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Biologia – parcial dia 10/10

                                    Angiospermas

-   Vasculares
-   Sementes protegidas por fruto
-   Espermatófitas
-   Fanerógamas – flores
-   Maior diversidade
-   Polinização – dispersão

    Órgãos vegetativos:
-   Raiz, caule e folhas;

    Órgãos reprodutivos:
-   Flores, sementes e frutos;

                                      Órgãos vegetativos:

    Raiz: Auxilia a fixação do vegetal e na absorção de nutrientes do substrato. Seu
    crescimento se dá por meio da divisão celular do meristema apical. Por isso, a
    extremidade da raiz é a parte mais jovem.

    Caule: parte principal do eixo da planta. Faz ligação entre raízes pelos vasos lenhosos e
    liberianos. Além de ser uma estrutura adaptada à condução de seiva, oferece
    sustentação aos ramos, às folhas, às flores e aos frutos.

    Folha:típico órgão vegetativo vegetal, normalmente de forma laminar e clorofilado,
    cujas funções principais seriam a realização da fotossíntese e as trocas gasosas
    (respiração, transpiração e a própria fotossíntese).

    A folha é revestida pela epiderme. Entre a epiderme superior e a epiderme inferior fica
    o mesofilo, a região interior da folha, composta de tecidos de sustentação parênquima
    clorofiliano e tecidos de condução. Os tecidos de condução, conjugados em feixes
    líbero-lenhosos, formam as nervuras foliares no interior do mesofilo. O xilema ocupa a
    parte superior do mesofilo, e o floema ocupa a parte inferior. Além de conduzirem
    seiva, os vasos condutores dão sustentação mecânica à folha. As nervuras foliares são
    visíveis a olho nu.



                                     Órgãos reprodutivos

    Flor: órgão reprodutor encontrado somente nos vegetais denominados como
    fanerógamas, ou seja, em plantas que possuem órgãos reprodutores macroscópicos.
    Ramo extremamente especializado que contém esporofilos, isto é, folhas que originam
    esporângios.

    A estrutura que define a flor é o carpelo (vaso), de onde se origina o nome
    angiosperma. De fato, no interior do carpelo estão os óvulos que, após a fecundação,
    serão transformados em sementes.

    Uma flor completa possui três elementos: um pedúnculo, que é a haste que sustenta a
    flor, unindo-a ao caule; um receptáculo floral, porção curta e dilatada do pedúnculo; e
    verticilos florais, que são os elementos inseridos no receptáculo. Na ausência de um ou
    mais verticilos, a flor é considerada incompleta. Os verticilos florais de proteção são o
cálice floral e a corola. O cálice floral é um conjunto de sépalas, folhas modificadas, em
 geral verdes. A corola corresponde ao conjunto das pétalas, folhas modificadas, em
 geral coloridas. O conjunto de verticilos formado pelo cálice e pela corola é chamado
 de perianto.

 Os verticilos florais de reprodução são o androceu e o gineceu. O androceu é formado
 por unidade chamadas estames. Casa estame é um microsporófilo composto de filete,
 antera e conectivo. O filete é a haste fina, na ponta da qual se prende uma antera
 bilobada contendo quatro microsporângios ou sacos polínicos, que produzem grãos de
 pólen. O conectivo une o filete à antera.

 O gineceu é formado por um ou mais carpelos. O carpelo ou pistilo é um
 megasporófilo composto de estigma, estilete e ovário. O estigma é a parte achatada,
 geralmente pegajosa, em que se aderem os grãos de pólen. O estilete é a geste que vai
 do ovário até o estigma. O ovário é a porção dilatada e oca do carpelo. Ligada
 diretamente ao receptáculo da flor. Dentro do ovário estão os óvulos.

 Ciclo reprodutivo: As angiospermas apresentam reprodução sexuada por alternância
 de gerações. O esporófito diploide é a fase predominante. Quando chegam à
 maturidade sexual, as angiospermas originam estruturas reprodutivas.

 O esporófito, que corresponde ao indivíduo vemos, é a geração diploide e se reproduz
 por meio de esporos. O gametófito geração haploide, está presente na flor do
 esporófito, onde se nutre e desenvolve; é pequeno, de curta duração e se reproduz
 por meio de gametas.

