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Realismo-Naturalismo

       revisão
Realismo e as Doutrinas Materialistas
• Pode-se dizer que o realismo artístico é uma reação às
  mudanças sociais e culturais ocorridas por decorrência da
  Revolução Industrial.
   – A expansão do capitalismo, o urbanismo crescente, as relações de
     trabalho na indústria, etc.
• Para compreender a sociedade industrial, seus crescentes
  problemas (miséria, abusos dos patrões, etc.), tomaram
  força três doutrinas:
   – O Comunismo – de Marx e Engels (o “Manifesto Comunista” é de
     1848).
   – O Liberalismo – de Adam Smith (final do séc. XVIII).
   – A Economia – Thomas Malthus.
 (*)Doutrina é uma orientação do pensamento, a partir de um método, não
 necessariamente é uma ciência, mas um pensamento organizado.
Realismo e o Comunismo
• O “Manifesto Comunista” (1848) foi escrito por Karl
  Marx e Friedrich Engels e apresenta os seguintes
  tópicos:
  – As relações de produção e trabalho DETERMINAM a
    estrutura da sociedade industrial (capitalista).
  – O sistema capitalista OPRIME e CONDENA as classes
    trabalhadoras à MISÉRIA (inclusive intelectual pelo
    processo de massificação).
  – O ideal comunista: seria que as pessoas (os trabalhadores
    – operários e camponeses) buscassem trabalhar juntas
    não para um patrão, para o lucro individual deste, mas
    para o bem coletivo.
Realismo e o Liberalismo
• O liberalismo doutrina a participação do Estado nas relações
  econômicas produtivas e comerciais.
• Da mesma forma dá bases para o capitalismo industrial, ao
  pregar liberdade aos anseios econômicos da burguesia crescente.
• Segundo Adam Smith (final do séc. XVIII):
   – A função do Estado é apenas preservar a lei, manter a ordem
      e defender a nação, sem fazer qualquer tipo de intervenção
      na economia.
   – O comércio e a indústria (no sentido de venda de produtos)
      deveria ter o direito de praticar a livre-iniciativa.
   – Sociedade de grupos produtores e comerciários aparecem
      para defender os interesses liberais dos “patrões”.
Realismo e a economia
• Thomas Malthus vai evidenciar uma das
  questões mais discutidas pelos realistas:
  – O descompasso entre o crescimento populacional e
    a produção de alimentos gera um estado de pobreza
    permanente.
  – Para manutenção de um estado industrializado, seria
    necessário uma espécie de “seleção natural social”,
    alguns setores produtivos da economia anseiam que
    o estado não gaste dinheiro de impostos (pagos
    pelos próprios) com a população carente.
Uma conclusão – afastamento das
       idéias românticas:
• A subjetividade e a idealização romântica não
  conseguem explicar adequadamente – para a elite
  intelectual – os desafios do mundo industrial e a
  organização extremamente capitalista da sociedade.
• As doutrinas citadas anteriormente ditam as
  tendências do pensamento realista: o materialismo, a
  crítica social e a objetividade.
• A literatura realista é aquela que busca compreender
  como o indivíduo, dentro da organização social,
  comporta-se e pensa – e quais as consequências
  desse conjunto de comportamentos e pensamentos.
Realismo: de causas e consequências:
• O estado da sociedade e das relações humanas é causa e
consequência da ação do homem (enquanto indivíduo, grupo
ou coletividade) tanto no aspectos sociais (relações familiares,
religiosas, de trabalho, etc.) quanto nos aspectos econômicos.

