Duetos agosto 11_2013

735 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
735
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
9
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Duetos agosto 11_2013

  1. 1. Duetando a “Alma” com Gui Oliva Procurando a poesia com Lêda Mello Fragmentos – resposta poética – edição de Sônia Pallone Duetando Vícios e Viços – Walter Pereira Pimentel Vou e Vai – Gui Oliva O vai-e-vem do papel – com Sylvia Cohin Sobre novos e velhos encantos com Rosângela do Valle Dias Libertando o coração com Gui Oliva Poetando o “SE” com Gui Oliva Sentindo o coração da poeta Vera Mussi Acróstico da PAZ... seguindo o poeta Alceu Fragmentando o tempo com Jorge Linhaça “A minha oferta...” com Vera Mussi Pedido de Socorro – entrelace de Sylvia Cohin Duetando o “Vale à pena...”, Gui Oliva e Michèle Christine Duetando com Gui Oliva – Cadê? Por quê? com Taí... porque... Louvação – Entrelace de Vera Mussi e Sylvia Cohin Os meus dedos errantes (Eugênio de Sá) e Os teus dedos (Susana Custódio) Fervendo, em décimas (Eugênio de Sá) e Ferve ao poeta... em décimas (Carmo Vasconcelos) Haverás (J. G. Martinez) e Haverei (Rose Mari) Foste Tudo,Não Foste Nada (E. Possídio) – Glosa de Lêda Mello Florescer (Mercília Rodrigues) & Simplificar (Lêda Mello) Não Sei (Sylvia Cohin) & Tampouco Sei (Gui Oliva) Lágrima(Carmo Vasconcelos) & Tua lágria (Zéferro) A nau que naveguei – Odir Milanez e Eugênio de Sá
  2. 2. L TRANSMUDAÇÃO D´ALMA Gui Oliva minh´alma vive em elegia, canta o canto dos teus versos com amor, e se refaz a cada dia, transmuda-se do lúgubre em lume Santos/SP 28/04/07 APELO D'ALMA Michèle Christine Que se levante em reza-ladainha sem tristeza e nostalgia, louvação de adeus à elegia. Que se levante em reza-ladainha
  3. 3. com firmeza e harmonia. louvação à chegada da alegria. Que se conserve como reza-ladainha festejando o renascer do dia-a-dia, a beleza mais-valia da poesia. Que se conserve, poeta, o seu lume, o seu dom vaga-lume, candeia dessa vida-caminhante paz da nossa alma inconstante. Belo Horizonte, nov./2007 Início
  4. 4. CADÊ POESIA? Lêda Mello Seguir é preciso. Sentir, nem tanto! Seguir sem sentir, talvez, é preciso. Apagar saudade, esquecer lembranças... Secura, deserto nas entranhas da alma. Os sonhos não brotam, não nascem os versos. Sem sonhos, sem versos, cadê poesia? Arapiraca (AL) - Brasil, 07.05.2007 Início
  5. 5. TUA MORADA... A POESIA! Michèle Christine Abre a tua alma, canta, sente que ela não está vazia! Tem lume de verso que encanta, tem oásis de rimas, tem magia! Embale-a com teus sonhos de poeta, plantados com sementes de alforria! Esquece essa lembrança irriquieta, dê asas de condor a alegria. Regresse ao teu rumo, ao teu repouso, tua ribalta em vigia está armada. Abrace a poesia, ela é teu pouso A poesia é tua morada... Belo Horizonte (MG) - Brasil, 08/05/2007 Início
  6. 6. Fragmentos Michèle Christine "...Repudiar o impossível... é impossível... Ele não deixa o relógio parar; as horas viram danças exaustivas que suam tristezas e o corpo reage às vigílias e vive com as estrelas. A esperança se veste de vontade e transborda a espera em emoção Seu espaço vira vida, roda-vida, roda-viva... O avesso enquanto lassidão vira o direito da vibração..." 2007 Início
  7. 7. Meu vício Walter Pereira Pimentel Em ti começa o meu vício Minha fome de amor Minha alegria, minha dor Meu suplício... Te seduzir, te conquistar Foi promessa, foi feitiço Sabes disso Não podes negar Aceita-me então como sou Sem tirar nem pôr Minhas "fomes", meus desejos Saciarei em ti, deixa acontecer O tão sonhado beijo Embriaga-me de prazer!
