COOPERAÇÃO BRASIL-CANADÁ
                                   CANADA-BRAZIL COOPERATION
 Agência Brasileira de Cooperação (ABC) • Canadian International Development Agency (CIDA) • UniSol - CPRM - GSC




       CONSOLIDAÇÃO DO ZONEAMENTO
 ECOLÓGICO ECONÔMICO E AÇÕES PRIORITÁRIAS
PARA O PLANO DE GESTÃO EM UMA ÁREA PILOTO
                                    Custódia-PE




                                                      PROASNE
          Companhia Pernambucana      Projeto Água Subterrânea no Nordeste do Brasil      CPRM
             do Meio Ambiente                 http://brazil.agg.gsc.nrcan.gc.ca        Serviço Geológico do Brasil


                                                 Recife, 2002
1




DIAGNÓSTICO AMBIENTAL E ZONEAMENTO
 ECOLÓGICO-ECONÔMICO DE UMA ÁREA
  PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE
            CUSTÓDIA – PE
2




           GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO
           Governador: Jarbas de Andrade Vasconcelos

SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE – SECTMA
              Secretário: Cláudio José Marinho Lúcio

    COMPANHIA PERNAMBUCANA DO MEIO AMBIENTE – CPRH
               Presidente: Edrise Aires Fragoso

               Diretoria de Planejamento e Integração
            Diretora: Berenice Vilanova de Andrade Lima

                   Diretoria de Controle Ambiental
                Diretor: Geraldo Miranda Cavalcante

             Diretoria de Recursos Hídricos e Florestais
                 Diretor: Aldir Pitt Mesquita Pimentel

               Diretoria de Administração e Finanças
                    Diretor: Hubert Hirschle Filho




        Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH
           Rua de Santana, 367, Casa Forte, Recife – PE
           Fone: (081) 3267-1800 – Fax: (081) 3441-6088
                  Disque Ecologia (081) 3267-1923
                        www.cprh.pe.gov.br
3




DIAGNÓSTICO AMBIENTAL E ZONEAMENTO
 ECOLÓGICO-ECONÔMICO DE UMA ÁREA
  PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE
            CUSTÓDIA – PE




           Selo publicações CPRH

            Recife, maio de 2002
4




                       Copyright © 2002 by CPRH
É permitida a reprodução parcial da presente obra, desde que citada a fonte

                      Gerência de Recursos Hídricos
                     Gerente: Clênio de Oliveira Torres

                             Equipe Técnica
Hortência Maria Barboza de Assis (Coordenadora da Área de Meio Ambiente)
            Joana Teresa Aureliano (Coordenadora Executiva)
                 Mariza Brandão Chávez (Chefe de projeto)
               Márcia Pedrosa Gondim (Geoprocessamento)
           Luis Augusto Clemente da Silva (Geoprocessamento)

                               Colaboração
                  Marlene Maria da Silva (GERCO/CPRH)
                 Veronilton Pereira de Farias (GRH/CPRH)
                    Jeane Espíndula (GERCO/CPRH)

                            Conselho Editorial
                      Evângela Azevedo de Andrade
                     Francicleide Palhano de Oliveira
                 Maria Madalena Barbosa de Albuquerque

                            Revisão ortográfica
                      Francicleide Palhano de Oliveira

                           Revisão bibliográfica
                  Maria Madalena Barbosa de Albuqueque

                        Projeto gráfico e editoração
                           Capa: Mariza Chávez



     962 p PROGRAMA Águas Subterrâneas para o Nordeste: Diagnóstico
      ambiental de uma área piloto localizada no município de Custódia – PE.
      Recife: CPRH, 2002.60p

     ISBN:

     1. Diagnóstico Ambiental. 2 . Custódia. 3. Área Piloto. 4. Qualidade.
      Ambiental. I. Título II. Autor

          Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH
                  Rua de Santana, 367, Casa Forte
                     Cep. 52060-460 Recife – PE
              Fone (081) 267-1800 FAX (081) 3441-6088
                  Disque Ecologia: (081) 3267-1923
                         www.cprh.pe.gov.br
5




        PROJETO ÁGUA SUBTERRÂNEA NO NORDESTE DO BRASIL
                               (PROASNE-BRASIL)



                           CONVÊNIO BRASIL-CANADÁ
Canadian International Development Agency (CIDA) – Agência Brasileira de Cooperação (ABC)




                       Serviço Geológico do Brasil (CPRM)
                        Geological Survey of Canadá (GSC)
         Associação Brasileira de Águas Subterrâneas-Núcleo Ceará (ABAS-CE)
             Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE)
                             Comunidade Solidária (CS)


                                Coordenação Geral

             Coordenador Geral Brasileiro – Enjôlras de A. Medeiros Lima
                  Coordenador Geral Canadense – Yvon Maurice


                                  Área Geológica

    Coordenador Nacional da Área Geológica – Fernando Antônio Carneiro Feitosa
                  Coordenador Regional do CE – Oderson Souza
                 Coordenador Regional do RN – Walter Medeiros
                Coordenador Regional de PE – José Carlos da Silva


                                    Área Social

     CoordenadoraCanadense da Área Social e de Gênero – Sherry Nelligan
Coordenadora Nacional da Área Social e de Gênero – Luciana Cibelle Araújo dos Santos
                  Coordenadora Regional do CE – Walda Viana Brígido de Moura
              Coordenadora Regional do RN/Serrinha – Fátima Rêgo
           Coordenadora Regional do RN/Caraúbas – Roberta Medeiros
                  Coordenadora Regional de PE – Ana Arcoverde
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                                       SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
 1. INTRODUÇÃO.............................................................................10
 2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS....................................11
 3. ASPECTOS GERAIS DA ÁREA PILOTO....................................14
 4. ASPECTOS DO MEIO FÍSICO....................................................16
 4.1. Geologia/Geomorfologia..........................................................16
 4.2. Solos........................................................................................19
 4.3. Recursos Hídricos....................................................................20
 4.4. Vegetação................................................................................23
 5. POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES DOS RECURSOS
     NATURAIS...................................................................................27
 6. USO E OCUPAÇÃO ATUAL DO SOLO......................................30
 6.1. Núcleos Urbanos/Vilas Rurais.................................................30
 6.2. Caatinga...................................................................................37
 6.3. Áreas de Plantio e Pecuária....................................................40
 7. QUALIDADE AMBIENTAL DA ÁREA PILOTO............................45
 7.1. Qualidade da água..................................................................47
 7.2. Conflitos de Usos, Riscos e Perdas Ambientais na Área Pil...53
 8. CONCLUSÕES............................................................................60
 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................62
ANEXOS
Anexo 1 - Tabela 5
Anexo 2 - Zoneamento Ecológico Econômico – Cenário com Intervenção 2010
Anexo 3 - Ações Prioritárias do Plano de Gestão
Anexo 4 - Mapa de Potencialidades e Limitações
Anexo 5 - Mapa de Uso e Ocupação do Solo
Anexo 6 - Mapa de Qualidade Ambiental
Anexo 7 - Mapa de Zoneamento Ecológico Econômico
7



                                        LISTA DE ILUSTRAÇÕES


Lista de Fotos

Foto 1 – Serra das Porteiras formada por rochas quartzíticas. Local: Caiçara............                                   17
Foto 2 – Serrote do Praquió formado por rochas ortognáissicas e migmatíticas.........                                      18
Foto 3 – Sedimentos aluvionares. Local: Fazenda Nova.............................................                          18
Foto 4 – Serra da Torre onde localiza-se a nascente do Riacho Copiti.......................                                22
Foto 5 – Lagoa do Cascavel.........................................................................................        22
Foto 6 – Poço tubular que abastece o dessalinizador de Samambaia.........................                                  23
Foto 7 – Pereiro, árvore típica da área. Lagoa do Cascavel........................................                         24
Foto 8 – Flor de Caruá..................................................................................................   25
Foto 9 – Coroa de Frade. Local: Salgado.....................................................................               25
Foto 10 – Vila rural de Salgado....................................................................................        31
Foto 11 – Distrito de Caiçara........................................................................................      31
Foto 12 – Antiga fábrica de caruá. Samambaia...........................................................                    32
Foto 13 – Igreja Católica de Samambaia.....................................................................                32
Foto 14 – Caixa d’água que abastece Fazenda Nova..................................................                         36
Foto 15 – Dessalinizador em Samambaia....................................................................                  36
Foto 16 – Escola com sistema de captação de água da chuva...................................                               37
Foto 17 – Madeira para estacas retirada da caatinga..................................................                      38
Foto 18 – Troncos de madeira na beira da estrada.....................................................                      38
Foto 19 – Aspecto da caatinga arbórea. Samambaia..................................................                         39
Foto 20 – Outra tomada da caatinga arbórea. Samambaia.........................................                             39
Foto 21 – Plantação de milho consorciada com feijão. Fazenda Nova........................                                  41
Foto 22 – Plantio de milho ao fundo. Poço Escuro.......................................................                    41
Foto 23 – Bode se alimentando das folhagens............................................................                    42
Foto 24 – Palma adensada. Fazenda Cacimba de Baixo............................................                             43
Foto 25 – Plantio de algaroba consorciado com capim búfel. Local: Faz. Santa Rita..                                        44
Foto 26 – Utilização de agrotóxicos nas áreas próximas ao aluvião. Fazenda Nova..                                          55
Foto 27a – Esgoto escoando sobre o terreno. Samambaia.........................................                             55
Foto 27b – Matadouro de Samambaia localizado nas proximidades do aluvião..........                                         56
Foto 28 – Poço Amazonas construído de forma irregular. Samambaia.......................                                    56
Foto 29 – Lixo jogado no aluvião do Riacho Copiti. Samambaia.................................                              57
Foto 30 – Local onde é queimado o lixo. Samambaia..................................................                        57
Foto 31 – Forno de Carvão. Poço Escuro...................................................................                  58
Foto 32 – Animais nas proximidades da barragem. Salgado.......................................                             58
Foto 33 – Animais bebendo água nas cacimbas escavadas no Copiti. Samambaia...                                              59
8




Lista de Figuras

Figura 1 – Localização da área piloto.......................................................................... 15
Figura 2 – Diagrama unifilar do Riacho Copiti............................................................. 46


Lista de Tabelas

Tabela 1 – Número de habitantes por localidade........................................................                 14
Tabela 2 – Poços cadastrados na Área Piloto.............................................................               26
Tabela 3 – Relação de Escolas Municipais situadas na Área Piloto – 2001...............                                 35
Tabela 4 – Distribuição de animais nas grandes propriedades...................................                         43
Tabela 5 – Resultados de análises realizadas em amostras de água coletadas na
Área Piloto. (Anexo)


Lista de Quadros


Quadro 1 – Potencialidades e Limitações dos Recursos Naturais da Área Piloto....... 29
Quadro 2 – Uso e Ocupação Atual do Solo.................................................................. 34


Lista de Gráficos


Gráfico 1 – Variação da Salinidade..............................................................................       47
Gráfico 2 – Variação de Cloretos.................................................................................      49
Gráfico 3 – Variação de Sólidos Totais........................................................................         50
Gráfico 4 – Variação de Oxigênio Dissolvido...............................................................             50
Gráfico 5 – Variação da Condutividade Elétrica...........................................................              50
Gráfico 6 – Variação do pH..........................................................................................   51
Gráfico 7 – Variação de Turbidez.................................................................................      51
Gráfico 8 – Variação de Amônia...................................................................................      51
Gráfico 9 – Variação de Nitrato....................................................................................    52
Gráfico 10 – Variação de Nitrito....................................................................................   52
9




                              APRESENTAÇÃO



O Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE, coordenado pela Companhia
Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH, com o objetivo de avaliar e orientar o
processo de ocupação e uso do solo em uma área piloto, localizada no município
de Custódia, em Pernambuco, visa estabelecer as normas de uso e ocupação do
solo e de manejo dos recursos naturais na referida área piloto.


A elaboração do Diagnóstico Sócioambiental e da proposta de ZEE do Litoral Sul,
em 1999, consolidada, em Seminário, com os atores envolvidos e aprovado
através do Decreto Estadual nº 21.972/99, do Governador Jarbas Vasconcelos e
o Diagnóstico Sócioambiental e a proposta de ZEE do Litoral Norte, consolidada
em 2001, tem fornecido subsídios para promover a gestão ambiental do Estado e,
através da implementação de ações integradas, tem buscado alternativas para
promover o desenvolvimento sustentável da Zona Costeira Estadual.


A experiência metodológica alcançada na elaboração dos Zoneamentos do litoral
sul e norte de Pernambuco serviu como base para o desenvolvimento dos
trabalhos, embora tenham sido feitas algumas adaptações, levando-se em
consideração as diferenças ambientais e sócio-econômicas entre o semi-árido e o
litoral.


Neste momento, a CPRH como instituição parceira do Programa de Águas
Subterrâneas para o Nordeste – PROASNE, apresenta o Diagnóstico Ambiental e
Zoneamento Ecológico Econômico e as Ações Prioritárias para o Plano de Gestão
e cumpre mais uma etapa no        referido Programa, ampliando a base para a
atuação dos gestores públicos, nos diferentes níveis, através de medidas que
visem a reversão das tendências de ocupação inadequada e a potencialização
das atividades sustentáveis, indutoras do desenvolvimento local.


                                                      EDRISE AIRES FRAGOSO
                                                           Presidente da CPRH
10




1.INTRODUÇÃO


A Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH como instituição
parceira do Programa de Águas Subterrânea para o Nordeste – PROASNE e do
Programa de Cooperação Técnica Canadá-Brasil, desenvolveu o Projeto
“Diagnóstico Ambiental e Zoneamento Ecológico Econômico – ZEE em uma
Área Piloto, localizada no município de Custódia – PE”, visando auxiliar na
elaboração do Plano de Gestão, o qual deverá promover o ordenamento físico e
territorial, assegurar a proteção das águas subterrâneas e superficiais e fortalecer
as comunidades locais.


A elaboração do Diagnóstico Ambiental, iniciada em fevereiro de 2001 e concluída
em janeiro de 2002, teve como resultados o Diagnóstico do Meio Físico,
Diagnóstico do Meio Sócio-Econômico e a Qualidade Ambiental da área. Como
produtos foram gerados relatórios parciais e os seguintes Mapas Temáticos: Uso
e Ocupação do Solo, Potencialidades e Limitações e Qualidade Ambiental. Com
base neste diagnóstico, foi elaborada a Proposta de Zoneamento Ecológico-
Econômico-ZEE, onde foram estabelecidas zonas e subzonas homogêneas,
considerando-se as tendências de uso e ocupação do solo e a adequação das
mesmas às potencialidades e limitações de uso dos recursos da área. Nessa
proposta, constam: a situação atual das zonas e subzonas, os objetivos para o
Cenário 2010 e a indicação de usos/ações proibidos, tolerados e a incentivar. A
delimitação das zonas e subzonas são mostradas no Mapa de Zoneamento
Ecológico-Econômico.


A Consolidação da Proposta de Zoneamento e a definição de Ações Prioritárias
para o Plano de Gestão, foram viabilizadas através de oficinas com as
comunidades envolvidas e com representantes do poder público e de diversos
órgãos e instituições.
11




2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS


O Diagnóstico Ambiental e Zoneamento Ecológico Econômico- ZEE, proposto
pela Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH para ser
desenvolvido na Área Piloto, teve como referência metodológica o Zoneamento
Ecológico-Econômico Costeiro – ZEEC do litoral pernambucano, elaborado pela
CPRH, através do Programa de Gerenciamento Costeiro de Pernambuco
(GERCO/PE). A metodologia adotada pelo GERCO, baseia-se nos trabalhos de
OGATA      (1995),   onde   são   discutidos   aspectos   metodológicos   para   o
macrozoneamento costeiro.


Tendo em vista as diferenças ambientais e sócio econômicas entre o semi-árido e
o litoral, foram feitas algumas adaptações na metodologia utilizada, para que a
mesma se enquadrasse da melhor forma possível à Área Piloto.


Levantamento de dados secundários


Os trabalhos iniciais consistiram no levantamento de dados bibliográficos e
cartográficos disponíveis em meio digital , magnético ou cópia heliográfica. Foram
consultados vários órgãos como: Superintendência de Desenvolvimento do
Nordeste (SUDENE), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM),
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Secretaria de
Recursos Hídricos (SRH), Secretaria de Ciência, Tecnologia e do Meio Ambiente
(SECTMA), Companhia Pernambucana do Meio Ambiente (CPRH), Universidade
Federal de Pernambuco (UFPE) e Fundação de Desenvolvimento Municipal
(FIDEM).


Dentre os dados obtidos, podem ser citados:


   ¾Mapa Topográfico da Sudene (1972), folha Custódia (SC. 24-A-X-III) na
      escala 1:100.000.
   ¾Mapa de Vegetação Nativa Lenhosa folha Custódia na escala 1:100.000
      publicado pela SECTMA (1992).
12



   ¾Mapa de Reconhecimento de Baixa e Média Intensidade de Solos, folha
      Custódia 1:100.000, cedido pela EMBRAPA (1999)
   ¾Mapa Geológico do Alto Vale do Rio Moxotó, escala 1: 100.000 (CPRM,
      1999)
   ¾Geologia da Área Piloto Caiçara-Samambaia, escala 1:25.000 cedido pela
      CPRM (inédito)
   ¾Cadastro e Inventário de Poços Alto Vale do Rio Moxotó-PE (CPRM,
      inédito)
   ¾Médias Mensais de Pluviometria de 1999 a 2001 (SRH)


Trabalhos de campo


Os trabalhos de campo foram efetuados em três etapas principais:


   ¾Primeira etapa - foram estabelecidos contatos com o poder público local e
      com a comunidade, permitindo a identificação de pessoas que poderiam
      contribuir com informações relacionadas às questões sócio-econômicas e
      ambientais da comunidade.
   ¾Segunda etapa - consistiu no levantamento de dados sócio-econômicos
      como: infra-estrutura presente nos núcleos urbanos, qualidade de vida,
      formas de captação de água e finalidades de uso, estrutura fundiária
      (tamanho médio) das propriedades, relação dos grandes com os pequenos
      proprietários, atividades desenvolvidas, relações com o mercado, etc
      através da aplicação de entrevistas e observações de campo. Também
      foram observados dados sobre aspectos do meio físico-biótico (vegetação,
      relevo, drenagem etc), infra-estrutura (saneamento, água, luz, etc) e a
      existência de impactos ambientais. As observações foram registradas
      através de anotações, fotografias e tomadas de coordenadas com GPS.
   ¾Terceira etapa - teve como objetivos principais: avaliação da qualidade
      ambiental da área piloto, através da coleta de água para análise em
      laboratório, avaliação da qualidade da cobertura vegetal, levantamento dos
      conflitos de uso e ocupação do solo, além da complementação do mapa de
      uso e ocupação do solo, com novos dados.
13



Elaboração de mapas
Procedimentos para confecção do Mapa de Uso e Ocupação do Solo:


       ¾ Digitalização da base cartográfica - Carta Topográfica da SUDENE
            (1972), folha Custódia e ampliação para a escala 1:25.000.
       ¾ Plotagem das informações pontuais (cacimbas, poços, barragens,
            escolas, fornos de carvão, etc.) adquiridas na 2ª etapa de campo.
       ¾ Delimitação de manchas referentes à existência de antropismo e
            vegetação nativa, utilizando como base o mapa de levantamento de
            vegetação nativa lenhosa da SECTMA (1992).
       ¾ Retificação e delimitação de novas manchas, utilizando informações
            obtidas na 3ª etapa de campo: grandes propriedades, plantios, área
            de reserva legal, patrimônio da igreja e caatinga.


Mapa de Potencialidades e Limitações


       ¾ Fotointerpretação utilizando fotografias aéreas na escala 1:30.000 e
            delimitação das áreas potenciais: aluvião, elevações morfológicas
            (serras e serrotes).
       ¾ Justaposição do mapa geológico (CPRM, 2000) com o mapa de uso
            e ocupação atual do solo.


Mapa de Qualidade Ambiental


     ¾ O mapa de Qualidade Ambiental é resultante da justaposição dos
          mapas anteriores, acrescido de informações obtidas em campo e
          laboratório.
14




3. ASPECTOS GERAIS DA ÁREA PILOTO


A Área Piloto, localizada no município de Custódia-PE, delimita-se pelas
coordenadas UTM: 636000E - 644000E e 9079000N – 9092000N (Figura 1) e
apresenta uma área de 104 km². O acesso pode ser feito pela BR-232 até a sede
municipal e daí percorre-se pela PE-312, cerca de 20 Km na direção sul.


A escolha da área baseou-se na existência de pesquisas anteriores feitas pela
CPRM e em alguns fatores que são requisitos para a execução do projeto, como:
densidade populacional elevada em relação ao restante da área rural do
município, abastecimento de água precário, tanto em qualidade como em
quantidade, problemas sociais diversos, além de questões pertinentes ao estudo
da hidrogeologia das rochas fraturadas.


De acordo com os dados obtidos nos cadastros dos agentes de saúde em
novembro de 2001, o número total de habitantes é de 1267, distribuídos como
mostra a Tabela 1.


                     Tabela 1 – Número de habitantes por localidade

                            Localidade           Nº de habitantes
                           Poço Escuro                     47
                              Tapera                       19
                             Salgado                      107
                             Caiçara                      255
                           Samambaia                      429
                          Fazenda Nova                    304
                            Santa Rita                     21
                         Cacimba de Baixo                  29
                          Santo Antônio                    56
                              Total                      1267
                         Fonte: Cadastro de Agentes de Saúde (2001)


Os povoados de Samambaia, Caiçara, Fazenda Nova e Salgado constituem as
principais localidades da área. As mesmas apresentam diferenças entre si, com
relação à infra-estrutura e equipamentos, porém, problemas como abastecimento
de água (quantidade e qualidade), destinação de lixo, falta de saneamento básico,
ausência de associativismo etc, são comuns a todos.
15
16




4. ASPECTOS DO MEIO FÍSICO


4.1. Geologia/Geomorfologia


Geologicamente, a área é formada predominantemente por rochas cristalinas de
idade pré-cambriana e em menor parte por coberturas areno-argilosas de idade
tércio-quaternária e por depósitos aluvionares quaternários.


O relevo apresenta-se pouco acidentado e suavemente ondulado na maior parte,
com altitudes variando entre 490 e 655 metros. O relevo suave é quebrado por
cristas alinhadas na direção SW-NE, como a Serra do Caldeirão, a Serra das
Porteiras (Foto 1) e a Serra do Saquinho, constituídas por rochas quartzíticas e
com altitudes que chegam a atingir 655 metros.


ANGELIM et al. (inédito) dividem as rochas pré-cambrianas que ocorrem no local
em quatro classes litologicamente distintas, descritas pela seguinte legenda:


Ogn/mg - ocorre na porção sudeste da área, associada a um relevo pouco
acidentado, onde se destaca o Serrote do Praquió (Foto 2), com altitude
aproximada de 590 metros. Esta classe é representada por ortognaisses e
migmatitos indiscriminados.


Ogn - ocorre na porção central da área, associada a um relevo suavemente
ondulado, com altitudes em torno de 500 metros. As principais litologias
enquadradas nesta classe são: augengnaisses, gnaisses bandados, tonalitos a
dioritos, localmente migmatizados com xenólitos de metassedimentos.


qtz - é formada por quartzitos micáceos, paragnaisses epidotíferos e micaxistos.
Ocorrem sob a forma de cristas alinhadas com altitudes que chegam a 655
metros, contrastantes com o relevo suave da área.
17



mx - ocorre predominantemente na porção noroeste da área, aflorando
esporadicamente devido a uma cobertura elúvio/coluvionar. É representada por
biotita-xistos granatíferos com finos veios de quartzo.


Os depósitos sedimentares que ocorrem na área são representados por
coberturas   areno-argilosas,      de    origem     elúvio-coluvionar      e   idade    tércio-
quaternária. Também ocorrem depósitos aluvionares (Foto 3), de idade
quaternária, predominantes na porção noroeste e ao longo dos riachos Copiti e
Cipó. O depósito mais significativo de aluvião é encontrado a oeste da Serra das
Ponteiras, cuja deposição, segundo ANGELIM et al. (inédito), foi provavelmente
favorecida pelo fato do fluxo das águas ser no sentido sul e serra funcionar como
um barramento.




         Foto 1 – Serra das Porteiras formada por rochas quartzíticas. Local: Caiçara
18




Foto 2 – Serrote do Praquió formado por rochas ortognáissicas e migmatíticas




           Foto 3 – Sedimentos aluvionares. Local: Fazenda Nova
19



4.2. Solos


O Mapa de Reconhecimento de Baixa e Média Intensidade de Solos, realizado
pela EMBRAPA (1999) no Zoneamento Agroecológico do Estado de Pernambuco,
mostra que ocorrem os seguintes tipos de solo na área:


O solo tipo Planossolo ocorre como uma associação de Planossolo, Solonetz
Solodizado, Solos Litólicos Eutróficos com textura média, cascalho a cascalhento
e Bruno Não Cálcico, com vértico e não vértico, horizonte A fraco e moderado,
caatinga hiperxerófila e relevo suavemente ondulado a plano. Este tipo predomina
na Área Piloto.


A segunda maior ocorrência na área é o tipo Bruno Não Cálcico, caracterizado,
de maneira geral, pela coloração avermelhada, pouco profundo ou raso e
moderadamente      drenado.   A   textura   é   média   ou   argilosa    cascalhenta,
moderadamente ácido a praticamente neutro, com fertilidade aparente média. O
relevo é predominantemente ondulado a suave ondulado. Este tipo de solo
apresenta limitação à mecanização, devido a pouca profundidade e à
pedregosidade. O desenvolvimento de culturas neste solo requer práticas de
conservação, devido à tendência à erosão, sendo mais indicados para
pastagens. É considerado gerador de escoamentos representativos, quando
ocorrem precipitações.


Os solos tipo Regossolo são geralmente pouco desenvolvidos, arenosos,
medianamente      profundos   a   profundos,    totalmente   drenados,     ácidos   a
moderadamente ácidos e com baixa fertilidade natural. O relevo apresenta-se
predominantemente suave ondulado. Apresentam limitações devido à sua textura
arenosa, aliada à deficiência de nutrientes e a reações ácidas, embora seja
considerado gerador de pouquíssimos escoamentos.


Os solos tipo Litólicos são pouco desenvolvidos, rasos a muito rasos,
pedregosos e rochosos com textura média ou arenosa e horizonte superficial
assentando diretamente sobre a rocha. Ocorrem tanto em relevo suave ondulado
como em montanhoso. É comum encontrar material grosseiro tanto na massa do
20



solo, como em superfície, representado por calhaus e cascalho.       Apresentam
severas limitações, sendo mais apropriados para recomposição da flora e da
fauna, podendo gerar deflúvios, na ocorrência de precipitações.




4.3. Recursos Hídricos


A Bacia do Moxotó, onde está inserida a Área Piloto, representa a terceira maior
bacia hidrográfica do Estado de Pernambuco, sendo formada pelo Rio Moxotó e
seus principais tributários: Piutã, Piore, Várzea Grande, Custódia, Poço da Cruz,
Curupiti, Alexandre, Juazeiro, Feliciano, Riacho do Mel, Riacho da Gameleira e
Manari. De acordo com a Secretaria de Recursos Hídricos de Pernambuco - SRH
(1998), a Bacia do Moxotó apresenta potencialidade de águas superficiais,
avaliada em 161,46 x 106 m³/ano e disponibilidade efetiva de águas subterrâneas
de 5,80 x 106 m³/ano.


O cadastramento de poços realizado pela Companhia de Pesquisa de Recursos
Minerais (CPRM 2000), no Alto Vale do Moxotó, mostra que dos 435 poços
tubulares cadastrados, 20% estão localizados em Custódia, sendo que a maioria
desses poços estão paralisados ou abandonados.


Águas Superficiais


Os cursos d'água que atravessam a Área Piloto são de regime temporário,
permanecendo a maior parte do ano secos. O principal curso d’água, o Riacho
Copiti, nasce na Serra da Torre (Foto 4), situada a noroeste de Custódia, deságua
no Açude Poço da Cruz, situado a sul da área. Seus principais afluentes, pela
margem esquerda, são: Santa Rita, Caetitu, do Defunto, da Cascavel e pela
margem direita: Simplício, Boqueirão e Cipó.


