Tratamento de efluentes industriais

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Tratamento de efluentes industriais

  1. 1. Tratamento de Efluentes Industriais Prof. LuizProf. Luiz AlbertoAlberto Cesar TeixeiraCesar Teixeira Departamento de Ciência do Materiais e MetalurgiaDepartamento de Ciência do Materiais e Metalurgia Progr. Interdep. de Engenharia AmbientalProgr. Interdep. de Engenharia Ambiental Revisão 01/03/2006Revisão 01/03/2006
  2. 2. Indústria Matéria PrimaMatéria Prima insumosinsumos ProdutosProdutos Emissões GasosasEmissões Gasosas Resíduos SólidosResíduos Sólidos Efluentes LíquidosEfluentes Líquidos EnergiaEnergia ÁguaÁgua Produtos QuímicosProdutos Químicos MateriaisMateriais DiversosDiversos ETAETA ETEETE TRTR Uso de Água e Geração de Efluentes na Indústria Rio
  3. 3. Usos de Água na Indústria: Incorporação em Produtos (Águas de Produto) Bebidas, Alimentos Tintas Produtos Químicos em solução aquosa Medicamentos Cosméticos Processos Fis-Qui de Produção (Águas de Processo) Tratamento de Minérios Extração e Refino de Petróleo Hidrometalurgia Eletrometalurgia Produção e Alvejamento de Celulose Alvejamento e Tingimento Têxtil Produção de Resinas Lavagem de Produtos Tratamento de Superfícies Tratamento de Gases
  4. 4. Usos de Água na Indústria: Veículo de Lubrificação de Equipamentos Aquecimento (Águas de Caldeira) Resfriamento (Águas de Refrigeração) Lavagem de pátios e Abatimento de poeira Lavagem de frutas / hortaliças Irrigação de culturas Água Potável
  5. 5. Por quê tratar efluentes antes do seu descarte em corpos receptores Objetivo: Conservação dos ecossistemas. Obrigação legal em todo o mundo – a eventual atitude voluntária de empresas nunca seria suficiente para assegurar o objetivo. No Brasil e em vários países, a legislação ambiental regula o descarte de efluentes sobre corpos d’água limitando a carga poluidora lançada de acordo com o tipo de uso estabelecido para a água do corpo receptor (classe da água). Além disso, órgãos internacionais de financiamento de empreendimentos como o Banco Mundial, adotam normas próprias de limitação de poluição causada por indústrias que tenham sua construção financiada.
  6. 6. Antes de iniciar qualquer projeto de tratamento de efluentes Tomar conhecimento da legislação aplicável Federal Estadual Municipal - Além de eventuais condicionantes adicionais. Avaliar possibilidade de minimização da geração da carga poluidora - (P + L) Avaliar possibilidade do reuso da água do efluente.
  7. 7. Em busca da Legislação Aplicável: • MMA • CONAMA • ANA • FEEMA (no RJ) • SMMA (PRJ)
  8. 8. Resolução CONAMA 357 / 2005 - Classes de Águas e Descarte de Efluentes Adobe Acrobat 7.0 Document
  9. 9. Cálculos básicos para projetos de ETEs Exemplo 1: Calcular a Carga poluidora máxima de cromo suportável por um rio de Classe 2 e vazão de referência: QM = 10’000 m3/h. Exemplo 2: Um rio de vazão de referência QM = 50 L/s, que é classificado para uso de Classe 2 em um determinado trecho de 100 km, já apresenta contaminação por CN igual a [CN] = 0.0009 mg/L. Uma fábrica que está solicitando licença prévia para futura operação na região com descarte de efluente contendo CN neste mesmo rio, prevê em projeto, o descarte de Qe = 500 m3/h de efluente contendo CN com concentração dentro do padrão de lançamento de efluentes, ou seja menor ou igual a 0.2 mg/L. Calcular se (e em que condições) essa operação poderá vir a ser licenciada de acordo com a Resolução CONAMA 357/05.
  10. 10. Cálculos básicos para projetos de ETEs Exemplo 3: Uma indústria gera um efluente líquido decorrente de um banho esgotado de decapagem de latões, de volume = 10 m3, uma vez ao dia. Esse efluente será tratado e desaguado em um córrego de Classe 2 que tem vazão de referência Q = 5 m3/h e apresenta uma concentração natural média de [Cu]=0.001 mg/L e [Zn]=0.001 mg/L. Pede-se esquematizar as características necessárias para o efluente tratado (concentrações máximas dos metais) e regime de lançamento necessário, para atender às disposições da legislação. Os padrões a serem considerados para o corpo receptor são: [Cu]=0.009 mg/L e [Zn]=0.18 mg/L.
