Aula 13 maia

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Aulas de Planejamento Ambiental - 2013

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Aula 13 maia

  1. 1. Planejamento Ambiental Aula 13 – Metodologias de Avaliação de Impactos
  2. 2. Conceito A formulação de critérios de avaliação serve como forma de melhorar a compreensão sobre o planejamento e, com isso, sua execução. Porém os critérios devem auxiliar os planejadores e não serem vistos como algo inquestionável a ser seguido, resultado de uma norma ou teoria da moda. Os planejadores devem ser estimulados a formular alterações e adições que julgarem pertinentes a critérios pré-estabelecidos.
  3. 3. Conceito As metodologias de avaliação ambiental geralmente são escolhido devido à facilidade de aplicação e baixo custo, sendo instrumentos possíveis de serem aplicados por gestores públicos e tomadores de decisão em geral. São utilizados para analisar a tendência a sustentabilidade ambiental .
  4. 4. Conceito A seleção de uma determinada metodologia de avaliação, deverá estar em função da atividade do projeto concreto, dos seus objetivos, de se avaliarem aspectos parciais ou de se considerar a totalidade do projeto ou atividade. Numa primeira fase de elaboração do estudo, a relação causaefeito deve planear-se de forma aberta, com identificação dos fatores ambientais e delimitação do sistema no sentido espacial e temporal. Posteriormente, numa segunda fase, há que determinar a magnitude do impacto, não existindo em muitos casos uma relação direta entre esta e o volume da obra ou projeto.
  5. 5. Conceito São conhecidas mais de 50 metodologias de avaliação de impacto ambiental, sendo muito poucas as que gozam de uma aplicação sistemática. Os instrumentos com que conta no processo de realização dos EIA podem agrupar-se basicamente em: - Métodos ou modelos de identificação (questionários, matrizes etc.); - Métodos ou modelos de previsão (Modelos matemáticos, físicos, experimentos etc.); - Métodos ou modelos de avaliação (cálculos etc.).
  6. 6. Métodos e técnicas Os métodos e técnicas de avaliação ambiental podem ser encontrados nas literaturas de diversas formas como: métodos ad hoc, listas de controle (checklists), matrizes de impacto ou de causa-efeito (Matriz de Leopold e outras), redes de fluxo ou diagramas de interação, superposição de cartas (SIG) e modelos de simulação (físicos, matemáticos e ecológicos), cada um com sua peculiaridade.
  7. 7. Métodos Ad Hoc Os métodos ad hoc consistem na criação de grupos de trabalho formados por profissionais multidisciplinares, em que se organizam em reuniões técnicas para obterem informações a respeito dos prováveis impactos ambientais do projeto, possuindo a vantagem da utilização de um curto tempo para a tomada de decisões, entretanto, possui um alto grau de subjetividade, levando a legislação vigente à não permitir sua utilização como um método de AIA.
  8. 8. Métodos Ad Hoc Propõe os seguintes cuidados na sua aplicação: • as questões devem ser objetivas; • o consultado deve ser bem informado sobre perguntas e objetivos a serem discutidos; • devem-se garantir respostas curtas, se possível na forma de árvore dicotômica; • as questões devem ser organizadas de forma a facilitar a organização de um banco de respostas; • a linguagem deve ser acessível;
  9. 9. Métodos Ad Hoc • aconselha-se a existência de mais de um avaliador; • devem-se criar meios para garantir a devolução dos questionários; • deve-se garantir um percentual representativo de cada grupo envolvido (para representar as diversas opiniões ou interesses); • deve-se garantir o anonimato dos consultados; e • deve-se decidir previamente a proporção de consenso desejado.
  10. 10. Listagens de controle Os checklists são listagens de controle que podem ser de diversas formas como simples, descritivas, escalares ou escalares ponderadas. A listagem simples enumera os fatores ou indicadores ambientais que podem estar associados a parâmetros de ações do projeto, fazendo um diagnóstico ambiental da área de influência. A descritiva lista orientações para análises a partir de fontes de dados e questionários com isto, além de fazer o diagnóstico ambiental da área de influência também faz a análise dos impactos.
