Aula de diabetes

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Aula de diabetes

  1. 1. O diabetes melito é um grupo de doençasmetabólicas caracterizadas por níveis aumentadosde glicose no sangue (hiperglicemia) resultantes dosdefeitos na secreção de insulina, ação da insulinaou ambas.(AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 2004 apud BRUNNER & SUDDARTH, 2009).
  2. 2. A insulina, um hormônio produzido pelopâncreas, controla o nível de glicose no sangueregulando a produção e o armazenamento de glicose.No diabetes, as células podem parar de responder àinsulina ou o pâncreas pode parar totalmente deproduzi-la. Isso leva à hiperglicemia, que poderesultar em complicações metabólicas agudas, comoa cetoacidose metabólica e a síndrome não-cetóticahiperosmolar hiperglicêmica.
  3. 3. Os efeitos de longo prazo da hiperglicemiacontribuem para as complicações macrovasculares(doença da artéria coronária, doença vascularcerebral e doença vascular periférica), complicaçõesmicrovasculares crônicas (doença renal e ocular) ecomplicações neuropáticas (doença dos nervos).
  4. 4. Fatores de Risco para o Diabetes MelitoHistória familiar de diabetes (pais ou irmãos com diabetes)ObesidadeRaça/etnicidadeIdade ≥ 45 anosGlicemia de jejum prejudicada (GJP) ou tolerância à glicoseprejudicada (TGP) previamente identificadasHipertensão (≥ 140/90 mm Hg)Nível de HDL < 35 mg/dL e ou nível de triglicerídios ≥ 250mg/dL.História de diabetes gestacional ou parto de neonatos commais de 4,5 KgFonte: American Diabetes Association,2004
  5. 5. Classificação do DiabetesDiabetes do tipo 1: as células beta pancreáticasprodutoras de insulina são destruídas por umprocesso auto-imune. Em consequência, ospacientes produzem pouca ou nenhuma insulina erequerem injeções desse hormônio para controlarseus níveis glicêmicos.
  6. 6. Diabetes do tipo 2: as pessoas apresentamsensibilidade diminuída à insulina (chamada deresistência à insulina) e funcionamento prejudicadodas células beta, resultando da produção diminuídade insulina.
  7. 7. FisiopatologiaAtua diminuindo o nível de glicose no sangueapós as refeições;Facilita a captação e utilização da glicose pelascélulas musculares, adiposas e hepáticas.
  8. 8. Nessas células, a insulina:Transporta e metaboliza a glicose para produzirenergiaEstimula o armazenamento da glicose no fígado emúsculo (na forma de glicogênio)Sinaliza o fígado para parar a liberação de glicoseEstimula o armazenamento de lipídios da dieta noteciso adiposoAcelera o transporte de aminoácidos (derivados daproteína da dieta) para dentro das células.
  9. 9. Diabetes do tipo 1Caracteriza-se pela destruição das células betapancreáticas.Fatores genéticos e imunológicos combinadoscontribuam para a destruição das células beta.Predisposição ou tendência genética para desenvolverdiabetes do tipo1.
  10. 10. Diabetes do tipo 2Os dois problemas principais relacionados com ainsulina no diabetes do tipo 2 são:resistência a esse hormônio (sensibilidadediminuída à insulina).secreção prejudicada.Fatores genéticos desempenhem alguma função.
  11. 11. Diabetes Melito gestacional (DMG)É qualquer grau de intolerância à glicose com iníciodurante a gravidez. A hiperglicemia desenvolve-sedurante a gravidez por causa da secreção dehormônios placentários , os quais provocam aresistência à insulina. Depois do parto, os níveisglicêmicos nas mulheres com DMG comumenteretornam ao normal, no entanto, muitas mulheresque tiveram DMG desenvolvem diabetes tipo 2 maisadiante na vida.
  12. 12. DMG
  13. 13. Manifestações Clínicas“três Ps”: poliúria, polidpsia epolifagia.FadigaFraqueza; alterações súbitas da visãoFormigamento ou dormência nasmãos ou pésPele secaLesões cutâneas ou feridas queexibem cicatrização lentaInfecções recorrentes
  14. 14. DiagnósticoUm nível glicêmico anormalmente elevado é ocritério básico para o diagnóstico do diabetes. Osníveis da glicose plasmática em jejum (GPJ) de126 mg/dL ou mais, ou níveis de glicose plasmáticaao acaso superiores a 200 mg/dL em mais de umaocasião, são diagnósticos de diabetes.* Parâmetros normais 70 a 99 mg/ dL.
  15. 15. TratamentoNormalização da atividade da insulina e os níveisglicêmicos para reduzir o desenvolvimento dascomplicações vasculares e neuropáticas.Terapia nutricional (dieta) – planejamentodas refeições, controle de peso.
