Projeto político pedagógico

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Projeto político pedagógico

  1. 1. SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA Port. N.° 159 D.O. 12 e 13/01/91 Eixo Principal, S/N - HERNANE SÁ – Fone/Fax (0xx73) 3632-1793 ue69221@hotmail.com CEP 45656-520 ILHÉUS - BAHIA INTRODUÇÃO O Projeto Pedagógico consiste num conjunto de diretrizes e estratégicas que expressão e orientama prática Pedagógica. Ele é um objeto de avaliação e exige uma abrangência que envolve pelo menos trêsdimensões. Uma filosofia, que investigaria os grandes propósitos, outra de caráter social, que ouviria asmanifestações dos diferentes segmentos sociais direta e indiretamente atingidos e a dimensão maispraticada, designada, designada como técnica; que analisaria os diversos elementos do sistema organizadopara o ensino aprendizagem, os processos estabelecidos e os resultados obtidos. Consistente do nosso dever com a formação do cidadão, é que estamos empenhados em garantir odesenvolvimento integral do individuo, ou seja, o crescimento cognitivo, social e psicomotor. Percebemos que enquanto ação necessária cabe a Escola Moysés Bohana oferecer uma educaçãoque possibilite uma mudança de postura e definição de novos paradigmas mais conscientes ecomprometidos com as questões da autonomia e cidadania. Assim, no cumprimento do seu papel aeducação deverá “(...) investir numa mudança de mentalidade, conscientizando os grupos humanos paraas necessidades de se adotarem novos pontos de vista e novas posturas...” (PCN, 1997; 24) Cremos que a educação deverá implicar na revalorização do professor e do seu papel no processode planejamento educativo e pretende alcançar um conhecimento significativo e compreensivo, a partir deum processo permanente de reflexão sobre a prática cotidiana do docente, que conduzirá as mudanças,numa concepção de ensino-aprendizagem no qual o eixo central seja constituído pelo aprendizadosignificativo do aluno e não pela acumulação de conteúdos ensinados. Pretende-se ainda a incorporaçãode novos valores e atitudes éticas*, exigindo, portanto, modalidades diferenciadas de avaliação, para queo aluno possa exercer efetivamente sua cidadania. Com base nesta visão o homem e mundo é que planejamos nossas ações, priorizando a qualidadeeducativa enquanto marco referencial desta instituição, graças à qualidade e empenho dos nossosprofissionais, que junto com os alunos são os principais atores neste processo de conhecimento.
  2. 2. *Ética entendida como ética universal e solidária como é apresentado nos PCNs, assim: “(...) a ética entre asnações e os povos deve passar a incorporar novas exigências com base numa percepção de mundo em que asações sejam consideradas em suas consequências mais amplas, tanto no espaço quanto no tempo” (PCN 1ª a 4ªsérie, Brasil, 1997).
  3. 3. SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA Port. N.° 159 D.O. 12 e 13/01/91 Eixo Principal, S/N - HERNANE SÁ – Fone/Fax (0xx73) 3632-1793 ue69221@hotmail.com CEP 45656-520 ILHÉUS - BAHIAJUSTIFICATIVA No desejo e busca de uma educação de qualidade, no quadro docente, coordenação edireção do COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA, estruturou o Projeto Pedagógicovisando a conquista de um espaço político-pedagógico de aprendizagem e de formação decidadãos, oportunizando ao alunado a expansão do seu potencial humano, através deexperiências enriquecidas, no agir e fazer criativos. Estimulando a auto-realização e o preparopara a participação consciente da cidadania, no contexto de uma sociedade pós-moderna,alicerçada pela globalização da economia, das comunicações, da educação e da cultura. A parceria família/escola será de vital importância para o êxito de nossas atividades.Portanto justifica-se buscar e incentivar a participação da família na escola, através de reuniõesatraentes e diversificadas, apresentação dos trabalhos realizados durante a unidade ecomemorações de datas festivas, escolhidas pelos pares que compõem os segmentos da escola. As instalações da rede física escolar desde o início de sua fundação, nota-se que não foiconstruída observando-se alguns padrões que atendessem às reais necessidades da comunidade. A falta de espaços para: Biblioteca, Auditório, Laboratório de Informática, Laboratóriode Ciências, foram sendo adequados à medida que os recursos financeiros e ou recursostecnológicos, pedagógicos, advindos dos MEC e ou Secretaria de Educação, foram sendoincorporados ao patrimônio escolar. Não obstante as dificuldades que se apresentam, o presenteprojeto, busca apresentar mecanismos para superá-las, na medida do possível, tendo em vista ofortalecimento da Unidade Escolar e a qualidade do processo ensino-aprendizagem.
  4. 4. SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA Port. N.° 159 D.O. 12 e 13/01/91 Eixo Principal, S/N - HERNANE SÁ – Fone/Fax (0xx73) 3632-1793 ue69221@hotmail.com CEP 45656-520 ILHÉUS - BAHIA CONTEXTUALIZAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA O Colégio Estadual Moysés Bohana, situado no Eixo Coletor Principal s/n, BairroHernani Sá, Município de Ilhéus-Bahia, com ato de criação n° 159, D.O. 12/1/1991 parafuncionar com os cursos de 1° e 2° graus, ofereceu de 1991 a 1996 apenas o EnsinoFundamental. No ano de 1997, foi implantado o curso de segundo grau, oferecendo o 1° ano deformação Geral, Lei 7044/82. Inseridos na proposta do programa EJA – Educação de Jovens e Adultos com currículocomposto por Tempo Formativo correspondente ao 1° e 2° segmentos do Ensino Fundamental epor Eixos Temáticos e Áreas de Conhecimento contemplando uma Base Nacional Comum e umaparte diversificada articuladas com os saberes e conhecimentos da vida cidadã. Atualmente, a Escola conta com um quadro de 65 professores, e quase na sua totalidadecom qualificação na sua disciplina de atuação. Essa é uma das características do nosso corpodocente: qualidade para aplicar sua prática pedagógica. Contamos ainda com um acervo rico de suporte para aprendizagem dos nossos educando:laboratório de ciências, laboratório de informática com acesso a Internet e cadastro NTE,biblioteca e sala de multimeios. Tudo isso faz parte do nosso universo escolar para enriquecer o nosso processo deensino-aprendizagem, acreditando que juntos podemos formar cidadãos capazes, críticos econscientes de seu papel na sociedade.
  5. 5. ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVADa Diretoria: A diretoria é constituída pelo Diretor e Vice-Diretor, cujas investiduras decorrem de atosdo Poder Público Estadual.Diretora: ROSANGELA OLIVEIRA FARIASVice-Diretora – Matutino: MARIA JORGINA RIBEIRO BRAZVice-Diretora – Vespertino: ZISLANDIA ALVES PEREIRAVice-Diretora – Noturno: JUCIENE DIAS DA LUZDa Secretaria: O cargo de Secretário Escolar será exercido por pessoal qualificado, investido no cargopor designação da SEC, de acordo com a legislação vigente.Secretária Escolar: EMILIA MARIA DOS SANTOS FERREIRADa Gestão Democrática: A Gestão Democrática e participativa tem por finalidade possibilitar maior autonomia daUnidade Escolar, na forma estabelecida na LDB e no Regimento Escolar através dos órgãoscolegiados: Colegiado Escolar, Caixa Escolar, Conselho de Classe e órgãos auxiliares especiais,a saber: Grêmio Estudantil. - A preparação básica para o trabalho deverá estar presente tanto na base nacionalcomum, como na parte diversificada. - O Ensino Médio, atendido a Formação Geral, incluído a preparação para o trabalho,poderá preparar para o exercício de profissões técnicas, por articulação com a educaçãoprofissional, mantida a independência entre os cursos. - Os estudos concluídos no Ensino Médio, tanto na base nacional comum quanto na partediversificada, poderão ser aproveitados para a obtenção de uma habilitação profissional, em
  6. 6. cursos realizados concomitantemente ou sequencialmente, até o limite 25% (vinte e cinco porcento) do tempo mínimo legalmente estabelecido como carga horária para o Ensino Médio. - Estudos estritamente profissionalizantes, independentemente de serem feitos no mesmoestabelecimento ou outra escola ou instituição de forma concomitante ou posterior ao EnsinoMédio, deverão ser realizados em carga horária adicional ás 2.400 horas mínimas prevista na lei. - Caberá, respectivamente, aos órgãos normativos e executivos dos sistemas de ensino, oestabelecimento de normas complementares e políticas educacionais, considerando aspeculiaridades regionais ou locais, observadas as disposições destas diretrizes. - Os órgãos normativos dos sistemas de ensino deverão regulamentar o aproveitamentode estudos realizados e conhecimentos constituídos, tanto na experiência escolar, como na extraEscolar.Ensino Médio – na sua parte diversificada Em março de 2010, foi implantada na parte diversificada, do currículo nesta UnidadeEscolar, Redação e Língua Inglesa Moderna nas três séries, onde o individuo obtém ainformação (adquire, codifica, armazena) e usa-a posteriormente, generalizando-a ampliando-a aoutras novas situações. Ensino Fundamental – Na sua parte diversificada: Eixos temáticos Portaria N° 1.128/2010 Reorganização Curricular das Escolas da Educação Básica da Rede Pública Estadual. O SECRETÁRIO DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA, no uso de suasatribuições, e considerando: - A necessidade de realizar ajustes na organização curricular da escola de educação básica(ensinos fundamental e médio), tendo em vista os dados levantados pelo Programa Escola 10, noque tange às adequações dos componentes curriculares da parte diversificada. - A premente necessidade de realizar modificações na organização curricular da escola deeducação básica (ensinos fundamental e médio), tendo em vista a consolidação dasaprendizagens da base nacional comum. RESOLVE
  7. 7. Art. 2° - Considerar que as indicações para a organização da parte diversificada docurrículo da educação básica devem estar apoiadas no Anexo II da Portaria N° 1.285/2000,publicada do DOE em 28 de janeiro de 2000, exceto Educação Ambiental, que não condiz com o§ 1° do Art. 10 da Lei n°. 9.795/99, não se traduzindo, todavia, as citadas indicações emcomponentes curriculares de cunho profissionalizante. Art. 5° - O currículo da educação básica da rede pública de escolas estaduais seráconstituído à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais em vigência. § 1° - Para a escola de ensino fundamental, reitera-se a Resolução CNE/CES N°. 2/98,destacando-se que as áreas de conhecimento ali mencionadas devem enfatizar a correlação entreas disciplinas formais destas áreas com a vida cidadã, por intermédio dos nexos transversaisentre estas ditas disciplinas e os campos da saúde, sexualidade, vida familiar e social, meioambiente, trabalho, ciência e tecnologia, cultura e linguagens. Nota: 1. Na Parte Diversificada, os docentes serão destinados aos Eixos Temáticos; os focos sobre os quais são materializadas as atividades didáticas destes citados Eixos são produtos de orientação das escolas e, no caso de haver mais de um deles, será necessária a avaliação sobre qual (is) Eixo (s) deixará (ao) de ser oferecidos. Os Focos impressos nesta matriz se constituem apenas em exemplos possíveis, com exceção de Língua Estrangeira Moderna. Caberá, portanto, à Unidade Escolar definir os focos respectivos de cada Eixo. 2. Educação Religiosa é um componente desdobrado em atividades a ser desenvolvida em dias específicos, previstos no Projeto Político Pedagógico, sem notas/conceitos para efeito de promoção, a ser realizado de forma a assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil. 3. Arte tem sua dimensão cultural e se propõe a valorizar as possibilidades criadoras e discutir a inserção da arte na sociedade como elemento dinamizador da cultura. 4. Estudos transversais apontados no Projeto Político Pedagógico, especificados nas disciplinas correspondentes e nas devidas unidades didáticas, sobre as temáticas: a) Estudos transversais sobre a temática da Lei N°. 11.645/2008 – Educação das Relações Étnico-raciais. b) Estudos transversais sobre a temática da Lei N°. 9.795/99 – Educação Ambiental no Sistema Educacional.
  8. 8. c) Estudos transversais sobre a temática do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Os objetivos gerais desse programa estão fundamentos em princípios indicadores que são: - Motivação para a tarefa - Favorecer o desenvolvimento, pelo da abstração dos diferentes processos e estratégiascognitivas. - Favorecer o desenvolvimento de uma motivação intrínseca. - Favorecer o desenvolvimento do pensamento reflexivo-insight. - Possibilitar o desenvolvimento pelo aluno de uma auto-imagem afetiva, superando apassividade.Metodologia Aplicada Todo trabalho pedagógico na sala de aula deve ser desenvolvido com o intuito deenvolver o aluno em um processo de educação permanente, proporcionando-lhe a capacidade deaprender a aprender numa dimensão de vida pessoal, social e profissional.
  9. 9. SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA Port. N.° 159 D.O. 12 e 13/01/91 Eixo Principal, S/N - HERNANE SÁ – Fone/Fax (0xx73) 3632-1793 ue69221@hotmail.com CEP 45656-520 ILHÉUS - BAHIADIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL Ao cumprimento da tarefa que nos propomos, que é educar com qualidade, sentimosnossas forças que se concentram no relacionamento interpessoal de boa qualidade entreprofessores, diretores, alunos e funcionários. Sem fugir à regra da situação atual em que se apresenta a escola pública, frente aosproblemas da realidade brasileira por falta de um projeto político da sociedade e dosgovernantes, o COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA apresenta problemas de naturezapedagógica, administrativa e financeira, que não são apenas de responsabilidade da escola, e simde todo segmento social, devendo cada um assumir sua parcela de responsabilidade para garantira finalidade do processo educativo. A escola oferece à sua clientela, oriundos de classe média baixa, residentes no própriobairro e bairros periféricos adjacentes, o Ensino Fundamental de 5ª à 8ª série regular e EJA(turno: Noturno) e Ensino Médio do 1° ao 3° ano, funcionando nos três turnos. Pontuamos alguns dos problemas que têm sido priorizados ao longo desse período,através de ações de combate na tentativa de pelo menos minimizá-los: - evasão escolar – no geral as estatísticas nos revelam índices gerais de 20%, o quecertamente pode ser atribuído ao cansaço dos alunos trabalhadores, aos conteúdos emetodologias que não atende as expectativas dos alunos. Por outro lado, alunos que retornamapós longo período de ausência, os deixa em desvantagem quanto a aprendizagem, pois esta sedá de forma mais lenta, deixando-os ansiosos e inseguros, o que facilmente provoca a evasãoescolar. Quanto ao 1° ano (Noturno) atribuímos a evasão ao fato que alunos oriundos do EJA,chegam com sérias dificuldades de aprendizagem, decorrentes da defasagem conteúdo-série,também percebemos, nesta clientela um sério quadro de analfabetismo.
  10. 10. Os mecanismos que a escola utiliza para minimizar a evasão são as aulas praticas noslaboratórios, aulas extraclasse como: visita a centros culturais, apresentação de teatro, etc. - inclusão – nossa escola está engajada no projeto de salas multifuncionais para atingirjovens da Zona Sul portadores de alguma deficiência. Professores foram e estão sendo capacitados para atender a educação inclusiva. Como:cursos de Braile, libras, etc. - indisciplina – sério problema a ser enfrentado, sobretudo no turno vespertino onde seconcentra a clientela de 5ª e 6ª série, crianças e jovens adolescentes; - coordenação pedagógica – falta de apoio técnico pedagógico no acompanhamento dasações pedagógicas nos três turnos; - falta de parceria da família – a ausência da família no comprometimento com a presençado aluno na escola e no acompanhamento do desempenho escolar. A Unidade Escolar vem utilizando alguns mecanismos para minimizar a evasão escolar eampliar a participação da família na escola. É oportuno ressaltar que se faz necessária mobilização e empenho de todos na seleção dasações. Assim, como, suprir as necessidades no tocante à alimentação, transporte, alocação deRecursos Humanos no pedagógico e de apoio, revisão dos recursos financeiros de manutençãoda Unidade Escolar, considerando as reais necessidades quanto aos materiais e serviçosindispensáveis à gestão das ações pedagógicas, por parte do governo estadual.
  11. 11. SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA Port. N.° 159 D.O. 12 e 13/01/91 Eixo Principal, S/N - HERNANE SÁ – Fone/Fax (0xx73) 3632-1793 ue69221@hotmail.com CEP 45656-520 ILHÉUS - BAHIA3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA O Colégio Estadual Moysés Bohana tem por missão assegurar um ensino de qualidade,garantindo o ingresso e a permanência dos alunos na escola, formando cidadãos críticos, capazesde exceder às expectativas da UEE, do desempenho das conquistas pessoais e na transformaçãoda sociedade. Esta missão será realizada de forma eficaz, segura e responsável com a mais altaqualidade, respeitando os alunos, pais, comunidade, equipe da escola e o interesse público. Com o interesse de educar alunos para o novo milênio, aproximando o que ensina na salade aula do mundo tal como ele é nos dias atuais é de fundamental importância definir a filosofiaque vai explicitar a prática da UEE junto à comunidade escolar: “A partir de certas interpretações pedagógicas dos estudos mais recentes sobre a psicologia infantil e a psicologia do desenvolvimento em uma concepção alternativa, apresentada em geral como “progressista” ou “centrada no aluno”. Assim nesta concepção alternativa, entende-se que a Educação Escolar Ideal não é a que transmite os saberes constituídos e legitimados socialmente, mas, sim, a que garante algumas condições ideais para que os alunos desenvolva as suas potencialidades e capacidades cognitivas, afetivas, sociais e de aprendizagem”. (Cezar Coll) “A escola precisa se transformar em um sistema onde a essência não é mais um percurso predestinado, mas que saceia em desequilíbrios, interações e transformações”. (Rabelo, 1998) “O processo de vida social, político e econômico é condicionado pelo modo de produção de vida material. São as condições materiais que foram à base da
  12. 12. sociedade, da sua construção, das suas regras, idéias e valores. São os conflitos inteiros desta realidade que provocam mudanças que ocorrem de forma dialética”. (Rego, 1944) “O desenvolvimento e a aprendizagem estão inter-relacionados desde o nascimento”... (Vygotsky) “... É interagindo com o Outro e com o construtor da humanidade que o aluno vai aprendendo a ser gente... que vai se “gentificando””. (Paulo Freire) “... O curso noturno é a expressão das desigualdades da sociedade, mas ao mesmo tempo é a alternativa de separação dessas desigualdades”. (Marília Sposito) “... O aluno é um sujeito que aprende a partir de suas próprias ações sobre os objetos do mundo e constrói suas categorias de pensamento ao mesmo tempo que organiza seu mundo”. (Emília Ferreiro, 1985) ”Conhecimento o aluno adulto já traz. E o seu conhecimento é ampliado nas relações. Conhecimento é tudo que o ser humano pode assimilar através das trocas de experiências e da convivência com o meio”. (Extraído: Relato de experiências – Professora Francisca Reis – Escola Agostinho de Deus – IAT – dez. 1933). Tomando como referência o principio da diversidade, e refletindo sobre a Lei 10.639/03,que institui a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e a Lei11.645/08, que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade também datemática História e Cultura Indígena. Também permeadas pelo principio da diversidade,destacamos aqui a Resolução n° 2, de 11 de setembro de 2001 que institui Diretrizes Nacionaispara a Educação Especial na Educação Básica, e a Resolução CNE/CEB n° 1, de 5 de julho de2000 que estabelece as diretrizes curriculares nacionais para a educação de jovens e adultos.
  13. 13. (Formação de Gestores Escolares, Módulo 3, p.16) Devemos enfatizar e valorizar algo que está esquecido por muitos: nossa ancestralidadeafricana. É necessário que articulemos dados sobre a intensa participação africana na elaboraçãoda sociedade brasileira com a ininterrupta tarefa de combate ao racismo e as praticasdiscriminatórias a que estão sujeitos diariamente milhares de africanos e afro-descendentesespalhados pelo mundo. Em uma perspectiva geral e jurídica da questão, não se pode ignorar a Lei 10639/03, quetorna obrigatório o ensino da História da África nas escolas. Por fim, existe um caráterformativo/intelectual e as contribuições para o entendimento e construção do PatrimônioHistórico-Cultural da humanidade. De acordo a dispõe da Lei N°. 11.788, de 25 de setembro de 2008, sobre o estágio deestudantes; altera a redação do art. 428 da Constituição das Leis do Trabalho – CLT, aprovadapelo Decreto – Lei n° 5.452, de 1° de maio de 1943, e a Lei n° 9.394, de 20 de dezembro de1996; revoga as Leis n°s 6.494 de 7 de dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, oparágrafo único do art. 82 da Lei n° 9.394 de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6° da MedidaProvisória n° 2.164-41, de 24 de agosto de 2001: e dá outras providências. Art. 1° Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente detrabalho, que visa á preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejamfreqüentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação profissional, deensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidadeprofissional da educação de jovens e adultos. (Presidente da República) O Estágio não obrigatório faz parte das atividades pedagógicas do Colégio EstadualMoysés Bohana, pois visa o aprendizado de competências, objetivando o desenvolvimento doeducando para a vida cidadã e para o trabalho. Serão observados, também, os princípios da Lei de Diretrizes e Bases da EducaçãoNacional – Lei N° 9394, de 20 de dezembro de 1996 – e os Parâmetros Curriculares Nacionaisproposto pelo MEC. Estes instrumentos serão utilizados para direcionar e fundamentar a práticapedagógica.
  14. 14. De acordo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9.394/96), Seção IV– Do Ensino Médio, Art. 36. O currículo do Ensino Médio observará o disposto na Seção I desteCapitulo e as seguintes diretrizes: IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas asséries do Ensino Médio. (Incluído pela Lei n°. 11.684 de 2008). §1° Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação serão organizados de talforma que ao final do Ensino Médio o educando demonstre: I – domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna; II – conhecimento das formas contemporâneas de linguagem. A partir dos novos ordenamentos legais, para o ano letivo de 2009, será implantado2h/aulas de cada uma das disciplinas, Filosofia e Sociologia, na 1ª série do Ensino Médio; Amesma carga horária das referidas disciplinas será implantada em 2010 na 3ª série do EnsinoMédio. Esses pontos importantes passam fundamentalmente pela pratica do professor queconsiste em trazer á tona uma unidade social que precisa ser percebida como fator diferencial docotidiano educacional. Os sistemas sociais, políticos, econômicos, educacionais, não podem mais se fechar em simesmo. Assim para se alcançar o sucesso da aprendizagem é necessário que a prática em sala deaula esteja de acordo com este contexto. Portanto, da Escola enquanto instituição espera-se um compromisso de educar os seusalunos de acordo com os conceitos do desenvolvimento bio-psico-social, sem, contudodesvalorizar o conhecimento que o aluno já traz do seu cotidiano, pois é através desseconhecimento que o individuo pode modificar o meio em que vive. Nessa perspectiva algunspontos essenciais devem ser abordados: Papel do professor: O sujeito ensinante interage na busca da concretização de algunsníveis de práxis pedagógica, pois o professor é o indivíduo central na reflexão na busca deconteúdos significativos que leva os alunos a uma aprendizagem real e funcional. O professorenquanto mediador da aprendizagem deve veicular os conteúdos refletindo sobre: a) O que ensinar?
  15. 15. b) Quando ensinar? c) Como ensinar? d) Para que ensinar? Assim, segundo Cezar Coll, o professor te, diante de si uma complexa tarefa, que não serestringe apenas ao aspecto formativo de âmbito da sala de aula, mas que inclui aspectos degestão e de manejo de relações humanas no contexto da escola. Compreendendo que a função do professor consiste em apresentar e prestar as ajudas ásnecessidades de cada aluno, para realizar esta tarefa eles precisam de teorias que forneçamsubsídios e instrumentos de análises e reflexão sobre a prática, sobre como se aprende e como seensina. Essas teorias podem e devem enriquecer infinitamente com contribuições acerca de comointerferem (diferentes tipos de conteúdos, formas de agrupamentos diversificados, característicasda disciplina, contextos culturais contrastantes,...) mas que funcionam como catalisador geral dealgumas perguntas básicas que se coloca a todos os professores: a) O que os alunos aprendem? b) Como aprendem? c) Quando aprendem? d) Por que e para que aprendem? Enfoques Didáticos: Os processos que ocorrem nas salas de aula são complexos. Para que ocorraaprendizagem em níveis elevados de qualidade, necessário se faz que a UEE junto áCoordenação Pedagógica e ao professor busquem elementos que possibilitem a reflexão sobre aprática educativa, de modo a levar a uma compreensão maior dos processos que nela intervêm ea conseqüente avaliação sobre pertinência educativa. Articulando a integração entre professores,disciplina e área curricular. Nesse sentido, alguns critérios são valiosos: a) O planejamento das atividades centrado nas necessidades do aluno e nos pré- requisitos para cada série visando uma boa terminalidade do curso, beneficiando-se para o campo de trabalho e a continuidade dos estudos superiores. b) O desenvolvimento das atividades deve-se processar de modo prazeroso, despertando o interesse do aluno pelos conteúdos que estão sendo estudados observando-se gradativo desenvolvimento, domínio e raciocínio sobre o assunto em questão.
  16. 16. c) A avaliação do ensino-aprendizagem – o professor e o aluno devem conhecer a dinâmica da apropriação do conhecimento, os níveis de desenvolvimento e o domínio do conteúdo referente ás áreas de conhecimento, os indicadores de desempenho, para que esta se processe através de uma reflexão consciente, que permita auto-avaliação de ambos os participantes do processo de ensino-aprendizagem. Relação: Família – Escola – Comunidade: é fundamental que os pais se envolvam noprocesso educacional de seus filhos, participando do dia-a-dia da aprendizagem, estimulando-osao prazer de freqüentarem a Escola, dando segurança emocional, demonstrando que os filhos sãoimportantes para a família e a para a sociedade: isto fará com que o filho-aluno sinta-se seguro edesenvolva a potencialidade de aprender a aprender. O processo de sistematização de Ensino da Unidade Escolar requer reflexão, vontade dofazer acontecer, pesquisar, entrecruzamento da teoria com a práxis pedagógica, com objetividadee determinação. Este documento traduz uma caminhada teórica resultante da coerência, experiênciapedagógica, reflexão filosófica e precisão científica. Colegiado Escolar: Este documento fortalece a gestão democrática, na perspectiva de avançarmos naconcretização dos princípios e diretrizes constitucionais da gestão democrática, no que dizrespeito à participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. A construção dessa prática possibilita mudanças no processo de gestão da escola, pois atomada de decisões prioriza o trabalho participativo nos aspectos pedagógicos, administrativos efinanceiro, objetivando assegurar a efetividade no alcance das metas estabelecidas do projetopolítico-pedagógico da escola.
  17. 17. SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA Port. N.° 159 D.O. 12 e 13/01/91 Eixo Principal, S/N - HERNANE SÁ – Fone/Fax (0xx73) 3632-1793 ue69221@hotmail.com CEP 45656-520 ILHÉUS - BAHIAPROPOSTA CURRICULAR Respaldado nas Resoluções de n.° 02/98 do CNE e na Resolução de n.° 03 de 23/06/98,emanada da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação e de conformidadecom os artigos 26, 35, 36 da Lei 9.394 de 20/12/96 e considerando que ambas as Resoluçõesinstituem as diretrizes curriculares nacionais para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio,aqui estão indicados os componentes curriculares através das grades (anexas) aprovadas porEgrégio Conselho Estadual de Educação. A Lei 7.044/82 que substituiu a profissionalização obrigatória instituída por umalegislação anterior e a resolução CEE – BA. 1.299/84 que surgiu para organizar o sistema baianoe os princípios de preparação para o trabalho, respaldam esta nossa proposta curricular que,pretendendo preparar sua clientela para o mundo do trabalho, está preparando em síntese, paraviver na sociedade de hoje e encontrar os caminhos de sua transformação. Em síntese, a pretensão da nossa proposta curricular a nível de 1° e 2° graus, é a seguinte:  Desenvolver uma formação humana e cristã que responda aos anseios de realização pessoal do jovem e as necessidades de encontrar o verdadeiro sentido da vida;  Aprofundar e consolidar os conhecimentos adquiridos em todo o nosso ensino preparando o educando a ser capaz de adaptar-se com mais flexibilidade a novas condições de ocupação profissional e aperfeiçoamentos posteriores;  Proporcionar ao educando a forma necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como trabalho e para o exercício consciente da cidadania, buscando influir na construção de uma sociedade democrática. O estudo dos componentes curriculares, seja no núcleo comum, seja na partediversificada, busca proporcionar ao alunado a compreensão da sociedade, a leitura correta dosfenômenos sócio-econômicos e culturais, a partir de um posicionamento critico e centrado navisão do mundo, defendida pelo cristianismo. Desse modo, tais conteúdos estão voltados, com
  18. 18. maior ênfase, para a preparação do jovem para o trabalho, propondo situações que desenvolvama busca de informações numa sociedade em constantes transformações, sintetizando oselementos teóricos à prática, construindo assim, o jovem com o professor, o seu próprioconhecimento. Por outro lado, a escola como um todo exige do alunado uma série de valores e decomportamento imprescindíveis à integração no mundo do trabalho, tais como responsabilidade,assiduidade, pontualidade, o cuidado e a atenção com a apresentação das tarefas, na criatividade,organização, disciplina, entre outros. A nossa proposta curricular tem uma avaliação permanente, seja através de reuniões,relatórios, formulários vários, assim como outros instrumentos específicos, elaborados pelo setortécnico-pedagógico. Os conselhos docente e de classe são também instâncias onde a avaliação seprocessa, avaliação essa centrada nos objetivos propostos que obedecem, em sua concepção e emsua operacionalização, a legislação em vigor. Em referência às diretrizes curriculares do Ensino Fundamental, estamos trabalhando emperfeita harmonia e consonância com a Resolução do CNE 02/98, estabelecendo principalmente:  Os princípios de autonomia, responsabilidade, solidariedade e respeito ao bem comum;  Consciente valorização dos direitos e deveres da cidadania e o respeito à ordem democrática;  Estimular o conhecimento da identidade pessoal dos alunos, professores e outros profissionais diretamente envolvidos na proposta pedagógica;  Aceitar de forma clara e indiscutível que as experiências de vida de todos os envolvidos no ambiente escolar, expressa nas múltiplas formas de diálogo certamente contribuirão para a constituição de uma identidade afirmativa e persistente, protagonizando ações autônomas e solidárias relacionadas aos valores da vida cidadã;  Garantir a igualdade de acesso a uma base nacional comum, unificada, assim, uma legitimidade, unidade e qualidade da ação pedagógica a nível nacional;  O processo de ensino-aprendizagem está voltado para as relações com a comunidade local, regional e planetária, visando a interação entre a educação fundamental e a vida cidadã; os conhecimentos e os valores adquiridos constituem a identidade como cidadãos, capazes de serem protagonistas de ações;
  19. 19.  Todo nosso trabalho é realizado em clima de cooperação entre diretores, equipes docentes, visando condições favoráveis de execução, avaliação e aperfeiçoamento, de uso adequado do espaço físico, do horário e calendários escolares, na forma dos artigos 12 a 14 da Lei 9.394 de 20/12/1996. Temos procurado adequar-nos à base comum nacional, sobretudo na parte diversificada,visando estabelecer uma verdadeira relação entre a educação fundamental, visando entre muitosaspectos: saúde, sexualidade, vida familiar e social, meio ambiente, trabalho, ciência etecnologia, cultura e linguagens; e por outro lado as mais significativas áreas de conhecimento:Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia, História, Física, Química, EducaçãoReligiosa na forma do artigo 33 da Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996. As diretrizes curriculares, quer do Ensino Fundamental, quer do Ensino Médio, estãoinseridas na Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996, constituindo-se num conjunto de definiçõesdoutrinárias sobre os principais fundamentos e procedimentos a serem observados naorganização pedagógica e curricular da Unidade Escolar, em atendimento ao que manda a lei,com objetivo de vincular a educação com o mundo do trabalho e a prática social, consolidando,assim, a preparação para o exercício da cidadania e proporcionando ao mesmo tempo o incentivopara o trabalho. A organização curricular da escola Estadual Moysés Bohana deverá ser orientada pelosvalores apresentados na Lei 9.394, a saber:  Os fundamentais ao interesse social, aos direitos e deveres dos cidadãos, do respeito ao bem comum e a ordem democrática;  Valores que fortaleçam os vínculos de família, os laços de solidariedade humana e ainda os de tolerância recíproca. É por demais importante salientar que a prática administrativa e pedagógica implantadaneste Estabelecimento de Ensino, assim como as formas de convivência, a organizaçãocurricular, os sistemas de ensino e aprendizagem e as formas de avaliação, estão sempre emcoerência com os princípios estéticos, políticos e éticos. Por outro lado, procuramos adotar a prática da política da igualdade, tendo como pontode partida o reconhecimento dos direitos e deveres da cidadania, buscando a prática da igualdadeno acesso aos bens sociais e culturais, o respeito ao bem comum, total responsabilidade no
  20. 20. âmbito público e privado, o combate a toda e qualquer forma discriminatória e o respeito aosprincípios do Estado de Direito. A nossa proposta pedagógica, bem como o currículo, se reveste de competências básicas,conteúdos e formas de tratamento dos mesmos amparados pelas leis e resoluções vigentes tantono Ensino Fundamental, quanto no Ensino Médio, visando de forma sistemática.  O desenvolvimento da capacidade de aprender e continuar aprendendo, da autonomia intelectual e do pensamento critico e ainda de adaptar-se com flexibilidade a nova condição de ocupação ou aperfeiçoamento.  Constituição no uso de língua portuguesa, das línguas estrangeiras e outras linguagens contemporâneas como instrumento de comunicação e como processo de constituição de conhecimento e de exercício de cidadania.  Competência no uso de língua portuguesa, das línguas estrangeiras e outras linguagens contemporâneas como instrumentos de comunicação e como processo de constituição de conhecimento e de exercício de cidadania. Para que possamos atingir com plenitude as finalidades do Ensino Fundamental e doEnsino Médio e nosso Estabelecimento de Ensino, procuramos organizar nosso currículo sempreconsciente de:  Ter ciência que os conteúdos não são fins em si mesmos, porém meios básicos para constituir competências cognitivas ou sociais, priorizando-as sobre as informações;  Ter presente que as linguagens são indispensáveis para a constituição de conhecimentos e competências;  Adotar metodologias diversificadas de ensino que venham estimular a construção do conhecimento, a mobilização do raciocínio, a experimentação, a solução de problemas e competência outras de caráter cognitivos superiores;  Reconhecer que as situações de aprendizagem possam também provocar sentimentos, requerendo daí o trabalho de afinidade com o aluno. O nosso estabelecimento fará articulações e parcerias entre as instituições públicas eprivadas, visando à preparação geral para o trabalho, admitindo uma organização integrada dosanos finais do Ensino Fundamental com o Ensino Médio:
  21. 21.  Fomentaremos a diversificação de programas de estudos disponíveis, estimulando alternativas, a partir de uma base comum, de acordo com as características do alunado e as demandas do meio social, admitidas as opções feitas pelos próprios alunos, sempre que possível técnica e financeiramente; Os nossos sistemas de avaliação estão pautados nos valores apresentados na Lei 9.394 de 20/12/1996 e Resoluções Vigentes do Conselho Nacional de Educação (CNE) e do conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE-BA), visando acompanhar os resultados da diversificação, tendo como referências às competências básicas a serem alcançadas e a legislação do ensino; Criação ainda de mecanismos que garantam a liberdade e a responsabilidade do Estabelecimento, na reformulação ou elaboração das propostas pedagógicas, evitando, assim, que as instâncias centrais do sistema de ensino burocratizem e ritualizem o que no espírito da lei deva ser de iniciativa da própria escola em si. Na observância da interdisciplinaridade partimos do principio de que todo conhecimento terá que ter uma profunda e permanente afinidade com outros conhecimentos, podendo ser de questionamento, de negação de complementação, etc. O ensino deverá ir além da descrição, procurando constituir nos alunos as capacidades de analisar, explicar, prever e intervir a aqueles objetivos que são mais facilmente alcançáveis se as disciplinas integradas em áreas de conhecimento, puderem contribuir, cada uma em sua especificidade, para o estudo comum de problemas concretos ou para desenvolvimento de projetos de investigação ou ação. Temos pleno conhecimento que a aprendizagem é decisiva para o pleno desenvolvimento dos alunos: assim, esperamos que cada disciplina contribua de modo singular, facilitando aos alunos um desenvolvimento intelectual, social e afetivo mais completo e integrado; A responsabilidade da escola é significativa na construção da identidade que integram conhecimentos, competências e valores, permitindo o exercício pleno da cidadania e a inserção flexível de modo do trabalho; Na situação de ensino aprendizagem, o conhecimento é transposto da situação em que foi criado ou produzido, devendo ser relacionado com prática ou experiência do aluno a fim de que possa adquirir significado;
  22. 22.  A relação entre a teoria e a pratica requer concretização cada vez maior dos conteúdos curriculares em situações mais próximas e familiares dos alunos, incluindo-se também as do trabalho e do exercício da cidadania; Toda base nacional comum dos currículos do Ensino Fundamental e Médio será organizada em áreas de conhecimento, a saber:I – Linguagem, Códigos e suas tecnologias, objetivando a constituição decompetências e habilidades que permitem ao educando: Compreender e usar os sistemas simbólicos das diferentes linguagens como meios de organização cognitiva pela constituição de significados, expressão, comunicação e informação; Confrontar opiniões e pontos de vista sobre as diferentes linguagens e suas manifestações específicas; Analisar, interpretar e aplicar os recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção; Compreender, e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria indentidade; Conhecer e usar as línguas estrangeiras e modernas como instrumento de acesso às informações e a outra culturas e grupos sociais; Entender os princípios das tecnologias da comunicação e da informação associá-las aos conhecimentos científicos, às linguagens que lhe dão suporte e aos problemas que se propõem solucionar; Aplicar as tecnologias da comunicação e da informação na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida.II – As Ciências da Natureza, a Matemática e suas Tecnologias, objetivando aconstituição de habilidades e competências que venham permitir ao educando: Compreender as ciências como construção humana, entendendo como elas se desenvolvem por acumulação, continuidade ou ruptura de paradigmas, relacionando o desenvolvimento cientifico com a transformação da sociedade; Entender e aplicar métodos e procedimentos próprios das ciências naturais;
  23. 23.  Identificar variáveis relevantes e selecionar os procedimentos necessários para a produção, análise e interpretação de resultados de processos ou experimentos científicos e tecnológicos; Compreender o caráter aleatório e não determinístico dos fenômenos naturais e sociais, utilizando os instrumentos adequados para medidas, determinação de amostras e cálculo de probabilidades; Analisar qualitativamente dados quantitativos representados graficamente ou relacionados a contextos sócio-econômicos, científicos ou cotidianos; Procurar entender o impacto das tecnologias associadas às ciências naturais em sua vida pessoal, nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social; Sempre que possível aplicar as tecnologias associadas às ciências naturais na escola e em outros contextos relevantes da vida; Na compreensão dos conceitos, procedimentos e estratégias matemáticas, aplicá-las a situações diversas no contexto das ciências, da tecnologia e demais atividades humanas.III – As Ciências Humanas e suas Tecnologias, objetivando a constituição ecompetências e habilidades que venham a permitir ao educando: A compreensão dos elementos cognitivos, afetivos, sociais e culturais que constituem a própria identidade e a dos demais; Compreender a sociedade, sua gênese, a transformação, os inúmeros fatores que nela intervém, como agente social, processos sociais e como orientadores da dinâmica dos diferentes grupos de indivíduos; Compreender o desenvolvimento da sociedade como processo de ocupação de espaços físicos e as relações da vida humana em seus múltiplos desdobramentos políticos sociais, culturais, econômicos e humanos; Traduzir os conhecimentos sobre a pessoa, a sociedade, a economia, as práticas sociais e culturais em condutas de indagação, análise diante de situações novas; problemas ou questões da vida pessoal, social, política, econômico, cultural; Entender os princípios das tecnologias associadas ao conhecimento do indivíduo, da sociedade e da cultura, entre os quais as do planejamento, organização, fortalecimento do trabalho e da equipe;
  24. 24.  Aplicar as tecnologias das ciências humanas e sociais na escola, no trabalho e em outros contextos relevantes para sua vida.Tratando-se especificamente do Ensino Médio, a base nacional comum dos currículosdo Ensino Médio deverá contemplar três áreas do conhecimento, com tratamentometodológico que evidencie a interdisciplinaridade e sua contextualização para: Educação Física e Arte, como componentes curriculares obrigatórios; Conhecimento de Filosofia e Sociologia necessária ao exercício da cidadania; Na base nacional comum e na parte diversificada terá que ser observado que: a parte diversificada deverá ser integrada à base nacional comum, por contextualização, complementação, diversificada, enriquecimento, desdobramento, entre outras formas de integração; A base nacional comum deverá compreender, pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) do tempo mínimo de 2.400 (duas mil e quatrocentas) horas estabelecido por carga horária para o Ensino Médio. Além de carga mínima de 2.400 horas, as escolas terão em sua proposta pedagógica, liberdade de distinção entre a base nacional comum e a parte diversificada. A Língua moderna, tanto a obrigatória como as optativas, serão incluídas no cômputo da carga horária diversificada.
  25. 25. SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA Port. N.° 159 D.O. 12 e 13/01/91 Eixo Principal, S/N - HERNANE SÁ – Fone/Fax (0xx73) 3632-1793 ue69221@hotmail.com CEP 45656-520 ILHÉUS - BAHIAProposta de Avaliação O papel da escola, hoje, deve ser o de oferecer oportunidades para que os alunosadquiram competências e habilidades no uso e produção do conhecimento para enfrentamento dedesafios e busca de soluções. Estamos num momento de profundas transformações, no sistema educacional brasileiro,daí a necessidade que o processo ensino-aprendizagem reflita sob forma regimental, as diretrizesemanadas da SEC, com base na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n°.9394/96) que estabelece os seguintes critérios:  Avaliação contínua de estudos do desempenho do aluno, com predominância dos aspectos qualitativos;  Possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;  Possibilidade de avanços progressivos mediante verificação de aprendizagem;  Aproveitamento de estudos já realizados, com sucesso;  Estudos de recuperação sistemáticos e paralelos, enquanto reorientação;  Aplicação de instrumentos de avaliação que garantam a prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos;  Aproveitamento diversificado em diferentes situações de aprendizagem;  Melhoria do rendimento escolar, como a ressignificação da dependência. Com base neste referencial legal que a nova LDB apresenta, na fundamentação teóricadesta proposta e no conhecimento da nossa realidade sócio-econômico e culturas destacamosalguns princípios que devemos adotar com vistas a uma avaliação reflexiva, crítica eemancipatória. 1° Princípio: Valorizar a avaliação diagnóstica a partir da verificação do presente paraprogramar o futuro, ou seja, analisa-se as condições de determinada prática (de uma realidade) a
  26. 26. fim de verificar quais são as alterações necessárias para que esta realidade se construa numadireção desejada e explicita. 2° Princípio: Considerar avaliação como processo contínuo, onde a aprendizagem se dá apartir da intervenção mediadora do professor em que o mesmo acompanha passo a passo ocaminhar de seus alunos, diagnosticando suas dificuldades e sua natureza para então replanejarseu fazer pedagógico. 3° Princípio: Promover o desenvolvimento pleno do aluno fazê-lo aprender, a realizar edesenvolver conhecimentos significativos que o ajudarão na formação como cidadão. 4° Princípio: Socializar com os alunos e os pais os critérios de avaliação que serãoadotados pela escola. O educando deve saber o que vai ser exigido dele e não vincular na reuniãoa entrega de notas. Essas reuniões devem ser momentos de interação entre escola e a família, deformação dos pais. 5° Princípio: Realizar avaliação sócio-afetiva (valores, atitudes, relacionamento,criatividade etc.), mas sem vinculá-la à nota. 6° Princípio: Não vincular questão de indisciplina com notas e avaliações. 7° Princípio: Alterar a postura diante dos resultados de avaliação, pois, o que se espera deuma perspectiva transformadora é que os resultados constituam parte de um diagnóstico e que, apartir dessa análise da realidade, sejam tomadas decisões sobre o que fazer para superar osproblemas constatados: perceber a necessidade do aluno e intervir na realidade para ajudar asuperá-la. 8° Princípio: Estabelecer critérios para organização e funcionamento dos conselhos declasse (ver proposta da SEC). 9° Princípio: Redimensionar o valor atribuído à “prova”. Considerando que a mesmaprovoca uma raptura com o processo ensino-aprendizagem, enfatiza demasiadamente a nota eacaba servindo apenas para classificar o aluno, não tendo uma repercussão na dinâmica detrabalho em sala de aula. 10° Princípio: Levar em conta não apenas o que foi aprendido na sala de aula, mas tudoaquilo que está sendo construído pelos alunos em diversas instâncias e a partir de outrasmediações.
