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PRÁTICA DOCENTE DE UM PEDAGOGO EM UMA ÁREA NO AMBIENTE
HOSPITALAR
Observa-se que ao referir à prática docente, geralmente tanto alunos no
curso de Pedagogia como àqueles que já são profissionais, pensa neste
profissional denominado docente atuando somente na escola. Porém, o
Pedagogo é um profissional que atua em várias áreas, podendo ser em
espaços escolares como não escolares, no qual têm objetivos a alcançar, tem
a capacidade de planejar, ensinar, avaliar e desenvolver procedimentos que
possam dar condições para que as atividades educacionais se desenvolvam
corretamente de forma adequada. É o Pedagogo que articula diferentes formas
do saber, sendo este de experiências científico e pedagógico, esta diferença
que dá ao mesmo a oportunidade de desenvolver e ampliar suas habilidades,
podendo contemplar o todo.
A educação é uma forma de intervenção do mundo, e o trabalho
pedagógico se faz presente na sociedade, dando oportunidade para que o
Pedagogo interaja em outros espaços, ou seja, não sendo somente dentro da
instituição escolar, mas que ele atue em hospitais, empresas, presídios, entre
outras, sendo estas instituições não escolares. segundo Fujishima (2010, p.
26), “o saber não se limita principalmente, ao saber mental, na aprendizagem
cognitiva de cada indivíduo, mas também num saber social entre os
professores e aluno”.
Estes saberes sobressaem dos encontros e desencontros com a prática
e teoria dos professores com o seu contexto, vivência, o educador dos seus
estudos acadêmicos acaba sendo um sujeito que identifica o ensinar, é ele
quem vai produzir o saber. Porém, não cabe ao professor passar aos alunos
conteúdos prontos, fáceis, mas sim de proporcionar aos alunos momentos em
que possam construir seus conhecimentos. Assim ocorrendo, o docente
mostrará ao aluno o caminho para que ele possa complementar seu processo
de ensino-aprendizagem, conhecimentos pessoais e profissionais.
Há uma ligação entre professor-aluno e aluno-professor, pois quem
ensina também aprende, e quem aprende também ensina, com esta relação
entre os mesmos a prática pedagógica se torna algo prazeroso tendo uma
amizade, respeito mútuo.
Como a sociedade está em constante mudança e as atividades
educativas também, surge a necessidade espalhar os saberes em vários
campos, como ações pedagógicas na família, nos hospitais, enfim, nos meios
sociais.
As áreas disponíveis para o Pedagogo são vastas, podem atuar em
espaços escolares como não escolares, de modo que atenda às necessidades
da sociedade, e dentro desta amplitude da área de Pedagogia, há a Pedagogia
Hospitalar. Mas Mattos & Mugiatti (2007, p.116), afirmam que para uma
pedagogia hospitalar é necessário um novo perfil do educador, pois estes
precisam ter uma visão sistêmica de realidade da classe hospitalar e da
realidade do educando hospitalizado.
Há diferença entre hospitalização escolarizada e classe hospitalar,
Mattos & Mugiatti (2007) explica que a hospitalização escolarizada é aquele em
que o atendimento ao aluno doente é personalizado, ou seja, desenvolvem-se
propostas pedagógicas diferentes para cada aluno; já na classe hospitalar o
atendimento é feito de forma conjunta com diversos alunos. Isso significa que
as formas de atuação dentro da Pedagogia Hospitalar adéquam às
necessidades do educando hospitalizado.
A Pedagogia Hospitalar é um desafio do futuro pedagogo, no qual deve
ter novo olhar, novos horizontes educacionais, incitando-os para que
desenvolvam projetos de pesquisa para que sua atuação possa ser condizente
à realidade que a sociedade está propondo.
É necessário que as Instituições como um todo acompanhe esse
desenvolvimento, esta transformação da sociedade, para que a prática docente
um ambiente hospitalar possa suprir as necessidades do mundo moderno.
