Concepção clássica do homem

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Concepção clássica do homem

  1. 1. Concepção clássica do homem<br />
  2. 2.
  3. 3. O espanto<br />O homem é um ser histórico, não especializado, não determinado. É frágil e dependente. Sua atitude diante da grandeza do universo, o cosmo, é, então, de espanto.<br />
  4. 4. A busca por respostas<br />Sua inquietude diante da grandiosidade do cosmo fará com que o ser humano busque por respostas que expliquem sua origem e de todas as coisas do universo. Além disso, seu objetivo é conseguir uma orientação para sua vida, um sentido.<br />
  5. 5. Linguagem mítica<br />A primeira explicação para a origem do homem, do cosmo e dos deuses está na linguagem mítica. Os mitos são narrativas de caráter imaginativo, cujo objetivo é explicar e compreender a realidade por meio de alianças e rivalidades entre os deuses. <br />
  6. 6.
  7. 7. Filósofos naturalistas pré-socráticos<br />Mais adiante, a busca de respostas estará na filosofia naturalista, período em que os filósofos se ocuparam em determinar a substância fundamental, a arché, que deu origem a todo o cosmo. Seria a água? O ar? O apeiron?<br />
  8. 8.
  9. 9. Século V A.C. – Surgimento da polis<br />
  10. 10. Com o intercâmbio com outras culturas por meio das viagens marítimas e a crescente vinda de estrangeiros para Atenas, a aristocracia local e seu sistema entraram em crise. <br />A partir das reformas conduzidas por Clístenes, foram criadas a Ekklésia e a Boulé, assembléias populares e instaurou-se o regime democrática sob a forma direta. Apesar do modelo atual ser representativo, a democracia surgiu de forma direta, com a participação de todos os cidadãos atenienses do sexo masculino. Isso exigiu que desenvolvessem a habilidade retórica para as discussões em praça pública.<br />
  11. 11. Sofistas<br />Devido à necessidade do desenvolvimento da retórica e da oratória, surgem na péninsula grega filósofos que vivem como nômades e são pagos para transmitirem tais conhecimentos. Esse grupo ficou conhecido como “sofista”.<br />Eram muito criticados pela cobrança da transmissão do saber, pelo saber meramente aparente e pelo relativismo, pelo fato de aceitarem as múltiplas possibilidades da verdade. <br />
  12. 12. Protágoras e Górgias<br />Protágoras de Abdera diz em seu tratado que “o homem é a medida de todas as coisas”. Para comprovar tal máxima, utiliza o método antilógico. <br />Górgias de Leontino explica seu relativismo por meio da incapacidade do ser humano e da limitação do logos de conhecer a origem das coisas. <br />
  13. 13. Sócrates<br />
  14. 14. Apesar de confundido com os sofistas, Sócrates se diferenciava muito deles. Não cobrava pelos ensinamentos, saiu apenas três vezes de sua amada Atenas e, principalmente, buscava definir a essência da vida humana. Segundo ele, a resposta estava na interioridade do ser, na alma, no “eu consciente.”<br />A função da filosofia é educar essa alma para o Bem, a Verdade, a justiça. Esse processo educativo acontece somente com a aquisição do conhecimento por meio da construção do saber a partir do método socrático(ironia e maiêutica). A virtude, a areté, é, então, o conhecimento e o autodomínio dos desejos a serviço da justiça e da liberdade.<br />
  15. 15. Platão<br />Segundo Platão, existem dois mundo: o sensível, meramente constituído por impressões e aparências e o inteligível, do conhecimento e das ideias. Para ele, a alma está no mundo inteligível e o corpo é a prisão que a segura no mundo sensorial. A função do homem é, portanto, libertá-la de sua prisão. <br />Essa libertação acontecerá por meio da contemplação da alma, que é tripartida(Razão, vontades e apetites). Isso se dará somente se houver prática de virtudes como a temperança, a fortaleza e a prudência. Em suma, a prática da justiça. <br />
  16. 16. Alegoria da caverna<br />
  17. 17. Aristóteles<br />
  18. 18. Aristóteles foi membro da academia de Platão e mentor intelectual de Alexandre, rei da Macedônia. Em sua obra, concebe o homem como:<br /><ul><li>Um ser racional, “zôonlogikon”. É por meio de sua racionalidade que alcançará o bem supremo, que é o meio termo, a boa consciência, a felicidade(eudaimonia). Isso ocorre por meio da prática de virtudes no plano pessoal(autodomínio das pulsões) e coletivo(justiça social), que são indissociáveis.
  19. 19. Um ser de paixão e desejo, com as pulsões controladas pela razão.
  20. 20. Um ser puramente político, pois necessita da polis para realizar-se como homem.
  21. 21. Em constante transformação, responsável por realizar a passagem da potência para o ato, motivado pelas causas(material, formal, eficiente e final)</li></li></ul><li>Período helenístico<br />Voltado para a interioridade humana e não mais para a pólis. Período de dominação dos macedônios. <br />Escolas:<br /><ul><li>Epicurismo: Epicuro propunha uma vida de contínuo prazer como chave para a felicidade. (ausência de dor)
  22. 22. Estoicismo: segundo essa escola, o universo é controlado por um logos dívino, que propõe aos seres humanos viver de acordo com a lei racional da natureza.
  23. 23. Cinismo: pregava pelo desapego aos bens materiais e externos. (Caso Diógenes/Alexandre – Barril)
  24. 24. Pirronismo: representa o ceticismo absoluto. </li></li></ul><li>
  25. 25. FIMObrigado!<br />

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