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1
Guia de
práticas
integradoras para
a promoção da saúde
no Ensino Médio Integrado
Luciana Rolemberg Farias de Oliveira
Igor Adriano de Oliveira Reis
2022
2
Sumário
Apresentação 3
Introdução 4
A oficina pedagógica como estratégia de aprendizagem 6
Recomendações para aplicações das oficinas 7
Adequação à realidade e interesse da comunidade 8
Sobre as oficinas de promoção em saúde mental
na adolescência adolescencia
Oficina 1
Caixa de emoções:
Promovendo a Saúde mental através		 11
da educação emocional
Oficina 2
Construção de Mapas Mentais
sobre fatores de risco e problemas 16
de saúde mental na adolescência
Oficina 3
Potfólio Cuidados em Saúde Mental: 22
Publicação em perfil do Instagram
Considerações finais 27
Referências 28
9
3
Apresentação
Prezado educador,
O “Guia de práticas educativas integradoras para a promoção da saúde no
EMI” consiste no produto educacional derivado da dissertação de mes-
trado “A promoção da saúde através de práticas educativas integrado-
ras no EMI”, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação
Profissional e Tecnológica (ProfEPT) do Instituto Federal de Sergipe (IFS).
Elaborado pela Mestranda Luciana Rolemberg Farias de Oliveira, enfer-
meira escolar do IFS, sob orientação do Prof. Dr. Igor Adriano de Oliveira
Reis, esta proposta foi concebida para ser desenvolvida junto a alunos
do Ensino Médio Integrado (EMI) e tem o objetivo de contribuir como
ferramenta pedagógica e auxiliar no planejamento de práticas integra-
doras de educação em saúde a fim de uma formação humana integral
do estudante, bem como incentivar a abordagem de temáticas de saúde
no âmbito da educação profissional e tecnológica promovendo assim um
fortalecimento na relação entre educação e saúde, contribuindo com as
reflexões acerca da temática.
Para isto, foi organizado um roteiro de oficinas para o desenvolvimento de
práticas educativas em saúde com base na centralidade dos sujeitos na
construção do conhecimento e a busca da emancipação do ser humano,
utilizando-se de metodologias ativas de ensino como: roda de conversa,
tempestade de ideias, construção de mapas mentais e portfólio associado
ao uso de rede social – Instagram, buscando fornecer apoio metodológico
aos profissionais da educação no desenvolvimento de práticas educativas
em saúde, promovendo a abertura de espaços de diálogos relacionados a
temática de saúde e incentivando a formação de uma consciência crítica
do sujeito envolvido.
Com isso, o produto educacional oferece aos profissionais da educação
(docentes e equipe multidisciplinar) uma ferramenta pedagógica que bus-
ca auxiliar no desenvolvimento de práticas educativas em saúde na EPT
que estimulem aprendizagens ativas e colaborativas, bem como a for-
mação integral do ser humano através da interdisciplinaridade, de modo
que os conteúdos e experiências sejam significativos em sua realidade.
4
Introdução
A educação em saúde no ensino médio integrado é de fundamental
importância para que os discentes adquiram emancipação e consciência
de que seus hábitos de saúde têm grande relevância e influência na sua
vida pessoal, acadêmica e profissional. Por isso, o ambiente escolar é
privilegiado para a instrumentalização do autocuidado dos discentes uma
vez que, no espaço educacional, o adolescente vivencia situações que
permitem a troca de conhecimentos, comportamentos e práticas, através
da convivência e das relações interpessoais.
A partir da observação da realidade como enfermeira do Instituto Federal
de Sergipe, no campus Aracaju, onde são realizadas ações educativas em
saúde de forma pontual e fragmentada, identificou-se a necessidade de
promover práticas educativas em saúde de forma contínua e integrada
ao conteúdo programático das disciplinas dos cursos de ensino médio
integrado na instituição para que, dessa maneira, as ações educativas
em saúde realmente conseguissem alcançar resultados satisfatórios e
transformadores.
Assim, a educação em saúde consiste numa estratégia valiosa para que,
aliada aos valores e experiências de cada indivíduo, sejam trabalhados
temas relevantes de saúde que influenciem no autocuidado, qualidade
de vida e, consequentemente, na formação humana integral do
discente, promovendo uma reflexão em relação às práticas de saúde,
antes fragmentadas e curativas e, atualmente, vistas numa concepção
de assistência integral e inseridas no contexto da promoção à saúde,
definida como: "o processo de capacitação da comunidade para atuar na
melhoria da qualidade de vida e saúde, incluindo maior participação no
controle desse processo" (BRASIL, 2000).
A educação em saúde no ambiente escolar necessita romper com a lógica
individualizada e segmentada em suas formas de abordagem e promover
o reconhecimento dos sujeitos como protagonistas de suas escolhas e
como agentes de transformação social (MOURA:DURÃES, 2019). Novas
formas de abordagem em saúde são necessárias para promover a reflexão
e transformar a forma de compreensão dos discentes em relação à saúd,
rompendo com a visão meramente informativa e curativa da educação
em saúde e despertando o posicionamento do indivíduo em relação a
temática da saúde.
Frigotto (2012) refere-se à ruptura com a lógica fragmentada como
indispensável para formação de um projeto de educação baseado na ideia
5
da integração. Ao propor o desenvolvimento de uma prática educativa
integradora em saúde de forma sistemática e contínua no ambiente
escolar estamos colaborando com a formação humana integral e
possibilitando a formação crítica, reflexiva e autônoma do sujeito.
No Instituto Federal de Sergipe, instituição onde foi aplicado este produto
educacional, a resolução do CONSUP N⁰ 37/2017, institui a Política de
Assistência Estudantil, a qual estabelece a Atenção à Saúde Estudantil,
que consiste na prestação de assistência integral à saúde do discente
através de ações preventivas e curativas, individuais e coletivas, pela
equipe multiprofissional. A existência da equipe de saúde na instituição
de ensino facilita a promoção de ações educativas em saúde de forma
articulada entre o setor de saúde e o setor de ensino, colaborando para a
formação humana integral do discente.
O guia foi elaborado com base na teoria da Aprendizagem Significativa
proposta por David Ausubel (1982), na qual as ideias novas devem interagir
com aquilo que o aprendiz já sabe para trazer sentido ao aprendizado
bem como nas concepções de Paulo Freire (1996) sobre a educação como
prática do viver com autonomia, superando a tradicional separação entre
teoria e prática e reconhecendo que a reflexão sobre o que fazemos no
cotidiano pode produzir novos conhecimentos, saberes e atitudes.
Assim, propõe a aplicação de ferramentas pedagógicas ativas na educação
em saúde que promovam ações dinâmicas, colaborativas, interativas
e incentivadoras ao pensamento crítico e reflexivo dos estudantes
envolvidos no processo. Deste modo, justifica-se a escolha da oficina
pedagógica como estratégia de aprendizagem a ser utilizada neste guia.
A oficina pedagógica
como estratégia de aprendizagem
A oficina pedagógica é recomendada como estratégia de aprendizagem
uma vez que nesta atividade os participantes podem interagir de maneira
intensa e promove um espaço específico de construção coletiva do
conhecimento (ANASTASIOU; ALVES, 2012). Dessa forma, consiste em um
ótimo instrumento para abordar temas relacionados à saúde no contexto
escolar, por meio da análise da realidade, do confronto e da troca de
experiência, articulando e integrando saberes.
6
Através das oficinas pedagógicas pretende-se proporcionar uma reflexão
sobre os determinantes de saúde e qualidade de vida e também
sobre os problemas de saúde, buscando alternativas para solucioná-
los corroborando com a proposta pedagógica freireana, que defendia
uma educação que possibilitasse ao homem a reflexão sobre si, sobre
o mundo e as responsabilidades que tem na construção de uma nova
sociedade, partindo do princípio de que o homem é um ser inacabado
e , portanto, um ser histórico que se constrói na medida em que faz o
próprio caminho (FREIRE, 2012).
7
Recomendações para
aplicações das oficinas
Este material se apresenta como um instrumento transdisciplinar com
o objetivo de inserir a saúde como tema transversal no currículo do EMI
através de práticas educativas integradoras, contribuindo para a promoção
de saúde dos estudantes. Apresentamos aqui algumas recomendações
para a devida utilização do roteiro de oficinas proposto neste guia:
Público alvo
Estudantes de curso técnico integrado ao ensino médio.
A opção pela série e curso em que será realizada a oficina fica
a critério do mediador de acordo com a realidade local e ao
conteúdo programático da disciplina.
Condução das oficinas
Interdisciplinar, por profissionais da equipe multidisciplinar e
docentes que se desejem desenvolver práticas educativas em
saúde integradas ao conteúdo programático das disciplinas
que contemplem o tema de saúde e qualidade de vida. Após
análise dos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs) identifica-
mos que as disciplinas de Educação Física I, II e II, Biologia I e
II, Sociologia I e Saúde, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho
apresentam em suas ementas conteúdo relacionados a temá-
tica de saúde e qualidade de vida.
Formato de aplicação
O roteiro de oficinas é aplicável na modalidade de ensino pre-
sencial, podendo ser aplicado em diversos ambientes dentro
da escola. Seja em sala de aula convencional ou laboratórios.
