prof. Eduardo Rocha
Dinâmica da oficinaPrimeiro Dia Apresentação Apresentação da Teoria Leitura de Textos Apresentação das Técnicas Literá...
O que é o jornalismo? “O jornalismo, independente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquist...
O que é a Literatura? A Literatura é como as demais formas de arte, tem a capacidade de provocar no leitor um estranhamen...
Por onde caminham o Jornalismo e a Literatura?Ato                               Funções daComunicativo                    ...
Por onde caminham o Jornalismo e a Literatura? As funções não são exploradas isoladamente. Na  prática, ocorre a superpos...
E o Jornalismo Literário? Onde fica? É função poética ou função referencial?
Conceito de Jornalismo Literário Modalidade de prática da reportagem de profundidade e do ensaio jornalístico utilizando ...
Onde surgiu?Primórdios:Séc. 18 – França e InglaterraRealismo na literatura divulgado nas páginas dos  FolhetinsPrecurssore...
No Brasil Destaque para Euclides da Cunha “A linha férrea corre no lado oposto. Aquele liame do  progresso passa, porém, ...
New JournalismDécada de 1960 – EUAGay Talese, um dos representantes dessa especialização, definiu esse tipo de jornalismo ...
Representantes do New Journalism Tom Wolfe (Radical Chique e o New Journalism) Gay Talese (Fama e Anonimato; O Reino e o...
Jornalismo Literário no mundo Revista The New Yorker Revista Esquire
Jornalismo Literário no Brasil Revista Realidade (considerada até hoje a Bíblia do Jornalismo Literário brasileiro)(vídeo...
Jornalismo Literário no BrasilAutores Caco Barcellos José Hamilton Ribeiro Eliane Brum Marcos Faerman Roberto FreireR...
Características do Jornalismo Literário Emprego de técnicas literárias; Profunda observação; Profunda pesquisa de campo...
E qual é a do Jornalismo Literário?                           •Ir além do factual                           •Ir além da ob...
E qual é a do Jornalismo Literário?                        O Jornalismo Literário:                        •Humaniza o text...
Jornalismo Literário - Prática 1. Abertura de textos 2. Técnicas literárias
Técnicas Literárias 1. Construção cena a cena 2. Reprodução de diálogos 3. Foco narrativo 4. Fluxo de consciência
Exemplo de abertura:  narração convencional A nave se prepara para pousar. Da escotilha enxerga-se o solo arenoso e  acid...
Narração cena a cena Construção cena a cena (cena presentificada) – é o relato detalhado do acontecimento à medida que el...
Construção cena a cenaExemplo 1: Chegam à casa ao entardecer. São um pequeno grupo de  policiais. Todos uniformizados. Pas...
Construção cena a cenaExemplo 2:O texto de Gay Talese sobre o ex-campeão mundial Joe Louis começa descrevendo a cena do at...
Construção cena a cenaCENA 1“Oi, doçura!” Joe Louis chamou a esposa, localizando-a esperando por ele, no aeroporto de Los ...
Construção cena a cena CENA 2  Rose parecia entusiasmada em ver Joe no auge da forma e toda vez que um murro de Louis golp...
Reprodução de diálogos 2) Reprodução do diálogo das personagens – segundo Tom Wolfe, os diálogos são um dos recursos que ...
Reprodução de diálogos   Exemplo: Um antigo balcão de metal – desses típicos de escritório – separa os fregueses da área...
(continuação)A carreira de Roque Mascarin tem mais de 60 anos. Aos 9, recém- chegado da roça, fez oque faziam os meninos a...
Foco narrativo Foco narrativo (ou ponto de vista) – é a perspectiva pela  qual é contada a história. Pode ser: Narrador-...
Foco narrativo Narrador-observadorExemplo:“Ali pelas onze horas da manhã o velho Joaquim Prestes  chegou no pesqueiro. Em...
Foco narrativo Narrador- personagem – quando o narrador participa da  históriaExemplo“Vai então, empacou o jumento em que...
Fluxo de consciência Fluxo de consciência – Escrever um fluxo de consciência é como instalar uma câmera na cabeça da pers...
Fluxo de consciência Exemplo Como a humanidade é louca, pensou ela ao atravessar Victoria  Street. Porque só Deus sabe p...
