Barroco (1601-1768)
Idade Media X Renascimento
(teocentrismo) (antropocentrismo)
Características principais:
• Religiosidade conflituosa:
– razão X emoção
– pecado X arrependimento
• confusão de sentidos...
• Abuso formal de figuras de linguagem:
brinca com palavras
• Metáfora
• Hipérbole
• Sinestesia
• Paradoxo
• Niilismo temá...
• No século XVI, o
Renascimento representou o
retorno à cultura clássica
greco-latina.
• No século XVII, o barroco
surge.
...
•Arte racional
–Antítese
–Paradoxos
• O Barroco sempre busca
transmitir estados de
conflito espiritual.
• Por isso, faz uso de
certas figuras de
linguagem que...
• A vós correndo vou,
braços sagrados,
Nessa cruz sacrossanta
descobertos,
Que, para receber-me,
estais abertos,
E, por nã...
• Um paradoxo é uma declaração aparentemente
verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou
a uma situação que contradiz...
• Amor é fogo que arde sem se
ver,
é ferida que dói, e não se
sente;
é um contentamento
descontente,
é dor que desatina se...
• É caracterizado pela
linguagem rebuscada,
culta, extravagante;
pela valorização do
pormenor mediante
jogos de palavras.
...
• "O todo sem a parte não
é o todo;
• A parte sem o todo não é
parte;
• Mas se a parte o faz todo,
sendo parte,
• Não se d...
O Barroco no Brasil
A mais importante igreja do barroco
mineiro, projetada por Aleijadinho,
situa-se em Ouro Preto.
Gregório De Matos
• advogado e poeta
• nasceu
– na então capital do Brasil,
Salvador, BA
– em 7 de abril de 1633
• estudou...
A Fundação da Poesia no Brasil
Gregório foi o primeiro poeta popular no
Brasil.
• Consciente aproveitador de temas e de ri...
A Lírica
• Gregório de Matos cultivou três
vertentes da poesia lírica:
•A amorosa
•A filosófica
•E a religiosa
Lírica Amorosa
A Lírica amorosa é um tipo de
poema que é fortemente
marcada pelo dualismo
amoroso. Como a carne e o
espíri...
Anjo no nome, Angélica na cara,
Isso é ser flor, e Anjo juntamente,
Ser Angélica flor, e Anjo florente,
Em quem, senão em ...
A Lírica Filosófica
Na Lírica filosófica, ele explica:
– o desconcerto do mundo.
–a consciência do transitoriedade ou
efem...
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em c...
A Lírica Religiosa
Na Lírica religiosa ele:
– obedece aos princípios fundamentais
do barroco europeu.
–Usa temas como Deus...
A JESUS CRISTO NOSSO SENHOR
Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado
Da vossa alta clemência me despido,
Porque quanto ma...
A Sátira
Que falta nesta cidade?................Verdade
Que mais por sua desonra?...........Honra
Falta mais que se lhe po...
O Combate as Línguas Africanas
A presença de termos africanos na poesia de
Gregório de Matos comprova a ousadia do
poeta b...
Sermão do Padre Vieira
Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três cousas: olhos,
espelho e luz. Se tem espelho ...
Os ouvintes ou são maus ou são bons; se são bons, faz neles fruto a
palavra de Deus; se são maus, ainda que não faça neles...
E tanta a força da divina palavra, que, sem cortar nem despontar
espinhos, nasce entre espinhos. É tanta a força da divina...
Igreja e Convento de São Francisco, Salvador, Bahia:
considerada uma das mais ricas e espetaculares igrejas do país, tem t...
IGREJA DE SÃO
FRANCISCO DE ASSIS
O Passo do Horto
escultura de Aleijadinho.
O Passo da Subida ao Calvário, de Aleijadinho. Simboliza a subida
de Jesus ao Calvário, para depois ser crucificado.
