Aula 12 introdução aos metodos tratamento - prof. nelson (area 1) - 13.10

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Aula 12 introdução aos metodos tratamento - prof. nelson (area 1) - 13.10

  1. 1. Tratamento deÁgua e Efluentes 2º. Sem./2010 Eng.Ambiental
  2. 2. 2
  3. 3. ProgramaII UNIDADE  Caracterização e tratamento dos efluentes industriais:  galvanoplastia, ind. papel e celulose, têxtil, laticínios, abatedouros e frigoríficos, curtumes, ind. química e petroquímica, farmacêutica, ind. alimentícia e bebidas.  Controle de Processo e Análise de CustoVisita Técnica: CETREL (Polo Camaçari) – Data a definir 3
  4. 4. UNIDADES QUE COMPÕEM O SISTEMA DE SANEAMENTO DISINFECÇÃO BARRAGEM CONSUMIDOR RIO ETADISTRIBUIÇÃO ETE
  5. 5. Tratamento de Efluente Efluente Industrial Fonte geradoras Tratamento visando Tratamentoatendimento aos padrões visando reuso Pré Tratamento Atendimento aostratamento completo padrões de reuso Rede Corpo Processo produtivo pública receptor ou utilidades ETE 5
  6. 6. Métodos deTratamentoIntrodução
  7. 7. Esquema Convencional Destino final do Remoção efluente tratado (lago, rio, corpo d´água) especialEntrada ETE Caixa de Decantador Decantador areia primário secundário grades Retorno sobrenadante ReatorLegenda: Bomba biológico• Fase liquida sendo clarificada de lodo• Sobrenadante retorno a ETE Recirculação de lodo• Lodo (sólido) remoção e tratamento Espessador Flotador Destino final do de lodo lodo desidratado (aterro sanitário) Condicionamento e Digestor de lodo secagem de lodos
  8. 8. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Pré • Processos FísicosTratamento Tratamento • Processos Físicos primário Tratamento • Processo Biológico secundário • Remoção de Tratamento nutrientes terciário • Desinfecção 8
  9. 9. Tratamento de Efluente efluente Fases do Tratamento Tratamento • Objetivo: remoção física de sólidos grosseiros e areia Preliminar • Unidades:caixas de areia, grades, peneiras,... • Objetivo: remoção física e bioquímica dos sólidos facilmente sedimentáveisTratamento primário • Unidades: fossas sépticas, reatores anaeróbios, decantadores primários,... • Objetivo: remoção bioquímica da matéria orgânica Tratamento dos esgotos secundário • Unidades: lodos ativados, biofiltros, reatores anaeróbios, lagoas de estabilização,.... • Objetivo: remoção de microrganismos patogênicos,Tratamento terciário remoção de nutrientes e processos específicos • Unidades: reatores com UV, ozônio, precipitação dos fosfatos, stripping de amônia, etc. afluente 9
  10. 10. Tratamento de Efluente Fases do TratamentoPré Tratamento (Tratamento Preliminar) 10
  11. 11. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Pré Tratamento o esgoto é sujeito aos processos de separação dos sólidos mais grosseiros através do gradeamento que pode ser composto por grades grosseiras, finas e/ou peneiras rotativas, em seguida a areia é removida através das caixas de areia e a remoção de óleos e graxas através das caixas de gordura ou em separadores água/óleo 11
  12. 12. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Pré Tratamento Nesta fase, o esgoto é, desta forma, preparado para as fases de tratamento subsequentes, podendo ser sujeito a uma pré- areação e a uma equalização tanto de vazão como de cargas poluentes. 12
  13. 13. Tratamento de Efluente Fases do TratamentoTratamento Primário 13
  14. 14. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Tratamento Primário A primeira fase de tratamento é designada por tratamento primário, onde a matéria poluente é separada da água por sedimentação nos sedimentadores primários. 14
  15. 15. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Tratamento Primário Este processo exclusivamente de ação física pode, em alguns casos, ser ajudado pela adição de agentes químicos que através de uma coagulação/ floculação possibilitam a obtenção de flocos de matéria poluente de maiores dimensões e assim mais facilmente decantáveis. 15
  16. 16. Tratamento de Efluente Fases do TratamentoTratamento Secundário 16
  17. 17. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Tratamento Secundário Objetivo: remoção de matéria orgânica dissolvida e da matéria orgânica em suspensão não removida no tratamento primário Consistindo num processo biológico, do tipo lodo ativado ou do tipo filtro biológico, onde a matéria orgânica (poluente) coloidal é consumida por microrganismos nos chamados reatores biológicos. 17
  18. 18. Tratamento de Efluente Fases do TratamentoTratamento Secundário (filtro biológico) 18
