Desafios do trabalho em Rede para Gestão da Informação e Conhecimento

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  • Autonomia, horizontalidade, cooperação e democracia: eis os quatro elementos que caracterizam o trabalho em rede – uma poderosa estrutura direcionada à troca de informações, à produção de conhecimento e à disseminação de novas tecnologias.
  • Existem algumas boas práticas
  • Tenha objetivos claros. Por que está rede está sendo formada? Quais são seus objetivos gerais? e específicos? Seus objetivos são conhecidos e consensuados por todos os seus membros? São o suficiente claros de modo que todos os membros saibam explicar para outras pessoas e, com isso, atrair outros colaboradores? Se todos tiverem claros o que precisa onde se quer chegar fica mais traçar estratégias do que precisa ser feito.
    E estabeleça as metas para cada um. Em quanto tempo deverão chegar a estes resultados? Que indicadores mensuráveis isso pode alcançar? E certamente, quando eles forem alcançados elogie e divulgue os resultados.
  • Esta frase fala por sí própria. Se você aceitou fazer parte de uma rede, comunique-se e provoque a comunicação. Isso significa incentivar as pessoas a trocar experiências. E nada melhor que isso que aprender a ouvir. E extrair do que se ouviu insumos para retroalimentar a rede. Divulgue novidades, compartilhe cada avanço, dos pequenos aos grandes, e ao receber uma novidade, incentive a rede a compartilhar com todos também. Isso significa evitar o papel centralizador de pessoa que encaminha boletins compilando avancos, mas a promocao da comunicacao todos para todos.
    Ao invés de ficar a reclamar dizendo que esperava uma contribuição de uma instituição/pessoa, diga claramente a ela o que espera dela. Se preciso, dê exemplos concretos. E ouça o que ela tem a lhe dizer. Você pode se surpreender com os resultados..
  • A Web 2.0 e todas as tecnologias de comunicação vieram facilitar o intercambio de experiencias e o trabalho em rede. Mas elas sao um meio. Nas décadas de 80 e 90, a proliferação dos Colégios Invisíveis não se tinham essencialmente tecnologia de comunicação. Mas as pessoas também trabalhavam em redes, escreviam artigos colaborativos, etc. Veja por exemplo sua rede de amigos: eles deixam de ser seus amigos se você não conseguir contatá-los via Facebook?
    Tenham claro que o portal da Rede ou o portal produzido pela Rede não é a Rede propriamente dita. Uma rede é constituída por pessoas, que podem estar representando instituições. E podem desenvolver uma série de açoes fora da Web. Novamente, a tecnologia é meio, é plataforma, não é fim.
  • Os membros de uma rede sao os responsaveis por divulgá-la, representá-la, manté-la. Uma rede funciona como uma cadeia. Permite que um nó mais fraco seja fortalecido pelos demais sem prejuízo para o todo. E para que uma rede se sinta forte ela deve ser fortalecida permanentemente. As pessoas devem ser valorizadas. É a ideologia que as move.
    Na rede BVS trabalhei com um diretor de uma area em um Ministério, que iniciou um projeto na área de Economia da Saúde. E quando ele conheceu o modelo da BVS e a necessidade de formar o comite ele selecionou as instituiçoes e começou a ligar para cada uma delas, falava com seus diretores e dizia: Você pode indicar qualquer pessoa de sua instituição desde que seja o Fulano de tal. Era uma forma muito divertida de ver as coisas, mas com isso ele enaltecia o trabalho do membro para sua chefia, conquistava exatamente o colaborador desejado, e alem disso deixava a comunicacao clara e explicita.
    Outro ponto importante é tratar a todos com respeito. Há usuários muito motivados que podem chegar a fazer coisas incríveis pela rede, e outros estão quase sempre em silêncio. Saiba como tratá-las todos por igual, e se possível esforça-te mais para incentivar os mais calados (mesmo que os outros façam o seu trabalho mais fácil).
  • Encontre o tom/ a forma ideal de falar as coisas. Existem redes mais e menos formais. Mas o líder e os membros precisam ter uma comunicação fluída, que inspire confiança. Que permita respostas rápidas. Que chame as pessoas a colaborar. O tom depende de pessoa para pessoa. É uma questão de perfil. Quantas vezes não estranhamos quando recebemos mensagens formais demais de pessoas amigas? E o contrário (mensagens informais demais de pessoas que não conhecemos)? É preciso bom senso e o tom certo para fazer a mensagem chegar e atingir seu objetivo.
