - Piotr Kropotkin
 
Preseed 2014-revisão 15
Preseed 2014-revisão 15Preseed 2014-revisão 15
Preseed 2014-revisão 15
 
ATIVIDADE SEGUNDA GUERRA - Prof. Ms. Noe Assunção
ATIVIDADE SEGUNDA GUERRA - Prof. Ms. Noe AssunçãoATIVIDADE SEGUNDA GUERRA - Prof. Ms. Noe Assunção
ATIVIDADE SEGUNDA GUERRA - Prof. Ms. Noe Assunção
 
Ajuda-Mútua-um-fator-de-evolução-Piotr-Kropotkin.pdf
Ajuda-Mútua-um-fator-de-evolução-Piotr-Kropotkin.pdfAjuda-Mútua-um-fator-de-evolução-Piotr-Kropotkin.pdf
Ajuda-Mútua-um-fator-de-evolução-Piotr-Kropotkin.pdf
 
O holocausto
O holocaustoO holocausto
O holocausto
 
Geografia dos Conflitos
Geografia dos ConflitosGeografia dos Conflitos
Geografia dos Conflitos
 
Em defesa de um mundo melhor
Em defesa de um mundo melhorEm defesa de um mundo melhor
Em defesa de um mundo melhor
 
Direitos Humanos
Direitos HumanosDireitos Humanos
Direitos Humanos
 
9º-HIS-4ª-quinzena-2º-corte-pdf-1.pdf
9º-HIS-4ª-quinzena-2º-corte-pdf-1.pdf9º-HIS-4ª-quinzena-2º-corte-pdf-1.pdf
9º-HIS-4ª-quinzena-2º-corte-pdf-1.pdf
 
Nicole e Lara
Nicole e LaraNicole e Lara
Nicole e Lara
 
ATÉ QUANDO?
ATÉ QUANDO?ATÉ QUANDO?
ATÉ QUANDO?
 
Entre Guerras e Segunda Guerra Mundial
Entre Guerras e Segunda Guerra MundialEntre Guerras e Segunda Guerra Mundial
Entre Guerras e Segunda Guerra Mundial
 
Geopolitica, Imperialismo e a 1° e 2° Guerra Mundial
Geopolitica, Imperialismo e a 1° e 2° Guerra MundialGeopolitica, Imperialismo e a 1° e 2° Guerra Mundial
Geopolitica, Imperialismo e a 1° e 2° Guerra Mundial
 
Arte Politicamente Comprometida
Arte Politicamente ComprometidaArte Politicamente Comprometida
Arte Politicamente Comprometida
 
Ajuda mutua um-fator de evolucao
Ajuda mutua um-fator de evolucaoAjuda mutua um-fator de evolucao
Ajuda mutua um-fator de evolucao
 

Último

Orações que abrem as comportas do Céu - Jhon Eckhardt.pdf
Orações que abrem as comportas do Céu - Jhon Eckhardt.pdfOrações que abrem as comportas do Céu - Jhon Eckhardt.pdf
Orações que abrem as comportas do Céu - Jhon Eckhardt.pdf
StelaWilbert
 
Folder clube de Desbravadores.............
Folder clube de Desbravadores.............Folder clube de Desbravadores.............
Folder clube de Desbravadores.............
MilyFonceca
 

Último (14)

Oração Para Os Estudos São Tomás De Aquino
Oração Para Os Estudos São Tomás De AquinoOração Para Os Estudos São Tomás De Aquino
Oração Para Os Estudos São Tomás De Aquino
 
Orações que abrem as comportas do Céu - Jhon Eckhardt.pdf
Orações que abrem as comportas do Céu - Jhon Eckhardt.pdfOrações que abrem as comportas do Céu - Jhon Eckhardt.pdf
Orações que abrem as comportas do Céu - Jhon Eckhardt.pdf
 
Bíblia Sagrada - Ezequiel - slides powerpoint.pptx
Bíblia Sagrada - Ezequiel - slides powerpoint.pptxBíblia Sagrada - Ezequiel - slides powerpoint.pptx
Bíblia Sagrada - Ezequiel - slides powerpoint.pptx
 
Hermann Hesse - Sidarta - Livro para Autoconhecimento
Hermann Hesse - Sidarta - Livro para AutoconhecimentoHermann Hesse - Sidarta - Livro para Autoconhecimento
Hermann Hesse - Sidarta - Livro para Autoconhecimento
 
Bíblia Sagrada _ Oséias - slides powerpoint.pptx
Bíblia Sagrada _ Oséias - slides powerpoint.pptxBíblia Sagrada _ Oséias - slides powerpoint.pptx
Bíblia Sagrada _ Oséias - slides powerpoint.pptx
 
Curso Básico de Teologia - Bibliologia - Apresentação
Curso Básico de Teologia - Bibliologia - ApresentaçãoCurso Básico de Teologia - Bibliologia - Apresentação
Curso Básico de Teologia - Bibliologia - Apresentação
 
ESQUEMA PARA LECTIO DIVINA PARA LEIGOS 2024
ESQUEMA PARA LECTIO DIVINA PARA LEIGOS 2024ESQUEMA PARA LECTIO DIVINA PARA LEIGOS 2024
ESQUEMA PARA LECTIO DIVINA PARA LEIGOS 2024
 
Folder clube de Desbravadores.............
Folder clube de Desbravadores.............Folder clube de Desbravadores.............
Folder clube de Desbravadores.............
 
Bíblia Sagrada - Daniel - slide powerpoint.pptx
Bíblia Sagrada - Daniel - slide powerpoint.pptxBíblia Sagrada - Daniel - slide powerpoint.pptx
Bíblia Sagrada - Daniel - slide powerpoint.pptx
 
Ciclos de Aprendizados: “Uma Análise da Evolução Espiritual Através das Exis...
Ciclos de Aprendizados:  “Uma Análise da Evolução Espiritual Através das Exis...Ciclos de Aprendizados:  “Uma Análise da Evolução Espiritual Através das Exis...
Ciclos de Aprendizados: “Uma Análise da Evolução Espiritual Através das Exis...
 
Especialidade Pioneiros Adventistas (Desbravadores).pptx
Especialidade Pioneiros Adventistas (Desbravadores).pptxEspecialidade Pioneiros Adventistas (Desbravadores).pptx
Especialidade Pioneiros Adventistas (Desbravadores).pptx
 
Livro Atos dos apóstolos estudo 12- Cap 25 e 26.pptx
Livro Atos dos apóstolos  estudo 12- Cap 25 e 26.pptxLivro Atos dos apóstolos  estudo 12- Cap 25 e 26.pptx
Livro Atos dos apóstolos estudo 12- Cap 25 e 26.pptx
 
pdfcoffee.com_ltt-se6sizea4-pdf-free.pdf
pdfcoffee.com_ltt-se6sizea4-pdf-free.pdfpdfcoffee.com_ltt-se6sizea4-pdf-free.pdf
pdfcoffee.com_ltt-se6sizea4-pdf-free.pdf
 
Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 135 - Renovação Necessária
Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 135 - Renovação NecessáriaSérie Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 135 - Renovação Necessária
Série Evangelho no Lar - Pão Nosso - Cap. 135 - Renovação Necessária
 

