Paradigma culturológico

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Paradigma culturológico

  1. 1. PARADIGMA CULTUROLÓGICO
  2. 2. PARADIGMA CULTUROLÓGICO  ANÁLISE ESTRUTURALISTA  COMO A CULTURA DE MASSA INTERFERE NAS ESTRUTURAS SOCIAIS E NA VIDA SOCIAL E DOMÉSTICA DE GRUPOS E INDÍVÍDUOS  EXPOENTES: EDGAR MORIN (FRANÇA, DÉCAD DE 1960); UMBERTO ECO
  3. 3. ESCOLA FRANCESA ANÁLISE ESTRUTURAL  FUNDAMENTO EM TRÊS ABORDAGENS: 1) ABORDAGEM MARXISTA: ANÁLISE A PARTIR DE UMA SUPERESTRUTURA ECONÔMICA, QUE DETERMINA O SOCIAL 2) 2) SISTEMAS DE PENSAMENTO: A SOCIEDADE E A CULTURA SE ESTRUTURAM A PARTIR DE UMA BASE, QUE É A LINGUAGEM 3) 3) A ESTRUTURA SOCIAL É COMPOSTA COMO UM SISTEMA DE SIGNOS
  4. 4. ESTRUTURALISMO  ABORDAGEM INSTEDISCIPLINAR QUE CONTA COM O ESTUDO DE VÁRIOS PESQUISADORES -ANTROPOLOGIA (LÉVI STRAUSS); - LINGUÍSTICA (JAKOBSON) - PSICANÁLISE (LACAN) - SEMIOLOGIA (GREIMAS) O PROGRAMA ESTRUTURALISTA CONSISTIA EM MOSTRAR QUE O VERDADEIRO OBJETO DAS CIÊNCIAS HUMANAS NÃO É O HOMEM, MAS AS ESTRUTURAS SOCIAIS E LINGUÍSTICAS QUE O DETERMINAM. OU SEJA, UM SISTEMA DE REGRAS E LEIS QUE AGEM POR MEIO DE NOSSAS PALAVRAS E AÇÕES
  5. 5. ANÁLISE ESTRUTURAL  O PRINCIPAL OBJETIVO DA CMUNICAÇÃO É DESCOBRIR O SIGNIFICADO DAS MENSAGENS DENTRO DE UM PROCESSO ORGANIZADO.  O QUE QUER DIZER UM IMAGINÁRIO CULTURAL RESULTANTE DA COMUNICAÇÃO DE MASSA?  INFLUÊNCIA DE ALTHUSSER (NEOMARXISTA), QUE UTILIZA CONCEITOS COMO SUPERESTRUTURA E RELAÇÕES DE PRODUÇÃO DENTRO DO MODELO CAPITALISTA  INFLÊNCIA DE PIERRE BOURDIEU – REFLEXÕES SOBRE CAMPO SOCIAL, VIOLÊNCIA OCULTA  INFLUÊNCIA DE MICHEL FOUCAULT – CONCEPÇÃO DE PODER COMO O DOMÍNIO DE MICROSUJEITOS, NO QUAL O ESTADO, AS CLASSES E A IDEOLOGIA DOMINANTE SÃO SUBSTITUÍDOS POR UMA CONCEPÇÃO RELACIONAL DE PODER
  6. 6. EDGAR MORIN  A EVOLUÇÃO INDUSTRIAL CRIA NOVAS TÉCNICAS E NOVAS CONDIÇÕES DE VIDA, QUE DESAGREGAM AS CULTURAS ANTERIORES E CRIM NOVAS NECESSIDADES  A CULTURA DE MASSA READAPTA A SOCIEDADE, E ELA É O PRODUTO QUE QUE É PRODUZIDO NA SOCIEDADE INDUSTRIAL-CAPITALISTA. A CULTURA TRANSFORMA- SE EM MERCADORIA.  O TRABALHO É ESVAZIADO DO PRAZER E A CULTURA DE MASSA PASSA A SER A TRANSMISSORA DE VALORES VINCULADOS A UMA “IDEOLOGIA DA FELICIDADE”, QUE ALARDEIA PRAZERES IMEDIATOS, AMORES ROMÂNTICOS E BEM ESTAR IMEDIATO.  A VISÃO DA TEORIA CRÍTICA, NA QUAL OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SÃO UM INSTRUMENTO E DOMINAÇÃO E CONTROLE SOCIAL É SUBSTITUÍDA PELA IDEIA DE QUE A COMUNICAÇÃO É UMA PRODUTORA DE CONTEÚDOS, SUSTENTADA POR LUCROS PERMANENTES. A CULTURA É ADAPTADA AO CONSUMO
  7. 7. EDGAR MORIN  OS PRODUTOS CULTURAIS SÃO ADAPTADOS ÀS CLASSES DE CONSUMO  TUDO É ARTE E NADA É ARTE  A COMUNICAÇÃO DE MASSA MANTÉM A ESTRUTURA SOCIAL E TAMBEM INTRODUZ O NOVO, COMO OBJETO DE CONSUMO  A SOCIEDADE É COMPLEXIFICADA. NUMA PÁGINA DE JORNAL ENCONTRAMOS O ANÚNCIO DO NOVO CARRO, SUPER VELOZ, E AO MESMO TEMPO MATÉRIAS DE CONTROLE DE VELOCIDADES NAS ESTRADAS.
  8. 8. EDGAR MORIN  A VIDA DO INDIVIDUO, NESSE CONTEXTO, É ROTINEIRA E MEDÍCORE, MARCADA PELA AUSÊNCIA DE PERSPECTIVAS. O ÚNICO ESPAÇO DE REALIZAÇÃO É O CONSUMO, QUE PASSA A SER A ESTRUTURA E A ESSÊNCIA DA VIDA  DOCUMENTÁRIOS E PROGRAMAS (PSEUDO)EDUCATIVOS SÃO A ILUSÃO DE QUE O INDIVÍDUO ESTÁ APRENDENDO.  O MÍDIA CRIA A PERCEPÇÃO DO MUNDO LEVADA AO INDIVÍDUO.  EXISTE UMA GRANDE MISTURA DE GÊNEROS (SINCRETISMO), EM QUE REALIDADE E FICÇÃO SE MISTURAM
