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AngiospermasGimnospermas
Briófitas Pteridófitas
Órgãos Vegetativos:
Raiz, Caule e Folha
Profa. Dra. Jézili Dias
Raiz
• Meristema apical da raiz do embrião->raiz primária.
• Gimnospermas e eudicotiledôneas-> pivotante.
• Monocotiledôneas-> fasciculado.
• Morfologia: coifa + zona lisa ou de crescimento + zona
pilífera e zona de ramificação.
• Anatomia: região de divisão celular + alongamento +
maturação.
Raiz
Raiz
Raiz
Raízes Adventícias
• Se originam em partes aéreas das plantas (caules e,
algumas vezes, folhas), em caules subterrâneos e,
regiões, mais ou menos velhas das próprias raízes.
• Plantas intactas.
• Após distúrbios.
Raízes Adventícias
Raiz
• Funções: Fixação, absorção, reserva e condução.
Raízes Grampiformes ou Aderentes
• Apresentam grampos, que fixam o vegetal em muros e
outras superfícies. Ocorre em várias trepadeiras, ex
hera; ocorre também em algumas epífitas, ex bromelias.
Raízes Grampiformes ou Aderentes
Raízes Cintura ou Estranguladoras
• São comuns em algumas plantas epífitas.
• Estas raízes, que são aéreas, se desenvolvem em direção
ao solo, envolvendo o tronco de outra planta
(hospedeira).
• Ao crescer, promovem o estrangulamento do caule da
hospedeira, a fim de obter a seiva elaborada.
Geralmente, a planta hospedeira morre neste processo
por falta de seiva.
Raízes Cintura ou Estranguladoras
Raízes Respiratórias ou Pneumatóforos
• São adaptadas a realização de trocas gasosas com o
ambiente. Esse tipo de raiz é encontrado em plantas
como a Avicena tomentosa, que vive no solo encharcado
e pobre em gás oxigênio nos manguezais.
• As raízes principais dessa planta crescem rente à
superfície do solo e, de espaço em espaço, apresentam
pneumatóforos, que crescem para cima,
perpendicularmente ao solo. Durante a maré vazante os
pneumatóforos ficam expostos e pode realizar trocas de
gases com o ar.
Raízes Respiratórias ou Pneumatóforos
Raízes Escoras
• Aumentam a base de fixação da planta ao solo.
Raízes Escoras
Raízes Tabulares
• Possuem duas funções importantes na planta: ajudam
na fixação ao solo, além de atuarem como raízes
respiratórias.
• Estas raízes se foram da união do caule com os ramos
radiculares. Estão presentes, principalmente, em árvores
grandes.
Raízes Tabulares
Raízes de Reserva
• São especializadas em órgãos de reserva. As reservas
ainda podem ficar acumuladas na raiz principal
(cenoura, beterraba, nabo) ou nas laterais (batata-doce,
mandioca).
Raízes de Reserva
Raízes Sugadoras ou Haustórios
• Adaptadas à extração de alimentos de plantas
hospedeiras, sendo características de plantas parasitas,
como o cipó-chumbo e a erva-de-passarinho.
• As raízes sugadoras possuem um órgão de fixação,
chamado apreensório, do qual partem finas projeções
denominadas haustórios. Os haustórios penetram na
planta hospedeira até atingir os vasos condutores de
seiva, de onde extraem água e nutrientes de que a
planta parasita necessita para sobreviver.
• Holoparasitas e hemiparasitas.
Raízes Sugadoras ou Haustórios
Raízes aquáticas
• Nadante em macrófitas flutuantes e lodosa em
macrófitas fixas ao fundo lodoso. Em todas há uma
estrutura protetora para o meristema apical que impede
o ataque de herbívoros.
Raízes Contráteis
• Capazes de contrações periódicas, que ocorrem por
expansão radial das células do córtex, até o colapso.
Permitem o aprofundamento de rizomas, cormos e
bulbos, em condições adversas, como o fogo nos
cerrados. Ex: Taraxacum sp (Asteraceae), trevos
(Oxalis spp), lírio (Lillium sp). A maioria das ocorrências é
em monocotiledôneas.
Raízes Contráteis
• Adicionais: sistema radicular não perturbado, origem
endógenas.
• Reparativas: formadas em resposta a senescência,
injúrias ou outros tipos de perturbações, em qualquer
período secundário da raiz, origem exógenas.
