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CINQÜENTA PERGUNTAS SOBRE O LIVRO "NOSSO LAR"

01 – Que tipo de sensação descreveu o Espírito André Luís, logo após o seu
desencarne?
R. – Uma sensação de perda da noção de tempo e espaço. Sentia-se amargurado,
coração aos saltos e um medo terrível do desconhecido.

02 – Por que pecha de suicida?
R. – André Luiz não conseguia compreender porque o chamavam de suicida. Em sua
concepção, tinha cumprido condignamente os deveres de médico, marido e pai.
Contudo, ficou sabendo depois, que perdera muita vitalidade com bebidas e
alimentação inadequada.

03 – Qual a finalidade da oração coletiva?
R. – Manter o equilíbrio espiritual da colônia. "Para tanto, todas as residências e
instituições do "Nosso Lar" estão orando com o Governador, através da audição e
visão à distância".

04 – Quais as causas do suicídio, segundo Henrique Luna, do Serviço de Assistência
Médica da colônia espiritual?
R. – Modo exasperado e sombrio, cólera, ausência de autodomínio, inadvertência no
trato com os semelhantes...

05 – Como se processa a assistência aos desencarnados?
R. – Há um visitador de serviços que anota e assinala as necessidades de socorro, ou
providências que se refiram a enfermos recém-chegados.

06 – Que tipo de aviso o instrutor Clarêncio dá para a lamentação?
R. – "Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a
própria dor. Lamentação denota enfermidade mental e enfermidade de curso
laborioso e tratamento difícil. É indispensável criar pensamentos novos e
disciplinares os lábios".

07 – Qual a explicação de Lísias a respeito de entrar em contato com entes queridos?
R. – "Convém não esquecer, contudo, que a realização nobre exige três requisitos
fundamentais, a saber: primeiro, desejar; segundo, saber desejar; e, terceiro,
merecer, ou, por outros termos, vontade ativa, trabalho persistente e merecimento
justo".

08 – De que maneira são organizados os serviços na Colônia "Nosso Lar"?
R. – A colônia, que é essencialmente de trabalho e realização, divide-se em seis
Ministérios, orientados, cada qual, por doze Ministros. Os quatro primeiros, ou seja,
os Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação e do Esclarecimento,
aproximam-se das esferas terrestres; os dois últimos, isto é, o da Elevação e o da
União Divina, ligam-se ao plano superior, visto que a cidade espiritual é zona de
transição.
09 – Após a indignação do instrutor espiritual, como ficaram os serviços de
alimentação em "Nosso Lar"?
R. – "Por mais de seis meses, os serviços de alimentação, em "Nosso Lar", foram
reduzidos à inalação de princípios vitais da atmosfera, através da respiração, e água
misturada a elementos solares, elétricos e magnéticos".

10 – Qual o peso da água na alimentação dos Espíritos?
R. – De acordo com a descrição de Lísias, a água do Rio Azul tem uma densidade
muito mais tênue, pura, quase fluídica. Ela, por seu poder magnético, é usada como
alimento e remédio. Afirma, ainda, que na Terra quase ninguém cogita seriamente
de conhecer a sua importância. A água, em cada lar, receberá as expressões das
vibrações mentais dos seus moradores.

11 – Todas as colônias de socorro espiritual funcionam da mesma maneira? O que
distingue o "Nosso Lar" das demais?
R. – Não. Cada uma atende a necessidades específicas. A Colônia "Nosso Lar", situa-
se numa zona intermediária de evolução, pois todos os que ali estão, decorrido longo
estágio de serviço e aprendizagem, voltam a reencarnar para atividades de
aperfeiçoamento. Para tal finalidade, passam de Ministério em Ministério.

12 – O que é o Umbral? Todos os desencarnados passam por ele?
R. – "O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de
resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o
material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado,
menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena". Concentra-se, aí, tudo
o que não tem finalidade para a vida superior.

Assim sendo, os que já se purificaram não têm necessidade de purgar nessa região.

13 – Qual o melhor método para obter bons ofícios a favor dos nossos parentes?
R. – Trabalho, humildade e obediência ao nosso superior. "Fira-se o coração,
experimente-se a dificuldade, mas, que saiba cada qual que serviço útil pertence,
acima de tudo, ao Doador Universal".

