13 sumário e conclusão

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13 sumário e conclusão

  1. 1. SUMÁRIO E CONCLUSÃO Nosso ponto de partida fundamental neste trabalho foi o axioma defé que a Bíblia é o seu próprio expositor, através do contexto imediato edo mais amplo. Porque aceitamos a Jesus Cristo como o verdadeiroIntérprete da Bíblia hebraica, assumimos nossa posição ao lado da Igrejade todas as eras, ao confessar que o Novo Testamento é a interpretaçãoautorizada de Deus e a aplicação autoritativa do Velho Testamento.Concluímos que o Novo Testamento ensina o cumprimento das profeciasmessiânicas na vida, morte, ressurreição e exaltação de Jesus Cristo. Umnotável elemento no relacionamento entre o Velho e o Novo Testamentoé o fato de que o Novo considera mesmo a história do antigo Israel como tipológica da missão de Cristo (ver o capítulo 5). o Próprio Cristoiniciou o novo conceito de que com Ele o tempo do antítipo haviachegado (ver o capítulo 4). Desde que o Próprio Custo criou a Sua Igreja, a conseqüênciainevitável do cumprimento cristológico é o cumprimento da missão deIsrael na missão da Igreja Cristã. Esse cumprimento eclesiológico seconcentra especialmente em três conceitos hebreus: a sobrevivência deum fiel remanescente de Israel, a promessa de um novo concerto emJeremias 31 e as promessas do vivificante Espírito de Deus em Ezequiel36-37. Essas três promessas inter-relacionadas tornaram-se o eventoinaugural da era messiânica e são aplicadas eclesiologicamente no NovoTestamento (ver o capítulo 7).1 A implicação da interpretaçãoeclesiológica de Israel no Nov.o Testamento é inquestionavelmente queas restrições étnicas das promessas divinas a Israel são cumpridas emCristo e Sua Igreja. A Igreja apostólica considerava-se o nov.o everdadeiro Israel da era messiânica. Mesmo em Romanos 9-11, Paulonão vislumbra uma teocracia restaurada do Israel nacional na Palestina(ver o capítulo 8). A restauração ou as promessas de ajuntamento doVelho Testamento são consistentemente aplicadas cristologicamente e,por extensão, eclesiologicamente, no Novo Testamento, com a
  2. 2. Sumário e Conclusão 2continuada expectativa de uma consumação apocalíptica no gloriososegundo advento de Cristo. Este futuro cumprimento escatológico énovamente apresentado com um foco exclusivamente cristocêntrico. Uma outra conseqüência do cumprimento cristológico daspromessas do concerto israelita é o fato de que o Novo Testamentoinequivocamente universaliza as promessas territoriais de Israel (ver ocapítulo 9). Embora, o Novo Testamento ocasionalmente empregue avelha imagem étnica e geográfica nos Evangelhos e nas Epístolas, o focodo Oriente &tédio, ou as restrições palestinas, são consistentementeeliminadas em sua aplicação eclesiológica e apocalíptica. O NovoTestamento reconhece como território santo apenas o lugar onde Cristoestá, ou por Sua presença física ou pela presença espiritual, onde dois outrês estiverem reunidos em Seu nome. No concílio apostólico em Atos 15, chegou-se a conclusão de que aIgreja apostólica não foi instituída ao lado de Israel, mas como o Israelrestaurado (ver o capítulo 10). A finalidade da decisão de Cristo ao tirara teocracia da nação judaica (Mateus 21:43) e outorgar as bênçãos eresponsabilidades do novo concerto á comunidade messiânica (Lucas12:32), em nenhuma parte é mais impressionantemente predita do que naprofecia das setenta semanas de Daniel (ver o capítulo 11). A hipótese dabrecha não é necessária e nem justificada na base de uma exegese literal.No Seu discurso no Olivete, Cristo aplicou a abominação da desolaçãoprofetizada m) livro de Daniel à profanação do templo e à destruição deJerusalém em Sua Própria geração. Mas não parou nesta aplicação. EmMarcos 13 e Mateus 24, mesclou o juízo de Jerusalém com o tempo detribulação ou a angústia de Seus eleitos, a Igreja, através da era cristã atéo tempo do fim (ver o capitulo 12). A Igreja é comissionada a dartestemunho de Cristo como o Messias perante todas as nações, a despeitoda angústia universal, de maneira que o mundo finalmente enfrente omesmo tribunal divino de justiça como aconteceu a Jerusalém em 70A.D.
