Calendário do mês de maio 2010 <ul><li>Rosely Lira </li></ul>
<ul><li>&quot;As tantas rosas que os poderosos matem  </li></ul><ul><li>nunca conseguirão deter a primavera.&quot;  </li><...
<ul><li>Tecendo a Manhã  Um galo sozinho não tece a manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse gri...
<ul><li>Comumente é assim  Cada um ao nascer  traz sua dose de amor,  mas os empregos,  o dinheiro,  tudo isso,  nos resse...
<ul><li>Ai, quem me dera terminasse a espera Retornasse o canto simples e sem fim E ouvindo o canto se chorasse tanto Que ...
<ul><li>Fresta  Em meus momentos escuros Em que em mim não há ninguém, E tudo é névoas e muros Quanto a vida dá ou tem, Se...
<ul><li>A Verdade  </li></ul><ul><li>A porta da verdade estava aberta, Mas só deixava passar Meia pessoa de cada vez. Assi...
<ul><li>C ogito  eu sou como eu sou pronome pessoal intransferível do homem que iniciei na medida do possível eu sou como ...
<ul><li>O século 30 vencerá.!  </li></ul><ul><li>Ressuscita-me  </li></ul><ul><li>para que ninguém mais tenha  </li></ul><...
<ul><li>Não Sei Quantas Almas tenho </li></ul><ul><li>Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me es...
<ul><li>Aquele que não quer ver o que é elevado num ser humano  </li></ul><ul><li>olha com tanto maior acuidade para o que...
<ul><li>A um ausente Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar. Houve um pacto implícito que rompeste e sem ...
<ul><li>Olha, sabe duma coisa que eu aprendi?  </li></ul><ul><li>O segredo do belo está aqui, oh. </li></ul><ul><li>Na sua...
<ul><li>Com pesos dúvidos me sujeito à balança  </li></ul><ul><li>até hoje recusada de saber o que mais vale: Se julgar, a...
<ul><li>Brilhar para sempre, brilhar como um farol, brilhar com brilho eterno, gente é para brilhar, que tudo mais vá para...
<ul><li>O que mais me impressiona nos fracos </li></ul><ul><li>é que eles precisam humilhar os outros para se sentirem for...
<ul><li>Os seres humanos não nascem somente no dia em que suas mães os alumiam,  </li></ul><ul><li>pois que a vida os obri...
<ul><li>Fazenda  Vejo o Retiro:  </li></ul><ul><li>suspiro no vale fundo. O Retiro ficava longe do oceanomundo. Ninguém sa...
<ul><li>Adeus, meus sonhos!  Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro! Não levo da existência uma saudade! E tanta vida que...
<ul><li>Não me sinto obrigado a acreditar  </li></ul><ul><li>que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto...
<ul><li>Há esperanças que é loucura ter. </li></ul><ul><li>Pois eu digo-te que se não fossem essas  </li></ul><ul><li>já e...
<ul><li>Teus Olhos  Ó doce amada e tão linda, São teus olhos duas luas, Desejos das minhas ruas, Ruas do meu triste amar! ...
<ul><li>Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade. </li></ul><ul><li>Gabriel García Marqu...
<ul><li>O meu amor não tem importância nenhuma. Não tem o peso nem de uma rosa de espuma! Desfolha-se por quem? Para quem ...
<ul><li>Disfarça, tem gente olhando. Uns, olham pro alto, cometas, luas, galáxias. Outros, olham de banda, lunetas, luares...
<ul><li>Podei a roseira no momento certo </li></ul><ul><li>e viajei muitos dias, </li></ul><ul><li>aprendendo de vez </li>...
<ul><li>Não se esqueça:  </li></ul><ul><li>&quot;Refletir é desarrumar os pensamentos&quot; . </li></ul><ul><li>Jean Rosta...
<ul><li>9 de novembro de 1951 Menino-amor. Ciência exata. Vontade de resistir vivendo Alegria saudável.  </li></ul><ul><li...
<ul><li>Canção Não te fies do tempo nem da eternidade, que as nuvens me puxam pelos vestidos que os ventos me arrastam con...
