Calendário do mês de junho 2010<br />by Rosely Lira <br />
Saber Viver Não sei... Se a vida é curta ou longa demais pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido,<br />se não...
Tarde demais...<br />Quando chegaste enfim, para te ver<br />Abriu-se a noite em mágico luar;<br />E para o som dos seus p...
Presença<br />É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,<br />teu perfil exato e que, apenas, levemente, <br /...
Duas pessoas maduras em verdadeiro amor ajudam-se mutuamente a se tornarem mais livres, <br />mais plenas, mais completas....
Quem não compreende um olhartampouco compreenderáuma longa explicação. <br />Mario Quintana<br />05 de junho<br />
Mensagem a um desconhecido<br />Teu bom pensamento longínquo me emociona.<br />Tu, que apenas me leste,<br />Acreditaste e...
Para estar junto não é preciso estar pertoe sim do lado de dentro.Leonardo da Vinci<br />07 de junho<br />
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...<br />Que nas suas primaveras você seja aman...
09 de junho<br />
Árvores são poemas que aterra escreve para o céu.Khalil Gibran <br />10 de junho<br />
Daí a alguns séculos ou daí a alguns minutostalvez digamos espantados:E dizer que Deus sempre esteve!Quem esteve pouco fui...
Um Beijo Foste o beijo melhor da minha vida,ou talvez o pior...Glória e tormento,contigo à luz subi do firmamento,contigo ...
O auto-retrato<br />No retrato que me faço<br /><ul><li>  traço a traço –</li></ul>às vezes me pinto nuvem,<br />às vezes ...
Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Nã...
Coração é terra que ninguém vê Quis ser um dia, <br />Jardineira de um coração.Sachei, moldei - nada colhi.Nasceram espinh...
O que o vento não levou<br />No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as				[únicas<br />que o vento não consegue...
HumildadeSenhor, fazei com que eu aceite minha pobreza tal como sempre foi. Que não sinta o que não tenho. Não lamente o q...
Os poemas <br />Os poemas são pássaros que chegamnão se sabe de onde e pousamno livro que lês.Quando fechas o livro, eles ...
Renúncia <br />Chora de manso e no íntimo... ProcuraCurtir sem queixa o mal que te crucia:O mundo é sem piedade e até riri...
Rua<br />Procuro a rua<br />que ainda me resta:<br />É longa, é alta,<br />não é essa.<br />Esqueço o nome,<br />por sono ...
A atitude otimista tem o poderde dissipar as névoas que turvamnossa visão.O livro das Atitudes <br />21 de junho<br />
O mais importante é a mudança,o movimento,o dinamismo,a energia.Só o que está morto não muda !Repito por pura alegria de v...
Se dois homens vêm andando por uma estrada, <br />cada um carregando um pão, <br />e, ao se encontrarem, eles trocam os pã...
Canção amiga<br />Eu preparo uma canção Em que minha mãe se reconheça Todas as mães se reconheçam E que fale como dois olh...
Há quem diga que todas as noites são de sonhos.Más há também quem garanta que nem todas,só as de verão.No fundo, isso não ...
Lembro-me de quando era criança e via,como hoje não posso ver, <br />a manhã raiar sobre a cidade. <br />Ela não raiava pa...
Apresentação<br />Aqui está a minha vida – esta tão clara <br />com desenhos de andar dedicados ao vento.<br />Aqui está a...
Eu conheço a residência da dor<br />é um lugar afastado,<br />sem vizinhos, sem conversa,quase sem lágrimas, com umas imen...
Presença<br />É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,<br />teu perfil exato e que, apenas, levemente, o ven...
