A  EXPANSÃO PORTUGUESA
<ul><li>Vencido o “Cabo Das Tormentas”, caberá a D. Manuel I, que sucede a D. João II,  a tarefa e o privilégio de organiz...
<ul><li>Depois de uma atribulada viagem de quase um ano, navegando a Rota do Cabo aberta por Bartolomeu Dias, Vasco da Gam...
<ul><li>De facto, temendo a concorrência portuguesa no comércio entre o Ocidente e o Oriente, de que eram os principais in...
<ul><li>Como resultado, os mercadores indianos recusavam-se a negociar e as naus portuguesas regressaram, apesar do êxito ...
<ul><li>Continuando a viagem sem mais sobressaltos até à Índia, Pedro Álvares Cabral vai deparar-se com os mesmos problema...
<ul><li>No entanto, esta viagem foi   economicamente muito mais lucrativa que a primeira. </li></ul><ul><li>A custo, os ne...
<ul><li>No regresso, os Portugueses traziam porém uma certeza: </li></ul><ul><li>dificilmente, conseguiriam explorar as ri...
<ul><li>No início, estas viagens foram de facto pouco lucrativas. Os negócios eram feitos trocando com os indianos mercado...
<ul><li>De facto,  Portugal só começará a dominar este comércio quando, a partir de 1505, são  enviados para a Índia os do...
<ul><li>D. Francisco de Almeida e, principalmente, Afonso de Albuquerque, os dois primeiros Vice-Reis na Índia, cumpriram ...
<ul><li>Os corsários ao contrário dos piratas (bandidos que agiam por iniciativa própria) eram marinheiros e guerreiros qu...
<ul><li>O procedimento era simples. Afundados os navios saqueados, morta a sua tripulação , era altura de substituir a ban...
<ul><li>Limpar as aguas indicas de piratas e corsários  inimigos, era  pois fundamental , para assegurar o êxito comércio ...
<ul><li>Assim, enquanto nos mares o domínio do Oceano Índico foi assegurado pela presença de uma forte armada portuguesa; ...
<ul><li>Malaca, Goa, Diu e outras cidades indianas islamizadas, rapidamente, se tornaram cidades portuguesas. </li></ul><u...
<ul><li>Aventureiros, comerciantes, artesãos e padres, todos podiam aí ser vistos procurando a sua salvação ou a salvação ...
<ul><li>Macau, entreposto comercial que nos foi dado pelos Chineses para, por nosso intermédio, intensificarem as relações...
<ul><li>No séc. XVI culmina a aventura feita de conquista e descoberta, iniciada pelos Portugueses no séc. anterior, permi...
<ul><li>Os  “ novos mundos “ que os Descobrimentos Portugueses abriram foram o  nosso maior contributo, a nível económico ...
<ul><li>Difundido pela Europa fora, a partir de Florença e de outras Cidades -Estado da Península Itálica ,” O Renasciment...
<ul><li>No reinado de D. Manuel, Portugal conseguiu feitos  que lhe conferiram uma importância internacional, que não volt...
<ul><li>Com a chegada a Lisboa das naus carregadas de riquezas Africanas e Orientais, os negócios multiplicavam-se e o rei...
<ul><li>Esta riqueza passava a valorizar o ócio, o divertimento e a cultura como nunca. </li></ul><ul><li>A divulgação das...
<ul><li>Depois da fome veio a fartura .Esta é a época do grande desperdício…  </li></ul><ul><li>…  do fausto, da ostentaçã...
<ul><li>Admiração que se estendia a toda a Europa e que levou  Dürer a imortalizar em  vários desenhos e numa das suas tel...
<ul><li>É também o tempo da literatura de viagens que as novas paisagens e povos descobertos estimularam. É o tempo do pad...
<ul><li>O século do matemático Pedro Nunes, do  botânico Garcia da Horta e, finalmente, de Camões cuja vida e obra anuncia...