14 – O que o mundo espiritual leva em conta na solicitação de trabalho?
R. – Eles relacionam o que se fez de bem e de mal. No caso de André Luiz, os
aspectos positivos referem-se ao receituário gratuito, que nos seus 15 anos de
clínica, forneceu para mais de 6.000 necessitados. Desses beneficiados, quinze não o
esqueceram e têm enviado, até aqui, veementes apelos a seu favor. No âmbito dos
aspectos negativos, enumeramos: cuidou do corpo físico, sem se preocupar com a
alma, muita imprevidência, numerosos abusos e muita irreflexão.

15 – Que orientações a mãe de André Luiz lhe passou?
R. – "A alegria, quando excessiva, costuma castigar o coração; às vezes, a Providência
separa os corações, temporariamente, para que aprendamos o amor divino; se é
possível aproveitar estes minutos rápidos, em expansões de amor, por que desviá-los
para a sombra das lamentações?"
16 – O que sua mãe lhe confidencia acerca de seu pai, também desencarnado?
R. – Há doze anos que está numa zona de trevas compactas do umbral. Quando
encarnado, fingia retidão, mas tinha seus casos extraconjugais. Conseqüência: tendo
gasto muitos anos a fingir, viciara a visão espiritual, restringira o padrão vibratório, e
o resultado foi achar-se tão-só nas relações que cultivara irrefletidamente, pela
mente e pelo coração.

17 – Como você descreve a casa de Lísias?
R. – Ambiente simples e acolhedor. Móveis quase idênticos aos terrestres; objetos
em geral, demonstrando pequeninas variantes. Quadros de sublime significação
espiritual, um piano de notáveis proporções. Biblioteca só de escritores de boa-fé.

18 – Como explicar que, no mundo espiritual, o amor é o alimento das almas?
R. – "O homem encarnado saberá, mais tarde, que a conversação amiga, o gesto
afetuoso, a bondade recíproca, a confiança mútua, a luz da compreensão, o interesse
fraternal – patrimônios que derivam naturalmente do amor profundo – constituem
sólidos alimentos para a vida em si".

19 – Como mudar a impressão (sem ferir) da jovem desencarnada com relação ao seu
noivo, ainda encarnado?
R. – O problema da neta: oito meses de luta contra a tuberculose, mágoa de haver
transmitido a doença à sua mãe e o pesar do noivo. A colocação de Laura: "Observei
o teu ex-noivo, diversas vezes, no curso da tua enfermidade... Não te recordas da
Maria da Luz, a colega que te levava flores todos os domingos? Pois nota: quando o
médico anunciou, em caráter confidencial, a impossibilidade de restabelecer-te o
corpo físico, Arnaldo, embora muito magoado começou a envolvê-la em vibrações
mentais diferentes".

20 – Qual a noção de lar? Como se apresentam os casamentos na atualidade?
R. – Laura, tomando as palavras de seu orientador, diz que "o lar é como se fora um
ângulo reto nas linhas do plano de evolução divina. A reta vertical é o sentimento
feminino, envolvido nas aspirações criadoras da vida. A reta horizontal é o
sentimento masculino, em marcha de realizações no campo do progresso comum. O
lar é o sagrado vértice onde o homem e a mulher se encontra para o entendimento
indispensável".

"Na fase atual de evolução do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de
almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora
porcentagem de ligações de resgate".

21 – Temos uma lembrança rápida do passado ou devemos esperar algum tempo?
R. – Tudo vai depender do equilíbrio do Espírito. A lembrança de fatos sombrios nem
sempre são úteis ao nosso aprimoramento espiritual. De qualquer forma, podemos
ter acesso à Seção do Arquivo, no Ministério do Esclarecimento, onde podemos ler as
nossas anotações particulares.
22 – O que é o bônus-hora? Para que serve?
R. – "Bônus-hora é uma ficha de serviço individual, funcionando como valor
aquisitivo". Quer os espíritos trabalhem ou não, todos têm direito a moradia e
alimentação no mundo espiritual. Contudo, os que trabalham e ganham bônus-hora
podem adquirir casa própria e melhores alimentos.

23 – Qual a explicação de Lísias para a restrição à comunicação com os parentes
terrenos?
R. – As queixas dos que ficaram estavam atrapalhando o desenvolvimento espiritual
dos que lá estavam. Eles, no plano espiritual, não sabiam ouvir; ficavam envolvidos
com os parentes em estado de sofrimento. Devemos ouvir, ajudar e passar, o que é
difícil.