O Passo da Crucificação, de Aleijadinho, que simboliza o
momento em que Jesus foi crucificado na Cruz. Imagem
adorada até ...
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  1. 1. Barroco (1601-1768) Idade Media X Renascimento (teocentrismo) (antropocentrismo)
  2. 2. Características principais: • Religiosidade conflituosa: – razão X emoção – pecado X arrependimento • confusão de sentidos: – textos difíceis – (conflito/oposição)
  3. 3. • Abuso formal de figuras de linguagem: brinca com palavras • Metáfora • Hipérbole • Sinestesia • Paradoxo • Niilismo temático: conteúdo vazio • Pessimismo: o mundo era um vale de lágrima. • Feismo: predileção por aspectos feios. • Transitoriedade da vida: tudo é efêmero (“Carpe diem” “ Epicurismo”)
  4. 4. • No século XVI, o Renascimento representou o retorno à cultura clássica greco-latina. • No século XVII, o barroco surge. • Um movimento artístico que ainda apresenta algumas conecções com a cultura clássica. • Simultaneamente busca caminhos próprios, que satisfariam as necessidades de expressão daquela época. O êxtase de Santa Teresa, de Bernini
  5. 5. •Arte racional –Antítese –Paradoxos
  6. 6. • O Barroco sempre busca transmitir estados de conflito espiritual. • Por isso, faz uso de certas figuras de linguagem que traduzem o sentido trágico da vida. • A antítese é a figura de linguagem que consiste no emprego de palavras que se opõem quanto o sentido.
  7. 7. • A vós correndo vou, braços sagrados, Nessa cruz sacrossanta descobertos, Que, para receber-me, estais abertos, E, por não castigar-me, estais cravados. • A vós, divinos olhos, eclipsados De tanto sangue e lagrimas abertos, Pois, para perdoar-me, estais despertos, E, por não condenar-me, estais fechados, • A vós, pregados pés, por não deixar-me, A vós, sangue vertido, para ungir-me, A vós, cabeça baixa, p'ra chamar-me. • A vós, lado patente, quero unir-me, A vós, cravos preciosos, quero atar-me, Para ficar unido, atado e firme. – Gregorio de Matos
  8. 8. • Um paradoxo é uma declaração aparentemente verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma situação que contradiz a intuição comum. • Os enunciados, em versos nesta forma de linguagem, apresentam elementos que apesar de se excluírem, também se completam formando afirmações que parecem sem lógica.
  9. 9. • Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer. • É um não querer mais que bem querer; é um andar solitário entre a gente; é nunca contentar-se de contente; é um cuidar que ganha em se perder. • É querer estar preso por vontade; é servir a quem vence, o vencedor; é ter com quem nos mata, lealdade. • Mas como causar pode seu favor nos corações humanos amizade, se tão contrário a si é o mesmo Amor? » Luis de Camoes
  10. 10. • É caracterizado pela linguagem rebuscada, culta, extravagante; pela valorização do pormenor mediante jogos de palavras. • Visível influência do poeta espanhol Luís de Gôngora; daí o estilo ser também conhecido como Gongorismo. •   Arte sensorial • O aspecto exterior imediatamente visível no Cultismo ou Gongorismo é o abuso no emprego de figuras de linguagem. • Como as metáforas, antítese, hipérboles, hipérbatos, anáforas, paronomásias, sinestesias, etc... • Dimensão visual (delírio cromático)
  11. 11. • "O todo sem a parte não é o todo; • A parte sem o todo não é parte; • Mas se a parte o faz todo, sendo parte, • Não se diga que é parte, • sendo o todo. • Em todo o Sacramento está Deus todo, • E todo assiste inteiro em qualquer parte, • E feito em partes todo em toda a parte, • Em qualquer parte sempre fica todo." • (Gregório de Matos)
  12. 12. O Barroco no Brasil A mais importante igreja do barroco mineiro, projetada por Aleijadinho, situa-se em Ouro Preto.