  8. 8. Meu Viço Michèle Christine Tu não és mais o meu vício, tampouco meu desperdício, ou minha dor, minha promessa, ou o meu suplício. Não és alfa, nem beta, nem gama. És meu inteiro, meu braseiro, minha rima. Timoneiro da minha rotina, lamparina. Minha gana, meu calor e minha cama. És minha veste, meu calçar e meu intento, meu presente, luar fervente, meu tempo... meu beijo com gosto de uva, meu perfume com cheiro de chuva. És minha paixão, minha chama, pelerine suada de flama, meu bulício indecente, minha carícia inocente. Meu fermento e minha preguiça. Meu mundo inteiriço... meu viço. Belo Horizonte, 23/06/2007 Início
  9. 9. VOU Gui Oliva VAI Michèle Christine Versejar, pode ser mau o verso, mas é meu Voar vôo viageiro de vida-viva, veleiro, pois que é valentia, valsa, valia. É verdadeiro. Vício que corrói alma, mas ela não esqueceu É ventura! Viveza de anjo, vermelho-vinhedo, varanda-de-renda ao vento ventoso. Vontade que apazigua, acalma e me mantém Vogar ditoso. Viva Versejo, verso, ventura vespertina, verde-oliva, várzea verdejante, vesperal com viso de verão.
  10. 10. não me vejo em apogeu, só tento voar É vocação! Voejo Valor de poeta, minha veneração. Volátil vou versejar vício vontade viva voejo volátil 08/08/2008 15/07/2008 Início
  11. 11. A REVOLTA DO PAPEL Sylvia Cohin O PAPEL QUE VOLTA Michèle Christine Peço licença ao papel e rabisco algumas linhas, (uma daquelas cartinhas) para o meu Papai Noel... Há que pedir licença, (que seja dita a verdade) que o papel é só descrença e lhe dói a nulidade... Para Sylvia Cohin presente da Michèle Dezembro/2006 Constrangida e cautelosa vou escrevendo e riscando Da lonjura do além-mar "teu papel" entrou-me à casa
  12. 12. toda verve caudalosa que o papel vai rejeitando... com rabiscos de desejos e traçados de esperança. “Feliz Natal e Ano Novo, Dinheiro, paz e saúde, Feliz enfim o meu povo livre de toda inquietude...” “Reina Amor na humanidade, Acaba a Pobreza no Mundo, O que se fala é verdade... O Bem anda mais Fecundo...” Dos rabiscos e traçados, constrangimento e cautela, nasce tua carta singela ao Pai Noel que espera sem cansaço e sem estorvo acatar tua quimera. Vejo o papel amarelo a fitar-me com descrença... como quem ri do anelo querendo que o convença... Em além-mar volta o velho, brejeiro no seu vermelho de boné, bota e bengala e o teu mundo desembala: “Todo Homem é Irmão e Reina a Paz sobre a Terra, Já não se fala de Guerra A Justiça ergueu a mão!” muito papel confiante... papel cor, tons do amor... papel branco, esperanto... ousando te convencer muito neles escrever poemas, versos e canto. Nas linhas da minha carta noto um movimento brando Do teu pedido, um trato: teu mundo novo é o retrato
  13. 13. cada palavra se aparta, outra palavra buscando... E olhando estarrecida a revolta do papel, leio a carta assim nascida para o meu Papai Noel: do teu poetar, do teu canto. Do teu canto... um recanto. Do teu poetar... sacrossanto acalanto. Teu Novo Mundo... sem pranto... só encanto! “Pra poupar-te de cansaço E não te causar estorvo, Um só pedido eu te faço: Traz pra mim um Mundo Novo?” Início
  14. 14. NOVOS ENCANTOS… Rosângela do Valle Dias Sem mistérios, sem silêncios! Naquele bosque, imensidão de esperança... Quietude na passagem da brisa! Novos encantos ... Dentro de mim, um coração, até então, adormecido, pulsa forte, encantado, ritmado, iluminado... Caminho entre as árvores à procura do meu refúgio. As folhas, caídas, sussurram sob meus pés, como se quisessem me mostrar, como se pudessem me levar
  15. 15. por um atalho seguro, à fonte dos meus desejos, ao meu oceano de sedução em ondas de êxtases! Mais quereres, mais encantos, mais prazeres... Sem mistérios ... BH/MG -17/abril/2007 VELHOS ENCANTOS... Michèle Christine Com mistérios, com silêncios! Naquele bosque, densa desilusão... Lamentos do vento... um pranto! Desencanto... Em mim, um corpo, morada da solidão, que estremece, descompassado, dorido, sem expressão... Olho os rabiscos de sol entre os galhos e procuro a cadência da calmaria.
