Duetando a “Alma” com Gui OlivaProcurando a poesia com Lêda MelloFragmentos – resposta poética – edição de Sônia PalloneDu...
TRANSMUDAÇÃO D´ALMA             Gui Oliva     minh´alma vive em elegia,    canta o canto dos teus versos  com amor, e se r...
com firmeza e harmonia.  louvação à chegada da alegria.Que se conserve como reza-ladainhafestejando o renascer do dia-a-di...
CADÊ POESIA?           Lêda Mello         Seguir é preciso.        Sentir, nem tanto!        Seguir sem sentir,         ta...
TUA MORADA... A POESIA!            Michèle Christine          Abre a tua alma, canta,       sente que ela não está vazia! ...
Fragmentos                 Michèle Christine    "...Repudiar o impossível... é impossível...           Ele não deixa o rel...
Meu vício   Walter Pereira Pimentel  Em ti começa o meu vício   Minha fome de amor  Minha alegria, minha dor       Meu sup...
Meu Viço              Michèle Christine         Tu não és mais o meu vício,         tampouco meu desperdício,       ou min...
VOU                            VAI    Gui Oliva               Michèle Christine     Versejar,                 Voar vôo via...
não me vejo          É vocação!   em apogeu,  só tento voar      Voejo           Valor de poeta,                     minha...
A REVOLTA DO PAPEL            O PAPEL QUE VOLTA      Sylvia Cohin               Michèle Christine   Peço licença ao papel ...
toda verve caudalosa          com rabiscos de desejos que o papel vai rejeitando...    e traçados de esperança.  “Feliz Na...
cada palavra se aparta,          do teu poetar, do teu canto.   outra palavra buscando...         Do teu canto... um recan...
NOVOS ENCANTOS…      Rosângela do Valle Dias      Sem mistérios, sem silêncios!Naquele bosque, imensidão de esperança...  ...
à fonte dos meus desejos,       ao meu oceano de sedução         em ondas de êxtases!             Mais quereres,          ...
barulham nostalgia,     mostrando insistente agonia,que chora os olhos e soluça a garganta.     Vontade que avança e canta...
Liberte          Gui OlivaDeixe livres sons melodiosos...    pela madrugada afora     compasse o coração    bem ritmado e,...
nem lágrimas e queixumes,  farão compassar meu coração.   Ele não tem siso, nem guiso,           é impreciso.Faz rondas, s...
SE        Gui Oliva    Se a vida te acaricia,  amor amigo a ti devota,   a morte não o eliminafrente a ela procura rima, e...
Se algum dia me vires partindo, poeta,              dá-me os teus versos,         coloca-os entre as minhas mãos.         ...
Um coração que sente         para a Vera Mussi            Sylvia Cohin     As notas esvoaçam a trinar      e depressa ou l...
Pensa... e se há revolta,   acautela-se, pulsando mansamente...        fechando dalma os olhos,   Alma tão grande que nem ...
com guerra, com paz, com dor...          o pulsar é sempre pelo amor.         Amor grande, de maior valia,      amor que c...
Se o homem cultivar o      P    erdão À luz da virtude do     A     mor, Sem lhe faltar com o      Z    elo,    Será revel...
Eu cultivo o   P   erdão, no coração tenho    A    mor;   pela natureza o   Z    elo,    pelas pessoas afeição,   e ao meu...
Fragmentos do tempo   Jorge Linhaça    Desfaz-se o tempo    dilui-se o momento     esvai-se no vento     Minutos perdidos ...
Distorção dos sentidos      ilusão semi-ótica  tic-tacs não mais ouvidosFragmentos do tempo Michèle Christine   Tomara que...
Convite que faço a             Aceitei teu convite ao site e,   Querida Poeta Amiga Michéle       em lá caminhando, me enc...
Pertinaz.                                          Audaz.    Entre versos e rendas           "Estrela das neves"     Poesi...
do meu coração."Do coração é a razão dos amigos"      "Do coração é a razão dos                                           ...
PEDIDO DE SOCORROMichèle Christine & Sylvia Cohin       Pedi socorro ao poeta    para que alguma inspiração,      levasse ...
Assim, recebam, Syl e Gui  esta trova de agradecimento  pelo som que me traz o ventoquando recebo, nas suas palavras,   ou...
VALE                 Gui Oliva     Já dedilhou o poeta Fernando Pessoa  "tudo vale à pena se a alma não é pequena"       A...
vale, mas sem esquecer que da vida, no seu todo...     serás sempre simples passageira ou passageiro!                     ...