  11. 11. Listagens de controle A escalar faz uma escala de valores com a lista de fatores de impactos ambientais, com isto é possível comparar alternativas, também. E a escalar ponderada, faz o mesmo das escalares incluindo o grau de importância dos impactos com a ponderação adotada.
  12. 12. Listagens de controle Estes checklists são importantes para a enumeração dos fatores a serem avaliados podendo evitar impactos ambientais mais graves, porém, não identificam se os impactos são diretos ou indiretos, não consideram a relação tempoespaço, não analisam interação entre os fatores e nem a magnitude dos impactos, sendo assim, este método também trará resultados subjetivos.
  13. 13. Lista de verificação de características ambientais Departament of environmental Addairs 1992, apud. Sánchez
  14. 14. Matrizes de interação As matrizes de interação relacionam fatores com ações gerando relações de causa e feito o que identifica os impactos ambientais diretos, com boa disposição visual, simplicidade na elaboração e baixo custo, mas ainda não são consideradas as características espaciais dos impactos.
  15. 15. Matrizes de interação Seu exemplo clássico é a matriz desenvolvida por Leopold et al. (1971; citados por Shopley e Fuggle, 1984). Nessa matriz são listadas uma centena de ações em um eixo e oitenta e oito características ambientais e humanas no outro. Para sua aplicação, utiliza-se uma escala de 10 pontos para avaliar os impactos das ações sobre o ambiente.
  16. 16. Matrizes de interação Os impactos são avaliados segundo sua magnitude e importância, sendo a primeira referente ao grau, extensão ou escala do impacto (tamanho da área e gravidade de seu efeito), e a segunda ao significado do impacto para a população. A magnitude, nesse método, refere-se à medida da extensão do impacto; e a importância, à medida da relevância do impacto e do fator ambiental afetado diante de outros impactos e das características ambientais da área afetada.
  17. 17. Matrizes de interação As matrizes podem ser divididas em função dos conteúdos de seus eixos: • matrizes elementos-atividades, usadas para apresentar os efeitos que cada atividade causa sobre elementos do meio, sendo exemplo, a matriz de Leopold; • matrizes elementos-elementos, usadas para relacionar efeitos primários e secundários;
  18. 18. Matrizes de interação • matrizes atividades-atividades, usadas, por exemplo, para analisar a possibilidade de atividades diferentes serem desenvolvidas no mesmo espaço; e • matrizes de integração de classificação, usadas para reunir diferentes classificações, por exemplo, obter uma classificação integrada de classes de capacidade de uso da terra com classes de impacto previsto para uma determinada atividade.
  19. 19. Matriz de identificação Matriz de identificação de impactos ambientais. Pequena mineração de bauxita
  20. 20. Matriz de impactos A matriz de impactos gerada compõe-se dos impactos ambientais considerados neste trabalho, numerados e destacadas de forma a melhor identificação dos mesmos Braz. J. Aquat. Sci. Technol., 2005
  21. 21. Matriz de interação de impactos entre as ações que as funções urbanas demandam na bacia hidrográfica e os fatores ambientais Rutkowski,1999 apud Santos
  22. 22. Matriz de impactos - Leopold miliarium.com 1//3-/r/-3 = (magnitude)/(importância) (valor ou sentido)/ (reversibilidade)/(magnitude x importância). Os números São atribuídos às propriedades dos impactos numa escala crescente de 0 a 5; magnitude, Importância. O sinal + ou – refere-se ao sentido e as letras r e i referem-se à reversibilidade. O produto Da matriz é obtido por magnitude x importância, e os totais, por simples soma dos produtos.
  23. 23. Matriz Leopold – Ribeirão Anhumas • Giovana, Mônica e Livia 2012
  24. 24. Matriz de Análise Estratégica Um exemplo de matriz, proposta para o planejamento de unidades de conservação, é apresentada pelo IBAMA (2002). Essa matriz, denominada Matriz de Análise Estratégica, permite a sistematização dos fatores que impulsionam ou dificultam a consecução dos objetivos de criação da unidade de conservação
  25. 25. Matriz de Análise Estratégica Os pontos fracos são fenômenos ou condições inerentes à unidade de conservação que comprometem ou dificultam seu manejo; As ameaças são fenômenos ou condições externas à unidade que comprometem ou dificultam o alcance de seus objetivos; As forças restritivas resultam da interação entre os pontos fracos e ameaças, que debilitam a unidade de conservação, comprometendo o manejo e alcance das metas e objetivos de criação.
