Faculdade de Ciências Agrárias e Exatas -                 FCAE               APOSTILA        Morfologia Vegetal           ...
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3                                   MERISTEMAS        Após a fecundação a célula ovo ou zigoto divide-se várias vezes para...
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5    A                                           BFigura 3. A. Caule com crescimento secundário. B. Caule com anéis de cre...
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16       O termo crivado refere-se aos grupos de poros (áreas crivadas) através dosquais os protoplastos de elementos criv...
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  1. 1. Faculdade de Ciências Agrárias e Exatas - FCAE APOSTILA Morfologia Vegetal Profa. Dra. Thaiza Galhardo Silva Morceli
  2. 2. 2ConteúdoMERISTEMAS............................................................................................................. 3 Meristemas Apicais: ................................................................................................. 3 Meristemas Laterais: ................................................................................................ 4SISTEMA FUNDAMENTAL ......................................................................................... 6 PARÊNQUIMA ......................................................................................................... 6 COLÊNQUIMA ......................................................................................................... 9 ESCLERÊNQUIMA ................................................................................................ 10SISTEMA DE REVESTIMENTO ............................................................................... 11 Epiderme................................................................................................................ 11SISTEMA VASCULAR .............................................................................................. 13 XILEMA .................................................................................................................. 13 FLOEMA ................................................................................................................ 15Morfologia vegetal Profa. Dra. Thaiza Galhardo S. Morceli
  3. 3. 3 MERISTEMAS Após a fecundação a célula ovo ou zigoto divide-se várias vezes para formaro embrião. No início, todas as células do corpo embrionário se dividem, mas com ocrescimento e desenvolvimento do vegetal, as divisões celulares vão ficandorestritas à determinadas regiões do corpo do vegetal (Figuras 1 e 2). Assim, novegetal adulto, algumas células permanecem embrionárias, isto é, conservam suacapacidade de divisão e multiplicação e a estes tecidos que permanecemembrionários, damos o nome de meristemas (do grego meristos = dividir). As células meristemáticas não são especializadas, mas contêm elementospara a edificação das células diferenciadas. Os meristemas originam tecidosprimários, através de divisões anticlinais (perpendicular a superfície do órgão) epericlinais (paralela a superfície do órgão) de células denominadas iniciais. As novascélulas são chamadas de derivadas.* Características Gerais: Apresentam tamanho reduzido, apenas parede primária,muitos vacúolos pequenos, plastídios não diferenciados (proplastídios), citoplasmadenso e núcleo grande.*Funções: crescimento e cicatrização de injúrias.Meristemas Apicais: Localizam-se nas extremidades de caules e de suas ramificações e de raízese suas ramificações. Originam tecidos primários, sendo, portanto, responsáveis pelocrescimento primário da planta, que é um crescimento vertical. Suas célulaspossuem citoplasma denso, núcleo grande e forma aproximadamente isodiamétrica.1.1- Tecidos primários originados dos meristemas apicais:- Protoderme: camada mais externa originará a epiderme.- Procâmbio: origina os tecidos vasculares primários e o câmbio- Meristema fundamental: origina parênquima, colênquima e esclerênquima.Morfologia vegetal Profa. Dra. Thaiza Galhardo S. Morceli
