Abreu             Igarassu
                          e lima

              Paudalho




                         São Lourenço
                           da Mata




              Moreno               Jaboatão dos
                                    Guararapes




                         Cabo de Santo
                           Agostinho




RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL - RIMA
ARCO VIÁRIO DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
CONSTRUÇÃO
RIMA
RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL - RIMA
ARCO VIÁRIO DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
SUMÁRIO




CONTEXTO E JUST IFICAT IVA DO EMPREENDIME NTO .......................... 06


CONCEPÇÃO E ALTERNATIVAS DO EMPREE NDIME NTO ...................... 10


CONFORMID ADE JUR Í DICA ......................................................................... 16



CARACTERIZAÇÃO DO EMPREE NDIME NTO ............................................. 17


DIAGNÓSTICO AMBIENT AL ............................................................................ 28


AVALIAÇÃO DE IM PACTO AMBIENT AL ....................................................... 72


MIT IGAÇÃO, COMPE NSAÇÃO E PROGRAMAS AMBIE NTAIS ............... 88


CONCL USÕES ..................................................................................................... 94




                                         RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 1
Havia décadas que na RMR não se            forma clara, objetiva e com linguagem
viabilizava a abertura de um novo eixo     acessível, todos os pormenores do
rodoviário do porte e abrangência do       empreendimento, de tal forma a
denominado ARCO VIÁRIO DA REGIÃO           democratizar as informações e permitir
METROPOLITANA DO RECIFE. Um eixo           a participação e opinião de todos os
estruturador-integrador de 77,31 km de     interessados.
comprimento que se inicia na rotatória
                                           Maiores informações podem ser
da BR-101 sul nas proximidades do
                                           consultadas no EIA, conformado por
hospital Dom Helder Câmara, e percorre
                                           1500 páginas distribuídas em três (3)
de sul a norte terras dos municípios do
                                           volumes.
Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos
Guararapes, Moreno, São Lourenço da        A proposta deste empreendimento que
Mata, Paudalho, Abreu e Lima e             oficialmente se denomina como ARCO
Igarassu, até entroncar na BR-101 norte    VIÁRIO DA REGIÃO METROPOLITANA
neste mesmo município, nas imediações      DO RECIFE tem como base legal a Lei n°
da fábrica de cervejas NOBEL.              11.079/2004, que institui as normas
                                           gerais para licitação e contratação de
Por determinação da CPRH, tornou-se
                                           Parceria Público-Privada.
necessário a elaboração de um ESTUDO
DE IMPACTO AMBIENTAL - EIA/RIMA -          De forma concreta o Arco Viário está
exigido para empreendimentos que           sendo proposto em SISTEMA DE
potencialmente possam comprometer a        CONCESSÃO PÚBLICA, onde o poder
qualidade do meio ambiente.                concedente é o Governo do Estado de
                                           Pernambuco por meio do COMITÊ
Uma parte desse estudo corresponde
                                           GESTOR DO PROGRAMA DE PARCERIAS
ao denominado RELATÓRIO         DE
                                           PÚBLICO-PRIVADAS – CGPE, e a
IMPACTO    AMBIENTAL–RIMA,     um
                                           concessionária  é   um    consórcio
documento que visa apresentar de
                                           composto pelas empresas ODEBRECHT

                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 2
TRANSPORT   PARTICIPAÇÕES  S.A,               avaliação do Nível de Serviço prestado à
INVEPAR   e  QUEIROZ    GALVÃO                população sendo realizada pelo Poder
CONSTRUÇÃO.                                   Público, por meio de um verificador
                                              independente.
A regulamentação da concessão cabe à
Agência Nacional de Transportes               O Estudo de Impacto Ambiental
Terrestres (ANTT) em nível Federal e à        EIA/RIMA foi elaborado pela empresa
Agência de Regulação de Pernambuco –          MORAES & ALBUQUERQUE, enquanto
ARPE em nível Estadual.                       que o representante do Consórcio
                                              Responsável e que configura o
A Concessão se estenderá por um
                                              Empreendedor do projeto, foi a
período de 30 anos ao cabo do qual
                                              empresa ODEBRECHT TRANSPORT
todas as benfeitorias passarão a ser de
                                              PARTICIPAÇÕES S.A. As informações
responsabilidade do estado. Durante a
                                              dos responsáveis pelo estudo se
operação a gestão será efetuada sob a
                                              apresentam a seguir:
ótica do ente privado, porém, com




 Empreendedor                                 Consultoria
 ODEBRECHT TRANSPORT PARTICIPAÇÕES S.A        MORAES & ALBUQUERQUE ADVOGADOS E
                                              CONSULTORES
 HOLDINGS DE INSTITUIÇÕES NÃO                 CONSULTORIA ESPECIALIZADA NAS ÁREAS
 FINANCEIRAS                                  JURÍDICA E AMBIENTAL
 55 81 3464-3311                              55 81 3222-2802
 10.143.462/0001-11                           05.942.843/0001-20
 AV DAS NAÇÕES UNIDAS, Nº 4.777 – 5º ANDAR,
                                              RUA JOSÉ DE ALENCAR, Nº 916,
 ALA A, EDIFÍCIO VILLA-LOBOS, ALTO DE         EMPRESARIAL ILHA DO LEITE, 5º ANDAR, ILHA
 PINHEIROS, SÃO PAULO – SP BRASIL             DO LEITE, RECIFE – PE – BRASIL
 CEP: 05.477-000                              CEP: 50.070-030
 DANIELLA CYSNEIROS D’AROLLA PEDROSA          UMBELINA DE CÁSSIA ALBUQUERQUE
 dcysneiros@odebrecht.com                     MORAES
                                              umbelina@moraesealbuquerque.adv.br



O ESTUDO AMBIENTAL FOI ELABORADO NO PERÍODO ENTRE OUTUBRO DE 2011 E
AGOSTO DE 2012 POR UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR COMPOSTA POR MAIS DE
30 TÉCNICOS E AUXILIARES OS QUAIS SE RELACIONAM NA SEQUÊNCIA:




                             RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 3
EQUIPE CHAVE

UMBELINA DE CÁSSIA ALBUQUERQUE      MARIA ELIANE QUEIROGA               LUIZ AUGUSTO DE OLIVEIRA
MORAES                              BRYON                                             MACHADO
Coordenação Geral                   Coordenação Técnica                    Coordenação Logística
Parecer Jurídico                    Planos Co-Localizados                                Administrador
Advogada                            Arquiteta – Urbanista                                  CRA/PE 7241
OAB/PE 17.675                       CREA 6465-D                                           CTF: 5.481.113
CTF: 2.848.121                      CTF: 20.2495

HÉCTOR ÍVAN DÍAZ GONZÁLEZ           GUSTAVO SOBRAL DA SILVA                    ANDRÉ FELIPE SALES
Assessoria Geral                    Cartografia                                          Meio Físico
CTF: 225.089                        Engenheiro de Pesca                   Recursos Hídricos Superficiais
                                    CREA 037.822-D/PE                              Engenheiro Químico
                                    CTF: 791.040                                       CRQ 01.303.986
                                                                                           CTF: 718.027
JOSÉ GEILSON ALVES DEMÉTRIO         MARCÍLIO AUGUSTO DUQUE             ARTUR GALILEU DE MIRANDA
Meio Físico                         PACHECO                                              COELHO
Hidrogeologia                       Meio Físico                              Meio Biótico – Fauna
Geólogo                             Geologia / Geomorfologia / Solos                          Avifauna
CREA/PE 24.987                      Geólogo                                                    Biólogo
CTF: 350.810                        CREA 14.132-D                                         CRBio 2.774-5
                                    CTF: 525.011                                            CTF: 42.263
DEOCLÉCIO DE QUEIROZ GUERRA         MARCELO GOMES DE LIMA                       ALBÉRICO QUEIROZ
FILHO                               Meio Biótico – Fauna                      SALGUEIRO DE SOUZA
Meio Biótico – Fauna                Herpetofauna                             Meio Biótico – Fauna
Mamíferos Terrestres                Biólogo                                               Quirópteros
Biólogo                             CRBio 46.086/05-D                                          Biólogo
CRBio 02.619-5                      CTF: 490.933                                     CRBio 77.734/05-D
CTF: 468.034                                                                             CTF: 2.122.675
SÉRGIO ALBUQUERQUE DE SOUSA         ANTÔNIO TRAVASSOS DE               JOÃO ALBERTO GOMINHO M.
Meio Biótico                        MORAES JÚNIOR                                        DE SÁ
Biota Aquática                      Meio Biótico                               Meio Biótico – Flora
Engenheiro de Pesca                 Biota Aquática                                      Fitossociologia
CREA 30.439-PE                      Biólogo                                        Engenheiro Florestal
CTF: 297.747                        CRBio 11.980/05-D                                  CREA 1.040-D/PI
                                    CTF: 547.107                                            CTF: 22.462
MARCONDES ALBUQUERQUE DE            AUGUSTO CESAR DE                     MARLENE MARIA DA SILVA
OLIVEIRA                            ALBUQUERQUE MORAES                      Meio Socioeconômico
Meio Biótico – Flora                Meio Socioeconômico                 Levantamento AII – Uso do Solo
Florística                          Coordenação da Equipe                                    Geógrafa
Biólogo                             CTF: 4.409.109                                      CREA 5.979/81
CRBio 27.377/05-D                                                                          CTF: 221.208
CTF: 245.968
MARIA ALICE DOMINGUES MAIA E        MARCOS ANTÔNIO GOMES DE             VELEDA CHRISTINA LUCENA
SILVA                               MATTOS DE ALBUQUERQUE                       DE ALBUQUERQUE
Meio Socioeconômico                 Arqueologia                                         Arqueologia
Levantamento AII – Uso do Solo      Coordenação da Equipe                       Coordenação da Equipe
Assistente Social                   Arqueólogo                                            Arqueólogo
CRESS 2.941                         SAB 12                                                    SAB 237
CTF: 1.997.477                      CTF: 516.200                                          CTF: 516.194

RÚBIA NOGUEIRA DE ANDRADE           MARIA ELEONÔRA DA GAMA               GEORGE FÉLIX CABRAL DE
Arqueologia                         GUERRA CURADO                                        SOUZA
Levantamento de Campo               Arqueologia                                         Arqueologia
Arqueóloga                          Levantamento de Campo                     Levantamento de Campo
SAB 537                             Arqueóloga                                            Historiador
CTF: 2.115.655                      SAB 283                                            ANPUH 16.683
                                    CTF: 2.116.167                                     CTF: 2.052.655




                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 4
EQUIPE AUXILIAR DE CAMPO

ALDIR VIEIRA SANTOS JÚNIOR                      DEIVIDE BENICIO SOARES                   SÉRGIO CATUNDA MARCELINO
Auxiliar Graduado – Meio Biótico                Geógrafo – Coordenador de                          Biota Aquática - Ictiofauna
Biólogo – CRBio 59.730/05-D                     Levantamento                                Eng. De Pesca - CREA-PE 30.659-D
                                                de Campo nas Comunidades
ALEXANDRE DE JESUS RODRIGUES MALTA              Identidade: 6.066.870 – SDS/PE      AURELIANO DE VILELA CALADO NETO
Auxiliar Graduado – Meio Biótico                                                                   Biota Aquática - Ictiofauna
Biólogo – CRBio 59.448/05-D                     NATASHA PEDROSA PINHEIRO                     Eng. De Pesca - CREA-PE 13.537-D
                                                Auxiliar de Levantamento de Campo
ELIZARDO BATISTA F. LISBOA                      nas Comunidades                       BRUNO DOURADO FERNANDES DA
Auxiliar Graduado – Meio Biótico                Identidade: 5.930.046 – SDS/PE                            COSTA
Biólogo – Identidade: 7.336.025 – SDS/PE                                                Biota Aquática – Macrófitas Aquáticas
                                                SILVIA CARLA GOMES DA SILVA                              Biólogo - CRBio 36.22
HERBERT LEONARDO N. PINHEIRO                    Auxiliar de Levantamento de Campo
Auxiliar Graduado – Meio Biótico                nas Comunidades                               MÁRIO FERREIRA DA SILVA
Biólogo – Identidade: 5.185.760 – SSP/PE        Identidade: 3.424.233 – SSP/PE            Auxiliar Taxidermista – Meio Biótico
                                                                                                 Identidade: 743.332 – SSP/PE
IGOR TADZIO ARAÚJO MATIAS                       JOSINALDO ALVES DA SILVA
Auxiliar Graduado – Meio Biótico                Flora Terrestre - Florística
Biólogo – CRBio 77.910/05-D                     Biólogo – CRBio 77.332/05


RAFAEL SALES BANDEIRA
Auxiliar Graduado – Meio Biótico
Biólogo – CRBio 77.436/05-D
                                                                   X




EQUIPE DE APOIO LOGÍSTICO

JOSÉ FÉLIX DE LIRA JÚNIOR                  GILBERTO MANOEL DE BARROS JÚNIOR                  JOSENILSON JOSÉ DE MELO
Topógrafo                                  Motorista                                                                Segurança
Identidade: 4.943.455 – SSP/PE             Identidade: 5.202.016 – SSP/PE                        Identidade: 6.221.858-SSP/PE

MANOEL FÉLIX DE BRITO                      JORGE JOSÉ ALEXANDRE F. SILVA
Motorista                                  Motorista
Identidade: 1.363.324-SSP/PE               Identidade: 3.134.197-SSP/PE




                                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 5
CONTEXTO E JUSTIFICATIVA DO EMPREENDIMENTO
                                              VIÁRIO
COMO JUSTIFICAR UM EMPREENDIMENTO COMO O ARCO VIÁRIO ?

Pelos estudos de tráfego? Pelos graves     temporal, que embasa a proposição do
problemas de mobilidade que enfrenta       empreendimento, fica mais claro
a RMR? Pela necessidade de interligação    analisando os pontos a seguir.
entre Polos de Desenvolvimento? Pela
                                              Na RMR o deslocamento entre a
necessidade de desenvolver o Oeste
                                              região Norte e Sul é realizado,
Metropolitano? Pela proximidade da
                                              principalmente,     pela      BR-101,
Copa do Mundo de 2014? Pela obsoleta
                                              passando por caóticos trechos
rede viária que se apresenta como um
                                              urbanos de vários municípios;
empecilho para o crescimento da RMR?
                                              Essa rodovia, entre os km 50 e 79,
Na proposta do Arco se incorporam um
                                              aproximadamente, detém um dos
pouco de todos estes aspectos, pois a         mais perigosos trechos viários do
justificativa para implantação de             país, que entre 2007 e 2011 causou a
macroprojetos de infraestrutura parte         morte de 490 pessoas e deixou mais
da própria essência do interesse              de 1500 feridos graves.
público, entendido como um “bem
                                              Q U AD R O       01       –       REGI STR OS        DE
geral” que favorece o coletivo e que se       ACIDENTALIDADE NA       B R - 10 1 / P E
traduz em qualidade de vida e                    ANO       N° DE   N° DE FERIDOS             N° DE
benefícios para uma grande parcela da                    ACIDENTES    GRAVES                ÓBITOS

comunidade. Isso é o Arco. Sua                  2007        2.088              299            84
                                                2008         2.281             324            102
proposição está plenamente justificada
                                                2009         2.701             351             97
e longe de ser uma iniciativa                   2010        3.237              348            126
“oportunista” da conjuntura favorável           2011         3.112             251             81
                                                TOTAL       13.419            1.573           490
que existe atualmente em Pernambuco,          Fonte: SRPRF/PE - BR 101 trecho km 0,0 ao km 213,2
pois a concepção embrionária do
empreendimento data de há mais de 30       Além destas questões, tem ainda a
anos, segundo documentos consultados       deficiência das estradas, que em
da FIDEM.                                  Pernambuco é de 47,6% e no Brasil de
                                           57,4%, em situação regular, ruim ou
É claro que o projeto encontra hoje sua
                                           péssima. Contam, também, com
viabilidade nessa efervescência de
                                           problemas com a sinalização, estado
positivismo, onde o estado e,
                                           deficiente    do      pavimento     e
especialmente, a RMR, vivenciam uma
                                           predominância de pistas simples de
situação de privilégio econômico. Esse
                                           mão dupla. Estudos técnicos estimam
contexto de inserção regional e
                                           que o Brasil precise de R$ 63 bilhões

                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 6
para corrigir estas falhas e de R$ 200      um elemento a mais dentro de uma
bilhões para dotar o país de uma malha      proposta regional de desenvolvimento
viária de boa qualidade. Estas questões     e mobilidade para a RMR.
têm rebatimentos diretos nos bolsos
                                            F I GU R A 0 1 – A R TI C U LA ÇÃ O D O A R C O C OM
dos cidadãos. Do ponto de vista             O S P O LO S D E D E S E N V O LV IM E N TO E C OM
econômico é calculado um acréscimo de       O S P R I NC I P A I S AC E S SO S À R M R .

13% nos custos de fretes no transporte
de cargas.

Do ponto de vista socioeconômico, os
gastos com acidentes e vítimas superam
os investimentos federais em rodovias
que nos últimos nove anos, foram de R$
9,8 bilhões, 5% dos R$200 bilhões
necessários para o país.

Por outro lado, com o Arco consolida-se
a criação de uma nova zona de
desenvolvimento      –     o     oeste
metropolitano - na qual o Arco Viário
Metropolitano se constitui em um eixo
articulador que favorece expansões
produtivas    para    Jaboatão     dos
Guararapes, Vitória de Santo Antão,
Glória do Goitá e Moreno, estimulando
novas e crescentes convergências de
empresas     para    os    Polos    de
desenvolvimento do Norte (Goiana), Sul
(Suape) e Oeste (Vitória de Santo
                                            O Arco se insere na verdade em um
Antão).
                                            contexto      econômico      e     de
Embora sua grande abrangência e a           planejamento, onde uma série de
estreita relação que existe entre           Programas, Planos e Projetos (PPPs)
transporte e desenvolvimento, deve-se       estão sendo propostos por diversos
deixar claro que o Arco Viário por si só    atores, em conjunto. Espera-se que
não promoverá o desenvolvimento da          possam alicerçar o caminho para o tão
RMR, nem solucionará os problemas da        desejado desenvolvimento sustentável.
mesma. Nesse sentido o Arco é apenas




                            RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 7
COMO SE INSERE O ARCO NESTE CONTEXTO DE PPPs ?

Ao longo do estudo foi realizado um                    públicas (9%) e de algumas diretrizes
levantamento exaustivo destes PPPs,                    perseguidas     e    reforçadas    pelo
tendo sido analisados 42 deles divididos               planejamento nacional e estadual (19%)
em sete categorias conforme exibido na                 com estímulo para infraestrutura viária.
Figura 02. Os PPPs mostram que com a                   Encontra-se base, portanto, para o
implantação do Arco Metropolitano                      pretendido            desenvolvimento,
será aberta uma nova conformação                       principalmente diante da realização da
espacial para a região, possibilitando                 Copa 2014, consolidação de novo Polo
uma      reconfiguração      da     área,              de Desenvolvimento em Goiana, sua
principalmente no entorno do projeto                   articulação com o sul e o oeste
proposto. O predomínio de PPPs                         metropolitano e a melhoria da
voltados     para    infraestrutura    e               mobilidade, como aspectos importantes
mobilidade (31%), comprova que o                       para a qualidade de vida e consolidação
projeto é decorrente das políticas                     das políticas econômicas para a região.


        F I GU R A 2 . D I S TR IB U IÇ Ã O DE P LA N O S , P R O GR A M AS E P R O JE TO S E M
        A N D AM E N TO N A RM R P O R TIP O LO GI A DE Á R E A D E A TU A Ç ÃO .




A conjuntura que se observa e na qual                  infraestrutura e na saúde pública. Com
se insere o Arco Viário, deixa clara a                 efeito, o desenvolvimento neste setor é
preocupação pelo investimento em                       um componente vital no estímulo ao
infraestrutura como único caminho para                 crescimento econômico de um país,
o desenvolvimento do estado e da                       pois melhora a produtividade de uma
qualidade de vida da população que                     nação que consequentemente, torna as
nele habita.                                           empresas mais competitivas e dá novo
                                                       impulso à economia da região. A
O exemplo de países que conciliaram o
                                                       infraestrutura por si só não apenas
sucesso econômico com a qualidade de
                                                       melhora a eficiência na produção, no
vida da sua população mostra que a
                                                       transporte e nas comunicações, como
força de uma Nação está na


                                  RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 8
também ajuda a fornecer incentivos                           É isso o que se espera que aconteça
econômicos aos participantes dos                              com o Arco Viário, e deste ponto de
setores público e privado. Além de dar                        vista a proposição do empreendimento
acessibilidade à região para moldar as                        é mais do que justificável, é altamente
decisões de investimentos de empresas                         necessária.
nacionais e se tornarem mais atraente
para investidores estrangeiros.




 F O TO 1 - I M P L A N T A Ç Ã O   DA RODOVIA   E XPRE SS W AY   NO   CA BO   DE   SANTO A GO STINHO: PERNA MBUC O
 NO CA MINHO DA RECUPERA ÇÃ O DO TE MPO PERDIDO N A M ODERNIZAÇ ÃO D A S UA IN FRAE STRU TUR A.




                                          RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 9
CONCEPÇÃO E ALTERNATIVAS DO EMPREENDIMENTO




O QUE VEM A SER O ARCO VIÁRIO DA RMR ? QUAL A SUA CARACTERIZAÇÃO ?

O ARCO VIÁRIO DA RMR corresponde a           Pontes sobre os rios Gurjaú,
uma ligação viária expressa de 77,31km       Jaboatão, Capibaribe, Tapacurá,
tangenciando o limite oeste da RMR e,        Goitá e sobre riachos menores;
interligando a BR-101 sul no município       Travessias elevadas sobre linhas
do Cabo de Santo Agostinho com a BR-         férreas, passagens inferiores de
101 norte no município de Igarassu.          transposição, adutora de Tapacurá,
                                             gasodutos, e outras obras especiais
As obras inclusas no      pedido    de
                                             descritas no projeto de engenharia;
licenciamento abrangem:
                                             Áreas de empréstimos e bota foras
  O trecho rodoviário completo de            relacionadas  no    projeto    de
  77,31km pavimentado em concreto            engenharia;
  asfáltico e faixa dupla na sua
                                             Canteiro (s) de Obra(s).
  concepção integral;
  Interseções elevadas sobre as           Para    efeitos  de      planejamento
  rodovias BR-101 sul, BR-232, BR-408,    construtivo, o Arco Viário foi
  PE-005, PE-27 e BR-101 norte;           segmentado em três (3) trechos:



                          RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 10
Trecho Sul - km 0+000 (incluso                   (exceto interseção da BR-408) –
interseção BR-101 sul) ao km 24+280              Comprimento de 20,2km;
(incluso a interseção da BR-232) –               Trecho Norte - km 44+480 (incluso
Comprimento de 24,28km;                          interseção da BR-408) ao km 77+315
Trecho Oeste - km 24+280 (exceto                 (incluso interseção BR-101 norte) –
interseção da BR-232) ao km 44+480;              Comprimento de 32,835km.

   F I GU R A 0 3 – LO C A LIZ AÇ Ã O D O A R C O V I Á R IO E M R E LA Ç ÃO À R M R E
   D I V IS Ã O PO R TR E C H OS




                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 11
COMO SE CHEGOU A ESSA PROPOSTA?                                 QUAIS FORAM OS CRITÉRIOS
NORTEADORES? SERÁ QUE É O TRAÇADO MAIS ADEQUADO?

Esse tipo de questionamentos são                        algum tipo de conflito ambiental com
estudados em um capítulo específico                     as múltiplas restrições presentes no
do EIA que se denomina ALTERNATIVAS                     território. Estas restrições incluem
LOCACIONAIS, no qual, em um                             Áreas de Preservação Permanente
exercício comparativo, são analisadas                   (APPs), áreas florestadas, perímetros
diversas alternativas de traçado para o                 de     unidades     de     conservação,
empreendimento.                                         assentamentos      rurais,   patrimônio
                                                        cultural, corpos de água, reservatórios
No caso do Arco Viário, pela sua
                                                        de abastecimento d’água, áreas de
extensão, abrangência e pelo fato de
                                                        topografia      desfavorável,      áreas
cortar uma área com notáveis atributos
                                                        rochosas e áreas de difícil negociação
ambientais, qualquer alternativa que
                                                        dentre outros fatores ilustrados na
venha a ser proposta sempre terá
                                                        Figura 04.


      F I GU R A 0 4 – E S QU E MA D A S P R I NC I PA I S R E S TR I Ç Õ E S A M BI E N TA IS A
      S E R E M CO N TO R N AD A S N A D E FI N IÇ Ã O D A A LTE R N ATI V A LO C A CI O NA L




Com base nessas restrições comuns para qualquer alternativa de posicionamento
do Arco foram estudadas três (3) alternativas locacionais descritas a seguir:




                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 12
ALTERNATIVA 01
Alternativa inicialmente proposta pelo Governo do Estado. Com extensão de 98 km
aproximadamente, partia do sistema viário interno do Porto de Suape e finalizava
na Ilha de Itamaracá após cortar terras de dez (10) municípios da RMR.

ALTERNATIVA 02
Configura a alternativa do projeto. Esta alternativa de 77,31 km surge como
proposta do consórcio empreendedor com o objetivo de minimizar os conflitos
ambientas, minimizar custos e viabilizar a implantação. A alternativa inicia no
entroncamento da BR-101 sul no hospital Dom Helder Câmara e finaliza na BR-101
norte, ao norte da Fábrica de Cervejas Nobel, cortando terras de sete (07)
municípios.

ALTERNATIVA 03
Configura a alternativa da equipe técnica do EIA, concebida no intuito de tentar
desviar o traçado do Arco de dentro do perímetro da APA Aldeia-Beberibe, a qual é
interceptada nas duas alternativas anteriores. O desvio do traçado contornando a
mata do CIMNC pelo lado leste e passando próximo da cidade de Araçoiaba,
aumentou o comprimento do arco para aproximadamente 98km, afastando-o
excessivamente da BR-101 norte no último trecho. No percurso desta alternativa
são incorporados oito (08) municípios.

A comparação das três alternativas pode ser apreciada no Quadro a seguir:

Q U AD R O 2 – C OM P A R AÇ ÃO D E A LTE R N A TI V A S LOCA C I ON A I S
                                 ALTERNATIVA                  ALTERNATIVA                 ALTERNATIVA
        ASPECTOS
                                      1                            2                           3
Comprimento                        98+853 km                     77+315 km                    98+259
                                        10                           07                          08
                               Ipojuca, Cabo de Santo      Cabo de Santo Agostinho,   Cabo de Santo Agostinho,
                              Agostinho, Jaboatão dos      Jaboatão dos Guararapes,   Jaboatão dos Guararapes,
N° de municípios
                              Guararapes, Moreno, São      Moreno, São Lourenço da    Moreno, São Lourenço da
interligados                Lourenço da Mata, Paudalho,     Mata, Paudalho, Abreu e    Mata, Paudalho, Abreu e
                               Abreu e Lima, Igarassu,          Lima, Igarassu.       Lima, Araçoiaba, Igarassu.
                               Itapissuma, Itamaracá.
Custo Estimado                     R$ 1,54 x 106              R$ 1,21 x 106 m³             1,53 x 106 m³
Previsão de Escavação              9,77 x 106 m³               8,01 x 106 m³               9,72 x 106 m³
                             Na Avenida Portuária do      Na rotatória da BR-101 do       Na Express Way
Entroncamento no ponto
                                 Porto de SUAPE            Hospital Dom Helder
de início
                                                                  Câmara
                                       3                              1                           0
N° de Áreas de Preservação Parque Natural Estadual de       APA Aldeia - Beberibe
interceptadas              SUAPE, APA Aldeia Beberibe,
                                 APA de Santa Cruz.
                               Possibilita o desvio do         Menor custo de       Evita a travessia pela mata
Principal benefício da       tráfego da totalidade da       implantação para igual   de Aldeia, contornando
alternativa                   travessia urbana da BR-     funcionalidade. Otimiza a     pelo lado norte no
                               101, incluindo o Cabo.      interação com o sistema   município de Araçoiaba.


                                    RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 13
ALTERNATIVA                ALTERNATIVA               ALTERNATIVA
        ASPECTOS
                                    1                            2                          3
                                                         viário existente e
                                                      minimiza sensivelmente
                                                      os conflitos ambientais
                                                     em relação à alternativa 1
                              Aumenta em 20km o       Suprime vegetação na      O aumento de 20km e o
                            percurso sem ganhar em   borda da mata de Aldeia, afastamento excessivo da
 Principal Ponto Negativo   funcionalidade, quando    mas sem contribuir com    BR-101 no Trecho Norte,
 da Alternativa                comparada com a          sua fragmentação.          comprometem a
                                 Alternativa 2.                                     atratividade do
                                                                                   empreendimento.


 A análise efetuada concluiu que a                     considerada como a ALTERNATIVA 4,
 Alternativa de Projeto é viável                       que constitui a recomendação do
 ambientalmente,    porém,    requer                   estudo. Salientou-se, entretanto, que
 refinamentos para minimizar e/ou                      estas alterações foram propostas
 eliminar conflitos ambientais que                     unicamente com o olhar ambiental,
 podem ser resolvidos com o                            devendo ainda ser avaliadas de forma
 deslocamento do eixo para direita ou                  integral com a dimensão técnica-
 para esquerda dentro do mesmo                         financeira. As justificativas da escolha
 corredor proposto. A Alternativa 02                   desta Alternativa são apresentadas a
 com as alterações propostas, foi                      seguir:


 i.    A alternativa de projeto é coerente com o preceito de desviar parte do tráfego
       da BR-101 para áreas não urbanas, favorecendo a mobilidade e a segurança de
       quem trafega pela referida BR;
ii.    A alternativa manteve a sua função integradora entre os Polos de
       Desenvolvimento de Suape, Goiana e Vitória de Santo Antão, aproveitando a
       infraestrutura que está sendo implantada, notadamente a Via expressa de
       Suape;
iii.   A alternativa cumpre sua função de articulação e distribuição de tráfego nas
       principais rodovias de acesso à RMR, pois intercomunica a BR-101 sul, a PE-060,
       a BR-232, a BR-408 e a BR-101;
iv.    A alternativa reduziu em mais de 20 km a proposta inicial sem sacrificar
       funcionalidade, o que se traduz também em uma menor movimentação de
       terra, menor desapropriação, menores comunidades afetadas e menores
       impactos de uma forma geral;
v.     A alternativa eliminou as interferências na Unidade de Conservação de Bita e
       Utinga, na APA de Santa Cruz e otimizou a passagem pelas áreas protegidas;
vi.    A alternativa permite que sejam feitos ajustes de traçado na etapa de projeto
       executivo, sem alterar a concepção que foi estudada no EIA.




                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 14
F I GU R A 0 5 – A LTE R N A TI V A S LOC A CI O NA I S E S TUD AD A S




                                  RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 15
CONFORMIDADE JURÍDICA
QUAIS FORAM AS PRINCIPAIS CONDICIONANTES LEGAIS ANALISADAS ?

A análise jurídica observou o conjunto         nas Áreas de Preservação Perma-
de normas legais nos âmbitos federal,          nente, Áreas de Proteção de
estadual e municipal relativas ao Direito      Mananciais e Área de Proteção
Ambiental e ficou definido que:                Ambiental – APA Aldeia Beberibe,
                                               porque está caracterizada a utilidade
A CPRH é o órgão competente para
                                               pública      do      empreendimento
promover   o    licenciamento do
                                               proposto e a inexistência de
empreendimento estudado.
                                               alternativa técnica e locacional.
  A Audiência Pública, sendo requerida         Deve ser respeitada a faixa non
  por sociedade civil, Ministério              aedificandi, vale dizer, recuo de 15
  Público ou CPRH, deverá acontecer,           metros.
  garantindo-se os princípios da
                                               Em se tratando de controle da
  informação, da publicidade e da
                                               poluição, devem ser obedecidos os
  garantia de participação popular.
                                               padrões de qualidade da água, do
  Pelas normas de Zoneamento                   solo e do ar.
  Ambiental das áreas afetadas pelo
                                               O empreendimento se apresenta
  empreendimento Arco Viário se
                                               viável do ponto de vista jurídico,
  verifica que o projeto é compatível
                                               inexistindo, por isso, impedimento
  com o modelo de desenvolvimento
                                               para sua instalação, ressaltando-se,
  estabelecido na região, sendo um
                                               entretanto,     que     devem     ser
  importante meio de integração entre
                                               cumpridas as normas elencadas ao
  as rodovias BR-101, BR-232, BR-408 e
                                               longo do estudo, como também
  PE-060, ligando a BR-101 sul, no Cabo
                                               adotadas as medidas de controle, de
  de Santo Agostinho à sua parte
                                               mitigação e compensação, a serem
  Norte, em Igarassu.
                                               estabelecidas, em todas as fases do
  O empreendimento é uma rodovia               licenciamento ambiental, bem como
  estadual a ser desenvolvida pelo             o desenvolvimento tempestivo dos
  regime de Parceria Público Privada,          planos     ambientais     propostos,
  se enquadrando como de utilidade             observando-se os princípios da
  pública.                                     prevenção dos danos ambientais, da
  É permitida, excepcionalmente, a             função socioeconômica e ambiental
  supressão do bioma Mata Atlântica            no uso do direito de propriedade.



                            RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 16
CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO




CARACTERISTICAS TÉCNICAS DA RODOVIA

O ARCO VIÁRIO DA RMR foi concebido          governo determina dotar a região de
dentro do mais elevado padrão de            uma infraestrutura do mais alto padrão
rodovias   manejadas     pelo   DNIT,       técnico,        apostando           no
notadamente a denominada Classe 0.          desenvolvimento                 futuro,
Conforme consta nos próprios manuais        independentemente      dos     estudos
deste órgão, a opção pela implantação       preditivos de tráfego apontarem a
de uma rodovia da Classe 0 obedece a        necessidade de implantação imediata
uma decisão administrativa, na qual o       de uma obra deste porte.

A Rodovia Classe 0 concebida para o Arco atende aos seguintes critérios:

    Rodovia do mais elevado padrão técnico, com pista dupla no Trecho Sul e,
    duplicação prevista para os Trechos Oeste e Norte, tão logo o tráfego atinja
    a demanda necessária, tendo sido mantido os mesmos padrões de CLASSE
    0 nesses trechos;

    Rodovia com bloqueio total para pedestres e animais;




                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 17
Possui todas as interseções em desnível mantendo a velocidade no trânsito
     de longo alcance – BR-101 NORTE e BR-101 SUL.

     A composição do tráfego previsto (Caminhões) terá maior segurança e
     menor consumo de combustíveis (menores rampas e maiores raios);

     Conservou o mesmo padrão técnico das rodovias nas quais realiza
     entroncamento, notadamente a Express Way e a TDR Norte do Complexo
     Industrial e Portuário de SUAPE, as quais são rodovias Classe 0.

Q U AD R O 3 – P R I NC I PA I S C A R AC TE R Í S TI CA S TÉ C N ICA S D O P RO JE TO D O A R CO V I Á RI O

             PARÂMETRO                                              CARACTERÍSTICA
Comprimento total                             77,31 km
Principais interseções com a malha BR-101 sul, Express Way (Suape), BR-232, BR-408, PE-
viária existente                   005, PE-027, BR-101 Norte
N° de Pedágios previstos
                                              Um (01) no Trecho Sul.
inicialmente
                                              27,60m = pista dupla, com 2 faixas de 3,60 m,
Seção transversal                             acostamento externo de 3,0 m e refúgio interno de
                                              0,60 m, em cada faixa e canteiro central de 6m.
                                              Semirrígido invertido para a pista principal – Flexível
Pavimentação                                  para retornos operacionais e rígido para praças de
                                              pedágio
Faixa de domínio                              100m
Velocidade Diretriz                           110 km/hr na pista principal e 40 km/hr nos ramos
                                              Entre 40m para velocidade de 40 km/hr – 501m para
Raios mínimos adotados
                                              velocidade diretriz de 110km/hr
                                              6% para velocidade de 40 km/hr e 8% para velocidade
Superelevação máxima (%)
                                              diretriz de 110km/hr
                                              Entre 8% para velocidade de 40 km/hr e 4% para
Rampa máxima adotada (%)
                                              velocidade diretriz de 110km/hr
                                              Rodovia = 5,5m – Ferrovia eletrificada = 7,50m – Linha
Gabarito Vertical (m)
                                              de transmissão = 8m
Posicionamento de retornos                    A cada 7km de rodovia
Posicionamento de passagens de
                                              A cada 4,5 km
transposição
                                                 Aterro inclinação – 1,5(h):1,0 (v)
                                                 Corte inclinação – 1,0(h): 1,0(v)
Geometria de terraplenagem
                                                 Altura das banquetas – 8m
                                                 Largura – 3m.
Critérios de Drenagem                            10 anos = Drenagem Superficial
Período de recorrência (T) adotado               100 anos = Bueiros e canalizações de Talvegues em

                                     RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 18
PARÂMETRO                                              CARACTERÍSTICA
                                                  área urbana ou expansão
                                                  25 anos = Bueiros e canalizações de Talvegues em
                                                  área rural
                                                  25 anos = Bueiros existentes
                                                  25 anos = Bueiros em talvegues secos
                                                  Tratamento com revestimento vegetal com hidro-
                                                  semeadura e/ou manta biodegradável;
Obras de estabilidade previstas                   Para os trechos sul e oeste no caso de taludes em
nos cortes                                        rocha e matacões, serão utilizados Chumbadores e
                                                  concreto projetado e/ou Chumbadores isolados;
                                                  Muros de terra armada.
Obras de estabilidade previstas nas               Remoção e substituição do solo inconsistente;
áreas baixas de solos
                                                  Implantação de drenos de talvegue.
inconsistentes
                                                 Paisagismo nas áreas de Visibilidade Desimpedida;
Critérios paisagísticos                          Paisagismo como barreira antiofuscante;
                                                 Paisagismo nas interseções previstas no Arco;
                                               Utilização de conjunto de espécies vegetais com
                                               tonalidade marcante da seguinte forma:
Critérios paisagísticos nas                       Interseção BR 232: Cor roxa;
principais interseções                            Interseção BR 408: Cor rosa;
                                                  Interseção PE-27: Cor branca;
                                                  Interseção BR 101 norte: Cor vermelha.
                                               Todos os imóveis e benfeitorias localizados dentro da
                                               faixa de domínio de 100m serão retirados.
Critérios de Desapropriação                    A Faixa de 100m a ser desapropriada terá o seu
                                               acesso limitado por cerca de doze fios de arame
                                               farpado.


F I GU R A 6 – S E Ç ÃO TR A N S V E R S A L TÍ PI C A D O A RC O V I Á R I O C OM C A N TE I RO D E 6 M




                                      RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 19
F I GU R A 7 – S E Ç ÃO TR A N S V E R S A L TÍ PI C A C OM B A R RE I R A N E W JE R S E Y




COMO SERÁ A FASE DE IMPLANTAÇÃO DO ARCO VIÁRIO ? EM QUANTO
TEMPO FICARÁ
TEMPO FICARÁ PRONTO ?

Pela sua extensão e porte, o Arco Viário será implantado em duas etapas:

1° ETAPA
Considera a implantação integral do TRECHO SUL em PISTA DUPLA e a implantação
dos TRECHOS OESTE E NORTE em pista simples. Esta primeira etapa deverá ter
uma duração de 36 meses e começará assim como seja deferida a licença de
Instalação por parte da CPRH.

2° ETAPA
Considera a duplicação dos trechos OESTE e NORTE. O início desta etapa se dará
quando as demandas de tráfego justifiquem a duplicação destes trechos.
Salienta-se que eventualmente esta etapa poderá ser dividida em duas fases, pois
pode acontecer que as demandas de tráfego sejam diferentes nos trechos Oeste e
Norte.

Estima-se que para esta primeira
etapa se tenha uma demanda de MÃO
DE OBRA de aproximadamente 2.145
empregos diretos.

Dentro das recomendações do
EIA/RIMA, está o aproveitamento da
mão de obra das comunidades
inseridas dentro da AID do
empreendimento.



                                       RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 20
F I GU R A 8 – H I S TO GR AM A D E M Ã O D E O B R A A O LO N GO D A P R IM E I R A E TA P A D E
   I M P LA N TAÇ Ã O




Esta mão de obra estará alocada a três (3) CANTEIROS DE OBRA PRINCIPAIS que
serão implantados em cada um dos trechos, dotados de água, e com manejo
rigoroso de esgoto sanitário e águas oleosas. O posicionamento dos canteiros de
obra será definido quando da elaboração do Projeto Executivo do
Empreendimento. O dimensionamento dos mesmos obedecerá à legislação
ambiental em vigor, notadamente a NR-18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DO
TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO (Ministério do Trabalho) e à NB-1367
(NBR 12284) - ÁREAS DE VIVÊNCIA EM CANTEIROS DE OBRAS (ABNT).

Em relação à MOVIMENTAÇÃO DE TERRA nesta fase de implantação da Primeira
ETAPA, é fácil entender que esta será expressiva, pois o Arco discorre por uma
região de topografia muito colinosa, onde o “nivelamento” da estrada requer
processos de corte e aterro.

Q U AD R O 4 – B A LA N ÇO D E M O VI M EN TA Ç Ã O D E TE R R A N A P R IM E I R A E TA PA D E
I M P LA N TAÇ Ã O D O A RC O V I Á RI O .
TRECHO    EXTENSÃO    CORTE TOTAL       CORTE         CORTE 3a        ATERRO        SALDO APÓS
             (m)         (m³)            1a/ 2a         (m³)           (m³)        COMPENSAÇÕES
                                          (m³)
  SUL      24.280      3.257.139,00   2.262.551,00    994.588,00 4.286.086,00    Buscar em
                                                                               Jazida volume
 OESTE     20.200      2.191.958,00    1.595575,00    596.383,00 2.054.995,00 (m³) 934.884,00
NORTE      32.835      1.685.493,00 1.368.686,00      316.806,00 1.713.652,00    (Mat. 1ª/2ª)
 TOTAL      77.315     7.134.589,00   5.226.812,00     1.907.777    8.054.733,00



Do QUADRO 04 acima podem ser destacados vários aspectos relevantes para a
análise de impactos:


                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 21
Será requerida a exploração de 935.000 m³ de material em jazidas e áreas
     de empréstimo. Uma das recomendações do EIA foi a procura deste
     volume dentro da própria faixa de domínio da rodovia, adiantando
     alguns dos cortes previstos para a segunda Etapa do empreendimento.

     Será requerido destinar em bota-fora um volume de material de
     aproximadamente 1.791.047 m³ proveniente da limpeza das áreas, da
     retirada de materiais inconsistentes das áreas baixas e excedentes de
     material rochoso.     Os locais de bota-fora incialmente apontados
     aproveitam as interseções previstas assim:

          Entroncamento na BR-101-sul;
          Estaca 8+000 entre gasoduto e o Arroio Salgadinho;
          Entroncamento na BR-232;
          Estaca 28+040. 3km ao leste;
          Entroncamento BR-408 e PE-005;
          Entroncamento BR-101-norte.

     Será requerido o desmonte de aproximadamente 2.000.000 de m³ de
     material de 3° categoria, que corresponde a material rochoso, e para o
     qual será requerido o uso intensivo de explosivos.

