A ferida mortal

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A ferida mortal

  1. 1. A Ferida MortalPor George McCready PriceUm dos fatos mais proeminentes a respeito do tempo denominado na profecia de o tempo dofim, é que ele tem como paralelo outro período, denominado o tempo quando a bestasemelhante ao leopardo sofre os resultados de uma ferida mortal.A natureza e a importância do mesmo no que respeita à obra do evangelho, merece nossoestudo cuidadoso, porque até agora o assunto não foi bem compreendido.Moffat verte a passagem como segue: "Uma das cabeças parecia como se tivesse sido ferida emorta". Desde que as sete cabeças sucedem uma a outra, e nós já aprendemos que a quintado grupo é aqui mencionada, esta cabeça era da besta então existente; portanto, quando elarecebeu a ferida mortal, era a própria besta que foi posta fora de ação. Em outras palavras, acabeça e a besta neste passo são sinônimas. Uma besta sem cabeça não teria poder.O grego literal desta passagem é muito expressivo, e parece mais incisivo do que qualquertradução poderá indicar. Significa que a criatura parecia como "tendo sua garganta cortadapara morte". A mesma frase é usada no capítulo 5, verso 6 a respeito do Cordeiro: "comotendo sido morto", estando portanto pronto para o sacrifício. Porém na passagem em tela éacrescentado que a garganta foi cortada "para morte".Deve ter sido com um propósito muito inteligente que a Inspiração usa aqui a mesmíssimaexpressão a respeito da besta que anteriormente fora usada a respeito de Cristo sob o símbolode um cordeiro. E então o texto sagrado registra o admirável recobramento da besta: "masessa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou seguindo a besta" (Apoc. 13:3), ou"seguiu-a em admiração", como Moffat verteu o texto. Em Apocalipse 17:8 temos umaafirmação similar a respeito da admiração do povo de todo o mundo diante do inesperadorecobramento da besta. Em ambos os textos os homens expressam sua surpresa numalinguagem que implica que o acontecimento é semelhante a uma ressurreição, provando, nodizer deles, que a besta restaurada deve ser divina. O incidente como um todo é tratado comose fosse uma imitação blasfema da morte e ressurreição de Cristo.A ferida mortal e sua cura tornam claro que o sistema "anti-cristianismo" representado pelabesta semelhante ao leopardo, exerceria seu poder despótico e perseguidor durante doisperíodos distintos. O primeiro seria longo - 1260 anos. O segundo será curto – "e quandochegar, tem de durar pouco" (Apoc. 17:10). Estes dois períodos do domínio da besta(perseguição) são separados por um período de inação, chamado "cativeiro" em Apoc. 13:10 –o período da ferida mortal. Como já foi afirmado, este período tem o seu paralelo no livro deDaniel, onde ele é chamado "o tempo do fim". Ele é também em sentido especial um tempodurante o qual a terra ajuda a mulher, engolindo o rio de perseguição que o dragão tinhaarrojado de sua boca (Apoc. 12:16), e durante o qual a besta da perseguição "não é" (Apoc.17:8).O assunto importante deste período da ferida mortal, do tempo do fim, é a liberdade religiosa,isto é, a ausência de perseguição. Quanto à precisão da data, ela começou com o término dos
  2. 2. 1260 anos em 1798, que é também a data em que o papa foi feito prisioneiro pelas armasfrancesas. Porém as causas da ferida mortal, e do atual período quando ela ainda é impedidade sarar, jazem mais profundo do que apenas o fim do domínio temporal do papa, porquevárias vezes antes desta data um papa foi derrotado e feito prisioneiro, porém em condiçõesmundiais diferentes das que prevalecem hoje.Em linhas gerais, a perseguição terminou "um quarto de século antes" de 1798 (GC 306), o quecorresponde ao surgimento dos Estados Unidos. E é-nos importante considerar os fatos que sesucederam para que se estabelecesse a presente ordem de coisas que perdura por cerca dedois séculos. É ponto pacífico que a causa da moderna paralisação da perseguição é maisprofunda do que a captura da então reinante cabeça da Igreja Católica por ordem do Diretóriofrancês, porquanto apenas poucos anos depois Napoleão assinou uma concordata com umnovo papa. Após mais alguns altos e baixos em 