  16. 16. O ruído das folhas secas, barulham nostalgia, mostrando insistente agonia, que chora os olhos e soluça a garganta. Vontade que avança e canta de saciar meus desejos, de querer outros beijos, de delírios, de lirismo, de conto de amor! Mais querência, mais ardência, mais paixão... Sem mistério, sem silêncio, sem dor. BH/MG - 19/abril/2007 Início
  17. 17. Liberte Gui Oliva Deixe livres sons melodiosos... pela madrugada afora compasse o coração bem ritmado e, assim, sob ela enluarada seja, finalmente, o regente dele agora. Santos/SP 25/03/06 Coração liberto... Michèle Christine Nem as luas enluaradas nem os dias de sol, o rouxinol ou o girassol... nem jardins, nem perfumes,
  18. 18. nem lágrimas e queixumes, farão compassar meu coração. Ele não tem siso, nem guiso, é impreciso. Faz rondas, sonda e avança ondas... engenha caminhos da sedução. E sendo seu próprio agente, concludente queima-se, constantemente, nos braços da paixão. Início
  19. 19. SE Gui Oliva Se a vida te acaricia, amor amigo a ti devota, a morte não o elimina frente a ela procura rima, e também não te aquieta diante dela verseja, com versos espanta a dor, chora em canto és poeta! Santos/SP 30/06/07
  20. 20. SE Michèle Christine Se algum dia me vires partindo, poeta, dá-me os teus versos, coloca-os entre as minhas mãos. Partirei suave e quieta. Voarei borboleta nascida dos retalhos coloridos, vividos e amados que a inspiração da tua poesia interpreta. Ou serei violeta no canto de um jardim de poesia, sem agonia, porque sempre fostes meu contentamento, minha graça, meu alimento. E naquele canto fica sem tempo... só no vento, tudo aquilo que mais me fez feliz. Abristes o meu coração de aprendiz e restaurastes todo o amor que nele sempre desfiz. Belo Horizonte, MG-30/12/2007 Início
  21. 21. Um coração que sente para a Vera Mussi Sylvia Cohin As notas esvoaçam a trinar e depressa ou lentamente, espalham a magia pelo ar num canto ora feliz, ora dolente... Um coração não pára de pulsar senão quando se assusta ou sofre, de mal de amor fica doente, ou guarda em segredo como um cofre, o que lhe custa confessar... Mas também pára embevecido ante a grandeza do Mistério e em reverência emocionante, tenta guardar a natureza do instante. Tudo percebe à sua volta,
  22. 22. mas porque sente, tudo sabe. Pensa... e se há revolta, acautela-se, pulsando mansamente... fechando d'alma os olhos, Alma tão grande que nem lhe cabe... Procura longe, muito além, no horizonte sem escolhos, um novo alento p'ra pulsar serenamente... Eu já nem sei, mas se pressinto bem, "é feminino todo coração" que sente como este. Azul é seu olhar tão transparente, calmaria e sobressalto... onde pousa, deixa um toque de emoção e segue solfejando ora em contralto ou em surdina, desordenado diapasão do velho coração de uma menina. Sylvia Cohin Portugal, 19.09.2007 Conheço este coração sentido (Michèle Christine) Este coração que sente,
  23. 23. é um coração que está presente, com guerra, com paz, com dor... o pulsar é sempre pelo amor. Amor grande, de maior valia, amor que canta, encanta, que é vida. Amor que cala, que chora sem guarida. Amor-amar-amando, amor-doído-ferida. Se o olhar é calmaria de azul, o peito é carmesim de paixão, é nesta dança-mudança que conheci a Vera-poeta, mulher, esperança. Poeta que poeta vida, mulher que compassa a lida o verde da esperança pinta a sua travessia. Com calmarias, ventos ou ventanias, a vida lhe dá chegadas e saídas, aconchegos, medos e enredos... na poesia. Michèle Christine Brasil, 27.09.2007 Início