Raízes Gemíferas
Raízes Gemíferas
Raízes: Micorrizas
• Micorrizas são associações de raízes e fungos.
• Fungos: convertem minerais do solo (como o fósforo) e
matéria orgânica degradada em formas assimiláveis ao
hospedeiro.
• Hospedeiro: produz açucares, aminoácidos e outros
materiais orgânicos acessíveis os fungos.
• Rozhobium ou Bradyrhizobium + raízes de leguminosas =
nódulos radiculares fixadores de nitrogênio.
Raízes: Micorrizas
Homúnculo
Mandrágora
A raiz da mandrágora estava envolta em inúmeros rituais, a que não são alheias as
suas propriedades alucinogénicas. Para a retirar do solo havia que ter muito
cuidado pois o “homúnculo”, ao sair do seu descanso, dava um grito tão lancinante
que podia matar quem o ouvisse. Deveria ser arrancado numa sexta-feira à noite,
depois do equinócio de verão, pouco antes do nascer do sol. Fazia-se uma vala à
volta da raiz para lhe expor a parte inferior, amarrava-se ao pescoço de um cão
preto e fugia-se para bem longe. Depois chamava-se o bicho para que ele a
arrancasse. O cão morreria inevitavelmente, mas então passava a ser seguro
manuseá-la.
Para que os seus poderes se fortalecessem, cortavam-se-lhe as extremidades,
enterrava-se na campa de um morto durante trinta dias e regava-se diariamente
com leite de vaca diluído onde previamente se haviam afogado três morcegos. A
meio da noite do 31º dia, ia-se buscar, secava-se num forno aquecido com ramos
de verbena e envolvia-se numa mortalha.
A mandrágora mais não era que uma semente humana que havia crescido na terra
e não num útero feminino.
Dizia-se que eram frequentes por debaixo do patíbulo dos enforcados.
Mandrágora
Órgãos Vegetativos:
Raiz, Caule e Folha
Profa. Dra. Jézili Dias
Caule
• As planta superiores em estádio embrionário
apresentam apenas um eixo (hipocótilo – radicular),
que possui na sua porção superior uma ou mais folhas
embrionárias (cotilédones) e um primórdio de gema.
• Origina-se da gema embrionária denominada plúmula
(Souza, 2003)
Caule: Origens
Possíveis origens para o
sistema caulinar:
A, B, C, D: de diferentes
porções do caule
embrionário;
E e F: de estruturas
diferenciadas em outros
órgãos.
Caule: Origens
Caule
• Órgão da planta que sustenta as folhas e as estruturas de
reprodução e estabelece o contato entre esses órgãos e
as raízes.
• Nós: regiões das inserções das folhas.
• Entrenós: regiões entre dois nós consecutivos.
• Gemas axilares/laterais: acima da inserção da folha.
• Gema apical: região meristemática na porção terminal do
caule-> primórdios foliares e gemas axilares em
desenvolvimento.
Caule
Nós: Região do caule onde surgem as folhas. Normalmente
também há gemas axilares e em algumas grupos, raízes
adventícias.
Caule: Zona dos Nós e Entrenós
Nós: Região do caule entre dois nós sucessivos, que pode
alongar-se para promover o crescimento do eixo em
comprimento.
Caule: Zona dos Nós e Entrenós
Filotaxia: Disposição das folhas nos nós caulinares
• Filotaxia alterna dística: uma folha por nó com duas
fileiras de folhas no caule.
Filotaxia: Disposição das folhas nos nós caulinares
• Filotaxia alterna helicoidal: uma folha por nó, é possível
traçar uma hélice imaginária ao redor do caule, unindo
os pontos de inserção das folhas.
Filotaxia: Disposição das folhas nos nós caulinares
• Filotaxia oposta cruzada ou decussada: duas folhas por
nó, as folhas situadas imediatamente abaixou ou acima
de um nó apresentam disposição cruzada.
Filotaxia: Disposição das folhas nos nós caulinares
• Filotaxia verticilada: com três ou mais folhas por nó.
Filotaxia: Disposição das folhas nos nós caulinares
• Monopodial: mono=um; podos=eixo; um único eixo
principal desenvolvido que se destaca pelo diâmetro e
pelas dimensões entre suas ramificações.
(Gonçalves e Lorenzi, 2011)(Souza, 2003)
Caule: Ramificações
• Simpodial: sim=vários; podos=eixo; não se diferencia o
eixo principal na região de ramificações.
