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O Vale dos Suicidas – citado por muitos espíritas – existe realmente?Acreditamos que sim, pois a sintonia atrai as vibraçõ...
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A região do Umbral

  1. 1. A REGIÃO DO UMBRALAs histórias que chegam até nos a respeito do Umbral mostram um local de sofrimento como dificilmente podemos imaginar.E m 2002, conversamos com o médium e escritor Alceu Costa Filho, que desencarnou em fevereiro de 2004. Na conversa, Alceu esclareceu alguns pontos a respeito do Umbral e seufuncionamento. Natural de Bicas, Minas Gerais, o médium Alceu CostaFilho psicografou vários livros e também realizou efeitos mediúnicos denatureza física, entre eles a materialização de Espíritos. Foi pororientação de seus mentores espirituais que passou a se dedicar comexclusividade ao seu lado intelectual.A mediunidade foi percebida na adolescência e, segundo ele explicou,não faltou apoio da família. Foi nessa época que Alceu viajou com umamigo até Pedro Leopoldo com o objetivo de conhecer Chico Xavier.Também leve a oportunidade de entrar em contato com José Pedro deFreitas, mais conhecido como Zé Arigó, que chegou a ser considerado omédium de cura mais famoso do Brasil. Incorporando o Dr. Fritz, Arigódirigiu-se a Alceu, incentivando-o a prosseguir em seu caminho espirituale dizendo-lhe para estudar. Os estudos e o trabalho espiritual resultaram,em 1983, na fundação do Cenáculo Espírita Fraternidade, em BeloHorizonte.Alceu disse que os espíritos o preparam para o trabalho de psicografia.“Sempre trabalhei com a psicofonia, emprestando minha voz aosespíritos, e recebendo, pela vidência e audiência, instruções eorientações, das quais sempre me considerei apenas e tão somente umsimples mensageiro.”Nos últimos anos, a tarefa da psicografia foi seu objetivo fundamental. Jáfoi médium de efeito físico, atividade permitida, segundo explica, pelasentidades misericordiosas. Mas a mesma espiritualidade orientou-o nosentido de se afastar dessa linha de atuação, concentrando-se na obraliterária. “Eu sou aposentado”, ele explicou, “e disponho, portanto, detempo para me dedicar a essa tarefa, que realizo com muito carinho erespeito pelos espíritos, todos os dias, a partir das seis e quinze damanhã.”Alceu disse que, no início, recebeu muitas mensagens, procurandoorientação nas pessoas que sempre considerou médiuns exemplares. Noentanto, foi à própria espiritualidade que se encarregou de motivá-lo eampará-lo: “Eu vejo e ouço os amigos do outro lado, e não posso deixarde registrar minha gratidão pelas lições de vida que deles recebi. OsEspíritos Filipe, Xisto Vinheiros, Cornélio Pires e Nina Arueira são aquelesaos quais estou servindo de intermediário no momento”, contou-nos naépoca.