Outras formas de ocorrência de águas superficiais na área são as lagoas que,
assim como os riachos, também são intermitentes: Lagoa da Cruz, Lagoa dos
Pinhões, Lagoa Grande, Lagoa do Farias, Lagoa do Salgado e Lagoa da
21



Cascavel (Foto 5). Também são encontrados barreiros para abastecimento animal
e pequenas barragens e açudes.


Águas Subterrâneas


Na área piloto, a água subterrânea é proveniente dos aqüíferos fissural e
aluvionar. O aqüífero fissural é representado pelas rochas cristalinas, cujo
acúmulo de água dá-se na presença de fraturas ou fissuras sendo a captação
feita por meio de poços tubulares. Com relação ao aqüífero aluvionar, o mesmo é
formado pelos depósitos aluvionares que ocorrem ao longo dos leitos dos riachos
da área, sendo a captação feita através de poços amazonas e cacimbas
escavadas


O cadastramento de poços realizado pela Companhia de Pesquisa de Recursos
Minerais - CPRM (2000), na Área Piloto (Tabela 2), mostra que há 32 (trinta e
dois) poços cadastrados, sendo 11 (onze) tubulares e 21 (vinte e um) do tipo
amazonas. Dos poços tubulares, três foram informados como secos. A maioria
apresenta vazões que variam entre 4,23 a 14,00 m³/h e apenas um apresenta
vazão abaixo deste intervalo (0,76 m³/h). Com relação aos poços amazonas, não
foram informadas as vazões e as profundidades variam entre 1,20 a 6,00 metros
e os diâmetros, entre 2,00 e 3,00 metros.


Os povoados de Samambaia e Caiçara possuem dessalinizadores, mas apenas o
de Samambaia está em atividade, abastecido por poço tubular (Foto 6).
22




Foto 4 – Serra da Torre onde localiza-se a nascente do Riacho Copiti.




                    Foto 5 – Lagoa do Cascavel.
23




              Foto 6 – Poço tubular que abastece o dessalinizador de Samambaia


4.4. Vegetação


A vegetação de caatinga, típica da Região do Sertão, caracteriza-se, de forma
geral, por ser uma vegetação espinhenta, de folhas pequenas e caducas,
constituída por arbustos e árvores de pequeno porte, rica em cactáceas,
bromeliáceas, euforbiáceas e leguminosas.


O mapeamento da Cobertura Florestal Nativa Lenhosa do Estado de PE,
realizado pela SECTMA (1992), mostra que na área ocorrem três tipos florestais:


Vegetação Arbustiva Arbórea Aberta - caracterizada pela presença de
indivíduos pouco arbóreos, com altura média de 4 metros e presença de
vegetação herbácea e cactácea em abundância. Está associada a solos rasos e
pedregosos.


Vegetação Arbustiva Arbórea Fechada - caracteriza-se por apresentar altura
média de 5 metros, ocorrendo nos locais em que os solos são profundos e bem
drenados, onde a vegetação herbácea a cactácea torna-se escassa.
24



Vegetação Arbórea Fechada - caracteriza-se por apresentar altura média de 5
metros e emergentes de 8 metros de altura, ocorrendo, geralmente nas encostas
das serras e nas áreas com solos profundos.


As espécies vegetais mais comuns, são: Bromelia laciniosa (macambira),
Neoglaziovia variegata (caroá), Caesalpinia pyramidalis (catingueira), Mimosa
hostilis (jurema preta); Cereus jamacaru (mandacaru), Melocactus bahiensis
(coroa de frade), Pilosocereus gounellei (xique-xique), Chidoscolus phyllacanthus
(faveleira), Spondias tuberosa (umbuzeiro), Anadenanthera macrocarpa (angico),
Opuntia ficus-indica (palma forrageira) etc. As fotos 7,8 e 9 mostram algumas das
espécies.




                Foto 7 – Pereiro, árvore típica da área. Lagoa do Cascavel
25




        Foto 8 – Flor de Caruá




Foto 9 – Coroa de Frade. Local: Salgado
26



Tabela 2 – Poços cadastrados na Área Piloto
                                                                             COORDENADAS           DADOS DE PERFURAÇÃO                               CARACTERÍSTICAS DO POÇO
                      DADOS DE LOCALIZAÇÃO
  N0        N0                                                                                           Perf.    Coleta    Prof    NE     ND       S       Q     Qesp.        BOCA
                        LOCAL         MUNICÍPIO      PROPRIETÁRIO            UTM-E    UTM-N
Cat      SIAGAS                                                                                 ÓRGÃO    Data     (Data)    (m)    (m)     (m)     (m)    m3/h    m3/h/m   φ(”) h         UB   USO
PT-100   PE4486      Samambaia         Custódia        PREFEITURA            640408   9079956    DEPA    1971    04/10/00    21    2,70     -       -        -      -       6      0,50    -    PA
PT-101   PE4485      Samambaia         Custódia        PREFEITURA            640504   9080020   DNOCS    1993    04/10/00    22    8,30     -       -        -      -       6      0,70   BS    D
PT-136   PE4482     Sitio Caiçara      Custódia        Jeremias Melo         639764   9084770      -     1993    05/10/00    48      -      -       -     Seco       -      6      0,50    -    AB
PT-145   PE4512     Sitio Caiçara      Custódia      Hermes Rodrigues        639743   9085752   CONESP   1984    05/10/00    60    4,00     -       -     Seco       -      5      0,70    -    AB
PT-147   PE4481        Caiçara         Custódia          SUDENE              639384   9086415   CONESP   1980    05/10/00    60      -      -       -     Seco      -       5      0,70    -   OB
PT-173   PE4491       Faz. Nova        Custódia     José Gregório Neto       640679   9090826   DNOCS    1993    07/10/00    35      -      -       -     14,00     -       6      0,80   BI     I
PT-179   PE4796       Faz. Nova        Custódia        PREFEITURA            640760   9091700    CDRM    1987    07/10/00    50    3,00   21,29   18,41   0,76    0,041     5      0,20   CT    G
PT-436       -         Caiçara         Custódia      Manoel Rodrigues        639236   9086559      -     1999    07/10/00    50      -      -       -        -      -       5        -    BI    H
PT-437       -    Fortaleza(Jaçanã)    Custódia        Ricardo Fiuza         638461   9087470      -     2000    06/10/00    50      -      -       -      5,00     -       6      0,50   BS    G
PT-438       -    Fortaleza(Jaçanã)    Custódia          Prefeitura          638493   9087597      -     2000    06/10/00    50      -      -       -      4,23     -       6      0,70   BS    G
PT-439       -        Faz. Nova        Custódia   Francinaldo Figueiredo     640749   9090623      -     1999    07/10/00    40      -      -       -     10,00     -       6      0,50   BS     I
PA-01        -       Samambaia         Custódia          Sebastião           640257   9079915      -       -     04/10/00   2,50   1,00     -       -        -      -      3m      0,50   BC    G
PA-02        -       Samambaia         Custódia        Zé dos Porcos         640336   9079825      -       -     04/10/00   1,50   1,00     -       -        -      -      1m     1,60m    -     -
PA-03        -       Samambaia         Custódia            Djalma            640360   9079836      -       -     04/10/00    1,5   1,00     -       -        -      -      2m     1,00m    -     -
PA-04        -       Samambaia         Custódia               -              640320   9079940      -       -     04/10/00    4,0   2,00     -       -        -      -      3m     1,10m    -     -
PA-05                Samambaia         Custódia          Prefeitura          640170   9080178      -       -     04/10/00   5,00   3,50     -       -        -      -      2m     1,50m   BC    G
PA-06      -         Samambaia         Custódia      Edelson(Dedinho)        640413   9080197      -       -     04/10/00   6,00   2,00     -       -        -      -      4 m 0,50 m     BI     I
PA-07      -         Samambaia         Custódia          Aristóteles         640177   9080746      -       -     05/10/00   5,00   3,00     -       -        -       -     2 m 0,50 m     BC     I
PA-08      -         Samambaia         Custódia            Flávio            640124   9082186      -       -     05/10/00   1,20   0,00     -       -        -      -      4 m 1,00 m      -     -
PA-09      -        Poço Escuro        Custódia       Manoel Pacífico        639941   9083021      -       -     05/10/00   2,50   1,00     -       -        -       -     2 m 0,50 m      -     -
PA-10      -        Poço Escuro        Custódia     Eduardo Numeriano        640033   9083272      -       -     05/10/00   2,00     -      -       -        -      -      2 m 0,30 m      -     -
PA-11      -      Fortaleza(Jaçanã)    Custódia        Ricardo Fiuza         638680   9087498      -       -     06/10/00   6,00   3,00     -       -        -      -      3m     3,00m    -     -
PA-12      -      Fortaleza(Jaçanã)    Custódia        Ricardo Fiuza         638592   9087410      -       -     06/10/00     -      -      -       -        -      -      3m     3,00m    -     -
PA-13      -      Fortaleza(Jaçanã)    Custódia        Ricardo Fiuza         638680   9087357      -       -     06/10/00     -      -      -       -        -      -      3m     3,00m    -     -
PA-14      -      Fortaleza(Jaçanã)    Custódia   Ricardo Fiuza-Prefeitura   638657   9087258      -       -     06/10/00     -      -      -       -        -      -      3m     2,00m    -   OB
PA-15      -      Fortaleza(Jaçanã)    Custódia        Ricardo Fiuza         638850   9087525      -       -     06/10/00     -      -      -       -        -      -      3m     2,00m    -     -
PA-16      -      Fortaleza(Jaçanã)    Custódia        Ricardo Fiuza         638978   9087531      -       -     06/10/00   5,30   5,00     -       -        -      -      3m     1,70m   BC    G
PA-17      -          Faz. Nova        Custódia               -              640532   9089835      -       -     07/10/00   3,00   2,00     -       -        -      -      4m     1,00m    -     -
PA-18      -          Faz. Nova        Custódia      Sebastião Liberato      640773   9090254      -       -     07/10/00   2,00   1,00     -       -        -      -       -     0,00m   CP     I
PA-19      -          Faz. Nova        Custódia               -              640811   9090294      -       -     07/10/00   3,00     -      -       -        -      -       -        -     -     -
PA-20      -          Faz. Nova        Custódia      Sebastião Liberato      640705   9090163      -       -     07/10/00   3,50   3,00     -       -        -      -      3m     1,00m    -     -
PA-21      -          Faz. Nova        Custódia           Agenor             640820   9090313      -       -     07/10/00   3,00   2,00     -       -        -      -      3m      0,00    -     -
Fonte: CPRM (inédito)
                                                               CONVENÇÕES
PT – Poço Tubular                         PA – Poço Amazonas                                 Prof. – Profundidade em metros
NE – Nível estático em metros             ND – Nível dinâmico em metros                      Q – Vazão em m3/h
                              3
Qesp.- Vazão específica em m /h/m         S. -Rebaixamento em metros         Boca – Diâm.em φ - polegada ou m – metros, h – altura em metros
UB – Unid.de Bombeamento – BS- Bomba Submersa, BI –Bomba Injetora, BC, Bomba Centrífuga, CP – Compressor, CT – Catavento, D- Dessanilizador
USO – H- Consumo Humano, G – Consumo Animal, I – Irrigação, OB – Obstruído, PA – Paralisado, AB - Abandonado
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5.   POTENCIALIDADES                E     LIMITAÇÕES          DOS      RECURSOS
NATURAIS


As potencialidades naturais e culturais são definidas como os recursos existentes
em uma área que representem algum valor para o homem, seja estético,
econômico, cultural ou moral e que, utilizados adequadamente, proporcionem
uma melhor qualidade de vida sem prejudicar a qualidade ambiental.


As limitações ao uso do território podem ser definidas como tudo aquilo que
requer por parte do homem, algum cuidado especial no uso dos recursos
naturais/ambientais (OGATA, 1995). Nestas limitações, enquadram-se as
restrições naturais e as de ordem legal, definidas por leis que tratam da proteção
e preservação dos recursos naturais e culturais.


Foram identificados, como áreas potenciais dentro da área piloto, os depósitos
aluvionares, caatinga, pé de serras, serras (áreas elevadas), aqüífero fissural
(embasamento     cristalino),   lagoas,   afloramentos   de   rochas   gnáissicas   e
migmatíticas, mananciais de superfície e áreas com predomínio de declividade
suave (mapa em anexo).


O Quadro 1 mostra, de forma resumida, as potencialidades dos recursos e
atributos naturais existentes na área piloto, assim como também as suas
restrições naturais e de ordem legal.
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                 QUADRO SÍNTESE 1 - POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES DOS RECURSOS NATURAIS DA ÁREA PILOTO
RECURSOS/ATRIBUTOS                                                   POTENCIALIDADES NATURAIS
                            CARACTERÍSTICAS GERAIS                                                                                LIMITAÇÕES/RESTRIÇÕES
     NATURAIS                                                              E CULTURAIS

                                                                                                        ¾     Restrições para a utilização da água para o consumo humano em
                                                                                                               alguns locais, devido à salinização elevada e à grande quantidade de
                     Os depósitos aluvionares ocorrem ao longo                                                 coliformes fecais.
                                                                       Os depósitos aluvionares têm
                     dos principais riachos da área piloto. A                                           ¾     Restrições para a ocupação urbana, agricultura e disposição de
                                                                             potencial para:
                     acumulação mais expressiva ocorre à oeste                                                 resíduos sólidos, já que essas atividades associadas às propriedades
    DEPÓSITOS        da Serra das Porteiras, onde se situa a Faz.                                              naturais dos aluviões, aumentam o risco de contaminação.
                                                                     ¾ Captação de água
   ALUVIONARES       Porteiras. A captação de água nestes                                               ¾     Restrições ao uso agrícola e à ocupação nas proximidades destas
                                                                        subterrânea
                     depósitos é feita através de poços tipo                                                   áreas, por estarem sujeita à inundação nos períodos de chuva mais
                                                                     ¾ Barragens Subterrâneas
                     Amazonas, com profundidade média de 6                                                     intensa.
                                                                     ¾ Agricultura
                     metros e de cacimbas escavadas, com
                     profundidade média de 2 metros.                                                      Restrições de Ordem Legal:
                                                                                                        ¾   Decreto n° 20.423 que regulamenta a Lei Estadual 11.427 que trata
                                                                                                             da conservação e proteção das águas subterrâneas.
                     A vegetação de caatinga, caracterizada na
                     área pela presença de herbáceas e               As espécies vegetais encontradas
                     cactáceas, apresenta-se bastante                na caatinga apresentam potencial
                                                                                                        Apresenta restrições para:
                     devastada, devido aos sucessivos cortes         para diversos usos, como:
                                                                                                        ¾ Pecuária extensiva.
                     para exploração de madeira para lenha e         ¾ Forragem para alimentação
                                                                                                        ¾ Corte da caatinga para obtenção de lenha e estacas e para produção
                     estacas e à pecuária extensiva. O porte da          dos rebanhos.
                                                                                                              de carvão, sem que haja um manejo adequado.
                     vegetação, em média, não ultrapassa 4           ¾ Lenha, estacas e carvão.
                                                                                                        ¾ Caça ou captura de espécies animais.
     CAATINGA        metros, mas em alguns poucos locais podem       ¾ Plantas medicinais.
                     ser observado portes maiores. As espécies       ¾ Fibra para produção de
                                                                                                        Restrições de Ordem Legal:
                     mais comuns encontradas, são: juazeiro,             artesanato.
                     catingueira, jurema preta, angico, faveleira,   ¾ Apicultura.
                                                                                                        ¾     Lei Federal 4.771, que institui o novo Código Florestal
                     umbuzeiro, macambira, mandacaru, caroá,         ¾ Reflorestamento.
                                                                                                        ¾     Lei Federal 5.197, que dispõe sobre a proteção à Fauna
                     xiquexique, etc. Com relação à fauna            ¾ Refúgio da fauna.
                     poucas espécies são encontradas, hoje, na
                     área.

                      As feições geomorfológicas elevadas são
                      representadas por serras e “serrotes”. Os
                      mesmos são geologicamente formados por         Os topos destas áreas podem ser    Fica restrita nestas áreas:
                         rochas quartzíticas ou por gnaisses e       utilizados como:                   ¾ A prática de queimadas para evitar o empobrecimento do solo.
  SERRAS (ÁREAS       migmatitos. As elevações atingem altitudes     ¾ Pontos de contemplação          ¾      Ao desmatamento
 ELEVADAS) E PÉ DE   de 655 metros e apresentam uma cobertura        ¾ Áreas de preservação            Restrições de Ordem Legal:
     SERRAS          vegetal predominantemente arbustiva. Nas        Os pé de serras apresentam
                     partes mais baixas das serras, denominadas      potencial para agricultura         ¾     Lei Federal 4.771, que institui o novo Código Florestal
                       de Pé de Serras pode-se observar uma
                     camada de solo resultante do intemperismo
                               das rochas quartzíticas.
29



                                                                                                            ¾     Os aqüíferos fissurais apresentam limitação com relação à , que
                                                                                                                   normalmente são baixas
                        O aqüífero fissural é representado pelas
                                                                                                            ¾ Restrições para o uso da água para consumo humano, devido a
AQÜÍFEROS FISSURAIS     rochas do embasamento cristalino, cujo         O potencial destas áreas é a
                                                                                                                   elevada salinidade
  (EMBASAMENTO          acúmulo de água dá-se na presença de          captação de água subterrânea
                                                                                                            Restrições de Ordem Legal:
    CRISTALINO)       fraturas ou fissuras, sendo a captação feita     através de poços tubulares.
                              por meio de poços tubulares
                                                                                                            ¾     Decreto n° 20.423, que regulamenta a Lei Estadual 11.427, que trata
                                                                                                                   da conservação e proteção das águas subterrâneas.
                          As lagoas, assim como os riachos, são
                          intermitentes. Quando secas, pode-se                                            cam limitadas às seguintes atividades:
                      observar nelas um solo predominantemente       ¾ Mata ciliar                        ¾       Ocupação urbana em torno destas lagoas
                         arenoso, com resquícios de vegetação e      ¾ Quando cheias apresentam           ¾       Práticas agrícolas
      LAGOAS
                       restos de animais. O diâmetro médio é de         potencial para preservação          Restrições de Ordem Legal:
                          250 metros. Quando cheias, é possível         de espécies animais
                        encontrar animais como cágados e patos,                                            ¾      Lei Federal 4.771 que institui o novo código florestal
                                 além de outras espécies.
                            Ocorrem ao longo da área diversos
                           afloramentos de rochas na forma de
 AFLORAMENTOS DE
                       “lajedos” e pequenas elevações (serrotes).
ROCHAS GNÁISSICAS E                                                  Extração de brita e paralelepípedo
                           Na porção oeste da área, é possível
   MIGMATÍTICAS
                       encontrar pedreiras abandonas, utilizadas
                            para exploração de paralelepípedo
                                                                                                           ¾      Restrições para consumo humano quando apresentam salinidade
                                                                     Os mananciais de superfície caso
                                                                                                                   elevada e coliformes fecais.
                                                                      sejam devidamente protegidos,
                            Os mananciais de superfície são                                                ¾      Também fica restrita a circulação de animais nas proximidades dos
                                                                        apresentam potencial para:
                      representados pelas pequenas barragens e                                                     mananciais, quando esses forem destinados ao abastecimento
                                                                     ¾ Abastecimento das
   MANANCIAIS DE      barreiros existentes na área. São utilizados                                                 humano.
                                                                         comunidades
    SUPERFÍCIE          para abastecimento da população e para
                                                                     ¾ Dessedentação animal
                          dessedentação animal. As margens                                                 Restrições de Ordem Legal:
                                                                         (pequenos barreiros)
                       apresentam-se desprovidas de vegetação.
                                                                     ¾ Reflorestamento das
                                                                                                           Lei Estadual n: 11.426/97 que trata da Política e do Sistema Estadual de
                                                                         margens
                                                                                                           Recursos Hídricos.
                                                                      As áreas de declividade suave
                                                                           tem potencial para:
                         Correspondem aos terrenos onde a
     ÁREAS COM
                       declividade é predominantemente suave.             ¾ Ocupação urbana               ¾      Restrições para o uso de agrotóxicos
   PREDOMÍNIO DE
                        Estas áreas são na maioria das vezes,               ¾ Agricultura                 ¾      Pecuária extensiva, somente se houver manejo adequado.
 DECLIVIDADE SUAVE
                        ocupadas por práticas agropecuárias.                 ¾ Pecuária
                                                                          ¾ Reflorestamento
                                                                          ¾ Barragens/açudes
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6. USO E OCUPAÇÃO ATUAL DO SOLO


Com base nas observações de campo, foram identificados os principais padrões
de uso e ocupação do solo presentes na área piloto (Quadro 2). Esses padrões
encontram-se representados sob a forma de manchas e pontos, no Mapa de Uso
e Ocupação do Solo (em anexo), elaborado na escala de 1:25.000.


6.1. Núcleos Urbanos/Vilas Rurais


Os povoados de Samambaia e Caiçara e as vilas rurais de Fazenda Nova e
Salgado representam as principais localidades da Área Piloto, estando todas
situadas ao longo da PE-312, principal via de acesso local.


Equipamentos


Salgado e Fazenda Nova apresentam menor infra-estrutura, sendo constituídas
apenas por casas e uma escola em cada uma (Foto 10). Caiçara apresenta uma
área urbanizada (Foto 11), formada por uma via dupla calçada, praça, igreja,
posto de saúde, espaço cultural, escolas, “vendas” e casas, além de um
dessalinizador que está sendo instalado.


Samambaia constitui o povoado mais desenvolvido da Área Piloto. É formada por
uma via dupla calçada, ao longo da qual encontram-se duas igrejas, um centro
comunitário, posto telefônico, posto de saúde, sanitário público, dessalinizador,,
escola, comércio e residências, além de uma fábrica abandonada que produzia
fibra de Caroá e um museu. As Fotos 12 e 13 mostram a fábrica e a igreja. O
povoado também possui uma lavanderia comunitária, atualmente desativada , um
matadouro e um cemitério.
31




Foto 10 – Vila rural de Salgado




 Foto 11 – Distrito de Caiçara
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Foto 12 – Antiga fábrica de caruá. Samambaia




  Foto 13 – Igreja Católica de Samambaia
33



                        QUADRO SÍNTESE 2 – USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA ÁREA PILOTO
    USO E OCUPAÇÃO                                                                                              PROBLEMAS E
                                     LOCALIZAÇÃO                      CARACTERÍSTICAS GERAIS
     PREDOMINANTE                                                                                            TENDÊNCIAS ATUAIS

                                                                 A    vegetação    caracteriza-se    por
                            Ocorre de forma restrita na porção
                                                                 apresentar um porte maior por ser mais
                            sul da área piloto. São
                                                                 fechada com relação ao restante da ¾Pecuária extensiva.
                            encontradas mais especificamente
                                                                 caatinga que ocorre na área. Nas terras ¾Corte da vegetação para
                            a leste de Samambaia, nas terras
    CAATINGA ARBÓREA                                             pertencentes à Igreja é onde encontra-    obtenção de lenha e estacas,
                            que pertencem ao Patrimônio da
                                                                 se a vegetação em melhor estado de        principalmente em Poço
                            Igreja e em Poço Escuro, em uma
                                                                 conservação de toda a Área Piloto. Em     Escuro.
                            das grandes propriedades
                                                                 Poço Escuro a caatinga já apresenta
                            particulares.
                                                                 sinais de devastação.


                                                             O porte da vegetação, em média, não
                                                                                                        ¾Pecuária extensiva
                                                             ultrapassa 4 metros de altura e apresenta-
                                                                                                        ¾Apresenta-se bastante
                            Predomina na maior parte da Área se na maior parte rala e espaçada. A
   CAATINGA ARBUSTIVA                                                                                     devastada devido à intensa
                            Piloto                           maior parte destas áreas estão inseridas
                                                                                                          exploração de lenha para a
                                                             em pequenas propriedades e são muito
                                                                                                          produção de carvão.
                                                             utilizadas para a pecuária extensiva.

                            Os plantios mais extensos de
                            palma forrageira e capim são
                            encontrados nas grandes                                                       ¾A palma forrageira adapta-se
                            propriedades, existentes na Área                                                bem ao clima do semi-árido,
                                                                 Nas grandes propriedades é empregada a
                            Piloto, A Fazenda Cacimba de                                                    suportando longos períodos de
 PLANTIO DE PALMA/CAPIM                                          técnica da palma adensada e o capim
                            Baixo possui a maior área com                                                   estiagem, porém não está livre
                                                                 plantado é do tipo “búfel”.
                            plantio de palma. Nas pequenas                                                  do ataque de pragas e
                            propriedades, também é cultivada                                                doenças
                            a palma, mas em extensões bem
                            menores.
                            O Plantio de Algaroba restringe-se
                            às grandes propriedades e fazem      A algaroba, planta xerófica, pertence à
                            parte de um Projeto de               família das leguminosas e seu plantio tem
                                                                                                           ¾A algaroba absorve grande
PLANTIO DE ALGAROBA/CAPIM   Reflorestamento, incentivado pelo    como objetivo a alimentação do rebanho e
                                                                                                             quantidade de água do solo.
                            IBAMA. Nas Fazendas Sta Rita e       o aproveitamento da madeira. O plantio é
                            Porteiras, são encontradas as        consorciado com capim búfel
                            áreas mais extensas deste plantio.
34


                                                                                                           ¾As áreas onde é desenvolvida
                                                                                                             a agricultura correspondem,
                                                               As culturas mais comuns são: feijão,
                              A agricultura é desenvolvida                                                   na maior parte, aos aluviões,
                                                               milho, capim-elefante, algumas fruteiras e
                              principalmente ao longo dos                                                    o que representa um risco de
                                                               hortaliças. Normalmente, o capim é
                              aluviões.                                                                      contaminação para as águas
                                                               plantado nas partes mais baixas do
   AGRICULTURA/PECUÁRIA       A Pecuária é extensiva,                                                        subterrâneas.
                                                               aluvião e o feijão e o milho nas partes
                              predominando a criação de bodes,                                             ¾Outro problema é que nos
                                                               mais altas. Nos locais onde não há plantio,
                              embora também sejam                                                            períodos de chuvas mais
                                                               os animais costumam circular pelo aluvião,
                              encontrados bovinos.                                                           intensas estas áreas podem
                                                               principalmente quando há cacimbas.
                                                                                                             ser inundadas, causando a
                                                                                                             perda dos plantios.
                              Na área piloto foram
                              identificadas duas áreas de   De acordo com a Lei Federal n° 4.771, de
                              reserva legal, ambas situadas 15 de setembro de 1965, artigo 16° alínea     ¾As áreas não parecem
       RESERVA LEGAL                                        “d”, parágrafo 2°, são descritas como           corresponder ao tamanho
                              nas fazendas que constituem a áreas de no mínimo, 20% da propriedade          mínimo exigido por Lei.
                                                            onde não é permitido o corte raso.
                              Pecuária Jaçanã.

                                                                                                          ¾ A maioria das casas não
                                                                                                             possui fossa.
                                                                                                          ¾ Não existe nenhuma espécie
                                                                                                             de tratamento para o lixo, o
                                                                Samambaia é a principal localidade da
                                                                                                             mesmo é apenas queimado
                                                                Área Piloto, apresentando maior número
                                                                                                             ou então jogado às margens
                                                                de casas e equipamentos públicos
                           Os núcleos urbanos pertencem                                                      do aluvião, como é o caso de
                                                                (escola, igreja, posto de saúde etc).
                           aos distritos de Samambaia e                                                      Samambaia.
                                                                Caiçara apresenta menor número de
NÚCLEOS URBANOS/VILA RURAL Caiçara e as vilas rurais são                                                  ¾ A água proveniente dos
                                                                equipamentos e casas. As vilas rurais
                           formadas por Fazenda Nova e                                                       diferentes mananciais
                                                                apresentam apenas a escola e casas.
                           Salgado.                                                                          (aluvião, barragens, poços)
                                                                Embora Fazenda Nova não apresente
                                                                                                             apresenta nível de coliformes
                                                                uma infra-estrutura mínima, é a segunda
                                                                                                             fecais acima do permitido
                                                                localidade em número de habitantes.
                                                                                                             para o consumo humano e
                                                                                                             boa parte dos moradores não
                                                                                                             utiliza nenhum tipo de
                                                                                                             tratamento na água.
35



Educação


Dados cedidos pela Secretaria de Educação do Município mostram que na Área
Piloto existem 05 (cinco) escolas de 1º Grau (1ª à 4ª séries) cadastradas, com
número de alunos variando de acordo com a Tabela 3. A maior parte das escolas
funciona no turno da tarde. Aqueles que querem dar continuidade aos estudos (5ª
série em diante) são obrigados a se deslocarem para Custódia.