(Gonçalves e Lorenzi, 2011)
Caule: Ramificações
Caule
Caule
• Herbáceos: tenros, clorofilados, não-lignificados (ervas)
• Sublenhosos: lignificados apenas na região basal, junto
às raízes e tenros no ápice (subarbustos)
• Lenhosos: caules intensamente lignificados, geralmente
de grande porte.
Caule: Consistências
Tipos de Caule
Há inúmeros tipos de caules, perfeitamente
adaptados à diversidade de ambientes e vegetação.
Caules Aéreos – Caules Eretos
Crescem perpendicularmente ao solo:
• Tronco: cilíndrico e ramificado, árvores grandes, muitas
dicotiledôneas; nós e entrenós não são muito visíveis.
• Haste: mole, geralmente verde e ramificado, a haste é
própria de ervas, como a couve.
• Estipe: forma cilíndrica e não possui ramos; as folhas
saem do topo do caule; é característico da palmeira.
• Colmo: semelhante ao estipe, mas apresenta nós e
entrenós bem evidentes; os entrenós podem ser ocos
(bambu) ou cheios (cana-de-açúcar)
Caules Aéreos – Tronco
Caules Aéreos – Haste
Caules Aéreos – Estipe
Syagrus romanzoffiana
(Cham.) Glassman.
Euterpe edulis Mart.
Caules Aéreos – Estipe
Caules Aéreos – Colmo
Caules Aéreos – Caules Trepadores ou
Volúveis
• Enrolam-se ao longo de um suporte vertical, enquanto
lança as suas folhas.
• Dextrógiros
• Levógiros
Caules Aéreos – Caules Trepadores ou
Volúveis
• Escandentes: órgãos de fixação como gavinhas ou raízes.
Caules Aéreos – Caules Trepadores ou
Volúveis
Caules Aéreos – Caules Rastejantes
• Sarmento: cresce rastejando na superfície do solo, mas
que está enraizado a ele em somente um ponto na base
do caule.
• Estolhos: entrenós da parte subterrânea são mais
longos.
Caules Aéreos – Caules Rastejantes
Caules Aéreos – Caules Rastejantes
• Caule com entrenós tão curtos que as folhas parecem
surgir todas do mesmo ponto.
Caules Aéreos – Roseta
Caules Subterrâneos
• Rizomas: crescem sob a superfície, emitindo ramos
ou folhas aéreos. Como exemplos: bananeira, gengibre e
samambaia;
• Tubérculos: amplo uso como alimento. Especializados em
acumular material nutritivo. Exemplo: batatinha.
• Bulbos: caule e folhas modificadas. É redondo ou pode
apresentar a forma de uma placa. Da parte inferior dessa
placa saem raízes; da parte superior saem várias folhas,
em geral, com acúmulo de reservas. Exemplo: Alho e a
Cebola.
• Xilopódio: rico em substância de reserva, água e tecidos
mecânicos.
Caules Subterrâneos: Rizomas
Caules Subterrâneos: Tubérculos
• Bulbo tunicado: folhas grossas e largas, recobrindo
outras mais internas e com função de reserva (alho).
Caules Subterrâneos: Bulbos
• Bulbo escamoso: folhas com dimensões menores, com
folhas que recobrem outras folhas parcialmente (lírio).
Caules Subterrâneos: Bulbos
• Bulbo cheio ou sólido: as reservas acumulam-se no caule
ou prato, com folhas reduzidas e escamiformes (açafrão).
Caules Subterrâneos: Bulbos
Caules Subterrâneos: Xilopódios
• geralmente são clorofilados, realizando fotossíntese.
Costumam possuir aerênquima, importante para a
respiração e para a flutuação
Caules Aquáticos
Caules Aquáticos
Caules Aquáticos
• Espinho: ramo caulinar modificado pontiagudo que se
verifica em espécies de plantas cítricas.
Modificações Caulinares: Espinhos
• como órgão de fixação em suportes variados. Diferencia-
se da gavinha foliar por ter origem de uma gema lateral.
Modificações Caulinares: Gavinhas
• caule com aspecto de folha, clorofilado, com função
fotossintética e de reserva de água. Crescimento
indeterminado e folhas reduzidas ( espinhos).
Modificações Caulinares: Cladódio
• caule semelhante à folha, mas que difere do cladódio por
apresentar crescimento determinado.