  26. 26. Matriz de Análise Estratégica Os pontos fortes são fenômenos ou condições inerentes à unidade que contribuem ou favorecem seu manejo; As oportunidades são fenômenos ou condições externos que contribuem ou favorecem o alcance de seus objetivos; e As forças impulsoras resultam da interação dos pontos fortes e oportunidades, que fortalecem a unidade, contribuindo para o manejo e alcance de seus objetivos de criação.
  27. 27. Redes de interação As redes de interação são gráficos ou diagramas com cadeias de impactos gerados pelas ações, identificando os fatores diretos e indiretos facilitando a troca de informações, mas não considera a relação tempo-espaço e nem o grau de importância dos impactos.
  28. 28. Superposição de cartas A superposição de cartas utiliza mapas temáticos para uma síntese das interações. A partir do banco de dados obtém um produto final com informações sobre restrições ou potencialidades de uso e ocupação do espaço. As informações são apresentadas de forma iconográfica, o que facilita a visualização, mas traz limitações para a utilização de fatores ambientais não mapeáveis.
  29. 29. Modelos de simulação Os modelos de simulação são modelos matemáticos computadorizados que representam o funcionamento dos sistemas ambientais, fazem diagnósticos da qualidade ambiental da área de influência, comparação entre os cenários, relação temporal e atende projetos de grande porte, mas o custo da operação é muito elevado.
  30. 30. MÉTODO AMORIM & CORDEIRO – PESQUISA UNIVERSITÁRIA O método Amorim & Cordeiro fundamentou-se, inicialmente, em uma pesquisa teórica sobre ocupação comumente encontrada em fundos de vale nas cidades brasileiras, que possibilitou a identificação de três tipologias principais:
  31. 31. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA Tipologia 1: Caracterizada por intensa apropriação urbana do fundo de vale, destacando-se avenidas marginais ou ruas asfaltadas, loteamentos/edificações e assentamentos informais. O curso d’água foi observado tanto no estado natural como no modificado, com intensa impermeabilização. Ocupação de fundo de vale por avenidas marginais e loteamentos (curso d’água não modificado). Fonte: AMORIM (2004).
  32. 32. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA Ocupação de fundo de vale por edificações (curso d’água tamponado). Fonte: AMORIM (2004). Ocupação de fundo de vale por avenidas marginais e loteamentos (curso d’água canalizado). Fonte: AMORIM (2004).
  33. 33. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA Tipologia 2: Destaque de áreas verdes (parques, bosques, áreas de lazer, etc), áreas de hortifruticultura, áreas para eventos itinerantes e áreas para retenção de água. Com o curso d’água encontrado em seu estado natural ou sem modificações significativas Ocupação de fundo de vale por áreas de lazer e áreas esportivas (áreas verdes). Fonte: AMORIM (2004).
  34. 34. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA Tipologia 3: Pouco encontrada nas cidades brasileiras, foi caracterizada por constar mata ciliar nativa pouco modificada ou com mata reflorestada, ausência de modificações no curso d’água e ausência de impermeabilizações Ocupação de fundo de vale pela mata ciliar na situação natural. Fonte: AMORIM (2004).
  35. 35. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA A partir destas tipologias foram listados os principais impactos, com os potenciais positivos e negativos. Para facilitar a avaliação foi utilizado o método de matriz de interação para identificar a valoração dos impactos e para a percepção visual foi feita uma escala cromática ao invés da numeração de 1 a 10. Em conseqüência desta dinâmica, e posterior discussão dos efeitos, foram criados doze critérios ambientais, que foram utilizados para o desenvolvimento do Método Amorim & Cordeiro na busca de alternativas para ocupação de fundos de vale em áreas urbanas.
  36. 36. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA Estas fichas de avaliação são baseadas em 12 critérios de ocupação que se subdividem em 15 parâmetros de avaliação. Sua pontuação está variada entre os valores 1 e 5, sendo que o número 5 é a situação ideal, sem impactos negativos para o ambiente e correspondência máxima ao critério. Já o número 1 indica os maiores impactos negativos e o maior distanciamento em relação ao critério.