        Tabela 3 - Relação de Escolas Municipais situadas na Área Piloto - 2001
      ESCOLA                                          LOCALIDADE       Nº DE ALUNOS
      Esc. Munic. Joaquim Bezerra de Messias            Samambaia          110
      Sc. Munic. Pacífico Rodrigues de Melo               Salgado           19
      Esc. Munic. Luís Cristino Bezerra                   Caiçara           56
      Esc. Munic. Pedro José Soares                    Sto. Antônio         38
      Esc. Munic. Antônio Francisco de Góis          Fazenda Nova II        54
             Fonte: Secretaria de Educação de Custódia (março/2001)



Abastecimento de água


O abastecimento de água é bastante precário, tanto em quantidade como em
qualidade. A maior parte das casas de Fazenda Nova é abastecida por água
proveniente de um poço tubular, atualmente paralisado por defeito na bomba. A
Foto 14 mostra a caixa d’água que abastece a comunidade.


Em Caiçara, a água que abastece a população é proveniente de um dos poços,
localizado na Fazenda Porteiras.


Em Samambaia, há dois poços tubulares, um encontra-se paralisado e o outro
está ligado a um dessalinizador (Foto 15). A taxa cobrada por uma lata de água
(aproximadamente 18 litros) é de 0,10 centavos. Algumas casas são abastecidas
pela água proveniente de um poço amazonas, construído pela prefeitura. Há uma
pequena barragem que vem sendo utilizado para o abastecimento animal,
causando insatisfação por parte da população que também utiliza a água.
36



Outra forma de captação de água observada na área são as cisternas para
armazenamento de água da chuva. A água que cai no telhado é captada através
de telhas de zinco e levada até a cisterna, por canos de PVC (Foto 16).




                  Foto 14 – Caixa d’água que abastece Fazenda Nova.




                       Foto 15 – Dessalinizador em Samambaia
37




                Foto 16 – Escola com sistema de captação da água da chuva.


6.2. Caatinga


O padrão predominante é a Caatinga Arbustiva, caracterizada na área por
apresentar uma vegetação de porte médio, bastante degenerada devido a
intensificação das atividades antrópicas. A pecuária extensiva e o corte da
madeira para produção de estacas e de lenha para carvão são atividades que têm
contribuído com a devastação da caatinga, tornando-se difícil encontrar áreas
neste padrão que não estejam ou que não tenham sido utilizadas para tais
atividades (Fotos 17 e 18).


A Caatinga Arbórea apresenta uma vegetação mais fechada e com porte maior
que a arbustiva, além de encontrar-se em melhor estado de conservação (Fotos
19 e 20). Esse padrão pode ser encontrado no extremo sudeste da área piloto,
dentro dos limites do Patrimônio da Igreja e na porção oeste da Fazenda Poço
Escuro. Estes são os locais onde a caatinga encontra-se em melhor estado de
preservação, muito embora já possam ser notados sinais de corte da madeira na
Fazenda Poço Escuro e animais soltos (bodes) no terreno pertencente ao
Patrimônio da Igreja.
38



De acordo com a Lei Federal n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, artigo 16°
alínea “d”, parágrafo 2°, Áreas de Reserva Legal são descritas como áreas de no
mínimo, 20% da propriedade onde não é permitido o corte raso. Na Área Piloto,
foram identificadas duas áreas de reserva legal, ambas situadas nas fazendas
que constituem a Pecuária Jaçanã.




                  Foto 17 – Madeira para estacas retirada da caatinga




                   Foto 18 – Troncos de madeira na beira da estrada
39




  Foto 19 – Aspecto da caatinga arbórea. Samambaia




Foto 20 – Outra tomada da caatinga arbórea. Samambaia
40



6.3. Áreas de Plantio e Pecuária


As áreas de plantio e pecuária caracterizam outro padrão de uso e ocupação do
solo, desenvolvido nas pequenas e grandes propriedades, podendo ser divididas
em: Agricultura/Pecuária, Plantio de Palma/Capim e Plantio de Algaroba/Capim.


O padrão de Agricultura/Pecuária é encontrado nas pequenas propriedades,
cujo tamanho médio é de 70 hectares. As culturas, geralmente, são desenvolvidas
ao longo dos aluviões e nas suas proximidades. As culturas mais comuns são:
feijão, milho, capim elefante, algumas fruteiras e hortaliças. Normalmente, as
áreas mais baixas do aluvião são destinadas ao plantio de capim (elefante) e nas
partes mais altas são cultivados feijão e milho consorciados (Fotos 21 e 22). O
plantio geralmente, é realizado na estação chuvosa (fevereiro a junho), mas a
irregularidade e a má distribuição das chuvas na região fazem com que o risco de
baixa produtividade ou mesmo fracasso total, seja alto. Em Fazenda Nova, alguns
proprietários utilizam o sistema de irrigação para o plantio de tomate.


Os caprinos formam a maior parte dos rebanhos, seguidos pelos ovinos e
bovinos. O predomínio de caprinos/ovinos pode ser justificado pela fácil
adaptação desses animais ao semi-árido, pelo crescimento acelerado dos
rebanhos em função dos partos múltiplos e curtas gestações, por serem animais
dóceis e de fácil manejo, além de que os custos gastos na criação destes é menor
do que com os bovinos. Os animais são criados soltos na caatinga, alimentando-
se das espécies de arbustos e árvores forrageiras. Por serem bastante seletivos
têm preferência por forrageiras de folhagem do que por gramíneas (Foto 23). O
tamanho médio dos rebanhos de caprinos, nestas propriedades, varia de 20 a 40
cabeças.


Os rebanhos de gado bovino são bem menores, variando, em média, de 10 a 20
cabeças. A palma forrageira constitui a principal fonte de alimentação desses
animais na região, embora também sejam utilizados capim búfel e ração. Nos
períodos mais críticos de estiagem, alguns proprietários alugam o pasto das
grandes propriedades para alimentar o gado dos pequenos proprietários.
41




Foto 21 – Plantação de milho consorciada com feijão. Fazenda Nova




        Foto 22 – Plantio de milho ao fundo. Poço Escuro.
42




                      Foto 23 – Bode se alimentando das folhagens.


O Plantio de Palma/Capim é desenvolvido de forma mais expressiva nas
grandes propriedades. Nestas, é empregada a técnica da palma adensada, que
permite obter um maior número de “raquetes” em um menor espaço de terreno
plantado (Foto 24). Nas pequenas propriedades, o plantio é feito da maneira
tradicional, ou seja, a palma é plantada em “fileiras” e com espaçamentos entre
uma “fila” e outra.
43




                      Foto 24 – Palma adensada. Fazenda Cacimba de Baixo.




O Plantio da Algaroba/Capim é encontrado nas grandes propriedades como
resultado de Projetos de Reflorestamento, incentivados pelo IBAMA. Nas
fazendas Sta. Rita e Porteiras estão situadas as áreas mais expressivas, em
extensão, com o plantio da Algaroba, consorciada com o capim búfel (Foto 25).
Nestas áreas, também é desenvolvida a pecuária com predomínio de rebanhos
de caprinos e/ou ovinos. A tabela 4 mostra a distribuição dos rebanhos, segundo
dados fornecidos em entrevistas com proprietários e/ou administradores.
               Tabela 4 – Distribuição de animais nas grandes propriedades
                         Bovino    Caprinos e
    Propriedades                                  Eqüinos        Fontes de Alimentação
                            s        ovinos
Pecuária Jaçanã                                                plantios de palma forrageira,
(Fazendas Sta Rita,                                               capim bufel e algaroba
                          1000        3000          229
Cacimba de Baixo e
Porteiras)
Fazenda Poço                                                 plantios de palma forrageira e de
                            -          600            -
Escuro                                                       capim bufel e áreas de caatinga
44




Foto 25 – Plantio de algaroba consorciado com capim búfel. Local: Faz. Santa Rita
45




7. QUALIDADE AMBIENTAL DA ÁREA PILOTO


7.1. Qualidade da água


A água que abastece as comunidades da área piloto é proveniente de poços
tubulares ou poços Amazonas. Muitas vezes, apresenta salinidade elevada,
tornando-a imprópria para o consumo humano e obrigando a população a
procurar outras formas de captação como as barragens, açudes ou cacimbas
escavadas no aluvião. Nos períodos de estiagem mais críticos, quando as
barragens e açudes estão secos ou com a sua capacidade mínima, as cacimbas
escavadas no aluvião tornam-se a principal fonte de captação de água. No
aluvião do Riacho Copiti, são encontradas a maior parte dessas captações, cuja
profundidade média varia de 1 a 3 metros. O fato de não existir nenhum tipo de
proteção sanitária expõe o aqüífero aluvionar à contaminação, fato agravado pela
circulação de animais sobre o mesmo, pela deposição de resíduos sólidos como
ocorre em Samambaia e pelo uso de adubos químicos e pesticidas nos locais de
plantio. Diante deste quadro, a CPRH concentrou os estudos de análise de água
no aluvião, embora também tenham sido feitas algumas análises em amostras de
água de poços tubulares, coletadas pela CPRM e em algumas barragens
superficiais. A figura 2 mostra um diagrama com a localização das estações de
coleta.


Em campo, foram tomados os seguintes procedimentos:


          ¾Coleta de amostras de água para análise bacteriológica.
          ¾Coleta de amostras de água para determinação em laboratório de
             nitratos, nitritos, amônia, cloretos, turbidez, pH, TSD (Total de
             sólidos dissolvidos), sólidos suspensos e oxigênio dissolvido.
          ¾Medidas de salinidade, condutividade e temperatura “in situ”
             utilizando o Condutivímetro YS1 Model 30.
46




                           Custódia 20 Km
                                                 9092000




                                            E19

Povoado de Fazenda Nova                   E1
                                          E2
                                           E3
                                          Riacho do Simplício
                                                                             E20
                                           E16
          Fazenda Sta. Rita




                                           P21

                            Sto Antônio
Fazenda Cacimba de Baixo                   E4
                                                         Fazenda Porteiras
                                            E18

                                            E5
                                                           Núcleo urbano de Caiçara


                                             E6

                                             E7
   Povoado de Salgado




                                                        Fazenda Poço Escuro
                                           E8




                                           E14                                        LEGENDA
                                           P15
                                                                                         Estação
                                                   E9                                   Barragem

                                 E10                     Matadouro e Cemitério
                                                             de Samambaia
                                 E11
                                                        Núcleo urbano de Samambaia
                                                 9079000
                           Açude Poço da Cruz 10 Km




              Figura 2 – Diagrama unifilar do Riacho Copiti
47



Qualidade da água no aqüífero aluvionar


Tendo em vista que se desconhece a existência de metodologias específicas para
avaliação da qualidade da água em aqüíferos aluvionares no semi-árido
nordestino, fez-se uma tentativa de enquadramento da água com base na
Resolução do CONAMA n° 20/86. Vale salientar que a quantidade de parâmetros
físico-químicos obtidos não são suficientes para determinação da qualidade da
água e que a coleta em apenas uma estação sazonal (período de estiagem) não é
suficiente, sendo necessário também, avalia-la no período chuvoso. A tabela 5
(em anexo) mostra os resultados das análises obtidos nas estações de coleta.


Tomando-se como base a Resolução do CONAMA n° 20, de 18 de Junho de
1986, que estabelece a classificação das águas, doces, salobras e salinas no
Território Nacional, o aqüífero aluvionar, situado ao longo do Riacho Copiti, pode
ser dividido em dois trechos. No primeiro trecho, que vai do início da Área Piloto,
em Fazenda Nova, até a Fazenda Porteiras, todas as estações medidas (E1, E2,
E4, E16, E19, E21) obtiveram valores de salinidade abaixo de 0,5 ‰,
caracterizando a água como doce. No segundo trecho, que se estende de
Caiçara, até Samambaia (limite sul da área), a maioria das estações (E5, E10,
E11, E14, E15, E18) apresentou valores de salinidade acima de 0,5 ‰,
caracterizando a água como salobra.


As estações E10 e E11, localizadas em Samambaia apresentaram os maiores
valores: 1,9 ‰ e 2,4 ‰, respectivamente. O Gráfico 1 mostra a variação da
salinidade, ao longo das estações.
48




      Gráfico 1
                                      Variação de Salinidade

                      2,6
                      2,4
                      2,2
                        2
  Salinidade (°/°°)




                      1,8
                      1,6
                      1,4
                      1,2
                        1
                      0,8
                      0,6
                      0,4
                      0,2
                        0
                            E1   E4   E5       E6         E7     E8       E10   E11
                                                 Estações


                                      Salinidade       Limite para água doce



Qualidade do Trecho 1


Segundo o artigo 2° da Resolução do CONAMA n° 20/86, que classifica a água
quanto ao uso preponderante, o trecho 1 pode ser enquadrado na Classe 1 de
águas doces. As estações E1 e E4, situados neste trecho, apresentaram valores
de cloretos (Gráfico 2) inferiores a 250 mg/l que é o valor máximo permitido nesta
classe. Com relação aos valores do pH, Nitrato, Nitrito e Sólidos Totais
Dissolvidos, todos estão dentro do padrão estabelecido. Nas duas estações, os
valores de Oxigênio Dissolvido ficaram abaixo do padrão ( 6) e com relação à
Amônia e à Turbidez, a estação E1 apresentou valores acima do permitido 0,37
mg/l e 124 UNT, respectivamente.


Qualidade do Trecho 2


O trecho 2, classificado como água salobra, não pôde ser enquadrado em
nenhuma das classes deste tipo de água. Por se tratar de uma área onde os
recursos hídricos são bastante escassos e pelo fato do aqüífero aluvionar ser,
atualmente, o principal manancial disponível, não poderia ter seu uso restringido
ao consumo humano. Então, mesmo tratando-se de água salobra, serão
utilizados os padrões da Classe 1 de água doce, para efeitos comparativos.
49



Todas as estações deste trecho apresentaram pH dentro da faixa permitida
(Gráfico 6). Com relação à Turbidez, apenas as estações E6 e E7 apresentaram
valor maior que o admitido. Para Nitritos, as estações E10 e E11 ficaram acima do
valor máximo (0,1 mg/l). Com relação ao OD (Oxigênio Dissolvido), apenas a
estação E10 ficou dentro do padrão (Gráfico 4).


Para Nitratos, todas estão dentro do padrão, com exceção da E11 e para Cloretos
as estações E5, E10 e E11 apresentaram valores acima do padrão permitido.
Todas as estações apresentaram valores de Sólidos Totais Dissolvidos e Amônia
(Gráficos 3 e 8) acima do padrão permitido.


Qualidade da água da Barragem Superficial de Samambaia


A água da barragem apresentou salinidade de 0,1 ‰, o que caracteriza uma água
doce. Utilizando-se os padrões da Classe 1 de água doce, os resultados das
análises feitas na água da barragem, mostram que os valores de turbidez e
amônia ultrapassaram o máximo permitido. O restante dos parâmetros analisados
apresentaram valores dentro dos padrões estabelecidos (ver tabela 5 em anexo).




                                            Variação de Cloreto

                           1400

                           1200

                           1000
         Cloretos (mg/l)




                           800

                           600

                           400

                           200

                             0
                                  E1   E4   E5     E6    E7       E8   E10   E11
                                                  Estações
50




                           Gráfico 3
                                                                     Variação de Sólidos Totais

                                               3500

                                               3000
         Sólidos Totais (mg/l)                 2500

                                               2000

                                               1500

                                               1000

                                                500

                                                  0
                                                      E1      E4       E5     E6       E7   E8     E10    E11
                                                                               Estações



                           Gráfico 4                               Variação de Oxigênio Dissolvido
                                                12
                  Oxigênio Dissolvido (mg/l)




                                                10

                                                 8

                                                 6

                                                 4

                                                 2

                                                 0
                                                      E1     E4       E5     E6        E7   E8    E10    E11
                                                                              Estações




                           Gráfico 5                       Variação da Condutividade Elétrica

                                               5000
                                               4500
Condutividade Elétrica




                                               4000
                                               3500
                                               3000
                                               2500
                                               2000
                                               1500
                                               1000
                                               500
                                                 0
                                                      E1      E4       E5     E6       E7   E8    E10    E11

                                                                            Estações
51




Gráfico 6                                                                                 Variação do pH


                            7,6
                            7,4
                            7,2
         pH                   7
                            6,8
                            6,6
                            6,4
                            6,2
                              6
                                                  E1                       E4             E5         E6     E7                     E8         E10          E11
                                                                                                    Estações




Gráfico 7                                                                       Variação de Turbidez

                        140

                        120

                        100
       Turbidez (UNT)




                        80

                        60

                        40

                        20

                            0
                                        E1                          E4             E5               E6          E7            E8             E10          E11
                                                                                                         Estações




Gráfico 8                                                                       Variação de Amônia

                    1,8
                    1,6
                                                                                               Caiçara




                    1,4
Amônia (mg/l)




                    1,2
                                   Fazenda Nova




                                                       Fazenda Porteiras




                        1
                                                                                                                               Poço Escuro




                                                                                                                                              Samambaia




                    0,8
                                                                                                                                                            Samambaia
                                                                                Caiçara




                    0,6
                                                                                                                    Caiçara




                    0,4
                    0,2
                        0
                                  E1                   E4                       E5             E6              E7             E8             E10          E11
                                                                                                         Estações
52




        Gráfico 9                                                                                        Variação de Nitrato


                              35




                                                                                                                                                                                          Samambaia
                              30

                              25
           Nitrato (mg/l)




                                                                                                                                                                           Samambaia
                              20



                                                                     Fazenda Porteiras
                              15
                                       Fazenda Nova




                                                                                                                                                            Poço Escuro
                                                                                                                                             Salgado
                              10


                                                                                                         Caiçara




                                                                                                                             Caiçara
                               5

                               0
                                       E1                            E4                                  E5                 E6               E7            E8             E10            E11
                                                                                                                               Estações




        Gráfico 10                                                                                                       Variação de Nitrito

                               0,9                                                                                                                                                     Samambaia
                               0,8
                               0,7
                               0,6
             Nitrito (mg/l)




                               0,5
                                                                                                                                                                          Samambaia
                                                                                     Fazenda Porteiras
                                                      Fazenda Nova




                               0,4
                                                                                                                                                           Poço Escuro




                               0,3
                                                                                                                                                 Salgado
                                                                                                               Caiçara




                                                                                                                                   Caiçara




                               0,2
                               0,1
                                   0
                                                 E1                         E4                             E5                 E6             E7            E8             E10           E11
                                                                                                                                       Estação




Com relação aos resultados das análises bacteriológicas, todas as estações de
coleta apresentaram resultados acima de 23 coliformes/100 ml, o que caracteriza
uma água contaminada e imprópria para o consumo humano.
53



7.2. Conflitos de Usos, Riscos e Perdas Ambientais na Área Piloto.


Os diversos conflitos de usos diagnosticados exercem, com intensidades
diferentes, pressão sobre os recursos naturais existentes na área. A seguir, são
descritos alguns dos conflitos existentes, os possíveis riscos e, as perdas
decorrentes.


Agricultura/Agrotóxicos x Aluvião/Solo


O desenvolvimento de plantios nas áreas de aluvião é uma prática comum, devido
às características naturais favoráveis que este tipo de solo apresenta comparado-
se a outros tipos de solo existentes na área. Por outro lado, as propriedades
físicas do aluvião como boa porosidade e permeabilidade, elevam o risco à
contaminação do solo e, conseqüentemente, do aqüífero, principalmente quando
utilizados adubos químicos e ou pesticidas (Foto 26).


Núcleo Urbano x Aluvião/Solo


A instalação de núcleos urbanos nas proximidades do aluvião, sem nenhum
planejamento, contribuem para a contaminação do mesmo. Em Samambaia,
principal povoado da Área Piloto, equipamentos públicos como o matadouro e
cemitério encontram-se bastante próximos do leito do Riacho Copiti. As águas
servidas e o esgoto oriundos da maioria das casas, escoam em direção ao
aluvião, aumentando o risco de contaminação do aqüífero. (Foto 27a e 27b)


Cacimbas Escavadas/Poços Amazonas x Aluvião


As cacimbas escavadas são encontradas em grande quantidade ao longo do
aluvião e não apresentando nenhum tipo de proteção sanitária. Algumas possuem
uma tampa improvisada (madeira ou latão), o que não impede o risco de
contaminação. Os poços Amazonas são construídos precariamente e não
apresentam tampa, facilitando a contaminação da água e, conseqüentemente, do
aluvião (Foto 28).
54



Lixo x Aluvião


O lixo é despejado diretamente no aluvião, sem nenhum tipo de tratamento
adequado. Nos períodos chuvosos, a situação se agrava mais, já que o lixo é
carreado para o riacho, prejudicando a qualidade da água. (Foto 29)


Produção de Lenha/Estacas x Caatinga


O corte da madeira das espécies da caatinga para produção de lenha e estacas
é feita, na área, de forma descontrolada, aumentando o risco da devastação da
vegetação natural e diminuindo o número de espécies. (Foto 30)


Pecuária Extensiva x Caatinga


A prática da pecuária extensiva, onde os animais são criados soltos na caatinga,
aumenta o risco de devastação da vegetação.


Dessedentação de animais x Barragem/Açude/Aluvião


A circulação de animais em torno e dentro das barragens, açudes e no aluvião,
aumenta o risco de contaminação da água destes mananciais, prejudicando a
saúde das pessoas que utilizam esta água (Foto 31 e 32).
55




Foto 26 – Utilização de agrotóxicos nas áreas próximas ao aluvião. Fazenda Nova




           Foto 27a – Esgoto escoando sobre o terreno. Samambaia
56




Foto 27b – Matadouro de Samambaia localizado nas proximidades do aluvião.




    Foto 28 - Poço Amazonas construído de forma irregular. Samambaia.
57




Foto 29 – Lixo jogado no aluvião do Riacho Copiti. Samambaia




    Foto 30 – Local onde é queimado o lixo. Samambaia.
58




         Foto 31 – Forno de Carvão. Poço Escuro.




Foto 32 – Animais nas proximidades da barragem. Salgado.
59




Foto 33 – Animais bebendo água nas cacimbas escavadas no Copiti. Samambaia
60




8. CONCLUSÕES



¾ principal atividade econômica é a pecuária extensiva com predomínio de
  A
  caprinos e a extração de lenha para produção de carvão.
¾ agricultura é de subsistência e as principais culturas desenvolvidas são o
  A
  milho, feijão e a palma forrageira;
¾ tamanho médio da maioria das pequenas propriedades é de 70 hectares.
  O
¾ fazendas Sta. Rita, Cacimba de Baixo e Porteiras, que fazem parte da
  As
  Pecuária Jaçanã, são as maiores propriedades da área, seguidas da Fazenda
  Poço Escuro e da área pertencente ao Patrimônio da Igreja, localizada em
  Samambaia.
¾Nos períodos mais críticos de estiagem, os pequenos produtores trabalham
  por empreitada, para complementar a renda nas grandes propriedades,
  cortando palma e algaroba e na manutenção das pastagens.
¾Não há associações ou cooperativas de produtores na área. A associação
  mais próxima é a Associação dos Produtores da Barriguda, situada ao sul de
  Samambaia e que, atualmente, está desativada por falta de incentivo.
¾Técnicas adequadas de carvoejamento são empregadas apenas nas grandes
  propriedades.
¾ principais fontes de água, que são as cacimbas escavadas no aluvião e as
  As
  barragens superficiais, não possuem nenhum tipo de proteção, ficando
  expostas à contaminação.
¾ caatinga arbustiva, padrão de uso e ocupação do solo predominante na
  A
  Área Piloto, é largamente utilizada como pastagem para os animais e para o
  corte da madeira (estacas e lenha).
¾ qualidade da água proveniente do aluvião do Riacho Copiti apresenta-se
  A
  bastante comprometida com relação à presença de coliformes fecais, não
  sendo recomendado seu uso para consumo humano sem que ao menos haja
  um tratamento prévio, simplificado.
¾Adotando-se a Resolução do CONAMA n° 20/86 que estabelece a
  classificação das águas doces, salobras e salinas no Território Nacional, o
  aluvião do Riacho Copiti pode ser dividido em dois trechos: o primeiro, situado
61



  entre Fazenda Nova e Fazenda Porteiras, onde a água é considerada doce e o
  segundo, localizado entre Caiçara e Samambaia, onde a água é salobra.
¾ estações de coleta, localizadas em Samambaia, são as que apresentaram
  As
  maior número de valores fora dos padrões de qualidade ambiental para os
  diferentes parâmetros analisados. Este fato pode ser atribuído aos diversos
  fatores impactantes que atuam no aluvião, deste núcleo urbano, como: grande
  quantidade de lixo jogado, animais circulando livremente, esgoto despejado
  diretamente, sem tratamento, moradores lavando roupas, poços amazonas
  abandonados e sem tamponamento, etc.
¾Os resultados das análises na água de Fazenda Nova mostraram valores
  dentro dos padrões estabelecidos, o que pode ser atribuído ao fato de que a
  maior parte das casas situa-se distante do aluvião, não havendo muita
  influência de lixo e esgoto.
62




9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ANGELIM, L.A. de A.; AMARAL, C.A.; GALVÃO, M.J.T.G. Geologia da área
Piloto Caiçara-Samambaia. Recife : CPRM, 2000. 12p (minuta)


EMPRESA      BRASILEIRA      DE   PESQUISAS     AGROPECUÁRIA.        Mapa    de
reconhecimento de baixa e média intensidade de solos : Folha Custódia-
Zoneamento agroecológico de Pernambuco. Recife. 1999. 1 mapa, color., 80cm x
63cm. Escala 1: 100.000.


OGATA, M.G. . Macrozoneamento costeiro : Aspectos metodológicos. Brasília
: Programa Nacional do Meio Ambiente. 1995. 26p.


SANTOS, E. J. dos. ; MORAIS, F. de. ; GALVÃO, M. J. T. G. . Programa de
Águas Subterrâneas para a Região Nordeste : Mapa geológico do alto vale do
Rio Moxotó. Recife : CPRM, 1999. 1 mapa, color. , 114cm x 91cm . Escala 1:
100.000.


SECRETARIA DE CIÊNCIA , TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Mapa de
vegetação nativa Lenhosa - Folha Custódia. Recife , 1992. 1 mapa, preto e
branco , 70cm x 87cm. Escala 1: 100.000.