  19. 19. Tratamento de Efluente Tratamento SecundárioMatéria orgânica + bactérias + O2  CO2 + H2O + biomassa contato entre os Reator microrganismos e obiológico material orgânico contido no esgoto Participação de microrganismos 19
  20. 20. Tratamento de Efluente Fases do TratamentoTratamento Secundário (aeração) 20
  21. 21. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Tratamento Secundário O efluente saído do reator biológico contêm uma grande quantidade de microrganismos, sendo muito reduzida a matéria orgânica remanescente. Os microrganismos sofrem posteriormente um processo de sedimentação nos sedimentadores (decantadores) secundários. 21
  22. 22. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Tratamento Secundário – Sistemas Aeróbios Sistema são adequados a quase todos os tipos de efluentes, e dentre os tipos de sistemas aeróbios podemos citar: Lodos ativados Lagoas aeradas Vasos de oxidação 22
  23. 23. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Tratamento Secundário A eficiência de um tratamento secundário pode chegar a 95%. Findo o tratamento secundário, as águas residuais tratadas apresentam um reduzido nível de poluição por matéria orgânica, podendo na maioria dos casos, serem admitidas no meio ambiente receptor. 23
  24. 24. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Tratamento Terciário Normalmente, antes do lançamento final no corpo receptor, é necessário proceder à desinfecção das águas residuais tratadas para a remoção dos organismos patogénicos em casos especiais, à remoção de determinados nutrientes, como o nitrogênio e o fósforo, que podem potencializar, isoladamente ou em conjunto, a eutrofização das águas receptoras. 24
  25. 25. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Remoção de Nutrientes As águas residuais podem conter altos níveis de nutrientes como nitrogênio e fósforo. A emissão em excesso destes pode levar à acumulação de nutrientes, fenômeno chamado de eutrofização, que encoraja o crescimento excessivo de algas e cianobactérias. 25
  26. 26. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Remoção de Nutrientes A maior parte destas algas acaba morrendo, porém a decomposição das mesmas por bactérias remove oxigênio da água e a maioria dos peixes morrem. Além disso, algumas espécies de algas produzem toxinas que contaminam as fontes de água potável. 26
  27. 27. Tratamento de Efluente Fases do Tratamento Desinfecção A desinfecção das águas residuais tratadas tem como objetivo a remoção dos organismos patogénicos. 27
  28. 28. Tratamento de Efluente Métodos Como tratar um efluente industrial ? A remoção dos contaminantes presentes em efluentes industriais se dá através de métodos físicos, químicos e biológicos envolvendo processos e operações unitárias de natureza física, química e biológica utilizadas isoladamente ou em uma multiplicidade de combinações. (Cavalcanti, – Manual de Tratamento de Efluentes Industriais) 28
  29. 29. Tratamento de Efluente MétodosOperações Processos unitárias unitários Reação Forças química ou físicas biológicas 29
  30. 30. Tratamento de Efluente Métodos • gradeamento • Acerto de pH • Processo Tratamento biológicos Tratamento químicosTratamentos Físicos • Peneiramento • Preciptação química aeróbicos • Sedimentação • Oxi-redução • Lodos ativados • Separação • Troca-iônica • Lagoas aeradas gravidade • Lagoas de diferencial estabilização • Flotação • Filtros biológicos • Filtração • Contactores • Aeração biologicos rotativos • Stripping • Processos • Adsorção anaeróbicos • Reatores fluxo ascendente 30
  31. 31. Tratamento de Efluente Principais Processos Óleos e Graxas • Separador por gravidade diferencial • Flotação • Filtração por membrana Sólidos em suspensão • Peneiramento • Remoção de areia • Sedimentação • Filtração • Flotação • Coagulação / sedimentação 31
  32. 32. Tratamento de Efluente Principais Processos Orgânicos biodegradáveis • Lodos ativados e suas modalidades • Filtros biológicos • Reatores biológicos rotativos • Lagoas aeradas e de estabilização • Sistemas anaeróbicos Orgânicos voláteis • “Stripping a Ar dissolvido” (dessorção) • Adsorção em carvão ativado Orgânicos Refratários • Adsorção com carvão ativado • Precipitação Química • Tratamentos oxidativos avançados • Incineração 32
  33. 33. Tratamento de Efluente Principais Processos Nitrogênio • Tratamentos biológicos • “stripping” de amônia • Troca iônica • Cloração ao “break point” Fosforo • Coagulação • Tratamento biológico Sólidos dissolvidos • Troca iônica • Osmose reversa • Eletrodiálise reversa • Eletrodeionização 33