30 de junho<br />
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Calendário junho 2010_rosely

  1. 1. Calendário do mês de junho 2010<br />by Rosely Lira <br />
  2. 2. Saber Viver Não sei... Se a vida é curta ou longa demais pra nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido,<br />se não tocamos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove. E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura... Enquanto durar<br />Cora Coralina<br />01 de junho<br />
  3. 3. Tarde demais...<br />Quando chegaste enfim, para te ver<br />Abriu-se a noite em mágico luar;<br />E para o som dos seus passos conhecer<br />Pôs-se o silêncio, em volta, a escutar...<br />Chegaste, enfim! Milagre de endoidar!<br />Viu-se nessa hora o que não pode ser:<br />Em plena noite, a noite iluminar<br />E as pedras do caminho florescer!<br />Beijando a areia de oiro dos desertos<br />Procurava-te em vão! Braços abertos,<br />Pés nus, olhos a rir, boca em flor!<br />E há cem anos que eu era nova e linda!...<br />E a minha boca morta grita ainda:<br />Porque chegaste tarde, ó meu Amor?!...<br />Florbela Espanca<br />02 de junho<br />
  4. 4. Presença<br />É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,<br />teu perfil exato e que, apenas, levemente, <br />o vento das horas ponha um frêmito em teus cabelos...<br />É preciso que a tua ausência trescale<br />sutilmente, no ar, o trevo machucado,<br />as folhas de alecrim desde há muito guardadas<br />não se sabe por quem nalgum móvel antigo...<br />Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela<br />e respirar-te, azul e luminosa, no ar.<br />É preciso a saudade para eu te sentir<br />como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida...<br />Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista<br />que nunca de pareces com o teu retrato...<br />E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te!<br />Mário Quintana<br />03 de junho<br />
  5. 5. Duas pessoas maduras em verdadeiro amor ajudam-se mutuamente a se tornarem mais livres, <br />mais plenas, mais completas.<br />Osho<br />04 de junho<br />
  6. 6. Quem não compreende um olhartampouco compreenderáuma longa explicação. <br />Mario Quintana<br />05 de junho<br />
  7. 7. Mensagem a um desconhecido<br />Teu bom pensamento longínquo me emociona.<br />Tu, que apenas me leste,<br />Acreditaste em mim, e me entendeste profundamente.<br />Isso me consola dos que me viram,<br />A quem mostrei toda a minha alma,<br />E continuaram ignorantes de tudo que sou,<br />Como se nunca me tivessem encontrado.<br />Cecília Meireles<br />06 de junho<br />
  8. 8. Para estar junto não é preciso estar pertoe sim do lado de dentro.Leonardo da Vinci<br />07 de junho<br />
  9. 9. Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...<br />Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.<br />Que nos invernos você seja amigo da sabedoria.<br />E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.<br />Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.<br />E descobrirá que...<br />Ser feliz não é ter uma vida perfeita.<br />Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.<br />Usar as falhas para esculpir a serenidade.<br />Usar a dor para lapidar o prazer.<br />Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.<br />Augusto Cury<br />08 de junho<br />
  10. 10. 09 de junho<br />
  11. 11. Árvores são poemas que aterra escreve para o céu.Khalil Gibran <br />10 de junho<br />
  12. 12. Daí a alguns séculos ou daí a alguns minutostalvez digamos espantados:E dizer que Deus sempre esteve!Quem esteve pouco fui eu.<br />Clarice Lispector<br />11 de junho<br />
  13. 13. Um Beijo Foste o beijo melhor da minha vida,ou talvez o pior...Glória e tormento,contigo à luz subi do firmamento,contigo fui pela infernal descida!Morreste, e o meu desejo não te olvida:queimas-me o sangue, <br />enches-me o pensamento,e do teu gosto amargo me alimento,e rolo-te na boca malferida.Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,batismo e extrema-unção, naquele instantepor que, feliz, eu não morri contigo?Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,beijo divino! e anseio delirante,na perpétua saudade de um minuto...<br />Olavo Bilac <br />12 de junho<br />
