23 identificando o anticristo

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23 identificando o anticristo

  1. 1. IDENTIFICANDO O ANTICRISTO A interpretação popular da escola preterista identifica a besta domar como o Império Romano. As "sete cabeças" da besta se aplicam asete imperadores sucessivos (dos onze) que houve durante o primeiroséculo da era cristã. Esta opinião depende fortemente de umainterpretação particular das sete cabeças da besta escarlate de Apocalipse17. Desta besta determinada disse o anjo interpretador: "Aqui está osentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais amulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, umexiste, e o outro ainda não chegou..." (Apoc. 17:9, 10). Kenneth A. Strand examinou recentemente a evidência para estaaplicação preterista de Apocalipse 13 e 17 a Roma pagã.1 O método queStrand usa é o contextual, pelo qual refuta eficazmente a identificação dabesta que sobe do mar com Roma imperial. Primeiro relaciona Apocalipse 13 com seu contexto literário, querdizer, com a estrutura maior de Apocalipse 12. Esta esfera maior contémuma seqüência histórica de três passos: "O dragão primeiro se opõe aomenino-homem (Cristo), depois à mulher, e finalmente ao resto dadescendência dela".2 A conexão dos períodos de tempo específicos emApocalipse 12 (vs. 6, 14) e no capítulo 13 (v. 5) indicam que a besta deApocalipse 13 persegue os santos durante a segunda fase de Apocalipse12, quer dizer, durante a era pós-apostólica. Os pais da igreja Irineu,Tertuliano e Jerônimo esperavam o surgimento do anticristo só depois dodesmoronamento de Roma pagã. Nem sequer mencionam a Nero comocumprindo alguma profecia no Apocalipse! Strand também avalia a asseveração que diz que as sete cabeças dabesta representam as sete colinas de Roma. Assinala que a traduçãoapropriada de óros não é "colinas" e sim "montes", assim como emqualquer outro lugar do Apocalipse (ver Apoc. 6:14-16; 14:1; 16:20;21:10). Como símbolo, "um monte" nunca representa um soberanoparticular, mas sim a uma nação ou um império (veja-se Dan. 2:34, 35,
  2. 2. Identificando o Anticristo 244, 45; Jer. 51:25). O segundo termo em Apocalipse 17:9 e 10: "reis",representa igualmente reino ou impérios (ver Dan. 2:38-40). TantoDaniel como o Apocalipse não fazem uma separação abstrata entre reinoe seus reis. Strand explica que as sete cabeças da besta se diz que são impériosmundiais sucessivos, sendo os executores do plano de Satanás em todasos séculos. As cabeças não são sete colinas neutras e estáticas. Porconseguinte, conclui assim: "A referência nesse texto [Apoc. 17:9] a "sete montes" alertouimediatamente aos paroquianos asiáticos de João ao fato de que o símbolorepresentava uma série de impérios mundiais sucessivos".3 Mas as "sete colinas" de cidade de Roma, é obvio, não sãocronologicamente sucessivas. Entretanto, o Império Romano foiclaramente uma das sete cabeças da besta. Os dez chifres com diademasda besta indicam que essa cabeça particular representa um poder mundialque sucederia Roma pagã e que reinaria simultaneamente sobre dezreinos. A aplicação preterista da "ferida mortal" da besta a Nero e seuressurgimento aplicado a Domiciano (o tradicional mito de "Nerorevividus" [Nero revivido]) foi examinado e refutado totalmente por PaulS. Minear e também por K. A. Strand.4 Portanto, concluímos que até asperseguições dos cristãos por Roma pagã não foram as do anticristo emApocalipse 13. Até mais decisivo é o fato de que Apocalipse 16:13-16indica que a besta-anticristo desempenhará um papel principal nosacontecimentos finais que preparam o terreno para os juízos das seteúltimas pragas e o Armagedom. Por conseguinte, não pode restringir abesta à antiga Roma e a seu culto imperial. Este conhecimento levou a alguns expositores católicos e futuristasa projetar um Império Romano pagão revivido no futuro.5 George E.Ladd representa aos que combinam as aplicações preterista e futurista eportanto aceita um amplo espaço de muitos séculos de história da igreja.6Ladd considera Roma pagã como o precursor histórico do anticristo. Mas