  3. 3. Sumário e Conclusão 3 A aplicação de Cristo do esboço profético de Daniel é aindadesenvolvida pelo apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 2, umaperspectiva que demanda um estudo mais detalhado.2 Mas, acima detudo, o Apocalipse de João precisa de uma nova abordagem sobre a baseda hermenêutica cristocêntrica. Uma vez que os princípios decumprimento profético tenham se tornado claros, poderemos ter arenovada confiança na tarefa sagrada de expor as profecias das SantasEscrituras ainda não cumpridas. A mesma hermenêutica cristocêntricadeve ser aplicada tanto à profecia cumprida quanto à não cumprida.Todas as profecias escatológicas, incluindo aquelas que encontrarão umcumprimento específico no fim do tempo, devem passar através da cruztransformadora de Cristo e Sua ressurreição a uma mora vida. Isto éverdade, tão certamente quanto o novo concerto recebe o seu presentecumprimento e consumação futura exclusivamente através do sangue doauto-sacrifício de Cristo e Sua triunfante ressurreição. Um dos resultados mais importantes dessa hermenêutica evangélica– a interpretação cristológica-eclesiológica dos concertos israelitas –constitui a conclusão de que é basicamente injustificado aplicar qualquerbênção do velho concerto incondicionalmente ao moderno Estado deIsrael no Oriente Médio, como se Cristo ainda não houvesse aparecido eo Novo Testamento ainda não tivesse sido escrito. Nenhum apelo àexegese "natural" pode ser válido se ele passa por alto a cruz de Cristo(ver 2 Coríntios 1:20). O foco bíblico da profecia nunca está sobre Israelcomo um povo ou uma nação como tal, mas sobre Israel como umacomunidade de crentes, em adoração, como povo do concertomessiânico. O foco definitivo está sobre Deus e o Seu Messias.Finalmente, todos os olhos serão direcionados, não para Israel, mas paraCristo Jesus como o Rei de Israel e Senhor da Igreja (ver Apocalipse1:7; Zacarias 12:10; Isaías 40:5). A profecia bíblica e apocalíptica étotalmente teocêntrica e cristocêntrica. Esta verdade focaliza e glorifica oCriador e Redentor da humanidade. Na Nova Jerusalém não haveráseparação ou divisão entre Israel e a Igreja. A Santa Cidade apocalíptica
  4. 4. Sumário e Conclusão 4une todos os vinte e quatro nomes dos patriarcas de Israel e dosapóstolos de Cristo (Apocalipse 21:12-14). O centro é "o trono de Deus edo Cordeiro (Apocalipse 22:1, 3). Os santos que houverem passadotriunfantemente pela grande tribulação cantarão "o cântico de Moisés,servo de Deus, e o cântico do Cordeiro" (Apocalipse 15:3; cf. 7:9, 14). É encorajador observar como alguns que chamam a si mesmos"modernos dispensacionalistas" estão preparados para reconhecer queatravés do cuidadoso estudo do inter-relacionamento entre o Velho e oNovo Testamento, a velha e aguda distinção entre Israel e a Igreja começa a se tornarembaçada de alguma forma...Estritamente falando, também é incorretochamar Israel de povo terrestre de Deus, e a Igreja de povo celestial deDeus, desde que no estado eterno, todos viveremos juntos, partilhando asbênçãos da Nova Jerusalém e da nova terra...Temos divididoexcessivamente.3 O elo que estabelece a unidade básica e a continuidade entre oVelho e o Novo Testamento e os seus concertos, é o conceito comum doremanescente. Os apóstolos e discípulos de Cristo são chamados o"remanescente" fiel de Israel (Romanos 11:5), e a Igreja apostólica éreferida como o "Israel de Deus" (Gálatas 6:15, 16; 3:29). Contudo, nãoé correto afirmar que a Igreja substituiu Israel. Ao invés disso, a Igreja éa continuidade do Israel de Deus do Velho Testamento. Ela substituiuapenas a nação judaica. Os gentios cristãos não constituem uma entidadediferente ou separada do fiel remanescente de Israel, mas são enxertadosno Israel messiânico. No Novo Testamento existe apenas uma oliveirasimbólica (Romanos 11), apenas um templo espiritual (Efésios 2),somente uma mulher de Deus apocalíptica (Apocalipse 12) e uma NovaJerusalém (Apocalipse 21) para o povo de Deus em todas asdispensações ou eras. Com esse propósito Cristo veio ao mundo: "Aindatenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las;elas ouvirão a minha voz; então, haverá um rebanho e um pastor" (João10:16; cf. 11:51, 52). A Sua última oração visava esta unidade universal:
  5. 5. Sumário e Conclusão 5 Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem acrer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejamum; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós;para que o mundo creia que tu me enviaste (João 17:20, 21). Referências Bibliográficas: 1. Em Ezequiel, ver C. H Bullock, "Ezekiel, Bridge Between theTestaments," JETS 25.1 (March 1982) 23-31,especialmente 30. 2. Ver minha monografia "Pauls Prophetic Outline in 2Thessalonians 2," AUSS 21.2 (1983) 3. K. L. Barker, "False Dichotomies Between the Testaments,"JETS 25:1 (March 1982). 3-16, citação da p. 12.

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