Igreja meio de transformação na sociedade

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Igreja meio de transformação na sociedade

  1. 1. 1 IGREJA: MEIO DE TRANSFORMAÇÃO NA SOCIEDADE Por LUIS CLAUDIO DE ROCO Ivaí 2013
  2. 2. 2 PREFÁCIO Esta obra se coloca na brecha deixada pela igreja de hoje no tocante à obra social. Com uma boa explanação da realidade atual e das suas causas e consequências, o autor nos leva à compreensão no dever da igreja na sociedade, como agente de crescimento e mudança através do exercer da misericórdia e da implantação do evangelho. Chama a atenção, como realmente a valorização das pessoas é uma das melhores maneiras de externar o amor de Cristo, resgatando as muitas vezes de uma situação de miséria para a dignidade da filiação a Deus. Vale a pena notar este conceito e refletir sobre como temos cumprido nosso dever de amar e buscar os necessitados. Boa leitura Alberto Henrique A. Moraes.
  3. 3. 3 Sumário Prefácio .......................................................................................................... 02 Intradução ....................................................................................................... 04 1 Igreja - Sua Natureza e Função ..................................................................... 05 2 A Prática Social da Igreja .............................................................................. 10 3 O Dever Social da Igreja ................................................................................ 15 4 Aproximando a Prática do Dever Social ......................................................... 20 Conclusão ........................................................................................................... 24 Bibliografia ......................................................................................................... 25
  4. 4. 4 INTRODUCÃO Este trabalho procura mostrar um pouco da realidade social que as cidades vivem atualmente, sejam elas de grande, médio ou pequeno porte. Este trabalho visa, além de apontar os problemas que nossas igrejas enfrentam com seus membros, ajudar a esclarecer como os problemas surgem. Neste trabalho serão abordados assuntos polêmicos, que vários escritores dizem ser um problema sem solução, que a sociedade de hoje “nem Cristo dá jeito”. Louis Berkhof em seu livro de Teologia Sistemática tem uma frase que mostra o oposto disso “não é Cristo que nos leva a igreja, mas a igreja que nos leva a Cristo”, juntamente com este pensamento foram formuladas hipóteses para a solução dos problemas apresentados nesta obra. As sugestões aqui apresentadas não são impossíveis de serem realizadas, a partir do momento que as pessoas tomarem conhecimento do que irão encontrar nos capítulos deste artigo, passarem a colocar em prática sem temor algum tudo o que se é sugerido, ou ainda ampliar a discussão juntamente com profissionais e voluntários dispostos a mudar a maneira de pensar e agir da sociedade atual. O artigo tem o objetivo de expor como a sociedade responde aos cristãos de hoje quando estes se dedicam ao serviço social; como muitas igrejas estão deixando de lado este trabalho e defende que serviço social também é obrigação da igreja.
  5. 5. 5 CAPÍTULO 1 IGREJA - SUA NATUREZA E FUNÇÃO A igreja começou ainda na época de Cristo, quando no período de crescimento do cristianismo, as pessoas, às margens do mediterrâneo, buscavam salvação por vários meios mas encontrando-a mesmo só em Cristo; com as pessoas correndo atrás de vários métodos para alcançar a tão sonhada salvação, e Cristo que havia sido enviado na “plenitude dos tempos”, como está escrito Gl. 4:4. Através do relato bíblico, vemos que Deus enviou seu filho no tempo determinado por Ele, que, podemos dizer, foi no tempo central de toda história. Isso leva a crer que: “... Cristo apareceu na ‘plenitude do tempo” estabelecendo a si mesmo a pedra de fundamento da igreja.”1 Este pensamento reflete claramente que a primeira igreja, ou melhor, o primeiro fundamento de uma igreja é Cristo, não só como fundamento, mas também como supremo pastor. Ele foi o verdadeiro fundador da igreja, haja que alguns teólogos afirmam ser o apóstolo Pedro. Quanto a isto vemos que o próprio Jesus fala a Pedro que ele seria a pedra onde a igreja seria edificada (Mt. 16:18). O corpo humano é constituído de vários membros, pés, pernas, tronco, braços, pescoço e por fim a cabeça, que é a principal peça do corpo, pois existindo todos os outros membros sem a cabeça funcionar não adianta nada; é a mesma coisa que uma pessoa em coma. Assim é Jesus para com sua igreja, o cabeça; Ele veio, fundou e ensinou como se deve conduzir uma igreja. 1 OLOVEIRA, Raimundo F. de. História da igreja: dos primórdios à autoridade. p. 12