____. Plano estadual de recursos hídricos - Documento síntese. Recife, 1998.
215p.


SUPERINTENDENCIA        DE   DESENVOLVIMENTO         DO    NORDESTE.      Mapa
topográfico - Folha Custódia (SC.24-X-A-III). Recife, 1972. 1 mapa, color. ,63cm
x 74cm. Escala 1: 100.000.
63




ANEXOS
64




                                                                                    ANEXO 1


                           TABELA 5 – Resultados de análises realizadas em amostras de água coletadas na Área Piloto.
                                                                                    Análise Físico-Química
    Estaçã                                                                                                                                                               Análise*
             Data   Hora      T    Ph   Turbidez    Cond.    Amônia    Nitrito   Nitrato Cloreto Oxigênio       Sólidos   Sol. Dissolv.      Sol.     Salin. (‰)
                                                                                                                                                                     Bacteriológica
      o                     (°C)         (UNT)       Elet.    (mg/l)   (mg/l)    (mg/l)    (mg/l)   Dissolvid    Totais      (mg/l)       Suspensos
                                                                                                                                                                   (coliformes/100 ml)
                                                   (µS/cm)                                           o (mg/l)    (mg/l)                     (mg/l)
     E1     13/11 08:25 26,7       6,5    124        330     0,37      0,04       0,08      53,2        2,4      413,2       366,7           46,5        0,2               23
     E4     13/11 09:55 26,0       7,4     18        495     0,06      ND         0,07     108,3        4,1      366,8       327,3           39,5        0,3               23
     E5     13/11 10:18 30,2       7,0     26        1510    0,25      0,02       0,53     383,4        2,4       1014       978,5           35,5        0,9               23
     E6     13/11 10:44 28,1       6,8     60        705     1,66      ND         0,16     137,1        0,0       516         462             54         0,4               23
     E7     13/11 11:05 30,4       7,1     80        910     ND        0,06       3,46     211,1        2,6       919         673            246         0,5               23
     E8     13/11 11:42 27,6       7,0     14        960     0,24      0,02       0,41     227,4        0,6        606       593,5           12,5        0,6               23
     E9*    13/11 12:05 31,0       7,3    200       106,4    0,59      0,08        ND       2,71        6,1      328,2       213,6          114,6        0,1              500
     E10    13/11 12:17 35,9       7,4     5,1       3590    0,19      0,19        8,3      1028       10,8       2586        2549            37         1,9               23
     E11    13/11 12:35 30,4       7,0     4,0       4310    0,06      0,80       29,4      1155        3,0       2899        2884            15         2,3               23
    E12*    13/11 12:50 30,2       7,8     8,4       2320    ND        ND         3,98     766,5        6,2       2074        2026            48         1,5               23
    E22*    13/11 13:50 35,2       7,0     5,0      133,1    0,17      ND         0,42      29,5        6,1       81,6        78,8            2,8        0,1               23
    Padrões segundo CONAMA         6,0                                                                                                                                      -
        n° 20/86 (Classe 1)         a     ”         -      0,02      1,0        10      250        •         500            -             -           -
                                   9,0
*   As estações E9, E12 e E22 correspondem à barragem de Samambaia, Poço tubular de Samambaia e ao dessalinizador, respectivamente



                                                             Estação     UTM (E)          UTM (N)             Local
                                                               E1        640759           9091034         Fazenda Nova
                                                               E4        638696           9087497        Fazenda Porteiras
                                                               E5        639397           9086535            Caiçara
                                                               E6        639808           9085578            Caiçara
                                                               E7        640086           9084983            Salgado
                                                               E8        640251           9082021          Poço Escuro
                                                               E9*       640629           9080047          Samambaia
                                                               E10       640281           9079901          Samambaia
                                                               E11       640348           9079837          Samambaia
                                                              E12*       640504           9080020          Samambaia
                                                              E22*       640411           9080001          Samambaia
65




                                    ANEXO 2

      ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO EM UMA ÁREA PILOTO
            LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CUSTÓDIA - PE
                CENÁRIO COM INTERVENÇÃO 2010




Considerando-se as tendências de uso e ocupação do solo e a adequação das
mesmas às potencialidades e limitações dos recursos naturais, levantadas no
Diagnóstico Ambiental, foi possível identificar quatro zonas e sete subzonas
homogêneas, delimitadas no Mapa de Zoneamento Ecológico Econômico. À partir
destas informações, foi elaborada uma proposta de zoneamento, descrevendo-se
a situação atual de cada subzona, os objetivos do ZEE/Plano de Gestão para o
Cenário 2010 e a indicação de usos/ações distinguindo os proibidos, tolerados e a
incentivar.


A proposta, inicialmente levada à discussão em oficinas preparatórias com as
comunidades locais, teve sua consolidação em uma reunião final na qual foram
cumpridas as seguintes etapas:


   9 Apresentação do Diagnóstico Ambiental e a Proposta de Zoneamento
         Ecológico Econômico realizado pela CPRH aos representantes dos
         órgãos e instituições convidados.
   9 Coleta de contribuições dos participantes nas suas respectivas áreas de
         atuação.
   9 Definição das ações prioritárias para o Plano de Gestão e designar os
         responsáveis e colaboradores por cada ação.


A oficina contou com a participação de diversos órgãos e instituições federais e
estaduais e municipais, órgãos não governamentais, além dos representantes das
comunidades eleitos nas oficinas preparatórias. Na escolhas das entidades
participantes, levou-se em consideração a atuação daqueles na área ou a
experiência em áreas com características e problemas semelhantes. O Quadro A
abaixo mostra a lista de participantes.
66




      QUADRO A – PARTICIPANTES DA OFICINA DE CONSOLIDAÇÃO
         JOSÉ ESDRAS                    Prefeito de Custódia
   EDRISE AIRES FRAGOSO                 Presidente da CPRH
 HORTÊNCIA ASSIS BARBOZA        Coordenadora do Projeto da CPRH
       JOANA AURELIANO                Representante da CPRH
  MARIZA BRANDÃO CHÁVEZ               Representante da CPRH
                             Representante da Regional de Salgueiro do
  JOSÉ DA LUZ DE ALENCAR
                                               IBAMA
                               Centro de Tecnologia da Universidade
    SUZANA MONTENEGRO
                                  Federal de Pernambuco – UFPE
                                Departamento de Serviço Social da
      ANA CRISTINA BRITO
                               Universidade Federal de Pernambuco -
          ARCOVERDE
                                   UFPE/Parceiro no PROASNE
                              Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio
        JOÃO GOMINHO
                                      Ambiente-SECTMA/PE.
   MARIEDILSA F. CORREIA
                                  Prefeitura Municipal de Custódia
           MEDEIROS
    Dra. MARIA EDNA GÓIS          Prefeitura Municipal de Custódia
                                 Representante da Comunidade de
            FLORISA
                                             Samambaia
                                 Representante da Comunidade de
      SEBASTIANA (SESE)
                                             Samambaia
     ANTÔNIO RODRIGUES       Representante da Comunidade de Caiçara
           JERÔNIMO          Representante da Comunidade de Caiçara
                             Representante da Comunidade de Fazenda
             JANAIR
                                                Nova
                             Representante da Comunidade de Fazenda
          MARIA JOSÉ
                                                Nova
FLAVIANO FEITOSA BEZERRA Vereador - Proprietário da Faz. Poço Escuro
 INÁCIO CÂNDIDO DA COSTA      Banco do Nordeste - BNB – Regional de
              FILHO                            Sertânia
                            PRORURAL - Regional de Salgueiro (Projeto
GERALDO SEVERINO DE LIMA
                                              Renascer)
                             Fundação Joaquim Nabuco – FJN/Parceiro
        ANTÔNIO NETO
                                            no PROASNE
                            Presidente da Associação de Trabalhadores
RONALDO PEREIRA DE SOUZA
                                      Rurais de Fazenda Nova
                              Centro Diocesano de Apoio Comunitário
     IRMÃ NOELI MASSONI
                                               CEDAC
  RIVANEIDE LÍGIA ALMEIDA    CECOR – Centro de Educação Comunitária
            MATIAS                              Rural
                                   Serviço Geológico do Brasil –
     ENJÔLRAS MEDEIROS
                                   CPRM/Parceiro no PROASNE
                                   Serviço Geológico do Brasil –
      CRISTIANO AMARAL
                                   CPRM/Parceiro no PROASNE
                                   Serviço Geológico do Brasil –
   MANOEL JÚLIO GALVÃO
                                   CPRM/Parceiro no PROASNE
67



    HELENA PORTO        FUNASA –Fundação Nacional de Saúde
   LUCIANA CIBELLE     Coordenação Social Nacional – PROASNE
  SHERRY NELLIGAN         Coordenação Social Canadá – CIDA
   NORMA GUSMÃO          Representante da UNISOL/PROASNE)
      FERNANDA           Representante da UNISOL/PROASNE)
JOSÉ WALTER SIQUEIRA       Membro do Fórum CUSTOATIVA –
     CAVALCANTI                     Comunidade Ativa
                        Centro Diocesano de Apoio Comunitário
    IRMÃ IDALINA
                                         CEDAC
                       Bolsista do Departamento de Serviço Social
  RENATA SEVERO
                                        da UFPE
                       Bolsista do Departamento de Serviço Social
      MÁRCIA
                                        da UFPE
68



   ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO EM UMA ÁREA PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CUSTÓDIA - PE
                               CENÁRIO COM INTERVENÇÃO 2010
ZONA: URBANA
  SUBZONA            SITUAÇÃO ATUAL               OBJETIVOS DO           INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES
                                                ZEE/PG – CENÁRIO
                                                        2010                   PROIBIDOS                  TOLERADOS                      À INCENTIVAR
               Situam-se nos povoados de       ¾ Sistema de             ¾ Lançamento de             ¾ Atividade            ¾ Construção de fossas em todas as
               Samambaia e Caiçara e              esgotamento              efluentes domésticos         doméstica de             casas ou sistema coletivo de
               caracterizam-se por                sanitário                diretamente no solo          lavagem de roupa         esgotamento sanitário.
               apresentarem um aglomerado de      implantado.            ¾ Instalação de               na faixa marginal     ¾ Remanejamento do matadouro para
               casas juntas umas das outras    ¾ Ocupação urbana          equipamentos                 ao aluvião.              local afastado do aluvião.
               em ambos os lados da via           ordenada.                (públicos ou privados)     ¾ Circulação de        ¾ Construção de novos poços.
               calçada, além de equipamentos ¾ Abastecimento de           potencialmente               animais               ¾ Captação e Manejo da água da
               públicos como Escola, Igreja,      água melhorado.          poluidores na faixa          domésticos pelo          chuva.
               Posto de Saúde, Centro          ¾ Qualidade                marginal ao aluvião          aluvião até que       ¾ Instalação de dessalinizadores e
               Comunitário, etc.                  construtiva das          (15 metros).                 sejam construídos        manutenção freqüente dos
                                                  moradias               ¾ Dessedentação de            currais e pocilgas.      mesmos.
               Samambaia possui maior             melhorada.               animais diretamente        ¾ Cacimbas             ¾ Tratamento simplificado da água de
               número de habitantes e maior    ¾ Comunidade               no aluvião ou em             escavadas desde          abastecimento.
               infraestrutura do que Caiçara.     organizada,              barragens/açudes.            que sejam             ¾ Criação de conselhos de usuários
                                                  assistida e            ¾ Distribuição de água        tamponadas.              da água com participação
               Em ambas não existe rede de        ambientalmente           sem tratamento             ¾ Poços Amazonas          preferencialmente feminina.
               esgoto. O sistema utilizado é o    conscientizada.          prévio.                      com proteção          ¾ Substituição de casas de taipa por
ÁREA URBANA    da “fossa negra” ou então       ¾ Desenvolvimento        ¾ Destruir ou danificar o     sanitária                              alvenaria.
DO POVOADO     lançamento de efluente à céu       de emprego e             Patrimônio Histórico e       adequada e              ¾ Cursos de capacitação para a
               aberto.                            renda.                   Cultural.                    localizados nas            comunidade na área de educação
                                               ¾ Patrimônio             ¾ Disposição                  margens do                   ambiental, qualidade da água,
               Com relação ao abastecimento       Histórico e Cultural     inadequada de                aluvião.                      associativismo e cidadania.
               de água, parte das casas possui    preservado.              resíduos sólidos.          ¾ A localização do      ¾ Incentivar a busca de parcerias
               água encanada, porém de         ¾ Serviços básicos       ¾ Construção de novas         cemitério desde           para geração de emprego e renda.
               péssima qualidade. Parte da        melhorados e/ou          casas sem                    que se mantenha          ¾ Valorização das atividades
               população utiliza água             implantados              autorização da               inativo.                               culturais.
               proveniente de cacimbas e da    ¾ Serviço de coleta e      Prefeitura.                ¾ Distribuição de      ¾ Recuperação do prédio da Fábrica
               barragem publica.                  disposição de          ¾ Jogar animais mortos        água sem                 de Caruá.
                                                  resíduos sólidos         ao ar livre.                 tratamento.           ¾ Melhoria na educação básica e
               O dessalinizador de Samambaia      implantado.                                                                    curso de alfabetização de adultos.
               funciona precariamente e o de   ¾ Mulheres                                                                    ¾ Melhoria nos serviços de
               Caiçara ainda está desativado.     socialmente                                                                    transporte, inclusive passagem
                                                  integradas.                                                                    molhada.
               Inexistência de gestão          ¾ Mananciais                                                                        ¾ Coleta de lixo seletiva.
               participativa do uso e             hídricos                                                                      ¾ Aproveitamento do rejeito do
               manutenção do sistema.             subterrâneos e                                                                            dessalinizador.
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                                  superficiais   ¾ Associativismo feminino e
O lixo é acumulado ao ar livre    protegidos.       valorização da mão de obra
com presença de animais e                           feminina através de cursos de
vetores e posteriormente                            capacitação.
queimado.                                        ¾ Construção de um açougue.
                                                 ¾ Funcionamento da lavanderia
As escolas precisam de reforma,                     pública existente.
o posto de saúde trabalha com
deficiência.
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ZONA: URBANA
  SUBZONA             SITUAÇÃO ATUAL              OBJETIVOS DO ZEE/PG INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES
                                                    – CENÁRIO 2010
                                                                           PROIBIDOS        TOLERADOS                                  À INCENTIVAR
               São formadas pelos povoados de      ¾ Sistema de             ¾ Lançamento de        ¾ Lavagem de roupa    ¾ Construção de fossas nas casas.
               Salgado e Fazenda Nova.               esgotamento               efluentes               nas margens do       ¾ Construção de novos poços.
                                                     sanitário implantado.     domésticos              aluvião desde que    ¾ Captação e manejo da água da
               As moradias estão distribuídas      ¾ Abastecimento de         diretamente no          seja construído um      chuva.
               aleatoriamente.                       água melhorado,           solo                    local apropriado     ¾ Instalação de dessalinizadores.
                                                     tanto em quantidade     ¾ Instalação de          que não permita o    ¾ Construção de bebedouros para
               A via não é calçada e os              como em qualidade,        equipamentos            escoamento da           os animais em local adequado
               equipamentos públicos existentes    ¾ Qualidade                (públicos ou            água de volta para   ¾ Tratamento simplificado da água
               são uma escola e no caso de           construtiva das           privados)               a cacimba.              de abastecimento.
               Fazenda Nova há ainda uma caixa       moradias melhorada,       potencialmente        ¾ Circulação de       ¾ Utilização da semente da moringa
               d’água abastecida pelo poço da      ¾ Comunidade               poluidores na faixa     animais                 oleifera para tratamento da água.
               prefeiitura, mas que devido a         organizada, assistida     marginal ao aluvião     domésticos pelo      ¾ Criação de conselhos de usuários
               elevada salinidade está sendo         e ambientalmente          (15 metros).            aluvião mediante a      da água.
               utilizada apenas para o               conscientizada.         ¾ Dessedentação de       construção de        ¾ Substituição de casas de taipa por
               abastecimento de animais.           ¾ Desenvolvimento de       animais                 passarelas.             alvenaria.
                                                     emprego e renda.          diretamente no        ¾ Cacimbas            ¾ Cursos de capacitação para a
               Salgado não é servida por           ¾ Serviços básicos         aluvião, barragens      escavadas desde         comunidade em educação
               abastecimento público e na maior      melhorados e/ou           e açudes.               que sejam               ambiental, qualidade da água,
               parte das casas não existe fossa.     implantados.            ¾ Disposição             tampadas.               entre outros.
 VILA RURAL
                                                   ¾ Serviço de coleta e      inadequada de         ¾ Poços Amazonas      ¾ Curso de alfabetização de adultos.
               A escola de Salgado está fechada      disposição de             resíduos sólidos.       com proteção         ¾ Coleta de lixo seletiva.
               por falta de professores.             resíduos sólidos        ¾ Circulação de          sanitária adequada   ¾ Associativismo feminino e
                                                     implantado.               animais na escola.      e localizados nas       valorização da mão de obra
               O lixo é queimado atrás das casas e ¾ Mulheres               9 Lançamento de          margens.                feminina através de cursos de
               a água é proveniente de cacimbas e    socialmente                efluentes                                      capacitação.
               barragens.                            integradas.                domésticos no Rio                           ¾ Reforma da escola e construção
                                                   ¾ Mananciais hídricos       Copiti pela                                    de muro ou cerca.
               Não há serviço de telefonia.          subterrâneos e             comunidade do                               ¾ Contratação de professores.
                                                     superficiais               Ingá.                                       ¾ Transporte para os alunos.
                                                     protegidos.                                                            ¾ Fazer periodicamente analise da
                                                   ¾ Serviço telefônico                                                       qualidade da água.
                                                     implantado.                                                            ¾ Instalação de telefone publico.
                                                                                                                            ¾ Construção de um posto de
                                                                                                                               saude.
                                                                                                                            ¾ Construir poço para
                                                                                                                               abastecimento d’agua.
                                                                                                                            ¾ Construir no rio passagens para
                                                                                                                               os animais.
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ZONA: AGROPECUÁRIA

   SUBZONA        SITUAÇÃO ATUAL           OBJETIVOS DO ZEE/PG          INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES
                                             – CENÁRIO 2010
                                                                            PROIBIDOS             TOLERADOS                         À INCENTIVAR
               Ocupam principalmente,      ¾ Técnicas agrícolas        ¾ Utilização          ¾ Plantios no         ¾ Utilização de adubos orgânicos.
               as áreas de aluvião e          mais modernas e             indiscriminada de      aluvião desde que    ¾ Correção dos solos.
               proximidades.                  menos agressivas ao         agrotóxicos.           não sejam            ¾ Formação de associação de pequenos
                                              meio ambiente             ¾ Desmatamento          utilizados              produtores
               A agricultura é praticada      amplamente                  indiscriminado.        agrotóxicos e que    ¾ Diversificação de culturas.
               nas pequenas                   utilizadas.               ¾ Plantio dentro do     estejam a uma        ¾ Fomento à criação de bancos de
               propriedades sendo mais ¾ Pequenos produtores             leito dos cursos       distância mínima        sementes.
               comum encontrar culturas       organizados e               d’água.                do leito dos         ¾ Cursos de capacitação para agricultores.
               de subsistência como           associados.               ¾ Permitir que os       riachos.             ¾ Reestruturação da atual Secretaria
               feijão e milho.             ¾ Atividades agrícolas        animais se           ¾ Sistema de             Municipal de Agricultura;
                                              diversificadas e            abasteçam de           irrigação desde      ¾ Implantação de barragens subterrâneas.
               Nesta subzona ainda            prática de cultivos         água diretamente       que seja             ¾ Construção de açudes e barreiros.
               podem ser encontrados          conservacionistas           nos açudes ou          controlado.          ¾ Construção de poços para a irrigação.
               plantios de palma              amplamente                  barragens            ¾ Utilização de       ¾ Manejo e captação da água da chuva.
               forrageira, capim elefante,    utilizadas.               ¾ Jogar lixo e          agrotóxico, desde    ¾ Práticas de conservação do solo através
               fruteiras e hortaliças.     ¾ Produção animal             esgoto no rio ou       que não seja em         de consorciação de culturas, controle de
                                              geneticamente               aluvião.               aluvião e que           queimadas e de erosão, etc.
 AGRICULTURA
               Poucas propriedades            melhorada.                                         obedeçam as          ¾ Associativismo feminino e valorização da
               utilizam o sistema de       ¾ Vegetação ciliar em                                regras de               mão de obra feminina através de cursos
               irrigação.                     torno das barragens e                              utilização.             de capacitação.
                                              dos riachos                                      ¾ Arar a terra com    ¾ Utilização de sistemas de energia
               A utilização de                recuperada.                                        tração animal.          alternativa (solar e eólica) na irrigação.
               agrotóxicos, o              ¾ Oferta de água para                              ¾ Utilizar máquinas   ¾ Divulgação e facilitação de acesso a
               desmatamento e a prática       atividade agrícola                                 para arar desde         programas de crédito rural.
               de queimadas e a               ampliada.                                          que haja             ¾ Instalação de unidade de repasse de
               ocupação dos leitos dos     ¾ Mananciais hídricos                                acompanhamento          tecnologia.
               riachos são alguns dos         subterrâneo e                                      técnico              ¾ Recuperação da vegetação ciliar em
               problemas encontrados.         superficial protegidos.                          ¾ Prática de             torno das barragens e cursos d’água.
                                           ¾ Mulheres socialmente                                queimadas desde     ¾ Implantação de sistemas agroflorestais;
               Não há plantios com           integradas.                                          que seja para o     ¾ Incentivar irrigações localizadas e por
               árvores frutiferas e        ¾ Produção agricola                                   roçado                 gotejamento
               hortaliças                    com resultado                                                            ¾ Identificação e proteção das áreas de
                                             econômico.                                                                  recarga de aquifero.
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ZONA: AGROPECUÁRIA
SUBZONA            SITUAÇÃO ATUAL                 OBJETIVOS DO ZEE/PG – INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES
                                                      CENÁRIO 2010
                                                                             PROIBIDOS        TOLERADOS                             À INCENTIVAR

                  Ocupam áreas extensas       ¾ Áreas de reserva legal    ¾ Extração de lenha e     ¾ Produção de     ¾ Replantio de vegetação ciliar nas
                  dentro das grandes            preservadas.                 madeira nas áreas de       lenha e carvão      margens dos aluviões e barragens.
                  propriedades e correspondem ¾ Plano de                    reserva legal.             desde que        ¾ Preservação da vegetação situada
                  aos plantios de algaroba      reflorestamento            ¾ Atividades pecuárias      seja através        nas áreas elevadas (serras) e de
                  consorciada com capim e       implantado com               nas áreas de reserva       de plano de         alta declividade.
                  palma adensada e a criação    espécies                     legal.                     manejo           ¾ Beneficiamento da vagem da
                  de ovinos, bovinos e eqüinos. preferencialmente          ¾ Comercializar             adequado.           algaroba para ração animal.
                                                nativas.                     animais sem controle ¾ Animais de          ¾ Beneficiamento do leite e da carne
              O plantio da algoraba faz parte ¾ Mananciais hídricos         sanitário.                 baixa               animal.
              de projetos de reflorestamento    subterrâneos e             ¾ Prática de                qualidade        ¾ Controle sistemático de doenças
              incentivados pelo IBAMA           superficiais protegidos.     queimadas.                 genética            nos animais.
              (antigo IBDF) e seu manejo      ¾ Qualidade de vida dos     ¾ Utilização de                              ¾ Melhoramento genético do
              inclui o aproveitamento da        moradores e/ou               agrotóxicos.                                   rebanho.
              madeira como estaca e das         trabalhadores da zona      ¾ Permitir a                                 ¾ Fomentar as reservas estratégicas
              vagens para ração animal.         agrossilvopastoril           dessedentação de                               de alimentos.
AGROSSILVOPAS
                                                melhorada.                   animais diretamente                         ¾ Construção de bebedouros para os
    TORIL
              Nesta subzona também estão ¾ Técnicas utilizadas              nos açudes,                                    animais em local adequado.
              inclusas as áreas de reserva      difundidas para toda a       barragens ou aluvião.                       ¾ Práticas de conservação do solo
              legal.                            área piloto.               ¾ Desmatamento                                  através de consorciação de
                                              ¾ Vegetação natural           indiscriminado.                                culturas, controle de queimadas e
                                                preservada nos topos       ¾ Plantio dentro do leito                       de erosão, entre outras.
                                                de morros e áreas com        dos cursos d’água.                          ¾ Difusão de técnicas
                                                alta declividade.                                                           agrassilvopastoril que obtiveram
                                              ¾ Produção                                                                   sucesso para toda a área piloto.
                                                agrossilvopastorio com                                                   ¾ Melhoria da infraestrutura (moradia
                                                resultado econômico.                                                        e trabalho) que beneficie
                                                                                                                            moradores e trabalhadores da zona
                                                                                                                            agossilvopastoril.
                                                                                                                         ¾ Capacitação da mão de obra
                                                                                                                            agrossilvopastoril.
                                                                                                                         ¾ Identificação e proteção das áreas
                                                                                                                            de recarga de aquifero.
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ZONA: CAATINGA
SUBZONA               SITUAÇÃO ATUAL           OBJETIVOS DO ZEE/PG INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES
                                                 – CENÁRIO 2010
                                                                        PROIBIDOS          TOLERADOS                               À INCENTIVAR
                                                 ¾ Planos de manejo       ¾ Corte indiscriminado ¾ Reflorestamento    ¾ Exploração do potencial
                 A caatinga ocupa maior parte       florestal                da caatinga.            com espécies para      medicinal e artesanal das
                 da área piloto, caracterizando-    estabelecidos          ¾ Caça a espécies da     usos múltiplos         espécies da caatinga.
                 se por uma vegetação            ¾ Planos de                fauna nativa da         como Sabiá e        ¾ Práticas de conservação e
                 predominantemente arbustiva        reflorestamento com      caatinga ou aves        Algaroba               aumento do potencial forrageiro,
                 e bastante degradada.              espécies                 migratórias.                                   através de técnicas de silagem,
                                                    preferencialmente      ¾ Pecuária extensiva                            raleamento, rebaixamento,
                 O corte da madeira para            nativas implantados.     sem controle.                                  enriquecimento, entre outras.
                 produção de lenha/carvão e      ¾ Técnicas de manejo     ¾ Dessedentação de                           ¾ Apicultura.
                 estaca tem sido a principal        sustentado e             animais diretamente                         ¾ Aproveitamento da fibra de
                 causa dessa degradação             carvoejamento            nos açudes,                                    caroá.
                 seguida da pecuária                difundidas e             barragens ou aluvião.                       ¾ Construção de bebedouros para
                 extensiva.                         aplicadas.             ¾ Prática de                                    os animais em local adequado.
 MANEJO/PECUÁ                                    ¾ Moradores                queimadas.                                  ¾ Incentivar a utilização de
 RIA EXTENSIVA   Nesta subzona estão inclusas       capacitados no                                                          técnicas de manejo florestal.
                 barragens/açudes, lagoas,          manejo sustentado                                                    ¾ Capacitação dos proprietários
                 afloramentos rochosos e            da caatinga.                                                            em manejo sustentado da
                 serras.                         ¾ Planos de manejo do                                                     caatinga.
                                                    rebanho.                                                             ¾ Implantação de fornos de melhor
                                                 ¾ Mananciais hidrícos                                                     qualidade.
                                                    subterrâneos e                                                       ¾ Revegetação ciliar no entorno
                                                    superficiais                                                            das lagoas e do leito dos cursos
                                                    protegidos.                                                             d’água.
                                                 ¾ Vegetação natural                                                    ¾ Reflorestamento de áreas
                                                    preservada nos                                                          degradadas com espécies
                                                    topos de morros e                                                       nativas.
                                                    áreas com alta
                                                    declividade.
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ZONA: CAATINGA
SUBZONA                  SITUAÇÃO ATUAL                OBJETIVOS DO ZEE/PG INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES
                                                         – CENÁRIO 2010
                                                                                 PROIBIDOS                    TOLERADOS        À INCENTIVAR
                                                       ¾Vegetação natural
                                                         preservada e            ¾ Corte indiscriminado da               ¾ Recomposição da
                                                         conservada                caatinga.                                 vegetação com
                                                       ¾Fauna preservada        ¾ Caça a espécies da                       espécies nativas.
                                                       ¾ Mananciais hídricos      fauna nativa e aves                    ¾ Manejo adequado da
                                                         subterrâneos          e   migratórias.                              caatinga.
                                                         superficiais protegidos ¾ Prática de queimadas.                 ¾ Apicultura apenas em
                                                                                 ¾ Disposição de resíduos                   áreas de
                                                                                   sólidos.                                  conservação.
                  Correspondem a áreas onde a
                                                                                 ¾ Pecuária extensiva.                   ¾ Aproveitamento de
                  vegetação caracteriza-se por
                                                                                                                             espécies vegetais
                  apresentar um porte maior e por
                                                                                                                             para fins medicinais e
                  ser mais fechada com relação ao
                                                                                                                             artesanais.
                  restante da caatinga que ocorre na
                                                                                                                          ¾ Criação de Reserva
                  área.
                                                                                                                             Particular           do
                                                                                                                             Patrimônio      Natural
  INCENTIVO A Nas terras pertencentes à Igreja é
                                                                                                                             (RPPN).
PRESERVAÇÃO E onde se encontra a vegetação em
                                                                                                                          ¾ Recomposição da
 CONSERVAÇÃO melhor estado de conservação de
                                                                                                                             fauna.
              toda a Área piloto.
                                                                                                                          ¾ Licenciamento e
                                                                                                                             demarcação da
                  Animais (bovinos e caprinos)
                                                                                                                             reserva legal e
                  soltos nestas áreas constituem um
                                                                                                                             preservação
                  problema, além de indícios de
                                                                                                                             permanentes nas
                  retirada de madeira na
                                                                                                                             Áreas de
                  propriedade de Poço Escuro.
                                                                                                                             Conservação.
                                                                                                                          ¾ Conscientizar a
                                                                                                                             população através de
                                                                                                                             educação ambiental.
                                                                                                                          ¾ Incentivar o manejo
                                                                                                                             florestal nas áreas de
                                                                                                                             conservação.
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ZONA: PROTECAO DE MANANCIAIS
SUBZONA             SITUAÇÃO ATUAL               OBJETIVOS DO ZEE/PG – INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES
                                                     CENÁRIO 2010
                                                                             PROIBIDOS                    TOLERADOS                   À INCENTIVAR
             Os depósitos aluvionares        ¾ Capacidade de             ¾ Lançamento de            ¾ Construção de        ¾ Formação de conselhos de
             ocorrem ao longo dos principais   armazenamento de             efluentes domésticos        poços e cacimbas         usuários de água.
             riachos da área piloto. A         água ampliada.               diretamente no solo         desde que tenham      ¾ Construção de poços
             acumulação mais expressiva      ¾ Identificação de locais   ¾ Instalação de              proteção sanitária       amazonas.
             ocorre à oeste da Serra das       com disponibilidade de       equipamentos (públicos      adequada.             ¾ Implantação de barragens
             Porteiras, onde se situa a Faz.   água subterrânea             ou privados)              ¾ Plantios nas áreas      subterrâneas.
             Porteiras.                      ¾ Qualidade da água           potencialmente              do aluvião desde      ¾ Monitoramento da qualidade
                                               melhorada.                   poluidores na faixa         que não seja             da água.
             A captação de água nestes       ¾ Educação sanitária e        marginal ao aluvião (15     utilizado             ¾ Estudos sobre
             depósitos é feita através de      ambiental.                   metros).                    agrotóxico e que         disponibilidade hídrica do
             poços tipo Amazonas com         ¾ Plano de mobilização      ¾ Lançamento de              estejam a uma            aqüífero.
             profundidade média de 6           comunitária e social         resíduos sólidos            distância mínima      ¾ Tamponamento de poços
             metros e de cacimbas            ¾ Implantar conselhos de    ¾ Uso de agrotóxicos         do leito dos             abandonados.
             escavadas com profundidade        usuários da água.          ¾ Dessedentação de           riachos.              ¾ Instalação de bebedouros
             média de 2 metros.              ¾ Desenvolvimento sócio       animais nas cacimbas      ¾ Irrigação desde         para os animais.
                                               econômico apoiado.           que também são              que seja              ¾ Funcionamento do
             Constitui o principal manancial ¾ Aquifero aluvionar          utilizadas para             controlada.              dessalinizador .
PROTEÇÃO DOS
             de água da área,                  protegido.                   abastecimento humano      ¾ Uso da água da       ¾ Tratamento simplificado da
  MANANCIAIS
             principalmente nos períodos de ¾                                                          cacimba para             água: filtragem e fervura.
SUBTERRÂNEOS
             estiagem quando a população                                                                consumo humano        ¾ Implantação de área de
             recorre as cacimbas                                                                        desde que seja           proteção dos poços
             escavadas.                                                                                 fervida.                 tubulares.
                                                                                                      ¾ Soluções             ¾ Aproveitamento do rejeito do
                 Suas características naturais                                                          comunitárias de          dessalinizador.
                 somadas às atividades                                                                  abastecimento.        ¾ Lavanderia comunitária.
                 antrópicas, aumentam o risco                                                         ¾ Projetos de          ¾ Indicadores Qualidade da
                 de contaminação deste                                                                  capacitação              Água (coliformes fecais e
                 manancial                                                                              simplificada.            nitratos).
                                                                                                      ¾ Construção de        ¾ Plantas e técnicas de
                 .                                                                                      bebedouros               irrigação adequadas.
                                                                                                        animais.              ¾ Tratamento de cisternas
                                                                                                      ¾ Local para banho        domiciliares e comunitárias.
                                                                                                        de animais.           ¾ Gestão junto a Secretaria de
                                                                                                      ¾ Controle da             Saúde do Estado -
                                                                                                        qualidade da água        implantação e
                                                                                                        dos carros pipa.         monitoramento.
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                                           ANEXO 3

