05 a ferida mortal

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05 a ferida mortal

  1. 1. A FERIDA MORTAL UM DOS FATOS MAIS PROEMINENTES a respeito do tempodenominado na profecia de o tempo do fim, é que ele tem como paralelooutro período, denominado o tempo quando a besta semelhante aoleopardo sofre os resultados de uma ferida mortal. A natureza e a importância do mesmo no que respeita à obra doevangelho, merece nosso estudo cuidadoso, porque até agora o assuntonão foi bem compreendido. Moffat verte a passagem como segue: "Uma das cabeças pareciacomo se tivesse sido ferida e morta". Desde que as sete cabeças sucedemuma a outra, e nós já aprendemos que a quinta do grupo é aquimencionada, esta cabeça era da besta então existente; portanto, quandoela recebeu a ferida mortal, era a própria besta que foi posta fora de ação.Em outras palavras, a cabeça e a besta neste passo são sinônimas. Umabesta sem cabeça não teria poder. O grego literal desta passagem é muito expressivo, e parece maisincisivo do que qualquer tradução poderá indicar. Significa que a criaturaparecia como "tendo sua garganta cortada para morte". A mesma frase éusada no capítulo 5, verso 6 a respeito do Cordeiro: "como tendo sidomorto", estando portanto pronto para o sacrifício. Porém na passagemem tela é acrescentado que a garganta foi cortada "para morte". Deve ter sido com um propósito muito inteligente que a Inspiraçãousa aqui a mesmíssima expressão a respeito da besta que anteriormentefora usada a respeito de Cristo sob o símbolo de um cordeiro. E então otexto sagrado registra o admirável recobramento da besta: "mas essaferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou seguindo a besta"(Apoc. 13:3), ou "seguiu-a em admiração", como Moffat verteu o texto.Em Apocalipse 17:8 temos uma afirmação similar a respeito daadmiração do povo de todo o mundo diante do inesperado recobramentoda besta. Em ambos os textos os homens expressam sua surpresa numalinguagem que implica que o acontecimento é semelhante a uma
  2. 2. A Ferida Mortal 2ressurreição, provando, no dizer deles, que a besta restaurada deve serdivina. O incidente como um todo é tratado como se fosse uma imitaçãoblasfema da morte e ressurreição de Cristo. A ferida mortal e sua cura tornam claro que o sistema "anti-cristianismo" representado pela besta semelhante ao leopardo, exerceriaseu poder despótico e perseguidor durante dois períodos distintos. Oprimeiro seria longo - 1260 anos. O segundo será curto – "e quandochegar, tem de durar pouco" (Apoc. 17:10). Estes dois períodos dodomínio da besta (perseguição) são separados por um período de inação,chamado "cativeiro" em Apoc. 13:10 – o período da ferida mortal. Comojá foi afirmado, este período tem o seu paralelo no livro de Daniel, ondeele é chamado "o tempo do fim". Ele é também em sentido especial umtempo durante o qual a terra ajuda a mulher, engolindo o rio deperseguição que o dragão tinha arrojado de sua boca (Apoc. 12:16), edurante o qual a besta da perseguição "não é" (Apoc. 17:8). O assunto importante deste período da ferida mortal, do tempo dofim, é a liberdade religiosa, isto é, a ausência de perseguição. Quanto àprecisão da data, ela começou com o término dos 1260 anos em 1798,que é também a data em que o papa foi feito prisioneiro pelas armasfrancesas. Porém as causas da ferida mortal, e do atual período quandoela ainda é impedida de sarar, jazem mais profundo do que apenas o fimdo domínio temporal do papa, porque várias vezes antes desta data umpapa foi derrotado e feito prisioneiro, porém em condições mundiaisdiferentes das que prevalecem hoje. Em linhas gerais, a perseguição terminou "um quarto de séculoantes" de 1798 (GC 306), o que corresponde ao surgimento dos EstadosUnidos. E é-nos importante considerar os fatos que se sucederam paraque se estabelecesse a presente ordem de coisas que perdura por cerca dedois séculos. É ponto pacífico que a causa da moderna paralisação daperseguição é mais profunda do que a captura da então reinante cabeçada Igreja Católica por ordem do Diretório francês, porquanto apenaspoucos anos depois Napoleão assinou uma concordata com um novo