OBSERVAÇÃO: Sugere-se para aplicação da oficina 3, o me-
diador da oficina disponibilize o laboratório de informática da
instituição, como forma de possibilitar o uso das TDICs a to-
dos os estudantes, garantindo a todos os estudantes o acesso
igualitário ao conhecimento.
h t t p s : // d o c s . g o o g l e . c o m / f o r m s / d / e / 1 F A I p Q L S -
d 9 4 A A V i r H Q r H D q q U - b 5 4 D Z 5 M p W r h o a 0 e M e q -
5 j C M l 0 z 0 - O z l Q / v i e w f o r m ? v c = 0 & c = 0 & w = 1 & f l r = 0
8
Adequação à realidade
e interesse da comunidade
Apesar do roteiro de oficinas proposto neste produto educacional ser
voltado para a temática da Saúde Mental, o mesmo é flexível e permite
adequações para implementação de atividades com diversas abordagens
de temas de saúde em disciplinas de outros cursos do EMI, permitindo
assim a promoção da formação humana integral, de acordo com os
princípios da Educação Profissional e Tecnológica. Portanto, sugere-se
que ao utilizá-lo em diferentes contextos, faça-se uma nova pesquisa de
interesse para escolha temática, considerando a realidade do lugar e o
conhecimento e experiência dos participantes.
Os questionamentos norteadores presentes no questionário “Perfil de
Saúde e Qualidade de vida dos estudantes” poderão ser utilizados pelo
educador para diagnosticar e planejar outras práticas integradoras em
saúde de acordo com a realidade vivenciada por seus estudantes.
Questionário sobre o "Perfil de Saúde e Qualidade
de vida dos estudantes"
9
Sobre as oficinas de
promoção em saúde mental
na adolescencia
O presente guia originou-se do resultado da elaboração, aplicação e
avaliação de três oficinas sobre saúde mental na adolescência proposta
como práticas integradoras em saúde, realizadas com estudantes do 1°
ano do curso de Edificaçõs do IFS-Aracaju.
No processo de construção das oficinas foi aplicada a abordagem meto-
dológica freireana, que envolve o conhecimento do público, a escuta às
suas demandas, a investigação de sua realidade, troca dos registros de
observação, discussão conclusiva dos resultados da investigação e o de-
senvolvimento metodológico e ferramental incluindo o sujeito aprendiz
em todos os níveis desse processo.
Considendo estes aspectos, as oficinas foram elaboradas a partir de uma
realidade constatada e seguiram os pressupostos metodológicos e peda-
gógicos de problematização e diálogo.
Para elaboração das oficinas contidas neste guia foi seguido o
seguinte passo a passo:
• Análise dos PPCs dos cursos técnicos integrados para conhe-
cer as disciplinas que abordam a temática da saúde e quali-
dade de vida em seu conteúdo programático, e a partir disso,
realizou-se contato com professor para apresentação da pes-
quisa e definição de série e turma para aplicação do produto.
• Aplicação de questionário para avaliação diagnóstica do perfil
e conhecimentos prévios dos estudantes acerca da temática
saúde e qualidade de vida bem como a importância da aborda-
gem da temática de saúde no ambiente escolar;
•Análise do resultado do questionário “Perfil de Saúde e Qualidade
de vida” aplicado aos discentes.
• Levantamento bibliográfico sobre os temas a serem aborda-
dos nas oficinas e para escolha das metodologias a serem
utilizadas nas oficinas de acordo com o tema a ser abordado.
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdlDZJGRvGZfquL5r-
rIahVg-IjSiysI_waZDC1sNRQgGakkkg/viewform?vc=0&c=0&w=1&flr=0
10
• Elaboração da Oficina com base na análise dos dados levan-
tados previamente incluindo a análise do interesse temático
da turma, identificando a Saúde Mental como tema a ser tra-
balhado nas oficinas por escolha da maioria dos discentes;
• Execução das oficinas pedagógicas de Promoção à Saúde
Mental na adolescência. Foram realizadas três oficinas, abor-
dando como subtemas a educação emocional, fatores de risco
para adoecimento mental e principais transtornos mentais que
acometem os adolescentes.
• Avaliação das oficinas pelos participantes utilizando questio-
nário de avaliação entregue ao final da oficina para mensuração
dos resultados, possibilitando que os mesmos registrem suas
impressões sobre as oficinas, façam críticas e/ou sugestões
considerando critérios como objetivos, tema, conteúdo, am-
biente, recursos materiais, comunicação, mediador, produções
e tempo.
Questionário aplicado aos estudantes para avaliação
das oficinas
11
Oficina 1
Caixa de emoções:
Promovendo a Saúde mental
através da educação emocional
As emoções são inerentes ao ser humano e estão presentes nas mais
diversas situações do dia a dia, inclusive no contexto escolar. Dessa forma,
buscou-se abordar as competências e habilidades emocionais através
desta oficina pedagógica como forma de contribuir para a formação
humana integral do indivíduo, em conformidade com as diretrizes da
Educação Profissional e Tecnológica.
Objetivos
Trabalhar as competências e habilidades socioemocionais, o
reconhecimento e aceitação das emoções, promover a reflexão
pessoal, incentivar a empatia e o autoconhecimento necessá-
rios ao enfrentamento de problemas do cotidiano.
Duração
2 aulas de 50 minutos
Recursos
Caixa decorada, papel A4, cadeiras, data show (para exposição
teórica dos resultados)
Etapas
1) Organizar a disposição das carteiras em círculo para início
das atividades.
2) O estabelecimento em círculo promove uma relação de con-
fiança, favorece o estreitamento da relação e facilita a comu-
nicação entre eles, contribuindo para que cada participante
perceba a importância doseupapel na construção do aprendizado.
12
https://www.verefazer.org/2020/12/caixa-das-emocoes.html
Cada aluno receberá um pedaço de papel com a orientação de
escrever um problema ou desafio vivenciado por ele;
O mediador deve pedir que o aluno não se identifique e evite
escrever alguma situação que o mesmo possa ser identificado
facilmente pelos colegas, a fim de evitar constrangimentos.
3) Em seguida, coloca-se o papel na “caixa de emoções” e
embaralha os papéis;
Fonte: Arcevo da autora
Ideias para elaboração da caixa de emoções
4) Pede-se para que cada aluno participante retire da caixa
somente um papel e que não seja o papel que foi escrito por
ele mesmo;
Caso ele pegue o mesmo papel que escreveu, solicite que o
mesmo troque por outro porque dessa forma dificultaria o
incentivo a empatia.
5) O aluno deve ler a situação relatada em voz alta e comentar
quais as possíveis emoções sentidas pela pessoa que escreveu
o papel e qual orientação daria para a situação.
w w w . w o r d a r t . c o m
13
Nesta etapa o estudante tem a oportunidade de identificar
emoções e sentimentos vivenciados por um colega, promoven-
do assim a empatia entre o grupo e trabalhando as habilidades
emocionais para enfrentamento de problemas do dia a dia
Orienta-se que os mediadores da oficina realizem registros
das emoções e conselhos citados pelos estudantes. Suge-
re-se utilizar o modelo de tempestade de ideias no quadro,
para posteriormente apresentar o resultado à turma através
de nuvem de palavras.
Fonte: Arcevo da autora
Site para produção de nuvem de palavras
14
Metodologia utilizada
Tempestade de ideias
Tempestade de ideias ou “brainstorming” consiste em uma técnica utili-
zada em dinâmicas de grupo e pode ser usada como estratégia de ensi-
no no contexto escolar. Essa técnica propicia a troca de informações, o
desenvolvimento de ideias, a associação e o desenvolvimento de ideias,
o trabalho em equipe e a reflexão e a tomada de decisão (CAMARGO,
DAROS, 2018).
Essa técnica foi intencionalmente escolhida para trabalhar a temática de
saúde mental no ensino médio integrado por ter como principal caracterís-
tica a exploração das habilidades, potencialidades e criatividade dos alu-
nos tendo como centralidade a aprendizagem significativa dos estudantes.
A execução da tempestade de ideias ocorre a partir de questionamentos
realizados no início do tema a ser trabalhado. Os questionamentos devem
ser respondidos pelos estudantes de forma oral, baseados nas experiências
e nos conhecimentos prévios de cada um. Todas as palavras e frases
que os discentes forem expressando deve ser anotado no quadro, pois
os registros serão usados como ponto de partida para o conhecimento
da temática. Durante as anotações todas as frases e palavras devem ser
consideradas, o ideal é que todos participem e exponham sua opinião. Em
seguida, o educador deve analisar cada opinião sem constranger nenhum
aluno nos comentários, mesmo que não tenha nenhuma ligação o que
foi expresso.
Esse tipo de técnica permite que o aluno exponha seus conhecimentos
adquiridos ao longo de sua vida e que também se posicione diante de um
determinado tema, respeite as ideias do colega além de exercitar a prática
da participação no cotidiano das aulas.
Além da temática de saúde mental, que foi trabalhada nesta proposta, a
tempestade de ideias consiste em uma excelente estratégia que pode ser
colocada em prática para inserir novas temáticas relacionadas à saúde.
OBSERVAÇÃO: Especificamente no referido trabalho de pes-
quisa foi utilizada a dinâmica da caixa de emoções, pelo fato
da turma escolher o tema saúde mental. Porém, a metodolo-
gia de tempestade de ideias pode ser utilizada para trabalhar
qualquer temática - problema.
15
h t t p s : / / s p o t i . f i / 3 n I o m O K
https://portal.ifrn.edu.br/ifrn/servidores/saude-do-servidor/la-
teral/projeto-de-riscos-psicossociais/inteligencia-emocional
Sugestões de materiais
Instituto Iungo e Porvir | Projete-se Projetos de vida
na escola – Emoções e autocuidado
Cartilha de Intelig|ência emocional _IFRN
16
Oficina 2
Construção de Mapas Mentais
sobre fatores de risco e problemas
de saúde mental na adolescência
Esta oficina pretende abordar temas relacionados à Saúde Mental na
adolescência utilizando os mapas mentais como instrumentos potencial-
mente facilitadores da aprendizagem, acreditando-se que a participação
ativa do aluno é fundamental na aquisição de novos conhecimentos.