<ul><li>A memória do coração  </li></ul><ul><li>elimina as más recordações  </li></ul><ul><li>e magnifica as boas,  </li><...
<ul><li>Teu rosto como um templo Voltado para o oriente Remoto como o nunca Eterno como o sempre E que subitamente Se acla...
<ul><li>“ Que o caminho seja brando a teus pés,  </li></ul><ul><li>o vento sopre leve em teus ombros.  </li></ul><ul><li>Q...
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Calendário maio 2010_rosely

  1. 1. Calendário do mês de maio 2010 <ul><li>Rosely Lira </li></ul>
  2. 2. <ul><li>&quot;As tantas rosas que os poderosos matem </li></ul><ul><li>nunca conseguirão deter a primavera.&quot; </li></ul><ul><li>Che Guevara </li></ul>01 de maio
  3. 3. <ul><li>Tecendo a Manhã Um galo sozinho não tece a manhã: ele precisará sempre de outros galos. De um que apanhe esse grito que ele e o lance a outro: de um outro galo que apanhe o grito que um galo antes e o lance a outro; e de outros galos que com muitos outros galos se cruzam os fios de sol de seus gritos de galo para que a manhã, desde uma tela tênue, se vá tecendo, entre todos os galos. E se encorpando em tela, entre todos, se erguendo tenda, onde entrem todos, no toldo (a manhã) que plana livre de armação. A manhã, toldo de um tecido tão aéreo que, tecido, se eleva por si: luz balão. </li></ul><ul><li>João Cabral de Melo Neto </li></ul>02 de maio
  4. 4. <ul><li>Comumente é assim Cada um ao nascer traz sua dose de amor, mas os empregos, o dinheiro, tudo isso, nos resseca o solo do coração. Sobre o coração levamos o corpo, sobre o corpo a camisa, mas isto é pouco. Alguém imbecilmente inventou os punhos e sobre os peitos fez correr o amido de engomar. </li></ul><ul><li>Quando velhos se arrependem. A mulher se pinta. O homem faz ginástica pelo sistema Muller. Mas é tarde. A pele enche-se de rugas. O amor floresce, floresce, e depois desfolha. </li></ul><ul><li>Vladimir Maiakóvski </li></ul>03 de maio
  5. 5. <ul><li>Ai, quem me dera terminasse a espera Retornasse o canto simples e sem fim E ouvindo o canto se chorasse tanto Que do mundo o pranto se estancasse enfim Ai, quem me dera ver morrer a fera Ver nascer o anjo, ver brotar a flor. Ai, quem me dera uma manhã feliz. Ai, quem me dera uma estação de amor Ah, se as pessoas se tornassem boas E cantassem loas e tivessem paz E pelas ruas se abraçassem nuas E duas a duas fossem ser casais Ai, quem me dera ao som de madrigais Ver todo mundo para sempre afim E a liberdade nunca ser demais E não haver mais solidão ruim Ai, quem me dera ouvir o nunca-mais Dizer que a vida vai ser sempre assim E, finda a espera, ouvir na primavera Alguém chamar por mim. </li></ul><ul><li>Vinícius de Morais </li></ul>04 de maio
  6. 6. <ul><li>Fresta Em meus momentos escuros Em que em mim não há ninguém, E tudo é névoas e muros Quanto a vida dá ou tem, Se, um instante, erguendo a fronte De onde em mim sou aterrado, Vejo o longínquo horizonte Cheio de sol posto ou nado Revivo, existo, conheço, E, ainda que seja ilusão O exterior em que me esqueço, Nada mais quero nem peço. Entrego-lhe o coração. </li></ul><ul><li>Fernando Pessoa </li></ul>05 de maio
  7. 7. <ul><li>A Verdade </li></ul><ul><li>A porta da verdade estava aberta, Mas só deixava passar Meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, Porque a meia pessoa que entrava Só trazia o perfil de meia verdade, E a sua segunda metade Voltava igualmente com meios perfis E os meios perfis não coincidiam verdade... Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta, Chegaram ao lugar luminoso Onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades Diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela E carecia optar. Cada um optou conforme Seu capricho, sua ilusão, sua miopia. </li></ul><ul><li>Carlos Drummond de Andrade </li></ul>06 de maio
