O meu primeiro contacto com a
Diabetes!!!
1. O que é a diabetes?
A Diabetes é uma doença na qual o organismo não controla o nível de glicose no sangue.
Como é que u...
2. Os vários tipos de Diabetes
2.1. Diabetes Tipo I: Na Diabetes Tipo I, o pâncreas não produz insulina. Ora, ao não produ...
2.2. Diabetes Tipo II: Na Diabetes Tipo II, as células do teu organismo resistem à acção da insulina e/ou o pâncreas não p...
3. Causas da diabetes
A diabetes não tem uma única causa, podendo ser desencadeada por um conjunto de factores relacionado...
4. Sintomas da diabetes
Quando os níveis de glicose aumentam desenvolve-se um conjunto de sintomas, tais como:
Quando a gl...
Além disso, dado o corpo não
conseguir usar de modo adequado
a glicose para produzir energia,
ele vai buscar essa energia ...
Hálito frutado: este é um sintoma mais tardio da
Diabetes de Tipo I e indica um nível de glicose no
sangue perigosamente a...
5. Exames médicos usados no diagnóstico da Diabetes:
Embora os exames da urina e da picada do dedo possam revelar um nível...
A Diabetes Tipo I é, em geral, mais rapidamente diagnosticada que a Diabetes Tipo II, pois os sintomas desenvolvem-
- se m...
 Tensão arteriaL (60/70 – 130/140): A tensão arterial alta é muito comum nas pessoas com Diabetes Tipo II. Se a
tua tensã...
Se procurares cuidar de ti e controlar a diabetes podes viver saudável com
a doença. Testar regularmente a glicemia, ter u...
6.2. Ter uma alimentação saudável:
Os princípios de uma alimentação saudável são os mesmos que para a
população em geral. ...
6.3. Tratamento da diabetes:
DIABETES DE TIPO I: Se tens diabetes Tipo I o modo de manteres uma glicemia saudável é conjug...
probabilidades de uma hipoglicemia entre duas refeições. No entanto, logo que a insulina de acção rápida começa a
desapare...
esgotado. Se tiveres diabetes de Tipo II, poderá ser-te prescrita insulina de acção intermédia deste modo, sozinha,
ou com...
diabetes de Tipo II, poderá ser-te prescrita insulina
de acção lenta sem pico, deste modo, sozinha ou em
comprimidos.
DIAB...
Metformina
Tem como objectivo aumentar a sensibilidade das células do organismo à acção da insulina.
Sulfonilureias (Diami...
Acarbose (Glucobay)
A acarbose reduz a velocidade de absorção dos hidratos de carbono durante a digestão, fazendo com que ...
6.4. Exercício Físico
Ser fisicamente activo é benéfico quer tenhas ou não tenhas
diabetes. Fortalece o coração, os múscul...
Quando estamos moderadamente
activos durante cerca de 30 minutos
ou mais, os valores da glicemia
modificam-se durante a ac...
OS PRINCIPAIS SINTOMAS SÃO:
Suores, Palpitações (taquicardia) Fadiga, fome súbita e vómitos Tonturas, palidez, dores
de ca...
AS RAZÕES PELAS QUAIS PODES ENTRAR NUM QUADRO HIPOGLICÉMICO PODEM SER:
Estares mais activo que o
habitual.
Saltares ou atr...
O QUE PODES FAZER EM CASO DE HIPOGLICEMIA?
Em primeiro lugar, deves comer ou beber algum alimento açucarado
o mais depress...
8. Hiperglicemia
O que é a hiperglicemia?
A hiperglicemia é um termo usado para descrever um aumento do nível de glicose n...
9. Cuidados a serem tomados durante o quotidiano:
Escove diariamente os
dentes. Escove muito
bem os dentes
Não cortes as
u...
TRAZ SEMPRE CONTIGO:
E lembra-te...
... O principal médico és tu !!!
Alimentos para emergência Carteira de diabético
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O meu primeiro contacto com a diabetes

  1. 1. O meu primeiro contacto com a Diabetes!!!