  4. 4. 4Figura 1. Meristemas apicais Figura 2. Corte longitudinal de detalhes dos meristemas apical e subapical do caule e raiz, ical respectivamente Meristemas Laterais: Ocorrem em plantas com crescimento secundário, isto é, com crescimento em espessura. Esse crescimento ocorre por adição de tecidos vasculares ao corpo primário da planta. O câmbio e o felogênio são conhecidos como meristemas laterais, devido à posição que ocupam (paralela aos lados do caule e raiz). Portanto, o câmbio e o felogênio formam o corpo secundário da planta. 2.1. Câmbio Vascular: instala se entre os tecidos vasculares primá instala-se primários produzindo os tecidos vasculares secundários. Quando em atividade, são células altamente vacuoladas, com núcleo pequeno. A porção diferenciada a partir do procâmbio formará os elementos de condução (xilema e floema) (Figura 3). Em algumas situações uma parte do câmbio se origina a partir de outro meristema, chamado a periciclo, que produzirá raios parenquimáticos. Possui dois tipos celulares: a) As , . iniciais fusiformes que têm formato alongado e extremidades afiladas e originarão os sistemas axiais do xilema e floema secundários; e b) As iniciais radiais que variam ema de formato, de pouco alongado a quase isodiamétrico, e originarão os sistemas radiais (de constituição parenquimática) do xilema e floema secundários. Em corte transversal, as iniciais fusiformes se apresentam de contorno retangular e fusiformes estreito e as radiais apesar de semelhantes são um pouco mais largas. 2.2. Felogênio: É o meristema lateral que origina a periderme, um tecido secundário : que substitui a epiderme em muitas dicotiledôneas e gimnospermas lenhosas. Pode gimnospermas ser observado em cortes transversais, como uma faixa mais ou menos contínua e suas células iniciais são retangulares. Têm origens diversas. Obs.: Periciclo: tecido primário que origina o felogênio e a parte do câmbio (câmbio interfascicular, em frente aos pólos de protoxilema) que origina os raios scicular, parenquimáticos (presentes entre o xilema). Morfologia vegetal Profa. Dra. Th haiza Galhardo S. Morceli
  5. 5. 5 A BFigura 3. A. Caule com crescimento secundário. B. Caule com anéis de crescimento rescimento Morfologia vegetal Profa. Dra. Th haiza Galhardo S. Morceli
  6. 6. 6 SISTEMA FUNDAMENTALO parênquima, colênquima e o esclerênquima são tecidos simples pertencentes ao nquima,sistema fundamental e se originaram do meristema fundamental.PARÊNQUIMANo corpo primário da planta, as células parenquimáticas comumente dispõem dispõem-secomo um agregado contínuo form formando o tecido parenquimático parenquimático.O parênquima forma-se a partir da diferenciação de células do meristema sefundamental (ápice de caule e raiz).*CARACTERÍSTICAS:Suas células freqüentemente são arredondadas e isodiamétricas e há espaçosintercelulares (Figura 4 . As células são capazes de retomar a atividade a 4).meristemática, diferenciando se novamente em outros tipos de células e podendo diferenciando-seoriginar, inclusive, uma planta inteira.É encontrado em todos os órgãos da planta, formando um tecido contínuo (ex (ex:córtex e medula de caule, córtex de raiz, mesofilo da folha).*FUNÇÕES:- Desempenham importante papel na regeneração e na cicatrização de lesões.- Dão origem às estruturas adventícias (ex: raízes adventícias que se formam emestacas caulinares).- Estão envolvidas em atividades tais como fotossíntese, armazenamento e vidassecreção.- Têm função no movimento da água e no transporte de substâncias nas plantas. Espaços intercelularesFigura 4. Parênquima de preenchimento medular. .Fonte: http://professores.unisanta.brMorfologia vegetal Profa. Dra. Th haiza Galhardo S. Morceli