Estudando André Luiz Nosso Lar cap. 24 a 33

  • 1. 1
  • 2. 2 CAPÍTULO 24 - O impressionante apelo – Agosto/1939 - Notícias da 2ª Guerra Mundial, então prestes a eclodir... Ouve-se em “Nosso Lar” apelos de uma emissora espiritual, solicitando voluntários à assistência a coletividades terrenas indefesas, que sofrerão os horrores de uma grande guerra...
  • 3. 3 As comunicações entre as coletividades espirituais são amplamente abordadas em toda a obra de André Luiz, destacando-se uma rádio espiritual que solicitava auxílio para as vítimas de flagelações de guerra na Europa, transmitindo apelos em favor da paz e concórdia entre as nações que se preparavam para o conflito. Em outros momentos, espíritos mais elevados fazem uso do pensamento para transmissão de informações, solicitações e apelos, enquanto outros, menos libertos das amarras de vida física, ainda têm de fazer uso de dispositivos de comunicação desenvolvidos para esse fim. Isso está de pleno acordo com o que a espiritualidade nos informa sobre o progresso dos fenômenos telepáticos no atual momento evolutivo dos espíritos que habitam as diferentes esferas do orbe terreno.
  • 4. 4 A guerra européia – Nos primeiros dias de setembro de 1939, "Nosso Lar" sofreu o mesmo choque que abalou outras colônias espirituais ligadas à civilização americana. Era a guerra européia. Muitas entidades não conseguiam disfarçar o imenso terror de que estavam possuídas. O Governador determinou cuidado na esfera do pensamento. As nações agressoras não são consideradas inimigas pelos Espíritos superiores, mas como nações desordeiras cuja atividade criminosa é preciso reprimir. Evidentemente, todas elas pagarão por isso um preço terrível. Tais países convertem-se em núcleos poderosos de centralização das forças do mal. Seus povos embriagam-se ao contato dos elementos de perversão, que invocam das camadas sombrias, e legiões infernais precipitam- se sobre as grandes oficinas de trabalho, transformando-as em campos de perversidade e horror.
  • 5. 5 Guerra iminente – Músicas suaves eram transmitidas pela TV entre um e outro apelo em favor da paz. Mas a guerra, que acabou acontecendo e durou vários anos, era iminente. As nações haviam-se nutrido de orgulho, vaidade e egoísmo feroz. Agora experimentavam a necessidade de expelir os venenos letais, explicou Lísias a André Luiz. Apelo feito em português. Só os que se afinam podem permutar pensamentos. Apelo de “Moradia”, colônia de serviços muito ligados às zonas inferiores Agosto de 1939- Prenúncio da Segunda Guerra Mundial
  • 6. 6 Guerra iminente A humanidade carnal, como personalidade coletiva, está nas condições do homem insaciável que devorou excesso de substâncias no banquete comum. A crise orgânica é inevitável. Nutriram-se várias nações de orgulho criminoso, vaidade e egoísmo feroz. Experimentam, agora, a necessidade de expelir os venenos letais. (Lísias, cap. 24). A Segunda Guerra Mundial foi um conflito militar global que durou de 1939 a 1945, envolvendo a maioria das nações do mundo – incluindo todas as grandes potências – organizadas em duas alianças militares opostas: os Aliados e o Eixo. Foi a guerra mais abrangente da história, com mais de 100 milhões de militares mobilizados. Em estado de "guerra total", os principais envolvidos dedicaram toda sua capacidade econômica, industrial e científica a serviço dos esforços de guerra, deixando de lado a distinção entre recursos civis e militares. Marcado por um número significante de ataques contra civis, incluindo o Holocausto e a única vez em que armas nucleares foram utilizadas em combate, foi o conflito mais letal da história da humanidade, com mais de setenta milhões de mortos.
  • 7. 7 Muitos dos que não se envolveram inicialmente acabaram aderindo ao conflito em resposta a eventos como a invasão da União Soviética pelos alemães e os ataques japoneses contra as forças dos Estados Unidos no Pacífico em Pearl Harbor e em colônias ultramarítimas britânicas, que resultou em declarações de guerra contra o Japão pelos EUA, Países Baixos e Britânico. Geralmente considera-se o ponto inicial da guerra como sendo a invasão da Polônia pela Alemanha Nazista em 1 de setembro de 1939 e subsequentes declarações de guerra contra a Alemanha pela França e pela maioria dos países do Império Britânico. Alguns países já estavam em guerra nesta época, como Etiópia e Itália na Segunda Guerra Ítalo- Etíope e China e Japão na Segunda Guerra Sino-Japonesa.
  • 8. 8 A guerra terminou com a vitória dos Aliados em 1945, alterando significativamente o alinhamento político e a estrutura social mundial. Enquanto a Organização das Nações Unidas era estabelecida para estimular a coo- peração global e evitar futuros conflitos, a União Soviética e os Estados Unidos emergiam como superpotências rivais, preparando o terreno para uma Guerra Fria que se estenderia pelos próximos quarenta e seis anos. Nesse ínterim, a aceitação do princípio de autodeterminação acelerou movimentos de descolonização na Ásia e na África, enquanto a Europa ocidental dava início a um movimento de recuperação econômica e integração política.
  • 9. 9 Principais líderes Líderes Aliados Winston Churchill Joseph Stalin Franklin Delano Roosevelt Outros Líderes do Eixo Adolf Hitler Hirohito Benito Mussolini outros ALIADOS - Vítimas Soldados: mais de 16 milhões Cidadãos: mais de 45 milhões Total: mais de 61 milhões EIXO - Vítimas Soldados: mais de 8 milhões Cidadãos: mais de 4 milhões Total: mais de 12 milhões 2° grande guerra mundial
  • 10. 10 Livro dos Espíritos> Q.742. Que é que impele o homem à guerra? “Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem - o do mais forte. Por isso é que, para tais povos, o de guerra é um estado normal. À medida que o homem progride, menos freqüente se torna a guerra, porque ele lhe evita as causas, fazendo-a com humanidade, quando a sente necessária.” 743. Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá? “Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos.” 744. Que objetivou a Providência, tornando necessária a guerra? “A liberdade e o progresso.” a) - Desde que a guerra deve ter por efeito produzir o advento da liberdade, como pode freqüentemente ter por objetivo e resultado a escravização? “Escravização temporária, para esmagar os povos, a fim de fazê-los progredir mais depressa.” 745. Que se deve pensar daquele que suscita a guerra para proveito seu? “Grande culpado é esse e muitas existências lhe serão necessárias para expiar todos os assassínios de que haja sido causa, porquanto responderá por todos os homens cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição.”
  • 11. Capítulo 24- O impressionante apelo – Emissora do Posto Dois, de "Moradia“: Continuamos a irradiar o apelo da colônia, em benefício da paz na Terra. Concitamos os colaboradores de bom ânimo a congregar energias no serviço de preservação do equilíbrio moral nas esferas do globo. Ajudai-nos, quantos puderem ceder algumas horas de cooperação nas zonas de trabalho que ligam as forças obscuras do Umbral à mente humana. Negras falanges da ignorância, depois de espalharem os fachos incendiários da guerra na Ásia, cercam as nações européias, impulsionando-as a novos crimes. Nosso núcleo, junto aos demais que se consagram ao trabalho de higiene espiritual, nos círculos mais próximos da crosta, denuncia esses movimentos dos poderes concentrados do mal, pedindo concurso fraterno e auxílio possível. Lembrai-vos de que a paz necessita de trabalhadores de defesa! Colaborai conosco na medida de vossas forças!... Há serviço para todos, desde os campos da crosta às nossas portas!...
  • 12. Capítulo 24- O impressionante apelo “A humanidade encarnada é igualmente nossa família. Unamo- nos numa só vibração. Contra o assédio das trevas, acendamos a luz; contra a guerra do mal, movimentemo-nos na assistência do bem. Rios de sangue e lágrimas ameaçam os campos das comunidades européias. Proclamemos a necessidade do trabalho construtivo, dilatemos nossa fé…Que o Senhor nos abençõe.” Obsessão coletiva de nações
  • 13. 13 O livro “Guerra no Além”, de Abel Glaser, pelo espírito de Caibar Schutel, descreve a ação de agremiações espirituais das trevas sobre os encarnados, criando condições para que as grandes guerras mundiais tivessem início e interferindo com os destinos dos povos, ao mesmo tempo em que atacam os seus adversários no plano espiritual contíguo à crosta e mesmo os postos de socorro das colônias espirituais, como os postos da colônia- cidade Alvorada Nova, a mesma citada por André Luiz em “Nosso Lar”. Muitos dos desencarnados nas grandes guerras continuam lutando suas batalhas do outro lado da vida, em função das perseguições que seus oponentes passam a fazer.
  • 14. 14 Vejamos um trecho sobre o assunto (“Libertação”, página 41): (...) Há milhões de almas humanas que se não afastaram, ainda, da Crosta Terrestre (....). Morrem no corpo denso e renascem nele, qual acontece às árvores que brotam sempre, profundamente arraigadas no solo. Recapitulam, individual e coletivamente, lições multimilenárias, sem atinarem com os dons celestiais de que são herdeiras, afastadas deliberadamente do santuário de si mesmas, no terreno movediço da egolatria inconsequente, agitando-se, de quando em quando, em guerras arrasadoras que atingem os dois planos, no impulso mal dirigido de libertação, através de crises inomináveis de fúria e sofrimento. Destroem, então, o que construíram laboriosamente e modificam processos de vida exterior, transferindo-se de civilização.
  • 15. 15 ... desligou Lísias o aparelho e vi-o enxugar discretamente uma lágrima, que seus olhos não conseguiam conter. Num gesto expressivo, falou, comovido: – Grandes abnegados, os irmãos de "Moradia"! Tudo inútil, porém - acentuou, triste, depois de ligeira pausa -, a humanidade terrestre pagará, em dias próximos, terríveis tributos de sofrimento. – Não há, todavia, recurso para conjurar a tremenda catástrofe? – Infelizmente - acrescentou Lísias em tom grave e doloroso – a situação geral é muito crítica. Para atender às solicitações de "Moradia" e de outros núcleos que funcionam nas vizinhanças do Umbral, reunimos aqui numerosas assembléias, mas o Ministério da União Divina esclareceu que a humanidade carnal, como personalidade coletiva, está nas condições do homem insaciável que devorou excesso de substâncias no banquete comum. A crise orgânica é inevitável. Nutriram-se várias nações de orgulho criminoso, vaidade e egoísmo feroz. Experimentam, agora, a necessidade de expelir os venenos letais. Demonstrando, entretanto, o propósito de não prosseguir no amarguroso assunto, Lísias convidou-me a recolher.
  • 16. 16 COMPLEMENTANDO PROBLEMAS CULTURAIS E DE IDIOMAS Quando André Luiz recebe notícias da crosta durante os anos de guerra, em função de problemas culturais e de idiomas, as colônias europeias chegaram a mandar intérpretes para Nosso Lar e outras colônias americanas. Portanto vemos que nos planos próximos à crosta, levamos o conhecimento adquirido nas nossas vidas passadas. Por lá, falaremos a línguas que hoje utilizamos aqui, no plano físico; usaremos vestimentas que foram produzidas em unidades fabris, que empregam muitos milhares de operários e serviçais.
  • 17. 17 CAPÍTULO 25 - Generoso alvitre No dia imediato, muito cedo, fiz leve refeição em companhia de Lísias e familiares. Antes que os filhos se despedissem, rumo ao trabalho do Auxílio, a senhora Laura encorajou-me o espírito hesitante, dizendo, bem- humorada: Estou informada de que pediu trabalho há algum tempo... Sei, igualmente, que não o obteve de pronto, recebendo, mais tarde, a necessária autorização para visitar os Ministérios que nos ligam mais fortemente à Terra. É justamente neste sentido que lhe ofereço minhas sugestões humildes. Falo com o direito de experiência maior.