24 – Até que ponto o apelo da colônia à paz terrena (Guerra de 1939) pode auxiliar o
cessar fogo?
R. – "O Ministério da União Divina esclareceu que a humanidade carnal, como
personalidade coletiva, está nas condições do homem insaciável que devorou
excesso de substância no banquete comum. A crise orgânica é inevitável. Nutriram-
se várias nações de orgulho criminoso, vaidade e egoísmo feroz. — Experimentam,
agora, a necessidade de expelir os venenos letais".

25 – Por que a curiosidade, mesmo sadia, pode ser perigosa?
R. – Podemos caminhar para vários assuntos sem nos prendermos a nenhum deles.
Laura orienta-nos que o espírito de serviço deve sobrepujar o espírito de
investigação. Diz: "Todos querem observar, raros se dispõem a realizar".

26 – O reconhecimento da ocupação como encarnado é igual à do desencarnado?
R. – "Nos círculos carnais, costumamos felicitar um homem quando ele atinge
prosperidade financeira ou excelente figuração externa; entretanto, aqui a situação é
diferente. Estima-se a compreensão, o esforço próprio, a humildade sincera".

27 – Como é o trabalho nas câmaras de retificações?
R. – "As câmaras de retificações estão localizadas nas vizinhanças do Umbral. Os
necessitados que aí se reúnem não toleram as luzes, nem a atmosfera de cima, nos
primeiros tempos de moradia em "Nosso Lar"". No caso de um espírito em crise, o
assistente Gonçalves esclareceu que "a carga de pensamentos sombrios, emitidos
pelos parentes encarnados, era a causa fundamental desse agravo de perturbação".

28 – Como é feito o serviço nas Câmaras de Retificação?
R. – É como se estivesse na Terra. Sendo Espíritos recém-chegados precisam de toda
a estrutura em que viviam no Planeta Terra. Foi o que explicou a instrutora Narcisa,
fazendo alusão à andorinha e ao avestruz. Diz: "São aves e têm asas, tanto o avestruz
como a andorinha; entretanto, o primeiro apenas subirá às alturas se transportado,
enquanto a segunda corta, célere, as vastas regiões do céu".
29 – Que conseqüências acarretam, no mundo espiritual, o excessivo apego ao corpo
físico?
R. – O apego excessivo ao corpo físico faz-nos conviver com ele, mesmo depois de
enterrado. Enquanto está inteiro, há uma certa aquiescência. Mas, quando os
vermes começam a comê-lo e nota-se o seu definhamento, vem a angústia e o
desespero.

30 – Por que são complicados os casos de herança?
R. – A ambição pelo dinheiro cria desavenças familiares. No caso aqui relatado, o
filho mata o pai, através da eutanásia. Ele, no mundo espiritual, não consegue
perdoar e atrapalha toda a família, apesar do auxílio dos mentores espirituais.

31 – Devemos atender a todos os que nos procuram?
R. – Neste capítulo, fala-se de uma ginecologista que assassinara 58 crianças
(abortos). Ela achava que era justa, boa e queria ganhar os céus. Estava sendo
vampirizada, mas não percebia. Por isso, o instrutor não a recebeu nas Câmaras de
Retificações, e disse: "É imprescindível tomar cuidado com as boas ou más
aparências".

32 – Quem é Veneranda? O que faz?
R. – Idealizadora dos salões naturais para as escolas e conferências do Governador. É
criatura das mais respeitáveis daquela colônia espiritual. Os onze Ministros, que com
ela atuam na Regeneração, ouvem-na antes de tomar qualquer providência de vulto.
Tem um milhão de horas de trabalho útil, sem interromper, sem reclamar e
esmorecer.

33 – Por que, em muitos casos, não se pode prescindir da colaboração dos animais?
R. – Dependendo do lugar em que se dirigem não podem ir de aeróbus. Narcisa
explica que "os cães facilitam o trabalho, os muares suportam cargas pacientemente
e fornecem calor nas zonas onde se faça necessário".

34 – Os recém-chegados ao Umbral suportam argumentos envoltos num raciocínio
mais acurado?
R. – De acordo com a instrutora, "os dementes falam de maneira incessante, e quem
os ouve, gastando interesse espiritual, pode não estar menos louco".

35 – Como interpretar o "há males que vem para o bem"?
R. – Às vezes somos enxotados de um lugar, recusados em outro e desprezados aqui
e ali. Mas, para quem souber aproveitar, será de grande utilidade espiritual. É o que
diz Silveira: "Sem aquela atitude enérgica que nos subtraiu as possibilidades
materiais, que seria de nós no tocante ao progresso espiritual?"