Sim, " tudo vale à pena, se a alma não é pequena".                 BH, 24/11/2009      http://michelechristine.wordpress.c...
Cadê? Por quê? Cadê? procuro por toda sesmaria    como achar em verso amor,  sem que eu dispense a teimosia     de não apa...
08/05/07                         www.vidaemcaminho.com.br                        Taí... porque...                        T...
" LOUVAÇÃO "         Sol da Minha Vida             vera mussi                 &       Norte da Minha Vida            sylvi...
bem perto deste coração amante!         Verdade histórica...      Força que me leva adiante,           Coragem estóica.   ...
Amor integral!       Certeza incondicional!És tu meu Deus, o Sol dos meus dias     Luz de minhas travessias...          To...
Tanto SOL na minha vida            Jamais terá fim!          És a última guarida        Canto de Paz em mim!        Eu Te ...
VERA MUSSISYLVIA COHIN  17.12.2005               Início
Os meus dedos errantes            Eugénio de Sá Os meus dedos, amor, dedos errantesÚteis partes de mim, mas que eram teus ...
Os teus dedos            Susana Custódio  Esses teus dedos, dedos vacilantes   Partes úteis de ti que foram minhas  Dedos ...
Fervendo, em décimas            Eugénio de Sá A cem graus ferve a água e dá o mote   Às fervuras que temos nesta vida Ferv...
Ferve o desejo num corpo sem idade    Pois sem idade é todo o coração.     E se o ciúme ferve e dói na carne     Ao falso ...
Ferve-lhe na pena o sangue do poetaGritam-lhe a dor as letras em cachão  Ferve-lhe n’alma a mágoa secreta   E na mente a d...
HAVERÁS...           José Geraldo Martinez          Haverás de viver em mim,   tal qual as neblinas nas grandes serras... ...
a brilharem no firmamento...     Quando esta vida me calar ea morte chegar com toda aspereza...   Serei toda a saudade que...
Foste Tudo...      Não Foste Nada...           Emília Possídio   Foste silêncio nas longas esperas,pergunta sem resposta (...
(Emília Possídio)              Recife (Pe) - Brasil      Glosa de Lêda Mello                    Mote:     Foste silêncio n...
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Duetos julho 25

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Duetos julho 25

  1. 1. Duetando a “Alma” com Gui OlivaProcurando a poesia com Lêda MelloFragmentos – resposta poética – edição de Sônia PalloneDuetando Vícios e Viços – Walter Pereira PimentelVou e Vai – Gui OlivaO vai-e-vem do papel – com Sylvia CohinSobre novos e velhos encantos com Rosângela do Valle DiasLibertando o coração com Gui OlivaPoetando o “SE” com Gui OlivaSentindo o coração da poeta Vera MussiAcróstico da PAZ... seguindo o poeta AlceuFragmentando o tempo com Jorge Linhaça“A minha oferta...” com Vera MussiPedido de Socorro – entrelace de Sylvia CohinDuetando o “Vale à pena...”, Gui Oliva e Michèle ChristineDuetando com Gui Oliva – Cadê? Por quê? com Taí... porque...Louvação – Entrelace de Vera Mussi e Sylvia CohinOs meus dedos errantes (Eugênio de Sá) e Os teus dedos (SusanaCustódio)Fervendo, em décimas (Eugênio de Sá) e Ferve ao poeta... emdécimas (Carmo Vasconcelos)Haverás (J. G. Martinez) e Haverei (Rose Mari)Foste Tudo,Não Foste Nada (E. Possídio) – Glosa de Lêda Mello
  2. 2. TRANSMUDAÇÃO D´ALMA Gui Oliva minh´alma vive em elegia, canta o canto dos teus versos com amor, e se refaz a cada dia, transmuda-se do lúgubre em lume Santos/SP 28/04/07 APELO DALMA Michèle Christine Que se levante em reza-ladainha sem tristeza e nostalgia, louvação de adeus à elegia. Que se levante em reza-ladainha
  3. 3. com firmeza e harmonia. louvação à chegada da alegria.Que se conserve como reza-ladainhafestejando o renascer do dia-a-dia, a beleza mais-valia da poesia.Que se conserve, poeta, o seu lume, o seu dom vaga-lume, candeia dessa vida-caminhante paz da nossa alma inconstante. Belo Horizonte, nov./2007 Início