  2. 2. 1. O que é a diabetes? A Diabetes é uma doença na qual o organismo não controla o nível de glicose no sangue. Como é que um corpo saudável usa a glicose? Quando ingerimos alimentos ricos em hidratos de carbono (como o pão, o arroz, as batatas, os cereais, ou açúcares) estes alimentos são transformados em glicose durante a digestão. A glicose entra na corrente sanguínea e mais tarde nas células do nosso organismo onde será transformada em energia – alimenta o corpo inteiro, desde a massa muscular até ao cérebro e é a principal fonte de energia do nosso organismo. A glicose é também armazenada no fígado e nos músculos sob a forma de glicogénio. Existem duas hormonas responsáveis pelo controlo do nível de glicose no sangue: a insulina e o glucagon. Ambas são produzidas pelo pâncreas, uma glândula que se encontra atrás do estômago. Há um nível constante de reserva de insulina no nosso organismo. Após uma refeição, por exemplo, os níveis de glicose no sangue sobem. Desta forma, o pâncreas liberta uma quantidade extra de insulina. Esta é lançada na corrente sanguínea em direcção às células do organismo, actuando como uma chave que as abre, para que assim a glicose possa entrar nas células e ser transformada em energia. Contudo, quando estamos algum tempo sem ingerir alimentos, os níveis de glicose descem, sendo necessário o pâncreas libertar glucagon, pois este vai transformar o glicogénio do fígado em glicose. A insulina e o glucagon trabalham em sintonia de modo a que a glicemia se mantenha entre 80-110 mg/dl. O que falha? Quando se tem diabetes a sintonia deste sistema que regula os níveis de glicose falha, porque não se produz insulina (Diabetes Tipo I), ou não se produz a suficiente, ou as células são resistentes à acção da insulina (Diabetes Tipo II), havendo por isso um elevado nível de glicose no organismo. A insulina funciona como uma chave que abre todas as células do organismo.
  3. 3. 2. Os vários tipos de Diabetes 2.1. Diabetes Tipo I: Na Diabetes Tipo I, o pâncreas não produz insulina. Ora, ao não produzir insulina (uma das explicações para isto acontecer resulta da destruição das células beta do pâncreas que produzem a insulina), esta não vai “abrir” as células do organismo. Ao não permitir que os canais das células se abram, estas vêm-se privadas de captarem glicose para o seu interior e de transformar essa mesma glicose em energia. Desta forma, poderás sentir-te cansado, com falta de energia, com grande vontade de urinar (poliúria), desidratado, com sede e perdendo peso rapidamente. Para compensar a falta de glicose, o teu organismo vai buscar as reservas de gordura e de proteínas aos músculos como fonte alternativa de energia. O pâncreas continua a produzir glucagon, outra hormona pancreática responsável pelo controlo da glicose. Repara neste esquema... A glicose entra na corrente sanguínea após a refeição. Os níveis de glicose sobem O pâncreas não é capaz de produzir insulina Sem insulina as células não podem abastecer-se de glicose para produzir energia. A glicose armazenada é libertada na corrente sanguínea pelo fígado e pelos músculos Sem glicose as células ficam privadas da fonte de energia Sintomas: fadiga, falta de energia, dores musculares Grande quantidade de gordura armazenada é utilizada como fonte alternativa de energia. Sintomas: rápida perda de peso; elementos tóxicos (cetonas) formam-se em grande quantidade. O nível de glicose no sangue continua a subir. Os rins produzem mais urina para removerem a glicose do sangue. Sintomas: excesso de urina expelida levando à desidratação e sede. Se a situação continuar as cetonas produzem mais acidez no sangue (cetoacidose diabética) o que pode levar à perda de consciência.