                                      PLANO DE GESTÃO

                       Ações Prioritárias para o Plano de Gestão
              AÇÕES                          RESPONSÁVEL E COLABORADORES                  PRAZO
¾ Levantamento sobre saneamento           Secretaria de Saúde - PMC                   Durante o ano
  básico                                   FUNASA                                        de 2002
                                           Conselho de Desenvolvimento Municipal do
¾ Elaboração de um Projeto para a Área FUMAC                                          Até o final de
  Piloto                                   PRORURAL                                        2002
                                           Associação de Faz. Nova
                                           Secretarias Municipal e Estadual de Saúde
¾ Implantação do SISAGUAS                                                                6 meses
                                           FUNASA
¾ Levantamento da situação atual do       CPRM                                          Iniciar até o
  dessalinizador                           FUNASA                                       final de 2002
                                           UFPE (Dep. Eng. Civil -Recursos Hídricos
                                           UFRPE                                         Segundo
¾ Projeto piloto para reaproveitamento do
                                           CPRM                                         semestre de
  rejeito do dessalinizador
                                           Prefeitura Municipal de Custódia                2002
                                           Comunidade
                                           CPRM
¾ Perfuração de novos poços tubulares;                                                Até o final de
                                           EBAPE
                                                                                           2002
                                           FUNASA
                                           UFPE (Dep. Eng. Civil -Recursos Hídricos.
                                           UFRPE
¾ Implantação de barragens                                                            Até o final de
                                           UNISOL
  subterrâneas                                                                             2002
                                           CPRM

¾ Difusão de técnicas de manejo florestal
                                           SECTMA
  através de capacitação.                                                                 Primeiro
                                           IBAMA/Ministério do Meio Ambiente
¾ Elaboração de seminários sobre o                                                     Semestre de
                                           Prefeitura Municipal de Custódia
  manejo sustentado da caatinga.                                                           2002
                                           Associação
                                                                                        Após o curso
¾ Priorizar os projetos de manejo        IBAMA
                                                                                       de capacitação
¾ Criação de Reserva Particular do       IBAMA                                        Até dezembro
  Patrimônio Natural (RPPN)               Prefeitura Municipal de Custódia                de 2002
                                          IBAMA
                                          BNB
                                          Sindicato                                    Até dezembro
¾ Áreas de expansão agropecuária
                                          Técnicos Projetistas                            de 2002
                                          EBAPE

                                          Prefeitura Municipal de Custódia
¾ Negociação para revitalização da Usina
                                          PROASNE                                       Até o final de
  de Caroá conservando a originalidade
                                          Empresários locais                           março de 2003
  do projeto inicial.
                                          Comunidade
                                          PROASNE (UFPE, FUNDAJ, UNISOL)
                                                                                       Até março de
¾ Mobilização e organização comunitária Comunidade
                                                                                           2003
                                          Poder público local
¾ Queimar o lixo em local adequado e     Comunidades de Samambaia, Caiçara e           À partir de
  não joga-lo no aluvião do rio           Fazenda Nova                                 março de 2002
¾ Manter a porteira da barragem fechada Comunidade de Samambaia                        À partir de
  e consertar a cerca                     Prefeitura Municipal de Custódia             março de 2002
¾ Tratamento simplificado (fervura) da                                                 À partir de
                                          Comunidade de Fazenda Nova
  água para consumo                                                                    março de 2002
                                          Comunidades de Caiçara, Salgado e Poço        À partir de
¾ Não lavar roupa próximo às cacimbas
                                          Escuro                                       março de 2002
                                          Comunidade de Samambaia e Fazenda
                                                                                        À partir de
¾ Criação de cooperativa de artesanato   Nova
                                                                                       março de 2002
                                          Prefeitura Municipal de Custódia
77



¾ Evitar que os animais circulem pelo                                               À partir de
                                           Comunidade de Fazenda Nova
  aluvião                                                                           março de 2002
¾ Promover reunião com a comunidade
  do Ingá e o Vereador Flaviano para                                                 À partir de
                                           Comunidade de Fazenda Nova
  resolver a questão do esgoto jogado no                                            março de 2002
  Rio Copiti por aquela comunidade.
¾ Fornecimento de mão de obra para        Comunidades de Caiçara, Salgado e Poço    À partir de
  construção das fossas nas casas          Escuro                                   março de 2002
78