• A literatura realista quer detectar essas causas e revelar as
consequências.


            causas                   consequências


sociedade                indivíduo                     sociedade
A estética Realista:
• Projeto literário do realismo:
   – Os escritores realistas tratam dos seguintes TEMAS:
     ADULTÉRIO, A OPRESSÃO (do pobre, do “ignorante”,
     do religioso, enfim do indivíduo perante as
     instituições da sociedade) e a CORRUPÇÃO (tanto das
     instituições, quanto dos valores sociais e individuais)
   – Estes TEMAS eram retratados da seguinte FORMA:
     com OBJETIVIDADE e CRITICISMO, sem apelar para
     fórmulas prontas ou modelos morais.
   – O público leitor em geral vai desqualificar a obra
     realista mais incisiva por considerá-la IMORAL e
     INDECENTE.
Do indivíduo para a sociedade:
• Um aspecto de comum confusão é desconsiderar o
  papel do indivíduo no realismo:
  – O ponto de partida do escritor realista quase sempre é o
    CARÁTER DO INDIVÍDUO, para entender suas causas e efeitos
    na sociedade.
  – Este caráter é analisado sistematicamente (o “método
    realista” implicitamente revela as tendências cientificistas e
    doutrinárias da época)
  – “Para entender a ‘anatomia do caráter’ humano, os autores
    realistas davam um tratamento diferente às personagens”
     • A análise psicológica pode explicar o comportamento humano;
     • As personagens são construídas de modo coerente com o contexto
       social, cultural, econômico e político que se inserem (determinismo
       social).
As diferentes técnicas:
• Eça de Queirós (português, 1845-1900):
  – Usa narradores em 1ª e 3ª pessoa (mesmo quando
    participante, posiciona-se como um narrador
    objetivo) observando e criticando a sociedade.
     • Seu alvos nos primeiros romances são: as instituições
       religiosas, os dogmas (casamento, por exemplo) e os
       valores burgueses relacionados a esses.
  – Imprime em sua crítica forte caráter ideológico, sua
    “visão de mundo” parece condenar os vícios e erros
    do mundo.
     • Essa postura pode ser compreendida como “moralista”.
As diferentes técnicas:
• Machado de Assis (brasileiro, 1839-1808):
  – Na sua segunda fase, a do romance realista, ele
    emprega narradores em 1ª pessoa, que narram
    afastados de seus objetos (nos contos usa técnicas
    diversificadas).
  – O narrador é crítico e irônico, porém, parcial: todas
    as vozes das personagens são (re)constituídas pelo
    narrador.
     • Dialoga constantemente com o leitor, um jogo
       metatextual, para tentar conquistar a simpatia do
       outro – encobrindo seus defeitos e vícios.
     • A mais abrangente crítica social, à burguesia, é
       legada ao leitor.
Identifique as características apontadas anteriormente no seguinte trecho:

“Memórias póstumas de Brás Cubas” (cap. 9), Machado de
Assis:

“(...)E vejam agora com que destreza, com que arte faço eu a maior transição
deste livro. Vejam: o meu delírio começou em presença de Virgília; Virgília foi o
meu grão pecado da juventude; não há juventude sem meninice; meninice
supõe nascimento; e eis aqui como chegamos nós, sem esforço, ao dia 20 de
outubro de 1805, em que nasci. Viram? Nenhuma juntura aparente, nada que
divirta a atenção pausada do leitor: nada. De modo que o livro fica assim com
todas as vantagens do método, sem a rigidez do método. Na verdade, era
tempo. Que isto de método, sendo, como é, uma coisa indispensável, todavia é
melhor tê-lo sem gravata nem suspensórios, mas um pouco à fresca e à solta,
como quem não se lhe dá da vizinha fronteira, nem do inspetor de quarteirão.
E como a eloqüência, que há uma genuína e vibrante, de uma arte natural e
feiticeira, e outra tesa, engomada e chocha.Vamos ao dia 20 de outubro.”
Identifique as características apontadas anteriormente no seguinte trecho:

“O enfermeiro”, Machado de Assis:

