TÉCNICAS TEXTUAIS NOJORNALISMO LITERÁRIOPROF. EDUARDO ROCHA
DINÂMICA DA OFICINA Abertura Leitura de Textos Apresentação das Técnicas Literárias Exercício de observação Produção ...
CONCEITO DE JORNALISMO LITERÁRIO Modalidade de prática da reportagem deprofundidade e do ensaio jornalístico utilizandore...
CARACTERÍSTICAS DO JORNALISMOLITERÁRIO Emprego de técnicas literárias; Profunda observação; Profunda pesquisa de campo;...
E QUAL É A DO JORNALISMO LITERÁRIO?•Ir além do factual•Ir além da objetividade•Ir além dos dadosestatísticos•Ir além do lead
E QUAL É A DO JORNALISMO LITERÁRIO?O Jornalismo Literário:•Humaniza o texto•Aprofunda a reportagem•Trabalha a linguagem•Ob...
TÉCNICAS LITERÁRIAS 1. Técnicas de abertura 2. Construção cena a cena 3. Reprodução de diálogos 4. Foco narrativo 5. ...
1. TÉCNICAS DE ABERTURA 1) Citação Direta 2) Citação Indireta 3) Pergunta 4) Frase Nominal
CITAÇÃO DIRETA É a abertura com uma frase. Deve ser utilizada emcasos especiais Possui um caráter argumentativo muito fo...
EXEMPLO DE CITAÇÃO DIRETA "Os computadores não são máquinassimpáticas", diz o canadense Sidney Fels,professor da Universi...
CITAÇÃO INDIRETA É a utilização do discurso indireto na abertura dotexto. Indicada quando não se lembra literalmente dau...
EXEMPLO DE CITAÇÃO INDIRETASer ou não Disse Alexandre Dumas que Shakespeare, depoisde Deus, foi o poeta que mais criou. A...
PERGUNTA Recurso que desperta o interesse do leitor, pois oleva a refletir sobre a indagação que está sendofeita
EXEMPLO DE ABERTURA COM PERGUNTA Onde estão os melhores programas da TV a cabo?Que programas merecem que se reserve um bo...
FRASE NOMINAL Quando utilizamos uma ou duas frases nominaispara explicá-la na sequência do texto
EXEMPLO DE ABERTURACOM FRASE NOMINAL Garra. Determinação. Entusiasmo. Esse é oespírito que parece estar de volta ao Estád...
2 - NARRAÇÃO CENA A CENA Construção cena a cena (cena presentificada) –é o relato detalhado do acontecimento à medidaque ...
EXEMPLO DENARRAÇÃO CENA A CENAChegam à casa ao entardecer. São um pequenogrupo de policiais. Todos uniformizados.Passeiam ...
3 - REPRODUÇÃO DE DIÁLOGOS Reprodução do diálogo das personagens –segundo Tom Wolfe, os diálogos são um dosrecursos que m...
REPRODUÇÃO DE DIÁLOGOS - EXEMPLOUm antigo balcão de metal – desses típicos de escritório – separa os freguesesda área onde...
(CONTINUAÇÃO)A carreira de Roque Mascarin tem mais de 60 anos. Aos 9, recém- chegadoda roça, fez o que faziam os meninos a...
4 - FOCO NARRATIVO Foco narrativo (ou ponto de vista) – é aperspectiva pela qual é contada a história. Podeser: Narrador...
FOCO NARRATIVO Narrador-observadorExemplo:“Ali pelas onze horas da manhã o velho JoaquimPrestes chegou no pesqueiro. Embo...
FOCO NARRATIVO Narrador- personagem – quando o narradorparticipa da históriaExemplo“Vai então, empacou o jumento em que e...
FLUXO DE CONSCIÊNCIA Fluxo de consciência – Escrever um fluxo deconsciência é como instalar uma câmera nacabeça da person...
FLUXO DE CONSCIÊNCIA Exemplo Como a humanidade é louca, pensou ela ao atravessarVictoria Street. Porque só Deus sabe por...
EXERCÍCIOA partir da matéria jornalística fornecida, construa umtexto utilizando as técnicas literárias.