             ANEXO 4
Mapa de Potencialidades e Limitações
79




          ANEXO 5
Mapa de Uso e Ocupação do Solo
80




         ANEXO 6
Mapa de Qualidade Ambiental
81




               ANEXO 7
Mapa de Zoneamento - Ecológico Econômico

Zoneamento CustóDia

  • 1.
    COOPERAÇÃO BRASIL-CANADÁ CANADA-BRAZIL COOPERATION Agência Brasileira de Cooperação (ABC) • Canadian International Development Agency (CIDA) • UniSol - CPRM - GSC CONSOLIDAÇÃO DO ZONEAMENTO ECOLÓGICO ECONÔMICO E AÇÕES PRIORITÁRIAS PARA O PLANO DE GESTÃO EM UMA ÁREA PILOTO Custódia-PE PROASNE Companhia Pernambucana Projeto Água Subterrânea no Nordeste do Brasil CPRM do Meio Ambiente http://brazil.agg.gsc.nrcan.gc.ca Serviço Geológico do Brasil Recife, 2002
  • 2.
    1 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL EZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO DE UMA ÁREA PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CUSTÓDIA – PE
  • 3.
    2 GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO Governador: Jarbas de Andrade Vasconcelos SECRETARIA DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE – SECTMA Secretário: Cláudio José Marinho Lúcio COMPANHIA PERNAMBUCANA DO MEIO AMBIENTE – CPRH Presidente: Edrise Aires Fragoso Diretoria de Planejamento e Integração Diretora: Berenice Vilanova de Andrade Lima Diretoria de Controle Ambiental Diretor: Geraldo Miranda Cavalcante Diretoria de Recursos Hídricos e Florestais Diretor: Aldir Pitt Mesquita Pimentel Diretoria de Administração e Finanças Diretor: Hubert Hirschle Filho Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH Rua de Santana, 367, Casa Forte, Recife – PE Fone: (081) 3267-1800 – Fax: (081) 3441-6088 Disque Ecologia (081) 3267-1923 www.cprh.pe.gov.br
  • 4.
    3 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL EZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO DE UMA ÁREA PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CUSTÓDIA – PE Selo publicações CPRH Recife, maio de 2002
  • 5.
    4 Copyright © 2002 by CPRH É permitida a reprodução parcial da presente obra, desde que citada a fonte Gerência de Recursos Hídricos Gerente: Clênio de Oliveira Torres Equipe Técnica Hortência Maria Barboza de Assis (Coordenadora da Área de Meio Ambiente) Joana Teresa Aureliano (Coordenadora Executiva) Mariza Brandão Chávez (Chefe de projeto) Márcia Pedrosa Gondim (Geoprocessamento) Luis Augusto Clemente da Silva (Geoprocessamento) Colaboração Marlene Maria da Silva (GERCO/CPRH) Veronilton Pereira de Farias (GRH/CPRH) Jeane Espíndula (GERCO/CPRH) Conselho Editorial Evângela Azevedo de Andrade Francicleide Palhano de Oliveira Maria Madalena Barbosa de Albuquerque Revisão ortográfica Francicleide Palhano de Oliveira Revisão bibliográfica Maria Madalena Barbosa de Albuqueque Projeto gráfico e editoração Capa: Mariza Chávez 962 p PROGRAMA Águas Subterrâneas para o Nordeste: Diagnóstico ambiental de uma área piloto localizada no município de Custódia – PE. Recife: CPRH, 2002.60p ISBN: 1. Diagnóstico Ambiental. 2 . Custódia. 3. Área Piloto. 4. Qualidade. Ambiental. I. Título II. Autor Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH Rua de Santana, 367, Casa Forte Cep. 52060-460 Recife – PE Fone (081) 267-1800 FAX (081) 3441-6088 Disque Ecologia: (081) 3267-1923 www.cprh.pe.gov.br
  • 6.
    5 PROJETO ÁGUA SUBTERRÂNEA NO NORDESTE DO BRASIL (PROASNE-BRASIL) CONVÊNIO BRASIL-CANADÁ Canadian International Development Agency (CIDA) – Agência Brasileira de Cooperação (ABC) Serviço Geológico do Brasil (CPRM) Geological Survey of Canadá (GSC) Associação Brasileira de Águas Subterrâneas-Núcleo Ceará (ABAS-CE) Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) Comunidade Solidária (CS) Coordenação Geral Coordenador Geral Brasileiro – Enjôlras de A. Medeiros Lima Coordenador Geral Canadense – Yvon Maurice Área Geológica Coordenador Nacional da Área Geológica – Fernando Antônio Carneiro Feitosa Coordenador Regional do CE – Oderson Souza Coordenador Regional do RN – Walter Medeiros Coordenador Regional de PE – José Carlos da Silva Área Social CoordenadoraCanadense da Área Social e de Gênero – Sherry Nelligan Coordenadora Nacional da Área Social e de Gênero – Luciana Cibelle Araújo dos Santos Coordenadora Regional do CE – Walda Viana Brígido de Moura Coordenadora Regional do RN/Serrinha – Fátima Rêgo Coordenadora Regional do RN/Caraúbas – Roberta Medeiros Coordenadora Regional de PE – Ana Arcoverde
  • 7.
    6 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO LISTA DE ILUSTRAÇÕES 1. INTRODUÇÃO.............................................................................10 2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS....................................11 3. ASPECTOS GERAIS DA ÁREA PILOTO....................................14 4. ASPECTOS DO MEIO FÍSICO....................................................16 4.1. Geologia/Geomorfologia..........................................................16 4.2. Solos........................................................................................19 4.3. Recursos Hídricos....................................................................20 4.4. Vegetação................................................................................23 5. POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES DOS RECURSOS NATURAIS...................................................................................27 6. USO E OCUPAÇÃO ATUAL DO SOLO......................................30 6.1. Núcleos Urbanos/Vilas Rurais.................................................30 6.2. Caatinga...................................................................................37 6.3. Áreas de Plantio e Pecuária....................................................40 7. QUALIDADE AMBIENTAL DA ÁREA PILOTO............................45 7.1. Qualidade da água..................................................................47 7.2. Conflitos de Usos, Riscos e Perdas Ambientais na Área Pil...53 8. CONCLUSÕES............................................................................60 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................62 ANEXOS Anexo 1 - Tabela 5 Anexo 2 - Zoneamento Ecológico Econômico – Cenário com Intervenção 2010 Anexo 3 - Ações Prioritárias do Plano de Gestão Anexo 4 - Mapa de Potencialidades e Limitações Anexo 5 - Mapa de Uso e Ocupação do Solo Anexo 6 - Mapa de Qualidade Ambiental Anexo 7 - Mapa de Zoneamento Ecológico Econômico
  • 8.
    7 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Lista de Fotos Foto 1 – Serra das Porteiras formada por rochas quartzíticas. Local: Caiçara............ 17 Foto 2 – Serrote do Praquió formado por rochas ortognáissicas e migmatíticas......... 18 Foto 3 – Sedimentos aluvionares. Local: Fazenda Nova............................................. 18 Foto 4 – Serra da Torre onde localiza-se a nascente do Riacho Copiti....................... 22 Foto 5 – Lagoa do Cascavel......................................................................................... 22 Foto 6 – Poço tubular que abastece o dessalinizador de Samambaia......................... 23 Foto 7 – Pereiro, árvore típica da área. Lagoa do Cascavel........................................ 24 Foto 8 – Flor de Caruá.................................................................................................. 25 Foto 9 – Coroa de Frade. Local: Salgado..................................................................... 25 Foto 10 – Vila rural de Salgado.................................................................................... 31 Foto 11 – Distrito de Caiçara........................................................................................ 31 Foto 12 – Antiga fábrica de caruá. Samambaia........................................................... 32 Foto 13 – Igreja Católica de Samambaia..................................................................... 32 Foto 14 – Caixa d’água que abastece Fazenda Nova.................................................. 36 Foto 15 – Dessalinizador em Samambaia.................................................................... 36 Foto 16 – Escola com sistema de captação de água da chuva................................... 37 Foto 17 – Madeira para estacas retirada da caatinga.................................................. 38 Foto 18 – Troncos de madeira na beira da estrada..................................................... 38 Foto 19 – Aspecto da caatinga arbórea. Samambaia.................................................. 39 Foto 20 – Outra tomada da caatinga arbórea. Samambaia......................................... 39 Foto 21 – Plantação de milho consorciada com feijão. Fazenda Nova........................ 41 Foto 22 – Plantio de milho ao fundo. Poço Escuro....................................................... 41 Foto 23 – Bode se alimentando das folhagens............................................................ 42 Foto 24 – Palma adensada. Fazenda Cacimba de Baixo............................................ 43 Foto 25 – Plantio de algaroba consorciado com capim búfel. Local: Faz. Santa Rita.. 44 Foto 26 – Utilização de agrotóxicos nas áreas próximas ao aluvião. Fazenda Nova.. 55 Foto 27a – Esgoto escoando sobre o terreno. Samambaia......................................... 55 Foto 27b – Matadouro de Samambaia localizado nas proximidades do aluvião.......... 56 Foto 28 – Poço Amazonas construído de forma irregular. Samambaia....................... 56 Foto 29 – Lixo jogado no aluvião do Riacho Copiti. Samambaia................................. 57 Foto 30 – Local onde é queimado o lixo. Samambaia.................................................. 57 Foto 31 – Forno de Carvão. Poço Escuro................................................................... 58 Foto 32 – Animais nas proximidades da barragem. Salgado....................................... 58 Foto 33 – Animais bebendo água nas cacimbas escavadas no Copiti. Samambaia... 59
  • 9.
    8 Lista de Figuras Figura1 – Localização da área piloto.......................................................................... 15 Figura 2 – Diagrama unifilar do Riacho Copiti............................................................. 46 Lista de Tabelas Tabela 1 – Número de habitantes por localidade........................................................ 14 Tabela 2 – Poços cadastrados na Área Piloto............................................................. 26 Tabela 3 – Relação de Escolas Municipais situadas na Área Piloto – 2001............... 35 Tabela 4 – Distribuição de animais nas grandes propriedades................................... 43 Tabela 5 – Resultados de análises realizadas em amostras de água coletadas na Área Piloto. (Anexo) Lista de Quadros Quadro 1 – Potencialidades e Limitações dos Recursos Naturais da Área Piloto....... 29 Quadro 2 – Uso e Ocupação Atual do Solo.................................................................. 34 Lista de Gráficos Gráfico 1 – Variação da Salinidade.............................................................................. 47 Gráfico 2 – Variação de Cloretos................................................................................. 49 Gráfico 3 – Variação de Sólidos Totais........................................................................ 50 Gráfico 4 – Variação de Oxigênio Dissolvido............................................................... 50 Gráfico 5 – Variação da Condutividade Elétrica........................................................... 50 Gráfico 6 – Variação do pH.......................................................................................... 51 Gráfico 7 – Variação de Turbidez................................................................................. 51 Gráfico 8 – Variação de Amônia................................................................................... 51 Gráfico 9 – Variação de Nitrato.................................................................................... 52 Gráfico 10 – Variação de Nitrito.................................................................................... 52
  • 10.
    9 APRESENTAÇÃO O Zoneamento Ecológico-Econômico – ZEE, coordenado pela Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH, com o objetivo de avaliar e orientar o processo de ocupação e uso do solo em uma área piloto, localizada no município de Custódia, em Pernambuco, visa estabelecer as normas de uso e ocupação do solo e de manejo dos recursos naturais na referida área piloto. A elaboração do Diagnóstico Sócioambiental e da proposta de ZEE do Litoral Sul, em 1999, consolidada, em Seminário, com os atores envolvidos e aprovado através do Decreto Estadual nº 21.972/99, do Governador Jarbas Vasconcelos e o Diagnóstico Sócioambiental e a proposta de ZEE do Litoral Norte, consolidada em 2001, tem fornecido subsídios para promover a gestão ambiental do Estado e, através da implementação de ações integradas, tem buscado alternativas para promover o desenvolvimento sustentável da Zona Costeira Estadual. A experiência metodológica alcançada na elaboração dos Zoneamentos do litoral sul e norte de Pernambuco serviu como base para o desenvolvimento dos trabalhos, embora tenham sido feitas algumas adaptações, levando-se em consideração as diferenças ambientais e sócio-econômicas entre o semi-árido e o litoral. Neste momento, a CPRH como instituição parceira do Programa de Águas Subterrâneas para o Nordeste – PROASNE, apresenta o Diagnóstico Ambiental e Zoneamento Ecológico Econômico e as Ações Prioritárias para o Plano de Gestão e cumpre mais uma etapa no referido Programa, ampliando a base para a atuação dos gestores públicos, nos diferentes níveis, através de medidas que visem a reversão das tendências de ocupação inadequada e a potencialização das atividades sustentáveis, indutoras do desenvolvimento local. EDRISE AIRES FRAGOSO Presidente da CPRH
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    10 1.INTRODUÇÃO A Companhia Pernambucanado Meio Ambiente – CPRH como instituição parceira do Programa de Águas Subterrânea para o Nordeste – PROASNE e do Programa de Cooperação Técnica Canadá-Brasil, desenvolveu o Projeto “Diagnóstico Ambiental e Zoneamento Ecológico Econômico – ZEE em uma Área Piloto, localizada no município de Custódia – PE”, visando auxiliar na elaboração do Plano de Gestão, o qual deverá promover o ordenamento físico e territorial, assegurar a proteção das águas subterrâneas e superficiais e fortalecer as comunidades locais. A elaboração do Diagnóstico Ambiental, iniciada em fevereiro de 2001 e concluída em janeiro de 2002, teve como resultados o Diagnóstico do Meio Físico, Diagnóstico do Meio Sócio-Econômico e a Qualidade Ambiental da área. Como produtos foram gerados relatórios parciais e os seguintes Mapas Temáticos: Uso e Ocupação do Solo, Potencialidades e Limitações e Qualidade Ambiental. Com base neste diagnóstico, foi elaborada a Proposta de Zoneamento Ecológico- Econômico-ZEE, onde foram estabelecidas zonas e subzonas homogêneas, considerando-se as tendências de uso e ocupação do solo e a adequação das mesmas às potencialidades e limitações de uso dos recursos da área. Nessa proposta, constam: a situação atual das zonas e subzonas, os objetivos para o Cenário 2010 e a indicação de usos/ações proibidos, tolerados e a incentivar. A delimitação das zonas e subzonas são mostradas no Mapa de Zoneamento Ecológico-Econômico. A Consolidação da Proposta de Zoneamento e a definição de Ações Prioritárias para o Plano de Gestão, foram viabilizadas através de oficinas com as comunidades envolvidas e com representantes do poder público e de diversos órgãos e instituições.
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    11 2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ODiagnóstico Ambiental e Zoneamento Ecológico Econômico- ZEE, proposto pela Companhia Pernambucana do Meio Ambiente – CPRH para ser desenvolvido na Área Piloto, teve como referência metodológica o Zoneamento Ecológico-Econômico Costeiro – ZEEC do litoral pernambucano, elaborado pela CPRH, através do Programa de Gerenciamento Costeiro de Pernambuco (GERCO/PE). A metodologia adotada pelo GERCO, baseia-se nos trabalhos de OGATA (1995), onde são discutidos aspectos metodológicos para o macrozoneamento costeiro. Tendo em vista as diferenças ambientais e sócio econômicas entre o semi-árido e o litoral, foram feitas algumas adaptações na metodologia utilizada, para que a mesma se enquadrasse da melhor forma possível à Área Piloto. Levantamento de dados secundários Os trabalhos iniciais consistiram no levantamento de dados bibliográficos e cartográficos disponíveis em meio digital , magnético ou cópia heliográfica. Foram consultados vários órgãos como: Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), Secretaria de Ciência, Tecnologia e do Meio Ambiente (SECTMA), Companhia Pernambucana do Meio Ambiente (CPRH), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Fundação de Desenvolvimento Municipal (FIDEM). Dentre os dados obtidos, podem ser citados: ¾Mapa Topográfico da Sudene (1972), folha Custódia (SC. 24-A-X-III) na escala 1:100.000. ¾Mapa de Vegetação Nativa Lenhosa folha Custódia na escala 1:100.000 publicado pela SECTMA (1992).
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    12 ¾Mapa de Reconhecimento de Baixa e Média Intensidade de Solos, folha Custódia 1:100.000, cedido pela EMBRAPA (1999) ¾Mapa Geológico do Alto Vale do Rio Moxotó, escala 1: 100.000 (CPRM, 1999) ¾Geologia da Área Piloto Caiçara-Samambaia, escala 1:25.000 cedido pela CPRM (inédito) ¾Cadastro e Inventário de Poços Alto Vale do Rio Moxotó-PE (CPRM, inédito) ¾Médias Mensais de Pluviometria de 1999 a 2001 (SRH) Trabalhos de campo Os trabalhos de campo foram efetuados em três etapas principais: ¾Primeira etapa - foram estabelecidos contatos com o poder público local e com a comunidade, permitindo a identificação de pessoas que poderiam contribuir com informações relacionadas às questões sócio-econômicas e ambientais da comunidade. ¾Segunda etapa - consistiu no levantamento de dados sócio-econômicos como: infra-estrutura presente nos núcleos urbanos, qualidade de vida, formas de captação de água e finalidades de uso, estrutura fundiária (tamanho médio) das propriedades, relação dos grandes com os pequenos proprietários, atividades desenvolvidas, relações com o mercado, etc através da aplicação de entrevistas e observações de campo. Também foram observados dados sobre aspectos do meio físico-biótico (vegetação, relevo, drenagem etc), infra-estrutura (saneamento, água, luz, etc) e a existência de impactos ambientais. As observações foram registradas através de anotações, fotografias e tomadas de coordenadas com GPS. ¾Terceira etapa - teve como objetivos principais: avaliação da qualidade ambiental da área piloto, através da coleta de água para análise em laboratório, avaliação da qualidade da cobertura vegetal, levantamento dos conflitos de uso e ocupação do solo, além da complementação do mapa de uso e ocupação do solo, com novos dados.
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    13 Elaboração de mapas Procedimentospara confecção do Mapa de Uso e Ocupação do Solo: ¾ Digitalização da base cartográfica - Carta Topográfica da SUDENE (1972), folha Custódia e ampliação para a escala 1:25.000. ¾ Plotagem das informações pontuais (cacimbas, poços, barragens, escolas, fornos de carvão, etc.) adquiridas na 2ª etapa de campo. ¾ Delimitação de manchas referentes à existência de antropismo e vegetação nativa, utilizando como base o mapa de levantamento de vegetação nativa lenhosa da SECTMA (1992). ¾ Retificação e delimitação de novas manchas, utilizando informações obtidas na 3ª etapa de campo: grandes propriedades, plantios, área de reserva legal, patrimônio da igreja e caatinga. Mapa de Potencialidades e Limitações ¾ Fotointerpretação utilizando fotografias aéreas na escala 1:30.000 e delimitação das áreas potenciais: aluvião, elevações morfológicas (serras e serrotes). ¾ Justaposição do mapa geológico (CPRM, 2000) com o mapa de uso e ocupação atual do solo. Mapa de Qualidade Ambiental ¾ O mapa de Qualidade Ambiental é resultante da justaposição dos mapas anteriores, acrescido de informações obtidas em campo e laboratório.
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    14 3. ASPECTOS GERAISDA ÁREA PILOTO A Área Piloto, localizada no município de Custódia-PE, delimita-se pelas coordenadas UTM: 636000E - 644000E e 9079000N – 9092000N (Figura 1) e apresenta uma área de 104 km². O acesso pode ser feito pela BR-232 até a sede municipal e daí percorre-se pela PE-312, cerca de 20 Km na direção sul. A escolha da área baseou-se na existência de pesquisas anteriores feitas pela CPRM e em alguns fatores que são requisitos para a execução do projeto, como: densidade populacional elevada em relação ao restante da área rural do município, abastecimento de água precário, tanto em qualidade como em quantidade, problemas sociais diversos, além de questões pertinentes ao estudo da hidrogeologia das rochas fraturadas. De acordo com os dados obtidos nos cadastros dos agentes de saúde em novembro de 2001, o número total de habitantes é de 1267, distribuídos como mostra a Tabela 1. Tabela 1 – Número de habitantes por localidade Localidade Nº de habitantes Poço Escuro 47 Tapera 19 Salgado 107 Caiçara 255 Samambaia 429 Fazenda Nova 304 Santa Rita 21 Cacimba de Baixo 29 Santo Antônio 56 Total 1267 Fonte: Cadastro de Agentes de Saúde (2001) Os povoados de Samambaia, Caiçara, Fazenda Nova e Salgado constituem as principais localidades da área. As mesmas apresentam diferenças entre si, com relação à infra-estrutura e equipamentos, porém, problemas como abastecimento de água (quantidade e qualidade), destinação de lixo, falta de saneamento básico, ausência de associativismo etc, são comuns a todos.
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    16 4. ASPECTOS DOMEIO FÍSICO 4.1. Geologia/Geomorfologia Geologicamente, a área é formada predominantemente por rochas cristalinas de idade pré-cambriana e em menor parte por coberturas areno-argilosas de idade tércio-quaternária e por depósitos aluvionares quaternários. O relevo apresenta-se pouco acidentado e suavemente ondulado na maior parte, com altitudes variando entre 490 e 655 metros. O relevo suave é quebrado por cristas alinhadas na direção SW-NE, como a Serra do Caldeirão, a Serra das Porteiras (Foto 1) e a Serra do Saquinho, constituídas por rochas quartzíticas e com altitudes que chegam a atingir 655 metros. ANGELIM et al. (inédito) dividem as rochas pré-cambrianas que ocorrem no local em quatro classes litologicamente distintas, descritas pela seguinte legenda: Ogn/mg - ocorre na porção sudeste da área, associada a um relevo pouco acidentado, onde se destaca o Serrote do Praquió (Foto 2), com altitude aproximada de 590 metros. Esta classe é representada por ortognaisses e migmatitos indiscriminados. Ogn - ocorre na porção central da área, associada a um relevo suavemente ondulado, com altitudes em torno de 500 metros. As principais litologias enquadradas nesta classe são: augengnaisses, gnaisses bandados, tonalitos a dioritos, localmente migmatizados com xenólitos de metassedimentos. qtz - é formada por quartzitos micáceos, paragnaisses epidotíferos e micaxistos. Ocorrem sob a forma de cristas alinhadas com altitudes que chegam a 655 metros, contrastantes com o relevo suave da área.
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    17 mx - ocorrepredominantemente na porção noroeste da área, aflorando esporadicamente devido a uma cobertura elúvio/coluvionar. É representada por biotita-xistos granatíferos com finos veios de quartzo. Os depósitos sedimentares que ocorrem na área são representados por coberturas areno-argilosas, de origem elúvio-coluvionar e idade tércio- quaternária. Também ocorrem depósitos aluvionares (Foto 3), de idade quaternária, predominantes na porção noroeste e ao longo dos riachos Copiti e Cipó. O depósito mais significativo de aluvião é encontrado a oeste da Serra das Ponteiras, cuja deposição, segundo ANGELIM et al. (inédito), foi provavelmente favorecida pelo fato do fluxo das águas ser no sentido sul e serra funcionar como um barramento. Foto 1 – Serra das Porteiras formada por rochas quartzíticas. Local: Caiçara
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    18 Foto 2 –Serrote do Praquió formado por rochas ortognáissicas e migmatíticas Foto 3 – Sedimentos aluvionares. Local: Fazenda Nova
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    19 4.2. Solos O Mapade Reconhecimento de Baixa e Média Intensidade de Solos, realizado pela EMBRAPA (1999) no Zoneamento Agroecológico do Estado de Pernambuco, mostra que ocorrem os seguintes tipos de solo na área: O solo tipo Planossolo ocorre como uma associação de Planossolo, Solonetz Solodizado, Solos Litólicos Eutróficos com textura média, cascalho a cascalhento e Bruno Não Cálcico, com vértico e não vértico, horizonte A fraco e moderado, caatinga hiperxerófila e relevo suavemente ondulado a plano. Este tipo predomina na Área Piloto. A segunda maior ocorrência na área é o tipo Bruno Não Cálcico, caracterizado, de maneira geral, pela coloração avermelhada, pouco profundo ou raso e moderadamente drenado. A textura é média ou argilosa cascalhenta, moderadamente ácido a praticamente neutro, com fertilidade aparente média. O relevo é predominantemente ondulado a suave ondulado. Este tipo de solo apresenta limitação à mecanização, devido a pouca profundidade e à pedregosidade. O desenvolvimento de culturas neste solo requer práticas de conservação, devido à tendência à erosão, sendo mais indicados para pastagens. É considerado gerador de escoamentos representativos, quando ocorrem precipitações. Os solos tipo Regossolo são geralmente pouco desenvolvidos, arenosos, medianamente profundos a profundos, totalmente drenados, ácidos a moderadamente ácidos e com baixa fertilidade natural. O relevo apresenta-se predominantemente suave ondulado. Apresentam limitações devido à sua textura arenosa, aliada à deficiência de nutrientes e a reações ácidas, embora seja considerado gerador de pouquíssimos escoamentos. Os solos tipo Litólicos são pouco desenvolvidos, rasos a muito rasos, pedregosos e rochosos com textura média ou arenosa e horizonte superficial assentando diretamente sobre a rocha. Ocorrem tanto em relevo suave ondulado como em montanhoso. É comum encontrar material grosseiro tanto na massa do
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    20 solo, como emsuperfície, representado por calhaus e cascalho. Apresentam severas limitações, sendo mais apropriados para recomposição da flora e da fauna, podendo gerar deflúvios, na ocorrência de precipitações. 4.3. Recursos Hídricos A Bacia do Moxotó, onde está inserida a Área Piloto, representa a terceira maior bacia hidrográfica do Estado de Pernambuco, sendo formada pelo Rio Moxotó e seus principais tributários: Piutã, Piore, Várzea Grande, Custódia, Poço da Cruz, Curupiti, Alexandre, Juazeiro, Feliciano, Riacho do Mel, Riacho da Gameleira e Manari. De acordo com a Secretaria de Recursos Hídricos de Pernambuco - SRH (1998), a Bacia do Moxotó apresenta potencialidade de águas superficiais, avaliada em 161,46 x 106 m³/ano e disponibilidade efetiva de águas subterrâneas de 5,80 x 106 m³/ano. O cadastramento de poços realizado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM 2000), no Alto Vale do Moxotó, mostra que dos 435 poços tubulares cadastrados, 20% estão localizados em Custódia, sendo que a maioria desses poços estão paralisados ou abandonados. Águas Superficiais Os cursos d'água que atravessam a Área Piloto são de regime temporário, permanecendo a maior parte do ano secos. O principal curso d’água, o Riacho Copiti, nasce na Serra da Torre (Foto 4), situada a noroeste de Custódia, deságua no Açude Poço da Cruz, situado a sul da área. Seus principais afluentes, pela margem esquerda, são: Santa Rita, Caetitu, do Defunto, da Cascavel e pela margem direita: Simplício, Boqueirão e Cipó. Outras formas de ocorrência de águas superficiais na área são as lagoas que, assim como os riachos, também são intermitentes: Lagoa da Cruz, Lagoa dos Pinhões, Lagoa Grande, Lagoa do Farias, Lagoa do Salgado e Lagoa da
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    21 Cascavel (Foto 5).Também são encontrados barreiros para abastecimento animal e pequenas barragens e açudes. Águas Subterrâneas Na área piloto, a água subterrânea é proveniente dos aqüíferos fissural e aluvionar. O aqüífero fissural é representado pelas rochas cristalinas, cujo acúmulo de água dá-se na presença de fraturas ou fissuras sendo a captação feita por meio de poços tubulares. Com relação ao aqüífero aluvionar, o mesmo é formado pelos depósitos aluvionares que ocorrem ao longo dos leitos dos riachos da área, sendo a captação feita através de poços amazonas e cacimbas escavadas O cadastramento de poços realizado pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM (2000), na Área Piloto (Tabela 2), mostra que há 32 (trinta e dois) poços cadastrados, sendo 11 (onze) tubulares e 21 (vinte e um) do tipo amazonas. Dos poços tubulares, três foram informados como secos. A maioria apresenta vazões que variam entre 4,23 a 14,00 m³/h e apenas um apresenta vazão abaixo deste intervalo (0,76 m³/h). Com relação aos poços amazonas, não foram informadas as vazões e as profundidades variam entre 1,20 a 6,00 metros e os diâmetros, entre 2,00 e 3,00 metros. Os povoados de Samambaia e Caiçara possuem dessalinizadores, mas apenas o de Samambaia está em atividade, abastecido por poço tubular (Foto 6).
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    22 Foto 4 –Serra da Torre onde localiza-se a nascente do Riacho Copiti. Foto 5 – Lagoa do Cascavel.
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    23 Foto 6 – Poço tubular que abastece o dessalinizador de Samambaia 4.4. Vegetação A vegetação de caatinga, típica da Região do Sertão, caracteriza-se, de forma geral, por ser uma vegetação espinhenta, de folhas pequenas e caducas, constituída por arbustos e árvores de pequeno porte, rica em cactáceas, bromeliáceas, euforbiáceas e leguminosas. O mapeamento da Cobertura Florestal Nativa Lenhosa do Estado de PE, realizado pela SECTMA (1992), mostra que na área ocorrem três tipos florestais: Vegetação Arbustiva Arbórea Aberta - caracterizada pela presença de indivíduos pouco arbóreos, com altura média de 4 metros e presença de vegetação herbácea e cactácea em abundância. Está associada a solos rasos e pedregosos. Vegetação Arbustiva Arbórea Fechada - caracteriza-se por apresentar altura média de 5 metros, ocorrendo nos locais em que os solos são profundos e bem drenados, onde a vegetação herbácea a cactácea torna-se escassa.
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    24 Vegetação Arbórea Fechada- caracteriza-se por apresentar altura média de 5 metros e emergentes de 8 metros de altura, ocorrendo, geralmente nas encostas das serras e nas áreas com solos profundos. As espécies vegetais mais comuns, são: Bromelia laciniosa (macambira), Neoglaziovia variegata (caroá), Caesalpinia pyramidalis (catingueira), Mimosa hostilis (jurema preta); Cereus jamacaru (mandacaru), Melocactus bahiensis (coroa de frade), Pilosocereus gounellei (xique-xique), Chidoscolus phyllacanthus (faveleira), Spondias tuberosa (umbuzeiro), Anadenanthera macrocarpa (angico), Opuntia ficus-indica (palma forrageira) etc. As fotos 7,8 e 9 mostram algumas das espécies. Foto 7 – Pereiro, árvore típica da área. Lagoa do Cascavel
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    25 Foto 8 – Flor de Caruá Foto 9 – Coroa de Frade. Local: Salgado
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    26 Tabela 2 –Poços cadastrados na Área Piloto COORDENADAS DADOS DE PERFURAÇÃO CARACTERÍSTICAS DO POÇO DADOS DE LOCALIZAÇÃO N0 N0 Perf. Coleta Prof NE ND S Q Qesp. BOCA LOCAL MUNICÍPIO PROPRIETÁRIO UTM-E UTM-N Cat SIAGAS ÓRGÃO Data (Data) (m) (m) (m) (m) m3/h m3/h/m φ(”) h UB USO PT-100 PE4486 Samambaia Custódia PREFEITURA 640408 9079956 DEPA 1971 04/10/00 21 2,70 - - - - 6 0,50 - PA PT-101 PE4485 Samambaia Custódia PREFEITURA 640504 9080020 DNOCS 1993 04/10/00 22 8,30 - - - - 6 0,70 BS D PT-136 PE4482 Sitio Caiçara Custódia Jeremias Melo 639764 9084770 - 1993 05/10/00 48 - - - Seco - 6 0,50 - AB PT-145 PE4512 Sitio Caiçara Custódia Hermes Rodrigues 639743 9085752 CONESP 1984 05/10/00 60 4,00 - - Seco - 5 0,70 - AB PT-147 PE4481 Caiçara Custódia SUDENE 639384 9086415 CONESP 1980 05/10/00 60 - - - Seco - 5 0,70 - OB PT-173 PE4491 Faz. Nova Custódia José Gregório Neto 640679 9090826 DNOCS 1993 07/10/00 35 - - - 14,00 - 6 0,80 BI I PT-179 PE4796 Faz. Nova Custódia PREFEITURA 640760 9091700 CDRM 1987 07/10/00 50 3,00 21,29 18,41 0,76 0,041 5 0,20 CT G PT-436 - Caiçara Custódia Manoel Rodrigues 639236 9086559 - 1999 07/10/00 50 - - - - - 5 - BI H PT-437 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638461 9087470 - 2000 06/10/00 50 - - - 5,00 - 6 0,50 BS G PT-438 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Prefeitura 638493 9087597 - 2000 06/10/00 50 - - - 4,23 - 6 0,70 BS G PT-439 - Faz. Nova Custódia Francinaldo Figueiredo 640749 9090623 - 1999 07/10/00 40 - - - 10,00 - 6 0,50 BS I PA-01 - Samambaia Custódia Sebastião 640257 9079915 - - 04/10/00 2,50 1,00 - - - - 3m 0,50 BC G PA-02 - Samambaia Custódia Zé dos Porcos 640336 9079825 - - 04/10/00 1,50 1,00 - - - - 1m 1,60m - - PA-03 - Samambaia Custódia Djalma 640360 9079836 - - 04/10/00 1,5 1,00 - - - - 2m 1,00m - - PA-04 - Samambaia Custódia - 640320 9079940 - - 04/10/00 4,0 2,00 - - - - 3m 1,10m - - PA-05 Samambaia Custódia Prefeitura 640170 9080178 - - 04/10/00 5,00 3,50 - - - - 2m 1,50m BC G PA-06 - Samambaia Custódia Edelson(Dedinho) 640413 9080197 - - 04/10/00 6,00 2,00 - - - - 4 m 0,50 m BI I PA-07 - Samambaia Custódia Aristóteles 640177 9080746 - - 05/10/00 5,00 3,00 - - - - 2 m 0,50 m BC I PA-08 - Samambaia Custódia Flávio 640124 9082186 - - 05/10/00 1,20 0,00 - - - - 4 m 1,00 m - - PA-09 - Poço Escuro Custódia Manoel Pacífico 639941 9083021 - - 05/10/00 2,50 1,00 - - - - 2 m 0,50 m - - PA-10 - Poço Escuro Custódia Eduardo Numeriano 640033 9083272 - - 05/10/00 2,00 - - - - - 2 m 0,30 m - - PA-11 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638680 9087498 - - 06/10/00 6,00 3,00 - - - - 3m 3,00m - - PA-12 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638592 9087410 - - 06/10/00 - - - - - - 3m 3,00m - - PA-13 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638680 9087357 - - 06/10/00 - - - - - - 3m 3,00m - - PA-14 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza-Prefeitura 638657 9087258 - - 06/10/00 - - - - - - 3m 2,00m - OB PA-15 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638850 9087525 - - 06/10/00 - - - - - - 3m 2,00m - - PA-16 - Fortaleza(Jaçanã) Custódia Ricardo Fiuza 638978 9087531 - - 06/10/00 5,30 5,00 - - - - 3m 1,70m BC G PA-17 - Faz. Nova Custódia - 640532 9089835 - - 07/10/00 3,00 2,00 - - - - 4m 1,00m - - PA-18 - Faz. Nova Custódia Sebastião Liberato 640773 9090254 - - 07/10/00 2,00 1,00 - - - - - 0,00m CP I PA-19 - Faz. Nova Custódia - 640811 9090294 - - 07/10/00 3,00 - - - - - - - - - PA-20 - Faz. Nova Custódia Sebastião Liberato 640705 9090163 - - 07/10/00 3,50 3,00 - - - - 3m 1,00m - - PA-21 - Faz. Nova Custódia Agenor 640820 9090313 - - 07/10/00 3,00 2,00 - - - - 3m 0,00 - - Fonte: CPRM (inédito) CONVENÇÕES PT – Poço Tubular PA – Poço Amazonas Prof. – Profundidade em metros NE – Nível estático em metros ND – Nível dinâmico em metros Q – Vazão em m3/h 3 Qesp.- Vazão específica em m /h/m S. -Rebaixamento em metros Boca – Diâm.em φ - polegada ou m – metros, h – altura em metros UB – Unid.de Bombeamento – BS- Bomba Submersa, BI –Bomba Injetora, BC, Bomba Centrífuga, CP – Compressor, CT – Catavento, D- Dessanilizador USO – H- Consumo Humano, G – Consumo Animal, I – Irrigação, OB – Obstruído, PA – Paralisado, AB - Abandonado