36 – Como se explicam o sono e sonho no mundo espiritual?
R. – De acordo com André Luiz, "o sonho não era propriamente qual se verifica na
Terra. Eu sabia, perfeitamente, que deixara o veículo inferior no apartamento das
Câmaras de Retificação, em "Nosso Lar", e tinha absoluta consciência daquela
movimentação em plano diverso". O sono era proveniente do cansaço. Que tipo de
cansaço?

37 – O pensamento é a linguagem universal dos Espíritos? Explique.
R. – Para as mentes envolvidas, basta o intercâmbio mental sem necessidade de
formas. Sobre essa questão, a Ministra Veneranda diz: "Dentro desse princípio, o
espírito que haja vivido exclusivamente em França poderá comunicar-se no Brasil,
pensamento a pensamento, prescindindo de forma verbalista especial, que, nesse
caso, será sempre a do receptor; mas isso também exige a afinidade pura".

38 – Como interpretar, à luz dos ensinamentos do mundo espiritual, o casamento em
2.ª núpcias?
R. – O nosso raciocínio deve partir do pressuposto que existe o casamento de amor,
de fraternidade, de provação e de dever. "O matrimônio espiritual realiza-se, alma
com alma, representando os demais simples conciliações indispensáveis à solução de
necessidades ou processos retificadores, embora todos sejam sagrados".

39 – No que o perdão, com Jesus, difere do perdão verbal?
R. – "O problema do perdão, com Jesus, meu caro André, é problema sério. Não se
resolve em conversas. Perdoar verbalmente é questão de palavras; mas aquele que
perdoa realmente precisa mover e remover pesados fardos de outras eras, dentro de
si mesmo".

40 – Sempre colheremos o que semearmos?
R. – De acordo com a instrutora Narcisa, "Todos nós, meu irmão, encontramos no
caminho os frutos do bem ou do mal que semeamos. Esta afirmativa não é frase
doutrinária, é realidade universal. Tenho colhido muito proveito de situações iguais a
esta. Bem-aventurados os devedores em condições de pagar".

41 – Os Espíritos se preocupam com guerra? O que eles fazem?
R. – A preocupação é tanta que, para isso, mantém grupos socorristas. Acreditam
eles que as pessoas que começam uma guerra, principalmente uma nação, pagará
preço terrível.

42 – Por que o Governador fez um discurso sobre a coragem?
R. – É que a guerra, na Terra, gera medo e desordem. Para manter o equilíbrio de
"Nosso Lar" precisou arregimentar forças dos seus habitantes no sentido de emitir
vibrações positivas ante o nefasto acontecimento.

43 – O Espiritismo, que já fez 50 anos, não poderia auxiliar a humanidade na questão
da guerra?
R. – O Espiritismo tem muita dificuldade, porque a esmagadora porcentagem dos
aprendizes que se aproxima dele, tem em mira a fenomenologia mediúnica e os
proveitos particulares. Enquanto nos preocuparmos com o fenômeno, fazendo os
médiuns de cobaias, muito distantes estaremos do homem espiritualizado, próprio
para o tipo de ajuda requerida.
44 – Há diferença entre umbral e trevas?
R. – Umbral é zona de purgação e sofrimento. Trevas seriam regiões mais inferiores
que conhecemos.

45 – Como descrever o ambiente no campo da música?
R. – O ambiente é de conversação elevada, em que se tecem comentários sobre
temas de filosofia e os ensinamentos evangélicos de Jesus, com o objetivo de atingir
o auxílio mútuo.

46 – Quando, para ajudar, é necessário reencarnar?
R. – A mãe de André Luiz se propõe a reencarnar. Seu objetivo: tirar o marido da
zona de sofrimento, e, receber, como filhas, as duas mulheres que o vampirizam.

47 – O medo de reencarnar é comum aos Espíritos?
R. – Sim. Até os mais elevados têm muito medo. É justamente o receio da provação e
do olvido temporário do passado, o que ocasiona tal receio.

48 – Os Espíritos também praticam o culto evangélico no lar?
R. – Sim. Inclusive, na presente lição, serviu de ocasião para a visita de um parente
ainda encarnado.

49 – André Luiz se deu bem ao ver a sua esposa, com outro marido?
R. – No início sofreu um baque danado. Contudo, pouco a pouco, foi reorganizando
seu arquivo mental, passando, depois, a auxiliar a esposa e o novo marido.