EXERCÍCIO 1 - FOCO NARRATIVO A partir do tema proposto, desenvolva um texto utilizando o foco narrativo em primeira pesso...
EXERCÍCIO 2 – FLUXO DE CONSCIÊNCIA Carlos Barrios Contreras, 27 anos e o 13º mineiro chileno  a ser resgatado, ficou o te...
BIBLIOGRAFIA JATOBÁ, JOÃO FELIPE BRANDÃO. Técnicas Literárias. Disponível em:  http://migre.me/5KNuv . Acesso em 7.set.20...
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  1. 1. prof. Eduardo Rocha
  2. 2. Dinâmica da oficinaPrimeiro Dia Apresentação Apresentação da Teoria Leitura de Textos Apresentação das Técnicas Literárias ExercíciosSegundo Dia Exercício de observação Produção textual Sarau literário Publicação no Blog
  3. 3. O que é o jornalismo? “O jornalismo, independente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos. A objetividade é o tempero desta batalha, e a neutralidade a posição ideal, porém se resume só aos editoriais dos jornais”.(Clóvis Rossi)
  4. 4. O que é a Literatura? A Literatura é como as demais formas de arte, tem a capacidade de provocar no leitor um estranhamento diante da realidade, como se a víssemos pela primeira vez, sob um prisma diferente. (Chklovski, escritor russo) A Literatura é a expressão da sociedade, como a palavra é a expressão do homem.(Louis de Bonald, crítico do Romantismo francês)
  5. 5. Por onde caminham o Jornalismo e a Literatura?Ato Funções daComunicativo LinguagemEmissor Quem fala EmotivaMensagem O que se fala Poética LiteraturaReceptor Para quem se Conativa Publicidade falaCanal Por qual meio se Fática falaCódigo Como se fala MetalinguísticaContexto Onde e quando Referencial Jornalismo se fala
  6. 6. Por onde caminham o Jornalismo e a Literatura? As funções não são exploradas isoladamente. Na prática, ocorre a superposição de cada uma delas, sendo que sempre uma se sobressai. Nesse caso, a que se sobressai é a que indica a finalidade principal do texto
  7. 7. E o Jornalismo Literário? Onde fica? É função poética ou função referencial?
  8. 8. Conceito de Jornalismo Literário Modalidade de prática da reportagem de profundidade e do ensaio jornalístico utilizando recursos de observação e redação originários da (ou inspirados pela) literatura. Traços básicos: imersão do repórter na realidade, voz autoral, estilo, precisão de dados e informações, uso de símbolos (inclusive metáforas), digressão e humanização.(Edvaldo Pereira Lima)
  9. 9. Onde surgiu?Primórdios:Séc. 18 – França e InglaterraRealismo na literatura divulgado nas páginas dos FolhetinsPrecurssores: Balzac, Victor Hugo, Charles Dickens, Dostoievski, Flaubert etc.No Brasil: Machado de Assis, Raul Pompéia, Aloísio Azevedo etc.
  10. 10. No Brasil Destaque para Euclides da Cunha “A linha férrea corre no lado oposto. Aquele liame do progresso passa, porém, por ali, inútil, sem atenuar sequer o caráter genuinamente roceiro do arraial. Salta-se do trem; transpõe-se poucas centenas de metros entre casas deprimidas; e topa-se para logo, à fímbria da praça – o sertão... Está-se no ponto de tangência de duas sociedades, de todo alheias uma à outra. O vaqueiro encourado emerge da caatinga, rompe entre a casaria desgraciosa, e estaca o campião junto aos trilhos, em que passam, vertiginosamente, os patrícios do litoral, que o não conhecem.”
  11. 11. New JournalismDécada de 1960 – EUAGay Talese, um dos representantes dessa especialização, definiu esse tipo de jornalismo como: “New journalism (ou narrative writing, que seja) quer dizer apenas escrever bem. É um texto literário que não é inventado, não é ficção, mas que é narrado como um conto, como uma sequência de filme. É como um enredo dramático digno de ser levado aos palcos e não apenas um amontoado de fatos, fácil de ser digerido.”