  6. 6. 6 Jesus fez discípulos, estes discípulos não só aprenderam como pregar aquilo que presenciaram, como também a conduzir uma igreja. Jesus ensinou a eles o que é uma igreja; na realidade Jesus quis ensinar que igreja não é o templo com quatro paredes, mas que a igreja é o nosso próprio corpo; isso significa que devemos zelar por nosso corpo assim como se zela pelo templo de forma física construída pelos homens. Ao dizer que Cristo fundou a igreja tem-se que olhar para o Antigo Testamento e ver como, depois do êxodo Deus ordena a Moisés que construa o tabernáculo, que era considerado a morada de Deus. Aí podemos notar os primeiros passos com relação à igreja; o tabernáculo era onde os sacerdotes faziam a expiação do pecado do povo, só que nesta época quem podia participar destes “cultos” não eram todas as pessoas. A palavra igreja vem do vocábulo grego “ekklesia”, que significa “os chamados para fora” e no grego clássico era usada para indicar “assembléia”; com isso define-se que igreja é uma assembléia. Mas o que é uma assembléia? Como se sabe assembléia nada mais é do que uma reunião de pessoas para algum fim, essa reunião pode ser chamada de ajuntamento de pessoas, e isso era exatamente o que Jesus fazia, ao redor dEle sempre existiam pessoas para ouvir o que Ele dizia; e hoje em dia não é diferente, as igrejas estão do mesmo jeito, cheias de pessoas que se reúnem para um fim, que na realidade deveria ser para ouvir e aprender o que o ministrante tem a expor sobre a Bíblia. A única diferença, que faz todo o contrapeso, é que naquele tempo era Jesus, e hoje são líderes e leigos. A palavra assembléia, ou ajuntamento, pode significar muitas coisas, por exemplo é normal estar passando por uma rua em época de campanha eleitoral e ver pessoas ali aglomeradas para um fim; mas para os crentes o sentido da palavra é outro, o sentido das aglomerações das pessoas nas igrejas é para adoração do nome do Senhor, busca de milagres sobrenaturais, e o que mais está na moda é a busca de prosperidade financeira. Isto realmente seria a igreja da Bíblia? Claro que não. Tendo como ponto de partida que Jesus é o fundador da igreja, com seus métodos de ensino e como visto neste capítulo, pode-se concordar que:
  7. 7. 7 “A vida e trabalho de Jesus Cristo não devem ser apreciados somente pelo número dos que o seguiram; devem ser apreciados principalmente pela influência que eles exerceram sobre gerações futuras.”2 Esta afirmação deixa claro que a igreja não é lugar de buscar riquezas ou prosperidade, mas que nela deve-se mostrar a unidade que Cristo sempre pregava. “Devemos demonstrar ao mundo que a unidade que dizemos existir de modo indestrutível não é a piada um pouco triste que parece ser, mas sim, uma realidade verdadeira e gloriosa.”3 É difícil olhar para estas afirmações e dizer que está se fazendo algo real, concreto para ajudar as pessoas a entender o quê, ou qual o verdadeiro significado da igreja. À luz da Bíblia têm-se três ocasiões que são consideradas ponto de partida da igreja, porém nenhuma delas afasta a idéia de Jesus foi o seu fundador. Ao ler os Evangelhos e o livro de Atos tem-se a idéia de que a igreja é um lugar de sofrimento, onde todos são perseguidos e passam por situações onde são confundidos ou chamados “fora da lei”; porém uma coisa fica bem definida: que Jesus foi o grande fundador da igreja. Pesquisando livros que narram à história da igreja vemos que: “O topo culminante que assinala o ponto de partida da igreja de Cristo é o Monte das Oliveiras.”4 Mais uma vez foi tomado como ponto chave um local onde se encontrava Jesus; porém nos dias de hoje parece não existir a mesma ligação com esse fundador. Existem por aí vários líderes religiosos que acabam esquecendo que o fundador da igreja foi Jesus, e passam a impressão de serem como “deuses” que fundam uma igreja aqui e outra ali, e na verdade acabam tornando-se mais um “clube social”, onde procuram realizar atividades lucrativas sem se importarem com o valor de cada pessoa diante de Deus. 2 OLIVEIRA, Raimundo F. de. História da igreja: dos primórdios à atualidade. p. 13 3 STOTT, John R. W. A mensagem de efésios. p. 108 4 HURLBUT, Jesse Lyman. História da igreja cristã. p. 15
  8. 8. 8 A igreja tem como objetivo reunir seus membros em um só corpo onde a cabeça é Cristo, e assim prestarem culto racional a Deus. Mas não é só isso, não é tão simples assim, também é um lugar onde as pessoas devem ajudar umas as outras prestando serviço, também, à sociedade. “Serviço: não é nem evangelização nem nutrição. Enfoca melhor a implantação do mandato cultural. Ajuda a satisfazer as necessidades físicas, sociais ou materiais do corpo.”5 Não vai adiantar nada se alguém, ao cumprir esse serviço o fizer por uma determinação ou exigência do conceito igreja, porque a Bíblia diz: “Sede antes servos uns dos outros pelo amor, porque toda lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Gl. 5:13,14). A Bíblia mostra abertamente que, primeiro: devemos ser servos. Oque o servo faz? Ele trabalha em favor de outros sem ser remunerado; o objetivo do servo é nada mais nada menos que servir. Porém a Bíblia manda mais, manda sermos servos de outros pelo amor, manda que as pessoas deixem de olhar para si mesmas e olhem para as necessidades das outras. Uma segunda observação, é que esse amor deve se refletir como se a outra pessoa fosse você mesmo, ou seja, quando você faz algo para si próprio, geralmente você procura fazer o melhor possível, não importando o quanto demore e o esforço que irá exigir. É assim que Deus quer: que se faça a obra com amor. Portanto o trabalho da igreja não é só de reunir seus membros em “assembléia” ou “ajuntamento”, mas de fazer com que as pessoas que ali se reúnem coloquem em prática as lições deixadas por Jesus, pois Ele deixou muitos exemplos de como realmente servir. A civilização precisa da intervenção das igrejas para o serviço social e principalmente espiritual. 5 MIRANDA, Dr. Juan Carlos. Manual de crescimento da igreja. p. 43
  9. 9. 9 Tomando novamente a palavra grega ekklesia (os chamados para fora), pode-se dizer que igreja é para funcionar principalmente fora da igreja; mas como pode ser isso? Se a palavra significa “fora”, e a Bíblia diz que cada um é “templo do Espírito”, não pode um crente ficar sentado em seu banco dentro da igreja, mas sim colocar em prática, “fora” das quatro paredes de suas igrejas.