  37. 37. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA Os parâmetros utilizados para a avaliação são: • tipo de ocupação do fundo de vale; • permeabilidade do solo; • presença de mata ciliar nativa; • presença de áreas reflorestadas; • Interconectividade; • qualidade da água do curso d’água; • enchentes e inundações urbanas;
  38. 38. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA • assoreamento do curso d’água; • erosão das margens do curso d’água; • alteração da topografia; • modificação do curso d’água; • respeito à legislação incidente; • permeabilidade da bacia hidrográfica; • grau de identificação e valorização pela população; e • qualidade estética e paisagística.
  39. 39. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA
  40. 40. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA
  41. 41. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA
  42. 42. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA
  43. 43. Método Amorim & Cordeiro - PESQUISA UNIVERSITÁRIA
  44. 44. Método Batelle-Columbus Este sistema foi desenvolvido no Laboratório BatelleColumbus nos EUA, 1972, para a avaliação de impactos relacionados a projetos de recursos hídricos, inicialmente, usados de forma direta ou modificados em vários projetos de recursos hídricos. A abordagem geral pode ser aplicada a outros tipos de projetos como autoestradas, usinas nucleares, navegação, transporte por oleoduto, melhoria de canais e estações de tratamento de água etc.
  45. 45. Parâmetros ambientais adaptado do método Battelle Associa valores às considerações qualitativas, formuladas para a avaliação de impactos do projeto, dividindo o meio ambiente em 4 categorias: ecologia, contaminação ambiental, aspectos estéticos e aspectos de interesse humano. Cada categoria contém um número de componentes, selecionados especificamente para administração dos recursos hídricos, totalizando em 18 componentes, que subdivide em 78 parâmetros.
  46. 46. Parâmetros ambientais adaptado do método Battelle 4 Categorias Unidade de impacto ambiental UIA = 1000 Situação de referência Componentes 18 Parâmetros 78 Pesos ao parâmetro
  47. 47. Método A UIP – Unidade de Impacto ambiental é fixada a priori, perfazendo um total de 1000 unidades distribuídas por categorias, componentes e parâmetros através de consulta prévia de especialistas pelo Método Delphi, sendo modificadas para cada projeto. Categoria Componentes Parâmetros Pesos
  48. 48. Método O índice de qualidade ambiental (Nota de Enquadramento de Situação – situação local) é determinado a partir da medição dos parâmetros em suas respectivas unidades e posterior conversão, através de funções características de cada parâmetro (escalares), em uma escala intervalar que varia de 0 a 1. Estas escalas podem variar conforme a natureza do parâmetro e do ecossistema considerado.
  49. 49. Método O conceito básico do Battelle é que um índice expresso nas unidades de impacto ambiental (EIUs) pode ser desenvolvido para cada alternativa como base da condição ambiental. A formulação matemática deste índice é a seguinte: • UIAi = unidade de impacto ambiental para a alternativa j • QAij = valor da escala de qualidade ambiental para o fator i e a alternativa j • UIPi = unidade de importância do parâmetro para o fator i
  50. 50. Método Então, a determinação do grau de impacto líquido para cada parâmetro ambiental é dada pela expressão: UIA = UIP x Q.A. Onde: UIA = 8 x 1 = 8 UIA = 8 Categoria = Contaminação Ambiental Componente = Atividades poluidoras Parâmetro = Enchentes e inundações – peso 8 UIA = unidade de impacto ambiental UIP = unidade de importância Q.A. = índice de qualidade ambiental
  51. 51. Método A contabilização final é feita através do cálculo de um índice global de impacto. UIA (projeto), dado pela diferença entre a UIA total com a realização do projeto e a UIA sem a realização do projeto, ou seja: UIA (por projeto) = UIA (com projeto) - UIA (sem projeto)
  52. 52. FLUXOGRAMA DE APLICAÇÃO DO MÉTODO BATELLECOLUMBUS
  53. 53. Método Sobre o conjunto de parâmetros utilizados na avaliação, deve-se ressaltar que o formato original do método, descreve e propõe 78 parâmetros. No entanto, nas diversas aplicações práticas desse método, que se pode ter acesso e que fizeram uso dessa metodologia para avaliação de impactos ambientais (AIA), não mais do que 20 itens ou impactos do projeto em avaliação são considerados.