  14. 14. O auto-retrato<br />No retrato que me faço<br /><ul><li> traço a traço –</li></ul>às vezes me pinto nuvem,<br />às vezes me pinto árvore...<br />às vezes me pinto coisas<br />de que nem há mais lembrança...<br />ou coisas que não existem<br />mas que um dia existirão...<br />e, desta lida, em que busco<br /><ul><li> pouco a pouco –</li></ul>minha eterna semelhança,<br />no final, que restará?<br />Um desenho de criança...<br />Corrigido por um louco!<br />Mário Quintana<br />13 de junho<br />
  15. 15. Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata.Clarice Lispector<br />14 de junho<br />
  16. 16. Coração é terra que ninguém vê Quis ser um dia, <br />Jardineira de um coração.Sachei, moldei - nada colhi.Nasceram espinhose nos espinhos me feri. Quis ser um dia, <br />Jardineira de um coração.Cavei, plantei.Na terra ingratanada criei. Semeador da Parábola...Lancei a boa sementea gestos largos...Aves do céu levaram.Espinhos do chão cobriram.O resto se perdeuna terra durada ingratidão Coração é terra que ninguém vê- diz o ditado.Plantei, reguei, nada deu, não.Terra de lagedo, de pedregulho,- teu coração. Bati na porta de um coração.Bati. Bati. Nada escutei.Casa vazia. Porta fechada,foi que encontrei...<br />Cora Coralina <br />15 de junho<br />
  17. 17. O que o vento não levou<br />No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as [únicas<br />que o vento não consegue levar:<br />um estribilho antigo<br />um carinho no momento preciso<br />o folhear de um livro de poemas<br />o cheiro que tinha um dia o próprio vento...<br />Mário Quintana<br />16 de junho<br />
  18. 18. HumildadeSenhor, fazei com que eu aceite minha pobreza tal como sempre foi. Que não sinta o que não tenho. Não lamente o que podia ter e se perdeu por caminhos errados e nunca mais voltou. Dai, Senhor, que minha humildade seja como a chuva desejada caindo mansa, longa noite escura numa terra sedenta e num telhado velho. Que eu possa agradecer a Vós, minha cama estreita, minhas coisinhas pobres, minha casa de chão, pedras e tábuas remontadas. E ter sempre um feixe de lenha debaixo do meu fogão de taipa, e acender, eu mesma, o fogo alegre da minha casa na manhã de um novo dia que começa.<br />Cora Coralina<br />17 de junho<br />
  19. 19. Os poemas <br />Os poemas são pássaros que chegamnão se sabe de onde e pousamno livro que lês.Quando fechas o livro, eles alçam vôocomo de um alçapão.Eles não têm pouso nem porto; alimentam-se um instante em cadapar de mãos e partem.E olhas, então, essas tuas mãos vazias,no maravilhado espanto de saberes que o alimento deles já estava em ti... Mario Quintana<br />18 de junho<br />
  20. 20. Renúncia <br />Chora de manso e no íntimo... ProcuraCurtir sem queixa o mal que te crucia:O mundo é sem piedade e até ririaDa tua inconsolável amargura.Só a dor enobrece e é grande e é pura.Aprende a amá-la que a amarás um dia.Então ela será tua alegria,E será, ela só, tua ventura...A vida é vã como a sombra que passa...Sofre sereno e de alma sobranceira,Sem um grito sequer, tua desgraça.Encerra em ti tua tristeza inteira.E pede humildemente a Deus que a faça Tua doce e constante companheira...<br />Manuel Bandeira<br />19 de junho<br />
  21. 21. Rua<br />Procuro a rua<br />que ainda me resta:<br />É longa, é alta,<br />não é essa.<br />Esqueço o nome,<br />por sono ou pressa:<br />é alta, é clara,<br />mas não é esta.<br />Em cada esquina<br />havia uma festa:<br />é clara, é vasta,<br />não é essa.<br />Nunca me lembro <br />onde começa:<br />é vasta, é longa,<br />mas não é esta.<br />Rua que não<br />se manifesta:<br />é longa, é alta, <br />não é essa.<br />Cecília Meireles<br />20 de junho<br />
  22. 22. A atitude otimista tem o poderde dissipar as névoas que turvamnossa visão.O livro das Atitudes <br />21 de junho<br />