  3. 3. A Ferida Mortal 3papa. Após mais alguns altos e baixos em 1848 e 1870, o papa foi denovo feito um rei nominal em 1929; todavia a ferida mortal ainda nãoestá curada. Se o fosse, como poderiam sermões adventistas seremirradiados em italiano através da pátria do papado, e literatura adventistaser vendida tão abertamente à sombra do Vaticano? Não, a ferida mortalpermanece incurada. O que aconteceu então? Não me compreendam mal. A ferida foi infligida pelos exércitosfranceses em 1798. "Nesta ocasião [1798] o papa foi aprisionado peloexército francês, e o poder papal recebeu a chaga mortal, cumprindo-se apredição: Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá." (GC 439). Esteé o significado primário ou local da profecia. Não há aí nenhuma dúvida de que o evento descrito marca o inícioda ferida mortal. Porém, o que estava acontecendo então, tem emrealidade sentido muito mais amplo do que a derrota e aprisionamento dePio VI. Como já foi afirmado, em mais de uma ocasião anterior, um papareinante foi derrotado e levado ao exílio. Mas por ocasião da passagemdo século 18 para o século 19, a causa católica foi submetida àhumilhação e repressão em todos os lugares. Um historiador mencionaque cada governo católico do mundo experimentou uma revolução.Desde então, jamais lhe foi permitido exercer em grande escala o velhopoder de lidar com os "heréticos". O que estava acontecendo então, e quais as causas da mudança nopensamento intelectual e cultural em todo o mundo civilizado? A besta do abismo não é uma nação; trata-se de uma ideologia deextensão internacional. A própria Igreja Católica moderna, como oVaticano já evidenciou, não é limitada por qualquer fronteira nacional;ela é uma ideologia que penetra no mundo inteiro. A obra de Deus émundial, e a oposição a ela tem a mesma extensão. Destarte, a mudançaque sobreveio ao mundo há um século e meio, foi uma mudançafundamental de idéias. A França foi o agente concreto que iniciou talmodificação; atrás dela estava a ideologia, e não o Diretório, que entãodominava em Paris. Este fato exige ênfase e uma explicação.
  4. 4. A Ferida Mortal 4 Os cinco homens que compunham o Diretório, o governo da Françade 1795 a 1799, eram em espírito apenas uma segunda edição dosjacobinos do Terror Vermelho alguns anos antes. Eles eram visionários,fanáticos utópicos, obcecado pelo que eles pensavam ser ciência eprogresso, hipnotizados por este pensamento de impor a Revolução eseus ideais a todos os países europeus ao redor. Desde que não seconformaram com a maneira clemente com que seu general, o jovemBonaparte estava lidando com o papa e a Igreja de Roma, enviaram aBerthier à Itália com ordens específicas de ação. É por isto que o papa,enfermo e idoso, foi seqüestrado com estudado desrespeito, e levado àFrança como prisioneiro. Uma das idéias básicas da Revolução, que esses líderes da Françaestavam determinados a difundir pela força no resto do mundo, era acompleta separação entre igreja e Estado. Eles estavam constantementetagarelando a respeito de liberdade civil e religiosa, as mesmas idéias docordeiro que haviam sido incorporadas na Constituição Americana umquarto de século antes. Aqui necessitamos manter estrita nossa cronologia. Muitas pessoas,de outra maneira bem informadas, parecem pensar que a RevoluçãoFrancesa ateísta veio primeiro, e que a Revolução Americana veio após,e copiou dos franceses seus postulados, sendo que o inverso aconteceu.Lafayette, que posteriormente se tornou um líder na França, viera àAmérica como jovem, onde atuou como assistente de Washington.Depois de retornar ao seu país natal, ele tentou pôr em prática as idéias emétodos que haviam sido estabelecidos com tanto êxito no outro lado doAtlântico. Berthier também havia estado na América quando jovem edurante algum tempo serviu sob Washington. Porém a tirania ehipocrisia religiosa haviam prevalecido tanto tempo na França, de modoque, a Revolução uma vez iniciada, ela se alastrou, e milhares demoderados como Lafayette não tinham condições de sustar a torrentetemível de destruição e ruína.