  11. 11. Conceitos de OD, DQO e DBO • Necessidade de proteção da vida aquática / assegurar padrões mínimos de OD de modo a não se ter mortandade de peixes e outros organismos Adoção dos conceitos, mensuração e controle de DQO e DBO. • DQO = demanda total de O2 devido a substâncias recalcitrantes (não-bio- degradáveis) + demanda de O2 devido a substâncias bio-oxidáveis (DBO)
  12. 12. Cálculos básicos para projetos de ETEs Exemplo 4: Calcular o valor máximo da DBO de um efluente industrial – gerado em vazão contínua de 100 m3/h (24 h/d), para que o mesmo possa ser lançado em um rio de classe 2, com vazão de referência igual a 100 L/s. Resposta = 20.4 mg/L Exemplo 5: • Uma indústria galvânica fabrica peças de aço cromado de acordo com a seguinte seqüencia de operações: [1] desengraxe com solução de NaOH; [2] lavagem com água das peças desengraxadas; [3] decapagem ácida (H2SO4) para remoção de ferrugem superficial; [4] lavagem com água das peças decapadas; [5] cobreamento eletrolítico das peças com eletrólito alcalino de Cu(CN)2; [6] lavagem com água das peças cobreadas; [7] cromagem eletrolítica das peças com eletrólito ácido de CrO3; [8] lavagem final com água e [9] secagem. • As águas de lavagem são geradas continuamente, cada uma com vazão de 10 m3/h. Uma vez a cada 60 dias, os banhos de desengraxe, decapagem, cobreamento e cromagem (cada banho tem 10 m3), tem que ser descartados para que banhos novos sejam preparados. Sabe-se que os efluentes gerados nessa indústria serão tratados e lançados em um rio de classe 2 com vazão de referência QM = 100 m3/h. Pede-se: (1) identificar os contaminantes que precisarão ser controlados na ETE; (2) Estabelecer o regime de lançamento dos efluentes (Qe); (3) Calcular as concentrações máximas dos elementos controlados no efluente final para que o mesmo possa ser lançado em conformidade legal. Supor que a montante do lançamento o rio não apresenta contaminação com os elementos contidos no efluente.
  13. 13. Descartar ou Reutilizar água industrial ? io TA 1 (trat. Água bruta) TA 2 (cond. p/ água refri) TA 3 (cond. p/ água cald) efrigeração do processo orre de Resfriamento aldeira
  14. 14. Gerenciamento de Efluentes / Princípios de Projeto de ETEs Caso genérico: Indústria gerando diversos tipos de efluentes líquidos de características físico-químicas diversas e vazões variáveis . Caracterizar os efluentes quanto a aspectos físico-químicos (pH, [substâncias controladas], DBO, DQO, SS, temperatura, vazão, ….(valores médios e distribuição) Verificar limites legais para descarte e demais dispositivos legais aplicáveis (níveis federal / estadual / municipal). Verificar junto ao Orgão de Controle Ambiental: classe do corpo receptor, vazão de referência.
  15. 15. Verificar necessidade de tanque(s) de equalização Verificar possibilidade de inter diluição / neutralização de efluentes Calcular limites operacionais para descarte Fazer levantamento de métodos analíticos aplicáveis (operacionais e legais) Selecionar tecnologias de tratamento / avaliar eficiência, simplicidade operacional, custos, disponibilidade de reagentes, assistência técnica, manutenção, Atenção aos tratamentos extremos: osmose reversa + secagem / incineração / disposição final de resíduos Executar ensaios de tratabilidade em laboratório
  16. 16. Executar testes planta-piloto >> parâmetros para projeto da ETE Rever custos / eficiência Montar projeto executivo Executar construção / montagem Partida da ETE Operação regular
  17. 17. Físico-Química de Soluções Aquosas Revisão dos Conceitos: Físico-Química da Água / Estrutura molecular / Formação de íons (Arrhenius) / solvatação / Auto-Protonação da Água / Produto Iônico / Efeito da T em Kw / Acidez e Alcalinidade (Arrhenius, Bronsted + Lowrie, Lewis) / Escalas de Acidez / pH / Eletrólitos / Diagramas de Distribuição (α x pH) / Equilíbrio Iônico em Soluções / Íons Complexos / Diagramas α x log [L] / Solubilidade (sais, hidróxidos, sulfetos) / Efeitos de Íon Comum e Complexantes / Diagramas Log [M] x pH / Oxi-Redução / Equação de Nernst / Diagramas de Pourbaix (eH x pH) / medição de pH e eH
  18. 18. Fundamentos de Química Aquosa • Solução, Soluto e Solvente Solução é uma mistura homogênea (sistema monofásico) constituída de duas ou mais substâncias químicas. Em uma solução, o dispergente é chamado de solvente e o disperso, de soluto. • Suspensão Suspensão é um sistema constituído por uma fase líquida ou gasosa na qual está dispersa uma fase sólida com partículas de dimensões superiores às de um colóide, e que sedimentam, com maior ou menos rapidez, sob a ação da gravidade. - Dispersões: partículas suspensas ou suspensões As dispersões apresentam partículas dispersas com diâmetro médio superior a 1 µm, o que permite a visualização das mesmas a olho nu ou utilizando microscópio comum. • Dispersóides: colóides ou soluções coloidais Os colóides apresentam partículas bem definidas quimicamente, com diâmetro médio compreendido entre 10-³ µm e 1 µm, visíveis somente com microscópio eletrônico.