  7. 7. 7* CLASSIFICAÇÃO: De modo geral, podem-se distinguir três tipos básicos deparênquima, como segue abaixo:1. Parênquima de Preenchimento: Encontrado no córtex e medula do caule e nocórtex da raiz. Suas células podem ter formatos variáveis - poliédricas,isodiamétricas, cilíndricas ou esféricas. Podem conter cloroplastos, amiloplastos,cristais e várias substâncias secretadas.2. Parênquima Clorofiliano ou clorênquima: Sua principal função é realizarfotossíntese, em razão de possuir muitos cloroplastos. A forma das células pode servariável, dependendo do órgão e da espécie em que ele está presente, bem comodo ecossistema em que a planta está inserida. As células do parênquima clorofilianopodem dispor-se de modo a favorecer uma grande superfície de contato com asoutras células, facilitando a captação da energia luminosa e dos elementos gasososnecessários à fotossíntese. O vacúolo é grande e empurra os numerososcloroplastos que formam uma camada uniforme destas organelas na periferia dcélula, facilitando a absorção de gás carbônico. Esse tipo de tecido é encontrado nomesofilo foliar ocorrendo também em caules jovens e outros órgãosfotossintetizantes. Podem ser: • Parênquima Paliçádico: Encontrado principalmente no mesofilo, constituído de um ou mais estratos celulares, poucos espaços intercelulares, muitos cloroplastos, “lembrando palitos” (Figura 5). • Parênquima Esponjoso ou Lacunoso: Células com formatos irregulares, normalmente com espaços intercelulares mais amplos que os do paliçádico. (Figura 5). • Parênquima Plicado: Possui reentrâncias, assemelhando-se a dobras, daí seu nome, que significa pregueado. É encontrado em plantas que com área foliar ou mesofilo reduzido, como nas acículas de Pinus sp e em folhas de bambu (Bambusa sp.) tendo com função aumentar a superfície de contato.Figura 5. Mesofilo dorsiventral no limbo de Coffea arábicaFonte: (Souza, 2003).Morfologia vegetal Profa. Dra. Thaiza Galhardo S. Morceli
  8. 8. 83. Parênquima de Reserva: Sua principal função é armazenar substâncias .provenientes do metabolismo primário das plantas. Está distribuído e órgãos de emplantas que podem ser utilizadas como alimento, por exemplo, raízes, rizomas,folhas, frutos e sementes de várias espécies de interesse comercial. Porém, esteparênquima pode funcionar como meio para a planta evitar o estresse dedeterminado ecossistema, constituindo um tecido que desempenha importante ossistema,função, em espécies adaptadas a ambientes xéricos e ambientes aquáticos,armazenando água e ar respectivamente. • Parênquima Aquífero: As células são relativamente grandes e são uífero: especializadas em armazenar água.Presente em plantas suculentas, como bromeliáceas e cactáceas. (Fig (Figura 6A). • Parênquima Aerífero: Conhecido por aerênquima. Possui grandes espaços intercelulares, que têm a função de facilitar a circulação de gases e a flutuação. Ocorre principalmente em órgão de plantas aquáticas. (Fig principalmente (Figura 6B) • Parênquima Amilífero: Os plastos das células acumulam amido (amiloplastos), proteínas (proteínoplastos) ou lipídios (elaioplastos). É bastante frequente em órgãos de reserva. Assim, o parênquima amilíamilífero pode ser facilmente encontrado em tubérculos e raízes tuberosas. Ex.:batata (Solanum tuberosum). Neste caso, costuma haver o desaparecimento dos Solanum tuberosum). vacúolos e de muitas organelas, para dar lugar às substâncias de reserva. (Figura 6C). A B CFigura 6. A.Parênquima Aquífero B. Parênquima Aerífico, C. Parênquima Amilífero. Aquífero,Morfologia vegetal Profa. Dra. Th haiza Galhardo S. Morceli