    Por isso, seja você mesmo. Devemos tentar ser nós próprios para estar o mais confortável possível no nosso papel. E seja cuidadoso com o que você diz: Todo mundo ouve, assiste e lê o que você diz. Mesmo que você não esteja falando diretamente com sua rede, seu comportamento esta sendo observado. E você só terá credibilidade se inspirar confiança. Então emita mensagens apropriadas.
  • Quando falamos que um dos objetivos de trabalhar em rede para gestao da informacao e conhecimento é evitar duplicacoes,trabalhar cooperativamente e alcancar melhores resultados coletivos, isso nao significa trabalhar menos. Pelo contrário. Uma rede dá trabalho.
    Afinal, quantos de nós em nossa vida acadêmica, diante da necessidade de fazer um trabalho em grupo, nunca pensou:” se eu estivesse fazendo isso sozinho já teria terminado” ?
    E é assim, tem horas que o ter de fazer em rede não será o caminho mais fácil. Mas será construtivo, promoverá o debate, será consensuado. Isso desenvolve as pessooas. E é por isso que exige dedicação.
    Não entre em uma rede com um papel passivo. Você está ali para cumprir com um papel. E não espere que os outros trabalhem por você. Então, simplesmente faça o que precisa ser feito. Não se omita. Afinal você faz parte da Rede ou não? Você foi escolhido como a imagem da sua marca e comunidade, o que significa que às vezes terá que aparecer fisicamente, seja num encontro online ou em numa reunião em por vídeo chat. Se você se comprometeu a a participar, seus resultados serao esperados e cobrados. Na era das redes sociais, não te podes esconder atrás de seu nickname.
  • O grau de maturidade de uma rede não é reflexo de seu número de participantes, de sua movimentacao.
    Por isso é importante ter membros dedicados e fiéis. Quanto mais apaixonados e próximos da causa, melhores conteúdos vão criar.
    É por isso que muitas vezes, é melhor deixar de lado a busca por novos membros e focar na fidelização dos membros já existentes.
    (GRAFICO)
  • Este gráfico mostra o ciclo de vida de uma comunidade de sucesso, que está diretamente associada as atividades de seus membros. Este ciclo passa pelas fases de concepçao, onde se define a estratégia e a pesquisa. A adolescencia. E a maturidade, onde se trabalha a descentralizacao e manutencao.
  • Tenha foco!
    É impressionante como pessoas comunicam e compartilham informação irrelevante. Ninguém quer perder tempo.
  • É importante ter papéis claros e explicitos. Todos conhecem a estrutura de governança? Todos sabem quem é responsável pelo que? Lembre-se, comunicação é tudo. Entao, todas as pessoas conhecem seu papel e o que devem fazer para colaborar?
    Percebeu que isso ainda nao está claro para todos? Elabore guias e manuais e desenhe fluxos de trabalho e de tomada para decisão e os mantenha sempre atualizados. E validados com toda rede.
  • Uma rede precisa de um ou mais líderes. O líder é aquela pessoa que coloca o isqueiro embaixo da cadeira do adversário para não deixar que fique quieto na cadeira. O líder é a pessoa que motiva e entusiasma os demais. O líder faz o papel de facilitador, promovendo a integração dos participantes. Chama todos a participar. O líder é uma pessoa que se mostra por meio de seus exemplos. É a confiança no líder que faz os membros da rede seguirem e avançarem na construção da rede e seus objetivos.
    E um líder não deve ter medo, mas sim, encorajar o surgimento de outros líderes. Acredite, isso erá contribuir em muito com o trabalho.
  • Envie conteudos e promova debates. E esteja sempre observando as interacoes. Não rejeite nem descarte as críticas. Torne-as construtivas. Nem todos sabem fazer críticas construtivas, mas você pode ajudá-los nisso
    Recentemente estive em um país da rede, e a coordenadora de uma BVS veio conversar comigo, dizendo ter um membro que nao aguentava mais, que ele sempre reclamava que nao gostava da BVS. E ela ficava defendendo e tentando mostrar a importancia a ele. Minha orientacao foi: É preciso mudar o discurso: pergunte a ele: porque você nao gosta? Porque nao esta de acordo? Qual sua proposta para melhora?