Objetivos
Facilitar o aprendizado de conteúdos relacionados às fatores
que afetam a saúde mental do adolescente e os principais
transtornos que acometem o jovem através da pesquisa,
apreensão do conteúdo e identificação das ideias chaves na
construção de mapas mentais.
Duração
2 aulas de 50 minutos + leitura prévia em casa
Recursos
Cartolina, lápis de cor, canetas hidrográficas e marcadores de
texto.
Etapas
1) Divisão da turma em grupos e subtemas para cada grupo.
Orienta-se dividir em grupos de no máximo 5 alunos para fa-
vorecer a participação de todos na atividade. Dentro do tema
principal escolhido pela turma o mediador deve escolher sub-
temas para que cada grupo pesquise sobre eles. Por exemplo,
para o tema Saúde Mental, utilizamos os subtemas: Bullying,
Transtorno de Ansiedade, Transtornos Alimentares, Síndrome do
17
w w w . m i n d m e i s t e r . c o m
w w w . g o c o n q r . c o m
Pânico, Baixa Auto-estima e Déficit de Atenção e Hiperatividade.
2) Envio de material de estudo para cada grupo (textos, vídeos)
referentes aos subtemas via googleclassroom e/ou aplicativo
whatsapp (sala de aula invertida).
3) Construção dos mapas mentais em sala de aula: Esta
etapa pode ser realizada de forma manual com material de
papelaria ou através de aplicativos digitais, de acordo com a
realidade local.
Fonte: Arcevo da autora
Sugestão de sites para elaboração de mapas mentais online:
www.mindmeister.com
www.goconqr.com
w w w . c a n v a . c o m
18
www.canva.com
4) Apresentação dos mapas mentais em sala de aula e roda de
conversa: Cada grupo apresenta sua pesquisa e mapa mental
para a turma e, após cada apresentação, discute-se o tema em
roda de conversa.
Metodologias utilizadas
Mapa mental
Para Fenner (2017), o Mapa Mental é uma ferramenta poderosa de organi-
zação de informações que ocorrem de uma forma não linear, sendo ela-
borada em forma de teia, onde a ideia principal é colocada no centro de
uma folha de papel para maior visibilidade e as ideias, descritas apenas
com palavras-chave e ilustradas com imagens, ícones e muitas cores.
Segundo Buzan (2009), o Mapa Mental é uma ferramenta de pensamento
desenvolvida baseando-se na eficiência estrutural dos neurônios, que
apresentam interligações e uma estrutura ramificada. Dessa forma, con-
siste em um diagrama confeccionado a partir de uma ideia central, que
vai se ampliando em diversos ramos onde cada uma dessas ramificações
corresponde a desdobramentos do conceito inicial, como neurônios no
cérebro. Pode ser feito de forma manual ou digital, com a ajuda de pro-
gramas e aplicativos. Geralmente, são utilizados elementos e cores dife-
rentes para criar um conceito visual facilmente identificável.
Neste guia, optamos por utilizar o mapa mental manual como ferra-
menta de aprendizagem significativa utilizando os recursos da cartolina,
canetas coloridas e marcadores de texto, uma vez que os elementos
textuais e as imagens poderiam ser feitos a partir das referências visuais
https://www.youtube.com/watch?v=42HAQt8rTWU&t=29s
https://www.youtube.com/watch?v=IZVf0ugVZqA&t=29s
19
do aluno tornando a experiência singular e personalizada de acordo com
a sua necessidade além de estimular o cérebro e ativar a criatividade,
ajudando-os na memorização ou resgate das informações com maior
objetividade e rapidez.
Segue link de vídeo explicativo como elaborar um mapa mental:
Aprenda a fazer um mapa mental
Como fazer um mapa mental em 5 passos
Roda de conversa
A roda de conversa consiste em um espaço de troca de experiências
que tem grande potencial articulador dos conhecimentos, da afetividade
e respeito que permeiam os diálogos entre os participantes. Também
possibilitam experiências formativas porque propõem reflexão do vivido,
criando um espaço de confrontação dos pontos de vista dos participantes
(WARSCHAUER, 2017).
Este tipo de estratégia de aprendizagem pressupõe uma comunicação
dinâmica e produtiva entre os participantes, já que possibilita aproxima-
ção dos envolvidos no cotidiano a partir de suas experiências, percepções
e inter-relações, desenvolvendo a autonomia e coletividade além de pos-
sibilitar a inclusão, o encorajamento e que o aluno se expresse e aprenda
em conjunto.
20
h t t p s : // s a e . d i g i t a l / s a u d e - m e n t a l - n a - e s c o l a /
h t t p s : / / p t . s l i d e s h a r e . n e t / P a t r c i a M l -
l e r / c a r t i l h a - s a u d e m e n t a l n a - e s c o l a
Para Warschauer (2017), a experiência da roda permite aos envolvidos
construírem a si mesmos como sujeitos enquanto constroem os conhe-
cimentos sobre o mundo, de si próprios além da descoberta da reflexão
como eixo do movimento criativo e a ocasião de compreensão e mergulho
das experiências a partir da reflexão do registro dessas rodas de conversa.
Assim, a roda de conversa se configura como um rico instrumento para
uma comunicação dinâmica entre educandos e educadores, permitin-
do que os estudantes expressem suas opiniões, conceitos e impressões
concomitantemente sobre o tema proposto além de permitir trabalhar
reflexivamente as manifestações apresentadas pelo grupo.
Para iniciar uma roda de conversa, o educador deve realizar um plane-
jamento do conteúdo a ser trabalhado com um objetivo definido, esta-
belecer regras e intervir para garantir a compreensão dos estudantes
quando necessário.
Na roda de conversa,o educador assume o papel de intermediador, per-
mitindo que os estudantes expressem o que sabe e pensam sobre o
conteúdo trabalhado fazendo com que os alunos desenvolvam a auto-
nomia e atuem como protagonistas da aprendizagem (MELO; CRUZ, 2014)
Sugestões de materiais
Saúde Mental na Escola
Cartilha “ Saúde Mental na Escola para professores
e alunos”
h tt p s : //s 3 . u s - e a s t -1 . a m a z o n a w s . c o m /a s s e t s . u n i v a -
c o . e d u . b r / r e s o u r c e s / f i l e s / 2 0 2 1 - 2 / s e t e m b r o - a m a -
r e l o / c a r t i l h a - s a u d e - m e n t a l - d o - a d o l e s c e n t e . p d f
21
Cartilha “ Saúde Mental de Adolescentes”
22
Oficina 3
Potfólio Cuidados em Saúde Mental:
Publicação em perfil do Instagram
Esta oficina pretende abordar temas relacionados à Saúde Mental dos
adolescentes desenvolvendo um portfólio intitulado “Cuidados em Saúde
Mental” explorando a rede social Instagram como estratégia de aprendi-
zagem. A utilização do Instagram como ferramenta pedagógica envolve
os alunos na busca do conhecimento, incentiva a sua participação como
sujeito ativo da sua própria aprendizagem e proporciona o uso de recursos
tecnológicos de forma eficiente pelos alunos.
Objetivos
Compartilhar os conhecimentos adquiridos relacionados à saú-
de mental do adolescente e principais transtornos que acome-
tem os jovens através da construção de conteúdo informativo
para publicação em aplicativo de rede social (Instagram) como
forma de documentar o desenvolvimento e culminância do
projeto e compartilhar informações com a comunidade escolar.
Duração
Assíncrona
Recursos
Smartphones, tablets
Etapas
1) Apresentar aos participantes os objetivos da oficina e a rede
social Instagram como ferramenta pedagógica: Essa etapa é
de fundamental importância, pois, a maior parte dos estudan-
tes provavelmente já deve utilizar a rede social Instagram no
seu dia a dia , no entanto, a grande maioria desconhece como
utilizá-la como instrumento pedagógico, de modo a facilitar
no aprendizado.
23
https://www.youtube.com/watch?v=VwxajPFWh04
h tt p s : // w w w.y o u t u b e . c o m / w a t c h? v = K 3 v j c l 3 -XQ M
2) Orientar a turma como fazer uma postagem no Instagram
utilizando o conhecimento e mapa mental produzido por cada
grupo na oficina anterior: Nessa etapa procura-se estabelecer
um elo entre a atividade desenvolvida em sala de aula na ofi-
cina 2 promovendo uma sensação de continuidade, orientando
que os estudantes permaneçam nos mesmos grupos já dividi-
dos em momento anterior e assim, trabalhem com os temas
já conhecidos por eles.
OBSERVAÇÃO: Deve-se orientar a criação de conteúdo com-
patível com o que foi trabalhado na oficina 2 e relacionados
com as sugestões de materiais disponibilizados pelo mediador
ao grupo no que tange à escolha das imagens e construção
de legendas.
3) Disponibilizar links de manual de utilização de Instagram e
aplicativos que podem ser utilizados para a criação do con-
teúdo: Nessa etapa, o mediador deve sugerir aos alunos alguns
aplicativos que auxiliem na produção de posts para o Instagram.
https://www.youtube.com/watch?v=VwxajPFWh04
Como usar o Canva do zero | como produzir posts
no canva
24
h tt p s : // w w w.y o u t u b e . c o m / w a t c h? v = k r l a I O S 9 2 T 0
Como Usar o Canva pelo Celular - Como Criar Post
para Instagram
4) Disponibilizar perfil coletivo do Instagram e senha para
acesso dos estudantes: Especificamente nessa oficina foi cria-
do um perfil coletivo intitulado “IFSaudavel Mente” como forma
de expor os conteúdos criados criados pelos grupos e dessa
forma, compartilhar e divulgar as informações relacionadas à
Saúde Mental com a comunidade escolar.