  34. 34. Tratamento de Efluente Principais Processos Metais Pesados • Troca iônica • Precipitação química Patógenos • Cloração • Permanganato potássio • Ozonização • UV • Dióxido de cloro • Peróxido de hidrogênio 34
  35. 35. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos No que consiste os tratamentos físicos? São operações unitárias em que atuam forças físicas promovendo a separação de fases de modo a que cada uma dessas fases segregadas sofra tratamentos específicos ou complementares. 35
  36. 36. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Composição simplificada Esgoto Sanitário x Tratamento 99,9% Água de abastecimento utilizada na remoção do esgoto dos comércios e residências água Sólidos grosseiros Grades 0,1% sólidos Areia Caixas de areia (*) Sólidos sedimentáveis Decantação Sólidos dissolvidos Processos biológicos e/ou especiais(*) Após o tratamento, o efluente final das ETEs ainda contém certa % de sólidos, e amaior ou menor quantidade de sólidos no efluente dependerá da eficiência da ETE. 36
  37. 37. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Os tratamentos físicos são caracterizados pelos seguintes processos:Separação de Transição de Transferência Separaçãofases fases de fases molecular• Sedimentação • Destilação • Adsorção • Microfiltração• Decantação • Evaporação • “stripping” • Ultrafiltração• Flotação • Cristalização • extração • Nanofiltração• centrifugação • Osmose reversa • eletrodiálise
  38. 38. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos O tratamento físico pode ser considerado propriamente uma depuração ? Não. Só uma transferência de fases, onde uma delas concentrada de poluentes ou contaminantes. Qual a importância dos tratamentos físicos ?  Viabilização para as fases subsequentes do tratamento, visto que permite a retirada de determinados poluentes refratários do fluxo principal de despejo. 38
  39. 39. Tratamento de Efluente Tratamentos FísicosPrincipais tratamentos físico de ETE Gradeamento / Peneiramento Sedimentação Separação por gravidade diferencial Flotação Filtração Aeração “Stripping” Adsorção Eletrodiálise 39
  40. 40. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Gradeamento / Peneiramento É utilizado na separação de sólidos grosseiros impedindo obstrução e danos às unidades e equipamentos de jusante. Diferentes tipos de grades e peneiras: Grades: grossas ou finas (limpeza manual ou mecanizada) Peneiras: tipo inclinada ou tambor rotativo 40
  41. 41. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Grades Normalmente instaladas na seção transversal de canais ou canaletas, em posição inclinada (30º a 60º) ou vertical Classificadas em grosseiras, médias e finas Tipos Grosseiras 4 a 10 cm espaçamento grades Médias 2 a 4 cm espaçamento Finas 1 a 2 cm espaçamento 41
  42. 42. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Gradeamento / Peneiramento Grade fina mecanizada Grade Grossaretém os sólidos grosseiros remove mecanicamente os(estopas, plásticos, papéis) sólidos de dimensões que são removidos menores que passaram pela manualmente grade grossa. 42
  43. 43. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Peneiras São também indicadas para remoção de sólidos Dada sua capacidade de remoção de sólidos finos e mesmo de sólidos suspensos residuais de tratamento biológico, têm sido utilizadas como tratamento primário, substituindo decantadores primários Tipos: hidrostática e de tambor rotativo 43
  44. 44. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Peneira Hidrostática São dispositivos dotados de telas em inox, dispostas inclinadas por onde passa a suspenção de sólidos grosseiros Os sólidos escorrem por gravidade ao longo da tela, enquanto o filtrado escorre por entre as ranhuras da tela 44
  45. 45. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Peneiras Tambor Rotativo remove mecanicamente o material sólido de diâmetro acima de “6 mm” evitando que os mesmos se dirijam para os reatores anaeróbios.Peneira Mecânica 45
  46. 46. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Peneiras – O que você precisa saber para dimensionar uma ! Identificação do material a ser filtrado (tipos de sólidos, peso, dimensões médias e máximas, Vazão mínima e máxima, Presença de óleo, gordura ou material aderente, Porcentagem de sólidos, Abertura da tela, Material da tela, Forma como o material adentra a peneira (bombeando ou por gravidade) Posição do tubo de saída. 46