  13. 13. Gregório De Matos • advogado e poeta • nasceu – na então capital do Brasil, Salvador, BA – em 7 de abril de 1633 • estudou – no Colégio dos Jesuítas – e em Coimbra, Portugal • voltou ao Brasil em 1681 • dedicou-se a – Sátiras e – Poemas erótico-irônicos • exilado em Angola • faleceu – em Recife, PE, – em 1696.
  14. 14. A Fundação da Poesia no Brasil Gregório foi o primeiro poeta popular no Brasil. • Consciente aproveitador de temas e de ritmos da poesia e da musica populares. O Boca do Inferno • Irreverente: – afrontou os valores e a falsa moral sociedade baiana do seu tempo. • Como poeta lírico: – Segue e ao mesmo tempo quebra os modelos barrocos europeus • Como poeta satírico: – Denuncia as contradições da sociedade baiana do seculo XVII – Usa a língua portuguesa com vocábulos indígenas e africanos, e palavras de baixo calão.
  15. 15. A Lírica • Gregório de Matos cultivou três vertentes da poesia lírica: •A amorosa •A filosófica •E a religiosa
  16. 16. Lírica Amorosa A Lírica amorosa é um tipo de poema que é fortemente marcada pelo dualismo amoroso. Como a carne e o espírito.
  17. 17. Anjo no nome, Angélica na cara, Isso é ser flor, e Anjo juntamente, Ser Angélica flor, e Anjo florente, Em quem, senão em vós se uniformara? Quem veria uma flor, que a não cortara De verde pé, de rama florescente? E quem um Anjo vira tão luzente, Que por seu Deus, o não idolatrara? Se como Anjo sois dos meus altares, Fôreis o meu custódio, e minha guarda Livrara eu de diabólicos azares. Mas vejo, que tão bela, e tão galharda, Posto que os Anjos nunca dão pesares, Sois Anjo, que me tenta, e não me guarda.
  18. 18. A Lírica Filosófica Na Lírica filosófica, ele explica: – o desconcerto do mundo. –a consciência do transitoriedade ou efemeridade. Carpe diem
  19. 19. Nasce o Sol, e não dura mais que um dia, Depois da Luz se segue a noite escura, Em tristes sombras morre a formosura, Em contínuas tristezas a alegria Porém se acaba o Sol, por que nascia? Se formosa a Luz é, por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza, Na formosura não se dê constância, E na alegria sinta-se tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância, E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância.
  20. 20. A Lírica Religiosa Na Lírica religiosa ele: – obedece aos princípios fundamentais do barroco europeu. –Usa temas como Deus e amor. Ex: A Culpa, o arrependimento, o pecado e o perdão.
  21. 21. A JESUS CRISTO NOSSO SENHOR Pequei, Senhor, mas não porque hei pecado Da vossa alta clemência me despido, Porque quanto mais tenho delinqüido, Vos tenho a perdoar mais empenhado. Se basta a vos irar tanto pecado, A abrandar-vos sobeja um só gemido: Que a mesma culpa, que vos há ofendido, Vos tem para o perdão lisonjeado. Se uma ovelha perdida e já cobrada Glória tal e prazer tão repentino Vos deu, como afirmais na sacra história, Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada, Cobrai-a, e não queirais, pastor divino, Perder na vossa ovelha a vossa glória
  22. 22. A Sátira Que falta nesta cidade?................Verdade Que mais por sua desonra?...........Honra Falta mais que se lhe ponha..........Vergonha. O demo a viver se exponha, Por mais que a fama a exalta, numa cidade, onde falta Verdade, Honra, Vergonha. (...) E que justiça a resguarda?.............Bastarda É grátis distribuída?......................Vendida Que tem, que a todos assusta?.......Injusta. Valha-nos Deus, o que custa, o que El-Rei nos dá de graça, que anda a justiça na praça Bastarda, Vendida, Injusta. Que vai pela clerezia?..................Simonia E pelos membros da Igreja?..........Inveja Cuidei, que mais se lhe punha?.....Unha.