Fonte: Arcevo da autora
5) Orientar a turma, esclarecendo dúvidas e auxiliando no de-
senvolvimento da atividade através do WhatsApp e/ou Google
Classroom: É importante que o mediador acompanhe as ações
desenvolvidas pelos alunos de forma contínua pois, dessa for-
ma, possíveis inadequações podem ser detectadas a tempo
de serem corrigidas sem prejudicar o andamento do trabalho.
25
6) Publicação dos conteúdos através de postagem no Instagram
pelo grupo: Orientar que um componente do grupo fique res-
ponsável pela postagem do conteúdo no perfil “IFSaudável
Mente” e que todos os alunos envolvidos na oficina que pos-
suam perfil individual no Instagram tornem-se seguidores do
perfil para um maior engajamento e consequentemente uma
ampla divulgação dos conteúdos compartilhados com a comu-
nidade escolar.
OBSERVAÇÃO: É importante que o mediador também possua um
perfil ativo na rede social para que possa se fazer sempre pre-
sente, interagindo com a turma, curtindo e comentando as pos-
tagens e gerando discussões relacionas a temática trabalhada,
promovendo a facilitação do aprendizado entre os discentes.
Metodologia utilizada
Portfólio - uso do Instagram no aprendizado
As redes sociais permitem interações, socializações e aprendizagem cola-
borativa em rede transformando-se em um espaço inovador de aprendi-
zagem que favorece a construção coletiva de saberes entre os indivíduos
(CHOTI; BEHRENS, 2015).
Para Libâneo (2013), o planejamento é fundamental para que a execução
de qualquer trabalho resulte em êxito, principalmente em se tratando do
processo ensino aprendizagemvisto que precisa reunir e concatenar uma
série de variáveis, no intuito de propiciar a aquisição de habilidades e ca-
pacidades pelo aluno.
Com isso, para desenvolver um trabalho pedagógico através de uma rede
social deve-se delimitar claramente o papel que este recurso tecnológico
assumirá no processo. Nesta proposta, utilizamos o Instagram como um
portfólio da oficina de promoção em saúde mental para compartilhamento
dos conteúdos informativos em saúde mental produzidos pelos estudan-
tes com a comunidade acadêmica e documentar o seu desenvolvimento.
26
https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/583194/1/Ma-
nual%20Interativo%20de%20Utiliza%C3%A7%C3%A3o%20do%20
Instagram%20como%20Ferramenta%20Pedag%C3%B3gica.pdf
https://prceu.usp.br/wp-content/uploads/2021/04/guia-
-autocuidado-ser-adolescente-e-jovem-que-se-cuida.pdf
https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/586893/2/GUIA%20DE%20EDUCA-
C%CC%A7A%CC%83O%20ANA%20CAROLINA%20SIMO%CC%83ES%202.pdf
O Instagram se destaca por sua simplicidade de operação e por priorizar
o compartilhamento de fotos e vídeos, permitindo uma rápida assimilação
dos conteúdos pelos usuários. Por isso, configura-se hoje como a quarta
rede social mais utilizada no Brasil (CETIC, 2018), atingindo 34% dos jovens
entre 15 e 17 anos de idade.
O uso pedagógico do Instagram demanda o acompanhamento e a avalia-
ção de todas as ações envolvidas, dentro e fora do ambiente escolar. A
sua utilização como ferramenta de ensino aprendizagem precisa seguir a
premissa da interação entre as pessoas, ou seja, transformar-se em um
ponto de encontro online de pessoas que querem adquirir, compartilhar
e construir conhecimento. Portanto, exige tempo, dedicação e acima de
tudo, disponibilidade do educador, não só no planejamento das postagens,
mas principalmente para interagir com os estudantes, dando continuidade
virtual à interação que é construída em sala de aula (OLIVEIRA et al., 2021).
Sugestões de materiais
Manual Interativo de Utilização do Instagram como
Ferramenta Pedagógica
Guia de Autocuidado “Ser Adolescente e jovem que
se cuida”
Guia de Educação em Saúde Mental
27
Considerações finais
A proposta de oficinas pedagógicas utilizando estratégias de ensino ino-
vadoras aqui apresentadas teve como objetivo possibilitar aos discentes
do primeiro ano do Curso Técnico em Edificações do IFS-Aracaju a reflexão
sobre a importância dos cuidados em saúde mental na adolescência. A
partir da nossa experiência de implementação com a turma do 1⁰ ano
do Curso Técnico Integrado em Edificações compreende-se que houve
a promoção de um ambiente que possibilitou a criação de um espaço
de diálogo e participação ativa, partindo dos conhecimentos prévios e
das experiências de vida dos estudantes, permitindo a construção dos
conhecimentos a partir da valorização dos saberes de todos os sujeitos
envolvidos na prática educativa, respeitando a sua autonomia e promo-
vendo práticas reflexivas, investigativas e problematizadoras.
Esperamos colaborar com o planejamento e implementação de práticas
educativas integradoras em saúde e que a comunidade acadêmica atente
para a necessidade de se discutir a temática da saúde no ambiente escolar
e assim colaborar para a promoção da saúde dos jovens adolescentes do
ensino médio integrado. Nesse sentido, pretendemos que este material
contribua para o (re)planejamento de práticas pedagógicas educativas
em saúde promovendo a inserção de temas transversais nos currículos,
dialogando com a temáticas de saúde no contexto da EPT.
Dessa forma, convidamos vocês a utilizar e compartilha reste guia para que
este produto seja utilizado como instrumento transdisciplinar abrangendo
inúmeros temas de saúde, de acordo com a sua realidade, despertando o
interesse e incentivando o protagonismo do estudante na construção do
conhecimento, e dessa forma, consigamos alcançar a formação humana
integral do aluno, em conformidade com os princípios da EPT.
28
Referências
AFONSO, Maria Lúcia Miranda (org.). Oficinas em dinâmica de grupo: um
método de intervenção psicossocial. 2. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo,
2006. 171 p.
ARAÚJO A.C., SILVA C.N.N. Ensino Médio integrado: uma formação hu-
mana, para uma sociedade mais humana. In. Ensino médio integrado no
Brasil: fundamentos,práticas e desafios/ Adilson César Araújo e Cláudio
Nei Nascimento da Silva (orgs.) – Brasília: Ed. IFB, 2017.
BACICH, L.; MORAN. J. (Org.). Metodologias ativas para uma educação
inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.
BUZAN, Tony. Mapas mentais: métodos criativos para estimular os ho-
mens e usar ao máximo o potencial do seu cérebro. Rio de Janeiro:
Sextante, 2009
CAMARGO, F.; DAUROS, T., A sala de aula inovadora: estratégias pedagógi-
cas para fomentar o aprendizado ativo. Porto Alegre: Penso, 2018. e-PUB.
CANDAU, V.M.; SACAVINO, S.B.; MARANDINO, M.; MACIEL, A.G.Tecendo a
cidadania: oficinas pedagógicas de direitos humanos. 3. Ed. Petrópolis:
Vozes, 2000.
GRAMSCI, A. Cadernos do cárcere. Os intelectuais. O princípio educativo.
Jornalismo. Volume 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001.
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educa-
tiva. 35. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.
IF SERGIPE. Resolução CONSUP Nº 037/2017, de 19 de maio de 2017. Apro-
va a Política de Assistência Estudantil do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia de Sergipe. Disponível:http://www.ifs.edu.br/Diae/
CSAprova_a_Politica_de_Assistencia_Estudantil_do_IFS. Acesso em: 06 de
Março de 2021.
LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2013.
LORENZO, E. W. C. M. A utilização das redes sociais na educação. Rio de
Janeiro: Clube dos Autores, 2013.
29
MELO, M. C. H.; CRUZ, G.C.Roda de conversa: Uma proposta metodológi-
capara a construção de um espaço de diálogo no ensino médio. Imagens
da Educação, Maringá, v. 4, n. 2, p. 31-39, 2014. DOI: 10.4025/imagenseduc.
v4i2.22222. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Ima-
gensEduc/article/view/22222. Acesso em: 19 de maio de 2022.
MOHR, A. Educação em saúde na escola: panorama e questionamentos
a partir depoimentos de professores de Ciências em Florianópolis. In:
Selles, S.E.; Ferreira, M.S.; Barzano, M.A.L. e Silva, E.P.Q.Ensino de Biolo-
gia:histórias, saberes e práticas formativas. Uberlândia: Editora UFU, p.
107-129, 2009.
OLIVEIRA,P.P.M.etal.UtilizaçãopedagógicadaredesocialInstagram.Revista
Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 02, Vol.
13, pp. 05-17. Fev. 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www.
nucleodoconhecimento.com.br/educacao/utilizacao-pedagogica,DOI:
10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/utilizacao-pedagogica.
Acesso em: 10 de Março de 2022
Silva, D. et al. Metodologias ativas e tecnologias digitais na educação mé-
dica: novos desafios em tempos de pandemia. Revista Brasileira de Edu-
cação Médica [online]. 2022, v. 46, n. 02 [Acessado 4 Julho 2022] , e058.
Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1981-5271v46.2-20210018>. Epub
11Mar2022.ISSN1981-5271.https://doi.org/10.1590/1981-5271v46.2-20210018.