  • 18. 18 Detendo, agora, essa autorização começando pela Regeneração... abandone, quanto lhe seja possível, os propósitos de mera curiosidade. Não deseje personificar a mariposa, de lâmpada em lâmpada. Sei que seu espírito de pesquisa intelectual é muito forte. Médico estudioso, apaixonado de novidades e enigmas, ser-lhe-á muito fácil deslizar na posição nova. A curiosidade, mesmo sadia, pode ser zona mental muito interessante, mas perigosa, por vezes. Dentro dela, o espírito desassombrado e leal consegue movimentar-se em atividades nobilitantes; mas os indecisos e inexperientes podem conhecer dores amargas, sem proveito para ninguém; não se limite a observar e albergar curiosidade, medite no trabalho e atire-se a ele na primeira ocasião que se ofereça.
  • 19. 19 A curiosidade, mesmo sadia, pode ser zona mental muito interessante, mas perigosa, por vezes. Ao invés de albergar a curiosidade, medite no trabalho e atire-se a ele na primeira ocasião que se ofereça. Aprenda a construir o seu círculo de simpatias e não esqueça que o espírito de investigação deve manifestar-se após o espírito de serviço. Muitos fracassos, nas edificações do mundo, originam-se de semelhante anomalia. Todos querem observar, raros se dispõem a realizar. Somente o trabalho digno confere ao espírito o merecimento indispensável a quaisquer direitos novos. Não se considere humilhado por atender às tarefas humildes. Na Terra, o maior trabalhador é o próprio Cristo e Ele não desdenhou o serrote pesado de uma carpintaria. A ciência de recomeçar é das mais nobres que nosso espírito pode aprender. São muito raros os que a compreendem na crosta. Lembremos, contudo, o exemplo de Paulo de Tarso, que voltou, um dia, ao deserto para recomeçar a experiência humana, como tecelão rústico e pobre. Trabalhe para o bem dos outros, para que possa encontrar seu próprio bem. ORIENTAÇÕES DE DONA LAURA PARA ANDRÉ LUIZ
  • 20. 20 Por que a curiosidade, mesmo sadia, pode ser perigosa? R. – Podemos caminhar para vários assuntos sem nos prendermos a nenhum deles. Laura orienta-nos que o espírito de serviço deve sobrepujar o espírito de investigação. Diz: "Todos querem observar, raros se dispõem a realizar". Trabalhe para o bem dos outros, para que possa encontrar seu próprio bem. Temas para estudo: Curiosidade; Amizade; Simpatia; Antipatia, Humildade; Influencia do Bem; Missão dos Espíritos Simpatias e Antipatias Em “A Gênese”, capítulo XIV, itens 16- 18, Allan Kardec apresenta-nos explicações muito claras sobre o mecanismo das afinidades e antipatias.
  • 21. “O Espírito, em se encarnando, conserva o seu perispírito com as qualidades que lhe são próprias, e que, como se sabe, não está circunscrito pelo corpo, mas irradia todo ao redor e o envolve como de uma atmosfera fluídica...”
  • 22. “...pela sua expansão, coloca o espírito encarnado em relação mais direta com os Espíritos livres, e também com os Espíritos encarnados”.
  • 23. “... Desde o instante que estes fluidos são o veículo do pensamento, que o pensamento pode modificar-lhes as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados de qualidades boas ou más dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou pela impureza dos sentimentos.”
  • 24. Assim, todos possuímos uma atmosfera espiritual que carregamos em nós e que é a nossa identidade vibratória, possibilitando-nos relações simpáticas ou antipáticas com os outros, fundamentadas na lei de afinidade.
  • 25. GERALMENTE VEM PRIMEIRO INFLUÊNCIA BONS SÓ PARA O BEM COMPETE-VOS DISCERNIR IMPRESSÃO DE QUE ALGUÉM NOS FALA NOSSOS SUGERIDOS
  • 26.  PRATICANDO O BEM  PONDO EM DEUS TODA A CONFIANÇA É UM PODEROSO AUXÍLIO MAS... NÃO BASTAM PALAVRAS DEUS ASSISTE OS QUE OBRAM, NÃO OS QUE SE LIMITAM A PEDIR FORÇA DA ORAÇÃO
  • 27. São tão variadas que impossível fora descrevê-las. Muitas há mesmo que não podeis compreender. (LE – 569) RECEBEM AS ORDENS DE DEUS E AS TRANSMITE AO UNIVERSO ELEVADOS OCUPAÇÕES APROPRIADAS INFERIORES OCUPAÇÃO CONTÍNUA TODOS TÊM DEVERES A CUMPRIR LE-P. 675 – Só devemos entender por trabalho as ocupações materiais? R. Não, o Espírito também trabalha.
  • 28. 28 Dentre os trabalhos o mais dificil é o trabalho interior (o nosso bem). Por que? DAS OCUPAÇÕES DOS ESPÍRITOS (LE-569 - Compl. Kardec) As missões dos Espíritos têm sempre por objeto o bem. Quer como Espíritos, quer como homens, são incumbidos de auxiliar o progresso da Humanidade, dos povos ou dos indivíduos, dentro de um círculo de idéias mais ou menos amplas, mais ou menos especiais e de velar pela execução de determinadas coisas. Alguns desempenham missões mais restritas e, de certo modo, pessoais ou inteiramente locais, como sejam assistir os enfermos, os agonizantes, os aflitos, velar por aqueles de quem se constituíram guias e protetores, dirigi- los, dando-lhes conselhos ou inspirando-lhes bons pensamentos. Pode dizer-se que há tantos gêneros de missões quantas as espécies de interesses a resguardar, assim no mundo físico, como no moral. O Espírito se adianta conforme à maneira por que desempenha a sua tarefa.
  • 29. 29 Eu sou eu; Você e você; Eu faço as minhas coisas; Você faz as suas; Não vim ao mundo para corresponder as suas expectativas; E você não veio para corresponder as minhas; Se por acaso nos encontrarmos: É lindo; Se não... NADA HÁ A FAZER" Autor, Friederich Salomon Perls (também conhecido por Fritz Perls, psicoterapeuta e psiquiatra, desenvolveu uma abordagem de psicoterapia que chamou de Gestalt-terapia
  • 30. 30 Trabalhe para o bem dos outros, para que possa encontrar seu próprio bem. Não operamos num vácuo. As pessoas representam papéis importantes na nossa vida e não podemos ser bem sucedidos a não ser que possamos lidar com os relacionamentos de uma maneira que o leve na direção de nossas metas É nos momentos em que nos desentendemos com os outros que mais temos que nos entender conosco mesmo. Toda negatividade se origina de um certo descontentamento. Mas, muitas vezes procuramos a raiz desse descontentamento no lugar errado. Saber se auto-observar e suportar o silêncio, gerado após de uma descarga de insatisfações de ambas as partes, requer a habilidade de se auto-acolher... buscar apoio em nós mesmos nos dá a chance de reconhecer nossas próprias falhas.
  • 31. 31 se estivermos acostumados a depender do estado emocional alheio para nos sentirmos bem, instintivamente começaremos a tentar transformá-lo para que ele possa nos atender em nossa necessidade de ser visto e acolhido. todo esse processo de buscar se acalmar nas condições emocionais alheias ocorre, na maioria das vezes, sem que ambos estejam conscientes de suas carências e intenções Agredir o outro é uma forma de autoagressão. Pois a agressão nos impede de elaborar a nossa raiva interiormente. O quanto o outro quer lhe agredir é uma questão dele, mas o quanto nos deixamos ser agredidos é uma questão nossa. Numa discussão, aquele que quer mais agredir é o mais fraco interiormente
  • 32. 32 Não escute as palavras, elas são apenas a mente. Escute além das palavras. Assim, você vai encontrar o coração e, de coração para coração, algo acontece.
  • 33. NÃO HÁ FORÇAS MIRACULOSAS PARA OS ESPÍRITOS, ENCARNADOS OU DESENCARNADOS. SOMOS TODOS OBRIGADOS, EM QUALQUER PLANO DA VIDA A TRABALHAR PELO NOSSO PROGRESSO ESPIRITUAL. EMMANUEL
  • 34. 34 CAPÍTULO 26 - Novas perspectivas A. Luiz vai às “Câmaras de Retificação”, localizadas em pavimentos de pouca luz, onde estão hospitalizados Espíritos necessitados. Rafael, funcionário da Regeneração, conduz André, de aeróbus, ao Ministério, onde é apresentado ao Ministro Genésio. Recebe orientações do mesmo e logo depois acompanha Tobias, servidor das câmaras de retificação para as observações dos trabalhos ali desenvolvidos. Câmaras de Retificação Tobias
  • 35. André seguia Rafael, rumo ao Ministério da regneração em silêncio ao encontro com o Ministro Genésio. Fixando em mim os olhos muito lúcidos, Genésio começou a dizer: – Clarêncio falou-me a seu respeito, com interesse;... recebemos pessoal em visita de observações que, na sua maior parte, redundam em estágios de serviço. – Este o meu maior desejo. Tenho mesmo suplicado às Forças Divinas que me ajudem o espírito frágil, permitindo seja convertida a minha permanência, neste Ministério, em estação de aprendizado. O Ministro estranha a nova atitude de André que pede seja transformada a concessão de visitar em oportunidade de servir. … É mesmo voce, o ex-médico? “O Ministro Genésio abraçou-me, comovido, com palavras de animação. Quantas vezes nos colocamos na posição de simples observadores com a desculpa de que “isso não faz parte do meu trabalho”?
  • 36. 36 No Ministério da Regeneração – Rafael, conduziu André, de aeróbus, ao Ministério. Numerosos edifícios formavam o imponente órgão. Ali estavam as grandes fábricas da colônia, dedicadas à preparação de sucos, de tecidos e de artefatos em geral, onde mais de cem mil criaturas trabalhavam. Em seguida, a pedido do Ministro Genésio, Tobias levou André às Câmaras de Retificação. André, ponderando as sugestões de D. Laura, caminha para novas lições, numa postura de íntima reflexão e prece: Dava-me todo à oração, pedindo a Jesus me auxiliasse nos caminhos novos, a fim de que me não faltasse trabalho e forças para realizá-lo. Antigamente avesso às manifestações da prece, agora a utilizava como valioso ponto de referência sentimental aos propósitos de serviço.
  • 37. Capítulo 26- Novas perspectivas Segui Tobias resolutamente. Atravessamos largos quarteirões, onde numerosos edifícios me pareceram colmeias de serviço intenso. Percebendo-me a silenciosa indagação, o novo amigo esclareceu: Temos aqui as grandes fábricas de "Nosso Lar". A preparação de sucos, de tecidos e artefatos em geral, dá trabalho a mais de cem mil criaturas, que se regeneram e se iluminam ao mesmo tempo”
  • 38. 38 O local: – Desçamos - disse Tobias em tom grave. Depois de extensos corredores, deparou-se-nos vastíssima escadaria, comunicando com os pavimentos inferiores. E notando minha estranheza, explicou, solícito: – As Câmaras de Retificação estão localizadas nas vizinhanças do Umbral. Os necessitados que aí se reúnem não toleram as luzes, nem a atmosfera de cima, nos primeiros tempos de moradia em "Nosso Lar".
  • 39. 39 Nas Câmaras de Retificação localizadas nas vizinhanças do Umbral, os necessitados não toleram as luzes, nem a atmosfera de cima; ainda presas às sensações e interesses inferiores e exalando desagradáveis emanações “verdadeiros despojos humanos” Quando lemos as descrições da obra de A. L., não podemos esquecer de que Nosso Lar e outras colônias se encontram na faixa vibratória mais próxima à Terra, ligadas às colônias umbralinas e não refletem as vidas dos desencarnados que habitam os planos intermediários e superiores, onde tudo o que conhecemos é tranformado para uma realidade física muito diferente . O que podemos fazer para preencher as lacunas é discutir o que existe nas proximidades vibratórias da crosta terrena e nos preparar para encontrar o que possivelmente se esconde no “mais além”. Os planos espirituais existem em dimensões físicas que são paralelas à nossa mas que se interagem, não temos maiores conhecimentos do que vem a ser a matéria que constitui esses planos, ou como a matéria e energia se apresentam em dimensões espaço-temporais diferentes da nossa. Nesse particular, sabemos apenas que as estruturas materiais são mais plásticas aos efeitos da mente e podem ser mais facilmente moldadas pela vontade e poder mental.