E A ETAPA DE OPERAÇÃO ? HAVERÁ COBRANÇA PARA OS USUÁRIOS ?

                                            Conforme já dito, o Arco Viário
                                            operará em regime de Concessão.
                                            Neste modelo de gestão, os custos de
                                            implantação e operação são pagos
                                            em parceria, uma parte com recursos
                                            públicos (Poder concedente) e outra
                                            parte com recursos do empreendedor
                                            privado     (Concessionária).   Este
                                            modelo de gestão vem sendo
                                            implantado com sucesso no Brasil
                                            para modernização da rede rodoviária
                                            com bastante sucesso.




                         RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 22
O diferencial entre uma rodovia operada em regime de
concessão e uma rodovia operada pelo poder público
está na qualidade da infraestrutura implantada e os
serviços prestados aos usuários. Nesse sentido, o
Quadro a seguir sintetiza as principais características da
Fase de Operação do Arco Viário.

Q U AD R O 5 – P R I NC IP A I S C A RA C TE R Í S TIC A S D A F A S E D E
O P E R AÇ Ã O DO A R CO V I Á R IO

                DÚVIDA                                               RESPOSTA
                                            Pelo CENTRO DE CONTROLE OPERACIONAL – CCO a
                                            rodovia será monitorada e vigiada permanentemente nos
                                            seus três (3) trechos. Deste local será coordenado o
Como será gerenciado o Arco
                                            sistema de atendimento aos usuários, atendimento de
Viário na operação ?                        emergências, inspeção de tráfego, e a interação com
                                            autoridade policial, Corpo de Bombeiros, Órgãos
                                            Ambientais, quando for o caso.
                                               Controle Operacional da rodovia;
                                               Sistema de Pedagiamento;
Quais são as atividades de controle
                                               Sistema de Pesagem;
que serão gerenciadas pelo CCO?                Serviços de Atendimento aos Usuários;
                                               Veículos e Equipamentos.
                                               Serviço de Inspeção de Tráfego;
                                               Serviço de Primeiros Socorros;
Quais serão os serviços prestados
                                               Serviço de Guincho;
aos usuários?                                  Serviço de Atendimento a Incidentes.
                                               Serviços de comunicação
                                               Sistema de Painéis de Mensagens Variáveis Móveis;
                                               Sistema de Controle de Velocidade;
Que ferramentas tecnológicas
                                               Sistema de Câmeras de Televisão – CFTV nas áreas de
terão no CCO para efetuar estes
                                               pedágio;
controles?                                     Sistema de Monitoração (contadores) de Tráfego;
                                               Sistema de Radiocomunicação.
                                               Veículos para inspeção de tráfego;
Que equipamentos estarão a                     Ambulância para primeiros socorros;
disposição da concessionária para              Caminhão com Guincho leve;
atendimento dos serviços aos                   Caminhão com Guincho pesado;
usuários?                                      Caminhão pipa;
                                               Caminhão multifuncional.
                                            Prevê-se a contratação progressiva de 210 pessoas,
                                            distribuídas em aproximadamente 53 especialidades.
Quantas pessoas trabalharão na              Adicionalmente serão gerados empregos indiretos com
operação do Arco Viário ?                   subcontratos de vigilância armada 24 horas, manutenção,
                                            sinalização, recolhimento de resíduos sólidos dentre
                                            outros.
                                            A depender da função, operara-se em 03 turnos de
                                            trabalho de 8 horas cada, para as áreas operacionais e
Qual será o regime de trabalho ?
                                            regime administrativo com um turno de 8 horas para as
                                            demais áreas.

                                   RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 23
DÚVIDA                                         RESPOSTA
                                       Inicialmente está previsto um único pedágio no Trecho Sul.
Quantos pedágios serão                 Os trechos Oeste e Norte não serão pedagiados
instalados?                            inicialmente.

Os trechos que não são                 Sim. Nestes trechos a concessionária prestará serviço ao
pedagiados terão serviço ao            usuário e serviços de manutenção iguais aos executados
usuário?                               no Trecho Sul.

Qual será a política tarifária deste   Ainda não estão definidos os valores.
pedágio?
                                       O controle de cargas máximas no Arco será realizado
                                       através da pesagem de caminhões e carretas em
                                       plataformas construídas dentro de uma concepção que
Como será o sistema de pesagem
                                       permita a pesagem e o estacionamento de pelo menos 04
no Arco?                               (quatro) carretas e área para manobra no caso de
                                       transbordo de cargas excedentes. O sistema de pesagem
                                       propriamente dito será móvel
                                       Sim. O edital da concessão exige que o empreendedor
                                       implante:
                                         Um Programa de Gestão Ambiental – PGA
Há algum tipo de exigência               Um Programa de Gestão Social – PGS
                                         Um Programa de Saúde e Segurança do Trabalho
socioambiental para a
                                         Um Programa de Segurança da Rodovia
concessionária?
                                       Adicionalmente, em determinadas condições de
                                       faturamento, uma parcela do valor arrecadado deverá ser
                                       destinado para um fundo socioambiental.



QUAL SERÁ O TRÁFEGO NO ARCO VIÁRIO ? COMO ESTIMAR ESTE TRÁFEGO SE
A RODOVIA AINDA NÃO EXISTE ?

                                                  aferimento     da     velocidade     de
                                                  deslocamento,          tempo         de
                                                  deslocamento, características das vias
                                                  dentre outras) e que futuramente serão
                                                  intersectadas pelo Arco Viário. A
                                                  premissa principal da modelagem
As estimativas de tráfego para o novo             considera que uma parcela dos veículos
Arco Viário foram realizadas através da           que hoje circula pela área de influência
aplicação de um modelo matemático                 do Empreendimento, optará pelo Arco
complexo, alimentado por diversas                 Viário no momento em que ele estiver
variáveis coletadas nas principais vias de        funcionando.
acesso à RMR (pesquisas de origem e
                                                  Mas o modelo é muito sensível, os
destino,    contagem      de    veículos,
                                                  resultados mudam se se considera

                               RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 24
pagamento ou não de pedágio, muda                        poderá diferir significativamente para
também na medida em que o Arco se                        mais ou para menos.
afasta da BR-101 (o empreendimento                       O Quadro 06 a seguir fornece os valores
perde atratividade), em função do custo                  de tráfego finalmente adotados no
do pedágio, e em função da alteração                     estudo para embasar os projetos de
de qualquer uma das variáveis                            pavimento e viabilidade econômica
introduzidas.                                            dentre outros.
Adicionalmente a isto, o modelo calcula                  De uma forma generalista, a Engenharia
o tráfego DESVIADO das vias periféricas,                 de Tráfego sinaliza que quando se
e não o tráfego INDUZIDO, ou seja, o                     atinge uma demanda diária de
tráfego gerado em decorrência da                         aproximadamente 10.000 veículos/dia
própria implantação do Arco. Trata-se,                   em uma rodovia, esta requer uma
por exemplo, da instalação de novos                      duplicação. No quadro 6, entretanto,
empreendimentos na região de                             observa-se que após 30 anos de
influência direta do ARCO, como                          operação, os Trechos Oeste e Norte
indústrias, galpões, centros de logística,               terão um Tráfego Médio Diário de 5.031
complexos comerciais, assim como de                      e 202 veículos respectivamente, o que
utilização residencial.                                  significa que a ocorrência da 2° ETAPA
Em outras palavras o modelo fornece                      de implantação que corresponde à
uma ideia do que poderá acontecer no                     duplicação destes trechos, está sem
futuro, e entende-se que os resultados                   previsão, salvo, que venha no futuro por
obtidos representam um cenário                           decisão administrativa, ou que o volume
possível, mas não necessariamente a                      de       tráfego     verificado    difira
realidade que se verificará com a                        significativamente dos resultados do
implantação do Arco Viário, o qual                       modelo.



    Q U AD R O 6 – E S TIM A TI VA S D E TR Á F E GO M ÉD I O D I ÁR I O N O A RC O

             TRECHO                  ANO 1            ANO 10          ANO 20          ANO 30
    Trecho 1 (Sul)                   7.085             11.274          15.794         21.611
    Trecho 2 (Oeste)                  1.755            2.696            3.725         5.031
    Trecho 3 (Norte)                   76                112             152           202
    TOTAL NO ARCO                     8.916            14.082          19.671         26.844
   (*) Valores de tráfego incluem todas as tipologias de veículos




                                   RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 25
PRINCIPAIS INTERSEÇÕES AO LONGO DO TRAÇADO

O Arco Viário intersectará uma série de cursos de água, pontos notáveis e
infraestrutura existente ao longo do percurso de 77,31 km, conforme lista
apresentada no Quadro 7 e Figura 9 adiante.

Q U AD R O 7 – P R I NC I PA I S PO N TO S N O TÁ VE I S E I N TER S E Ç Õ E S AO LO N GO D O A RC O VI Á R I O

   N°                Descrição                 Estaca       UTM (SAD 69)                 Município
    1    Rotatória                                0        278965, 9087517        Cabo de Santo Agostinho
    2    Passagem de transposição              7+523       275826, 9093762        Jaboatão dos Guararapes
    3    Retorno Operacional                   7+534       275817, 9093774        Jaboatão dos Guararapes
    4    Cruzamento Gasoduto                   8+010       275569, 9094144        Jaboatão dos Guararapes
    5    Passagem de transposição              10+076      273619, 9094480        Jaboatão dos Guararapes
    6    Praça de Pedágio                      10+500      273166, 9094473        Jaboatão dos Guararapes
    7    Passagem de transposição              12+274      271485, 9094859        Jaboatão dos Guararapes
    8    Passagem de transposição              14+964      268885, 9095184                 Moreno
    9    Cruzamento LT 500KV                   15+720      268264,9095528                  Moreno
   10    Passagem de transposição              18+310      266427, 9097376                 Moreno
    11   Retorno Operacional                   18+312      266428, 9097383                 Moreno
   12    Passagem de transposição             22+600       265554, 9101453                 Moreno
   13    Ponte sobre Rio Jaboatão              23+100      265416, 9101954.                Moreno
   14    Viaduto sobre BR 232                 23+800       265070, 9102592                 Moreno
   15    Passagem de transposição             24+656       264552, 9103221                 Moreno
   16    Retorno Operacional                   31+337      264915, 9107807          São Lourenço da Mata
   17    Passagem de transposição              31+340      264920, 9107809          São Lourenço da Mata
   18    Passagem de transposição              37+036      267660, 9112087          São Lourenço da Mata
   19    Retorno Operacional                  39+500       267493, 9114323          São Lourenço da Mata
   20    Cruzamento Adutora de Tapacurá        40+135       267727, 9114914         São Lourenço da Mata
   21    Ponte sobre Rio Tapacurá              40+319       267819, 9115138         São Lourenço da Mata
   22    Ponte sobre Rio Goitá                43+800       268426, 9118409                Paudalho
   23    Viaduto sobre BR 408                 44+964       269270, 9119172                Paudalho
   24    Viaduto sobre PE - 005                45+243      269527, 9119273                Paudalho
   25    Ponte sobre Rio Capibaribe           52+000       269257, 9124836                Paudalho
   26    Viaduto sobre PE- 027                54+500       270868, 9126471              Abreu e Lima
   27    Passagem de transposição             54+800       271146, 9126370              Abreu e Lima
   28    Passagem de transposição             56+200       272488, 9126366              Abreu e Lima
   29    Retorno Operacional                   59+537      275478, 9127536              Abreu e Lima
   30    Cruzamento LT 230KV                   61+720      276872, 9129180                 Igarassu
   31    Cruzamento LT 230KV                   71+750       283113, 9136238                Igarassu
   32    Retorno Operacional                   72+467      283716, 9136656                 Igarassu
   33    Viaduto sobre BR-101 Norte            77+227      287407, 9137897                 Igarassu


                                    RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 26
DIAGNÓSTICO AMBIENTAL




O Diagnóstico de qualquer estudo         aumento da arrecadação de impostos
ambiental começa pela definição das      pelas prefeituras municipais.
ÁREAS       DE      INFLUÊNCIA     DO
                                         Na teoria, todos os impactos se iniciam
EMPREENDIMENTO.        Estas áreas de
                                         na ADA e se irradiam para os outros
influência direcionam os trabalhos de
                                         subespaços com menor intensidade,
campo dos técnicos, pois em teoria, os
                                         pois a ADA está contida na AID, que por
impactos ambientais gerados pelo
                                         sua vez está contida na AII, e todo o
empreendimento não devem extrapolar
                                         conjunto se insere dentro de um
estes recortes de terreno que são
                                         contexto     regional    muito     mais
definidos em conjunto pela própria
                                         abrangente que dá sentido à proposta e
equipe técnica.
                                         que normalmente se denomina como
As áreas de influência começam           Área de Abrangência Regional (AAR),
menores, onde ocorrem a maior parte      mas que no âmbito deste estudo
dos     impactos  diretos, e   vão       denominaremos      como      Área     de
aumentando para prever impactos          Influência Estratégica (AIE). Dentro
indiretos, como por exemplo,      a      desse contexto as áreas de influência do
melhora da mobilidade na RMR ou o        estudo foram definidas da seguinte
                                         forma:
                         RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 28
ÁREA DE INFLUÊNCIA ESTRATÉGICA – AIE Prevê os impactos macro que
         representa a implantação do Arco em relação à articulação entre Polos
         de Desenvolvimento, aumento da capacidade produtiva da Região,
         melhoria na mobilidade da BR-101 entre outros. Esta AIE incluiu todos os
         municípios da RMR, acrescidos dos municípios do Território estratégico
         de SUAPE, os municípios de Goiana, Araçoiaba e Paudalho incluídos no
         Oeste Metropolitano, e os municípios de Vitória de Santo Antão, Glória
         de Goitá e Chã de Alegria.


         ÁREA DE INFLUÊNCIA INDIRETA – AII Recorte de terreno onde os impactos
         se manifestam com menor intensidade e geralmente de forma indireta. Foi
         definida diferenciadamente para o meio físico biótico como uma faixa de
         10km em torno do Arco, e para o Meio Socioeconômico abrangendo os
         municípios cortados pelo Arco, que precisarão rever o seu planejamento
         territorial em função desta implantação, sendo eles: Cabo de Santo
         Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, São Lourenço da Mata,
         Paudalho, Abreu e Lima e Igarassu.

         ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA – AID Recorte de terreno que recebe os
         impactos de forma direta. Foi definida como uma faixa de 1km em torno do
         Arco para todos os meios.

         ÁREA DIRETAMENTE AFETADA – ADA Recorte de terreno que recebe os
         impactos de forma pontual e que será fisicamente afetada pela
         implantação das obras. Considerou-se como ADA a Faixa de Domínio da
         Rodovia com largura de 100m.



F I GU R A 1 0 – E SQ U EM A DA D E FI N IÇ Ã O D A S Á R EA S DE I N F LU Ê NC I A D O EM P R E E ND IM E N TO




                                    RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 29
F I GU R A 1 1 – D EF I NI ÇÃ O D A AI E DO E M P R EE N DI M ENTO




                                RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 30
ASPECTOS MARCANTES DO DIAGNÓSTICO

O Diagnóstico do Arco Viário é             É nesse ponto também onde o
extremante extenso, pela mesma             diagnóstico    do      Arco    torna-se
exigência do Termo de Referência e         importante e valioso, pois aborda outra
pelo porte do empreendimento.              RMR da qual pouco se fala: A RMR rural.
Entretanto, alguns aspectos ajudam na
                                           Nestas áreas rurais, as comunidades
sua compreensão.
                                           assentadas sobrevivem com as mesmas
Inicialmente ressalta-se sua inserção na   necessidades e carências do restante de
RMR, uma região em franca expansão,        ocupações da zona da mata de
mas limitada pela precariedade da sua      Pernambuco, sem nenhuma diferença,
infraestrutura de transporte que           alheias ao turbilhão de investimentos,
potencializa outras carências tanto ou     adensamento        urbano,      inflação
mais importantes, como a infraestrutura    imobiliário e outros impactos que
de saneamento básico, a segurança e a      passaram a ser parte do cotidiano das
saúde. Os municípios inseridos dentro      pessoas que moram na RMR urbana.
da AII abrangem um território de
                                           Dentro desse contexto foi desenvolvido
1.876,703 km2 que representam 57,7% do
                                           o diagnóstico do Arco Viário da RMR,
território da RMR e 19,1% da superfície
                                           onde a depender do enfoque, podem
estadual e que em 2010 albergava
                                           ser resgatados os principais aspectos
1.237.043 habitantes dos quais 1.162.240
                                           levantados.
hab. (94,0%) viviam em áreas urbanas e
74.803 hab. (6,0%), em áreas rurais.


ENTENDENDO O DIAGNÓSTICO COM FOCO NAS DIMENSÕES AMBIENTAIS E
NAS REST RIÇÕE S LEGAIS


   1. Em relação ao MEIO FÍSICO, o diagnóstico está condicionado
      principalmente pelas condições geológicas e geomorfológicas do
      traçado, que discorre por terrenos cristalinos nos primeiros 52km (67%)
      até o cruzamento com o Rio Capibaribe (relevo colinoso) e por terrenos
      do Grupo Barreiras nos últimos 25,31km (Relevo tabular);

   2. Ainda em relação ao MEIO FÍSICO e especificamente à riqueza hídrica,
      salienta-se que 56% do traçado (43,21km) inserem-se em Área de
      Proteção dos Mananciais. Ao todo, o Arco termina interagindo de forma
      indireta com nove reservatórios de água da RMR de todos os portes,
      como se ilustra na Figura a seguir;


                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 31
F I GU R A 1 2 – I N TE R A Ç Ã O    DO   ARCO   VIÁRIO   COM
             R E S E R V A TÓ R I O S D A R M R




   3. Em relação a MEIO BIÓTICO, o diagnóstico foi condicionado tanto em
      termos de flora como de fauna, pelos remanescentes florestais
      verificados na ADA, na AID e na AII. Dentro destes remanescentes
      florestais destaca-se a travessia pelas zonas de amortecimento das
      unidades de conservação das Matas de Contra Açude, Matas do Sistema
      Gurjaú, Matas do Engenho Salgadinho, Mata do Caraúna, Mata do
      Engenho Moreninho, Mata de Tapacurá, Mata do Engenho Tapacurá,
      Mata da Usina São José, além da Mata do CIMNC onde efetivamente
      haverá intervenção em termos de supressão de vegetação.
      Adicionalmente a isto, 19,11% do traçado do Arco discorre por dentro da
      ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL (APA) – ALDEIA – BEBERIBE;

      Finalmente, destaca-se que os Trechos Oeste e Norte, discorrem por uma
      área prioritária para a biodiversidade, classificada como de importância
      Extremamente Alta.

   4. Em relação ao MÉIO SOCIOECONÔMICO o aspecto mais relevante são as
      comunidades rurais que se assentam dentro da AID do empreendimento,
      parte das quais terão população remanejada quando da implantação do
      Arco Viário.


As Figuras a seguir ilustram a travessia do Arco Viário pelas principais áreas com
proteção legal identificadas dentro da AID do empreendimento.


                              RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 32
F I GU R A 1 3 – UN I DA D E S D E CO N S E R V AÇ ÃO C OM I N TE R A Ç Ã O C OM O P R O JE TO




                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 33
F I GU R A 1 4 – TR A V E S S I A DO A R C O P E LA Á R E A D E P R O TE Ç Ã O D O S M A NA N CI A IS E
P E LA A P A A LD EI A - B EB E R IB E




                              RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 34
F I GU R A 1 5 – TR A V E S SI A DO A R C O P O R Á R E A S P R I OR I TÁ R I A S P A RA C ON S E R V AÇ Ã O




                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 35
ENTENDENDO O DIAGNÓSTICO COM FOCO NAS UNIDADES MUNICIPAIS

A travessia do Arco Viário por cada um dos municípios afetados também ajuda na
compreensão dos efeitos que se terão no uso do solo e nas diretrizes de
planejamento que poderão ser revistas. As Figuras a seguir ilustram esta travessia e
os aspectos mais relevantes identificados no diagnóstico para cada Município.

Município do Cabo de Santo Agostinho
                                Percurso do Arco: 5km (6,46%)
                                O Município do Cabo de Santo Agostinho se verá pouco
                                afetado territorialmente pela implantação do Arco
                                Viário, pois a intervenção estará restrita a setor nordeste
                                do município. Apenas duas comunidades foram
                                cadastradas, sendo o foco principal do diagnóstico os
                                recursos hídricos e o Patrimônio Cultural. Neste
                                município o Arco interage com a zona de amortecimento
                                da UC Mata de Contra Açude.

Município de Jaboatão dos Guararapes
                                Percurso do Arco: 8,1km (10,47%)
                                A intervenção do Arco em Jaboatão será realizada na
                                esquina sudoeste do município. Esta intervenção
                                intersectará os acessos que desde a sede são feitos para
                                as comunidades rurais assentadas neste setor. Como
                                pontos relevantes do diagnóstico nesta região destaca-
                                se a interação com as zonas de amortecimento da UC do
                                Engenho Salgadinho e Matas do Sistema Gurjaú, além do
                                cruzamento de uma série de riachos que alimentam o
                                Sistema Gurjaú.

Município de Moreno
                                Percurso do Arco: 14m (18,10%)
                                O terceiro maior percurso do Arco estará inserido em
                                Moreno, que será afetado territorialmente de sul a norte
                                no quadrante leste do município. O diagnóstico
                                encontrou como relevante a parte social com dois
                                grandes assentamentos de Reforma Agrária que ficarão
                                bipartidos pela rodovia. Das 37 comunidades
                                cadastradas para todo o Arco, 12 se localizam no
                                território de Moreno. Em Moreno o Arco tem interação
                                com as zonas de amortecimento das UC Mata do
                                Caraúna e Mata do Eng. Moreninho, além do
                                cruzamento do Rio Jaboatão e da BR-232.




                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 36
Município de São Lourenço da Mata
                                     Percurso do Arco: 16km (20,69%)
                                     O Arco divide de forma equidistante o município de
                                     São Lourenço da Mata no sentido sul-norte. Neste
                                     município os aspectos importantes do diagnóstico
                                     incluíram a aproximação do traçado no Engenho
                                     Covas, de importante valor patrimonial, a
                                     aproximação do traçado a Nossa Senhora da Luz e
                                     a interação do Arco com as zonas de
                                     amortecimento das UC Mata de Tapacurá e Mata
                                     do Engenho Tapacurá. Verificam-se ainda
                                     cruzamentos importantes sobre os Rios Tapacurá e
                                     Goitá e sobre a adutora de Tapacurá.
Município de Paudalho
                                     Percurso do Arco: 12km (15,52%)
                                     Paudalho será intersectado pelo lado leste do
                                     município, sempre margeando o Rio Capibaribe
                                     pelo lado direito. Como pontos notáveis neste
                                     setor verificam-se os cruzamentos sobre a BR-408,
                                     PE-005, e Rio Capibaribe. Igualmente em Paudalho
                                     o Arco adentra na APA Aldeia-Beberibe e inicia o
                                     seu percurso onde termina afetando áreas com
                                     vegetação nativa de mata Atlântica. Destaca-se
                                     também neste setor a aproximação ao povoado de
                                     Pirassirica de relevante valor Cultural e ao núcleo
                                     populacional de Chã de Cruz o qual divide-se entre
                                     Paudalho e Abreu e Lima.
Município de Abreu e Lima
                                     Percurso do Arco: 4,3km (5,56%)
                                     Embora o percurso do Arco por Abreu e Lima seja o
                                     menor, ambientalmente é o segmento que
                                     apresenta a maior riqueza ambiental, representada
                                     pelo enorme fragmento de Mata Atlântica do
                                     CIMNC. O Arco margeará a estrada existente,
                                     “mordendo”     a     borda   da     mata    onde
                                     inevitavelmente será verificada supressão de
                                     vegetação.

                                     Territorialmente o Arco dividirá o município,
                                     prevendo um cruzamento sobre a PE-027. A
                                     travessia por Chã de Cruz também foi considerada
                                     como ponto relevante do diagnóstico.




                            RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 37
Município de Igarassu
                                  Percurso do Arco: 17,91km (23,16%)
                                  O percurso por Igarassu representa a maior
                                  extensão total do Arco. Neste setor o diagnóstico é
                                  caracterizado por uma topografia tabular com
                                  vertentes íngremes de matas muito preservadas
                                  pela Usina São José, com destaque para a UC Mata
                                  desta mesma usina, que será tangenciada pelo Arco.
                                  Destaca-se também a presença de comunidades
                                  como o assentamento Pitanga I que serão afetadas
                                  pelo traçado.




ENTENDENDO O DIAGNÓSTICO COM FOCO NO USO DO SOLO E N A
COBERTU RA VEGETA L

O Arco Viário se insere nos domínios      superiores a 100 hectares, figurando
da floresta Atlântica da qual resta em    36,9% da área total. Em contraposição,
torno de 5% de sua cobertura original     pequenas áreas de mata com menos de
(Coimbra-Filho & Câmara, 1996), valor     10 hectares retratam 72% do número
este que felizmente é menor dentro da     total de fragmentos cadastrados no
faixa de 10km definida como AII do        estudo, totalizando apenas 10,9% da
Empreendimento.                           área total florestada.

Com efeito, as análises de imagens de     Esta pulverização de remanescentes
satélite   efetuadas    pela   equipe,    florestais, isolados entre canaviais e
determinaram que remanescem em            sem nenhuma conectividade, é um
torno de 156 fragmentos de vegetação      indicador do grau de alteração da
nativa que totalizam uma área de 2.570    cobertura vegetal, com rebatimento
hectares, o que representa apenas 3,6%    direto na fauna associada.
da AII.
                                          As Figuras a seguir mostram a relação
Em    termos     do     tamanho     dos   de fragmentos identificados na AII entre
fragmentos, identificou-se que apenas 4   cada um dos municípios atravessados e
deles   (2,6%)     apresentam     áreas   bem como o tamanho dos fragmentos.




                          RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 38
F I GU R A 1 6 - R E MA N E SC E N TE D E Á R E A F LO R E S TA D A D E N TR O D A AI I




                                                                                                                                                                                      32,4%
35,0%


30,0%




                                                                                                                                                           24,1%
                                                                                    23,7%




                                                                                                                   21,8%
25,0%




                                                                                                                           20,2%




                                                                                                                                                   19,9%




                                                                                                                                                                             18,6%
20,0%


15,0%




                                                                                            10,3%
                                                                 7,7%
10,0%




                                                                         4,6%
                                        4,5%

                                               4,3%
                        4,2%
              3,8%




 5,0%


 0,0%
               Cabo                    Jaboatão                  Moreno          São Lourenço                    Paudalho                  Abreu e Lima                 Igarassu

                                               N° TOTAL DE FRAGMENTOS NA AII                                ÁREA TOTAL DOS FRAGMENTOS




        F I GU R A 1 7 - D I S TR I BU IÇ Ã O                               DO   R E M AN E S C ENTE                          DE ÁREA                         F LO R E S TA D A               POR
        TA M A N HO D O S F R A GM EN TO S




                                                                                                                                                                     72,4%
 80,0%

 70,0%

 60,0%

 50,0%
                               36,9%




 40,0%
                                                                 22,9%




 30,0%
                                                                                                    18,2%




                                                                                                                                   11,5%


                                                                                                                                           11,1%




                                                                                                                                                                                     10,9%
 20,0%
                                                                                    7,7%
                                                        5,8%
                     2,6%




 10,0%

  0,0%
                     >100 ha                          50 < ha < 100               25 < ha < 50                              10 < ha < 25                                     < 10

                                                          N° DE FRAGMENTOS NO CRITÉRIO                         ÁREA TOTAL NO CRITÉRIO




Em relação ao USO DO SOLO NA AID,                                                           incluindo sítios, granjas, assentamentos
este está condicionado pela ambiência                                                       de reforma agrária, fazendas e
rural do traçado, aonde podem ser                                                           engenhos; áreas ocupadas com
observadas diversas tipologias de uso                                                       remanescentes da Mata Atlântica ou
tais         como:         assentamentos                                                    com cobertura vegetal em regeneração;
populacionais (vila, bairro rural,                                                          e infraestruturas físicas. Na Figura e no
povoado/vilarejo       e      condomínio                                                    Quadro a seguir foram exemplificadas
residencial); áreas exploradas com                                                          as principais tipologias de uso que se
agricultura (monocultura, policultura,                                                      verificam     dentro     da     AID    do
silvicultura) ou pecuária, secundadas, ou                                                   empreendimento.
não, por lazer de segunda residência,



                                                               RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 39
F I GU R A 1 8 – D I S TR IB UI Ç ÃO   P E R C E N TU A L   DO   USO   DO   S O LO   NA   AID   DO
    E M P R E E ND IM E N TO




Q U AD R O 8 – TI P O LO GI A S D E U SO D O S O LO V E R I F I CA D A S DE N TR O D A A ID D O
E M P R E E ND IM E N TO

            FISIONOMIA                                               DESCRIÇÃO

                                            Áreas tabulares no TRECHO 03 ou mamelonares nos
                                            TRECHOS 01 e 02, cultivadas com cana-de-açúcar
                                            (Saccharum officinarum L.). Especialmente no TRECHO 03
                                            este tipo de cultivo se dá em uma extensa área sem que
                                            se verifique nenhum tipo de vegetação diferente em
                                            setores intermediários, apenas nas bordas do tabuleiro.

                                            Segundo uso do solo elaborado, este tipo de cobertura
                                            vegetal representa o 59% da AID.

                                            Áreas mamelonares no TRECHO SUL (01), cultivadas com
                                            cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.), com
                                            frequentes afloramentos e matações de rocha em
                                            superfície, criando um ecossistema diferenciado ao
                                            canavial stricto sensu em termos de fauna associada.




                                            Áreas de cultivos de subsistência efetuas nos
                                            assentamentos rurais, que se verifica tanto no relevo
                                            tabular como mamelonar. Este tipo de cobertura vegetal
                                            geralmente se apresenta atrelada a pequenos sítios e
                                            presença de árvores exóticas frutíferas.




                                RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 40
FISIONOMIA                                 DESCRIÇÃO

                     Sítios e Pomares. Esta cobertura vegetal representada
                     pela presença de mangueiras (Mangifera indica L.),
                     cajueiros (Anacardium occidentale L.), “fruta-pãozeiros”
                     (Artocarpus altilis (Parkinson) Forsberg), “jaqueiras”
                     (Artocarpus heterophyllus Lam.), e outras fruteiras
                     comuns na região. Estes sítios são remanescentes de
                     pomares em torno de moradias dos antigos engenhos de
                     cana.

                     Fundos de talvegues, áreas baixas úmidas, várzeas
                     alagadas ou alagáveis onde se desenvolve uma
                     vegetação típica de ambientes adaptáveis às condições
                     de umidade do terreno, resguardando também uma
                     fauna típica destes ambientes.




                     Vegetação arbustiva ou Formação Florestal em Estágio
                     Inicial de Regeneração: Esta formação apresenta uma
                     fisionomia herbáceo-arbustiva de porte baixo. Várias
                     denominações são usadas regionalmente para este
                     estágio de regeneração, quais sejam: capoeira rala,
                     capoeira aberta, capoeirinha, matagal.

                     Observou-se este tipo de fisionomia principalmente no
                     TRECHO 01.


                     Formação Florestal em Estágio Médio de Regeneração
                     localizada em topo de morro e mergulhada em cultivos
                     de cana-de-açúcar. Apresenta uma fisionomia arbórea
                     e/ou arbustiva predominando sobre a herbácea. A
                     diversidade biológica é tanto mais complexa quanto mais
                     avançada o estágio de sucessão, maior for o tamanho do
                     fragmento e menor o isolamento.


                     Formação Florestal em Estágio Médio de Regeneração
                     localizada em talvegue, mas não necessariamente
                     configurando uma mata ciliar, neste caso a
                     conectividades dos fragmentos é favorecida pela
                     topografia e pela maior disponibilidade d’água.
                     Apresenta uma fisionomia arbórea e ou arbustiva
                     predominando sobre a herbácea. Este tipo de fisionomia
                     observa-se com frequência no TRECHO 01 e ainda no


             RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 41
FISIONOMIA                                   DESCRIÇÃO
                                  TRECHO 02.

                                  Formação florestal densa ou em Estágio Avançado de
                                  Regeneração verificada em fragmentos maciços
                                  recobrindo vertentes íngremes. Apresenta uma
                                  fisionomia arbórea dominante sobre as demais,
                                  formando um dossel fechado e relativamente uniforme,
                                  as árvores em algumas localidades atingem alturas
                                  superiores a 25 metros. Esta fisionomia se observa
                                  exclusivamente no tabuleiro do TRECHO 03 em terras da
                                  Usina São José.



                                  Por hierarquia e proteção legal colocasse a mata ciliar
                                  nesta posição no Quadro, embora na AID seja na maioria
                                  dos casos inexistente ou restrita a delgados cordões de
                                  vegetação como no caso da foto no Rio Várzea do Una.
                                  Nos únicos casos em que se verificou uma mata ciliar
                                  maciça que ocupa toda a APP, foram nos talvegues do
                                  TRECHO 03 nos rios Utinga, Bonança, dentre outros.


                                  Formação florestal densa ou em Estágio Avançado de
                                  Regeneração verificada em fragmentos maciços de mais
                                  de 100 hectares em topografia mista.

                                  Este caso está restrito à travessia da Mata de CIMNC em
                                  Abreu e Lima.




O MEIO FÍSICO E SUA FUNÇÃO PRESERVADORA DA VIDA

O MEIO FÍSICO é uma das dimensões
do meio ambiente que estuda tudo o
que não tem vida como rochas, solos,
rios, relevo e topografia dentre
outros aspectos, mas que em
contraposição,     condiciona      a
supervivência dos organismos que
sim tem vida, como animais e plantas.
No caso do ARCO VIÁRIO duas


                          RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 42
condições principais determinam as condições físicas do ambiente que é
atravessado:

         Sua localização na zona da Mata onde o clima joga papel importante;

         Sua inserção em um contexto geológico que determina o modelado do
         relevo ao longo do traçado.

F I GU R A 1 9 – GE O LO GI A E R E GIM E D E P RE C IP I TAÇ Ã O N A A I I DO A R CO V I Á R IO




Com efeito, a zona da mata é a região
do Estado de Pernambuco que
apresenta     o    maior    REGIME
PLUVIOMÉTRICO com médias anuais
que superam em alguns pontos os
2.000mm por ano e ficam em média em
torno de 1.70mm ano.
Esta disponibilidade hídrica torna esta
região de extrema importância, ao
ponto, que dele depende atualmente a                      F O TO 2 - N A S C E N T E   DI FUS A NO   TRECHO SU L   DO
                                                          ARC O VIÁRI O
disponibilidade de água potável de
                                                          Esta abundância hídrica que se
grande parte da RMR e dependerá
                                                          manifesta em superfície, mas também
ainda mais no futuro.

                                     RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 43
no ambiente subterrâneo, modelou o                                   água de chuva na espessa camada de
relevo característico hoje atravessado                               solo que caracteriza esta formação, e
pelo Arco Viário.                                                    que atua como uma esponja na
Este relevo característico da AID foi                                retenção de água.
modelado em dois conjuntos geológicos                                Em TE RMO S HID RO G EO LÓ G IC O S este
que podem ser resumidos da seguinte                                  acúmulo de água no solo é considerado
forma:     Embasamento Cristalino,                                   como um aquífero superficial. Nos
Sedimentos Terciários associados ao                                  trabalhos de campo observou-se que
Grupo Barreiras.                                                     este aquífero é intensamente explorado
                                                                     pelas comunidades locais, constituindo-
                                                                     se na fonte de água para todos os usos,
                                                                     no entanto, as captações na maior parte
                                                                     dos casos estavam sem proteção e
                                                                     propensos à contaminação por agentes
                                                                     externos.



F O TO 3 – M A T A C Õ E S D E R O C H A E M S U P E R F Í C I E ,
MUITO COMUN S NO      TRECHO SUL P RINCIPAL MENTE

No primeiro caso, o Embasamento
Cristalino, está associado a uma
formação rochosa e a um relevo
colinoso,     também      denominado
mamelonar ou “mar de morros” como
também é referido em alguns estudos.
Este tipo de formação acompanha o
Arco nos Trechos Sul e Oeste, e o                                    F O TO 4 – C A C I M B A D O E N G E N H O C O E P E N O
                                                                     TRECHO OESTE : FONTE DE Á GUA P AR A DIVERSAS
rebatimento no projeto está nos                                      C OMUNIDADES

seguintes pontos:          Uma alta
movimentação de terra requerida para                                 Ao longo do traçado do Arco foram
efeitos do “nivelamento” da estrada;                                 identificadas 14 cacimbas/nascentes que
                                                                     serão afetadas pelo empreendimento.
A necessidade de utilização de
explosivos para o desmonte dos                                       Na maior parte dos casos, este impacto
frequentes afloramentos rochosos que                                 apenas afetará o abastecimento de
se observam;        A ocorrência de                                  água das comunidades, mas não o
                                                                     recurso hídrico.
inúmeros pontos de surgência de água,
nascentes, olhos d’água ou similares,                                A segunda unidade geológica cortada
que se formam graças ao acúmulo de                                   pelo Arco corresponde aos Sedimentos

                                             RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 44
Terciários associados ao Grupo                                  contornados por talvegues íngremes e
Barreiras, que acompanham o Arco no                             recobertos com vegetação nativa muito
Trecho Norte e correspondem a                                   preservada.
sedimentos arenosos, argilosos que
                                                                Nesta porção sedimentar ocorrem dois
conformam relevos tabulares, muito
                                                                aquíferos: Beberibe e Barreiras, sendo o
planos nos topos, mas contornados por
                                                                primeiro o mais importante entre os
profundos talvegues íngremes que
                                                                dois. Em ambos os casos estas
apresentam uma alta susceptibilidade a
                                                                formações aquíferas que são muito
ser erodidos por efeitos da ação dá
                                                                importantes no abastecimento de água
água. O rebatimento desta formação
                                                                da porção norte da RMR, encontram-se
no projeto está nos cuidados com a
                                                                profundas o suficiente para não serem
drenagem, na dificuldade de travessia
                                                                afetadas por nenhuma das ações
dos topos tabulares de pouca largura e
                                                                previstas pelo empreendimento.




F O TO 5 – P A N O R Â M I C A   DO   “MAR   DE   MOR RO S” QUE C AR ACTE RIZA O S TRECHO S SUL   E   OE STE   DO   ARCO
C APTAD A DESDE O PONTO MAI S ALT O DO             AR CO N AS P RO XIMIDADES DO ENG. AR AÚJO


A Figura 20 a seguir ajuda a entender as                        ponto de início e o Rio Capibaribe onde
diferenças geológicas que apresenta o                           finaliza o Trecho Oeste. No último
Arco Viário e o seu rebatimento na                              trecho se observa a formação tabular
morfologia do terreno. Observe-se o                             drenando      em       sentido     leste,
relevo mamelonar intenso entre o                                direcionando-se para a linha de costa.

    F I GU R A 2 0 – A LTI M E TR IA D O TR A ÇA DO D O A RC O V IÁ R I O




                                         RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 45
Na Figura acima se pode observar a         do Arco mesmo dentro da Área
importância que adquirem os RIOS e         Diretamente Afetada (ADA). Todos
RIACHOS no Meio Físico do Arco Viário      estes     riachos   menores    foram
e na definição do traçado fixado.          identificados através de diferentes
                                           metodologias, incluindo a consulta às
Com efeito, o Arco discorre em sentido
                                           cartas da SUDENE, cartas dos Planos
sul-norte e em consequência disso
                                           Diretores, reconhecimentos de campo,
intercepta a maior parte das principais
                                           dentre outras. Todos estes cursos
bacias hidrográficas da RMR que
                                           d’agua menores estão devidamente
drenam em sentido oeste – leste. No
                                           cadastrados no documento principal
trecho inicial o trecho discorre por
                                           (EIA).
terras pertencentes à Bacia do Rio
Gurjaú que pertence à bacia do Rio
Pirapama, interceptando inclusive este
curso d’água (Rio Gurjaú) nas obras
requeridas para a rotatória da BR-101.
Posteriormente o Arco se adentra na
Bacia do Rio Jaboatão interceptando-o
um pouco antes do cruzamento com a
BR-232, seguidamente o Arco se
direciona para a Bacia do Rio
Capibaribe, onde interage com seus         F O TO 6 – R I O V Á R Z E A   DO   UNA   A MONTANTE DO

principais tributários pelo lado direito   RESE RVATÓ RIO

como são o Rio Várzea do Una,
                                           A      QUALIDADE         DA       ÁGUA
Tapacurá       e    Goitá,    realizando
                                           SUPERFI CIAL foi estudada ao longo
cruzamentos no Tapacurá, Goitá e no
                                           do traçado de 77,31km do Arco Viário
próprio Capibaribe. No trecho final do
                                           com coleta de amostras para
Arco (Trecho Norte) o Arco discorre
                                           determinação dos parâmetros físico-
pela Bacia do Rio Igarassu, muito
                                           químicos. De uma forma geral, a
próximo do divisor de águas com a
                                           qualidade das águas superficiais dentro
bacia contigua dos Rios Botafogo –
                                           da área de estudo pode ser considerada
Arataca.
                                           como boa, exibindo baixos níveis de
Embora estes cursos de água sejam de       contaminação com matéria orgânica e
relevante importância, deve-se destacar    níveis de oxigênio dissolvidos bastante
que a parte mais vulnerável em se          elevados. Apenas o fósforo apresentou
tratando      de    Recursos    Hídricos   valores    bastante alto      indicando
Superficiais, está nos Riachos menores,    contaminação dessas águas muito
tributários destes principais que em       provavelmente      por      fertilizantes
muitos casos nascem nas proximidades       fosfatados, demonstrando a influência

                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 46
da atividade da monocultura da cana-                   determinação     da     presença    de
de-açúcar na qualidade da água do                      ORGANISMOS           PLANCTÔNICOS,
entorno.                                               que se constituem em bioindicadores da
                                                       qualidade d’água e do seu potencial de
                                                       desenvolver vida no meio aquático.
                                                       Neste estudo deu-se ênfase à
                                                       distribuição   dos     grupos    algais
                                                       (produtores primários) que podem
                                                       efetivamente    ser    usados    como
                                                       indicadores da qualidade da água, bem
                                                       como as cianobactérias, pelo seu
                                                       potencial de produzir substâncias
                                                       tóxicas

                                                       Os resultados obtidos confirmaram uma
                                                       qualidade d’água ainda aceitável, mas
F O TO 7 – C O L E T A D E Á G U A   COM   REDE   DE   com traços de poluição, pois todas as
P LÂNCT ON NO RIO CAPIBARIBE
                                                       densidades       populacionais     de
                                                       cianobactérias estiveram abaixo do
O estudo de qualidade ambiental dos
                                                       padrão requerido pelo Ministério da
mananciais hídricos foi complementado
                                                       Saúde      para       exigência    de
com a coleta de amostras para
                                                       monitoramento de cianotoxinas.