  23. 23. O mais importante é a mudança,o movimento,o dinamismo,a energia.Só o que está morto não muda !Repito por pura alegria de viver:a salvação é pelo risco,sem o qual a vida não vale a pena!!! <br />Clarice Lispector<br />22 de junho<br />
  24. 24. Se dois homens vêm andando por uma estrada, <br />cada um carregando um pão, <br />e, ao se encontrarem, eles trocam os pães,cada um vai embora com um pão...Porém, se dois homens vêm andando por uma estradacada um carregando uma idéia, e, ao se encontrarem,eles trocam as idéias, <br />cada homem vai emboracom duas idéias... Ditado chinês <br />23 de junho<br />
  25. 25. Canção amiga<br />Eu preparo uma canção Em que minha mãe se reconheça Todas as mães se reconheçam E que fale como dois olhos <br />Caminho por uma rua Que passa em muitos países Se não me vêem, eu vejo E saúdo velhos amigos <br />Eu distribuo um segredo Como quem ama ou sorri De um jeito tão natural Dois carinhos se procuram <br />Minha vida, nossas vidas Formam um só diamante Aprendi novas palavras E tornei outras mais belas <br />Eu preparo uma canção Que faça acordar os homens E adormecer as crianças.“<br />Carlos Drummond de Andrade<br />24 de junho<br />
  26. 26. Há quem diga que todas as noites são de sonhos.Más há também quem garanta que nem todas,só as de verão.No fundo, isso não tem importância.O que interessa mesmonão é a noite em si, são os sonhos.Sonhos que o homemsonha sempre, em todos os lugares,em todas as épocas do ano,dormindo ou acordado.<br />Shakeaspeare <br />25 de junho<br />
  27. 27. Lembro-me de quando era criança e via,como hoje não posso ver, <br />a manhã raiar sobre a cidade. <br />Ela não raiava para mim,mas para a vida. <br />Porque então eu,não sendo consciente, eu era a vida.E via a manhã e tinha alegria. <br />Hoje vejo a manhã, tenho alegria, e fico triste.Eu vejo como via, mas por trás dos olhos, vejo-me vendo. <br />E só com isso,se obscurece o sol, o verde das árvores é velho,e as flores murcham antes de apreciadas.Fernando Pessoa<br />26 de junho<br />
  28. 28. Apresentação<br />Aqui está a minha vida – esta tão clara <br />com desenhos de andar dedicados ao vento.<br />Aqui está a minha voz – esta concha vazia,<br />Sombra de som curtindo o seu próprio lamento.<br />Aqui está a minha dor – este coral quebrado,<br />Sobrevivendo ao seu patético momento.<br />Aqui está a minha herança – este mar solitário,<br />Que de um lado era amor e, do outro, esquecimento.<br />Cecília Meireles<br />27 de junho<br />
  29. 29. Eu conheço a residência da dor<br />é um lugar afastado,<br />sem vizinhos, sem conversa,quase sem lágrimas, com umas imensas vigílias, diante do céu.<br />A dor não tem nome,<br />não se chama, não atende.<br />Ela mesma é solidão:<br />nada mostra, nada pede, não precisa.<br />Vem quando quer.<br />O rosto da dor está voltado sobre um espelho,<br />mas não é rosto de corpo,<br />Nem o seu espelho é do mundo.<br />Conheço pessoalmente a dor.<br />A sua residência, longe,<br />em caminhos inesperados.<br />Às vezes sento-me à sua porta, na sombra das suas árvores.<br />E ouço dizer:<br />“Quem visse, como vês, a dor, já não sofria.”<br />E olho para ela, imensamente.<br />Conheço há muito tempo a dor.<br />Conheço-a de perto.<br />Pessoalmente.<br />Cecília Meireles<br />28 de junho<br />
  30. 30. Presença<br />É preciso que a saudade desenhe tuas linhas perfeitas,<br />teu perfil exato e que, apenas, levemente, o vento<br />das horas ponha um frêmito em teus cabelos...<br />É preciso que a tua ausência trescale<br />sutilmente, no ar, o trevo machucado,<br />as folhas de alecrim desde há muito guardadas<br />não se sabe por quem nalgum móvel antigo...<br />Mas é preciso, também, que seja como abrir uma janela<br />e respirar-te, azul e luminosa, no ar.<br />É preciso a saudade para eu te sentir<br />como sinto – em mim – a presença misteriosa da vida...<br />Mas quando surges és tão outra e múltipla e imprevista<br />que nunca de pareces com o teu retrato...<br />E eu tenho de fechar meus olhos para ver-te!<br />Mário Quintana<br />29 de junho<br />
  31. 31. 30 de junho<br />

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