  9. 9. 9COLÊNQUIMAÉ um tecido homogêneo, com função básica de sustentação de espécies herbáceasou subarbustivas. Ocorre em órgãos jovens, sendo usualmente periférico no caule.Nas folhas, ocorre no pecíolo, na nervura central ou na borda do limbo. Nas raízesraramente são encontrados. Possui plasticidade (o que possibilita o crescimento do possibilitaórgão ou tecido até atingir a maturidade), conferindo resistência a ações ambientais,principalmente de ventos e correntezas de água (em caso de plantas aquáticas). Asparedes primárias são desigualmente espessadas, e de acordo co com oespessamento da parede, distinguem se diferentes padrões estruturais. distinguem-se*CARACTERÍSTICAS: Células vivas, com formatos variáveis, podem contercloroplastos, com parede primária bem espessada (Figura 7), de maneira desigual , desigual.Como o parênquima, o colênquima é capaz de retomar a atividade meristemática. colênquima Colênquima Floema XilemaFigura 7. CT do caule de taraxacum sp. Colênquima. CO-colênquima; PA colênquima; PA-parênquimaFonte: Appezzato-da-Glória, 2003. Glória,Morfologia vegetal Profa. Dra. Th haiza Galhardo S. Morceli
  10. 10. 10ESCLERÊNQUIMAO termo esclerênquima é derivado do grego skleros, que significa “duro”, e a ,principal característica das células do esclerênquima é a presença de paredesecundária espessa e comumente lignificada. Devido à presença dessa parede, ascélulas do esclerênquima são elementos importantes na resistência e sustentaçãonas partes das plantas que já cessaram o alongamento. es*TIPOS: • Esclereídes ou Esclerócitos: podem ocorrer isoladamente ou em grupos no tecido fundamental. São relativamente curtas. Elas fazem parte da constituição dos envoltórios de muitas sementes, das cascas da nozes e dos das caroços das drupas (ex. pêssego), e dão às peras a textura arenosa (Figura 8). • Fibras: são células afiladas, longas e comumente ocorrem em cordões ou feixes. As denominadas fibras liberianas (ex. cânhamo, juta e linho) (Figura 9) são derivadas do caule de eudicotiledôneas. Outras fibras economicamente das importantes como o abacá são extraídas de folhas de monocotiledôneas. Figura 8. Esclereídes (células pétreas) da pêra.Figura 9. Fibras de cânhamo. .Morfologia vegetal Profa. Dra. Th haiza Galhardo S. Morceli
  11. 11. 11 SISTEMA DE REVESTIMENTO Originando-se da camada mais externa dos meristemas apicais (protoderme),a epiderme reveste o corpo do vegetal em crescimento primário, podendo sersubstituída pela periderme, durante o crescimento secundário. Está sujeita a váriasmodificações estruturais, devido a fatores ambientais. Os tecidos de revestimentos têm como principal função revestir e proteger ocorpo do vegetal. Esta proteção resulta de diferentes mecanismos, que representamgeralmente adaptação ao meio em que a planta vive. Pela disposição compacta dascélulas, protege contra choques mecânicos, invasão de patógenos e perda d’água.Desempenha outras funções, como, trocas gasosas (estômatos), absorção de águae sais (pêlos radiculares e tricomas) e proteção contra radiação solar.Epiderme A epiderme constitui o sistema dérmico ou de revestimento de folhas, partesflorais, frutos e sementes, além de caules e raízes, até que estes apresentem umcrescimento secundário considerável. É composta por células geralmente de formato tabular; intimamente unidas;vivas, altamente vacuoladas. As paredes das células epidérmicas das partes aéreassão recobertas por uma cutícula, que minimiza a perda de água. A cutícula consisteprincipalmente em cutina e cera. Em muitas plantas, a cera é exsudada sobre asuperfície da cutícula dando um aspecto brilhante de algumas folhas e frutos. Pode-se também encontrar lignina (ex.: folhas de coníferas). Geralmente é formada por uma única camada de células (Figura 10A), maspode ser pluriestratificada, como na folha da falsa-seringueira (Ficus elástica) ou nasorquídeas – velame (Figura 10B). Na epiderme ocorrem os aparelhos estomáticos (estômatos) (Figura 11A),constituídos de aberturas limitadas por duas células, denominadas células-guarda;estes são usualmente encontrados nas partes aéreas, especialmente nas folhas eem caules jovens, estando relacionados com as trocas gasosas. As células-guardaregulam a abertura estomática controlando o movimento dos gases, incluindo vapord’água, possibilitando sua entrada e saída da planta. Ocorrem também outras células especializadas, destacando-se os tricomas(pêlos) (Figura 11B). Os tricomas têm muitas funções. Os pêlos radiculares facilitamMorfologia vegetal Profa. Dra. Thaiza Galhardo S. Morceli