BIBLIOGRAFIA JATOBÁ, JOÃO FELIPE BRANDÃO. Técnicas Literárias.Disponível em: http://migre.me/5KNuv . Acesso em 7.set.2011...
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Oficina de jornalismo literário 2013

  1. 1. TÉCNICAS TEXTUAIS NOJORNALISMO LITERÁRIOPROF. EDUARDO ROCHA
  2. 2. DINÂMICA DA OFICINA Abertura Leitura de Textos Apresentação das Técnicas Literárias Exercício de observação Produção textual Sarau literário Publicação no Blog
  3. 3. CONCEITO DE JORNALISMO LITERÁRIO Modalidade de prática da reportagem deprofundidade e do ensaio jornalístico utilizandorecursos de observação e redação originários da(ou inspirados pela) literatura. Traços básicos: imersão do repórter na realidade,voz autoral, estilo, precisão de dados einformações, uso de símbolos (inclusivemetáforas), digressão e humanização.(EdvaldoPereira Lima)
  4. 4. CARACTERÍSTICAS DO JORNALISMOLITERÁRIO Emprego de técnicas literárias; Profunda observação; Profunda pesquisa de campo; Criatividade; Grande caracterização dos personagens; Ambientação do fato narrado; Fuga das regras do texto jornalístico; convencional.
  5. 5. E QUAL É A DO JORNALISMO LITERÁRIO?•Ir além do factual•Ir além da objetividade•Ir além dos dadosestatísticos•Ir além do lead
  6. 6. E QUAL É A DO JORNALISMO LITERÁRIO?O Jornalismo Literário:•Humaniza o texto•Aprofunda a reportagem•Trabalha a linguagem•Observa os detalhes•Vai além do lead
  7. 7. TÉCNICAS LITERÁRIAS 1. Técnicas de abertura 2. Construção cena a cena 3. Reprodução de diálogos 4. Foco narrativo 5. Fluxo de consciência
  8. 8. 1. TÉCNICAS DE ABERTURA 1) Citação Direta 2) Citação Indireta 3) Pergunta 4) Frase Nominal
  9. 9. CITAÇÃO DIRETA É a abertura com uma frase. Deve ser utilizada emcasos especiais Possui um caráter argumentativo muito forte, poisvem respaldado na frase de um personagemimportante dentro da história
  10. 10. EXEMPLO DE CITAÇÃO DIRETA "Os computadores não são máquinassimpáticas", diz o canadense Sidney Fels,professor da Universidade da Colúmbia Britâncica.Em busca de uma melhor interação, o cientistadesenvolveu o Glove Talk, uma espécie de luvafeita por realidade virtual que é capaz detransformar sons em linguagem de sinais, usadapor sudos-mudos. Fels também é o inventor doIamascope, um caleidoscópio que identifica o rostodo usuário e toca melodias conforme este semovimenta.Época 29 de junho
  11. 11. CITAÇÃO INDIRETA É a utilização do discurso indireto na abertura dotexto. Indicada quando não se lembra literalmente dauma frase
  12. 12. EXEMPLO DE CITAÇÃO INDIRETASer ou não Disse Alexandre Dumas que Shakespeare, depoisde Deus, foi o poeta que mais criou. Aos 37 anos, jáescrevera 21 peças e inventara uma forma de soneto.Era um rico proprietário de terras e sócio do GlobeTheatre, de Londres. Suas peças eram representadasregularmente para a rainha Elizabeth I. Na Tragégia deHamlet, Prícipe da Dinamarca, publicada em 1603,Shakespeare superou a si mesmo, tomando uma antigahistória escandinava de fraticídio e vingança etransformou-a numa tragédia sombria sobre a condiçãohumana, traduzida quase 1000 vezes e encenada semcessar. Sarah Bernhardt, John Gielgud, LaurenceOlivier, John Barrymore e Kenneth Branagh, todosbuscaram entender o melancólico dinamarquês.Veja - especial do Milênio