  12. 12. Representantes do New Journalism Tom Wolfe (Radical Chique e o New Journalism) Gay Talese (Fama e Anonimato; O Reino e o Poder) Norman Mailer (O super-homem vai ao supermercado) Truman Capote (A Sangue Frio) John Hersey (Hiroshima) Joseph Mitchell (O Segredo de Joe Gould)
  13. 13. Jornalismo Literário no mundo Revista The New Yorker Revista Esquire
  14. 14. Jornalismo Literário no Brasil Revista Realidade (considerada até hoje a Bíblia do Jornalismo Literário brasileiro)(vídeo – Revista Realidade)
  15. 15. Jornalismo Literário no BrasilAutores Caco Barcellos José Hamilton Ribeiro Eliane Brum Marcos Faerman Roberto FreireRevistas Revista Piauí Revista Caros Amigos
  16. 16. Características do Jornalismo Literário Emprego de técnicas literárias; Profunda observação; Profunda pesquisa de campo; Criatividade; Grande caracterização dos personagens; Ambientação do fato narrado; Fuga das regras do texto jornalístico; convencional.
  17. 17. E qual é a do Jornalismo Literário? •Ir além do factual •Ir além da objetividade •Ir além dos dados estatísticos •Ir além do lead
  18. 18. E qual é a do Jornalismo Literário? O Jornalismo Literário: •Humaniza o texto •Aprofunda a reportagem •Trabalha a linguagem •Observa os detalhes •Vai além do lead
  19. 19. Jornalismo Literário - Prática 1. Abertura de textos 2. Técnicas literárias
  20. 20. Técnicas Literárias 1. Construção cena a cena 2. Reprodução de diálogos 3. Foco narrativo 4. Fluxo de consciência
  21. 21. Exemplo de abertura: narração convencional A nave se prepara para pousar. Da escotilha enxerga-se o solo arenoso e acidentado da Lua. É dia. O Sol brilha, intenso e dourado, como você o vê aqui da Terra, só que cercado de estrelas, num céu completamente negro. É que na Lua não existe atmosfera e, sem atmosfera, não tem os gases que, espalhando a luz solar, nos dão a ilusão de que o céu é azul. Na Lua, o firmamento é sempre escuro. A nave se aproxima ainda mais. Dá para ver, lá em baixo, jipes e robôs que zanzam pelas colinas. Homens vestindo macacões super-refrigerados e capacetes com oxigênio caminham pela planície como que em câmera lenta. É que lá a gravidade é uma lei mais fraca, mal corresponde a um sexto da gravidade que nos prende à Terra. O foguete pousa suavemente. Os passageiros se preparam para desembarcar. Colocam suas roupas com proteção térmica. Fora da cúpula protetora da primeira colônia terráquea, a temperatura atinge esturricantes 123 gruas Celsius.
  22. 22. Narração cena a cena Construção cena a cena (cena presentificada) – é o relato detalhado do acontecimento à medida que ele se desenvolve, desdobrando-o como em uma projeção cinematográfica. Mas, como a vida do personagem não transcorre somente no universo de suas ações diretas, pode-se estabelecer relações com acontecimentos paralelos, que, de alguma forma, contribuíram para o destino do biografado
  23. 23. Construção cena a cenaExemplo 1: Chegam à casa ao entardecer. São um pequeno grupo de policiais. Todos uniformizados. Passeiam pela sala e olham a biblioteca. Riem com sarcasmo. Pegam o livro História da Diplomacia. "Assim que os kosovares descendentes de albaneses também querem ser diplomatas?" Mudam o tom da conversa. Gritam. "Nos dê chaves", exigem. "Pegue uma mala", ordenam. "Deixa o resto. Tens 10 minutos. Logo irás para a Albânia e nunca mais voltarás. Nem sequer poderás voltar a sonhar com Kosovo", profetizam.
  24. 24. Construção cena a cenaExemplo 2:O texto de Gay Talese sobre o ex-campeão mundial Joe Louis começa descrevendo a cena do atleta chegando de viagem e termina com a cena da segunda ex-mulher de Louis, Rose Morgan, assistindo em casa,como amigos e o atual marido, a um tape de uma luta de Louis. O tom do texto é o da melancolia pelo envelhecimento do ex- campeão.