  4. 4. 2.2. Diabetes Tipo II: Na Diabetes Tipo II, as células do teu organismo resistem à acção da insulina e/ou o pâncreas não produz insulina suficiente. Assim, o nível de glicose no sangue sobe progressivamente e as células recebem uma quantidade inadequada de glicose. Isto pode resultar numa vasta gama de sintomas: fadiga, falta de energia, necessidade de urinar, sede e perda de peso gradual. Para compensar a falta de glicose, o teu organismo irá abastecer-se de gordura e das proteínas da massa muscular. Repara no esquema... Existe ainda a diabetes gestacional (desenvolve-se por volta da 26ª semana de gravidez, mas normalmente desaparece após o parto) e o MODY (um tipo raro de diabetes que afecta um em cada cem pessoas com diabetes. É semelhante à diabetes de tipo II, mas apenas se houver uma herança genética especifica. A glicose entra na corrente sanguínea após a refeição. Os níveis de glicose sobem. Células resistentes à insulina e/ou o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente. As células apenas captam uma ínfima quantidade de glicose. Grande parte da glicose continua na corrente sanguínea. A glicemia permanece alta. Com pouca glicose as células têm pouca energia. Os rins produzem mais urina para retirar a glicose do sangue. Sintomas: fadiga, falta de energia. intomas: Fadi Sintomas: necessidade extrema de urinar, levando à desidratação e, por conseguinte, à sensação de sede; infecções do sistema urinário; visão desfocada. Pequenas quantidades de gordura são usadas como fonte de energia alternativa. Se o nível de glicose sobe muito, há um risco grande de desidratação, levando à perda de consciência. Sintomas: perda gradual de peso pode causar danos nos vasos sanguíneos e infecções generalizadas.
  5. 5. 3. Causas da diabetes A diabetes não tem uma única causa, podendo ser desencadeada por um conjunto de factores relacionados com a hereditariedade e com o ambiente, tais como:  Se possuíres os genes da Diabetes de Tipo I, irás, em princípio, desenvolvê-la em alguma fase da tua vida. Se não tiveres os genes, não irás desenvolver esta doença. Na Diabetes de Tipo II, não existe um padrão genético especifico, mas as hipóteses de vires a desenvolver esta doença aumenta se ela existir em membros da tua família. Alimentação excessiva Stress Obesidade Falta de exercício físico Doenças infecciosas
  6. 6. 4. Sintomas da diabetes Quando os níveis de glicose aumentam desenvolve-se um conjunto de sintomas, tais como: Quando a glicemia aumenta até determinado patamar, os rins filtram o excesso de glicose no sangue. Para expulsar este açúcar do sangue, mais urina é produzida levando à necessidade de a expelires mais vezes (poliúria). Por teres de expelir grandes quantidade de urina o corpo desidrata, o que causa sede e boca seca. Tentar matar a sede com bebidas açucaradas agrava o problema aumentando os níveis de glicose. Deves beber bebidas sem açúcar. Boca seca, excesso de sede Urinar com frequência
  7. 7. Além disso, dado o corpo não conseguir usar de modo adequado a glicose para produzir energia, ele vai buscar essa energia às reservas de gordura e à massa muscular. Isto faz com que haja então perda de peso. Podes sentir-te cansado durante todo o dia, com dificuldade em aguentares as aulas. O cansaço muitas vezes continua mesmo após teres descansado ou dormido. Isto deve-se ao facto de alguma ou toda a glicose do teu sangue não poder entrar nas células para ser transformada em energia.
  8. 8. Hálito frutado: este é um sintoma mais tardio da Diabetes de Tipo I e indica um nível de glicose no sangue perigosamente alto. Quando o organismo vai buscar gordura como fonte de energia produz elementos tóxicos chamados cetonas. Se o teu hálito tiver odor frutado (este odor é descrito como cheiro a concentrado de pêra ou a cetona) isto é um sinal de que o organismo está a tentar expelir as cetonas pelos pulmões. Se também sentires náuseas, vómitos e/ou dor abdominal precisarás urgentemente de tratamento hospitalar – coma diabético. Podes ter a sensação de nunca estar satisfeito...(polifagia) ...As feridas podem demorar a cicatrizar
  9. 9. 5. Exames médicos usados no diagnóstico da Diabetes: Embora os exames da urina e da picada do dedo possam revelar um nível de glicose acima do normal, precisarás de mais testes laboratoriais para diagnosticar a diabetes: o teste sanguíneo aleatório, a análise ao sangue em jejum e, se necessário, o teste de tolerância oral à glicose. Os resultados serão avaliados em conjunto com os sintomas. Teste sanguíneo aleatório: O médico tira uma amostra de sangue do teu braço e manda-a para o laboratório para análise. Este pode ser feito em jejum ou não. Os resultados estão prontos em uma semana.