 F I GU R A 2 1 – O R GA N I SM O S V I V O S C A P TA DO S N A S Á GU A S S U P E R FI C IA I S D O A R C O
 VIÁRIO




Um último aspecto importante do Meio Físico que merece ser citado no RIMA
refere-se aos recursos minerais, não tanto pela riqueza que isto represente, mas
pelo fato do projeto intersectar áreas que se encontram com processos ativos no
DNPM e as quais evidentemente serão afetadas em diferentes proporções com a



                                     RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 47
implantação do Arco Viário. As ocorrências de processos levantados na base de
dados do DNPM para o estudo apresentam-se na Figura a seguir.

       F I GU R A 2 2 – O R GA N IS M OS V I V O S C A P TA DO S N A S Á GU A S S U P E RF I CI A IS
       D O A R CO V I Á RI O




                                RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 48
O MEIO BIÓTICO NAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO ARCO VIÁRIO

FLORA TE RR ESTR E




A vegetação nativa encontrada ao longo     fragmentos florestais de terras baixas,
do     Arco    Viário    na    AID    do   com presença de espécies pioneiras,
empreendimento é em sua totalidade,        indicadoras de áreas abertas, capoeiras
secundária,    com      indicações    de   e capoeirões e de borda de
perturbações antrópicas presentes e        remanescentes além de espécies
passadas provenientes de corte raso da     secundárias iniciais, ambas, em maior
vegetação para estabelecimento das         quantidade.
matrizes atuais e sucessivos cortes
                                           A análise da estrutura horizontal e
seletivos, na maioria para usos diversos
                                           vertical observou maior quantidade de
da madeira.                                indivíduos arbóreos na primeira classe
Este cenário é o típico encontrado nos     de diâmetro e de altura, ou seja, finos e
mais diversos setores da Floresta          de pequeno porte, mostrando que os
Atlântica brasileira e nordestina,         remanescentes se encontram em
principalmente       vitimados   pelos     processo inicial de sucessão e sofrendo
diferentes ciclos econômicos do pais, a    pressão antrópica.
destacar o ciclo canavieiro.
                                           A similaridade florística entre os
No ESTU DO FITO SSOCIOLÓGICO               fragmentos é bastante marcante,
desenvolvido observa-se que a área         principalmente no que se refere à
estudada esta dentro dos padrões de        composição florística. Os mesmos
riqueza florísticos encontrados em         compartilham muitas espécies em
outros    estudos    realizados em

                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 49
comum, diferindo apenas na estrutura e                   9), Cupania racemosa, Schefflera
conservação.                                             morototoni     (sambaquim),      Serjania
                                                         salzmanniana (timbó, tingui, Foto 10).




F O TO   8     -   CECROPIA      PACHY ST ACHYA
(IMB AÚBA)                                               F O TO 9 - S E R J A N I A S A L Z M A N N I A N A ( T I M B Ó ,
                                                         TINGUI) .
Este fato está muito relacionado à
Topografia e histórico de uso dos                        e, dentre as mais raras 24 (2%) espécies
mesmos. Na Figura 23 é possível                          ocorrendo na Floresta Atlântica
verificar, em síntese, os dados                          nordestina podemos destacar Aegiphila
biológicos        encontrados       no                   pernambucensis (Lamiaceae-Fl. At.:
empreendimento. Como exemplos,                           Paraíba e Pernambuco, Cabo, Cimnic,
                                                         Igarassu);    Calyptranthes     dardanoi
podemos chamar a atenção do registro
de 746 (74%) espécies de ampla                           (Myrtaceae-Fl.      At.:    Pernambuco,
distribuição encontradas nas áreas de                    Aldeias); Exostyles venusta (Fabaceae-Fl.
influência do empreendimento (ADA,                       At.: Bahia e Pernambuco, Aldeias);
                                                         Gymnosiphon               sphaerocarpus
AID e AII), elencando algumas,
Bowdichia     virgillioides (sucupira),                  (Burmaniaceae-Fl. At: Pernambuco,
                                                         Igarassu).
Cecropia pachystachya (imbaúba, Foto

             F I GU R A 23 - D IS TR I B UI ÇÃ O GE O GR Á F IC A D A S ES P É CI E S V E GE TA I S
             R E GI S TR A D A S NA A I D .




                                    RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 50
As informações registradas acima foram                   compilação de dados primários e
extraídas do ESTUDO FLORÍSTICO                           secundários.
ELABORADO a partir da vistoria de
aproximadamente 65 fragmentos ou                         Das espécies listadas, em relação as
manchas florestais da AID apresentando                   suas origens, cerca de 905 (88,72%)
diferentes estados de conservação com                    são nativas do Brasil, merecendo
complementação de dados secundários                      destaque     Anacardium occidentale
extraídos     de   estudos     recentes                  (cajueiro), Annona glabra (araticum),
desenvolvidos dentro da mesma zona                       Bowdichia virgillioides (sucupira),
de interesse.                                            Caesalpinia echinata (pau-brasil),
Como resultado, foram registradas a
                                                         Guettarda platypoda (angélica), Parkia
ocorrência de 1020 espécies, 518
                                                         pendula (visgueiro), diversos Inga
                                                         spp. (ingás). Aproximadamente 69
gêneros, distribuídas em 117 famílias
                                                         espécies (6,81%) foram registradas
de Angiospermas. Dentre as famílias
                                                         como exóticas, ou seja, oriundas de
mais representativas em termos de
                                                         outros países e, que geralmente têm
riqueza específica (Figura 24) foram as
                                                         uma alta capacidade de se adaptarem
Fabaceae (125 espécies), Poaceae (58),
                                                         em outros ambientes fora do seu de
Cyperaceae             (47),     Rubiaceae      (43),
                                                         origem,     dentre    elas     podemos
Myrtaceae (42), Euphorbiaceae (38).
                                                         destacar: Artocarpus altilis (fruta-pão),
F I GU R A        24        -     F A M Í LIA S   MAIS   Artocarpus integrifolia (jaqueira),
R E P R E S E N TA TI V A S     EM     N Ú ME R O  DE
E S P É CI E S N A AI D                                  Bambusa vulgaris (bambu), Cocos
                                                         nucifera (coqueiro), Elaeis guineensis
                                                         (dendezeiro), Eucaliptus citriodora
                                                         (eucalipto), Malpighia glabra (acerola),
                                                         Mangifera indica (manga).

                                                         Na Figura 25 é possível verificar o
                                                         potencial econômico e ecológico das
                                                         espécies, destacando-se as de valor
                                                         madeireiro representadas por 361
Asteraceae            (35),      Melastomataceae         espécies (35,39%), a exemplo de
(35), Malvaceae (28), Apocynaceae                        Acrocomia intumescens (macaíba),
(23), Sapotaceae (22), Araceae (19),                     Anacardium occidentale (cajueiro),
Sapindaceae (18), Solanaceae (17),                       Andira   legalis,   A.     nitida,  A.
Lauraceae e Malpighiaceae (15). Vale                     surinamensis (angelins); seguida pelas
destacar que esse resultado é uma                        que        apresentaram       potencial

                                        RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 51
ornamental onde figuram por 312                Anacardium occidentale (cajueiro),
espécies     (30,83%)        merecendo         Cocos nucifera (coqueiro-da-baia),
destaque   espécies     as   da    família     Guettarda platypoda (angélica), Inga
Acanthaceae (Ruellia bahiensis, Ruellia        edulis (ingazeira), Licania tomentosa
paniculata e Thunbergia alata); e as de        (oiti-da-praia),     Passiflora   sp.
valor   alimentício   onde      das 133        (maracujá).
espécies    (13,14%),        destacou-se

              F I GU R A 2 5 - P O TE N C I A L E C O N ÔM I CO E E CO LÔ GI C O   DAS
              E S P É CI E S R E GI S TR A DA S N A AI D D O A R CO V I Á RI O




Dentre os táxons amostrados, apenas Swartzia pickelii Killip ex Ducke (Rins de
boi, jacarandá, jacarandá-branco) e Caesalpinia echinata Lam. (pau-brasil, pau-
pernambuco, ibirapitanga) CONSTAM NA LISTA DO IBAMA NAS CATEGORIAS DE
PLANTAS AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO E/OU VULNERÁVEIS.


FAUNA TERR EST RE E RIBEIRINHA AS SOC IADA AOS AMBIENTES DA AID

                                               Para a caracterização da Fauna
                                               Associada aos ambientes presentes na
                                               AID do empreendimento foi conduzida
                                               uma campanha de campo com duração
                                               de 14 dias, distribuídos em sete (7) dias
                                               no setor sul, e sete (7) dias no setor
                                               norte. No primeiro caso as pesquisas se
                                               desenvolveram nas matas existentes às
                                               margens do denominado Riacho Dos

                             RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 52
Perdidos, nas proximidades das matas           e a maria-já-é-dia (Elaenia flavogaster),
da Reserva de Gurjaú, onde o ambiente          sendo a juriti considerada dependente
rico em água, com presença de                  da mata.
afloramentos rochosos e diversos               A avifauna apresentou-se um pouco
fragmentos de mata em pontos altos e           mais rica, principalmente nas áreas com
baixos do terreno configura um                 mosaico de vegetação fechada e aberta
ambiente ideal para este tipo de               e nas proximidades dos riachos.
levantamento. No setor norte por sua
vez,      os       levantamentos     se
desenvolveram na mata do CIMNC,
especificamente nas proximidades da
estrada que de Chã de Cruz leva à Usina
São José. Nestes dois setores foi
utilizada uma combinação de técnicas
para realização do cadastro de espécies
de aves, mamíferos terrestres e alados,
répteis e anfíbios.                            F O TO 1 0 - C A N Á R I O - D A - M A T A ( B A S I L E U T E R U S
                                               FL AVEOLU S)

Em relação à AVIFAUNA, foram                   Foram relacionadas doze espécies de
identificadas 141 espécies de aves, na         aves ameaçadas de extinção, todas
sua     maioria   apresentando     uma         endêmicas no sentido stricto sensu, no
distribuição geográfica mais ampla,            Centro Pernambuco. Uma, o chupa-
algumas ocorrendo também nos                   dente (Conopophaga lineata cearae),
Cerrados e Caatingas. Predominam               com um registro no Ceará, na serra de
espécies residentes (não migratórias),         Baturité,    e    a      papa-formiga
de tamanho pequeno e médio, sendo na           (Thamnophilus caerulescens pernam-
sua maioria generalistas, portanto bem         bucensis), apenas em Pernambuco e
adaptadas aos diversos ambientes               Alagoas (MMA, 2008).
locais.
                                               Dentre as 12 espécies relacionadas
Apesar de contar com uma riqueza               como ameaçadas, o pintor-verdadeiro
menor, a avifauna do Setor Sul não             (Tangara fastuosa) e o apuim-de-cauda-
difere muito daquela encontrada em             amarela (Touit surdus) são as únicas
Chã de Cruz (Norte), quanto às espécies        citadas pela International Union for
mais frequentes e abundantes.                  Conservation of Nature and Natural
As três espécies mais abundantes e             Resources (IUCN, 2011), na categoria de
frequentes nos períodos prospectados           Vulnerável, ambas com populações em
foram     a     sabiá-branca       (Turdus     declínio.
leucomelas), a juriti (Leptotila rufaxilla),


                              RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 53
No     tocante    a   MASTOFAUNA                                   nenhuma espécie está ameaçada de
TERRESTR E       (mamíferos)  foram                                extinção.
registradas um total de 17 espécies,
todas comuns e de ampla distribuição
neste tipo de ambiente.




                                                                   F O TO 1 2 – C A R O L L I A P E R S P I C I L L A T A .


                                                                   Já para a HERPETOFAUNA obteve-se
                                                                   o registro de 347 espécimes,
                                                                   distribuídas em 34 espécies, destas
                                                                   vinte e seis de anfíbios anuros e oito de
F O TO 1 1 – P R E G U I Ç A R E G I S T R A D A   NO SETOR
NO RTE DO ARC O N AS P RO XIMIDADES                DE   CHÃ   DE
                                                                   répteis.
CRUZ
                                                                   Duas espécies de anfíbios possuem
Não foram constatadas espécies raras,                              localidade-tipo (local onde foram
endêmicas, vulneráveis, com exceção                                obtidos os exemplares da descrição da
de L. pardalis e L. tigrinus consideradas                          espécie) no município de Igarassu, são
vulneráveis na “Lista Nacional das                                 elas: Gastrotheca fissipes (Boulenger,
Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas                             1888), que possui ampla distribuição
de Extinção” ou ameaçadas de extinção                              geográfica, indo do Estado da Paraíba
tanto para a mastofauna terrestre como                             até o Sul do Estado da Bahia, e a espécie
para a alada.                                                      Haddadus plicifer (Boulenger, 1888),
Para a MASTOFAUNA ALADA                                            considerada uma espécie até o
(morcegos) foram registradas 13                                    momento “Endêmica” e “Rara”, com
espécies. As espécies mais abundantes                              “Dados Deficientes” (em relação ao
foram Phyllostomus discolor (onívoro) e                            risco de extinção na natureza) segundo
Carollia perspicillata (frugívoro). A fauna                        o critério da IUCN (2012), não sendo
de morcegos da região é composta                                   registrada desde sua descoberta no
principalmente por espécies de ampla                               século XIX.
distribuição geográfica nacional e




                                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 54
FAUNA AQUÁTICA

                                                             Parodontidae (3 táxons), Loricariidae (2
                                                             táxons), e as demais com 1 táxon
                                                             apenas (Curimatidae, Erythrinidae,
                                                             Poeciliidae, Gymnotidae, Gobiidae,
F O TO 1 3 – T U C U N A R É C I C H L A   SPP.              Sciaenidae e Synbranchidae).

Em atendimento ao Termo de
Referência     da     CPRH       foram
desenvolvidas pesquisas de Fauna
Aquática (Ictiofauna e Macrófitas
Aquáticas) nos principais rios cortados
pelo Arco Viário, notadamente no
Jaboatão, Tapacurá, Goitá e Capibaribe,
salientando que existem poucas
informações sobre inventários de
peixes em trechos intermediários da                          Já as macrófitas aquáticas encontradas
RMR, pois a maior parte das pesquisas,                       nos rios Capibaribe, Jaboatão, Goitá e
ora estão concentradas nas áreas                             Tapacurá foi composta por 37 táxons, e
estuarinas, ou então nos reservatórios                       por quatro divisões Cyanophycota,
localizados a montante ou jusante do                         Charophyta,       Magno-liophyta      e
ponto de cruzamento do Arco.                                 Pteridophyta, exibindo, no geral, boa
                                                             riqueza específica de plantas aquáticas.
O resultado das análises realizadas
                                                             As divisões Cyanophycota e Charophyta
indicou que a comunidade de peixes nos
                                                             apresentaram apenas um táxon cada.
pontos pesquisados é composta por 25
                                                             Enquanto, a Magnoliophyta, a qual foi
táxons, representada pelas ordens
                                                             constituída de 2 Classes, 12 Ordens
Characiformes (12 táxons e 48,0% do
                                                             concentrando 18 Famílias e 29 Espécies,
total) constituída por quatro famílias;
                                                             o que representa 78% do total de
Perciformes (8 e 32,0%) por três famílias;
                                                             táxons. Já Pteridophyta foi constituída
Siluriformes (2 e 8,0%) por duas famílias;
                                                             por 4 Famílias e 6 Espécies, o que
enquanto Cyprinodontiformes, Gymino-
                                                             significa 16% do total de táxons
tiformes e Synbranchiformes por uma
                                                             encontrados.
família cada, retratando no geral boa
riqueza específica. A família Characidae                     O estudo concluiu que não há
foi a mais abundante com 7 táxons,                           endemismos locais para as espécies
seguida de Cichlidae (7 táxons),                             registradas nos pontos de coleta.




                                             RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 55
SOCIOE
O MEIO SOCIOECONÔMICO




O Diagnóstico do Meio Socioeconômico       Para o RIMA, interessa basicamente
do Arco Viário atendeu a todos os          repassar os dados primários coletados
tópicos exigidos no Termo de               ao longo do trabalho, que se referem à
Referência da CPRH, passando por uma       caracterização socioeconômica das
caracterização exaustiva dos municípios    comunidades       rurais   que     foram
inseridos dentro da Área de Influência     identificadas ao longo dos 77,31 km que
Indireta do Meio Socioeconômico,           compõem o empreendimento. Na
notadamente nos municípios de Cabo         ambiência rural em que se insere o Arco,
de Santo Agostinho, Jaboatão dos           as características, o histórico de
Guararapes, Moreno, São Lourenço da        ocupação e os problemas existentes em
Mata, Paudalho, Abreu e Lima e             todas as dimensões, estão mais
Igarassu. Nessa caracterização foram       associados às características da zona da
abordados      aspectos    de   saúde,     mata de Pernambuco, que às da Região
educação, economia, infraestrutura,        Metropolitana do Recife ao qual
estrutura        de        saneamento,     pertence a maior parte das terras. Estas
vulnerabilidade, estrutura fundiária       características nas palavras da Âncora
dentre outros, através da consulta de      (www.ancora.org.br)       podem       ser
dados secundários atualizados. Todas       resumidas      da     seguinte    forma:
estas     informações     podem     ser
consultadas no documento principal,
EIA.

    Estrutura fundiária exageradamente distorcida: de um lado, grandes latifúndios,
    produtivos ou não, explorando a monocultura da cana-de-açúcar e, do outro,
    convivendo com as unidades familiares produtivas (fornecedores de cana, etc.),


                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 56
os minifúndios incapazes de absorver a mão de obra de uma família, tentando
         explorar culturas alimentares diversificadas;
         Defasagem tecnológica do setor sucroalcooleiro (agrícola e industrial) em
         relação aos seus competidores do centro-sul do país;
         Meio natural degradado com raros vestígios dos ecossistemas, terras erodidas,
         rios poluídos e ameaçados de desperenização pelo assoreamento;
         Elevados índices de desemprego (estrutural e sazonal) e subemprego, principal
         fonte que explica a existência do "exército de excluídos" das periferias das
         cidades da região e da área metropolitana do recife;
         Infraestrutura social deficiente (saúde, educação, habitação, saneamento...),
         contribuindo para explicar os péssimos índices de qualidade de vida da
         população e a existência da maior concentração de bolsões de pobreza do
         estado;
         Baixo   índice     de       educação        formal         e     de       participação         política.

Todo este histórico de exploração                        identificados os atores sociais citados
secular, concentração na propriedade                     no Quadro a seguir, os quais foram
da terra, tensões sociais, vocações e                    caracterizados através de entrevistas
políticas   públicas,   moldaram      o                  com moradores locais de reconhecido
complexo arranjo fundiário e social que                  conhecimento da comunidade, e
foi     encontrado    na    AID      do                  quando possíveis dados do IBGE no que
empreendimento,       onde       foram                   tange a demografia populacional.


Q U AD R O 9 – R E LA Ç Ã O          DE     A TO R E S   S O C IA I S   I D E N TI FI C AD O S   NA     AID   DO
E M P R E E ND IM E N TO

  N°                Município             Ator social                                   Classificação
     1     Cabo de Santo Agostinho        Usina Bom Jesus                  Usina / Indústria Sucroalcooleira
     5     Cabo de Santo Agostinho        Eng. Guerra                      Comunidade de Engenho
  6        Cabo de Santo Agostinho        Eng. Santo Estevão               Comunidade de Engenho
                                          Eng. Salgadinho / Eng.
     7     Jaboatão dos Guararapes                                         Comunidade de Engenho
                                          Barbalho
  13       Jaboatão dos Guararapes        Eng. Camaço                      Assentamento
  8        Jaboatão dos Guararapes        Eng. Sucupema                    Comunidade de Engenho
                                          Fronteiras / Eng. São
 14        Moreno                                                          Assentamento
                                          Salvador
 15        Moreno                         Eng. Canzanza                    Assentamento
 9         Moreno                         Eng. Caraúna                     Comunidade de Engenho



                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 57
N°               Município          Ator social                               Classificação
16    Moreno                        Gameleira / Matogrosso       Assentamento
28    Moreno                        Eng. Morenos                 Particular
                                    Eng. Moreninho / casas da
10    Moreno                                                     Comunidade de Engenho
                                    Usina Auxiliadora
17    Moreno                        Eng. Serraria                Assentamento
 2    Moreno                        Usina Auxiliadora            Usina / Indústria Sucroalcooleira
29    Moreno                        Granja Santa Verônica - JK   Particular
                                    Granja Santo Antônio -
30    Moreno                                                     Particular
                                    Recanto do Rei
                                    Granja Santa Alice       -
31    Moreno                                                     Particular
                                    Fazenda Carrapicho
                                    Acampamento Margarida
35    Moreno                                                     Movimentos Sociais
                                    Alves
 11   São Lourenço da Mata          Eng. Araújo                  Comunidade de Engenho
12    São Lourenço da Mata          Eng. Covas                   Comunidade de Engenho
18    São Lourenço da Mata          Eng. Colégio                 Assentamento
                                    Vila de Nossa Senhora da
23    São Lourenço da Mata                                       Núcleos Populacionais
                                    Luz
19    São Lourenço da Mata          Engenho Coepe                Assentamento
                                    Acampamento Chico
36    São Lourenço da Mata                                       Movimentos Sociais
                                    Mendes III
25    Paudalho                      Povoado de Rodrízio          Núcleos Populacionais
24    Paudalho                      Povoado de Pirassirica       Núcleos Populacionais
                                    Fazendas na região de
32    Paudalho                                                   Particular
                                    Pirassirica
26    Paudalho / Abreu e Lima       Povoado de Chã de Cruz       Núcleos Populacionais
20    Abreu e Lima                  Engenho Novo (INCRA)         Assentamento

                                    Sem teto a nordeste de
37    Abreu e Lima                                               Movimentos Sociais
                                    Chã de Cruz
22    Igarassu                      Pitanga I                    Assentamento

21    Igarassu                      Pitanga II                   Assentamento

 4    Igarassu                      Usina São José               Usina / Indústria Sucroalcooleira

33    Igarassu                      Granja Asa Branca            Particular
27    Igarassu                      Bairro de Alto do Céu        Núcleos Populacionais
34    Igarassu                      Indústria Schincariol        Particular




                                RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 58
COMUNIDADES DO TRE CHO SU L

                                                           residências de “parede de meia”,
                                                           algumas de taipa e sem banheiro
                                                           interno.

                                                           Há quatro escolas dentro da AID no
                                                           trecho 01, duas em comunidades de
                                                           Engenho e duas em Assentamentos.
                                                           Todas as quatro escolas oferecem aulas
                                                           das séries iniciais, até o 5º ano do Ensino
F O TO 1 4 – P A N O R Â M I C A   DO   ENG. BARB ALH O    Fundamental. As séries mais avançadas,
                                                           a partir do 6º ano do Ensino
Na AID do Trecho 01 (sul) do                               Fundamental são cursadas em, pelo
empreendimento, compreendido entre                         menos, cinco escolas existentes em
as rodovias BR-101 Sul e BR-232, foram                     comunidades rurais do entorno, fora da
identificados   11    atores    sociais/                   AID, e em escolas localizadas na área
comunidades, dentre eles cinco                             urbana dos seus respectivos municípios.
comunidades de engenho (Eng. Guerra,                       O       transporte          escolar       é,
Eng.       Sto.     Estevão,       Eng.                    predominantemente, realizado por
Salgadinho/Barbalho, Eng. Sucupema e                       meios de frotas particulares de ônibus
Eng. Caraúna).                                             que prestam serviços às prefeituras.
Quatro assentamentos de reforma
agrária     (Assent.    Fronteiras/São
Salvador, Assent. Camaço, Assent.
Canzanza e Assent. Gameleira/Mato
Grosso), um imóvel particular onde se
pratica atividade hortifrúti (Eng.
Morenos), além de terras pertencentes
à Usina Bom Jesus, cuja sede se
encontra fora da AID.                                      F O TO 1 5 – P A N O R Â M I C A   DO   ENG. SUCUPEMA

As melhores condições de moradia no                        Na AID do Trecho 01 não há postos de
Trecho 01 são encontradas nos                              saúde,    os     moradores     dessas
Assentamentos,       cujo     padrão                       comunidades buscam atendimento
construtivo predominante é casa de                         médico em postos e hospitais do
alvenaria com banheiro interno. Nas                        entorno, como no Posto da Usina Bom
comunidades de Engenho as casas são                        Jesus e na comunidade de Macujé,
de propriedade do dono do Engenho ou                       ambos situados fora da AID, além dos
da Usina, sendo constituídas por                           hospitais   existentes  nas     sedes

                                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 59
municipais do Cabo de Santo Agostinho,                ambulância disponibilizada pela Usina,
Jaboatão dos Guararapes e Moreno. Em                  enquanto que nas outras comunidades
algumas comunidades de engenho há                     o socorro é realizado por meio de carros
prestação de socorro por meio de                      particulares.


   F I GU R A 2 6 – ID E N TI FI C AÇ ÃO D E CO MU N ID AD E S N O TR E CH O S U L




                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 60
COMUNIDADES DO TRE CHO OE STE

Na AID do Trecho 02 (trecho oeste), que                       do Trecho 02 do empreendimento vai
se estende da rodovia BR-232 até a                            refletir na diversidade de padrão
rodovia BR-408, foram identificadas três                      construtivo dos imóveis, com o
Comunidades de Engenho (Eng.                                  predomínio de casas de taipa (barracos)
Moreninho/aglomerado de casas da                              nos acampamentos, com as mínimas
Usina Auxiliadora, Eng. Covas e Eng.                          condições sanitárias e, em alguns casos,
Araújo), três Assentamentos (Assent.                          até sem energia elétrica, contrastando
Serraria, Assent. Colégio e Assent.                           com as confortáveis residências dos
Coepe), dois Acampamentos vinculados                          “particulares”.
a movimentos sociais ocupados por
                                                              Existem oito escolas na AID do trecho
trabalhadores rurais sem terra (Acamp.
                                                              02, dentre as quais quatro estão em
Margarida Alves e Acamp. Chico
                                                              comunidades rurais e quatro estão na
Mendes III), um núcleo populacional
                                                              sede do distrito de Nossa Senhora da
(vila de Nossa Senhora da Luz), além de
                                                              Luz. Em toda a extensão da AID no
terras da Usina Nossa Senhora
                                                              Trecho 02 só há um posto de saúde
Auxiliadora e de uma série de imóveis
                                                              localizado na Vila de Nossa Senhora da
particulares, onde se destacam granjas,
                                                              Luz, responsável por procedimentos
fazendas e chácaras de lazer e segunda
                                                              simples. Em geral a população busca
residência.
                                                              atendimento médico nas sedes dos
A grande diversidade de atores                                municípios de Moreno e São Lourenço
sociais/comunidades existentes na AID                         da Mata.




F O TO 1 6 - T A N Q U E S D E C R I A Ç Ã O   DE TI LÁPIA   (E SQUERD A)   E   “C ASA   DE FARINHA”   (DIREITA)   NO
AC AMP AMENTO MARGARIDA A LVES.




                                       RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 61
F I GU R A 2 7 – ID E N TI FI C AÇ ÃO D E CO MU N ID AD E S N O TR E CH O O E S TE




                                  RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 62
COMUNIDADES DO TRE CHO NORT E


A AID do Trecho 03 (norte),                            Povoado de Pirassirica, onde há muitas
compreendido entre as rodovias BR-408                  casas de taipa, com banheiro externo
e BR-101 Norte, é bastante populosa.                   individual.
Apresenta quatro núcleos populacionais
(Povoado de Rodrízio, Povoado de
Pirassirica, Povoado de Chã de Cruz e
Bairro de Alto do Céu), três
assentamentos (Assent. Eng. Novo,
Assent. Pitanga II e Assent. Pitanga I);
um acampamento de “sem tetos” (à
nordeste de Chã de Cruz); duas áreas
onde predominam imóveis particulares,
com destaque para granjas e fazendas;
                                                       F O TO 1 8 – E S C O L A F R A N C I S C O S I M Õ E S   DA
além de terras onde são cultivadas                     CO STA N O BAIRR O ALT O DO CÉU / IGARA SSU
canas de duas usinas, a Usina São José e
a Usina Petribú.                                       A principal fonte de renda da população
                                                       é a agricultura, mesmo nos núcleos
                                                       populacionais, onde também há
                                                       pessoas trabalhando no comércio, na
                                                       prestação de serviços e até na indústria.

                                                       Há 6 postos de saúde localizados na AID
                                                       do Trecho 03, distribuídos nos núcleos
                                                       populacionais e nos assentamentos.
                                                       Estas unidades de saúde atendem os
                                                       casos e procedimentos mais simples,
F O TO 1 7 – O C U P A Ç Ã O   SE M TETO AO NORDESTE   sendo necessário se deslocar, em casos
DE CHÃ DE CRUZ
                                                       mais graves, para as áreas urbanas no
O padrão construtivo dos imóveis é                     entorno de: Camaragibe, Paudalho,
mais regular do que nos outros trechos,                Abreu e Lima e Igarassu. Nove escolas
com predomínio de casas de alvenaria,
                                                       estão localizadas na AID do trecho 03,
com banheiro interno individual. A
                                                       três delas nos Assentamentos e seis nos
exceção     fica   por    conta     do                 núcleos populacionais, quatro só no
acampamento dos “sem teto”, onde só                    povoado      de     Chã     de    Cruz.
existem barracos de taipa, e do




                                      RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 63
F I GU R A 2 8 – ID E N TI FI C AÇ ÃO D E CO MU N ID AD E S N O TR E CH O N O R TE




                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 64
DEMOGRAFIA POPULACIONAL NA AID

                                                     Entretanto, vale salientar que 3.234
                                                     (77%) dos imóveis da AID estão
                                                     concentrados nos três (3) aglomerados
                                                     populacionais que são contornados pelo
                                                     Arco    ao     longo    do    percurso,
                                                     notadamente Nossa Senhora da Luz em
                                                     São Lourenço da Mata, Chã de Cruz em
                                                     Paudalho e Abreu e Lima, e Alto do Céu
                                                     em Igarassu. Desconsiderando estes
                                                     aglomerados, a densidade populacional
                                                     da AID cairia para um valor em torno de
                                                     50 habitantes/km², valor este que
                                                     representa com maior realismo as
                                                     condições demográficas das áreas rurais
                                                     cortadas pelo Arco.
Foi apurado que dentro da AID do
empreendimento, ou seja, dentro de                   Na Área Diretamente Afetada (ADA)
uma faixa de 1000m em torno do eixo,                 foram contabilizados 141 domicílios
existem em torno de 4.200 domicílios,                (3,3% do total da AID), habitados por
habitados por aproximadamente 14.759                 aproximadamente 500 pessoas que
pessoas, o que representa uma                        terão que ser remanejadas do seu local
densidade populacional média de 191                  de    moradia    para    viabilizar o
habitantes/km².                                      empreendimento.



          F I GU R A 2 9 – DI S TR I BU IÇ Ã O D A P OP U LAÇ Ã O D A A ID P O R MU N IC Í PI O




                                RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 65
OUTROS A SPECTO S RE LE VANTES DAS COMUNIDADES DA AID

Do questionário aplicado podem ser resgatadas algumas informações que
caracterizam de forma adequada as comunidades inseridas dentro da AID, senão
vejamos:

     Mais da metade dos entrevistados afirmou receber o benefício do
     “Programa Bolsa Família” para um ou mais filhos;

     As principais fontes de renda dentre os entrevistados provem de salário,
     agricultura e aposentadoria. Criação de animais e comércio foram
     apontadas como atividades que não geram renda entre os entrevistados;

     Em relação à percepção dos moradores em relação ao lugar onde vivem, a
     maioria dos entrevistados afirmou que “gosta muito” de morar em sua
     comunidade, e que gostaria que os filhos continuassem morando no
     mesmo local;

     Acesso ruim, falta de emprego e falta de serviços públicos foram
     apontados como os principais problemas entre os moradores
     entrevistados;

     Em relação a opções de lazer, a maior parte dos entrevistados apontou a
     reunião em bares e os esportes como as alternativas principais.




               F O TO 1 9 – B A R   DO   “MIRANTE”   NO ENG.   SÃO SALV ADOR .




                             RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 66
O PATRIMÔNIO CULTURAL




O Diagnóstico de Patrimônio Cultural       representa a ocupação do Estado a
das áreas de Influência do Arco Viário     partir do período colonial. Ainda que no
incluiu uma contextualização etno-         início dos séculos XVI a XVII não se
histórica da região e levantamento dos     disponha efetivamente de um conjunto
aspectos culturais dos municípios          representativo e significativo, em
estudados, incluindo o levantamento do     muitos casos as edificações que
patrimônio imaterial (festas, danças,      sucederam as primeiras, guardam em
comidas típicas, lendas, artesanato), do   seu conjunto (seja a distribuição
patrimônio paisagístico, do patrimônio     espacial, seja a própria inserção na
espeleológico (cavernas e furnas) e        paisagem) os sinais dos primeiros
paleontológico, e do patrimônio            tempos.
material (arqueológico e histórico),
relativos à AII, além da realização de
uma prospecção da superfície ao longo
do     eixo    de    implantação      do
empreendimento. Todo este material
que se constitui em uma excelente e
rica compilação de informações de
Patrimônio Cultural, pode ser consul-
tado no documento principal, EIA.

A Área de Influência Indireta do           F O TO 2 0 – M O R E N O A N T I G O . F O T O   DE ACERVO
                                           DE  MARIA DO CAR MO R ATIS.
empreendimento está entre aquelas
que, do ponto de vista histórico,

                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 67
Todavia, são vários os bens tombados                 edificações religiosas, de defesa, além
no âmbito da AII, onde se destaca um                 de exemplares da arquitetura civil
conjunto de igrejas que está entre as                governamental e particular onde
mais antigas do Brasil. O rol de                     merecem destaque os engenhos de
edificações históricas tombadas (e em                açúcar. Quanto à distribuição temporal,
processo de tombamento), tanto a nível               estão       comtemplados          desde
federal como estadual e municipal,                   monumentos com origem no século
abrange uma vasta gama de exemplares                 XVII, até os representantes do século
da arquitetura histórica envolvendo as               XX.

Q U AD R O 1 0 – LI S TA D O S B E N S TO M B AD O S O U E M P R O CE S S O D E TO M B AM E N TO N O S
M U NI CÍ P IO S D A AI I

                       Bem                              Município               Tombamento
 Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Cidade
                                                    Igarassu-PE         FEDERAL - IPHAN
 de Igarassu
 Capela de N. Sra. Do Livramento                    Igarassu-PE         FEDERAL - IPHAN
 Capela de São Sebastião                            Igarassu-PE         FEDERAL - IPHAN
 Igreja e Convento de Santo Antônio, inclusive o
 Adro, o cruzeiro fronteiro e toda a área da        Igarassu-PE         FEDERAL - IPHAN
 antiga cerca conventual.
 Capela do Recolhimento do sagrado Coração de
                                                    Igarassu-PE         FEDERAL - IPHAN
 Jesus
 Igreja Matriz dos Santos Cosme e Damião            Igarassu-PE         FEDERAL - IPHAN
                                                                        ESTADUAL – FUNDARPE /
 Igreja N. Sra. Da Boa Viagem do Pasmado            Igarassu-PE
                                                                        EM PROCESSO IPHAN
 Engenho Monjope                                    Igarassu-PE         EM PROCESSO FUNDARPE
 Mosteirinho de São Francisco                       Paudalho-PE         FEDERAL - IPHAN
 Ponte do Itaíba                                    Paudalho-PE         ESTADUAL – FUNDARPE
 Conjunto Ferroviário de Paudalho                   Paudalho-PE         EM PROCESSO FUNDARPE
                                                    São Lourenço da
 Igreja Matriz de Nossa Sra. da Luz                                     EM PROCESSO FUNDARPE
                                                    Mata-PE
                                                    São Lourenço da
 Estação Ferroviária Frei Caneca - Sede                                 EM PROCESSO FUNDARPE
                                                    Mata-PE
                                                    São Lourenço da
 Estação Ferroviária Tiúma                                              EM PROCESSO FUNDARPE
                                                    Mata-PE
 Engenho Moreno                                     Moreno-PE           EM PROCESSO FUNDARPE
 Estação Ferroviária de Moreno                      Moreno-PE           EM PROCESSO FUNDARPE
                                                    Jaboatão dos
 Parque Histórico Nacional dos Guararapes                               FEDERAL - IPHAN
                                                    Guararapes-PE
 Igreja de Nossa Senhora da Piedade do              Jaboatão dos
                                                                        FEDERAL - IPHAN
 Hospício do Carmo                                  Guararapes-PE


                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 68
Bem                             Município          Tombamento
Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, nos
                                                  Jaboatão dos
Montes Guararapes, erguida em Monumento                           FEDERAL - IPHAN
                                                  Guararapes-PE
Nacional pelo Decreto nº 22.175, de 03.08.1948.
                                                  Jaboatão dos
Igreja Nossa Senhora do Loreto                                    ESTADUAL – FUNDARPE
                                                  Guararapes-PE
                                                  Jaboatão dos
Antigo Hospício Carmelitano                                       EM PROCESSO IPHAN
                                                  Guararapes-PE
                                                                  EM PROCESSO FUNDARPE /
                                                  Jaboatão dos    MUNICIPAL - PREFEITURA
Povoação de Muribeca dos Guararapes
                                                  Guararapes-PE   DO    JABOATÃO     DOS
                                                                  GUARARAPES
                                                                  EM PROCESSO FUNDARPE /
Conjunto Ferroviário      de     Jaboatão   dos   Jaboatão dos
                                                                  PROTEÇÃO   FEDERAL   -
Guararapes                                        Guararapes-PE
                                                                  IPHAN
                                                                  MUNICIPAL - PREFEITURA
                                                  Jaboatão dos
Casa de Amélia Brandão                                            DO    JABOATÃO     DOS
                                                  Guararapes-PE
                                                                  GUARARAPES
                                                                  MUNICIPAL - PREFEITURA
                                                  Jaboatão dos
Engenho Suassuna                                                  DO    JABOATÃO     DOS
                                                  Guararapes-PE
                                                                  GUARARAPES
                                                                  MUNICIPAL - PREFEITURA
                                                  Jaboatão dos
Sítio Histórico de Jaboatão Antigo                                DO    JABOATÃO     DOS
                                                  Guararapes-PE
                                                                  GUARARAPES
                                                  Cabo de Santo
Igreja Nossa Senhora de Nazaré                                    FEDERAL - IPHAN
                                                  Agostinho-PE
                                                  Cabo de Santo
Engenho Massangana                                                ESTADUAL - FUNDARPE
                                                  Agostinho-PE
Antiga Residência Rural do ex-governador José     Cabo de Santo
                                                                  ESTADUAL - FUNDARPE
Rufino                                            Agostinho-PE
Sítio Histórico do Cabo de Santo Agostinho e
                                                  Cabo de Santo
Baía de Suape (Parque Metropolitano Armando                       ESTADUAL - FUNDARPE
                                                  Agostinho-PE
Holanda Cavalcanti)
Conjunto Arquitetônico e Urbanístico das Áreas    Cabo de Santo
                                                                  EM PROCESSO IPHAN
da Baía de Suape                                  Agostinho-PE
                                                  Cabo de Santo
Sítio da Vila Operária de Pontezinha                              EM PROCESSO FUNDARPE
                                                  Agostinho-PE
Conjunto Ferroviário do Cabo de Santo             Cabo de Santo
                                                                  EM PROCESSO FUNDARPE
Agostinho                                         Agostinho-PE
Conjunto Ferroviário do Cabo de Santo             Cabo de Santo
                                                                  EM PROCESSO FUNDARPE
Agostinho                                         Agostinho-PE




                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 69
Em relação a Patrimônio Arqueológico,                                A implantação do Projeto Arco
estão registrados no Cadastro Nacional                               Metropolitano interferirá fisicamente,
de Sítios Arqueológicos do IPHAN                                     em áreas rurais, atravessando áreas
(CNSA) 69 Sítios.                                                    onde se apresentam edificações
                                                                     reconhecidas como de interesse
                                                                     histórico e arqueológico.

                                                                     Todavia, a nível do traçado, nenhum
                                                                     bem tombado será afetado. O engenho
                                                                     Covas (São Lourenço da Mata), o
                                                                     conjunto de Pirassirica (Paudalho) e a
                                                                     linha férrea (Paudalho) estão próximos
                                                                     à área da rodovia, bem como outras
                                                                     edificações remanescentes de antigos
F O TO      21     -       P ANO RÂMI CA    DA     OCORRÊNCIA
A RQUEO LÓ GICA HIST ÓRIC A DENO MINADA                  P E 07 24   engenhos que estão situados nas
LA / U F P E , L O C A L I Z A D A   NO    CAB O    DE     SANTO     proximidades de onde ocorrerão as
AGOSTINHO-PE.
                                                                     obras.
Todavia com base nas consultas
realizadas na sede do IPHAN de                                       A prospecção visual de superfície
Pernambuco, bem como em outras                                       possibilitou a localização de 09
instituições   de   pesquisa,    foram                               ocorrências arqueológicas históricas
arrolados mais 209 sítios e ocorrências                              na Área de Influência Direta e Área
arqueológicas levantadas na área da AII,                             Diretamente            Afetada          do        Arco
sendo 176 no Cabo de Santo Agostinho,                                Metropolitano.
07 em Jaboatão dos Guararapes, 10 em
São Lourenço da Mata, 01 em Paudalho,
02 em Abreu e Lima, 13 em Igarassu.




                                                                     F O TO 2 3 - C A P E L A D O E N G E N H O C O V A S   EM
                                                                     SÃO LOURENÇO D A MAT A-PE, LOC ALIZAD A                NA
                                                                     AID DO EMPREENDIMENTO.