  24. 24. Se o homem cultivar o Perdão À luz da virtude do Amor, Sem lhe faltar com o Zelo, Será revelado o segredo E o mundo terá solução. Alceu Sebastião Costa São Paulo, 15 de Junho de 2000. Resposta ao Acróstico da Paz
  25. 25. Eu cultivo o Perdão, no coração tenho Amor; pela natureza o Zelo, pelas pessoas afeição, e ao meu Deus devoção. Se é pra revelar o segredo de como amanhecer a PAZ... afirmo com convicção: FAÇO PARTE DA SOLUÇÃO! Michèle Christine Belo Horizonte - MG Início
  26. 26. Fragmentos do tempo Jorge Linhaça Desfaz-se o tempo dilui-se o momento esvai-se no vento Minutos perdidos segundos esquecidos instantes rompidos Horas vazias dias de utopias meses de fantasias Séculos fragmentados décadas dispersas anos pulverizados
  27. 27. Distorção dos sentidos ilusão semi-ótica tic-tacs não mais ouvidos Fragmentos do tempo Michèle Christine Tomara que o tempo guarde meu momento no pensamento. Minutos renascidos, segundos tecidos de instantes coloridos. Horas de alegria dias de energia, meses de harmonia. Século oportuno décadas em uno anos de aprumo. Beijos respondidos, sonhos atrevidos e ouvidos no tic-tac dos sentidos. Início
  28. 28. Convite que faço a Querida Poeta Amiga Michéle Visite o Site http://www.veramussi.com.br/ Comemorando meio ano de existência , plenamente feliz! Aceitei teu convite ao site e, em lá caminhando, me encontrei. É honra, é graça! A minha oferta ... Um Poema ao Amor "A minha oferta" ... Amor em poema Vera Mussi Michéle Christine Nos intervalos... Lindos sonhos imaginários Novos cenários! "A minha oferta" ... à poeta transcede o breve. Tantos retalhos... Embutidos nas páginas Do Livro da Vida. É sempiterna e fraterna, branca preciosa, cor da paz.
  29. 29. Pertinaz. Audaz. Entre versos e rendas Poesias inspiradas Sob encomenda Em rimas matizadas... Nas cores de um céu de anil... "Estrela das neves" ou lume de verão, circunscreve o céu, o vento, o tempo. Tudo por mim Idealizado Todos os meus dias Encantados... Tantos versos espalhados Pelo Universo - Fim Por Deus Sempre iluminados ! A minha oferta à poeta tem beleza nobre de flor, talismã supremo do amor. Tem mistério de fada, luz de lua prateada, floração alpina divina obra-prima. Nos etéreos espaços Brilham as estrelas reluzentes Tantos abraços... Transcendentes Ternos beijos... De um anjo azul... Todos os desejos mil ! Entre blocos rochosos a persistência da lida. Entre ecos verdejantes, perfumados e alados, a singeleza da vida. Afetos de raro sabor Um poema ao Amor "Quase primaveril ..." A minha oferta aos poetas são ramos, muitos ramos de "Edelweiss"... especiais, Colhidos na emoção
  30. 30. do meu coração. "Do coração é a razão dos amigos" Carinho e Gratidão Vera Mussi 1º de Setembro/2008 "Do coração é a razão dos poetas" Parabéns Vera, Parabéns poetas que congregam a festa de existência do http://www.veramussi.com.br/ Carinhos meus, Michèle 12 de Setembro/2008 Início
  31. 31. PEDIDO DE SOCORRO Michèle Christine & Sylvia Cohin Pedi socorro ao poeta para que alguma inspiração, levasse ao destino certo o meu afeto completo... recoberto de gratidão. Nasceu da mão duma esteta e um sopro de monção espalhou em céu aberto, o poema que decerto pousou no meu coração... Então me sussurou aos ouvidos Quintana de tempos já vividos: "Ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras"... ao coração que é sensível. De Quintana em tempos idos versos de saber colhidos que ignorar é impossível, como as rimas que aqui poisas nesse tom inesquecível!
