Trabalho De Grupo Semiotica Da ComunicaçAo O Grito

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Trabalho De Grupo Semiotica Da ComunicaçAo O Grito

  1. 1. “O Grito” Edvard Munch Trabalho realizado por: Miguel Carvalho nº 7488 Nuno Monteiro nº 7720 Nuno Granada nº 7584
  2. 2. Semiótica da comunicação 2 “O Grito” Ricardo Filipe nº 7613 Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008
  3. 3. Semiótica da comunicação 3 “O Grito” Índice Pág. Introdução 3 Movimento expressionista 3 O Quadro “O Grito” 5 Entropia de “O Grito” 5 A Denotação e conotação de imagem 7 Analise Denotativa 7 Analise Conotativa 9 Conclusão 10 Bibliografia 11 Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008
  4. 4. Semiótica da comunicação 4 “O Grito” Introdução Com este trabalho pretendemos analisar de uma forma mais aprofundada o quadro de Edvard Munch, “O Grito”. Para tal, tivemos que fazer uma pesquisa mais abrangente relativamente à sua história, ao contexto da sua construção, e toda a envolvência que esta obra gerou. Recorrendo à ajuda da semiótica, tentaremos descodificar a imagem em toda a sua significação e misticidade. Movimento expressionista Nos finais do século XIX e no princípio do século XX, surgiu na Alemanha um movimento artístico desenvolvido como reacção ao Impressionismo. O trabalho de arte deixou de representar a realidade, passando para o sentimento interior do artista, o seu estado emocional e a sua visão do meio ambiente. O artista tentava representar o seu estado emocional na sua forma mais completa, sem se preocupar com a natureza externa, mas antes com a sua natureza interna e as emoções que desperta no observador; para atingir isto, os temas são exagerados e distorcidos de forma a intensificar a comunicação do artista. O termo Expressionismo não se aplicou à pintura antes de 1911, e as suas características encontram-se em quase todos os países e períodos. No entanto, os autênticos precursores do expressionismo moderno apareceram nos finais do século XIX e inícios do século XX, especialmente o pintor Edvard Munch, que criou um dos quadros mais importantes da história. O autor da obra “O Grito” e impulsionador do expressionismo é Edvard Munch. Edvard Munch nasceu em Löten, na Noruega, em 12 de Dezembro de 1863, e estudou arte em Oslo. "Moças na ponte" e "Noite branca" são alguns dos seus últimos trabalhos (1911) e podem ser vistos no museu de Oslo que recebeu o seu nome. Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008
  5. 5. Semiótica da comunicação 5 “O Grito” O maior pintor norueguês e mais importante inspirador do movimento expressionista foi sempre um marginal, pensativo e melancólico que chamava aos seus quadros de filhos. A sua neurose tem início numa infância traumática: a mãe e a irmã mais velha morreram de tuberculose quando era pequeno e ele foi criado pelo pai, que era um fanático religioso. Munch tinha tanto medo do pai que exigiu que “Puberdade”, o seu primeiro nu, permanecesse coberto numa exposição em Oslo, a que seu pai compareceu. Munch ganhou uma bolsa de estudos em 1889. Viveu em França, na Alemanha e em Itália, e somente após 18 anos regressou à terra natal. Em Paris, teve contacto com os pós-impressionistas, especialmente Toulouse-Lautrec e Gauguin, de quem recebeu reconhecida influência. Em Berlim, entre 1892 e 1908, conheceu August Strindberg e influiu na evolução do expressionismo alemão. O quadro foi exposto pela primeira vez em 1903, como parte de um conjunto de seis peças, intitulado Amor. A ideia de Munch era representar as várias fases de um caso amoroso, desde o encantamento inicial a uma rotura traumática. “O Grito” representava a última etapa, envolta em sensações de angústia. A recepção crítica foi duvidosa e o conjunto Amor foi classificado como arte demente (mais tarde, o regime nazi classificou Munch como artista degenerado e retirou toda a sua obra em exposição na Alemanha). Um crítico considerou o conjunto, e em particular O Grito, tão perturbador, que aconselhou mulheres grávidas a evitar a exposição. A reacção do público, no entanto, foi a oposta e o quadro tornou-se um motivo de sensação. O nome “O Grito” surge pela primeira vez nas críticas e reportagens da época. A carreira desta obra enquanto ícone cultural começou no período pós-segunda grande guerra. Com a popularização da obra, “O Grito” tornou-se num dos quadros mais reproduzidos de sempre, não só em posters como também em canecas, canetas e porta-chaves. Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008
  6. 6. Semiótica da comunicação 6 “O Grito” O quadro “O Grito” • A entropia de “O Grito” Mesmo após a atenta observação desta obra, é impossível sem a legenda, neste caso o título, o visionador compreender o que o quadro realmente representa, isto é, qualquer um de nós ao ver o quadro pode fazer várias interpretações diferentes, levando assim a aumentar significativamente o grau de entropia desta imagem. Senão vejamos: O grau de entropia desta imagem é elevado, pois o leitor não pode dizer com certeza, qual o verdadeiro intuito do quadro, ou mesmo o que o homem representado na imagem se encontra a fazer e quais os motivos para o fazer. A legenda, neste caso, faz todo o sentido pois, sem ela, não poderíamos dizer com clareza que se trata de um grito. Podemos assim especular dizendo tratar-se de uma angústia, de uma dor ou de qualquer outro sentimento negativo. Muito provavelmente, diferentes leitores teriam diferentes interpretações sem o conhecimento da legenda associada a este quadro. Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008
  7. 7. Semiótica da comunicação 7 “O Grito” Os próximos exemplos servem para nos apercebermos que existem quadros menos entrópicos e de fácil leitura. Já nesta imagem é facilmente perceptível qual a razão pela qual o homem representado na figura se encontra com a boca aberta e com as mãos nos ouvidos, uma vez que um avião a jacto se encontra a passar muito perto dele, e como devem calcular deve ser um barulho ensurdecedor. Daí a facilidade de leitura da imagem. Esta imagem é então extremamente redundante. Uma imagem é tanto mais redundante quanto mais fácil é a sua leitura. Esta é outra excelente imagem que elucida o que afirmámos anteriormente. É impossível nesta representação alguém fazer qualquer outro tipo de interpretação que não seja, a de que o homem se encontra a gritar apavorado com o ataque dos cães. Logo, é mais um caso de uma imagem redundante. Claramente, a primeira imagem opõe-se às duas seguintes, pois no primeiro caso é difícil descodificar o significado da mesma sem o auxílio de uma legenda (neste caso o titulo). Nos outros dois exemplos seguintes, mesmo sem a legenda, é fácil e simples a sua descodificação ou interpretação. Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008
  8. 8. Semiótica da comunicação 8 “O Grito” • Denotação e Conotação da imagem O Grito, 1893 “Eu caminhava com dois amigos ao longo da estrada e o Sol pôs-se; de repente, o céu tornou-se vermelho como o sangue. Parei; apoiei-me na cerca, inexplicavelmente cansado. Línguas de fogo e sangue estendiam-se no fiorde azul negro. Os meus amigos continuaram a caminhar enquanto eu permaneci a tremer de medo, e senti um grito infinito, enorme, da natureza.” Edvard Munch, numa reflexão sobre o seu quadro “O Grito”.  Análise Denotativa  Signos: Pintura “O Grito” de Edvard Munch.  Referente: Desespero.  Objecto imediato: O objecto tal como está representado.  Fundamento do signo: A ideia do “medo”.  Interpretante imediato: O sentido da pintura tal como o artista quis transmitir através da atitude e sentimento dos seus elementos.  Do suporte: O original de 1893 tem um formato de 91x73,5cm, numa técnica de óleo e pastel sobre cartão, é em formato vertical.  Da composição: Como espaço plano gráfico, o suporte estabelece uma composição central de frente para o observador e numa atitude menos contemplativa e mais desesperada.  Os elementos morfológicos básicos são: Uma mistura de cores quentes com cores frias, característica do expressionismo. Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008
  9. 9. Semiótica da comunicação 9 “O Grito”  O Grito como singular: Toda a obra de arte é um existente singular. Uma única vez. No caso da pintura o que temos neste nível de análise são interacções entre os diversos elementos espaciais como que reproduzindo o grito dado pela figura.  O objecto imediato: O contraste das cores.  O conjunto iconográfico: Os elementos descritos quase todos estão tortos como reproduzindo o grito dado pela figura.  O espaço de representação: É do tipo topológico, isto é com um espaço concreto e físico no qual os elementos se espalham conforme a lógica do lugar onde se encontram.  O Grito como signo de qualidade: como ícone O grito fundamenta-se na qualidade de imagem ou “texto não verbal” que pretende transmitir em essência a ideia de desespero, ansiedade, angustia, medo e sofrimento. Estes são contudo comunicados de uma forma ambígua. Em primeiro lugar, “O Grito” é uma imagem que descreve uma narração temporal mas não cronológica dos acontecimentos. Sendo o ícone um tipo de signo cujas qualidades sensíveis se assemelham às do objecto é, por isso mesmo, um signo capaz de provocar na mente receptora sensações análogas às que o objecto provoca. Esta descrição é feita topologicamente e assim podemos ver as figuras a adaptarem-se, ocupando e preenchendo toda a cena do espaço plástico da representação. Esta sintaxe é expressionista, representa o seu estado emocional na sua forma mais completa e as emoções que desperta no observador. Num segundo nível, temos uma descrição que indicia, isto é, as figuras não se apresentam de forma verosímil e sim de forma exageradamente distorcida como corresponde à sintaxe expressionista. Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008
  10. 10. Semiótica da comunicação 10 “O Grito” A linguagem narrativa é do tipo causal, é realista, pois há na imagem, como num todo, uma relação de causa-efeito. Isto é, há acções precedentes que provocam acções subsequentes.  Análise conotativa • A fonte de inspiração de “O Grito” pode ser encontrada na própria vida de Munch, um homem educado por um pai controlador que assistiu em criança à morte da mãe e de uma irmã. O quadro foi exposto pela primeira vez, em 1893, como parte de um conjunto de 6 peças, intitulado Amor. “O Grito” reapresentava a última etapa, em volta de sensações de angústia. O tema da pintura aborda o medo e a solidão do Homem. Vemos ao fundo um céu de cores quentes, em oposição ao rio em azul (cor fria) que sobe acima do horizonte, característica do expressionismo (onde o que interessa para o artista é a expressão das suas ideias e não um retrato da realidade). Vemos que a figura humana também está em cores frias, azul, como a cor da angústia e da dor, sem cabelo, para demonstrar um estado de saúde precário. Os elementos descritos estão tortos, como que a reproduzir o grito dado pela figura, como a entortar- se com o berro, algo que transmita as ondas sonoras. Quase tudo está torto, menos a ponte e as duas figuras que estão no canto esquerdo. Tudo que se abalou com o grito e com a cena presenciada está torto, quem não se abalou (supostamente os seus amigos, como descrito acima) e a ponte, que é de concreto e não é "natural" como os outros elementos, tudo continua recto. A dor do grito está presente não só na personagem, mas também no fundo, o que destaca que a vida para quem sofre não é como as outras pessoas a vêem, é dolorosa também, a paisagem fica dolorosa e talvez por essa característica do quadro é que nos identificamos tanto com ele e podemos sentir a dor e o grito dado pelo personagem. Se entrarmos no quadro, passamos a ver o mundo torto, disforme e isso afecta-nos directamente e participamos quase interactivamente na obra. Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008
  11. 11. Semiótica da comunicação 11 “O Grito” Há também outra interpretação para o quadro "O Grito". Na verdade, Munch colocou no quadro o desespero das pessoas de uma ilha onde ocorreu um Tsunami e uma erupção vulcânica. É por isso que podemos ver o céu todo laranja, representando a erupção vulcânica, e o rio, representando o Tsunami. Claro que esta versão é uma mera especulação, pois de uma certa forma encaixa, na sua leitura mas não é tão credível como a anterior. Conclusão: Após a realização deste trabalho podemos concluir que a obra de Edvard Munch é de leitura entrópica uma vez que ao analisarmos o quadro sem prévio conhecimento do mesmo não conseguimos afirmar qual o seu verdadeiro intuito. Logo, a legenda faz todo o sentido, pois sem ela o leitor não compreenderia a mensagem que está subjacente. Podemos concluir também que o passado do autor foi uma das principais influências para que exista todo este negativismo no quadro. Quer a nível denotativo, quer a nível conotativo as análises evidenciam a tal negatividade que é transposta da cabeça do artista para a tela gerando a obra que analisámos. Os significados que “O Grito” produziu em 114 anos de existência, caracterizam- se pelo grande investimento ideológico dos espectadores. “O Grito” simboliza o medo e a solidão. Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008
  12. 12. Semiótica da comunicação 12 “O Grito” Bibliografia http://pt.wikipedia.org/wiki/Edvard_Munch http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Grito_(Edvard_Munch) http://www.pitoresco.com.br/universal/munch/munch.htm http://muse.calarts.edu/~rjaster/edvard-munch/gallery/anxiety/scream.htm http://www.educared.net/PrimerasNoticias/hemero/2003/dici/cult/grito/grito.htm http://www.epdlp.com/pintor.php?id=321 http://html.rincondelvago.com/edvard-munch_2.html http://christiangg.eresmas.com/arte/munch.html Informação retirada das aulas de Semiótica da Comunicação Documentos tirados do Emule (pesquisa Edvard Munch) Comunicação Empresarial ISMT Maio de 2008

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