Mk Internacional final

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Mk Internacional final

  1. 1. Marketing Internacional Instituto Superior Miguel Torga Licenciatura de Comunicação Empresarial Caso Prático: Internacionalização da empresa Martifere para Angola Produto: Painéis Solares para abastecimento eléctrico (microgeração) Nuno Granada nº 7584 Cláudia Amaral nº 7784
  2. 2. Introdução Sendo este um caso prático de internacionalização de um produto de uma empresa, optamos por fazer uma análise profunda utilizando as ferramentas que nos foram facultadas nesta cadeira de modo a fazer uma avaliação efectiva “in loco” para dar o máximo de informação à empresa requerente (neste caso a Martifere), de modo a tomar a decisão mais acertada. Deste modo fizemos uma análise SWOT, que nos define claramente o nosso produto em termos de pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades. Foi também alvo de trabalho e pesquisa as barreiras principais a nível das quatro variáveis do marketing Mix (produto, preço, distribuição e comunicação) no panorama Angolano. Por último fizemos uma análise dos riscos do mercado e a análise SPACE. Esta analise tem como objectivo expor todos os dados essências para a internacionalização da empresa no mercado das energias alternativas, neste caso painéis solares.
  3. 3. Contextualização histórico-social Angola e um país rico por natureza, diamantes petróleo terra fértil onde se pode cultivar de quase tudo, mar com variedade e fartura de peixe, porém a riqueza foi a caixa de Pandora. Esta mesma riqueza foi alvo de guerra e cobiça e ao longo dos tempos o país ficou destruído. Tendo em conta que as infra- estruturas são as mesmas desde o tempo colonial é nos óbvio que precisa de desenvolvimento rápido, pois o país estagnou durante o tempo que esteve em guerra visto que todos os esforços financeiros eram direccionados para alimentar a guerra. Após a paz temos um país cheio de potencialidades e com possibilidades de as desenvolver, actualmente já tem um dos maiores índices de desenvolvimento do mundo. Logo é ideal para apostar pois tem défices a todos os níveis, e esta é a altura em que os investimentos estão a ser todos feitos. A sociedade está aos poucos a adaptar-se a esta nova perspectiva. Recentemente foram feitas eleições indício que o Angola a nível político já começa a ficar mais estável. Esta estabilidade e amiga de grandes investidores pois ninguém faz investimentos em países de risco elevado, dando hipótese de perder todo o investimento feito. Uma vez o pais estabilizado e tempo de grandes investidores aparecerem, logo penso que é a altura para nos ganharmos o nosso mercado para que quando esses investidores chegarem nos já termos mercado fixo. Uma particularidade do povo Angolano prende se no facto de serem facilmente fidelizáveis as marcas. Se tiverem qualidade muito dificilmente mudam de produto.
  4. 4. Análise SWOT painéis solares Pontos fortes  Energia verde: não esgota nenhum recurso natural e não polui o meio envolvente  Imagem positiva de empresas que estejam ligadas a ecologia  Energia sem custos: não se compra à rede. Não existem gastos na compra de combustível como acontece com geradores.  Diminui a probabilidade de falha de energia  Aplicável em qualquer sítio que tenha exposição solar Pontos Fracos  Produção energética apenas durante o dia (exposição solar)  Fraca produção com tempo nublado  Investimento alto  Necessita de mão-de-obra especializada Oportunidades  Abastecimento da rede eléctrica insuficiente e débil.  Infra-estruturas sobrecarregadas  Mercado não explorado  Ausência de concorrência  Única fonte de energia sem custos no país  Forte e posição solar no país Ameaças  Geradores a combustível fóssil com mercado fixo  Baixo valor de compra nos combustíveis
  5. 5. Panorama Angolano – Barreiras VARIÁVEL PRODUTO Aspectos físicos:  12 Horas de exposição solar  Apenas duas estações (“cacimbo” e verão) excepto no sul de Angola  Bom ângulo de incidência solar (país localizado no trópico)
  6. 6. Desenvolvimento económico e industrial:  Mão-de-obra extremamente barata  Salário mínimo nacional 250 dólares  Fraco desenvolvimento industrial  País em crescimento económico  Riqueza mal distribuída, ricos muito ricos e pobres muito pobres  Negócios feitos com base em comissões Factores culturais:  Ausência de racismo declarado  País cada vez mais multi-cultural  População exibicionista  Pais com elevado nível de corrupção, dado à oferta ser muito inferior em relação à procura Ciclo de vida e concorrência:  Outras fontes de energia com mercado fixo em Angola (geradores a combustível) senão painéis solares e energia da rede Angolana  Ausência de concorrência directa Distribuição: Disponibilidade Produção (fabrico): -importação de matérias-primas -produção em Angola, baixo custo na mão-de-obra. -Dificuldade em desalfandegar matérias-primas -possibilidade de extracção de matérias-primas no próprio país Exportação do produto: -dificuldade em desalfandegar o produto