“(...) Acordei aos gritos do coronel, e levantei-me estremunhado. Ele, que parecia
delirar, continuou nos mesmos gritos, e acabou por lançar mão da moringa e
arremessá-la contra mim. Não tive tempo de desviar-me; a moringa bateu-me na
face esquerda, e tal foi a dor que não vi mais nada; atirei-me ao doente, pus-lhe as
mãos ao pescoço, lutamos, e esganei-o.
Quando percebi que o doente expirava, recuei aterrado, e dei um grito; mas
ninguém me ouviu. Voltei à cama, agitei-o para chamá-lo à vida, era tarde;
arrebentara o aneurisma, e o coronel morreu. Passei à sala contígua, e durante duas
horas não ousei voltar ao quarto.
Não posso mesmo dizer tudo o que passei, durante esse tempo. Era um
atordoamento, um delírio vago e estúpido. Parecia-me que as paredes tinham
vultos; escutava uma vozes surdas. Os gritos da vítima, antes da luta e durante a
luta, continuavam a repercutir dentro de mim, e o ar, para onde quer que me
voltasse, aparecia recortado de convulsões. Não creia que esteja fazendo imagens
nem estilo; digo-lhe que eu ouvia distintamente umas vozes que me bradavam:
assassino! assassino!
       Tudo o mais estava calado. (...)”
Naturalismo e as ciências
• No século XIX, exigiu novas técnicas e novas
  ferramentas para desvendar velhos mistérios da
  natureza:
  – O que levou a um afastamento/corte/cisão definitiva
    entre o chamado racionalismo e a religiosidade.

• As principais formas científicas desenvolvidas à
  época foram:
  – O Evolucionismo ou darwinismo > Charles Darwin
  – O Determinismo ou tainismo > Hyppolyte Taine
  – O Positivismo ou comtismo > Augusto Comte
O Naturalismo e o darwinismo:
• Com a publicação de “A evolução das espécies”
  de Charles Darwin, velhos conceitos religiosos,
  que sustentavam o poder da igreja e do estado –
  mesmo um estado burguês como o da França –
  foram abalados:
  – A existência de um Deus criador do universo, da terra
    e do homem.
  – A primazia do homem > o homem como finalidade da
    criação, alheio às “leis animais”.
  – O homem participou e participa do processo de
    seleção natural > conceito aplicado às regras e
    hierarquias sociais.
O Naturalismo e o determinismo:
• Segundo Taine, o homem era condicionado
  moralmente e fisicamente por três fatores
  externos a ele, que são:

  – Raça > “seu sangue é sua marca”
  – Meio > “onde se cria é onde se vive”
  – Momento > “você é marcado pelo que faz”
O Naturalismo e o Positivismo:
• Segundo Comte, o verdadeiro conhecimento é
  aquele que traz, materialmente, benefícios ao
  homem, esses benefícios (saberes, produtos,
  técnicas, etc.) tem de ser comprovados
  metodologicamente, cientificamente.
  – O que afasta o homem do saber como que inspirado
    por Deus, valoriza-se o resultado do trabalho e não da
    religião.
  – A idéias e os valores morais (idealização) são válidos
    apenas quando comprovados metodologicamente.
Naturalismo > Darwin > Freud
• O naturalismo, assim como o darwinismo e a
  psicanálise freudista revelam que o homem
  quase sempre é movido por:
  – Desejos
  – Instintos
  – Sentimentos

  Esses aspectos superam a capacidade do homem de
      se controlar pela razão e de compreender-se,
         verdadeiramente, pelo saber científico.
A Estética Naturalista: do ambiente para a
 sociedade; da sociedade para o homem.
• Além das características já reveladas no
  realismo, pode-se dizer:
  – O romance naturalista é considerado de tese, ou
    seja, ele emprega toda a sua narrativa (escolha de
    personagens, cenários, tempo, etc.) para provar
    que uma idéia determinista.
     • A narrativa pode ser entendida como uma lâmina de
       estudos > junta-se os materiais necessários, sob as
       condições necessárias para provar determinada tese
       esperada.
Émile Zola, o pai do naturalismo:
• Zola é considerado o pai do Naturalismo,
  observe como se dá a sua literatura:
  – Romance experimental
     • Objetivos:
        – Compreender o comportamento humano.
        – Atuar na transformação do indivíduo.




            Para alcançar um melhor estado
                         social
A personagem naturalista:
No jogo de tese e experimentação, o personagem naturalista PERDEM O
TRAÇO INDIVIDUAL: é apenas um animal de laboratório, que deve seguir
  um caminho pré-determinado para provar uma idéia determinista.



                                                 As pessoas perdem a
 Por seus instintos
                                                     humanidade
     naturais.
                                                      quando...