  10. 10. 10 CAPÍTULO 2 A PRÁTICA SOCIAL DA IGREJA “A igreja de hoje tem se tornado tão neurótica quanto a cidade. Não tem exercido o papel terapêutico para aqueles que se sentem doentes, mas, pelo contrário, tem se transformado em um hospital neurótico. Tornou-se um hospital onde o paciente não pode falar de sua doença”6 Realmente é forte esta afirmação, mas é a realidade do dia-a-dia das igrejas de hoje, ela tem deixado para trás o sentido da ordem clara do Senhor Jesus em Mateus, capítulo 28, versículos 19 e 20: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado.” Na verdade a igreja até está praticando o ”ide”, só que, de maneira errada. É fácil você andar pelas ruas e ver, ou notar que existem muitos “evangélicos” espalhados por todo lugar, e não é só nas ruas, ônibus, metrô, etc. Encontramos esses “evangélicos”, no Senado, na Câmara de deputados, nas prefeituras, nos órgãos públicos e, agora, cantores e artistas também dizem ter aceitado Cristo como Senhor e Salvador de suas vidas; porém, no caso de políticos, evidencia-se alguns fatos que deturpam a imagem das igrejas evangélicas. Primeiramente esses políticos “da verdade”, como alguns costumam intitular-se, saem como candidatos dizendo fazer pelo povo coisas absurdas, prometem cumprir algo que, notoriamente, sabe-se que são impossíveis de serem realizadas; outros começam atacando o seu adversário político com mentiras; outros dizem serem tão “santos”, que ao sair pelas ruas parecem ter sobre si “auréolas”, como anjos. 6 RAMOS, Ariovaldo. Veja a cidade com outros olhos. p.14
  11. 11. 11 Em segundo, basta abrir os jornais, ver os noticiários na mídia e encontraremos manchetes completas sobre falcatruas, envolvendo certos políticos evangélicos, que vão desde extorsão de menores a pagamentos ilícitos. Se analisar por esse lado teria muita coisa para expor, porém, não são apenas os políticos que precisam ser mudados; ao mesmo tempo em que se têm evangélicos no meio político, existem também evangélicos envolvidos em outras áreas como, por exemplo, no local de trabalho, nas escolas. O envolvimento da igreja com a sociedade está cada dia maior. As facilidades encontradas hoje para o indivíduo expressar qual sua fé, são muitas. Essa facilidade, ao invés de beneficiar o testemunho, acaba tornando-se uma barreira enorme, pois as pessoas que estão dentro das igrejas acabam não levando o padrão da igreja para a sociedade, mas, levando o conceito da sociedade para dentro da igreja. A sociedade apresenta um conceito de que o homem deve ser individualista; quanto mais ele conseguir adquirir em riquezas, patrimônios, mais ele terá poder social; a sociedade ensina que, não importa as causas ou conseqüências, o que importa é “vencer na vida”. O que mais está se perdendo são os valores morais, ou valor dos homens, do ser humano; é comum ver crianças nas ruas vendendo seus corpos para poderem levar dinheiro a seus pais, que na maioria das vezes, ficam em casa esperando os lucros do dia; outras são utilizadas no tráfico de drogas como “transportadoras do produto”, e isso acaba fazendo com que elas tornem-se também usuários da droga. Pode-se encontrar em qualquer rua, de qualquer ponto da cidade, um bar onde pessoas desesperançadas, deprimidas, angustiadas, procuram, evidentemente no lugar errado, a solução para seus problemas.