<ul><li>Os festins  e desfiles continuarão a divertir a corte, e a entreter e fazer pasmar a populaça. Mas no fundamental ...
<ul><li>Esbanjando os rendimentos da Coroa,  da Igreja e dos ricos  em obras sumptuárias e de auto - glorificação… </li></...
Comprando preguiçosamente ao estrangeiro tudo o que não produzíamos, desdenhando de tudo o que por cá era feito, fomos inc...
<ul><li>Um país onde reinava uma agricultura cada vez mais confundida com “trabalho para negros”, tal o número de escravos...
<ul><li>Um comércio externo e interno que deixou de assentar na produção de bens produzidos no Reino… </li></ul><ul><li>… ...
<ul><li>Entretanto, os novos e velhos detentores da riqueza gastavam o dinheiro, como sempre por cá se tinha feito: </li><...
Um mundo dinâmico que crescia ao ritmo do risco, da ousadia e da criatividade. Um mundo onde a inércia  dos tempos góticos...
<ul><li>Agora não bastava ser rico. Era preciso saber rentabilizar essa riqueza. Fazê-la circular, conseguir abdicar de  a...
<ul><li>Na realidade, resignámo-nos ao papel de transportadores de mercadorias que outros produziam, a sul e a oriente mas...
<ul><li>E por fim, limitámo-nos a enriquecer e a facilitar o desenvolvimento dos países de cujas importações dependíamos, ...
<ul><li>Os lucros do comércio Africano, e  Oriental  e nem mesmo o ouro brasileiro chegavam para pagar o que o país não pr...
<ul><li>Dos cereais aos artigos de luxo, passando pelos mais variados artefactos, tudo vinha do estrangeiro. </li></ul><ul...
<ul><li>O estilo Manuelino é, na verdade, uma síntese de elementos estruturais do estilo gótico, profusamente ornamentado ...
<ul><li>Em Portugal trocámos o estilo renascentista pelo “ Manuelino”, mas no século seguinte ele chega até  nós na sua va...
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A Expansão Portuguesa

  1. 1. A EXPANSÃO PORTUGUESA
  2. 2. <ul><li>Vencido o “Cabo Das Tormentas”, caberá a D. Manuel I, que sucede a D. João II, a tarefa e o privilégio de organizar a Armada que, comandada por Vasco da Gama, chegará finalmente , no ano de 1498, à Índia. </li></ul><ul><li>Vasco da Gama um militar pouco habituado às lides marítimas rapidamente se tornou, num corsário, num mestre na estratégia da dissimulação e do confronto naval. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Depois de uma atribulada viagem de quase um ano, navegando a Rota do Cabo aberta por Bartolomeu Dias, Vasco da Gama chega a Calecut, em 1498, onde é recebido com a habitual cortesia pelos Marajás indianos. </li></ul><ul><li>No entanto, se a nível diplomático as coisas correram, a princípio, bem, o mesmo não aconteceu do ponto de vista comercial. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>De facto, temendo a concorrência portuguesa no comércio entre o Ocidente e o Oriente, de que eram os principais intermediários, os Árabes fizeram circular boatos acerca dos intuitos maléficos e hostis dos Portugueses. </li></ul><ul><li>Com a nossa chegada, diziam, os territórios indianos, as suas populações e riquezas estariam em perigo. </li></ul><ul><li>Cedo, ao contrário do pretendido, os navegadores e mercadores portugueses foram vistos como aventureiros e conquistadores. Não como pacíficos comerciantes. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Como resultado, os mercadores indianos recusavam-se a negociar e as naus portuguesas regressaram, apesar do êxito da viagem, meio vazias ao Tejo. </li></ul><ul><li>Dois anos depois, em 1500, uma nova expedição comandada por Pedro Álvares Cabral, supostamente, ao desviar-se dos ventos na zona do Bojador é empurrada para Ocidente, chegando ao Brasil, então baptizado” Terra de Vera Cruz”. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Continuando a viagem sem mais sobressaltos até à Índia, Pedro Álvares Cabral vai deparar-se com os mesmos problemas de Vasco da Gama: </li></ul><ul><li>o medo dos Indianos e a hostilidade dos Árabes que dominavam com os seus navios corsários e piratas as águas da região. </li></ul><ul><li>Assim, impediam ou dificultavam as trocas comerciais. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>No entanto, esta viagem foi economicamente muito mais lucrativa que a primeira. </li></ul><ul><li>A custo, os negócios foram feitos, facilitados por uma presença militar, agora mais avisada e fortemente armada. </li></ul><ul><li>Os porões das naus encheram-se de especiarias, e a Lisboa chegavam, pela primeira vez, as riquezas orientais tão valiosas e cobiçadas. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>No regresso, os Portugueses traziam porém uma certeza: </li></ul><ul><li>dificilmente, conseguiriam explorar as riquezas do comércio oriental enquanto não se instalassem militarmente na região e não fosse neutralizada a forte oposição islâmica. </li></ul><ul><li>Incluindo a turca , que dominava os mares da região e ocupava as cidades litorais. </li></ul>Conquista de Malaca por Afonso de Albuquerque
  9. 9. <ul><li>No início, estas viagens foram de facto pouco lucrativas. Os negócios eram feitos trocando com os indianos mercadorias que não produzíamos. </li></ul><ul><li>Estas eram compradas aos países do norte de Europa mediante empréstimos de alto juro que diminuíam muito os lucros das viagens. </li></ul><ul><li>Nestas circunstâncias, os verdadeiros lucros só surgiriam pela conquista de regiões onde se produziam ou negociavam as especiarias, o ouro, as sedas e outras cobiçadas mercadorias. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>De facto, Portugal só começará a dominar este comércio quando, a partir de 1505, são enviados para a Índia os dois primeiros Vice-Reis que, agindo em nome de D. Manuel, se encarregarão de conquistar pela força algumas ilhas e cidades litorais da Índia. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>D. Francisco de Almeida e, principalmente, Afonso de Albuquerque, os dois primeiros Vice-Reis na Índia, cumpriram com risco, coragem e alguma contenção este objectivo. Eram várias as funções de que o rei os incumbia . </li></ul><ul><li>Diplomatas, governadores e administradores dos territórios conquistados, eram também mestres no combate aos piratas e corsários que infestavam as águas do Indico. </li></ul>AFONSO DE ALBUQUERQUE
  12. 12. <ul><li>Os corsários ao contrário dos piratas (bandidos que agiam por iniciativa própria) eram marinheiros e guerreiros que a coberto da bandeira pirata, agiam em nome de um rei. Os piratas eram geralmente desertores ou amotinados .Os corsários agiam em nome de sua majestade. </li></ul><ul><li>Este artificio era utilizado para que nações amigas ou com tratados de paz em vigor, se pudessem atacar e pilhar, mutuamente. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>O procedimento era simples. Afundados os navios saqueados, morta a sua tripulação , era altura de substituir a bandeira pirata pela bandeira de lei, que identificava o reino a que o navio pertencia. Podia –se então prosseguir calmamente viagem . </li></ul><ul><li>Desta forma se evitavam males e guerras maiores. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Limpar as aguas indicas de piratas e corsários inimigos, era pois fundamental , para assegurar o êxito comércio marítimo com a índia e o oriente. </li></ul><ul><li>Diga-se de resto que quando falamos de corsários nós fomos dentre eles , dos melhores. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Assim, enquanto nos mares o domínio do Oceano Índico foi assegurado pela presença de uma forte armada portuguesa; em terra, nas cidades conquistadas foram erguidas fortalezas que asseguravam e atestavam a presença dominadora dos Portugueses na região. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Malaca, Goa, Diu e outras cidades indianas islamizadas, rapidamente, se tornaram cidades portuguesas. </li></ul><ul><li>Simultaneamente, tornaram-se destinos ambicionados por todos os que pretendiam enriquecer, ou simplesmente, melhorar as suas condições de vida. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Aventureiros, comerciantes, artesãos e padres, todos podiam aí ser vistos procurando a sua salvação ou a salvação dos outros. </li></ul><ul><li>O domínio comercial e naval do Oceano Índico permitiu aos Portugueses estender a sua influência para Oriente, nomeadamente em direcção à China e ao Japão. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Macau, entreposto comercial que nos foi dado pelos Chineses para, por nosso intermédio, intensificarem as relações económicas e culturais com a Europa, foi utilizado como base para a exploração dos mares, territórios e recursos do Extremo Oriente e seus arquipélagos. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>No séc. XVI culmina a aventura feita de conquista e descoberta, iniciada pelos Portugueses no séc. anterior, permitindo o contacto entre mundos e civilizações muito diferentes. </li></ul><ul><li>Com esta abertura, alguns dogmas caíram, o conhecimento expandiu-se e as formas de viver e de pensar o mundo alteraram-se radicalmente. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Os “ novos mundos “ que os Descobrimentos Portugueses abriram foram o nosso maior contributo, a nível económico e cultural, para a verdadeira revolução das artes e das mentalidades que foi, para a época,”O Renascimento”. </li></ul><ul><li>E para o movimento Humanista que se lhe seguiu </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Difundido pela Europa fora, a partir de Florença e de outras Cidades -Estado da Península Itálica ,” O Renascimento “ foi sobretudo marcado por uma insaciável curiosidade pela Antiguidade Clássica, a que foi buscar a inspiração, e pela descoberta de novas soluções técnicas no campo da arte, como por exemplo, a noção de perspectiva e suas leis </li></ul><ul><li>( Giotto ). </li></ul>O “ REGRESSO AO MUNDO CLÁSSICO “ “ O NATAL “ de GIOTTO LEONARDO DA VINCI
  22. 22. <ul><li>No reinado de D. Manuel, Portugal conseguiu feitos que lhe conferiram uma importância internacional, que não voltou a repetir na sua História. </li></ul><ul><li>Essa importância residia no controle do comércio das riquezas africanas e orientais que os Portugueses passaram a deter com a descoberta do caminho marítimo para a Índia. </li></ul><ul><li>Pela “ Rota do Cabo “, de feitoria em feitoria, as especiarias, o ouro, a seda, o marfim e os escravos chegavam, regularmente, a Lisboa e, daí, seguiam para as principais feiras internacionais. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Com a chegada a Lisboa das naus carregadas de riquezas Africanas e Orientais, os negócios multiplicavam-se e o reino prosperava . </li></ul><ul><li>O rápido enriquecimento de alguma Burguesia , (os “ Tratantes”) e certos sectores da Nobreza </li></ul><ul><li>( os Nobres - Mercadores) ligados ao comércio destes produtos e, fundamentalmente, a enorme riqueza acumulada pelo Rei que dirigia toda esta actividade em regime de monopólio, criou um ambiente propício ao luxo e à ostentação , que o Rei e a sua Corte reflectiam como ninguém . </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Esta riqueza passava a valorizar o ócio, o divertimento e a cultura como nunca. </li></ul><ul><li>A divulgação das novas ideias, práticas e conhecimentos que a abertura ao mundo proporcionou, serviu também para tornar o mecenato quase uma moda entre os mais ricos. </li></ul><ul><li>E com isso ganharam a ciência , a literatura e as artes de que o Rei era o principal patrono. </li></ul>Livro de Horas de D. Manuel I