    Enfim, tente ajudar. Entender. E aproveite estes insumos para melhorar o objetivo da rede, criar novos produtos, servicos, resultados, etc.
  • Você acha que não tem tempo? Entao delegue! Distribua responsabilidades – isso pode significar dar creditos e papel de adm e moderacao. Lembre-se, mais dificil que líderar é incentivar os outros a também serem líderes. Existe um usuário que está sempre online, que sempre comenta e tem sempre algo apropriado para dizer? Transforme-o em moderador. Dê aos usuários apaixonados formação, dicas, responsabilidades e benefícios, estes podem ajudar-te a manter sua comunidade.
    Você deve promover a comunicação sendo ético e transparente. Se a rede tem papeis e estruturas bem definiddas, nao burle estes principios por motivos políticos de qualquer origem. Procure sempre as comunicações abertas, sem fazer o jogo duplo ou articular coisas iguais – ou diferentes – com pessoas diferentes.
    Todos querem estar envolvidos mas ninguem quer estar comprometido – lembre-se: para realizacao de um omelete a galinha estava envolvida porque dava os ovos. Mas o porco estava comprometido porque dava o bacon.
    Responda e-mails (sempre!) com tempo adequado de modo satisfatorio, de modo que as pessoas nao fiquem desmotivadas em tentar se comunicar com você. E esteja sempre disposto a ajudar. Mesmo que isso dê trabalho (lembre-se, trabalhar em rede exige dedicação).
  • Dedique um tempo para medir o valor de seu negocio. A partir de suas metas, avalie o grau de progresso da evolucao da rede, e nao omita numeros para própria rede. Ela deve estar ciente de seus sucessos e fracasos. Tenha dados quantitativos e qualitativos.
    Isso ajudará a rede a conhecer suas fortalezas e debilidades. E use estes dados para melhorar. Sempre.
  • Desafios do trabalho em Rede para Gestão da Informação e Conhecimento

    1. 1. Desafios do trabalho em Rede para Gestão da Informação e Conhecimento Cláudia Hofart Guzzo claudia@guzzoprojetos.com
    2. 2. Redes Sociais • Processos sociais que envolvem conexões que transpassam os limites de grupos e categorias; (BARNES, 1987). • Conjunto de relações sociais entre um conjunto de atores e também entre os próprios atores. Designa ainda os movimentos pouco institucionalizados, reunindo indivíduos ou grupos numa associação cujos limites são variáveis e sujeitos a reinterpretações (COLONOMOS, 1995). • A idéia que permeia a metáfora de redes, é a de indivíduos em sociedade, ligados por laços sociais, os quais podem ser reforçados ou entrarem em conflito entre si. (ACIOLI, 2007).
    3. 3. Trabalho em Rede Autonomia Cooperação Democracia Horizontalidade
    4. 4. Abordagens e melhores práticas
    5. 5. E metas
    6. 6. Comunique-se e provoque comunicação “Não espere, diga”
    7. 7. O portal da rede não é a rede
    8. 8. E pessoas são diferentes…
    9. 9. Seja você mesmo
    10. 10. Não espere que a Rede faça seu trabalho
    11. 11. Membros fiéis e apaixonados
    12. 12. Vida de uma comunidade de sucesso Moderação e gestão são funções críticas para o sucesso na adoção, fortalecimento e manutenção da comunidade.
    13. 13. Tenha foco
    14. 14. Papéis e atribuições bem definidas
    15. 15. Alguém que se mostra por meio de seus exemplos
    16. 16. Não rejeite nem descarte as críticas
    17. 17. Dê respostas no tempo adequado
    18. 18. Avaliação dos progressos a partir das metas e objetivos chaves
    19. 19. O trabalho em redes de gestão de informação e conhecimento é um processo contínuo
    20. 20. Obrigada! Cláudia Guzzo claudia@guzzoprojetos.com http://br.linkedin.com/in/claudiaguzzo/ @claudiaguzzo

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