  12. 12. 12 Muitos bairros das grandes cidades são considerados como bairros marginalizados. “Sempre agridem sem piedade os pobres, apresentam esse bairro como um lugar de terror, berço de malfeitores e centro de delinquência.”7 Dentro deste quadro as igrejas não escapam. Elas de certa maneira acabam envolvendo- se com estas situações e muitas pessoas que estão nas igrejas, e vivem em bairros assim, também são friamente discriminadas. A sociedade está mudando a cada dia, e com ela também a igreja. É comum ver dentro da igreja muitas atitudes da sociedade, como o egoísmo. É fácil encontrar pessoas que vão a um centro social para pedir ajuda e, na mesma proporção, pessoas que vão à igreja com o mesmo objetivo. Não estou afirmando aqui que solicitar ajuda quando necessita-se é errado e é exatamente para isso que existem os serviços sociais e setores sociais nas igrejas destinados a esse fim; entretanto ao se fazer uma análise mais aprofundada para realmente constatar a veracidade ou não dos fatos e da tão requerida “ajuda”, nota-se absurdamente o principio do egoísmo com justificativas como: “o meu vizinho conseguiu, então eu também quero”, ou ainda: “é um direito meu, e eu quero”. Entendo que todos temos direitos, entretanto nem tudo é moralmente e eticamente correto. O egoísmo é coisa grave; a Bíblia fala para ajudar uns aos outros, só que muitas igrejas estão praticando o contrário. Elas tem se preocupado somente com o seu crescimento na sociedade, tem procurado elevar cada vez mais o “status” denominacional, e abrindo mão de valores que são a razão de sua existência. O sistema capitalista que existe no país, principalmente nos grandes centros urbanos, faz com que haja uma competitividade entre seus habitantes. A igreja procurou adaptar-se com essa realidade e isso causou uma tensão criativa, o que fez com que ela perdesse suas verdadeiras origens e abandonasse a função para qual Deus a criou. 7 CLAI, Conselho Latino Americano de Igrejas. Colheita de esperança - igreja: a caminho de uma esperança solidária, p. 129-30.
  13. 13. 13 “A tensão criativa existe porque a igreja reconhece que está separada do mundo e que seu estilo de vida é distinto. Crê que deve influenciar os governos até onde for possível.”8 Há alguns anos atrás este pensamento servia, com certeza, à realidade das igrejas; separadas do mundo, algumas proibiam até jogos de futebol (não significa também que era o correto). Porém, com o passar do tempo, a realidade é outra e ao invés de estilo de vida distinto para mudar as pessoas e o governo, são as pessoas que mudaram as igrejas, levando seus costumes para dentro dela e tendo o governo controle de todas as suas atitudes. O dinheiro destinado a obras sociais da igreja está sendo usado em outros meios. Existem igrejas que, na última campanha eleitoral financiaram parte das campanhas de alguns candidatos; outras se preocuparam em adquirir bens patrimoniais, só para serem reconhecidas pela sociedade como igrejas ricas. A competição religiosa tomou conta das igrejas e isso acaba trazendo grandes efeitos negativos, por exemplo: se uma pessoa que está passando por problemas sérios de depressão, pensando até em suicídio, procura uma igreja tentando encontrar algo que possa mudar a sua vida, acaba encontrando um clima de hostilidade, competição, igual ao que existe fora da igreja ou muitas vezes pior. Esse efeito, então, acaba fazendo com que a pessoa cometa suicídio por causa do desespero. “As causas do suicídio são mais sociais do que econômicas ou psicológicas.”9 Se as igrejas continuarem a fazer o que estão fazendo hoje, elas não só vão continuar sendo tratadas como neuróticas, como também irão definitivamente perder sua identidade. O serviço social das igrejas aos poucos está perdendo o seu valor, pois as pessoas que realizam este trabalho pensam em promover-se e tentar ganhar algum cargo público e serem 8 MIRANDA, Dr. Juan Carlos. op. cit. p. 159
  14. 14. 14 notadas como alguém “superior” aos demais que também congregam consigo. Com isso outras pessoas que procuram manter a verdadeira identidade da obra social da igreja acabam sendo consideradas, pela sociedade e pelas próprias igrejas, “interesseiras”. A prática social das igrejas está tronando-se meio de lucro para algumas pessoas; a influência que a igreja tem hoje na sociedade é tão grande que gravadoras e produtoras seculares investem “pesado” no comércio evangélico, e a prática social propriamente dita acaba não surtindo efeito. 9 KOENIG, Samuel. Elementos de sociologia. p. 81