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    27 5. POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES DOS RECURSOS NATURAIS As potencialidades naturais e culturais são definidas como os recursos existentes em uma área que representem algum valor para o homem, seja estético, econômico, cultural ou moral e que, utilizados adequadamente, proporcionem uma melhor qualidade de vida sem prejudicar a qualidade ambiental. As limitações ao uso do território podem ser definidas como tudo aquilo que requer por parte do homem, algum cuidado especial no uso dos recursos naturais/ambientais (OGATA, 1995). Nestas limitações, enquadram-se as restrições naturais e as de ordem legal, definidas por leis que tratam da proteção e preservação dos recursos naturais e culturais. Foram identificados, como áreas potenciais dentro da área piloto, os depósitos aluvionares, caatinga, pé de serras, serras (áreas elevadas), aqüífero fissural (embasamento cristalino), lagoas, afloramentos de rochas gnáissicas e migmatíticas, mananciais de superfície e áreas com predomínio de declividade suave (mapa em anexo). O Quadro 1 mostra, de forma resumida, as potencialidades dos recursos e atributos naturais existentes na área piloto, assim como também as suas restrições naturais e de ordem legal.
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    28 QUADRO SÍNTESE 1 - POTENCIALIDADES E LIMITAÇÕES DOS RECURSOS NATURAIS DA ÁREA PILOTO RECURSOS/ATRIBUTOS POTENCIALIDADES NATURAIS CARACTERÍSTICAS GERAIS LIMITAÇÕES/RESTRIÇÕES NATURAIS E CULTURAIS ¾ Restrições para a utilização da água para o consumo humano em alguns locais, devido à salinização elevada e à grande quantidade de Os depósitos aluvionares ocorrem ao longo coliformes fecais. Os depósitos aluvionares têm dos principais riachos da área piloto. A ¾ Restrições para a ocupação urbana, agricultura e disposição de potencial para: acumulação mais expressiva ocorre à oeste resíduos sólidos, já que essas atividades associadas às propriedades DEPÓSITOS da Serra das Porteiras, onde se situa a Faz. naturais dos aluviões, aumentam o risco de contaminação. ¾ Captação de água ALUVIONARES Porteiras. A captação de água nestes ¾ Restrições ao uso agrícola e à ocupação nas proximidades destas subterrânea depósitos é feita através de poços tipo áreas, por estarem sujeita à inundação nos períodos de chuva mais ¾ Barragens Subterrâneas Amazonas, com profundidade média de 6 intensa. ¾ Agricultura metros e de cacimbas escavadas, com profundidade média de 2 metros. Restrições de Ordem Legal: ¾ Decreto n° 20.423 que regulamenta a Lei Estadual 11.427 que trata da conservação e proteção das águas subterrâneas. A vegetação de caatinga, caracterizada na área pela presença de herbáceas e As espécies vegetais encontradas cactáceas, apresenta-se bastante na caatinga apresentam potencial Apresenta restrições para: devastada, devido aos sucessivos cortes para diversos usos, como: ¾ Pecuária extensiva. para exploração de madeira para lenha e ¾ Forragem para alimentação ¾ Corte da caatinga para obtenção de lenha e estacas e para produção estacas e à pecuária extensiva. O porte da dos rebanhos. de carvão, sem que haja um manejo adequado. vegetação, em média, não ultrapassa 4 ¾ Lenha, estacas e carvão. ¾ Caça ou captura de espécies animais. CAATINGA metros, mas em alguns poucos locais podem ¾ Plantas medicinais. ser observado portes maiores. As espécies ¾ Fibra para produção de Restrições de Ordem Legal: mais comuns encontradas, são: juazeiro, artesanato. catingueira, jurema preta, angico, faveleira, ¾ Apicultura. ¾ Lei Federal 4.771, que institui o novo Código Florestal umbuzeiro, macambira, mandacaru, caroá, ¾ Reflorestamento. ¾ Lei Federal 5.197, que dispõe sobre a proteção à Fauna xiquexique, etc. Com relação à fauna ¾ Refúgio da fauna. poucas espécies são encontradas, hoje, na área. As feições geomorfológicas elevadas são representadas por serras e “serrotes”. Os mesmos são geologicamente formados por Os topos destas áreas podem ser Fica restrita nestas áreas: rochas quartzíticas ou por gnaisses e utilizados como: ¾ A prática de queimadas para evitar o empobrecimento do solo. SERRAS (ÁREAS migmatitos. As elevações atingem altitudes ¾ Pontos de contemplação ¾ Ao desmatamento ELEVADAS) E PÉ DE de 655 metros e apresentam uma cobertura ¾ Áreas de preservação Restrições de Ordem Legal: SERRAS vegetal predominantemente arbustiva. Nas Os pé de serras apresentam partes mais baixas das serras, denominadas potencial para agricultura ¾ Lei Federal 4.771, que institui o novo Código Florestal de Pé de Serras pode-se observar uma camada de solo resultante do intemperismo das rochas quartzíticas.
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    29 ¾ Os aqüíferos fissurais apresentam limitação com relação à , que normalmente são baixas O aqüífero fissural é representado pelas ¾ Restrições para o uso da água para consumo humano, devido a AQÜÍFEROS FISSURAIS rochas do embasamento cristalino, cujo O potencial destas áreas é a elevada salinidade (EMBASAMENTO acúmulo de água dá-se na presença de captação de água subterrânea Restrições de Ordem Legal: CRISTALINO) fraturas ou fissuras, sendo a captação feita através de poços tubulares. por meio de poços tubulares ¾ Decreto n° 20.423, que regulamenta a Lei Estadual 11.427, que trata da conservação e proteção das águas subterrâneas. As lagoas, assim como os riachos, são intermitentes. Quando secas, pode-se cam limitadas às seguintes atividades: observar nelas um solo predominantemente ¾ Mata ciliar ¾ Ocupação urbana em torno destas lagoas arenoso, com resquícios de vegetação e ¾ Quando cheias apresentam ¾ Práticas agrícolas LAGOAS restos de animais. O diâmetro médio é de potencial para preservação Restrições de Ordem Legal: 250 metros. Quando cheias, é possível de espécies animais encontrar animais como cágados e patos, ¾ Lei Federal 4.771 que institui o novo código florestal além de outras espécies. Ocorrem ao longo da área diversos afloramentos de rochas na forma de AFLORAMENTOS DE “lajedos” e pequenas elevações (serrotes). ROCHAS GNÁISSICAS E Extração de brita e paralelepípedo Na porção oeste da área, é possível MIGMATÍTICAS encontrar pedreiras abandonas, utilizadas para exploração de paralelepípedo ¾ Restrições para consumo humano quando apresentam salinidade Os mananciais de superfície caso elevada e coliformes fecais. sejam devidamente protegidos, Os mananciais de superfície são ¾ Também fica restrita a circulação de animais nas proximidades dos apresentam potencial para: representados pelas pequenas barragens e mananciais, quando esses forem destinados ao abastecimento ¾ Abastecimento das MANANCIAIS DE barreiros existentes na área. São utilizados humano. comunidades SUPERFÍCIE para abastecimento da população e para ¾ Dessedentação animal dessedentação animal. As margens Restrições de Ordem Legal: (pequenos barreiros) apresentam-se desprovidas de vegetação. ¾ Reflorestamento das Lei Estadual n: 11.426/97 que trata da Política e do Sistema Estadual de margens Recursos Hídricos. As áreas de declividade suave tem potencial para: Correspondem aos terrenos onde a ÁREAS COM declividade é predominantemente suave. ¾ Ocupação urbana ¾ Restrições para o uso de agrotóxicos PREDOMÍNIO DE Estas áreas são na maioria das vezes, ¾ Agricultura ¾ Pecuária extensiva, somente se houver manejo adequado. DECLIVIDADE SUAVE ocupadas por práticas agropecuárias. ¾ Pecuária ¾ Reflorestamento ¾ Barragens/açudes
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    30 6. USO EOCUPAÇÃO ATUAL DO SOLO Com base nas observações de campo, foram identificados os principais padrões de uso e ocupação do solo presentes na área piloto (Quadro 2). Esses padrões encontram-se representados sob a forma de manchas e pontos, no Mapa de Uso e Ocupação do Solo (em anexo), elaborado na escala de 1:25.000. 6.1. Núcleos Urbanos/Vilas Rurais Os povoados de Samambaia e Caiçara e as vilas rurais de Fazenda Nova e Salgado representam as principais localidades da Área Piloto, estando todas situadas ao longo da PE-312, principal via de acesso local. Equipamentos Salgado e Fazenda Nova apresentam menor infra-estrutura, sendo constituídas apenas por casas e uma escola em cada uma (Foto 10). Caiçara apresenta uma área urbanizada (Foto 11), formada por uma via dupla calçada, praça, igreja, posto de saúde, espaço cultural, escolas, “vendas” e casas, além de um dessalinizador que está sendo instalado. Samambaia constitui o povoado mais desenvolvido da Área Piloto. É formada por uma via dupla calçada, ao longo da qual encontram-se duas igrejas, um centro comunitário, posto telefônico, posto de saúde, sanitário público, dessalinizador,, escola, comércio e residências, além de uma fábrica abandonada que produzia fibra de Caroá e um museu. As Fotos 12 e 13 mostram a fábrica e a igreja. O povoado também possui uma lavanderia comunitária, atualmente desativada , um matadouro e um cemitério.
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    31 Foto 10 –Vila rural de Salgado Foto 11 – Distrito de Caiçara
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    32 Foto 12 –Antiga fábrica de caruá. Samambaia Foto 13 – Igreja Católica de Samambaia
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    33 QUADRO SÍNTESE 2 – USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA ÁREA PILOTO USO E OCUPAÇÃO PROBLEMAS E LOCALIZAÇÃO CARACTERÍSTICAS GERAIS PREDOMINANTE TENDÊNCIAS ATUAIS A vegetação caracteriza-se por Ocorre de forma restrita na porção apresentar um porte maior por ser mais sul da área piloto. São fechada com relação ao restante da ¾Pecuária extensiva. encontradas mais especificamente caatinga que ocorre na área. Nas terras ¾Corte da vegetação para a leste de Samambaia, nas terras CAATINGA ARBÓREA pertencentes à Igreja é onde encontra- obtenção de lenha e estacas, que pertencem ao Patrimônio da se a vegetação em melhor estado de principalmente em Poço Igreja e em Poço Escuro, em uma conservação de toda a Área Piloto. Em Escuro. das grandes propriedades Poço Escuro a caatinga já apresenta particulares. sinais de devastação. O porte da vegetação, em média, não ¾Pecuária extensiva ultrapassa 4 metros de altura e apresenta- ¾Apresenta-se bastante Predomina na maior parte da Área se na maior parte rala e espaçada. A CAATINGA ARBUSTIVA devastada devido à intensa Piloto maior parte destas áreas estão inseridas exploração de lenha para a em pequenas propriedades e são muito produção de carvão. utilizadas para a pecuária extensiva. Os plantios mais extensos de palma forrageira e capim são encontrados nas grandes ¾A palma forrageira adapta-se propriedades, existentes na Área bem ao clima do semi-árido, Nas grandes propriedades é empregada a Piloto, A Fazenda Cacimba de suportando longos períodos de PLANTIO DE PALMA/CAPIM técnica da palma adensada e o capim Baixo possui a maior área com estiagem, porém não está livre plantado é do tipo “búfel”. plantio de palma. Nas pequenas do ataque de pragas e propriedades, também é cultivada doenças a palma, mas em extensões bem menores. O Plantio de Algaroba restringe-se às grandes propriedades e fazem A algaroba, planta xerófica, pertence à parte de um Projeto de família das leguminosas e seu plantio tem ¾A algaroba absorve grande PLANTIO DE ALGAROBA/CAPIM Reflorestamento, incentivado pelo como objetivo a alimentação do rebanho e quantidade de água do solo. IBAMA. Nas Fazendas Sta Rita e o aproveitamento da madeira. O plantio é Porteiras, são encontradas as consorciado com capim búfel áreas mais extensas deste plantio.
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    34 ¾As áreas onde é desenvolvida a agricultura correspondem, As culturas mais comuns são: feijão, A agricultura é desenvolvida na maior parte, aos aluviões, milho, capim-elefante, algumas fruteiras e principalmente ao longo dos o que representa um risco de hortaliças. Normalmente, o capim é aluviões. contaminação para as águas plantado nas partes mais baixas do AGRICULTURA/PECUÁRIA A Pecuária é extensiva, subterrâneas. aluvião e o feijão e o milho nas partes predominando a criação de bodes, ¾Outro problema é que nos mais altas. Nos locais onde não há plantio, embora também sejam períodos de chuvas mais os animais costumam circular pelo aluvião, encontrados bovinos. intensas estas áreas podem principalmente quando há cacimbas. ser inundadas, causando a perda dos plantios. Na área piloto foram identificadas duas áreas de De acordo com a Lei Federal n° 4.771, de reserva legal, ambas situadas 15 de setembro de 1965, artigo 16° alínea ¾As áreas não parecem RESERVA LEGAL “d”, parágrafo 2°, são descritas como corresponder ao tamanho nas fazendas que constituem a áreas de no mínimo, 20% da propriedade mínimo exigido por Lei. onde não é permitido o corte raso. Pecuária Jaçanã. ¾ A maioria das casas não possui fossa. ¾ Não existe nenhuma espécie de tratamento para o lixo, o Samambaia é a principal localidade da mesmo é apenas queimado Área Piloto, apresentando maior número ou então jogado às margens de casas e equipamentos públicos Os núcleos urbanos pertencem do aluvião, como é o caso de (escola, igreja, posto de saúde etc). aos distritos de Samambaia e Samambaia. Caiçara apresenta menor número de NÚCLEOS URBANOS/VILA RURAL Caiçara e as vilas rurais são ¾ A água proveniente dos equipamentos e casas. As vilas rurais formadas por Fazenda Nova e diferentes mananciais apresentam apenas a escola e casas. Salgado. (aluvião, barragens, poços) Embora Fazenda Nova não apresente apresenta nível de coliformes uma infra-estrutura mínima, é a segunda fecais acima do permitido localidade em número de habitantes. para o consumo humano e boa parte dos moradores não utiliza nenhum tipo de tratamento na água.
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    35 Educação Dados cedidos pelaSecretaria de Educação do Município mostram que na Área Piloto existem 05 (cinco) escolas de 1º Grau (1ª à 4ª séries) cadastradas, com número de alunos variando de acordo com a Tabela 3. A maior parte das escolas funciona no turno da tarde. Aqueles que querem dar continuidade aos estudos (5ª série em diante) são obrigados a se deslocarem para Custódia. Tabela 3 - Relação de Escolas Municipais situadas na Área Piloto - 2001 ESCOLA LOCALIDADE Nº DE ALUNOS Esc. Munic. Joaquim Bezerra de Messias Samambaia 110 Sc. Munic. Pacífico Rodrigues de Melo Salgado 19 Esc. Munic. Luís Cristino Bezerra Caiçara 56 Esc. Munic. Pedro José Soares Sto. Antônio 38 Esc. Munic. Antônio Francisco de Góis Fazenda Nova II 54 Fonte: Secretaria de Educação de Custódia (março/2001) Abastecimento de água O abastecimento de água é bastante precário, tanto em quantidade como em qualidade. A maior parte das casas de Fazenda Nova é abastecida por água proveniente de um poço tubular, atualmente paralisado por defeito na bomba. A Foto 14 mostra a caixa d’água que abastece a comunidade. Em Caiçara, a água que abastece a população é proveniente de um dos poços, localizado na Fazenda Porteiras. Em Samambaia, há dois poços tubulares, um encontra-se paralisado e o outro está ligado a um dessalinizador (Foto 15). A taxa cobrada por uma lata de água (aproximadamente 18 litros) é de 0,10 centavos. Algumas casas são abastecidas pela água proveniente de um poço amazonas, construído pela prefeitura. Há uma pequena barragem que vem sendo utilizado para o abastecimento animal, causando insatisfação por parte da população que também utiliza a água.
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    36 Outra forma decaptação de água observada na área são as cisternas para armazenamento de água da chuva. A água que cai no telhado é captada através de telhas de zinco e levada até a cisterna, por canos de PVC (Foto 16). Foto 14 – Caixa d’água que abastece Fazenda Nova. Foto 15 – Dessalinizador em Samambaia
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    37 Foto 16 – Escola com sistema de captação da água da chuva. 6.2. Caatinga O padrão predominante é a Caatinga Arbustiva, caracterizada na área por apresentar uma vegetação de porte médio, bastante degenerada devido a intensificação das atividades antrópicas. A pecuária extensiva e o corte da madeira para produção de estacas e de lenha para carvão são atividades que têm contribuído com a devastação da caatinga, tornando-se difícil encontrar áreas neste padrão que não estejam ou que não tenham sido utilizadas para tais atividades (Fotos 17 e 18). A Caatinga Arbórea apresenta uma vegetação mais fechada e com porte maior que a arbustiva, além de encontrar-se em melhor estado de conservação (Fotos 19 e 20). Esse padrão pode ser encontrado no extremo sudeste da área piloto, dentro dos limites do Patrimônio da Igreja e na porção oeste da Fazenda Poço Escuro. Estes são os locais onde a caatinga encontra-se em melhor estado de preservação, muito embora já possam ser notados sinais de corte da madeira na Fazenda Poço Escuro e animais soltos (bodes) no terreno pertencente ao Patrimônio da Igreja.
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    38 De acordo coma Lei Federal n° 4.771, de 15 de setembro de 1965, artigo 16° alínea “d”, parágrafo 2°, Áreas de Reserva Legal são descritas como áreas de no mínimo, 20% da propriedade onde não é permitido o corte raso. Na Área Piloto, foram identificadas duas áreas de reserva legal, ambas situadas nas fazendas que constituem a Pecuária Jaçanã. Foto 17 – Madeira para estacas retirada da caatinga Foto 18 – Troncos de madeira na beira da estrada
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    39 Foto19 – Aspecto da caatinga arbórea. Samambaia Foto 20 – Outra tomada da caatinga arbórea. Samambaia
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    40 6.3. Áreas dePlantio e Pecuária As áreas de plantio e pecuária caracterizam outro padrão de uso e ocupação do solo, desenvolvido nas pequenas e grandes propriedades, podendo ser divididas em: Agricultura/Pecuária, Plantio de Palma/Capim e Plantio de Algaroba/Capim. O padrão de Agricultura/Pecuária é encontrado nas pequenas propriedades, cujo tamanho médio é de 70 hectares. As culturas, geralmente, são desenvolvidas ao longo dos aluviões e nas suas proximidades. As culturas mais comuns são: feijão, milho, capim elefante, algumas fruteiras e hortaliças. Normalmente, as áreas mais baixas do aluvião são destinadas ao plantio de capim (elefante) e nas partes mais altas são cultivados feijão e milho consorciados (Fotos 21 e 22). O plantio geralmente, é realizado na estação chuvosa (fevereiro a junho), mas a irregularidade e a má distribuição das chuvas na região fazem com que o risco de baixa produtividade ou mesmo fracasso total, seja alto. Em Fazenda Nova, alguns proprietários utilizam o sistema de irrigação para o plantio de tomate. Os caprinos formam a maior parte dos rebanhos, seguidos pelos ovinos e bovinos. O predomínio de caprinos/ovinos pode ser justificado pela fácil adaptação desses animais ao semi-árido, pelo crescimento acelerado dos rebanhos em função dos partos múltiplos e curtas gestações, por serem animais dóceis e de fácil manejo, além de que os custos gastos na criação destes é menor do que com os bovinos. Os animais são criados soltos na caatinga, alimentando- se das espécies de arbustos e árvores forrageiras. Por serem bastante seletivos têm preferência por forrageiras de folhagem do que por gramíneas (Foto 23). O tamanho médio dos rebanhos de caprinos, nestas propriedades, varia de 20 a 40 cabeças. Os rebanhos de gado bovino são bem menores, variando, em média, de 10 a 20 cabeças. A palma forrageira constitui a principal fonte de alimentação desses animais na região, embora também sejam utilizados capim búfel e ração. Nos períodos mais críticos de estiagem, alguns proprietários alugam o pasto das grandes propriedades para alimentar o gado dos pequenos proprietários.
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    41 Foto 21 –Plantação de milho consorciada com feijão. Fazenda Nova Foto 22 – Plantio de milho ao fundo. Poço Escuro.
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    42 Foto 23 – Bode se alimentando das folhagens. O Plantio de Palma/Capim é desenvolvido de forma mais expressiva nas grandes propriedades. Nestas, é empregada a técnica da palma adensada, que permite obter um maior número de “raquetes” em um menor espaço de terreno plantado (Foto 24). Nas pequenas propriedades, o plantio é feito da maneira tradicional, ou seja, a palma é plantada em “fileiras” e com espaçamentos entre uma “fila” e outra.
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    43 Foto 24 – Palma adensada. Fazenda Cacimba de Baixo. O Plantio da Algaroba/Capim é encontrado nas grandes propriedades como resultado de Projetos de Reflorestamento, incentivados pelo IBAMA. Nas fazendas Sta. Rita e Porteiras estão situadas as áreas mais expressivas, em extensão, com o plantio da Algaroba, consorciada com o capim búfel (Foto 25). Nestas áreas, também é desenvolvida a pecuária com predomínio de rebanhos de caprinos e/ou ovinos. A tabela 4 mostra a distribuição dos rebanhos, segundo dados fornecidos em entrevistas com proprietários e/ou administradores. Tabela 4 – Distribuição de animais nas grandes propriedades Bovino Caprinos e Propriedades Eqüinos Fontes de Alimentação s ovinos Pecuária Jaçanã plantios de palma forrageira, (Fazendas Sta Rita, capim bufel e algaroba 1000 3000 229 Cacimba de Baixo e Porteiras) Fazenda Poço plantios de palma forrageira e de - 600 - Escuro capim bufel e áreas de caatinga
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    44 Foto 25 –Plantio de algaroba consorciado com capim búfel. Local: Faz. Santa Rita
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    45 7. QUALIDADE AMBIENTALDA ÁREA PILOTO 7.1. Qualidade da água A água que abastece as comunidades da área piloto é proveniente de poços tubulares ou poços Amazonas. Muitas vezes, apresenta salinidade elevada, tornando-a imprópria para o consumo humano e obrigando a população a procurar outras formas de captação como as barragens, açudes ou cacimbas escavadas no aluvião. Nos períodos de estiagem mais críticos, quando as barragens e açudes estão secos ou com a sua capacidade mínima, as cacimbas escavadas no aluvião tornam-se a principal fonte de captação de água. No aluvião do Riacho Copiti, são encontradas a maior parte dessas captações, cuja profundidade média varia de 1 a 3 metros. O fato de não existir nenhum tipo de proteção sanitária expõe o aqüífero aluvionar à contaminação, fato agravado pela circulação de animais sobre o mesmo, pela deposição de resíduos sólidos como ocorre em Samambaia e pelo uso de adubos químicos e pesticidas nos locais de plantio. Diante deste quadro, a CPRH concentrou os estudos de análise de água no aluvião, embora também tenham sido feitas algumas análises em amostras de água de poços tubulares, coletadas pela CPRM e em algumas barragens superficiais. A figura 2 mostra um diagrama com a localização das estações de coleta. Em campo, foram tomados os seguintes procedimentos: ¾Coleta de amostras de água para análise bacteriológica. ¾Coleta de amostras de água para determinação em laboratório de nitratos, nitritos, amônia, cloretos, turbidez, pH, TSD (Total de sólidos dissolvidos), sólidos suspensos e oxigênio dissolvido. ¾Medidas de salinidade, condutividade e temperatura “in situ” utilizando o Condutivímetro YS1 Model 30.
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    46 Custódia 20 Km 9092000 E19 Povoado de Fazenda Nova E1 E2 E3 Riacho do Simplício E20 E16 Fazenda Sta. Rita P21 Sto Antônio Fazenda Cacimba de Baixo E4 Fazenda Porteiras E18 E5 Núcleo urbano de Caiçara E6 E7 Povoado de Salgado Fazenda Poço Escuro E8 E14 LEGENDA P15 Estação E9 Barragem E10 Matadouro e Cemitério de Samambaia E11 Núcleo urbano de Samambaia 9079000 Açude Poço da Cruz 10 Km Figura 2 – Diagrama unifilar do Riacho Copiti
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    47 Qualidade da águano aqüífero aluvionar Tendo em vista que se desconhece a existência de metodologias específicas para avaliação da qualidade da água em aqüíferos aluvionares no semi-árido nordestino, fez-se uma tentativa de enquadramento da água com base na Resolução do CONAMA n° 20/86. Vale salientar que a quantidade de parâmetros físico-químicos obtidos não são suficientes para determinação da qualidade da água e que a coleta em apenas uma estação sazonal (período de estiagem) não é suficiente, sendo necessário também, avalia-la no período chuvoso. A tabela 5 (em anexo) mostra os resultados das análises obtidos nas estações de coleta. Tomando-se como base a Resolução do CONAMA n° 20, de 18 de Junho de 1986, que estabelece a classificação das águas, doces, salobras e salinas no Território Nacional, o aqüífero aluvionar, situado ao longo do Riacho Copiti, pode ser dividido em dois trechos. No primeiro trecho, que vai do início da Área Piloto, em Fazenda Nova, até a Fazenda Porteiras, todas as estações medidas (E1, E2, E4, E16, E19, E21) obtiveram valores de salinidade abaixo de 0,5 ‰, caracterizando a água como doce. No segundo trecho, que se estende de Caiçara, até Samambaia (limite sul da área), a maioria das estações (E5, E10, E11, E14, E15, E18) apresentou valores de salinidade acima de 0,5 ‰, caracterizando a água como salobra. As estações E10 e E11, localizadas em Samambaia apresentaram os maiores valores: 1,9 ‰ e 2,4 ‰, respectivamente. O Gráfico 1 mostra a variação da salinidade, ao longo das estações.
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    48 Gráfico 1 Variação de Salinidade 2,6 2,4 2,2 2 Salinidade (°/°°) 1,8 1,6 1,4 1,2 1 0,8 0,6 0,4 0,2 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Salinidade Limite para água doce Qualidade do Trecho 1 Segundo o artigo 2° da Resolução do CONAMA n° 20/86, que classifica a água quanto ao uso preponderante, o trecho 1 pode ser enquadrado na Classe 1 de águas doces. As estações E1 e E4, situados neste trecho, apresentaram valores de cloretos (Gráfico 2) inferiores a 250 mg/l que é o valor máximo permitido nesta classe. Com relação aos valores do pH, Nitrato, Nitrito e Sólidos Totais Dissolvidos, todos estão dentro do padrão estabelecido. Nas duas estações, os valores de Oxigênio Dissolvido ficaram abaixo do padrão ( 6) e com relação à Amônia e à Turbidez, a estação E1 apresentou valores acima do permitido 0,37 mg/l e 124 UNT, respectivamente. Qualidade do Trecho 2 O trecho 2, classificado como água salobra, não pôde ser enquadrado em nenhuma das classes deste tipo de água. Por se tratar de uma área onde os recursos hídricos são bastante escassos e pelo fato do aqüífero aluvionar ser, atualmente, o principal manancial disponível, não poderia ter seu uso restringido ao consumo humano. Então, mesmo tratando-se de água salobra, serão utilizados os padrões da Classe 1 de água doce, para efeitos comparativos.
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    49 Todas as estaçõesdeste trecho apresentaram pH dentro da faixa permitida (Gráfico 6). Com relação à Turbidez, apenas as estações E6 e E7 apresentaram valor maior que o admitido. Para Nitritos, as estações E10 e E11 ficaram acima do valor máximo (0,1 mg/l). Com relação ao OD (Oxigênio Dissolvido), apenas a estação E10 ficou dentro do padrão (Gráfico 4). Para Nitratos, todas estão dentro do padrão, com exceção da E11 e para Cloretos as estações E5, E10 e E11 apresentaram valores acima do padrão permitido. Todas as estações apresentaram valores de Sólidos Totais Dissolvidos e Amônia (Gráficos 3 e 8) acima do padrão permitido. Qualidade da água da Barragem Superficial de Samambaia A água da barragem apresentou salinidade de 0,1 ‰, o que caracteriza uma água doce. Utilizando-se os padrões da Classe 1 de água doce, os resultados das análises feitas na água da barragem, mostram que os valores de turbidez e amônia ultrapassaram o máximo permitido. O restante dos parâmetros analisados apresentaram valores dentro dos padrões estabelecidos (ver tabela 5 em anexo). Variação de Cloreto 1400 1200 1000 Cloretos (mg/l) 800 600 400 200 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações
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    50 Gráfico 3 Variação de Sólidos Totais 3500 3000 Sólidos Totais (mg/l) 2500 2000 1500 1000 500 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Gráfico 4 Variação de Oxigênio Dissolvido 12 Oxigênio Dissolvido (mg/l) 10 8 6 4 2 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Gráfico 5 Variação da Condutividade Elétrica 5000 4500 Condutividade Elétrica 4000 3500 3000 2500 2000 1500 1000 500 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações
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    51 Gráfico 6 Variação do pH 7,6 7,4 7,2 pH 7 6,8 6,6 6,4 6,2 6 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Gráfico 7 Variação de Turbidez 140 120 100 Turbidez (UNT) 80 60 40 20 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Gráfico 8 Variação de Amônia 1,8 1,6 Caiçara 1,4 Amônia (mg/l) 1,2 Fazenda Nova Fazenda Porteiras 1 Poço Escuro Samambaia 0,8 Samambaia Caiçara 0,6 Caiçara 0,4 0,2 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações
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    52 Gráfico 9 Variação de Nitrato 35 Samambaia 30 25 Nitrato (mg/l) Samambaia 20 Fazenda Porteiras 15 Fazenda Nova Poço Escuro Salgado 10 Caiçara Caiçara 5 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estações Gráfico 10 Variação de Nitrito 0,9 Samambaia 0,8 0,7 0,6 Nitrito (mg/l) 0,5 Samambaia Fazenda Porteiras Fazenda Nova 0,4 Poço Escuro 0,3 Salgado Caiçara Caiçara 0,2 0,1 0 E1 E4 E5 E6 E7 E8 E10 E11 Estação Com relação aos resultados das análises bacteriológicas, todas as estações de coleta apresentaram resultados acima de 23 coliformes/100 ml, o que caracteriza uma água contaminada e imprópria para o consumo humano.
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    53 7.2. Conflitos deUsos, Riscos e Perdas Ambientais na Área Piloto. Os diversos conflitos de usos diagnosticados exercem, com intensidades diferentes, pressão sobre os recursos naturais existentes na área. A seguir, são descritos alguns dos conflitos existentes, os possíveis riscos e, as perdas decorrentes. Agricultura/Agrotóxicos x Aluvião/Solo O desenvolvimento de plantios nas áreas de aluvião é uma prática comum, devido às características naturais favoráveis que este tipo de solo apresenta comparado- se a outros tipos de solo existentes na área. Por outro lado, as propriedades físicas do aluvião como boa porosidade e permeabilidade, elevam o risco à contaminação do solo e, conseqüentemente, do aqüífero, principalmente quando utilizados adubos químicos e ou pesticidas (Foto 26). Núcleo Urbano x Aluvião/Solo A instalação de núcleos urbanos nas proximidades do aluvião, sem nenhum planejamento, contribuem para a contaminação do mesmo. Em Samambaia, principal povoado da Área Piloto, equipamentos públicos como o matadouro e cemitério encontram-se bastante próximos do leito do Riacho Copiti. As águas servidas e o esgoto oriundos da maioria das casas, escoam em direção ao aluvião, aumentando o risco de contaminação do aqüífero. (Foto 27a e 27b) Cacimbas Escavadas/Poços Amazonas x Aluvião As cacimbas escavadas são encontradas em grande quantidade ao longo do aluvião e não apresentando nenhum tipo de proteção sanitária. Algumas possuem uma tampa improvisada (madeira ou latão), o que não impede o risco de contaminação. Os poços Amazonas são construídos precariamente e não apresentam tampa, facilitando a contaminação da água e, conseqüentemente, do aluvião (Foto 28).