Modificações Caulinares: Filocládio
• A maioria não apresenta crescimento secundário, mas
algumas desenvolvem caules espessos (meristema de
espessamento secundário).
• Palmeiras.
Caule: Crescimento Secundário em
Monocotiledôneas
• Lianas e cipós: grande produção de parênquima o que
garante flexibilidade necessária para o enrolamento em
luminosidade adequada.
Caule: Crescimento Secundário Não Usual,
ou Incomum em Eudicotiledôneas
• Raiz e Caules: a estrutura secundária é formada pelo
câmbio, que origina os tecidos secundários e do felogênio
que origina a periderme.
Caule: Crescimento Secundário em
Eudicotiledôneas
Órgãos Vegetativos:
Raiz, Caule e Folha
Profa. Dra. Jézili Dias
• Transpiração, gutação, respiração e fotossíntese.
• Duração: perenes ou caducas.
• Folha completa: limbo, pecíolo, bainha e estípulas.
Folhas
• Limbo: porção laminar com nervuras bem visíveis, na
extremidade livre (ápice) e uma presa ao pecíolo (base).
Folhas
• O limbo pode ser simples, ou dividido em folíolos, sendo
chamadas de folhas compostas.
Folhas
• Pecíolo: região cilíndrica e flexível que sustenta as folhas.
Folhas
• Bainha: é a parque prende o pecíolo ao caule, basal.
Bainha
Folhas
• Estípulas: Duas expansões laterais laminares de cada lado
do ponto de inserção do pecíolo.
Folhas
• Algumas folhas podem ou não apresentar todas as partes
características de uma folha completa. As mais comuns
são:
Folhas - Estruturas
• Paralelinérvias: nervuras paralelas (monocotiledôneas).
• Peninérvias: nervuras ramificadas (dicotiledôneas).
Folhas - Estruturas
Folhas - Adaptações
• Gavinhas e espinhos.
Folhas - Adaptações
• Brácteas: são folha na base das flores. Quando coloridas,
atuam na atração de polinizadores.
Folhas - Adaptações
• Catáfilos: folhas reduzidas que protegem as gemas
caulinares. Podem ser bastante desenvolvidas e
armazenar substâncias nutritivas.
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• Insetívoras ou carnívoras: captura de insetos.
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Órgãos Vegetativos

  • 1.
  • 3. Órgãos Vegetativos: Raiz, Caule e Folha Profa. Dra. Jézili Dias
  • 4.
  • 5. Raiz • Meristema apical da raiz do embrião->raiz primária. • Gimnospermas e eudicotiledôneas-> pivotante. • Monocotiledôneas-> fasciculado. • Morfologia: coifa + zona lisa ou de crescimento + zona pilífera e zona de ramificação. • Anatomia: região de divisão celular + alongamento + maturação.
  • 6.
  • 7.
  • 10. Raiz
  • 12. • Se originam em partes aéreas das plantas (caules e, algumas vezes, folhas), em caules subterrâneos e, regiões, mais ou menos velhas das próprias raízes. • Plantas intactas. • Após distúrbios. Raízes Adventícias
  • 13. Raiz • Funções: Fixação, absorção, reserva e condução.
  • 14. Raízes Grampiformes ou Aderentes • Apresentam grampos, que fixam o vegetal em muros e outras superfícies. Ocorre em várias trepadeiras, ex hera; ocorre também em algumas epífitas, ex bromelias.
  • 16. Raízes Cintura ou Estranguladoras • São comuns em algumas plantas epífitas. • Estas raízes, que são aéreas, se desenvolvem em direção ao solo, envolvendo o tronco de outra planta (hospedeira). • Ao crescer, promovem o estrangulamento do caule da hospedeira, a fim de obter a seiva elaborada. Geralmente, a planta hospedeira morre neste processo por falta de seiva.
  • 17. Raízes Cintura ou Estranguladoras
  • 18. Raízes Respiratórias ou Pneumatóforos • São adaptadas a realização de trocas gasosas com o ambiente. Esse tipo de raiz é encontrado em plantas como a Avicena tomentosa, que vive no solo encharcado e pobre em gás oxigênio nos manguezais. • As raízes principais dessa planta crescem rente à superfície do solo e, de espaço em espaço, apresentam pneumatóforos, que crescem para cima, perpendicularmente ao solo. Durante a maré vazante os pneumatóforos ficam expostos e pode realizar trocas de gases com o ar.