  13. 13. PERGUNTA Recurso que desperta o interesse do leitor, pois oleva a refletir sobre a indagação que está sendofeita
  14. 14. EXEMPLO DE ABERTURA COM PERGUNTA Onde estão os melhores programas da TV a cabo?Que programas merecem que se reserve um bomtempo para a televisão? Quais as diferenças entrecanais que oferecem programação do mesmogênero? Onde encontrar bons documentários,filmes inéditos, notícias ao vivo, transmissõesesportivas?A equipe da revista da TV sentou-se na frente datelevisão, de controle remoto em punho, e apresentaeste número especial, concebido como um guia da TVque os gaúchos assinam. Que ninguém se enrosquenos cabos, nas antenas ou na informação. Televisão porassinatura é toda modalidade que se paga pra acessar.(...) Zero Hora, 27 de junho de 1999
  15. 15. FRASE NOMINAL Quando utilizamos uma ou duas frases nominaispara explicá-la na sequência do texto
  16. 16. EXEMPLO DE ABERTURACOM FRASE NOMINAL Garra. Determinação. Entusiasmo. Esse é oespírito que parece estar de volta ao EstádioOlímpico. Desde os tempos de Felipão comotécnico do tricolor não se via um time com tantoafinco no gramado do Olímpico.Zero Hora - 21 de junho de 1999
  17. 17. 2 - NARRAÇÃO CENA A CENA Construção cena a cena (cena presentificada) –é o relato detalhado do acontecimento à medidaque ele se desenvolve, desdobrando-o como emuma projeção cinematográfica. Mas, como a vidado personagem não transcorre somente nouniverso de suas ações diretas, pode-seestabelecer relações com acontecimentosparalelos, que, de alguma forma, contribuíram parao destino do biografado
  18. 18. EXEMPLO DENARRAÇÃO CENA A CENAChegam à casa ao entardecer. São um pequenogrupo de policiais. Todos uniformizados.Passeiam pela sala e olham a biblioteca. Riemcom sarcasmo. Pegam o livro História daDiplomacia. "Assim que os kosovaresdescendentes de albaneses também querem serdiplomatas?" Mudam o tom da conversa. Gritam."Nos dê chaves", exigem. "Pegue uma mala",ordenam. "Deixa o resto. Tens 10 minutos. Logoirás para a Albânia e nunca mais voltarás. Nemsequer poderás voltar a sonhar com Kosovo",profetizam.
  19. 19. 3 - REPRODUÇÃO DE DIÁLOGOS Reprodução do diálogo das personagens –segundo Tom Wolfe, os diálogos são um dosrecursos que mais envolvem o leitores.
  20. 20. REPRODUÇÃO DE DIÁLOGOS - EXEMPLOUm antigo balcão de metal – desses típicos de escritório – separa os freguesesda área onde estão Roque Mascarin, 71 anos, e Sebastião Peixe, 74 anos. Osalão forma um “L” e não tem mais que 30 metros quadrados. Nas prateleiras,ao lado esquerdo e ao fundo, peças de tecidos. No centro, lado a lado, duasmáquinas de costura. E outros dois balcões de madeira. São antigos, de imbuia.“Tem mais de cem anos”, diria mais tarde seu Mascarin. São usados para riscarmoldes e cortar tecidos. Um velho rádio, da Motorádio, está sintonizado numaemissora AM que toca Nelson Gonçalves quando eu chego. O aparelhocompleta a decoração do ateliê. É como se eu abrisse uma porta para opassado.Seu Mascarin deixa a velha máquina PFAFF e vem em minha direção.- Você deve ser o repórter. “Sim, eu que liguei hoje de manhã.”- Eu só não sei o que você quer com dois velhos. Nós não temos muitopara falar. Estamos no fim de carreira.