  7. 7. Pontos de venda Pontos de venda distribuídos pelas cidades principais, capitais de província. Vias de comunicação extremamente degradadas. (caminhos de ferro débeis; estradas deterioradas; ausência de auto- estradas; aeroportos débeis; muito tráfego automóvel. Media e agências, Aspectos legais:  País sem regras expressivas  Existência de taxas na alfândega: Pautas Aduaneiras Taxas que são aplicadas aquando a altura de desalfandegar mercadorias que são pautadas pela falta ou não do dado produto na produção nacional, para assim valorizar a produção nacional.  ANIPE – qualquer empresa portuguesa que queira trabalhar em solo angolano tem que se inscrever nesta organização para assim conseguir vistos de trabalho. VARIAVEL PREÇO Desenvolvimento económico e industrial:  Nível de rendimento baixo  Grande parte da população não tem poder de compra, porque o nível de vida e demasiado alto em relação aos rendimentos Ciclo de vida e concorrência:  Procura de tipos alternativos de energia eléctrica e muito alta pois a rede convencional é insuficiente e não é fiável.  Ausência de concorrência directa
  8. 8. Distribuição:  O produto é inflacionado devido as pautas aduaneiras. Logo existência de margens muito altas para dar lucro à empresa.  Comissões a pessoas implicadas no negócio. Factores culturais:  Negociações devem sempre incluir comissões. Media e agencias, Aspectos legais:  Não existe controlo de preços. VARIAVEL DISTRIBUIÇÃO Aspectos físicos:  Em termos demográficos existe muita população nas grandes cidades e pouca ou quase nenhuma em zonas rurais.  Capital Luanda: cerca de 7 milhões de habitantes.  Vias de comunicação degradadas e insuficientes. Desenvolvimento económico e industrial:  População extremamente consumista  Compra em grandes quantidades de produtos caros. Factores culturais:  Após venda do produto o processo termina  A venda e o processo terminal a nível de marketing Concorrência e ciclo de vida:  Os canais existentes são escassos, e as empresas são donas de todo o monopólio. Logo não existe concorrência, e da origem a corrupção.  Ou a empresa opta por fazer a própria distribuição ou sujeita-se à distribuição existente.
  9. 9. Distribuição:  Pontos de venda Podemos optar por um ponto de venda único (na capital) onde neste momento se situa a maior parte do capital. Ou então sediar a empresa na capital e criar pequenos pontos de venda nas capitais provinciais. Media e agencia, Aspectos legais: Não existem restrições na distribuição. VARIAVEL COMUNICAÇÃO Aspectos Físicos:  Fácil acesso aos média. Desenvolvimento Económico e Industrial:  Economia em grande crescimento. Factores culturais:  Comunicação tem de ser feita consoante a linguagem, simbologia, estética e moral Angolana.  Embora seja um país de expressão portuguesa tem de se ter em conta certos aspectos culturais muito diferentes. Ciclo de vida e concorrência:  Não existe qualquer concorrência logo o nosso produto será inovador.
  10. 10. Media e agencia, aspectos legais:  Não existem restrições nas divulgações das mensagens.  Custos publicitários consideravelmente altos nos canais nacionais (TPA1 e TPA2).  Custos publicitários mais reduzidos nos canais de televisão por satélite. Análise SPACE Capacidade financeira: Para este projecto podemos considerar três fases, e cada uma delas implica investimentos cada vez mais elevados. Numa primeira fase, a empresa iria procurar um mediador, mediação essa que poderia ser feita por uma empresa angolana. Estas duas empresas (a nossa e a angolana) iriam ter uma relação simbiótica, isto é, a Martifere apenas exporta o seu produto para a tal empresa mediadora e a empresa mediadora então tomaria conta de todo o processo de venda. Isto faz com que o produto obtenha fixação no mercado angolano e a Martifere avalie a aceitação que o produto tem. Uma vez o mercado fixo podemos então pensar mais alto com um investimento maior, este investimento deixa de ser feito com esforço português e passa a ser apoiado com os lucros angolanos. Na segunda fase a Martifere iria-se sediar em Angola, e seriam disponibilizados todos os serviços especializados de montagem e auxílio após venda. Por ultimo se necessário e justificado a empresa poderia abrir linhas de produção em Angola. Isto implicaria um investimento muito grande, visto que todas as obras de construção civil em Angola são muito caras. Considerando estas três fases, podemos dizer com clareza que o peso do investimento não iria pesar de forma muito expressiva nas contas da Martifere. Isto porque o investimento seria de certa forma sustentado e feito em fases distintas. Pretende se com esta estratégia dominar o mercado e ganhar “peito” para depois apostar a serio no mercado.