O hospital é um local de tratamento, recuperação à saúde, mas se
houver internação, geralmente faz com que com que isso gere outras doenças
como psicológicas, sociais e educacionais, sendo necessário assim, um
acompanhamento de profissionais para compor uma equipe
multi/interdisciplinar, que juntos possam atender de forma ampla estes outros
aspectos do indivíduo.
Quanto ao ambiente hospitalar, este era visto como um local em que a
criança e o adolescente hospitalizado deveriam permanecer “fora” do mundo
que o rodeia, sem saber de nada que acontece fora do hospital, devido a sua
enfermidade, porém atualmente isto passou a ser diferenciado com a
Pedagogia Hospitalar, no qual o atendimento ocorre de forma diferenciada,
respeitando o tempo e gravidade da enfermidade da criança ou adolescente
internado. O tempo não pode ser comparado com o que ocorre na escola, em
que os professore dão aula para uma sala com grande número de alunos,
sendo no hospital diferenciado também neste atendimento dependendo da
necessidade do aluno, podendo ser individuais ou em pequenos grupos, com
atividades, conteúdos interdisciplinares, sendo necessário que a prática do
educador, a técnica seja diferenciado no hospital.
Por muito tempo o atendimento hospitalar foi exclusivo de profissionais
da saúde, mas atualmente isto mudou, tendo cada vez mais a importância de
diversos profissionais no espaço hospitalar principalmente o pedagogo.
Acredita-se que o pedagogo possa atuar em diferentes áreas no próprio
hospital, como levar ações educativas a idosos, como cuidado com a própria
saúde, autoestima entre outras; como o mesmo pode atuar em palestras,
dinâmicas em grupos entre outros.
A Pedagogia Hospitalar tem a finalidade de recuperar a socialização
de crianças e adolescentes com o ambiente escolar, dando continuidade à sua
aprendizagem, sendo assim, necessário que as atividades tenham começo,
meio e fim, e que o professor tenha um planejamento estruturado e flexível.
O trabalho pedagógico está em concordância com as legislações que
asseguram os direitos das crianças e adolescentes (ECA) sendo também
aqueles que estão hospitalizados; sobre a formação dos profissionais de
Pedagogia, que devem estar preparados para atuar em espaços escolares e
não escolares (Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia,
Lei de Diretrizes e Bases; e sobre a atuação no atendimento pedagógico
hospitalar (documento do MEC: Classe Hospitalar e Atendimento Pedagógico
Domiciliar, estratégias e orientação).
Quando uma criança ou adolescente se afastam da escola por motivos
maiores de doenças, tal fato pode desanimá-los com os estudos podendo levá-
los a repetir o ano ou ter evasão. Por estes motivos que a Pedagogia
Hospitalar tem como objetivo principal assegurar a estas crianças e
adolescentes hospitalizados o acompanhamento educacional e oferecer a
valorização de dois direitos básicos: o direito à educação e à saúde. A
Pedagogia Hospitalar vê o paciente como aquele que tem direitos e que pode
aprender apesar de sua doença. A rotina da criança será diferente pelo fato de
todo momento estar cercada de profissionais da área da saúde, mas esta rotina
deve estar presente, pois facilita a percepção de tempo e espaço, deixando-as
mais seguras.
Assim com esta pedagogia, o espaço escolar surge dentro do hospital
como referência, para a vida normal que a criança tinha antes mesmo de ser
internada. O atendimento pedagógico hospitalar faz uma interligação entre os
aspectos da realidade do aluno internado e do mundo fora do hospital e o
professor é o mediador destas interações. É necessário esta intervenção, pois
a criança ou adolescente quando está doente e precisa ficar internado se
afasta de sua família, da escola, de atividades do dia-a-dia, e ela agora no
hospital necessita de momentos, um ambiente diferenciado para que possam
continuar por exemplo tendo uma educação continuada daquela que a mesma
estava tendo na escola, porém agora de forma um pouco diferenciada.
A atuação pedagógica pode ocorrer em vários espaços dentro do
hospital além da classe hospitalar, como em ambulatórios, na sala de espera,
não sendo necessariamente ser reduzido somente em um espaço físico
específico. Sendo necessária assim a presença do Pedagogo no ambiente
hospitalar como os outros profissionais, pois este pode e deve criar situações
para que as crianças enfermas possam construir novos conhecimentos,
podendo até mesmo ajudar na melhora do estado clínico do mesmo.