  16. 16. Exercício – é extremamente importante no tratamento dodiabetes por causa de seus efeitos sobre a diminuição daglicemia e na redução de fatores de risco cardiovascular. Oexercício diminui os níveis glicêmicos aumentando a captaçãoda glicose pelos músculos corporais e melhorando a utilizaçãoda insulina.Automonitoração da glicemia – é a pedra fundamental dotratamento do diabetes, permite ajustar o regime detratamento para obter o controle da glicemia.Terapia farmacológica (medicamentos)Educação
  17. 17. Categorias de InsulinaAção rápida - Lispro (humalog)- Aspart (novolog)Início: 10-15 min Duração: 2-4 h*Usada para redução rápida do nível de glicose, paratratar hiperglicemia pós-prandial e/ou evitar ahipoglicemia noturna.
  18. 18. Ação curta - Regular (Humalog R, Novolin R Iletin IIRegular)Início: 30 min – 1 h Duração: 4-6 h* Usualmente administrada 20-30 minutos antes deuma refeição; pode ser administrada isoladamenteou em combinação com insulina de ação mais longa.
  19. 19. Ação intermediária - NPH (protamina neutra deHagedorn);Início: 2-4 h Duração: 16-20 hHumulin N, Iletin II lente, Iletin II NPH, Novolin LNovolin N)Início: 3-4 h Duração: 16-20 h* Usualmente administrada depois da alimentação.
  20. 20. Ação longa – Ultra lenta (“UL”)Início: 6-8 h Duração: 20-30 h*Usada principalmente para controlar o nível deglicose em jejum .Ação muito longa - Glargina (Lantus)Início: 1 h Duração: 24 h*Usada para dose basal.
  21. 21. Quando administrar a insulina, é muito importanteler cuidadosamente o rótulo e certificar-se de que otipo correto de insulina está sendo administrado.Também é importante evitar confundir a insulinaLantus com a insulina lenta, e vice-versa.
  22. 22. Espécie (origem)Eram obtidas a partir do pâncreas de gado (vaca) eporco.Atualmente, as “insulinas humanas” estãoamplamente disponíveis, são produzidas portecnologia de DNA recombinante e substituíram emgrande parte as fontes animais
  23. 23. Complicações da Terapia com InsulinaReações alérgicas locais;Reações alérgicas sistêmicas;Lipodistrofia por insulina;Resistência a insulina injetável;Hiperglicemia matinal.
  24. 24. Métodos Alternativos de administração deInsulinacanetas de insulinainjetores a jatobombas de insulinainsulina inalatória – estão sob estudo intenso
  25. 25. Agentes Hipoglicemiantes OraisOs hipoglicemiantes orais podem ser efetivos para ospacientes que possuem diabetes tipo 2 que nãopodem ser tratados esfizcamente apenas com dietasob prescrição médica e exercício. Oshipoglicemiantes orais incluem: as sulfoniluréias deprimeira e segunda geração, biguanidas, inibidoresda alfa-glicosidase, secretagogos da insulina do tiponão-sulfoniluréias e tiazolidinedionas.
  26. 26. Complicações Agudas do DiabetesExistem três complicações do diabetes em relaçãoaos distúrbios em curto prazo nos níveis glicêmicos:hipoglicemia, cetoacidose diabética e síndrome não-cetótica hiperosmolar hiperglicêmica.
  27. 27. Hipoglicemia: nível anormalmente baixo ocorrequando a glicemia cai abaixo de 50 a 60 mg/dL,pode ser causada pelo excesso de insulina ouagentes hipoglicemiantes orais, muito poucoalimento ou atividade física excessiva.
  28. 28. Cetoacidose Diabética (diabetes tipo 1)É causada por ausência ou quantidadeacentuadamente inadequada de insulina. Essedéficit na insulina disponível resulta em distúrbiosno metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídios.Os três aspectos clínicos principais da cetoacidosediabética são: hiperglicemia, desidratação e perda deeletrólitos, acidose.
  29. 29. Cetoacidose DiabéticaA clivagem das gorduras resulta em uma produçãoaumentada de corpos cetônicos, que são altamenteácidos, resultando em acidose; usualmente requerhospitalização para tratamento e, em geral écausada pela não-adesão ao regime de insulina,doença concomitante ou infecção
  30. 30. A cetoacidose diabética resultante pode provocarsinais e sintomas, como a dor abdominal, náuseas,vômitos, hiperventilação, um hálito frugal e quandosem tratamento, nível de consciência alterado comoe morte. A insulina, juntamente com o líquido e oseletrólitos, quando necessários, é essencial paratratar a hiperglicemia e a cetoacidose diabética.
  31. 31. Síndrome Não-Cetótica Hiperosmolar Hiperglicêmica:(diabetes tipo 2) é uma condição grave em que ahiperosmoralidade e a hiperglicemia predominam, odefeito bioquímico básico é a falta de insulina efetiva. Ahiperglicemia persistente provoca diurese osmótica, oque resulta em perdas de água e eletrólitos. Para mantero equilíbrio osmótico, os deslocamentos de água se fazemdo espaço intracelular para o extracelular. Com aglicosúria e a desidratação, ocorrem hipernatremia(desequilíbrio na concentração de sódio no sangue) e aosmolaridade aumentada.