                          Personagem
                          Naturalista                Submetidas a
                                                       condições
     Ao perder a                                    (MOMENTOS E
   humanidade, as                                       MEIOS)
     pessoas são                                   sub-humanas de
    dominadas...                                  vida e de trabalho
As técnicas do romance naturalista:
• O foco narrativo é em 3ª pessoa, um narrador
  quase sempre observador, ainda que não se
  exclua narradores participantes (1ª pessoa).
  – O olhar é objetivo, descrevendo em minúcias as
    cenas, ações e personagens > a personagem é
    comparada com animais, sem profundidade
    psicológica.
“Casa de Pensão”, Aluísio de Azevedo
Sentia a boca amarga e o corpo moído. Assentou-se na cama e circunvagou em torno os olhos
assombrados, com a estranheza de um doido ao recuperar o entendimento. O sujeito magro
da véspera lá estava no mesmo sítio; agora, porém dormia, amortalhado a custo num
insuficiente pedaço de chita vermelha. Do lado oposto, no chão, sobre um lençol encardido e
cheio de nódoas, a cabeça pousada num jogo de dicionários latinos, jazia o Paiva, a sono
solto, apenas resguardado por um colete de flanela. Mais adiante, em uma cama estreita de
lona, viam-se dois moços, ressonando de costas um para o outro, com as nucas unidas, a
disputarem silenciosamente o mesmo travesseiro.
O quarto respirava todo um ar triste de desmazelo e boêmia. Fazia má impressão estar ali: o
vômito de Amâncio secava-se no chão, azedando a ambiente; a louça, que servira ao último
jantar, ainda coberta de gordura coalhada, aparecia dentro de uma lata abominável, cheia de
contusões e comida de ferrugem. (...) Num dos cantos amontoava-se roupa suja; em outro
repousava uma máquina de fazer café, ao lado de uma garrafa de espírito de vinho. Nas
cabeceiras das três camas e ao comprido das paredes, sobre jornais velhos e desbotados,
dependuravam-se calças e fraques de casimira: em uma das ombreiras da janela havia umas
lunetas de ouro, cuidadosamente suspensas de um prego. Por aqui e por ali pontas
esmagadas de cigarro e cuspalhadas ressequidas. No meio do soalho, com o gargalo
decepado, luzia uma garrafa. A luz franca e penetrante da manhã dava a tudo isso um relevo
ainda mais duro e repulsivo: o coração de Amâncio ficou vexado e corrido, como se todos os
ângulos daquela imundície o espetassem a um só tempo. Ergueu-se cautelosamente, para não
acordar os outros, e foi à janela. O vasto panorama lá de fora estremulhou-lhe os sentidos com
o seu aspecto.
“O Ateneu”, Raul Pompéia
“Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem
para a luta.” Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de
criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico, diferente do que se
encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a
vantagem única de fazer mais sensível a criatura à impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca
da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso. Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos
felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora
e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam.
Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam, a saudade dos dias
que correram como melhores. Bem considerando, a atualidade é a mesma em todas as datas. Feita a
compensação dos desejos que variam, das aspirações que se transformam, alentadas perpetuamente do
mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica de esperanças, a atualidade é uma. Sob a coloração cambiante
das horas, um pouco de ouro mais pela manhã, um pouco mais de púrpura ao crepúsculo — a paisagem é a
mesma de cada lado beirando a estrada da vida. Eu tinha onze anos.
Freqüentara como externo, durante alguns meses, uma escola familiar do Caminho Novo, onde algumas
senhoras inglesas, sob a direção do pai, distribuíam educação à infância como melhor lhes parecia. Entrava às
nove horas, timidamente, ignorando as lições com a maior regularidade, e bocejava até às duas, torcendo-me
de insipidez sobre os carcomidos bancos que o colégio comprara, de pinho e usados, lustrosos do contato da
malandragem de não sei quantas gerações de pequenos. Ao meio-dia, davam-nos pão com manteiga. Esta
recordação gulosa é o que mais pronunciadamente me ficou dos meses de externato; com a lembrança de
alguns companheiros — um que gostava de fazer rir à aula, espécie interessante de mono louro, arrepiado,
vivendo a morder, nas costas da mão esquerda, uma protuberância calosa que tinha; outro adamado,
elegante, sempre retirado, que vinha à escola de branco, engomadinho e radioso, fechada a blusa em
diagonal do ombro à cinta por botões de madrepérola. Mais ainda: a primeira vez que ouvi certa injúria crespa,
um palavrão cercado de terror no estabelecimento, que os partistas denunciavam às mestras por duas iniciais
como em monograma.