No geral para a sociedade o lugar do professor é sempre voltado à
escola, porém com as mudanças da sociedade, podemos observar que
atualmente não é mais assim. O Pedagogo Hospitalar, procura neste
ambiente, buscar uma prática pedagógica diferenciada, com estratégias
diferentes da escola ou hospital nas suas ações, pois no hospital este
atua com crianças que estão com diferentes níveis de escolaridade, com
diferenças nas doenças, e também pelo fato de algumas crianças não
ficarem no hospital durante muito tempo, ou outras que sim, ou seja, este
atendimento pedagógico deve ser compatível com as particularidades de
cada um deles.
O Pedagogo precisa ser flexível, comprometido, ético, precisa ter
formação ou especialização, ou até mesmo buscar complementar a
formação profissional de educador com teorias, pois se trata de
professores diferenciados da escola, assim, o professor se aproxima
rapidamente do aluno, conhecendo a realidade de cada um, contribuindo
assim para suas ações pedagógicas, tendo que estas serem adequadas à
realidade vivida por eles, respeitando a necessidade orgânica e
psicológica imposta pelo tratamento.
O educador em seu planejamento precisa ter cuidado e propor
atividades que as crianças percebam que há início, meio e fim dentro de um
determinado tempo curto, para que as crianças e adolescentes não saiam com
a impressão de algo inacabado, sendo assim, muito importante que o
Pedagogo verifique com as crianças os seus interesses como o de seus pais,
familiares, para participarem das propostas. Assim, o processo pedagógico se
inicia com o levantamento da situação, contexto de cada criança ou
adolescente e particularmente os estados clínicos, mas para que isso ocorra,
também é necessário que o hospital tenha boas condições, seja um ambiente
prazeroso que corresponda às necessidades de cada um, tendo equipamentos,
estrutura física entre outros, para que esta ação seja desempenhada
corretamente e propício para que seja até mesmo mais rápido e menos
sofrido para o doente o seu reestabelecimento.
Quando o educador desenvolve um trabalho no hospital com a criança
ou adolescente, ele também deve iniciar uma relação com os pais, familiares
dos mesmos, pois segundo Matos & Mugiatti (2007), os pais são uma ponte
entre o hospital e a escola, ajudando assim no crescimento e encaminhamento
de atividades para quem está internado. Caso contrário, a criança ou
adolescente que estiver internado terá prejuízos com relação à educação,
podendo até mesmo afetar em sua repercussão na hospitalização.
Com relação à atuação do Pedagogo hospitalar, não há um modelo a
ser seguido, pronto, este é um desafio em que precisa construir uma ação
pedagógica que contemple a diversidade e especificidade de cada indivíduo
hospitalizado.
Um ambiente diferenciado no hospital: Brinquedoteca Hospitalar
Atualmente sabe-se que o brincar é muito importante para o
desenvolvimento da criança, assim sendo, no ambiente hospitalar também é
necessário que as crianças e adolescentes possam brincar, levando em
consideração a especificidade de cada um, pois é com o brincar que as
crianças se desenvolvem sem ao menos perceberem.
Pelo fato do brincar ser importante para o desenvolvimento da criança,
surgiu a necessidade de criar a Brinquedoteca, pois este espaço tem objetivos
e um deles é que as crianças possam ter voz ativa, sendo respeitado seu
direito à infância, sendo também um espaço essencial para outros
profissionais, pois poderão coordenar as atitudes das crianças.
Por meio da brincadeira, o professor pode observar e ter uma visão
sobre o desenvolvimento da criança particularmente como em grupo,
registrando as capacidades das mesmas em sua linguagem, na socialização,
como também nos aspectos afetivos, cognitivos e emocionais.
A Brinquedoteca é um espaço que deve permanecer nas escolas, nos
hospitais, universidades entre outras, pois é um espaço que atende todas as
crianças de todas as idades, que atende a necessidade de cada uma e com o
brincar, com brincadeiras elas desenvolvem suas habilidades, sensibilidade,
criatividade entre outras com a interação social.
