Arte Pré-histórica: um compêndio.

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Este trabalho foi organizado pensando nos alunos (as) da Escola Estadual Dr. Hortêncio de Sousa Ribeiro - Campina Grande/PB, que de forma entusiasmada participam das aulas de Artes do Professor Gilson Nunes. Uma contribuição para alfabetização visual dos estudantes, consequentemente, a ressignificação da disciplina.

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Arte Pré-histórica: um compêndio.

  1. 1. Arte Pré-histórica: o sentido da existência. Nossos primeiros passos, há 8 milhões de anos.
  2. 2. Domínio do fogo há 500 mil anos. Cena do filme: a guerra do fogo. Cena do filme: a guerra do fogo.
  3. 3.   Filme de : Jean-Jacques Sannaud, 1981      
  4. 4. Aparecimento do Homo sapiens, há 120 mil anos.
  5. 5. A arte levou 60 mil anos para ser inventada.
  6. 6. Gesto humano: 60 mil anos c. C.
  7. 7. Para organizar o período paleolítico, os historiadores dividiram em 4 tempos: <ul><li>Aurignacense – 38 a 28 mil anos </li></ul><ul><li>Gravetiano - 28 a 22 mil anos </li></ul><ul><li>Solutsense 22 a 17 mil anos </li></ul><ul><li>Magdalenense – 17 a 10 mil anos </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  8. 8. PALEOLÍTICO – 40 mil a. C. paleo = antigo lítico = pedra Caverna de Chauvet, Sul da França – 32 mil a. C. – Descoberta em 1994.
  9. 9. Flauta pré-histórica: 35 mil a. C. Caverna de Hohle Fels, Alemanha.
  10. 10. Vênus, veneração a fertilidade e a mulher. Escultura em marfim de mamute, 35 mil anos. Encontrada perto do vale do Danúbio, Alemanha, em 2009.
  11. 11. Vênus Lespugue, 26 mil anos. Marfim de mamute. Museu do Homem de Paris. (descoberta em 1922 por R. e S. de Saint-Pirer).
  12. 12. Como comprovar esse tempo? Datação radiométrica
  13. 13. Como é formado o carbono? Forma-se na atmosfera com átomos de nitrogênio bombardeados por neutros contidos nos raios cósmicos, reagindo ao oxigênio, forma o dióxido de carbono.
  14. 14. Como é feito o teste da radiodatação? Imaginado por Hans Geiger, em 1913 e aperfeiçoado em 1928. O químico Libby, em 1947 fez uso para medir a radioatividade do C-14 em vários objetos. Que pode comprovar até 70 mil anos. Fósseis estão descartados.
  15. 15. Onde nasceu a arte? Caverna de Chauvet, Sul da França – 32 mil a. C. – descoberta em 1994.
  16. 16. Arqueóloga: Olga Soffer <ul><li>“ Estou convencida de que as pinturas têm a ver com os contatos entre grupos que precisam se comunicar”. </li></ul><ul><li>(Superinteressante, Ano 9, nº 4 - 1995:54) </li></ul>Caverna de Chauvet, Sul da França – 32 mil a. C. – descoberta em 1994.
  17. 17. Para a Antropóloga Margaret Conkey, as tribos quando se encontravam era para pintar. Caverna de Chauvet, Sul da França – 32 mil a. C. – Descoberta em 1994.
  18. 18. Significado da palavra rupestre Adjetivo que deriva do francês: parede de rocha, encosta de rochedo, precipício. Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  19. 19. Características da arte rupestre, a pintura realizada em rocha: Toca do Boqueirão da Pedra Furada – Serra da Capivara – PI – Brasil, 17 mil anos a. C.- Descoberta em 1970.
  20. 20. - representação animalística – imagens de animais; Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  21. 21. - os animais representados de lado, em monocromia ou policromia; Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  22. 22. Pintura em monocromia: apenas o uso de uma única cor. Caverna de Chauvet, Sul da França – 32 mil a. C. – Descoberta em 1994.
  23. 23. - vários animais ao mesmo tempo, sentido de movimento, vida; Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  24. 24. - O relevo da rocha contribuindo para dá volume a própria anatomia dos animais e uma perspectiva (profundidade) pela própria formação da rocha. Gruta de Niaux, 12.890 mil a. C. – França – Descoberta em 1906.