  19. 19. Concentração das Soluções • Concentração Comum (C) C = massa de soluto (g) (g/L) volume da solução (L) • Molaridade (M) M = número de moles de soluto (Mol/L) ou molar volume da solução (L) • Normalidade (N) N = número de equivalente – grama (eq-g/L) ou normal volume da solução (L) n e = massa em gramas equivalente gramas Eg = Átomo – grama Valência
  20. 20. Equilíbrios Ácido - Base • Dissociação de Ácidos Fracos Arrhenius HA (aq)= H+ (aq) + A– (aq) Brönsted – Lowry HA(aq) + H2O( l )= H3O+(aq) + A– (aq) Ka = [H+] x [A-] [HA] A força de um ácido, isto é, seu grau de ionização em solução, é indicada pela magnitude de Ka. Quanto mais fraco for o ácido, menor será o valor de Ka. No caso de polipróticos, haverá mais de uma constante de dissociação. Isto porque a ionização de um ácido poliprótico ocorre em etapas, e cada etapa tem um valor para Ka. Por exemplo, para o ácido sulfuroso, tem-se: H2SO3 (aq) + H2O ( l ) = H3O+ (aq) + HSO3 -(aq) (Ka1 = 1,3 x 10 -²) HSO3- (aq) + H2O ( l ) = H3O+ (aq) + SO² - (aq) (Ka2 = 6,3 x 10-8)
  21. 21. Dissociação de Bases Fracas • Arrhenius BOH(aq) = B+ (aq) + OH- (aq) • Brönsted – Lowry enfatiza o fato de a base agir como receptora de um próton da água: BOH(aq) + H2O (l) = BH+ (aq) + OH- (aq) Kb = [BH+] x [OH-] [BOH] Sabe-se que moléculas NH4OH não existem, pois elas não só não podem ser isoladas como substância pura, como também pode ser demonstrado que essas moléculas tampouco existem em solução. Por isso, a amônia é tratada como uma base de Brönsted - Lowry: NH3(aq) + H2O(l) = NH+ 4(aq) + OH- (aq) Para essa reação a condição do equilíbrio (Kb) é: [NH+ 4][OH-]/[NH3]
  22. 22. Produto Iônico da Água (Kw) – pH e pOH H2O(l) + H2O(l) = H3O+ (aq) + OH- (aq) Kw = [H+] x [OH-] = 10-14 Para medir a força ácido-básica de uma solução, utiliza-se uma escala de pH, que varia de 0 a 14. O pH é definido como o logaritmo negativo da concentração hidrogeniônica [H+]. Com o conceito de pH pode-se introduzir outro, o pOH, que, por analogia, é definido como o logaritmo negativo da concentração hidroxiliônica [OH-]. A soma de pH + pOH resulta igual a 14. • Soluções ácidas: a concentração de íons H3O+ é superior à de íons OH- (pH < 7). • Soluções básicas: a concentração de íons H3O+ é inferior à de íons OH- (pH > 7). • Soluções neutras: a concentração de íons H3O+ é igual à de íons OH- (pH = 7).