  32. 32. Assim, recebam, Syl e Gui esta trova de agradecimento pelo som que me traz o vento quando recebo, nas suas palavras, outras... que me dão alento. Assim, recebe co'a Gui este mimo onde acrescento um aplauso muito atento ao poema com que lavras, gratidão e sentimento! Beijosssssssssss Syl 02.01.2008 Início
  33. 33. VALE Gui Oliva Já dedilhou o poeta Fernando Pessoa "tudo vale à pena se a alma não é pequena" Assim, vale à pena ouvir de novo e muito a pena vale, toda vez que fale do amor e ao versejar o escancare. Vale? indagam na Espanha toda vez que, dialogando contigo alguém esteja, e mais vale se for troca de conversa sobre um amor que já se fez. Vale recordar o sonho não desfeito, vale lembrar o ótimo, o bom e até vale quando indevido é o efeito, vale não esquecer que a vida são momentos que passam, e em átomo de segundos se dão rarefeitos, vale no entanto sentí-los mais do que perfeitos, vale a correnteza de toda aquela água que corre como se descesse vale de lágrimas. Vale relembrar sim todo aquele aguaceiro,
  34. 34. vale represar o choro, vale imaginar amor novo, vale, mas sem esquecer que da vida, no seu todo... serás sempre simples passageira ou passageiro! Santos/ 04/02/07 www.vidaemcaminho.com.br SIM... VALE Michèle Christine E Mário Quintana soprou: "quero , um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão... e que valeu a pena". Como vale à pena o pensamento e a ação ou a gota-serena na açucena e os voos silenciosos das misteriosas falenas. Vale a vez, o talvez e o fez, vale a palavra, o aceno, a poesia. Da paixão vale até a insensatez e do amor vale-mais a alegria. Vale a roda-do-tempo de todos os momentos: tempo de chuva e de calor-sem-ventos, tempo da dança, primavera-de-flores, vale a conquista e vale o mal-de-amores. Vale floretear o dia e o aquietar das boas-noites, como valem o tanto, o quanto e o enquanto dos açoites sensuais das entrenoites. Vale o sorriso, o siso e o improviso, vale sonhar com o paraíso. Vale o presente, vivente. Vale o passado, lembrado.
  35. 35. Vale o futuro afortunado. Sim, " tudo vale à pena, se a alma não é pequena". BH, 24/11/2009 http://michelechristine.wordpress.com/ Início
  36. 36. Cadê? Por quê? Cadê? procuro por toda sesmaria como achar em verso amor, sem que eu dispense a teimosia de não apagar este calor! Por quê? não festejo mais o sonho e brota meu verso à revelia, razão indaga... coração tristonho cadê, dos versos que rimas, a magia? Gui Oliva
  37. 37. 08/05/07 www.vidaemcaminho.com.br Taí... porque... Taí! em algum canto do jardim meu verso encantado de amor que implora nas notas de um flautim tua presença, teu cheiro, teu sabor. Porque o sonho se abre num sorriso e do sorriso é que brota a inspiração a mente crê ... que do coração alegre nascem os versos mais mágicos da paixão. Michèle Christine 26/05/2010 www.michelechristine.wordpress.com Ilustração conservada de Olga Kapatti Início
  38. 38. " LOUVAÇÃO " Sol da Minha Vida vera mussi & Norte da Minha Vida sylvia cohin Não está distante... nem muito longe, ao contrário,
  39. 39. Luz da minha vida... meu relicário... bem perto deste coração amante! Verdade histórica... Força que me leva adiante, Coragem estóica. Minha grande vitória Norte de minha história Sol que aquece as intenções gélidas, Lume que esfuma as palavras pérfidas... Sol que derrete o mel do amor menino das emoções crianças... Farol que acena ao meu destino a sábia luz de temperanças... Dor suave que passa ao som da voz das primeiras esperanças... Curso que leva à foz a tristeza de lembranças... Calor que enxuga lágrimas choradas, gotas de cristal embalsamadas! Abrigo de duras jornadas, de intempéries inesperadas! Manto de Luz que abençoa e cura. Bendita chuva de Graça pura.
  40. 40. Amor integral! Certeza incondicional! És tu meu Deus, o Sol dos meus dias Luz de minhas travessias... Todas as alegrias A Fé que me sustenta O Maná que me alimenta Envias os sinais, acenos de conforto... Nau que me conduz ao porto... Toda harmonia que os Teus Olhos podem ver, E o Teu Sagrado Coração pode sentir por mim, Tu me desvias dos escolhos e das procelas por vir... Todas as graças derramadas sobre mim Tu és o Amor que jorra enfim Para um lindo viver! Promessa de Alvorecer! Tantas bençãos De tuas mãos
  41. 41. Tanto SOL na minha vida Jamais terá fim! És a última guarida Canto de Paz em mim! Eu Te louvo, meu Deus Senhor dos dias meus! SOL de teus filhos amantes, Guia dos meus pés errantes renascidos nesse amor transcendente, O meu rumo permanente! Ave Maria! Ave! "Eis aqui a serva do Senhor" - Ensina-me o teu Amor! "Faça-se em mim segundo a tua palavra " - Faz de mim a tua lavra! Amém! Convém! Amém! Por mim, Amém! Por quem... Amém!