50 – Como retratar a transformação do Espírito André Luiz?
R. – Nesse passeio que fizemos com ele, acabamos anotando diversas sugestões e
orientações dos mentores espirituais, os quais André Luiz pôs em prática. A sua
obediência estimula a nossa adesão aos ensinamentos superiores do Espírito.




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Perguntas sobre o livro Nosso Lar

  • 1. CINQÜENTA PERGUNTAS SOBRE O LIVRO "NOSSO LAR" 01 – Que tipo de sensação descreveu o Espírito André Luís, logo após o seu desencarne? R. – Uma sensação de perda da noção de tempo e espaço. Sentia-se amargurado, coração aos saltos e um medo terrível do desconhecido. 02 – Por que pecha de suicida? R. – André Luiz não conseguia compreender porque o chamavam de suicida. Em sua concepção, tinha cumprido condignamente os deveres de médico, marido e pai. Contudo, ficou sabendo depois, que perdera muita vitalidade com bebidas e alimentação inadequada. 03 – Qual a finalidade da oração coletiva? R. – Manter o equilíbrio espiritual da colônia. "Para tanto, todas as residências e instituições do "Nosso Lar" estão orando com o Governador, através da audição e visão à distância". 04 – Quais as causas do suicídio, segundo Henrique Luna, do Serviço de Assistência Médica da colônia espiritual? R. – Modo exasperado e sombrio, cólera, ausência de autodomínio, inadvertência no trato com os semelhantes... 05 – Como se processa a assistência aos desencarnados? R. – Há um visitador de serviços que anota e assinala as necessidades de socorro, ou providências que se refiram a enfermos recém-chegados. 06 – Que tipo de aviso o instrutor Clarêncio dá para a lamentação? R. – "Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a própria dor. Lamentação denota enfermidade mental e enfermidade de curso laborioso e tratamento difícil. É indispensável criar pensamentos novos e disciplinares os lábios". 07 – Qual a explicação de Lísias a respeito de entrar em contato com entes queridos? R. – "Convém não esquecer, contudo, que a realização nobre exige três requisitos fundamentais, a saber: primeiro, desejar; segundo, saber desejar; e, terceiro, merecer, ou, por outros termos, vontade ativa, trabalho persistente e merecimento justo". 08 – De que maneira são organizados os serviços na Colônia "Nosso Lar"? R. – A colônia, que é essencialmente de trabalho e realização, divide-se em seis Ministérios, orientados, cada qual, por doze Ministros. Os quatro primeiros, ou seja, os Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação e do Esclarecimento, aproximam-se das esferas terrestres; os dois últimos, isto é, o da Elevação e o da União Divina, ligam-se ao plano superior, visto que a cidade espiritual é zona de transição.
  • 2. 09 – Após a indignação do instrutor espiritual, como ficaram os serviços de alimentação em "Nosso Lar"? R. – "Por mais de seis meses, os serviços de alimentação, em "Nosso Lar", foram reduzidos à inalação de princípios vitais da atmosfera, através da respiração, e água misturada a elementos solares, elétricos e magnéticos". 10 – Qual o peso da água na alimentação dos Espíritos? R. – De acordo com a descrição de Lísias, a água do Rio Azul tem uma densidade muito mais tênue, pura, quase fluídica. Ela, por seu poder magnético, é usada como alimento e remédio. Afirma, ainda, que na Terra quase ninguém cogita seriamente de conhecer a sua importância. A água, em cada lar, receberá as expressões das vibrações mentais dos seus moradores. 11 – Todas as colônias de socorro espiritual funcionam da mesma maneira? O que distingue o "Nosso Lar" das demais? R. – Não. Cada uma atende a necessidades específicas. A Colônia "Nosso Lar", situa- se numa zona intermediária de evolução, pois todos os que ali estão, decorrido longo estágio de serviço e aprendizagem, voltam a reencarnar para atividades de aperfeiçoamento. Para tal finalidade, passam de Ministério em Ministério. 12 – O que é o Umbral? Todos os desencarnados passam por ele? R. – "O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena". Concentra-se, aí, tudo o que não tem finalidade para a vida superior. Assim sendo, os que já se purificaram não têm necessidade de purgar nessa região. 13 – Qual o melhor método para obter bons ofícios a favor dos nossos parentes? R. – Trabalho, humildade e obediência ao nosso superior. "Fira-se o coração, experimente-se a dificuldade, mas, que saiba cada qual que serviço útil pertence, acima de tudo, ao Doador Universal". 