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Realismo naturalismo revisão

  • 2. Realismo e as Doutrinas Materialistas • Pode-se dizer que o realismo artístico é uma reação às mudanças sociais e culturais ocorridas por decorrência da Revolução Industrial. – A expansão do capitalismo, o urbanismo crescente, as relações de trabalho na indústria, etc. • Para compreender a sociedade industrial, seus crescentes problemas (miséria, abusos dos patrões, etc.), tomaram força três doutrinas: – O Comunismo – de Marx e Engels (o “Manifesto Comunista” é de 1848). – O Liberalismo – de Adam Smith (final do séc. XVIII). – A Economia – Thomas Malthus. (*)Doutrina é uma orientação do pensamento, a partir de um método, não necessariamente é uma ciência, mas um pensamento organizado.
  • 3. Realismo e o Comunismo • O “Manifesto Comunista” (1848) foi escrito por Karl Marx e Friedrich Engels e apresenta os seguintes tópicos: – As relações de produção e trabalho DETERMINAM a estrutura da sociedade industrial (capitalista). – O sistema capitalista OPRIME e CONDENA as classes trabalhadoras à MISÉRIA (inclusive intelectual pelo processo de massificação). – O ideal comunista: seria que as pessoas (os trabalhadores – operários e camponeses) buscassem trabalhar juntas não para um patrão, para o lucro individual deste, mas para o bem coletivo.
  • 4. Realismo e o Liberalismo • O liberalismo doutrina a participação do Estado nas relações econômicas produtivas e comerciais. • Da mesma forma dá bases para o capitalismo industrial, ao pregar liberdade aos anseios econômicos da burguesia crescente. • Segundo Adam Smith (final do séc. XVIII): – A função do Estado é apenas preservar a lei, manter a ordem e defender a nação, sem fazer qualquer tipo de intervenção na economia. – O comércio e a indústria (no sentido de venda de produtos) deveria ter o direito de praticar a livre-iniciativa. – Sociedade de grupos produtores e comerciários aparecem para defender os interesses liberais dos “patrões”.
  • 5. Realismo e a economia • Thomas Malthus vai evidenciar uma das questões mais discutidas pelos realistas: – O descompasso entre o crescimento populacional e a produção de alimentos gera um estado de pobreza permanente. – Para manutenção de um estado industrializado, seria necessário uma espécie de “seleção natural social”, alguns setores produtivos da economia anseiam que o estado não gaste dinheiro de impostos (pagos pelos próprios) com a população carente.
  • 6. Uma conclusão – afastamento das idéias românticas: • A subjetividade e a idealização romântica não conseguem explicar adequadamente – para a elite intelectual – os desafios do mundo industrial e a organização extremamente capitalista da sociedade. • As doutrinas citadas anteriormente ditam as tendências do pensamento realista: o materialismo, a crítica social e a objetividade. • A literatura realista é aquela que busca compreender como o indivíduo, dentro da organização social, comporta-se e pensa – e quais as consequências desse conjunto de comportamentos e pensamentos.
  • 7. Realismo: de causas e consequências: • O estado da sociedade e das relações humanas é causa e consequência da ação do homem (enquanto indivíduo, grupo ou coletividade) tanto no aspectos sociais (relações familiares, religiosas, de trabalho, etc.) quanto nos aspectos econômicos. • A literatura realista quer detectar essas causas e revelar as consequências. causas consequências sociedade indivíduo sociedade
  • 8. A estética Realista: • Projeto literário do realismo: – Os escritores realistas tratam dos seguintes TEMAS: ADULTÉRIO, A OPRESSÃO (do pobre, do “ignorante”, do religioso, enfim do indivíduo perante as instituições da sociedade) e a CORRUPÇÃO (tanto das instituições, quanto dos valores sociais e individuais) – Estes TEMAS eram retratados da seguinte FORMA: com OBJETIVIDADE e CRITICISMO, sem apelar para fórmulas prontas ou modelos morais. – O público leitor em geral vai desqualificar a obra realista mais incisiva por considerá-la IMORAL e INDECENTE.