  21. 21. (CONTINUAÇÃO)A carreira de Roque Mascarin tem mais de 60 anos. Aos 9, recém- chegadoda roça, fez o que faziam os meninos ao concluir o grupo escolar. Era horade procurar emprego, um ofício. Bateu na alfaiataria de Geraldo Adabo.Nessa época, por volta de1950, São Carlos tinha talvez centenas dealfaiatarias.- Eram umas 200 – puxa pela memória seu Mascarin.- 280. A voz fraca de Sebastião Peixe quebra o silêncio pela primeiravez para corrigir o colega. Foi na alfaiataria do Adabo que os dois seconheceram. Seu Peixe tinha 10 anos de idade. Os cabelos estãobrancos. É um homem esguio, alto mesmo, quase um metro e noventade altura. Mas o corpo arqueado denuncia os efeitos dos anos quandoele se levanta, para os cumprimentos. É homem frágil.- Eu que conversei com você no telefone. Eu estou muito doente.Seu Peixe caminha lentamente e com dificuldade. De volta a maquina decostura, por várias vezes interrompe o vai e vem dos pés no pedal. Para. Oolhar se fixa e se perde em algum ponto. Parece querer relembrar fatos,pessoas, lugares e histórias enquanto seu Mascarin ativa na memória ostempos em que São Carlos era a capital dos alfaiates brasileiros.
  22. 22. 4 - FOCO NARRATIVO Foco narrativo (ou ponto de vista) – é aperspectiva pela qual é contada a história. Podeser: Narrador-observador (3ª. Pessoa) ou narrador-personagem (1ª. Pessoa).
  23. 23. FOCO NARRATIVO Narrador-observadorExemplo:“Ali pelas onze horas da manhã o velho JoaquimPrestes chegou no pesqueiro. Embora fizesse forçaem se mostrar amável por causa da visitaconvidada para a pescaria, vinha mal-humoradodaquelas cinco léguas cabritando na estradapéssima. Alias o fazendeiro era de pouco risomesmo, já endurecido pelos setenta e cinco anosque o mumificavam naquele esqueleto agudo etaciturno.” - O poço, de Mário de Andrade.
  24. 24. FOCO NARRATIVO Narrador- personagem – quando o narradorparticipa da históriaExemplo“Vai então, empacou o jumento em que eu vinhamontado; fustiguei-o, ele deu dois corcovos,depois mais três, enfim mais um, que me sacudiufora da sela,…” “mas um almocreve, que aliestava, acudiu a tempo de lhe pegar na rédea edetê-lo, não sem esforço nem perigo. Dominadoo bruto, desvencilhei-me do estribo e pus-me depé.” -Memórias Póstuma de Brás Cubas,deMachado de Assis.
  25. 25. FLUXO DE CONSCIÊNCIA Fluxo de consciência – Escrever um fluxo deconsciência é como instalar uma câmera nacabeça da personagem, retratando fielmente suaimaginação, seus pensamentos. Como opensamento, a consciência não é ordenada.Presente e passado, realidade e desejos, falas eações se misturam na narrativa.
  26. 26. FLUXO DE CONSCIÊNCIA Exemplo Como a humanidade é louca, pensou ela ao atravessarVictoria Street. Porque só Deus sabe porque amamostanto isto, o concebemos assim , elevando-o,construindo-o à nossa volta, derrubando-o, criando-onovamente a cada instante, mas até as própriasmegeras, as mendigas mais repelentes sentadas àsportas (a beberem a sua ruína) fazem o mesmo; não sepodia resolver o seu caso, ela tinha a certeza, com leisparlamentares por esta simples razão: porque amam avida.(Mrs. Dalloway, 1925, trad. port. Lisboa, Ulisseia,1982, pp.5-6)
  27. 27. EXERCÍCIOA partir da matéria jornalística fornecida, construa umtexto utilizando as técnicas literárias.
  28. 28. BIBLIOGRAFIA JATOBÁ, JOÃO FELIPE BRANDÃO. Técnicas Literárias.Disponível em: http://migre.me/5KNuv . Acesso em 7.set.2011 LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas Ampliadas. São Paulo,Manole, 2004 PRIOSTE, Roberto Nogueira. Os alfaiates de São carlos,Disponível em: http://migre.me/5KNkI . Acesso em 7.set.2011 SCARTON, Gilberto. Guia de Produção Textual. Disponívelem Fonte: http://www.pucrs.br/gpt/index.php. Acesso em5.ago.2011

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