1848 e 1870, o papa foi de novo feito um reinominal em 1929; todavia a ferida mortal ainda não está curada. Se o fosse, como poderiamsermões adventistas serem irradiados em italiano através da pátria do papado, e literaturaadventista ser vendida tão abertamente à sombra do Vaticano? Não, a ferida mortalpermanece incurada. O que aconteceu então?Não me compreendam mal. A ferida foi infligida pelos exércitos franceses em 1798. "Nestaocasião [1798] o papa foi aprisionado pelo exército francês, e o poder papal recebeu a chagamortal, cumprindo-se a predição: Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá." (GC 439).Este é o significado primário ou local da profecia.Não há aí nenhuma dúvida de que o evento descrito marca o início da ferida mortal. Porém, oque estava acontecendo então, tem em realidade sentido muito mais amplo do que a derrotae aprisionamento de Pio VI. Como já foi afirmado, em mais de uma ocasião anterior, um papareinante foi derrotado e levado ao exílio. Mas por ocasião da passagem do século 18 para oséculo 19, a causa católica foi submetida à humilhação e repressão em todos os lugares. Umhistoriador menciona que cada governo católico do mundo experimentou uma revolução.Desde então, jamais lhe foi permitido exercer em grande escala o velho poder de lidar com os"heréticos".O que estava acontecendo então, e quais as causas da mudança no pensamento intelectual ecultural em todo o mundo civilizado?A besta do abismo não é uma nação; trata-se de uma ideologia de extensão internacional. Aprópria Igreja Católica moderna, como o Vaticano já evidenciou, não é limitada por qualquerfronteira nacional; ela é uma ideologia que penetra no mundo inteiro. A obra de Deus émundial, e a oposição a ela tem a mesma extensão. Destarte, a mudança que sobreveio aomundo há um século e meio, foi uma mudança fundamental de idéias. A França foi o agenteconcreto que iniciou tal modificação; atrás dela estava a ideologia, e não o Diretório, queentão dominava em Paris. Este fato exige ênfase e uma explicação.Os cinco homens que compunham o Diretório, o governo da França de 1795 a 1799, eram emespírito apenas uma segunda edição dos jacobinos do Terror Vermelho alguns anos antes. Eleseram visionários, fanáticos utópicos, obcecado pelo que eles pensavam ser ciência eprogresso, hipnotizados por este pensamento de impor a Revolução e seus ideais a todos ospaíses europeus ao redor. Desde que não se conformaram com a maneira clemente com queseu general, o jovem Bonaparte estava lidando com o papa e a Igreja de Roma, enviaram aBerthier à Itália com ordens específicas de ação. É por isto que o papa, enfermo e idoso, foiseqüestrado com estudado desrespeito, e levado à França como prisioneiro.Uma das idéias básicas da Revolução, que esses líderes da França estavam determinados adifundir pela força no resto do mundo, era a completa separação entre igreja e Estado. Elesestavam constantemente tagarelando a respeito de liberdade civil e religiosa, as mesmasidéias do cordeiro que haviam sido incorporadas na Constituição Americana um quarto deséculo antes.Aqui necessitamos manter estrita nossa cronologia. Muitas pessoas, de outra maneira beminformadas, parecem pensar que a Revolução Francesa ateísta veio primeiro, e que a
  3. 3. Revolução Americana veio após, e copiou dos franceses seus postulados, sendo que o inversoaconteceu. Lafayette, que posteriormente se tornou um líder na França, viera à América comojovem, onde atuou como assistente de Washington. Depois de retornar ao seu país natal, eletentou pôr em prática as idéias e métodos que haviam sido estabelecidos com tanto êxito nooutro lado do Atlântico. Berthier também havia estado na América quando jovem e durantealgum tempo serviu sob Washington. Porém a tirania e hipocrisia religiosa haviam prevalecidotanto tempo na França, de modo que, a Revolução uma vez iniciada, ela se alastrou, e milharesde moderados como Lafayette não tinham condições de sustar a torrente temível dedestruição e ruína.Nós precisamos lembrar que o que aconteceu na França foi permitido por uma Providênciamisericordiosa como uma advertência, um terrível exemplo, uma recapitulação preliminarnuma escala pequena, ao que o