  2. 2. O médium participou ativamente do movimento espírita mineiro e realizouseu trabalho de mediunidade no grupo que ajudou a fundar, participandotambém de tarefas de assistência social.Várias linhas espirituais falam sobre um lugar de trevas, para ondecriaturas que desencarnam em situação de muita dor, ódio, suicídio, etc.,acabam indo. Como e quando surgiu a palavra Umbral no Espiritismo?Amplamente usada por André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier, hojefaz parte da linguagem espírita para definir zonas de dor e sofrimento.Definida nos dicionários (Aurélio) como: “Limiar da Entrada”, este sempreexistiu como consequência natural da mente humana. Na obra Nosso Larencontrou nas palavras de Lísias: “O Umbral começa na crosta terrestre.É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram atravessar asportas dos deveres sagrados a fim de cumpri-los, demorando-se no valeda indecisão ou no pântano de erros numerosos.”Via de regra, até quanto tempo uma alma pode passar no Umbral? Em quecircunstâncias a alma pode ser resgatada e ir para uma dimensão maiselevada?a) O tempo que sua consciência determinar.b) A partir de seu despertar para as verdades eternas. Um espelho sujonão pode refletir a luz.O Umbral também possui vários planos de existência?Em O Livro dos Espíritos, as questões 101 a 106 e seguintes tratam bemdo assunto, explicando-nos as diferentes categorias de Espíritos.Portanto, os agrupamentos são determinados pelas afinidades vibratóriasformando núcleos pela concentração de tendências e desejos gerais.Compreendemos que cada criatura vive daquilo que cultiva em qualquerdos planos da vida.No Livro Memórias de um Suicida, temos um relato, no mínimo tétrico,dessa região e dos Espíritos que ali habitam. Alguns médiuns dizem quequem ali se encontra, muitas vezes não consegue enxergar Espíritosconsoladores, de tão densos que são os seus corpos etéricos. O senhorpoderia nos falar um pouco sobre isso?Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, capítulo “Ensino Teórico dasSensações dos Espíritos”, questão 257, cita: “Não possuindo órgãossensitivos, eles podem, livremente, tornar ativas ou nulas suaspercepções”. Uma só coisa são obrigados a ouvir: os conselhos dosEspíritos bons. A vista, essa é sempre ativa; mas eles podem fazer-seinvisíveis uns aos outros. Conforme a categoria que ocupem ocultar-sedos que lhes são inferiores, porém não dos que lhes são superiores.Muitos dizem que o Umbral é o pensamento global dos sofredoresplasmado no éter próximo à crosta da Terra. Isso é verdade?Manoel Philomeno de Miranda, pela da mediunidade de Divaldo, em NasFronteiras da Loucura, assim o descreve: “Composta de elementos queme escapavam, eram e são, no entanto, vitalizadas pelas sucessivas
  3. 3. ondas mentais dos habitantes do planeta, que de alguma forma sofrem-lhe a condensação perniciosa.”Existem Espíritos além de qualquer possibilidade de resgate? É possívelum Espírito, de tão maligno, ter sua centelha divina extinta para sempreou então reencarnar no corpo de um animal?Seria negar a justiça divina. Todos nós, por momentos ou séculos,atravessamos estas regiões. Todos fomos criados com o objetivo deevolução, e sermos condenados a pena eternas ou retroagirmos porcastigo é negar os princípios de amor e perdão pregados pelo Cristo. Naquestão 194 de O Livro dos Espíritos, encontramos: “A alma não poderegredir, afirmar o contrário seria negar a lei de progresso.”Como se dá a reencarnação de espíritos que não conseguem sair doUmbral?A questão 330, de O Livro dos Espíritos, nos responde: “A reencarnaçãoé então uma necessidade, assim como a morte é uma necessidade davida corporal”. Ainda, na questão 1006, encontramos o ensinamento deSão Luís: “Ninguém é totalmente mau”. E em João, cap. 1 a 12: “Emverdade vos digo, ninguém poderá ver o reino de Deus se não nascer denovo”.Cedo ou tarde, todos despertamos para a luz. Deus oferece a todosoportunidades iguais, facultando a cada um o que melhor lhe aprouver,enquanto assim o desejar, dentro do céu ou do inferno que construiu parasi. Somos escravos de nossas culpas, mas também construtores denosso amanhã.Qual dos seus livros trata mais de perto da existência do Umbral?À Sombra da Luz.Existe uma hierarquia entre os habitantes desse plano?Sim, dentro das conquistas de cada um em conformidade com os ideaisque alimentam.Qual é o elo de ligação entre essas entidades?Pela psicografia de Chico Xavier, em Ação e Reação, André Luiz nosrelata, no capítulo 19: “(...) Situado entre dolorosa região de sombracultivada pelas mentes, em geral, rebelde e ociosa, desvairadaenfermiça”. Em Nosso Lar, capítulo12: “Lá vivem e agrupam-se osrevoltados de toda espécie, formam, igualmente, núcleos invisíveis denotável poder, pela concentração de afinidades comuns.”É verdadeira a informação de que o plano umbralino envolve o nossoplaneta num verdadeiro “cinturão” vibratório?Em nossa busca pelo aprendizado, encontramos a palavra esclarecedorade Manuel Philomeno de Miranda, em sua obra Nas Fronteiras daLoucura, psicografa por Divaldo. No capítulo 19, lemos: “(...) Percebihaver em torno da Terra, faixas vibratórias concêntricas, que a envolviam,desde as mais condensadas, próximas à esfera física, até as mais sutis,distanciadas do movimento humano da crosta.”