  4. 4. CADÊ POESIA? Lêda Mello Seguir é preciso. Sentir, nem tanto! Seguir sem sentir, talvez, é preciso. Apagar saudade, esquecer lembranças... Secura, deserto nas entranhas da alma. Os sonhos não brotam, não nascem os versos. Sem sonhos, sem versos, cadê poesia?Arapiraca (AL) - Brasil, 07.05.2007 Início
  5. 5. TUA MORADA... A POESIA! Michèle Christine Abre a tua alma, canta, sente que ela não está vazia! Tem lume de verso que encanta, tem oásis de rimas, tem magia! Embale-a com teus sonhos de poeta, plantados com sementes de alforria! Esquece essa lembrança irriquieta, dê asas de condor a alegria. Regresse ao teu rumo, ao teu repouso, tua ribalta em vigia está armada. Abrace a poesia, ela é teu pouso A poesia é tua morada... Belo Horizonte (MG) - Brasil, 08/05/2007 Início
  6. 6. Fragmentos Michèle Christine "...Repudiar o impossível... é impossível... Ele não deixa o relógio parar;as horas viram danças exaustivas que suam tristezas e o corpo reage às vigílias e vive com as estrelas. A esperança se veste de vontade e transborda a espera em emoção Seu espaço vira vida, roda-vida, roda-viva... O avesso enquanto lassidão vira o direito da vibração..." 2007 Início
  7. 7. Meu vício Walter Pereira Pimentel Em ti começa o meu vício Minha fome de amor Minha alegria, minha dor Meu suplício... Te seduzir, te conquistar Foi promessa, foi feitiço Sabes disso Não podes negar Aceita-me então como sou Sem tirar nem pôrMinhas "fomes", meus desejosSaciarei em ti, deixa acontecer O tão sonhado beijo Embriaga-me de prazer!
  8. 8. Meu Viço Michèle Christine Tu não és mais o meu vício, tampouco meu desperdício, ou minha dor, minha promessa, ou o meu suplício. Não és alfa, nem beta, nem gama. És meu inteiro, meu braseiro, minha rima. Timoneiro da minha rotina, lamparina. Minha gana, meu calor e minha cama. És minha veste, meu calçar e meu intento, meu presente, luar fervente, meu tempo... meu beijo com gosto de uva, meu perfume com cheiro de chuva. És minha paixão, minha chama,pelerine suada de flama, meu bulício indecente, minha carícia inocente. Meu fermento e minha preguiça. Meu mundo inteiriço... meu viço. Belo Horizonte, 23/06/2007 Início
  9. 9. VOU VAI Gui Oliva Michèle Christine Versejar, Voar vôo viageiro pode ser mau de vida-viva, veleiro, o verso, mas é meu pois que é valentia, valsa, valia. É verdadeiro. Vício É ventura! Viveza de anjo, que corrói alma, vermelho-vinhedo,mas ela não esqueceu varanda-de-renda ao vento ventoso. Vontade Vogar ditoso.que apazigua, acalma e me mantém Viva Versejo, verso, ventura vespertina, verde-oliva, várzea verdejante, vesperal com viso de verão.
  10. 10. não me vejo É vocação! em apogeu, só tento voar Voejo Valor de poeta, minha veneração. Volátil vou versejar 08/08/2008vício vontade viva voejo volátil 15/07/2008 Início
  11. 11. A REVOLTA DO PAPEL O PAPEL QUE VOLTA Sylvia Cohin Michèle Christine Peço licença ao papel Para Sylvia Cohin e rabisco algumas linhas, presente da Michèle (uma daquelas cartinhas) Dezembro/2006 para o meu Papai Noel... Há que pedir licença, (que seja dita a verdade) que o papel é só descrença e lhe dói a nulidade... Constrangida e cautelosa Da lonjura do além-mar vou escrevendo e riscando "teu papel" entrou-me à casa
  12. 12. toda verve caudalosa com rabiscos de desejos que o papel vai rejeitando... e traçados de esperança. “Feliz Natal e Ano Novo, Dos rabiscos e traçados, Dinheiro, paz e saúde, constrangimento e cautela, Feliz enfim o meu povo nasce tua carta singela livre de toda inquietude...” ao Pai Noel que espera“Reina Amor na humanidade, sem cansaço e sem estorvoAcaba a Pobreza no Mundo, acatar tua quimera. O que se fala é verdade...O Bem anda mais Fecundo...” Vejo o papel amarelo Em além-mar volta o velho, a fitar-me com descrença... brejeiro no seu vermelho como quem ri do anelo de boné, bota e bengala querendo que o convença... e o teu mundo desembala: “Todo Homem é Irmão muito papel confiante...e Reina a Paz sobre a Terra, papel cor, tons do amor... Já não se fala de Guerra papel branco, esperanto... A Justiça ergueu a mão!” ousando te convencer muito neles escrever poemas, versos e canto. Nas linhas da minha carta Do teu pedido, um trato: noto um movimento brando teu mundo novo é o retrato