  10. 10. A Diabetes Tipo I é, em geral, mais rapidamente diagnosticada que a Diabetes Tipo II, pois os sintomas desenvolvem- - se mais depressa e com maior severidade. A Diabetes Tipo II é por vezes diagnosticada quando os primeiros sinais de complicações aparecem, tais como alterações anormais no fundo ocular detectadas num exame à retina (os sintomas são menos acentuados, ocasionando lesões sem que haja um tratamento da diabetes). Após o diagnóstico, poderás efectuar uma série de testes de rotina de forma a examinar a tua saúde geral. Os resultados dos testes serão o ponto de partida para os testes anuais. Os testes de rotina poderão ser:  Altura, peso e índice de massa corporal (IMC): tu mesmo podes calcular o teu índice de massa corporal. Podes fazê-lo dividindo o teu peso pelo dobro da tua altura. Por exemplo, se pesares 70 Kg e medires 1,67 m, o teu IMC é 70:2,79 (1,67X1,67)=25. Se o teu IMC for 25 ou mais tens excesso de peso; se for de 30 ou mais serás considerado obeso, o que é perigoso para a tua saúde. Se tiveres um IMC de 18,5 a 24,9 tens o peso ideal. Se tiveres um IMC de menos de 18,5 tens peso a menos. Teste de tolerância oral à glicose: Não poderás comer nem beber durante a noite e de manhã ser-te-á retirada uma amostra de sangue do braço antes e depois de ingerires uma solução de glicose. As amostras irão para análise, e o resultado estará pronto numa semana.
  11. 11.  Tensão arteriaL (60/70 – 130/140): A tensão arterial alta é muito comum nas pessoas com Diabetes Tipo II. Se a tua tensão arterial estiver alta durante determinado período de tempo, serás medicado de modo a baixá-la.  Exame aos pés: O médico examinará os teus pés e respectivos tendões e explicar-te-á como podes tratar deles. Como sabes, os pés são particularmente sensíveis a problemas causados pela má circulação porque estão longe do coração e também porque os nervos das pernas são muito longos. Esse tipo de problemas pode acarretar perda da sensibilidade nas extremidades, impedindo-te de seres alertado pela normal sensação de dor ou ferimento. Em casos extremos, uma lesão pode levar muito tempo a ser tratada e pode até conduzir a amputações do pé ou da perna. Como compreendes é extremamente importante que examines os teus pés diariamente. Deves pois, lavar e secar os pés com cuidado todos os dias e aplicares um creme hidratante não perfumado. De seguida, deves examinar detalhadamente a parte de cima e os lados dos teus pés, procurando qualquer vestígio de ferimento, arranhão, calos ou bolhas. Examina também a planta dos pés (se for difícil para ti fazê-lo, pede ajuda a alguém ou coloca um espelho por baixo dos pés). Corta as unhas sempre que necessário, mas não cortes demasiado. Se tiveres falta de sensibilidade nos pés, não sentirás dor... Deves evitar andar descalço, sobretudo se te encontrares num ambiente não familiar. Deves ter também atenção ao calçado que usas: o couro é um bom material porque molda-se ao formato do pé. Evita sapatos com costuras e palmilhas grossas pois podem causar fricção ou pressão. 6. Controlar a diabetes Poderão ainda pedir-te para fazeres análises sanguíneas para examinarem os teus rins, o fígado, a tiróide e os níveis de gordura no sangue. O teste HbA1c mede os níveis médios de glicose durante as seis e as oito semanas anteriores. Podem pedir-te também para encheres um “bidão” de urina para detectarem proteínas (pode representar lesões nos rins).