mundo todo rapidamente se achega no próximo futuro. "Adisseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram a Revolução Francesa – tudopropende a envolver o mundo inteiro em uma luta semelhante àquela que convulsionou aFrança." Ed., pág. 228.Certamente é inconcebível que o maldoso deliberadamente planejou ter intolerância eperseguição religiosa detida pelo que os seus fantoches faziam. Mas o sábio e misericordiosoAdministrador do Universo sobrepujou (ou deteve) neste caso, como em inúmeros outros,para fazer aparecer acontecimentos de acordo com Sua vontade. A Assíria foi usada como umavara para o cumprimento do propósito de Deus. "Ela (Assíria) porém, assim não pensa" (Isaías10:7), para estas cruéis, cabeçudas pessoas pensavam que estivessem justamente fazendo suaprópria vontade. Deus usou de maneira similar os revolucionários franceses na captura dopapa e em todos os outros eventos daquele tempo para introduzir o século moderno deliberdade, simbolizada na profecia da ferida mortal, a pancada mortal. Estas providências deDeus ainda exercem efeito em manter esta ferida por ser curada.Desde o início do trabalho de Lutero a questão da devida relação entre o Estado e a Igrejatinha sido discutido. Mas embora Lutero mesmo no princípio desejou conservar a igreja livrede qualquer aliança comprometedora com o governo civil, nenhuma das igrejas da pós-Reforma seguiu este princípio. Sem exceção todas elas continuaram bebendo o vinho deBabilônia por todas aceitarem subsídios do Estado e por manterem em vários graus deintimidade a mesma velha união com o poder civil que fora mantido desde os dias deConstantino.Mas os compreensíveis planos da Providência Divina estavam fazendo provisão de um novoestilo de governo civil, uma que não fosse opressivo de qualquer forma para a religião, nãoobstante não procuraria com mãos contaminadas deter a área sagrada quando aparentementeem perigo de colapso. Há muito tempo Deus experimentara o plano de uma genuína teocracia,sob o direto governo de homens de Sua própria escolha, um plano que durara vários séculosentre os israelitas. Foi um fracasso completo – não da parte de Deus, mas do lado do povo.Este plano foi descontinuado depois da solene advertência ter sido dada que este governodivinamente apontado seria arruinado, arruinado, arruinado, e então "já não será, até quevenha aquele a quem pertence de direito; a ele a darei" (Ezeq. 21:27).Mas a Cabeça da igreja tinha ainda outro plano, parcialmente como o resultado dos princípiosda Reforma, mas principalmente uma preparação providencial especial para odesenvolvimento de uma igreja perfeita e completa para encontrá-Lo como uma noiva purapara Sua segunda vinda. Ele planejava mostrar ao mundo e ao universal vidente um exemplode um governo civil que protegeria a liberdade da alma de seus cidadãos, mas não mexeriacom negócios religiosos de qualquer maneira, ensinando seu povo a dar a César as coisas quesão de César e a Deus as coisas que são de Deus.Estas duas liberdades, civil e religiosa, pareciam originar-se com esta nova República doOcidente. Falando humanamente, isto é verdadeiro. Mas estes princípios são de origemceleste, não humana. E do Ocidente eles se espalharam adiante até que essencialmente todos
  4. 4. os povos da terra professam sua aceitação. Estas idéias, sem contradição possível, são a causareal da ferida mortal, e a causa contínua de ainda não ter sarado.Mas quais seriam os resultados naturais destas duas liberdades?Desde o seu começo esta nova potência mundial tem sido bem sucedida e próspera. Tãoespetaculares têm sido suas consecuções que grandes partes do mundo têm imitado seuexemplo nas duas idéias básicas de processos democráticos e da liberdade de consciência.Assim a ferida mortal tem-se estendido e evitou-se sua cura. Por quase dois séculos aperseguição por causa da religião praticamente parou o mundo civilizado, em grande parte porcausa do exemplo e influência do que nós podemos chamar o sonho da América Protestante.Falando claramente, não é só o protestantismo, pois nem na Alemanha, nem na Escandinávia,nem na Inglaterra este estilo de governo civil se desenvolveu. Mas no Novo Mundo, com ospreconceitos e hábitos