  3. 3. Identificando o Anticristo 3este futurismo moderado ignora o estilo apocalíptico de um contínuo-histórico nos livros de Daniel e Apocalipse e mantém a era cristã emgrande parte fora do foco da profecia. O Enfoque Historicista O problema da interpretação do Apocalipse é basicamente oproblema da aplicação à história da igreja. Um erudito bíblico batistaassinala que "o legado do tempo é a parte mais difícil do livro. A quetempo se referem os símbolos? E é obvio aqui é onde ocorre a batalha.Refere-se o símbolo ao passado? Refere-se ao presente? Refere-se aofuturo, e se for assim, quando?"7 Com respeito à data escolhida, precisamos recordar que oApocalipse de João está edificado sobre o fundamento já estabelecido nolivro de Daniel. Em concreto, Apocalipse 13 é a ampliação de Daniel 7,como o confirmam vários vínculos únicos entre os dois capítulos. Umerudito evangélico demonstrou inclusive o mesmo modelo estrutural emambos os capítulos e concluiu que "Apocalipse 13 foi modeladofundamentalmente segundo Daniel 7... Apocalipse 13 está inspirado emDaniel 7".8 Os expositores preteristas não reconhecem este pontoessencial. O Império Romano não esgota o profundo simbolismo e o conflitouniversal de Apocalipse 13. Por outro lado, os expositores futuristas oudispensacionalistas ignoram completamente a relevância do Apocalipsepara a igreja de todos os tempos, porque aplicam Apocalipse 13exclusivamente a um futuro governo mundial e à cabeça de uma futuraigreja apóstata. Se Daniel apresentar a perspectiva de uma seqüência histórica,então o enfoque mais apropriado é o cumprimento contínuo-histórico,que a escola historicista de interpretação procurou seguir.
  4. 4. Identificando o Anticristo 4 Prova para Definir a Verdade e a Heresia A igreja entendeu a heresia como uma contradição e separaçãofundamental da fé. Caracterizou-se como uma obra do diabo, que sedevia exterminar por todos os meios possíveis. Segundo Tomás deAquino, sua exterminação era um dever sagrado.9 Os papas a partir deLeão I (440-461) em diante justificaram a pena capital para a heresia ealguns insistiram em promulgar decretos imperiais para anular os direitoscivis dos hereges, até que o concílio do Toulouse (1229) introduziu ocastigo de queimar vivos aos bogomilos ou albigenses na França. As leis canônicas da Igreja Católica Romana ressaltam o dever dosgovernantes seculares para erradicar a heresia e para obedecer as leis daigreja, sob a ameaça de excomunhão. Por conseguinte, os governantesviram como seu dever cumprir os requerimentos da Igreja, especialmentedo século XIII até o XVII. Uma cifra incontável de crentes cristãosdissidentes foram massacrados como proscritos pela Inquisição papal emvários países da Europa, tais como os albigenses, os valdenses e oshuguenotes. Foi especialmente horrível a matança no dia de SãoBartolomeu em 24 de agosto de 1572 em Paris e em outras cidades daFrança, quando perto de 70.000 protestantes foram assassinadossanguinariamente em um lapso de dois meses, com a aprovação do papaGregório XIII. Todos eles sacrificaram suas vidas "pela palavra de Deuse pelo testemunho de Jesus Cristo".10 Vozes tanto de fora como de dentro da Igreja Católica começaram aacusar o papado mundano de comportar-se de uma maneira semelhanteao anticristo predito (dos arcebispos Arnoldo de Orleans no ano 991, eEberhard II do Salzburgo no ano 1241; também Dante, o Petrarca,Savonarola, Wycliffe).11 Entretanto, não senão até os dias do Lutero eCalvino que a convicção de que a hierarquia romana era o anticristo ouBabilônia alcançou proporções maciças e se expressou em váriasconfissões dos credos das igrejas protestantes.12