 Gineceu: no pistilo o grão de pólen entra pelo estigma passando pelo tubo polínico e
 chegando enfim ao ovário – dentro do ovário acontece a fecundação que gera então o
 zigoto.

 Androceu: saindo do receptáculo floral o grão de pólen passa pelo filete e pela antera
 até ser disperso e entrar em contato com o sistema reprodutor feminino.

 O grão de pólen é dividido em dois tegumentos:
 Intina – protege internamente
 Exina – protege externamente

 Óvulo – protegido pelo saco embrionário – forma o ovário
 Células (núcleos) que não foram fecundadas (corpúsculo polar) foram o saco
 embrionário que darão origem ao fruto, que irá proteger o embrião irá se desenvolver
 na semente.

 Semente: A semente nutre e protege o embrião e auxilia na sua dispersão. Ela é
 formada pelo embrião, pelo endosperma secundário e pelo tegumento (casca). O
 tegumento é constituído pelos envoltórios do óvulo. A parede mais interna da casca é
 chamada de tégmen e a mais externa, testa. O embrião apresenta três partes básicas:
 radícula, caulículo e a cotilédone. A radícula originará a raiz da planta adulta. O
 caulículo formará caule e folhas. O cotilédone é uma folha, podendo estar presente
 em número de um ou dois. Sua função é absorver o endosperma e transferi-lo para o
 embrião ou armazená-lo.
 Em relação ao número de cotilédone, as angiospermas podem ser divididas em
 monocotiledôneas e dicotiledôneas. Principais diferenças entre elas:

                              Monocotiledôneas               Dicotiledôneas
Número de cotilédones         Um                             Dois
Tipos de nervuras          Paralelas                       Ramificadas/Reticuladas
       Vasos condutores           Dispostos de forma difusa       Dispostos de forma ordenada
                                  Xilema e floema juntos e        Xilema e floema distribuídos
                                  misturados                      na região periférica da planta
       Pétalas – nº de verticilos Flores trimeras (múltiplos      Flores dímeras, tetrâmeras ou
       florais                    de 3)                           pentâmeras (2, 4, 5 ou
                                                                  múltiplos de 5).
       Tipo de raiz                    Fasciculada                Pivotante
         Após sua formação, as sementes de algumas espécies podem germinar em seguida.
         Outras entram em dormência e podem permanecer assim por anos ou até séculos. Ao
         encontrarem condições de desenvolvimento adequado, como água, calor, gás oxigênio
         e, em alguns casos, luz, elas germinam originando uma plântula, que é a planta jovem.

         Fruto: órgão encontrado somente nas angiospermas, com a finalidade protetora, mas
         acima de tudo, de dispersão das sementes. Portanto, suas características estão
         adaptadas ao tipo de dispersor, assim como, observado nas flores.
         Os frutos são considerados também órgãos reprodutores. São originados após a
         fecundação, a partir do ovário floral. Qualquer órgão semelhante, desenvolvido a
         partir de qualquer outra parte floral será denominado de pseudofruto.
         Também pode ser chamado de pericarpo. É composto de epicarpo, mesocarpo e
         endocarpo. O epicarpo é a casca do fruto, que tem origem na epiderme externa do
         ovário. O mesocarpo ou a polpa é a parte mediana do fruto e origina-se do mesofilo,
         tecido que fica entre as epidermes interna e externa do ovário. O endocarpo, porção
         mais interior, originasse da epiderme interna do ovário.

                                       Tecidos Vegetais

Células embrionárias
    - São células meristemáticas: indiferenciadas e capazes de originar qualquer tipo de
        célula vegetal: Grande capacidade de divisão mitótica.
    - Constituem os meristemas.
    - Características:
                Parede celular fina e flexível (parede celulósica primária),
                Citoplasma denso com pequenos vacúolos,
                Núcleo volumoso,
                Forma poliédrica.

Tecidos meristemáticos:Origem de todo o crescimento da planta:Plantas continuam a crescer
ao longo de toda a vida.
Meristemas apicais: Formados por tecidos perpetuamente jovens e capazes de acrescentar
novas células indefinidamente ao corpo da planta.Responsáveis pelo crescimento primário da
planta em comprimento.

   -     Meristemas primários:
         Localizados nas extremidades de raízes e caules:
                 1. Protoderme,
                 2. Procâmbio,
                 3. Meristema fundamental.

Meristemas laterais: Responsáveis pelo crescimento secundário da planta em espessura.

   -     Meristemas secundários:
         Originados a partir do procâmbio ou da desdiferenciação de células parenquimáticas
         (que retornam ao estado de células meristemáticas):
1. Câmbio vascular:
            2. Câmbio fascicular - origina-se do procâmbio;
            3. Câmbio interfascicular - origina-se da desdiferenciação de células
               parenquimáticas.
            4. Felogênio ou câmbio da casca- origina-se da desdiferenciação de células
               parenquimáticas.

Organização do corpo da planta: Células  tecidos  sistemas de tecidos  órgãos (raízes,
caules e folhas).

Sistema radicular:constituído pelo conjunto de raízes.
    - Raízes laterais (ramificações) - surgem de um tecido interno da raiz (periciclo).

Sistema caulinar: constituído pelo caule e pelas folhas.

    -   Caules: constituídos por:
           1. Nós - parte do caule na qual uma ou mais folhas se inserem;
           2. Internós ou entrenós - parte do caule entre dois nós sucessivos;
           3. Gema apical - origina outros meristemas e forma os primórdios de folhas;
           4. Gemas laterais ou axilares - tecidos embrionários do caule:geralmente
                formam-se nas axilas (ângulo superior entre a folha e o caule) - originam os
                ramos.

    -   Folhas: apresentam mesófilo, tecido especializado na realização da fotossíntese.


Sistemas de tecidos: ocorrem em todos os órgãos da planta e são contínuos de órgão para
órgão:
    - Sistema dérmico;
    - Sistema vascular;
    - Sistema fundamental.
Principais diferenças nas estruturas de raízes, caules e folhas:
    - Residem na distribuição relativa dos tecidos dos sistemas vascular e fundamental.

Tecidos de revestimento: Forma a cobertura mais externa de proteção da planta.
        Epiderme - tecido primário originado da protoderme: reveste e protege todo o corpo
        primário da planta
        Periderme - tecido secundário originado do felogênio:
    - Formada por 3 camadas:
                    1. Súber ou felema - casca (camada mais externa);
                    2. Felogênio (camada intermediária);
                    3. Feloderme - tipo de parênquima originado a partir da atividade do
                        felogênio (camada mais interna).
    - Substitui a epiderme durante o crescimento secundário da planta.

        Sistema vascular: Está imerso no sistema fundamental.
    -   Primário: originado do procâmbio e constituído de:
                Xilema ou lenho primário - conduz água e sais minerais das raízes até as folhas;
                Floema ou líber primário - conduz os produtos da fotossíntese das folhas e de
                outras partes fotossintetizantes para as demais partes da planta.
    -   Secundário:
Câmbio fascicular: porção do câmbio que se origina dentro dos feixes
              vasculares:origina xilema e floema secundários.
              Câmbio interfascicular: porção do câmbio que se origina nas regiões dos raios
              medulares, entre os feixes vasculares: origina xilema e floema secundários.

       Sistema fundamental:
       Compreende os seguintes tecidos:
                  1. Parênquimas - diversas funções:
                     Preenchimento,
                     Reserva (armazenamento),
                     Assimilação (fotossíntese).
                  2. Colênquima e esclerênquima:
                     Sustentação.

       Sistema dérmico:Tecidos de revestimento e proteção
              Epiderme: Anexos epidérmicos
              Periderme:súber, felogênio e feloderme:
                  - Lenticelas e ritidoma.

       Sistema de revestimento e proteção: Abrange a epiderme e todas as suas estruturas
       anexas.



              Epiderme: reveste toda a estrutura primária da planta:

              - Geralmente incolor (desprovida de cloroplastos) e uniestratificada (formada
                por uma camada de células justapostas e achatadas);
              - Com grande vacúolo.
              - Sua superfície externa é recoberta geralmente por uma cutícula, formada
                pela deposição de cutina, substância de natureza lipídica
                (cera):impermeabilização que reduz a perda de água.

Anexos epidérmicos:

           - Estômatos;
   Estruturas epidérmicas presentes nas folhas, que garantem as trocas gasosas e a
   transpiração (eliminação de água na forma de vapor).
   Estrutura:
           1. Células-guarda ou estomáticas - duas células clorofiladas alongadas e
               recurvadas, com paredes celulares desigualmente espessadas (reforço na
               parte côncava);
           2. Ostíolo ou poro estomático - pequena abertura entre as células-guarda.
   Abertura e fechamento do ostíolo - controle da perda de água por transpiração.
   Tamanho da abertura estomática - determina também a taxa de trocas gasosas.

           - Hidatódios;
   Estruturas semelhantes aos estômatos e situadas ponta e nas margens de certas folhas.
São responsáveis pelo fenômeno da gutação - eliminação de água na forma líquida: sob
   condições especiais de temperatura e umidade relativa do ar

          - Papilas;
   Pequenas saliências das células epidérmicas que dão um aspecto aveludado às pétalas de
   algumas flores.

           - Tricomas ou pelos;
   Também chamados pelos.
   Formações epidérmicas largamente distribuídas nas folhas, caules, frutos, sementes e
   raízes;
   Nas folhas a sua principal função é proteger contra o excesso de transpiração: abundantes
   nas plantas de climas quentes.

            - Escamas;
São modificações de tricomas geralmente discóides, unidas à epiderme por um pedúnculo.
Sua função principal é a de proteger contra a perda de água.
Nas plantas epífitas (bromeliáceas) funcionam como elementos de absorção de água e
nutrientes minerais - escamas absorventes.

           - Acúleos
São formações epidérmicas rígidas e pontiagudas.
Ocorrem geralmente no caule.



Acúleo X Espinho
               Acúleo – base longa; origem na epiderme; base como local de armazenamento
               de água; proteger contra ação dos predadores; destaca-se com facilidade;
               folhas modificadas (conecção com o ambiente externo);
               Espinho – fino; da base ao topo; tecido de preenchimento e sustentação
               vegetal; proteção – manter um elo de comunicação; origem no tecido
               parenquimático; difícil de ser arrancado; folhas modificadas - promove trocas
               gasosas;

Tecido de preenchimento ou parenquimático: compostos de células vivas, de paredes finas,
que se comunicam entre si. Além do preenchimento, o tecidos parenquimáticos
desempenham tarefas como síntese e armazenamento de substâncias. Os tecidos de síntese
são os parênquimas clorofilianos; os tecidos de armazenamento são os parênquima de
reserva.


Tecidos de sustentação: Oferecem suporte mecânico à planta. Existem dois tipos: colênquima
e esclerênquima.

Colênquima: Em botânica, chama-se colênquima a um tecido parenquimatoso em que as
células possuem a parede primária espessada e que ajudam a suportar órgãos em
crescimento. Ocorre sob a forma de "cordões"; é espesso e brilhante. Possui celulose,
substâncias pécticas e água, e suas células podem conter cloroplastos.
De uma forma simplificada, trata-se de um tecido especializado na sustentação esquelética dos
vegetais. É formado por um grande número de células vivas alongadas, dotadas de paredes
grossas e rígidas muito resistentes, com depósitos de celulose reforçados.

Esclerênquima: Tecido de sustentação dos vegetais, composto por células mortas, o
esclerênquima é composto por diversos tipos celulares, por vezes formando tecidos distintos,
por vezes dispersos no parênquima. São todas células mortas na maturidade, com parede
celular espessada e lignificada, de modo que a parede destas células permanece no vegetal,
constituindo tecidos. Fazem parte do esclerênquima células associadas ao xilema (fibras) e os
esclereídeos, dispersos entre os tecidos parenquimáticos, ou constituindo verdadeiras
carapaças, como quando formam o envoltório de sementes.

Tecidos de condução:São os tecidos responsáveis pela condução da seiva. Dividem-se em
xilema ou lenho e floema ou líber.

Xilema ou lenho (condução e sustentação): É um tecido morto, que conduz a seiva bruta ou
inorgânica, constituída de água e sais minerais, das raízes às folhas, para a realização da
fotossíntese.

O xilema é constituído pelos seguintes elementos:

           -   Células mortas, diretamente ligadas à condução de seiva bruta. Caracterizam-
               se por apresentar reforços de lignina.
           -   Os traqueídes constituem o único tipo de células condutora de seiva bruta das
               plantas inferiores e gimnospermas.
           -   As traqueias são elementos mais especializados, encontrados na grande
               maioria nas angiospermas. Geralmente as angiospermas, além das traqueias,
               contém traqueídes no xilema.

Floema ou líber: É um tecido vivo responsável pela condução da seiva orgânica.

Na sua constituição vamos encontrar:

       -   Elementos crivados: as células crivadas são filogeneticamente menos evoluídas e
           aparecem nas angiospermas e nas gimnospermas.
       -   Células anexas ou companheiras: São células vivas que se ligam diretamente aos
           elementos de tubos crivados por meio de plasmodesmos. Estas células são
           consideradas fornecedoras das funções nucleares e de energia para os tubos
           crivados.
       -   Parênquima liberiano: formado por células vivas, com funções de reserva. Este
           tecido envolve os vasos liberianos.
       -   Fibras esclerenquimáticas: São células mortas, alongadas, colocadas junto aos
           vasos, com funções de sustentação e proteção.

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Parcial biologia

  • 1. Biologia – parcial dia 10/10 Angiospermas - Vasculares - Sementes protegidas por fruto - Espermatófitas - Fanerógamas – flores - Maior diversidade - Polinização – dispersão Órgãos vegetativos: - Raiz, caule e folhas; Órgãos reprodutivos: - Flores, sementes e frutos; Órgãos vegetativos: Raiz: Auxilia a fixação do vegetal e na absorção de nutrientes do substrato. Seu crescimento se dá por meio da divisão celular do meristema apical. Por isso, a extremidade da raiz é a parte mais jovem. Caule: parte principal do eixo da planta. Faz ligação entre raízes pelos vasos lenhosos e liberianos. Além de ser uma estrutura adaptada à condução de seiva, oferece sustentação aos ramos, às folhas, às flores e aos frutos. Folha:típico órgão vegetativo vegetal, normalmente de forma laminar e clorofilado, cujas funções principais seriam a realização da fotossíntese e as trocas gasosas (respiração, transpiração e a própria fotossíntese). A folha é revestida pela epiderme. Entre a epiderme superior e a epiderme inferior fica o mesofilo, a região interior da folha, composta de tecidos de sustentação parênquima clorofiliano e tecidos de condução. Os tecidos de condução, conjugados em feixes líbero-lenhosos, formam as nervuras foliares no interior do mesofilo. O xilema ocupa a parte superior do mesofilo, e o floema ocupa a parte inferior. Além de conduzirem seiva, os vasos condutores dão sustentação mecânica à folha. As nervuras foliares são visíveis a olho nu. Órgãos reprodutivos Flor: órgão reprodutor encontrado somente nos vegetais denominados como fanerógamas, ou seja, em plantas que possuem órgãos reprodutores macroscópicos. Ramo extremamente especializado que contém esporofilos, isto é, folhas que originam esporângios. A estrutura que define a flor é o carpelo (vaso), de onde se origina o nome angiosperma. De fato, no interior do carpelo estão os óvulos que, após a fecundação, serão transformados em sementes. Uma flor completa possui três elementos: um pedúnculo, que é a haste que sustenta a flor, unindo-a ao caule; um receptáculo floral, porção curta e dilatada do pedúnculo; e verticilos florais, que são os elementos inseridos no receptáculo. Na ausência de um ou mais verticilos, a flor é considerada incompleta. Os verticilos florais de proteção são o
  • 2. cálice floral e a corola. O cálice floral é um conjunto de sépalas, folhas modificadas, em geral verdes. A corola corresponde ao conjunto das pétalas, folhas modificadas, em geral coloridas. O conjunto de verticilos formado pelo cálice e pela corola é chamado de perianto. Os verticilos florais de reprodução são o androceu e o gineceu. O androceu é formado por unidade chamadas estames. Casa estame é um microsporófilo composto de filete, antera e conectivo. O filete é a haste fina, na ponta da qual se prende uma antera bilobada contendo quatro microsporângios ou sacos polínicos, que produzem grãos de pólen. O conectivo une o filete à antera. O gineceu é formado por um ou mais carpelos. O carpelo ou pistilo é um megasporófilo composto de estigma, estilete e ovário. O estigma é a parte achatada, geralmente pegajosa, em que se aderem os grãos de pólen. O estilete é a geste que vai do ovário até o estigma. O ovário é a porção dilatada e oca do carpelo. Ligada diretamente ao receptáculo da flor. Dentro do ovário estão os óvulos. Ciclo reprodutivo: As angiospermas apresentam reprodução sexuada por alternância de gerações. O esporófito diploide é a fase predominante. Quando chegam à maturidade sexual, as angiospermas originam estruturas reprodutivas. O esporófito, que corresponde ao indivíduo vemos, é a geração diploide e se reproduz por meio de esporos. O gametófito geração haploide, está presente na flor do esporófito, onde se nutre e desenvolve; é pequeno, de curta duração e se reproduz por meio de gametas. Gineceu: no pistilo o grão de pólen entra pelo estigma passando pelo tubo polínico e chegando enfim ao ovário – dentro do ovário acontece a fecundação que gera então o zigoto. Androceu: saindo do receptáculo floral o grão de pólen passa pelo filete e pela antera até ser disperso e entrar em contato com o sistema reprodutor feminino. O grão de pólen é dividido em dois tegumentos: Intina – protege internamente Exina – protege externamente Óvulo – protegido pelo saco embrionário – forma o ovário Células (núcleos) que não foram fecundadas (corpúsculo polar) foram o saco embrionário que darão origem ao fruto, que irá proteger o embrião irá se desenvolver na semente. Semente: A semente nutre e protege o embrião e auxilia na sua dispersão. Ela é formada pelo embrião, pelo endosperma secundário e pelo tegumento (casca). O tegumento é constituído pelos envoltórios do óvulo. A parede mais interna da casca é chamada de tégmen e a mais externa, testa. O embrião apresenta três partes básicas: radícula, caulículo e a cotilédone. A radícula originará a raiz da planta adulta. O caulículo formará caule e folhas. O cotilédone é uma folha, podendo estar presente em número de um ou dois. Sua função é absorver o endosperma e transferi-lo para o embrião ou armazená-lo. Em relação ao número de cotilédone, as angiospermas podem ser divididas em monocotiledôneas e dicotiledôneas. Principais diferenças entre elas: Monocotiledôneas Dicotiledôneas Número de cotilédones Um Dois
  • 3. Tipos de nervuras Paralelas Ramificadas/Reticuladas Vasos condutores Dispostos de forma difusa Dispostos de forma ordenada Xilema e floema juntos e Xilema e floema distribuídos misturados na região periférica da planta Pétalas – nº de verticilos Flores trimeras (múltiplos Flores dímeras, tetrâmeras ou florais de 3) pentâmeras (2, 4, 5 ou múltiplos de 5). Tipo de raiz Fasciculada Pivotante Após sua formação, as sementes de algumas espécies podem germinar em seguida. Outras entram em dormência e podem permanecer assim por anos ou até séculos. Ao encontrarem condições de desenvolvimento adequado, como água, calor, gás oxigênio e, em alguns casos, luz, elas germinam originando uma plântula, que é a planta jovem. Fruto: órgão encontrado somente nas angiospermas, com a finalidade protetora, mas acima de tudo, de dispersão das sementes. Portanto, suas características estão adaptadas ao tipo de dispersor, assim como, observado nas flores. Os frutos são considerados também órgãos reprodutores. São originados após a fecundação, a partir do ovário floral. Qualquer órgão semelhante, desenvolvido a partir de qualquer outra parte floral será denominado de pseudofruto. Também pode ser chamado de pericarpo. É composto de epicarpo, mesocarpo e endocarpo. O epicarpo é a casca do fruto, que tem origem na epiderme externa do ovário. O mesocarpo ou a polpa é a parte mediana do fruto e origina-se do mesofilo, tecido que fica entre as epidermes interna e externa do ovário. O endocarpo, porção mais interior, originasse da epiderme interna do ovário. Tecidos Vegetais Células embrionárias - São células meristemáticas: indiferenciadas e capazes de originar qualquer tipo de célula vegetal: Grande capacidade de divisão mitótica. - Constituem os meristemas. - Características: Parede celular fina e flexível (parede celulósica primária), Citoplasma denso com pequenos vacúolos, Núcleo volumoso, Forma poliédrica. Tecidos meristemáticos:Origem de todo o crescimento da planta:Plantas continuam a crescer ao longo de toda a vida. Meristemas apicais: Formados por tecidos perpetuamente jovens e capazes de acrescentar novas células indefinidamente ao corpo da planta.Responsáveis pelo crescimento primário da planta em comprimento. - Meristemas primários: Localizados nas extremidades de raízes e caules: 1. Protoderme, 2. Procâmbio, 3. Meristema fundamental. Meristemas laterais: Responsáveis pelo crescimento secundário da planta em espessura. - Meristemas secundários: Originados a partir do procâmbio ou da desdiferenciação de células parenquimáticas (que retornam ao estado de células meristemáticas):
  • 4. 1. Câmbio vascular: 2. Câmbio fascicular - origina-se do procâmbio; 3. Câmbio interfascicular - origina-se da desdiferenciação de células parenquimáticas. 4. Felogênio ou câmbio da casca- origina-se da desdiferenciação de células parenquimáticas. Organização do corpo da planta: Células  tecidos  sistemas de tecidos  órgãos (raízes, caules e folhas). Sistema radicular:constituído pelo conjunto de raízes. - Raízes laterais (ramificações) - surgem de um tecido interno da raiz (periciclo). Sistema caulinar: constituído pelo caule e pelas folhas. - Caules: constituídos por: 1. Nós - parte do caule na qual uma ou mais folhas se inserem; 2. Internós ou entrenós - parte do caule entre dois nós sucessivos; 3. Gema apical - origina outros meristemas e forma os primórdios de folhas; 4. Gemas laterais ou axilares - tecidos embrionários do caule:geralmente formam-se nas axilas (ângulo superior entre a folha e o caule) - originam os ramos. - Folhas: apresentam mesófilo, tecido especializado na realização da fotossíntese. Sistemas de tecidos: ocorrem em todos os órgãos da planta e são contínuos de órgão para órgão: - Sistema dérmico; - Sistema vascular; - Sistema fundamental. Principais diferenças nas estruturas de raízes, caules e folhas: - Residem na distribuição relativa dos tecidos dos sistemas vascular e fundamental. Tecidos de revestimento: Forma a cobertura mais externa de proteção da planta. Epiderme - tecido primário originado da protoderme: reveste e protege todo o corpo primário da planta Periderme - tecido secundário originado do felogênio: - Formada por 3 camadas: 1. Súber ou felema - casca (camada mais externa); 2. Felogênio (camada intermediária); 3. Feloderme - tipo de parênquima originado a partir da atividade do felogênio (camada mais interna). - Substitui a epiderme durante o crescimento secundário da planta. Sistema vascular: Está imerso no sistema fundamental. - Primário: originado do procâmbio e constituído de: Xilema ou lenho primário - conduz água e sais minerais das raízes até as folhas; Floema ou líber primário - conduz os produtos da fotossíntese das folhas e de outras partes fotossintetizantes para as demais partes da planta. - Secundário:
  • 5. Câmbio fascicular: porção do câmbio que se origina dentro dos feixes vasculares:origina xilema e floema secundários. Câmbio interfascicular: porção do câmbio que se origina nas regiões dos raios medulares, entre os feixes vasculares: origina xilema e floema secundários. Sistema fundamental: Compreende os seguintes tecidos: 1. Parênquimas - diversas funções: Preenchimento, Reserva (armazenamento), Assimilação (fotossíntese). 2. Colênquima e esclerênquima: Sustentação. Sistema dérmico:Tecidos de revestimento e proteção Epiderme: Anexos epidérmicos Periderme:súber, felogênio e feloderme: - Lenticelas e ritidoma. Sistema de revestimento e proteção: Abrange a epiderme e todas as suas estruturas anexas. Epiderme: reveste toda a estrutura primária da planta: - Geralmente incolor (desprovida de cloroplastos) e uniestratificada (formada por uma camada de células justapostas e achatadas); - Com grande vacúolo. - Sua superfície externa é recoberta geralmente por uma cutícula, formada pela deposição de cutina, substância de natureza lipídica (cera):impermeabilização que reduz a perda de água. Anexos epidérmicos: - Estômatos; Estruturas epidérmicas presentes nas folhas, que garantem as trocas gasosas e a transpiração (eliminação de água na forma de vapor). Estrutura: 1. Células-guarda ou estomáticas - duas células clorofiladas alongadas e recurvadas, com paredes celulares desigualmente espessadas (reforço na parte côncava); 2. Ostíolo ou poro estomático - pequena abertura entre as células-guarda. Abertura e fechamento do ostíolo - controle da perda de água por transpiração. Tamanho da abertura estomática - determina também a taxa de trocas gasosas. - Hidatódios; Estruturas semelhantes aos estômatos e situadas ponta e nas margens de certas folhas.
  • 6. São responsáveis pelo fenômeno da gutação - eliminação de água na forma líquida: sob condições especiais de temperatura e umidade relativa do ar - Papilas; Pequenas saliências das células epidérmicas que dão um aspecto aveludado às pétalas de algumas flores. - Tricomas ou pelos; Também chamados pelos. Formações epidérmicas largamente distribuídas nas folhas, caules, frutos, sementes e raízes; Nas folhas a sua principal função é proteger contra o excesso de transpiração: abundantes nas plantas de climas quentes. - Escamas; São modificações de tricomas geralmente discóides, unidas à epiderme por um pedúnculo. Sua função principal é a de proteger contra a perda de água. Nas plantas epífitas (bromeliáceas) funcionam como elementos de absorção de água e nutrientes minerais - escamas absorventes. - Acúleos São formações epidérmicas rígidas e pontiagudas. Ocorrem geralmente no caule. Acúleo X Espinho Acúleo – base longa; origem na epiderme; base como local de armazenamento de água; proteger contra ação dos predadores; destaca-se com facilidade; folhas modificadas (conecção com o ambiente externo); Espinho – fino; da base ao topo; tecido de preenchimento e sustentação vegetal; proteção – manter um elo de comunicação; origem no tecido parenquimático; difícil de ser arrancado; folhas modificadas - promove trocas gasosas; Tecido de preenchimento ou parenquimático: compostos de células vivas, de paredes finas, que se comunicam entre si. Além do preenchimento, o tecidos parenquimáticos desempenham tarefas como síntese e armazenamento de substâncias. Os tecidos de síntese são os parênquimas clorofilianos; os tecidos de armazenamento são os parênquima de reserva. Tecidos de sustentação: Oferecem suporte mecânico à planta. Existem dois tipos: colênquima e esclerênquima. Colênquima: Em botânica, chama-se colênquima a um tecido parenquimatoso em que as células possuem a parede primária espessada e que ajudam a suportar órgãos em crescimento. Ocorre sob a forma de "cordões"; é espesso e brilhante. Possui celulose,
  • 7. substâncias pécticas e água, e suas células podem conter cloroplastos. De uma forma simplificada, trata-se de um tecido especializado na sustentação esquelética dos vegetais. É formado por um grande número de células vivas alongadas, dotadas de paredes grossas e rígidas muito resistentes, com depósitos de celulose reforçados. Esclerênquima: Tecido de sustentação dos vegetais, composto por células mortas, o esclerênquima é composto por diversos tipos celulares, por vezes formando tecidos distintos, por vezes dispersos no parênquima. São todas células mortas na maturidade, com parede celular espessada e lignificada, de modo que a parede destas células permanece no vegetal, constituindo tecidos. Fazem parte do esclerênquima células associadas ao xilema (fibras) e os esclereídeos, dispersos entre os tecidos parenquimáticos, ou constituindo verdadeiras carapaças, como quando formam o envoltório de sementes. Tecidos de condução:São os tecidos responsáveis pela condução da seiva. Dividem-se em xilema ou lenho e floema ou líber. Xilema ou lenho (condução e sustentação): É um tecido morto, que conduz a seiva bruta ou inorgânica, constituída de água e sais minerais, das raízes às folhas, para a realização da fotossíntese. O xilema é constituído pelos seguintes elementos: - Células mortas, diretamente ligadas à condução de seiva bruta. Caracterizam- se por apresentar reforços de lignina. - Os traqueídes constituem o único tipo de células condutora de seiva bruta das plantas inferiores e gimnospermas. - As traqueias são elementos mais especializados, encontrados na grande maioria nas angiospermas. Geralmente as angiospermas, além das traqueias, contém traqueídes no xilema. Floema ou líber: É um tecido vivo responsável pela condução da seiva orgânica. Na sua constituição vamos encontrar: - Elementos crivados: as células crivadas são filogeneticamente menos evoluídas e aparecem nas angiospermas e nas gimnospermas. - Células anexas ou companheiras: São células vivas que se ligam diretamente aos elementos de tubos crivados por meio de plasmodesmos. Estas células são consideradas fornecedoras das funções nucleares e de energia para os tubos crivados. - Parênquima liberiano: formado por células vivas, com funções de reserva. Este tecido envolve os vasos liberianos. - Fibras esclerenquimáticas: São células mortas, alongadas, colocadas junto aos vasos, com funções de sustentação e proteção.