  11. 11. A vantagem competitiva: Uma vez que a concorrência que existe não e directa o que e óptimo para o nosso produto, apenas posso enumerar vantagens em relação a produtos similares, que fazem a mesma função mas de modo diferente. 1. Energia Verde (não poluente, amiga do meio ambiente) 2. Poucos gastos em manutenção (assistência técnica, gasolina) A capacidade de crescimento do sector: O sector das energias alternativas é um dos sectores de ouro em termos de crescimento no mercado, isto porque cada vez mais governos e organizações procuram obter energia com fontes inesgotáveis e de baixos custos sendo também amigas do ambiente não produzindo assim poluição. Assim sendo foi se começando a criar politicas de desenvolvimento sustentável a nível energético. Esta tendência já é uma corrente nos países mais desenvolvidos e rapidamente é adoptada em países menos desenvolvidos. Visto que Angola e um país emergente em termos de desenvolvimento em todos os aspectos, pode ser um bom lar para este tipo de energias. Basta para isso haver uma boa sensibilização junto do governo e instituições uma vez que Angola tem recursos para ser uma superpotência. Estabilidade ambiental: O nosso produto não só é amigo do ambiente como também utiliza um recurso inesgotável (o sol), logo contribui de forma decisiva para a estabilidade ambiental do local.
  12. 12. Análise do risco do mercado Estabilidade política: Em termos de estabilidade política o cenário é positivo. Após a derrota da UNITA foi o ponto de viragem para alcançar a tão desejada paz. Recentemente foram realizadas eleições legislativas onde houve uma esmagadora vitória do M.P.L.A. não ocorrendo desacatos ou revoltas. Quer isto dizer que os resultados das eleições foram bem aceites o que contribui para uma estabilidade política muito grande. Evolução da moeda: Existem duas moedas que circulam em Angola paralelamente, e o Dólar americano e o Kwanza (moeda Angolana). Há uma razão para ocorrer este fenómeno. Sendo o Kwanza a moeda nacional porque razão aparece o dólar como segunda moeda? A razão e a seguinte: o kwanza e uma moeda fraca e descredibilizada junto das bancas, ou seja não tem valor internacional, então a alternativa encontrada foi negociar em dólares, moeda que até há bem pouco tempo era a moeda mais forte do mercado até ser criado o euro. O dólar e utilizado em quase todos os negócios pois e uma moeda credível. Porém à medida que o tempo vai passando o Kwanza começa a ganhar terreno ao dólar e aos poucos também mais credível e forte. Prevê-se que o dólar se tornará obsoleto com o passar dos tempos e que seja adoptada apenas uma moeda, neste caso a nacional. Infra-estruturas existentes: As infra-estruturas existentes são quase nenhumas. É um mercado que ainda não foi explorado, logo temos de começar do zero.
  13. 13. Factores económicos e fiscais: A nível económico o nível de vida e muito alto e os salários muito baixos, isto faz com que exista pobreza na maior parte da população. Já no que diz respeito aos factores fiscais, visto que e um pais vindo da guerra recentemente não existem condicionalismos fiscais expressivos.
  14. 14. Conclusão – Avaliação de resultados Parece nos bastante positivo o cenário que Angola oferece porque para alem de ser uma pais que esta numa fase empreendedora, é também um pais que não foi explorado a nível do nosso mercado aumentando assim as nossas probabilidades de sucesso a nível de negócios. Parece-nos então um passo lógico a internacionalização para Angola. Imaginemos isto como um comboio de dinheiro que só passa uma vez, quem não o apanhar agora perde a oportunidade de realizar muito dinheiro, e garantir mercado.

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