A Pedagogia Hospitalar faz fluir a ludicidade, um fator importante para
o reequilíbrio psicológico da criança, pois são atividades prazerosas que
trazem a elas um retorno à vida cotidiana, que podem explorar sua criatividade,
favorecendo assim a eficácia no tratamento e aliviando a tensão da
hospitalização.
Com a brincadeira, a criança hospitalizada vai ocupar sua mente
deixando de lado o medo, a ociosidade do hospital, pois o brincar faz parte do
cotidiano da criança, do seu desenvolvimento, promovendo assim a
socialização, estimulando a criatividade e descobrindo cada vez mais o mundo.
A Brinquedoteca Hospitalar é importante neste ambiente hospital tanto
para os profissionais da educação como para os de saúde, pois possuem o
objetivo neste espaço de diminuir na criança o sofrimento do processo de
internação, procurando fazer com que este processo e a situação da doença
seja aceita e compreendida pela criança ou adolescente e pela família.
Brincando e conversando com a equipe de profissionais, a criança expressa
seu medo, angústia, encontrando ai um amparo para que sua recuperação
possa ser mais rápida.
De acordo com Referencial Curricular Nacional (RCNEI- 1998), ao
brincar as crianças recriam e repensam os acontecimentos, isso faz com que
elas aprendam a conhecer e a se relacionar com o mundo. A ação educativa
nos hospitais tem aumentado, atraindo assim um olhar da sociedade para este
assunto, contribuindo para a qualidade do atendimento pedagógico.
Com o brincar, com atividades lúdicas, a criança e adolescente podem
aceitar a ideia de seu tratamento hospitalar e até com seu processo de
recuperação, encontra equilíbrio aceitando sua doença e tendo uma rotina que
é fora do seu contexto familiar, escolar e social, porém consegue aprender, se
desenvolver assim como aquelas crianças que estão fora do ambiente
hospitalar, pois aprendem e desenvolvem de acordo com seu ritmo, sua
especificidade.
Considerações Finais
Pode-se observar que a Pedagogia Hospitalar é uma modalidade da
educação que dá ao hospitalizado crianças ou adolescente a oportunidade de
continuar seus estudos, embora seja de uma maneira diferenciada,
estimulando as capacidades dos mesmos e até auxiliando em sua
recuperação, podendo diminuir o tempo de internação e o trauma hospitalar,
pois se muda totalmente a rotina e passa por momentos difíceis de sofrimento
neste local.
O papel do educador neste ambiente é de propor práticas pedagógicas,
atividades lúdicas, diversificadas como jogos, brincadeiras, continuação de
estudos no hospital entre outros, contribuindo assim para o desenvolvimento,
recuperação do aluno/paciente, podendo ocupar seu tempo livre num ambiente
diferenciado embora esteja num hospital com momentos prazerosos saudáveis.
E ao deixar de pensar na doença, a criança se envolve nas atividades e
começa a criar novamente expectativas de futuro como a volta ao convívio
familiar e social.
A educação é um direito de toda criança e adolescente, incluindo assim
o universo daquelas hospitalizadas, embora infelizmente não são todas as
crianças e ou adolescentes que estão hospitalizadas que usufruem desse
direito devido ao pequeno número de hospitais que fazem esse tipo de
atendimento.
Enfim, é muito importante o papel de um Pedagogo Hospitalar, pois é
ele com outros profissionais que poderão ajudar crianças e adolescentes que
por motivos de doenças precisam estar num hospital. Este educador é que vai
continuar a desenvolver com o aluno/hospitalizado a sua educação que tinha
na escola, embora com estratégias pedagógicas diferentes e de acordo com o
ritmo e especificidade de cada um.