  12. 12. 12 a absorção de água e nutrientes minerais do solo. Estudos de plantas de regiões áridas indicam que um aumento da pubescência (aumento de tricom tricomas) resulta em um aumento na refletância da radiação solar, diminuição da temperatura e menor taxa de perda de água. Os tricomas também podem atuar na defesa contra insetos. Por exemplo, em algumas espécies existe uma correlação positiva entre a pilosidade e a resistência a insetos. Nas plantas carnívoras, os tricomas têm papel importante na captura de suas presas. Os tricomas secretores (glandulares) podem fornecer defesa química.A B Figura 10. A. Epiderme simples B. CT da raiz de Cattleya sp. evidencian o velame (V). simples. videnciano Fonte: Anatomia Vegetal Appezato : Appezato-da-Glória. A B Figura 11. A. Tricoma tector de Leonotia nepetifolia. B. Complexo estomádico de Tradescantia pallida. Fonte: Laboratório de Anatomia vegetal - DXB - IBILCE - UNESP. Morfologia vegetal Profa. Dra. Th haiza Galhardo S. Morceli
  13. 13. 13 SISTEMA VASCULAR A conquista dos ambientes terrestres por parte dos vegetais tornou-sepossível a partir do desenvolvimento de um sistema eficiente de distribuição de águae nutrientes (feita por dois tipos de tecidos: o xilema e o floema) e de absorção deágua do solo. Esse sistema está presente por todo o corpo do vegetal.XILEMA Trata-se de um tecido complexo por ser composto por diferentes tiposcelulares. Localiza-se em diferentes posições dependendo do órgão, em raízes(Figura 12), por exemplo, está alternado com o floema e em caules (Figura 13) éoposto e interno ao floema. O xilema primário é originado a partir do procâmbio e oxilema secundário, a partir do câmbio. O xilema primário pode apresentar asseguintes células, elementos traqueais, células esclerenquimáticas, célulasparenquimáticas. 1. Elementos Traqueais: são as principais células de condução do xilema.Quando maturas são desprovidas de protoplasto. São de dois tipos: as traqueídes eos elementos dos vasos (Figura 14). Tanto traqueídes quanto os elementos do vaso são células alongadas comparedes secundárias que não têm protoplasto na maturidade. Os dois tipos celularespodem exibir pontuações nas paredes. Além das pontuações, nos elementos dovaso, pode haver perfurações nas paredes (áreas destituídas das paredes primáriase secundárias). São orifícios e ocorrem geralmente nas paredes terminais, maspodem aparecer nas laterais. A parte da parede que possui a perfuração édenominada placa perfurada. Os elementos do vaso reúnem-se formando longascolunas contínuas ou tubos, denominados vasos. De modo geral, acredita-se que os elementos do vaso constituem condutoresde água mais eficazes que as traqueídes, pois a água pode fluir mais livremente deum elemento para outro através das perfurações. Nas traqueídes, o fluxo de água émais lento, pois a água tem que atravessar as paredes de duas células compontuações. 2. Células Esclerenquimáticas: Fibras: Células longas, com paredessecundárias geralmente lignificadas e pontoações simples. Têm função deMorfologia vegetal Profa. Dra. Thaiza Galhardo S. Morceli
  14. 14. 14sustentação e eventualmente armazenamento. Eventualmente o xilema podeapresentar esclereides (Figura 15). 3. Células Parenquimáticas: São células parenquimáticas comuns, com Parenquimáticas:função de reserva de carboidratos, óleos, fenóis, cristais, etc., e translocação desubstâncias a curta distância (Figura 15). Xilema Floema Feixe vascularFigura 12. Corte transversal de raiz de uma dicotiledônea, evidenciando a posição dos .elementos vasculares (xilema e floema). Xilema Floema Xilema FloemaFigura 13. Corte transversal de caule de uma dicotiledônea, evidenciando a posição dos .elementos vasculares (xilema e floema). resMorfologia vegetal Profa. Dra. Th haiza Galhardo S. Morceli