  • 40. 40 Lá vivem as almas que não são suficientemente perversas para serem enviadas a colônias de reparação mais dolorosa, nem bastante nobres para serem conduzidas a planos mais elevados. É descrito que o Umbral começa na crosta terrestre, como zona obscura para os recém-desencarnados. É região em torno do planeta e de profundo interesse para os encarnados. É local de grandes perturbações, pelas “legiões compactas de almas irresolutas e ignorantes”. Lá existem núcleos de malfeitores, verdugos e vítimas. Acha-se repleto de formas-pensamento de encarnados, sintonizados com os desencarnados que lá estão. O Umbral concentra tudo o que não tem finalidade para a vida superior e que a Providência permitiu se criasse como um departamento em torno do planeta.
  • 41. 41 O Umbral funciona como região de esgotamento de resíduos mentais; espécie de zona purgatorial, onde se queima o material deteriorado das ilusões adquiridas numa existência terrena. Nunca faltou no Umbral a proteção divina. Cada espírito lá permanece o tempo que se faça necessário. (Lísias, cap. 12) ...está repleto de desencarnados e de formas-pensamento dos encarnados, porque todo espírito é um núcleo irradiante de forças que criam, transformam ou destroem. É pelo pensamento que os homens encontram no Umbral os companheiros que afinam com as tendências de cada um, pois toda alma é um ímã poderoso. (Lísias, cap. 12)
  • 42. 42 O VALOR DO TEMPO - Nos círculos carnais, costumamos felicitar um homem quando ele atinge prosperidade financeira ou excelente figuração externa; mas, aqui a situação é diferente. Estima-se a compreensão, o esforço próprio, a humildade sincera (Genésio). ... todos aqueles que acreditam que as mercadorias propriamente terrestres têm o mesmo valor nos planos do Espírito, supõem que o prazer criminoso, o poder do dinheiro, a revolta contra a lei e a imposição dos caprichos atravessarão as fronteiras do túmulo e vigorarão aqui também. São negociantes imprevidentes. Esqueceram-se de cambiar as posses materiais em créditos espirituais, não se animaram a adquirir os valores da espiritualidade. Temos então os milionários das sensações físicas transformados em mendigos da alma. (Tobias) O VALOR DO TEMPO VIDA NA COLONIA
  • 43. 43 O VALOR DO TEMPO - Os crentes negativos são os intransigentes do egoísmo; ao invés de crerem na vida, no movimento, no trabalho, admitem somente o nada, a imobilidade e a vitória do crime. Converteram a experiência humana em constante preparação para um grande sono e, como não tinham qualquer idéia do bem, a serviço da coletividade, não há outro recurso senão dormirem longos anos, em pesadelos sinistros. (Tobias) VIDA NA COLONIA - Nas belas descrições de “Nosso Lar” vemos a presença de pôr-do-sol, nuvens, neblina, riachos, rios, lagos, pomares, bosques e animais, mostrando que existe todo um ciclo natural, com alternância de estações e de elementos da natureza; produção de alimentos e roupas. Existem descrições de um aparato burocrático de identificação das pessoas. Tudo isso reforça o conceito de que a vida após a vida é uma continuação daquela que hoje envergamos aqui. O VALOR DO TEMPO VIDA NA COLONIA
  • 44. 44 Definitivamente deixando de lado a visão romântica dos Céus ou do Inferno dos cristãos literalistas, no tocante à compreensão da vida após a morte, André Luiz nos mostra outras realidades. 1- As colônias espirituais refletem a condição evolutiva de seus habitantes, existindo colônias associadas ao progresso, em diferentes níveis, da mesma forma que existem as comunidades organizadas nas trevas. 2- As colônias associadas ao progresso possuem uma organização administrativa e todos os departamentos que temos em nossas grandes cidades podem ser ali observados, embora o caráter de sua administração seja diferente. Vemos nas obras de André Luiz, a escolas, fundações, universidades, policiamento, poder judiciário, hospitais, áreas de reclusão (com celas), governadoria e ministérios, sistema de transportes para a crosta e entre as colônias, sistema de distribuição de mantimentos e materiais de uso pessoal, departamentos e instituições ligadas à reencarnação, entre muitas outras facetas. 3- A vida familiar prossegue e os relacionamentos amorosos se mantêm pela vontade daqueles que se amam. Podemos ver, nesse último item, que a expressão “até que a morte os separe” pode não ser verdadeira.
  • 45. 45 “Quando o servidor está pronto, o serviço aparece”. Quando o discípulo está preparado, o Pai envia o instrutor. O mesmo se dá, relativamente ao trabalho. (Ministro Genésio) Nas obras de André Luiz existem inúmeras menções a hospitais com especializações nos mais variados ramos da medicina e saúde como um todo, bem como postos de socorro fixos e volantes por todas as regiões umbralinas. Mesmo nas áreas mais profundas das trevas, abnegados servidores trabalham, localizando aqueles irmãos que possuem condições de resgate e de viver em instituições de auxílio, localizadas nas áreas mais densas do umbral. O tratamento de muitas enfermidades é descrito em detalhes, bem como os preparativos realizados nessas instituições durante o reencarne de espíritos tutelados. São os Servidores: ...adotam postura ativa e consciente dos deveres que se descortinam diante dos seus olhos... ... não é o que lemos ou os nossos adornos que elevam o nosso padrão vibratório, mas sim aquilo que absorvemos e passamos a crer e praticar ao longo de nossos dias, sempre que estivermos prontos!
  • 46. 46 Quando o discípulo está preparado, o Pai envia o instrutor. O mesmo se dá, relativamente ao trabalho. Quando o servidor está pronto, o serviço aparece. (Genésio, cap. 26) André: Quando recorrera a Clarêncio, não estava ainda bastante consciente do que pedia. Queria serviço, mas talvez não desejasse servir. No fundo, era o desejo de continuar a ser o que tinha sido até então - o médico orgulhoso e respeitado, cego nas pretensões descabidas em que vivia, encarcerado nas opiniões próprias. Sutil alusão – Clarêncio falou-me a seu respeito, com interesse. Quase sempre recebemos pessoal do Ministério do Auxílio, em visita de observações que, na sua maior parte, redundam em estágios de serviço. Nos círculos carnais, costumamos felicitar um homem quando ele atinge prosperidade financeira ou excelente figuração externa; mas, aqui a situação é diferente. Estima-se a compreensão, o esforço próprio, a humildade sincera. (Genésio) CAPÍTULO 27 O trabalho, enfim
  • 47. 47 CAPÍTULO 27 - O trabalho, enfim – Nas “Câmaras de Retificação” A. Luiz impressionado com os quadros de sofrimento, aceita a tarefa humilde de "observador" das tarefas rudes das Câmeras de Retificação. Junto com Tobias e Narcisa, ouve esclarecimentos acerca das entidades ali acolhidas, ainda presas às sensações inferiores e exalando desagradáveis emanações. Numa câmara anexa, onde repousam os "semi-mortos" André inicia o seu trabalho.
  • 48. 48 Andre escreve: Nunca poderia imaginar o quadro que se desenhava agora aos meus olhos. Não era bem o hospital de sangue, nem o instituto de tratamento normal da saúde orgânica. Era uma série de câmaras vastas, ligadas entre si e repletas de verdadeiros despojos humanos. Singular vozerio pairava no ar. Gemidos, soluços, frases dolorosas pronunciadas a esmo... Rostos escaveirados, mãos esqueléticas, facies monstruosas deixavam transparecer terrível miséria espiritual. Tão angustiosas foram minhas primeiras impressões que procurei os recursos da prece para não fraquejar.
  • 49. 49 Tobias, imperturbável, chamou velha servidora (Narcisa), que acudiu atenciosamente: - Vejo poucos auxiliares - disse admirado -, que aconteceu? - O Ministro Flácus - esclareceu a velhinha em tom respeitoso - determinou que a maioria acompanhasse os Samaritanos para os serviços de hoje, nas regiões do Umbral. - Há que multiplicar energias - tornou ele sereno -, não temos tempo a perder.
  • 50. 50 Numa câmara anexa, onde repousam os "semi-mortos" , após o passe, essas entidades vertem uma substância negra e tóxica pela boca, colocando-se Narcisa à tarefa de limpeza, em vão. Esquecendo-se do honroso título de médico, André, espontaneamente, num ato de humildade, se transforma em auxiliar da limpeza de vômitos de substância negra e fétida.Tobias e Narcisa aceitam com alegria o auxílio daquele que esquecia a medicina para iniciar a educação de si mesmo, na enfermagem rudimentar.
  • 51. 51 O caso Ribeiro – Nas Câmaras de Retificação, o quadro era desolador. Gemidos, soluços, frases dolorosas pronunciadas a esmo... Rostos escaveirados, mãos esqueléticas, facies monstruosas deixavam transparecer terrível miséria espiritual. De repente, um ancião, gesticulando e agarrado ao leito, à maneira de louco, gritou por socorro. Ele queria sair, ele queria ar... Por que Ribeiro teria piorado tanto? A explicação do Assistente Gonçalves foi de que a carga de pensamentos sombrios, emitidos pelos parentes encarnados, era a causa fundamental dessa perturbação. Fraco e sem força mental para desprender-se dos laços mais fortes do mundo, Ribeiro não conseguia resistir. Passes de prostração já tinham sido aplicados, pouco antes, para acalmar o enfermo. Tobias explicou então que era preciso que a família dele recebesse maior carga de preocupações, para deixar o Ribeiro em paz.
  • 52. 52 Seguimos através de numerosas filas de camas bem cuidadas, sentindo a desagradável exalação ambiente, oriunda, como vim a saber mais tarde, das emanações mentais dos que ali se congregavam, com as dolorosas impressões da morte física e, muita vez, sob o império de baixos pensamentos. - Reservam-se estas câmaras apenas a entidades de natureza masculina. ...não contive a interrogação penosa: - Meu amigo, como é triste a reunião de tantos sofredores e torturados! Por que este quadro angustioso? Tobias respondeu sem se perturbar: - Não devemos observar aqui somente dor e desolação. Lembre, meu irmão, que estes doentes estão atendidos, que já se retiraram do Umbral, onde tantas armadilhas aguardam os imprevidentes, descuidosos de si mesmos. Nestes pavilhões, pelo menos, já se preparam para o serviço regenerador. Quanto às lágrimas que vertem, recordemos que devem a si mesmos esses padecimentos. A vida do homem estará centralizada onde centralize ele o próprio coração.
  • 53. 53 Espíritos em sono – Trinta e dois homens de semblante patibular permaneciam inertes em leitos muito baixos, evidenciando apenas leves movimentos de respiração. Eram chamados crentes negativos: indivíduos que converteram a vida em preparação constante para um grande sono, em egoísmo feroz, sem nada de útil fazerem. Tobias lhes aplicou passes de fortalecimento. Dois espíritos começaram, então, a expelir negra substância pela boca, espécie de vômito escuro e viscoso, com terríveis emanações cadavéricas. na enfermagem rudimentar. "São fluidos venenosos que segregam", explicou Tobias. André Luiz instintivamente agarrou os apetrechos de higiene e lançou-se ao trabalho com ardor. Foi seu primeiro serviço e ninguém poderia avaliar sua alegria de um ex- médico da Terra que recomeçava a educação de si mesmo, no plano espiritual,
  • 54. 54 •PODE UM ESPÍRITO SER PERTURBADO PELOS FAMILIARES ENCARNADOS? •R.: Sim. A carga de pensamentos sombrios, emitidos pelos parentes encarnados, é a causa fundamental da perturbação de muitos Espíritos situados na erraticidade. (Nosso Lar, cap. 27) •A Este respeito temos no Livro O VOO DA GAIUVOTA – (Patrícia - Vera L M Carvalho) o seguinte dialogo: •“... Patrícia - perguntou Marília -, um encarnado pode obsedar um desencarnado? •- Pode. Se o encarnado ficar pensando no desencarnado, chamando-o, com choro e desespero, não se conformando com sua desencarnação, pode atrapalhá-lo. Mesmo se estiver abrigado em Colônias, sentirá esses chamamentos, que o incomodarão. Se estiver vagando, quase sempre vem e fica perto do encarnado, numa troca doentia de fluidos. •Os encarnados devem ajudar os desencarnados que amam, sendo otimistas orando por eles, desejando que estejam bem e felizes, e que aceitem a desencarnação. O amor deve sempre nos levar a querer o melhor para o ser amado...”