  42. 42. VERA MUSSI SYLVIA COHIN 17.12.2005 Início
  43. 43. Os meus dedos errantes Eugénio de Sá Os meus dedos, amor, dedos errantes Úteis partes de mim, mas que eram teus Sem o altar do teu corpo são ateus Não se enternecem a orar como antes São as extremidades destas mãos cativas Da saudade que as tuas lhes deixaram; Os meus dedos nos teus, como brincaram Entrelaçados eles e nossas vidas É triste que hoje os saiba acarinhados Por outros que talvez não te amem tanto Enquanto estes meus sofrem, ignorados Mas sensações perduram, entretanto; Nestas mãos que te amaram sem pecado Ficaram as memórias do encanto!
  44. 44. Os teus dedos Susana Custódio Esses teus dedos, dedos vacilantes Partes úteis de ti que foram minhas Dedos com que ainda me acarinhas Mas que estarão perdidos e distantes Estas mãos hoje inertes e cativas Das carícias que em mim me deleitaram; Os nossos dedos, como eles brincaram Longe se encontram eles e nossas vidas Ah, como eles foram tão acarinhados Pois só tu me amas-te, casta e ternamente Devem sofrer horrores, ignorados Mas perduraram tantas sensações Nestas mãos que te amaram, sem pecado Onde latejam tantas recordações! Portugal - Fevereiro 2011 Início
  45. 45. Fervendo, em décimas Eugénio de Sá A cem graus ferve a água e dá o mote Às fervuras que temos nesta vida Ferve em tristeza uma causa perdida Ou de um perdido amor ferve o derrote Fervem uns olhos lindos ao dichote Ferve numa quezília o palavrão Ferve uma mãe que morre d’aflição Ao ver em perigo o filho desvalido A raiva ferve aos atos sem sentido Ferve o ouvido ao som de uma emoção. Ferve na carne o sol em combustão Que nos dota de tom a branca pele Ferve d’insuportável e repele Uma mordaz e vil insinuação Fervem no ar as notas da canção Que nos recorda uma ilusão perdida Fervem em pranto memórias da vida Que nos trazem ruídos de saudade Ferve o desejo num corpo sem idade
  46. 46. Pois sem idade é todo o coração. E se o ciúme ferve e dói na carne Ao falso anúncio de traição fatal Mais ferve a injustiça de um Natal Que um velho passa só e abandonado Porque é dos velhos esse triste fado Como dos jovens é a inconsciência Quando lhes ferve o vício em consistência Mas se ferve o amor não se derrama Se o soubermos manter como uma chama Que se alimenta da nossa paixão. Brasil/Setº/08 Ferve ao Poeta... em décimas Carmo Vasconcelos Fervem-lhe os sãos direitos esquecidos Aos homens, às mulheres e às crianças Ferve-lhe um amanhã nulo de esperanças Para os entes mais desfavorecidos Ferve-lhe a justiça surda e cega Que à solta deixa ímpios e ladrões Ferve-lhe a impunidade que lhes lega E mete os indigentes nas prisões – Inocentes se roubam um milhão Culpados se com fome roubam pão! Fervem-lhe ao rubro os luxos desmedidos Vaidades sem acerto e probidade Fervem-lhe os que de tudo desprovidos Dia-a-dia morrem em mendicidade Fervem-lhe as verdes matas derrubadas Para servir aos reis da construção Ferve-lhe o planeta que sem espadas Mortífero se insurge à poluição – Homens possessos dum agir macabro Conducentes do mundo ao descalabro!