  25. 25. <ul><li>Depois da fome veio a fartura .Esta é a época do grande desperdício… </li></ul><ul><li>… do fausto, da ostentação, da riqueza, das sedas, pedras preciosas e dos escravos… </li></ul><ul><li>… dos grandes banquetes onde a amena conversa ou a polémica sobre as novas realidades, era animada por poetas escritores e filósofos, ao som da música … </li></ul><ul><li>A época dos grandes cortejos e desfiles encabeçados pelo Rei, com a presença de animais exóticos que provocavam no Povo, tal a sua magnificência , o pasmo, a reverência e a admiração. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Admiração que se estendia a toda a Europa e que levou Dürer a imortalizar em vários desenhos e numa das suas telas, o fantástico rinoceronte que D. Manuel exibia nas suas dramáticas aparições públicas. </li></ul><ul><li>O mesmo que se encontra esculpido como motivo manuelino, na torre de Belém e que atesta o gosto da época pelo exotismo . </li></ul>
  27. 27. <ul><li>É também o tempo da literatura de viagens que as novas paisagens e povos descobertos estimularam. É o tempo do padre António Vieira e das suas “crónicas brasileiras “. É o século de Fernão Mendes Pinto e da sua “Peregrinação”.O mesmo que ganhou o epíteto de “ Mentes Pinto”, tal a exuberância e o excesso que percorriam os seus relatos sobre o Oriente recém-descoberto .E no entanto o homem pouco mentiu. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>O século do matemático Pedro Nunes, do botânico Garcia da Horta e, finalmente, de Camões cuja vida e obra anunciavam já, nostalgicamente, a decadência do Império.” Os Lusíadas “, mais que uma obra literária foram um balanço ,um acerto de contas com a nossa história .A história de um país que exaltando um passado nele resolveu repousar, cansado de mais para se adaptar aos novos tempos </li></ul><ul><li>A exploração das riquezas do Brasil continuará por uns tempos a alimentar esta inércia. Os reis continuarão a cobrir-se de sedas. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Os festins e desfiles continuarão a divertir a corte, e a entreter e fazer pasmar a populaça. Mas no fundamental nada mudou. O País continuava o mesmo .Um país pobre e atrasado ,que ia vivendo dos rendimentos </li></ul><ul><li>Mas, paradoxalmente, no meio de toda esta aparente abundância de crédito e dinheiro, o século dezasseis vai marcar pela atitude conservadora do poder e, sobretudo da Nobreza ,o início de um atraso nunca recuperado em relação aos países do norte da Europa, com quem competíamos no comércio africano e oriental. </li></ul><ul><li>De repente, bem instalado, Portugal tornou-se vaidoso, preguiçoso e avesso ao risco. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>Esbanjando os rendimentos da Coroa, da Igreja e dos ricos em obras sumptuárias e de auto - glorificação… </li></ul><ul><li>… Investindo os lucros na compra de novas terras e de artigos sumptuários, fomos incapazes, numa altura em que o podíamos fazer, de alterar a estrutura fundiária da nossa economia. </li></ul>
  31. 31. Comprando preguiçosamente ao estrangeiro tudo o que não produzíamos, desdenhando de tudo o que por cá era feito, fomos incapazes de desenvolver as actividades que, pelo seu atraso, nos tinham condenado à situação de país pobre. Um país por uns tempos rico, mas cada vez mais gastador e devedor.