14 – O que o mundo espiritual leva em conta na solicitação de trabalho? R. – Eles relacionam o que se fez de bem e de mal. No caso de André Luiz, os aspectos positivos referem-se ao receituário gratuito, que nos seus 15 anos de clínica, forneceu para mais de 6.000 necessitados. Desses beneficiados, quinze não o esqueceram e têm enviado, até aqui, veementes apelos a seu favor. No âmbito dos aspectos negativos, enumeramos: cuidou do corpo físico, sem se preocupar com a alma, muita imprevidência, numerosos abusos e muita irreflexão. 15 – Que orientações a mãe de André Luiz lhe passou? R. – "A alegria, quando excessiva, costuma castigar o coração; às vezes, a Providência separa os corações, temporariamente, para que aprendamos o amor divino; se é possível aproveitar estes minutos rápidos, em expansões de amor, por que desviá-los para a sombra das lamentações?"
  • 3. 16 – O que sua mãe lhe confidencia acerca de seu pai, também desencarnado? R. – Há doze anos que está numa zona de trevas compactas do umbral. Quando encarnado, fingia retidão, mas tinha seus casos extraconjugais. Conseqüência: tendo gasto muitos anos a fingir, viciara a visão espiritual, restringira o padrão vibratório, e o resultado foi achar-se tão-só nas relações que cultivara irrefletidamente, pela mente e pelo coração. 17 – Como você descreve a casa de Lísias? R. – Ambiente simples e acolhedor. Móveis quase idênticos aos terrestres; objetos em geral, demonstrando pequeninas variantes. Quadros de sublime significação espiritual, um piano de notáveis proporções. Biblioteca só de escritores de boa-fé. 18 – Como explicar que, no mundo espiritual, o amor é o alimento das almas? R. – "O homem encarnado saberá, mais tarde, que a conversação amiga, o gesto afetuoso, a bondade recíproca, a confiança mútua, a luz da compreensão, o interesse fraternal – patrimônios que derivam naturalmente do amor profundo – constituem sólidos alimentos para a vida em si". 19 – Como mudar a impressão (sem ferir) da jovem desencarnada com relação ao seu noivo, ainda encarnado? R. – O problema da neta: oito meses de luta contra a tuberculose, mágoa de haver transmitido a doença à sua mãe e o pesar do noivo. A colocação de Laura: "Observei o teu ex-noivo, diversas vezes, no curso da tua enfermidade... Não te recordas da Maria da Luz, a colega que te levava flores todos os domingos? Pois nota: quando o médico anunciou, em caráter confidencial, a impossibilidade de restabelecer-te o corpo físico, Arnaldo, embora muito magoado começou a envolvê-la em vibrações mentais diferentes". 20 – Qual a noção de lar? Como se apresentam os casamentos na atualidade? R. – Laura, tomando as palavras de seu orientador, diz que "o lar é como se fora um ângulo reto nas linhas do plano de evolução divina. A reta vertical é o sentimento feminino, envolvido nas aspirações criadoras da vida. A reta horizontal é o sentimento masculino, em marcha de realizações no campo do progresso comum. O lar é o sagrado vértice onde o homem e a mulher se encontra para o entendimento indispensável". "Na fase atual de evolução do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora porcentagem de ligações de resgate". 21 – Temos uma lembrança rápida do passado ou devemos esperar algum tempo? R. – Tudo vai depender do equilíbrio do Espírito. A lembrança de fatos sombrios nem sempre são úteis ao nosso aprimoramento espiritual. De qualquer forma, podemos ter acesso à Seção do Arquivo, no Ministério do Esclarecimento, onde podemos ler as nossas anotações particulares.
  • 4. 22 – O que é o bônus-hora? Para que serve? R. – "Bônus-hora é uma ficha de serviço individual, funcionando como valor aquisitivo". Quer os espíritos trabalhem ou não, todos têm direito a moradia e alimentação no mundo espiritual. Contudo, os que trabalham e ganham bônus-hora podem adquirir casa própria e melhores alimentos. 23 – Qual a explicação de Lísias para a restrição à comunicação com os parentes terrenos? R. – As queixas dos que ficaram estavam atrapalhando o desenvolvimento espiritual dos que lá estavam. Eles, no plano espiritual, não sabiam ouvir; ficavam envolvidos com os parentes em estado de sofrimento. Devemos ouvir, ajudar e passar, o que é difícil. 