  47. 47. Ferve-lhe na pena o sangue do poeta Gritam-lhe a dor as letras em cachão Ferve-lhe n’alma a mágoa secreta E na mente a denúncia p’la razão! Ferve-lhe a impotência pela justiça D’ alçar a moralidade em declínio Ferve-lhe a mão pra comandar a liça Em resgate da Paz em extermínio - Na pena a garra de abolir o imundo... Ao Poeta a força de mudar o Mundo! Lisboa/Portugal Fevº/2008 Início
  48. 48. HAVERÁS... José Geraldo Martinez Haverás de viver em mim, tal qual as neblinas nas grandes serras... Viverás sem fim e tornarás, assim, as flores de todas as primaveras! Haverás de viver em mim, tal qual os peixes no grande mar... Quais madrugadas misteriosas e silentes, buscando mansamente o dia chegar! Haverás de viver feito as aves, que voam ao céu fugitivas... O sol que humildemente busca o poente, para que a noite se cubra vida! Eternamente feito a lua a beijar o grande lago... Sempre assim e cá dentro de mim, docemente, tal sereno adormecido nos cravos! Haverás de viver em mim sem tempo... Como vivem as chuvas livremente! Qual estrelas no cosmo, olhos do mundo,
  49. 49. a brilharem no firmamento... Quando esta vida me calar e a morte chegar com toda aspereza... Serei toda a saudade que ficar, tal qual foste para mim todo amar, a própria natureza! 06/6/2011 HAVEREI... Rose Mori Haverei de estar em ti como a água que brota da fonte, saciando o tempo de tua sede... Haverei de estar em ti como um fogo ardente que não se extingue jamais... Haverei de estar em ti como o ar que respiras e que refrigera tua alma... Haverei de estar em ti como a raiz do grande carvalho que te abriga do sol inclemente... E se um dia a vida te calar, ainda assim, haverei de estar em ti, como a terra que te receberá... Haverei de estar em ti hoje e eternamente, como a própria natureza. 06/06/2011 Início
  50. 50. Foste Tudo... Não Foste Nada... Emília Possídio Foste silêncio nas longas esperas, pergunta sem resposta (presa) ao coração, obra inacabada ultrapassando eras esquecida na estante da ilusão. Foste tristeza nos jardins do mundo, onde a açucena não pariu a flor e o sorriso, num rosto moribundo, perdeu-se na noite, morreu sem cor. Foste incerteza em caminhos duros, dúvida...Quisera eu - fosses verdade! Foste nuvem vagando nos escuros das noites sem nenhuma claridade. Foste solidão, campo abandonado, fenecer do amarelo dos trigais impedidos de crescer no prado, por teus passos sem rumo e marginais. Foste tudo, naquela madrugada, mas não ouviste o som dos madrigais!
  51. 51. (Emília Possídio) Recife (Pe) - Brasil Glosa de Lêda Mello Mote: Foste silêncio nas longas esperas, pergunta sem resposta (presa) ao coração, obra inacabada ultrapassando eras esquecida na estante da ilusão. GLOSA: Vieste à minha vida e te fiz senhor, Tudo te dei no nada das quimeras. Eu fui palavra expressando amor, Foste silêncio nas longas esperas. Nesse intervalo de uma vida inteira, Do tudo que sonhei foste a fração, Elo perdido n'alma prisioneira, Pergunta sem resposta (presa) ao coração. Trecho de um livro que não foi escrito, Gotas de chuva em céus de primaveras, Tela esquecida no tempo infinito, Obra inacabada ultrapassando eras. Do tudo que sonhei, sincero e franco E dei abrigo no meu coração, Restou o nada de uma folha em branco Esquecida na estante da ilusão. (Lêda Mello) Arapiraca (AL) - Brasil Início
  52. 52. FLORESCER Mercília Rodrigues A margem do rio cobre-se de flores. Exalam perfumes, talvez por gratidão. Belezas anônimas medradas em cores, São, por certo, o amor na imensidão! Permanecem em ciclo quase ínfimo, Mas derramam no solo a semente, Morrem na terra, em louvor íntimo, Para renascer florzinha humildemente! Por que temos um olhar impuro? Por que nossa mente é obscura? Somos almas pelo Pai criadas, Para galgar cada patamar da altura. Também fechamos a porta da estrada, Levando em nossa bagagem de aprendiz. Errar e aprender muito, Mas é com pouco que se é feliz! merciliarodriguesmarques@gmail.com
  53. 53. SIMPLIFICAR Lêda Mello Vejo o rio, na mansidão das suas águas. Segue, sem pressa, para o seu destino, Na certeza de que há um berço de mar Esperando para o acolher e acalentar. Observo as flores do jardim. Simples ou nobres... Não importa. Não importa a cor, o formato, o perfume. São, igualmente, belas, na harmonia de quem sabe Que as diferenças se completam. Passeio entre os irmãos de caminhada. Não temos tempo para enxergar o outro, Não há o espaço do olhar para dentro de si. Não há tempo... Apressados para chegar (aonde?), Não olhamos, não enxergamos, não vivemos. Não aprendemos com a sabedoria do rio Ou com a harmonia das flores. Buscamos no emaranhado do complexo O que só será encontrado na simplicidade. E somente chegados à última curva do caminho, Ao lançarmos um olhar ao que ficou para trás, Percebemos quanta vida foi gasta sem proveito. Basta-nos tão pouco para sermos felizes! Arapiraca (AL) - Brasil Início
  54. 54. Não sei..... Sylvia Cohin (uma alusão a nossos papos inesquecíveis...) Não sei se penso ou se digo, mas sinto... Não sei se quero ou desdenho, não minto... Do morse de meus dedos voejam segredos. Escondem-se entre linhas, espaços brancos que recheio... São traços, são bainhas, pespontos onde chuleio pensamento ou devaneio... Não sei se devo... Devia? Que respondam os meus dedos esses cofres que sem medos Afoitos ou reservados...