  8. 8. <ul><li>C ogito eu sou como eu sou pronome pessoal intransferível do homem que iniciei na medida do possível eu sou como eu sou agora sem grandes segredos dantes sem novos secretos dentes nesta hora eu sou como eu sou presente desferrolhado indecente feito um pedaço de mim eu sou como eu sou vidente e vivo tranqüilamente todas as horas do fim. </li></ul><ul><li>Torquato Neto </li></ul>07 de maio
  9. 9. <ul><li>O século 30 vencerá.! </li></ul><ul><li>Ressuscita-me </li></ul><ul><li>para que ninguém mais tenha </li></ul><ul><li>que sacrificar-se por uma casa, </li></ul><ul><li>um buraco. </li></ul><ul><li>Ressuscita-me </li></ul><ul><li>para que o Pai seja ao menos o Universo </li></ul><ul><li>e a Mãe, no mínimo a Terra. </li></ul><ul><li>Vladimir Maiakóvski </li></ul>08 de maio
  10. 10. <ul><li>Não Sei Quantas Almas tenho </li></ul><ul><li>Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei. De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não atem calma. Quem vê é só o que vê, Quem sente não é quem é, Atento ao que sou e vejo, Torno-me eles e não eu. Cada meu sonho ou desejo É do que nasce e não meu. Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, Diverso, móbil e só, Não sei sentir-me onde estou. Por isso, alheio, vou lendo Como páginas, meu ser. O que sogue não prevendo, O que passou a esquecer. Noto à margem do que li O que julguei que senti. Releio e digo: “Fui eu?” Deus sabe, porque o escreveu. </li></ul><ul><li>Fernando Pessoa </li></ul>09 de maio
  11. 11. <ul><li>Aquele que não quer ver o que é elevado num ser humano </li></ul><ul><li>olha com tanto maior acuidade para o que é nele baixo e superficial – </li></ul><ul><li>e com isso denuncia a si mesmo. </li></ul><ul><li>Friedrich Nietzche </li></ul>10 de maio
  12. 12. <ul><li>A um ausente Tenho razão de sentir saudade, tenho razão de te acusar. Houve um pacto implícito que rompeste e sem te despedires foste embora. Detonaste o pacto. Detonaste a vida geral, a comum aquiescência de viver e explorar os rumos de obscuridade sem prazo sem consulta sem provocação até o limite das folhas caídas na hora de cair. Antecipaste a hora. Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas. Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada? Tenho razão para sentir saudade de ti, de nossa convivência em falas camaradas, simples apertar de mãos, nem isso, voz modulando sílabas conhecidas e banais que eram sempre certeza e segurança. Sim, tenho saudades. Sim, acuso-te porque fizeste o não previsto nas leis da amizade e da natureza nem nos deixaste sequer o direito de indagar porque o fizeste, porque te foste. </li></ul><ul><li>Carlos Drummond de Andrade </li></ul>11 de maio
  13. 13. <ul><li>Olha, sabe duma coisa que eu aprendi? </li></ul><ul><li>O segredo do belo está aqui, oh. </li></ul><ul><li>Na sua cuca, no seu olho que realmente vê, dentro de você. </li></ul><ul><li>Se você souber olhar as coisas dum jeito mágico, tudo fica mais bonito. Caio Fernando Abreu </li></ul>12 de maio
  14. 14. <ul><li>Com pesos dúvidos me sujeito à balança </li></ul><ul><li>até hoje recusada de saber o que mais vale: Se julgar, assistir ou ser julgado. Ponho no prato raso quanto sou. </li></ul><ul><li>José Saramago </li></ul>13 de maio