24 – Até que ponto o apelo da colônia à paz terrena (Guerra de 1939) pode auxiliar o cessar fogo? R. – "O Ministério da União Divina esclareceu que a humanidade carnal, como personalidade coletiva, está nas condições do homem insaciável que devorou excesso de substância no banquete comum. A crise orgânica é inevitável. Nutriram- se várias nações de orgulho criminoso, vaidade e egoísmo feroz. — Experimentam, agora, a necessidade de expelir os venenos letais". 25 – Por que a curiosidade, mesmo sadia, pode ser perigosa? R. – Podemos caminhar para vários assuntos sem nos prendermos a nenhum deles. Laura orienta-nos que o espírito de serviço deve sobrepujar o espírito de investigação. Diz: "Todos querem observar, raros se dispõem a realizar". 26 – O reconhecimento da ocupação como encarnado é igual à do desencarnado? R. – "Nos círculos carnais, costumamos felicitar um homem quando ele atinge prosperidade financeira ou excelente figuração externa; entretanto, aqui a situação é diferente. Estima-se a compreensão, o esforço próprio, a humildade sincera". 27 – Como é o trabalho nas câmaras de retificações? R. – "As câmaras de retificações estão localizadas nas vizinhanças do Umbral. Os necessitados que aí se reúnem não toleram as luzes, nem a atmosfera de cima, nos primeiros tempos de moradia em "Nosso Lar"". No caso de um espírito em crise, o assistente Gonçalves esclareceu que "a carga de pensamentos sombrios, emitidos pelos parentes encarnados, era a causa fundamental desse agravo de perturbação". 28 – Como é feito o serviço nas Câmaras de Retificação? R. – É como se estivesse na Terra. Sendo Espíritos recém-chegados precisam de toda a estrutura em que viviam no Planeta Terra. Foi o que explicou a instrutora Narcisa, fazendo alusão à andorinha e ao avestruz. Diz: "São aves e têm asas, tanto o avestruz como a andorinha; entretanto, o primeiro apenas subirá às alturas se transportado, enquanto a segunda corta, célere, as vastas regiões do céu".
  • 5. 29 – Que conseqüências acarretam, no mundo espiritual, o excessivo apego ao corpo físico? R. – O apego excessivo ao corpo físico faz-nos conviver com ele, mesmo depois de enterrado. Enquanto está inteiro, há uma certa aquiescência. Mas, quando os vermes começam a comê-lo e nota-se o seu definhamento, vem a angústia e o desespero. 30 – Por que são complicados os casos de herança? R. – A ambição pelo dinheiro cria desavenças familiares. No caso aqui relatado, o filho mata o pai, através da eutanásia. Ele, no mundo espiritual, não consegue perdoar e atrapalha toda a família, apesar do auxílio dos mentores espirituais. 31 – Devemos atender a todos os que nos procuram? R. – Neste capítulo, fala-se de uma ginecologista que assassinara 58 crianças (abortos). Ela achava que era justa, boa e queria ganhar os céus. Estava sendo vampirizada, mas não percebia. Por isso, o instrutor não a recebeu nas Câmaras de Retificações, e disse: "É imprescindível tomar cuidado com as boas ou más aparências". 32 – Quem é Veneranda? O que faz? R. – Idealizadora dos salões naturais para as escolas e conferências do Governador. É criatura das mais respeitáveis daquela colônia espiritual. Os onze Ministros, que com ela atuam na Regeneração, ouvem-na antes de tomar qualquer providência de vulto. Tem um milhão de horas de trabalho útil, sem interromper, sem reclamar e esmorecer. 33 – Por que, em muitos casos, não se pode prescindir da colaboração dos animais? R. – Dependendo do lugar em que se dirigem não podem ir de aeróbus. Narcisa explica que "os cães facilitam o trabalho, os muares suportam cargas pacientemente e fornecem calor nas zonas onde se faça necessário". 34 – Os recém-chegados ao Umbral suportam argumentos envoltos num raciocínio mais acurado? R. – De acordo com a instrutora, "os dementes falam de maneira incessante, e quem os ouve, gastando interesse espiritual, pode não estar menos louco". 35 – Como interpretar o "há males que vem para o bem"? R. – Às vezes somos enxotados de um lugar, recusados em outro e desprezados aqui e ali. Mas, para quem souber aproveitar, será de grande utilidade espiritual. É o que diz Silveira: "Sem aquela atitude enérgica que nos subtraiu as possibilidades materiais, que seria de nós no tocante ao progresso espiritual?" 36 – Como se explicam o sono e sonho no mundo espiritual? R. – De acordo com André Luiz, "o sonho não era propriamente qual se verifica na Terra. Eu sabia, perfeitamente, que deixara o veículo inferior no apartamento das Câmaras de Retificação, em "Nosso Lar", e tinha absoluta consciência daquela