  12. 12. Se procurares cuidar de ti e controlar a diabetes podes viver saudável com a doença. Testar regularmente a glicemia, ter uma alimentação saudável, fazer exercício físico e tomar a medicação ou as injecções de insulina, irá ajudar-te a controlar de modo eficaz os níveis de glicose. Isto é essencial para reduzires o risco de desenvolver problemas permanentes. 6.1. Medir a glicose no sangue: Medires a tua própria glicemia é mais fácil e seguro. Há uma grande variedade de equipamentos para efectuar testes, desde as tiras de teste até aos dispositivos electrónicos, que podem ser ligados a um computador que analisa os resultados. Quando e com que frequência analisarás a glicemia depende do teu tratamento, da tua alimentação e da tua actividade física. O objectivo é encontrar uma hora e uma regularidade que se adequem à tua rotina diária. Manter a glicemia bem controlada é um dos factores mais importantes para prevenir problemas a longo prazo e para te sentires bem. Um bom controlo fará com que o resultado dos testes feitos em casa dê um valor entre 80 – 110 mg/dl. Podes seguir um registo diário que te ajude a percepcionar melhor os teus níveis de glicose no sangue. Mas para que a glicemia se mantenha dentro destes parâmetros é fundamental:
  13. 13. 6.2. Ter uma alimentação saudável: Os princípios de uma alimentação saudável são os mesmos que para a população em geral. Não há alimentos banidos, apenas restrições. Os princípios de uma alimentação saudável são: * Fazer refeições regulares com bastantes hidratos de carbono (estes não devem ser banidos da dieta alimentar, pois são uma fonte essencial de energia. Contudo deves escolher aqueles que têm um efeito menos imediato na tua glicemia, pois esta aumenta logo após a ingestão de hidratos de carbono); * Comer alimentos ricos em fibras, incluíndo fruta e legumes (pelo menos 5 porções); * Escolher, quando possível, alimentos integrais; * Cortar nas gorduras; * Comer poucas carnes vermelhas; * Evitar alimentos com adição de açúcar; * Cortar no sal; * consumir bebidas alcoólicas dentro dos limites recomendados. NOTA: Deves pedir sempre auxílio ao nutricionista ou dietista do teu hospital. Eles estão sempre disponíveis para te ajudar!!! Uma alimentação saudável é muito importante A felicidade mora na alimentação
  14. 14. 6.3. Tratamento da diabetes: DIABETES DE TIPO I: Se tens diabetes Tipo I o modo de manteres uma glicemia saudável é conjugares a ingestão de alimentos com a acção da insulina. Por exemplo, se tomares uma dose de insulina de curta duração (e.g., Actrapid, Humulin S, Insuman Rapid, Hypurin Neutral) deves fazê-lo perto de uma refeição. Se estiveres a tomar uma dose de insulina de acção lenta (e.g., Monotard, Humulin ZN, Hypurin protamine zinc) deves fazer refeições leves para te certificares de que há comida suficiente no organismo quando a insulina estiver a trabalhar ao máximo. Como vês, a combinação exacta das refeições com a insulina dependerá do tipo de insulina que estiveres a tomar: OS VÁRIOS TIPOS DE INSULINA: Insulina de acção rápida: (Humalog, Novorapid) Por ter um efeito tão rápido, esta insulina pode ser injectada 5 minutos antes de uma refeição ou até um máximo de 15 minutos depois da refeição. Pode tornar-se útil quando não sabes a que horas vais comer ou que quantidade de comida terás à tua disposição. Pode também ser utilizada de forma isolada para tratar uma inesperada subida da glicemia. A insulina de acção rápida atinge um pico de acção dentro de 1-2 horas e desaparece após 4 horas – o tempo necessário para lidar com a subida da glicemia resultante da refeição. Esta duração reduzida do efeito reduz as O teu médico vai receitar-te um ou mais tipos de insulina: A quantidade e o tipo de insulina que necessitarás dependerá do tipo de diabetes e da tua rotina diária.
