Ideias-chave e palavras-chave

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Ideias-chave e palavras-chave

  1. 1. As palavras-chave e as ideias-chave do textoNinguém chega à escrita sem antes ter passado pela leitura. Mas leitura aqui não significa somente acapacidade de juntar letras, palavras, frases. Ler é muito mais que isso. É compreender a forma comoestá tecido o texto. Ultrapassar sua superfície e inferir da leitura seu sentido maior, que muitas vezespassa despercebido a uma grande maioria dos leitores. Ler bem exige tanta habilidade quantoescrever bem. Leitura e escrita complementam-se. Lendo texto bem estruturado, podemos aprenderos procedimentos linguísticos necessários a uma boa redação.Numa primeira leitura, temos sempre uma noção muito vaga do que o autor quer dizer. Uma leiturabem feita é aquela capaz de depreender de um texto ou de um livro a informação essencial. Paraisso, é preciso ter pistas seguras para localizá-la. Uma boa estratégia é buscar as palavras maisimportantes de cada parágrafo. Elas constituirão as palavras-chave do texto, em torno da s quais asoutras se organizam e criam um intercâmbio de significação para produzirem sentidos.As palavras-chave forma um centro de expansão que constitui o alicerce do texto. Por adquirir talimportância na arquitetura textual, as palavras-chave normalmente aparecem ao longo de todo otexto das mais variadas formas: repetidas, modificadas, retomadas por sinônimos. Elas pavimentamo caminho da leitura, levando-nos a compreender melhor o texto. Além disso, fornecem a pista parauma leitura reconstrutiva porque nos levam à essência da informação.As palavras-chave formam um centro de expansão que constitui o alicerce do texto. Por adquirir talimportância na arquitetura textual, as palavras-chave normalmente aparecem ao longo de todo otexto das mais variadas formas: repetidas, modificadas, retomadas por sinônimos. Elas pavimentam ocaminho da leitura, levando-nos a compreender melhor o texto. Além disso, fornecem a pista parauma leitura reconstrutiva porque nos levam à essência da informação.As ideias-chave constituem um recurso mais amplo para sintetizar um texto e, ás vezes, pode ser umrecurso melhor que as palavras-chave. É interessante retirar a ideia-chave de cada parágrafo para nasequencia juntá-las e formar a síntese de um texto.Texto 01 – Posição de pobreProprietários e mendigos: duas categorias que se opõem a qualquer mudança, a qualquer desordemrenovadora. Colocados nos dois extremos da escala social, temem toda modificação para bem oupara mal: estão igualmente estabelecidos, uns na opulência, os outros na miséria. Entre eles situam-se – suor anônimo, fundamento da sociedade – os que se agitam, penam, perseveram e cultivam oabsurdo de esperar. O Estado nutre-se se sua anemia; a ideia de cidadão não teria nem conteúdonem realidade sem eles, tampouco o luxo e a esmola: os ricos e os mendigos são os parasitas dopobre.Há mil remédios para a miséria, mas nenhum para a pobreza. Como socorrer os que insistem em nãomorrer de fome? Nem Deus poderia corrigir sua sorte. Entre os favorecidos da fortuna e osesfarrapados, circulam esses esfomeados honoráveis, explorados pelo fausto e pelos andrajos,saqueados por aqueles que, tendo horror ao trabalho, instalam-se, segundo sua sorte ou vocação, nosalão ou na rua. E assim avança a humanidade: com alguns ricos, com alguns mendigos e com todosos seus pobres... (CIORAN, E. M. Breviário de decomposição. Trad. José Thomaz Brum. Rio de Janeiro, Rocco, 1989. Pp. 113-114.)A – Quais as palavras-chave do texto?