Acesso em: 23 de Abril de 2022.
NASCIMENTO, M. S; et al. Oficinas pedagógicas: Construindo estratégias
para a ação docente – relato de experiência. Rev Saúde Com, v. 3, n. 1, p.
85-95, 2007.
WARSCHAUER, C. Rodas em rede. Oportunidades formativas na escola e
fora dela. 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2017
30
Projeto gráfico e diagramação: Rafael Jesus

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Guia de práticas educativas em saúde para o EMI

  • 1. 1 Guia de práticas integradoras para a promoção da saúde no Ensino Médio Integrado Luciana Rolemberg Farias de Oliveira Igor Adriano de Oliveira Reis 2022
  • 2. 2 Sumário Apresentação 3 Introdução 4 A oficina pedagógica como estratégia de aprendizagem 6 Recomendações para aplicações das oficinas 7 Adequação à realidade e interesse da comunidade 8 Sobre as oficinas de promoção em saúde mental na adolescência adolescencia Oficina 1 Caixa de emoções: Promovendo a Saúde mental através 11 da educação emocional Oficina 2 Construção de Mapas Mentais sobre fatores de risco e problemas 16 de saúde mental na adolescência Oficina 3 Potfólio Cuidados em Saúde Mental: 22 Publicação em perfil do Instagram Considerações finais 27 Referências 28 9
  • 3. 3 Apresentação Prezado educador, O “Guia de práticas educativas integradoras para a promoção da saúde no EMI” consiste no produto educacional derivado da dissertação de mes- trado “A promoção da saúde através de práticas educativas integrado- ras no EMI”, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT) do Instituto Federal de Sergipe (IFS). Elaborado pela Mestranda Luciana Rolemberg Farias de Oliveira, enfer- meira escolar do IFS, sob orientação do Prof. Dr. Igor Adriano de Oliveira Reis, esta proposta foi concebida para ser desenvolvida junto a alunos do Ensino Médio Integrado (EMI) e tem o objetivo de contribuir como ferramenta pedagógica e auxiliar no planejamento de práticas integra- doras de educação em saúde a fim de uma formação humana integral do estudante, bem como incentivar a abordagem de temáticas de saúde no âmbito da educação profissional e tecnológica promovendo assim um fortalecimento na relação entre educação e saúde, contribuindo com as reflexões acerca da temática. Para isto, foi organizado um roteiro de oficinas para o desenvolvimento de práticas educativas em saúde com base na centralidade dos sujeitos na construção do conhecimento e a busca da emancipação do ser humano, utilizando-se de metodologias ativas de ensino como: roda de conversa, tempestade de ideias, construção de mapas mentais e portfólio associado ao uso de rede social – Instagram, buscando fornecer apoio metodológico aos profissionais da educação no desenvolvimento de práticas educativas em saúde, promovendo a abertura de espaços de diálogos relacionados a temática de saúde e incentivando a formação de uma consciência crítica do sujeito envolvido. Com isso, o produto educacional oferece aos profissionais da educação (docentes e equipe multidisciplinar) uma ferramenta pedagógica que bus- ca auxiliar no desenvolvimento de práticas educativas em saúde na EPT que estimulem aprendizagens ativas e colaborativas, bem como a for- mação integral do ser humano através da interdisciplinaridade, de modo que os conteúdos e experiências sejam significativos em sua realidade.
  • 4. 4 Introdução A educação em saúde no ensino médio integrado é de fundamental importância para que os discentes adquiram emancipação e consciência de que seus hábitos de saúde têm grande relevância e influência na sua vida pessoal, acadêmica e profissional. Por isso, o ambiente escolar é privilegiado para a instrumentalização do autocuidado dos discentes uma vez que, no espaço educacional, o adolescente vivencia situações que permitem a troca de conhecimentos, comportamentos e práticas, através da convivência e das relações interpessoais. A partir da observação da realidade como enfermeira do Instituto Federal de Sergipe, no campus Aracaju, onde são realizadas ações educativas em saúde de forma pontual e fragmentada, identificou-se a necessidade de promover práticas educativas em saúde de forma contínua e integrada ao conteúdo programático das disciplinas dos cursos de ensino médio integrado na instituição para que, dessa maneira, as ações educativas em saúde realmente conseguissem alcançar resultados satisfatórios e transformadores. Assim, a educação em saúde consiste numa estratégia valiosa para que, aliada aos valores e experiências de cada indivíduo, sejam trabalhados temas relevantes de saúde que influenciem no autocuidado, qualidade de vida e, consequentemente, na formação humana integral do discente, promovendo uma reflexão em relação às práticas de saúde, antes fragmentadas e curativas e, atualmente, vistas numa concepção de assistência integral e inseridas no contexto da promoção à saúde, definida como: "o processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria da qualidade de vida e saúde, incluindo maior participação no controle desse processo" (BRASIL, 2000). A educação em saúde no ambiente escolar necessita romper com a lógica individualizada e segmentada em suas formas de abordagem e promover o reconhecimento dos sujeitos como protagonistas de suas escolhas e como agentes de transformação social (MOURA:DURÃES, 2019). Novas formas de abordagem em saúde são necessárias para promover a reflexão e transformar a forma de compreensão dos discentes em relação à saúd, rompendo com a visão meramente informativa e curativa da educação em saúde e despertando o posicionamento do indivíduo em relação a temática da saúde. Frigotto (2012) refere-se à ruptura com a lógica fragmentada como indispensável para formação de um projeto de educação baseado na ideia
  • 5. 5 da integração. Ao propor o desenvolvimento de uma prática educativa integradora em saúde de forma sistemática e contínua no ambiente escolar estamos colaborando com a formação humana integral e possibilitando a formação crítica, reflexiva e autônoma do sujeito. No Instituto Federal de Sergipe, instituição onde foi aplicado este produto educacional, a resolução do CONSUP N⁰ 37/2017, institui a Política de Assistência Estudantil, a qual estabelece a Atenção à Saúde Estudantil, que consiste na prestação de assistência integral à saúde do discente através de ações preventivas e curativas, individuais e coletivas, pela equipe multiprofissional. A existência da equipe de saúde na instituição de ensino facilita a promoção de ações educativas em saúde de forma articulada entre o setor de saúde e o setor de ensino, colaborando para a formação humana integral do discente. O guia foi elaborado com base na teoria da Aprendizagem Significativa proposta por David Ausubel (1982), na qual as ideias novas devem interagir com aquilo que o aprendiz já sabe para trazer sentido ao aprendizado bem como nas concepções de Paulo Freire (1996) sobre a educação como prática do viver com autonomia, superando a tradicional separação entre teoria e prática e reconhecendo que a reflexão sobre o que fazemos no cotidiano pode produzir novos conhecimentos, saberes e atitudes. Assim, propõe a aplicação de ferramentas pedagógicas ativas na educação em saúde que promovam ações dinâmicas, colaborativas, interativas e incentivadoras ao pensamento crítico e reflexivo dos estudantes envolvidos no processo. Deste modo, justifica-se a escolha da oficina pedagógica como estratégia de aprendizagem a ser utilizada neste guia. A oficina pedagógica como estratégia de aprendizagem A oficina pedagógica é recomendada como estratégia de aprendizagem uma vez que nesta atividade os participantes podem interagir de maneira intensa e promove um espaço específico de construção coletiva do conhecimento (ANASTASIOU; ALVES, 2012). Dessa forma, consiste em um ótimo instrumento para abordar temas relacionados à saúde no contexto escolar, por meio da análise da realidade, do confronto e da troca de experiência, articulando e integrando saberes.
  • 6. 6 Através das oficinas pedagógicas pretende-se proporcionar uma reflexão sobre os determinantes de saúde e qualidade de vida e também sobre os problemas de saúde, buscando alternativas para solucioná- los corroborando com a proposta pedagógica freireana, que defendia uma educação que possibilitasse ao homem a reflexão sobre si, sobre o mundo e as responsabilidades que tem na construção de uma nova sociedade, partindo do princípio de que o homem é um ser inacabado e , portanto, um ser histórico que se constrói na medida em que faz o próprio caminho (FREIRE, 2012).
  • 7. 7 Recomendações para aplicações das oficinas Este material se apresenta como um instrumento transdisciplinar com o objetivo de inserir a saúde como tema transversal no currículo do EMI através de práticas educativas integradoras, contribuindo para a promoção de saúde dos estudantes. Apresentamos aqui algumas recomendações para a devida utilização do roteiro de oficinas proposto neste guia: Público alvo Estudantes de curso técnico integrado ao ensino médio. A opção pela série e curso em que será realizada a oficina fica a critério do mediador de acordo com a realidade local e ao conteúdo programático da disciplina. Condução das oficinas Interdisciplinar, por profissionais da equipe multidisciplinar e docentes que se desejem desenvolver práticas educativas em saúde integradas ao conteúdo programático das disciplinas que contemplem o tema de saúde e qualidade de vida. Após análise dos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPCs) identifica- mos que as disciplinas de Educação Física I, II e II, Biologia I e II, Sociologia I e Saúde, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho apresentam em suas ementas conteúdo relacionados a temá- tica de saúde e qualidade de vida. Formato de aplicação O roteiro de oficinas é aplicável na modalidade de ensino pre- sencial, podendo ser aplicado em diversos ambientes dentro da escola. Seja em sala de aula convencional ou laboratórios. OBSERVAÇÃO: Sugere-se para aplicação da oficina 3, o me- diador da oficina disponibilize o laboratório de informática da instituição, como forma de possibilitar o uso das TDICs a to- dos os estudantes, garantindo a todos os estudantes o acesso igualitário ao conhecimento.