                                                                     Os            vestígios              identificados
F O TO      22         -    TRECH O DE LINHA              FÉ RREA
                                                                     correspondem             a     fragmentos              de
LOC ALIZAD A NA            ADA EM PAUDALHO-PE
                                                                     material arqueológico em cerâmica,


                                             RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 70
faiança, faiança fina, grés, vidro, entre            atuais, onde predominou a cultura
outros, cuja cronologia se situa entre               canavieira.
os séculos XVII e XX.                    Foram
                                                     O    Quadro       a    seguir    sintetiza     as
identificas     peças      produzidas        em
                                                     ocorrências identificadas durante os
Portugal, Inglaterra, e Brasil. Tais
                                                     trabalhos de prospecção superficial ao
achados refletem a ocupação da área
                                                     longo do Arco.
desde o período colonial até os dias

Q U AD R O 1 1 – S Í TI O S E O C O R R Ê NC I A S LO C A LI Z AD A S D U RA N TE P R O S P EC Ç ÃO D E
S U P E RF Í CI E A O LO N GO D O A R CO V I Á RI O



     NOME           CATEGORIA       LOCALIZAÇÃO          MUNICÍPIO          PONTO          DATA
 PE0721
                    Histórica      AID e ADA          Paudalho             ARCO103     13/11/2011
 LA/UFPE OI
 PE0722                                               São Lourenço
                    Histórica      AID e ADA                               ARCO085     13/11/2011
 LA/UFPE                                              da Mata
 PE0723                                               Cabo de Santo
                    Histórica      AID                                     ARCO001     11/01/2012
 LA/UFPE                                              Agostinho
 PE0724                                               Cabo de Santo
                    Histórica      AID e ADA                               ARCO007     11/01/2012
 LA/UFPE                                              Agostinho
 PE0725                                               Cabo de Santo
                    Histórica      AID e ADA                               ARCO008     11/01/2012
 LA/UFPE                                              Agostinho
 PE0726                                               São Lourenço
                    Histórica      AID e ADA                               ARCO063     12/01/2012
 LA/UFPE                                              da Mata
 PE0727                                               São Lourenço
                    Histórica      AID e ADA                               ARCO082     13/01/2012
 LA/UFPE                                              da Mata
 PE0728                                               São Lourenço
                    Histórica      AID e ADA                               ARCO077     13/01/2012
 LA/UFPE                                              da Mata
 PE0729                                               Jaboatão dos
                    Histórica      AID e ADA                               ARCO026     13/01/2012
 LA/UFPE                                              Guararapes




                                  RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 71
AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL




Os impactos ambientais basicamente       Quanto melhor caracterizadas estejam
são o resultado da superposição de       estas camadas de informação, mais
duas camadas de informação:         a    realista será a análise efetuada. Nesse
primeira que representa o cenário        sentido, o Termo de Referência adquire
ambiental de um território nas           também essa função, de definir os
condições em que se encontra antes da    aspectos mínimos de cada camada que
implantação do empreendimento, e a       devem ser caracterizados para obter um
segunda                                                   resultado     coerente
representa      o                                         quando superpostas.
projeto, o qual
                                                          Em relação a essa
condiciona      a
                                                          conceituação, é fácil
forma com que
                                                          entender que quanto
as          ações
                                                          melhor caracterizadas
transformadoras
                                                          e mais realistas sejam
irão atuar no
                                                          estas duas camadas,
território
                                                          melhores      e    mais
previamente
                                                          próximos da realidade
caracterizado.
                                                          serão os resultados que

                         RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 72
poderão ser obtidos, pois a análise de        de implantação como na etapa de
impactos é uma atividade de                   operação. Em outras palavras, os
planejamento,      uma    modelagem           impactos decorrentes deste tipo de
conduzida previamente à implantação           infraestrutura     são       plenamente
do empreendimento, ou seja, que se            conhecidos nos seus fundamentos e
baseia em hipóteses que podem ou não          relações de causa e efeito. O que muda
se confirmar na situação real. Estas          de projeto em projeto, é a intensidade e
hipóteses estão baseadas, dentre              os efeitos que estes impactos já
outras coisas, nas experiências de            conhecidos causam em determinado
projetos    similares   que     foram         ecossistema.
implantados e monitorados na vida real.
                                              Essa valoração é dada justamente pela
                                              camada que representa a condição
                                              ambiental existente onde se inserirá o
                                              empreendimento. No caso do Arco, os
                                              diagnósticos aprofundados permitiram
                                              consolidar um entendimento integrado
                                              da AID principalmente, focado na
                                              determinação     dos   pontos    mais
                                              vulneráveis que poderão vir a ser
                                              atingidos    pelo    empreendimento,
Nesse sentido salienta-se que os              destacando-se:
projetos rodoviários são amplamente
conhecidos, pois o ser humano constrói               As populações rurais;
estradas desde a época dos romanos.                  Os remanescentes florestais;
No Brasil, os registros históricos indicam           Os recursos hídricos.
que desde há 150 anos começou a ser
                                              São várias as metodologias que existem
implantada       a      tecnologia       de
                                              para avaliar os impactos ambientais,
pavimentação de rodovias, quando foi
                                              neste caso, utilizou-se a mais simples de
implantada a Estrada União e Indústria,
                                              todas que é a discussão multidisciplinar,
que liga Petrópolis (RJ) a Juiz de Fora
                                              onde cada especialistas propõe os
(MG).
                                              impactos identificados na sua área de
Atualmente órgãos como o DNIT e o             atuação, para serem discutidos e
DER possuem vastos acervos de                 qualificados em conjunto com toda a
manuais e especificações técnicas             equipe envolvida. Os resultados foram
relacionadas com o desempenho                 sintetizados em uma matriz de impacto.
ambiental de estradas, tanto na etapa




                             RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 73
ESTUDADOS?
QUAIS FORAM OS CENÁRIOS ESTUDADOS?

É de praxe que os Termos de Referência      as áreas de influência dos vetores de
dos estudos ambientais exijam a análise     transformação que se vivenciam na
de dois (2) cenários: o Cenário de          RMR e que são muito maiores que o
Implantação do Empreendimento e o           Arco. Com efeito, o Documento
Cenário de Não implantação do               Metrópole      estratégica  de    2000
Empreendimento.                             sinalizava para estas áreas rurais do
                                            oeste da RMR uma vocação voltada
CENÁRIO DE NÃO IMPLANTAÇÃO                  para a exploração do seu patrimônio
O CENÁRIO DE NÃO IMPLANTAÇÃO do             cultural, porém, a realidade atual está
empreendimento tenta prever o que           longe de ser essa, pois hoje o Oeste
acontecerá nas áreas de influência em       Metropolitano está destinado a um
caso é por algum motivo o projeto não       desenvolvimento muito mais abran-
chegue a ser implantado.              Na    gente com abertura de uma nova frente
abordagem do estudo esta solicitação        de      desenvolvimento     imobiliário,
do TR foi estudada, inclusive com a         industrial e de serviços, que ora irá
elaboração de uma matriz de impactos        desenvolver a sua própria dinâmica no
pré-existentes identificados pela equipe    território, ora irá apoiar a dinâmica
técnica, a qual pode ser conferida no       intensa que se vivencia em Suape,
EIA no item 7.7.                            Goiana e mais timidamente em Vitória.

Em síntese deste cenário, pode-se dizer     Dentro desta proposta do Oeste
que      a    não      implantação     do   Metropolitano, o Arco é apenas um
empreendimento representaria um             facilitador do processo de desenvol-
retrocesso grande dentro do programa        vimento, mas não o indutor do mesmo.
de     mobilidade     da     RMR,    com    Assim, caso o Arco não seja implantado
rebatimento negativo direto em              neste primeiro momento, outras
aspectos de mobilidade, competiti-          propostas       virão     com    outras
vidade, desenvolvimento econômico,          concepções, mais ou menos abran-
atratividade     para      investimentos,   gentes, mas com a mesma finalidade de
credibilidade institucional dentre outros   abrir essa nova fronteira e articular a
aspectos negativos. A saturação da BR-      infraestrutura já existente.
101 se viria incrementada progressiva-
mente e a interligação entre polos de       CENÁRIO DE IMPLANTAÇÃO
desenvolvimento altamente prejudicada       O cenário de implantação do Arco é o
neste cenário. Um aspecto importante        que realmente interessa. Nele foi
de ser mencionado, é que a não              CONSIDERADO A IMPLANTAÇÃO DA
implantação do Arco Viário não livraria     1° ETAPA DO EMPREENDIMENTO E

                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 74
A OPERAÇÃO DO ARCO VIÁRIO                  supervisão permanente dos órgãos de
DENTRO DAS MELHORES PRÁTICAS DA            controle como a CPRH.
ENGENHARIA, COM OBSERVÂNCIA DE
                                           O cenário de implantação considera as
TODOS OS CRITÉRIOS TÉCNICOS
                                           características do empreendimento da
DEFINIDOS NO PROJETO, BEM COMO
                                           forma como foram descritas no capítulo
NAS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO
                                           respectivo, um prazo de implantação de
MESMO E O ATENDIMENTO INTEGRAL
                                           36 meses e de operação por um período
DA    LEGISLAÇÃO      AMBIENTAL   E
                                           de 30 anos, condizente com a vigência
TRABALHISTA EM VIGOR. Da mesma
                                           do contrato de concessão.
forma, considera o acompanhamento e


               CRITÉ
QUAIS FORAM OS CRITÉRIOS DE QUALIFICAÇÃO QUE FORAM ADOTADOS ?

Os critérios de qualificação adotados na   A análise ambiental foi conduzida
análise foram os exigidos no Termo de      separadamente para cada um dos três
Referência da CPRH (Ver Anexo 01 do        (3) trechos analisados, através da
EIA), os quais foram sistematizados em     definição de um último parâmetro que
uma matriz de impacto subdividida nas      recolhe os demais e determina a
Fases de Planejamento, implantação         MAGNITUDE DO IMPACTO, que segue a
da 1° Etapa e           operação     do    escala definida a baixo, tanto para
empreendimento.                            impactos positivos como para impactos
                                           negativos:




               PRINCIPA
                     PAIS
QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS RESULTADOS OBTIDOS
SÍNTESE

A comparação entre IMPACTOS                que conformam o Arco, destacando-se
POSITIVOS E NEGATIVOS foi realizada        que os resultados obtidos são
ponderativamente      para       aportar   condicentes com a essência dos
ferramentas no processo de análise da      empreendimentos de interesse público,
viabilidade       ambiental           do   onde se parte do predicado que os
empreendimento. O resultado desta          benefícios em todas as dimensões serão
ponderação se observa na Figura a          muito maiores que o custo a ser pago
seguir para cada um dos três (3) trechos   para beneficiar a coletividade.




                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 75
F I GU R A 3 0 – P O N DE R A ÇÃ O D E I M P AC TO S P O S I TIVO S E N E GA TI V O S
             N O A R C O VI Á R IO




A Figura 31 por sua vez, analisa os                     Oeste respectivamente. Este resultado
impactos ambientais positivos e                         é decorrente das restrições ambientais
negativos por Trecho. Observe-se no                     que se apresentam no setor norte da
gráfico    da    esquerda     (Impactos                 AID, onde grande parte do percurso é
POSITIVOS) como a MAGNITUDE de um                       absorvido na travessia de áreas de mata
maior número de impactos classifica no                  como no CIMNC, ou então, em topos de
nível de importância Alto ou Muito Alto.                tabuleiros muito estreitos contornados
                                                        por talvegues íngremes recobertos com
Observe-se também no mesmo gráfico
                                                        vegetação nativa, onde em ambos os
da esquerda, como o Trecho Norte
                                                        casos, a possibilidade de induzir um
adquire menor número de impactos
                                                        desenvolvimento de qualquer tipo nas
positivos de importância Alta, tornando-
                                                        imediações, é altamente limitado.
se menos atraente que os Trechos Sul e


  F I GU R A 3 1 – C O MP A R AÇ Ã O D E M A GN I TUD E S D E I M P AC TO S P O S I TI V OS E N E GA TI V O S
  P O R TR E C H O




                   POSITIVOS                                           NEGATIVOS




                                   RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 76
A Figura 32 apresenta a ponderação de                 temporários e terão uma duração
impactos negativos por Fases. Observe-                inferior a 36 meses. A Fase de operação
se como a Fase de pré-implantação                     resulta ser a menos impactante, por
resulta ser a mais impactante em                      conta das atividades rotineiras que se
termos ponderativos, isto porque nela                 desenvolverão ao longo de 30 anos de
se inclui o remanejamento de população                concessão, entretanto, os impactos
rural, que constitui o principal impacto              neste caso são de características
do Arco Viário a critério da equipe                   permanentes, sendo as ocorrências
técnica.                                              mais graves as relacionadas com
                                                      eventos acidentais como o derrame de
Posteriormente segue a Fase de
                                                      produtos perigosos ou acidentes de
implantação, onde se inserem impactos
                                                      tráfego envolvendo este tipo de
importantes como a supressão de
                                                      produtos, que eventualmente cheguem
vegetação e o desmonte de rocha com
                                                      a afetar os recursos hídricos e/ou as
explosivos, os quais, no entanto, serão
                                                      comunidades inseridas dentro da AID.


      F I GU R A 3 2 – A TU A ÇÃ O D E I MP A C TO S N E GA TI V O S P O R F A S E P R E V IS TA N O
      E M P R E E ND IM E N TO




LISTA DE IMPACTOS CONSIDERADOS NO E S TUDO

Para efeitos de socializar os                           a lista completa de impactos que
resultados do estudo, apresenta-se a                    foram analisados no EIA classificados
seguir uma matriz simplificada de                       em termos de Magnitude para cada
impacto, adaptada da matriz principal                   um dos trechos que compõem o Arco.
contida no EIA, e na qual se apresenta




                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 77
Q U AD R O 1 2 – MA TR I Z S IM P LIF IC A DA D E IM P AC TO AM B I EN TA L

I M P A C T OS P OS I TI V OS
                                                                                                     MAGNITUDE
N°                                  DESCRIÇÃO DO IMPACTO
                                                                                                     DO IMPACTO
                                                                                               T.SUL T.OESTE T.NORTE
1. IMPACTOS POSITIVOS DO EMPREENDIMENTO
1.1 FASE DE PLANEJAMENTO /PRÉ - IMPLANTAÇÃO
 1   Aumento do conhecimento Científico da Zona Rural da RMR.                                  ALTA     ALTA      MOD
     Abertura de uma nova fronteira de desenvolvimento ao oeste da RMR, com a
 2   oportunidade de realizar nela um planejamento efetivo e sustentável com integração        ALTA     ALTA      MOD
     total de aspectos ambientais, sociais, econômicos dentre outros.
     Indução à alteração de Planos Diretores dos municípios cortados pelo Arco, com a
 3   oportunidade de efetuar um aprofundamento nas diretrizes definidas para as áreas          ALTA     ALTA      MOD
     rurais.
     Possibilidade de fortalecer a articulação social, cultural e produtiva entre municípios
 4                                                                                             BAIXA    BAIXA    BAIXA
     vizinhos cortados pelo Arco.
 5   Valorização imobiliária e fundiária.                                                      ALTA     ALTA     BAIXA
     Possibilidade de consolidar lideranças e grupos organizados dentro da AID do
 6                                                                                             BAIXA    BAIXA    BAIXA
     empreendimento.
     Possibilidade de induzir uma melhoria nas unidades de conservação inseridas na AID
 7                                                                                             ALTA     ALTA      MOD
     do empreendimento, e em cuja zona de amortecimento ficará inserido o Arco Viário.
     Possibilidade de melhorar as condições de habitabilidade da população rural a ser
 8                                                                                             ALTA     ALTA     ALTA
     remanejada da ADA do empreendimento.
1.2 FASE DE IMPLANTAÇÃO
     Geração de empregos diretos e dinamização da economia da AID, durante a Fase de
 9                                                                                             M.ALTA   M.ALTA   M.ALTA
     Implantação do empreendimento.
1.3 FASE DE OPERAÇÃO
   Melhoria da qualidade de vida dos municípios de Igarassu, Abreu e Lima, Paulista e
10 Recife, que atualmente recebem os impactos diretos dos congestionamentos na BR-             M.ALTA   M.ALTA   M.ALTA
   101.
11   Diminuição dos índices de acidentalidade na BR-101 no trecho urbano da RMR.               ALTA     ALTA     ALTA
     Beneficio para RMR, dotando-a de uma rodovia de alto padrão, tornando-a mais
     competitiva em relação ao escoamento de cargas, o que redunda em atratividade de
12                                                                                             M.ALTA   M.ALTA   M.ALTA
     novos empreendimentos a se instalarem nos polos de desenvolvimento interligados
     pelo Arco.
     Melhoria na interligação entre os polos de desenvolvimento do sul, norte e oeste,
13                                                                                             M.ALTA   M.ALTA   M.ALTA
     servindo ademais de eixo de integração do transporte de cargas intermodal.
     Melhoria na mobilidade na RMR, ao criar uma alternativa de separação dos fluxos
14   veiculares internos e de transposição que atualmente circulam pelas BRs 101, 232 e        ALTA     ALTA     ALTA
     408, redistribuindo o tráfego e aliviando o sistema viário metropolitano.
     Alternativa de desvio e/ou controle mais efetivo de cargas perigosas que transitam
15                                                                                             ALTA     ALTA     ALTA
     pela RMR, além de controle de peso por eixo em veículos pesados.
     Efeito demonstração de um novo conceito de operação de rodovias, com segurança
     e serviços para o usuário, podendo-se converter em um mecanismo de pressão para o
16                                                                                     BAIXA            BAIXA    BAIXA
     poder público, em relação à necessidade de melhoria da malha viária operada pelo
     DER e DNIT.
17 Melhoramento da acessibilidade às comunidades cortadas pelo Arco Viário.                    BAIXA    BAIXA    BAIXA
   Possibilidade de implantar ações socioambientais através do Fundo Socioambiental
18                                                                                             ALTA     ALTA     ALTA
   previsto no sistema de concessão.
   Possibilidade de recuperação de trechos de áreas sensíveis como APPs, inseridas na
19                                                                                             ALTA     ALTA     ALTA
   faixa de domínio e que hoje são utilizadas para o cultivo de cana-de-açúcar.

     Minimização da possibilidade de atrair ocupações irregulares para o entorno da via,
20                                                                                             ALTA     ALTA     ALTA
     pela restrição de acesso que contempla a proposta do empreendimento.

   Possibilidade de estabelecer parcerias com as comunidades rurais para implantação
21 de ações dentro da Faixa de Domínio, a exemplo da produção de mudas e ações de              MOD      MOD       MOD
   reflorestamento.
   Implantação de Programas Ambientais como um dos mecanismos de melhoria da
22                                                                                             ALTA     ALTA     ALTA
   qualidade ambiental da AID.


                                       RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 78
I M P A C T OS NE GA T I V OS

                                                                                                     IMPORTÂNCIA
N°                                    DESCRIÇÃO DO IMPACTO
                                                                                                      DO IMPACTO
                                                                                                  SUL OESTE NORTE
2.1 FASE DE PLANEJAMENTO / PRÉ - IMPLANTAÇÃO
   Levantamento de expectativas na população e criação de clima de insegurança e eventual
23                                                                                                MOD     MOD      MOD
   oposição ao empreendimento.
   Distorção e especulação do custo da terra ante a perspectiva de implantação do
24                                                                                                MOD     MOD      MOD
   empreendimento.
25 Perda de terras agrícolas produtivas e/ou atividades particulares.                            BAIXA    BAIXA   BAIXA

     Perda de estoques minerários nas áreas inseridas na faixa de domínio, requeridas ou não no
26                                                                                              BAIXA     BAIXA    MOD
     DNPM.
     Retirada involuntária da população rural que habita hoje a ADA, com ruptura de ativos
27                                                                                               M.ALTA M.ALTA    M.ALTA
     sociais, redes sociais, laços de vizinhança dentre outros efeitos.
28 Fragmentação de assentamentos e comunidades rurais.                                           M.ALTA   MOD     ALTA
2.2 FASE DE IMPLANTAÇÃO DA 1° ETAPA
     Chegada do contingente de operários, pressionando a infraestrutura de serviços da AID, e
 29                                                                                           ALTA        ALTA    ALTA
     criando eventuais tensões sociais com as comunidades rurais do entorno.
 30 Perda potencial de vestígios arqueológicos nas áreas utilizadas para canteiros de obra.   BAIXA       BAIXA   BAIXA
     Geração de subprodutos com potencial poluidor como efluentes líquidos e resíduos
 31                                                                                           MOD         MOD      MOD
     sólidos.
 32 Aumento dos níveis de ruído e material particulado no entorno do(s) canteiro(s) de obras. BAIXA       BAIXA   BAIXA
 33 Perda de vegetação do Ecossistema Mata Atlântica em diferentes estágios de regeneração. ALTA          ALTA    M.ALTA
 34 Fragmentação de remanescentes florestais.                                                  NA         BAIXA    MOD

   Geração de material de expurgo e material lenhoso com potencial de afetar o meio
35                                                                                               BAIXA    BAIXA    MOD
   ambiente em caso de gerenciamento inadequado.
36 Potencial perda de indivíduos da fauna terrestre.                                             ALTA     MOD     ALTA
37 Perda de habitat e afugentamento de espécimes para fragmentos contíguos.                       MOD     MOD      MOD
38 Possibilidade de ocorrência de acidentes com animais peçonhentos.                             BAIXA    BAIXA    MOD
39 Exposição do solo com o potencial acréscimo de focos de processos erosivos.                   BAIXA    BAIXA    MOD
   Descaracterização morfológica e paisagística do terreno pelas atividades de corte e aterro,
40                                                                                                MOD     MOD      MOD
   tanto ao longo da pista como nas áreas de empréstimo.
   Descaracterização de áreas de bota-fora pela geração de material excedente de escavação,
41                                                                                               ALTA     ALTA    BAIXA
   com destaque para o solo inconsistente removido das áreas baixas encharcadas.
     Possibilidade de carregamento de sedimentos para os cursos de água que cortam a
42                                                                                               ALTA     ALTA    ALTA
     rodovia, causando o assoreamento dos mesmos e comprometimento da qualidade d'água.
     Possibilidade de induzir riscos associados a instabilidades geotécnicas nos taludes de corte
43                                                                                                 ALTA   ALTA   ALTA
     e aterro.
     Inserção de riscos de acidentes, desconforto, ruído e vibrações pelo desmonte de rocha
44                                                                                                M.ALTA ALTA    ALTA
     com explosivos.
     Risco de dano a edificações existentes, especialmente aquelas de relevante valor cultural,
45                                                                                                 ALTA   ALTA   MOD
     por efeitos das vibrações do terreno com o uso de explosivos.
46   Intervenção em APP de cursos d'água e áreas baixas encharcadas.                               ALTA   ALTA   MOD
     Alteração e/ou eliminação de pontos de afloramento do lençol freático (cacimbas /
47                                                                                                 MOD    MOD   M.BAIXA
     surgências / nascentes).
     Possibilidade de alteração das condições hidrogeológicas locais, em qualquer aspecto         M.BAIX M.BAIX
48                                                                                                  A      A
                                                                                                                M.BAIXA
     (qualidade, quantidade, recarga, etc).
     Possibilidade de intensificar alagamentos decorrentes de cheias dos cursos d'água, por
49                                                                                                  NA   BAIXA    NA
     causa da elevação dos corpos dos aterros.
     Possibilidade de destruição e de exposição de estruturas e de sítios arqueológicos pré-
50                                                                                                 MOD    MOD    MOD
     históricos e históricos porventura existentes na ADA.
51 Interferência com redes de serviços estruturadoras da RMR.                                     MOD     MOD     BAIXA
   Interferência com redes de infraestrutura rural, principalmente de eletrificação rural,
52                                                                                                MOD     MOD     ALTA
   caminhos de serviço, e cacimbas de abastecimento d'água.
   Aumento dos níveis de material particulado e ruído nas áreas de terraplenagem e
53                                                                                                MOD     MOD      MOD
   circulação de máquinas.
   Aumento dos riscos de acidentalidade com pedestres e/ou outros veículos que circulam
54                                                                                               ALTA     MOD      MOD
   dentro da AID.


                                        RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 79
IMPORTÂNCIA
N°                                    DESCRIÇÃO DO IMPACTO
                                                                                                    DO IMPACTO
                                                                                                SUL OESTE NORTE
   Possibilidade de afetar a biota aquática em decorrência da construção de pontes, bueiros e
55 outras estruturas de drenagem, bem como em decorrência de derrames acidentais de             BAIXA   BAIXA    BAIXA
   asfalto e outros produtos.
   Impermeabilização de superfícies, aumentando a produção de deflúvios em pontos
56                                                                                              BAIXA   BAIXA    MOD
   específicos do terreno, com potencial aumento de processos erosivos.
   Possibilidade de alterar a hidrodinâmica dos cursos d'água pela implantação de pontes e
57                                                                                              BAIXA   BAIXA   M.BAIXA
   obras de drenagem.
2.3 FASE DE OPERAÇÃO
   Possibilidade de induzir ocupações desordenadas nas áreas aferentes à faixa de domínio da
58                                                                                              MOD     MOD      MOD
   rodovia.
   Alteração da qualidade do ar, em decorrência das emissões provenientes dos escapes dos
59 veículos que circularão pelo Arco Viário, bem como aumento dos níveis de intensidade         MOD     MOD      MOD
   sonora verificados atualmente na ADA e na AID.
   Inserção de risco de contaminação do solo e as águas superficiais e subterrâneas em
60                                                                                              MOD     MOD      MOD
   decorrência de eventos acidentes com veículos transportando produtos perigosos.
   Inserção de risco de contaminação do solo e as águas superficiais e subterrâneas em
61 decorrência do efeito cumulativo de óleo, graxa, e resíduos sólidos em pequenas              BAIXA   BAIXA    BAIXA
   quantidades mas de forma continuada
 62 Risco de atropelamento de Fauna na travessia por áreas de vegetação nativa.                 BAIXA   BAIXA    MOD
     Eventuais situações de risco por diminuição de visibilidade na pista decorrente de
 63                                                                                             BAIXA   BAIXA   M.BAIXA
     queimadas de cana-de-açúcar nas áreas lindeiras.
     Geração de resíduos sólidos e efluentes líquidos provenientes das instalações
 64                                                                                             MOD     BAIXA    BAIXA
     administrativas e operacionais da concessionária e da mesma operação da rodovia.
     Provável elevação de custos de transporte e de produtos transportados em decorrência da
 65                                                                                             BAIXA    NA       NA
     cobrança de pedágio.
     Alteração das condições de mobilidade interna dentro da AII do empreendimento, por
 66                                                                                             ALTA    ALTA     MOD
     conta do "efeito barreira" da faixa de domínio.
     Deslocamento progressivo de comunidades assentadas ao longo do arco, pela indução de
 67                                                                                             MOD     MOD      MOD
     desenvolvimento que se espera decorra da implantação do Arco.
     Divisão da APA Aldeia - Beberibe e efeitos em outras Unidades de Conservação em cuja
 68                                                                                             BAIXA   BAIXA    BAIXA
     zona de amortecimento ficará inserido o empreendimento.
2.4 FASE DE IMPLANTAÇÃO DA 2° ETAPA
   Replica da maior parte dos impactos analisados para a 1° etapa de implantação, mas com
   ocorrência mais moderada em termos de magnitude, pois todas as obras serão realizadas
69                                                                                               NA     ALTA     ALTA
   dentro de uma faixa de domínio já desapropriada, que conta com um acesso expresso
   através do próprio Arco.
 N.A = Não aplica para o trecho correspondente



                PRINCIPA
                      PAIS
 QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS IMPACTOS IDENTIFICADOS?
 A maior parte dos IMPACTOS                                  do Arco Viário não é diferente. O
 POSITIVOS são de abrangência regional                       principal impacto positivo que o projeto
 pois o projeto, na sua conjuntura                           promoverá será o de facilitar o
 integrada, claro que causará um                             transporte, a comunicação e a expansão
 impacto positivo na região e no Estado.                     do comércio intermunicipal e regional,
                                                             possibilitando o crescimento de
 A essência de qualquer obra de                              produção e comercialização a partir do
 infraestrutura construída com recursos                      fluxo de capitais e de pessoas,
 públicos não é outra que beneficiar a                       acelerando a interconexão entre os
 coletividade, e nesse sentido o projeto                     municípios     e   entre     polos    de

                                        RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 80
desenvolvimento,       de     forma a      diminuição do índice de acidentes,
proporcionar melhores condições de         fomento do potencial econômico,
vida aos cidadãos e cidadãs. O Arco        cultural e de integração municipal pela
Viário significa um aumento de             valorização econômica do solo.
velocidade, diminuição do tempo de
deslocamento, maior disciplinamento        Os principais IMPACTOS NEGATIVOS são
do trânsito, dinamizando o uso e           de abrangência pontual ou local, ou
ocupação do solo e incrementando o         seja,    estarão    bem     localizados
valor imobiliário do entorno.              espacialmente, o que facilita de certa
                                           forma o seu controle. Os principais
Mais ainda, o projeto promoverá um         impactos Negativo são descritos a
aumento da segurança e conforto,           seguir:

Retirada involuntária da população rural que habita hoje a ADA, co m
ruptura de ativos sociais, redes sociais, laços de vizin hança dentre outros
efeitos.

O traçado do Arco Viário acompanha         comunidade e/ou nas comunidades
estradas vicinais e caminhos de serviço    vizinhas.
rurais existentes atualmente na AID.
                                           O impacto agrava-se quando se
Isto tem o seu aspecto positivo, pois se
                                           considera que em todos os casos as
discorre sobre áreas mais antropizadas
                                           comunidades serão retiradas apenas
minimizando a supressão de vegetação,
                                           parcialmente, ou seja, apenas alguns
mas em compensação, termina-se
                                           imóveis do total, fragmentando os laços
afetando um número significativo de
                                           familiares e de vizinhança. Igualmente,
comunidades rurais assentadas às
                                           o Arco fragmentará fisicamente uma
margens destas estradas.
                                           parte das comunidades, as quais ficarão
As estimativas do estudo indicam que       divididas de um lado e de outro da nova
aproximadamente 500 pessoas terão          rodovia, interligadas apenas pelas
que ser remanejadas do seu local de        passagens de transposição que foram
moradia para dar passo à infraestrutura    dimensionadas         para      atender
do     Arco.   Este     remanejamento      basicamente as atividades canavieiras.
involuntário     é       extremamente
                                           Como parte deste mesmo impacto, o
perturbador para as comunidades,
                                           prognóstico a futuro da implantação do
principalmente aquelas, que como
                                           Arco deixa entrever que a atratividade
verificado na maior parte do Arco, tem
                                           do     empreendimento        para    o
um apego grande pela terra e laços
                                           desenvolvimento das áreas marginais,
familiares muito estreitos na própria
                                           especialmente nos trechos Sul e Oeste,
                                           pode criar conflitos pelo uso do solo,

                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 81
pois estas áreas são ocupadas                           equipe do EIA recomendou como
atualmente por estas comunidades, e se                  medida de mitigação a elaboração de
não forem tomadas medidas de                            um Programa de Remanejamento de
planejamento pertinentes, estas irão                    População para conduzir este processo
sendo deslocadas da origem de sua                       com justiça e respeito. A base do
moradia sem nenhum controle.                            remanejamento recomendada será a
                                                        colocação destas pessoas em uma nova
Diante dos exemplos recentes de
                                                        moradia dentro da mesma área ao invés
remanejamento de pessoas na RMR, a
                                                        da opção pela indenização em dinheiro.


         F I GU R A 3 3 – D IS TR I B UI ÇÃ O D A S P E S SO A S A S E R E M R E M AN E JA D A S E M
         R E LA Ç Ã O A OS M UN IC Í PI O S O ND E S E LO CA LI Z AM




PERDA DE VEGETAÇÃO DO ECOSSIS TEMA MATA ATLÂNTICA EM DIFERENTE S
ESTÁGIOS DE R EGENERA ÇÃO

                                                        de vegetação, ou seja, 0,46 hectares por
                                                        cada quilômetro de rodovia a ser
                                                        implantado. Para a 2° etapa (duplicação
                                                        dos trechos Oeste e Norte) se teria um
                                                        acréscimo de supressão de 11,10
                                                        hectares.

                                                        Nos municípios de Moreno e Abreu e
                                                        Lima estarão concentrados os principais
A supressão de vegetação nativa de                      percentuais de supressão conforme se
mata      atlântica    inevitavelmente                  mostra na Figura 34. Entretanto em
acontecerá em todos os trechos em                       termos de impacto as duas condições
diferentes proporções. As estimativas                   são totalmente diferentes. No município
do estudo permitiram estimar que para                   de Moreno a supressão estará
a implantação da 1° etapa do Arco será                  pulverizada em pequenos e muitos
requerida a supressão de 35,74 hectares                 fragmentos localizados às margens das

                                 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 82
estradas vicinais que cortam o trecho.               da mata do CIMNC. As Figuras 35 e 36
Esta vegetação em termos gerais se                   resumem o que será a supressão de
encontra em estagio inicial de                       vegetação em relação ao estágio de
regeneração. Já em Abreu e Lima a                    regeneração em que foi encontrada e
supressão será realizada em poucos                   ao tamanho dos fragmentos que serão
fragmentos sendo o principal a borda                 suprimidos.

             F I GU R A 3 4 – DI S TR I BU IÇ Ã O D A V E GE TA Ç ÃO A S E R SU P R IM ID A
                           N O S MU N IC Í PI O S C O R TA DO S P E LO A RC O




             F I GU R A 3 5 – DI S TR I BU IÇ Ã O D A V E GE TA Ç ÃO A S E R SU P R IM ID A
                         E M F UN Ç ÃO D O E S T Á GIO D E R E GE N E R AÇ Ã O




             F I GU R A 3 6 – DI S TR I BU IÇ Ã O D A V E GE TA Ç ÃO A S E R SU P R IM ID A
                       E M F UN Ç ÃO D O TAM A NH O D OS F R A GME N TO S




                               RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 83
Em relação à análise de impacto,          supressão está concentrada em
destacam-se os seguintes pontos.          pequenos fragmentos os quais apenas
                                          serão “mordidos” nas bordas pelo
Os maiores fragmentos a         serem
                                          projeto. No trecho Norte não se
suprimidos por trecho serão:
                                          considera que a travessia da mata do
  Trecho Sul – Fragmento de 3,09ha        CIMNC cause fragmentação relevante,
  ao norte da BR-232 no setor de          pois esta já se encontra fragmentada no
  Granjas próximo da Polícia Federal;     mesmo ponto da travessia do Arco.
  Trecho Oeste – Fragmento de             Finalmente, salienta-se que a supressão
  1,19ha ao norte de Nossa Senhora        de vegetação dentro de Unidades de
  da Luz;                                 Conservação somente será verificada
  Trecho Norte – Fragmento de             no Trecho Norte, que se insere dentro
  5,43ha na travessia da Mata de          da APA Aldeia – Beberibe.
  Aldeia.
                                          Como mitigação do estudo foram
Nos trechos Sul e Oeste não haverá        propostas alterações no traçado para
fragmentação de vegetação, pois a         preservação de alguns fragmentos, e a
                                          compensação em proporção de 2:1.

IMPACTOS NOS RE CUR SOS HÍDRI COS

                                          preservação     deste    recurso    tão
                                          importante para a sobrevivência da
                                          RMR. Em relação a isto, é importante
                                          recapitular inicialmente sobre a
                                          concepção do empreendimento, que
                                          buscou a sinergia com as estradas de
                                          serviços já existentes dentro da AID,
                                          acompanhando sempre que possível
                                          estes percursos que discorrem pelas
                                          áreas mais baixas, contornando os
Vários impactos negativos dos listados
                                          fundos de talvegues, cursos de água e
no Quadro 12 estão direcionados para
                                          áreas baixas encharcadas. Embora o
os Recursos Hídricos, tanto na etapa de
                                          empreendimento tenha buscado o
implantação como de operação. Esta
                                          afastamento destas áreas úmidas, em
preocupação é pertinente, uma vez que
                                          alguns casos será inevitável que os
a região é rica em água e parte do
                                          aterros previstos atinjam estas várzeas
traçado discorre dentro da cobertura
                                          que na maioria dos casos conformam
legal da Área de Proteção dos
                                          uma rede de canais construídos pelas
Mananciais, que tem como finalidade a

                          RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 84
atividades canavieiras. Nestas áreas       paralelo ao Arco em um segmento do
baixas       eventualmente       foram     Trecho Oeste. Igualmente foi solicitado
identificadas cacimbas exploradas pelos    como mitigação a reconstrução da
moradores locais como fonte de             fonte de abastecimento de águas das
abastecimento de água. O principal         comunidades atingidas, e a elaboração
impacto nesse sentido será a perda         de um Plano de Ataque com
destas cacimbas que abastecem              detalhamento     metodológico      para
comunidades. O impacto no recurso          implantação da ponte sobre o Rio
hídrico como tal, na riqueza hídrica       Capibaribe, que será o único ponto
propriamente dita será irrelevante. O      onde haverá uma intervenção física em
impacto na qualidade d’água está           um corpo de água.
representado por casuais eventos
acidentais de derramamento de
produtos     e/ou    carreamento     de
sedimentos.

Como medidas de mitigação recomen-
daram-se desvios do eixo para afastá-lo
de pontos que foram considerados
como relevantes, a exemplo da cacimba
onde nasce o Riacho dos Perdidos no
Trecho Sul e a ocupação de parte da
APP do Rio Várzea do Una, que se torna


IMPACTOS NA MOBILIDADE INTERNA NA AID

                                           Mobilidade esta que se verifica
                                           diariamente pelo fluxo de alunos para
                                           as escolas, dos trabalhadores para as
                                           usinas, das donas de casa para as feiras,
                                           dos assentados para as parcelas, das
                                           sedes urbanas para a área rural, etc.
                                           Este impacto foi considerado como
                                           relevante, e para mitiga-lo foram
                                           identificados os principais caminhos que
                                           serão      interrompidos,      e     sua
A implantação do Arco e o efeito           reconstrução foi apontada como
barreira que ele representa implica na     medida de mitigação.
alteração da mobilidade interna na área.

                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 85
Da mesma forma, considerando que            transposição, recomendou-se consi-
alguns assentamentos de reforma             derar uma segunda tipologia de
agrária ficarão divididos pelo Arco e que   passagem, menor, apenas para permitir
o cruzamento de um lado para outro só       a passagem de pedestres, motos,
poderá ser feito pelas passagens de         bicicletas e veículos menores.


ESCAVA ÇÃO DE ROCHA COM EXPL OSIVOS

                                             imprevisto. Assim, no caso do Arco,
                                             considerando que há um grande
                                             número de comunidades dentro da
                                             AID, que se verificam ainda
                                             remanescentes históricos dos antigos
                                             engenhos, e o cruzamento de
                                             infraestrutura importante para a RMR
                                             como a adutora de Tapacurá, o
                                             gasoduto e linhas de transmissão de
                                             alta tensão, o impacto foi conside-
Um diferencial da obra do Arco Viário        rado como importante dentro da
será a necessidade de escavar um             concepção geral. A entrada de
percentual expressivo do traçado com         explosivos dentro da AID pode gerar
a ajuda de explosivos (desmonte a            adicionalmente      problemas     de
fogo na linguagem mais técnica).             segurança, pois no Brasil, o roubo
Conforme se mostra no Quadro 04 do           deste tipo de produtos em obras de
RIMA, aproximadamente 2.000.000              engenharia,      especialmente    de
de m³ de rocha terão que ser retirados       estradas aumentou muito nos últimos
para conformação da calha viária.            anos.
Como todos os aspectos da
engenharia rodoviária, as técnicas de        A mitigação do impacto diz respeito à
escavação com explosivos evoluíram           elaboração de um Plano de Ação Geral
notoriamente e hoje oferecem um              para esta atividade, o qual se deve
risco muito menor que no passado,            tornar específico para cada setor que
contudo, ainda continua sendo uma            vá sendo trabalhado.
atividade que possui o potencial de
fazer bastante dano no evento de um




                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 86
E A QUALIDADE AMBIENTAL ?

O que é qualidade ambiental ? Será que   No outro eixo, a qualidade ambiental
esta qualidade ambiental será melhor     verificada através do diagnóstico do
no futuro com o Arco ou sem o Arco ? O   EIA, mostra igualmente notórias e
entendimento atual para entrar a         constantes pressões com supressão de
filosofar sobre estas questões que       remanescentes florestais, unidades de
fogem do enfoque técnico do EIA/RIMA,    conservação sem vegetação, poluição
é a utilização de um conceito mais       da água, atividades de caça, cultivo de
amplo, que envolve um lado mais          cana nas APPs e outras. Mesmo sem o
humano e não apenas ecológico como       Arco a região não ficará como está. O
se fazia no passado: O DESENVOL-         desenvolvimento irá progressivamente
VIMENTO SUSTENTÁVEL. Com efeito,         abraçando estas áreas ao oeste da RMR
neste critério se fusiona a qualidade    e a pergunta que se faz é: será que sem
ambiental e a qualidade de vida das      um eixo estruturador este desenvol-
pessoas que habitam um determinado       vimento se dará de forma espontânea e
espaço.                                  predatória? Possivelmente sim.

                                         E no CENÁRIO DE IMPLANTAÇÃO DO
                                         EMPREENDIMENTO, será que caminha-
                                         remos em direção do Desenvolvimento
                                         Sustentável? Tudo está fadado para que
                                         assim seja. O projeto é consistente, se
                                         insere dentro de um planejamento
                                         regional e se adotadas as medidas
                                         mitigadoras      e      compensatórias
                                         propostas, não teria porque se verificar
Aplicando esta conceituação ao           um empobrecimento das comunidades,
CENÁRIO DE NÃO IMPLANTAÇÃO DO            nem um declínio na qualidade
ARCO e considerando que este             ambiental.
corresponde ao Cenário Tendencial, ou
                                         Agora, este Desenvolvimento Sustentá-
seja, à continuação do que se tem
                                         vel na AID do Arco Viário não depende
atualmente, vemos como a qualidade
                                         somente do empreendedor, mas
de vida das comunidades que habitam a
                                         também e principalmente, das prefei-
AID é precária, com péssimos acessos,
                                         turas municipais que devem priorizar a
sem água encanada, sem a propriedade
                                         atualização dos seus Planos Diretores e
da terra em muitos casos, trabalhando
                                         fazer efetivamente cumprir as diretrizes
de forma sazonal, sem voz nem poder
                                         de uso do solo que sejam definidas.
de decisão sobre o seu próprio futuro.


                         RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 87
MITIGAÇÃO,              COMPENSAÇÃO                    E    PROGRAMAS
AMBIENTAIS




MEDIDAS MITIGADORAS

Para cada um dos impactos incluídos na    Ministério do Trabalho, legislação
matriz de impacto do Estudo foi           ambiental referente a ruído, qualidade
definida ao menos uma medida              do ar, qualidade d’água, normas e
mitigadora. A maior parte delas é de      procedimentos recomendados pelo
caráter preventivo e referem-se às boas   DNIT dentre outras.
práticas de construção è à observância
                                          Foram feitas as recomendações de
de normas já estabelecidas na
                                          praxe de cuidados com os resíduos
construção civil como as NR do
                                          sólidos, com os efluentes, com a

                          RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 88
segurança, o reflorestamento de APPs      Outras     medidas    de     mitigação
inseridas dentro da Faixa de Domínio, o   recomendadas no estudo dizem
aproveitamento da mão de obra local,      respeito à complementação dos
dentre outras.                            estudos, como no caso da Elaboração
                                          do Plano de Ataque para a construção
A principal medida de mitigação do
                                          da ponte sobre o Rio Capibaribe, que
estudo diz respeito às alterações do
                                          deverá ser submetido a consideração da
traçado em pontos específicos que
                                          CPRH. Igualmente, quando chegado o
foram devidamente pontoados no EIA,
                                          momento de duplicar os trechos Oeste
e cuja observância reduzirá substan-
                                          e Norte, recomendou-se que seja
cialmente os sacrifícios ambientais em
                                          elaborado um novo estudo ambiental,
relação à supressão de vegetação e
                                          mas simplificado, que notadamente
conflitos com APPs principalmente.
                                          seria um PCA, onde poderiam ser
Da mesma forma, o estudo faz um apelo     confirmadas e/ou complementadas as
ao empreendedor para que estude a         medidas de mitigação, para adequá-las
possibilidade de ir além da obrigação     à nova condição ambiental que se terá
legal em pontos considerados como         dentro da faixa de domínio no
estratégicos, como no caso do             momento da duplicação.
remanejamento de população, onde se
recomendou relocar as pessoas em uma
nova moradia e não apenas indenizá-las.


COMPENSAÇÃO AMBIENTAL
Em atendimento à Legislação Ambiental em vigor, a compensação Ambiental no
Arco Viário da RMR terá duas componentes:

      Compensação Ambiental por supressão de vegetação nativa;

      Compensação Ambiental em Unidades de Conservação nos termos da Lei
      Estadual n°13.787 de 08 de junho de 2009 e conforme Resolução do
      CONSEMA 04 de 2010.