  • 6. movimentação em plano diverso". O sono era proveniente do cansaço. Que tipo de cansaço? 37 – O pensamento é a linguagem universal dos Espíritos? Explique. R. – Para as mentes envolvidas, basta o intercâmbio mental sem necessidade de formas. Sobre essa questão, a Ministra Veneranda diz: "Dentro desse princípio, o espírito que haja vivido exclusivamente em França poderá comunicar-se no Brasil, pensamento a pensamento, prescindindo de forma verbalista especial, que, nesse caso, será sempre a do receptor; mas isso também exige a afinidade pura". 38 – Como interpretar, à luz dos ensinamentos do mundo espiritual, o casamento em 2.ª núpcias? R. – O nosso raciocínio deve partir do pressuposto que existe o casamento de amor, de fraternidade, de provação e de dever. "O matrimônio espiritual realiza-se, alma com alma, representando os demais simples conciliações indispensáveis à solução de necessidades ou processos retificadores, embora todos sejam sagrados". 39 – No que o perdão, com Jesus, difere do perdão verbal? R. – "O problema do perdão, com Jesus, meu caro André, é problema sério. Não se resolve em conversas. Perdoar verbalmente é questão de palavras; mas aquele que perdoa realmente precisa mover e remover pesados fardos de outras eras, dentro de si mesmo". 40 – Sempre colheremos o que semearmos? R. – De acordo com a instrutora Narcisa, "Todos nós, meu irmão, encontramos no caminho os frutos do bem ou do mal que semeamos. Esta afirmativa não é frase doutrinária, é realidade universal. Tenho colhido muito proveito de situações iguais a esta. Bem-aventurados os devedores em condições de pagar". 41 – Os Espíritos se preocupam com guerra? O que eles fazem? R. – A preocupação é tanta que, para isso, mantém grupos socorristas. Acreditam eles que as pessoas que começam uma guerra, principalmente uma nação, pagará preço terrível. 42 – Por que o Governador fez um discurso sobre a coragem? R. – É que a guerra, na Terra, gera medo e desordem. Para manter o equilíbrio de "Nosso Lar" precisou arregimentar forças dos seus habitantes no sentido de emitir vibrações positivas ante o nefasto acontecimento. 43 – O Espiritismo, que já fez 50 anos, não poderia auxiliar a humanidade na questão da guerra? R. – O Espiritismo tem muita dificuldade, porque a esmagadora porcentagem dos aprendizes que se aproxima dele, tem em mira a fenomenologia mediúnica e os proveitos particulares. Enquanto nos preocuparmos com o fenômeno, fazendo os médiuns de cobaias, muito distantes estaremos do homem espiritualizado, próprio para o tipo de ajuda requerida.
  • 7. 44 – Há diferença entre umbral e trevas? R. – Umbral é zona de purgação e sofrimento. Trevas seriam regiões mais inferiores que conhecemos. 45 – Como descrever o ambiente no campo da música? R. – O ambiente é de conversação elevada, em que se tecem comentários sobre temas de filosofia e os ensinamentos evangélicos de Jesus, com o objetivo de atingir o auxílio mútuo. 46 – Quando, para ajudar, é necessário reencarnar? R. – A mãe de André Luiz se propõe a reencarnar. Seu objetivo: tirar o marido da zona de sofrimento, e, receber, como filhas, as duas mulheres que o vampirizam. 47 – O medo de reencarnar é comum aos Espíritos? R. – Sim. Até os mais elevados têm muito medo. É justamente o receio da provação e do olvido temporário do passado, o que ocasiona tal receio. 48 – Os Espíritos também praticam o culto evangélico no lar? R. – Sim. Inclusive, na presente lição, serviu de ocasião para a visita de um parente ainda encarnado. 49 – André Luiz se deu bem ao ver a sua esposa, com outro marido? R. – No início sofreu um baque danado. Contudo, pouco a pouco, foi reorganizando seu arquivo mental, passando, depois, a auxiliar a esposa e o novo marido. 50 – Como retratar a transformação do Espírito André Luiz? R. – Nesse passeio que fizemos com ele, acabamos anotando diversas sugestões e orientações dos mentores espirituais, os quais André Luiz pôs em prática. A sua obediência estimula a nossa adesão aos ensinamentos superiores do Espírito. PORTALESPIRITUALISTA - POR: SÉRGIO BIAGI GREGÓRIO