  54. 54. LIMITAÇÕES DO MÉTODO • Algumas vantagens: - efetiva capacidade de valoração e avaliação dos impactos, tornando-se desta forma, bastante objetiva para fins de comparação de alternativas; - disponibilidade de considerar a existência de incertezas; - possibilidade de alertar a impactos mais significativos que deverão ser submetidos a uma análise qualitativa mais detalhada.
  55. 55. LIMITAÇÕES DO MÉTODO • Em relação às suas deficiências, são indicadas: - dificuldades inerentes ao estabelecimento dos escalares, havendo perda significativa das informações, como as de natureza social e cultural, por exemplo; - impossibilidade de identificar os grupos sociais afetados; - exigem uma quantidade apreciável informações do ambiente de estudo. de
  56. 56. • Ana Clara, Bruna, Camila, Julia, Juliane, Marília, Natália, Tamirirs, Tháis e Suellén . 2013 Avaliação Ambiental – Ribeirão Anhumas
  57. 57. Exemplo 1 – Rio Piabanha O grau de impacto ambiental obtido para a bacia hidrográfica do rio Piabanha corresponde ao valor total de 457 unidades. O índice de qualidade ambiental, Q.A, que varia entre 0 e 1, foram considerados 1 para todos os parâmetros , exceto os que violaram os padrões do CONAMA, para qualidade das águas. UIA = UIP x Q.A., para Q.A = 1, então UIA = UIP UIA – Unidade de impacto ambiental – UIP – Unidade de importância do parâmetro QA – Qualidade ambiental
  58. 58. Exemplo 1 – Rio Piabanha No cálculo do índice global de impacto, considera-se, a unidade de impacto ambiental por projeto, é dado pela diferença entre a unidade de impacto ambiental total com a realização do projeto e a unidade de impacto ambiental sem a realização do projeto, ou seja: UIA (com projeto) - UIA (sem projeto) = UIA (por projeto) UIA 1000 – UIA 457 = UIA 543
  59. 59. Exemplo 1 O índice global da bacia hidrográfica encontrada, mostra que é necessário que 54,3 % do projeto de recuperação seja implantado para melhorar as condições da bacia, ou que o Plano de Gestão dos Recursos Hídricos da bacia seja implementado para minimizar os pontos críticos encontrados.
  60. 60. Exemplo 2 Exemplo hipotético de aplicação dessa metodologia apresentada e detalhada acima, com o uso de 6 parâmetros , envolvendo um conjunto de 5 situações locais a serem avaliadas. Tratam-se de 5 locais fictícios de nomes: Piraí, Cocuera, Xixico, Santana e Itaoca. NES – Nota de enquadramento da situação local SR – situação de referência - Peso
  61. 61. Exemplo 2 - Caso hipotético SR – situação de referência – Peso – Total de 1000 - Especialistas NES – Nota de enquadramento da situação local – de 0 a 1
  62. 62. Exemplo 2 - Caso hipotético NES – Nota de enquadramento da situação local SR – situação de referência - Peso
  63. 63. Exemplo 2 - Caso hipotético Pontuação final de casa SRL (Situação Real Local) avaliada L4 – Santana – situação ideal
  64. 64. Exemplo 3 – Aterro sanitário A instalação de um aterro sanitário em uma área de cultivo de viníferas contaminou as águas superficiais, tendo acarretado em aumento do custo de produção. Durante as diligências o perito efetuou a coleta de amostras de água na área do aterro sanitário e na propriedade afetada. A avaliação do impacto na produção foi realizada pelo método Batelle.