Faculdade de São Paulo
Tema: O Pedagogo na área Hospitalar
Professora: Ana Quadros
Integrantes do grupo:
Nome: Andreza Aparecida Dantas RA: 2014012246
Nome: Juliana Cristina Almeida Silva RA:2014015415
Nome: Janaina Martiniano da Silva RA:2014012246
Nome: Jeferson
Nome: Márcia
Nome: Telma Varelo Bernardo da Cruz RA:0050080077
São Paulo,2017

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  • 1. PRÁTICA DOCENTE DE UM PEDAGOGO EM UMA ÁREA NO AMBIENTE HOSPITALAR Observa-se que ao referir à prática docente, geralmente tanto alunos no curso de Pedagogia como àqueles que já são profissionais, pensa neste profissional denominado docente atuando somente na escola. Porém, o Pedagogo é um profissional que atua em várias áreas, podendo ser em espaços escolares como não escolares, no qual têm objetivos a alcançar, tem a capacidade de planejar, ensinar, avaliar e desenvolver procedimentos que possam dar condições para que as atividades educacionais se desenvolvam corretamente de forma adequada. É o Pedagogo que articula diferentes formas do saber, sendo este de experiências científico e pedagógico, esta diferença que dá ao mesmo a oportunidade de desenvolver e ampliar suas habilidades, podendo contemplar o todo. A educação é uma forma de intervenção do mundo, e o trabalho pedagógico se faz presente na sociedade, dando oportunidade para que o Pedagogo interaja em outros espaços, ou seja, não sendo somente dentro da instituição escolar, mas que ele atue em hospitais, empresas, presídios, entre outras, sendo estas instituições não escolares. segundo Fujishima (2010, p. 26), “o saber não se limita principalmente, ao saber mental, na aprendizagem cognitiva de cada indivíduo, mas também num saber social entre os professores e aluno”. Estes saberes sobressaem dos encontros e desencontros com a prática e teoria dos professores com o seu contexto, vivência, o educador dos seus estudos acadêmicos acaba sendo um sujeito que identifica o ensinar, é ele quem vai produzir o saber. Porém, não cabe ao professor passar aos alunos conteúdos prontos, fáceis, mas sim de proporcionar aos alunos momentos em que possam construir seus conhecimentos. Assim ocorrendo, o docente mostrará ao aluno o caminho para que ele possa complementar seu processo de ensino-aprendizagem, conhecimentos pessoais e profissionais. Há uma ligação entre professor-aluno e aluno-professor, pois quem ensina também aprende, e quem aprende também ensina, com esta relação entre os mesmos a prática pedagógica se torna algo prazeroso tendo uma amizade, respeito mútuo. Como a sociedade está em constante mudança e as atividades educativas também, surge a necessidade espalhar os saberes em vários campos, como ações pedagógicas na família, nos hospitais, enfim, nos meios sociais. As áreas disponíveis para o Pedagogo são vastas, podem atuar em espaços escolares como não escolares, de modo que atenda às necessidades da sociedade, e dentro desta amplitude da área de Pedagogia, há a Pedagogia
  • 2. Hospitalar. Mas Mattos & Mugiatti (2007, p.116), afirmam que para uma pedagogia hospitalar é necessário um novo perfil do educador, pois estes precisam ter uma visão sistêmica de realidade da classe hospitalar e da realidade do educando hospitalizado. Há diferença entre hospitalização escolarizada e classe hospitalar, Mattos & Mugiatti (2007) explica que a hospitalização escolarizada é aquele em que o atendimento ao aluno doente é personalizado, ou seja, desenvolvem-se propostas pedagógicas diferentes para cada aluno; já na classe hospitalar o atendimento é feito de forma conjunta com diversos alunos. Isso significa que as formas de atuação dentro da Pedagogia Hospitalar adéquam às necessidades do educando hospitalizado. A Pedagogia Hospitalar é um desafio do futuro pedagogo, no qual deve ter novo olhar, novos horizontes educacionais, incitando-os para que desenvolvam projetos de pesquisa para que sua atuação possa ser condizente à realidade que a sociedade está propondo. É necessário que as Instituições como um todo acompanhe esse desenvolvimento, esta transformação da sociedade, para que a prática docente um ambiente hospitalar possa suprir as necessidades do mundo moderno. O hospital