COMPENSAÇÃO AMBIENTAL POR S UPRESSÃ O DE VEGETA ÇÃO

Em      relação    à   COMPENSAÇÃO        área, ou seja, reflorestando uma área de
AMBIENTAL        por  supressão    de     71,48 hectares.
vegetação, foi recomendado que a
                                          Ao longo do Arco as alternativas de
supressão de 35,74 hectares de Mata
                                          áreas para compensação são inúmeras.
Atlântica seja compensada no dobro de

                          RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 89
No EIA, entretanto, foram registradas    poderiam ser priorizadas para este
algumas recomendações de áreas que       reflorestamento.

COMPENSAÇÃO AMBIENTAL EM UNIDADES DE CONSER VAÇÃO

A compensação ambiental em unidades      constante na Resolução do CONSEMA
de conservação é uma obrigação legal     04 de 2010, que por sua vez deve ser
de todo empreendimento que seja          aplicada em função dos resultados da
considerado como de Alto Impacto. A      análise de impacto.
compensação é realizada através de um
                                         O valor do GRAU DE IMPACTO obtido
pagamento em dinheiro para ser
                                         no estudo foi de 0,8917%, o qual deverá
aplicado em Unidades de Conservação.
                                         ser aplicado ao Valor Referencial para
O montante a ser pago é definido         fornecer o montante da compensação.
através da determinação de um            Salienta-se que o mesmo ainda deverá
percentual do custo da implantação do    ser aprovado pela CPRH, a quem
empreendimento (VALOR REFEREN-           compete à definição em última instância
CIAL). Este percentual (que durante      deste valor.
muito tempo foi de 0,5% do valor do
                                         A recomendação da equipe é que o
empreendimento) e que se denomina
                                         valor referencial seja aplicado na APA
GRAU DE IMPACTO, é determinado em
                                         ALDEIA – BEBERIBE, que será cortada
Pernambuco através da metodologia
                                         pelo Arco Viário.

PROGRAMAS AMBIENTAIS

                                         que consideram dentro de seu escopo o
                                         atendimento das medidas de mitigação
                                         previstas no EIA.

                                         A proposição de programas ambientais
                                         no EIA/RIMA do Arco, cujo conjunto
                                         conforma o denominado PLANO
                                         BÁSICO AMBIENTAL – PBA, incluiu os
                                         Programas exigidos pela CPRH no
                                         Termo de Referência, e os programas
                                         propostos pela equipe técnica baseados
Os PROGRAMAS AMBIENTAIS são em si
                                         nos resultados da análise. A listagem
mesmos medidas de mitigação de
                                         destes programas é apresentada no
caráter complexo que envolvem uma
                                         Quadro a seguir:
metodologia particular de trabalho, e


                         RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 90
Q U AD R O 1 3 – R E LA Ç Ã O D E P R O GR A M A S A M BI EN TA I S P R O P O S TO S P A R A A F A S E D E
I M P LA N TAÇ Ã O

N°            PROGRAMA                SUBPROGRAMAS PREVISTOS                         OBJETIVO
                                                                        Tem o objetivo de gerenciar todos os
     Gestão Ambiental na                                                demais    programas      ambientais,
 1                                                                      garantindo a consecução dos
     Implantação
                                                                        mesmos.
                                        Controle Ambiental das Obras;
                                        Prevenção, Controle e
                                        Monitoramento de Processos
                                        Erosivos;                       Prevê as ações de controle durante a
                                        Gerenciamento Integrado de      implantação, em termos de resíduos
                                        Resíduos Sólidos;               sólidos,      efluentes,      material
     Controle Ambiental na              Controle e Monitoramento de
 2                                                                      particulado, ruído, segurança e etc,
     Implantação                        Efluentes Líquidos;             visando a minimização dos impactos
                                        Controle e Monitoramento de     provenientes das obras civis.
                                        Qualidade do Ar;
                                        Controle e Monitoramento de
                                        Ruídos e Vibrações;
                                        Sinalização e Segurança.
                                                                        Prevê a implantação de ações de
                                        Educação Ambiental;             educação ambiental, comunicação e
                                        Comunicação Social;             divulgação do empreendimento e
 3   Gestão Social                      Cadastramento e                 formação de colaboradores locais,
                                        aproveitamento da mão de        objetivando garantir a integridade das
                                        obra local.                     pessoas      e      proteção        do
                                                                        empreendimento.
                                        Prospecção intensiva e
                                        resgate arqueológico;           Visa à prospecção intensiva na área
   Gestão do Patrimônio                 Educação Patrimonial;
                                                                        de implantação, antes da intervenção,
 4                                                                      o resgate de vestígios e acompanhar
   Arqueológico
                                        Acompanhamento
                                                                        as obras de terraplenagem.
                                        arqueológico das obras;
                                        Monitoramento das Águas
                                        Superficiais;
                                        Monitoramento das Águas         Objetiva   propor      métodos      de
     Monitoramento da Qualidade         Subterrâneas durante o          monitoramento da qualidade das
 5                                      período de implantação;         águas dos principais recursos hídricos
     das Águas na Implantação
                                        Monitoramento das Águas         cortados pelo Arco Viário.
                                        Subterrâneas durante o
                                        período de Operação.
                                        Controle Ambiental na
                                        Supressão;
                                        Salvamento e Transplante de     Tem por objetivo minimizar os
 6 Proteção da Flora Terrestre          Germoplasma Vegetal;
                                                                        impactos advindos do processo de
                                                                        supressão da vegetação.
                                        Afugentamento e Resgate de
                                        Fauna.
                                                                        Tem por finalidade recuperar as áreas
                                                                        afetadas pela degradação ambiental e
 7   Reflorestamento                                                    áreas com vegetação secundária,
                                                                        possibilitando a recuperação de
                                                                        habitats para a vida vegetal e animal.
                                                                        Prever a análise dos efeitos
                                                                        cumulativos do empreendimento
 8 Monitoramento da Flora                                               sobre a biodiversidade e tamanho das
                                                                        populações vegetais.
 9 Monitoramento da Fauna                                               Objetiva identificar os efeitos da


                                  RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 91
N°            PROGRAMA                 SUBPROGRAMAS PREVISTOS                       OBJETIVO
                                                                       implantação   da    rodovia   nas
                                                                       comunidades e populações da fauna
                                                                       local.
                                                                       Tem por objetivo a recomposição das
                                                                       áreas que forem alteradas pelas
      Recuperação de Áreas
10                                                                     obras, como empréstimos, bota-
      Degradadas - PRAD                                                foras, caminhos de serviço, dentre
                                                                       outros.
                                                                       Objetiva minimizar os impactos
                                                                       negativos nas comunidades que serão
      Remanejamento de
 11                                                                    afetadas pelo Arco Viário, garantindo
      População Afetada                                                o remanejamento da população
                                                                       afetada de uma forma digna e justa.
                                                                       Prevê alternativas de compensação
                                                                       da vegetação que será suprimida,
12 Compensação Ambiental                                               apontando as áreas de compensação
                                                                       e o cronograma de ações dentre
                                                                       outros aspectos.
                                                                       Tem por objetivo compatibilizar a
                                                                       proposta do Arco Viário com as
      Compatibilização Territorial
13                                                                     características e restrições da
      do Empreendimento                                                infraestrutura de solo existente e com
                                                                       o atual uso do solo na AID.
                                                                       Prevê ações que visem compatibilizar
   Ordenamento da Faixa de                                             os usos atuais e futuros do entorno
14
   Domínio                                                             da rodovia com o proposto para a
                                                                       faixa de domínio.
                                                                       Tem por objetivo fornecer diretrizes e
   Atendimento a Emergências                                           informações para a adoção de
15 Ambientais durante a                                                procedimentos estruturados para
   Construção                                                          serem desencadeados rapidamente
                                                                       em situações de emergência.




Q U AD R O 1 4 – R E LA Ç Ã O D E P R O GR A M A S A M BI EN TA I S P R O P O S TO S P A R A A F A S E D E
O P E R AÇ Ã O

N°        PROGRAMA                     SUBPROGRAMAS PREVISTOS                       OBJETIVO
1 Gestão Ambiental na                                                  Prevê ações de proteção ambiental
                                                                       durante a fase de operação da
   Operação                                                            rodovia.
                                                                       Tem por objetivo a definição de
                                                                       estratégias de comunicação social e
 2    Gestão Social                                                    educativas, visando mitigar o possível
                                                                       surgimento de conflitos sociais
                                                                       durante esta fase.
                                                                       Objetiva o planejamento e as ações
      Saúde e Segurança do                                             em saúde, higiene ocupacional,
 3                                                                     segurança do trabalho e proteção
      Trabalho
                                                                       ambiental.
                                                                       Tem por objetivo definir os critérios e
                                                                       ações para preservar a integridade
 4 Segurança da Rodovia
                                                                       dos motoristas que trafegam pelo
                                                                       Arco    Viário,    funcionários       e


                                     RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 92
N°          PROGRAMA             SUBPROGRAMAS PREVISTOS                       OBJETIVO
                                                                  comunidades vizinhas, bem como da
                                                                  preservação patrimonial.
                                   Monitoramento Climatológico;
                                   Monitoramento da Qualidade
                                   do Ar;
                                   Monitoramento das Águas
                                   Subterrâneas;
                                   Monitoramento das Águas
                                   Superficiais;                  Prevê ações de monitoramento
                                   Monitoramento de Ruídos;       ambiental durante a fase de operação
     Monitoramento Ambiental
5                                  Monitoramento de Pontos de
                                                                  da rodovia, visando identificar e
     na Operação                                                  mitigar possíveis impactos gerados
                                   Erosão;
                                                                  nesta etapa.
                                   Monitoramento Geotécnico;
                                   Monitoramento de Áreas de
                                   Reflorestamento;
                                   Monitoramento de Fauna;
                                   Monitoramento de Passagens
                                   de Transposição;
                                                                  Prevê ações de treinamento para
  Atendimento a Emergências
                                                                  atendimentos    à    emergências
6 Ambientais durante a                                            ambientais durante a fase de
  Operação                                                        operação.
                                                                  Tem por objetivo estabelecer ações
                                                                  que minimizem o risco de acidentes
     Transporte de Produtos                                       envolvendo produtos perigosos,
7                                                                 visando à proteção dos motoristas,
     Perigosos
                                                                  pedestres,      funcionários     e
                                                                  comunidades vizinhas.




                               RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 93
CONCLUSÕES DO ESTUDO




A equipe elaboradora do EIA, baseada na análise multidisciplinar de todos os
documentos que compõem o processo, considera:

      Que o Arco Viário em termos técnicos é uma obra de infraestrutura
      incontestável que beneficiará não só os municípios abrangidos na AII como a
      todo o estado de Pernambuco;

      Que o Arco Viário traz consigo maior segurança no trânsito, diminuição da
      acidentalidade na travessia urbana da BR-101, fomento do potencial
      econômico e cultural da região, fomento ao turismo, ao arranjo econômico e
      a cadeia produtiva, potencializando a integração entre municípios, o
      aumento do conforto e a diminuição do tempo de viagem, além de desafogar
      os acessos à RMR;

      Que o empreendimento, ao igual que o processo de licenciamento, vem
      atendendo as normas ambientais Federais, Estaduais e Municipais em vigor,
      não havendo sido detectado nenhum impedimento jurídico, técnico,
      ambiental, social, institucional intransponível que inviabilize a implantação do
      projeto;

      Que, se observadas as medidas mitigadoras, compensatórias, assim como os
      Planos Ambientais propostos, nos prazos certos e de maneira oportuna, os
      impactos ambientais que viessem a ocorrer teriam uma intensidade tolerável e
      compatível com as características do meio ambiente do entorno.




                           RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 94
Agentes Empreendedores




                                                                    CONSTRUÇÃO




                         Rua José de Alencar, n° 916, 5°andar
                         Empresarial Ilha do Leite, Ilha do Leite
                         CEP 50.070-030 * Tel. 55.81.32222802
                             Recife - Pernambuco - Brasil