  • 9. Do indivíduo para a sociedade: • Um aspecto de comum confusão é desconsiderar o papel do indivíduo no realismo: – O ponto de partida do escritor realista quase sempre é o CARÁTER DO INDIVÍDUO, para entender suas causas e efeitos na sociedade. – Este caráter é analisado sistematicamente (o “método realista” implicitamente revela as tendências cientificistas e doutrinárias da época) – “Para entender a ‘anatomia do caráter’ humano, os autores realistas davam um tratamento diferente às personagens” • A análise psicológica pode explicar o comportamento humano; • As personagens são construídas de modo coerente com o contexto social, cultural, econômico e político que se inserem (determinismo social).
  • 10. As diferentes técnicas: • Eça de Queirós (português, 1845-1900): – Usa narradores em 1ª e 3ª pessoa (mesmo quando participante, posiciona-se como um narrador objetivo) observando e criticando a sociedade. • Seu alvos nos primeiros romances são: as instituições religiosas, os dogmas (casamento, por exemplo) e os valores burgueses relacionados a esses. – Imprime em sua crítica forte caráter ideológico, sua “visão de mundo” parece condenar os vícios e erros do mundo. • Essa postura pode ser compreendida como “moralista”.
  • 11. As diferentes técnicas: • Machado de Assis (brasileiro, 1839-1808): – Na sua segunda fase, a do romance realista, ele emprega narradores em 1ª pessoa, que narram afastados de seus objetos (nos contos usa técnicas diversificadas). – O narrador é crítico e irônico, porém, parcial: todas as vozes das personagens são (re)constituídas pelo narrador. • Dialoga constantemente com o leitor, um jogo metatextual, para tentar conquistar a simpatia do outro – encobrindo seus defeitos e vícios. • A mais abrangente crítica social, à burguesia, é legada ao leitor.
  • 12. Identifique as características apontadas anteriormente no seguinte trecho: “Memórias póstumas de Brás Cubas” (cap. 9), Machado de Assis: “(...)E vejam agora com que destreza, com que arte faço eu a maior transição deste livro. Vejam: o meu delírio começou em presença de Virgília; Virgília foi o meu grão pecado da juventude; não há juventude sem meninice; meninice supõe nascimento; e eis aqui como chegamos nós, sem esforço, ao dia 20 de outubro de 1805, em que nasci. Viram? Nenhuma juntura aparente, nada que divirta a atenção pausada do leitor: nada. De modo que o livro fica assim com todas as vantagens do método, sem a rigidez do método. Na verdade, era tempo. Que isto de método, sendo, como é, uma coisa indispensável, todavia é melhor tê-lo sem gravata nem suspensórios, mas um pouco à fresca e à solta, como quem não se lhe dá da vizinha fronteira, nem do inspetor de quarteirão. E como a eloqüência, que há uma genuína e vibrante, de uma arte natural e feiticeira, e outra tesa, engomada e chocha.Vamos ao dia 20 de outubro.”
  • 13. Identifique as características apontadas anteriormente no seguinte trecho: “O enfermeiro”, Machado de Assis: “(...) Acordei aos gritos do coronel, e levantei-me estremunhado. Ele, que parecia delirar, continuou nos mesmos gritos, e acabou por lançar mão da moringa e arremessá-la contra mim. Não tive tempo de desviar-me; a moringa bateu-me na face esquerda, e tal foi a dor que não vi mais nada; atirei-me ao doente, pus-lhe as mãos ao pescoço, lutamos, e esganei-o. Quando percebi que o doente expirava, recuei aterrado, e dei um grito; mas ninguém me ouviu. Voltei à cama, agitei-o para chamá-lo à vida, era tarde; arrebentara o aneurisma, e o coronel morreu. Passei à sala contígua, e durante duas horas não ousei voltar ao quarto. Não posso mesmo dizer tudo o que passei, durante esse tempo. Era um atordoamento, um delírio vago e estúpido. Parecia-me que as paredes tinham vultos; escutava uma vozes surdas. Os gritos da vítima, antes da luta e durante a luta, continuavam a repercutir dentro de mim, e o ar, para onde quer que me voltasse, aparecia recortado de convulsões. Não creia que esteja fazendo imagens nem estilo; digo-lhe que eu ouvia distintamente umas vozes que me bradavam: assassino! assassino! Tudo o mais estava calado. (...)”