  15. 15. <ul><li>Brilhar para sempre, brilhar como um farol, brilhar com brilho eterno, gente é para brilhar, que tudo mais vá para o inferno, este é o meu slogan e o do sol. </li></ul><ul><li>Vladimir Maiakóvski </li></ul>14 de maio
  16. 16. <ul><li>O que mais me impressiona nos fracos </li></ul><ul><li>é que eles precisam humilhar os outros para se sentirem fortes. </li></ul><ul><li>Gandhi </li></ul>15 de maio
  17. 17. <ul><li>Os seres humanos não nascem somente no dia em que suas mães os alumiam, </li></ul><ul><li>pois que a vida os obriga a parir-se a si mesmos uma e outra vez. </li></ul><ul><li>Gabriel García Marques </li></ul>16 de maio
  18. 18. <ul><li>Fazenda Vejo o Retiro: </li></ul><ul><li>suspiro no vale fundo. O Retiro ficava longe do oceanomundo. Ninguém sabia da Rússia com sua foice. A morte escolhia a forma breve de um coice. Mulher, abundavam negras socando milho. Rês morta, urubus rasantes, logo em concílio. O amor das éguas rinchava no azul do pasto. E criação e gente, em liga, tudo era casto... </li></ul><ul><li>Carlos Drummond de Andrade </li></ul>17 de maio
  19. 19. <ul><li>Adeus, meus sonhos! Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro! Não levo da existência uma saudade! E tanta vida que meu peito enchia Morreu na minha triste mocidade! Misérrimo! Votei meus pobres dias À sina doida de um amor sem fruto, E minh'alma na treva agora dorme Como um olhar que a morte envolve em luto. Que me resta, meu Deus? Morra comigo A estrela de meus cândidos amores, Já não vejo no meu peito morto Um punhado sequer de murchas flores! </li></ul><ul><li>Álvares de Azevedo </li></ul>18 de maio
  20. 20. <ul><li>Não me sinto obrigado a acreditar </li></ul><ul><li>que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto </li></ul><ul><li>pretenda que não os utilizemos. </li></ul><ul><li>Galileu Galilei </li></ul>19 de maio
  21. 21. <ul><li>Há esperanças que é loucura ter. </li></ul><ul><li>Pois eu digo-te que se não fossem essas </li></ul><ul><li>já eu teria desistido da vida. </li></ul><ul><li>José Saramago </li></ul>20 de maio
  22. 22. <ul><li>Teus Olhos Ó doce amada e tão linda, São teus olhos duas luas, Desejos das minhas ruas, Ruas do meu triste amar! Quem me dera, cedo ainda, Minhas noites fossem tuas, Fossem tuas minhas ruas Tão carentes de luar! </li></ul><ul><li>Genildo Mota Nunes </li></ul>21 de maio
  23. 23. <ul><li>Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade. </li></ul><ul><li>Gabriel García Marques </li></ul>22 de maio
  24. 24. <ul><li>O meu amor não tem importância nenhuma. Não tem o peso nem de uma rosa de espuma! Desfolha-se por quem? Para quem se perfuma? O meu amor não tem importância nenhuma. </li></ul><ul><li>Cecília Meireles </li></ul>23 de maio
  25. 25. <ul><li>Disfarça, tem gente olhando. Uns, olham pro alto, cometas, luas, galáxias. Outros, olham de banda, lunetas, luares, sintaxes. De frente ou de lado, sempre tem gente olhando, olhando ou sempre olhando. Outros olham para baixo, procurando algum vestígio do tempo que a gente acha, em busca do espaço perdido. Raros olham para dentro, já que dentro não tem nada. Apenas um peso imenso, a alma, esse conto de fada. </li></ul><ul><li>Paulo Leminski </li></ul>24 de maio