  2. 2. R: Pobres, mendigos, proprietários.B – Retire do texto dados que caracterizam cada uma dessas palavras.R: proprietários e mendigos:__ se opõem a qualquer mudança, a qualquer desordem renovadora;__ colocados nos dois extremos da escala social;__ temem toda modificação para bem e para mal;__ estão igualmente estabelecidos;__ parasitas do pobre;__ têm horror ao trabalho.Proprietários:__ estabelecidos na opulência:__ luxo;__ favorecidos na fortuna;__ instalam-se no salão;__ fausto.Mendigos:__ estabelecidos na miséria;__ esmola;__ esfarrapados;__ instalam-se na rua;__ andrajos;Pobres:__ suor anônimo;__ se agitam, penam, perseveram e cultivam o absurdo de esperar;__ o Estado nutre-se de sua anemia;__ a ideia de cidadão não teria nem conteúdo nem realidade sem eles;__ esfomeados honoráveis;__ explorados pelo fausto e pelos andrajos;__ saqueados.C – Com as características encontradas no texto, redija uma frase para cada uma das palavras-chave. Proprietários pobres mendigos Sociedade Proprietários pobres mendigos ParasitasOs ricos estão acostumados com o luxo e nada fazem para mudar o imobilismo da sociedade.Os mendigos estão estabelecidos na miséria e parecem satisfeitos com essa situação.Os pobres são explorados tanto pelos ricos quanto pelos mendigos.D – Sintetize o texto.R: A sociedade está dividida em três classes: o rico, o mendigo e o pobre. O rico vive no luxo, naopulência, e se satisfaz com essa posição muito cômoda. O pobre, explorado tanto por um quantopor outro, é quem, com seu suor anônimo, sustenta o Estado.Observação: Atente para o título do texto: “Posição de pobre” e não “do pobre”. O “pobre” é a classemédia.
  3. 3. Texto 02 – Ética e jornalismoO jornalista não pode ser despido de opinião política. A posição que considera o jornalista um serseparado da humanidade é uma bobagem. A própria objetividade é mal administrada, porque semistura com a necessidade de não se envolver, o que cria uma contradição na própria formulaçãopolítica do trabalho jornalístico. Deve-se, sim, ter opinião, saber onde ela começa e onde acaba,saber onde ela interfere nas coisas ou não. É preciso ter consciência. O que se procura, hoje, éexatamente tirar a consciência do jornalista. O jornalista não deve ser ingênuo, deve ser cético. Elenão pode ser impiedoso com as coisas sem um critério ético. Nós não temos licença especial, dadapor um xerife sobrenatural, para fazer o que quisermos.O jornalismo é um meio de ganhar a vida, um trabalho como outro qualquer; é uma maneira deviver, não é nenhuma cruzada. E por isso faz um acordo consigo mesmo: o jornal não é seu, é dodono. Está subentendido que se vai trabalhar de acordo com a norma determinada pelo dono dojornal, de acordo com as ideias do dono do jornal. É como um médico que atende um paciente. Essemédico pode ser fascista e o paciente comunista, mas ele deve atende do mesmo jeito. E vice-versa.Assim, o totalitário fascista não pode propor no jornal o fim da democracia nem entrevistar alguém epedir: “O senhor não quer dizer uma palavrinha contra a democracia?”; da mesma forma que orevolucionário de esquerda não pode propor o fim da propriedade privada doso meios de produção.Para trabalhar em jornal é preciso fazer um armistício consigo próprio. (ABRAMO, Cláudio. A regra do jogo: o jornalista e a ética do marceneiro. São Paulo. Companhia das Letras, 1993. Pp. 109-11)A – Quais as ideias-chave do texto?PessoalR: 1º parágrafo – Todo jornalista deve ter opinião política.2º parágrafo – O jornalista deve fazer um acordo consigo mesmo.B – Sintetize o texto a partir das ideias-chave.R: Todo jornalista dever ter opinião política. Ele deve ser consciente de seu trabalho, ter uma ética,para saber até onde pode ir sem se chocar com as diretrizes do jornal para o qual trabalha.