  15. 15. 15 CAPÍTULO 3 O DEVER SOCIAL DA IGREJA O capítulo anterior mostrou como a igreja está agindo na sociedade. Este capítulo vai tratar de como a igreja deve agir na sociedade. O dever da igreja perante a sociedade é ensinar os conceitos de vida corretos moral, ético, social e espiritualmente; e o que vou destacar aqui é o social. A igreja precisa tomar consciência que o mundo está mudando a cada dia e com ele as pessoas. Esta mudança ocorre porque existem pessoas que saem das zonas rurais e vem para os centros urbanos em busca de uma vida melhor, causando assim uma superpopulação, falta de emprego, fome e miséria. Olhando para este quadro não é difícil perceber que as áreas a serem trabalhadas são as duas últimas: fome e miséria; já que é dever do Estado promover condições para moradia e geração de empregos. “Se a igreja quiser impactar a cidade tem de compadecer-se dela. Tem de vê-la como rebanho sem pastor. Tem de entender o processo de fome que marca o relacionamento da cidade com os seus habitantes: gente que veio para a cidade em busca de alimento, de espaço social, da realização dos sonhos secretos. Gente que, hoje, além da fome (não mitigada), sofre da neurose ocasionada pela solidão, pelo medo, pela competição e perda de identidade.”10 O primeiro alvo deve ser a fome. Por quê? Suponhamos que determinado grupo de uma igreja resolve sair para um evangelismo entre pessoas carentes; ao chegar ao local encontram pessoas: com filhos chorando de fome panelas e armários vazios e
  16. 16. 16 desempregados. Qual seria a melhor coisa a fazer? Pregar o evangelho? Falar que Jesus pode resolver todos os problemas daquela família? Ou procurar ajudar de forma prática, eficiente e imediata a necessidade que se mostra explicita? A resposta a essas perguntas pode ser variada; alguns podem dizer que o trabalho da igreja é pregar a palavra de Deus, outros dirão que a responsabilidade social é do governo, porém a Bíblia declara o oposto. Em Mateus 25: 42-45 temos: “Tive fome e não me destes de comer; tive sede e não deste de beber; sendo forasteiro, não me hospedaste; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso não fostes ver-me. E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso, e não te assistimos? Então lhes responderá: Em verdade vos digo que sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a Mim o deixastes de fazer.” Neste trecho há uma aplicação quanto a ajudar outras pessoas em suas necessidades. O texto não deixa dúvidas é especifico em mostrar que o dever da igreja é suprir a quem tem mais necessidade: “... então se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade.” (Atos 4: 35b). Este texto fala da distribuição de dinheiro ao necessitado, exercendo assim a obra social já no início da expansão do evangelho. O dever da igreja é levar o evangelho mas, como já foi colocado, é preciso também suprir a fome dos mais necessitados. “A igreja é, portanto, uma pessoa e não uma instituição. Ela é uma continuação da existência histórica de Cristo, um prolongamento da encarnação e da ação de Cristo no mundo.”11 Como foi dito no capítulo anterior, a competitividade tomou conta da sociedade e as pessoas acabaram voltando-se para o egoísmo e o individualismo. Porém a igreja tem que 10 RAMOS, Ariovaldo. op. cit. p. 19-20 11 VELASQUES Filho, Prócoro. Uma ética para os nossos dias: origem e evolução do pensamento ético de Dietrich Bonhoeffer. p. 24
  17. 17. 17 mostrar à sociedade o contrário, que, ao invés de um indivíduo ficar tentando ser melhor que o outro, deve, sim, ajudar ao seu semelhante que muitas vezes nada tem. A igreja deve mostrar ao homem que ele não perdeu a sua identidade, que existem pessoas que se preocupam com o bem estar de seus filhos, sua família. “Se na cidade há competição, na igreja deve haver cooperação; se lá, há perda de identidade, aqui, deve haver pleno auto-conhecimento; se solidão, nesta, deve haver comunidade.”12 Realmente a afirmação acima reflete o papel social da igreja, e prova disso foi dito por Jesus quanto a tudo isso na parábola do Bom Samaritano. Jesus é questionado por um interprete da lei como herdar a vida eterna; ao que Jesus lhe fez outras perguntas sabias e que o mesmo sabia a resposta prontamente e dia o texto que: “querendo justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo?”. Jesus então faz a narrativa de um homem que caiu foi assaltado e ficou a mercê da própria sorte. Pois bem aqui está o ponto principal de nosso artigo. Havia um necessitado no caminho; primeiro passou um sacerdote (líder da igreja), em seguida passou um levita (outro líder da igreja) e ambos, segundo o texto, passaram de largo, ou não deram atenção, desviaram-se; entretanto um samaritano o ajudou. Todos que conhecem a história sabem que os samaritanos eram desprezados e pessoas não aceitas pelos judeus. O que Jesus fez aqui foi mostrar de uma forma bem explicita o descaso da igreja para com o necessitado. Trazendo para a realidade dos dias de hoje, quantas pessoas poderiam ser ajudadas? Muitas, pois é mais que uma generosidade, a ajuda a outras pessoas é uma ordem bíblica. 12 RAMOS, Ariovaldo. op. cit. p. 13