  15. 15. probabilidades de uma hipoglicemia entre duas refeições. No entanto, logo que a insulina de acção rápida começa a desaparecer, o nível de glicose no sangue sobe. Isto implica que poderás ter de tomar insulina de acção lenta. Insulina de acção intermédia (NPH): (Insulatard, Humulin I, Insuman Basal, Hypurin Isophane) A insulina de acção intermédia atinge um pico de acção entre as 4-8 horas após a injecção. Assim permite controlar o nível de glicose do sangue ao longo do dia, mas provavelmente terás de comer perto do pico de acção para prevenir a hipoglicemia. Se tiveres diabetes de Tipo I, poderá ser-te prescrita insulina de acção intermédia juntamente com insulina de acção lenta, para evitar que o nível de glicose do sangue aumente, depois da insulina de acção curta se ter Insulina de acção curta: (Actrapid, Humulin S, Insuman Rapid, Hypurin Neutral) Também chamada insulina solúvel, trata-se de uma solução límpida que começa a fazer efeito cerca de 30 minutos depois de injectada. Por este motivo, terá de existir um intervalo de 20-30 minutos entre o momento da injecção da insulina e o momento em que ingeres alimentos. A Acção desta insulina atinge um pico cerca de 2-3 horas e continua a fazer efeito até um total de 8 horas, antes de gradualmente começar a desaparecer. Como as insulinas de acção curta fazem efeito durante várias horas, terás de equilibrar a sua acção através da ingestão de hidratos de carbono 2-3 horas após a refeição – isto impede que a glicemia baixe demasiado.
  16. 16. esgotado. Se tiveres diabetes de Tipo II, poderá ser-te prescrita insulina de acção intermédia deste modo, sozinha, ou com insulina de acção lenta, ou ainda em comprimidos. Insulina de acção lenta (Monotard, Humulin ZN, Hypurin protamine zinc) A insulina de acção lenta começa a funcionar 2 horas após a injecção, atingindo um pico de acção entre as 6-10 horas e tendo efeito para mais de 24 horas. Podes ter de comer algo, quando ela atinge o seu pico, para evitar a hipoglicemia. Se tiveres diabetes de Tipo I, poderás combinar a insulina de acção lenta com insulina de acção curta para um período de 24 horas, evitando que o nível glicose do sangue suba demasiado depois das refeições. Se tiveres diabetes de Tipo II, poderás usar insulina de acção lenta deste modo, sozinha ou combinada com comprimidos. Insulina de acção lenta sem pico (Lantus) Esta é uma espécie de insulina de acção lenta que não tem pico de acção. Actua em 30 minutos após a injecção e é eficaz por um período de cerca de 24 horas. A ausência de pico significa que estarás menos sujeito a sofrer uma hipoglicemia do que com outra insulina de acção lenta. Se tiveres diabetes de Tipo I poderá ser-te prescrita insulina de acção lenta sem pico em combinação com insulina de acção rápida, tomada às refeições (não deves misturar numa seringa, insulina de acção lenta com qualquer outro tipo insulina). Se tiveres Injecções de insulina
  17. 17. diabetes de Tipo II, poderá ser-te prescrita insulina de acção lenta sem pico, deste modo, sozinha ou em comprimidos. DIABETES TIPO II: Neste tipo de diabetes, a capacidade do organismo para produzir insulina aquando da ingestão de alimentos está debilitada. Assim, ao comeres alimentos que demorem mais a transformar-se em glicose poderás ajudar o pâncreas a funcionar melhor (e.g., fruta). Os alimentos açucarados transformam-se mais rapidamente em açúcar, pelo que se os ingerires após uma refeição, quando o organismo já digere lentamente outros alimentos, podes ajudar a reduzir o impacto na glicemia. Do mesmo modo, ao evitares ingerir hidratos de carbono em excesso de uma só vez reduzirás a pressão no pâncreas não necessitando este de produzir grandes quantidades de insulina. É comum ter Diabetes Tipo II quando se tem excesso de peso, hipertensão arterial, colesterol elevados e doenças circulatórias, por isso uma alimentação saudável reduz esse risco. Se estiveres a tomar medicamentos para a diabetes, precisarás de os conjugar com as refeições. Isto deve-se ao facto de alguns medicamentos ajudarem o organismo a assimilar as refeições lentamente enquanto que outros estimulam o pâncreas a produzir insulina. Se não estiverem coordenados com as horas das refeições, não serão eficazes e podem provocar uma hipoglicemia. TIPOS DE MEDICAMENTOS O teu médico vai trabalhar contigo no sentido de decidir qual o comprimido ou comprimidos que melhor controlam o nível de glicose no sangue. Todos os comprimidos são prescritos numa base experimental, até se descobrir qual o mais adequado ao teu caso. Diferentes comprimidos funcionam de forma diferente em cada pessoa – talvez tenhas de experimentar mais do que um comprimido ou diferentes combinações até encontrares o/os comprimido(s) que te convêm.