  • 14. Naturalismo e as ciências • No século XIX, exigiu novas técnicas e novas ferramentas para desvendar velhos mistérios da natureza: – O que levou a um afastamento/corte/cisão definitiva entre o chamado racionalismo e a religiosidade. • As principais formas científicas desenvolvidas à época foram: – O Evolucionismo ou darwinismo > Charles Darwin – O Determinismo ou tainismo > Hyppolyte Taine – O Positivismo ou comtismo > Augusto Comte
  • 15. O Naturalismo e o darwinismo: • Com a publicação de “A evolução das espécies” de Charles Darwin, velhos conceitos religiosos, que sustentavam o poder da igreja e do estado – mesmo um estado burguês como o da França – foram abalados: – A existência de um Deus criador do universo, da terra e do homem. – A primazia do homem > o homem como finalidade da criação, alheio às “leis animais”. – O homem participou e participa do processo de seleção natural > conceito aplicado às regras e hierarquias sociais.
  • 16. O Naturalismo e o determinismo: • Segundo Taine, o homem era condicionado moralmente e fisicamente por três fatores externos a ele, que são: – Raça > “seu sangue é sua marca” – Meio > “onde se cria é onde se vive” – Momento > “você é marcado pelo que faz”
  • 17. O Naturalismo e o Positivismo: • Segundo Comte, o verdadeiro conhecimento é aquele que traz, materialmente, benefícios ao homem, esses benefícios (saberes, produtos, técnicas, etc.) tem de ser comprovados metodologicamente, cientificamente. – O que afasta o homem do saber como que inspirado por Deus, valoriza-se o resultado do trabalho e não da religião. – A idéias e os valores morais (idealização) são válidos apenas quando comprovados metodologicamente.
  • 18. Naturalismo > Darwin > Freud • O naturalismo, assim como o darwinismo e a psicanálise freudista revelam que o homem quase sempre é movido por: – Desejos – Instintos – Sentimentos Esses aspectos superam a capacidade do homem de se controlar pela razão e de compreender-se, verdadeiramente, pelo saber científico.
  • 19. A Estética Naturalista: do ambiente para a sociedade; da sociedade para o homem. • Além das características já reveladas no realismo, pode-se dizer: – O romance naturalista é considerado de tese, ou seja, ele emprega toda a sua narrativa (escolha de personagens, cenários, tempo, etc.) para provar que uma idéia determinista. • A narrativa pode ser entendida como uma lâmina de estudos > junta-se os materiais necessários, sob as condições necessárias para provar determinada tese esperada.
  • 20. Émile Zola, o pai do naturalismo: • Zola é considerado o pai do Naturalismo, observe como se dá a sua literatura: – Romance experimental • Objetivos: – Compreender o comportamento humano. – Atuar na transformação do indivíduo. Para alcançar um melhor estado social
  • 21. A personagem naturalista: No jogo de tese e experimentação, o personagem naturalista PERDEM O TRAÇO INDIVIDUAL: é apenas um animal de laboratório, que deve seguir um caminho pré-determinado para provar uma idéia determinista. As pessoas perdem a Por seus instintos humanidade naturais. quando... Personagem Naturalista Submetidas a condições Ao perder a (MOMENTOS E humanidade, as MEIOS) pessoas são sub-humanas de dominadas... vida e de trabalho
  • 22. As técnicas do romance naturalista: • O foco narrativo é em 3ª pessoa, um narrador quase sempre observador, ainda que não se exclua narradores participantes (1ª pessoa). – O olhar é objetivo, descrevendo em minúcias as cenas, ações e personagens > a personagem é comparada com animais, sem profundidade psicológica.