  13. 13. cada palavra se aparta, do teu poetar, do teu canto. outra palavra buscando... Do teu canto... um recanto. E olhando estarrecida Do teu poetar... sacrossanto acalanto. a revolta do papel, Teu Novo Mundo... sem pranto... só encanto! leio a carta assim nascida para o meu Papai Noel: “Pra poupar-te de cansaço E não te causar estorvo, Um só pedido eu te faço:Traz pra mim um Mundo Novo?” Início
  14. 14. NOVOS ENCANTOS… Rosângela do Valle Dias Sem mistérios, sem silêncios!Naquele bosque, imensidão de esperança... Quietude na passagem da brisa! Novos encantos ... Dentro de mim, um coração, até então, adormecido, pulsa forte, encantado, ritmado, iluminado... Caminho entre as árvores à procura do meu refúgio. As folhas, caídas, sussurram sob meus pés, como se quisessem me mostrar, como se pudessem me levar por um atalho seguro,
  15. 15. à fonte dos meus desejos, ao meu oceano de sedução em ondas de êxtases! Mais quereres, mais encantos, mais prazeres... Sem mistérios ... BH/MG -17/abril/2007 VELHOS ENCANTOS... Michèle Christine Com mistérios, com silêncios! Naquele bosque, densa desilusão... Lamentos do vento... um pranto! Desencanto... Em mim, um corpo, morada da solidão, que estremece,descompassado, dorido, sem expressão... Olho os rabiscos de sol entre os galhos e procuro a cadência da calmaria. O ruído das folhas secas,
  16. 16. barulham nostalgia, mostrando insistente agonia,que chora os olhos e soluça a garganta. Vontade que avança e canta de saciar meus desejos, de querer outros beijos, de delírios, de lirismo, de conto de amor! Mais querência, mais ardência, mais paixão... Sem mistério, sem silêncio, sem dor. BH/MG - 19/abril/2007 Início
  17. 17. Liberte Gui OlivaDeixe livres sons melodiosos... pela madrugada afora compasse o coração bem ritmado e, assim, sob ela enluarada seja, finalmente, o regente dele agora. Santos/SP 25/03/06Coração liberto... Michèle Christine Nem as luas enluaradasnem os dias de sol, o rouxinol ou o girassol... nem jardins, nem perfumes,
  18. 18. nem lágrimas e queixumes, farão compassar meu coração. Ele não tem siso, nem guiso, é impreciso.Faz rondas, sonda e avança ondas... engenha caminhos da sedução. E sendo seu próprio agente, concludente queima-se, constantemente, nos braços da paixão. Início
  19. 19. SE Gui Oliva Se a vida te acaricia, amor amigo a ti devota, a morte não o eliminafrente a ela procura rima, e também não te aquieta diante dela verseja,com versos espanta a dor, chora em canto és poeta! Santos/SP 30/06/07 SE Michèle Christine
  20. 20. Se algum dia me vires partindo, poeta, dá-me os teus versos, coloca-os entre as minhas mãos. Partirei suave e quieta. Voarei borboleta nascida dos retalhos coloridos, vividos e amados que a inspiração da tua poesia interpreta. Ou serei violeta no canto de um jardim de poesia, sem agonia, porque sempre fostes meu contentamento, minha graça, meu alimento. E naquele canto fica sem tempo... só no vento, tudo aquilo que mais me fez feliz. Abristes o meu coração de aprendize restaurastes todo o amor que nele sempre desfiz. Belo Horizonte, MG-30/12/2007 Início
  21. 21. Um coração que sente para a Vera Mussi Sylvia Cohin As notas esvoaçam a trinar e depressa ou lentamente, espalham a magia pelo ar num canto ora feliz, ora dolente... Um coração não pára de pulsar senão quando se assusta ou sofre, de mal de amor fica doente,ou guarda em segredo como um cofre, o que lhe custa confessar... Mas também pára embevecido ante a grandeza do Mistério e em reverência emocionante, tenta guardar a natureza do instante. Tudo percebe à sua volta, mas porque sente, tudo sabe.