EIA/Rima do Arco Viário

  • 1.
    Abreu Igarassu e lima Paudalho São Lourenço da Mata Moreno Jaboatão dos Guararapes Cabo de Santo Agostinho RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL - RIMA ARCO VIÁRIO DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
  • 2.
  • 3.
    RIMA RELATÓRIO DE IMPACTOAMBIENTAL - RIMA ARCO VIÁRIO DA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE
  • 4.
    SUMÁRIO CONTEXTO E JUSTIFICAT IVA DO EMPREENDIME NTO .......................... 06 CONCEPÇÃO E ALTERNATIVAS DO EMPREE NDIME NTO ...................... 10 CONFORMID ADE JUR Í DICA ......................................................................... 16 CARACTERIZAÇÃO DO EMPREE NDIME NTO ............................................. 17 DIAGNÓSTICO AMBIENT AL ............................................................................ 28 AVALIAÇÃO DE IM PACTO AMBIENT AL ....................................................... 72 MIT IGAÇÃO, COMPE NSAÇÃO E PROGRAMAS AMBIE NTAIS ............... 88 CONCL USÕES ..................................................................................................... 94 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 1
  • 5.
    Havia décadas quena RMR não se forma clara, objetiva e com linguagem viabilizava a abertura de um novo eixo acessível, todos os pormenores do rodoviário do porte e abrangência do empreendimento, de tal forma a denominado ARCO VIÁRIO DA REGIÃO democratizar as informações e permitir METROPOLITANA DO RECIFE. Um eixo a participação e opinião de todos os estruturador-integrador de 77,31 km de interessados. comprimento que se inicia na rotatória Maiores informações podem ser da BR-101 sul nas proximidades do consultadas no EIA, conformado por hospital Dom Helder Câmara, e percorre 1500 páginas distribuídas em três (3) de sul a norte terras dos municípios do volumes. Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, São Lourenço da A proposta deste empreendimento que Mata, Paudalho, Abreu e Lima e oficialmente se denomina como ARCO Igarassu, até entroncar na BR-101 norte VIÁRIO DA REGIÃO METROPOLITANA neste mesmo município, nas imediações DO RECIFE tem como base legal a Lei n° da fábrica de cervejas NOBEL. 11.079/2004, que institui as normas gerais para licitação e contratação de Por determinação da CPRH, tornou-se Parceria Público-Privada. necessário a elaboração de um ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL - EIA/RIMA - De forma concreta o Arco Viário está exigido para empreendimentos que sendo proposto em SISTEMA DE potencialmente possam comprometer a CONCESSÃO PÚBLICA, onde o poder qualidade do meio ambiente. concedente é o Governo do Estado de Pernambuco por meio do COMITÊ Uma parte desse estudo corresponde GESTOR DO PROGRAMA DE PARCERIAS ao denominado RELATÓRIO DE PÚBLICO-PRIVADAS – CGPE, e a IMPACTO AMBIENTAL–RIMA, um concessionária é um consórcio documento que visa apresentar de composto pelas empresas ODEBRECHT RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 2
  • 6.
    TRANSPORT PARTICIPAÇÕES S.A, avaliação do Nível de Serviço prestado à INVEPAR e QUEIROZ GALVÃO população sendo realizada pelo Poder CONSTRUÇÃO. Público, por meio de um verificador independente. A regulamentação da concessão cabe à Agência Nacional de Transportes O Estudo de Impacto Ambiental Terrestres (ANTT) em nível Federal e à EIA/RIMA foi elaborado pela empresa Agência de Regulação de Pernambuco – MORAES & ALBUQUERQUE, enquanto ARPE em nível Estadual. que o representante do Consórcio Responsável e que configura o A Concessão se estenderá por um Empreendedor do projeto, foi a período de 30 anos ao cabo do qual empresa ODEBRECHT TRANSPORT todas as benfeitorias passarão a ser de PARTICIPAÇÕES S.A. As informações responsabilidade do estado. Durante a dos responsáveis pelo estudo se operação a gestão será efetuada sob a apresentam a seguir: ótica do ente privado, porém, com Empreendedor Consultoria ODEBRECHT TRANSPORT PARTICIPAÇÕES S.A MORAES & ALBUQUERQUE ADVOGADOS E CONSULTORES HOLDINGS DE INSTITUIÇÕES NÃO CONSULTORIA ESPECIALIZADA NAS ÁREAS FINANCEIRAS JURÍDICA E AMBIENTAL 55 81 3464-3311 55 81 3222-2802 10.143.462/0001-11 05.942.843/0001-20 AV DAS NAÇÕES UNIDAS, Nº 4.777 – 5º ANDAR, RUA JOSÉ DE ALENCAR, Nº 916, ALA A, EDIFÍCIO VILLA-LOBOS, ALTO DE EMPRESARIAL ILHA DO LEITE, 5º ANDAR, ILHA PINHEIROS, SÃO PAULO – SP BRASIL DO LEITE, RECIFE – PE – BRASIL CEP: 05.477-000 CEP: 50.070-030 DANIELLA CYSNEIROS D’AROLLA PEDROSA UMBELINA DE CÁSSIA ALBUQUERQUE dcysneiros@odebrecht.com MORAES umbelina@moraesealbuquerque.adv.br O ESTUDO AMBIENTAL FOI ELABORADO NO PERÍODO ENTRE OUTUBRO DE 2011 E AGOSTO DE 2012 POR UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR COMPOSTA POR MAIS DE 30 TÉCNICOS E AUXILIARES OS QUAIS SE RELACIONAM NA SEQUÊNCIA: RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 3
  • 7.
    EQUIPE CHAVE UMBELINA DECÁSSIA ALBUQUERQUE MARIA ELIANE QUEIROGA LUIZ AUGUSTO DE OLIVEIRA MORAES BRYON MACHADO Coordenação Geral Coordenação Técnica Coordenação Logística Parecer Jurídico Planos Co-Localizados Administrador Advogada Arquiteta – Urbanista CRA/PE 7241 OAB/PE 17.675 CREA 6465-D CTF: 5.481.113 CTF: 2.848.121 CTF: 20.2495 HÉCTOR ÍVAN DÍAZ GONZÁLEZ GUSTAVO SOBRAL DA SILVA ANDRÉ FELIPE SALES Assessoria Geral Cartografia Meio Físico CTF: 225.089 Engenheiro de Pesca Recursos Hídricos Superficiais CREA 037.822-D/PE Engenheiro Químico CTF: 791.040 CRQ 01.303.986 CTF: 718.027 JOSÉ GEILSON ALVES DEMÉTRIO MARCÍLIO AUGUSTO DUQUE ARTUR GALILEU DE MIRANDA Meio Físico PACHECO COELHO Hidrogeologia Meio Físico Meio Biótico – Fauna Geólogo Geologia / Geomorfologia / Solos Avifauna CREA/PE 24.987 Geólogo Biólogo CTF: 350.810 CREA 14.132-D CRBio 2.774-5 CTF: 525.011 CTF: 42.263 DEOCLÉCIO DE QUEIROZ GUERRA MARCELO GOMES DE LIMA ALBÉRICO QUEIROZ FILHO Meio Biótico – Fauna SALGUEIRO DE SOUZA Meio Biótico – Fauna Herpetofauna Meio Biótico – Fauna Mamíferos Terrestres Biólogo Quirópteros Biólogo CRBio 46.086/05-D Biólogo CRBio 02.619-5 CTF: 490.933 CRBio 77.734/05-D CTF: 468.034 CTF: 2.122.675 SÉRGIO ALBUQUERQUE DE SOUSA ANTÔNIO TRAVASSOS DE JOÃO ALBERTO GOMINHO M. Meio Biótico MORAES JÚNIOR DE SÁ Biota Aquática Meio Biótico Meio Biótico – Flora Engenheiro de Pesca Biota Aquática Fitossociologia CREA 30.439-PE Biólogo Engenheiro Florestal CTF: 297.747 CRBio 11.980/05-D CREA 1.040-D/PI CTF: 547.107 CTF: 22.462 MARCONDES ALBUQUERQUE DE AUGUSTO CESAR DE MARLENE MARIA DA SILVA OLIVEIRA ALBUQUERQUE MORAES Meio Socioeconômico Meio Biótico – Flora Meio Socioeconômico Levantamento AII – Uso do Solo Florística Coordenação da Equipe Geógrafa Biólogo CTF: 4.409.109 CREA 5.979/81 CRBio 27.377/05-D CTF: 221.208 CTF: 245.968 MARIA ALICE DOMINGUES MAIA E MARCOS ANTÔNIO GOMES DE VELEDA CHRISTINA LUCENA SILVA MATTOS DE ALBUQUERQUE DE ALBUQUERQUE Meio Socioeconômico Arqueologia Arqueologia Levantamento AII – Uso do Solo Coordenação da Equipe Coordenação da Equipe Assistente Social Arqueólogo Arqueólogo CRESS 2.941 SAB 12 SAB 237 CTF: 1.997.477 CTF: 516.200 CTF: 516.194 RÚBIA NOGUEIRA DE ANDRADE MARIA ELEONÔRA DA GAMA GEORGE FÉLIX CABRAL DE Arqueologia GUERRA CURADO SOUZA Levantamento de Campo Arqueologia Arqueologia Arqueóloga Levantamento de Campo Levantamento de Campo SAB 537 Arqueóloga Historiador CTF: 2.115.655 SAB 283 ANPUH 16.683 CTF: 2.116.167 CTF: 2.052.655 RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 4
  • 8.
    EQUIPE AUXILIAR DECAMPO ALDIR VIEIRA SANTOS JÚNIOR DEIVIDE BENICIO SOARES SÉRGIO CATUNDA MARCELINO Auxiliar Graduado – Meio Biótico Geógrafo – Coordenador de Biota Aquática - Ictiofauna Biólogo – CRBio 59.730/05-D Levantamento Eng. De Pesca - CREA-PE 30.659-D de Campo nas Comunidades ALEXANDRE DE JESUS RODRIGUES MALTA Identidade: 6.066.870 – SDS/PE AURELIANO DE VILELA CALADO NETO Auxiliar Graduado – Meio Biótico Biota Aquática - Ictiofauna Biólogo – CRBio 59.448/05-D NATASHA PEDROSA PINHEIRO Eng. De Pesca - CREA-PE 13.537-D Auxiliar de Levantamento de Campo ELIZARDO BATISTA F. LISBOA nas Comunidades BRUNO DOURADO FERNANDES DA Auxiliar Graduado – Meio Biótico Identidade: 5.930.046 – SDS/PE COSTA Biólogo – Identidade: 7.336.025 – SDS/PE Biota Aquática – Macrófitas Aquáticas SILVIA CARLA GOMES DA SILVA Biólogo - CRBio 36.22 HERBERT LEONARDO N. PINHEIRO Auxiliar de Levantamento de Campo Auxiliar Graduado – Meio Biótico nas Comunidades MÁRIO FERREIRA DA SILVA Biólogo – Identidade: 5.185.760 – SSP/PE Identidade: 3.424.233 – SSP/PE Auxiliar Taxidermista – Meio Biótico Identidade: 743.332 – SSP/PE IGOR TADZIO ARAÚJO MATIAS JOSINALDO ALVES DA SILVA Auxiliar Graduado – Meio Biótico Flora Terrestre - Florística Biólogo – CRBio 77.910/05-D Biólogo – CRBio 77.332/05 RAFAEL SALES BANDEIRA Auxiliar Graduado – Meio Biótico Biólogo – CRBio 77.436/05-D X EQUIPE DE APOIO LOGÍSTICO JOSÉ FÉLIX DE LIRA JÚNIOR GILBERTO MANOEL DE BARROS JÚNIOR JOSENILSON JOSÉ DE MELO Topógrafo Motorista Segurança Identidade: 4.943.455 – SSP/PE Identidade: 5.202.016 – SSP/PE Identidade: 6.221.858-SSP/PE MANOEL FÉLIX DE BRITO JORGE JOSÉ ALEXANDRE F. SILVA Motorista Motorista Identidade: 1.363.324-SSP/PE Identidade: 3.134.197-SSP/PE RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 5
  • 9.
    CONTEXTO E JUSTIFICATIVADO EMPREENDIMENTO VIÁRIO COMO JUSTIFICAR UM EMPREENDIMENTO COMO O ARCO VIÁRIO ? Pelos estudos de tráfego? Pelos graves temporal, que embasa a proposição do problemas de mobilidade que enfrenta empreendimento, fica mais claro a RMR? Pela necessidade de interligação analisando os pontos a seguir. entre Polos de Desenvolvimento? Pela Na RMR o deslocamento entre a necessidade de desenvolver o Oeste região Norte e Sul é realizado, Metropolitano? Pela proximidade da principalmente, pela BR-101, Copa do Mundo de 2014? Pela obsoleta passando por caóticos trechos rede viária que se apresenta como um urbanos de vários municípios; empecilho para o crescimento da RMR? Essa rodovia, entre os km 50 e 79, Na proposta do Arco se incorporam um aproximadamente, detém um dos pouco de todos estes aspectos, pois a mais perigosos trechos viários do justificativa para implantação de país, que entre 2007 e 2011 causou a macroprojetos de infraestrutura parte morte de 490 pessoas e deixou mais da própria essência do interesse de 1500 feridos graves. público, entendido como um “bem Q U AD R O 01 – REGI STR OS DE geral” que favorece o coletivo e que se ACIDENTALIDADE NA B R - 10 1 / P E traduz em qualidade de vida e ANO N° DE N° DE FERIDOS N° DE benefícios para uma grande parcela da ACIDENTES GRAVES ÓBITOS comunidade. Isso é o Arco. Sua 2007 2.088 299 84 2008 2.281 324 102 proposição está plenamente justificada 2009 2.701 351 97 e longe de ser uma iniciativa 2010 3.237 348 126 “oportunista” da conjuntura favorável 2011 3.112 251 81 TOTAL 13.419 1.573 490 que existe atualmente em Pernambuco, Fonte: SRPRF/PE - BR 101 trecho km 0,0 ao km 213,2 pois a concepção embrionária do empreendimento data de há mais de 30 Além destas questões, tem ainda a anos, segundo documentos consultados deficiência das estradas, que em da FIDEM. Pernambuco é de 47,6% e no Brasil de 57,4%, em situação regular, ruim ou É claro que o projeto encontra hoje sua péssima. Contam, também, com viabilidade nessa efervescência de problemas com a sinalização, estado positivismo, onde o estado e, deficiente do pavimento e especialmente, a RMR, vivenciam uma predominância de pistas simples de situação de privilégio econômico. Esse mão dupla. Estudos técnicos estimam contexto de inserção regional e que o Brasil precise de R$ 63 bilhões RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 6
  • 10.
    para corrigir estasfalhas e de R$ 200 um elemento a mais dentro de uma bilhões para dotar o país de uma malha proposta regional de desenvolvimento viária de boa qualidade. Estas questões e mobilidade para a RMR. têm rebatimentos diretos nos bolsos F I GU R A 0 1 – A R TI C U LA ÇÃ O D O A R C O C OM dos cidadãos. Do ponto de vista O S P O LO S D E D E S E N V O LV IM E N TO E C OM econômico é calculado um acréscimo de O S P R I NC I P A I S AC E S SO S À R M R . 13% nos custos de fretes no transporte de cargas. Do ponto de vista socioeconômico, os gastos com acidentes e vítimas superam os investimentos federais em rodovias que nos últimos nove anos, foram de R$ 9,8 bilhões, 5% dos R$200 bilhões necessários para o país. Por outro lado, com o Arco consolida-se a criação de uma nova zona de desenvolvimento – o oeste metropolitano - na qual o Arco Viário Metropolitano se constitui em um eixo articulador que favorece expansões produtivas para Jaboatão dos Guararapes, Vitória de Santo Antão, Glória do Goitá e Moreno, estimulando novas e crescentes convergências de empresas para os Polos de desenvolvimento do Norte (Goiana), Sul (Suape) e Oeste (Vitória de Santo O Arco se insere na verdade em um Antão). contexto econômico e de Embora sua grande abrangência e a planejamento, onde uma série de estreita relação que existe entre Programas, Planos e Projetos (PPPs) transporte e desenvolvimento, deve-se estão sendo propostos por diversos deixar claro que o Arco Viário por si só atores, em conjunto. Espera-se que não promoverá o desenvolvimento da possam alicerçar o caminho para o tão RMR, nem solucionará os problemas da desejado desenvolvimento sustentável. mesma. Nesse sentido o Arco é apenas RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 7
  • 11.
    COMO SE INSEREO ARCO NESTE CONTEXTO DE PPPs ? Ao longo do estudo foi realizado um públicas (9%) e de algumas diretrizes levantamento exaustivo destes PPPs, perseguidas e reforçadas pelo tendo sido analisados 42 deles divididos planejamento nacional e estadual (19%) em sete categorias conforme exibido na com estímulo para infraestrutura viária. Figura 02. Os PPPs mostram que com a Encontra-se base, portanto, para o implantação do Arco Metropolitano pretendido desenvolvimento, será aberta uma nova conformação principalmente diante da realização da espacial para a região, possibilitando Copa 2014, consolidação de novo Polo uma reconfiguração da área, de Desenvolvimento em Goiana, sua principalmente no entorno do projeto articulação com o sul e o oeste proposto. O predomínio de PPPs metropolitano e a melhoria da voltados para infraestrutura e mobilidade, como aspectos importantes mobilidade (31%), comprova que o para a qualidade de vida e consolidação projeto é decorrente das políticas das políticas econômicas para a região. F I GU R A 2 . D I S TR IB U IÇ Ã O DE P LA N O S , P R O GR A M AS E P R O JE TO S E M A N D AM E N TO N A RM R P O R TIP O LO GI A DE Á R E A D E A TU A Ç ÃO . A conjuntura que se observa e na qual infraestrutura e na saúde pública. Com se insere o Arco Viário, deixa clara a efeito, o desenvolvimento neste setor é preocupação pelo investimento em um componente vital no estímulo ao infraestrutura como único caminho para crescimento econômico de um país, o desenvolvimento do estado e da pois melhora a produtividade de uma qualidade de vida da população que nação que consequentemente, torna as nele habita. empresas mais competitivas e dá novo impulso à economia da região. A O exemplo de países que conciliaram o infraestrutura por si só não apenas sucesso econômico com a qualidade de melhora a eficiência na produção, no vida da sua população mostra que a transporte e nas comunicações, como força de uma Nação está na RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 8
  • 12.
    também ajuda afornecer incentivos É isso o que se espera que aconteça econômicos aos participantes dos com o Arco Viário, e deste ponto de setores público e privado. Além de dar vista a proposição do empreendimento acessibilidade à região para moldar as é mais do que justificável, é altamente decisões de investimentos de empresas necessária. nacionais e se tornarem mais atraente para investidores estrangeiros. F O TO 1 - I M P L A N T A Ç Ã O DA RODOVIA E XPRE SS W AY NO CA BO DE SANTO A GO STINHO: PERNA MBUC O NO CA MINHO DA RECUPERA ÇÃ O DO TE MPO PERDIDO N A M ODERNIZAÇ ÃO D A S UA IN FRAE STRU TUR A. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 9
  • 13.
    CONCEPÇÃO E ALTERNATIVASDO EMPREENDIMENTO O QUE VEM A SER O ARCO VIÁRIO DA RMR ? QUAL A SUA CARACTERIZAÇÃO ? O ARCO VIÁRIO DA RMR corresponde a Pontes sobre os rios Gurjaú, uma ligação viária expressa de 77,31km Jaboatão, Capibaribe, Tapacurá, tangenciando o limite oeste da RMR e, Goitá e sobre riachos menores; interligando a BR-101 sul no município Travessias elevadas sobre linhas do Cabo de Santo Agostinho com a BR- férreas, passagens inferiores de 101 norte no município de Igarassu. transposição, adutora de Tapacurá, gasodutos, e outras obras especiais As obras inclusas no pedido de descritas no projeto de engenharia; licenciamento abrangem: Áreas de empréstimos e bota foras O trecho rodoviário completo de relacionadas no projeto de 77,31km pavimentado em concreto engenharia; asfáltico e faixa dupla na sua Canteiro (s) de Obra(s). concepção integral; Interseções elevadas sobre as Para efeitos de planejamento rodovias BR-101 sul, BR-232, BR-408, construtivo, o Arco Viário foi PE-005, PE-27 e BR-101 norte; segmentado em três (3) trechos: RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 10
  • 14.
    Trecho Sul -km 0+000 (incluso (exceto interseção da BR-408) – interseção BR-101 sul) ao km 24+280 Comprimento de 20,2km; (incluso a interseção da BR-232) – Trecho Norte - km 44+480 (incluso Comprimento de 24,28km; interseção da BR-408) ao km 77+315 Trecho Oeste - km 24+280 (exceto (incluso interseção BR-101 norte) – interseção da BR-232) ao km 44+480; Comprimento de 32,835km. F I GU R A 0 3 – LO C A LIZ AÇ Ã O D O A R C O V I Á R IO E M R E LA Ç ÃO À R M R E D I V IS Ã O PO R TR E C H OS RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 11
  • 15.
    COMO SE CHEGOUA ESSA PROPOSTA? QUAIS FORAM OS CRITÉRIOS NORTEADORES? SERÁ QUE É O TRAÇADO MAIS ADEQUADO? Esse tipo de questionamentos são algum tipo de conflito ambiental com estudados em um capítulo específico as múltiplas restrições presentes no do EIA que se denomina ALTERNATIVAS território. Estas restrições incluem LOCACIONAIS, no qual, em um Áreas de Preservação Permanente exercício comparativo, são analisadas (APPs), áreas florestadas, perímetros diversas alternativas de traçado para o de unidades de conservação, empreendimento. assentamentos rurais, patrimônio cultural, corpos de água, reservatórios No caso do Arco Viário, pela sua de abastecimento d’água, áreas de extensão, abrangência e pelo fato de topografia desfavorável, áreas cortar uma área com notáveis atributos rochosas e áreas de difícil negociação ambientais, qualquer alternativa que dentre outros fatores ilustrados na venha a ser proposta sempre terá Figura 04. F I GU R A 0 4 – E S QU E MA D A S P R I NC I PA I S R E S TR I Ç Õ E S A M BI E N TA IS A S E R E M CO N TO R N AD A S N A D E FI N IÇ Ã O D A A LTE R N ATI V A LO C A CI O NA L Com base nessas restrições comuns para qualquer alternativa de posicionamento do Arco foram estudadas três (3) alternativas locacionais descritas a seguir: RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 12
  • 16.
    ALTERNATIVA 01 Alternativa inicialmenteproposta pelo Governo do Estado. Com extensão de 98 km aproximadamente, partia do sistema viário interno do Porto de Suape e finalizava na Ilha de Itamaracá após cortar terras de dez (10) municípios da RMR. ALTERNATIVA 02 Configura a alternativa do projeto. Esta alternativa de 77,31 km surge como proposta do consórcio empreendedor com o objetivo de minimizar os conflitos ambientas, minimizar custos e viabilizar a implantação. A alternativa inicia no entroncamento da BR-101 sul no hospital Dom Helder Câmara e finaliza na BR-101 norte, ao norte da Fábrica de Cervejas Nobel, cortando terras de sete (07) municípios. ALTERNATIVA 03 Configura a alternativa da equipe técnica do EIA, concebida no intuito de tentar desviar o traçado do Arco de dentro do perímetro da APA Aldeia-Beberibe, a qual é interceptada nas duas alternativas anteriores. O desvio do traçado contornando a mata do CIMNC pelo lado leste e passando próximo da cidade de Araçoiaba, aumentou o comprimento do arco para aproximadamente 98km, afastando-o excessivamente da BR-101 norte no último trecho. No percurso desta alternativa são incorporados oito (08) municípios. A comparação das três alternativas pode ser apreciada no Quadro a seguir: Q U AD R O 2 – C OM P A R AÇ ÃO D E A LTE R N A TI V A S LOCA C I ON A I S ALTERNATIVA ALTERNATIVA ALTERNATIVA ASPECTOS 1 2 3 Comprimento 98+853 km 77+315 km 98+259 10 07 08 Ipojuca, Cabo de Santo Cabo de Santo Agostinho, Cabo de Santo Agostinho, Agostinho, Jaboatão dos Jaboatão dos Guararapes, Jaboatão dos Guararapes, N° de municípios Guararapes, Moreno, São Moreno, São Lourenço da Moreno, São Lourenço da interligados Lourenço da Mata, Paudalho, Mata, Paudalho, Abreu e Mata, Paudalho, Abreu e Abreu e Lima, Igarassu, Lima, Igarassu. Lima, Araçoiaba, Igarassu. Itapissuma, Itamaracá. Custo Estimado R$ 1,54 x 106 R$ 1,21 x 106 m³ 1,53 x 106 m³ Previsão de Escavação 9,77 x 106 m³ 8,01 x 106 m³ 9,72 x 106 m³ Na Avenida Portuária do Na rotatória da BR-101 do Na Express Way Entroncamento no ponto Porto de SUAPE Hospital Dom Helder de início Câmara 3 1 0 N° de Áreas de Preservação Parque Natural Estadual de APA Aldeia - Beberibe interceptadas SUAPE, APA Aldeia Beberibe, APA de Santa Cruz. Possibilita o desvio do Menor custo de Evita a travessia pela mata Principal benefício da tráfego da totalidade da implantação para igual de Aldeia, contornando alternativa travessia urbana da BR- funcionalidade. Otimiza a pelo lado norte no 101, incluindo o Cabo. interação com o sistema município de Araçoiaba. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 13
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    ALTERNATIVA ALTERNATIVA ALTERNATIVA ASPECTOS 1 2 3 viário existente e minimiza sensivelmente os conflitos ambientais em relação à alternativa 1 Aumenta em 20km o Suprime vegetação na O aumento de 20km e o percurso sem ganhar em borda da mata de Aldeia, afastamento excessivo da Principal Ponto Negativo funcionalidade, quando mas sem contribuir com BR-101 no Trecho Norte, da Alternativa comparada com a sua fragmentação. comprometem a Alternativa 2. atratividade do empreendimento. A análise efetuada concluiu que a considerada como a ALTERNATIVA 4, Alternativa de Projeto é viável que constitui a recomendação do ambientalmente, porém, requer estudo. Salientou-se, entretanto, que refinamentos para minimizar e/ou estas alterações foram propostas eliminar conflitos ambientais que unicamente com o olhar ambiental, podem ser resolvidos com o devendo ainda ser avaliadas de forma deslocamento do eixo para direita ou integral com a dimensão técnica- para esquerda dentro do mesmo financeira. As justificativas da escolha corredor proposto. A Alternativa 02 desta Alternativa são apresentadas a com as alterações propostas, foi seguir: i. A alternativa de projeto é coerente com o preceito de desviar parte do tráfego da BR-101 para áreas não urbanas, favorecendo a mobilidade e a segurança de quem trafega pela referida BR; ii. A alternativa manteve a sua função integradora entre os Polos de Desenvolvimento de Suape, Goiana e Vitória de Santo Antão, aproveitando a infraestrutura que está sendo implantada, notadamente a Via expressa de Suape; iii. A alternativa cumpre sua função de articulação e distribuição de tráfego nas principais rodovias de acesso à RMR, pois intercomunica a BR-101 sul, a PE-060, a BR-232, a BR-408 e a BR-101; iv. A alternativa reduziu em mais de 20 km a proposta inicial sem sacrificar funcionalidade, o que se traduz também em uma menor movimentação de terra, menor desapropriação, menores comunidades afetadas e menores impactos de uma forma geral; v. A alternativa eliminou as interferências na Unidade de Conservação de Bita e Utinga, na APA de Santa Cruz e otimizou a passagem pelas áreas protegidas; vi. A alternativa permite que sejam feitos ajustes de traçado na etapa de projeto executivo, sem alterar a concepção que foi estudada no EIA. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 14
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    F I GUR A 0 5 – A LTE R N A TI V A S LOC A CI O NA I S E S TUD AD A S RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 15
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    CONFORMIDADE JURÍDICA QUAIS FORAMAS PRINCIPAIS CONDICIONANTES LEGAIS ANALISADAS ? A análise jurídica observou o conjunto nas Áreas de Preservação Perma- de normas legais nos âmbitos federal, nente, Áreas de Proteção de estadual e municipal relativas ao Direito Mananciais e Área de Proteção Ambiental e ficou definido que: Ambiental – APA Aldeia Beberibe, porque está caracterizada a utilidade A CPRH é o órgão competente para pública do empreendimento promover o licenciamento do proposto e a inexistência de empreendimento estudado. alternativa técnica e locacional. A Audiência Pública, sendo requerida Deve ser respeitada a faixa non por sociedade civil, Ministério aedificandi, vale dizer, recuo de 15 Público ou CPRH, deverá acontecer, metros. garantindo-se os princípios da Em se tratando de controle da informação, da publicidade e da poluição, devem ser obedecidos os garantia de participação popular. padrões de qualidade da água, do Pelas normas de Zoneamento solo e do ar. Ambiental das áreas afetadas pelo O empreendimento se apresenta empreendimento Arco Viário se viável do ponto de vista jurídico, verifica que o projeto é compatível inexistindo, por isso, impedimento com o modelo de desenvolvimento para sua instalação, ressaltando-se, estabelecido na região, sendo um entretanto, que devem ser importante meio de integração entre cumpridas as normas elencadas ao as rodovias BR-101, BR-232, BR-408 e longo do estudo, como também PE-060, ligando a BR-101 sul, no Cabo adotadas as medidas de controle, de de Santo Agostinho à sua parte mitigação e compensação, a serem Norte, em Igarassu. estabelecidas, em todas as fases do O empreendimento é uma rodovia licenciamento ambiental, bem como estadual a ser desenvolvida pelo o desenvolvimento tempestivo dos regime de Parceria Público Privada, planos ambientais propostos, se enquadrando como de utilidade observando-se os princípios da pública. prevenção dos danos ambientais, da É permitida, excepcionalmente, a função socioeconômica e ambiental supressão do bioma Mata Atlântica no uso do direito de propriedade. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 16
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    CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO CARACTERISTICASTÉCNICAS DA RODOVIA O ARCO VIÁRIO DA RMR foi concebido governo determina dotar a região de dentro do mais elevado padrão de uma infraestrutura do mais alto padrão rodovias manejadas pelo DNIT, técnico, apostando no notadamente a denominada Classe 0. desenvolvimento futuro, Conforme consta nos próprios manuais independentemente dos estudos deste órgão, a opção pela implantação preditivos de tráfego apontarem a de uma rodovia da Classe 0 obedece a necessidade de implantação imediata uma decisão administrativa, na qual o de uma obra deste porte. A Rodovia Classe 0 concebida para o Arco atende aos seguintes critérios: Rodovia do mais elevado padrão técnico, com pista dupla no Trecho Sul e, duplicação prevista para os Trechos Oeste e Norte, tão logo o tráfego atinja a demanda necessária, tendo sido mantido os mesmos padrões de CLASSE 0 nesses trechos; Rodovia com bloqueio total para pedestres e animais; RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 17
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    Possui todas asinterseções em desnível mantendo a velocidade no trânsito de longo alcance – BR-101 NORTE e BR-101 SUL. A composição do tráfego previsto (Caminhões) terá maior segurança e menor consumo de combustíveis (menores rampas e maiores raios); Conservou o mesmo padrão técnico das rodovias nas quais realiza entroncamento, notadamente a Express Way e a TDR Norte do Complexo Industrial e Portuário de SUAPE, as quais são rodovias Classe 0. Q U AD R O 3 – P R I NC I PA I S C A R AC TE R Í S TI CA S TÉ C N ICA S D O P RO JE TO D O A R CO V I Á RI O PARÂMETRO CARACTERÍSTICA Comprimento total 77,31 km Principais interseções com a malha BR-101 sul, Express Way (Suape), BR-232, BR-408, PE- viária existente 005, PE-027, BR-101 Norte N° de Pedágios previstos Um (01) no Trecho Sul. inicialmente 27,60m = pista dupla, com 2 faixas de 3,60 m, Seção transversal acostamento externo de 3,0 m e refúgio interno de 0,60 m, em cada faixa e canteiro central de 6m. Semirrígido invertido para a pista principal – Flexível Pavimentação para retornos operacionais e rígido para praças de pedágio Faixa de domínio 100m Velocidade Diretriz 110 km/hr na pista principal e 40 km/hr nos ramos Entre 40m para velocidade de 40 km/hr – 501m para Raios mínimos adotados velocidade diretriz de 110km/hr 6% para velocidade de 40 km/hr e 8% para velocidade Superelevação máxima (%) diretriz de 110km/hr Entre 8% para velocidade de 40 km/hr e 4% para Rampa máxima adotada (%) velocidade diretriz de 110km/hr Rodovia = 5,5m – Ferrovia eletrificada = 7,50m – Linha Gabarito Vertical (m) de transmissão = 8m Posicionamento de retornos A cada 7km de rodovia Posicionamento de passagens de A cada 4,5 km transposição Aterro inclinação – 1,5(h):1,0 (v) Corte inclinação – 1,0(h): 1,0(v) Geometria de terraplenagem Altura das banquetas – 8m Largura – 3m. Critérios de Drenagem 10 anos = Drenagem Superficial Período de recorrência (T) adotado 100 anos = Bueiros e canalizações de Talvegues em RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 18
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    PARÂMETRO CARACTERÍSTICA área urbana ou expansão 25 anos = Bueiros e canalizações de Talvegues em área rural 25 anos = Bueiros existentes 25 anos = Bueiros em talvegues secos Tratamento com revestimento vegetal com hidro- semeadura e/ou manta biodegradável; Obras de estabilidade previstas Para os trechos sul e oeste no caso de taludes em nos cortes rocha e matacões, serão utilizados Chumbadores e concreto projetado e/ou Chumbadores isolados; Muros de terra armada. Obras de estabilidade previstas nas Remoção e substituição do solo inconsistente; áreas baixas de solos Implantação de drenos de talvegue. inconsistentes Paisagismo nas áreas de Visibilidade Desimpedida; Critérios paisagísticos Paisagismo como barreira antiofuscante; Paisagismo nas interseções previstas no Arco; Utilização de conjunto de espécies vegetais com tonalidade marcante da seguinte forma: Critérios paisagísticos nas Interseção BR 232: Cor roxa; principais interseções Interseção BR 408: Cor rosa; Interseção PE-27: Cor branca; Interseção BR 101 norte: Cor vermelha. Todos os imóveis e benfeitorias localizados dentro da faixa de domínio de 100m serão retirados. Critérios de Desapropriação A Faixa de 100m a ser desapropriada terá o seu acesso limitado por cerca de doze fios de arame farpado. F I GU R A 6 – S E Ç ÃO TR A N S V E R S A L TÍ PI C A D O A RC O V I Á R I O C OM C A N TE I RO D E 6 M RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 19
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    F I GUR A 7 – S E Ç ÃO TR A N S V E R S A L TÍ PI C A C OM B A R RE I R A N E W JE R S E Y COMO SERÁ A FASE DE IMPLANTAÇÃO DO ARCO VIÁRIO ? EM QUANTO TEMPO FICARÁ TEMPO FICARÁ PRONTO ? Pela sua extensão e porte, o Arco Viário será implantado em duas etapas: 1° ETAPA Considera a implantação integral do TRECHO SUL em PISTA DUPLA e a implantação dos TRECHOS OESTE E NORTE em pista simples. Esta primeira etapa deverá ter uma duração de 36 meses e começará assim como seja deferida a licença de Instalação por parte da CPRH. 2° ETAPA Considera a duplicação dos trechos OESTE e NORTE. O início desta etapa se dará quando as demandas de tráfego justifiquem a duplicação destes trechos. Salienta-se que eventualmente esta etapa poderá ser dividida em duas fases, pois pode acontecer que as demandas de tráfego sejam diferentes nos trechos Oeste e Norte. Estima-se que para esta primeira etapa se tenha uma demanda de MÃO DE OBRA de aproximadamente 2.145 empregos diretos. Dentro das recomendações do EIA/RIMA, está o aproveitamento da mão de obra das comunidades inseridas dentro da AID do empreendimento. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 20
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    F I GUR A 8 – H I S TO GR AM A D E M Ã O D E O B R A A O LO N GO D A P R IM E I R A E TA P A D E I M P LA N TAÇ Ã O Esta mão de obra estará alocada a três (3) CANTEIROS DE OBRA PRINCIPAIS que serão implantados em cada um dos trechos, dotados de água, e com manejo rigoroso de esgoto sanitário e águas oleosas. O posicionamento dos canteiros de obra será definido quando da elaboração do Projeto Executivo do Empreendimento. O dimensionamento dos mesmos obedecerá à legislação ambiental em vigor, notadamente a NR-18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DO TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO (Ministério do Trabalho) e à NB-1367 (NBR 12284) - ÁREAS DE VIVÊNCIA EM CANTEIROS DE OBRAS (ABNT). Em relação à MOVIMENTAÇÃO DE TERRA nesta fase de implantação da Primeira ETAPA, é fácil entender que esta será expressiva, pois o Arco discorre por uma região de topografia muito colinosa, onde o “nivelamento” da estrada requer processos de corte e aterro. Q U AD R O 4 – B A LA N ÇO D E M O VI M EN TA Ç Ã O D E TE R R A N A P R IM E I R A E TA PA D E I M P LA N TAÇ Ã O D O A RC O V I Á RI O . TRECHO EXTENSÃO CORTE TOTAL CORTE CORTE 3a ATERRO SALDO APÓS (m) (m³) 1a/ 2a (m³) (m³) COMPENSAÇÕES (m³) SUL 24.280 3.257.139,00 2.262.551,00 994.588,00 4.286.086,00 Buscar em Jazida volume OESTE 20.200 2.191.958,00 1.595575,00 596.383,00 2.054.995,00 (m³) 934.884,00 NORTE 32.835 1.685.493,00 1.368.686,00 316.806,00 1.713.652,00 (Mat. 1ª/2ª) TOTAL 77.315 7.134.589,00 5.226.812,00 1.907.777 8.054.733,00 Do QUADRO 04 acima podem ser destacados vários aspectos relevantes para a análise de impactos: RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 21
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    Será requerida aexploração de 935.000 m³ de material em jazidas e áreas de empréstimo. Uma das recomendações do EIA foi a procura deste volume dentro da própria faixa de domínio da rodovia, adiantando alguns dos cortes previstos para a segunda Etapa do empreendimento. Será requerido destinar em bota-fora um volume de material de aproximadamente 1.791.047 m³ proveniente da limpeza das áreas, da retirada de materiais inconsistentes das áreas baixas e excedentes de material rochoso. Os locais de bota-fora incialmente apontados aproveitam as interseções previstas assim: Entroncamento na BR-101-sul; Estaca 8+000 entre gasoduto e o Arroio Salgadinho; Entroncamento na BR-232; Estaca 28+040. 3km ao leste; Entroncamento BR-408 e PE-005; Entroncamento BR-101-norte. Será requerido o desmonte de aproximadamente 2.000.000 de m³ de material de 3° categoria, que corresponde a material rochoso, e para o qual será requerido o uso intensivo de explosivos. E A ETAPA DE OPERAÇÃO ? HAVERÁ COBRANÇA PARA OS USUÁRIOS ? Conforme já dito, o Arco Viário operará em regime de Concessão. Neste modelo de gestão, os custos de implantação e operação são pagos em parceria, uma parte com recursos públicos (Poder concedente) e outra parte com recursos do empreendedor privado (Concessionária). Este modelo de gestão vem sendo implantado com sucesso no Brasil para modernização da rede rodoviária com bastante sucesso. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 22
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    O diferencial entreuma rodovia operada em regime de concessão e uma rodovia operada pelo poder público está na qualidade da infraestrutura implantada e os serviços prestados aos usuários. Nesse sentido, o Quadro a seguir sintetiza as principais características da Fase de Operação do Arco Viário. Q U AD R O 5 – P R I NC IP A I S C A RA C TE R Í S TIC A S D A F A S E D E O P E R AÇ Ã O DO A R CO V I Á R IO DÚVIDA RESPOSTA Pelo CENTRO DE CONTROLE OPERACIONAL – CCO a rodovia será monitorada e vigiada permanentemente nos seus três (3) trechos. Deste local será coordenado o Como será gerenciado o Arco sistema de atendimento aos usuários, atendimento de Viário na operação ? emergências, inspeção de tráfego, e a interação com autoridade policial, Corpo de Bombeiros, Órgãos Ambientais, quando for o caso. Controle Operacional da rodovia; Sistema de Pedagiamento; Quais são as atividades de controle Sistema de Pesagem; que serão gerenciadas pelo CCO? Serviços de Atendimento aos Usuários; Veículos e Equipamentos. Serviço de Inspeção de Tráfego; Serviço de Primeiros Socorros; Quais serão os serviços prestados Serviço de Guincho; aos usuários? Serviço de Atendimento a Incidentes. Serviços de comunicação Sistema de Painéis de Mensagens Variáveis Móveis; Sistema de Controle de Velocidade; Que ferramentas tecnológicas Sistema de Câmeras de Televisão – CFTV nas áreas de terão no CCO para efetuar estes pedágio; controles? Sistema de Monitoração (contadores) de Tráfego; Sistema de Radiocomunicação. Veículos para inspeção de tráfego; Que equipamentos estarão a Ambulância para primeiros socorros; disposição da concessionária para Caminhão com Guincho leve; atendimento dos serviços aos Caminhão com Guincho pesado; usuários? Caminhão pipa; Caminhão multifuncional. Prevê-se a contratação progressiva de 210 pessoas, distribuídas em aproximadamente 53 especialidades. Quantas pessoas trabalharão na Adicionalmente serão gerados empregos indiretos com operação do Arco Viário ? subcontratos de vigilância armada 24 horas, manutenção, sinalização, recolhimento de resíduos sólidos dentre outros. A depender da função, operara-se em 03 turnos de trabalho de 8 horas cada, para as áreas operacionais e Qual será o regime de trabalho ? regime administrativo com um turno de 8 horas para as demais áreas. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 23
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    DÚVIDA RESPOSTA Inicialmente está previsto um único pedágio no Trecho Sul. Quantos pedágios serão Os trechos Oeste e Norte não serão pedagiados instalados? inicialmente. Os trechos que não são Sim. Nestes trechos a concessionária prestará serviço ao pedagiados terão serviço ao usuário e serviços de manutenção iguais aos executados usuário? no Trecho Sul. Qual será a política tarifária deste Ainda não estão definidos os valores. pedágio? O controle de cargas máximas no Arco será realizado através da pesagem de caminhões e carretas em plataformas construídas dentro de uma concepção que Como será o sistema de pesagem permita a pesagem e o estacionamento de pelo menos 04 no Arco? (quatro) carretas e área para manobra no caso de transbordo de cargas excedentes. O sistema de pesagem propriamente dito será móvel Sim. O edital da concessão exige que o empreendedor implante: Um Programa de Gestão Ambiental – PGA Há algum tipo de exigência Um Programa de Gestão Social – PGS Um Programa de Saúde e Segurança do Trabalho socioambiental para a Um Programa de Segurança da Rodovia concessionária? Adicionalmente, em determinadas condições de faturamento, uma parcela do valor arrecadado deverá ser destinado para um fundo socioambiental. QUAL SERÁ O TRÁFEGO NO ARCO VIÁRIO ? COMO ESTIMAR ESTE TRÁFEGO SE A RODOVIA AINDA NÃO EXISTE ? aferimento da velocidade de deslocamento, tempo de deslocamento, características das vias dentre outras) e que futuramente serão intersectadas pelo Arco Viário. A premissa principal da modelagem As estimativas de tráfego para o novo considera que uma parcela dos veículos Arco Viário foram realizadas através da que hoje circula pela área de influência aplicação de um modelo matemático do Empreendimento, optará pelo Arco complexo, alimentado por diversas Viário no momento em que ele estiver variáveis coletadas nas principais vias de funcionando. acesso à RMR (pesquisas de origem e Mas o modelo é muito sensível, os destino, contagem de veículos, resultados mudam se se considera RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 24
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    pagamento ou nãode pedágio, muda poderá diferir significativamente para também na medida em que o Arco se mais ou para menos. afasta da BR-101 (o empreendimento O Quadro 06 a seguir fornece os valores perde atratividade), em função do custo de tráfego finalmente adotados no do pedágio, e em função da alteração estudo para embasar os projetos de de qualquer uma das variáveis pavimento e viabilidade econômica introduzidas. dentre outros. Adicionalmente a isto, o modelo calcula De uma forma generalista, a Engenharia o tráfego DESVIADO das vias periféricas, de Tráfego sinaliza que quando se e não o tráfego INDUZIDO, ou seja, o atinge uma demanda diária de tráfego gerado em decorrência da aproximadamente 10.000 veículos/dia própria implantação do Arco. Trata-se, em uma rodovia, esta requer uma por exemplo, da instalação de novos duplicação. No quadro 6, entretanto, empreendimentos na região de observa-se que após 30 anos de influência direta do ARCO, como operação, os Trechos Oeste e Norte indústrias, galpões, centros de logística, terão um Tráfego Médio Diário de 5.031 complexos comerciais, assim como de e 202 veículos respectivamente, o que utilização residencial. significa que a ocorrência da 2° ETAPA Em outras palavras o modelo fornece de implantação que corresponde à uma ideia do que poderá acontecer no duplicação destes trechos, está sem futuro, e entende-se que os resultados previsão, salvo, que venha no futuro por obtidos representam um cenário decisão administrativa, ou que o volume possível, mas não necessariamente a de tráfego verificado difira realidade que se verificará com a significativamente dos resultados do implantação do Arco Viário, o qual modelo. Q U AD R O 6 – E S TIM A TI VA S D E TR Á F E GO M ÉD I O D I ÁR I O N O A RC O TRECHO ANO 1 ANO 10 ANO 20 ANO 30 Trecho 1 (Sul) 7.085 11.274 15.794 21.611 Trecho 2 (Oeste) 1.755 2.696 3.725 5.031 Trecho 3 (Norte) 76 112 152 202 TOTAL NO ARCO 8.916 14.082 19.671 26.844 (*) Valores de tráfego incluem todas as tipologias de veículos RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 25
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    PRINCIPAIS INTERSEÇÕES AOLONGO DO TRAÇADO O Arco Viário intersectará uma série de cursos de água, pontos notáveis e infraestrutura existente ao longo do percurso de 77,31 km, conforme lista apresentada no Quadro 7 e Figura 9 adiante. Q U AD R O 7 – P R I NC I PA I S PO N TO S N O TÁ VE I S E I N TER S E Ç Õ E S AO LO N GO D O A RC O VI Á R I O N° Descrição Estaca UTM (SAD 69) Município 1 Rotatória 0 278965, 9087517 Cabo de Santo Agostinho 2 Passagem de transposição 7+523 275826, 9093762 Jaboatão dos Guararapes 3 Retorno Operacional 7+534 275817, 9093774 Jaboatão dos Guararapes 4 Cruzamento Gasoduto 8+010 275569, 9094144 Jaboatão dos Guararapes 5 Passagem de transposição 10+076 273619, 9094480 Jaboatão dos Guararapes 6 Praça de Pedágio 10+500 273166, 9094473 Jaboatão dos Guararapes 7 Passagem de transposição 12+274 271485, 9094859 Jaboatão dos Guararapes 8 Passagem de transposição 14+964 268885, 9095184 Moreno 9 Cruzamento LT 500KV 15+720 268264,9095528 Moreno 10 Passagem de transposição 18+310 266427, 9097376 Moreno 11 Retorno Operacional 18+312 266428, 9097383 Moreno 12 Passagem de transposição 22+600 265554, 9101453 Moreno 13 Ponte sobre Rio Jaboatão 23+100 265416, 9101954. Moreno 14 Viaduto sobre BR 232 23+800 265070, 9102592 Moreno 15 Passagem de transposição 24+656 264552, 9103221 Moreno 16 Retorno Operacional 31+337 264915, 9107807 São Lourenço da Mata 17 Passagem de transposição 31+340 264920, 9107809 São Lourenço da Mata 18 Passagem de transposição 37+036 267660, 9112087 São Lourenço da Mata 19 Retorno Operacional 39+500 267493, 9114323 São Lourenço da Mata 20 Cruzamento Adutora de Tapacurá 40+135 267727, 9114914 São Lourenço da Mata 21 Ponte sobre Rio Tapacurá 40+319 267819, 9115138 São Lourenço da Mata 22 Ponte sobre Rio Goitá 43+800 268426, 9118409 Paudalho 23 Viaduto sobre BR 408 44+964 269270, 9119172 Paudalho 24 Viaduto sobre PE - 005 45+243 269527, 9119273 Paudalho 25 Ponte sobre Rio Capibaribe 52+000 269257, 9124836 Paudalho 26 Viaduto sobre PE- 027 54+500 270868, 9126471 Abreu e Lima 27 Passagem de transposição 54+800 271146, 9126370 Abreu e Lima 28 Passagem de transposição 56+200 272488, 9126366 Abreu e Lima 29 Retorno Operacional 59+537 275478, 9127536 Abreu e Lima 30 Cruzamento LT 230KV 61+720 276872, 9129180 Igarassu 31 Cruzamento LT 230KV 71+750 283113, 9136238 Igarassu 32 Retorno Operacional 72+467 283716, 9136656 Igarassu 33 Viaduto sobre BR-101 Norte 77+227 287407, 9137897 Igarassu RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 26
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    DIAGNÓSTICO AMBIENTAL O Diagnósticode qualquer estudo aumento da arrecadação de impostos ambiental começa pela definição das pelas prefeituras municipais. ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO Na teoria, todos os impactos se iniciam EMPREENDIMENTO. Estas áreas de na ADA e se irradiam para os outros influência direcionam os trabalhos de subespaços com menor intensidade, campo dos técnicos, pois em teoria, os pois a ADA está contida na AID, que por impactos ambientais gerados pelo sua vez está contida na AII, e todo o empreendimento não devem extrapolar conjunto se insere dentro de um estes recortes de terreno que são contexto regional muito mais definidos em conjunto pela própria abrangente que dá sentido à proposta e equipe técnica. que normalmente se denomina como As áreas de influência começam Área de Abrangência Regional (AAR), menores, onde ocorrem a maior parte mas que no âmbito deste estudo dos impactos diretos, e vão denominaremos como Área de aumentando para prever impactos Influência Estratégica (AIE). Dentro indiretos, como por exemplo, a desse contexto as áreas de influência do melhora da mobilidade na RMR ou o estudo foram definidas da seguinte forma: RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 28
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    ÁREA DE INFLUÊNCIAESTRATÉGICA – AIE Prevê os impactos macro que representa a implantação do Arco em relação à articulação entre Polos de Desenvolvimento, aumento da capacidade produtiva da Região, melhoria na mobilidade da BR-101 entre outros. Esta AIE incluiu todos os municípios da RMR, acrescidos dos municípios do Território estratégico de SUAPE, os municípios de Goiana, Araçoiaba e Paudalho incluídos no Oeste Metropolitano, e os municípios de Vitória de Santo Antão, Glória de Goitá e Chã de Alegria. ÁREA DE INFLUÊNCIA INDIRETA – AII Recorte de terreno onde os impactos se manifestam com menor intensidade e geralmente de forma indireta. Foi definida diferenciadamente para o meio físico biótico como uma faixa de 10km em torno do Arco, e para o Meio Socioeconômico abrangendo os municípios cortados pelo Arco, que precisarão rever o seu planejamento territorial em função desta implantação, sendo eles: Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, São Lourenço da Mata, Paudalho, Abreu e Lima e Igarassu. ÁREA DE INFLUÊNCIA DIRETA – AID Recorte de terreno que recebe os impactos de forma direta. Foi definida como uma faixa de 1km em torno do Arco para todos os meios. ÁREA DIRETAMENTE AFETADA – ADA Recorte de terreno que recebe os impactos de forma pontual e que será fisicamente afetada pela implantação das obras. Considerou-se como ADA a Faixa de Domínio da Rodovia com largura de 100m. F I GU R A 1 0 – E SQ U EM A DA D E FI N IÇ Ã O D A S Á R EA S DE I N F LU Ê NC I A D O EM P R E E ND IM E N TO RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 29
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    F I GUR A 1 1 – D EF I NI ÇÃ O D A AI E DO E M P R EE N DI M ENTO RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 30
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    ASPECTOS MARCANTES DODIAGNÓSTICO O Diagnóstico do Arco Viário é É nesse ponto também onde o extremante extenso, pela mesma diagnóstico do Arco torna-se exigência do Termo de Referência e importante e valioso, pois aborda outra pelo porte do empreendimento. RMR da qual pouco se fala: A RMR rural. Entretanto, alguns aspectos ajudam na Nestas áreas rurais, as comunidades sua compreensão. assentadas sobrevivem com as mesmas Inicialmente ressalta-se sua inserção na necessidades e carências do restante de RMR, uma região em franca expansão, ocupações da zona da mata de mas limitada pela precariedade da sua Pernambuco, sem nenhuma diferença, infraestrutura de transporte que alheias ao turbilhão de investimentos, potencializa outras carências tanto ou adensamento urbano, inflação mais importantes, como a infraestrutura imobiliário e outros impactos que de saneamento básico, a segurança e a passaram a ser parte do cotidiano das saúde. Os municípios inseridos dentro pessoas que moram na RMR urbana. da AII abrangem um território de Dentro desse contexto foi desenvolvido 1.876,703 km2 que representam 57,7% do o diagnóstico do Arco Viário da RMR, território da RMR e 19,1% da superfície onde a depender do enfoque, podem estadual e que em 2010 albergava ser resgatados os principais aspectos 1.237.043 habitantes dos quais 1.162.240 levantados. hab. (94,0%) viviam em áreas urbanas e 74.803 hab. (6,0%), em áreas rurais. ENTENDENDO O DIAGNÓSTICO COM FOCO NAS DIMENSÕES AMBIENTAIS E NAS REST RIÇÕE S LEGAIS 1. Em relação ao MEIO FÍSICO, o diagnóstico está condicionado principalmente pelas condições geológicas e geomorfológicas do traçado, que discorre por terrenos cristalinos nos primeiros 52km (67%) até o cruzamento com o Rio Capibaribe (relevo colinoso) e por terrenos do Grupo Barreiras nos últimos 25,31km (Relevo tabular); 2. Ainda em relação ao MEIO FÍSICO e especificamente à riqueza hídrica, salienta-se que 56% do traçado (43,21km) inserem-se em Área de Proteção dos Mananciais. Ao todo, o Arco termina interagindo de forma indireta com nove reservatórios de água da RMR de todos os portes, como se ilustra na Figura a seguir; RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 31
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    F I GUR A 1 2 – I N TE R A Ç Ã O DO ARCO VIÁRIO COM R E S E R V A TÓ R I O S D A R M R 3. Em relação a MEIO BIÓTICO, o diagnóstico foi condicionado tanto em termos de flora como de fauna, pelos remanescentes florestais verificados na ADA, na AID e na AII. Dentro destes remanescentes florestais destaca-se a travessia pelas zonas de amortecimento das unidades de conservação das Matas de Contra Açude, Matas do Sistema Gurjaú, Matas do Engenho Salgadinho, Mata do Caraúna, Mata do Engenho Moreninho, Mata de Tapacurá, Mata do Engenho Tapacurá, Mata da Usina São José, além da Mata do CIMNC onde efetivamente haverá intervenção em termos de supressão de vegetação. Adicionalmente a isto, 19,11% do traçado do Arco discorre por dentro da ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL (APA) – ALDEIA – BEBERIBE; Finalmente, destaca-se que os Trechos Oeste e Norte, discorrem por uma área prioritária para a biodiversidade, classificada como de importância Extremamente Alta. 4. Em relação ao MÉIO SOCIOECONÔMICO o aspecto mais relevante são as comunidades rurais que se assentam dentro da AID do empreendimento, parte das quais terão população remanejada quando da implantação do Arco Viário. As Figuras a seguir ilustram a travessia do Arco Viário pelas principais áreas com proteção legal identificadas dentro da AID do empreendimento. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 32
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    F I GUR A 1 3 – UN I DA D E S D E CO N S E R V AÇ ÃO C OM I N TE R A Ç Ã O C OM O P R O JE TO RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 33
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    F I GUR A 1 4 – TR A V E S S I A DO A R C O P E LA Á R E A D E P R O TE Ç Ã O D O S M A NA N CI A IS E P E LA A P A A LD EI A - B EB E R IB E RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 34