  4. 4. É possível mencionar algumas das fraternidades que se dedicam aamparar e a resgatar os Espíritos que, estando no Umbral, arrepende-sedos seus erros, rogando a misericórdia de Deus?Nossos amigos espirituais orientam-no que esses postos de socorro,núcleos de atendimento e apoio, são criados e sustentados por aquelesvoltados ao bem que há muito dispõem de condições para trabalho emesferas mais elevadas, no entanto, preferem servir na prática do amoronde a dor é mais aguda. Note-se que nos referimos às equipesexistentes no plano espiritual. Como são inúmeras, e evitando incorrerum erro, pois naturalmente omitiríamos muitas, por esquecimento e pordesconhecê-las, preferimos não citar aquelas que são de nossoconhecimento.É recomendável vibrar ou fazer preces pelos Espíritos que se encontramno Umbral?Jesus afirma em Mateus, capítulo 9, versículos 10 a 12, de O EvangelhoSegundo o Espiritismo: “Não são os que gozam de saúde que precisamde médico”. Veja-se ainda, no capítulo 27, questão 18 (Prece pelos mortose Espíritos sofredores): “(...) A prece tem sobre eles uma ação maisdireta, reanima-os, incute-lhes o desejo de se elevar pelo arrependimentoe pela reparação.”Como espíritas, compreendemos ser a prece uma sublime oportunidadede praticar a caridade.Os Espíritos em condição mais elevada transitam – se assim o desejarem– pelas regiões umbralinas?Na obra Ação e Reação, de André Luiz, encontramos, no capítulo 15, adescrição de uma dessas muitas incursões feitas por aqueles que ali vãoà prática do serviço fraterno em nome de Jesus, o que nos fazcompreender que, em parte alguma, é escasso o amparo do Mais Alto.Aqueles que lá se encontram conseguem influenciar os encarnados?Descreva se possível, como acontece essa influenciação.Manoel Philomeno de Miranda descreve, com psicografia de Divaldo, emNas Fronteiras da Loucura: “Em muitos desses sítios programam-seatentados sórdidos contra os homens e elaboram-se atividades queobjetivam a extinção do bem, assim como a instalação do primado daforça bruta no mundo. Pelo processo de sintonia, desencarnadosimantam-se àqueles que lhe são afins, sempre conjugando os valoresmorais que os caracteriza.”Os encarnados – em sonhos ou em desdobramentos – conseguempenetrar nessas regiões sofredoras?Buscamos, em O Livro dos Espíritos, capítulo 8, a questão 402, queilustramos a seguir: “(...) Os Espíritos dedicados ao bem, ao se libertaremda vestimenta carnal vão reunir-se a outros Espíritos com os quais seinstruem e trabalham. Todavia, a massa de homens vai para regiões oumundos inferiores onde velhas afeições os evocam.”
  5. 5. O Vale dos Suicidas – citado por muitos espíritas – existe realmente?Acreditamos que sim, pois a sintonia atrai as vibrações similares queaproximam e vinculam as almas. Vive-se, portanto, em comunhãoconstante com aqueles aos quais nos afinamos psiquicamente. GILBERTO SCHOEREDER

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