  23. 23. Hidrólise de Íons A hidrólise é uma reação entre um ânion ou um cátion e a água, com fornecimento de íons OH- ou H+ para a solução. • Hidrólise de Ânions A- (aq) + H2O = HA(aq) + OH- (aq) • Hidrólise de Cátions M+ (aq) + H2O(l) = MOH(aq) + H+ (aq)
  24. 24. pH de Soluções de Sais Quando um sal se dissolve na água, o pH resultante pode ser básico, ácido ou neutro, dependendo da natureza do sal: Se for um sal de ácido forte e base forte, o pH é próximo de 7 (neutro), e nenhum dos íons hidrolisa. Exemplo: NaCl, K2SO4 Se for um sal de ácido fraco e base forte, a solução é básica (pH > 7), pois somente o ânion hidrolisa, aumentando a concentração de íons OH-. Exemplo: NaF, K(CH3COO). Se for um sal de ácido forte e base fraca, a solução é ácida (pH < 7), pois somente o cátion hidrolisa, aumentando a concentração de íons H3O+. Exemplo: NH4Cl, Al2(SO4)3. No caso de um sal de ácido e base fracos, ambos os íons sofrerão hidrólise; para determinar o pH da solução, é necessário conhecer os valores de Kh para o ânion e para o cátion.
  25. 25. Modelagem de Especiação em Efluentes Líquidos Aquosos • Procedimento: – Listar as espécies presentes no sistema. – Equacionar as constantes dos equilíbrios presentes. – Equacionar os balanços de massas das espécies conjugadas e complexadas. – Equacionar o balanço de cargas.
  26. 26. Efeito Tampão – Uma solução tampão é uma solução que sofre pequena variação de pH quando a ela são adicionados íons H+ ou OH-. É uma solução que contém um ácido e sua base conjugada em concentrações aproximadamente iguais.
  27. 27. Produto de Solubilidade • Definição A solubilidade é a capacidade de uma substância se dissolver em outra. Essa capacidade é limitada no que diz respeito à dissolução de sólido em líquido. A solubilidade de uma substância depende de vários fatores, como temperatura, pressão, concentração de outros materiais na solução e composição de solvente. MA(s) = M+ + A-(aq) [M+][A-]/[MA] = Kps [M+][A-]: produto iônico Kps(ou Ks): constante do equilíbrio, chamada de produto de solubilidade. Kps = [M+][A-]
  28. 28. • Diagramas de Equilíbrio Os coagulantes usados nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) são, na maioria das vezes, sais de alumínio e de ferro, é importante estudar as espécies hidrolisadas que poderão estar presentes em um determinado valor de pH, pois os mecanismos da coagulação dependem delas. Me(H2O)3+ 6 = Me(H2O)5OH2+(aq) + H+ Me3+(aq) = Me(OH)2+(aq) + H+(aq) Me3+(aq) = Me(OH)+ 2 + 2H+(aq) Me3+(aq) = Me(OH)0 3 + 3H+(aq) Me3+(aq) = Me(OH)- 4 + 4H+(aq)
  29. 29. Diagramas de Pourbaix • Para uma reação eletroquímica qualquer: ∆G = - neF • como: ∆G = ∆Go + RT ln Q então: e = eo – (RT/nF) ln Q
  30. 30. • Para uma reação qualquer de meia-célula do tipo: a Ox + m H+(aq) + n e- = b Red + c H2O teremos (equação de Nernst): e = eo – (RT/nF) ln ({Red}b / ({Ox}a [H+]m))
  31. 31. Particularizando essa equação para T = 298 K, constantes R e F em unidades SI, transformando ln em log, e considerando que pH = - log [H+], temos: e = eo – 0.059 (m/n) log ({Red}b/{Ox}a) – 0.059(m/n) pH onde: a Ox + m H+(aq) + n e- = b Red + c H2O
  32. 32. Valores de atividades: {Red} e {Ox}: – Sólidos puros: a = 1 – Gases: a = Pi (atm) – Espécies aquosas: a = [espécie] (molar) Arbitrando-se as atividades das espécies em valores constantes, tem-se: e = eo – 0.059 (m/n) log ({Red}b/{Ox}a) – 0.059(m/n) pH e = a – b pH - equação de reta em diagrama e x pH