  32. 32. Complicações do Diabetes em Longo PrazoMacrovascularDoença microvascularNeuropatia
  33. 33. Complicações macrovasculares: resultam dealterações em vasos sanguíneos de calibre médio egrande. As paredes vasculares sofrem espessamento,esclerose e os vasos se tornam ocluídos pela placaque adere às paredes e com isso o fluxo sanguíneo ébloqueado. A doença da artéria coronária, a doençavascular cerebral e a doença vascular periférica sãoos três tipos principais de complicaçõesmacrovasculares que acontecem com maisfrequência na população diabética.
  34. 34. Complicações Microvasculares: espessamento damembrana basal capilar. Duas áreas afetadas poressas alterações são a retina e os rins.Retinopatia Diabética: é a principal causa decegueira. Ela ocorre nos diabetes do tipo 1 e do tipo2. É causada por alterações nos pequenos vasossanguíneos na retina.Nefropatia: ou doença renal secundária àsalterações microvasculares diabéticas no rim, é umacomplicação comum do diabetes.
  35. 35. Neuropatias DiabéticasNeuropatias Autônomas: resulta em uma amplagama de disfunções que afetam quase todos ossistemas orgânicos do corpo. Três manifestações daneuropatia autônoma estão relacionadas com ossistemas:Cardíaco – os sintomas variam desde umafrequência cardíaca fixa até a isquemia e infarto domiocárdio indolor e silencioso.
  36. 36. Renal – retenção urinária, bexiga neurogênica.Gasrointestinal – distensão abdominal, náuseas evômitos, constipação e diarreia “diabética”.Neuropatia Sudomotora: refere-se a uma diminuiçãoda sudorese (anidrose) dos membros, com umaumento compensatório da parte superior do corpo.O ressecamento dos pés aumenta o risco para odesenvolvimento de úlceras de pé.
  37. 37. Disfunção Sexual: a dinfunção erétil nos homens éumas das complicações do diabetes. Em mulheres alubrificação vaginal, diminuição da libido e doorgasmo foi mencionada como possível efeitoneuropático.
  38. 38. Problemas nos Pés e PernasA neuropatia sensorial leva à perda da sensação de dor epressão e a neuropatia autônoma leva ao ressecamentoaumentado e formação de fissura da pele, a circulaçãodeficiente nos membros inferiores contribui para a mácicatrização das feridas e para o desenvolvimento degangrena e a resistência diminuída a determinadas infecçoesdevido a hiperglicemia prejudicar os leucócitos, esses fatoresem conjunto aumentam o risco de problemas e infecções nospés.
  39. 39. Intruções ao Paciente1. Cuidar do seu diabetes.manter o nível glicêmico dentro de uma faixa normal.2. Inspecionar os pés diariamente.Observar os pés descalços diariamente para detectarcortes, bolhas, manchas avermelhadas e inchação.Usar um espelho para verificar as plantas do pé oupedir ajuda a um familiar caso você tenha problemaspara enxergar.Verificar as mudanças na temperatura do pé.
  40. 40. 3. Lavar os pés todos os dias.Lavar os pés em água morna, não quente.Secar bem os pés. Certificar-se de secar entre osartelhos.Não ficar com os pés úmidos.Não verificar a temperatura da água com os pés;usar um termômetro ou o cotovelo.
  41. 41. 4. Manter a pele macia e lisa.Friccionar uma camada fina de loção para a pelesobre as partes superior e inferior dos pés, mas nãoentre os artelhos.5. Amaciar suavemente os calos e calosidades.Usar perda-pome para amaciar os calos ecalosidades.6. Aparar as unhas dos pés em linha reta earrendondar as bordas com uma lixa de unha.
  42. 42. 7. Usar calçados e meias em todos os momentos.Nunca andar descalço.Usar calçados confortáveis que se adaptem bem eprotejam os pésPalpar dentro dos calçados antes de calçá-los parase certificar de que o revestimento está liso e quenão existem objetos em seu interior.
  43. 43. 8. Protejer os pés contra o frio e calor.Usar calçados na praia ou em calçadas quentes.Usar meias à noite se os pés ficam frios.9. Manter o fluxo sanguíneo para os pés.Colocar os pés para adiante quando sentar.Abrir os artelhos e movimentar os tornozelos paracima e para baixo por 5 minutos, 2 a 3 vezes ao dia.
  44. 44. Não fumar.Não se automedicar nem usar remédios caseirosou produtos populares para tratar os problemas nospés.Cuidados com a aplicação de insulinaas quatro principais regiões para injeção são oabdome, a parte superior dos braços (superfícieposterior), as coxas (superfície anterior) e osquadris.
  45. 45. Realizar o rodízio sistemático dos sítios de injeçãodentro de uma área anatômica para evitar asalterações localizadas no tecido adiposo(lipodistrofia).Registrar os locais de aplicação.Não utilizar álcool, pois, o álcool pode sertransportado para os tecidos.
  46. 46. Refêrencias BibliográficasBRUNNER & SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 11ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2009.BRASIL. Ministério da Saúde. Diabetes Mellitus. Caderno deAtenção Básica nº 16 Série A Normas e Manuais TécnicosBrasília/DF, 2006. 56 p.

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