  55. 55. Insolentes destemidos... Costuram tantos 'tecidos' que exprimindo-se agitados, Falam do que eu nem sabia... Brasil, 17.11.2008 TAMPOUCO SEI Vou duetar... nem sei se devo pois virou moda... só aludo a sentença : dueto proibido. Teimosa, antecipo... escrevo mas o segredo não desnudo quando se proíbe...vira querido. Assim, só enviarei... quase do prelo versos do Não Sei... mas só cuido ressaltar tudo que tem de belo! Gui Oliva (em novembro/08 – julho/12) Início
  56. 56. A Lágrima! Carmo Vasconcelos Não sei por que uma lágrima rolou, teimosa e repentina plo meu rosto, se na minha alma mora um sol de agosto e no meu peito um amor que despontou… Por que tal emoção me transtornou tal uma iluminura de sol-posto? Se em vez de partitura de desgosto, foi um concerto de anjos que chegou… E nesse acorde de harpas promissor, foi como o mundo então rodasse em cor, alagando os meus olhos por te ter… E a lágrima incontida transbordou, e de ânsias liquefeita deslizou, buscando os beijos teus para a sorver! ` Carmo Vasconcelos Lisboa/Portugal 27/Outº/2012
  57. 57. Tua lágrima Zéferro A lágrima que rola em belo rosto É pérola que cai qual uma dádiva E tú que és o meu sol de agosto Trouxeste-me ventura em um átimo Porque tu és o meu farnel de flores Encantas minha vida qual jardim E Deus o criador de mil amores Guardou deles o mais belo pra mim Tu és minha certeza de ventura Meu remanso de paz e de harmonia Me trazes tanto amor tanta doçura Que só posso te dar minha poesia Tua lágrima veio ao meu peito E fez de mim dos deuses o eleito Zéferro, 4-jul-13 S. Paulo – Brasil http://www.carmovasconcelos-fenix.org/Enlaces/CV-Enlaces.htm http://www.carmovasconcelos-fenix.org/Enlaces/J-F-%20MARQUES_ZE-FERRO/CV- Enlaces-JFM6.htm Início
  58. 58. A NAU QUE NAVEGUEI Odir Milanez A nau, em que me fiz navegador no mar dos menestréis do nunca mais, encalhou nos calhaus do chão do cais, devastada das ondas ao fragor. Só meus versos restaram, sem valor. Sequer o vento os viu nos vendavais. Nem mesmo as ondas, rudes nos caudais, ouviram minha voz cantando amor. A nau que naveguei eis destruída. Pereceram meus sonhos no porão. Dos velames ventosos, tristes troços... Aos sonetos sensuais a que dei vida, só vestígios inversos, sem razão. Como dói ver meus versos em destroços! JPessoa/PB 13.07.2013 oklima
  59. 59. A NAU QUE NAVEGUEI Eugénio de Sá Da minha nau, resta a quilha na lama E uns quantos pedaços arqueados Das côncavas cavernas dos costados, Nada que lembre o que lhe deu a fama. Com ela naveguei, tendo a bombordo Toda a costa africana ocidental Depois de haver deixado Portugal O meu reino adorável que recordo. Fui ressumando versos na amurada No coração; a saudade da amada No horizonte; o olhar deslumbrado. Todas as tardes, no castelo da popa Sempre pousava uma branca gaivota Na espera de escutar o som de um fado. Sintra, Portugal 14.07.2013 Podes ser lindo ou medonho Mar salgado e infinito Mas fazes parte do sonho Desse sonho tão bonito! E.Sá Início

×