  5. 5. Identificando o Anticristo 5 Tanto Lutero como Calvino descobriram primeiro a Cristo e seuevangelho de graça imerecida. Só então, depois que se defrontaram como autoritarismo dos papas que negaram sua liberdade para pregar oevangelho e condenaram a essência de sua mensagem evangélica, é quereconheceram que o Papa era o anticristo. Calvino explicou isto detalhadamente em seu livro Institución de lareligión cristiana. Em 1543 declarou o seguinte: "Será vigário de Cristo o que, perseguindo com seus furiosos esforçosao evangelho, claramente se dá a conhecer como o anticristo?... Consta queo pontífice romano se apropriou desavergonhadamente do que é próprio eexclusivo de Deus e de Cristo".13 Para ambos os reformadores o anticristo não era um personagemdistante do passado ou um indivíduo no futuro remoto, mas sim umadiabólica imitação de Cristo em seus próprios dias. Declararam que aapostasia religiosa e eclesiástica contemporânea era o cumprimento dasprofecias bíblicas, especialmente da profecia de Daniel 11:36-39 e 2Tessalonicenses 2:4. Para eles o ponto essencial era que o anticristo erauma realidade presente. Isto criou para os protestantes uma ameaçaexistencial como se enfrentassem a prova última da fé. G. C. Berkouwer reconheceu "que a concepção intuitiva dosreformadores de um anticristo real e ativa é uma ênfase do NovoTestamento"!14 João identificou os "muitos anticristos" em seu tempo por suaseparação essencial tanto doutrinal como moralmente do evangelhoapostólico original (ver 1 João 2:18, 19, 22; 4:2, 3). A norma específicade João foi o ensino apostólico a respeito de Jesus como o Messias e suamorte expiatória, cristologia que formou a pedra angular do evangelhoapostólico de salvação (ver também Rom. 1:1-14; At. 17:2, 3). Joãoenfatizou a diferença entre a fé apostólica que era "desde o começo" e osenganos dos inovadores que alegavam ter um conhecimento maior deDeus e de Cristo (1 João 2:22; 4:2, 3; 2 João 7).
  6. 6. Identificando o Anticristo 6 A preocupação exclusiva das cartas pastorais de João foi a crisecontemporânea da igreja em sua região. Não vacilou em chamar aqualquer que ensinasse um evangelho diferente "falsos profetas" e"anticristos". Apelou aos membros de igreja e lhes disse: "Provem osespíritos se procedem de Deus" (1 João 4:1). Esta chamada é aresponsabilidade de cada membro de igreja, o que supõe não só umconhecimento básico do evangelho apostólico mas também a unção doEspírito. João assegurou a seus membros e lhes escreveu: "Mas vóstendes a unção do Santo, e conheceis todas as coisas" (1 João 2:20; vertambém o v. 27). Da aplicação que João fez do anticristo predito, recebemos umanova apreciação pelos esforços dos reformadores protestantes paraidentificar o anticristo da profecia em seus dias. Os reformadoresaplicaram o mesmo teste que João tinha usado em sua primeira epístola:a mensagem evangélica apostólica e original do Novo Testamento. Sobre esta base os reformadores tanto pastores como exegetasidentificaram o papado medieval como o anticristo da profecia: por suaexaltação própria acima de todos outros na Igreja e no Estado, e por seudogma de um caminho diferente de salvação (por um novo sacerdóciocom sete sacramentos). A reação da Igreja Católica ao evangelho da Reforma protestantechegou a solidificar-se no concílio do Trento (1545-1563) e noCatecismo romano de 1566, publicado pelo papa Pio V.15 Os reformadores protestantes cumpriram com sua responsabilidadeao alertar os cristãos dos ensinos do falso evangelho de sua Igreja-Estadocontemporâneo. Fizeram-no com a mesma seriedade como a que seevidencia nas epístolas de João. Seus credos extensos quanto a Cristo, opecado, a salvação e a igreja apóstata, ainda convence a milhões de sereshumanos de que a interpretação protestante é uma restauração doevangelho original.