  22. 22. Pensa... e se há revolta, acautela-se, pulsando mansamente... fechando dalma os olhos, Alma tão grande que nem lhe cabe... Procura longe, muito além, no horizonte sem escolhos, um novo alento pra pulsar serenamente... Eu já nem sei, mas se pressinto bem, "é feminino todo coração" que sente como este. Azul é seu olhar tão transparente, calmaria e sobressalto... onde pousa, deixa um toque de emoção e segue solfejando ora em contralto ou em surdina, desordenado diapasão do velho coração de uma menina. Sylvia Cohin Portugal, 19.09.2007Conheço este coração sentido (Michèle Christine) Este coração que sente, é um coração que está presente,
  23. 23. com guerra, com paz, com dor... o pulsar é sempre pelo amor. Amor grande, de maior valia, amor que canta, encanta, que é vida. Amor que cala, que chora sem guarida. Amor-amar-amando, amor-doído-ferida. Se o olhar é calmaria de azul, o peito é carmesim de paixão, é nesta dança-mudança que conheci a Vera-poeta, mulher, esperança.Poeta que poeta vida, mulher que compassa a lida o verde da esperança pinta a sua travessia. Com calmarias, ventos ou ventanias, a vida lhe dá chegadas e saídas, aconchegos, medos e enredos... na poesia. Michèle Christine Brasil, 27.09.2007 Início
  24. 24. Se o homem cultivar o P erdão À luz da virtude do A mor, Sem lhe faltar com o Z elo, Será revelado o segredo E o mundo terá solução. Alceu Sebastião Costa São Paulo, 15 de Junho de 2000. Resposta ao Acróstico da Paz
  25. 25. Eu cultivo o P erdão, no coração tenho A mor; pela natureza o Z elo, pelas pessoas afeição, e ao meu Deus devoção. Se é pra revelar o segredo de como amanhecer a PAZ... afirmo com convicção:FAÇO PARTE DA SOLUÇÃO! Michèle Christine Belo Horizonte - MG Início
  26. 26. Fragmentos do tempo Jorge Linhaça Desfaz-se o tempo dilui-se o momento esvai-se no vento Minutos perdidos segundos esquecidos instantes rompidos Horas vazias dias de utopias meses de fantasias Séculos fragmentados décadas dispersas anos pulverizados
  27. 27. Distorção dos sentidos ilusão semi-ótica tic-tacs não mais ouvidosFragmentos do tempo Michèle Christine Tomara que o tempo guarde meu momento no pensamento. Minutos renascidos, segundos tecidos de instantes coloridos. Horas de alegria dias de energia, meses de harmonia. Século oportuno décadas em uno anos de aprumo. Beijos respondidos, sonhos atrevidos e ouvidos no tic-tac dos sentidos. Início
  28. 28. Convite que faço a Aceitei teu convite ao site e, Querida Poeta Amiga Michéle em lá caminhando, me encontrei. Visite o Site É honra, é graça! http://www.veramussi.com.br/Comemorando meio ano de existência , plenamente feliz! A minha oferta ... "A minha oferta" ... Um Poema ao Amor Amor em poema Vera Mussi Michéle Christine Nos intervalos... "A minha oferta" ... Lindos sonhos imaginários à poeta Novos cenários! transcede o breve. Tantos retalhos... É sempiterna e fraterna, Embutidos nas páginas branca preciosa, Do Livro da Vida. cor da paz.
  29. 29. Pertinaz. Audaz. Entre versos e rendas "Estrela das neves" Poesias inspiradas ou lume de verão, Sob encomenda circunscreve Em rimas matizadas... o céu, o vento,Nas cores de um céu de anil... o tempo. Tudo por mim A minha oferta Idealizado à poeta Todos os meus dias tem beleza nobre de flor, Encantados... talismã supremo do amor. Tantos versos espalhados Tem mistério de fada, Pelo Universo - Fim luz de lua prateada, Por Deus floração alpina Sempre iluminados ! divina obra-prima. Nos etéreos espaços Entre blocos rochososBrilham as estrelas reluzentes a persistência da lida. Tantos abraços... Entre ecos verdejantes, Transcendentes perfumados e alados, Ternos beijos... a singeleza da vida. De um anjo azul... Todos os desejos mil ! Afetos de raro sabor A minha oferta Um poema ao Amor aos poetas "Quase primaveril ..." são ramos, muitos ramos de "Edelweiss"... especiais, Colhidos na emoção
  30. 30. do meu coração."Do coração é a razão dos amigos" "Do coração é a razão dos poetas" Carinho e Gratidão Parabéns Vera, Parabéns poetas Vera Mussi que congregam a festa de 1º de Setembro/2008 existência do http://www.veramussi.com.br/ Carinhos meus, Michèle 12 de Setembro/2008 Início
  31. 31. PEDIDO DE SOCORROMichèle Christine & Sylvia Cohin Pedi socorro ao poeta para que alguma inspiração, levasse ao destino certo o meu afeto completo... recoberto de gratidão. Nasceu da mão duma esteta e um sopro de monção espalhou em céu aberto, o poema que decerto pousou no meu coração... Então me sussurou aos ouvidos Quintana de tempos já vividos:"Ser poeta não é dizer grandes coisas, mas ter uma voz reconhecível dentre todas as outras"... ao coração que é sensível. De Quintana em tempos idos versos de saber colhidos que ignorar é impossível, como as rimas que aqui poisas nesse tom inesquecível!
