SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 21
Baixar para ler offline
Jornalismo Literário
    Técnicas Literárias (prática)
Jornalismo Literário - prática
   1.   Abertura de textos
   2.   Técnicas literárias
   3.   Descrição / Atmosfera
   4.   Perfis
Técnicas Literárias
   1.   Construção cena a cena
   2.   Reprodução de diálogos
   3.   Foco narrativo
   4.   Fluxo de consciência
Construção cena a cena
   1) Construção cena a cena (cena presentificada) – é o
    relato detalhado do acontecimento à medida que ele
    se desenvolve, desdobrando-o como em uma projeção
    cinematográfica. Mas, como a vida do personagem não
    transcorre somente no universo de suas ações diretas,
    pode-se estabelecer relações com acontecimentos
    paralelos, que, de alguma forma, contribuíram para o
    destino do biografado
Construção cena a cena
Exemplo 1:
 Chegam à casa ao entardecer. São um pequeno grupo de
  policiais. Todos uniformizados. Passeiam pela sala e olham
  a biblioteca. Riem com sarcasmo. Pegam o livro História da
  Diplomacia. "Assim que os kosovares descendentes de
  albaneses também querem ser diplomatas?" Mudam o tom
  da conversa. Gritam. "Nos dê chaves", exigem. "Pegue uma
  mala", ordenam. "Deixa o resto. Tens 10 minutos. Logo irás
  para a Albânia e nunca mais voltarás. Nem sequer poderás
  voltar a sonhar com Kosovo", profetizam.
Construção cena a cena
 Exemplo 2:
 O texto de Gay Talese sobre o ex-campeão mundial Joe
 Louis começa descrevendo a cena do atleta chegando
 de viagem e termina com a cena da segunda ex-mulher
 de Louis, Rose Morgan, assistindo em casa,como
 amigos e o atual marido, a um tape de uma luta de
 Louis. O tom do texto é o da melancolia pelo
 envelhecimento do ex-campeão.
Construção cena a cena
CENA 1

“Oi, doçura!” Joe Louis chamou a esposa, localizando-a esperando por ele, no aeroporto
 de Los Angeles.

Ela sorriu, caminhou em sua direção e estava para espichar-se sobre os pés para beijá-
lo –mas parou, de repente.

“Joe”, disse ela, “Cadê sua gravata?”

“Ah, docinho”, disse ele, dando de ombros, “passei a noite toda fora em Nova York e
não tive tempo...”

A noite toda!”, interrompeu ela. “Quando você está aqui, tudo o que faz é dormir,
dormir, dormir”.

“Docinho”, disse Joe Louis com um sorriso cansado, “sou um véio”.

 “Sim”, concordou ela, “mas quando você vai para Nova York tenta ser jovem de novo”.
Construção cena a cena
    CENA 2


     Rose parecia entusiasmada em ver Joe no auge da forma e toda vez que um murro de Louis
     golpeava Conn, ela fazia “Pann!” (soco). “Pann” (soco). “Pann!” (soco).

    Billy Conn impressionava bem, na luta, mas, quando a tela anunciou o assalto 13, alguém disse:

    “É aqui que Conn vai cometer seu erro, vai querer sair na força bruta pra cima do Joe Louis”. O
     marido de Rose ficou quieto, saboreando seu scotch.

     Quando os golpes combinados de Joe começaram a encaixar, Rose começou, “Pann! Paann!”, e
     então o corpo pálido de Conn começou a cair no tablado.

    Billy Conn começou lentamente a se levantar. O juiz contava. Suspendeu uma perna, depois as duas,
     depois já estava de pé –mas o juiz o forçou de volta. Era tarde demais.

    E então, pela primeira vez, do fundo da sala, subindo, como em ondas crescentes, desde as felpudas
     almofadas do sofá, surge a voz do atual marido –esta droga de Joe Louis outra vez.

    “Acho que o Conn levantou a tempo”, disse, “mas o juiz não o deixou continuar”.

    Rose Morgan não disse nada –apenas tomou o resto de sua bebida.

    (apud. LIMA, 2009, p.202)
Reprodução de diálogos
   2) Reprodução do diálogo das personagens – segundo
    Tom Wolfe, os diálogos são um dos recursos que mais
    envolvem o leitores.
Reprodução de diálogos
   Exemplo:
   Um antigo balcão de metal – desses típicos de escritório – separa os fregueses da
    área onde estão Roque Mascarin, 71 anos, e Sebastião Peixe, 74 anos. O salão
    forma um “L” e não tem mais que 30 metros quadrados. Nas prateleiras, ao lado
    esquerdo e ao fundo, peças de tecidos. No centro, lado a lado, duas máquinas de
    costura. E outros dois balcões de madeira. São antigos, de imbuia. “Tem mais de
    cem anos”, diria mais tarde seu Mascarin. São usados para riscar moldes e cortar
    tecidos. Um velho rádio, da Motorádio, está sintonizado numa emissora AM que
    toca Nelson Gonçalves quando eu chego. O aparelho completa a decoração do
    ateliê. É como se eu abrisse uma porta para o passado.

    Seu Mascarin deixa a velha máquina PFAFF e vem em minha direção.

    - Você deve ser o repórter. “Sim, eu que liguei hoje de manhã.”
    - Eu só não sei o que você quer com dois velhos. Nós não temos muito para falar.
    Estamos no fim de carreira.
Reprodução de diálogos
   A carreira de Roque Mascarin tem mais de 60 anos. Aos 9, recém- chegado da
    roça, fez o que faziam os meninos ao concluir o grupo escolar. Era hora de
    procurar emprego, um ofício. Bateu na alfaiataria de Geraldo Adabo. Nessa época,
    por volta de1950, São Carlos tinha talvez centenas de alfaiatarias.

    - Eram umas 200 – puxa pela memória seu Mascarin.
    - 280. A voz fraca de Sebastião Peixe quebra o silêncio pela primeira vez para
    corrigir o colega. Foi na alfaiataria do Adabo que os dois se conheceram. Seu Peixe
    tinha 10 anos de idade. Os cabelos estão brancos. É um homem esguio, alto
    mesmo, quase um metro e noventa de altura. Mas o corpo arqueado denuncia os
    efeitos dos anos quando ele se levanta, para os cumprimentos. É homem frágil.
    - Eu que conversei com você no telefone. Eu estou muito doente.

    Seu Peixe caminha lentamente e com dificuldade. De volta a maquina de costura,
    por várias vezes interrompe o vai e vem dos pés no pedal. Para. O olhar se fixa e se
    perde em algum ponto. Parece querer relembrar fatos, pessoas, lugares e histórias
    enquanto seu Mascarin ativa na memória os tempos em que São Carlos era a
    capital dos alfaiates brasileiros.
Foco narrativo
   3) Foco narrativo (ou ponto de vista) – é a perspectiva
    pela qual é contada a história. Pode ser:
   Narrador-observador (3ª. Pessoa) ou narrador-
    personagem (1ª. Pessoa).
   O narrador-observador pode ser:
   Onisciente: quando sabe o enredo
Foco narrativo
   Onisciente: quando sabe o enredo

Exemplo:
  “(…)Quando acordava não sabia mais quem era. Só
  depois é que pensava com satisfação: sou datilógrafa e
  virgem, e gosto de coca-cola.” – A hora da estrela, de
  Clarice Lispector.
Foco narrativo
   Onipresente: quando não sabe o enredo

   Exemplo:
   “Ali pelas onze horas da manhã o velho Joaquim
    Prestes chegou no pesqueiro. Embora fizesse força em
    se mostrar amável por causa da visita convidada para a
    pescaria, vinha mal-humorado daquelas cinco léguas
    cabritando na estrada péssima. Alias o fazendeiro era
    de pouco riso mesmo, já endurecido pelos setenta e
    cinco anos que o mumificavam naquele esqueleto
    agudo e taciturno.” - O poço, de Mário de Andrade.
Foco narrativo
   Narrador- personagem – quando o narrador participa da
    história

   Exemplo
   “Vai então, empacou o jumento em que eu vinha montado;
    fustiguei-o, ele deu dois corcovos, depois mais três, enfim
    mais um, que me sacudiu fora da sela,…” “mas um
    almocreve, que ali estava, acudiu a tempo de lhe pegar na
    rédea e detê-lo, não sem esforço nem perigo. Dominado o
    bruto, desvencilhei-me do estribo e pus-me de pé.” -
    Memórias Póstuma de Brás Cubas,de Machado de Assis.
Fluxo de consciência
   4) Fluxo de consciência – Escrever um fluxo de
    consciência é como instalar uma câmera na cabeça da
    personagem, retratando fielmente sua imaginação,
    seus pensamentos. Como o pensamento, a consciência
    não é ordenada. Presente e passado, realidade e
    desejos, falas e ações se misturam na narrativa.
Fluxo de consciência
   Exemplo
   Como a humanidade é louca, pensou ela ao atravessar Victoria
    Street. Porque só Deus sabe porque amamos tanto isto, o
    concebemos assim , elevando-o, construindo-o à nossa volta,
    derrubando-o, criando-o novamente a cada instante, mas até as
    próprias megeras, as mendigas mais repelentes sentadas às portas
    (a beberem a sua ruína) fazem o mesmo; não se podia resolver o
    seu caso, ela tinha a certeza, com leis parlamentares por esta
    simples razão: porque amam a vida.(Mrs. Dalloway, 1925, trad.
    port. Lisboa, Ulisseia, 1982, pp.5-6)
EXERCÍCIOS
   1) EXERCÍCIO – FOCO NARRATIVO
   A partir do tema proposto, desenvolva um texto
    utilizando o foco narrativo em primeira pessoa, e
    depois o foco narrativo em terceira pessoa

   Tema: Dois amigos que se encontram depois de muito
    tempo numa padaria.
EXERCÍCIO – FLUXO DE CONSCIÊNCIA
   Carlos Barrios Contreras, 27 anos e o 13º mineiro
    chileno a ser resgatado, ficou o tempo todo da
    clausura sem saber que seria pai pela segunda vez.
    Tem um filho de cinco anos e sua mulher soube que
    estava grávida uma semana depois do
    desmoronamento da mina San José. Sua esposa, no
    entanto, foi orientada a não contar a novidade até que
    ele fosse resgatado. (extraído e adaptado do portal G1)
   A partir do texto acima construa um texto utilizando
    o recurso do fluxo de consciência a partir do ponto de
    vista da mulher do mineiro.
PARA A PRÓXIMA AULA...
   Observe atentamente as pessoas no metrô, no ônibus,
    enfim no modo como elas se comportam durante a sua
    locomoção diária de casa para a faculdade. O exercício
    de observação servirá como subsídio para o exercício
    feito em sala de aula, na próxima semana
BIBLIOGRAFIA
   JATOBÁ, JOÃO FELIPE BRANDÃO. Técnicas Literárias.
    Disponível em: http://migre.me/5KNuv . Acesso em
    7.set.2011

   LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas Ampliadas. São Paulo, Manole,
    2004

   PRIOSTE, Roberto Nogueira. Os alfaiates de São carlos,
    Disponível em: http://migre.me/5KNkI . Acesso em
    7.set.2011

   SCARTON, Gilberto. Guia de Produção Textual. Disponível em
    Fonte: http://www.pucrs.br/gpt/index.php. Acesso em
    5.ago.2011

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados (20)

Aula 8 perfil
Aula 8   perfilAula 8   perfil
Aula 8 perfil
 
Técnicas de jornalismo resumão
Técnicas de jornalismo   resumãoTécnicas de jornalismo   resumão
Técnicas de jornalismo resumão
 
Aula 3 PAUTA
Aula 3   PAUTAAula 3   PAUTA
Aula 3 PAUTA
 
Laboratório de Comunicação Popular - Aula 4
Laboratório de Comunicação Popular - Aula 4Laboratório de Comunicação Popular - Aula 4
Laboratório de Comunicação Popular - Aula 4
 
Redação - Gênero textual (Entrevista)
Redação - Gênero textual (Entrevista) Redação - Gênero textual (Entrevista)
Redação - Gênero textual (Entrevista)
 
Pautas e fontes
Pautas e fontesPautas e fontes
Pautas e fontes
 
Reportagem
ReportagemReportagem
Reportagem
 
Textos Jornalisticos
Textos JornalisticosTextos Jornalisticos
Textos Jornalisticos
 
Telejornalismo Guia Rápido
Telejornalismo  Guia RápidoTelejornalismo  Guia Rápido
Telejornalismo Guia Rápido
 
Técnicas de Redação Jornalística
Técnicas de Redação JornalísticaTécnicas de Redação Jornalística
Técnicas de Redação Jornalística
 
Tecnicas de reportagem
Tecnicas de reportagemTecnicas de reportagem
Tecnicas de reportagem
 
Oficina: Jornalismo cultural
Oficina: Jornalismo culturalOficina: Jornalismo cultural
Oficina: Jornalismo cultural
 
Estratégias de leitura
Estratégias de leituraEstratégias de leitura
Estratégias de leitura
 
Gêneros jornalísticos
Gêneros jornalísticosGêneros jornalísticos
Gêneros jornalísticos
 
Editorial
EditorialEditorial
Editorial
 
Produção de Texto
Produção de TextoProdução de Texto
Produção de Texto
 
Texto jornalístico
Texto jornalísticoTexto jornalístico
Texto jornalístico
 
Limites Legais Para o Jornalismo Investigativo
Limites Legais Para o Jornalismo InvestigativoLimites Legais Para o Jornalismo Investigativo
Limites Legais Para o Jornalismo Investigativo
 
Oficinas de jornalismo impresso
Oficinas de jornalismo impressoOficinas de jornalismo impresso
Oficinas de jornalismo impresso
 
A pauta
A pautaA pauta
A pauta
 

Destaque

Jornalismo literário atmosfera e descrição
Jornalismo literário   atmosfera e descriçãoJornalismo literário   atmosfera e descrição
Jornalismo literário atmosfera e descriçãoaulasdejornalismo
 
Oficina de jornalismo literário 2013 2
Oficina de jornalismo literário   2013 2Oficina de jornalismo literário   2013 2
Oficina de jornalismo literário 2013 2aulasdejornalismo
 
Aula 2 o jornalismo na internet
Aula 2   o jornalismo na internetAula 2   o jornalismo na internet
Aula 2 o jornalismo na internetaulasdejornalismo
 
Jornalismo literário formas de abertura
Jornalismo literário   formas de aberturaJornalismo literário   formas de abertura
Jornalismo literário formas de aberturaaulasdejornalismo
 
Oficina de jornalismo literário 2014
Oficina de jornalismo literário   2014Oficina de jornalismo literário   2014
Oficina de jornalismo literário 2014aulasdejornalismo
 
Aula 1 Surgimento das Agências de Notícias
Aula 1   Surgimento das Agências de NotíciasAula 1   Surgimento das Agências de Notícias
Aula 1 Surgimento das Agências de Notíciasaulasdejornalismo
 
Ligia Chiappini Moraes Leite – O Foco Narrativo
Ligia Chiappini Moraes Leite – O Foco NarrativoLigia Chiappini Moraes Leite – O Foco Narrativo
Ligia Chiappini Moraes Leite – O Foco NarrativoJessiely Soares
 
Mini curso thais - a objetividade no jornalismo
Mini curso   thais - a objetividade no jornalismoMini curso   thais - a objetividade no jornalismo
Mini curso thais - a objetividade no jornalismovideoparatodos
 
As redes sócio-técnicas e a necessidade do jornalismo alavancar novos público...
As redes sócio-técnicas e a necessidade do jornalismo alavancar novos público...As redes sócio-técnicas e a necessidade do jornalismo alavancar novos público...
As redes sócio-técnicas e a necessidade do jornalismo alavancar novos público...Filipa Jorge
 
Aula 3 caracteristicas do jornalismo na internet
Aula 3   caracteristicas do jornalismo na internetAula 3   caracteristicas do jornalismo na internet
Aula 3 caracteristicas do jornalismo na internetaulasdejornalismo
 
Exercicios foco narrativo
Exercicios foco narrativoExercicios foco narrativo
Exercicios foco narrativoblogdoalunocefa
 
Criação de anúncio - Revista e Jornal
Criação de anúncio - Revista e JornalCriação de anúncio - Revista e Jornal
Criação de anúncio - Revista e JornalBreno Brito
 

Destaque (20)

Jornalismo literário atmosfera e descrição
Jornalismo literário   atmosfera e descriçãoJornalismo literário   atmosfera e descrição
Jornalismo literário atmosfera e descrição
 
Oficina de jornalismo literário 2013 2
Oficina de jornalismo literário   2013 2Oficina de jornalismo literário   2013 2
Oficina de jornalismo literário 2013 2
 
Aula 2 o jornalismo na internet
Aula 2   o jornalismo na internetAula 2   o jornalismo na internet
Aula 2 o jornalismo na internet
 
AULA I_SOCIEDADE_INFORMACAO
AULA I_SOCIEDADE_INFORMACAOAULA I_SOCIEDADE_INFORMACAO
AULA I_SOCIEDADE_INFORMACAO
 
Jornalismo literário formas de abertura
Jornalismo literário   formas de aberturaJornalismo literário   formas de abertura
Jornalismo literário formas de abertura
 
Aula 3 cientifico
Aula 3   cientificoAula 3   cientifico
Aula 3 cientifico
 
AULA_1_SOCIEDADE_INFORMACAO
AULA_1_SOCIEDADE_INFORMACAOAULA_1_SOCIEDADE_INFORMACAO
AULA_1_SOCIEDADE_INFORMACAO
 
Aula 4 classificação 2
Aula 4   classificação 2Aula 4   classificação 2
Aula 4 classificação 2
 
Oficina de jornalismo literário 2014
Oficina de jornalismo literário   2014Oficina de jornalismo literário   2014
Oficina de jornalismo literário 2014
 
jornalismo literário
jornalismo literáriojornalismo literário
jornalismo literário
 
Aula 1 Surgimento das Agências de Notícias
Aula 1   Surgimento das Agências de NotíciasAula 1   Surgimento das Agências de Notícias
Aula 1 Surgimento das Agências de Notícias
 
Ligia Chiappini Moraes Leite – O Foco Narrativo
Ligia Chiappini Moraes Leite – O Foco NarrativoLigia Chiappini Moraes Leite – O Foco Narrativo
Ligia Chiappini Moraes Leite – O Foco Narrativo
 
Mini curso thais - a objetividade no jornalismo
Mini curso   thais - a objetividade no jornalismoMini curso   thais - a objetividade no jornalismo
Mini curso thais - a objetividade no jornalismo
 
As redes sócio-técnicas e a necessidade do jornalismo alavancar novos público...
As redes sócio-técnicas e a necessidade do jornalismo alavancar novos público...As redes sócio-técnicas e a necessidade do jornalismo alavancar novos público...
As redes sócio-técnicas e a necessidade do jornalismo alavancar novos público...
 
Aula 3 caracteristicas do jornalismo na internet
Aula 3   caracteristicas do jornalismo na internetAula 3   caracteristicas do jornalismo na internet
Aula 3 caracteristicas do jornalismo na internet
 
Infografia aula 1
Infografia   aula 1Infografia   aula 1
Infografia aula 1
 
AULA 4 - ENTREVISTA
AULA 4 - ENTREVISTAAULA 4 - ENTREVISTA
AULA 4 - ENTREVISTA
 
A entrevista
A entrevistaA entrevista
A entrevista
 
Exercicios foco narrativo
Exercicios foco narrativoExercicios foco narrativo
Exercicios foco narrativo
 
Criação de anúncio - Revista e Jornal
Criação de anúncio - Revista e JornalCriação de anúncio - Revista e Jornal
Criação de anúncio - Revista e Jornal
 

Semelhante a Jornalismo literário tecnicas - pratica

Oficina de jornalismo literário 2013
Oficina de jornalismo literário   2013Oficina de jornalismo literário   2013
Oficina de jornalismo literário 2013aulasdejornalismo
 
Querô romance peça espetáculo pdf 1
Querô romance peça espetáculo pdf 1Querô romance peça espetáculo pdf 1
Querô romance peça espetáculo pdf 1Adélia Nicolete
 
Ler 109entrevista mapina
Ler 109entrevista mapinaLer 109entrevista mapina
Ler 109entrevista mapinajoaocarreir
 
Gêneros textuais fábula, tira, História em Quadrinhos (HQ), textos expositivo...
Gêneros textuais fábula, tira, História em Quadrinhos (HQ), textos expositivo...Gêneros textuais fábula, tira, História em Quadrinhos (HQ), textos expositivo...
Gêneros textuais fábula, tira, História em Quadrinhos (HQ), textos expositivo...Colgiopice
 
Prova da Cidade Portugues 5ª serie
Prova da Cidade Portugues 5ª serieProva da Cidade Portugues 5ª serie
Prova da Cidade Portugues 5ª serieClaudia Valério
 
06. Os Ratos no Sótão de Uma Memória Rock'n'roll. Ano I, Nº 06 - Volume I - ...
06.  Os Ratos no Sótão de Uma Memória Rock'n'roll. Ano I, Nº 06 - Volume I - ...06.  Os Ratos no Sótão de Uma Memória Rock'n'roll. Ano I, Nº 06 - Volume I - ...
06. Os Ratos no Sótão de Uma Memória Rock'n'roll. Ano I, Nº 06 - Volume I - ...estevaofernandes
 
Modernismo geração de 45: Clarice Lispector e Guimarães Rosa
Modernismo geração de 45: Clarice Lispector e Guimarães RosaModernismo geração de 45: Clarice Lispector e Guimarães Rosa
Modernismo geração de 45: Clarice Lispector e Guimarães RosaTamara Amaral
 
Monteiro lobato -_O_Colocador_de_Pronomes
Monteiro lobato -_O_Colocador_de_PronomesMonteiro lobato -_O_Colocador_de_Pronomes
Monteiro lobato -_O_Colocador_de_PronomesTânia Sampaio
 
LITERATURA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.pdf
LITERATURA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.pdfLITERATURA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.pdf
LITERATURA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.pdfJaquelinePedrodaSilv
 

Semelhante a Jornalismo literário tecnicas - pratica (20)

Oficina de jornalismo literário 2013
Oficina de jornalismo literário   2013Oficina de jornalismo literário   2013
Oficina de jornalismo literário 2013
 
Português-10 livros.
Português-10 livros.Português-10 livros.
Português-10 livros.
 
Conteudo
ConteudoConteudo
Conteudo
 
Pausa - Moacyr Scliar
Pausa  - Moacyr ScliarPausa  - Moacyr Scliar
Pausa - Moacyr Scliar
 
Zeli pausa
Zeli pausaZeli pausa
Zeli pausa
 
Conto
ContoConto
Conto
 
40
4040
40
 
A crônica
A crônicaA crônica
A crônica
 
Querô romance peça espetáculo pdf 1
Querô romance peça espetáculo pdf 1Querô romance peça espetáculo pdf 1
Querô romance peça espetáculo pdf 1
 
A tribuna alma
A tribuna almaA tribuna alma
A tribuna alma
 
Gêneros literários
Gêneros literáriosGêneros literários
Gêneros literários
 
Ler 109entrevista mapina
Ler 109entrevista mapinaLer 109entrevista mapina
Ler 109entrevista mapina
 
Gêneros textuais fábula, tira, História em Quadrinhos (HQ), textos expositivo...
Gêneros textuais fábula, tira, História em Quadrinhos (HQ), textos expositivo...Gêneros textuais fábula, tira, História em Quadrinhos (HQ), textos expositivo...
Gêneros textuais fábula, tira, História em Quadrinhos (HQ), textos expositivo...
 
Prova da Cidade Portugues 5ª serie
Prova da Cidade Portugues 5ª serieProva da Cidade Portugues 5ª serie
Prova da Cidade Portugues 5ª serie
 
06. Os Ratos no Sótão de Uma Memória Rock'n'roll. Ano I, Nº 06 - Volume I - ...
06.  Os Ratos no Sótão de Uma Memória Rock'n'roll. Ano I, Nº 06 - Volume I - ...06.  Os Ratos no Sótão de Uma Memória Rock'n'roll. Ano I, Nº 06 - Volume I - ...
06. Os Ratos no Sótão de Uma Memória Rock'n'roll. Ano I, Nº 06 - Volume I - ...
 
Texto narrativo
Texto narrativoTexto narrativo
Texto narrativo
 
Modernismo geração de 45: Clarice Lispector e Guimarães Rosa
Modernismo geração de 45: Clarice Lispector e Guimarães RosaModernismo geração de 45: Clarice Lispector e Guimarães Rosa
Modernismo geração de 45: Clarice Lispector e Guimarães Rosa
 
Monteiro lobato -_O_Colocador_de_Pronomes
Monteiro lobato -_O_Colocador_de_PronomesMonteiro lobato -_O_Colocador_de_Pronomes
Monteiro lobato -_O_Colocador_de_Pronomes
 
LITERATURA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.pdf
LITERATURA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.pdfLITERATURA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.pdf
LITERATURA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA.pdf
 
Agualusa 2
Agualusa 2Agualusa 2
Agualusa 2
 

Mais de aulasdejornalismo

Mais de aulasdejornalismo (20)

Modelo de pauta para jornal laboratório
Modelo de pauta para jornal laboratórioModelo de pauta para jornal laboratório
Modelo de pauta para jornal laboratório
 
Modelo de Espelho
Modelo de EspelhoModelo de Espelho
Modelo de Espelho
 
ANÁLISE DE IMAGEM - EXERCÍCIO
ANÁLISE DE IMAGEM - EXERCÍCIOANÁLISE DE IMAGEM - EXERCÍCIO
ANÁLISE DE IMAGEM - EXERCÍCIO
 
Análise de imagem
Análise de imagemAnálise de imagem
Análise de imagem
 
Aula 5 ENTREVISTA
Aula 5   ENTREVISTAAula 5   ENTREVISTA
Aula 5 ENTREVISTA
 
Aula 4 FONTES
Aula 4  FONTESAula 4  FONTES
Aula 4 FONTES
 
Aula 2 SER REPÓRTER
Aula 2   SER REPÓRTERAula 2   SER REPÓRTER
Aula 2 SER REPÓRTER
 
Aula 1 GÊNEROS
Aula 1  GÊNEROSAula 1  GÊNEROS
Aula 1 GÊNEROS
 
Aula 1 Introducao, Tipologia - Agencias
Aula 1   Introducao, Tipologia  - AgenciasAula 1   Introducao, Tipologia  - Agencias
Aula 1 Introducao, Tipologia - Agencias
 
Aula 3 - Infografia
Aula 3 - InfografiaAula 3 - Infografia
Aula 3 - Infografia
 
Aula 2 - Infografia
Aula 2 - InfografiaAula 2 - Infografia
Aula 2 - Infografia
 
PLANO DE ENSINO - EDITORAÇÃO ELETRONICA
PLANO DE ENSINO - EDITORAÇÃO ELETRONICAPLANO DE ENSINO - EDITORAÇÃO ELETRONICA
PLANO DE ENSINO - EDITORAÇÃO ELETRONICA
 
PLANO DE ENSINO - AGÊNCIA DE NOTÍCIAS
PLANO DE ENSINO - AGÊNCIA DE NOTÍCIASPLANO DE ENSINO - AGÊNCIA DE NOTÍCIAS
PLANO DE ENSINO - AGÊNCIA DE NOTÍCIAS
 
Eduardo campos texto
Eduardo campos   textoEduardo campos   texto
Eduardo campos texto
 
Paradigma culturológico
Paradigma culturológicoParadigma culturológico
Paradigma culturológico
 
Paradigma midiológico tecnológico
Paradigma midiológico tecnológicoParadigma midiológico tecnológico
Paradigma midiológico tecnológico
 
Paradigma critico radical
Paradigma critico radicalParadigma critico radical
Paradigma critico radical
 
Efeitos a longo prazo
Efeitos a longo prazoEfeitos a longo prazo
Efeitos a longo prazo
 
Diagramação de revistas
Diagramação de revistasDiagramação de revistas
Diagramação de revistas
 
Diagramação de revistas
Diagramação de revistasDiagramação de revistas
Diagramação de revistas
 

Jornalismo literário tecnicas - pratica

  • 1. Jornalismo Literário Técnicas Literárias (prática)
  • 2. Jornalismo Literário - prática  1. Abertura de textos  2. Técnicas literárias  3. Descrição / Atmosfera  4. Perfis
  • 3. Técnicas Literárias  1. Construção cena a cena  2. Reprodução de diálogos  3. Foco narrativo  4. Fluxo de consciência
  • 4. Construção cena a cena  1) Construção cena a cena (cena presentificada) – é o relato detalhado do acontecimento à medida que ele se desenvolve, desdobrando-o como em uma projeção cinematográfica. Mas, como a vida do personagem não transcorre somente no universo de suas ações diretas, pode-se estabelecer relações com acontecimentos paralelos, que, de alguma forma, contribuíram para o destino do biografado
  • 5. Construção cena a cena Exemplo 1: Chegam à casa ao entardecer. São um pequeno grupo de policiais. Todos uniformizados. Passeiam pela sala e olham a biblioteca. Riem com sarcasmo. Pegam o livro História da Diplomacia. "Assim que os kosovares descendentes de albaneses também querem ser diplomatas?" Mudam o tom da conversa. Gritam. "Nos dê chaves", exigem. "Pegue uma mala", ordenam. "Deixa o resto. Tens 10 minutos. Logo irás para a Albânia e nunca mais voltarás. Nem sequer poderás voltar a sonhar com Kosovo", profetizam.
  • 6. Construção cena a cena Exemplo 2: O texto de Gay Talese sobre o ex-campeão mundial Joe Louis começa descrevendo a cena do atleta chegando de viagem e termina com a cena da segunda ex-mulher de Louis, Rose Morgan, assistindo em casa,como amigos e o atual marido, a um tape de uma luta de Louis. O tom do texto é o da melancolia pelo envelhecimento do ex-campeão.
  • 7. Construção cena a cena CENA 1 “Oi, doçura!” Joe Louis chamou a esposa, localizando-a esperando por ele, no aeroporto de Los Angeles. Ela sorriu, caminhou em sua direção e estava para espichar-se sobre os pés para beijá- lo –mas parou, de repente. “Joe”, disse ela, “Cadê sua gravata?” “Ah, docinho”, disse ele, dando de ombros, “passei a noite toda fora em Nova York e não tive tempo...” A noite toda!”, interrompeu ela. “Quando você está aqui, tudo o que faz é dormir, dormir, dormir”. “Docinho”, disse Joe Louis com um sorriso cansado, “sou um véio”. “Sim”, concordou ela, “mas quando você vai para Nova York tenta ser jovem de novo”.
  • 8. Construção cena a cena CENA 2 Rose parecia entusiasmada em ver Joe no auge da forma e toda vez que um murro de Louis golpeava Conn, ela fazia “Pann!” (soco). “Pann” (soco). “Pann!” (soco). Billy Conn impressionava bem, na luta, mas, quando a tela anunciou o assalto 13, alguém disse: “É aqui que Conn vai cometer seu erro, vai querer sair na força bruta pra cima do Joe Louis”. O marido de Rose ficou quieto, saboreando seu scotch. Quando os golpes combinados de Joe começaram a encaixar, Rose começou, “Pann! Paann!”, e então o corpo pálido de Conn começou a cair no tablado. Billy Conn começou lentamente a se levantar. O juiz contava. Suspendeu uma perna, depois as duas, depois já estava de pé –mas o juiz o forçou de volta. Era tarde demais. E então, pela primeira vez, do fundo da sala, subindo, como em ondas crescentes, desde as felpudas almofadas do sofá, surge a voz do atual marido –esta droga de Joe Louis outra vez. “Acho que o Conn levantou a tempo”, disse, “mas o juiz não o deixou continuar”. Rose Morgan não disse nada –apenas tomou o resto de sua bebida.  (apud. LIMA, 2009, p.202)
  • 9. Reprodução de diálogos  2) Reprodução do diálogo das personagens – segundo Tom Wolfe, os diálogos são um dos recursos que mais envolvem o leitores.
  • 10. Reprodução de diálogos  Exemplo:  Um antigo balcão de metal – desses típicos de escritório – separa os fregueses da área onde estão Roque Mascarin, 71 anos, e Sebastião Peixe, 74 anos. O salão forma um “L” e não tem mais que 30 metros quadrados. Nas prateleiras, ao lado esquerdo e ao fundo, peças de tecidos. No centro, lado a lado, duas máquinas de costura. E outros dois balcões de madeira. São antigos, de imbuia. “Tem mais de cem anos”, diria mais tarde seu Mascarin. São usados para riscar moldes e cortar tecidos. Um velho rádio, da Motorádio, está sintonizado numa emissora AM que toca Nelson Gonçalves quando eu chego. O aparelho completa a decoração do ateliê. É como se eu abrisse uma porta para o passado. Seu Mascarin deixa a velha máquina PFAFF e vem em minha direção. - Você deve ser o repórter. “Sim, eu que liguei hoje de manhã.” - Eu só não sei o que você quer com dois velhos. Nós não temos muito para falar. Estamos no fim de carreira.
  • 11. Reprodução de diálogos  A carreira de Roque Mascarin tem mais de 60 anos. Aos 9, recém- chegado da roça, fez o que faziam os meninos ao concluir o grupo escolar. Era hora de procurar emprego, um ofício. Bateu na alfaiataria de Geraldo Adabo. Nessa época, por volta de1950, São Carlos tinha talvez centenas de alfaiatarias. - Eram umas 200 – puxa pela memória seu Mascarin. - 280. A voz fraca de Sebastião Peixe quebra o silêncio pela primeira vez para corrigir o colega. Foi na alfaiataria do Adabo que os dois se conheceram. Seu Peixe tinha 10 anos de idade. Os cabelos estão brancos. É um homem esguio, alto mesmo, quase um metro e noventa de altura. Mas o corpo arqueado denuncia os efeitos dos anos quando ele se levanta, para os cumprimentos. É homem frágil. - Eu que conversei com você no telefone. Eu estou muito doente. Seu Peixe caminha lentamente e com dificuldade. De volta a maquina de costura, por várias vezes interrompe o vai e vem dos pés no pedal. Para. O olhar se fixa e se perde em algum ponto. Parece querer relembrar fatos, pessoas, lugares e histórias enquanto seu Mascarin ativa na memória os tempos em que São Carlos era a capital dos alfaiates brasileiros.
  • 12. Foco narrativo  3) Foco narrativo (ou ponto de vista) – é a perspectiva pela qual é contada a história. Pode ser:  Narrador-observador (3ª. Pessoa) ou narrador- personagem (1ª. Pessoa).  O narrador-observador pode ser:  Onisciente: quando sabe o enredo
  • 13. Foco narrativo  Onisciente: quando sabe o enredo Exemplo: “(…)Quando acordava não sabia mais quem era. Só depois é que pensava com satisfação: sou datilógrafa e virgem, e gosto de coca-cola.” – A hora da estrela, de Clarice Lispector.
  • 14. Foco narrativo  Onipresente: quando não sabe o enredo  Exemplo:  “Ali pelas onze horas da manhã o velho Joaquim Prestes chegou no pesqueiro. Embora fizesse força em se mostrar amável por causa da visita convidada para a pescaria, vinha mal-humorado daquelas cinco léguas cabritando na estrada péssima. Alias o fazendeiro era de pouco riso mesmo, já endurecido pelos setenta e cinco anos que o mumificavam naquele esqueleto agudo e taciturno.” - O poço, de Mário de Andrade.
  • 15. Foco narrativo  Narrador- personagem – quando o narrador participa da história  Exemplo  “Vai então, empacou o jumento em que eu vinha montado; fustiguei-o, ele deu dois corcovos, depois mais três, enfim mais um, que me sacudiu fora da sela,…” “mas um almocreve, que ali estava, acudiu a tempo de lhe pegar na rédea e detê-lo, não sem esforço nem perigo. Dominado o bruto, desvencilhei-me do estribo e pus-me de pé.” - Memórias Póstuma de Brás Cubas,de Machado de Assis.
  • 16. Fluxo de consciência  4) Fluxo de consciência – Escrever um fluxo de consciência é como instalar uma câmera na cabeça da personagem, retratando fielmente sua imaginação, seus pensamentos. Como o pensamento, a consciência não é ordenada. Presente e passado, realidade e desejos, falas e ações se misturam na narrativa.
  • 17. Fluxo de consciência  Exemplo  Como a humanidade é louca, pensou ela ao atravessar Victoria Street. Porque só Deus sabe porque amamos tanto isto, o concebemos assim , elevando-o, construindo-o à nossa volta, derrubando-o, criando-o novamente a cada instante, mas até as próprias megeras, as mendigas mais repelentes sentadas às portas (a beberem a sua ruína) fazem o mesmo; não se podia resolver o seu caso, ela tinha a certeza, com leis parlamentares por esta simples razão: porque amam a vida.(Mrs. Dalloway, 1925, trad. port. Lisboa, Ulisseia, 1982, pp.5-6)
  • 18. EXERCÍCIOS  1) EXERCÍCIO – FOCO NARRATIVO  A partir do tema proposto, desenvolva um texto utilizando o foco narrativo em primeira pessoa, e depois o foco narrativo em terceira pessoa  Tema: Dois amigos que se encontram depois de muito tempo numa padaria.
  • 19. EXERCÍCIO – FLUXO DE CONSCIÊNCIA  Carlos Barrios Contreras, 27 anos e o 13º mineiro chileno a ser resgatado, ficou o tempo todo da clausura sem saber que seria pai pela segunda vez. Tem um filho de cinco anos e sua mulher soube que estava grávida uma semana depois do desmoronamento da mina San José. Sua esposa, no entanto, foi orientada a não contar a novidade até que ele fosse resgatado. (extraído e adaptado do portal G1)  A partir do texto acima construa um texto utilizando o recurso do fluxo de consciência a partir do ponto de vista da mulher do mineiro.
  • 20. PARA A PRÓXIMA AULA...  Observe atentamente as pessoas no metrô, no ônibus, enfim no modo como elas se comportam durante a sua locomoção diária de casa para a faculdade. O exercício de observação servirá como subsídio para o exercício feito em sala de aula, na próxima semana
  • 21. BIBLIOGRAFIA  JATOBÁ, JOÃO FELIPE BRANDÃO. Técnicas Literárias. Disponível em: http://migre.me/5KNuv . Acesso em 7.set.2011  LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas Ampliadas. São Paulo, Manole, 2004  PRIOSTE, Roberto Nogueira. Os alfaiates de São carlos, Disponível em: http://migre.me/5KNkI . Acesso em 7.set.2011  SCARTON, Gilberto. Guia de Produção Textual. Disponível em Fonte: http://www.pucrs.br/gpt/index.php. Acesso em 5.ago.2011