  7. 7. Identificando o Anticristo 7 Surge então a premente pergunta: Está completa a reforma doséculo XVI, reforma da igreja e da doutrina, ou chegou a estancar-se emcredos e tradições? O teólogo luterano Paulo Althaus propôs que cada geração decristãos esteja alerta para identificar as atuais corrupções do evangelho epara confessar o senhorio de Cristo em cada polarização religiosa. Asconfrontações históricas do passado servem como tipos de ameaçasreiterativas, assim como o Apocalipse de João viu a antiga Babilônia,Edom e Tiro como protótipos dos inimigos da era da igreja (ver Apoc.18, que aplica as profecias da Isa. 13, 34 e Ezeq. 27). "A expectativa doanticristo tem uma atualidade imediata... A igreja sempre deve procuraro anticristo como uma realidade em sua situação presente ou considerá-lo como uma possibilidade ameaçadora no futuro imediato".16 SegundoAlthaus, a identificação que Lutero fez do papado como o anticristo nãofoi um "engano" ou algo incorreto, porque o papado representava nessetempo uma ameaça ao evangelho. As ordens protestantes de sola Scriptura, sola fide, sola gratia, soloChristo [só Escritura, só fé, só graça, só Cristo] funcionaram como gritosde guerra na luta entre a fé e a incredulidade no evangelho. Althaus nãoaprova que se dogmatize a identificação do anticristo em um credo,porque o reconhecimento do anticristo deve relacionar-se a um anticristoreal no presente, não a um no passado ou no futuro. "O reconhecimentodo anticristo sempre é mortalmente sério".17 Tem pouco valor reconhecer ao anticristo no passado ou no futuro,porque isso não requer um compromisso pessoal. Althaus adverte aigreja, a qualquer igreja protestante, que está em um perigo constante dechegar a ser ela o anticristo. Qualquer igreja que suplante a Cristo ouusurpe sua autoridade ou procure o poder mundano, "é todaanticristianismo, quer dizer, competição com Cristo, a vontade desuceder ou substituir a Cristo: oposição a Cristo na forma de similitudecom ele, de tomar o lugar de Cristo ".18
  8. 8. Identificando o Anticristo 8 O conceito de Althaus de reconhecer a essência de um anticristocomo um poder cristão que usurpa a autoridade de Cristo e substitui aCristo e a seu evangelho sempre é válido. Reconhece que a identificaçãoque Lutero fez do papado medieval como o anticristo esteve emharmonia com o método da primeira epístola de João: reconhecer oanticristo como um falso mestre do evangelho e como uma falsificaçãoda comunidade cristã. Não obstante, o enfoque protestante tambémnecessita uma prova contínua com a realidade histórica. Requer tanto aprova do evangelho como a prova da perspectiva do tempo do fim daEscritura. Só da perspectiva de um desenvolvimento contínuo-histórico podelocalizar-se no curso da história o anticristo de Daniel, 2 Tessalonicensese Apocalipse. Freqüentemente os teólogos e exegetas modernos ignorameste enfoque. Para eles, qualquer sistema totalitário ou ateu pode ser oanticristo. Mas enquanto que há muitos poderes anticristãos no mundo,há um só anticristo em Daniel 7 a 12, 2 Tessalonicenses 2 e Apocalipse13. Fica como uma realidade que o anticristo medieval alterou e até seopõe à lei do pacto de Deus e ao evangelho apostólico de salvação: aPalavra de Deus e