  32. 32. Assim, recebam, Syl e Gui esta trova de agradecimento pelo som que me traz o ventoquando recebo, nas suas palavras, outras... que me dão alento. Assim, recebe coa Gui este mimo onde acrescento um aplauso muito atento ao poema com que lavras, gratidão e sentimento! Beijosssssssssss Syl 02.01.2008 Início
  33. 33. VALE Gui Oliva Já dedilhou o poeta Fernando Pessoa "tudo vale à pena se a alma não é pequena" Assim, vale à pena ouvir de novo e muito a pena vale, toda vez que fale do amor e ao versejar o escancare. Vale? indagam na Espanha toda vez que, dialogando contigo alguém esteja, e mais vale se for troca de conversa sobre um amor que já se fez. Vale recordar o sonho não desfeito, vale lembrar o ótimo, o bom e até vale quando indevido é o efeito, vale não esquecer que a vida são momentos que passam, e em átomo de segundos se dão rarefeitos,vale no entanto sentí-los mais do que perfeitos, vale a correnteza de toda aquela água que corre como se descesse vale de lágrimas. Vale relembrar sim todo aquele aguaceiro,vale represar o choro, vale imaginar amor novo,
  34. 34. vale, mas sem esquecer que da vida, no seu todo... serás sempre simples passageira ou passageiro! Santos/ 04/02/07 www.vidaemcaminho.com.br SIM... VALE Michèle ChristineE Mário Quintana soprou: "quero , um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão... e que valeu a pena". Como vale à pena o pensamento e a ação ou a gota-serena na açucena e os voos silenciosos das misteriosas falenas. Vale a vez, o talvez e o fez, vale a palavra, o aceno, a poesia. Da paixão vale até a insensatez e do amor vale-mais a alegria. Vale a roda-do-tempo de todos os momentos: tempo de chuva e de calor-sem-ventos, tempo da dança, primavera-de-flores, vale a conquista e vale o mal-de-amores. Vale floretear o dia e o aquietar das boas-noites, como valem o tanto, o quanto e o enquanto dos açoites sensuais das entrenoites. Vale o sorriso, o siso e o improviso, vale sonhar com o paraíso. Vale o presente, vivente. Vale o passado, lembrado. Vale o futuro afortunado.
  35. 35. Sim, " tudo vale à pena, se a alma não é pequena". BH, 24/11/2009 http://michelechristine.wordpress.com/ Início
  36. 36. Cadê? Por quê? Cadê? procuro por toda sesmaria como achar em verso amor, sem que eu dispense a teimosia de não apagar este calor! Por quê? não festejo mais o sonho e brota meu verso à revelia, razão indaga... coração tristonhocadê, dos versos que rimas, a magia? Gui Oliva
  37. 37. 08/05/07 www.vidaemcaminho.com.br Taí... porque... Taí! em algum canto do jardim meu verso encantado de amor que implora nas notas de um flautim tua presença, teu cheiro, teu sabor. Porque o sonho se abre num sorriso e do sorriso é que brota a inspiração a mente crê ... que do coração alegre nascem os versos mais mágicos da paixão. Michèle Christine 26/05/2010 www.michelechristine.wordpress.comIlustração conservada de Olga Kapatti Início
  38. 38. " LOUVAÇÃO " Sol da Minha Vida vera mussi & Norte da Minha Vida sylvia cohinNão está distante... nem muito longe, ao contrário,Luz da minha vida... meu relicário...