  18. 18. 18 A igreja deve servir aos outros, “ porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade: porém não useis da liberdade para dar lugar à carne; sede, antes, servos uns dos outros, por amor.” (Gl. 5:13). Com isso pode-se tirar a conclusão que não basta fazer por obrigação, mas fazer com amor, e este é o dever maior da igreja ao realizar um serviço social, realizá-lo com amor às pessoas, não por orgulho ou para depois sair aos quatro cantos batendo no peito e dizendo o que fez, pois o que faz bem feito e com amor será reconhecido sem a necessidade de aplausos. O dever social da igreja envolve também o homem, o seu valor, a sua vida, o que ele representa para Deus. Após ter mostrado isso a ele a igreja deve ensiná-lo como viver nesta sociedade, sem que ele perca novamente a razão de existir. Para isso a igreja pode fazer um acompanhamento semanal, ajudando, se preciso, a procurar um emprego para essa pessoa. Também deve falar do evangelho a ela, para que possa entender melhor a como enfrentar seus problemas sem traumas. “O homem é, no caso, liberado de uma falsa para uma verdadeira comunidade, e por essa razão, seu primeiro passo na direção certa encontra-se na conversão.”13 A igreja não pode ficar parada com tantos problemas que estão acontecendo. A comunidade não passa o verdadeiro sentido bíblico de ajuda mútua se ficar calada e de braços cruzados diante de tantas coisas por realizar; nesse caso é dever da igreja envolver-se com o Estado e instituições filantrópicas para abrir os olhos tanto destes como da sociedade sobre a necessidade de sair da inércia e partir para a ação. 13 WRIGHT, E. Ernest. A doutrina bíblica do homem na sociedade. p. 114
  19. 19. 19 A igreja tem por obrigação corrigir as falhas que existem no sistema de governo da sociedade. Com a intervenção da igreja de maneira correta, é muito mais fácil começar um serviço social sem que este venha a parar mais tarde e, o mais importante, sem tentar obter nada em troca. Sem que o Estado possa fazer dos necessitados fonte de votos em troca de benefícios. O homem tem o direito de ser livre e de viver em comunidade. Uma verdadeira comunidade deve começar na igreja, deve ser mais afetuosa com seus visitantes e entre seus membros não deve haver um espírito de competitividade e, sim, de união; assim um recém- convertido começa a perceber o significado da fraternidade e pode influenciar sua família e, conseqüentemente, a sociedade que vive. A igreja deve ter um planejamento social para alcançar o necessitado. A igreja tem que deixar para trás qualquer barreira quanto a envolver-se com serviço social. “A igreja que quiser impactar a cidade tem de gerar programa de desenvolvimento comunitário; de assistência aos moradores de rua, às crianças abandonadas, conteúdo, não de forma paternalista. A igreja não deve querer gerar dependência e, sim, emancipação. Ela (Igreja) deve fazer isso como resposta à fé em Deus. Com gratidão, lançando mão de seus recursos, independentemente da quantidade, destes, crendo que Deus os multiplicará tornando-se, consequentemente, cooperadora dEle na multiplicação dos mesmos. É o desafio de usar recursos que Deus concede à igreja em benefício de todos.”14 A igreja tem que usar de sabedoria e colocar em prática tudo o que ela já sabe e tem medo de fazer. 14 RAMOS, Ariovaldo. op. cit. p. 21
  20. 20. 20 CAPÍTULO 4 APROXIMANDO A PRÁTICA DO DEVER SOCIAL Não é fácil, após ver todos estes problemas aqui abordados, sair por aí e ao menos tentar mudar um pouco este quadro. É sabido por todos que os problemas sociais não são só estes e muito menos que irão terminar de uma só vez, ou que de fato cessarão um dia. Este capítulo, porém, poderá “aquecer” a mente iluminada, e fazer com que a pessoa possa pôr em prática um pouco do que já foi colocado nos capítulos anteriores. A missão da igreja pode começar dentro da ação social. Os necessitados precisam de ajuda, e as igrejas em sua maioria, podem realizar esse trabalho. A necessidade que a classe mais baixa vive, ou ainda, os problemas com política, competitividade, etc, podem com uma visão bíblica serem mudados a partir do instante que as igrejas evangélicas começarem a aproximar-se da sociedade. “Queremos uma cidade que tenha Deus como a sua causa; o seu fundamento; o seu objetivo e a sua vida. Queremos uma cidade onde habite a justiça. E não nos enganemos, este não é um projeto para o reino milenar, é para hoje. É nele que devemos caminhar, ainda que saibamos que o mesmo só será implementado perfeitamente na vida da Nova Jerusalém. Porém, quanta transformação poderá ocorrer nas cidades em que a igreja está, até que a cidade eterna venha.”15 Para muitos o trabalho pode ser um pouco complicado, mas o que as pessoas precisam é deixar que o Espírito Santo as ajude, pois em João 14:26 Jesus fala aos discípulos do Consolador, o Espírito Santo que viria ensinar como pregar a Palavra de maneira correta e iria lembrá-los do que aprenderam.