  23. 23. O Combate as Línguas Africanas A presença de termos africanos na poesia de Gregório de Matos comprova a ousadia do poeta baiano, pois tal procedimeno cotrariava os interesses dos colonizadores. Ele foi o primeiro poeta nativista.
  24. 24. Sermão do Padre Vieira Para um homem se ver a si mesmo, são necessárias três cousas: olhos, espelho e luz. Se tem espelho e é cego, não se pode ver por falta de olhos; se tem espelho e olhos, e é de noite, não se pode ver por falta de luz. Logo, há mister luz, há mister espelho e há mister olhos. Que cousa é a conversão de uma alma, senão entrar um homem dentro em si e ver-se a si mesmo? Para essa vista são necessários olhos, é necessário luz e é necessário espelho. O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina; Deus concorre com a luz, que é a graça; o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento. Ora suposto que a conversão das almas por meio da pregação depende destes três concursos: de Deus, do pregador e do ouvinte, por qual deles devemos entender que falta? Por parte do ouvinte, ou por parte do pregador, ou por parte de Deus?
  25. 25. Os ouvintes ou são maus ou são bons; se são bons, faz neles fruto a palavra de Deus; se são maus, ainda que não faça neles fruto, faz efeito. No Evangelho o temos. O trigo que caiu nos espinhos, nasceu, mas afogaram-no: Simul exortae spinae suffocaverunt illud. O trigo que caiu nas pedras, nasceu também, mas secou-se: Et natum aruit. O trigo que caiu na terra boa, nasceu e frutificou com grande multiplicação: Et natum fecit fructum centuplum. De maneira que o trigo que caiu na boa terra, nasceu e frutificou; o trigo que caiu na má terra, não frutificou, mas nasceu; porque a palavra de Deus é tão funda, que nos bons faz muito fruto e é tão eficaz que nos maus ainda que não faça fruto, faz efeito; lançada nos espinhos, não frutificou, mas nasceu até nos espinhos; lançada nas pedras, não frutificou, mas nasceu até nas pedras. Os piores ouvintes que há na Igreja de Deus, são as pedras e os espinhos. E por quê? -- Os espinhos por agudos, as pedras por duras. Ouvintes de entendimentos agudos e ouvintes de vontades endurecidas são os piores que há.
  26. 26. E tanta a força da divina palavra, que, sem cortar nem despontar espinhos, nasce entre espinhos. É tanta a força da divina palavra, que, sem arrancar nem abrandar pedras, nasce nas pedras. Corações embaraçados como espinhos corações secos e duros como pedras, ouvi a palavra de Deus e tende confiança! Tomai exemplo nessas mesmas pedras e nesses espinhos! Esses espinhos e essas pedras agora resistem ao semeador do Céu; mas virá tempo em que essas mesmas pedras o aclamem e esses mesmos espinhos o coroem. ... Supostas estas duas demonstrações; suposto que o fruto e efeitos da palavra de Deus, não fica, nem por parte de Deus, nem por parte dos ouvintes, segue-se por consequência clara, que fica por parte do pregador. E assim é. Sabeis, cristãos, porque não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. Sabeis, pregadores, porque não faz fruto a palavra de Deus? -- Por culpa nossa.
  27. 27. Igreja e Convento de São Francisco, Salvador, Bahia: considerada uma das mais ricas e espetaculares igrejas do país, tem todo o interior coberto em ouro.
  28. 28. IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
  29. 29. O Passo do Horto escultura de Aleijadinho.
  30. 30. O Passo da Subida ao Calvário, de Aleijadinho. Simboliza a subida de Jesus ao Calvário, para depois ser crucificado.
  31. 31. O Passo da Crucificação, de Aleijadinho, que simboliza o momento em que Jesus foi crucificado na Cruz. Imagem adorada até os dias de hoje pelos católicos.

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