  5. 5. A Ferida Mortal 5 Nós precisamos lembrar que o que aconteceu na França foipermitido por uma Providência misericordiosa como uma advertência,um terrível exemplo, uma recapitulação preliminar numa escala pequena,ao que o mundo todo rapidamente se achega no próximo futuro. "Adisseminação mundial dos mesmos ensinos que ocasionaram aRevolução Francesa – tudo propende a envolver o mundo inteiro em umaluta semelhante àquela que convulsionou a França." Ed., pág. 228. Certamente é inconcebível que o maldoso deliberadamente planejouter intolerância e perseguição religiosa detida pelo que os seus fantochesfaziam. Mas o sábio e misericordioso Administrador do Universosobrepujou (ou deteve) neste caso, como em inúmeros outros, para fazeraparecer acontecimentos de acordo com Sua vontade. A Assíria foi usadacomo uma vara para o cumprimento do propósito de Deus. "Ela (Assíria)porém, assim não pensa" (Isaías 10:7), para estas cruéis, cabeçudaspessoas pensavam que estivessem justamente fazendo sua própriavontade. Deus usou de maneira similar os revolucionários franceses nacaptura do papa e em todos os outros eventos daquele tempo paraintroduzir o século moderno de liberdade, simbolizada na profecia daferida mortal, a pancada mortal. Estas providências de Deus aindaexercem efeito em manter esta ferida por ser curada. Desde o início do trabalho de Lutero a questão da devida relaçãoentre o Estado e a Igreja tinha sido discutido. Mas embora Lutero mesmono princípio desejou conservar a igreja livre de qualquer aliançacomprometedora com o governo civil, nenhuma das igrejas da pós-Reforma seguiu este princípio. Sem exceção todas elas continuarambebendo o vinho de Babilônia por todas aceitarem subsídios do Estado epor manterem em vários graus de intimidade a mesma velha união com opoder civil que fora mantido desde os dias de Constantino. Mas os compreensíveis planos da Providência Divina estavamfazendo provisão de um novo estilo de governo civil, uma que não fosseopressivo de qualquer forma para a religião, não obstante não procurariacom mãos contaminadas deter a área sagrada quando aparentemente em
  6. 6. A Ferida Mortal 6perigo de colapso. Há muito tempo Deus experimentara o plano de umagenuína teocracia, sob o direto governo de homens de Sua própriaescolha, um plano que durara vários séculos entre os israelitas. Foi umfracasso completo – não da parte de Deus, mas do lado do povo. Esteplano foi descontinuado depois da solene advertência ter sido dada queeste governo divinamente apontado seria arruinado, arruinado, arruinado,e então "já não será, até que venha aquele a quem pertence de direito; aele a darei" (Ezeq. 21:27). Mas a Cabeça da igreja tinha ainda outro plano, parcialmente comoo resultado dos princípios da Reforma, mas principalmente umapreparação providencial especial para o desenvolvimento de uma igrejaperfeita e completa para encontrá-Lo como uma noiva pura para Suasegunda vinda. Ele planejava mostrar ao mundo e ao universal videnteum exemplo de um governo civil que protegeria a liberdade da alma deseus cidadãos, mas não mexeria com negócios religiosos de qualquermaneira, ensinando seu povo a dar a César as coisas que são de César e aDeus as coisas que são de Deus. Estas duas liberdades, civil e religiosa, pareciam originar-se comesta nova República do Ocidente. Falando humanamente, isto éverdadeiro. Mas estes princípios são de origem celeste, não humana. Edo Ocidente eles se espalharam adiante até que essencialmente todos ospovos da terra professam sua aceitação. Estas idéias, sem contradiçãopossível, são a causa real da ferida mortal, e a causa contínua de aindanão ter sarado. Mas quais seriam os resultados naturais destas duas liberdades? Desde o seu começo esta nova potência mundial tem sido bemsucedida e próspera. Tão espetaculares têm sido suas consecuções quegrandes partes do mundo têm imitado seu exemplo nas duas idéiasbásicas de processos democráticos e da liberdade de consciência. Assima ferida mortal tem-se estendido e evitou-se sua cura. Por quase doisséculos a perseguição por causa da religião praticamente parou o mundocivilizado, em grande parte por causa do exemplo e influência do que