  65. 65. Exemplo 3 – Aterro sanitário 1º Passo: O perito atribuiu as unidades de importância aos parâmetros de qualidade da água na área onde se encontram as pilhas de lixo e também na área das viníferas afetada. Valores das Unidades de Importância (UIP) definidos pelo perito
  66. 66. Exemplo 3 – Aterro sanitário 2º Passo: Em seguida, o perito definiu os Índices de Qualidade Ambiental (I.Q.A.) considerado o valor máximo (100%) com base nos padrões de referencia que se encontram na Resolução CONAMA 357 para a classe 1, e definiu o valor (0 a 1) dos parâmetros considerando os valores máximos permitidos (VMP);
  67. 67. Exemplo 3 – Aterro sanitário 3º Passo: A partir do estabelecimento dos intervalos de valores dos parâmetros de qualidade da água superficial, o perito comparou os resultados do laboratório das amostras de água com os Índices de Qualidade Valores individual e global do Índice de Impacto sobre as águas superficiais
  68. 68. Exemplo 3 – Aterro sanitário Os resultados descritos na tabela indicam que a qualidade da água afetada pelo aterro é 65,86%, significando que houve uma redução de 34,14% no nível de qualidade. Como os índices de Nitrogênio amoniacal e Coliformes Fecais foram maiores que os valores máximos permitidos, a água é considerada não potável, embora o seu índice de qualidade tenha sido de 65,86%. Portanto, o dano neste caso é total, pois a propriedade não dispõe de sistema de tratamento da água contaminada.
  69. 69. ANÁLISE DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO AMBIENTAL a) Confiabilidade, validade científica e padronização dos dados de entrada. A confiabilidade e a validade científica se referem à clareza e objetividade dos procedimentos descritos para sua obtenção e ainda, à possibilidade de serem repetidos gerando o mesmo resultado. É importante que o método para a obtenção dos dados envolvendo a amostragem, a coleta, o registro, análise e seu resultado final – siga normas e padrões técnicos e científicos estabelecidos ou, na inexistência de padrões, que o método tenha sido empregado anteriormente e seus resultados avaliados, também deve ser analisada a sua fonte.
  70. 70. Análise Dos Métodos De Avaliação Ambiental b) Exatidão Temporal e capacidade de representar a evolução e a dinâmica do ambiente. Considera-se que o critério exatidão temporal é atendido quando o intervalo de tempo decorrido entre a aquisição do dado e o momento a ser representado é julgado adequado, considerando a sua variabilidade ao longo do tempo no contexto da dinâmica própria da região de estudo. Já a capacidade de representar a evolução e a dinâmica do ambiente é analisada de acordo com a seleção de indicadores de cada método.
  71. 71. Análise Dos Métodos De Avaliação Ambiental c) Representatividade dos temas e relevância. A representatividade se refere à abrangência dos dados em relação aos temas cujo estudo é necessário para atender aos objetivos definidos no planejamento e para a compreensão dos elementos e processos que ocorrem na área de estudo. Verificando se os dados atendem quanto às questões legais, os aspectos físicos, biológicos, sócioeconômicos e políticos; e se contemplam a compreensão dos elementos e processos que ocorrem na área de estudo diante dos objetivos do planejamento. Além de verificar se o levantamento dos dados é irrelevante diante dos objetivos do planejamento.
  72. 72. Análise Dos Métodos De Avaliação Ambiental d) Facilidade de aplicação e custo Este parâmetro se refere ao tempo utilizado para a aplicação, o tipo de tecnologia empregada, os recursos e dados disponíveis e o custo envolvido na aplicação do método, verificando a viabilidade de um gestor público na sua aplicação. Além de verificar a complexidade do método para a forma de aplicação do público alvo em questão, pois muitas vezes a aplicação de um método pode ser dificultada ou mesmo inviabilizada se não houver, por exemplo, pessoal treinado para sua execução, equipamentos para levantamentos em campo ou recursos computacionais para o armazenamento e análise de dados.
  73. 73. Análise Dos Métodos De Avaliação Ambiental e) Forma de determinação dos indicadores e a inter-relação entre os fatores. Este critério analisa a forma de determinação dos indicadores, descrevendo qual a técnica utilizada e a fonte de obtenção e dentre os indicadores determinados qual a relação entre eles para a representação da dinâmica do ambiente.
  74. 74. Análise Dos Métodos De Avaliação Ambiental f) Interpretabilidade. A interpretabilidade dos indicadores envolve dois aspectos. Primeiro, a capacidade de informar e ser compreendido pelo público a que ele se destina (tomadores de decisão, população ou outros). Segundo, a capacidade de permitir a distinção entre condições aceitáveis e críticas.