  32. 32. <ul><li>Um país onde reinava uma agricultura cada vez mais confundida com “trabalho para negros”, tal o número de escravos a que os grandes proprietários recorriam… </li></ul><ul><li>… arcaica, sub–aproveitada, mal distribuída e incapaz de alimentar o país… </li></ul><ul><li>mas que chegava e bastava para as necessidades e para os desperdícios dos grandes proprietários que detinham a maior parte da terra…E assim nada mudava. </li></ul>
  33. 33. <ul><li>Um comércio externo e interno que deixou de assentar na produção de bens produzidos no Reino… </li></ul><ul><li>… um artesanato incapaz de encontrar o seu lugar, quando foi chamado a competir, em qualidade, com os artigos que chegavam do Oriente e do Norte... </li></ul>
  34. 34. <ul><li>Entretanto, os novos e velhos detentores da riqueza gastavam o dinheiro, como sempre por cá se tinha feito: </li></ul><ul><li>Comprando terras e cobrindo-se de glória: sedas, ouro, jóias e, claro, construindo monumentais edifícios e residências. </li></ul><ul><li>E, como a glória por cá não se fabricava, comprava-se ao estrangeiro. </li></ul><ul><li>Na altura, o dinheiro parecia não acabar. Nem a glória do Rei. Não fixámos no país o dinheiro que por cá circulava, modernizando a nossa economia, adaptando-a às transformações e às exigências de um novo mundo que ajudámos a criar . </li></ul>
  35. 35. Um mundo dinâmico que crescia ao ritmo do risco, da ousadia e da criatividade. Um mundo onde a inércia dos tempos góticos .já não tinha lugar. Um tempo em que já não se tratava de acumular dinheiro terras e outras riquezas, para se ter realmente poder e assegurar o desenvolvimento do reino. .
  36. 36. <ul><li>Agora não bastava ser rico. Era preciso saber rentabilizar essa riqueza. Fazê-la circular, conseguir abdicar de algo por alguma coisa maior. Com risco. Sem certezas. Um jogo em que acabamos por assumir o papel de saudosos perdedores. </li></ul><ul><li>Limitámo - nos a gastar e no final ficamos com pouco. Apenas com o suficiente para continuarmos pobres. </li></ul>
  37. 37. <ul><li>Na realidade, resignámo-nos ao papel de transportadores de mercadorias que outros produziam, a sul e a oriente mas também a norte. </li></ul><ul><li>Começava a esmorecer o espírito empreendedor que tinha estado na origem dos Descobrimentos Portugueses. </li></ul>
  38. 38. <ul><li>E por fim, limitámo-nos a enriquecer e a facilitar o desenvolvimento dos países de cujas importações dependíamos, para continuarmos a comer e a exibir o fausto e a futilidade. </li></ul><ul><li>De facto, se exceptuarmos um breve período do reinado de D. João I I, mesmo no auge da Expansão, fomos sempre um país devedor . </li></ul>
  39. 39. <ul><li>Os lucros do comércio Africano, e Oriental e nem mesmo o ouro brasileiro chegavam para pagar o que o país não produzia e consumia cada vez mais avidamente. </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Dos cereais aos artigos de luxo, passando pelos mais variados artefactos, tudo vinha do estrangeiro. </li></ul><ul><li>A acumulação desse capital a Norte, conseguida através das exportações para os países do Sul e do Oriente, ajudará a financiar a revolução industrial que, a partir de Inglaterra, mudará a face da Europa. </li></ul><ul><li>Mas, por cá, o dinheiro ia-se acabando e o país continuava atrasado, pobre e rural. </li></ul>
  41. 41. <ul><li>O estilo Manuelino é, na verdade, uma síntese de elementos estruturais do estilo gótico, profusamente ornamentado com motivos pagãos alusivos às descobertas e à vida no mar. </li></ul><ul><li>A esfera armilar, as conchas, as cordas e nós dos marinheiros, os peixes são alguns dos muitos motivos que foram ao mar buscar inspiração, e que dão originalidade a este sub - estilo que se implantou em Portugal no séc. XVI. </li></ul>O “ ESTILO MANUELINO “
  42. 42. <ul><li>Em Portugal trocámos o estilo renascentista pelo “ Manuelino”, mas no século seguinte ele chega até nós na sua variante “Maneirista”- um novo gosto pelo clássico. </li></ul><ul><li>Menos depurado que o estilo renascentista, o Maneirismo, mais hierático, mais imponente e desproporcionado, reflecte o espírito da contra – reforma. </li></ul><ul><li>Imponente, dogmático e castigador, anuncia já os excessos do “Barroco” que se instalará na Europa na época de todos os “ Absolutismos” . </li></ul>O ESTILO MANEIRISTA

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