  26. 26. <ul><li>Podei a roseira no momento certo </li></ul><ul><li>e viajei muitos dias, </li></ul><ul><li>aprendendo de vez </li></ul><ul><li>que se deve esperar biblicamente </li></ul><ul><li>pela hora das coisas. </li></ul><ul><li>Quanto abri a janela, vi-a, </li></ul><ul><li>como nunca a vira, </li></ul><ul><li>constelada, </li></ul><ul><li>os botões, </li></ul><ul><li>alguns já com o rosa-pálido </li></ul><ul><li>espiando entre as sépalas, </li></ul><ul><li>jóias vivas em pencas. </li></ul><ul><li>Minha dor nas costas, </li></ul><ul><li>meu desaponto com os limites do tempo, </li></ul><ul><li>o grande esforço para que me entendam </li></ul><ul><li>pulverizaram-se </li></ul><ul><li>diante do recorrente milagre. </li></ul><ul><li>Maravilhosas faziam-se </li></ul><ul><li>as cíclicas perecíveis rosas. </li></ul><ul><li>Ninguém me demoverá </li></ul><ul><li>do que de repente soube </li></ul><ul><li>à margem dos edifícios da razão: </li></ul><ul><li>a misericórdia está intacta, </li></ul><ul><li>vagalhões de cobiça, </li></ul><ul><li>punhos fechados, </li></ul><ul><li>altissonantes iras, </li></ul><ul><li>nada impede ouro de corolas </li></ul><ul><li>e acreditai: perfumes. </li></ul><ul><li>Só porque é setembro. </li></ul><ul><li>Adélia Prado </li></ul>25 de maio
  27. 27. <ul><li>Não se esqueça: </li></ul><ul><li>&quot;Refletir é desarrumar os pensamentos&quot; . </li></ul><ul><li>Jean Rostand </li></ul>26 de maio
  28. 28. <ul><li>9 de novembro de 1951 Menino-amor. Ciência exata. Vontade de resistir vivendo Alegria saudável. </li></ul><ul><li>Gratidão infinita Olhos nas mãos e tato no olhar. </li></ul><ul><li>Limpeza e maciez de fruta. </li></ul><ul><li>Enorme coluna vertebral que é base para toda a estrutura humana. </li></ul><ul><li>Um dia veremos, um dia aprenderemos. </li></ul><ul><li>Há sempre coisas novas. </li></ul><ul><li>Sempre ligadas à antiga existência. Alado - meu Diego </li></ul><ul><li>meu amor de milhares de anos. Sadga. Yrenáica Frida </li></ul><ul><li>Frida Khalo </li></ul>27 de maio
  29. 29. <ul><li>Canção Não te fies do tempo nem da eternidade, que as nuvens me puxam pelos vestidos que os ventos me arrastam contra o meu desejo! Apressa-te, amor, que amanhã eu morro, que amanhã morro e não te vejo! Não demores tão longe, em lugar tão secreto, nácar de silêncio que o mar comprime, o lábio, limite do instante absoluto! Apressa-te, amor, que amanhã eu morro, que amanhã eu morro e não te escuto! Aparece-me agora, que ainda reconheço a anêmona aberta na tua face e em redor dos muros o vento inimigo... Apressa-te, amor, que amanhã eu morro, que amanhã eu morro e não te digo... </li></ul><ul><li>Cecília Meireles </li></ul>28 de maio
  30. 30. <ul><li>A memória do coração </li></ul><ul><li>elimina as más recordações </li></ul><ul><li>e magnifica as boas, </li></ul><ul><li>e graças a esse artifício, </li></ul><ul><li>conseguimos superar o passado. </li></ul><ul><li>Gabriel García Marques </li></ul>29 de maio
  31. 31. <ul><li>Teu rosto como um templo Voltado para o oriente Remoto como o nunca Eterno como o sempre E que subitamente Se aclara e movimenta Como se a chuva e o vento Cedessem seu momento À pura claridade Do sol do amor intenso! </li></ul><ul><li>Vinícius de Morais </li></ul>30 de maio
  32. 32. <ul><li>“ Que o caminho seja brando a teus pés, </li></ul><ul><li>o vento sopre leve em teus ombros. </li></ul><ul><li>Que o sol brilhe cálido sobre tua face, </li></ul><ul><li>as chuvas caiam serenas em teus campos. </li></ul><ul><li>E até que eu de novo te veja, </li></ul><ul><li>que os Deuses te guardem </li></ul><ul><li>nas palmas de suas mãos”. </li></ul>31 de maio

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