  • 8. h t t p s : // d o c s . g o o g l e . c o m / f o r m s / d / e / 1 F A I p Q L S - d 9 4 A A V i r H Q r H D q q U - b 5 4 D Z 5 M p W r h o a 0 e M e q - 5 j C M l 0 z 0 - O z l Q / v i e w f o r m ? v c = 0 & c = 0 & w = 1 & f l r = 0 8 Adequação à realidade e interesse da comunidade Apesar do roteiro de oficinas proposto neste produto educacional ser voltado para a temática da Saúde Mental, o mesmo é flexível e permite adequações para implementação de atividades com diversas abordagens de temas de saúde em disciplinas de outros cursos do EMI, permitindo assim a promoção da formação humana integral, de acordo com os princípios da Educação Profissional e Tecnológica. Portanto, sugere-se que ao utilizá-lo em diferentes contextos, faça-se uma nova pesquisa de interesse para escolha temática, considerando a realidade do lugar e o conhecimento e experiência dos participantes. Os questionamentos norteadores presentes no questionário “Perfil de Saúde e Qualidade de vida dos estudantes” poderão ser utilizados pelo educador para diagnosticar e planejar outras práticas integradoras em saúde de acordo com a realidade vivenciada por seus estudantes. Questionário sobre o "Perfil de Saúde e Qualidade de vida dos estudantes"
  • 9. 9 Sobre as oficinas de promoção em saúde mental na adolescencia O presente guia originou-se do resultado da elaboração, aplicação e avaliação de três oficinas sobre saúde mental na adolescência proposta como práticas integradoras em saúde, realizadas com estudantes do 1° ano do curso de Edificaçõs do IFS-Aracaju. No processo de construção das oficinas foi aplicada a abordagem meto- dológica freireana, que envolve o conhecimento do público, a escuta às suas demandas, a investigação de sua realidade, troca dos registros de observação, discussão conclusiva dos resultados da investigação e o de- senvolvimento metodológico e ferramental incluindo o sujeito aprendiz em todos os níveis desse processo. Considendo estes aspectos, as oficinas foram elaboradas a partir de uma realidade constatada e seguiram os pressupostos metodológicos e peda- gógicos de problematização e diálogo. Para elaboração das oficinas contidas neste guia foi seguido o seguinte passo a passo: • Análise dos PPCs dos cursos técnicos integrados para conhe- cer as disciplinas que abordam a temática da saúde e quali- dade de vida em seu conteúdo programático, e a partir disso, realizou-se contato com professor para apresentação da pes- quisa e definição de série e turma para aplicação do produto. • Aplicação de questionário para avaliação diagnóstica do perfil e conhecimentos prévios dos estudantes acerca da temática saúde e qualidade de vida bem como a importância da aborda- gem da temática de saúde no ambiente escolar; •Análise do resultado do questionário “Perfil de Saúde e Qualidade de vida” aplicado aos discentes. • Levantamento bibliográfico sobre os temas a serem aborda- dos nas oficinas e para escolha das metodologias a serem utilizadas nas oficinas de acordo com o tema a ser abordado.
  • 10. https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdlDZJGRvGZfquL5r- rIahVg-IjSiysI_waZDC1sNRQgGakkkg/viewform?vc=0&c=0&w=1&flr=0 10 • Elaboração da Oficina com base na análise dos dados levan- tados previamente incluindo a análise do interesse temático da turma, identificando a Saúde Mental como tema a ser tra- balhado nas oficinas por escolha da maioria dos discentes; • Execução das oficinas pedagógicas de Promoção à Saúde Mental na adolescência. Foram realizadas três oficinas, abor- dando como subtemas a educação emocional, fatores de risco para adoecimento mental e principais transtornos mentais que acometem os adolescentes. • Avaliação das oficinas pelos participantes utilizando questio- nário de avaliação entregue ao final da oficina para mensuração dos resultados, possibilitando que os mesmos registrem suas impressões sobre as oficinas, façam críticas e/ou sugestões considerando critérios como objetivos, tema, conteúdo, am- biente, recursos materiais, comunicação, mediador, produções e tempo. Questionário aplicado aos estudantes para avaliação das oficinas
  • 11. 11 Oficina 1 Caixa de emoções: Promovendo a Saúde mental através da educação emocional As emoções são inerentes ao ser humano e estão presentes nas mais diversas situações do dia a dia, inclusive no contexto escolar. Dessa forma, buscou-se abordar as competências e habilidades emocionais através desta oficina pedagógica como forma de contribuir para a formação humana integral do indivíduo, em conformidade com as diretrizes da Educação Profissional e Tecnológica. Objetivos Trabalhar as competências e habilidades socioemocionais, o reconhecimento e aceitação das emoções, promover a reflexão pessoal, incentivar a empatia e o autoconhecimento necessá- rios ao enfrentamento de problemas do cotidiano. Duração 2 aulas de 50 minutos Recursos Caixa decorada, papel A4, cadeiras, data show (para exposição teórica dos resultados) Etapas 1) Organizar a disposição das carteiras em círculo para início das atividades. 2) O estabelecimento em círculo promove uma relação de con- fiança, favorece o estreitamento da relação e facilita a comu- nicação entre eles, contribuindo para que cada participante perceba a importância doseupapel na construção do aprendizado.
  • 12. 12 https://www.verefazer.org/2020/12/caixa-das-emocoes.html Cada aluno receberá um pedaço de papel com a orientação de escrever um problema ou desafio vivenciado por ele; O mediador deve pedir que o aluno não se identifique e evite escrever alguma situação que o mesmo possa ser identificado facilmente pelos colegas, a fim de evitar constrangimentos. 3) Em seguida, coloca-se o papel na “caixa de emoções” e embaralha os papéis; Fonte: Arcevo da autora Ideias para elaboração da caixa de emoções 4) Pede-se para que cada aluno participante retire da caixa somente um papel e que não seja o papel que foi escrito por ele mesmo; Caso ele pegue o mesmo papel que escreveu, solicite que o mesmo troque por outro porque dessa forma dificultaria o incentivo a empatia. 5) O aluno deve ler a situação relatada em voz alta e comentar quais as possíveis emoções sentidas pela pessoa que escreveu o papel e qual orientação daria para a situação.
  • 13. w w w . w o r d a r t . c o m 13 Nesta etapa o estudante tem a oportunidade de identificar emoções e sentimentos vivenciados por um colega, promoven- do assim a empatia entre o grupo e trabalhando as habilidades emocionais para enfrentamento de problemas do dia a dia Orienta-se que os mediadores da oficina realizem registros das emoções e conselhos citados pelos estudantes. Suge- re-se utilizar o modelo de tempestade de ideias no quadro, para posteriormente apresentar o resultado à turma através de nuvem de palavras. Fonte: Arcevo da autora Site para produção de nuvem de palavras
  • 14. 14 Metodologia utilizada Tempestade de ideias Tempestade de ideias ou “brainstorming” consiste em uma técnica utili- zada em dinâmicas de grupo e pode ser usada como estratégia de ensi- no no contexto escolar. Essa técnica propicia a troca de informações, o desenvolvimento de ideias, a associação e o desenvolvimento de ideias, o trabalho em equipe e a reflexão e a tomada de decisão (CAMARGO, DAROS, 2018). Essa técnica foi intencionalmente escolhida para trabalhar a temática de saúde mental no ensino médio integrado por ter como principal caracterís- tica a exploração das habilidades, potencialidades e criatividade dos alu- nos tendo como centralidade a aprendizagem significativa dos estudantes. A execução da tempestade de ideias ocorre a partir de questionamentos realizados no início do tema a ser trabalhado. Os questionamentos devem ser respondidos pelos estudantes de forma oral, baseados nas experiências e nos conhecimentos prévios de cada um. Todas as palavras e frases que os discentes forem expressando deve ser anotado no quadro, pois os registros serão usados como ponto de partida para o conhecimento da temática. Durante as anotações todas as frases e palavras devem ser consideradas, o ideal é que todos participem e exponham sua opinião. Em seguida, o educador deve analisar cada opinião sem constranger nenhum aluno nos comentários, mesmo que não tenha nenhuma ligação o que foi expresso. Esse tipo de técnica permite que o aluno exponha seus conhecimentos adquiridos ao longo de sua vida e que também se posicione diante de um determinado tema, respeite as ideias do colega além de exercitar a prática da participação no cotidiano das aulas. Além da temática de saúde mental, que foi trabalhada nesta proposta, a tempestade de ideias consiste em uma excelente estratégia que pode ser colocada em prática para inserir novas temáticas relacionadas à saúde. OBSERVAÇÃO: Especificamente no referido trabalho de pes- quisa foi utilizada a dinâmica da caixa de emoções, pelo fato da turma escolher o tema saúde mental. Porém, a metodolo- gia de tempestade de ideias pode ser utilizada para trabalhar qualquer temática - problema.