  33. 33. Exemplo: Diagrama do equilíbrio entre Fe2+ e Fe(OH)3 (s) No formato: a Ox + ma Ox + m HH++(aq(aq) + n e) + n e-- = b Red + c H= b Red + c H22OO AA equaçãoequação assume aassume a seguinteseguinte forma:forma: Fe(OH)Fe(OH)33 (s) + 3 H(s) + 3 H++ (aq) + e(aq) + e-- = Fe= Fe2+2+ (aq) + 3 H(aq) + 3 H22OO Com:Com: e =e = eeoo –– 0.059(3/1) log [Fe0.059(3/1) log [Fe2+2+]] –– 0.059(3/1) pH0.059(3/1) pH Para [Fe2+] arbitrado como 1 molar tem-se:
  34. 34. Construção dos Diagramas: Fe(OH)Fe(OH)33 (s) + 3 H(s) + 3 H++ (aq) + e(aq) + e-- = Fe= Fe2+2+ (aq) + 3 H(aq) + 3 H22OO e =e = eeoo –– 0.059(3/1) log [Fe0.059(3/1) log [Fe2+2+]] –– 0.059(3/1) pH0.059(3/1) pH
  35. 35. • Construção dos Diagramas: – Listar as espécies participantes em pares de equilíbrio – Calcular eo para cada par e a respectiva equação de Nernst – Arbitrar se necessário valores para as atividades das espécies dissolvidas – Plotar as equações de Nernst
  36. 36. Diagrama Simples
  37. 37. Formação de Hidroxocomplexos
  38. 38. Efeito da Concentração de Espécies Dissolvidas
  39. 39. Medição de eH e pH • pH eletrodo de vidro combinado com eletrodo de ref Ag/AgCL • Calibração com soluções tampão pH conhecidos • Problemas típicos de instabilidade de medidas: • Entupimento ponte salina • Contaminação do eletrólito de KCL • Depósitos de precipitados sobre membrana de vidro • eH eletrodo de Pt combinado com eletrodo de ref • Calibração com solução Fe2+/Fe3+ de eH conhecido • Problemas de medidas semelhantes ao do pH + reação com eletrodo Pt • eH = e medido + 200 mV (eletrodo ref Ag/AgCL) ou • eH = e medido + 240 mV (eletrodo ref Calomelano sat)
  40. 40. Estudo de Caso: Remoção de Fe
  41. 41. Estudo de Caso: Remoção de Mn
  42. 42. Estudo de Caso: Remoção de Zn
  43. 43. Estudo de Caso: Remoção de Pb
  44. 44. Estudo de Caso: Remoção de Pb
  45. 45. Estudo de Caso: Oxidação de H2S
  46. 46. Estudo de Caso: Remoção de Mo
  47. 47. Estudo de Caso: Remoção de Mo
  48. 48. Tratamento de Efluentes Líquidos: Remoção de Sólidos em Suspensão Filtração Remoção de Contaminantes Orgânicos Oxidação Biológica Oxidação Química Matéria Orgânica + Oxidante = CO2
  49. 49. Remoção de Contaminantes Inorgânicos Neutralização Ácido / Base H+ (efluente) + OH- (base adicionada) = H2O até pH = 5-9 Precipitação de Metais / Hidróxidos / Sulfetos M2+ (efluente ácido) + OH- (base adicionada) = M(OH)2 M2+ (efluente) + S2- (Na2S) = MS Pb2+ (efluente) + CO3 2- = PbCO3 após precipitação de metais >> filtração
  50. 50. Oxidação de Cianetos CN- (efluente) + H2O2 = CNO- + H2O CNO- + 2H2O = NH4 + + CO3 2- Oxidação de Nitritos, Sulfitos, Sulfetos NO2 - (efluente) + H2O2 = NO3 - + H2O SO3 2- (efluente) + H2O2 = SO4 2- + H2O Remoção de Fosfatos 2 PO43- (efluente) + 3 Ca2+ (CaCl2) = Ca3(PO4)2
  51. 51. Equipamentos / Reatores / Estações de Tratamento Exemplo: Um efluente metalúrgico tem a seguinte composição: [Ni] = 5 molar ; [Co] = 0.1 molar ; [Mn] = 1 molar ; pH = 3 Estabeleça a sequência de valores de pH que permita a precipitação dos hidróxidos desses metais em quantidades máximas e mais puras possíveis, pela adição controlada de solução concentrada de NaOH (base forte). Pede-se ainda prever qualitativamente a composição de cada batelada de hidróxido produzida nesse processo sequencial composto de 3 precipitações e 3 filtrações. Dados - produtos de solubilidades dos hidróxidos: Ni(OH)2 --- 6.3x10-18 Co(OH)2 --- 2.5x10-16 Mn(OH)2 --- 1.6x10-13
  52. 52. Reutilização de Água na Indústria Objetivo: Redução de Custos Estratégia de Projeto: Inventário dos consumos e características para cada aplicação Água Potável Água para lavagem de pátios Água para utilização industrial Preparação de Soluções de Processos Refrigeração / Aquecimento Lubrificação / Resfriamento Lavagem de Peças