  39. 39. bem perto deste coração amante! Verdade histórica... Força que me leva adiante, Coragem estóica. Minha grande vitória Norte de minha história Sol que aquece as intenções gélidas,Lume que esfuma as palavras pérfidas...Sol que derrete o mel do amor menino das emoções crianças... Farol que acena ao meu destino a sábia luz de temperanças... Dor suave que passa ao som da voz das primeiras esperanças... Curso que leva à foz a tristeza de lembranças... Calor que enxuga lágrimas choradas, gotas de cristal embalsamadas! Abrigo de duras jornadas, de intempéries inesperadas! Manto de Luz que abençoa e cura. Bendita chuva de Graça pura.
  40. 40. Amor integral! Certeza incondicional!És tu meu Deus, o Sol dos meus dias Luz de minhas travessias... Todas as alegrias A Fé que me sustenta O Maná que me alimentaEnvias os sinais, acenos de conforto... Nau que me conduz ao porto... Toda harmonia que os Teus Olhos podem ver,E o Teu Sagrado Coração pode sentir por mim, Tu me desvias dos escolhos e das procelas por vir... Todas as graças derramadas sobre mim Tu és o Amor que jorra enfim Para um lindo viver! Promessa de Alvorecer! Tantas bençãos De tuas mãos
  41. 41. Tanto SOL na minha vida Jamais terá fim! És a última guarida Canto de Paz em mim! Eu Te louvo, meu Deus Senhor dos dias meus! SOL de teus filhos amantes, Guia dos meus pés errantes renascidos nesse amor transcendente, O meu rumo permanente! Ave Maria! Ave! "Eis aqui a serva do Senhor" - Ensina-me o teu Amor!"Faça-se em mim segundo a tua palavra " - Faz de mim a tua lavra! Amém! Convém! Amém! Por mim, Amém! Por quem... Amém!
  42. 42. VERA MUSSISYLVIA COHIN 17.12.2005 Início
  43. 43. Os meus dedos errantes Eugénio de Sá Os meus dedos, amor, dedos errantesÚteis partes de mim, mas que eram teus Sem o altar do teu corpo são ateus Não se enternecem a orar como antesSão as extremidades destas mãos cativas Da saudade que as tuas lhes deixaram;Os meus dedos nos teus, como brincaram Entrelaçados eles e nossas vidas É triste que hoje os saiba acarinhadosPor outros que talvez não te amem tantoEnquanto estes meus sofrem, ignorados Mas sensações perduram, entretanto;Nestas mãos que te amaram sem pecado Ficaram as memórias do encanto!
  44. 44. Os teus dedos Susana Custódio Esses teus dedos, dedos vacilantes Partes úteis de ti que foram minhas Dedos com que ainda me acarinhas Mas que estarão perdidos e distantes Estas mãos hoje inertes e cativasDas carícias que em mim me deleitaram; Os nossos dedos, como eles brincaramLonge se encontram eles e nossas vidas Ah, como eles foram tão acarinhadosPois só tu me amas-te, casta e ternamente Devem sofrer horrores, ignorados Mas perduraram tantas sensaçõesNestas mãos que te amaram, sem pecado Onde latejam tantas recordações! Portugal - Fevereiro 2011 Início
  45. 45. Fervendo, em décimas Eugénio de Sá A cem graus ferve a água e dá o mote Às fervuras que temos nesta vida Ferve em tristeza uma causa perdidaOu de um perdido amor ferve o derrote Fervem uns olhos lindos ao dichote Ferve numa quezília o palavrão Ferve uma mãe que morre d’aflição Ao ver em perigo o filho desvalido A raiva ferve aos atos sem sentidoFerve o ouvido ao som de uma emoção. Ferve na carne o sol em combustão Que nos dota de tom a branca pele Ferve d’insuportável e repele Uma mordaz e vil insinuação Fervem no ar as notas da canção Que nos recorda uma ilusão perdida Fervem em pranto memórias da vida Que nos trazem ruídos de saudade
  46. 46. Ferve o desejo num corpo sem idade Pois sem idade é todo o coração. E se o ciúme ferve e dói na carne Ao falso anúncio de traição fatal Mais ferve a injustiça de um Natal Que um velho passa só e abandonado Porque é dos velhos esse triste fado Como dos jovens é a inconsciênciaQuando lhes ferve o vício em consistência Mas se ferve o amor não se derramaSe o soubermos manter como uma chama Que se alimenta da nossa paixão. Brasil/Setº/08 Ferve ao Poeta... em décimas Carmo Vasconcelos Fervem-lhe os sãos direitos esquecidos Aos homens, às mulheres e às criançasFerve-lhe um amanhã nulo de esperanças Para os entes mais desfavorecidos Ferve-lhe a justiça surda e cega Que à solta deixa ímpios e ladrões Ferve-lhe a impunidade que lhes lega E mete os indigentes nas prisões – Inocentes se roubam um milhão Culpados se com fome roubam pão!Fervem-lhe ao rubro os luxos desmedidos Vaidades sem acerto e probidade Fervem-lhe os que de tudo desprovidos Dia-a-dia morrem em mendicidade Fervem-lhe as verdes matas derrubadas Para servir aos reis da construção Ferve-lhe o planeta que sem espadas Mortífero se insurge à poluição – Homens possessos dum agir macabro Conducentes do mundo ao descalabro!