  • 55. 55 Allan Kardec- O Céu e o Inferno - O PORVIR E O NADA Vivemos, pensamos e operamos - eis o que é positivo. E que morremos, não é menos certo. Mas, deixando a Terra, para onde vamos? Que seremos após a morte? Estaremos melhor ou pior? Existiremos ou não? Ser ou não ser, tal a alternativa. Para sempre ou para nunca mais; ou tudo ou nada: Viveremos eternamente, ou tudo se aniquilara de vez?
  • 56. CAPÍTULO 28 - Em serviço Depois da prece coletiva, ao crepúsculo, Tobias ligou o receptor para ouvir os Samaritanos em serviço no Umbral
  • 57. 57 AL:.. Sentia-me algo cansado pelos intensos esforços despendidos, mas o coração entoava hinos de alegria interior. Recebera a ventura do trabalho, afinal. E o espírito de serviço fornece tônicos de misterioso vigor.
  • 58. 58 AL:.. Encerrada a prece coletiva, ao crepúsculo, Tobias ligou o receptor, a fim de ouvir os Samaritanos em atividade no Umbral.
  • 59. 59 Comunicação com o Umbral: As turmas de operações dessa natureza se comunicavam com as retaguardas de tarefa, em horários convencionados. Estabelecido o contato, foi transmitido que grande multidão de infelizes foi socorrida naquele dia: os Samaritanos estavam trazendo 29 enfermos, 22 em desequilíbrio mental e 7 em completa inanição psíquica. Solicitavam providencias para a chegada.
  • 60. 60 AL:..tão logo silenciou a estranha voz, não pude conter a pergunta que me desbordava dos lábios: - Como assim? Por que esse transporte em massa? Não são todos espíritos? Tobias sorriu e explicou: - O irmão esquece que não chegou ao Ministério do Auxílio de outro modo. Conheço o episódio de sua vinda. É preciso recordar, sempre, que a Natureza não dá saltos e que, na Terra, ou nos círculos do Umbral, estamos revestidos de fluidos pesadíssimos. São aves e têm asas, tanto o avestruz como a andorinha; entretanto, o primeiro apenas subirá às alturas se transportado, enquanto a segunda corta, célere, as vastas regiões do céu.
  • 61. 61 ... Tobias deixando perceber que o momento não comportava divagações, dirigiu-se a Narcisa, ponderando: - É muito grande a leva desta noite. Precisamos tomar providências imediatas. Em seguida, levou a destra à fronte, como a ponderar algo muito sério, e exclamou: - Resolveremos facilmente a questão da hospitalidade; o mesmo, porém, não se dará no concernente à assistência. Nossos auxiliares mais fortes foram requisitados em vista das nuvens de treva que ora envolvem o mundo dos encarnados. Precisamos de pessoal de serviço noturno, porqüanto os operários em função com os Samaritanos chegarão extremamente fatigados. - Ofereço-me, com prazer, para o que possa aproveitar – exclamei espontaneamente (AL). Tobias endereçou-me um olhar de profunda simpatia, mesclada de gratidão, fazendo-me experimentar cariciosa alegria íntima.
  • 62. 62 E descortinou-se campo enorme de providências. Enquanto cinco servidores operavam em companhia de Narcisa, preparando roupa adequada e petrechos de enfermagem, eu e Tobias movíamos pesado material no Pavilhão 7 e na Câmara 33. Não poderia explicar o que se passava comigo. Apesar da fadiga dos braços, experimentava júbilo inexcedível no coração. Na oficina, onde a maioria procura o trabalho, entendendo-lhe o sublime valor, servir constitui alegria suprema. Não pensava, francamente, na compensação dos bônus-hora, nas recompensas imediatas que me pudessem advir do esforço; contudo, minha satisfação era profunda, reconhecendo que poderia comparecer feliz e honrado, perante minha mãe e os benfeitores que havia encontrado no Ministério do Auxílio.
  • 63. 63 O caso Narcisa – André apesar da fadiga, experimentava júbilo muito grande no coração. Na oficina de trabalho, servir constitui alegria suprema. Impressionava-o, porém, a bondade espontânea de Narcisa, que atendia a todos, maternalmente. Havia mais de seis anos que ela trabalhava nas Câmaras de Retificação; entretanto, faltavam mais de três anos para realizar seu desejo, que era encontrar alguns espíritos amados, na Terra, para serviços de elevação em conjunto. Veneranda prometeu-lhe avalizar seu pedido, mas exigiu dez anos consecutivos de trabalho ali, para que ela pudesse corrigir certos desequilíbrios do sentimento. Ela era agora uma pessoa feliz, certa de que viverá com dignidade espiritual sua futura experiência na Terra
  • 64. 64 A sós com o grande número de enfermeiros, passei a interessar-me pelos doentes, com mais carinho. Dentre as figuras de auxiliares presentes, impressionou-me a bondade espontânea de Narcisa, que atendia a todos, maternalmente. Ia manifestar a ela minha profunda admiração, mas um dos enfermos próximos gritou: - Narcisa! Narcisa! Não me cabia reter, por mera curiosidade pessoal, aquela irmã dedicada, transformada em mãe espiritual dos sofredores.
  • 65. 65 Sentia-me algo cansado pelos intensos esforços despendidos, mas o coração entoava hinos de alegria interior. Recebera, afinal, a ventura do trabalho. E o espírito de serviço fornece tônicos de misterioso vigor. (André Luiz) •A mente humana pode ser simbolizada um soldado que luta pela conquista de posições. Conforme o esforço, a perseverança, o adestramento, ou a má vontade, o desânimo e a inexperiência, ficará ele na retaguarda, entre mutilados e vencidos, ou surgirá, vitorioso, na vanguarda. •O soldado luta por vencer e destruir os inimigos externos. A mente luta por vencer os inimigos internos, representados pelo egoísmo, crueldade, vingança, ciúme, prepotência, ambição. •O soldado empunhará a espada e o rifle, a granada e a metralhadora. As armas da mente são a humildade, o espírito de serviço, a bondade com todos, a nobreza, a elegância moral, a disciplina. •Na retaguarda, para o soldado ou para a mente, o cenário é dantesco: amargura, aflição, humilhação, sofrimento. É a resposta da Lei à preguiça e à negligência. •Na vanguarda, para o soldado ou para a mente, a paisagem é expressiva: alegria, felicidade, glória. É a resposta da lei ao trabalho e à boa vontade. •A retaguarda, para a mente ociosa, significará estacionamento nas zonas inferiores, após a desencarnação, ou reencarnações dolorosas no futuro. A vanguarda podemos simbolizá-la no trabalho renovativo, no progresso, na iluminação, no enriquecimento moral e intelectual.
  • 66. 66 CAPÍTULO 29 - A visão de Francisco – A terrível angústia do Espírito que vê o próprio corpo e julga-o um monstro a atormentá-lo (esse Espírito era excessivamente apegado ao corpo físico e faleceu por desastre, só deixando-o quando, tomado de horror, vê os vermes desfazendo os despojos).
  • 67. 67 Impressionado com a bondade de Narcisa, ia manifestar a ela minha admiração, mas um dos enfermos próximos gritou: - Narcisa! Narcisa! Neste momento Andre foi informado de que o chamavam ao aparelho de comunicações urbanas. Era a senhora Laura que pedia notícias. AL.: esquecera-me de avisá-la sobre o serviço noturno e forneci rápido relatório da nova situação. Através do fio, a genitora de Lísias parecia exultar, compartilhando meu justo contentamento e disse, bondosa: - Muito bem, meu filho! apaixone-se pelo seu trabalho, embriague-se de serviço útil. Somente assim, atenderemos à nossa edificação eterna. Lembre, porém, que esta casa também lhe pertence. Aquelas palavras encheram-me de nobres estímulos.
  • 68. 68 Regressando... notei Narcisa a lutar heroicamente por acalmar um rapaz que revelava singulares distúrbios. Procurei ajudá-la. O pobrezinho, de olhos esgazeado dos que experimentam profundas sensações de pavor, gritava, espantadiço: - Acuda-me, por amor de Deus! Tenho medo, medo!... - Irmã Narcisa, lá vem "ele"!, o monstro! Sinto os vermes novamente! "Ele"! "Ele"!... Livre-me "dele" irmã! Não quero, não quero!...
  • 69. 69 O caso Francisco – O rapaz desencarnara após um desastre oriundo de pura imprudência. Muito apegado ao corpo físico, foi difícil libertar-se do sepulcro. No plano espiritual tinha agora visões que o assustavam muito. Era o seu próprio cadáver que ele via. Passes e água magnetizada faziam-lhe bem e ele se acalmava; mas sua perturbação era tão grande, que não reconheceu o próprio pai, generoso e dedicado, que o veio visitar. Da última vez que ali esteve, o pai ajoelhou-se diante do enfermo e tomou-lhe as mãos, ansioso, como se estivesse a transmitir vigorosos fluidos vitais; depois beijou-lhe a face, chorando copiosamente. Desde esse dia, Francisco melhorou bastante e sua demência total reduziu-se a crises cada vez mais espaçadas
  • 70. 70 Calma, Francisco - pedia Narcisa - você vai libertar-se, ganhar muita serenidade e alegria, mas depende do seu esforço. Faça de conta que a sua mente é uma esponja embebida em vinagre. É necessário expelir a substância azeda. Ajudá-lo-ei a fazê-lo, mas o trabalho mais intenso cabe a você mesmo. •O doente mostrava boa-vontade, acalmava-se enquanto ouvia os conceitos carinhosos, mas volvia à mesma palidez de antes, prorrompendo em novas exclamações. •- Mas, irmã, repare bem... "ele" não me deixa. Já voltou a atormentar- me! Veja, veja!...- Este fantasma diabólico!... - acrescentava a chorar como criança, provocando compaixão. •- Estou vendo-o, Francisco - respondia ela, cordata -, mas é indispensável que você me ajude a expulsá-lo.- Confie em Jesus e esqueça o monstro - dizia a irmã dos infelizes, piedosamente -, vamos ao passe.
  • 71. 71 O fantasma fugirá de nós. E aplicou-lhe fluidos salutares e reconfortadores, que Francisco agradeceu, manifestando imensa alegria no olhar. - Agora - disse ele, finda a operação magnética -, estou mais tranqüilo. Narcisa explica a Andre: Não valeram socorros das esferas mais altas, porque fechava a zona mental a todo pensamento relativo à vida eterna. Por fim, os vermes fizeram-lhe experimentar tamanhos padecimentos que o pobre se afastou do túmulo, tomado de horror, a peregrinar nas zonas inferiores do Umbral; os que lhe foram pais na Terra possuem aqui grandes créditos espirituais e rogaram sua internação na colônia. Trouxeram-no quase à força. Seu estado, contudo, é ainda tão grave que não poderá ausentar-se, tão cedo, das Câmaras de Retificação. Como tudo isso comove! - exclamei sob forte impressão. Entretanto, como pode a imagem do cadáver persegui-lo? - A visão de Francisco - esclareceu a velhinha, atenciosa -, é o pesadelo de muitos espíritos depois da morte carnal
  • 72. Capítulo 29- A visão de Francisco • Ajoelhou- se diante do enfermo. • Tomou-lhe as mãos, ansioso, como se estivesse a transmitir vigorosos fluidos vitais, • Francisco, desde esse dia, melhorou bastante. A demência total reduziu-se a crises cada vez mais espaçadas. Dedicação do pai • A visão de Francisco é o pesadelo de muitos Espíritos depois da morte carnal • Apegam-se demasiadamente ao corpo • Não enxergam outra coisa, nem vivem senão dele e para ele, votando-lhe verdadeiro culto Alerta • Isto, porém, deve preocupar-nos,mas não deve ferir-nos • A crisálida cola-se à matéria inerte, mas a borboleta alçará o vôo Lição
  • 73. 73 CAPÍTULO 30 Herança e eutanásia André é convidado a acompanhar Paulina em visita ao pai enfermo. Um velho de fisionomia desagradável, o olhar evidenciava aspereza e revolta, semelhava-se a uma fera humana enjaulada
  • 74. 74
  • 75. 75
  • 76. 76 CAPÍTULO 30 - Herança e eutanásia Triste caso de eutanásia, associada a interesses financeiros de um dos herdeiros. A disputa entre familiares por herança... - O ódio e o desentendimento causam ruína e sofrimento nas criaturas encarnadas ou desencarnadas. O indivíduo que odeia fica com o semblante endurecido e imune às sugestões do bem advindas dos protetores espirituais. O ódio, como sabemos muito bem hoje em dia, causa doenças... - O pensamento, em vibrações sutis, alcança o alvo, por mais distante que esteja. A permuta de ódio e desentendimento causa ruína e sofrimento nas almas...