  53. 53. Inventário das Águas Servidas / Residuárias Esgoto Sanitário Efluentes da Produção Avaliação da Água Resultante da Estação de Tratamento de Efluentes Avaliação do Re-uso da Água Tratada Balanço: [Pot.] + [Lav.] + [Ind] + [Efl. Descartado] = [Nova] + [Reciclada]
  54. 54. Reuso de Águas e Efluentes na IndústriaReuso de Águas e Efluentes na Indústria MatériaMatéria PrimaPrima Indústria insumosinsumos ProdutosProdutos EmissõesEmissões GasosasGasosas ResíduosResíduos SólidosSólidos EfluentesEfluentes LíquidosLíquidos EnergiaEnergia ÁguaÁgua ProdutosProdutos QuímicosQuímicos MateriaisMateriais DiversosDiversos ETAETA ETEETE TRTR
  55. 55. Objetivos do Reuso:Objetivos do Reuso: Condição para Licenciamento Minimização do Custo de Água (CA) Redução de Custos de Trat. de Efluentes (TE) Conservação de Recursos Naturais Custo da Água na Indústria sem ReusoCusto da Água na Indústria sem Reuso CA = Água Nova + TA + TE + Descarte AN+TA+DE = 7 a 10 R$/m3 (SABESP acima de 50 m3/mês) AN+DE = 0.008 a 0.28 R$/m3 (ANA Paraíba do Sul)
  56. 56. Custo da Água na Indústria com Reuso:Custo da Água na Indústria com Reuso: CA = Água Nova + TA + TR + TE + Descarte Condicionantes Econômicos:Condicionantes Econômicos: TR (custo do trat. reuso) tem que estar associado à redução de AN+TA+TE+Descarte de modo que CA com reuso seja menor do que CA sem reuso. Custos de Resíduos de TA, TE e TR também tem que ser considerados. Mas TR pode ser maior em casos de condição para licenciamento.
  57. 57. Custo de ÁguaCusto de Água sem Reusosem Reuso vsvs com Reusocom Reuso ANAN TATA TETE DEDE ObrigaçãoObrigação LegalLegal ANAN TATA TRTR TETE DEDE CACA ($)($)NecessidadeNecessidade dodo processoprocesso NecessidadeNecessidade dodo processoprocesso
  58. 58. AspectosAspectos aa considerarconsiderar emem PlanosPlanos dede UsoUso ee ReusoReuso dede ÁguasÁguas •• ReduçãoRedução // RacionalizaçãoRacionalização dodo usouso dede águaágua nana produçãoprodução •• ProduçãoProdução ++ LimpaLimpa ReduçãoRedução dada contaminaçãocontaminação dada águaágua nana produçãoprodução UtilizaçãoUtilização dede TecnologiasTecnologias LimpasLimpas UtilizaçãoUtilização dede ReagentesReagentes QuímicosQuímicos ““LimposLimpos”” ReduçãoRedução dede ResíduosResíduos InaproveitáveisInaproveitáveis TodosTodos essesesses fatoresfatores objetivamobjetivam aa ReduçãoRedução dede CustosCustos ee ConservaçãoConservação dede RecursosRecursos NaturaisNaturais
  59. 59. ProcessosProcessos dede TratamentoTratamento dede ÁguasÁguas ee EfluentesEfluentes RemoçãoRemoção dede SólidosSólidos ee ColóidesColóides TratamentosTratamentos BiocidasBiocidas RemoçãoRemoção dede ContaminantesContaminantes DissolvidosDissolvidos TratamentosTratamentos BiológicosBiológicos MembranasMembranas (OR / ultra e(OR / ultra e nanonano--filtraçãofiltração)) FlotaçãoFlotação porpor ArAr DissolvidoDissolvido ResinasResinas PrecipitaçãoPrecipitação // CoagulaçãoCoagulação // FloculaçãoFloculação TratamentosTratamentos EletroquímicosEletroquímicos OxidaçãoOxidação QuímicaQuímica
  60. 60. .........
  61. 61. Osmose Reversa Nano e Ultrafiltração Pedro Henrique de Sousa FCPI 2004
  62. 62. 1.1. Considerações GeraisConsiderações Gerais • São processos utilizados para a remoção de partículas de um solvente (filtram). • Utilizam-se da tecnologia de membranas semi-permeáveis, que funcionam como um filtro, deixando a água passar por seus poros, impedindo a passagem de sólidos dissolvidos. • Quanto menor o poro, maior terá que ser a pressão exercida, logo maior o custo.