complexos de séculos deixados para trás, os dois princípios básicos daliberdade civil e religiosa, característica do verdadeiro cristianismo, podiam desenvolver-se eamadurecer. Por seus frutos gloriosos e influência contagiosa estes têm por aproximadamentedois séculos evitado que a ferida mortal sarasse."Puritanismo", dizia James Russel Lowell, "acreditou-se prenhe com a semente da liberdadereligiosa, mas pôs sem o saber o ovo da democracia." As duas idéias quando unidas provaram-se as mais dinâmicas em alcance espetacular que jamais moldavam a história natural dequalquer povo. Lowell continua dizendo que quando, em adição, a educação tornou-seuniversal e em certo sentido compulsória, o sonho Americano tornou-se uma realidade.Este sonho Americano pode parecer abstrato e intangível, mas sua influência mundial foi eainda é profunda. Nada é mais real e invencível do que uma idéia profeticamente predita cujotempo chegou.À primeira vista parece inconsistente dizer que a besta do abismo, na pessoa do DiretórioFrancês, deu a ferida mortal em 1798, mas isto é o espírito bondoso e tolerante do mundointelectual moderno que agora evita uma volta à luta religiosa e à perseguição do passado queainda impede esta ferida de se curar.Na realidade não há nada estranho ou inconsistente nisto, pois o sábio e todo-poderosoAdministrador do Universo está continuamente fazendo a ira do homem louvá-Lo e detendo orestante. (Salmo 76:10). À besta do abismo se permitiu produzir o fim da perseguição religiosa,mas quando esse poder animal parecia sair do controle, o pequeno oficial a cavalo, com o seuchicote restaurou mais ou menos o status quo anterior. Vários altos e baixos desde entãoocorreram. Embora uma grande proporção da população do mundo está agora na segurançadeste mesmo poder satânico, e embora suas doutrinas e práticas infiltraram a vida social eintelectual do Ocidente, porém, a liberdade civil e eclesiástica ainda perdura na prática atual eassim perdurará até que a última mensagem de advertência e salvação de Deus tenha ido atodo o povo em todo o mundo.O fato de que um quarto de século antes de 1798 "a perseguição tinha cessado quaseinteiramente (GC 306) é uma boa prova que a primeira causa da ferida mortal era alguma coisaprecedente e vastamente mais importante do que a Revolução Francesa. É bem possível que ogrande levante social e religioso no fim do século dezoito era propriamente apenas umproduto secundário de algo maior e mais importante do que o que ocorreu na Itália e naFrança em 1798. O cativeiro do papa serviu admiravelmente para focalizar a atenção domundo do que então estava acontecendo, mas era apenas um símbolo daquela paralisia dopoder da besta satânica que então estava ocorrendo e que tem continuado sempre.Aquela "verdadeira Luz, que ilumina todo o homem que vem ao mundo" muitas vezes sofretanta aberração cromática por causa da má educação e perversidade dos seres humanos queela às vezes mostra formas e cores estranhas. A idéia essencial da Reforma Protestante era aprestação de contas pessoal do indivíduo a Deus e seu inalienável direito da 1iberdade da almade toda a forma de domínio religioso. George Washington e seus compatriotas, com seuambiente e crescimento cristão, conseguiram separar a Igreja e o Estado e ao estabeleceremestas liberdades de maneira ordenada e digna. O populacho de Paris, com seu ambiente
  5. 5. essencialmente pagão, procurou imitar o que então justamente ocorrera do outro lado doAtlântico, mas não sabia como, e fizeram um triste angu de seu trabalho. O mundo em geraltinha sonhos loucos a respeito da inata vontade e perfectibilidade da natureza humana e dainevitabilidade de progresso, sonhos que em nossos dias tem-se expandido na teoria daevolução e a assim chamada compreensão científica do mundo. Mas o resultado de tudo istotem sido o cumprimento da profecia que estamos estudando aqui, a execução da ferida mortala todas as formas de perseguição religiosa uma ferida mortal que somente agora, após quasedois séculos mostra sinais visíveis de cura.Em Apocalipse 13:3 a mesma sentença que menciona a ferida mortal continua dizendo: "Masessa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta." Da