  75. 75. Análise Dos Métodos De Avaliação Ambiental g) Acesso ao banco de dados. É importante analisar se o formato do banco de dados permite o acesso de dois diferentes tipos de usuários, atendendo a duas diferentes finalidades: a primeira é voltada à sua manutenção e execução de atualizações, análises e elaboração de novos dados e informações, operações geralmente realizadas por técnicos especializados; e a outra é voltada à visualização e consulta dos dados pela maioria de usuários, que não são especialistas e precisam de ferramentas apropriadas.
  76. 76. ATIVIDADE - FLUXOGRAMA PARA APLICAÇÃO DE UMA ADAPTAÇÃO DO MÉTODO DE BATELLE À BACIA CÓRREGO RIBEIRÃO ANHUMAS Definição do conjunto de itens (i) a serem avaliados ( > 20 ) Levantamento das informações locais referentes a cada um dos itens a serem utilizados na avaliação. Atribuição das respectivas notas de enquadramento da situação ambiental atual (IQA) encontrada na bacia para cada item. (IQA devem estar entre 0,0 e 1,0 ) Atribuição de pesos aos itens equipe pela Acordos finais do grupo sobre os pesos P(i) dos itens a serem utilizados na avaliação de modo que soma seja 1000 pontos ∑ SR(i) = 1000 Situação de Referência (SR) é a base de comparação com a situação real que está sendo avaliada  Situação Ideal Modelagem da avaliação ambiental da bacia Situação Ambiental Atual = ∑ IQA(i) x P(i) •Análise dos resultados (Situação Ideal X Situação Atual) •Discussão e decisão de cenários futuros desejados para melhoria dos itens ambientais existentes •Proposta de ação envolvendo decisão de prioridades
  77. 77. Referências • Kling, Ana Silvia Mendes, Aplicação do Método Battelle na avaliação do impacto ambiental na bacia hidrográfica do rio Piabanha / Ana Silvia Mendes Kling, Rio de Janeiro, 2005 • Kaskantzis, Georges. Avaliação de Impactos na Perícia Ambiental – curso de capacitação profissional. Setembro, 2010 • Estrutura da metodologia de Batelle e Columbus www.sigrh.sp.gov.br/sigrh/ARQS/RELATORIO/CRH/.../c_cap2.pdf -
  78. 78. Referências • Kling, Ana Silvia Mendes, Aplicação do Método Battelle na avaliação do impacto ambiental na bacia hidrográfica do rio Piabanha / Ana Silvia Mendes Kling, Rio de Janeiro, 2005 • Análise Comparativa De Métodos De Avaliação Ambiental Aplicáveis Em Áreas De Fundos De Vales URBANOS– ESTUDO DE CASO DO AMORIM & CORDEIRO E PESMU - Universidade Federal De São Carlos (Ufscar) • Fidalgo, Elaine Cristina Cardoso Critérios para a análise de métodos e indicadores ambientais usados na etapa de diagnóstico de planejamentos ambientais / Elaine Cristina Cardoso Fidalgo. --Campinas, SP: [s.n.], 2003.
  79. 79. Referências – Para escolha da metodologia ler os seguintes materiais • SÁNCHEZ, LUIS ENRIQUE Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos, São Paulo: Oficina de Textos, 2007. • SANTOS, R. F. Planejamento Ambiental: Teoria e Prática . São Paulo: Oficina de Textos, 2004.
  80. 80. Agenda • 1º ETAPA – 29/04 – Manhã - Diagnóstico Ambiental • 1º ETAPA – 30/04 – Noite - Diagnóstico Ambiental • 2º ETAPA – 06/05 – Manhã - Avaliação Ambiental • 2º ETAPA – 07/05 – Noite - Avaliação Ambiental • 3º ETAPA – 13/05 – Manhã - Propostas • 3º ETAPA – 14/05 – Noite - Propostas • Apresentação • 20 e 21 de maio • 23 e 24 de maio • 27 e 28 de maio
  81. 81. Agenda • PROVA – 06 JUNHO - NOITE • PROVA – 07 JUNHO – MANHÃ • RECUPERAÇÃO - 13 JUNHO – NOITE • RECUPERAÇÃO – 14 JUNHO - MANHÃ
  82. 82. MONITORIA • Quartas-feiras e Sextas feiras das 16:00 às 18:30 – sala A102 - Natália de Q. Martins nataliameioambiente@gmail.com

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