é um local de tratamento, recuperação à saúde, mas se houver internação, geralmente faz com que com que isso gere outras doenças como psicológicas, sociais e educacionais, sendo necessário assim, um acompanhamento de profissionais para compor uma equipe multi/interdisciplinar, que juntos possam atender de forma ampla estes outros aspectos do indivíduo. Quanto ao ambiente hospitalar, este era visto como um local em que a criança e o adolescente hospitalizado deveriam permanecer “fora” do mundo que o rodeia, sem saber de nada que acontece fora do hospital, devido a sua enfermidade, porém atualmente isto passou a ser diferenciado com a Pedagogia Hospitalar, no qual o atendimento ocorre de forma diferenciada, respeitando o tempo e gravidade da enfermidade da criança ou adolescente internado. O tempo não pode ser comparado com o que ocorre na escola, em que os professore dão aula para uma sala com grande número de alunos, sendo no hospital diferenciado também neste atendimento dependendo da necessidade do aluno, podendo ser individuais ou em pequenos grupos, com atividades, conteúdos interdisciplinares, sendo necessário que a prática do educador, a técnica seja diferenciado no hospital. Por muito tempo o atendimento hospitalar foi exclusivo de profissionais da saúde, mas atualmente isto mudou, tendo cada vez mais a importância de diversos profissionais no espaço hospitalar principalmente o pedagogo. Acredita-se que o pedagogo possa atuar em diferentes áreas no próprio hospital, como levar ações educativas a idosos, como cuidado com a própria saúde, autoestima entre outras; como o mesmo pode atuar em palestras, dinâmicas em grupos entre outros.
  • 3. A Pedagogia Hospitalar tem a finalidade de recuperar a socialização de crianças e adolescentes com o ambiente escolar, dando continuidade à sua aprendizagem, sendo assim, necessário que as atividades tenham começo, meio e fim, e que o professor tenha um planejamento estruturado e flexível. O trabalho pedagógico está em concordância com as legislações que asseguram os direitos das crianças e adolescentes (ECA) sendo também aqueles que estão hospitalizados; sobre a formação dos profissionais de Pedagogia, que devem estar preparados para atuar em espaços escolares e não escolares (Diretrizes Curriculares Nacionais para o curso de Pedagogia, Lei de Diretrizes e Bases; e sobre a atuação no atendimento pedagógico hospitalar (documento do MEC: Classe Hospitalar e Atendimento Pedagógico Domiciliar, estratégias e orientação). Quando uma criança ou adolescente se afastam da escola por motivos maiores de doenças, tal fato pode desanimá-los com os estudos podendo levá- los a repetir o ano ou ter evasão. Por estes motivos que a Pedagogia Hospitalar tem como objetivo principal assegurar a estas crianças e adolescentes hospitalizados o acompanhamento educacional e oferecer a valorização de dois direitos básicos: o direito à educação e à saúde. A Pedagogia Hospitalar vê o paciente como aquele que tem direitos e que pode aprender apesar de sua doença. A rotina da criança será diferente pelo fato de todo momento estar cercada de profissionais da área da saúde, mas esta rotina deve estar presente, pois facilita a percepção de tempo e espaço, deixando-as mais seguras. Assim com esta pedagogia, o espaço escolar surge dentro do hospital como referência, para a vida normal que a criança tinha antes mesmo de ser internada. O atendimento pedagógico hospitalar faz uma interligação entre os aspectos da realidade do aluno internado e do mundo fora do hospital e o professor é o mediador destas interações. É necessário esta intervenção, pois a criança ou adolescente quando está doente e precisa ficar internado se afasta de sua família, da escola, de atividades do dia-a-dia, e ela agora no hospital necessita de momentos, um ambiente diferenciado para que possam continuar por exemplo tendo uma educação continuada daquela que a mesma estava tendo na escola, porém agora de forma um pouco diferenciada. A atuação pedagógica pode ocorrer em vários espaços dentro do hospital além da classe hospitalar, como em ambulatórios, na sala de espera, não sendo necessariamente ser reduzido somente em um espaço físico específico. Sendo necessária assim a presença do Pedagogo no ambiente hospitalar como os outros profissionais, pois este pode e deve criar situações para que as crianças enfermas possam construir novos conhecimentos, podendo até mesmo ajudar na melhora do estado clínico do mesmo. No geral para a sociedade o lugar do professor é sempre voltado à escola, porém com as mudanças da sociedade, podemos observar que atualmente não é mais assim. O Pedagogo Hospitalar, procura neste ambiente, buscar uma prática pedagógica diferenciada, com estratégias