  15. 15. 15 A B BFigura 14. Elementos traqueais: A. Traqueídes; B. Elementos de vaso. .Fonte: http://www.herbario.com.br/ Figura 15. Macerado de Xilema Aristolochia sp. . Fonte: Castro, N. M.FLOEMA Embora corretamente caracterizado como principal tecido condutor desubstâncias orgânicas nas plantas vasculares, o floema desem desempenha um papelmuito maior na vida da planta. Além de açúcares, um grande número de outrassubstâncias é transportado no floema, incluindo aminoácidos, lipídios,micronutrientes, estímulos florais e numerosas proteínas e RNA, algumas das quaisatuam como moléculas sinalizadoras. Certamente, a sinalização a grandes oléculasdistâncias nas plantas ocorre predominantemente por meio do floema. Do mesmo modo que no xilema primário , o floema primário tem origem naprotoderme. As principais células de condução do floema são os elementos crivados de crivados,dois tipos: as células crivadas e os elementos dos tubos crivados O floema é crivados.também composto por células parenquimáticas, fibras e esclereídes. Portanto, assimcomo o xilema, o floema é um tecido complexo, com muitos tipos ce celulares.Morfologia vegetal Profa. Dra. Th haiza Galhardo S. Morceli
  16. 16. 16 O termo crivado refere-se aos grupos de poros (áreas crivadas) através dosquais os protoplastos de elementos crivados adjacentes estão interconetados. Nascélulas crivadas os poros são estreitos e as áreas crivadas possuem estruturabastante uniforme sobre todas as paredes. A maioria das áreas crivadas concentra-se nas extremidades adjacentes das células longas e delgadas. Nas paredesterminais dos elementos dos tubos crivados as áreas crivadas recebem o nome deplaca crivada (Figura 16 e 17). Assim, a principal distinção entre os dois tipos deelementos crivados é a presença de placas crivadas nos elementos de tubo crivadose sua ausência nas células crivadas. A célula crivada é mais primitiva do que o elemento de tubo crivado. Emplantas vasculares inferiores e gimnospermas o único tipo de célula condutora dealimento é a célula crivada enquanto que nas angiospermas ocorrem também oselementos de tubo crivados. Ao contrário dos elementos traqueais do xilema, os elementos crivados(células crivadas e elementos do tubo crivado) possuem protoplasma vivo namaturidade. O protoplasma dos elementos crivados maduros é único entre ascélulas vivas da planta, pelo fato de ser anucleado ou conter apenas remanescentesdo núcleo. Há plastídios e mitocôndrias, mas ribossomos, Golgi e microtúbulos estãoausentes. Os elementos do tubo crivado são associados a células parenquimáticasespecializadas, denominadas células companheiras (Figura 16 A, B, C e 17) quecontém todos os componentes normalmente encontrados nas células vegetais vivas,inclusive núcleo. Os elementos do tubo crivado e suas células companheirasassociadas estão estreitamente relacionados quanto ao seu desenvolvimento epossuem numerosas conexões entre si. Do ponto de vista funcional, as célulascompanheiras são muito importantes, pois são responsáveis pela ativa secreção desubstâncias no interior dos elementos do tubo crivado e sua remoção a partir deles. As células crivadas das gimnospermas também se encontram associadas acélulas parenquimáticas especializadas, denominadas células albuminosas. Quandoos elementos crivados morrem, suas células companheiras ou albuminosasassociadas também morrem, o que comprova a dependência entre esses tiposcelulares.Morfologia vegetal Profa. Dra. Thaiza Galhardo S. Morceli
  17. 17. 17Figura 16. Esquemas de cortes de floema. .Figura 17. Corte longitudinal de floema, mostrando sua estrutura. .Fonte: Raven et al., 2007.Morfologia vegetal Profa. Dra. Th haiza Galhardo S. Morceli

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