  • 23. “Casa de Pensão”, Aluísio de Azevedo Sentia a boca amarga e o corpo moído. Assentou-se na cama e circunvagou em torno os olhos assombrados, com a estranheza de um doido ao recuperar o entendimento. O sujeito magro da véspera lá estava no mesmo sítio; agora, porém dormia, amortalhado a custo num insuficiente pedaço de chita vermelha. Do lado oposto, no chão, sobre um lençol encardido e cheio de nódoas, a cabeça pousada num jogo de dicionários latinos, jazia o Paiva, a sono solto, apenas resguardado por um colete de flanela. Mais adiante, em uma cama estreita de lona, viam-se dois moços, ressonando de costas um para o outro, com as nucas unidas, a disputarem silenciosamente o mesmo travesseiro. O quarto respirava todo um ar triste de desmazelo e boêmia. Fazia má impressão estar ali: o vômito de Amâncio secava-se no chão, azedando a ambiente; a louça, que servira ao último jantar, ainda coberta de gordura coalhada, aparecia dentro de uma lata abominável, cheia de contusões e comida de ferrugem. (...) Num dos cantos amontoava-se roupa suja; em outro repousava uma máquina de fazer café, ao lado de uma garrafa de espírito de vinho. Nas cabeceiras das três camas e ao comprido das paredes, sobre jornais velhos e desbotados, dependuravam-se calças e fraques de casimira: em uma das ombreiras da janela havia umas lunetas de ouro, cuidadosamente suspensas de um prego. Por aqui e por ali pontas esmagadas de cigarro e cuspalhadas ressequidas. No meio do soalho, com o gargalo decepado, luzia uma garrafa. A luz franca e penetrante da manhã dava a tudo isso um relevo ainda mais duro e repulsivo: o coração de Amâncio ficou vexado e corrido, como se todos os ângulos daquela imundície o espetassem a um só tempo. Ergueu-se cautelosamente, para não acordar os outros, e foi à janela. O vasto panorama lá de fora estremulhou-lhe os sentidos com o seu aspecto.
  • 24. “O Ateneu”, Raul Pompéia “Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta.” Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico, diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura à impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso. Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam. Eufemismo, os felizes tempos, eufemismo apenas, igual aos outros que nos alimentam, a saudade dos dias que correram como melhores. Bem considerando, a atualidade é a mesma em todas as datas. Feita a compensação dos desejos que variam, das aspirações que se transformam, alentadas perpetuamente do mesmo ardor, sobre a mesma base fantástica de esperanças, a atualidade é uma. Sob a coloração cambiante das horas, um pouco de ouro mais pela manhã, um pouco mais de púrpura ao crepúsculo — a paisagem é a mesma de cada lado beirando a estrada da vida. Eu tinha onze anos. Freqüentara como externo, durante alguns meses, uma escola familiar do Caminho Novo, onde algumas senhoras inglesas, sob a direção do pai, distribuíam educação à infância como melhor lhes parecia. Entrava às nove horas, timidamente, ignorando as lições com a maior regularidade, e bocejava até às duas, torcendo-me de insipidez sobre os carcomidos bancos que o colégio comprara, de pinho e usados, lustrosos do contato da malandragem de não sei quantas gerações de pequenos. Ao meio-dia, davam-nos pão com manteiga. Esta recordação gulosa é o que mais pronunciadamente me ficou dos meses de externato; com a lembrança de alguns companheiros — um que gostava de fazer rir à aula, espécie interessante de mono louro, arrepiado, vivendo a morder, nas costas da mão esquerda, uma protuberância calosa que tinha; outro adamado, elegante, sempre retirado, que vinha à escola de branco, engomadinho e radioso, fechada a blusa em diagonal do ombro à cinta por botões de madrepérola. Mais ainda: a primeira vez que ouvi certa injúria crespa, um palavrão cercado de terror no estabelecimento, que os partistas denunciavam às mestras por duas iniciais como em monograma.