  • 19. Raízes Respiratórias ou Pneumatóforos
  • 20. Raízes Escoras • Aumentam a base de fixação da planta ao solo.
  • 22. Raízes Tabulares • Possuem duas funções importantes na planta: ajudam na fixação ao solo, além de atuarem como raízes respiratórias. • Estas raízes se foram da união do caule com os ramos radiculares. Estão presentes, principalmente, em árvores grandes.
  • 24. Raízes de Reserva • São especializadas em órgãos de reserva. As reservas ainda podem ficar acumuladas na raiz principal (cenoura, beterraba, nabo) ou nas laterais (batata-doce, mandioca).
  • 26. Raízes Sugadoras ou Haustórios • Adaptadas à extração de alimentos de plantas hospedeiras, sendo características de plantas parasitas, como o cipó-chumbo e a erva-de-passarinho. • As raízes sugadoras possuem um órgão de fixação, chamado apreensório, do qual partem finas projeções denominadas haustórios. Os haustórios penetram na planta hospedeira até atingir os vasos condutores de seiva, de onde extraem água e nutrientes de que a planta parasita necessita para sobreviver. • Holoparasitas e hemiparasitas.
  • 27. Raízes Sugadoras ou Haustórios
  • 28. Raízes aquáticas • Nadante em macrófitas flutuantes e lodosa em macrófitas fixas ao fundo lodoso. Em todas há uma estrutura protetora para o meristema apical que impede o ataque de herbívoros.
  • 29. Raízes Contráteis • Capazes de contrações periódicas, que ocorrem por expansão radial das células do córtex, até o colapso. Permitem o aprofundamento de rizomas, cormos e bulbos, em condições adversas, como o fogo nos cerrados. Ex: Taraxacum sp (Asteraceae), trevos (Oxalis spp), lírio (Lillium sp). A maioria das ocorrências é em monocotiledôneas.
  • 31. • Adicionais: sistema radicular não perturbado, origem endógenas. • Reparativas: formadas em resposta a senescência, injúrias ou outros tipos de perturbações, em qualquer período secundário da raiz, origem exógenas. Raízes Gemíferas
  • 33. Raízes: Micorrizas • Micorrizas são associações de raízes e fungos. • Fungos: convertem minerais do solo (como o fósforo) e matéria orgânica degradada em formas assimiláveis ao hospedeiro. • Hospedeiro: produz açucares, aminoácidos e outros materiais orgânicos acessíveis os fungos. • Rozhobium ou Bradyrhizobium + raízes de leguminosas = nódulos radiculares fixadores de nitrogênio.
  • 35.
  • 36.
  • 38. A raiz da mandrágora estava envolta em inúmeros rituais, a que não são alheias as suas propriedades alucinogénicas. Para a retirar do solo havia que ter muito cuidado pois o “homúnculo”, ao sair do seu descanso, dava um grito tão lancinante que podia matar quem o ouvisse. Deveria ser arrancado numa sexta-feira à noite, depois do equinócio de verão, pouco antes do nascer do sol. Fazia-se uma vala à volta da raiz para lhe expor a parte inferior, amarrava-se ao pescoço de um cão preto e fugia-se para bem longe. Depois chamava-se o bicho para que ele a arrancasse. O cão morreria inevitavelmente, mas então passava a ser seguro manuseá-la. Para que os seus poderes se fortalecessem, cortavam-se-lhe as extremidades, enterrava-se na campa de um morto durante trinta dias e regava-se diariamente com leite de vaca diluído onde previamente se haviam afogado três morcegos. A meio da noite do 31º dia, ia-se buscar, secava-se num forno aquecido com ramos de verbena e envolvia-se numa mortalha. A mandrágora mais não era que uma semente humana que havia crescido na terra e não num útero feminino. Dizia-se que eram frequentes por debaixo do patíbulo dos enforcados. Mandrágora
  • 39. Órgãos Vegetativos: Raiz, Caule e Folha Profa. Dra. Jézili Dias
  • 40. Caule • As planta superiores em estádio embrionário apresentam apenas um eixo (hipocótilo – radicular), que possui na sua porção superior uma ou mais folhas embrionárias (cotilédones) e um primórdio de gema.
  • 41.