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    F I GUR A 1 5 – TR A V E S SI A DO A R C O P O R Á R E A S P R I OR I TÁ R I A S P A RA C ON S E R V AÇ Ã O RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 35
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    ENTENDENDO O DIAGNÓSTICOCOM FOCO NAS UNIDADES MUNICIPAIS A travessia do Arco Viário por cada um dos municípios afetados também ajuda na compreensão dos efeitos que se terão no uso do solo e nas diretrizes de planejamento que poderão ser revistas. As Figuras a seguir ilustram esta travessia e os aspectos mais relevantes identificados no diagnóstico para cada Município. Município do Cabo de Santo Agostinho Percurso do Arco: 5km (6,46%) O Município do Cabo de Santo Agostinho se verá pouco afetado territorialmente pela implantação do Arco Viário, pois a intervenção estará restrita a setor nordeste do município. Apenas duas comunidades foram cadastradas, sendo o foco principal do diagnóstico os recursos hídricos e o Patrimônio Cultural. Neste município o Arco interage com a zona de amortecimento da UC Mata de Contra Açude. Município de Jaboatão dos Guararapes Percurso do Arco: 8,1km (10,47%) A intervenção do Arco em Jaboatão será realizada na esquina sudoeste do município. Esta intervenção intersectará os acessos que desde a sede são feitos para as comunidades rurais assentadas neste setor. Como pontos relevantes do diagnóstico nesta região destaca- se a interação com as zonas de amortecimento da UC do Engenho Salgadinho e Matas do Sistema Gurjaú, além do cruzamento de uma série de riachos que alimentam o Sistema Gurjaú. Município de Moreno Percurso do Arco: 14m (18,10%) O terceiro maior percurso do Arco estará inserido em Moreno, que será afetado territorialmente de sul a norte no quadrante leste do município. O diagnóstico encontrou como relevante a parte social com dois grandes assentamentos de Reforma Agrária que ficarão bipartidos pela rodovia. Das 37 comunidades cadastradas para todo o Arco, 12 se localizam no território de Moreno. Em Moreno o Arco tem interação com as zonas de amortecimento das UC Mata do Caraúna e Mata do Eng. Moreninho, além do cruzamento do Rio Jaboatão e da BR-232. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 36
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    Município de SãoLourenço da Mata Percurso do Arco: 16km (20,69%) O Arco divide de forma equidistante o município de São Lourenço da Mata no sentido sul-norte. Neste município os aspectos importantes do diagnóstico incluíram a aproximação do traçado no Engenho Covas, de importante valor patrimonial, a aproximação do traçado a Nossa Senhora da Luz e a interação do Arco com as zonas de amortecimento das UC Mata de Tapacurá e Mata do Engenho Tapacurá. Verificam-se ainda cruzamentos importantes sobre os Rios Tapacurá e Goitá e sobre a adutora de Tapacurá. Município de Paudalho Percurso do Arco: 12km (15,52%) Paudalho será intersectado pelo lado leste do município, sempre margeando o Rio Capibaribe pelo lado direito. Como pontos notáveis neste setor verificam-se os cruzamentos sobre a BR-408, PE-005, e Rio Capibaribe. Igualmente em Paudalho o Arco adentra na APA Aldeia-Beberibe e inicia o seu percurso onde termina afetando áreas com vegetação nativa de mata Atlântica. Destaca-se também neste setor a aproximação ao povoado de Pirassirica de relevante valor Cultural e ao núcleo populacional de Chã de Cruz o qual divide-se entre Paudalho e Abreu e Lima. Município de Abreu e Lima Percurso do Arco: 4,3km (5,56%) Embora o percurso do Arco por Abreu e Lima seja o menor, ambientalmente é o segmento que apresenta a maior riqueza ambiental, representada pelo enorme fragmento de Mata Atlântica do CIMNC. O Arco margeará a estrada existente, “mordendo” a borda da mata onde inevitavelmente será verificada supressão de vegetação. Territorialmente o Arco dividirá o município, prevendo um cruzamento sobre a PE-027. A travessia por Chã de Cruz também foi considerada como ponto relevante do diagnóstico. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 37
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    Município de Igarassu Percurso do Arco: 17,91km (23,16%) O percurso por Igarassu representa a maior extensão total do Arco. Neste setor o diagnóstico é caracterizado por uma topografia tabular com vertentes íngremes de matas muito preservadas pela Usina São José, com destaque para a UC Mata desta mesma usina, que será tangenciada pelo Arco. Destaca-se também a presença de comunidades como o assentamento Pitanga I que serão afetadas pelo traçado. ENTENDENDO O DIAGNÓSTICO COM FOCO NO USO DO SOLO E N A COBERTU RA VEGETA L O Arco Viário se insere nos domínios superiores a 100 hectares, figurando da floresta Atlântica da qual resta em 36,9% da área total. Em contraposição, torno de 5% de sua cobertura original pequenas áreas de mata com menos de (Coimbra-Filho & Câmara, 1996), valor 10 hectares retratam 72% do número este que felizmente é menor dentro da total de fragmentos cadastrados no faixa de 10km definida como AII do estudo, totalizando apenas 10,9% da Empreendimento. área total florestada. Com efeito, as análises de imagens de Esta pulverização de remanescentes satélite efetuadas pela equipe, florestais, isolados entre canaviais e determinaram que remanescem em sem nenhuma conectividade, é um torno de 156 fragmentos de vegetação indicador do grau de alteração da nativa que totalizam uma área de 2.570 cobertura vegetal, com rebatimento hectares, o que representa apenas 3,6% direto na fauna associada. da AII. As Figuras a seguir mostram a relação Em termos do tamanho dos de fragmentos identificados na AII entre fragmentos, identificou-se que apenas 4 cada um dos municípios atravessados e deles (2,6%) apresentam áreas bem como o tamanho dos fragmentos. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 38
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    F I GUR A 1 6 - R E MA N E SC E N TE D E Á R E A F LO R E S TA D A D E N TR O D A AI I 32,4% 35,0% 30,0% 24,1% 23,7% 21,8% 25,0% 20,2% 19,9% 18,6% 20,0% 15,0% 10,3% 7,7% 10,0% 4,6% 4,5% 4,3% 4,2% 3,8% 5,0% 0,0% Cabo Jaboatão Moreno São Lourenço Paudalho Abreu e Lima Igarassu N° TOTAL DE FRAGMENTOS NA AII ÁREA TOTAL DOS FRAGMENTOS F I GU R A 1 7 - D I S TR I BU IÇ Ã O DO R E M AN E S C ENTE DE ÁREA F LO R E S TA D A POR TA M A N HO D O S F R A GM EN TO S 72,4% 80,0% 70,0% 60,0% 50,0% 36,9% 40,0% 22,9% 30,0% 18,2% 11,5% 11,1% 10,9% 20,0% 7,7% 5,8% 2,6% 10,0% 0,0% >100 ha 50 < ha < 100 25 < ha < 50 10 < ha < 25 < 10 N° DE FRAGMENTOS NO CRITÉRIO ÁREA TOTAL NO CRITÉRIO Em relação ao USO DO SOLO NA AID, incluindo sítios, granjas, assentamentos este está condicionado pela ambiência de reforma agrária, fazendas e rural do traçado, aonde podem ser engenhos; áreas ocupadas com observadas diversas tipologias de uso remanescentes da Mata Atlântica ou tais como: assentamentos com cobertura vegetal em regeneração; populacionais (vila, bairro rural, e infraestruturas físicas. Na Figura e no povoado/vilarejo e condomínio Quadro a seguir foram exemplificadas residencial); áreas exploradas com as principais tipologias de uso que se agricultura (monocultura, policultura, verificam dentro da AID do silvicultura) ou pecuária, secundadas, ou empreendimento. não, por lazer de segunda residência, RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 39
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    F I GUR A 1 8 – D I S TR IB UI Ç ÃO P E R C E N TU A L DO USO DO S O LO NA AID DO E M P R E E ND IM E N TO Q U AD R O 8 – TI P O LO GI A S D E U SO D O S O LO V E R I F I CA D A S DE N TR O D A A ID D O E M P R E E ND IM E N TO FISIONOMIA DESCRIÇÃO Áreas tabulares no TRECHO 03 ou mamelonares nos TRECHOS 01 e 02, cultivadas com cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.). Especialmente no TRECHO 03 este tipo de cultivo se dá em uma extensa área sem que se verifique nenhum tipo de vegetação diferente em setores intermediários, apenas nas bordas do tabuleiro. Segundo uso do solo elaborado, este tipo de cobertura vegetal representa o 59% da AID. Áreas mamelonares no TRECHO SUL (01), cultivadas com cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.), com frequentes afloramentos e matações de rocha em superfície, criando um ecossistema diferenciado ao canavial stricto sensu em termos de fauna associada. Áreas de cultivos de subsistência efetuas nos assentamentos rurais, que se verifica tanto no relevo tabular como mamelonar. Este tipo de cobertura vegetal geralmente se apresenta atrelada a pequenos sítios e presença de árvores exóticas frutíferas. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 40
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    FISIONOMIA DESCRIÇÃO Sítios e Pomares. Esta cobertura vegetal representada pela presença de mangueiras (Mangifera indica L.), cajueiros (Anacardium occidentale L.), “fruta-pãozeiros” (Artocarpus altilis (Parkinson) Forsberg), “jaqueiras” (Artocarpus heterophyllus Lam.), e outras fruteiras comuns na região. Estes sítios são remanescentes de pomares em torno de moradias dos antigos engenhos de cana. Fundos de talvegues, áreas baixas úmidas, várzeas alagadas ou alagáveis onde se desenvolve uma vegetação típica de ambientes adaptáveis às condições de umidade do terreno, resguardando também uma fauna típica destes ambientes. Vegetação arbustiva ou Formação Florestal em Estágio Inicial de Regeneração: Esta formação apresenta uma fisionomia herbáceo-arbustiva de porte baixo. Várias denominações são usadas regionalmente para este estágio de regeneração, quais sejam: capoeira rala, capoeira aberta, capoeirinha, matagal. Observou-se este tipo de fisionomia principalmente no TRECHO 01. Formação Florestal em Estágio Médio de Regeneração localizada em topo de morro e mergulhada em cultivos de cana-de-açúcar. Apresenta uma fisionomia arbórea e/ou arbustiva predominando sobre a herbácea. A diversidade biológica é tanto mais complexa quanto mais avançada o estágio de sucessão, maior for o tamanho do fragmento e menor o isolamento. Formação Florestal em Estágio Médio de Regeneração localizada em talvegue, mas não necessariamente configurando uma mata ciliar, neste caso a conectividades dos fragmentos é favorecida pela topografia e pela maior disponibilidade d’água. Apresenta uma fisionomia arbórea e ou arbustiva predominando sobre a herbácea. Este tipo de fisionomia observa-se com frequência no TRECHO 01 e ainda no RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 41
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    FISIONOMIA DESCRIÇÃO TRECHO 02. Formação florestal densa ou em Estágio Avançado de Regeneração verificada em fragmentos maciços recobrindo vertentes íngremes. Apresenta uma fisionomia arbórea dominante sobre as demais, formando um dossel fechado e relativamente uniforme, as árvores em algumas localidades atingem alturas superiores a 25 metros. Esta fisionomia se observa exclusivamente no tabuleiro do TRECHO 03 em terras da Usina São José. Por hierarquia e proteção legal colocasse a mata ciliar nesta posição no Quadro, embora na AID seja na maioria dos casos inexistente ou restrita a delgados cordões de vegetação como no caso da foto no Rio Várzea do Una. Nos únicos casos em que se verificou uma mata ciliar maciça que ocupa toda a APP, foram nos talvegues do TRECHO 03 nos rios Utinga, Bonança, dentre outros. Formação florestal densa ou em Estágio Avançado de Regeneração verificada em fragmentos maciços de mais de 100 hectares em topografia mista. Este caso está restrito à travessia da Mata de CIMNC em Abreu e Lima. O MEIO FÍSICO E SUA FUNÇÃO PRESERVADORA DA VIDA O MEIO FÍSICO é uma das dimensões do meio ambiente que estuda tudo o que não tem vida como rochas, solos, rios, relevo e topografia dentre outros aspectos, mas que em contraposição, condiciona a supervivência dos organismos que sim tem vida, como animais e plantas. No caso do ARCO VIÁRIO duas RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 42
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    condições principais determinamas condições físicas do ambiente que é atravessado: Sua localização na zona da Mata onde o clima joga papel importante; Sua inserção em um contexto geológico que determina o modelado do relevo ao longo do traçado. F I GU R A 1 9 – GE O LO GI A E R E GIM E D E P RE C IP I TAÇ Ã O N A A I I DO A R CO V I Á R IO Com efeito, a zona da mata é a região do Estado de Pernambuco que apresenta o maior REGIME PLUVIOMÉTRICO com médias anuais que superam em alguns pontos os 2.000mm por ano e ficam em média em torno de 1.70mm ano. Esta disponibilidade hídrica torna esta região de extrema importância, ao ponto, que dele depende atualmente a F O TO 2 - N A S C E N T E DI FUS A NO TRECHO SU L DO ARC O VIÁRI O disponibilidade de água potável de Esta abundância hídrica que se grande parte da RMR e dependerá manifesta em superfície, mas também ainda mais no futuro. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 43
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    no ambiente subterrâneo,modelou o água de chuva na espessa camada de relevo característico hoje atravessado solo que caracteriza esta formação, e pelo Arco Viário. que atua como uma esponja na Este relevo característico da AID foi retenção de água. modelado em dois conjuntos geológicos Em TE RMO S HID RO G EO LÓ G IC O S este que podem ser resumidos da seguinte acúmulo de água no solo é considerado forma: Embasamento Cristalino, como um aquífero superficial. Nos Sedimentos Terciários associados ao trabalhos de campo observou-se que Grupo Barreiras. este aquífero é intensamente explorado pelas comunidades locais, constituindo- se na fonte de água para todos os usos, no entanto, as captações na maior parte dos casos estavam sem proteção e propensos à contaminação por agentes externos. F O TO 3 – M A T A C Õ E S D E R O C H A E M S U P E R F Í C I E , MUITO COMUN S NO TRECHO SUL P RINCIPAL MENTE No primeiro caso, o Embasamento Cristalino, está associado a uma formação rochosa e a um relevo colinoso, também denominado mamelonar ou “mar de morros” como também é referido em alguns estudos. Este tipo de formação acompanha o Arco nos Trechos Sul e Oeste, e o F O TO 4 – C A C I M B A D O E N G E N H O C O E P E N O TRECHO OESTE : FONTE DE Á GUA P AR A DIVERSAS rebatimento no projeto está nos C OMUNIDADES seguintes pontos: Uma alta movimentação de terra requerida para Ao longo do traçado do Arco foram efeitos do “nivelamento” da estrada; identificadas 14 cacimbas/nascentes que serão afetadas pelo empreendimento. A necessidade de utilização de explosivos para o desmonte dos Na maior parte dos casos, este impacto frequentes afloramentos rochosos que apenas afetará o abastecimento de se observam; A ocorrência de água das comunidades, mas não o recurso hídrico. inúmeros pontos de surgência de água, nascentes, olhos d’água ou similares, A segunda unidade geológica cortada que se formam graças ao acúmulo de pelo Arco corresponde aos Sedimentos RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 44
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    Terciários associados aoGrupo contornados por talvegues íngremes e Barreiras, que acompanham o Arco no recobertos com vegetação nativa muito Trecho Norte e correspondem a preservada. sedimentos arenosos, argilosos que Nesta porção sedimentar ocorrem dois conformam relevos tabulares, muito aquíferos: Beberibe e Barreiras, sendo o planos nos topos, mas contornados por primeiro o mais importante entre os profundos talvegues íngremes que dois. Em ambos os casos estas apresentam uma alta susceptibilidade a formações aquíferas que são muito ser erodidos por efeitos da ação dá importantes no abastecimento de água água. O rebatimento desta formação da porção norte da RMR, encontram-se no projeto está nos cuidados com a profundas o suficiente para não serem drenagem, na dificuldade de travessia afetadas por nenhuma das ações dos topos tabulares de pouca largura e previstas pelo empreendimento. F O TO 5 – P A N O R Â M I C A DO “MAR DE MOR RO S” QUE C AR ACTE RIZA O S TRECHO S SUL E OE STE DO ARCO C APTAD A DESDE O PONTO MAI S ALT O DO AR CO N AS P RO XIMIDADES DO ENG. AR AÚJO A Figura 20 a seguir ajuda a entender as ponto de início e o Rio Capibaribe onde diferenças geológicas que apresenta o finaliza o Trecho Oeste. No último Arco Viário e o seu rebatimento na trecho se observa a formação tabular morfologia do terreno. Observe-se o drenando em sentido leste, relevo mamelonar intenso entre o direcionando-se para a linha de costa. F I GU R A 2 0 – A LTI M E TR IA D O TR A ÇA DO D O A RC O V IÁ R I O RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 45
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    Na Figura acimase pode observar a do Arco mesmo dentro da Área importância que adquirem os RIOS e Diretamente Afetada (ADA). Todos RIACHOS no Meio Físico do Arco Viário estes riachos menores foram e na definição do traçado fixado. identificados através de diferentes metodologias, incluindo a consulta às Com efeito, o Arco discorre em sentido cartas da SUDENE, cartas dos Planos sul-norte e em consequência disso Diretores, reconhecimentos de campo, intercepta a maior parte das principais dentre outras. Todos estes cursos bacias hidrográficas da RMR que d’agua menores estão devidamente drenam em sentido oeste – leste. No cadastrados no documento principal trecho inicial o trecho discorre por (EIA). terras pertencentes à Bacia do Rio Gurjaú que pertence à bacia do Rio Pirapama, interceptando inclusive este curso d’água (Rio Gurjaú) nas obras requeridas para a rotatória da BR-101. Posteriormente o Arco se adentra na Bacia do Rio Jaboatão interceptando-o um pouco antes do cruzamento com a BR-232, seguidamente o Arco se direciona para a Bacia do Rio Capibaribe, onde interage com seus F O TO 6 – R I O V Á R Z E A DO UNA A MONTANTE DO principais tributários pelo lado direito RESE RVATÓ RIO como são o Rio Várzea do Una, A QUALIDADE DA ÁGUA Tapacurá e Goitá, realizando SUPERFI CIAL foi estudada ao longo cruzamentos no Tapacurá, Goitá e no do traçado de 77,31km do Arco Viário próprio Capibaribe. No trecho final do com coleta de amostras para Arco (Trecho Norte) o Arco discorre determinação dos parâmetros físico- pela Bacia do Rio Igarassu, muito químicos. De uma forma geral, a próximo do divisor de águas com a qualidade das águas superficiais dentro bacia contigua dos Rios Botafogo – da área de estudo pode ser considerada Arataca. como boa, exibindo baixos níveis de Embora estes cursos de água sejam de contaminação com matéria orgânica e relevante importância, deve-se destacar níveis de oxigênio dissolvidos bastante que a parte mais vulnerável em se elevados. Apenas o fósforo apresentou tratando de Recursos Hídricos valores bastante alto indicando Superficiais, está nos Riachos menores, contaminação dessas águas muito tributários destes principais que em provavelmente por fertilizantes muitos casos nascem nas proximidades fosfatados, demonstrando a influência RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 46
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    da atividade damonocultura da cana- determinação da presença de de-açúcar na qualidade da água do ORGANISMOS PLANCTÔNICOS, entorno. que se constituem em bioindicadores da qualidade d’água e do seu potencial de desenvolver vida no meio aquático. Neste estudo deu-se ênfase à distribuição dos grupos algais (produtores primários) que podem efetivamente ser usados como indicadores da qualidade da água, bem como as cianobactérias, pelo seu potencial de produzir substâncias tóxicas Os resultados obtidos confirmaram uma qualidade d’água ainda aceitável, mas F O TO 7 – C O L E T A D E Á G U A COM REDE DE com traços de poluição, pois todas as P LÂNCT ON NO RIO CAPIBARIBE densidades populacionais de cianobactérias estiveram abaixo do O estudo de qualidade ambiental dos padrão requerido pelo Ministério da mananciais hídricos foi complementado Saúde para exigência de com a coleta de amostras para monitoramento de cianotoxinas. F I GU R A 2 1 – O R GA N I SM O S V I V O S C A P TA DO S N A S Á GU A S S U P E R FI C IA I S D O A R C O VIÁRIO Um último aspecto importante do Meio Físico que merece ser citado no RIMA refere-se aos recursos minerais, não tanto pela riqueza que isto represente, mas pelo fato do projeto intersectar áreas que se encontram com processos ativos no DNPM e as quais evidentemente serão afetadas em diferentes proporções com a RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 47
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    implantação do ArcoViário. As ocorrências de processos levantados na base de dados do DNPM para o estudo apresentam-se na Figura a seguir. F I GU R A 2 2 – O R GA N IS M OS V I V O S C A P TA DO S N A S Á GU A S S U P E RF I CI A IS D O A R CO V I Á RI O RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 48
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    O MEIO BIÓTICONAS ÁREAS DE INFLUÊNCIA DO ARCO VIÁRIO FLORA TE RR ESTR E A vegetação nativa encontrada ao longo fragmentos florestais de terras baixas, do Arco Viário na AID do com presença de espécies pioneiras, empreendimento é em sua totalidade, indicadoras de áreas abertas, capoeiras secundária, com indicações de e capoeirões e de borda de perturbações antrópicas presentes e remanescentes além de espécies passadas provenientes de corte raso da secundárias iniciais, ambas, em maior vegetação para estabelecimento das quantidade. matrizes atuais e sucessivos cortes A análise da estrutura horizontal e seletivos, na maioria para usos diversos vertical observou maior quantidade de da madeira. indivíduos arbóreos na primeira classe Este cenário é o típico encontrado nos de diâmetro e de altura, ou seja, finos e mais diversos setores da Floresta de pequeno porte, mostrando que os Atlântica brasileira e nordestina, remanescentes se encontram em principalmente vitimados pelos processo inicial de sucessão e sofrendo diferentes ciclos econômicos do pais, a pressão antrópica. destacar o ciclo canavieiro. A similaridade florística entre os No ESTU DO FITO SSOCIOLÓGICO fragmentos é bastante marcante, desenvolvido observa-se que a área principalmente no que se refere à estudada esta dentro dos padrões de composição florística. Os mesmos riqueza florísticos encontrados em compartilham muitas espécies em outros estudos realizados em RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 49
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    comum, diferindo apenasna estrutura e 9), Cupania racemosa, Schefflera conservação. morototoni (sambaquim), Serjania salzmanniana (timbó, tingui, Foto 10). F O TO 8 - CECROPIA PACHY ST ACHYA (IMB AÚBA) F O TO 9 - S E R J A N I A S A L Z M A N N I A N A ( T I M B Ó , TINGUI) . Este fato está muito relacionado à Topografia e histórico de uso dos e, dentre as mais raras 24 (2%) espécies mesmos. Na Figura 23 é possível ocorrendo na Floresta Atlântica verificar, em síntese, os dados nordestina podemos destacar Aegiphila biológicos encontrados no pernambucensis (Lamiaceae-Fl. At.: empreendimento. Como exemplos, Paraíba e Pernambuco, Cabo, Cimnic, Igarassu); Calyptranthes dardanoi podemos chamar a atenção do registro de 746 (74%) espécies de ampla (Myrtaceae-Fl. At.: Pernambuco, distribuição encontradas nas áreas de Aldeias); Exostyles venusta (Fabaceae-Fl. influência do empreendimento (ADA, At.: Bahia e Pernambuco, Aldeias); Gymnosiphon sphaerocarpus AID e AII), elencando algumas, Bowdichia virgillioides (sucupira), (Burmaniaceae-Fl. At: Pernambuco, Igarassu). Cecropia pachystachya (imbaúba, Foto F I GU R A 23 - D IS TR I B UI ÇÃ O GE O GR Á F IC A D A S ES P É CI E S V E GE TA I S R E GI S TR A D A S NA A I D . RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 50
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    As informações registradasacima foram compilação de dados primários e extraídas do ESTUDO FLORÍSTICO secundários. ELABORADO a partir da vistoria de aproximadamente 65 fragmentos ou Das espécies listadas, em relação as manchas florestais da AID apresentando suas origens, cerca de 905 (88,72%) diferentes estados de conservação com são nativas do Brasil, merecendo complementação de dados secundários destaque Anacardium occidentale extraídos de estudos recentes (cajueiro), Annona glabra (araticum), desenvolvidos dentro da mesma zona Bowdichia virgillioides (sucupira), de interesse. Caesalpinia echinata (pau-brasil), Como resultado, foram registradas a Guettarda platypoda (angélica), Parkia ocorrência de 1020 espécies, 518 pendula (visgueiro), diversos Inga spp. (ingás). Aproximadamente 69 gêneros, distribuídas em 117 famílias espécies (6,81%) foram registradas de Angiospermas. Dentre as famílias como exóticas, ou seja, oriundas de mais representativas em termos de outros países e, que geralmente têm riqueza específica (Figura 24) foram as uma alta capacidade de se adaptarem Fabaceae (125 espécies), Poaceae (58), em outros ambientes fora do seu de Cyperaceae (47), Rubiaceae (43), origem, dentre elas podemos Myrtaceae (42), Euphorbiaceae (38). destacar: Artocarpus altilis (fruta-pão), F I GU R A 24 - F A M Í LIA S MAIS Artocarpus integrifolia (jaqueira), R E P R E S E N TA TI V A S EM N Ú ME R O DE E S P É CI E S N A AI D Bambusa vulgaris (bambu), Cocos nucifera (coqueiro), Elaeis guineensis (dendezeiro), Eucaliptus citriodora (eucalipto), Malpighia glabra (acerola), Mangifera indica (manga). Na Figura 25 é possível verificar o potencial econômico e ecológico das espécies, destacando-se as de valor madeireiro representadas por 361 Asteraceae (35), Melastomataceae espécies (35,39%), a exemplo de (35), Malvaceae (28), Apocynaceae Acrocomia intumescens (macaíba), (23), Sapotaceae (22), Araceae (19), Anacardium occidentale (cajueiro), Sapindaceae (18), Solanaceae (17), Andira legalis, A. nitida, A. Lauraceae e Malpighiaceae (15). Vale surinamensis (angelins); seguida pelas destacar que esse resultado é uma que apresentaram potencial RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 51
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    ornamental onde figurampor 312 Anacardium occidentale (cajueiro), espécies (30,83%) merecendo Cocos nucifera (coqueiro-da-baia), destaque espécies as da família Guettarda platypoda (angélica), Inga Acanthaceae (Ruellia bahiensis, Ruellia edulis (ingazeira), Licania tomentosa paniculata e Thunbergia alata); e as de (oiti-da-praia), Passiflora sp. valor alimentício onde das 133 (maracujá). espécies (13,14%), destacou-se F I GU R A 2 5 - P O TE N C I A L E C O N ÔM I CO E E CO LÔ GI C O DAS E S P É CI E S R E GI S TR A DA S N A AI D D O A R CO V I Á RI O Dentre os táxons amostrados, apenas Swartzia pickelii Killip ex Ducke (Rins de boi, jacarandá, jacarandá-branco) e Caesalpinia echinata Lam. (pau-brasil, pau- pernambuco, ibirapitanga) CONSTAM NA LISTA DO IBAMA NAS CATEGORIAS DE PLANTAS AMEAÇADAS DE EXTINÇÃO E/OU VULNERÁVEIS. FAUNA TERR EST RE E RIBEIRINHA AS SOC IADA AOS AMBIENTES DA AID Para a caracterização da Fauna Associada aos ambientes presentes na AID do empreendimento foi conduzida uma campanha de campo com duração de 14 dias, distribuídos em sete (7) dias no setor sul, e sete (7) dias no setor norte. No primeiro caso as pesquisas se desenvolveram nas matas existentes às margens do denominado Riacho Dos RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 52
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    Perdidos, nas proximidadesdas matas e a maria-já-é-dia (Elaenia flavogaster), da Reserva de Gurjaú, onde o ambiente sendo a juriti considerada dependente rico em água, com presença de da mata. afloramentos rochosos e diversos A avifauna apresentou-se um pouco fragmentos de mata em pontos altos e mais rica, principalmente nas áreas com baixos do terreno configura um mosaico de vegetação fechada e aberta ambiente ideal para este tipo de e nas proximidades dos riachos. levantamento. No setor norte por sua vez, os levantamentos se desenvolveram na mata do CIMNC, especificamente nas proximidades da estrada que de Chã de Cruz leva à Usina São José. Nestes dois setores foi utilizada uma combinação de técnicas para realização do cadastro de espécies de aves, mamíferos terrestres e alados, répteis e anfíbios. F O TO 1 0 - C A N Á R I O - D A - M A T A ( B A S I L E U T E R U S FL AVEOLU S) Em relação à AVIFAUNA, foram Foram relacionadas doze espécies de identificadas 141 espécies de aves, na aves ameaçadas de extinção, todas sua maioria apresentando uma endêmicas no sentido stricto sensu, no distribuição geográfica mais ampla, Centro Pernambuco. Uma, o chupa- algumas ocorrendo também nos dente (Conopophaga lineata cearae), Cerrados e Caatingas. Predominam com um registro no Ceará, na serra de espécies residentes (não migratórias), Baturité, e a papa-formiga de tamanho pequeno e médio, sendo na (Thamnophilus caerulescens pernam- sua maioria generalistas, portanto bem bucensis), apenas em Pernambuco e adaptadas aos diversos ambientes Alagoas (MMA, 2008). locais. Dentre as 12 espécies relacionadas Apesar de contar com uma riqueza como ameaçadas, o pintor-verdadeiro menor, a avifauna do Setor Sul não (Tangara fastuosa) e o apuim-de-cauda- difere muito daquela encontrada em amarela (Touit surdus) são as únicas Chã de Cruz (Norte), quanto às espécies citadas pela International Union for mais frequentes e abundantes. Conservation of Nature and Natural As três espécies mais abundantes e Resources (IUCN, 2011), na categoria de frequentes nos períodos prospectados Vulnerável, ambas com populações em foram a sabiá-branca (Turdus declínio. leucomelas), a juriti (Leptotila rufaxilla), RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 53
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    No tocante a MASTOFAUNA nenhuma espécie está ameaçada de TERRESTR E (mamíferos) foram extinção. registradas um total de 17 espécies, todas comuns e de ampla distribuição neste tipo de ambiente. F O TO 1 2 – C A R O L L I A P E R S P I C I L L A T A . Já para a HERPETOFAUNA obteve-se o registro de 347 espécimes, distribuídas em 34 espécies, destas vinte e seis de anfíbios anuros e oito de F O TO 1 1 – P R E G U I Ç A R E G I S T R A D A NO SETOR NO RTE DO ARC O N AS P RO XIMIDADES DE CHÃ DE répteis. CRUZ Duas espécies de anfíbios possuem Não foram constatadas espécies raras, localidade-tipo (local onde foram endêmicas, vulneráveis, com exceção obtidos os exemplares da descrição da de L. pardalis e L. tigrinus consideradas espécie) no município de Igarassu, são vulneráveis na “Lista Nacional das elas: Gastrotheca fissipes (Boulenger, Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas 1888), que possui ampla distribuição de Extinção” ou ameaçadas de extinção geográfica, indo do Estado da Paraíba tanto para a mastofauna terrestre como até o Sul do Estado da Bahia, e a espécie para a alada. Haddadus plicifer (Boulenger, 1888), Para a MASTOFAUNA ALADA considerada uma espécie até o (morcegos) foram registradas 13 momento “Endêmica” e “Rara”, com espécies. As espécies mais abundantes “Dados Deficientes” (em relação ao foram Phyllostomus discolor (onívoro) e risco de extinção na natureza) segundo Carollia perspicillata (frugívoro). A fauna o critério da IUCN (2012), não sendo de morcegos da região é composta registrada desde sua descoberta no principalmente por espécies de ampla século XIX. distribuição geográfica nacional e RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 54
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    FAUNA AQUÁTICA Parodontidae (3 táxons), Loricariidae (2 táxons), e as demais com 1 táxon apenas (Curimatidae, Erythrinidae, Poeciliidae, Gymnotidae, Gobiidae, F O TO 1 3 – T U C U N A R É C I C H L A SPP. Sciaenidae e Synbranchidae). Em atendimento ao Termo de Referência da CPRH foram desenvolvidas pesquisas de Fauna Aquática (Ictiofauna e Macrófitas Aquáticas) nos principais rios cortados pelo Arco Viário, notadamente no Jaboatão, Tapacurá, Goitá e Capibaribe, salientando que existem poucas informações sobre inventários de peixes em trechos intermediários da Já as macrófitas aquáticas encontradas RMR, pois a maior parte das pesquisas, nos rios Capibaribe, Jaboatão, Goitá e ora estão concentradas nas áreas Tapacurá foi composta por 37 táxons, e estuarinas, ou então nos reservatórios por quatro divisões Cyanophycota, localizados a montante ou jusante do Charophyta, Magno-liophyta e ponto de cruzamento do Arco. Pteridophyta, exibindo, no geral, boa riqueza específica de plantas aquáticas. O resultado das análises realizadas As divisões Cyanophycota e Charophyta indicou que a comunidade de peixes nos apresentaram apenas um táxon cada. pontos pesquisados é composta por 25 Enquanto, a Magnoliophyta, a qual foi táxons, representada pelas ordens constituída de 2 Classes, 12 Ordens Characiformes (12 táxons e 48,0% do concentrando 18 Famílias e 29 Espécies, total) constituída por quatro famílias; o que representa 78% do total de Perciformes (8 e 32,0%) por três famílias; táxons. Já Pteridophyta foi constituída Siluriformes (2 e 8,0%) por duas famílias; por 4 Famílias e 6 Espécies, o que enquanto Cyprinodontiformes, Gymino- significa 16% do total de táxons tiformes e Synbranchiformes por uma encontrados. família cada, retratando no geral boa riqueza específica. A família Characidae O estudo concluiu que não há foi a mais abundante com 7 táxons, endemismos locais para as espécies seguida de Cichlidae (7 táxons), registradas nos pontos de coleta. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 55
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    SOCIOE O MEIO SOCIOECONÔMICO ODiagnóstico do Meio Socioeconômico Para o RIMA, interessa basicamente do Arco Viário atendeu a todos os repassar os dados primários coletados tópicos exigidos no Termo de ao longo do trabalho, que se referem à Referência da CPRH, passando por uma caracterização socioeconômica das caracterização exaustiva dos municípios comunidades rurais que foram inseridos dentro da Área de Influência identificadas ao longo dos 77,31 km que Indireta do Meio Socioeconômico, compõem o empreendimento. Na notadamente nos municípios de Cabo ambiência rural em que se insere o Arco, de Santo Agostinho, Jaboatão dos as características, o histórico de Guararapes, Moreno, São Lourenço da ocupação e os problemas existentes em Mata, Paudalho, Abreu e Lima e todas as dimensões, estão mais Igarassu. Nessa caracterização foram associados às características da zona da abordados aspectos de saúde, mata de Pernambuco, que às da Região educação, economia, infraestrutura, Metropolitana do Recife ao qual estrutura de saneamento, pertence a maior parte das terras. Estas vulnerabilidade, estrutura fundiária características nas palavras da Âncora dentre outros, através da consulta de (www.ancora.org.br) podem ser dados secundários atualizados. Todas resumidas da seguinte forma: estas informações podem ser consultadas no documento principal, EIA. Estrutura fundiária exageradamente distorcida: de um lado, grandes latifúndios, produtivos ou não, explorando a monocultura da cana-de-açúcar e, do outro, convivendo com as unidades familiares produtivas (fornecedores de cana, etc.), RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 56
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    os minifúndios incapazesde absorver a mão de obra de uma família, tentando explorar culturas alimentares diversificadas; Defasagem tecnológica do setor sucroalcooleiro (agrícola e industrial) em relação aos seus competidores do centro-sul do país; Meio natural degradado com raros vestígios dos ecossistemas, terras erodidas, rios poluídos e ameaçados de desperenização pelo assoreamento; Elevados índices de desemprego (estrutural e sazonal) e subemprego, principal fonte que explica a existência do "exército de excluídos" das periferias das cidades da região e da área metropolitana do recife; Infraestrutura social deficiente (saúde, educação, habitação, saneamento...), contribuindo para explicar os péssimos índices de qualidade de vida da população e a existência da maior concentração de bolsões de pobreza do estado; Baixo índice de educação formal e de participação política. Todo este histórico de exploração identificados os atores sociais citados secular, concentração na propriedade no Quadro a seguir, os quais foram da terra, tensões sociais, vocações e caracterizados através de entrevistas políticas públicas, moldaram o com moradores locais de reconhecido complexo arranjo fundiário e social que conhecimento da comunidade, e foi encontrado na AID do quando possíveis dados do IBGE no que empreendimento, onde foram tange a demografia populacional. Q U AD R O 9 – R E LA Ç Ã O DE A TO R E S S O C IA I S I D E N TI FI C AD O S NA AID DO E M P R E E ND IM E N TO N° Município Ator social Classificação 1 Cabo de Santo Agostinho Usina Bom Jesus Usina / Indústria Sucroalcooleira 5 Cabo de Santo Agostinho Eng. Guerra Comunidade de Engenho 6 Cabo de Santo Agostinho Eng. Santo Estevão Comunidade de Engenho Eng. Salgadinho / Eng. 7 Jaboatão dos Guararapes Comunidade de Engenho Barbalho 13 Jaboatão dos Guararapes Eng. Camaço Assentamento 8 Jaboatão dos Guararapes Eng. Sucupema Comunidade de Engenho Fronteiras / Eng. São 14 Moreno Assentamento Salvador 15 Moreno Eng. Canzanza Assentamento 9 Moreno Eng. Caraúna Comunidade de Engenho RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 57
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    Município Ator social Classificação 16 Moreno Gameleira / Matogrosso Assentamento 28 Moreno Eng. Morenos Particular Eng. Moreninho / casas da 10 Moreno Comunidade de Engenho Usina Auxiliadora 17 Moreno Eng. Serraria Assentamento 2 Moreno Usina Auxiliadora Usina / Indústria Sucroalcooleira 29 Moreno Granja Santa Verônica - JK Particular Granja Santo Antônio - 30 Moreno Particular Recanto do Rei Granja Santa Alice - 31 Moreno Particular Fazenda Carrapicho Acampamento Margarida 35 Moreno Movimentos Sociais Alves 11 São Lourenço da Mata Eng. Araújo Comunidade de Engenho 12 São Lourenço da Mata Eng. Covas Comunidade de Engenho 18 São Lourenço da Mata Eng. Colégio Assentamento Vila de Nossa Senhora da 23 São Lourenço da Mata Núcleos Populacionais Luz 19 São Lourenço da Mata Engenho Coepe Assentamento Acampamento Chico 36 São Lourenço da Mata Movimentos Sociais Mendes III 25 Paudalho Povoado de Rodrízio Núcleos Populacionais 24 Paudalho Povoado de Pirassirica Núcleos Populacionais Fazendas na região de 32 Paudalho Particular Pirassirica 26 Paudalho / Abreu e Lima Povoado de Chã de Cruz Núcleos Populacionais 20 Abreu e Lima Engenho Novo (INCRA) Assentamento Sem teto a nordeste de 37 Abreu e Lima Movimentos Sociais Chã de Cruz 22 Igarassu Pitanga I Assentamento 21 Igarassu Pitanga II Assentamento 4 Igarassu Usina São José Usina / Indústria Sucroalcooleira 33 Igarassu Granja Asa Branca Particular 27 Igarassu Bairro de Alto do Céu Núcleos Populacionais 34 Igarassu Indústria Schincariol Particular RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 58
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    COMUNIDADES DO TRECHO SU L residências de “parede de meia”, algumas de taipa e sem banheiro interno. Há quatro escolas dentro da AID no trecho 01, duas em comunidades de Engenho e duas em Assentamentos. Todas as quatro escolas oferecem aulas das séries iniciais, até o 5º ano do Ensino F O TO 1 4 – P A N O R Â M I C A DO ENG. BARB ALH O Fundamental. As séries mais avançadas, a partir do 6º ano do Ensino Na AID do Trecho 01 (sul) do Fundamental são cursadas em, pelo empreendimento, compreendido entre menos, cinco escolas existentes em as rodovias BR-101 Sul e BR-232, foram comunidades rurais do entorno, fora da identificados 11 atores sociais/ AID, e em escolas localizadas na área comunidades, dentre eles cinco urbana dos seus respectivos municípios. comunidades de engenho (Eng. Guerra, O transporte escolar é, Eng. Sto. Estevão, Eng. predominantemente, realizado por Salgadinho/Barbalho, Eng. Sucupema e meios de frotas particulares de ônibus Eng. Caraúna). que prestam serviços às prefeituras. Quatro assentamentos de reforma agrária (Assent. Fronteiras/São Salvador, Assent. Camaço, Assent. Canzanza e Assent. Gameleira/Mato Grosso), um imóvel particular onde se pratica atividade hortifrúti (Eng. Morenos), além de terras pertencentes à Usina Bom Jesus, cuja sede se encontra fora da AID. F O TO 1 5 – P A N O R Â M I C A DO ENG. SUCUPEMA As melhores condições de moradia no Na AID do Trecho 01 não há postos de Trecho 01 são encontradas nos saúde, os moradores dessas Assentamentos, cujo padrão comunidades buscam atendimento construtivo predominante é casa de médico em postos e hospitais do alvenaria com banheiro interno. Nas entorno, como no Posto da Usina Bom comunidades de Engenho as casas são Jesus e na comunidade de Macujé, de propriedade do dono do Engenho ou ambos situados fora da AID, além dos da Usina, sendo constituídas por hospitais existentes nas sedes RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 59
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    municipais do Cabode Santo Agostinho, ambulância disponibilizada pela Usina, Jaboatão dos Guararapes e Moreno. Em enquanto que nas outras comunidades algumas comunidades de engenho há o socorro é realizado por meio de carros prestação de socorro por meio de particulares. F I GU R A 2 6 – ID E N TI FI C AÇ ÃO D E CO MU N ID AD E S N O TR E CH O S U L RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 60
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    COMUNIDADES DO TRECHO OE STE Na AID do Trecho 02 (trecho oeste), que do Trecho 02 do empreendimento vai se estende da rodovia BR-232 até a refletir na diversidade de padrão rodovia BR-408, foram identificadas três construtivo dos imóveis, com o Comunidades de Engenho (Eng. predomínio de casas de taipa (barracos) Moreninho/aglomerado de casas da nos acampamentos, com as mínimas Usina Auxiliadora, Eng. Covas e Eng. condições sanitárias e, em alguns casos, Araújo), três Assentamentos (Assent. até sem energia elétrica, contrastando Serraria, Assent. Colégio e Assent. com as confortáveis residências dos Coepe), dois Acampamentos vinculados “particulares”. a movimentos sociais ocupados por Existem oito escolas na AID do trecho trabalhadores rurais sem terra (Acamp. 02, dentre as quais quatro estão em Margarida Alves e Acamp. Chico comunidades rurais e quatro estão na Mendes III), um núcleo populacional sede do distrito de Nossa Senhora da (vila de Nossa Senhora da Luz), além de Luz. Em toda a extensão da AID no terras da Usina Nossa Senhora Trecho 02 só há um posto de saúde Auxiliadora e de uma série de imóveis localizado na Vila de Nossa Senhora da particulares, onde se destacam granjas, Luz, responsável por procedimentos fazendas e chácaras de lazer e segunda simples. Em geral a população busca residência. atendimento médico nas sedes dos A grande diversidade de atores municípios de Moreno e São Lourenço sociais/comunidades existentes na AID da Mata. F O TO 1 6 - T A N Q U E S D E C R I A Ç Ã O DE TI LÁPIA (E SQUERD A) E “C ASA DE FARINHA” (DIREITA) NO AC AMP AMENTO MARGARIDA A LVES. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 61
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    F I GUR A 2 7 – ID E N TI FI C AÇ ÃO D E CO MU N ID AD E S N O TR E CH O O E S TE RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 62
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    COMUNIDADES DO TRECHO NORT E A AID do Trecho 03 (norte), Povoado de Pirassirica, onde há muitas compreendido entre as rodovias BR-408 casas de taipa, com banheiro externo e BR-101 Norte, é bastante populosa. individual. Apresenta quatro núcleos populacionais (Povoado de Rodrízio, Povoado de Pirassirica, Povoado de Chã de Cruz e Bairro de Alto do Céu), três assentamentos (Assent. Eng. Novo, Assent. Pitanga II e Assent. Pitanga I); um acampamento de “sem tetos” (à nordeste de Chã de Cruz); duas áreas onde predominam imóveis particulares, com destaque para granjas e fazendas; F O TO 1 8 – E S C O L A F R A N C I S C O S I M Õ E S DA além de terras onde são cultivadas CO STA N O BAIRR O ALT O DO CÉU / IGARA SSU canas de duas usinas, a Usina São José e a Usina Petribú. A principal fonte de renda da população é a agricultura, mesmo nos núcleos populacionais, onde também há pessoas trabalhando no comércio, na prestação de serviços e até na indústria. Há 6 postos de saúde localizados na AID do Trecho 03, distribuídos nos núcleos populacionais e nos assentamentos. Estas unidades de saúde atendem os casos e procedimentos mais simples, F O TO 1 7 – O C U P A Ç Ã O SE M TETO AO NORDESTE sendo necessário se deslocar, em casos DE CHÃ DE CRUZ mais graves, para as áreas urbanas no O padrão construtivo dos imóveis é entorno de: Camaragibe, Paudalho, mais regular do que nos outros trechos, Abreu e Lima e Igarassu. Nove escolas com predomínio de casas de alvenaria, estão localizadas na AID do trecho 03, com banheiro interno individual. A três delas nos Assentamentos e seis nos exceção fica por conta do núcleos populacionais, quatro só no acampamento dos “sem teto”, onde só povoado de Chã de Cruz. existem barracos de taipa, e do RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 63
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    F I GUR A 2 8 – ID E N TI FI C AÇ ÃO D E CO MU N ID AD E S N O TR E CH O N O R TE RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 64
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    DEMOGRAFIA POPULACIONAL NAAID Entretanto, vale salientar que 3.234 (77%) dos imóveis da AID estão concentrados nos três (3) aglomerados populacionais que são contornados pelo Arco ao longo do percurso, notadamente Nossa Senhora da Luz em São Lourenço da Mata, Chã de Cruz em Paudalho e Abreu e Lima, e Alto do Céu em Igarassu. Desconsiderando estes aglomerados, a densidade populacional da AID cairia para um valor em torno de 50 habitantes/km², valor este que representa com maior realismo as condições demográficas das áreas rurais cortadas pelo Arco. Foi apurado que dentro da AID do empreendimento, ou seja, dentro de Na Área Diretamente Afetada (ADA) uma faixa de 1000m em torno do eixo, foram contabilizados 141 domicílios existem em torno de 4.200 domicílios, (3,3% do total da AID), habitados por habitados por aproximadamente 14.759 aproximadamente 500 pessoas que pessoas, o que representa uma terão que ser remanejadas do seu local densidade populacional média de 191 de moradia para viabilizar o habitantes/km². empreendimento. F I GU R A 2 9 – DI S TR I BU IÇ Ã O D A P OP U LAÇ Ã O D A A ID P O R MU N IC Í PI O RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 65
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    OUTROS A SPECTOS RE LE VANTES DAS COMUNIDADES DA AID Do questionário aplicado podem ser resgatadas algumas informações que caracterizam de forma adequada as comunidades inseridas dentro da AID, senão vejamos: Mais da metade dos entrevistados afirmou receber o benefício do “Programa Bolsa Família” para um ou mais filhos; As principais fontes de renda dentre os entrevistados provem de salário, agricultura e aposentadoria. Criação de animais e comércio foram apontadas como atividades que não geram renda entre os entrevistados; Em relação à percepção dos moradores em relação ao lugar onde vivem, a maioria dos entrevistados afirmou que “gosta muito” de morar em sua comunidade, e que gostaria que os filhos continuassem morando no mesmo local; Acesso ruim, falta de emprego e falta de serviços públicos foram apontados como os principais problemas entre os moradores entrevistados; Em relação a opções de lazer, a maior parte dos entrevistados apontou a reunião em bares e os esportes como as alternativas principais. F O TO 1 9 – B A R DO “MIRANTE” NO ENG. SÃO SALV ADOR . RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 66
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    O PATRIMÔNIO CULTURAL ODiagnóstico de Patrimônio Cultural representa a ocupação do Estado a das áreas de Influência do Arco Viário partir do período colonial. Ainda que no incluiu uma contextualização etno- início dos séculos XVI a XVII não se histórica da região e levantamento dos disponha efetivamente de um conjunto aspectos culturais dos municípios representativo e significativo, em estudados, incluindo o levantamento do muitos casos as edificações que patrimônio imaterial (festas, danças, sucederam as primeiras, guardam em comidas típicas, lendas, artesanato), do seu conjunto (seja a distribuição patrimônio paisagístico, do patrimônio espacial, seja a própria inserção na espeleológico (cavernas e furnas) e paisagem) os sinais dos primeiros paleontológico, e do patrimônio tempos. material (arqueológico e histórico), relativos à AII, além da realização de uma prospecção da superfície ao longo do eixo de implantação do empreendimento. Todo este material que se constitui em uma excelente e rica compilação de informações de Patrimônio Cultural, pode ser consul- tado no documento principal, EIA. A Área de Influência Indireta do F O TO 2 0 – M O R E N O A N T I G O . F O T O DE ACERVO DE MARIA DO CAR MO R ATIS. empreendimento está entre aquelas que, do ponto de vista histórico, RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 67
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    Todavia, são váriosos bens tombados edificações religiosas, de defesa, além no âmbito da AII, onde se destaca um de exemplares da arquitetura civil conjunto de igrejas que está entre as governamental e particular onde mais antigas do Brasil. O rol de merecem destaque os engenhos de edificações históricas tombadas (e em açúcar. Quanto à distribuição temporal, processo de tombamento), tanto a nível estão comtemplados desde federal como estadual e municipal, monumentos com origem no século abrange uma vasta gama de exemplares XVII, até os representantes do século da arquitetura histórica envolvendo as XX. Q U AD R O 1 0 – LI S TA D O S B E N S TO M B AD O S O U E M P R O CE S S O D E TO M B AM E N TO N O S M U NI CÍ P IO S D A AI I Bem Município Tombamento Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Cidade Igarassu-PE FEDERAL - IPHAN de Igarassu Capela de N. Sra. Do Livramento Igarassu-PE FEDERAL - IPHAN Capela de São Sebastião Igarassu-PE FEDERAL - IPHAN Igreja e Convento de Santo Antônio, inclusive o Adro, o cruzeiro fronteiro e toda a área da Igarassu-PE FEDERAL - IPHAN antiga cerca conventual. Capela do Recolhimento do sagrado Coração de Igarassu-PE FEDERAL - IPHAN Jesus Igreja Matriz dos Santos Cosme e Damião Igarassu-PE FEDERAL - IPHAN ESTADUAL – FUNDARPE / Igreja N. Sra. Da Boa Viagem do Pasmado Igarassu-PE EM PROCESSO IPHAN Engenho Monjope Igarassu-PE EM PROCESSO FUNDARPE Mosteirinho de São Francisco Paudalho-PE FEDERAL - IPHAN Ponte do Itaíba Paudalho-PE ESTADUAL – FUNDARPE Conjunto Ferroviário de Paudalho Paudalho-PE EM PROCESSO FUNDARPE São Lourenço da Igreja Matriz de Nossa Sra. da Luz EM PROCESSO FUNDARPE Mata-PE São Lourenço da Estação Ferroviária Frei Caneca - Sede EM PROCESSO FUNDARPE Mata-PE São Lourenço da Estação Ferroviária Tiúma EM PROCESSO FUNDARPE Mata-PE Engenho Moreno Moreno-PE EM PROCESSO FUNDARPE Estação Ferroviária de Moreno Moreno-PE EM PROCESSO FUNDARPE Jaboatão dos Parque Histórico Nacional dos Guararapes FEDERAL - IPHAN Guararapes-PE Igreja de Nossa Senhora da Piedade do Jaboatão dos FEDERAL - IPHAN Hospício do Carmo Guararapes-PE RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 68