  7. 7. A Ferida Mortal 7nós podemos chamar o sonho da América Protestante. Falandoclaramente, não é só o protestantismo, pois nem na Alemanha, nem naEscandinávia, nem na Inglaterra este estilo de governo civil sedesenvolveu. Mas no Novo Mundo, com os preconceitos e hábitoscomplexos de séculos deixados para trás, os dois princípios básicos daliberdade civil e religiosa, característica do verdadeiro cristianismo,podiam desenvolver-se e amadurecer. Por seus frutos gloriosos einfluência contagiosa estes têm por aproximadamente dois séculosevitado que a ferida mortal sarasse. "Puritanismo", dizia James Russel Lowell, "acreditou-se prenhecom a semente da liberdade religiosa, mas pôs sem o saber o ovo dademocracia." As duas idéias quando unidas provaram-se as maisdinâmicas em alcance espetacular que jamais moldavam a histórianatural de qualquer povo. Lowell continua dizendo que quando, emadição, a educação tornou-se universal e em certo sentido compulsória, osonho Americano tornou-se uma realidade. Este sonho Americano pode parecer abstrato e intangível, mas suainfluência mundial foi e ainda é profunda. Nada é mais real e invencíveldo que uma idéia profeticamente predita cujo tempo chegou. À primeira vista parece inconsistente dizer que a besta do abismo,na pessoa do Diretório Francês, deu a ferida mortal em 1798, mas isto éo espírito bondoso e tolerante do mundo intelectual moderno que agoraevita uma volta à luta religiosa e à perseguição do passado que aindaimpede esta ferida de se curar. Na realidade não há nada estranho ou inconsistente nisto, pois osábio e todo-poderoso Administrador do Universo está continuamentefazendo a ira do homem louvá-Lo e detendo o restante. (Salmo 76:10). Àbesta do abismo se permitiu produzir o fim da perseguição religiosa, masquando esse poder animal parecia sair do controle, o pequeno oficial acavalo, com o seu chicote restaurou mais ou menos o status quo anterior.Vários altos e baixos desde então ocorreram. Embora uma grandeproporção da população do mundo está agora na segurança deste mesmo
  8. 8. A Ferida Mortal 8poder satânico, e embora suas doutrinas e práticas infiltraram a vidasocial e intelectual do Ocidente, porém, a liberdade civil e eclesiásticaainda perdura na prática atual e assim perdurará até que a últimamensagem de advertência e salvação de Deus tenha ido a todo o povo emtodo o mundo. O fato de que um quarto de século antes de 1798 "a perseguiçãotinha cessado quase inteiramente (GC 306) é uma boa prova que aprimeira causa da ferida mortal era alguma coisa precedente evastamente mais importante do que a Revolução Francesa. É bempossível que o grande levante social e religioso no fim do século dezoitoera propriamente apenas um produto secundário de algo maior e maisimportante do que o que ocorreu na Itália e na França em 1798. Ocativeiro do papa serviu admiravelmente para focalizar a atenção domundo do que então estava acontecendo, mas era apenas um símbolodaquela paralisia do poder da besta satânica que então estava ocorrendo eque tem continuado sempre. Aquela "verdadeira Luz, que ilumina todo o homem que vem aomundo" muitas vezes sofre tanta aberração cromática por causa da máeducação e perversidade dos seres humanos que ela às vezes mostraformas e cores estranhas. A idéia essencial da Reforma Protestante era aprestação de contas pessoal do indivíduo a Deus e seu inalienável direitoda 1iberdade da alma de toda a forma de domínio religioso. GeorgeWashington e seus compatriotas, com seu ambiente e crescimentocristão, conseguiram separar a Igreja e o Estado e ao estabelecerem estasliberdades de maneira ordenada e digna. O populacho de Paris, com seuambiente essencialmente pagão, procurou imitar o que então justamenteocorrera do outro lado do Atlântico, mas não sabia como, e fizeram umtriste angu de seu trabalho. O mundo em geral tinha sonhos loucos arespeito da inata vontade e perfectibilidade da natureza humana e dainevitabilidade de progresso, sonhos que em nossos dias tem-seexpandido na teoria da evolução e a assim chamada compreensãocientífica do mundo. Mas o resultado de tudo isto tem sido o