o testemunho de Jesus. Se hoje o anticristo é impedido de perseguir os santos, isto nãomuda a presença e a natureza do anticristo. A profecia indicarepetidamente que o anticristo medieval e suas perseguições serãoreavivadas na última geração em uma escala universal (em Dan.11:40-45; 12:1; Apoc. 13:15-17). Essa supremacia recuperada seráabreviada pela volta de Cristo (Dan. 12:1, 2; Mat. 24:22; 2 Tes. 2:8;Apoc. 17:12-14; 19:11-21). Apocalipse 13 "enfatiza a revivificação e orejuvenescimento da besta".19 Isto deve pôr a cada igreja em estado dealerta, especialmente no tempo do fim. Apocalipse 12 a 14, em sua composição como uma unidadeestreitamente enlaçada, requer séria atenção. Nesta parte central doApocalipse nos encontramos face a face com a prova histórica dodiscipulado: fidelidade a Jesus Cristo e a seu testemunho. Por causa do
  9. 9. Identificando o Anticristo 9testemunho de Jesus, Paulo foi decapitado em Roma e João foi banido àilha de Patmos. Pelo testemunho de Jesus os mártires sacrificaram suasvidas (Apoc. 6:9; 20:4). A prova apontada por Deus se enfoca sobre aspalavras de Cristo como se afirma no Novo Testamento, o que é de umsignificado primitivo à luz das tendências reiterativas de substituir otestemunho de Deus com os credos e fórmulas doutrinais das igrejas. Referências A Bibliografia para Apocalipse 12-14 (caps. XXI-XXVIII deste livro) encontrará-a nas páginas 458-466. 1 Strand, "The Seven Heads: Dou They Represent Roman Emperors?", Simpósio sobre o Apocalipse. t. 2, cap. 5. 2 Ibid., p. 183. 3 Ibid., p. 191. 4 Ver Ibid., pp. 191-200; Minear, "The Wounded Beast". 5 Ver Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, t. 2, pp. 486-505; T. 3, pp. 733-737 (para ver desde Francisco de Ribeira até Manning). 6 Ladd, El Apocalipsis de Juan: Un comentario, pp. 15, 16. 7 Robbins, Revelation: Three Viewpoints, p. 154. 8 Beale, The Use of Daniel in Jewish Apocalyptic Literature and in the Revelation of St. John, p. 247. 9 Tomás de Aquino, Summa Theologica, II-II, pergunta 11, A. 3. 10 Ver Ellen White, GC 271. 11 Ver Froom, The Prophetic Faith of Our Fathers, t. 2, pp. 21-31 e caps. 2 e 6; t. 1, pp. 796-806. 12 Ver T. G. Tappert, ed. Bock of Concord. Confessions of the Evangelical Lutheran Church [Livro da Concórdia. Confissões da Igreja Evangélica Luterana] (Philadelphia: Fortress Press, 19S9); El catecismo de Heidelberg (Barcelona: ACELR, 1973 [da ed. de 1563]), pergunta 80.
  10. 10. Identificando o Anticristo 10 13 João Calvino, Institución de la religión cristiana, trad. Eusebio Goicoechea (Grand Rapids: Eerdmans-Nueva Creación, 1988), livro IV, cap. 7, parágrafos 24, 25 (P. 886). Neste livro IV, no cap. 7: "Origem e crescimento do papado até que se elevou à grandeza atual, com o que a liberdade da igreja foi oprimida e toda eqüidade confundida", apresenta-se o relativo ao anticristo papal (ver, especialmente, os pontos 24 e 25). 14 Berkouwer, The Return of Christ, p. 264. 15 Ver Catecismo romano del concilio de Trento (Madrid: BAC, 19S6; trad. por Pedro Martín Hernández). 16 Althaus, Die Letzten Dinge [Os Eventos Finais], p. 283. 17 Ibid., P. 285. 18 Ibid., P. 284. 19 Berkouwer, The Return of Christ, p. 273.

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