  18. 18. Metformina Tem como objectivo aumentar a sensibilidade das células do organismo à acção da insulina. Sulfonilureias (Diamicron, Euglucon, Daonil, Semidaonil, Amaryl) Tem como objectivo actuar nas células do pâncreas de forma a aumentar a quantidade de insulina produzida. Nota: os efeitos secundários das sulfonilureias incluem aumento de peso e hipoglicemia. Para reduzir o risco de hipoglicemia terás de fazer refeições regulares e comer snacks nos intervalos destas. Tiazolidinedionas (Avandia, Actos) As tiazolidinedionas fazem diminuir a resistência das células à insulina. Também têm um efeito benéfico nos níveis de gordura no sangue, o que pode evitar complicações cardiovasculares. Repaglinida e Nateglinida (Novonorm, Starlix) Estimulam a produção de insulina num curto período de tempo, tornando-se numa vantagem quando se tem um dia a da agitado, ou com variações nos horários das refeições. Actuam sobre as células do pâncreas para ajudar a produzir mais insulina.
  19. 19. Acarbose (Glucobay) A acarbose reduz a velocidade de absorção dos hidratos de carbono durante a digestão, fazendo com que a glicose seja mais lentamente lançada na corrente sanguínea. Uma vez que isso provoca uma subida mais lenta do nível de glicemia após as refeições, contribui para uma acção da insulina mais eficaz. Tende a ser cada vez menos prescrita por causa dos efeitos secundários (flatulência e diarreia). Ao tomares os comprimidos à hora certa em relação às refeições, antes, durante ou depois de comer, estarás a obter a máxima eficácia destes no controlo do teu nível de glicose no sangue. Cumpre todas as prescrições do médico!!! Segue todas as minhas indicações. Viverás saudavelmente!!!
  20. 20. 6.4. Exercício Físico Ser fisicamente activo é benéfico quer tenhas ou não tenhas diabetes. Fortalece o coração, os músculos, os ossos, melhora a circulação e ajuda a controlar o peso. Ser activo também te fará sentir mais elegante, saudável e feliz, em parte porque o teu corpo está a funcionar de modo mais eficiente mas também porque a actividade física faz aumentar os níveis de endorfinas e de serotonina, duas hormonas cerebrais que influenciam a disposição e a sensação de bem-estar. Apenas 30 minutos de exercício moderado, cinco vezes por semana, podem ajudar a regular a tua glicemia e reduzir o risco de problemas a longo prazo, como doenças cardiovasculares. Se tens diabetes Tipo II, o exercício regular ajuda a insulina a actuar eficazmente nas células do teu organismo. Se tens diabetes Tipo I, estar mais activo faz com que a insulina que injectas actue mais eficazmente de modo a poderes reduzir a tua dosagem. Nunca pratiques exercício físico em jejum. Não te esqueças que os níveis de glicose estão a baixar ao longo da prática desportiva!!! Pede sempre a opinião do teu médico para a prática desportiva.
  21. 21. Quando estamos moderadamente activos durante cerca de 30 minutos ou mais, os valores da glicemia modificam-se durante a actividade. Nos primeiros 10 minutos de exercício, o nível de glicose no sangue sobe, pois o organismo converte o glicogénio armazenado no fígado em glicose. Contudo, entre os 20-30 minutos subsequentes, o nível de glicose baixa, pois os músculos começam a usar a glicose disponível. Durante os 30-40 minutos após o inicio da actividade física, o nível de glicose continuará a baixar ainda mais, pois os músculos irão usar ainda mais glicose para continuarem activos. É por esta razão que deves ter sempre contigo, bebidas ou alimentos açucarados caso a glicemia baixe demasiado (inferior a 80 mg/dl). 7. Hipoglicemia O que é a hipoglicemia? A hipoglicemia é um termo usado para designar um nível de glicose no sangue demasiado baixo. Em termos práticos isto significa um nível inferior a 80mg/dL (embora os níveis a que começa a hipoglicemia, varie de pessoa para pessoa). A hipoglicemia ocorre quando temos mais insulina no organismo do que a necessária para aquele momento. Se estiveres a tomar insulina é certo que terás, ocasionalmente, uma hipoglicemia. O mesmo poderá acontecer se tomares comprimidos estimulantes de insulina, como sulfonilureias, mas o mesmo não acontece se tomares outros comprimidos como a metformina tiazolidinedionas ou acarbose.É importante saberes identificar os sintomas de uma hipoglicemia. Leva-me contigo se planeares efectuar uma actividade física por um longo período – podes precisar medir os níveis de glicose no sangue (glicemia)
  22. 22. OS PRINCIPAIS SINTOMAS SÃO: Suores, Palpitações (taquicardia) Fadiga, fome súbita e vómitos Tonturas, palidez, dores de cabeça e irritabilidade Dificuldade de concentração/desorientação Se o teu nível de glicose continuar a baixar poderás perder a consciência. Terás de recorrer ao hospital mais próximo.