  • 77. 77 Ele não podia esquecer o filho Edelberto, que lhe ministrou o veneno mortal... Seu ódio era grande... Paulina lhe falou sobre o papel da paternidade e a necessidade do perdão. Disse- lhe que a permuta de ódio e desentendimento causa ruína e sofrimento nas almas. O caso Paulina – O pai de Paulina encontrava-se enfermo, no Pavilhão 5. Esbelta e linda, Paulina trajava uma túnica muito leve, tecida em seda luminosa. O pai acusava desequilíbrios fortes. De fisionomia desagradável, olhar duro, cabeleira desgrenhada, rugas profundas, lábios retraídos, inspirava mais piedade que simpatia. Quando Paulina se aproximou, o velho enfermo não teve uma palavra de ternura para ela. Com um olhar que evidenciava aspereza e revolta, semelhava-se a uma fera humana enjaulada.
  • 78. 78 A mãe estava internada num hospício. Amália e Cacilda entraram em luta judicial com Edelberto e Agenor, por causa dos bens deixados pelo pai. Paulina disse-lhe então: "Aqui, vemo-lo em estado grave; na Terra, mamãe louca e os filhos perturbados, odiando-se entre si. Em meio de tantas mentes desequilibradas, uma fortuna de um milhão e quinhentos mil cruzeiros. E que vale isso, se não há um átomo de felicidade para ninguém?“ Depois de descrever os malefícios que as vantagens financeiras trouxeram para sua família, a filha pediu ao pai que perdoasse; mas ele se mostrava ainda incapaz de esquecer o gesto do filho que o matou para entrar antecipadamente na posse da herança. O velho, porém, continuou a praguejar em voz alta. A jovem preparava- se para discutir, mas Narcisa endereçou-lhe significativo olhar, chamando Salústio para socorrer o doente em crise.
  • 79. 79 EUTANASIA - Os pacientes cujo ciclo de vida carnal é interrompido pelos familiares acabam desenvolvendo problemas ainda piores após o desencarne, uma vez que o processo de desenvolvimento da enfermidade física é parte da expiação de débitos do companheiro ou é capítulo do livro da vida daquele irmão, constituindo lição que o indivíduo deveria passar. Para aquele que prefere a morte ao sofrimento dos últimos dias e, quase sempre, solicita passar. Quando interrompemos a vida, eliminamos os breves momentos em que o moribundo teria, com todo o auxílio espiritual, de refazer antigas ideias que precisavam de nova abordagem. Momentos para perdoar e pedir perdão por exemplo.
  • 80. 80 Se o próprio paciente solicita a eutanásia, o que ocorre na maioria dos casos, suas condições tornam-se ainda piores após o desencarne, posto que, na condição de suicida, não mais dispõe do corpo físico para separá-lo de seus obsessores e tampouco terá tempo para se recuperar da morte. Aquele que sofre com resignação seus estertores, acaba se preparando melhor para o desencarne e sua recuperação é significativamente mais rápida após a morte física. Todo aquele que aprende com o sofrimento, tem auxílio na eliminação dos vínculos que mantinham o seu perispírito ligado ao corpo moribundo ou já destituído de vitalidade, o que impede a ação de espíritos trevosos e obsessores no processo.
  • 81. 81 Os familiares deveriam tornar os últimos momentos do portador de enfermidades graves mais proveitosos para ele mesmo, sem dor e envolto em amor familiar. Evitar as crises emotivas, geralmente associadas a sentimentos de culpa pela família. Isso pode ser difícil para a família, mas não raro o paciente passa a acusar seus entes queridos de assassinato após a prática da eutanásia.
  • 82. “Procurei observar, acima do sofredor, o irmão espiritual. Desapareceu a impressão de repugnância, aclarando-se-me os raciocínios. Apliquei a lição a mim mesmo. Como teria chegado, por minha vez, ao Ministério do Auxílio?” “Quando examinamos a desventura de alguém, lembrando as próprias deficiências, há sempre asilo para o amor fraterno, no coração” Repensar os pré- julgamentos São raros os que se preocupam em ajuntar conhecimentos nobres, qualidades de tolerância, luzes de humildade, bênçãos de compreensão. Impomos a outrem os nossos caprichos, afastamo-nos dos serviços do Pai, esquecemos a lapidação do nosso espírito. Ninguém nasce no planeta simplesmente para acumular moedas nos cofres ou valores nos bancos. (Paulina)
  • 83. Capítulo 30 - Herança e Eutanásia Lição de Jesus que recomenda nos amemos uns aos outros. Atravessamos experiências consangüíneas, na Terra, para adquirir o verdadeiro amor espiritual Nossos lares terrestres são cadinhos de purificação dos sentimentos ou templos de união sublime, a caminho da solidariedade universal Troca de fluidos de amargura e incompreensão. O pensamento, em vibrações sutis, alcança o alvo, por mais distanteque esteja. A permuta de ódio e desentendimento causa ruína e sofrimento nas almas.
  • 84. Capítulo 30- Herança e Eutanásia Todos arruinaram belas possibilidades espirituais, distraídos pelo dinheiro fácil e apegados à idéia de herança Os casos de herança, em regra, são extremamente complicados. Com raras exceções, acarretam enorme peso a legadores e legatários. Neste caso, porém, vemos também a eutanásia Deus criou seres e céus, mas nós costumamos transformarnos em Espíritos diabólicos, criando nossos infernos individuais. O que vamos deixar aos nossos filhos?
  • 85. 85 Sempre que pensamos em alguém, “sintonizamos” com essa pessoa, e emitimos automaticamente para elas uma parte de nossas energias e fluidos. A outra pessoa absorverá ou não nossas energias, fluidos, vibrações e pensamentos, de acordo com a afinidade e sintonia que tenha conosco, podendo ou não perceber impressões dessas energias, de acordo com sua sensibilidade, com a intensidade da emissão, sua “qualidade”, etc. Emanações Energéticas características de cada pessoa PENSAMENTO Transferência Energética
  • 86. “São raros os que se preocupam em ajuntar conhecimentos nobres, qualidades de tolerância, luzes de humildade, bênçãos de compreensão. Impomos a outrem os nossos caprichos, afastamo-nos dos serviços do Pai, esquecemos a lapidação do nosso Espírito”
  • 87. Cap.31 : Vampiro - Atendimento negado
  • 88. Capítulo 31- Vampiro Eram 21 horas, quando fomos atender a dois enfermos, no Pavilhão 11, escutei gritaria próxima. Fiz instintivo movimento de aproximação, mas Narcisa deteve-me, atenciosa: - Não prossiga, localizam-se ali os desequilibrados do sexo. O quadro seria extremamente doloroso para seus olhos. Guarde essa emoção para mais tarde. André ficou com muitas interrogacoes, mas se recordou do conselho da genitora de Lísias de não se desviar da obrigação justa. ... chegou alguém dos fundos do enorme parque. Era um homenzinho de semblante singular, evidenciando a condição de trabalhador humilde. Narcisa recebeu-o com gentileza, perguntando: - Que há, Justino? Qual é a sua mensagem?
  • 89. Justino chega comunicando que uma mulher pede socorro no grande portão. - E porque não a atendeu? - interrogou a enfermeira. - Segundo as ordens que nos regem, não pude fazê-lo, por que a pobrezinha está rodeada de pontos negros. - Que me diz? - revidou Narcisa, assustada. Nós três seguimos para o portao que estava a mais de um quilometro. A mulher estava em chagas, com o rosto deformado. Narcisa me perguntou -- Não está vendo os pontos negros? - Não - respondi. Sua visao espiritual ainda nao esta educada. Se estivesse em minhas mãos, abriria a nossa porta, mas tratanto-se de criaturas nestas condições, nada posso resolver por mim mesma. Precisamos recorrer ao Vigilante-Chefe, em serviço (Paulo). …voltamos com Paulo, ele examinou a mulher A prudencia em nossa assistencia e fundamental ao tratamento.
  • 90. - Filhos de Deus - bradou a mendiga -, dai-me abrigo à alma cansada! Onde está o paraíso dos eleitos, para que eu possa fruir a paz desejada. Aquela voz lamuriosa sensibilizava-me o coração. Narcisa, por sua vez, mostrava-se comovida. - Está mulher, por enquanto, não pode receber nosso socorro. Trata- se de um dos mais fortes vampiros que tenho visto até hoje. É preciso entregá-la à própria sorte (Paulo). Senti-me escandalizado. Não seria faltar aos deveres cristãos abandonar aquela sofredora ao azar do caminho? Narcisa, que me pareceu compartilhar da mesma impressão, adiantou-se suplicante:
  • 91. - Mas, Irmão Paulo, não há um meio de acolhermos essa miserável criatura nas Câmaras? - Permitir essa providência - esclareceu ele -, seria trair minha função de vigilante. - Já notou, Narcisa, alguma coisa além dos pontos negros? Agora, era minha instrutora de serviço que respondia negativamente. - Pois vejo mais - respondeu o Vigilante-Chefe. Baixando o tom de voz, recomendou: - Conte as manchas pretas. Narcisa fixou o olhar na infeliz e respondeu, após alguns instantes: - Cinqüenta e oito. O Irmão Paulo, com a paciência dos que sabem esclarecer com amor, explicou: - Esses pontos escuros representam cinqüenta e oito crianças assassinadas ao nascerem. Em cada mancha vejo a imagem mental de uma criancinha aniquilada, umas por golpes esmagadores, outras por asfixia.
  • 92. Capítulo 31- Vampiro Narcisa rogou que cuidaria dela e Paulo diz que a mulher nao quer senao atrapalhar. Ele sugere que observem: - Que deseja a irmã, do nosso concurso fraterno? -Socorro, socorro – respondeu lacrimejante. Paulo diz : devemos aceitar o sofrimento retificador. - Quem me atribui essa infâmia? Minha consciência está tranqüila, canalha!... Empreguei a existência auxiliando a maternidade na Terra. Fui caridosa e crente, boa e pura... - Demônio! Feiticeiro! Sequaz de Satã!... Não voltarei jamais!... Estou esperando o céu que me prometeram e que espero encontrar.
  • 93. Capítulo 31- Vampiro - Paulo: Faça, então, o favor de retirar-se. Não temos aqui o céu que deseja. Estamos numa casa de trabalho, onde os doentes reconhecem o seu mal e tentam curar-se, junto de servidores de boa-vontade. Não lhe pedi remédio, nem serviço. Estou procurando o paraíso que fiz por merecer, praticando boas obras. E, endereçando-nos dardejante olhar de extrema cólera, perdeu o aspecto de enferma ambulante, retirando-se a passo firme, como quem permanece absolutamente senhor de si. Acompanhou-a o Irmão Paulo com o olhar, durante longos minutos, e, voltando-se para nós, acrescentou:
  • 94. Capítulo 31- Vampiro Observaram o Vampiro? - Exibe a condição de criminosa e declara-se inocente; é profundamente má e afirma-se boa e pura; sofre desesperadamente e alega tranqüilidade; criou um inferno para si própria e assevera que está procurando o céu. A ajuda chega quando estamos preparados. Ante o silêncio com que lhe ouvíamos a lição, o Vigilante- Chefe rematou: - É imprescindível tomar cuidado com as boas ou más aparências. Naturalmente, a infeliz será atendida alhures pela Bondade Divina, mas, por princípio de caridade legítima, na posição em que me encontro, não lhe poderia abrir nossas portas.
  • 95. 95 - A experiência de Paulo detecta na infeliz que a hipocrisia emite forças destrutivas e era preciso abandoná-la à própria sorte, na instituição só se atende doentes que reconhecem o seu mal e tentam curar-se, iria ela criar apenas perturbação e influenciação inferior. A profissional do infanticídio – A mulher fora uma profissional de ginecologia, a serviço do infanticídio. A situação dela é pior que a dos suicidas e homicidas que, por vezes, apresentam atenuantes de vulto .... Nem mesmo remorso ela apresentava e, ao ver que não seria admitida em "Nosso Lar",
  • 96. FORMAS DE OBSESSÃO MEDIUNIDADE – OBSESSÕES – VAMPIRISMO Mas, porque isso existe ?
  • 97. 97 Os Espíritos imperfeitos ainda predominam no planeta, determinando a sua condição de inferioridade física e moral, e reduzindo os processos de intercâmbio às expressões do mediunismo primário, onde as obsessões prevalecem, desde as simbioses generalizadas dos primórdios até os complexos vampirismos do presente. Em Sexo e Destino, André narra: ... abordando Cláudio, sem cerimônia. Um deles tateou-lhe os ombros e gritou: - Beber, meu caro, quero beber! Na parasitose mental, temos o vampirismo, por esse processo, os desencarnados su gam a vitalidade dos encarnados, podendo determinar nos hospedeiros doenças as mais variadas e até mesmo a morte prematura. Segundo o instrutor Alexandre, em Missionários da Luz: vampiro é toda entidade ociosa que se vale, indebitamente, das possibilidades alheias e, em se tratando de vampiros que visitam os encarnados, é necessário reconhecer que eles atendem aos sinistros propósitos a qualquer hora, desde que encontrem guarida no estojo de carne dos homens.