seqüênciapróxima das duas declarações muitos tiraram a conclusão errada que a cura segue quaseimediatamente depois do ferimento ter sido feito. Mas a ferida mortal foi alguma coisavastamente mais importante do que o intervalo de um ano ou dois entre a morte do papaexilado e a eleição de seu sucessor. A ferida significa muito mais do que a interrupçãotemporária de algumas das funções da Igreja Católica. Voltando aos símbolos dados nocapítulo 17, não foi a mulher que recebeu a ferida, mas a besta. Obviamente a ferida significao tirar do animal o poder para dominar o mundo e lidar com "hereges". Esta ferida mortal nãosarará até que o velho poder de perseguição seja restaurado.Como se explica que tantas pessoas apontam à presente popularidade e prosperidade daIgreja Católica como prova que a ferida mortal já sarou? Por que eles não vêm que confundemos símbolos de mulher e besta, e creditando à ainda defunta besta com a saúde eprosperidade da igreja, que nenhuma vez foi mencionada na profecia até seu final, inglório fimpelo fogo em Apocalipse 18?O mais chegado a algo como uma ameaça contra a prosperidade da igreja é encontrado emApocalipse 18:7, onde a grande Babilônia se jacta de ser rainha e não viúva, plenamentededuzindo que sua rival, a "besta", voltou à vida outra vez, recuperou da ferida mortal. Massendo viúva por um tempo e imensamente diferente de estar morta de uma ferida mortal.Uma grande parte da mensagem do presente estudo é para esclarecer esta confusão a fim dehabilitar os adventistas a apresentarem uma mensagem clara e convincente ao mundo nosdias por vir.Não pode haver disputa a respeito do crescimento e prosperidade da igreja de Roma. As trêsnações tradicionalmente protestantes – a Alemanha, a Inglaterra e a América – estãovisivelmente viajando de carroça. Em todo o lado há sinais de respeito vivo pelo nome e asmaneiras de Roma. Tudo isto indica um clima de um mundo mutável mais favorável à cura daferida mortal de quase dois séculos atrás, mas em si mesmas estas atitudes variantes estãobem afastadas da cura profetizada. Não antes de Roma novamente ter o poder de fazer a suavontade e doutrinas eficientes pela execução legislativa cooperante e decretos judiciais aferida estaria curada. Mas tal dia se aproxima rapidamente.Talvez mesmo aqui um mal-entendido deve ser esclarecido. A ferida é mencionada no capítulo13 num símbolo onde a Igreja e o Estado não são distinguidos, os dois sendo combinados sob omesmo símbolo da besta leopardo; mas no capítulo 17, onde uma clara distinção é feita entrea mulher embriagada e a besta em que ela está montada, a mulher não é mencionada comoferida ou fora de ação. A besta só está afetada e está completamente paralisada – não "o é".(verso 8). No capítulo 18, significando um tempo posterior, a mulher se congratula por não sermais uma viúva; mas é claro que nenhuma parte da profecia jamais representa a IgrejaCatólica como tendo sido ferida ou mesmo atingida. Seu amante é o que sofre a ferida, e eleestá completamente fora de ação.Esta é exatamente a situação. A mulher está viva, obviamente com saúde e forte; mas a bestaque ela antes guiava como queria, agora se recusa a obedecer suas ordens. Não obstante aprofecia conta plenamente que uma mudança está vindo; a ferida mortal vai sarar. A besta"está para emergir do abismo". (Apoc. 17:8). Em toda a parte vemos sinais evidentes de um talressurgimento da intolerância animal dos séculos passados.
  6. 6. De fato, uma mudança completa na opinião pública do mundo será necessária a fim deproduzir uma condição tal. Justamente como esta mudança se há de operar unicamente ofuturo revelará, mas o Administrador do Universo tem Seus próprios meios de produzir ocumprimento de Sua Palavra. A restauração do poder de lidar com a "heresia" está claramentepredito em várias das profecias; e à vista destas predições nós temos fé para crer na Palavra deDeus em lugar de qualquer opinião humana ou adivinhação.Quando esta restauração do poder de lidar com "hereges" se der, quando a ferida mortalrealmente estiver curada, o tempo profético do fim estará perto de terminar; e o clímax dosséculos seguirá.

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