  25. 25. Como preparavam as tintas? Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  26. 26. Sangue de animal, terra colorida (dióxido de manganês), além de misturar sais de potássio para dá volume a cor, e pó de carvão. Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  27. 27. Pintavam com gravetos, um pincel artesanal. Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  28. 28. Para que serviam as pinturas? Gruta de Altamira, Espanha. 14 mil anos a. C. – Descoberta em 1868, só reconhecida em 1902
  29. 29. - linguagem comunicacional entre os membros da tribo; Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  30. 30. - representação como forma de dominar a própria natureza selvagem; Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  31. 31. - Antecipação da realidade como meio para encorajá-los, acreditar na força do grupo. Adivinhação. Imaginação do futuro. Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  32. 32. - Poder da criatividade, da imaginação e do místico. Gruta de Altamira, Espanha. 14 mil anos a. C. – Descoberta em 1868, só reconhecida em 1902.
  33. 33. Caverna santuário sagrado da iniciação religiosa, para explicar a vida e os mistérios, desenhos com poderes mágicos – proteção. Caverna de Lascaux, Dordonha, França. Encontrada em 1942.
  34. 34. - Exemplo de fertilidade, quando representavam os animais de ambos os sexos. Gruta de Lascaux, França. 17 mil a. C. Descoberta em 1942.
  35. 35. Indumentária pré-histórica. Criaram a agulha há 20 mil anos (Período gravetiniano)
  36. 36. Representação do vestuário
  37. 37. Todo pré-humano sabia desenhar? A criação da flecha, foi outra tecnologia revolucionária, alcançar o animal de longe.
  38. 38. - A habilidade era reservada a poucos.
  39. 39. - Quem possuía a habilidade para a arte, não participava da caça, pois sua capacidade de antecipar o futuro, o abate, já era algo satisfatório, o poder da adivinhação, a magia.
  40. 40. Outra tecnologia foi o arpão, facilitou a pesca. Adereço pontiagudo denteado amarrado num cabo longo.
  41. 41. O período Paleolítico, considerado como nomadismo, mudavam de lugar de acordo com as condições de alimento e do clima.
  42. 42. NEOLÍTICO Vênus de Willendorf. 24 mil a. C. Museu de História Natural de Viena. neo = novo lítico = pedra
  43. 44. Como a arte representa a mulher na Pré-História? Vênus Savignaro, Museu Pigorini – Roma, Itália. (Encontrada em 1925, escavação de um edifício).
  44. 45. A guerra do fogo: a mulher é tratada como solidária.
  45. 46. Sexo invisível: o verdadeiro papel da mulher na Pré-história. Escrito pelos Argueólogos: J. M. Adovasio e Olga Soffer e pelo Jornalista Jake Page. Editora Record.
  46. 48. A descoberta da agricultura e de novos instrumentos de trabalho. (10 mil a. C.)
  47. 49. Tecnologia pré-histórica
  48. 50. - Passaram a fixar território. Residência de 4 mil na. C. Baia de Skaill, Escócia.
  49. 51. - vida sedentária – domesticação dos animais - Multiplicação da produção dos alimentos e dos animais. O primeiro animal a ser domesticado, o cão, para ajudar na caça, há 14 mil anos.
  50. 52. O que representa esta imagem?
  51. 53. MENIR <ul><li>Do francês, </li></ul><ul><li>men = pedra </li></ul><ul><li>hir = longa </li></ul><ul><li>. Menir:Longa pedra. </li></ul>
  52. 54. Para que servia o Menir?
  53. 55. Símbolo religioso, sagrado, podendo revelar até mesmo uma divindade, com características de animal ou pessoa.
  54. 56. Demarcar território, o fim da era nômade.
  55. 57. Relação entre os mistérios do céu e a terra.
  56. 58. Espaço sagrado de rituais e sacrifícios religiosos.
  57. 59. O que é um TOTEM? <ul><li>A arte relacionada sempre ao aspecto religioso do homem. </li></ul>
  58. 60. Como pode ser representado um TOTEM? <ul><li>Pode ser representado como uma figura geométrica, animal ou pessoa. </li></ul><ul><li>É algo que afugenta os maus espíritos e protege. </li></ul>
  59. 61. Dólmen: casa ou sepultura ? Há 5 mil anos a. C. Anta de S. Geraldo, Portugal.
  60. 62. Casa ou sepultura???
  61. 63. Parabéns! Também servia de espaço para observar as estrelas. A astrologia primitiva. Sepultura!
  62. 64. - guardar o corpo de alguém querido da tribo;
  63. 65. Local para apreciar as estrelas;
  64. 66. <ul><li>símbolo entre a vida e a morte, pois eram construídos sempre levando em consideração o nascente do sol, a entrada; </li></ul><ul><li>e os fundos, a escuridão, o por do sol, o entardecer, a escuridão, a morte. </li></ul><ul><li>Apenas com uma entrada, uma porta de frente é pela mesma, a saída, o lado místico e filosófico. </li></ul>
  65. 67. Para que servia esta pedra na Pré-história?
  66. 68. Resposta: <ul><li>Código de barra de identificação </li></ul>
  67. 69. Placas de sixto: sistema de código apurado <ul><li>Placas encontradas em Granja de Céspedes (Badajoz). Que serviram de estudo para a Dr. Katina Lillios, em 2002. </li></ul>
  68. 70. Sixto, local situado entre a região noroeste da Espanha.
  69. 71. Para que serviam as placas de sixto? <ul><li>- Identificar o defunto de cada clã (tribo) – uma espécie de etiqueta de identidade – linhagem, descendência e normas de sua comunidade. </li></ul>
  70. 72. Para que serviam as placas de sisto? <ul><li>- Registrar direitos hereditários ou definir regras aplicáveis aos casamentos intra-tribais e inter-tribais . </li></ul>
  71. 73. Como identificar o sentido do código de barras da nossa era? <ul><li>O código de barras é a representação gráfica da identificação de cada produto. </li></ul>
  72. 74. As duas linhas dos lados e do meio servem para facilitar a leitura do scanner (visor ótico)
  73. 75. O código de barras padrão possuí 13 números e 30 barras de diferentes larguras . Códigos de barras que começam com 7 89 referem-se à produtos produzidos no Brasil (conforme norma estabelecida pela EAN – Europeu Artigo Número), ou seja, um produto numerado internacionalmente.
  74. 76. Matemática do código <ul><li>Multiplique os três primeiros números: 7x89=623 Some com treze (referente ao número de algarismos existentes)=636 Some com trinta (referente ao número de barras)=666 </li></ul>
  75. 77. Barras divididas 6 à 6: O código de barras padrão UPC, o primeiro é mais comum visível em revistas a até latas de sardinha tem três 'barras guias’ mais longas, uma de cada lado e uma no meio. Estes guias estão dispostos 6 à 6 e podem significar nada menos que 6, 6 e 6.
  76. 78. Decifrando os três primeiros números <ul><li>Os três primeiros dígitos representam o país de origem, no caso do Brasil 789, da Argentina 779 e de Portugal 560. </li></ul><ul><li>Porém, um azeite da Espanha importado e enlatado no Brasil poder vir com o código brasileiro. </li></ul>
  77. 79. Próximos números: empresa <ul><li>Isso mesmo, 6,5 ou 4 dígitos servem para identificar o fabricante, que solicitou o registro da empresa na EAN – Europeu Artigo Número. Uma organização internacional que gerencia o código de barras no mundo. </li></ul><ul><li>No Brasil – Associação Brasileira de automação Comercial – em parceria com EAN. </li></ul>
  78. 80. Próximos números: produto <ul><li>Pode ser representado com 5,4 ou 3 dígitos. Clasificando-o quanto o tamanho, cor e sabor. Produzido pela mesma empresa. </li></ul>
  79. 81. Último número: verificador <ul><li>Isso mesmo, é através de uma operação matemática entre todos os algarismos anteriores, que vai servir para confirmar a leitura correta do scanner. Se o resultado não bater com o esperado a leitura não é realizada. Por esse motivo muitas vezes, é necessário digitar todos os números do código do produto. </li></ul>
  80. 82. Representação abstrata da arte pré-histórica.
  81. 83. Abstrato? <ul><li>É tudo aquilo que mesmo visível, não conseguimos identificá-lo ao primeiro olhar. </li></ul><ul><li>Há quem considere que a arte abstrata é uma manifestação do privado, do sonho de uma noite. </li></ul><ul><li>É um novo código para representar a natureza do espírito, e sua relação com a natureza. </li></ul>
  82. 84. A compreensão de uma imagem abstrata vai depender do grau de conhecimento intelectual de cada indivíduo.
  83. 85. A representação vai se distanciando da natureza. Sítio : Toca do Salitre - Serra da Capivara - PI
  84. 86. - Imagens abstratas - 8 mil anos há 5 mil anos a. C.
  85. 87. Esta imagem parece justificar que a representação é um registro de uma noite de sonho, o privado. Sítio : Furna do Caboclo - Seridó - RN
  86. 88. A figura humana vai se transformando em um retângulo e gravetos. Sítio : Toca do Morcego - Serra da Capivara - PI
  87. 89. Abstração da figura humana.
  88. 90. Extraterrestre na pré-história
  89. 91. Pedra do Ingá na Paraíba – detalhe
  90. 92. 25 anos para ser concluída.
  91. 93. Pedra do Ingá na Paraíba – Detalhe (aproximadamente 5 mil a.c.)
  92. 94. Supostas letras, linhas, círculos, cruzes, espirais, gravetos, triângulos.
  93. 95. O amadurecimento da linguagem visual, o surgimento de uma escrita, um código.
  94. 96. Exemplos de códigos abstratos <ul><li>Obra de arte de Kandinsky - 1920 </li></ul>
  95. 97. Alfabetos
  96. 98. Desvelando <ul><li>Alfabeto árabe </li></ul>
  97. 99. Arte africana na pré-história - Período: 4 há 3 mil anos a. C.
  98. 100. Arte pré-africana: representação da sexualidade e de partos.
  99. 101. Primeira tentativa de desenhar uma figura de frente
  100. 102. Figura de frente
  101. 104. Arte Pré-africana: a introdução da arte egípcia.
  102. 105. O código da arte egípcia: cabeça de perfil e ombros frente.
  103. 106. Os pré-humanos africanos foram os primeiros a desenhar a representação da figura humana. <ul><li>inovaram, desenhando os animais de frente. (Maseta de Tassili. Deserto do Saara, Argélia). </li></ul>
  104. 107. <ul><li>Referência </li></ul><ul><li>ANDRÉS, Maria Helena. Os caminhos da arte. Petrópolis: Vozes, 1977. </li></ul><ul><li>BOSI, Alfredo. Reflexões sobre a arte. São Paulo: Ática, 1995. </li></ul><ul><li>BRITO, Vanderley de. A pedra do Ingá: itacoatiaras na Paraíba. João Pessoa: JRC, 2008. </li></ul><ul><li>BECKETT, Wendy. História da pintura. São Paulo: Ática, 1977. </li></ul><ul><li>DORFLES, Gillo. O devir das artes. São Paulo: Martins Fontes: 1992. </li></ul><ul><li>FICHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de janeiro, Guanabara Koogan, 1987. </li></ul><ul><li>FREDDO, Antonio Carlos. Dolmens da Galícia. In: Patrimônio: lazer e cultura, V. 4, nº 4, out. e dez./2008. p. 1 – 29. </li></ul><ul><li>JANSON, H.W. História Geral da arte: o mundo antigo e a idade média. São Paulo: Martins Fontes, 1993. </li></ul><ul><li>MARTIN, Gabriela. Pré-história no Nordeste do Brasil. Pernambuco, Ed. UFPE, 1999. </li></ul><ul><li>PALMER, Douglas. Pré-história: o passado revelado. Portugal, Estampa, 2004. </li></ul><ul><li>RIBON, Michel. A arte e 1999. São Paulo: Abril, março de 2005. p.21. </li></ul><ul><li>Revista: SUPERINTERESSANTE. Ano 9 nº 4 – Grupo Abril, abril de 1995. p.45-57. </li></ul><ul><li>www.ab.arterupestre.org.br/arterupestre.asp </li></ul><ul><li>www.youtube.com (Vídeo 1: Tassili Algeria; Vídeo 2: Tassili N’ajjer; Vídeo 3: prehistoria; Vídeo 4: Ancient Roock Art & Cave Paintings of the World) – Tudo sobre a arte pré-africana. Lindo. </li></ul>
  105. 108. <ul><li>Este trabalho, foi produzido pelo Especialista em Artes Visuais, Artista Plástico e Crítico de Arte. </li></ul><ul><li>Gilson Nunes </li></ul><ul><li>Campina Grande, 18 de junho de 2009. </li></ul><ul><li>Atualizado em 26 de abril de 2010. </li></ul><ul><li>Paraíba – Brasil gilsonunes2000@bol.com.br </li></ul>

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