  • 98. “O AGENTE OPRESSOR INFLUENCIA DE TAL FORMA O PACIENTE PERTURBADO QUE ORIGINA O VAMPIRISMO ESPIRITUAL, POR PROCESSO DE ABSORÇÃO DO PLASMA MENTAL. O ESPÍRITO PARASITA BUSCA A VÍTIMA (...) O ÓDIO TANTO QUANTO O AMOR DESVAIRADO CONSTITUEM ELEMENTOS MATRIZES DESSAS OBSESSÕES ESPECIAIS ”. Manoel P. de Miranda – Obsessão Instalação e Cura – Pg 81 DMED- FEDERAÇÃO ESPÍRITA CATARINENSE – Responsável Esther Fregossi González VAMPIRISMO ESPIRITUAL
  • 99. “QUAL O PRIMEIRO DE TODOS OS DIREITOS NATURAIS DO HOMEM?” L.E. QUESTÃO 880 O DE VIVER. POR ISSO É QUE NINGÚEM TEM O DIREITO DE ATENTAR CONTRA A VIDA DO SEU SEMELHANTE, NEM DE FAZER O QUE QUER QUE POSSA COMPROMETER-LHE A EXISTÊNCIA CORPORAL. O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC Como a justiça divina encara o infanticídio?
  • 100. 1 1. SE A VIDA DA MÃE CORRER PERIGO 2. SE A GRAVIDEZ RESULTAR DE ESTUPRO  CÓDIGO PENAL PREVÊ DE 1 A 3 ANOS DE RECLUSÃO PARA A GESTANTE QUE O PRATICA.  DE 1 A 10 ANOS PARA TERCEIRO QUE O PROVOCA. (MEDICINA E SAÚDE – DR. ROBERT ROTHENBERG)
  • 101.  358. CONSTITUI CRIME A PROVOCAÇÃO DO ABORTO, EM QUALQUER PERÍODO DA GESTAÇÃO?  “HÁ CRIME SEMPRE QUE TRANSGREDIS A LEI DE DEUS. (O LIVRO DOS ESPÍRITOS – ALLAN KARDEC) 2 5º MANDAMENTO – NÃO MATARÁS UMA MÃE, OU QUEM QUER QUE SEJA, COMETERÁ CRIME SEMPRE QUE TIRAR A VIDA A UMA CRIANÇA ANTES DO SEU NASCIMENTO.” COMETERÁ SEMPRE UM CRIME AO SE IMPEDIRA ALMA DE PASSAR PELAS PROVAS DE QUE NECESSITA.
  • 102. QUANDO O ABORTO É PERMITIDO ? QUANDO A GRAVIDEZ OFERECE RISCO À VIDA DA MÃE. (O LIVRO DOS ESPÍRITOS – A. KARDEC – P. 359,360.) EMMANUEL 359. CASO A GESTAÇÃO PONHA EM RISCO A VIDA DA MÃE, DEVE-SE SACRIFICAR O SER QUE AINDA NÃO NASCEU DO AQUELE QUE ESTÁ ATIVO. 360 .DEVE-SE TER PARA COM O FETO O MESMO RESPEITO QUE SE TEM COM UMA CRIANÇA QUE VIVEU POUCO TEMPO.  O ABORTO PROVOCADO, MESMO DIANTE DE REGULAMENTOS HUMANOS QUE O PERMITEM É UM CRIME PERANTE AS LEIS DE DEUS. EMMANUEL
  • 103. (QUEM TEM MEDO DA MORTE? – RICHARD SIMONETTI) (LEIS DE AMOR - EMMANUEL) •  TRAUMA PROVOCADO PELA MORTE VIOLENTA. •  DESGOSTO PELA OPORTUNIDADE DE EVOLUÇÃO PERDIDA. •  NÃO RARO,TOMA-SE DE RANCOR,TRANSFOR- MANDO-SE EM OBSESSOR DOS PAIS.  AFASTA OS RECURSOS DE REABILITAÇÃO E FELICIDADE QUE A MATERNIDADE OFERECE.  DESAJUSTES FÍSICOS E ESPIRITUAIS.  DESAJUSTES PSÍQUICOS: REMORSO, PESA- DELOS, CRISES NERVOSAS, DEPRESSÃO ...
  • 104.  ADQUIREM DÍVIDAS PELA INFRAÇÃO DAS LEIS DIVINAS E TERÃO QUE REPARAR.  ATRAEM PARA SI OS SOFRIMENTOS DAS VÍTIMAS. A VIDA PERTENCE A DEUS !  O RESPEITO À VIDA É FUNDAMENTAL.  NENHUMA GRAVIDEZ OCORRE POR ACASO.  O DIREITO SOBRE A VIDA DO OUTRO SÓ A DEUS PERTENCE. (QUEM TEM MEDO DA MORTE? – RICHARD SIMONETTI) (LEIS DE AMOR - EMMANUEL)
  • 105. (ENTENDER CONVERSANDO – EMMANUEL/CHICO XAVIER) SE O ANTICONCEPCIONAL VEIO FAVORECER A MOVIMENTAÇÃO DAS CRIATURAS, PORQUE VAMOS LEGALIZAR OU ESTIMULAR A MATANÇA DE CRIANÇAS INDEFESAS ? ABORTO É UM DELITO GRAVE PERANTE A PRO- VIDÊNCIA DIVINA, PORQUE A VIDA NÃO NOS PERTENCE E SIM AO PODER DIVINO.
  • 106. ASSIM, INICIADA A VIDA NA TERRA PELA CONCEPÇÃO,INTERROMPÊ- LA, DESTRUÍ-LA, CONSTITUI GRAVE ERRO CONTRA A LEI DIVINA UMA VEZ QUE JÁ ESTABELECIDO, PELA LEI NATURAL DA REPRODUÇÃO UM VÍNCULO ENTRE O ESPÍRITO REENCARNANTE E OS ELEMENTOS MATERIAIS ORIUNDOS DOS PAIS, ALÉM DAS LIGAÇÕES ESPIRITUAIS E MORAIS GERADAS ENTRE TODOS OS COMPROMETIDOS COM AQUELA AÇÃO.
  • 107.
  • 108. OS SALÕES VERDES De volta, percorrendo o parque banhado de luz, Narcisa fala dos salões verdes, destinados ao serviço da educação no Ministério do Esclarecimento, obra da Ministra Veneranda. CAPÍTULO 32 - Notícias de Veneranda
  • 109. 109 CAPÍTULO 32 - Notícias de Veneranda Após o encontro com a estranha figura da mulher vampiro, André e Narcisa penetraram o parque banhado de luz, onde André experimentava singular fascinação. Arvores acolhedoras, reclamavam sua atenção a todo momento. De maneira indireta, provocava explicações de Narcisa. - No grande parque - dizia ela - não há somente caminhos para o Umbral ou apenas cultura de vegetação destinada aos sucos alimentícios. A Ministra Veneranda criou planos excelentes para os nossos processos educativos. -Todo o nosso préstimo será pouco para retribuir as dedicações dessa abnegada serva de Nosso Senhor. Grande número de benefícios, neste Ministério, foram por ela criados para atender aos mais infelizes. Sua tradição de trabalho, em "Nosso Lar", é considerada pela Governadoria como das mais dignas. É a entidade com maior número de horas de serviço na colônia e a figura mais antiga do Governo e do Ministério. -Permanece em tarefa ativa, nesta cidade, há mais de duzentos anos.
  • 110. 110 Em Pedro Leopoldo é aquele espírito que na noite de 10 de julho de 1927 se materializa ou aparece à visão espiritualizada do jovem Francisco Cândido Xavier, tinha, então, 17 anos de idade. A visita daquele espírito de alta hierarquia espiritual era exclusiva para o jovem Chico Xavier, em nome de Jesus. Veneranda (Izabel de Aragão) e Chico Xavier
  • 111. 111 O (re)encontro de Chico Xavier e de Isabel de Aragão atesta a grandeza espiritual do médium de Pedro Leopoldo e o milagre do esquecimento pela lei da reencarnação. Uma simples leitura de O LIVRO DOS MÉDIUNS, de Allan Kardec, atesta o fato de que uma pessoa encarnada para ver e ouvir um espírito iluminado precisa estar na mesma sintonia espiritual, tem que haver simpatia, identidade espiritual entre ambos sem o que a comunicação torna-se impossível em sua tangibilidade visual e auditiva. Um espírito encarnado débil, hierarquicamente inferior, não tem condições espirituais para perceber tangivelmente um espírito iluminado. Referências BACCELLI, Carlos A. O Evangelho de Chico Xavier. 3. ed. Votuporanga: Didier. 2001; ps. 92-96
  • 112. 112 A veneranda Rainha Santa de Portugal e Algarves, Isabel de Aragão, transformando pães em rosas. Ontem - Rainha Isabel de Aragão. Hoje - A VENERANDA DO LIVRO NOSSO LAR. Chico Xavier fala sobre Isabel de Aragão, a Rainha Santa de Portugal, com Caio Ramacciotti
  • 113. 113 Encantou-me no livro a personagem ministra Veneranda, que mais tarde vim a saber tratar-se da mesma Isabel de Aragão, a rainha santa de Portugal, que orientava, nesse tempo, os serviços de intercessão do Hospital Esperança e dispunha de uma missão gloriosa junto nas terras sofridas do continente africano, em colônias portuguesas e adjacentes. Livro “os dragões” WANDERLEY OLIVEIRA - pelo espírito MARIA MODESTO CRAVO
  • 114. 114 Há uma mensagem psicografada por Geraldo Lemos Neto, em reunião pública no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, em Belo Horizonte-MG, na noite do dia 30/06/2003, data em que se comemorou o primeiro aniversário da desencarnação do querido médium, benfeitor e amigo FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER. Assinou esta mensagem o Espírito como “A GRATIDÃO” Nota do médium: o espírito que se apresentou para escrever a mensagem era o de luminosa senhora, que me impressionou vivamente as fibras mais sensíveis do ser. Ao final da comunicação, ela se recusou a identificar-se, assinando, simplesmente, A Gratidão. Comovido pela sua humildade, indaguei de nossa benfeitora Neném Aluotto, quem se me havia apresentado durante a concentração mental costumeira antes da tarefa mediúnica, ao que a estimada amiga respondeu: “É o espírito de Veneranda!” Mais tarde, vim a saber tratar- se do espírito de Isabel de Aragão, que vinha humildemente homenagear a vitória espiritual de seu pupilo na Terra, Chico Xavier, um ano após a sua desencarnação. FONTE: ISABEL – A MULHER QUE REINOU COM O CORAÇÃO de Maria José Cunha
  • 115. 115 Pontos de destaque para estudo: 1) Os “salões verdes” foram construídos por volta de 1900, tendo em vista que André Luiz descreve fatos de 1939-1940. São exemplos de amor e respeito à natureza, inspirados nas lições de Jesus. Existem por toda parte. Um verdadeiro castelo de vegetação em forma de estrela. Cada salão natural tem bancos e poltronas estruturados na substância do solo, forrados de relva macia. No centro, funciona enorme aparelho destinado a demonstrações pela imagem, semelhante ao cinematógrafo terrestre.
  • 116. Capítulo 32- Noticias de Veneranda Narcisa explica a André que no grande parque não há somente caminhos para o Umbral ou apenas cultura de vegetação destinada aos sucos alimentícios. Temos salões para serviço de educação, realizando conferencias de vários Ministérios para os moradores e visitantes. Veneranda foi chamada pela União Divina para ajudar na organização dos recintos. No parque de educação do esclarecimento fez um castelo em forma de estrela com 5 classes de aprendizado. No centro enorme aparelho para imagem, como um cinematografo. Podendo levar 5 projeções variadas simultaneamente Investirmos na educacao e estudo nos preparara para uma vida melhor no mundo espiritual.
  • 117. E o mobiliário dos salões? Tal como dos grandes recintos terrenos? Narcisa sorriu e acentuou: Há diferença. A Ministra ideou os quadros evangélicos do tempo que assinalou a passagem do Cristo e cada salão tem bancos e potronas esculturados na substancia do solo, forrados de relva, lembrando as preleções do Mestre. Para as palestras do Governador criou um recinto ao gosto dele com lagos e pequenas pontes.
  • 118. 118 Pontos de destaque para estudo: 2) Natal: época de louvor e agradecimento ao Cristo. Cada mês do ano mostra cores diferentes, em razão das flores que se vão modificando em espécie, de trinta a trinta dias. A Ministra reserva o mais lindo aspecto para o mês de dezembro, em comemoração ao Natal de Jesus, quando a cidade recebe os mais formosos pensamentos e as mais vigorosas promessas dos nossos companheiros encarnados na Terra e envia, por sua vez, ardentes afirmações de esperança e serviço às esferas superiores, em homenagem ao Mestre dos mestres. Esse salão é nota de júbilo para os nossos Ministérios.
  • 119. 119 Pontos de destaque para estudo: 3) O governador visita, quase que semanalmente, aos domingos. Ali permanece longas horas, conferenciando com os Ministros da Regeneração, conversando com os trabalhadores, oferecendo sugestões valiosas, examinando nossas vizinhanças com o Umbral, recebendo nossos votos e visitas, e confortando enfermos convalescentes. À noitinha, quando pode demorar-se, ouve música e assiste a números de arte, executados por jovens e crianças dos nossos educandários. A maioria dos forasteiros, que se hospedam em "Nosso Lar", costuma vir até aqui só no propósito de conhecer esse "palácio natural", que acomoda confortavelmente mais de trinta mil pessoas.
  • 120. 120 Pontos de destaque para estudo: 4) O exemplo de Veneranda: em 1936, recebeu troféu por 1 milhão de horas de serviço útil, mas transferiu o mérito a toda colônia. Os 11 Ministros que atuam com Veneranda na Regeneração ouvem- na antes de qualquer providência especial. Com exceção do Governador, a Ministra é a única entidade, em “Nosso Lar”, que já viu Jesus nas esferas superiores. Mas nunca comentou esse fato e até se esquiva à menor referência a tal respeito.
  • 121. Capítulo 32- Noticias de Veneranda A Ministra Veneranda além do Governador é a única entidade de Nosso Lar que já viu Jesus nas esferas Resplandecentes. Veneranda foi a única também a ganhar em Nosso Lar a medalha do Mérito de Serviço com 1 milhão de horas.
  • 122. ANDRÉ LUIZ VÊ “FANTASMAS’’ CAPÍTULO 33 - Curiosas observações