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    54 Lixo x Aluvião Olixo é despejado diretamente no aluvião, sem nenhum tipo de tratamento adequado. Nos períodos chuvosos, a situação se agrava mais, já que o lixo é carreado para o riacho, prejudicando a qualidade da água. (Foto 29) Produção de Lenha/Estacas x Caatinga O corte da madeira das espécies da caatinga para produção de lenha e estacas é feita, na área, de forma descontrolada, aumentando o risco da devastação da vegetação natural e diminuindo o número de espécies. (Foto 30) Pecuária Extensiva x Caatinga A prática da pecuária extensiva, onde os animais são criados soltos na caatinga, aumenta o risco de devastação da vegetação. Dessedentação de animais x Barragem/Açude/Aluvião A circulação de animais em torno e dentro das barragens, açudes e no aluvião, aumenta o risco de contaminação da água destes mananciais, prejudicando a saúde das pessoas que utilizam esta água (Foto 31 e 32).
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    55 Foto 26 –Utilização de agrotóxicos nas áreas próximas ao aluvião. Fazenda Nova Foto 27a – Esgoto escoando sobre o terreno. Samambaia
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    56 Foto 27b –Matadouro de Samambaia localizado nas proximidades do aluvião. Foto 28 - Poço Amazonas construído de forma irregular. Samambaia.
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    57 Foto 29 –Lixo jogado no aluvião do Riacho Copiti. Samambaia Foto 30 – Local onde é queimado o lixo. Samambaia.
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    58 Foto 31 – Forno de Carvão. Poço Escuro. Foto 32 – Animais nas proximidades da barragem. Salgado.
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    59 Foto 33 –Animais bebendo água nas cacimbas escavadas no Copiti. Samambaia
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    60 8. CONCLUSÕES ¾ principalatividade econômica é a pecuária extensiva com predomínio de A caprinos e a extração de lenha para produção de carvão. ¾ agricultura é de subsistência e as principais culturas desenvolvidas são o A milho, feijão e a palma forrageira; ¾ tamanho médio da maioria das pequenas propriedades é de 70 hectares. O ¾ fazendas Sta. Rita, Cacimba de Baixo e Porteiras, que fazem parte da As Pecuária Jaçanã, são as maiores propriedades da área, seguidas da Fazenda Poço Escuro e da área pertencente ao Patrimônio da Igreja, localizada em Samambaia. ¾Nos períodos mais críticos de estiagem, os pequenos produtores trabalham por empreitada, para complementar a renda nas grandes propriedades, cortando palma e algaroba e na manutenção das pastagens. ¾Não há associações ou cooperativas de produtores na área. A associação mais próxima é a Associação dos Produtores da Barriguda, situada ao sul de Samambaia e que, atualmente, está desativada por falta de incentivo. ¾Técnicas adequadas de carvoejamento são empregadas apenas nas grandes propriedades. ¾ principais fontes de água, que são as cacimbas escavadas no aluvião e as As barragens superficiais, não possuem nenhum tipo de proteção, ficando expostas à contaminação. ¾ caatinga arbustiva, padrão de uso e ocupação do solo predominante na A Área Piloto, é largamente utilizada como pastagem para os animais e para o corte da madeira (estacas e lenha). ¾ qualidade da água proveniente do aluvião do Riacho Copiti apresenta-se A bastante comprometida com relação à presença de coliformes fecais, não sendo recomendado seu uso para consumo humano sem que ao menos haja um tratamento prévio, simplificado. ¾Adotando-se a Resolução do CONAMA n° 20/86 que estabelece a classificação das águas doces, salobras e salinas no Território Nacional, o aluvião do Riacho Copiti pode ser dividido em dois trechos: o primeiro, situado
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    61 entreFazenda Nova e Fazenda Porteiras, onde a água é considerada doce e o segundo, localizado entre Caiçara e Samambaia, onde a água é salobra. ¾ estações de coleta, localizadas em Samambaia, são as que apresentaram As maior número de valores fora dos padrões de qualidade ambiental para os diferentes parâmetros analisados. Este fato pode ser atribuído aos diversos fatores impactantes que atuam no aluvião, deste núcleo urbano, como: grande quantidade de lixo jogado, animais circulando livremente, esgoto despejado diretamente, sem tratamento, moradores lavando roupas, poços amazonas abandonados e sem tamponamento, etc. ¾Os resultados das análises na água de Fazenda Nova mostraram valores dentro dos padrões estabelecidos, o que pode ser atribuído ao fato de que a maior parte das casas situa-se distante do aluvião, não havendo muita influência de lixo e esgoto.
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    62 9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANGELIM,L.A. de A.; AMARAL, C.A.; GALVÃO, M.J.T.G. Geologia da área Piloto Caiçara-Samambaia. Recife : CPRM, 2000. 12p (minuta) EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISAS AGROPECUÁRIA. Mapa de reconhecimento de baixa e média intensidade de solos : Folha Custódia- Zoneamento agroecológico de Pernambuco. Recife. 1999. 1 mapa, color., 80cm x 63cm. Escala 1: 100.000. OGATA, M.G. . Macrozoneamento costeiro : Aspectos metodológicos. Brasília : Programa Nacional do Meio Ambiente. 1995. 26p. SANTOS, E. J. dos. ; MORAIS, F. de. ; GALVÃO, M. J. T. G. . Programa de Águas Subterrâneas para a Região Nordeste : Mapa geológico do alto vale do Rio Moxotó. Recife : CPRM, 1999. 1 mapa, color. , 114cm x 91cm . Escala 1: 100.000. SECRETARIA DE CIÊNCIA , TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Mapa de vegetação nativa Lenhosa - Folha Custódia. Recife , 1992. 1 mapa, preto e branco , 70cm x 87cm. Escala 1: 100.000. ____. Plano estadual de recursos hídricos - Documento síntese. Recife, 1998. 215p. SUPERINTENDENCIA DE DESENVOLVIMENTO DO NORDESTE. Mapa topográfico - Folha Custódia (SC.24-X-A-III). Recife, 1972. 1 mapa, color. ,63cm x 74cm. Escala 1: 100.000.
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    64 ANEXO 1 TABELA 5 – Resultados de análises realizadas em amostras de água coletadas na Área Piloto. Análise Físico-Química Estaçã Análise* Data Hora T Ph Turbidez Cond. Amônia Nitrito Nitrato Cloreto Oxigênio Sólidos Sol. Dissolv. Sol. Salin. (‰) Bacteriológica o (°C) (UNT) Elet. (mg/l) (mg/l) (mg/l) (mg/l) Dissolvid Totais (mg/l) Suspensos (coliformes/100 ml) (µS/cm) o (mg/l) (mg/l) (mg/l) E1 13/11 08:25 26,7 6,5 124 330 0,37 0,04 0,08 53,2 2,4 413,2 366,7 46,5 0,2 23 E4 13/11 09:55 26,0 7,4 18 495 0,06 ND 0,07 108,3 4,1 366,8 327,3 39,5 0,3 23 E5 13/11 10:18 30,2 7,0 26 1510 0,25 0,02 0,53 383,4 2,4 1014 978,5 35,5 0,9 23 E6 13/11 10:44 28,1 6,8 60 705 1,66 ND 0,16 137,1 0,0 516 462 54 0,4 23 E7 13/11 11:05 30,4 7,1 80 910 ND 0,06 3,46 211,1 2,6 919 673 246 0,5 23 E8 13/11 11:42 27,6 7,0 14 960 0,24 0,02 0,41 227,4 0,6 606 593,5 12,5 0,6 23 E9* 13/11 12:05 31,0 7,3 200 106,4 0,59 0,08 ND 2,71 6,1 328,2 213,6 114,6 0,1 500 E10 13/11 12:17 35,9 7,4 5,1 3590 0,19 0,19 8,3 1028 10,8 2586 2549 37 1,9 23 E11 13/11 12:35 30,4 7,0 4,0 4310 0,06 0,80 29,4 1155 3,0 2899 2884 15 2,3 23 E12* 13/11 12:50 30,2 7,8 8,4 2320 ND ND 3,98 766,5 6,2 2074 2026 48 1,5 23 E22* 13/11 13:50 35,2 7,0 5,0 133,1 0,17 ND 0,42 29,5 6,1 81,6 78,8 2,8 0,1 23 Padrões segundo CONAMA 6,0 - n° 20/86 (Classe 1) a ” - 0,02 1,0 10 250 • 500 - - - 9,0 * As estações E9, E12 e E22 correspondem à barragem de Samambaia, Poço tubular de Samambaia e ao dessalinizador, respectivamente Estação UTM (E) UTM (N) Local E1 640759 9091034 Fazenda Nova E4 638696 9087497 Fazenda Porteiras E5 639397 9086535 Caiçara E6 639808 9085578 Caiçara E7 640086 9084983 Salgado E8 640251 9082021 Poço Escuro E9* 640629 9080047 Samambaia E10 640281 9079901 Samambaia E11 640348 9079837 Samambaia E12* 640504 9080020 Samambaia E22* 640411 9080001 Samambaia
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    65 ANEXO 2 ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO EM UMA ÁREA PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CUSTÓDIA - PE CENÁRIO COM INTERVENÇÃO 2010 Considerando-se as tendências de uso e ocupação do solo e a adequação das mesmas às potencialidades e limitações dos recursos naturais, levantadas no Diagnóstico Ambiental, foi possível identificar quatro zonas e sete subzonas homogêneas, delimitadas no Mapa de Zoneamento Ecológico Econômico. À partir destas informações, foi elaborada uma proposta de zoneamento, descrevendo-se a situação atual de cada subzona, os objetivos do ZEE/Plano de Gestão para o Cenário 2010 e a indicação de usos/ações distinguindo os proibidos, tolerados e a incentivar. A proposta, inicialmente levada à discussão em oficinas preparatórias com as comunidades locais, teve sua consolidação em uma reunião final na qual foram cumpridas as seguintes etapas: 9 Apresentação do Diagnóstico Ambiental e a Proposta de Zoneamento Ecológico Econômico realizado pela CPRH aos representantes dos órgãos e instituições convidados. 9 Coleta de contribuições dos participantes nas suas respectivas áreas de atuação. 9 Definição das ações prioritárias para o Plano de Gestão e designar os responsáveis e colaboradores por cada ação. A oficina contou com a participação de diversos órgãos e instituições federais e estaduais e municipais, órgãos não governamentais, além dos representantes das comunidades eleitos nas oficinas preparatórias. Na escolhas das entidades participantes, levou-se em consideração a atuação daqueles na área ou a experiência em áreas com características e problemas semelhantes. O Quadro A abaixo mostra a lista de participantes.
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    66 QUADRO A – PARTICIPANTES DA OFICINA DE CONSOLIDAÇÃO JOSÉ ESDRAS Prefeito de Custódia EDRISE AIRES FRAGOSO Presidente da CPRH HORTÊNCIA ASSIS BARBOZA Coordenadora do Projeto da CPRH JOANA AURELIANO Representante da CPRH MARIZA BRANDÃO CHÁVEZ Representante da CPRH Representante da Regional de Salgueiro do JOSÉ DA LUZ DE ALENCAR IBAMA Centro de Tecnologia da Universidade SUZANA MONTENEGRO Federal de Pernambuco – UFPE Departamento de Serviço Social da ANA CRISTINA BRITO Universidade Federal de Pernambuco - ARCOVERDE UFPE/Parceiro no PROASNE Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio JOÃO GOMINHO Ambiente-SECTMA/PE. MARIEDILSA F. CORREIA Prefeitura Municipal de Custódia MEDEIROS Dra. MARIA EDNA GÓIS Prefeitura Municipal de Custódia Representante da Comunidade de FLORISA Samambaia Representante da Comunidade de SEBASTIANA (SESE) Samambaia ANTÔNIO RODRIGUES Representante da Comunidade de Caiçara JERÔNIMO Representante da Comunidade de Caiçara Representante da Comunidade de Fazenda JANAIR Nova Representante da Comunidade de Fazenda MARIA JOSÉ Nova FLAVIANO FEITOSA BEZERRA Vereador - Proprietário da Faz. Poço Escuro INÁCIO CÂNDIDO DA COSTA Banco do Nordeste - BNB – Regional de FILHO Sertânia PRORURAL - Regional de Salgueiro (Projeto GERALDO SEVERINO DE LIMA Renascer) Fundação Joaquim Nabuco – FJN/Parceiro ANTÔNIO NETO no PROASNE Presidente da Associação de Trabalhadores RONALDO PEREIRA DE SOUZA Rurais de Fazenda Nova Centro Diocesano de Apoio Comunitário IRMÃ NOELI MASSONI CEDAC RIVANEIDE LÍGIA ALMEIDA CECOR – Centro de Educação Comunitária MATIAS Rural Serviço Geológico do Brasil – ENJÔLRAS MEDEIROS CPRM/Parceiro no PROASNE Serviço Geológico do Brasil – CRISTIANO AMARAL CPRM/Parceiro no PROASNE Serviço Geológico do Brasil – MANOEL JÚLIO GALVÃO CPRM/Parceiro no PROASNE
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    67 HELENA PORTO FUNASA –Fundação Nacional de Saúde LUCIANA CIBELLE Coordenação Social Nacional – PROASNE SHERRY NELLIGAN Coordenação Social Canadá – CIDA NORMA GUSMÃO Representante da UNISOL/PROASNE) FERNANDA Representante da UNISOL/PROASNE) JOSÉ WALTER SIQUEIRA Membro do Fórum CUSTOATIVA – CAVALCANTI Comunidade Ativa Centro Diocesano de Apoio Comunitário IRMÃ IDALINA CEDAC Bolsista do Departamento de Serviço Social RENATA SEVERO da UFPE Bolsista do Departamento de Serviço Social MÁRCIA da UFPE
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    68 ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO EM UMA ÁREA PILOTO LOCALIZADA NO MUNICÍPIO DE CUSTÓDIA - PE CENÁRIO COM INTERVENÇÃO 2010 ZONA: URBANA SUBZONA SITUAÇÃO ATUAL OBJETIVOS DO INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES ZEE/PG – CENÁRIO 2010 PROIBIDOS TOLERADOS À INCENTIVAR Situam-se nos povoados de ¾ Sistema de ¾ Lançamento de ¾ Atividade ¾ Construção de fossas em todas as Samambaia e Caiçara e esgotamento efluentes domésticos doméstica de casas ou sistema coletivo de caracterizam-se por sanitário diretamente no solo lavagem de roupa esgotamento sanitário. apresentarem um aglomerado de implantado. ¾ Instalação de na faixa marginal ¾ Remanejamento do matadouro para casas juntas umas das outras ¾ Ocupação urbana equipamentos ao aluvião. local afastado do aluvião. em ambos os lados da via ordenada. (públicos ou privados) ¾ Circulação de ¾ Construção de novos poços. calçada, além de equipamentos ¾ Abastecimento de potencialmente animais ¾ Captação e Manejo da água da públicos como Escola, Igreja, água melhorado. poluidores na faixa domésticos pelo chuva. Posto de Saúde, Centro ¾ Qualidade marginal ao aluvião aluvião até que ¾ Instalação de dessalinizadores e Comunitário, etc. construtiva das (15 metros). sejam construídos manutenção freqüente dos moradias ¾ Dessedentação de currais e pocilgas. mesmos. Samambaia possui maior melhorada. animais diretamente ¾ Cacimbas ¾ Tratamento simplificado da água de número de habitantes e maior ¾ Comunidade no aluvião ou em escavadas desde abastecimento. infraestrutura do que Caiçara. organizada, barragens/açudes. que sejam ¾ Criação de conselhos de usuários assistida e ¾ Distribuição de água tamponadas. da água com participação Em ambas não existe rede de ambientalmente sem tratamento ¾ Poços Amazonas preferencialmente feminina. esgoto. O sistema utilizado é o conscientizada. prévio. com proteção ¾ Substituição de casas de taipa por ÁREA URBANA da “fossa negra” ou então ¾ Desenvolvimento ¾ Destruir ou danificar o sanitária alvenaria. DO POVOADO lançamento de efluente à céu de emprego e Patrimônio Histórico e adequada e ¾ Cursos de capacitação para a aberto. renda. Cultural. localizados nas comunidade na área de educação ¾ Patrimônio ¾ Disposição margens do ambiental, qualidade da água, Com relação ao abastecimento Histórico e Cultural inadequada de aluvião. associativismo e cidadania. de água, parte das casas possui preservado. resíduos sólidos. ¾ A localização do ¾ Incentivar a busca de parcerias água encanada, porém de ¾ Serviços básicos ¾ Construção de novas cemitério desde para geração de emprego e renda. péssima qualidade. Parte da melhorados e/ou casas sem que se mantenha ¾ Valorização das atividades população utiliza água implantados autorização da inativo. culturais. proveniente de cacimbas e da ¾ Serviço de coleta e Prefeitura. ¾ Distribuição de ¾ Recuperação do prédio da Fábrica barragem publica. disposição de ¾ Jogar animais mortos água sem de Caruá. resíduos sólidos ao ar livre. tratamento. ¾ Melhoria na educação básica e O dessalinizador de Samambaia implantado. curso de alfabetização de adultos. funciona precariamente e o de ¾ Mulheres ¾ Melhoria nos serviços de Caiçara ainda está desativado. socialmente transporte, inclusive passagem integradas. molhada. Inexistência de gestão ¾ Mananciais ¾ Coleta de lixo seletiva. participativa do uso e hídricos ¾ Aproveitamento do rejeito do manutenção do sistema. subterrâneos e dessalinizador.
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    69 superficiais ¾ Associativismo feminino e O lixo é acumulado ao ar livre protegidos. valorização da mão de obra com presença de animais e feminina através de cursos de vetores e posteriormente capacitação. queimado. ¾ Construção de um açougue. ¾ Funcionamento da lavanderia As escolas precisam de reforma, pública existente. o posto de saúde trabalha com deficiência.
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    70 ZONA: URBANA SUBZONA SITUAÇÃO ATUAL OBJETIVOS DO ZEE/PG INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES – CENÁRIO 2010 PROIBIDOS TOLERADOS À INCENTIVAR São formadas pelos povoados de ¾ Sistema de ¾ Lançamento de ¾ Lavagem de roupa ¾ Construção de fossas nas casas. Salgado e Fazenda Nova. esgotamento efluentes nas margens do ¾ Construção de novos poços. sanitário implantado. domésticos aluvião desde que ¾ Captação e manejo da água da As moradias estão distribuídas ¾ Abastecimento de diretamente no seja construído um chuva. aleatoriamente. água melhorado, solo local apropriado ¾ Instalação de dessalinizadores. tanto em quantidade ¾ Instalação de que não permita o ¾ Construção de bebedouros para A via não é calçada e os como em qualidade, equipamentos escoamento da os animais em local adequado equipamentos públicos existentes ¾ Qualidade (públicos ou água de volta para ¾ Tratamento simplificado da água são uma escola e no caso de construtiva das privados) a cacimba. de abastecimento. Fazenda Nova há ainda uma caixa moradias melhorada, potencialmente ¾ Circulação de ¾ Utilização da semente da moringa d’água abastecida pelo poço da ¾ Comunidade poluidores na faixa animais oleifera para tratamento da água. prefeiitura, mas que devido a organizada, assistida marginal ao aluvião domésticos pelo ¾ Criação de conselhos de usuários elevada salinidade está sendo e ambientalmente (15 metros). aluvião mediante a da água. utilizada apenas para o conscientizada. ¾ Dessedentação de construção de ¾ Substituição de casas de taipa por abastecimento de animais. ¾ Desenvolvimento de animais passarelas. alvenaria. emprego e renda. diretamente no ¾ Cacimbas ¾ Cursos de capacitação para a Salgado não é servida por ¾ Serviços básicos aluvião, barragens escavadas desde comunidade em educação abastecimento público e na maior melhorados e/ou e açudes. que sejam ambiental, qualidade da água, parte das casas não existe fossa. implantados. ¾ Disposição tampadas. entre outros. VILA RURAL ¾ Serviço de coleta e inadequada de ¾ Poços Amazonas ¾ Curso de alfabetização de adultos. A escola de Salgado está fechada disposição de resíduos sólidos. com proteção ¾ Coleta de lixo seletiva. por falta de professores. resíduos sólidos ¾ Circulação de sanitária adequada ¾ Associativismo feminino e implantado. animais na escola. e localizados nas valorização da mão de obra O lixo é queimado atrás das casas e ¾ Mulheres 9 Lançamento de margens. feminina através de cursos de a água é proveniente de cacimbas e socialmente efluentes capacitação. barragens. integradas. domésticos no Rio ¾ Reforma da escola e construção ¾ Mananciais hídricos Copiti pela de muro ou cerca. Não há serviço de telefonia. subterrâneos e comunidade do ¾ Contratação de professores. superficiais Ingá. ¾ Transporte para os alunos. protegidos. ¾ Fazer periodicamente analise da ¾ Serviço telefônico qualidade da água. implantado. ¾ Instalação de telefone publico. ¾ Construção de um posto de saude. ¾ Construir poço para abastecimento d’agua. ¾ Construir no rio passagens para os animais.
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    71 ZONA: AGROPECUÁRIA SUBZONA SITUAÇÃO ATUAL OBJETIVOS DO ZEE/PG INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES – CENÁRIO 2010 PROIBIDOS TOLERADOS À INCENTIVAR Ocupam principalmente, ¾ Técnicas agrícolas ¾ Utilização ¾ Plantios no ¾ Utilização de adubos orgânicos. as áreas de aluvião e mais modernas e indiscriminada de aluvião desde que ¾ Correção dos solos. proximidades. menos agressivas ao agrotóxicos. não sejam ¾ Formação de associação de pequenos meio ambiente ¾ Desmatamento utilizados produtores A agricultura é praticada amplamente indiscriminado. agrotóxicos e que ¾ Diversificação de culturas. nas pequenas utilizadas. ¾ Plantio dentro do estejam a uma ¾ Fomento à criação de bancos de propriedades sendo mais ¾ Pequenos produtores leito dos cursos distância mínima sementes. comum encontrar culturas organizados e d’água. do leito dos ¾ Cursos de capacitação para agricultores. de subsistência como associados. ¾ Permitir que os riachos. ¾ Reestruturação da atual Secretaria feijão e milho. ¾ Atividades agrícolas animais se ¾ Sistema de Municipal de Agricultura; diversificadas e abasteçam de irrigação desde ¾ Implantação de barragens subterrâneas. Nesta subzona ainda prática de cultivos água diretamente que seja ¾ Construção de açudes e barreiros. podem ser encontrados conservacionistas nos açudes ou controlado. ¾ Construção de poços para a irrigação. plantios de palma amplamente barragens ¾ Utilização de ¾ Manejo e captação da água da chuva. forrageira, capim elefante, utilizadas. ¾ Jogar lixo e agrotóxico, desde ¾ Práticas de conservação do solo através fruteiras e hortaliças. ¾ Produção animal esgoto no rio ou que não seja em de consorciação de culturas, controle de geneticamente aluvião. aluvião e que queimadas e de erosão, etc. AGRICULTURA Poucas propriedades melhorada. obedeçam as ¾ Associativismo feminino e valorização da utilizam o sistema de ¾ Vegetação ciliar em regras de mão de obra feminina através de cursos irrigação. torno das barragens e utilização. de capacitação. dos riachos ¾ Arar a terra com ¾ Utilização de sistemas de energia A utilização de recuperada. tração animal. alternativa (solar e eólica) na irrigação. agrotóxicos, o ¾ Oferta de água para ¾ Utilizar máquinas ¾ Divulgação e facilitação de acesso a desmatamento e a prática atividade agrícola para arar desde programas de crédito rural. de queimadas e a ampliada. que haja ¾ Instalação de unidade de repasse de ocupação dos leitos dos ¾ Mananciais hídricos acompanhamento tecnologia. riachos são alguns dos subterrâneo e técnico ¾ Recuperação da vegetação ciliar em problemas encontrados. superficial protegidos. ¾ Prática de torno das barragens e cursos d’água. ¾ Mulheres socialmente queimadas desde ¾ Implantação de sistemas agroflorestais; Não há plantios com integradas. que seja para o ¾ Incentivar irrigações localizadas e por árvores frutiferas e ¾ Produção agricola roçado gotejamento hortaliças com resultado ¾ Identificação e proteção das áreas de econômico. recarga de aquifero.
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    72 ZONA: AGROPECUÁRIA SUBZONA SITUAÇÃO ATUAL OBJETIVOS DO ZEE/PG – INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES CENÁRIO 2010 PROIBIDOS TOLERADOS À INCENTIVAR Ocupam áreas extensas ¾ Áreas de reserva legal ¾ Extração de lenha e ¾ Produção de ¾ Replantio de vegetação ciliar nas dentro das grandes preservadas. madeira nas áreas de lenha e carvão margens dos aluviões e barragens. propriedades e correspondem ¾ Plano de reserva legal. desde que ¾ Preservação da vegetação situada aos plantios de algaroba reflorestamento ¾ Atividades pecuárias seja através nas áreas elevadas (serras) e de consorciada com capim e implantado com nas áreas de reserva de plano de alta declividade. palma adensada e a criação espécies legal. manejo ¾ Beneficiamento da vagem da de ovinos, bovinos e eqüinos. preferencialmente ¾ Comercializar adequado. algaroba para ração animal. nativas. animais sem controle ¾ Animais de ¾ Beneficiamento do leite e da carne O plantio da algoraba faz parte ¾ Mananciais hídricos sanitário. baixa animal. de projetos de reflorestamento subterrâneos e ¾ Prática de qualidade ¾ Controle sistemático de doenças incentivados pelo IBAMA superficiais protegidos. queimadas. genética nos animais. (antigo IBDF) e seu manejo ¾ Qualidade de vida dos ¾ Utilização de ¾ Melhoramento genético do inclui o aproveitamento da moradores e/ou agrotóxicos. rebanho. madeira como estaca e das trabalhadores da zona ¾ Permitir a ¾ Fomentar as reservas estratégicas vagens para ração animal. agrossilvopastoril dessedentação de de alimentos. AGROSSILVOPAS melhorada. animais diretamente ¾ Construção de bebedouros para os TORIL Nesta subzona também estão ¾ Técnicas utilizadas nos açudes, animais em local adequado. inclusas as áreas de reserva difundidas para toda a barragens ou aluvião. ¾ Práticas de conservação do solo legal. área piloto. ¾ Desmatamento através de consorciação de ¾ Vegetação natural indiscriminado. culturas, controle de queimadas e preservada nos topos ¾ Plantio dentro do leito de erosão, entre outras. de morros e áreas com dos cursos d’água. ¾ Difusão de técnicas alta declividade. agrassilvopastoril que obtiveram ¾ Produção sucesso para toda a área piloto. agrossilvopastorio com ¾ Melhoria da infraestrutura (moradia resultado econômico. e trabalho) que beneficie moradores e trabalhadores da zona agossilvopastoril. ¾ Capacitação da mão de obra agrossilvopastoril. ¾ Identificação e proteção das áreas de recarga de aquifero.
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    73 ZONA: CAATINGA SUBZONA SITUAÇÃO ATUAL OBJETIVOS DO ZEE/PG INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES – CENÁRIO 2010 PROIBIDOS TOLERADOS À INCENTIVAR ¾ Planos de manejo ¾ Corte indiscriminado ¾ Reflorestamento ¾ Exploração do potencial A caatinga ocupa maior parte florestal da caatinga. com espécies para medicinal e artesanal das da área piloto, caracterizando- estabelecidos ¾ Caça a espécies da usos múltiplos espécies da caatinga. se por uma vegetação ¾ Planos de fauna nativa da como Sabiá e ¾ Práticas de conservação e predominantemente arbustiva reflorestamento com caatinga ou aves Algaroba aumento do potencial forrageiro, e bastante degradada. espécies migratórias. através de técnicas de silagem, preferencialmente ¾ Pecuária extensiva raleamento, rebaixamento, O corte da madeira para nativas implantados. sem controle. enriquecimento, entre outras. produção de lenha/carvão e ¾ Técnicas de manejo ¾ Dessedentação de ¾ Apicultura. estaca tem sido a principal sustentado e animais diretamente ¾ Aproveitamento da fibra de causa dessa degradação carvoejamento nos açudes, caroá. seguida da pecuária difundidas e barragens ou aluvião. ¾ Construção de bebedouros para extensiva. aplicadas. ¾ Prática de os animais em local adequado. MANEJO/PECUÁ ¾ Moradores queimadas. ¾ Incentivar a utilização de RIA EXTENSIVA Nesta subzona estão inclusas capacitados no técnicas de manejo florestal. barragens/açudes, lagoas, manejo sustentado ¾ Capacitação dos proprietários afloramentos rochosos e da caatinga. em manejo sustentado da serras. ¾ Planos de manejo do caatinga. rebanho. ¾ Implantação de fornos de melhor ¾ Mananciais hidrícos qualidade. subterrâneos e ¾ Revegetação ciliar no entorno superficiais das lagoas e do leito dos cursos protegidos. d’água. ¾ Vegetação natural ¾ Reflorestamento de áreas preservada nos degradadas com espécies topos de morros e nativas. áreas com alta declividade.
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    74 ZONA: CAATINGA SUBZONA SITUAÇÃO ATUAL OBJETIVOS DO ZEE/PG INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES – CENÁRIO 2010 PROIBIDOS TOLERADOS À INCENTIVAR ¾Vegetação natural preservada e ¾ Corte indiscriminado da ¾ Recomposição da conservada caatinga. vegetação com ¾Fauna preservada ¾ Caça a espécies da espécies nativas. ¾ Mananciais hídricos fauna nativa e aves ¾ Manejo adequado da subterrâneos e migratórias. caatinga. superficiais protegidos ¾ Prática de queimadas. ¾ Apicultura apenas em ¾ Disposição de resíduos áreas de sólidos. conservação. Correspondem a áreas onde a ¾ Pecuária extensiva. ¾ Aproveitamento de vegetação caracteriza-se por espécies vegetais apresentar um porte maior e por para fins medicinais e ser mais fechada com relação ao artesanais. restante da caatinga que ocorre na ¾ Criação de Reserva área. Particular do Patrimônio Natural INCENTIVO A Nas terras pertencentes à Igreja é (RPPN). PRESERVAÇÃO E onde se encontra a vegetação em ¾ Recomposição da CONSERVAÇÃO melhor estado de conservação de fauna. toda a Área piloto. ¾ Licenciamento e demarcação da Animais (bovinos e caprinos) reserva legal e soltos nestas áreas constituem um preservação problema, além de indícios de permanentes nas retirada de madeira na Áreas de propriedade de Poço Escuro. Conservação. ¾ Conscientizar a população através de educação ambiental. ¾ Incentivar o manejo florestal nas áreas de conservação.
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    75 ZONA: PROTECAO DEMANANCIAIS SUBZONA SITUAÇÃO ATUAL OBJETIVOS DO ZEE/PG – INDICAÇÃO DE USOS/AÇÕES CENÁRIO 2010 PROIBIDOS TOLERADOS À INCENTIVAR Os depósitos aluvionares ¾ Capacidade de ¾ Lançamento de ¾ Construção de ¾ Formação de conselhos de ocorrem ao longo dos principais armazenamento de efluentes domésticos poços e cacimbas usuários de água. riachos da área piloto. A água ampliada. diretamente no solo desde que tenham ¾ Construção de poços acumulação mais expressiva ¾ Identificação de locais ¾ Instalação de proteção sanitária amazonas. ocorre à oeste da Serra das com disponibilidade de equipamentos (públicos adequada. ¾ Implantação de barragens Porteiras, onde se situa a Faz. água subterrânea ou privados) ¾ Plantios nas áreas subterrâneas. Porteiras. ¾ Qualidade da água potencialmente do aluvião desde ¾ Monitoramento da qualidade melhorada. poluidores na faixa que não seja da água. A captação de água nestes ¾ Educação sanitária e marginal ao aluvião (15 utilizado ¾ Estudos sobre depósitos é feita através de ambiental. metros). agrotóxico e que disponibilidade hídrica do poços tipo Amazonas com ¾ Plano de mobilização ¾ Lançamento de estejam a uma aqüífero. profundidade média de 6 comunitária e social resíduos sólidos distância mínima ¾ Tamponamento de poços metros e de cacimbas ¾ Implantar conselhos de ¾ Uso de agrotóxicos do leito dos abandonados. escavadas com profundidade usuários da água. ¾ Dessedentação de riachos. ¾ Instalação de bebedouros média de 2 metros. ¾ Desenvolvimento sócio animais nas cacimbas ¾ Irrigação desde para os animais. econômico apoiado. que também são que seja ¾ Funcionamento do Constitui o principal manancial ¾ Aquifero aluvionar utilizadas para controlada. dessalinizador . PROTEÇÃO DOS de água da área, protegido. abastecimento humano ¾ Uso da água da ¾ Tratamento simplificado da MANANCIAIS principalmente nos períodos de ¾ cacimba para água: filtragem e fervura. SUBTERRÂNEOS estiagem quando a população consumo humano ¾ Implantação de área de recorre as cacimbas desde que seja proteção dos poços escavadas. fervida. tubulares. ¾ Soluções ¾ Aproveitamento do rejeito do Suas características naturais comunitárias de dessalinizador. somadas às atividades abastecimento. ¾ Lavanderia comunitária. antrópicas, aumentam o risco ¾ Projetos de ¾ Indicadores Qualidade da de contaminação deste capacitação Água (coliformes fecais e manancial simplificada. nitratos). ¾ Construção de ¾ Plantas e técnicas de . bebedouros irrigação adequadas. animais. ¾ Tratamento de cisternas ¾ Local para banho domiciliares e comunitárias. de animais. ¾ Gestão junto a Secretaria de ¾ Controle da Saúde do Estado - qualidade da água implantação e dos carros pipa. monitoramento.
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    76 ANEXO 3 PLANO DE GESTÃO Ações Prioritárias para o Plano de Gestão AÇÕES RESPONSÁVEL E COLABORADORES PRAZO ¾ Levantamento sobre saneamento Secretaria de Saúde - PMC Durante o ano básico FUNASA de 2002 Conselho de Desenvolvimento Municipal do ¾ Elaboração de um Projeto para a Área FUMAC Até o final de Piloto PRORURAL 2002 Associação de Faz. Nova Secretarias Municipal e Estadual de Saúde ¾ Implantação do SISAGUAS 6 meses FUNASA ¾ Levantamento da situação atual do CPRM Iniciar até o dessalinizador FUNASA final de 2002 UFPE (Dep. Eng. Civil -Recursos Hídricos UFRPE Segundo ¾ Projeto piloto para reaproveitamento do CPRM semestre de rejeito do dessalinizador Prefeitura Municipal de Custódia 2002 Comunidade CPRM ¾ Perfuração de novos poços tubulares; Até o final de EBAPE 2002 FUNASA UFPE (Dep. Eng. Civil -Recursos Hídricos. UFRPE ¾ Implantação de barragens Até o final de UNISOL subterrâneas 2002 CPRM ¾ Difusão de técnicas de manejo florestal SECTMA através de capacitação. Primeiro IBAMA/Ministério do Meio Ambiente ¾ Elaboração de seminários sobre o Semestre de Prefeitura Municipal de Custódia manejo sustentado da caatinga. 2002 Associação Após o curso ¾ Priorizar os projetos de manejo IBAMA de capacitação ¾ Criação de Reserva Particular do IBAMA Até dezembro Patrimônio Natural (RPPN) Prefeitura Municipal de Custódia de 2002 IBAMA BNB Sindicato Até dezembro ¾ Áreas de expansão agropecuária Técnicos Projetistas de 2002 EBAPE Prefeitura Municipal de Custódia ¾ Negociação para revitalização da Usina PROASNE Até o final de de Caroá conservando a originalidade Empresários locais março de 2003 do projeto inicial. Comunidade PROASNE (UFPE, FUNDAJ, UNISOL) Até março de ¾ Mobilização e organização comunitária Comunidade 2003 Poder público local ¾ Queimar o lixo em local adequado e Comunidades de Samambaia, Caiçara e À partir de não joga-lo no aluvião do rio Fazenda Nova março de 2002 ¾ Manter a porteira da barragem fechada Comunidade de Samambaia À partir de e consertar a cerca Prefeitura Municipal de Custódia março de 2002 ¾ Tratamento simplificado (fervura) da À partir de Comunidade de Fazenda Nova água para consumo março de 2002 Comunidades de Caiçara, Salgado e Poço À partir de ¾ Não lavar roupa próximo às cacimbas Escuro março de 2002 Comunidade de Samambaia e Fazenda À partir de ¾ Criação de cooperativa de artesanato Nova março de 2002 Prefeitura Municipal de Custódia
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    77 ¾ Evitar queos animais circulem pelo À partir de Comunidade de Fazenda Nova aluvião março de 2002 ¾ Promover reunião com a comunidade do Ingá e o Vereador Flaviano para À partir de Comunidade de Fazenda Nova resolver a questão do esgoto jogado no março de 2002 Rio Copiti por aquela comunidade. ¾ Fornecimento de mão de obra para Comunidades de Caiçara, Salgado e Poço À partir de construção das fossas nas casas Escuro março de 2002
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    78 ANEXO 4 Mapa de Potencialidades e Limitações
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    79 ANEXO 5 Mapa de Uso e Ocupação do Solo
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    80 ANEXO 6 Mapa de Qualidade Ambiental
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    81 ANEXO 7 Mapa de Zoneamento - Ecológico Econômico