  25. 25. Construção cena a cenaCENA 1“Oi, doçura!” Joe Louis chamou a esposa, localizando-a esperando por ele, no aeroporto de Los Angeles.Ela sorriu, caminhou em sua direção e estava para espichar-se sobre os pés para beijá-lo–mas parou, de repente.“Joe”, disse ela, “Cadê sua gravata?” “Ah, docinho”, disse ele, dando de ombros, “passei a noite toda fora em Nova York e não tive tempo...” A noite toda!”, interrompeu ela. “Quando você está aqui, tudo o que faz é dormir, dormir, dormir”.“Docinho”, disse Joe Louis com um sorriso cansado, “sou um véio”. “Sim”, concordou ela, “mas quando você vai para Nova York tenta ser jovem de novo”.
  26. 26. Construção cena a cena CENA 2 Rose parecia entusiasmada em ver Joe no auge da forma e toda vez que um murro de Louis golpeava Conn, ela fazia “Pann!” (soco). “Pann” (soco). “Pann!” (soco). Billy Conn impressionava bem, na luta, mas, quando a tela anunciou o assalto 13, alguém disse: “É aqui que Conn vai cometer seu erro, vai querer sair na força bruta pra cima do Joe Louis”. O marido de Rose ficou quieto, saboreando seu scotch. Quando os golpes combinados de Joe começaram a encaixar, Rose começou, “Pann! Paann!”, e então o corpo pálido de Conn começou a cair no tablado. Billy Conn começou lentamente a se levantar. O juiz contava. Suspendeu uma perna, depois as duas, depois já estava de pé –mas o juiz o forçou de volta. Era tarde demais. E então, pela primeira vez, do fundo da sala, subindo, como em ondas crescentes, desde as felpudas almofadas do sofá, surge a voz do atual marido –esta droga de Joe Louis outra vez. “Acho que o Conn levantou a tempo”, disse, “mas o juiz não o deixou continuar”. Rose Morgan não disse nada –apenas tomou o resto de sua bebida. (apud. LIMA, 2009, p.202)
  27. 27. Reprodução de diálogos 2) Reprodução do diálogo das personagens – segundo Tom Wolfe, os diálogos são um dos recursos que mais envolvem o leitores.
  28. 28. Reprodução de diálogos Exemplo: Um antigo balcão de metal – desses típicos de escritório – separa os fregueses da área onde estão Roque Mascarin, 71 anos, e Sebastião Peixe, 74 anos. O salão forma um “L” e não tem mais que 30 metros quadrados. Nas prateleiras, ao lado esquerdo e ao fundo, peças de tecidos. No centro, lado a lado, duas máquinas de costura. E outros dois balcões de madeira. São antigos, de imbuia. “Tem mais de cem anos”, diria mais tarde seu Mascarin. São usados para riscar moldes e cortar tecidos. Um velho rádio, da Motorádio, está sintonizado numa emissora AM que toca Nelson Gonçalves quando eu chego. O aparelho completa a decoração do ateliê. É como se eu abrisse uma porta para o passado. Seu Mascarin deixa a velha máquina PFAFF e vem em minha direção. - Você deve ser o repórter. “Sim, eu que liguei hoje de manhã.” - Eu só não sei o que você quer com dois velhos. Nós não temos muito para falar. Estamos no fim de carreira.
  29. 29. (continuação)A carreira de Roque Mascarin tem mais de 60 anos. Aos 9, recém- chegado da roça, fez oque faziam os meninos ao concluir o grupo escolar. Era hora de procurar emprego, umofício. Bateu na alfaiataria de Geraldo Adabo. Nessa época, por volta de1950, São Carlostinha talvez centenas de alfaiatarias.- Eram umas 200 – puxa pela memória seu Mascarin.- 280. A voz fraca de Sebastião Peixe quebra o silêncio pela primeira vez para corrigir ocolega. Foi na alfaiataria do Adabo que os dois se conheceram. Seu Peixe tinha 10 anosde idade. Os cabelos estão brancos. É um homem esguio, alto mesmo, quase um metroe noventa de altura. Mas o corpo arqueado denuncia os efeitos dos anos quando ele selevanta, para os cumprimentos. É homem frágil.- Eu que conversei com você no telefone. Eu estou muito doente.Seu Peixe caminha lentamente e com dificuldade. De volta a maquina de costura, porvárias vezes interrompe o vai e vem dos pés no pedal. Para. O olhar se fixa e se perde emalgum ponto. Parece querer relembrar fatos, pessoas, lugares e histórias enquanto seuMascarin ativa na memória os tempos em que São Carlos era a capital dos alfaiatesbrasileiros.