  • 123. 123 CAPÍTULO 33 – Curiosas observações A. Luiz sentindo só, pondera os acontecimentos desde o primeiro encontro com o Ministro Clarêncio, quando socorrido no umbral. Que teria sucedido a Zélia e aos filhinhos? Por que razão me prestavam ali tão grande esclarecimentos sobre as mais variadas questões da vida, omitindo, contudo, qualquer notícia pertinente ao meu antigo lar? Tudo indicava a necessidade de esquecer os problemas carnais, no sentido de renovar-se intrinsecamente, e, no entanto, penetrando os recessos do ser, encontrava a saudade viva dos seus. Narcisa permitiu a ida de AL até o grande portão de entrada das Câmaras de Retificação, para esperar o grupo de Samaritanos que iam chegar, conforme aviso recebido.
  • 124. 124 Em verdade, muito amara a companheira de lutas e, sem dúvida, dispensara aos filhinhos ternuras incessantes; mas, examinando desapaixonadamente a (AL) - Torturavam-me as inquirições internas, mas, prendendo-me então aos imperativos do dever justo, aproximei-me da grande cancela, investigando além, através dos campos de cultura. situação de esposo e pai, reconhecia que nada criara de sólido e útil no espírito dos meus familiares. Tarde verificava esse descuido
  • 125. 125 (AL) - Tudo luar e serenidade, céu sublime e beleza silenciosa! Extasiando- me na contemplação do quadro, demorei alguns minutos entre a admiração e a prece. Instantes depois, divisei ao longe dois vultos enormes que me impressionaram vivamente. Pareciam dois homens de substância indefinível, semiluminosa. FANTASMAS ? Dos pés e dos braços pendiam filamentos estranhos, e da cabeça como que se escapava um longo fio de singulares proporções. Tive a impressão de identificar dois autênticos fantasmas. Não suportei. Cabelos eriçados, voltei apressadamente ao interior. Inquieto e amedrontado, expus a Narcisa a ocorrência, notando que ela mal continha o riso. NO MUNDO ESPIRITUAL ?
  • 126. 126 - Ora essa, meu amigo - disse, por fim, mostrando bom humor -, não reconheceu aquelas personagens? Fundamente desapontado, nada consegui responder, mas Narcisa continuou: - Também eu, por minha vez, experimentei a mesma surpresa, em outros tempos. Aqueles são os nossos próprios irmãos da Terra. Trata-se de poderosos espíritos que vivem na carne em missão redentora e podem, como nobres iniciados da Eterna Sabedoria, abandonar o veículo corpóreo, transitando livremente em nossos planos. Os filamentos e fios que observou são singularidades que os diferenciam de nós outros. Não se arreceie, portanto. Os encarnados, que conseguem atingir estas paragens, são criaturas extraordinariamente espiritualizadas, apesar de obscuras ou humildes na Terra.
  • 127. 127 Kardec, recebeu informações que descreviam o homem como constituído de três elementos básicos: o corpo físico, o espírito imortal e um corpo “semi-material”, estruturado em matéria em outra condição vibratória, capaz de funcionar como um elo entre o espírito propriamente dito e a matéria ordinária que constitui nosso plano de vida. A expressão kardecista de perispírito é compatível com a ideia de um conjunto de corpos que se entrelaçam e intermedeiam o Espírito (imaterial) e o corpo físico. Antes das obras de André Luiz, de Emmanuel e outros espíritos, os espíritas e os estudiosos dos fenômenos mediúnicos, espirituais e psíquicos tinham uma ideia muito vaga sobre o corpo espiritual. O PERISPÍRITO OU PSICOSSOMA
  • 128. 128 O Homem é composto de 3 elementos: ESPÍRITO (o ser inteligente, o individuo propriamente dito.) PERISPÍRITO (corpo de matéria em estado fluídico, imponderável aos instrumentos humanos e órgãos dos sentidos) CORPO FISICO (feito de matéria densa, tangível e mensurável)
  • 129. 129 O corpo físico é o veículo que permite nossas experiências na crosta terrena, com baixa frequência vibratória. Envolvendo-o e expandindo- se ao seu redor por alguns milímetros, temos o corpo vital, também chamado de corpo etéreo ou duplo etéreo, que funciona como um centro de captação de energias do universo e como elo de ligação entre o perispírito e o corpo físico (através do chamado cordão prateado e dos centros de força).
  • 130. 130 A morte física conduz à perda do corpo físico e do corpo chamado “duplo etérico”, enquanto que o perispírito e os corpos superiores são preservados no processo. André Luiz e seus instrutores discorrem sobre a relação entre a mediunidade, o perispírito e a glândula pineal, sede da ligação do cordão de prata, que liga o psicossoma ao corpo etéreo e ao corpo físicointerconexão entre os corpos que nos constituem. É de relevância também no fenômeno de dissolução dos vínculos fluídicos por ocasião do desencarne, com a eliminação final dos liames do cordão de prata, que une os corpos (corpo físico, duplo etéreo e o perispírito)
  • 131. 131 Emmanuel, no livro “Roteiro”, 1952, (páginas 31 a 33), nos informa: O perispírito é, ainda, corpo organização que, representando o molde fundamental da existência para o homem, subsiste, além do sepulcro, de conformidade com o seu peso específico. Formado por substâncias químicas que transcendem a série estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena, é aparelhagem de matéria rarefeita, alterando-se, de acordo com o padrão vibratório do campo interno. Organismo delicado, extremo poder plástico, modifica-se sob o comando do pensamento. É necessário, porém, acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir. Nas mentes primitivas, ignorantes e ociosas, semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa, verdadeira continuação do corpo físico, ainda animalizado ou enfermiço.
  • 132. 132 E, Narcisa, encorajando-me bondosamente, acentuou: - Vamos até lá. Os Samaritanos não podem tardar. Satisfeito, voltei com ela ao grande portão. Lobrigava-se, ainda, a enorme distância, os dois vultos que se afastavam de "Nosso Lar", tranqüilamente. A enfermeira contemplou-os, fez um gesto expressivo de reverência e exclamou: - Estão envolvidos em claridade azul. Devem ser dois mensageiros muito elevados na esfera carnal, em tarefa que não podemos conhecer.
  • 133. - Lá vêm eles! Identifiquei a caravana que avançava em nossa direção, sob a claridade branda do céu. De repente, ouvi o ladrar de cães, a grande distância. Os cães - disse Narcisa - são auxiliares preciosos nas regiões obscuras do Umbral, onde não estacionam somente os homens desencarnados, mas também verdadeiros monstros, que não cabe agora descrever. A enfermeira, em voz ativa, chamou os servos distantes, enviando um deles ao interior, transmitindo avisos. Fixei atentamente o grupo estranho que se aproximava devagarinho. Seis grandes carros, precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos, eram tirados por animais que, me pareceram muares terrestres. Mas a nota mais interessante era os grandes bandos de aves, de corpo volumoso, que voavam a curta distância, acima dos carros, produzindo ruídos singulares.
  • 134. 134 (AL)Onde o aeróbus? Não seria possível utilizá-lo no Umbral? -Questão de densidade da matéria. Pode você figurar um exemplo com a água e o ar. O avião que fende a atmosfera do planeta não pode fazer o mesmo na massa equórea. Poderíamos construir determinadas máquinas como o submarino; mas, por espírito de compaixão pelos que sofrem, os núcleos espirituais superiores preferem aplicar aparelhos de transição. Além disso, em muitos casos, não se pode prescindir da colaboração dos animais. - Como assim? - perguntei, surpreso. Os cães facilitam o trabalho, os muares suportam cargas pacientemente e fornecem calor nas zonas onde se faça necessário; e aquelas aves - acrescentou, indicando-as no espaço -, que denominamos íbis viajores, são excelentes auxiliares dos Samaritanos, por devorarem as formas mentais odiosas e perversas, entrando em luta franca com as trevas umbralinas. E distribuindo ordens de serviço, aqui e acolá, preparava-se para receber novos doentes do espírito.
  • 135. 135 APONTAMENTOS QUE ATIVIDADE DESENVOLVEM NO UMBRAL OS SAMARITANOS? Samaritanos é o nome de uma caravana socorrista que presta assistência, no Umbral, aos Espíritos em situação de sofrimento, recolhendo para transporte até a Colônia os irmãos em condições de adentrar os portões de Nosso Lar. BIOSFERA ESPIRITUAL Toda literatura espírita de qualidade suporta a ideia de que a vida após a morte não representa um salto, mas se reveste de um contínuo. Nas belas descrições de “Nosso Lar” vemos a presença de pôr-do-sol, nuvens, neblina, riachos, rios, lagos, pomares, bosques e animais, mostrando que existe todo um ciclo natural, com alternância de estações e de elementos da natureza, como a chuva. Existem descrições de um aparato burocrático de identificação das pessoas. Tudo isso reforça o conceito de que a vida após a vida é uma continuação daquela que hoje envergamos aqui. Nada mais “pé-no-chão” do que a descrição de Dona Laura, mãe do personagem Lísias, a respeito da origem dos alimentos e roupas em Nosso Lar.
  • 136. 136 APONTAMENTOS BIOSFERA ESPIRITUAL Vemos na lição, esferas e planos tão semelhantes que encadeiam uma sequencia evolutiva, como a existência de uma biosfera própria, uma vez que André Luiz descreve aves, animais domésticos, como o cão e os muares, além de todos os demais elementos da biosfera terrena, como bosques, flores, rios, oceano, montanhas, campinas e outros, em um plano espiritual. Passamos a entender o dito “plano físico” como a esferas que se interpenetram em que vivemos. Seria o equivalente a dizer que a morte nos retira desse plano físico e nos transporta para outro, tão ou quase tão “físico” e palpável quanto o nosso, dependendo da evolução do irmão. No planeta Terra, em todos os locais em que existe uma fonte de energia e os nutrientes podem ser encontrados, a vida abunda e se diversifica. A literatura espírita mostra que os planos espirituais próximos à Terra refletem a própria natureza do mundo material, em ordem inversa, ou seja, o mundo físico é uma simplificação do mundo espiritual.
  • 137. 137 1. Allan Kardec, Em “O Livro dos Espíritos”, Cap. XI, Dos três reinos.: – sob orientação de Inteligências Celestes, registrou às questões 598 a 600, de “O Livro dos Espíritos”, que os animais, ao morrer, mantêm sua individualidade, permanecendo em vida latente sob cuidados de Espíritos especializados, que os classificam e agrupam; nos animais a reencarnação não se demora; esse princípio independente, individualizado, algo semelhante a uma alma rudimentar, inferior à humana, dá-lhes limitada liberdade de ação apenas nos atos da vida material; 2. André Luiz: – narra no Cap. XII de “Evolução em Dois Mundos” — ... Desencarnados, dilata-se-lhes o período de vida latente, na esfera espiritual, onde, com exceção de raras espécies, se demoram por tempo curto, incapazes de manobrar os órgãos do aparelho psicossomático que lhes é característico, por ausência de substância mental consciente. Quando não se fazem aproveitados na Espiritualidade, em serviço ao qual se filiam durante certa quota de tempo, caem, quase sempre de imediato à morte do corpo carnal, em pesada letargia, semelhante à hibernação, acabando automaticamente atraídos para o campo genésico das famílias a que se ajustam.
  • 138. 138 Essas informações considero-as fundamental para o entendimento de como os animais vivem no Plano Espiritual, aguardando a próxima reencarnação. Kardec registrou que após a morte os animais são classificados e impedidos de se relacionarem com outras criaturas; André Luiz, agora, diz a mesma coisa, de outra forma, ao mencionar que os animais que não são destacados para alguma tarefa, entram em hibernação e logo reencarnam. sem qualquer relacionamento, uns com os outros; assim, não havendo ação de predadores inexistem presas; mantidos em hibernação não se alimentam, não brigam, não reproduzem, não se deslocam. Depreendo, assim, que no mundo espiritual os animais não utilizados em alguns serviços, não têm vida consciente, mas vegetativa, e isso responde à pergunta de como vivem lá: