Carta pela compaixão

274 visualizações

Publicada em

Publicada em: Espiritual
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
274
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
6
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Carta pela compaixão

  1. 1. Carta pela CompaixãoMui prezados amigos,Para criar repertórios de idéias, ações e aspirações comprometidas com o acolhimento, o respeito e aconfiança mútua, partilhamos com todos, no dia de seu lançamento mundial, a Carta pela Compaixão -esforço cooperativo não apenas para restaurar o pensamento compassivo, mas para levar a ação compassivaao centro de nossas vidas. Ela é fruto da rede inspirada e inspiradora de instituições do mundo todo quefortalecem seu entusiasmo em um convite generoso e fraterno. Abaixo encontrarão a carta e o discurso deKarin Armstrong, que expande o conceito.Na cordialidade,Lia Diskinp/ Comitê Paulista para a Década da Cultura de Pazwww.comitepaz.org.brwww.palasathena.org.brliadiskin@palasathena.org.brCarta pela CompaixãoO princípio da compaixão é o cerne de todas as tradições religiosas, éticas e espirituais, nos conclamandosempre a tratar todos os outros da mesma maneira como gostaríamos de ser tratados. A compaixão nosimpele a trabalhar incessantemente com o intuito de aliviarmos o sofrimento do nosso próximo, o que incluitodas as criaturas, de nos destronarmos do centro do nosso mundo e, no lugar, colocar os outros, e dehonrarmos a santidade inviolável de todo ser humano, tratando todas as pessoas, sem exceção, com absolutajustiça, eqüidade e respeito.É necessário também, tanto na vida pública como na vida privada, nos abstermos, de forma consistente eempática, de infligir dor. Agir ou falar de maneira violenta devido a maldade, chauvinismo ou interessepróprio a fim de depauperar, explorar ou negar direitos básicos a alguém e incitar o ódio ao denegrir osoutros - mesmo os nossos inimigos - é uma negação da nossa humanidade em comum. Reconhecemos quefalhamos na tentativa de viver de forma compassiva e que alguns de nós até mesmo aumentaram a soma damiséria humana em nome da religião.Portanto, conclamamos todos os homens e mulheres a restaurar a compaixão ao centro da moralidade e dareligião a retornar ao antigo princípio de que é ilegítima qualquer interpretação das escrituras que gere ódio,violência ou desprezo garantir que os jovens recebam informações exatas e respeitosas a respeito de outrastradições, religiões e culturas incentivar uma apreciação positiva da diversidade religiosa e cultural cultivaruma empatia bem-informada pelo sofrimento de todos os seres humanos - mesmo daqueles consideradosinimigosÉ urgente que façamos da compaixão uma força clara, luminosa e dinâmica no nosso mundo polarizado.Com raízes em uma determinação de princípios de transcender o egoísmo, a compaixão pode quebrarbarreiras políticas, dogmáticas, ideológicas e religiosas. Nascida da nossa profunda interdependência, acompaixão é essencial para os relacionamentos humanos e para uma humanidade realizada. É o caminhopara a iluminação e é indispensável para a criação de uma economia justa e de uma comunidade globalpacífica. 1
  2. 2. Discurso proferido por KAREN ARMSTRONG na cerimônia de entrega do prêmio "TED PRIZE” * -fevereiro 2008Estou muito honrada. É maravilhoso estar na presença de uma organização que realmente faz a diferença nomundo. Fico imensamente grata pela oportunidade de poder falar a vocês hoje.Estou também bastante surpresa, pois olhando para trás vejo que a última coisa que almejava era escreversobre ou ter qualquer envolvimento com religião. Francamente, depois que deixei o convento achei que nadamais tinha a ver com religião. Assunto encerrado, pensei. Mantive distância por l3 anos. Queria serprofessora de Literatura Inglesa. Não tinha nenhum desejo especial sequer de ser escritora. Foi então queuma série de catástrofes profissionais me aconteceram, uma atrás da outra, até que afinal fui parar natelevisão. Comentei o fato com Bill Moyers, e ele me disse: "Não se preocupe, nós aceitamos qualquer um".Fiz alguns programas religiosos bastante controvertidos, algo que caía muito bem no Reino Unido, onde areligião é extremamente impopular. Assim, pela primeira vez na vida, eu estava finalmente na crista daonda. Mas me enviaram a Jerusalém para fazer um filme sobre o cristianismo primitivo, e pela primeira vezna vida entrei em contato com as outras tradições religiosas: o judaísmo e o islamismo, as religiões irmãs docristianismo. Apesar de minha intensa formação religiosa anterior, descobri que nada sabia sobre essastradições. Via o judaísmo somente com um tipo de prelúdio ao cristianismo e nada sabia sobre o islã.Naquela cidade torturada, onde as três religiões digladiam-se de maneira desconfortável, é possível tambémperceber a profunda conexão entre elas. E foi o estudo de outras tradições religiosas o que me devolveu umsentido do potencial da religião e me levou a olhar a minha própria fé sob uma luz diferente.Descobri coisas surpreendentes, coisas que jamais me haviam ocorrido. Francamente, naqueles tempos emque me considerava separada da religião, ela me parecia algo absolutamente inacreditável. As doutrinas mepareciam impossíveis de comprovar, totalmente abstratas. Para meu espanto, quando comecei a estudar asoutras tradições seriamente, percebi que "crença" - um assunto tão debatido hoje em dia - não passa de umentusiasmo religioso que aflorou no Ocidente durante o século 17. Originalmente o termo "crença"significava amar, apreciar, querer bem. Mas no século 17 a palavra adquiriu um significado mais específico- por razões que exploro mais a fundo em um livro que estou escrevendo no momento - para significar umaascensão intelectual a um conjunto de proposições: um credo. "Eu creio" não significava "Eu aceito algunsartigos de credo da fé"; significava ," Eu me comprometo. Eu me engajo". Na verdade, algumas dastradições religiosas não dão grande importância à ortodoxia religiosa. No Corão, a opinião religiosa, aortodoxia religiosa, é tratada derrogatoriamente como "zanna": adivinhação auto-indulgente a respeito deassuntos sobre os quais ninguém pode ter certeza, e que leva as pessoas a se tornarem sectárias e briguentas.Se a religião não acontece na seara do acreditar, do que se trata então?O que descobri, cruzando fronteiras, éque religião gira em torno do comportar-se de maneira diferente. Em vez de decidir se você acredita ou nãoem Deus, antes de mais nada, faça algo. Comprometa-se. Só então começará a entender as verdades dareligião. As doutrinas religiosas foram concebidas como chamados à ação: só podemos compreendê-lasquando as colocamos em prática.Nesse campo, o lugar de honra é dado à prática da compaixão. É incontestável que em qualquer país, e emtodas e cada uma das tradições mundiais, a compaixão - a habilidade de sentir com o outro - é o único testede religiosidade verdadeira, e também aquilo que nos leva à presença do que judeus, cristãos e mulçumanoschamam de "Deus" ou o "Divino". É a compaixão, diz Buda, que nos leva ao Nirvana. Por quê? Porque nacompaixão, quando sentimos com o outro, nos destronamos do centro do mundo e colocamos ali um outroser. Quando nos livramos do ego, aí sim, estamos prontos para ver o divino. 2
  3. 3. Cada uma das grandes religiões do mundo tem enfatizado, tem colocado no cerne de seus ensinamentos,aquela que conhecemos como a “Regra de Ouro". Ela nos foi apresentada pela primeira vez por Confúcio,cinco séculos antes de Cristo: "Não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizessem a você". Este, disseo sábio chinês, era o fio condutor de todos os seus ensinamentos, e seus discípulos deveriam colocar essaregra em prática todos os dias, o dia todo. A "Regra de Ouro" poderia levá-los ao valor transcendente que elechamou de "coração da humanidade", uma experiência transcendental em si mesma.E essa regra é crucial também para os monoteísmos. Há uma história famosa sobre o grande rabi Hillel,contemporâneo de Jesus. Um pagão aproximou-se dele e disse estar disposto a converter-se ao judaísmodesde que o rabi pudesse recitar todo o ensinamento judaico enquanto apoiado em uma só perna. Hillelapoiou-se em uma das pernas e disse: "Aquilo que é odioso para você, não o faça a seu vizinho. Esta é aTorá, o resto é comentário. Vá e estude-a". Vá e estude-a. Isto era exatamente o que ele queria dizer. Disseele ainda: "Em sua exegese, você deve deixar bem claro que cada um dos versos da Torá é um comentário,um verniz aplicado sobre a Regra de Ouro". O grande rabi Meir disse que qualquer interpretação da escrituraque leve ao ódio, ao desprezo ou à depreciação de outra pessoa - qualquer pessoa - é ilegítima.Santo Agostinho enfatizou exatamente o mesmo ponto. As escrituras, disse ele, "ensinam nada mais do quecaridade, e não podemos deixar a exegese das escrituras até que encontremos nelas uma interpretaçãocompassiva". Este esforço para encontrarmos compaixão em alguns destes textos cheios de arestas é umbom ensaio para fazermos o mesmo em nossa vida diária.Agora, olhemos para nosso mundo. Vivemos em um mundo no qual a religião foi seqüestrada, ondeterroristas citam versos do Corão para justificar as atrocidades que cometem; onde, em vez de colocarmosem prática as palavras de Jesus "Ame seus inimigos. Não julgue.", assistimos ao espetáculo de cristãosjulgando sem cessar, usando seguidamente as escrituras para discutir com outras pessoas ou para humilhá-las.Ao longo dos séculos a religião tem sido usada para oprimir o outro e isto se deve ao ego humano, àganância humana. Como espécie, temos um especial talento para estragar coisas maravilhosas.E as tradições insistiam também - e este é um ponto importante, penso eu - que não se pode e não se develimitar a compaixão a seu próprio grupo, sua própria nação, seus correligionários e compatriotas. Vocêprecisa ter aquilo que um sábio chinês chamou de "jian ai", ou seja, preocupação com todos, amar seusinimigos, honrar o diferente. Diz o Corão que "os formamos em tribos e nações para que possam seconhecer uns aos outros".Este alcance universal da religião também tem sido diminuído pelo seu uso - e abuso - para obter ganhoscriminosos. Já perdi a conta do número de motoristas de táxi que, quando comento o que faço para viver, meinformam que a religião tem sido a causa de todas as grandes guerras ao longo da história. Errado! A causade nossos males atuais é a política.Não se enganem, porém, religião é um tipo de falha geológica, e quando um conflito se instala em dadaregião, a religião é açambarcada (monopolizada, usurpada) e torna-se parte do problema. Os temposmodernos se mostraram extremamente violentos. Entre l914 e l945, só na Europa, 70 milhões de pessoasmorreram em conseqüência de conflitos armados. Muitas de nossas instituições, e até mesmo o futebol (queera um passatempo agradável) hoje é causa de tumultos onde pessoas morrem. Não é de surpreender que areligião também tenha sido afetada por este ambiente violento.Penso também que, no geral há um grande analfabetismo religioso. As pessoas parecem equacionar féreligiosa com acreditar. Com freqüência nos referimos às pessoas religiosas como crentes, como se estafosse sua característica principal. Com muita freqüência, objetivos secundários são priorizados emdetrimento da compaixão e da "Regra de Ouro". A "Regra de Ouro" é muito difícil de ser seguida. Muitas 3
  4. 4. vezes, quando estou falando sobre compaixão para alguma congregação, percebo a expressão de revolta norosto de alguns: muitas pessoas religiosas preferem estar certas a serem compassivas.Mas a coisa não acaba aí. Desde 11 de setembro, quando meu trabalho sobre o islã projetou-me na vidapública de uma maneira que jamais imaginei, tive a oportunidade de viajar pelo mundo todo e, aonde quervá, encontro o anseio por mudanças. Voltei recentemente do Paquistão onde literalmente milhares depessoas assistiram às minhas palestras, e elas vêm porque anseiam, antes de mais nada, por ouvir uma vozocidental amiga. Principalmente os jovens vêm e me perguntam: O que podemos fazer? O que podemosfazer para mudar as coisas? Meu anfitrião no Paquistão me disse: "Não seja demasiado gentil conosco. Diga-nos onde estamos errando. Vamos conversar sobre onde a religião está falhando".Segundo meu parecer, a situação atual é tão séria que qualquer ideologia que deixe de promover um sentidode compreensão global e apreciação mútua entre os povos, está fadada ao fracasso no devido tempo. Areligião tem um grande número de seguidores aqui nos Estados Unidos - as pessoas talvez sejam religiosasde diferentes maneiras (como mostra uma reportagem recente) mas, mesmo assim, elas ainda querem serreligiosas. Somente a Europa ocidental mantém seu secularismo, que hoje vai adquirindo um aspectoadoravelmente antiquado.Mas as pessoas querem ser religiosas, e a religião deveria representar uma força em prol da harmonia nomundo, algo que pode e deveria ser, em vista da Regra de Ouro "Não faça aos outros o que não deseja quefaçam a você", uma ética que deveria ser aplicada globalmente nos dias de hoje. Não devemos tratar outrasnações da maneira como não gostamos de ser tratados.Esta é uma questão religiosa - sejam quais forem as nossas crenças capengas - este é um assunto espiritual. Éuma questão ética profunda que envolve e deve envolver a todos nós. Como disse, há um profundo desejo demudança por aí afora. Aqui nos Estados Unidos pode-se constatar isto na campanha eleitoral: nela seevidencia esse anseio por mudança. As pessoas das igrejas e mesquitas deste continente, depois do 11 desetembro, estão se reunindo localmente para criar redes de compreensão mútua. Vozes provindas desinagogas e mesquitas estão afirmando: “Precisamos começar a dialogar". Penso que é chegada a hora deultrapassarmos a idéia de tolerância e caminharmos no sentido de valorizarmos um ao outro.Há uma história que gostaria de contar-lhes. Ela se encontra no clássico A Ilíada e nos fala sobre como aespiritualidade deveria ser. Vocês conhecem a historia da Ilíada: a guerra de 10 anos entre a Grécia e Tróia.Em um incidente, Aquiles, o famoso guerreiro grego, retira suas tropas da batalha e todo esforço de guerra écomprometido. Na confusão que se sucede Patroclus, seu querido amigo, é morto num combate corpo acorpo, por Heitor, um dos príncipes troianos. Aquiles, enlouquecido pela dor, pela raiva e pelo desejo devingança, mata Heitor, mutila seu corpo e recusa-se a devolvê-lo para que seja enterrado pela família o que,para os gregos, significava que a alma de Heitor ficaria perdida, condenada a vagar eternamente. Certa noite,Príamo, rei de Tróia, um velho, entra incógnito no campo grego, caminha até a tenda de Aquiles para pedir-lhe que devolva o corpo de seu filho. Todos se espantam quando o velho tira o capuz revelando suaidentidade. Aquiles olha para ele, pensa em seu próprio pai e começa a chorar. Príamo olha para o homemque matou tantos de seus filhos e, também ele, chora. O som do choro de ambos enche o espaço. Os gregosacreditavam que chorar junto criava um laço entre as pessoas. Aquiles então toma ternamente o corpo deHeitor e o entrega ao pai. Os dois homens se olham nos olhos e vêem um ao outro como divinos.Esta é também a ética que encontramos em todas as religiões. Isto é o que significa superar o horror quesentimos quando estamos sendo ameaçados por nossos inimigos e começamos a apreciar o outro. È degrande importância saber que a palavra "santo" em hebraico, aplicada a Deus, é "Kadosh": separado, outro.De fato, talvez a alteridade mesma de nossos inimigos seja o elemento que nos pode inspirar atranscendência absolutamente misteriosa que é Deus.Agora, aqui vai meu pedido: gostaria que vocês me ajudassem na criação, lançamento e propagação de uma"Carta pela Compaixão" - idealizada por um grupo de inspirados pensadores pertencentes às três tradições 4
  5. 5. abraãmicas: judaísmo, cristianismo e islamismo, e baseada no princípio fundamental da "Regra de Ouro".Precisamos criar um movimento envolvendo todas essas pessoas que encontrei em minhas viagens (e quevocês encontram) e que, de alguma maneira, querem juntar-se a nós e reencontrar sua fé, uma fé que elassentem que foi seqüestrada, como costumo dizer. Precisamos dar força as pessoas para que se lembrem daética da compaixão, precisamos dar-lhes as diretrizes. Esta Carta não deve ser um documento grande.Gostaria que ela oferecesse diretrizes sobre como interpretar as escrituras, estes textos que tem sido vítimasde abusos. Lembremos do que os rabis e Agostinho disseram sobre como as escrituras devem ser governadaspelo princípio da caridade. É preciso voltar a isto. Retornemos a este ponto e também à idéia de termostodos, judeus, cristãos e mulçumanos (tradições tão freqüentemente em desacordo) trabalhando juntos paracriar um documento que, esperamos, será assinado por milhares de líderes religiosos das principais tradiçõesdo mundo.Vocês são as pessoas que podem fazer isto, eu sou apenas uma acadêmica isolada. Apesar da idéiaequivocada de que gosto de exposição, a verdade é que passo a maior parte de meu tempo sozinha,estudando. Vocês, com conhecimento da mídia, são aqueles que podem me explicar como levar estamensagem mundo afora, a todas as pessoas do planeta.Tive algumas conversas preliminares e o arcebispo Desmond Tutu, por exemplo, está muito feliz por co-assinar esse projeto, assim como o imã de Nova York, Faisal Rauf. Estarei trabalhando também com aAliança das Civilizações na ONU. Fiz parte dessa iniciativa da ONU chamada Aliança das Civilizações,convocada por Kofi Annan para diagnosticar as causas do extremismo e para oferecer orientações claraspara as nações afiliadas sobre como evitar sua escalada.A Aliança das Civilizações informou que está disposta a colaborar. A importância deste fato - posso ver aexpressão preocupada de muitos de vocês que estão pensando que a ONU é uma instituição lenta e pesada.Mas a ONU pode nos oferecer certa neutralidade para que esta iniciativa não seja considerada algo somenteocidental ou cristão, mas que parte da própria ONU, do mundo, e ela nos ajudaria muito com a burocraciaenvolvida num tal projeto.Assim sendo, os convoco a juntarem-se a mim para construir esta Carta, lançá-la e propagá-la. Gostaria devê-la em todas as universidade, todas as igrejas, todas as sinagogas e mesquitas mundo afora, de maneiraque as pessoas possam olhar para suas tradições, resgatá-las e transformar a religião numa fonte de paz nestemundo, algo que a religião pode e deve fazer.NOTA:*TED (Technology, Entertainment, Design) - uma iniciativa sem fins lucrativos dedicada a "idéias quevalem a pena serem divulgadas".*"Ted Prize" destina-se a alavancar o excepcional quadro de talentos e recursos da "Ted Conference". Oprêmio é atribuído anualmente a três destacados indivíduos que recebem, cada um, US$ 100.000,00 e, o queé mais importante, o privilégio de "Um Pedido para Mudar o Mundo".Depois de alguns meses de preparo, eles revelam seu pedido no decorrer da cerimônia de premiação que temlugar durante a "Ted Conference". Estes pedidos tem resultado em iniciativas de colaboração com impactode longo alcance.Tradução: Clara Terra 5
  6. 6. 6

×