  9. 9. A Ferida Mortal 9cumprimento da profecia que estamos estudando aqui, a execução daferida mortal a todas as formas de perseguição religiosa uma feridamortal que somente agora, após quase dois séculos mostra sinais visíveisde cura. Em Apocalipse 13:3 a mesma sentença que menciona a feridamortal continua dizendo: "Mas essa ferida mortal foi curada; e toda aterra se maravilhou, seguindo a besta." Da seqüência próxima das duasdeclarações muitos tiraram a conclusão errada que a cura segue quaseimediatamente depois do ferimento ter sido feito. Mas a ferida mortal foialguma coisa vastamente mais importante do que o intervalo de um anoou dois entre a morte do papa exilado e a eleição de seu sucessor. Aferida significa muito mais do que a interrupção temporária de algumasdas funções da Igreja Católica. Voltando aos símbolos dados no capítulo17, não foi a mulher que recebeu a ferida, mas a besta. Obviamente aferida significa o tirar do animal o poder para dominar o mundo e lidarcom "hereges". Esta ferida mortal não sarará até que o velho poder deperseguição seja restaurado. Como se explica que tantas pessoas apontam à presentepopularidade e prosperidade da Igreja Católica como prova que a feridamortal já sarou? Por que eles não vêm que confundem os símbolos demulher e besta, e creditando à ainda defunta besta com a saúde eprosperidade da igreja, que nenhuma vez foi mencionada na profecia atéseu final, inglório fim pelo fogo em Apocalipse 18? O mais chegado a algo como uma ameaça contra a prosperidade daigreja é encontrado em Apocalipse 18:7, onde a grande Babilônia sejacta de ser rainha e não viúva, plenamente deduzindo que sua rival, a"besta", voltou à vida outra vez, recuperou da ferida mortal. Mas sendoviúva por um tempo e imensamente diferente de estar morta de umaferida mortal. Uma grande parte da mensagem do presente estudo é paraesclarecer esta confusão a fim de habilitar os adventistas a apresentaremuma mensagem clara e convincente ao mundo nos dias por vir.
  10. 10. A Ferida Mortal 10 Não pode haver disputa a respeito do crescimento e prosperidade daigreja de Roma. As três nações tradicionalmente protestantes – aAlemanha, a Inglaterra e a América – estão visivelmente viajando decarroça. Em todo o lado há sinais de respeito vivo pelo nome e asmaneiras de Roma. Tudo isto indica um clima de um mundo mutávelmais favorável à cura da ferida mortal de quase dois séculos atrás, masem si mesmas estas atitudes variantes estão bem afastadas da curaprofetizada. Não antes de Roma novamente ter o poder de fazer a suavontade e doutrinas eficientes pela execução legislativa cooperante edecretos judiciais a ferida estaria curada. Mas tal dia se aproximarapidamente. Talvez mesmo aqui um mal-entendido deve ser esclarecido. Aferida é mencionada no capítulo 13 num símbolo onde a Igreja e oEstado não são distinguidos, os dois sendo combinados sob o mesmosímbolo da besta leopardo; mas no capítulo 17, onde uma clara distinçãoé feita entre a mulher embriagada e a besta em que ela está montada, amulher não é mencionada como ferida ou fora de ação. A besta só estáafetada e está completamente paralisada – não "o é". (verso 8). Nocapítulo 18, significando um tempo posterior, a mulher se congratula pornão ser mais uma viúva; mas é claro que nenhuma parte da profeciajamais representa a Igreja Católica como tendo sido ferida ou mesmoatingida. Seu amante é o que sofre a ferida, e ele está completamentefora de ação. Esta é exatamente a situação. A mulher está viva, obviamente comsaúde e forte; mas a besta que ela antes guiava como queria, agora serecusa a obedecer suas ordens. Não obstante a profecia conta plenamenteque uma mudança está vindo; a ferida mortal vai sarar. A besta "estápara emergir do abismo". (Apoc. 17:8). Em toda a parte vemos sinaisevidentes de um tal ressurgimento da intolerância animal dos séculospassados. De fato, uma mudança completa na opinião pública do mundo seránecessária a fim de produzir uma condição tal. Justamente como esta
  11. 11. A Ferida Mortal 11mudança se há de operar unicamente o futuro revelará, mas oAdministrador do Universo tem Seus próprios meios de produzir ocumprimento de Sua Palavra. A restauração do poder de lidar com a"heresia" está claramente predito em várias das profecias; e à vista destaspredições nós temos fé para crer na Palavra de Deus em lugar dequalquer opinião humana ou adivinhação. Quando esta restauração do poder de lidar com "hereges" se der,quando a ferida mortal realmente estiver curada, o tempo profético dofim estará perto de terminar; e o clímax dos séculos seguirá.

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