  63. 63. • Cada processo estará associado a um tamanho de poro, que, por sua vez, filtrará partículas de um determinado tamanho (espectro de filtração).
  64. 64. 4.4. Osmose ReversaOsmose Reversa • Utiliza uma membrana para separar preferencialmente fluidos ou íons diferentes. • Inversão do fluxo osmótico natural mediante a aplicação de uma pressão da grandeza de 200-800psi. • Necessita de considerável quantidade de energia. • Também chamada de hiperfiltração, é o processo mais eficiente de filtração conhecido. • Separa toda partícula de peso molecular maior que 150 daltons (bactérias, sais, açucares, vírus, proteínas... ). • Pode ser usada para purificar fluidos como etanol e glicol (46 daltons).
  65. 65. • Produz água potável com as mais rígidas especificações. • Dessalinização da água do mar ou salobras de alta salinidade. • É usada na purificação de água para diálise. • Fabricação de medicamentos.
  66. 66. Como funciona?Como funciona? • Duas soluções, de concentrações diferentes, separadas por uma membrana semi-permeável: I. Ocorre a Osmose. II. Atinge-se o equilíbrio osmótico. III. Aplica-se uma pressão afim de vencer a pressão osmótica.
  67. 67. 3.3. NanofiltraçãoNanofiltração • Utiliza uma membrana para separar preferencialmente fluidos ou íons diferentes. • É capaz de concentrar constituintes que tenham um peso molecular maior do que 1,000 daltons (açucares, virus, sais bivalentes, bacteria, proteinas, corantes...). • Necessita de uma pressão em torno de 50-225 psi, requerendo menos energia do que a osmose reversa para realizar a separação. • Comumente usada quando a alta rejeição para sais da osmose reversa não é necessária.
  68. 68. • É permeável entre 15-90% para sais e efluentes orgânicos de peso molecular entre 300-1000daltons. • Mais econômica para a remoção de ácidos pertencentes à família de ácidos húmicos e fúlvicos da água potável. (responsaveis pela cor). • Abrandamento da dureza total da água (remoção de CaCO3). • Recuperação de açúcares de efluentes.
  69. 69. 4.4. UltrafiltraçãoUltrafiltração • Utiliza uma membrana para separação sólido/líquido e eliminação de partículas • Filtra constituintes que tenham um peso molecular maior do que 10,000 daltons (bactéria, algumas proteínas, alguns corantes...). • Necessita de uma pressão em torno de 10-100 psi, requerendo menos energia do que a nanofiltração para realizar a separação. • Comumente usada para separar uma solução que se queira reaproveitar um dos componentes da mistura. • É muito usado como pré-tratamento para a osmose reversa.
  70. 70. • Não é muito eficiente para separar efluentes orgânicos. • Recuperação de óleos. • Recuperação de proteínas em derivados lácteos. • Recuperação de tintas de pintura por eletroforese.
  71. 71. 5.5. Considerações FinaisConsiderações Finais • A filtração utilizada nas membranas é tangencial. Existe uma velocidade que empurra a solução contra a membrana e outra de circulação que tenta evitar depósitos que podem entupir a membrana. • Para limpar a membrana é utilizado um fluxo contrario do permeado.
  72. 72. • A separação por membrana é uma tecnologia que tem aplicações industriais infindáveis possibilitando a remoção total de contaminantes das águas servidas, permitindo sua reciclagem, reduzindo o consumo e evitando portanto a poluição ao meio ambiente. •• AplicaAplicaçção em alguns segmentos industriais:ão em alguns segmentos industriais: MetalúrgicaMetalúrgica Pintura de eletrodeposição. Recuperação de sais metálicos de enxaguadura de peças. Tratamento de efluentes com óleos de corte. Concentração de sais para reuso ou descarte reuso de água purificada. LaticíniosLaticínios Ultrafiltração de leite integral e desnatado para aumentar rendimento na produção de queijo. Concentração, recuperação e dessalinização da lactose. Fracionamento de soro para concentrado protéicos. Água purificada para higienização.