  9. 9. ESCOLA FRANCESA  NESSA PERSPECTIVA TEMOS:  OS AUTORES QUE ACREDITAM NO BOM USO FUTURO DA MÍDIA E QUE A VÊEM COMO FATOR DE VÍNCULO SOCIAL (MAFFESOLI E LEVY) E OS QUE CONSIDERAM A MÍDIA COMO ALGO QUE OBEDECE A LÓGICA DA UTILIDADE SOCIAL (BAUDRILLARD, BOURDIEU).  EM COMUM TODOS TRAZEM A DESILUSÃO COM O MITO DE QUE O RACIONALISMO GERA O PROGRESSO. COMUNICAÇÃO NÃO SERVE SÓ PRA COMUNICAR: É O MOTOR DAS RELAÇÕES SOCIAS, QUE ENVLVE APRODUÇÃO, O CONSUMO, O INTERCÂMBIO E A REPRODUÇÃO
  10. 10. UMBERTO ECO  A partir da década de 1960 os produtos culturais passaram a ser encarados de uma nova forma. Alguns artistas (pioneiros do movimento “pop-art”) sacralizaram em seus trabalhos ícones de peças publicitárias, histórias em quadrinhos e estrelas de cinema. O conteúdo do trabalho desses artistas explorava os signos da cultura de massa.  É nesse contexto que alguns pesquisadores europeus lançaram seus estudos, observando o conteúdo das mensagens da cultura de massa. Esses intelectuais tinham uma postura crítica, mas não preconceituosa. Divergiam tanto da postura funcionalista de observar a comunicação como dos estudiosos da teoria crítica.
  11. 11.  Dentre os principais representantes dessa escola podemos destacar: Roland Barthes, Edgar Morin, Jean Braudrillard, Julia Kristeva, Christian Metz e Umberto Eco.  Umberto Eco, pesquisador da Universidade de Milão, tornou-se um dos expoentes dessa escola. Em sua obra “Apocalípticos e Integrados” (1964), o italiano critica os funcionalistas (integrados) por exibirem uma postura otimista demais diante da cultura de massa, e os frankfurtianos (apocalípticos), por refutarem radicalmente a sociedade de massa sem ao menos analisá-la.
  12. 12.  Segundo Eco, os teóricos criaram denominadores chamados “conceitos-fetiche” (massa, indústria cultural) para analisar de maneira genérica e superficial a comunicação na sociedade moderna, que, segundo ele, trata-se de um fenômeno complexo.  Para Eco, a cultura de massa é um fenômeno típico do homem contemporâneo, tendo despontado num contexto de evolução do capitalismo, e da ascensão dos indivíduos na era pós-industrial. Dessa forma, Eco vê como legítima a cultura produzida nesse período. Tão legítima que é capaz de influenciar até mesmo os seus críticos.
  13. 13. A seguir, algumas características dos meios de comunicação: - os meios de comunicação contribuem para influenciar a massa - os produtos culturais são produzidos para agradar ao público - possuem caráter evasivo, mas também podem informar e educar - são efêmeros e possuem a característica da reprodutibilidade em série
  14. 14.  Eco propõe uma análise apurada da mensagem vinculada ao seu contexto de significação (análise estrutural da mensagem). Ele sugere ainda a troca do termo “cultura de massa” por “comunicação de massa”.  Em outro livro seu, Obra Aberta, Eco defende a idéia de que uma obra de arte possui uma gama infindável de significações, e que essas significações e interpretações estão relacionadas ao corpo de valores intrínsecos de cada indivíduo.
  15. 15. BIBLIOGRAFIA  TEMER, Ana Carolina Rocha Pessoa e NERY, Vanda Cunha Albieri. Para entender as Teorias da Cmunicação. 2. ed. Revista e atualizada. Goiânia: EDFU, 2009.

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