  23. 23. AS RAZÕES PELAS QUAIS PODES ENTRAR NUM QUADRO HIPOGLICÉMICO PODEM SER: Estares mais activo que o habitual. Saltares ou atrasares refeições. Exercício excessivo Exercício em jejum Não seguires as prescrições médicas ou tomares a medicação ou insulina sem estarem combinada com a alimentação.
  24. 24. O QUE PODES FAZER EM CASO DE HIPOGLICEMIA? Em primeiro lugar, deves comer ou beber algum alimento açucarado o mais depressa possível. Em seguida deves comer alimentos mais substanciais contendo hidratos de carbono para evitar que o nível de glicose desça novamente. A partir do momento que apercebes-te que poderá estar em curso um episódio hpoglicemico, deverás comer ou beber algo rico em glicose: (qualquer uma das seguintes opções fará com que o teu nível de glicose suba rapidamente: 10-15 minutos)  bebida energética com açúcar, como coca-cola ou limonada;  Água com 2 colheres de chá de açúcar; Depois de ingerires algo rico em glicose, necessitarás de ingerir alimentos mais substanciais com hidratos de carbono:  Sanduíche;  Torrada;  Peça de fruta;  2-3 biscoitos;  Tigela de cereais.
  25. 25. 8. Hiperglicemia O que é a hiperglicemia? A hiperglicemia é um termo usado para descrever um aumento do nível de glicose no sangue (superior a 110 mg/dl). É o principal efeito da falta de tratamento da diabetes, e podem ter sido os sintomas de hiperglicemia que te levaram a procurar ajuda quando te diagnosticaram a diabetes. A hiperglicemia pode não só fazer sentir-te mal a curto prazo, como também aumenta os riscos de complicações da diabetes a longo prazo, se acontecer com frequência. Apesar da finalidade do tratamento da diabetes ser prevenir uma hiperglicemia, ocasionalmente poderá ocorrer uma subida da glicemia. Mesmo que consigas controlar a tua glicemia a maior parte do tempo, há ocasiões em que o stress, a doença, ou a não adesão aos tratamentos, podem levar a um quadro de hiperglicemia. PRINCIPAIS SINTOMAS: Os sintomas da hiperglicemia são iguais aos que tiveste quando pela primeira vez te foi diagnosticada diabetes. A hiperglicemia também pode não manifestar sintomas, especialmente se tiveres diabetes de Tipo II ou se o teu organismo estiver habituado a um aumento de glicose no sangue. O QUE PODES FAZER EM CASO DE HIPERGLICEMIA? Deves adequar o tratamento da hiperglicemia tendo em conta as causas. Isto poderá passar por comer menos, aumentar a tua actividade física ou aumentar a dose de insulina ou de comprimidos.
  26. 26. 9. Cuidados a serem tomados durante o quotidiano: Escove diariamente os dentes. Escove muito bem os dentes Não cortes as unhas demasiado pequenas Mantém a higiene adequada nos órgãos genitais Trata das doenças de pele causadas pelos fungos Cuida dos teus pés como da tua cara se tratasse.
  27. 27. TRAZ SEMPRE CONTIGO: E lembra-te... ... O principal médico és tu !!! Alimentos para emergência Carteira de diabético Insulina ou comprimidos

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