  4. 4. Texto 02 – Ética e jornalismoO jornalista não pode ser despido de opinião política. A posição que considera o jornalista um serseparado da humanidade é uma bobagem. A própria objetividade é mal administrada, porque semistura com a necessidade de não se envolver, o que cria uma contradição na própria formulaçãopolítica do trabalho jornalístico. Deve-se, sim, ter opinião, saber onde ela começa e onde acaba,saber onde ela interfere nas coisas ou não. É preciso ter consciência. O que se procura, hoje, éexatamente tirar a consciência do jornalista. O jornalista não deve ser ingênuo, deve ser cético. Elenão pode ser impiedoso com as coisas sem um critério ético. Nós não temos licença especial, dadapor um xerife sobrenatural, para fazer o que quisermos.O jornalismo é um meio de ganhar a vida, um trabalho como outro qualquer; é uma maneira deviver, não é nenhuma cruzada. E por isso faz um acordo consigo mesmo: o jornal não é seu, é dodono. Está subentendido que se vai trabalhar de acordo com a norma determinada pelo dono dojornal, de acordo com as ideias do dono do jornal. É como um médico que atende um paciente. Essemédico pode ser fascista e o paciente comunista, mas ele deve atende do mesmo jeito. E vice-versa.Assim, o totalitário fascista não pode propor no jornal o fim da democracia nem entrevistar alguém epedir: “O senhor não quer dizer uma palavrinha contra a democracia?”; da mesma forma que orevolucionário de esquerda não pode propor o fim da propriedade privada doso meios de produção.Para trabalhar em jornal é preciso fazer um armistício consigo próprio. (ABRAMO, Cláudio. A regra do jogo: o jornalista e a ética do marceneiro. São Paulo. Companhia das Letras, 1993. Pp. 109-11)A – Quais as ideias-chave do texto?PessoalR: 1º parágrafo – Todo jornalista deve ter opinião política.2º parágrafo – O jornalista deve fazer um acordo consigo mesmo.B – Sintetize o texto a partir das ideias-chave.R: Todo jornalista dever ter opinião política. Ele deve ser consciente de seu trabalho, ter uma ética,para saber até onde pode ir sem se chocar com as diretrizes do jornal para o qual trabalha.
  5. 5. Texto 02 – Ética e jornalismoO jornalista não pode ser despido de opinião política. A posição que considera o jornalista um serseparado da humanidade é uma bobagem. A própria objetividade é mal administrada, porque semistura com a necessidade de não se envolver, o que cria uma contradição na própria formulaçãopolítica do trabalho jornalístico. Deve-se, sim, ter opinião, saber onde ela começa e onde acaba,saber onde ela interfere nas coisas ou não. É preciso ter consciência. O que se procura, hoje, éexatamente tirar a consciência do jornalista. O jornalista não deve ser ingênuo, deve ser cético. Elenão pode ser impiedoso com as coisas sem um critério ético. Nós não temos licença especial, dadapor um xerife sobrenatural, para fazer o que quisermos.O jornalismo é um meio de ganhar a vida, um trabalho como outro qualquer; é uma maneira deviver, não é nenhuma cruzada. E por isso faz um acordo consigo mesmo: o jornal não é seu, é dodono. Está subentendido que se vai trabalhar de acordo com a norma determinada pelo dono dojornal, de acordo com as ideias do dono do jornal. É como um médico que atende um paciente. Essemédico pode ser fascista e o paciente comunista, mas ele deve atende do mesmo jeito. E vice-versa.Assim, o totalitário fascista não pode propor no jornal o fim da democracia nem entrevistar alguém epedir: “O senhor não quer dizer uma palavrinha contra a democracia?”; da mesma forma que orevolucionário de esquerda não pode propor o fim da propriedade privada doso meios de produção.Para trabalhar em jornal é preciso fazer um armistício consigo próprio. (ABRAMO, Cláudio. A regra do jogo: o jornalista e a ética do marceneiro. São Paulo. Companhia das Letras, 1993. Pp. 109-11)A – Quais as ideias-chave do texto?PessoalR: 1º parágrafo – Todo jornalista deve ter opinião política.2º parágrafo – O jornalista deve fazer um acordo consigo mesmo.B – Sintetize o texto a partir das ideias-chave.R: Todo jornalista dever ter opinião política. Ele deve ser consciente de seu trabalho, ter uma ética,para saber até onde pode ir sem se chocar com as diretrizes do jornal para o qual trabalha.

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