  • 42. • Origina-se da gema embrionária denominada plúmula (Souza, 2003) Caule: Origens
  • 43. Possíveis origens para o sistema caulinar: A, B, C, D: de diferentes porções do caule embrionário; E e F: de estruturas diferenciadas em outros órgãos. Caule: Origens
  • 44. Caule • Órgão da planta que sustenta as folhas e as estruturas de reprodução e estabelece o contato entre esses órgãos e as raízes. • Nós: regiões das inserções das folhas. • Entrenós: regiões entre dois nós consecutivos. • Gemas axilares/laterais: acima da inserção da folha. • Gema apical: região meristemática na porção terminal do caule-> primórdios foliares e gemas axilares em desenvolvimento.
  • 45. Caule
  • 46. Nós: Região do caule onde surgem as folhas. Normalmente também há gemas axilares e em algumas grupos, raízes adventícias. Caule: Zona dos Nós e Entrenós
  • 47. Nós: Região do caule entre dois nós sucessivos, que pode alongar-se para promover o crescimento do eixo em comprimento. Caule: Zona dos Nós e Entrenós
  • 48. Filotaxia: Disposição das folhas nos nós caulinares
  • 49. • Filotaxia alterna dística: uma folha por nó com duas fileiras de folhas no caule. Filotaxia: Disposição das folhas nos nós caulinares
  • 50. • Filotaxia alterna helicoidal: uma folha por nó, é possível traçar uma hélice imaginária ao redor do caule, unindo os pontos de inserção das folhas. Filotaxia: Disposição das folhas nos nós caulinares
  • 51. • Filotaxia oposta cruzada ou decussada: duas folhas por nó, as folhas situadas imediatamente abaixou ou acima de um nó apresentam disposição cruzada. Filotaxia: Disposição das folhas nos nós caulinares
  • 52. • Filotaxia verticilada: com três ou mais folhas por nó. Filotaxia: Disposição das folhas nos nós caulinares
  • 53. • Monopodial: mono=um; podos=eixo; um único eixo principal desenvolvido que se destaca pelo diâmetro e pelas dimensões entre suas ramificações. (Gonçalves e Lorenzi, 2011)(Souza, 2003) Caule: Ramificações
  • 54. • Simpodial: sim=vários; podos=eixo; não se diferencia o eixo principal na região de ramificações. (Gonçalves e Lorenzi, 2011) Caule: Ramificações
  • 55. Caule
  • 56. Caule
  • 57. • Herbáceos: tenros, clorofilados, não-lignificados (ervas) • Sublenhosos: lignificados apenas na região basal, junto às raízes e tenros no ápice (subarbustos) • Lenhosos: caules intensamente lignificados, geralmente de grande porte. Caule: Consistências
  • 58. Tipos de Caule Há inúmeros tipos de caules, perfeitamente adaptados à diversidade de ambientes e vegetação.
  • 59. Caules Aéreos – Caules Eretos Crescem perpendicularmente ao solo: • Tronco: cilíndrico e ramificado, árvores grandes, muitas dicotiledôneas; nós e entrenós não são muito visíveis. • Haste: mole, geralmente verde e ramificado, a haste é própria de ervas, como a couve. • Estipe: forma cilíndrica e não possui ramos; as folhas saem do topo do caule; é característico da palmeira. • Colmo: semelhante ao estipe, mas apresenta nós e entrenós bem evidentes; os entrenós podem ser ocos (bambu) ou cheios (cana-de-açúcar)
  • 63. Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman. Euterpe edulis Mart. Caules Aéreos – Estipe
  • 65. Caules Aéreos – Caules Trepadores ou Volúveis • Enrolam-se ao longo de um suporte vertical, enquanto lança as suas folhas. • Dextrógiros • Levógiros
  • 66. Caules Aéreos – Caules Trepadores ou Volúveis
  • 67. • Escandentes: órgãos de fixação como gavinhas ou raízes. Caules Aéreos – Caules Trepadores ou Volúveis
  • 68. Caules Aéreos – Caules Rastejantes • Sarmento: cresce rastejando na superfície do solo, mas que está enraizado a ele em somente um ponto na base do caule. • Estolhos: entrenós da parte subterrânea são mais longos.
  • 69. Caules Aéreos – Caules Rastejantes
  • 70. Caules Aéreos – Caules Rastejantes
  • 71. • Caule com entrenós tão curtos que as folhas parecem surgir todas do mesmo ponto. Caules Aéreos – Roseta
  • 72. Caules Subterrâneos • Rizomas: crescem sob a superfície, emitindo ramos ou folhas aéreos. Como exemplos: bananeira, gengibre e samambaia; • Tubérculos: amplo uso como alimento. Especializados em acumular material nutritivo. Exemplo: batatinha. • Bulbos: caule e folhas modificadas. É redondo ou pode apresentar a forma de uma placa. Da parte inferior dessa placa saem raízes; da parte superior saem várias folhas, em geral, com acúmulo de reservas. Exemplo: Alho e a Cebola. • Xilopódio: rico em substância de reserva, água e tecidos mecânicos.
  • 75. • Bulbo tunicado: folhas grossas e largas, recobrindo outras mais internas e com função de reserva (alho). Caules Subterrâneos: Bulbos
  • 76. • Bulbo escamoso: folhas com dimensões menores, com folhas que recobrem outras folhas parcialmente (lírio). Caules Subterrâneos: Bulbos
  • 77. • Bulbo cheio ou sólido: as reservas acumulam-se no caule ou prato, com folhas reduzidas e escamiformes (açafrão). Caules Subterrâneos: Bulbos
  • 79. • geralmente são clorofilados, realizando fotossíntese. Costumam possuir aerênquima, importante para a respiração e para a flutuação Caules Aquáticos
  • 82. • Espinho: ramo caulinar modificado pontiagudo que se verifica em espécies de plantas cítricas. Modificações Caulinares: Espinhos
  • 83. • como órgão de fixação em suportes variados. Diferencia- se da gavinha foliar por ter origem de uma gema lateral. Modificações Caulinares: Gavinhas
  • 84. • caule com aspecto de folha, clorofilado, com função fotossintética e de reserva de água. Crescimento indeterminado e folhas reduzidas ( espinhos). Modificações Caulinares: Cladódio
  • 85. • caule semelhante à folha, mas que difere do cladódio por apresentar crescimento determinado. Modificações Caulinares: Filocládio
  • 86. • A maioria não apresenta crescimento secundário, mas algumas desenvolvem caules espessos (meristema de espessamento secundário). • Palmeiras. Caule: Crescimento Secundário em Monocotiledôneas
  • 87. • Lianas e cipós: grande produção de parênquima o que garante flexibilidade necessária para o enrolamento em luminosidade adequada. Caule: Crescimento Secundário Não Usual, ou Incomum em Eudicotiledôneas
  • 88. • Raiz e Caules: a estrutura secundária é formada pelo câmbio, que origina os tecidos secundários e do felogênio que origina a periderme. Caule: Crescimento Secundário em Eudicotiledôneas
  • 89. Órgãos Vegetativos: Raiz, Caule e Folha Profa. Dra. Jézili Dias
  • 90.
  • 91. • Transpiração, gutação, respiração e fotossíntese. • Duração: perenes ou caducas. • Folha completa: limbo, pecíolo, bainha e estípulas. Folhas
  • 92. • Limbo: porção laminar com nervuras bem visíveis, na extremidade livre (ápice) e uma presa ao pecíolo (base). Folhas
  • 93. • O limbo pode ser simples, ou dividido em folíolos, sendo chamadas de folhas compostas. Folhas
  • 94. • Pecíolo: região cilíndrica e flexível que sustenta as folhas. Folhas
  • 95. • Bainha: é a parque prende o pecíolo ao caule, basal. Bainha Folhas
  • 96. • Estípulas: Duas expansões laterais laminares de cada lado do ponto de inserção do pecíolo. Folhas
  • 97. • Algumas folhas podem ou não apresentar todas as partes características de uma folha completa. As mais comuns são: Folhas - Estruturas
  • 98. • Paralelinérvias: nervuras paralelas (monocotiledôneas). • Peninérvias: nervuras ramificadas (dicotiledôneas). Folhas - Estruturas
  • 100. • Gavinhas e espinhos. Folhas - Adaptações
  • 101. • Brácteas: são folha na base das flores. Quando coloridas, atuam na atração de polinizadores. Folhas - Adaptações
  • 102. • Catáfilos: folhas reduzidas que protegem as gemas caulinares. Podem ser bastante desenvolvidas e armazenar substâncias nutritivas. Folhas - Adaptações
  • 103. • Insetívoras ou carnívoras: captura de insetos. • Forma de urna ou dotadas de cerdas ou tentáculos. Folhas - Adaptações
  • 105.
  • 106.
  • 107.
  • 108.