Racismo

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  1. 1. 11/02/2015 Racismo: Preconceito não é página virada no Brasil; país vive 'falsa democracia racial' segundo ONU ­ Resumo das disciplinas ­ UOL Vestibular http://vestibular.uol.com.br/resumo­das­disciplinas/atualidades/racismo­preconceito­nao­e­pagina­virada­no­brasil­pais­vive­falsa­democracia­racial­se… 1/3 Racismo: Preconceito não é página virada no Brasil; país vive 'falsa democracia racial' segundo ONU Carolina Cunha Da Novelo Comunicação 10/10/2014 06h00 m n o H J Imprimir F Comunicar erro Divulgação/Grêmio Jogadores do Grêmio entram em campo para o jogo com o Bahia com faixa contra o racismo Uma cliente que se recusa a ser atendida por uma funcionária negra. Um homem negro que entra em uma loja e é seguido pelo segurança. Um goleiro é chamado de “macaco” pela torcida adversária ou uma menina que tem o cabelo afro chamado de “cabelo ruim”. Situações como essas são vividas diariamente por muitos afrodescendentes no Brasil. Os negros são 50,7% da população brasileira, mas 126 anos após a edição da Lei Áurea (http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia- brasil/lei-aurea-princesa-isabel-sancionou-a-lei-que-pos-fim-a-escravidao.htm), que aboliu a escravatura no Brasil, o país ainda enfrenta o preconceito (http://educacao.uol.com.br/disciplinas/filosofia/preconceito-a-etica-e-os- estereotipos-irracionais.htm) racial de parcela da sociedade. Direto ao ponto: Ficha-resumo Em setembro deste ano, o Grupo de Trabalho das Organizações das Nações Unidas sobre Afrodescendentes publicou um relatório apontando que no Brasil o racismo (http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/racismo- crime-inafiancavel-e-ideologia-sem-fundamento-cientifico.htm) é “estrutural e institucional”. Para a organização, nosso país viveria em uma “falsa democracia racial”, que nega a existência do racismo devido à miscigenação entre diferentes povos e raças. No documento, a ONU sugere medidas como garantir a permanência de estudantes negros cotistas nas universidades, prevenir a violência contra mulheres e jovens negros, elaborar um plano nacional de controle e treinamento das Polícias Militares (PMs), abolir o auto de resistência, aprimorar o ensino de história e cultura afrobrasileira nas escolas, agilizar e desburocratizar a titulação de terras quilombolas e prover recursos financeiros e humanos para os órgãos municipais e estaduais de combate ao racismo. Algumas das medidas sugeridas pela ONU já foram implantadas no país, como a instituição das cotas para negros na educação e no serviço público (http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/educacao-a- Atualidades Related Searches Vestibular Rehabilitation Vestibular Function Vestibular System Vestibular Schwannoma Solution Real
  2. 2. 11/02/2015 Racismo: Preconceito não é página virada no Brasil; país vive 'falsa democracia racial' segundo ONU ­ Resumo das disciplinas ­ UOL Vestibular http://vestibular.uol.com.br/resumo­das­disciplinas/atualidades/racismo­preconceito­nao­e­pagina­virada­no­brasil­pais­vive­falsa­democracia­racial­se… 2/3 polemica-do-sistema-de-cotas.htm), a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, o Plano Juventude Viva, a lei de 2003 que tornou obrigatório o ensino dahistória e cultura afrobrasileira e africana nas escolas, entre outros. No entanto, dados do IBGE reforçam a dimensão do problema mostrando a grande desigualdade social entre raças no país. O desemprego entre negros é 50% maior do que entre a população branca -- que têm expectativa de vida seis anos maior do que os afrodescendentes. A população negra tem 1,6 ano de estudo a menos que a branca; representa 65,1% das vítimas de homicídios; e sustenta taxa de mortalidade infantil 60% maior que a da  população branca. Leia mais: Apartheid : 20 anos após seu fim na África do Sul, ele "sobrevive" em outros países (http://vestibular.uol.com.br/resumo-das- disciplinas/atualidades/apartheid--20-anos-apos-seu-fim-na-africa-do-sul-ele- sobrevive-em-outros-paises.htm) São recorrentes os episódios de racismo nas atividades desportivas do Brasil, principalmente em partidas de futebol. O último deles envolveu o goleiro Mário Lúcio Duarte Costa, o Aranha, do Santos, vítima de agressões racistas em disputa pela Copa do Brasil contra o Grêmio, em Porto Alegre (RS), em agosto deste ano. A torcida do time adversário comparou o jogador a um macaco, entre outros insultos racistas. Três torcedores gaúchos foram indiciados por injúria racial, crime caracterizado por agressões verbais direcionadas a uma pessoa com a intenção de abalar o psicológico dessa vítima, utilizando elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência (art. 140, § 3.º, CP). Foi em 1988, com a promulgação da Constituição (http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/constituicao-1988.jhtm) que está em vigor, que a prática do racismo passou a ser considerado um crime inafiançável e imprescritível. Ao contrário da injúria racial, os crimes de racismo, expressos na Lei n. 7.716/89, são inafiançáveis. O crime de racismo consiste em praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A pena prevista é de reclusão de 1 a 3 anos, além de multa. A lei considera diversas condutas como crimes de racismo. São exemplos o ato de impedir ou dificultar o acesso de pessoas a serviços, empregos ou lugares, impedir a matrícula em escola, o acesso às forças armadas e, inclusive, obstar por qualquer meio o casamento ou a convivência familiar por razões de preconceito. Há, ainda, a previsão de crime de fabricação, distribuição ou veiculação de símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Em 2003, o governo federal brasileiro criou a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). De acordo com a Seppir, o número de denúncias de racismo dobrou nos últimos anos. Em 2011, a ouvidoria do órgão recebeu 219 denúncias. Em 2012, esse número pulou para 413 e, no ano passado, chegou a 425, praticamente o dobro dos registros de 2011. Existem diversas interpretações para esse aumento, mas especialistas apontam que quanto mais conscientes as pessoas estão sobre seus direitos, mais elas denunciam. A violência racista não é apenas verbal. Delegacias também registram a violência física a afrodescendentes, como no caso de agressões por skinheads. Existe ainda a perseguição religiosa e cultural. Alguns templos de matriz africana, como da umbanda e camdomblé, são alvos de depredação e perseguição. A representatividade na política também é uma das bandeiras do movimento negro, visto que hoje, o Congresso Nacional é composto por 8,3% de negros. Para lideranças do movimento, aumentar a participação política dos representantes negros é passo fundamental para a criação de políticas e ações que visem encerrar e combater o preconceito e permitir a igualdade de direitos. 