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    Bem Município Tombamento Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, nos Jaboatão dos Montes Guararapes, erguida em Monumento FEDERAL - IPHAN Guararapes-PE Nacional pelo Decreto nº 22.175, de 03.08.1948. Jaboatão dos Igreja Nossa Senhora do Loreto ESTADUAL – FUNDARPE Guararapes-PE Jaboatão dos Antigo Hospício Carmelitano EM PROCESSO IPHAN Guararapes-PE EM PROCESSO FUNDARPE / Jaboatão dos MUNICIPAL - PREFEITURA Povoação de Muribeca dos Guararapes Guararapes-PE DO JABOATÃO DOS GUARARAPES EM PROCESSO FUNDARPE / Conjunto Ferroviário de Jaboatão dos Jaboatão dos PROTEÇÃO FEDERAL - Guararapes Guararapes-PE IPHAN MUNICIPAL - PREFEITURA Jaboatão dos Casa de Amélia Brandão DO JABOATÃO DOS Guararapes-PE GUARARAPES MUNICIPAL - PREFEITURA Jaboatão dos Engenho Suassuna DO JABOATÃO DOS Guararapes-PE GUARARAPES MUNICIPAL - PREFEITURA Jaboatão dos Sítio Histórico de Jaboatão Antigo DO JABOATÃO DOS Guararapes-PE GUARARAPES Cabo de Santo Igreja Nossa Senhora de Nazaré FEDERAL - IPHAN Agostinho-PE Cabo de Santo Engenho Massangana ESTADUAL - FUNDARPE Agostinho-PE Antiga Residência Rural do ex-governador José Cabo de Santo ESTADUAL - FUNDARPE Rufino Agostinho-PE Sítio Histórico do Cabo de Santo Agostinho e Cabo de Santo Baía de Suape (Parque Metropolitano Armando ESTADUAL - FUNDARPE Agostinho-PE Holanda Cavalcanti) Conjunto Arquitetônico e Urbanístico das Áreas Cabo de Santo EM PROCESSO IPHAN da Baía de Suape Agostinho-PE Cabo de Santo Sítio da Vila Operária de Pontezinha EM PROCESSO FUNDARPE Agostinho-PE Conjunto Ferroviário do Cabo de Santo Cabo de Santo EM PROCESSO FUNDARPE Agostinho Agostinho-PE Conjunto Ferroviário do Cabo de Santo Cabo de Santo EM PROCESSO FUNDARPE Agostinho Agostinho-PE RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 69
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    Em relação aPatrimônio Arqueológico, A implantação do Projeto Arco estão registrados no Cadastro Nacional Metropolitano interferirá fisicamente, de Sítios Arqueológicos do IPHAN em áreas rurais, atravessando áreas (CNSA) 69 Sítios. onde se apresentam edificações reconhecidas como de interesse histórico e arqueológico. Todavia, a nível do traçado, nenhum bem tombado será afetado. O engenho Covas (São Lourenço da Mata), o conjunto de Pirassirica (Paudalho) e a linha férrea (Paudalho) estão próximos à área da rodovia, bem como outras edificações remanescentes de antigos F O TO 21 - P ANO RÂMI CA DA OCORRÊNCIA A RQUEO LÓ GICA HIST ÓRIC A DENO MINADA P E 07 24 engenhos que estão situados nas LA / U F P E , L O C A L I Z A D A NO CAB O DE SANTO proximidades de onde ocorrerão as AGOSTINHO-PE. obras. Todavia com base nas consultas realizadas na sede do IPHAN de A prospecção visual de superfície Pernambuco, bem como em outras possibilitou a localização de 09 instituições de pesquisa, foram ocorrências arqueológicas históricas arrolados mais 209 sítios e ocorrências na Área de Influência Direta e Área arqueológicas levantadas na área da AII, Diretamente Afetada do Arco sendo 176 no Cabo de Santo Agostinho, Metropolitano. 07 em Jaboatão dos Guararapes, 10 em São Lourenço da Mata, 01 em Paudalho, 02 em Abreu e Lima, 13 em Igarassu. F O TO 2 3 - C A P E L A D O E N G E N H O C O V A S EM SÃO LOURENÇO D A MAT A-PE, LOC ALIZAD A NA AID DO EMPREENDIMENTO. Os vestígios identificados F O TO 22 - TRECH O DE LINHA FÉ RREA correspondem a fragmentos de LOC ALIZAD A NA ADA EM PAUDALHO-PE material arqueológico em cerâmica, RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 70
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    faiança, faiança fina,grés, vidro, entre atuais, onde predominou a cultura outros, cuja cronologia se situa entre canavieira. os séculos XVII e XX. Foram O Quadro a seguir sintetiza as identificas peças produzidas em ocorrências identificadas durante os Portugal, Inglaterra, e Brasil. Tais trabalhos de prospecção superficial ao achados refletem a ocupação da área longo do Arco. desde o período colonial até os dias Q U AD R O 1 1 – S Í TI O S E O C O R R Ê NC I A S LO C A LI Z AD A S D U RA N TE P R O S P EC Ç ÃO D E S U P E RF Í CI E A O LO N GO D O A R CO V I Á RI O NOME CATEGORIA LOCALIZAÇÃO MUNICÍPIO PONTO DATA PE0721 Histórica AID e ADA Paudalho ARCO103 13/11/2011 LA/UFPE OI PE0722 São Lourenço Histórica AID e ADA ARCO085 13/11/2011 LA/UFPE da Mata PE0723 Cabo de Santo Histórica AID ARCO001 11/01/2012 LA/UFPE Agostinho PE0724 Cabo de Santo Histórica AID e ADA ARCO007 11/01/2012 LA/UFPE Agostinho PE0725 Cabo de Santo Histórica AID e ADA ARCO008 11/01/2012 LA/UFPE Agostinho PE0726 São Lourenço Histórica AID e ADA ARCO063 12/01/2012 LA/UFPE da Mata PE0727 São Lourenço Histórica AID e ADA ARCO082 13/01/2012 LA/UFPE da Mata PE0728 São Lourenço Histórica AID e ADA ARCO077 13/01/2012 LA/UFPE da Mata PE0729 Jaboatão dos Histórica AID e ADA ARCO026 13/01/2012 LA/UFPE Guararapes RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 71
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    AVALIAÇÃO DE IMPACTOAMBIENTAL Os impactos ambientais basicamente Quanto melhor caracterizadas estejam são o resultado da superposição de estas camadas de informação, mais duas camadas de informação: a realista será a análise efetuada. Nesse primeira que representa o cenário sentido, o Termo de Referência adquire ambiental de um território nas também essa função, de definir os condições em que se encontra antes da aspectos mínimos de cada camada que implantação do empreendimento, e a devem ser caracterizados para obter um segunda resultado coerente representa o quando superpostas. projeto, o qual Em relação a essa condiciona a conceituação, é fácil forma com que entender que quanto as ações melhor caracterizadas transformadoras e mais realistas sejam irão atuar no estas duas camadas, território melhores e mais previamente próximos da realidade caracterizado. serão os resultados que RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 72
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    poderão ser obtidos,pois a análise de de implantação como na etapa de impactos é uma atividade de operação. Em outras palavras, os planejamento, uma modelagem impactos decorrentes deste tipo de conduzida previamente à implantação infraestrutura são plenamente do empreendimento, ou seja, que se conhecidos nos seus fundamentos e baseia em hipóteses que podem ou não relações de causa e efeito. O que muda se confirmar na situação real. Estas de projeto em projeto, é a intensidade e hipóteses estão baseadas, dentre os efeitos que estes impactos já outras coisas, nas experiências de conhecidos causam em determinado projetos similares que foram ecossistema. implantados e monitorados na vida real. Essa valoração é dada justamente pela camada que representa a condição ambiental existente onde se inserirá o empreendimento. No caso do Arco, os diagnósticos aprofundados permitiram consolidar um entendimento integrado da AID principalmente, focado na determinação dos pontos mais vulneráveis que poderão vir a ser atingidos pelo empreendimento, Nesse sentido salienta-se que os destacando-se: projetos rodoviários são amplamente conhecidos, pois o ser humano constrói As populações rurais; estradas desde a época dos romanos. Os remanescentes florestais; No Brasil, os registros históricos indicam Os recursos hídricos. que desde há 150 anos começou a ser São várias as metodologias que existem implantada a tecnologia de para avaliar os impactos ambientais, pavimentação de rodovias, quando foi neste caso, utilizou-se a mais simples de implantada a Estrada União e Indústria, todas que é a discussão multidisciplinar, que liga Petrópolis (RJ) a Juiz de Fora onde cada especialistas propõe os (MG). impactos identificados na sua área de Atualmente órgãos como o DNIT e o atuação, para serem discutidos e DER possuem vastos acervos de qualificados em conjunto com toda a manuais e especificações técnicas equipe envolvida. Os resultados foram relacionadas com o desempenho sintetizados em uma matriz de impacto. ambiental de estradas, tanto na etapa RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 73
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    ESTUDADOS? QUAIS FORAM OSCENÁRIOS ESTUDADOS? É de praxe que os Termos de Referência as áreas de influência dos vetores de dos estudos ambientais exijam a análise transformação que se vivenciam na de dois (2) cenários: o Cenário de RMR e que são muito maiores que o Implantação do Empreendimento e o Arco. Com efeito, o Documento Cenário de Não implantação do Metrópole estratégica de 2000 Empreendimento. sinalizava para estas áreas rurais do oeste da RMR uma vocação voltada CENÁRIO DE NÃO IMPLANTAÇÃO para a exploração do seu patrimônio O CENÁRIO DE NÃO IMPLANTAÇÃO do cultural, porém, a realidade atual está empreendimento tenta prever o que longe de ser essa, pois hoje o Oeste acontecerá nas áreas de influência em Metropolitano está destinado a um caso é por algum motivo o projeto não desenvolvimento muito mais abran- chegue a ser implantado. Na gente com abertura de uma nova frente abordagem do estudo esta solicitação de desenvolvimento imobiliário, do TR foi estudada, inclusive com a industrial e de serviços, que ora irá elaboração de uma matriz de impactos desenvolver a sua própria dinâmica no pré-existentes identificados pela equipe território, ora irá apoiar a dinâmica técnica, a qual pode ser conferida no intensa que se vivencia em Suape, EIA no item 7.7. Goiana e mais timidamente em Vitória. Em síntese deste cenário, pode-se dizer Dentro desta proposta do Oeste que a não implantação do Metropolitano, o Arco é apenas um empreendimento representaria um facilitador do processo de desenvol- retrocesso grande dentro do programa vimento, mas não o indutor do mesmo. de mobilidade da RMR, com Assim, caso o Arco não seja implantado rebatimento negativo direto em neste primeiro momento, outras aspectos de mobilidade, competiti- propostas virão com outras vidade, desenvolvimento econômico, concepções, mais ou menos abran- atratividade para investimentos, gentes, mas com a mesma finalidade de credibilidade institucional dentre outros abrir essa nova fronteira e articular a aspectos negativos. A saturação da BR- infraestrutura já existente. 101 se viria incrementada progressiva- mente e a interligação entre polos de CENÁRIO DE IMPLANTAÇÃO desenvolvimento altamente prejudicada O cenário de implantação do Arco é o neste cenário. Um aspecto importante que realmente interessa. Nele foi de ser mencionado, é que a não CONSIDERADO A IMPLANTAÇÃO DA implantação do Arco Viário não livraria 1° ETAPA DO EMPREENDIMENTO E RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 74
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    A OPERAÇÃO DOARCO VIÁRIO supervisão permanente dos órgãos de DENTRO DAS MELHORES PRÁTICAS DA controle como a CPRH. ENGENHARIA, COM OBSERVÂNCIA DE O cenário de implantação considera as TODOS OS CRITÉRIOS TÉCNICOS características do empreendimento da DEFINIDOS NO PROJETO, BEM COMO forma como foram descritas no capítulo NAS ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DO respectivo, um prazo de implantação de MESMO E O ATENDIMENTO INTEGRAL 36 meses e de operação por um período DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E de 30 anos, condizente com a vigência TRABALHISTA EM VIGOR. Da mesma do contrato de concessão. forma, considera o acompanhamento e CRITÉ QUAIS FORAM OS CRITÉRIOS DE QUALIFICAÇÃO QUE FORAM ADOTADOS ? Os critérios de qualificação adotados na A análise ambiental foi conduzida análise foram os exigidos no Termo de separadamente para cada um dos três Referência da CPRH (Ver Anexo 01 do (3) trechos analisados, através da EIA), os quais foram sistematizados em definição de um último parâmetro que uma matriz de impacto subdividida nas recolhe os demais e determina a Fases de Planejamento, implantação MAGNITUDE DO IMPACTO, que segue a da 1° Etapa e operação do escala definida a baixo, tanto para empreendimento. impactos positivos como para impactos negativos: PRINCIPA PAIS QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS RESULTADOS OBTIDOS SÍNTESE A comparação entre IMPACTOS que conformam o Arco, destacando-se POSITIVOS E NEGATIVOS foi realizada que os resultados obtidos são ponderativamente para aportar condicentes com a essência dos ferramentas no processo de análise da empreendimentos de interesse público, viabilidade ambiental do onde se parte do predicado que os empreendimento. O resultado desta benefícios em todas as dimensões serão ponderação se observa na Figura a muito maiores que o custo a ser pago seguir para cada um dos três (3) trechos para beneficiar a coletividade. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 75
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    F I GUR A 3 0 – P O N DE R A ÇÃ O D E I M P AC TO S P O S I TIVO S E N E GA TI V O S N O A R C O VI Á R IO A Figura 31 por sua vez, analisa os Oeste respectivamente. Este resultado impactos ambientais positivos e é decorrente das restrições ambientais negativos por Trecho. Observe-se no que se apresentam no setor norte da gráfico da esquerda (Impactos AID, onde grande parte do percurso é POSITIVOS) como a MAGNITUDE de um absorvido na travessia de áreas de mata maior número de impactos classifica no como no CIMNC, ou então, em topos de nível de importância Alto ou Muito Alto. tabuleiros muito estreitos contornados por talvegues íngremes recobertos com Observe-se também no mesmo gráfico vegetação nativa, onde em ambos os da esquerda, como o Trecho Norte casos, a possibilidade de induzir um adquire menor número de impactos desenvolvimento de qualquer tipo nas positivos de importância Alta, tornando- imediações, é altamente limitado. se menos atraente que os Trechos Sul e F I GU R A 3 1 – C O MP A R AÇ Ã O D E M A GN I TUD E S D E I M P AC TO S P O S I TI V OS E N E GA TI V O S P O R TR E C H O POSITIVOS NEGATIVOS RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 76
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    A Figura 32apresenta a ponderação de temporários e terão uma duração impactos negativos por Fases. Observe- inferior a 36 meses. A Fase de operação se como a Fase de pré-implantação resulta ser a menos impactante, por resulta ser a mais impactante em conta das atividades rotineiras que se termos ponderativos, isto porque nela desenvolverão ao longo de 30 anos de se inclui o remanejamento de população concessão, entretanto, os impactos rural, que constitui o principal impacto neste caso são de características do Arco Viário a critério da equipe permanentes, sendo as ocorrências técnica. mais graves as relacionadas com eventos acidentais como o derrame de Posteriormente segue a Fase de produtos perigosos ou acidentes de implantação, onde se inserem impactos tráfego envolvendo este tipo de importantes como a supressão de produtos, que eventualmente cheguem vegetação e o desmonte de rocha com a afetar os recursos hídricos e/ou as explosivos, os quais, no entanto, serão comunidades inseridas dentro da AID. F I GU R A 3 2 – A TU A ÇÃ O D E I MP A C TO S N E GA TI V O S P O R F A S E P R E V IS TA N O E M P R E E ND IM E N TO LISTA DE IMPACTOS CONSIDERADOS NO E S TUDO Para efeitos de socializar os a lista completa de impactos que resultados do estudo, apresenta-se a foram analisados no EIA classificados seguir uma matriz simplificada de em termos de Magnitude para cada impacto, adaptada da matriz principal um dos trechos que compõem o Arco. contida no EIA, e na qual se apresenta RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 77
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    Q U ADR O 1 2 – MA TR I Z S IM P LIF IC A DA D E IM P AC TO AM B I EN TA L I M P A C T OS P OS I TI V OS MAGNITUDE N° DESCRIÇÃO DO IMPACTO DO IMPACTO T.SUL T.OESTE T.NORTE 1. IMPACTOS POSITIVOS DO EMPREENDIMENTO 1.1 FASE DE PLANEJAMENTO /PRÉ - IMPLANTAÇÃO 1 Aumento do conhecimento Científico da Zona Rural da RMR. ALTA ALTA MOD Abertura de uma nova fronteira de desenvolvimento ao oeste da RMR, com a 2 oportunidade de realizar nela um planejamento efetivo e sustentável com integração ALTA ALTA MOD total de aspectos ambientais, sociais, econômicos dentre outros. Indução à alteração de Planos Diretores dos municípios cortados pelo Arco, com a 3 oportunidade de efetuar um aprofundamento nas diretrizes definidas para as áreas ALTA ALTA MOD rurais. Possibilidade de fortalecer a articulação social, cultural e produtiva entre municípios 4 BAIXA BAIXA BAIXA vizinhos cortados pelo Arco. 5 Valorização imobiliária e fundiária. ALTA ALTA BAIXA Possibilidade de consolidar lideranças e grupos organizados dentro da AID do 6 BAIXA BAIXA BAIXA empreendimento. Possibilidade de induzir uma melhoria nas unidades de conservação inseridas na AID 7 ALTA ALTA MOD do empreendimento, e em cuja zona de amortecimento ficará inserido o Arco Viário. Possibilidade de melhorar as condições de habitabilidade da população rural a ser 8 ALTA ALTA ALTA remanejada da ADA do empreendimento. 1.2 FASE DE IMPLANTAÇÃO Geração de empregos diretos e dinamização da economia da AID, durante a Fase de 9 M.ALTA M.ALTA M.ALTA Implantação do empreendimento. 1.3 FASE DE OPERAÇÃO Melhoria da qualidade de vida dos municípios de Igarassu, Abreu e Lima, Paulista e 10 Recife, que atualmente recebem os impactos diretos dos congestionamentos na BR- M.ALTA M.ALTA M.ALTA 101. 11 Diminuição dos índices de acidentalidade na BR-101 no trecho urbano da RMR. ALTA ALTA ALTA Beneficio para RMR, dotando-a de uma rodovia de alto padrão, tornando-a mais competitiva em relação ao escoamento de cargas, o que redunda em atratividade de 12 M.ALTA M.ALTA M.ALTA novos empreendimentos a se instalarem nos polos de desenvolvimento interligados pelo Arco. Melhoria na interligação entre os polos de desenvolvimento do sul, norte e oeste, 13 M.ALTA M.ALTA M.ALTA servindo ademais de eixo de integração do transporte de cargas intermodal. Melhoria na mobilidade na RMR, ao criar uma alternativa de separação dos fluxos 14 veiculares internos e de transposição que atualmente circulam pelas BRs 101, 232 e ALTA ALTA ALTA 408, redistribuindo o tráfego e aliviando o sistema viário metropolitano. Alternativa de desvio e/ou controle mais efetivo de cargas perigosas que transitam 15 ALTA ALTA ALTA pela RMR, além de controle de peso por eixo em veículos pesados. Efeito demonstração de um novo conceito de operação de rodovias, com segurança e serviços para o usuário, podendo-se converter em um mecanismo de pressão para o 16 BAIXA BAIXA BAIXA poder público, em relação à necessidade de melhoria da malha viária operada pelo DER e DNIT. 17 Melhoramento da acessibilidade às comunidades cortadas pelo Arco Viário. BAIXA BAIXA BAIXA Possibilidade de implantar ações socioambientais através do Fundo Socioambiental 18 ALTA ALTA ALTA previsto no sistema de concessão. Possibilidade de recuperação de trechos de áreas sensíveis como APPs, inseridas na 19 ALTA ALTA ALTA faixa de domínio e que hoje são utilizadas para o cultivo de cana-de-açúcar. Minimização da possibilidade de atrair ocupações irregulares para o entorno da via, 20 ALTA ALTA ALTA pela restrição de acesso que contempla a proposta do empreendimento. Possibilidade de estabelecer parcerias com as comunidades rurais para implantação 21 de ações dentro da Faixa de Domínio, a exemplo da produção de mudas e ações de MOD MOD MOD reflorestamento. Implantação de Programas Ambientais como um dos mecanismos de melhoria da 22 ALTA ALTA ALTA qualidade ambiental da AID. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 78
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    I M PA C T OS NE GA T I V OS IMPORTÂNCIA N° DESCRIÇÃO DO IMPACTO DO IMPACTO SUL OESTE NORTE 2.1 FASE DE PLANEJAMENTO / PRÉ - IMPLANTAÇÃO Levantamento de expectativas na população e criação de clima de insegurança e eventual 23 MOD MOD MOD oposição ao empreendimento. Distorção e especulação do custo da terra ante a perspectiva de implantação do 24 MOD MOD MOD empreendimento. 25 Perda de terras agrícolas produtivas e/ou atividades particulares. BAIXA BAIXA BAIXA Perda de estoques minerários nas áreas inseridas na faixa de domínio, requeridas ou não no 26 BAIXA BAIXA MOD DNPM. Retirada involuntária da população rural que habita hoje a ADA, com ruptura de ativos 27 M.ALTA M.ALTA M.ALTA sociais, redes sociais, laços de vizinhança dentre outros efeitos. 28 Fragmentação de assentamentos e comunidades rurais. M.ALTA MOD ALTA 2.2 FASE DE IMPLANTAÇÃO DA 1° ETAPA Chegada do contingente de operários, pressionando a infraestrutura de serviços da AID, e 29 ALTA ALTA ALTA criando eventuais tensões sociais com as comunidades rurais do entorno. 30 Perda potencial de vestígios arqueológicos nas áreas utilizadas para canteiros de obra. BAIXA BAIXA BAIXA Geração de subprodutos com potencial poluidor como efluentes líquidos e resíduos 31 MOD MOD MOD sólidos. 32 Aumento dos níveis de ruído e material particulado no entorno do(s) canteiro(s) de obras. BAIXA BAIXA BAIXA 33 Perda de vegetação do Ecossistema Mata Atlântica em diferentes estágios de regeneração. ALTA ALTA M.ALTA 34 Fragmentação de remanescentes florestais. NA BAIXA MOD Geração de material de expurgo e material lenhoso com potencial de afetar o meio 35 BAIXA BAIXA MOD ambiente em caso de gerenciamento inadequado. 36 Potencial perda de indivíduos da fauna terrestre. ALTA MOD ALTA 37 Perda de habitat e afugentamento de espécimes para fragmentos contíguos. MOD MOD MOD 38 Possibilidade de ocorrência de acidentes com animais peçonhentos. BAIXA BAIXA MOD 39 Exposição do solo com o potencial acréscimo de focos de processos erosivos. BAIXA BAIXA MOD Descaracterização morfológica e paisagística do terreno pelas atividades de corte e aterro, 40 MOD MOD MOD tanto ao longo da pista como nas áreas de empréstimo. Descaracterização de áreas de bota-fora pela geração de material excedente de escavação, 41 ALTA ALTA BAIXA com destaque para o solo inconsistente removido das áreas baixas encharcadas. Possibilidade de carregamento de sedimentos para os cursos de água que cortam a 42 ALTA ALTA ALTA rodovia, causando o assoreamento dos mesmos e comprometimento da qualidade d'água. Possibilidade de induzir riscos associados a instabilidades geotécnicas nos taludes de corte 43 ALTA ALTA ALTA e aterro. Inserção de riscos de acidentes, desconforto, ruído e vibrações pelo desmonte de rocha 44 M.ALTA ALTA ALTA com explosivos. Risco de dano a edificações existentes, especialmente aquelas de relevante valor cultural, 45 ALTA ALTA MOD por efeitos das vibrações do terreno com o uso de explosivos. 46 Intervenção em APP de cursos d'água e áreas baixas encharcadas. ALTA ALTA MOD Alteração e/ou eliminação de pontos de afloramento do lençol freático (cacimbas / 47 MOD MOD M.BAIXA surgências / nascentes). Possibilidade de alteração das condições hidrogeológicas locais, em qualquer aspecto M.BAIX M.BAIX 48 A A M.BAIXA (qualidade, quantidade, recarga, etc). Possibilidade de intensificar alagamentos decorrentes de cheias dos cursos d'água, por 49 NA BAIXA NA causa da elevação dos corpos dos aterros. Possibilidade de destruição e de exposição de estruturas e de sítios arqueológicos pré- 50 MOD MOD MOD históricos e históricos porventura existentes na ADA. 51 Interferência com redes de serviços estruturadoras da RMR. MOD MOD BAIXA Interferência com redes de infraestrutura rural, principalmente de eletrificação rural, 52 MOD MOD ALTA caminhos de serviço, e cacimbas de abastecimento d'água. Aumento dos níveis de material particulado e ruído nas áreas de terraplenagem e 53 MOD MOD MOD circulação de máquinas. Aumento dos riscos de acidentalidade com pedestres e/ou outros veículos que circulam 54 ALTA MOD MOD dentro da AID. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 79
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    IMPORTÂNCIA N° DESCRIÇÃO DO IMPACTO DO IMPACTO SUL OESTE NORTE Possibilidade de afetar a biota aquática em decorrência da construção de pontes, bueiros e 55 outras estruturas de drenagem, bem como em decorrência de derrames acidentais de BAIXA BAIXA BAIXA asfalto e outros produtos. Impermeabilização de superfícies, aumentando a produção de deflúvios em pontos 56 BAIXA BAIXA MOD específicos do terreno, com potencial aumento de processos erosivos. Possibilidade de alterar a hidrodinâmica dos cursos d'água pela implantação de pontes e 57 BAIXA BAIXA M.BAIXA obras de drenagem. 2.3 FASE DE OPERAÇÃO Possibilidade de induzir ocupações desordenadas nas áreas aferentes à faixa de domínio da 58 MOD MOD MOD rodovia. Alteração da qualidade do ar, em decorrência das emissões provenientes dos escapes dos 59 veículos que circularão pelo Arco Viário, bem como aumento dos níveis de intensidade MOD MOD MOD sonora verificados atualmente na ADA e na AID. Inserção de risco de contaminação do solo e as águas superficiais e subterrâneas em 60 MOD MOD MOD decorrência de eventos acidentes com veículos transportando produtos perigosos. Inserção de risco de contaminação do solo e as águas superficiais e subterrâneas em 61 decorrência do efeito cumulativo de óleo, graxa, e resíduos sólidos em pequenas BAIXA BAIXA BAIXA quantidades mas de forma continuada 62 Risco de atropelamento de Fauna na travessia por áreas de vegetação nativa. BAIXA BAIXA MOD Eventuais situações de risco por diminuição de visibilidade na pista decorrente de 63 BAIXA BAIXA M.BAIXA queimadas de cana-de-açúcar nas áreas lindeiras. Geração de resíduos sólidos e efluentes líquidos provenientes das instalações 64 MOD BAIXA BAIXA administrativas e operacionais da concessionária e da mesma operação da rodovia. Provável elevação de custos de transporte e de produtos transportados em decorrência da 65 BAIXA NA NA cobrança de pedágio. Alteração das condições de mobilidade interna dentro da AII do empreendimento, por 66 ALTA ALTA MOD conta do "efeito barreira" da faixa de domínio. Deslocamento progressivo de comunidades assentadas ao longo do arco, pela indução de 67 MOD MOD MOD desenvolvimento que se espera decorra da implantação do Arco. Divisão da APA Aldeia - Beberibe e efeitos em outras Unidades de Conservação em cuja 68 BAIXA BAIXA BAIXA zona de amortecimento ficará inserido o empreendimento. 2.4 FASE DE IMPLANTAÇÃO DA 2° ETAPA Replica da maior parte dos impactos analisados para a 1° etapa de implantação, mas com ocorrência mais moderada em termos de magnitude, pois todas as obras serão realizadas 69 NA ALTA ALTA dentro de uma faixa de domínio já desapropriada, que conta com um acesso expresso através do próprio Arco. N.A = Não aplica para o trecho correspondente PRINCIPA PAIS QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS IMPACTOS IDENTIFICADOS? A maior parte dos IMPACTOS do Arco Viário não é diferente. O POSITIVOS são de abrangência regional principal impacto positivo que o projeto pois o projeto, na sua conjuntura promoverá será o de facilitar o integrada, claro que causará um transporte, a comunicação e a expansão impacto positivo na região e no Estado. do comércio intermunicipal e regional, possibilitando o crescimento de A essência de qualquer obra de produção e comercialização a partir do infraestrutura construída com recursos fluxo de capitais e de pessoas, públicos não é outra que beneficiar a acelerando a interconexão entre os coletividade, e nesse sentido o projeto municípios e entre polos de RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 80
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    desenvolvimento, de forma a diminuição do índice de acidentes, proporcionar melhores condições de fomento do potencial econômico, vida aos cidadãos e cidadãs. O Arco cultural e de integração municipal pela Viário significa um aumento de valorização econômica do solo. velocidade, diminuição do tempo de deslocamento, maior disciplinamento Os principais IMPACTOS NEGATIVOS são do trânsito, dinamizando o uso e de abrangência pontual ou local, ou ocupação do solo e incrementando o seja, estarão bem localizados valor imobiliário do entorno. espacialmente, o que facilita de certa forma o seu controle. Os principais Mais ainda, o projeto promoverá um impactos Negativo são descritos a aumento da segurança e conforto, seguir: Retirada involuntária da população rural que habita hoje a ADA, co m ruptura de ativos sociais, redes sociais, laços de vizin hança dentre outros efeitos. O traçado do Arco Viário acompanha comunidade e/ou nas comunidades estradas vicinais e caminhos de serviço vizinhas. rurais existentes atualmente na AID. O impacto agrava-se quando se Isto tem o seu aspecto positivo, pois se considera que em todos os casos as discorre sobre áreas mais antropizadas comunidades serão retiradas apenas minimizando a supressão de vegetação, parcialmente, ou seja, apenas alguns mas em compensação, termina-se imóveis do total, fragmentando os laços afetando um número significativo de familiares e de vizinhança. Igualmente, comunidades rurais assentadas às o Arco fragmentará fisicamente uma margens destas estradas. parte das comunidades, as quais ficarão As estimativas do estudo indicam que divididas de um lado e de outro da nova aproximadamente 500 pessoas terão rodovia, interligadas apenas pelas que ser remanejadas do seu local de passagens de transposição que foram moradia para dar passo à infraestrutura dimensionadas para atender do Arco. Este remanejamento basicamente as atividades canavieiras. involuntário é extremamente Como parte deste mesmo impacto, o perturbador para as comunidades, prognóstico a futuro da implantação do principalmente aquelas, que como Arco deixa entrever que a atratividade verificado na maior parte do Arco, tem do empreendimento para o um apego grande pela terra e laços desenvolvimento das áreas marginais, familiares muito estreitos na própria especialmente nos trechos Sul e Oeste, pode criar conflitos pelo uso do solo, RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 81
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    pois estas áreassão ocupadas equipe do EIA recomendou como atualmente por estas comunidades, e se medida de mitigação a elaboração de não forem tomadas medidas de um Programa de Remanejamento de planejamento pertinentes, estas irão População para conduzir este processo sendo deslocadas da origem de sua com justiça e respeito. A base do moradia sem nenhum controle. remanejamento recomendada será a colocação destas pessoas em uma nova Diante dos exemplos recentes de moradia dentro da mesma área ao invés remanejamento de pessoas na RMR, a da opção pela indenização em dinheiro. F I GU R A 3 3 – D IS TR I B UI ÇÃ O D A S P E S SO A S A S E R E M R E M AN E JA D A S E M R E LA Ç Ã O A OS M UN IC Í PI O S O ND E S E LO CA LI Z AM PERDA DE VEGETAÇÃO DO ECOSSIS TEMA MATA ATLÂNTICA EM DIFERENTE S ESTÁGIOS DE R EGENERA ÇÃO de vegetação, ou seja, 0,46 hectares por cada quilômetro de rodovia a ser implantado. Para a 2° etapa (duplicação dos trechos Oeste e Norte) se teria um acréscimo de supressão de 11,10 hectares. Nos municípios de Moreno e Abreu e Lima estarão concentrados os principais A supressão de vegetação nativa de percentuais de supressão conforme se mata atlântica inevitavelmente mostra na Figura 34. Entretanto em acontecerá em todos os trechos em termos de impacto as duas condições diferentes proporções. As estimativas são totalmente diferentes. No município do estudo permitiram estimar que para de Moreno a supressão estará a implantação da 1° etapa do Arco será pulverizada em pequenos e muitos requerida a supressão de 35,74 hectares fragmentos localizados às margens das RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 82
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    estradas vicinais quecortam o trecho. da mata do CIMNC. As Figuras 35 e 36 Esta vegetação em termos gerais se resumem o que será a supressão de encontra em estagio inicial de vegetação em relação ao estágio de regeneração. Já em Abreu e Lima a regeneração em que foi encontrada e supressão será realizada em poucos ao tamanho dos fragmentos que serão fragmentos sendo o principal a borda suprimidos. F I GU R A 3 4 – DI S TR I BU IÇ Ã O D A V E GE TA Ç ÃO A S E R SU P R IM ID A N O S MU N IC Í PI O S C O R TA DO S P E LO A RC O F I GU R A 3 5 – DI S TR I BU IÇ Ã O D A V E GE TA Ç ÃO A S E R SU P R IM ID A E M F UN Ç ÃO D O E S T Á GIO D E R E GE N E R AÇ Ã O F I GU R A 3 6 – DI S TR I BU IÇ Ã O D A V E GE TA Ç ÃO A S E R SU P R IM ID A E M F UN Ç ÃO D O TAM A NH O D OS F R A GME N TO S RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 83
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    Em relação àanálise de impacto, supressão está concentrada em destacam-se os seguintes pontos. pequenos fragmentos os quais apenas serão “mordidos” nas bordas pelo Os maiores fragmentos a serem projeto. No trecho Norte não se suprimidos por trecho serão: considera que a travessia da mata do Trecho Sul – Fragmento de 3,09ha CIMNC cause fragmentação relevante, ao norte da BR-232 no setor de pois esta já se encontra fragmentada no Granjas próximo da Polícia Federal; mesmo ponto da travessia do Arco. Trecho Oeste – Fragmento de Finalmente, salienta-se que a supressão 1,19ha ao norte de Nossa Senhora de vegetação dentro de Unidades de da Luz; Conservação somente será verificada Trecho Norte – Fragmento de no Trecho Norte, que se insere dentro 5,43ha na travessia da Mata de da APA Aldeia – Beberibe. Aldeia. Como mitigação do estudo foram Nos trechos Sul e Oeste não haverá propostas alterações no traçado para fragmentação de vegetação, pois a preservação de alguns fragmentos, e a compensação em proporção de 2:1. IMPACTOS NOS RE CUR SOS HÍDRI COS preservação deste recurso tão importante para a sobrevivência da RMR. Em relação a isto, é importante recapitular inicialmente sobre a concepção do empreendimento, que buscou a sinergia com as estradas de serviços já existentes dentro da AID, acompanhando sempre que possível estes percursos que discorrem pelas áreas mais baixas, contornando os Vários impactos negativos dos listados fundos de talvegues, cursos de água e no Quadro 12 estão direcionados para áreas baixas encharcadas. Embora o os Recursos Hídricos, tanto na etapa de empreendimento tenha buscado o implantação como de operação. Esta afastamento destas áreas úmidas, em preocupação é pertinente, uma vez que alguns casos será inevitável que os a região é rica em água e parte do aterros previstos atinjam estas várzeas traçado discorre dentro da cobertura que na maioria dos casos conformam legal da Área de Proteção dos uma rede de canais construídos pelas Mananciais, que tem como finalidade a RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 84
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    atividades canavieiras. Nestasáreas paralelo ao Arco em um segmento do baixas eventualmente foram Trecho Oeste. Igualmente foi solicitado identificadas cacimbas exploradas pelos como mitigação a reconstrução da moradores locais como fonte de fonte de abastecimento de águas das abastecimento de água. O principal comunidades atingidas, e a elaboração impacto nesse sentido será a perda de um Plano de Ataque com destas cacimbas que abastecem detalhamento metodológico para comunidades. O impacto no recurso implantação da ponte sobre o Rio hídrico como tal, na riqueza hídrica Capibaribe, que será o único ponto propriamente dita será irrelevante. O onde haverá uma intervenção física em impacto na qualidade d’água está um corpo de água. representado por casuais eventos acidentais de derramamento de produtos e/ou carreamento de sedimentos. Como medidas de mitigação recomen- daram-se desvios do eixo para afastá-lo de pontos que foram considerados como relevantes, a exemplo da cacimba onde nasce o Riacho dos Perdidos no Trecho Sul e a ocupação de parte da APP do Rio Várzea do Una, que se torna IMPACTOS NA MOBILIDADE INTERNA NA AID Mobilidade esta que se verifica diariamente pelo fluxo de alunos para as escolas, dos trabalhadores para as usinas, das donas de casa para as feiras, dos assentados para as parcelas, das sedes urbanas para a área rural, etc. Este impacto foi considerado como relevante, e para mitiga-lo foram identificados os principais caminhos que serão interrompidos, e sua A implantação do Arco e o efeito reconstrução foi apontada como barreira que ele representa implica na medida de mitigação. alteração da mobilidade interna na área. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 85
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    Da mesma forma,considerando que transposição, recomendou-se consi- alguns assentamentos de reforma derar uma segunda tipologia de agrária ficarão divididos pelo Arco e que passagem, menor, apenas para permitir o cruzamento de um lado para outro só a passagem de pedestres, motos, poderá ser feito pelas passagens de bicicletas e veículos menores. ESCAVA ÇÃO DE ROCHA COM EXPL OSIVOS imprevisto. Assim, no caso do Arco, considerando que há um grande número de comunidades dentro da AID, que se verificam ainda remanescentes históricos dos antigos engenhos, e o cruzamento de infraestrutura importante para a RMR como a adutora de Tapacurá, o gasoduto e linhas de transmissão de alta tensão, o impacto foi conside- Um diferencial da obra do Arco Viário rado como importante dentro da será a necessidade de escavar um concepção geral. A entrada de percentual expressivo do traçado com explosivos dentro da AID pode gerar a ajuda de explosivos (desmonte a adicionalmente problemas de fogo na linguagem mais técnica). segurança, pois no Brasil, o roubo Conforme se mostra no Quadro 04 do deste tipo de produtos em obras de RIMA, aproximadamente 2.000.000 engenharia, especialmente de de m³ de rocha terão que ser retirados estradas aumentou muito nos últimos para conformação da calha viária. anos. Como todos os aspectos da engenharia rodoviária, as técnicas de A mitigação do impacto diz respeito à escavação com explosivos evoluíram elaboração de um Plano de Ação Geral notoriamente e hoje oferecem um para esta atividade, o qual se deve risco muito menor que no passado, tornar específico para cada setor que contudo, ainda continua sendo uma vá sendo trabalhado. atividade que possui o potencial de fazer bastante dano no evento de um RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 86
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    E A QUALIDADEAMBIENTAL ? O que é qualidade ambiental ? Será que No outro eixo, a qualidade ambiental esta qualidade ambiental será melhor verificada através do diagnóstico do no futuro com o Arco ou sem o Arco ? O EIA, mostra igualmente notórias e entendimento atual para entrar a constantes pressões com supressão de filosofar sobre estas questões que remanescentes florestais, unidades de fogem do enfoque técnico do EIA/RIMA, conservação sem vegetação, poluição é a utilização de um conceito mais da água, atividades de caça, cultivo de amplo, que envolve um lado mais cana nas APPs e outras. Mesmo sem o humano e não apenas ecológico como Arco a região não ficará como está. O se fazia no passado: O DESENVOL- desenvolvimento irá progressivamente VIMENTO SUSTENTÁVEL. Com efeito, abraçando estas áreas ao oeste da RMR neste critério se fusiona a qualidade e a pergunta que se faz é: será que sem ambiental e a qualidade de vida das um eixo estruturador este desenvol- pessoas que habitam um determinado vimento se dará de forma espontânea e espaço. predatória? Possivelmente sim. E no CENÁRIO DE IMPLANTAÇÃO DO EMPREENDIMENTO, será que caminha- remos em direção do Desenvolvimento Sustentável? Tudo está fadado para que assim seja. O projeto é consistente, se insere dentro de um planejamento regional e se adotadas as medidas mitigadoras e compensatórias propostas, não teria porque se verificar Aplicando esta conceituação ao um empobrecimento das comunidades, CENÁRIO DE NÃO IMPLANTAÇÃO DO nem um declínio na qualidade ARCO e considerando que este ambiental. corresponde ao Cenário Tendencial, ou Agora, este Desenvolvimento Sustentá- seja, à continuação do que se tem vel na AID do Arco Viário não depende atualmente, vemos como a qualidade somente do empreendedor, mas de vida das comunidades que habitam a também e principalmente, das prefei- AID é precária, com péssimos acessos, turas municipais que devem priorizar a sem água encanada, sem a propriedade atualização dos seus Planos Diretores e da terra em muitos casos, trabalhando fazer efetivamente cumprir as diretrizes de forma sazonal, sem voz nem poder de uso do solo que sejam definidas. de decisão sobre o seu próprio futuro. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 87
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    MITIGAÇÃO, COMPENSAÇÃO E PROGRAMAS AMBIENTAIS MEDIDAS MITIGADORAS Para cada um dos impactos incluídos na Ministério do Trabalho, legislação matriz de impacto do Estudo foi ambiental referente a ruído, qualidade definida ao menos uma medida do ar, qualidade d’água, normas e mitigadora. A maior parte delas é de procedimentos recomendados pelo caráter preventivo e referem-se às boas DNIT dentre outras. práticas de construção è à observância Foram feitas as recomendações de de normas já estabelecidas na praxe de cuidados com os resíduos construção civil como as NR do sólidos, com os efluentes, com a RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 88
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    segurança, o reflorestamentode APPs Outras medidas de mitigação inseridas dentro da Faixa de Domínio, o recomendadas no estudo dizem aproveitamento da mão de obra local, respeito à complementação dos dentre outras. estudos, como no caso da Elaboração do Plano de Ataque para a construção A principal medida de mitigação do da ponte sobre o Rio Capibaribe, que estudo diz respeito às alterações do deverá ser submetido a consideração da traçado em pontos específicos que CPRH. Igualmente, quando chegado o foram devidamente pontoados no EIA, momento de duplicar os trechos Oeste e cuja observância reduzirá substan- e Norte, recomendou-se que seja cialmente os sacrifícios ambientais em elaborado um novo estudo ambiental, relação à supressão de vegetação e mas simplificado, que notadamente conflitos com APPs principalmente. seria um PCA, onde poderiam ser Da mesma forma, o estudo faz um apelo confirmadas e/ou complementadas as ao empreendedor para que estude a medidas de mitigação, para adequá-las possibilidade de ir além da obrigação à nova condição ambiental que se terá legal em pontos considerados como dentro da faixa de domínio no estratégicos, como no caso do momento da duplicação. remanejamento de população, onde se recomendou relocar as pessoas em uma nova moradia e não apenas indenizá-las. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL Em atendimento à Legislação Ambiental em vigor, a compensação Ambiental no Arco Viário da RMR terá duas componentes: Compensação Ambiental por supressão de vegetação nativa; Compensação Ambiental em Unidades de Conservação nos termos da Lei Estadual n°13.787 de 08 de junho de 2009 e conforme Resolução do CONSEMA 04 de 2010. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL POR S UPRESSÃ O DE VEGETA ÇÃO Em relação à COMPENSAÇÃO área, ou seja, reflorestando uma área de AMBIENTAL por supressão de 71,48 hectares. vegetação, foi recomendado que a Ao longo do Arco as alternativas de supressão de 35,74 hectares de Mata áreas para compensação são inúmeras. Atlântica seja compensada no dobro de RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 89
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    No EIA, entretanto,foram registradas poderiam ser priorizadas para este algumas recomendações de áreas que reflorestamento. COMPENSAÇÃO AMBIENTAL EM UNIDADES DE CONSER VAÇÃO A compensação ambiental em unidades constante na Resolução do CONSEMA de conservação é uma obrigação legal 04 de 2010, que por sua vez deve ser de todo empreendimento que seja aplicada em função dos resultados da considerado como de Alto Impacto. A análise de impacto. compensação é realizada através de um O valor do GRAU DE IMPACTO obtido pagamento em dinheiro para ser no estudo foi de 0,8917%, o qual deverá aplicado em Unidades de Conservação. ser aplicado ao Valor Referencial para O montante a ser pago é definido fornecer o montante da compensação. através da determinação de um Salienta-se que o mesmo ainda deverá percentual do custo da implantação do ser aprovado pela CPRH, a quem empreendimento (VALOR REFEREN- compete à definição em última instância CIAL). Este percentual (que durante deste valor. muito tempo foi de 0,5% do valor do A recomendação da equipe é que o empreendimento) e que se denomina valor referencial seja aplicado na APA GRAU DE IMPACTO, é determinado em ALDEIA – BEBERIBE, que será cortada Pernambuco através da metodologia pelo Arco Viário. PROGRAMAS AMBIENTAIS que consideram dentro de seu escopo o atendimento das medidas de mitigação previstas no EIA. A proposição de programas ambientais no EIA/RIMA do Arco, cujo conjunto conforma o denominado PLANO BÁSICO AMBIENTAL – PBA, incluiu os Programas exigidos pela CPRH no Termo de Referência, e os programas propostos pela equipe técnica baseados Os PROGRAMAS AMBIENTAIS são em si nos resultados da análise. A listagem mesmos medidas de mitigação de destes programas é apresentada no caráter complexo que envolvem uma Quadro a seguir: metodologia particular de trabalho, e RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 90
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    Q U ADR O 1 3 – R E LA Ç Ã O D E P R O GR A M A S A M BI EN TA I S P R O P O S TO S P A R A A F A S E D E I M P LA N TAÇ Ã O N° PROGRAMA SUBPROGRAMAS PREVISTOS OBJETIVO Tem o objetivo de gerenciar todos os Gestão Ambiental na demais programas ambientais, 1 garantindo a consecução dos Implantação mesmos. Controle Ambiental das Obras; Prevenção, Controle e Monitoramento de Processos Erosivos; Prevê as ações de controle durante a Gerenciamento Integrado de implantação, em termos de resíduos Resíduos Sólidos; sólidos, efluentes, material Controle Ambiental na Controle e Monitoramento de 2 particulado, ruído, segurança e etc, Implantação Efluentes Líquidos; visando a minimização dos impactos Controle e Monitoramento de provenientes das obras civis. Qualidade do Ar; Controle e Monitoramento de Ruídos e Vibrações; Sinalização e Segurança. Prevê a implantação de ações de Educação Ambiental; educação ambiental, comunicação e Comunicação Social; divulgação do empreendimento e 3 Gestão Social Cadastramento e formação de colaboradores locais, aproveitamento da mão de objetivando garantir a integridade das obra local. pessoas e proteção do empreendimento. Prospecção intensiva e resgate arqueológico; Visa à prospecção intensiva na área Gestão do Patrimônio Educação Patrimonial; de implantação, antes da intervenção, 4 o resgate de vestígios e acompanhar Arqueológico Acompanhamento as obras de terraplenagem. arqueológico das obras; Monitoramento das Águas Superficiais; Monitoramento das Águas Objetiva propor métodos de Monitoramento da Qualidade Subterrâneas durante o monitoramento da qualidade das 5 período de implantação; águas dos principais recursos hídricos das Águas na Implantação Monitoramento das Águas cortados pelo Arco Viário. Subterrâneas durante o período de Operação. Controle Ambiental na Supressão; Salvamento e Transplante de Tem por objetivo minimizar os 6 Proteção da Flora Terrestre Germoplasma Vegetal; impactos advindos do processo de supressão da vegetação. Afugentamento e Resgate de Fauna. Tem por finalidade recuperar as áreas afetadas pela degradação ambiental e 7 Reflorestamento áreas com vegetação secundária, possibilitando a recuperação de habitats para a vida vegetal e animal. Prever a análise dos efeitos cumulativos do empreendimento 8 Monitoramento da Flora sobre a biodiversidade e tamanho das populações vegetais. 9 Monitoramento da Fauna Objetiva identificar os efeitos da RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 91
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    PROGRAMA SUBPROGRAMAS PREVISTOS OBJETIVO implantação da rodovia nas comunidades e populações da fauna local. Tem por objetivo a recomposição das áreas que forem alteradas pelas Recuperação de Áreas 10 obras, como empréstimos, bota- Degradadas - PRAD foras, caminhos de serviço, dentre outros. Objetiva minimizar os impactos negativos nas comunidades que serão Remanejamento de 11 afetadas pelo Arco Viário, garantindo População Afetada o remanejamento da população afetada de uma forma digna e justa. Prevê alternativas de compensação da vegetação que será suprimida, 12 Compensação Ambiental apontando as áreas de compensação e o cronograma de ações dentre outros aspectos. Tem por objetivo compatibilizar a proposta do Arco Viário com as Compatibilização Territorial 13 características e restrições da do Empreendimento infraestrutura de solo existente e com o atual uso do solo na AID. Prevê ações que visem compatibilizar Ordenamento da Faixa de os usos atuais e futuros do entorno 14 Domínio da rodovia com o proposto para a faixa de domínio. Tem por objetivo fornecer diretrizes e Atendimento a Emergências informações para a adoção de 15 Ambientais durante a procedimentos estruturados para Construção serem desencadeados rapidamente em situações de emergência. Q U AD R O 1 4 – R E LA Ç Ã O D E P R O GR A M A S A M BI EN TA I S P R O P O S TO S P A R A A F A S E D E O P E R AÇ Ã O N° PROGRAMA SUBPROGRAMAS PREVISTOS OBJETIVO 1 Gestão Ambiental na Prevê ações de proteção ambiental durante a fase de operação da Operação rodovia. Tem por objetivo a definição de estratégias de comunicação social e 2 Gestão Social educativas, visando mitigar o possível surgimento de conflitos sociais durante esta fase. Objetiva o planejamento e as ações Saúde e Segurança do em saúde, higiene ocupacional, 3 segurança do trabalho e proteção Trabalho ambiental. Tem por objetivo definir os critérios e ações para preservar a integridade 4 Segurança da Rodovia dos motoristas que trafegam pelo Arco Viário, funcionários e RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 92
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    PROGRAMA SUBPROGRAMAS PREVISTOS OBJETIVO comunidades vizinhas, bem como da preservação patrimonial. Monitoramento Climatológico; Monitoramento da Qualidade do Ar; Monitoramento das Águas Subterrâneas; Monitoramento das Águas Superficiais; Prevê ações de monitoramento Monitoramento de Ruídos; ambiental durante a fase de operação Monitoramento Ambiental 5 Monitoramento de Pontos de da rodovia, visando identificar e na Operação mitigar possíveis impactos gerados Erosão; nesta etapa. Monitoramento Geotécnico; Monitoramento de Áreas de Reflorestamento; Monitoramento de Fauna; Monitoramento de Passagens de Transposição; Prevê ações de treinamento para Atendimento a Emergências atendimentos à emergências 6 Ambientais durante a ambientais durante a fase de Operação operação. Tem por objetivo estabelecer ações que minimizem o risco de acidentes Transporte de Produtos envolvendo produtos perigosos, 7 visando à proteção dos motoristas, Perigosos pedestres, funcionários e comunidades vizinhas. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 93
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    CONCLUSÕES DO ESTUDO Aequipe elaboradora do EIA, baseada na análise multidisciplinar de todos os documentos que compõem o processo, considera: Que o Arco Viário em termos técnicos é uma obra de infraestrutura incontestável que beneficiará não só os municípios abrangidos na AII como a todo o estado de Pernambuco; Que o Arco Viário traz consigo maior segurança no trânsito, diminuição da acidentalidade na travessia urbana da BR-101, fomento do potencial econômico e cultural da região, fomento ao turismo, ao arranjo econômico e a cadeia produtiva, potencializando a integração entre municípios, o aumento do conforto e a diminuição do tempo de viagem, além de desafogar os acessos à RMR; Que o empreendimento, ao igual que o processo de licenciamento, vem atendendo as normas ambientais Federais, Estaduais e Municipais em vigor, não havendo sido detectado nenhum impedimento jurídico, técnico, ambiental, social, institucional intransponível que inviabilize a implantação do projeto; Que, se observadas as medidas mitigadoras, compensatórias, assim como os Planos Ambientais propostos, nos prazos certos e de maneira oportuna, os impactos ambientais que viessem a ocorrer teriam uma intensidade tolerável e compatível com as características do meio ambiente do entorno. RIMA - ARCO VIÁRIO DA RMR - 94
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