  47. 47. Ferve-lhe na pena o sangue do poetaGritam-lhe a dor as letras em cachão Ferve-lhe n’alma a mágoa secreta E na mente a denúncia p’la razão! Ferve-lhe a impotência pela justiça D’ alçar a moralidade em declínio Ferve-lhe a mão pra comandar a liça Em resgate da Paz em extermínio- Na pena a garra de abolir o imundo... Ao Poeta a força de mudar o Mundo! Lisboa/Portugal Fevº/2008 Início
  48. 48. HAVERÁS... José Geraldo Martinez Haverás de viver em mim, tal qual as neblinas nas grandes serras... Viverás sem fim e tornarás, assim, as flores de todas as primaveras! Haverás de viver em mim, tal qual os peixes no grande mar... Quais madrugadas misteriosas e silentes, buscando mansamente o dia chegar! Haverás de viver feito as aves, que voam ao céu fugitivas... O sol que humildemente busca o poente, para que a noite se cubra vida! Eternamente feito a lua a beijar o grande lago...Sempre assim e cá dentro de mim, docemente, tal sereno adormecido nos cravos! Haverás de viver em mim sem tempo... Como vivem as chuvas livremente! Qual estrelas no cosmo, olhos do mundo,
  49. 49. a brilharem no firmamento... Quando esta vida me calar ea morte chegar com toda aspereza... Serei toda a saudade que ficar, tal qual foste para mim todo amar, a própria natureza! 06/6/2011 HAVEREI... Rose Mori Haverei de estar em ti como a água que brota da fonte, saciando o tempo de tua sede... Haverei de estar em ti como um fogo ardente que não se extingue jamais... Haverei de estar em ti como o ar que respiras e que refrigera tua alma... Haverei de estar em ti como a raiz do grande carvalho que te abriga do sol inclemente... E se um dia a vida te calar, ainda assim, haverei de estar em ti, como a terra que te receberá... Haverei de estar em ti hoje e eternamente, como a própria natureza. 06/06/2011 Início
  50. 50. Foste Tudo... Não Foste Nada... Emília Possídio Foste silêncio nas longas esperas,pergunta sem resposta (presa) ao coração, obra inacabada ultrapassando eras esquecida na estante da ilusão. Foste tristeza nos jardins do mundo, onde a açucena não pariu a flor e o sorriso, num rosto moribundo, perdeu-se na noite, morreu sem cor. Foste incerteza em caminhos duros, dúvida...Quisera eu - fosses verdade! Foste nuvem vagando nos escuros das noites sem nenhuma claridade. Foste solidão, campo abandonado, fenecer do amarelo dos trigais impedidos de crescer no prado, por teus passos sem rumo e marginais. Foste tudo, naquela madrugada, mas não ouviste o som dos madrigais!
  51. 51. (Emília Possídio) Recife (Pe) - Brasil Glosa de Lêda Mello Mote: Foste silêncio nas longas esperas, pergunta sem resposta (presa) ao coração, obra inacabada ultrapassando eras esquecida na estante da ilusão. GLOSA: Vieste à minha vida e te fiz senhor, Tudo te dei no nada das quimeras. Eu fui palavra expressando amor, Foste silêncio nas longas esperas. Nesse intervalo de uma vida inteira, Do tudo que sonhei foste a fração, Elo perdido nalma prisioneira,Pergunta sem resposta (presa) ao coração. Trecho de um livro que não foi escrito, Gotas de chuva em céus de primaveras, Tela esquecida no tempo infinito, Obra inacabada ultrapassando eras. Do tudo que sonhei, sincero e franco E dei abrigo no meu coração, Restou o nada de uma folha em branco Esquecida na estante da ilusão. (Lêda Mello) Arapiraca (AL) - Brasil Início

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