  • 4. diferentes da escola ou hospital nas suas ações, pois no hospital este atua com crianças que estão com diferentes níveis de escolaridade, com diferenças nas doenças, e também pelo fato de algumas crianças não ficarem no hospital durante muito tempo, ou outras que sim, ou seja, este atendimento pedagógico deve ser compatível com as particularidades de cada um deles. O Pedagogo precisa ser flexível, comprometido, ético, precisa ter formação ou especialização, ou até mesmo buscar complementar a formação profissional de educador com teorias, pois se trata de professores diferenciados da escola, assim, o professor se aproxima rapidamente do aluno, conhecendo a realidade de cada um, contribuindo assim para suas ações pedagógicas, tendo que estas serem adequadas à realidade vivida por eles, respeitando a necessidade orgânica e psicológica imposta pelo tratamento. O educador em seu planejamento precisa ter cuidado e propor atividades que as crianças percebam que há início, meio e fim dentro de um determinado tempo curto, para que as crianças e adolescentes não saiam com a impressão de algo inacabado, sendo assim, muito importante que o Pedagogo verifique com as crianças os seus interesses como o de seus pais, familiares, para participarem das propostas. Assim, o processo pedagógico se inicia com o levantamento da situação, contexto de cada criança ou adolescente e particularmente os estados clínicos, mas para que isso ocorra, também é necessário que o hospital tenha boas condições, seja um ambiente prazeroso que corresponda às necessidades de cada um, tendo equipamentos, estrutura física entre outros, para que esta ação seja desempenhada corretamente e propício para que seja até mesmo mais rápido e menos sofrido para o doente o seu reestabelecimento. Quando o educador desenvolve um trabalho no hospital com a criança ou adolescente, ele também deve iniciar uma relação com os pais, familiares dos mesmos, pois segundo Matos & Mugiatti (2007), os pais são uma ponte entre o hospital e a escola, ajudando assim no crescimento e encaminhamento de atividades para quem está internado. Caso contrário, a criança ou adolescente que estiver internado terá prejuízos com relação à educação, podendo até mesmo afetar em sua repercussão na hospitalização. Com relação à atuação do Pedagogo hospitalar, não há um modelo a ser seguido, pronto, este é um desafio em que precisa construir uma ação pedagógica que contemple a diversidade e especificidade de cada indivíduo hospitalizado. Um ambiente diferenciado no hospital: Brinquedoteca Hospitalar
  • 5. Atualmente sabe-se que o brincar é muito importante para o desenvolvimento da criança, assim sendo, no ambiente hospitalar também é necessário que as crianças e adolescentes possam brincar, levando em consideração a especificidade de cada um, pois é com o brincar que as crianças se desenvolvem sem ao menos perceberem. Pelo fato do brincar ser importante para o desenvolvimento da criança, surgiu a necessidade de criar a Brinquedoteca, pois este espaço tem objetivos e um deles é que as crianças possam ter voz ativa, sendo respeitado seu direito à infância, sendo também um espaço essencial para outros profissionais, pois poderão coordenar as atitudes das crianças. Por meio da brincadeira, o professor pode observar e ter uma visão sobre o desenvolvimento da criança particularmente como em grupo, registrando as capacidades das mesmas em sua linguagem, na socialização, como também nos aspectos afetivos, cognitivos e emocionais. A Brinquedoteca é um espaço que deve permanecer nas escolas, nos hospitais, universidades entre outras, pois é um espaço que