  73. 73. QuímicaQuímica Água para caldeiras. Pré-tratamento para troca iônica. Fracionamento de produtos. Dessanilização de corantes, tintas e produtos de química fina. Retirada de água de soluções a temperatura ambiente e baixo consumo energético. Alimentícia e de bebidaAlimentícia e de bebida Água de baixo teor de sódio para produção de refrigerantes. Água para produção de cerveja. Recuperação de açucares e outros produtos e fluentes. Concentração de sucos: laranja, tomate, maça, abacaxi, etc. Purificação e concentração de gelatina. Fracionamento e concentração de albumina de ovos, proteínas animais, peixes e vegetais. Remoção de voláteis para aprimorar o gosto do café. Concentração de agentes espessantes (Agar, pectina, etc). Farmacêutica e CosméticosFarmacêutica e Cosméticos Fracionamento e concentração de sangue, plasma, albumina e globulina. Água ultrapura para injetáveis, dialise e de uso farmacêutico geral. Separação e concentração de microsolutos tais como: antibióticos, vacinas, vitaminas e ácidos orgânicos.
  74. 74. Papel e CelulosePapel e Celulose Purificação de água de alimentação. Recuperação do óxido de titânio. Fracionamento, concentração e recuperação de lignosulfonatos do liquor usado. TêxtilTêxtil Água para processo. Recuperação de álcali. Água para banhos de corantes. • Combinando Micro, Ultra, Nanofiltração praticamente qualquer água pode ser no meio ambiente e Osmose tratada para um descarte seguro Reversa,Combinação de Ultrafiltragem e Osmose Reversa para o aproveitamento total do efluente. Amostra da água de alimentação do UF, o Concentrado do UF e o permeado do RO.
  75. 75. Tratamento de Efluentes Líquidos: Remoção de Sólidos em Suspensão Coagulação / Floculação / Decantação Filtração Remoção de Contaminantes Orgânicos Oxidação Biológica (*) Oxidação Química (*) Adsorção em Carvão Ativado (*) Matéria Orgânica + Oxidante = CO2
  76. 76. TE: Tratamento Biológico
  77. 77. ETEs: Tratamento Biológico
  78. 78. ETEs: Tratamento Biológico
  79. 79. iltro Biológico Rotor
  80. 80. Remoção de Sólidos em Suspensão - Espessadores
  81. 81. Remoção de Sólidos em Suspensão - Espessadores
  82. 82. Remoção de Sólidos em Suspensão – Filtro Prensa
  83. 83. Remoção de Sólidos em Suspensão – Filtro Prensa
  84. 84. emoemoççãoão dede SSóólidoslidos emem SuspensãoSuspensão FiltroFiltro RotativoRotativo aa VVáácuocuo
  85. 85. emoemoççãoão dede SSóólidoslidos emem SuspensãoSuspensão FiltroFiltro dede AreiaAreia ouou CarvãoCarvão
  86. 86. Remoção de Contaminantes Inorgânicos Neutralização Ácido / Base H+ (efluente) + OH- (base adicionada) = H2O até pH = 5-9
  87. 87. Precipitação de Metais / Hidróxidos / Sulfetos M2+ (efluente ácido) + 2 OH- (base adicionada) = M(OH)2 (s) M2+ (efluente) + S2- (Na2S) = MS (s) Pb2+ (efluente) + CO3 2- = PbCO3 (s) após precipitação de metais >> filtração
  88. 88. POAPOA FentonFenton FeFe 2+2+ + H+ H22OO22 FeFe 3+3+ + OH+ OH-- ++ HOHO .. FeFe 3+3+ + 3 OH+ 3 OH-- Fe(OH)Fe(OH)33 (s)(s) Alvos: FenAlvos: Fenóóis, Corantes, Derivados de Petris, Corantes, Derivados de Petróóleo, DQO, recalcitranleo, DQO, recalcitran
  89. 89. HH22OO22 + 2+ 2 OO33 3 O3 O22 + 2+ 2 HOHO .. POA Ozônio + PeróxidoPOA Ozônio + Peróxido Alvos: Amônia, Corantes, Recalcitrantes em geralAlvos: Amônia, Corantes, Recalcitrantes em geral
  90. 90. POA / HPOA / H22OO22 FotoFoto--Ativado com UVAtivado com UV HH22OO22 ++ υυ (UV(UV λ =λ = 254 nm254 nm)) 22 HOHO.. Alvos: FenAlvos: Fenóóis, Corantes, DQO, recalcitrantes em geralis, Corantes, DQO, recalcitrantes em geral
  91. 91. O poder da Oxidação Avançada -- Abatimento de DQO e Cor de Efluente de Trat. Biológico

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