  3. 3. 11/02/2015 Racismo: Preconceito não é página virada no Brasil; país vive 'falsa democracia racial' segundo ONU ­ Resumo das disciplinas ­ UOL Vestibular http://vestibular.uol.com.br/resumo­das­disciplinas/atualidades/racismo­preconceito­nao­e­pagina­virada­no­brasil­pais­vive­falsa­democracia­racial­se… 3/3 Da Abolição à República Velha Depois da queda da monarquia, o fim da escravidão no Brasil (http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/escravidao-no-brasil-escravos- eram-base-da-economia-colonial-e-imperial.htm), em 1888, e a mudança do regime político-administrativo, as antigas ordens sociais vigentes no Império ainda permaneceram por alguns anos, como a separação entre brancos e negros.  Durante a República Velha (http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia- brasil/republica-velha-1889-1930-1-deodoro-da-fonseca-e-governos-civis.htm) (1889-1930), a doutrina do racismo científico vinda da Europa considerava o negro e índio como raças inferiores e o povo mestiço como “improdutivo e amoral”, que não se adaptaria ao progresso que o Brasil precisava. O negro era visto como uma causa do fracasso da nação e por isso era preciso “branquear” a população.  A época foi marcada pela chegada da mão de obra imigrante para a expansão da lavoura cafeeira e pela exclusão de muitos negros das oportunidades de emprego e educação. O ex-escravo ficou desassistido. Já no campo cultural, havia uma legislação que proibia as manifestações culturais negras tais como o batuque, o candomblé e a capoeira.  A ideia de inferioridade determinada pela cor da pele só foi questionada abertamente em 1932, com a publicação de Casa Grande & Senzala, do sociólogo Gilberto Freyre (http://educacao.uol.com.br/biografias/gilberto-freyre.jhtm). Apesar disso,o acadêmico foi alvo de duras críticas pela sua visão “açucarada” da mestiçagem brasileira, que não considera a violência e a dominação cruel contra o povo negro. No Brasil, foi nessa época que o movimento negro começou a ganhar corpo, buscando a integração à sociedade, preservação da história e cultura negra e a igualdade de direitos. DIRETO AO PONTO Uma cliente que se recusa a ser atendida por uma funcionária negra. Um homem negro que entra em uma loja e é seguido pelo segurança ou um goleiro chamado de “macaco” pela torcida adversária.   Situações como essas são vividas diariamente por muitos afrodescendentes no Brasil. Os negros são 50,7% da população brasileira, mas 126 anos após a edição da Lei Áurea, que aboliu a escravatura no Brasil, o país ainda enfrenta o preconceito racial de parcela da sociedade.   Em setembro deste ano, um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que no Brasil o racismo é “estrutural e institucional”. Para a organização, nosso país viveria em uma falsa democracia racial, que nega a existência do racismo devido à miscigenação entre diferentes povos e raças.   O relatório fez algumas recomendações ao Brasil, como garantir a permanência de estudantes negros cotistas nas universidades, prevenir a violência contra mulheres e jovens negros, elaborar um plano nacional de controle e treinamento das PMs, abolir o auto de resistência, aprimorar o ensino de história e cultura afrobrasileira nas escolas, agilizar e desburocratizar a titulação de terras quilombolas e prover recursos financeiros e humanos para os órgãos municipais e estaduais de combate ao racismo.   Algumas dessas medidas já estão em andamento no país, como as cotas e a obrigatoriedade do ensino da cultura afrobrasileira e africana nas escolas, enquanto outras ainda precisam ser concretizadas, como a própria lei que criminaliza o racismo, mas enfrenta barreiras na hora de seu cumprimento.   Carolina Cunha © 1996-2015 UOL - O melhor conteúdo. Todos os direitos reservados. Hospedagem: UOL Host

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