atende todas as crianças de todas as idades, que atende a necessidade de cada uma e com o brincar, com brincadeiras elas desenvolvem suas habilidades, sensibilidade, criatividade entre outras com a interação social. A Pedagogia Hospitalar faz fluir a ludicidade, um fator importante para o reequilíbrio psicológico da criança, pois são atividades prazerosas que trazem a elas um retorno à vida cotidiana, que podem explorar sua criatividade, favorecendo assim a eficácia no tratamento e aliviando a tensão da hospitalização. Com a brincadeira, a criança hospitalizada vai ocupar sua mente deixando de lado o medo, a ociosidade do hospital, pois o brincar faz parte do cotidiano da criança, do seu desenvolvimento, promovendo assim a socialização, estimulando a criatividade e descobrindo cada vez mais o mundo. A Brinquedoteca Hospitalar é importante neste ambiente hospital tanto para os profissionais da educação como para os de saúde, pois possuem o objetivo neste espaço de diminuir na criança o sofrimento do processo de internação, procurando fazer com que este processo e a situação da doença seja aceita e compreendida pela criança ou adolescente e pela família. Brincando e conversando com a equipe de profissionais, a criança expressa seu medo, angústia, encontrando ai um amparo para que sua recuperação possa ser mais rápida. De acordo com Referencial Curricular Nacional (RCNEI- 1998), ao brincar as crianças recriam e repensam os acontecimentos, isso faz com que elas aprendam a conhecer e a se relacionar com o mundo. A ação educativa nos hospitais tem aumentado, atraindo assim um olhar da sociedade para este assunto, contribuindo para a qualidade do atendimento pedagógico.
  • 6. Com o brincar, com atividades lúdicas, a criança e adolescente podem aceitar a ideia de seu tratamento hospitalar e até com seu processo de recuperação, encontra equilíbrio aceitando sua doença e tendo uma rotina que é fora do seu contexto familiar, escolar e social, porém consegue aprender, se desenvolver assim como aquelas crianças que estão fora do ambiente hospitalar, pois aprendem e desenvolvem de acordo com seu ritmo, sua especificidade. Considerações Finais Pode-se observar que a Pedagogia Hospitalar é uma modalidade da educação que dá ao hospitalizado crianças ou adolescente a oportunidade de continuar seus estudos, embora seja de uma maneira diferenciada, estimulando as capacidades dos mesmos e até auxiliando em sua recuperação, podendo diminuir o tempo de internação e o trauma hospitalar, pois se muda totalmente a rotina e passa por momentos difíceis de sofrimento neste local. O papel do educador neste ambiente é de propor práticas pedagógicas, atividades lúdicas, diversificadas como jogos, brincadeiras, continuação de estudos no hospital entre outros, contribuindo assim para o desenvolvimento, recuperação do aluno/paciente, podendo ocupar seu tempo livre num ambiente diferenciado embora esteja num hospital com momentos prazerosos saudáveis. E ao deixar de pensar na doença, a criança se envolve nas atividades e começa a criar novamente expectativas de futuro como a volta ao convívio familiar e social. A educação é um direito de toda criança e adolescente, incluindo assim o universo daquelas hospitalizadas, embora infelizmente não são todas as crianças e ou adolescentes que estão hospitalizadas que usufruem desse direito devido ao pequeno número de hospitais que fazem esse tipo de atendimento. Enfim, é muito importante o papel de um Pedagogo Hospitalar, pois é ele com outros profissionais que poderão ajudar crianças e adolescentes que por motivos de doenças precisam estar num hospital. Este educador é que vai continuar a desenvolver com o aluno/hospitalizado a sua educação que tinha na escola, embora com estratégias pedagógicas diferentes e de acordo com o ritmo e especificidade de cada um.
  • 7. Faculdade de São Paulo Tema: O Pedagogo na área Hospitalar Professora: Ana Quadros Integrantes do grupo: Nome: Andreza Aparecida Dantas RA: 2014012246 Nome: Juliana Cristina Almeida Silva RA:2014015415 Nome: Janaina Martiniano da Silva RA:2014012246 Nome: Jeferson Nome: Márcia Nome: Telma Varelo Bernardo da Cruz RA:0050080077 São Paulo,2017