  21. 21. 21 Jesus ensinou como pregar, dar testemunho e muito mais; mas também deixou o exemplo de obras sociais, principalmente quando o povo não tinha o que comer e Ele fez a multiplicação dos pães. A igreja pode se aproximar mais e mais da prática social, e isso não vai torná-la mais fraca, nem tão pouco vulnerável às práticas errôneas da sociedade. Pois ao tentar se fechar para o mundo, acabam cometendo o mesmo erro que a sociedade comum. Assim como o Espírito agiu com os discípulos ao orientá-los como deveriam agir, também hoje ele age da mesma maneira. O que a igreja precisa é colocar em prática, sem medo do que as pessoas vão dizer. A prática social, na época dos apóstolos, era tão próxima da sociedade, que no capítulo 6 de Atos, do versículo 1 ao 7, Lucas narra a escolha de diáconos para este serviço, visto o problema que havia na época quanto às viúvas. Daquela data até os dias de hoje existem diáconos nas igrejas para este serviço. Aproximando o serviço de triagem das pessoas com o dever de ajudar o próximo, pode-se alcançar um resultado mais favorável quanto ao serviço social da igreja. “A igreja não deve portar-se como um corpo estranho a cidade, deve viver nela e nela obter o seu sustento, deve por conseguinte, identificar-se com a cidade. A igreja, contudo, nunca deve contemporizar com a cidade rebelde sob pena de (assim como Daniel) sofrer as consequências do juízo que saiu sobre a mesma e, também, ser julgado por Deus por sua descaracterização...”16 Quanto mais a igreja se aproximar da sociedade com boas notícias, mais a sociedade se aproximará dela. O meio político está a cada dia pior, prova disso estão ai os protestos exigindo mudanças urgentes e cumprimento de sentenças aos políticos corruptos, e o envolvimento político evangélico, embora tenhamos vários evangélicos atuando, é quase nada o envolvimento da igreja como um todo. O evangélico pode participar ativamente da política sem precisar fazer acordos em troca de benefícios. A igreja deve incentivar seus membros a reivindicarem (junto aos órgãos respectivos) os direitos a eles permitidos por 15 RAMOS, Ariovaldo. op. cit. p.44
  22. 22. 22 lei, quando lesados, e não ficarem quietos, imparciais com o que lhes aconteceu por serem “diferentes” do mundo corrupto. A sociedade pode ser transformada. Um indivíduo pode mudar seu comportamento a partir do momento em que se mostra a ele outra opção de vida da qual ele vive, sem precisar mudar de lugar. “O indivíduo descobria o propósito de sua vida, bem como o seu verdadeiro ser, nessa comunidade consagrada, obediente, alegre dedicada ao culto. Não era êle oprimido pela estrutura coletiva, mas descobria-se a si mesmo nela e ouvia o próprio nome, separado dos demais.”17 A prática social pode mostrar a muita gente que (muitas vezes sem emprego e alimento para sustentar a família o indivíduo torna-se um pedinte) essa gente tem valor, que estas pessoas podem, com assistência social, transformar-se em pessoas que terão outra visão do mundo. O dever da igreja é anunciar o Reino de Deus, mas juntamente com isso, é possível realizar obras sociais. Em uma favela, por exemplo, é possível encontrar todo tipo de necessidade. Cada caso mais grave pode ser levado ao conhecimento da mesa diaconal; após a triagem, sem paternalismo, uma família da igreja que, por sua boa renda, possa “adotar” essa família com uma cesta básica a cada mês por um período determinado para que o beneficiado saiba que ele precisa também fazer a sua parte para sair da situação que se encontrou, acompanhamento semanal, orientando e apontando soluções para seu problema; assim acabará não só ajudando no problema, como também irá discipular e levar os componentes desse lar para Deus. 16 RAMOS, Ariovaldo. op. cit. p.46 17 WRIGHT, E. Ernest. op. cit. p. 117
  23. 23. 23 A prática social é algo a ser mais explorado pelas igrejas. Através da prática, o dever vai, aos poucos, ficando mais suave, despertando o interesse de todos e criando um clima de amor ao próximo real e ativo.