  • 15. 15 h t t p s : / / s p o t i . f i / 3 n I o m O K https://portal.ifrn.edu.br/ifrn/servidores/saude-do-servidor/la- teral/projeto-de-riscos-psicossociais/inteligencia-emocional Sugestões de materiais Instituto Iungo e Porvir | Projete-se Projetos de vida na escola – Emoções e autocuidado Cartilha de Intelig|ência emocional _IFRN
  • 16. 16 Oficina 2 Construção de Mapas Mentais sobre fatores de risco e problemas de saúde mental na adolescência Esta oficina pretende abordar temas relacionados à Saúde Mental na adolescência utilizando os mapas mentais como instrumentos potencial- mente facilitadores da aprendizagem, acreditando-se que a participação ativa do aluno é fundamental na aquisição de novos conhecimentos. Objetivos Facilitar o aprendizado de conteúdos relacionados às fatores que afetam a saúde mental do adolescente e os principais transtornos que acometem o jovem através da pesquisa, apreensão do conteúdo e identificação das ideias chaves na construção de mapas mentais. Duração 2 aulas de 50 minutos + leitura prévia em casa Recursos Cartolina, lápis de cor, canetas hidrográficas e marcadores de texto. Etapas 1) Divisão da turma em grupos e subtemas para cada grupo. Orienta-se dividir em grupos de no máximo 5 alunos para fa- vorecer a participação de todos na atividade. Dentro do tema principal escolhido pela turma o mediador deve escolher sub- temas para que cada grupo pesquise sobre eles. Por exemplo, para o tema Saúde Mental, utilizamos os subtemas: Bullying, Transtorno de Ansiedade, Transtornos Alimentares, Síndrome do
  • 17. 17 w w w . m i n d m e i s t e r . c o m w w w . g o c o n q r . c o m Pânico, Baixa Auto-estima e Déficit de Atenção e Hiperatividade. 2) Envio de material de estudo para cada grupo (textos, vídeos) referentes aos subtemas via googleclassroom e/ou aplicativo whatsapp (sala de aula invertida). 3) Construção dos mapas mentais em sala de aula: Esta etapa pode ser realizada de forma manual com material de papelaria ou através de aplicativos digitais, de acordo com a realidade local. Fonte: Arcevo da autora Sugestão de sites para elaboração de mapas mentais online: www.mindmeister.com www.goconqr.com
  • 18. w w w . c a n v a . c o m 18 www.canva.com 4) Apresentação dos mapas mentais em sala de aula e roda de conversa: Cada grupo apresenta sua pesquisa e mapa mental para a turma e, após cada apresentação, discute-se o tema em roda de conversa. Metodologias utilizadas Mapa mental Para Fenner (2017), o Mapa Mental é uma ferramenta poderosa de organi- zação de informações que ocorrem de uma forma não linear, sendo ela- borada em forma de teia, onde a ideia principal é colocada no centro de uma folha de papel para maior visibilidade e as ideias, descritas apenas com palavras-chave e ilustradas com imagens, ícones e muitas cores. Segundo Buzan (2009), o Mapa Mental é uma ferramenta de pensamento desenvolvida baseando-se na eficiência estrutural dos neurônios, que apresentam interligações e uma estrutura ramificada. Dessa forma, con- siste em um diagrama confeccionado a partir de uma ideia central, que vai se ampliando em diversos ramos onde cada uma dessas ramificações corresponde a desdobramentos do conceito inicial, como neurônios no cérebro. Pode ser feito de forma manual ou digital, com a ajuda de pro- gramas e aplicativos. Geralmente, são utilizados elementos e cores dife- rentes para criar um conceito visual facilmente identificável. Neste guia, optamos por utilizar o mapa mental manual como ferra- menta de aprendizagem significativa utilizando os recursos da cartolina, canetas coloridas e marcadores de texto, uma vez que os elementos textuais e as imagens poderiam ser feitos a partir das referências visuais
  • 19. https://www.youtube.com/watch?v=42HAQt8rTWU&t=29s https://www.youtube.com/watch?v=IZVf0ugVZqA&t=29s 19 do aluno tornando a experiência singular e personalizada de acordo com a sua necessidade além de estimular o cérebro e ativar a criatividade, ajudando-os na memorização ou resgate das informações com maior objetividade e rapidez. Segue link de vídeo explicativo como elaborar um mapa mental: Aprenda a fazer um mapa mental Como fazer um mapa mental em 5 passos Roda de conversa A roda de conversa consiste em um espaço de troca de experiências que tem grande potencial articulador dos conhecimentos, da afetividade e respeito que permeiam os diálogos entre os participantes. Também possibilitam experiências formativas porque propõem reflexão do vivido, criando um espaço de confrontação dos pontos de vista dos participantes (WARSCHAUER, 2017). Este tipo de estratégia de aprendizagem pressupõe uma comunicação dinâmica e produtiva entre os participantes, já que possibilita aproxima- ção dos envolvidos no cotidiano a partir de suas experiências, percepções e inter-relações, desenvolvendo a autonomia e coletividade além de pos- sibilitar a inclusão, o encorajamento e que o aluno se expresse e aprenda em conjunto.
  • 20. 20 h t t p s : // s a e . d i g i t a l / s a u d e - m e n t a l - n a - e s c o l a / h t t p s : / / p t . s l i d e s h a r e . n e t / P a t r c i a M l - l e r / c a r t i l h a - s a u d e m e n t a l n a - e s c o l a Para Warschauer (2017), a experiência da roda permite aos envolvidos construírem a si mesmos como sujeitos enquanto constroem os conhe- cimentos sobre o mundo, de si próprios além da descoberta da reflexão como eixo do movimento criativo e a ocasião de compreensão e mergulho das experiências a partir da reflexão do registro dessas rodas de conversa. Assim, a roda de conversa se configura como um rico instrumento para uma comunicação dinâmica entre educandos e educadores, permitin- do que os estudantes expressem suas opiniões, conceitos e impressões concomitantemente sobre o tema proposto além de permitir trabalhar reflexivamente as manifestações apresentadas pelo grupo. Para iniciar uma roda de conversa, o educador deve realizar um plane- jamento do conteúdo a ser trabalhado com um objetivo definido, esta- belecer regras e intervir para garantir a compreensão dos estudantes quando necessário. Na roda de conversa,o educador assume o papel de intermediador, per- mitindo que os estudantes expressem o que sabe e pensam sobre o conteúdo trabalhado fazendo com que os alunos desenvolvam a auto- nomia e atuem como protagonistas da aprendizagem (MELO; CRUZ, 2014) Sugestões de materiais Saúde Mental na Escola Cartilha “ Saúde Mental na Escola para professores e alunos”
  • 21. h tt p s : //s 3 . u s - e a s t -1 . a m a z o n a w s . c o m /a s s e t s . u n i v a - c o . e d u . b r / r e s o u r c e s / f i l e s / 2 0 2 1 - 2 / s e t e m b r o - a m a - r e l o / c a r t i l h a - s a u d e - m e n t a l - d o - a d o l e s c e n t e . p d f 21 Cartilha “ Saúde Mental de Adolescentes”
  • 22. 22 Oficina 3 Potfólio Cuidados em Saúde Mental: Publicação em perfil do Instagram Esta oficina pretende abordar temas relacionados à Saúde Mental dos adolescentes desenvolvendo um portfólio intitulado “Cuidados em Saúde Mental” explorando a rede social Instagram como estratégia de aprendi- zagem. A utilização do Instagram como ferramenta pedagógica envolve os alunos na busca do conhecimento, incentiva a sua participação como sujeito ativo da sua própria aprendizagem e proporciona o uso de recursos tecnológicos de forma eficiente pelos alunos. Objetivos Compartilhar os conhecimentos adquiridos relacionados à saú- de mental do adolescente e principais transtornos que acome- tem os jovens através da construção de conteúdo informativo para publicação em aplicativo de rede social (Instagram) como forma de documentar o desenvolvimento e culminância do projeto e compartilhar informações com a comunidade escolar. Duração Assíncrona Recursos Smartphones, tablets Etapas 1) Apresentar aos participantes os objetivos da oficina e a rede social Instagram como ferramenta pedagógica: Essa etapa é de fundamental importância, pois, a maior parte dos estudan- tes provavelmente já deve utilizar a rede social Instagram no seu dia a dia , no entanto, a grande maioria desconhece como utilizá-la como instrumento pedagógico, de modo a facilitar no aprendizado.
  • 23. 23 https://www.youtube.com/watch?v=VwxajPFWh04 h tt p s : // w w w.y o u t u b e . c o m / w a t c h? v = K 3 v j c l 3 -XQ M 2) Orientar a turma como fazer uma postagem no Instagram utilizando o conhecimento e mapa mental produzido por cada grupo na oficina anterior: Nessa etapa procura-se estabelecer um elo entre a atividade desenvolvida em sala de aula na ofi- cina 2 promovendo uma sensação de continuidade, orientando que os estudantes permaneçam nos mesmos grupos já dividi- dos em momento anterior e assim, trabalhem com os temas já conhecidos por eles. OBSERVAÇÃO: Deve-se orientar a criação de conteúdo com- patível com o que foi trabalhado na oficina 2 e relacionados com as sugestões de materiais disponibilizados pelo mediador ao grupo no que tange à escolha das imagens e construção de legendas. 3) Disponibilizar links de manual de utilização de Instagram e aplicativos que podem ser utilizados para a criação do con- teúdo: Nessa etapa, o mediador deve sugerir aos alunos alguns aplicativos que auxiliem na produção de posts para o Instagram. https://www.youtube.com/watch?v=VwxajPFWh04 Como usar o Canva do zero | como produzir posts no canva
  • 24. 24 h tt p s : // w w w.y o u t u b e . c o m / w a t c h? v = k r l a I O S 9 2 T 0 Como Usar o Canva pelo Celular - Como Criar Post para Instagram 4) Disponibilizar perfil coletivo do Instagram e senha para acesso dos estudantes: Especificamente nessa oficina foi cria- do um perfil coletivo intitulado “IFSaudavel Mente” como forma de expor os conteúdos criados criados pelos grupos e dessa forma, compartilhar e divulgar as informações relacionadas à Saúde Mental com a comunidade escolar. Fonte: Arcevo da autora 5) Orientar a turma, esclarecendo dúvidas e auxiliando no de- senvolvimento da atividade através do WhatsApp e/ou Google Classroom: É importante que o mediador acompanhe as ações desenvolvidas pelos alunos de forma contínua pois, dessa for- ma, possíveis inadequações podem ser detectadas a tempo de serem corrigidas sem prejudicar o andamento do trabalho.