  30. 30. Foco narrativo Foco narrativo (ou ponto de vista) – é a perspectiva pela qual é contada a história. Pode ser: Narrador-observador (3ª. Pessoa) ou narrador- personagem (1ª. Pessoa). Narrador-personagem (1ª. Pessoa)
  31. 31. Foco narrativo Narrador-observadorExemplo:“Ali pelas onze horas da manhã o velho Joaquim Prestes chegou no pesqueiro. Embora fizesse força em se mostrar amável por causa da visita convidada para a pescaria, vinha mal-humorado daquelas cinco léguas cabritando na estrada péssima. Alias o fazendeiro era de pouco riso mesmo, já endurecido pelos setenta e cinco anos que o mumificavam naquele esqueleto agudo e taciturno.” - O poço, de Mário de Andrade.
  32. 32. Foco narrativo Narrador- personagem – quando o narrador participa da históriaExemplo“Vai então, empacou o jumento em que eu vinha montado; fustiguei-o, ele deu dois corcovos, depois mais três, enfim mais um, que me sacudiu fora da sela,…” “mas um almocreve, que ali estava, acudiu a tempo de lhe pegar na rédea e detê-lo, não sem esforço nem perigo. Dominado o bruto, desvencilhei-me do estribo e pus-me de pé.” - Memórias Póstuma de Brás Cubas,de Machado de Assis.
  33. 33. Fluxo de consciência Fluxo de consciência – Escrever um fluxo de consciência é como instalar uma câmera na cabeça da personagem, retratando fielmente sua imaginação, seus pensamentos. Como o pensamento, a consciência não é ordenada. Presente e passado, realidade e desejos, falas e ações se misturam na narrativa.
  34. 34. Fluxo de consciência Exemplo Como a humanidade é louca, pensou ela ao atravessar Victoria Street. Porque só Deus sabe porque amamos tanto isto, o concebemos assim , elevando-o, construindo-o à nossa volta, derrubando-o, criando-o novamente a cada instante, mas até as próprias megeras, as mendigas mais repelentes sentadas às portas (a beberem a sua ruína) fazem o mesmo; não se podia resolver o seu caso, ela tinha a certeza, com leis parlamentares por esta simples razão: porque amam a vida.(Mrs. Dalloway, 1925, trad. port. Lisboa, Ulisseia, 1982, pp.5-6)
  35. 35. EXERCÍCIO 1 - FOCO NARRATIVO A partir do tema proposto, desenvolva um texto utilizando o foco narrativo em primeira pessoa, e depois o foco narrativo em terceira pessoa Tema: Dois amigos que se encontram depois de muito tempo numa padaria.
  36. 36. EXERCÍCIO 2 – FLUXO DE CONSCIÊNCIA Carlos Barrios Contreras, 27 anos e o 13º mineiro chileno a ser resgatado, ficou o tempo todo da clausura sem saber que seria pai pela segunda vez. Tem um filho de cinco anos e sua mulher soube que estava grávida uma semana depois do desmoronamento da mina San José. Sua esposa, no entanto, foi orientada a não contar a novidade até que ele fosse resgatado. (extraído e adaptado do portal G1) A partir do texto acima construa um texto utilizando o recurso do fluxo de consciência a partir do ponto de vista da mulher do mineiro.
  37. 37. BIBLIOGRAFIA JATOBÁ, JOÃO FELIPE BRANDÃO. Técnicas Literárias. Disponível em: http://migre.me/5KNuv . Acesso em 7.set.2011 LIMA, Edvaldo Pereira. Páginas Ampliadas. São Paulo, Manole, 2004 PRIOSTE, Roberto Nogueira. Os alfaiates de São carlos, Disponível em: http://migre.me/5KNkI . Acesso em 7.set.2011 SCARTON, Gilberto. Guia de Produção Textual. Disponível em Fonte: http://www.pucrs.br/gpt/index.php. Acesso em 5.ago.2011

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