  24. 24. 24 CONCLUSÃO Vimos como a igreja foi formada, e quais seus ensinamentos básicos. Mostramos como os ensinamentos de Jesus são importantes, como Ele é base dos nossos ensinamentos. Além de mostrar que Jesus foi o fundador da igreja, foi exposto como Ele fez discípulos e quais eram suas funções. Essa função não diz respeito só aos discípulos, mas também uma missão a ser cumprida por nós nos dias de hoje. Foi abordado o que está acontecendo de errado com seus membros e que o corpo só funciona com uma cabeça, e esta cabeça é Cristo, cabe a nós seguirmos as ordens. Apresentamos como está sendo praticada a obra social pela igreja e quais são os resultados. Embora as práticas usadas, muitas vezes, serem erradas, sem supervisão de pessoas que realmente podem colocar em prática de maneira correta, ainda assim algumas igrejas importam-se com este trabalho. Devemos esquecer as barreiras que foram colocadas em nossas cabeças, e prestar mais atenção às pessoas que nos cercam, pois elas necessitam não simplesmente da “Palavra de Deus”, necessitam igualmente de todo tipo de assistência seja ela moral, ética, emocional, psicológica, espiritual e também de assistência social, de alguém que compreenda suas fragilidades, seus medos, bloqueios, emoções. Necessitam, assim como nós, de orientação e apoio nos momentos difíceis de suas vidas. Que Deus esteja nos abençoando, e que o Seu Espírito Santo possa ajudar-nos a realizar a Sua obra com o verdadeiro amor ao nosso próximo. E que possamos colocar em prática o que aprendemos com este trabalho, que possamos olhar para o nosso semelhante e ver nele a imagem de Deus.
  25. 25. 25 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 1 - BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Trad. Odayr Olivetti. Campinas, 3a ed. Luz para o Caminho, 1990. 791 p. 2 - CHAPMAN, Colin. Cristianismo: A Melhor Resposta. Christianity on Trial. Trad. João Bentes. São Paulo. 2a ed. Vida Nova, 1985. 426 p. 3 - CLAI, Conselho Latino-Americano de Igrejas. Colheita de Esperança - Igreja: A Caminho de Uma Esperança Solidária. Santo Amaro. CLAI 1988. 290 p. 4 - D`ARAÚJO Filho, Caio Fabio. No Divã de Deus. Belo Horizonte. Betânia, 1995. 2 v. 5 - D`ARAÚJO Filho, Caio Fabio. O Que Deus Uniu. Belo Horizonte. Betânia, 1994. 94 p. 6 - DESROCHE, Henri. O Homem e Suas Religiões: Ciências Humanas e Experiências Religiosas. Trad. Joaquim Pereira Neto. São Paulo. Paulinas, 1985. 192 p. 7 - DODD, Charles Harold. A Mensagem de São Paulo Para o Homem de Hoje. Trad. Alexandre Macintyre e José Raimundo Vidigal. 2a ed. São Paulo. Paulinas, 1978. 184 p. 8 - FORACCHI, Marialice Mencarini e MARTINS, José de Souza. Sociologia e Sociedade: Leituras de Introdução à Sociologia. Rio de Janeiro. Livros técnicos e científicos, 1977. 365 p. 9 - GARDNER, E. Clinton. Fé Bíblica e Ética Social. Trad. Francisco Penha Alves. São Paulo. ASTE, 1965. 445 p.
  26. 26. 26 10- HINSON, E. Glenn e SIEPIERSKI, Paulo D. Vozes do Cristianismo Primitivo. São Paulo. Sepal, 1990. 147 p. 11- HOEBEL, E. Adamson e FROST, Everett L. Antropologia Cultural e Social. Trad. Euclides Carneiro da Silva. 10a ed. São Paulo. Cultrix, 1995. 470 p. 12- HURLBURT, Jesse Lyman. História da Igreja Cristã. Miami, Flórida. Vida,1979.255 p. 13- KOENIG, Samuel. Elementos de Sociologia. Trad. vera Borda. 5a ed. Rio de Janeiro. ZAHAR, 1976. 387 p. 14- LIMA, Tereza da Silva. A Igreja e a Crise Social: A Fome em Uma Perspectiva cristã. São Paulo, 1993. 67 p. 15- MELO, Mariluci Dias Cambui de. A Responsabilidade Social da Igreja. Arujá, 1995. 16- MIRANDA, Dr. Juan Carlos. Manual de Crescimento da Igreja. São Paulo. Vida Nova, 1989. 197 p. 17- OLIVEIRA, Raimundo F. de. História da Igreja: Dos Primórdios à Atualidade. 2a ed. Campinas. EETAD, 1992. 177 p. 18- RAMOS, Ariovaldo. Veja a cidade com outros olhos. São Paulo. Sepal, 1995. 46 p. 19- SHAEFFER, Francis A. O Deus Que Intervém: O Evangelho Para o Homem de Hoje. São Paulo. Refugio e ABU, 1981. 292 P. 20- STOTT, John R. W. A Mensagem de Efésios. 3a ed. São Paulo. ABU 1991. 224 p.
  27. 27. 27 21- WRIGHT, E. Ernest. A Doutrina Bíblica do Homem na Sociedade. São Paulo. ASTE, 1966. 197 p. 22- VELASQUES Filho, Prócoro. Uma Ética Para Nossos Dias: Origem e Evolução do Pensamento Ético de Dietrich Bonhoeffer. São Bernardo do Campo. Editeo, 1977. 95 p.

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