  27. 27. OBJETIVOS DA UNIDADE ESCOLAR - Possibilitar a reflexão crítica sobre a prática pedagógica da escola, no sentido dereformular seu curso com vistas à melhoria do ensino; - Criar mecanismos de avaliação permanente, no sentido, da correção das distorções emelhoria da qualidade de ensino; - Integração entre os professores, disciplinas a áreas curriculares. - Propiciar um conjunto de práticas com o propósito de contribuir para que os alunos seapropriem, de maneira crítica e construtiva, de conteúdos sociais e culturais, consideradosessenciais ao desenvolvimento individual e social; - Valorizar a pluralidade do patrimônio sócio-cultural brasileiro, posicionando-se contraqualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, crenças, sexo, raças eoutras características individuais e sociais; - Favorecer ao aluno um desenvolvimento ajustado de si mesmo e o sentimento deconfiança em suas capacidades: afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoale de inserção social, para agir com perseverança na busca do conhecimento e no exercício dacidadania; - Possibilitar a interação entre a comunidade familiar e a comunidade escolar a fim degarantir um melhor desempenho do aluno com base no apoio dos pais ou responsáveis; - Conceber a avaliação como um elemento de reflexão contínua da prática, de criação denovos instrumentos de trabalho, de retomada de aspectos que devem ser revistos, ajustados oureconhecidos como adequados para o processo de aprendizagem individual dos seus alunos ou detodo o grupo.
  28. 28. METAS DA UNIDADE ESCOLAR 1. Garantir em 100% a efetividade do processo ensino-aprendizagem no ano de 2010; 2. Melhorar a qualidade do trabalho docente em 90% diminuindo a repetência e aprovando com qualidade; 3. Criar estratégias para garantir a permanência de 90% dos alunos matriculados em 2010; 4. Fomentar em 100% o hábito de leitura e escrita como instrumento para adquirir conhecimento; 5. Assegurar o desenvolvimento e aplicação da gestão escolar em 100% durante o ano de 2010; 6. Integrar a família na participação da vida escolar do aluno em 60% no decorrer do ano de 2010.
  29. 29. SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA Port. N.° 159 D.O. 12 e 13/01/91 Eixo Principal, S/N - HERNANE SÁ – Fone/Fax (0xx73) 3632-1793 ue69221@hotmail.com CEP 45656-520 ILHÉUS - BAHIAACOMPANHAMENTO, CONTROLE E AVALIAÇÃO DO PROJETO A avaliação, controle e acompanhamento das ações e metas constantes neste projeto, nãodeverá se distanciar dos aspectos da aprendizagem nivelada (N), aproximada (A), da distanciada(D), da ação diagnostica, processual/contínua, da acumulativa e da participativa e emancipatóriae da avaliação do processo ensino-aprendizagem como um todo harmônico, considerando-seaprovado o aluno que obtiver média 5,0 (cinco); com todos os direitos assegurados peloRegimento Escolar que é respaldado na Lei n.° 9.394/96, Atos e Resoluções Estaduais eFederais. A avaliação do projeto terá momentos específicos de verificação que serão trabalhadosatravés de levantamentos estatísticos bimestrais do rendimento dos alunos por disciplina, deentrada e saída dos professores da Unidade Escolar e do levantamento mensal da freqüência doprofessor e do aluno. O acompanhamento da execução desse projeto será constante e se fará através de análisenas reuniões semanais das Acs quando se utilizará gráficos comparativos do desenvolvimentodas ações nos aos anteriores, reuniões do Corpo técnico-pedagógico-administrativo, comapreciação do Colegiado Escolar, pais, alunos e comunidade escolar durante o ano em curso. Noencerramento do ano letivo a UEE terá a oportunidade de apresentar os resultados dos anosletivos anteriores através de gráficos comparativos e os resultados do ano findo.
  30. 30. SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL Secretaria da Educação e Cultura do Estado da Bahia COLÉGIO ESTADUAL MOYSÉS BOHANA Port. N.° 159 D.O. 12 e 13/01/91 Eixo Principal, S/N - HERNANE SÁ – Fone/Fax (0xx73) 3632-1793 ue69221@hotmail.com CEP 45656-520 ILHÉUS - BAHIA CONSIDERAÇÕES FINAIS A Escola Moysés Bohana inserida no contexto educacional vigente tem o propósito decolocar sempre a educação de qualidade como o centro de um grande debate peloreconhecimento de sua importância como Escola Pública. Desta forma, enfrenta os desafios constantes no processo de educar transformandoinformações em conhecimento frente às exigências e as necessidades do mundo moderno; assimbuscamos através da construção do Projeto Pedagógico, refletir sobre a prática pedagógica, e apartir das dificuldades encontradas delinear ações e buscar coletivamente soluções e resultados,os melhores possíveis. Na elaboração coletiva desse projeto reacendeu-se as expectativas de soluções viáveisfirmadas no resgate, permanência e conquista de uma cidadania consciente, crítica, construtiva,buscando no espaço público as realizações conscientes dos seus objetivos como verdadeiroscidadãos. A Escola realmente está comprometida com o redirecionamento do ensino, portanto énecessário um Projeto Educativo Pedagógico que complete a reivindicação em torno daparticipação de todos, para a conquista da sua autonomia, através do fazer pedagógico dequalidade.

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