  • 25. 25 6) Publicação dos conteúdos através de postagem no Instagram pelo grupo: Orientar que um componente do grupo fique res- ponsável pela postagem do conteúdo no perfil “IFSaudável Mente” e que todos os alunos envolvidos na oficina que pos- suam perfil individual no Instagram tornem-se seguidores do perfil para um maior engajamento e consequentemente uma ampla divulgação dos conteúdos compartilhados com a comu- nidade escolar. OBSERVAÇÃO: É importante que o mediador também possua um perfil ativo na rede social para que possa se fazer sempre pre- sente, interagindo com a turma, curtindo e comentando as pos- tagens e gerando discussões relacionas a temática trabalhada, promovendo a facilitação do aprendizado entre os discentes. Metodologia utilizada Portfólio - uso do Instagram no aprendizado As redes sociais permitem interações, socializações e aprendizagem cola- borativa em rede transformando-se em um espaço inovador de aprendi- zagem que favorece a construção coletiva de saberes entre os indivíduos (CHOTI; BEHRENS, 2015). Para Libâneo (2013), o planejamento é fundamental para que a execução de qualquer trabalho resulte em êxito, principalmente em se tratando do processo ensino aprendizagemvisto que precisa reunir e concatenar uma série de variáveis, no intuito de propiciar a aquisição de habilidades e ca- pacidades pelo aluno. Com isso, para desenvolver um trabalho pedagógico através de uma rede social deve-se delimitar claramente o papel que este recurso tecnológico assumirá no processo. Nesta proposta, utilizamos o Instagram como um portfólio da oficina de promoção em saúde mental para compartilhamento dos conteúdos informativos em saúde mental produzidos pelos estudan- tes com a comunidade acadêmica e documentar o seu desenvolvimento.
  • 26. 26 https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/583194/1/Ma- nual%20Interativo%20de%20Utiliza%C3%A7%C3%A3o%20do%20 Instagram%20como%20Ferramenta%20Pedag%C3%B3gica.pdf https://prceu.usp.br/wp-content/uploads/2021/04/guia- -autocuidado-ser-adolescente-e-jovem-que-se-cuida.pdf https://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/586893/2/GUIA%20DE%20EDUCA- C%CC%A7A%CC%83O%20ANA%20CAROLINA%20SIMO%CC%83ES%202.pdf O Instagram se destaca por sua simplicidade de operação e por priorizar o compartilhamento de fotos e vídeos, permitindo uma rápida assimilação dos conteúdos pelos usuários. Por isso, configura-se hoje como a quarta rede social mais utilizada no Brasil (CETIC, 2018), atingindo 34% dos jovens entre 15 e 17 anos de idade. O uso pedagógico do Instagram demanda o acompanhamento e a avalia- ção de todas as ações envolvidas, dentro e fora do ambiente escolar. A sua utilização como ferramenta de ensino aprendizagem precisa seguir a premissa da interação entre as pessoas, ou seja, transformar-se em um ponto de encontro online de pessoas que querem adquirir, compartilhar e construir conhecimento. Portanto, exige tempo, dedicação e acima de tudo, disponibilidade do educador, não só no planejamento das postagens, mas principalmente para interagir com os estudantes, dando continuidade virtual à interação que é construída em sala de aula (OLIVEIRA et al., 2021). Sugestões de materiais Manual Interativo de Utilização do Instagram como Ferramenta Pedagógica Guia de Autocuidado “Ser Adolescente e jovem que se cuida” Guia de Educação em Saúde Mental
  • 27. 27 Considerações finais A proposta de oficinas pedagógicas utilizando estratégias de ensino ino- vadoras aqui apresentadas teve como objetivo possibilitar aos discentes do primeiro ano do Curso Técnico em Edificações do IFS-Aracaju a reflexão sobre a importância dos cuidados em saúde mental na adolescência. A partir da nossa experiência de implementação com a turma do 1⁰ ano do Curso Técnico Integrado em Edificações compreende-se que houve a promoção de um ambiente que possibilitou a criação de um espaço de diálogo e participação ativa, partindo dos conhecimentos prévios e das experiências de vida dos estudantes, permitindo a construção dos conhecimentos a partir da valorização dos saberes de todos os sujeitos envolvidos na prática educativa, respeitando a sua autonomia e promo- vendo práticas reflexivas, investigativas e problematizadoras. Esperamos colaborar com o planejamento e implementação de práticas educativas integradoras em saúde e que a comunidade acadêmica atente para a necessidade de se discutir a temática da saúde no ambiente escolar e assim colaborar para a promoção da saúde dos jovens adolescentes do ensino médio integrado. Nesse sentido, pretendemos que este material contribua para o (re)planejamento de práticas pedagógicas educativas em saúde promovendo a inserção de temas transversais nos currículos, dialogando com a temáticas de saúde no contexto da EPT. Dessa forma, convidamos vocês a utilizar e compartilha reste guia para que este produto seja utilizado como instrumento transdisciplinar abrangendo inúmeros temas de saúde, de acordo com a sua realidade, despertando o interesse e incentivando o protagonismo do estudante na construção do conhecimento, e dessa forma, consigamos alcançar a formação humana integral do aluno, em conformidade com os princípios da EPT.
  • 28. 28 Referências AFONSO, Maria Lúcia Miranda (org.). Oficinas em dinâmica de grupo: um método de intervenção psicossocial. 2. ed. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006. 171 p. ARAÚJO A.C., SILVA C.N.N. Ensino Médio integrado: uma formação hu- mana, para uma sociedade mais humana. In. Ensino médio integrado no Brasil: fundamentos,práticas e desafios/ Adilson César Araújo e Cláudio Nei Nascimento da Silva (orgs.) – Brasília: Ed. IFB, 2017. BACICH, L.; MORAN. J. (Org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018. BUZAN, Tony. Mapas mentais: métodos criativos para estimular os ho- mens e usar ao máximo o potencial do seu cérebro. Rio de Janeiro: Sextante, 2009 CAMARGO, F.; DAUROS, T., A sala de aula inovadora: estratégias pedagógi- cas para fomentar o aprendizado ativo. Porto Alegre: Penso, 2018. e-PUB. CANDAU, V.M.; SACAVINO, S.B.; MARANDINO, M.; MACIEL, A.G.Tecendo a cidadania: oficinas pedagógicas de direitos humanos. 3. Ed. Petrópolis: Vozes, 2000. GRAMSCI, A. Cadernos do cárcere. Os intelectuais. O princípio educativo. Jornalismo. Volume 2. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educa- tiva. 35. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012. IF SERGIPE. Resolução CONSUP Nº 037/2017, de 19 de maio de 2017. Apro- va a Política de Assistência Estudantil do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe. Disponível:http://www.ifs.edu.br/Diae/ CSAprova_a_Politica_de_Assistencia_Estudantil_do_IFS. Acesso em: 06 de Março de 2021. LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 2013. LORENZO, E. W. C. M. A utilização das redes sociais na educação. Rio de Janeiro: Clube dos Autores, 2013.
  • 29. 29 MELO, M. C. H.; CRUZ, G.C.Roda de conversa: Uma proposta metodológi- capara a construção de um espaço de diálogo no ensino médio. Imagens da Educação, Maringá, v. 4, n. 2, p. 31-39, 2014. DOI: 10.4025/imagenseduc. v4i2.22222. Disponível em: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/Ima- gensEduc/article/view/22222. Acesso em: 19 de maio de 2022. MOHR, A. Educação em saúde na escola: panorama e questionamentos a partir depoimentos de professores de Ciências em Florianópolis. In: Selles, S.E.; Ferreira, M.S.; Barzano, M.A.L. e Silva, E.P.Q.Ensino de Biolo- gia:histórias, saberes e práticas formativas. Uberlândia: Editora UFU, p. 107-129, 2009. OLIVEIRA,P.P.M.etal.UtilizaçãopedagógicadaredesocialInstagram.Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 06, Ed. 02, Vol. 13, pp. 05-17. Fev. 2021. ISSN: 2448-0959, Link de acesso: https://www. nucleodoconhecimento.com.br/educacao/utilizacao-pedagogica,DOI: 10.32749/nucleodoconhecimento.com.br/educacao/utilizacao-pedagogica. Acesso em: 10 de Março de 2022 Silva, D. et al. Metodologias ativas e tecnologias digitais na educação mé- dica: novos desafios em tempos de pandemia. Revista Brasileira de Edu- cação Médica [online]. 2022, v. 46, n. 02 [Acessado 4 Julho 2022] , e058. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1981-5271v46.2-20210018>. Epub 11Mar2022.ISSN1981-5271.https://doi.org/10.1590/1981-5271v46.2-20210018. Acesso em: 23 de Abril de 2022. NASCIMENTO, M. S; et al. Oficinas pedagógicas: Construindo estratégias para a ação docente – relato de experiência. Rev Saúde Com, v. 3, n. 1, p. 85-95, 2007. WARSCHAUER, C. Rodas em rede. Oportunidades formativas na escola e fora dela. 2 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2017
  • 30. 30 Projeto gráfico e diagramação: Rafael Jesus