  47. 47. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador água - óleo A exemplo dos sólidos grosseiros, constitui também uma das primeiras providências a serem encetadas na preparação dos despejos Vários dispositivos baseados na gravidade diferencial e no principio da coalescência com ou sem adição de produtos químicos., Separador API (American Petroleum Institute) Separador PPI (Parallel Plate Interceptor) Separador CPI (Corrugated Plate Interceptor) Separador CFI (Cross Flow Interceptor) 47
  48. 48. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador API (água – óleo) São constituídos por um tanque ou uma série de tanques, que tem uma performance variável, dependendo de diversos fatores, tais como: tempo de retenção, natureza das paredes internas, propriedades do óleo, condições físicas e características hidráulicas do fluxo de entrada Trata-se de um equipamento simples sem partes móveis e ajustáveis. Tem como desvantagem ser ineficiente para gotículas de óleo menores de 150 micras, apresenta turbulência, esta sujeito a curto-circuito, exala odores, o óleo separado contém água podendo exigir separação adicional 48
  49. 49. Tratamento de Efluente Tratamentos FísicosSeparador API (água – óleo) http://www.snatural.com.br/Separadores-Agua-oleo.html 49
  50. 50. Tratamento de Efluente Separador água/óleo
  51. 51. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador API – O que você precisa saber para dimensionar um ! Temperatura da água, Peso especifico da água residuárias, Peso especifico do óleo, Viscosidade da água residuárias, Presença ou ausência de emulsão, Concentração de sólidos em suspensão, 51
  52. 52. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador API – O que você precisa saber para dimensionar um !  A velocidade de ascensão é regulada pela lei de Stokes aplicada a glóbulos maiores que 0,015 cm, segundo um no. Reynolds menor que 0,5 𝑔 𝑃𝑤 − 𝑃𝑜 𝑑2 Onde, 𝑉𝑎 = Va = velocidade de ascensão (m/s) 18µ g – aceleração da gravidade (m/s2) Pw – peso específico da água (g/cm3) Po - peso específico do óleo (g/cm3) d – diâmetro dos glóbulos (cm) µ - viscosidade da água (g/cm.s) 52
  53. 53. Tratamento de Efluente Tratamentos FísicosSeparador API – O que você precisa saberpara dimensionar um ! Quando um corpo se move no seio de um fluído viscoso a resistência que apresenta o meio depende da velocidade relativa e da forma do corpo 53
  54. 54. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador API – O que você precisa saber para dimensionar um !  A velocidade horizontal máxima permitida é Vh = 15 Va, mas não pode ultrapassar a 0,914 m/min (3 ft/min). Sendo assim, a seção transversal mínima (A), é a seguinte: 𝑄 𝐴= 𝑉ℎ Onde,  De acordo com as recomendações A – seção transversal (m2) da API as dimensões limites são:  H – profundidade (m): 0,91 a 2,44 Q – vazão (m3/min)  L – largura (m): 1,83 a 6,1 54
  55. 55. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador API – O que você precisa saber para dimensionar um !  O comprimento do separador é calculado pela seguinte fórmula: 𝑉ℎ 𝐿 = 𝐹1 + 𝐹2 . . 𝐻 𝑉𝑎 Onde,  Obs.: O fator F1 é L – comprimento do separador (m) função da velocidade do F1 – fator de turbulência fluxo horiz. e da veloc. F2 – fator de curto-circuito (=1,2) ascensional das partículas de óleo 55
  56. 56. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador API – O que você precisa saber para dimensionar um !  A tabela a seguir apresenta os valores de F1 em função de Vh e Va: Vh / Va F1 15,1 a 20 1,45 10,1 a 15 1,37 6,1 a 10 1,27 3,1 a 6,0 1,14 Menor 3,0 1,07Fonte: Cavalcanti, José Eduardo – Manual de Tratamento de Efluentes Industriais – pg. 208 (com adaptação) 56
  57. 57. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador API – Exemplo Calcular um separador API para uma vazão de 2 m3/min: Dados: T – temperatura da água = 35º C Pw – peso específico da água = 0,995 g/cm3 Po - peso específico do óleo = 0,890 g/cm3 µ - viscosidade da água = 0,007 g/cm.s d – diâmetro dos glóbulos = 0,015 cm g – aceleração da gravidade = 9,8 m/s2 F2 – fator de curto-circuito = 1,2 57
  58. 58. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador API – Exemplo Cálculo da velocidade de ascensão Va: 𝑔 𝑃𝑤 − 𝑃𝑜 𝑑2 𝑉𝑎 = 18µ 9,8 0,995 − 0,890 (0,015)2 𝑉𝑎 = 18(0,007) 𝑉𝑎 = 1,84 𝑥 10 − 3 𝑚/𝑠 58
  59. 59. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador API – Exemplo Cálculo da relação Vh / Va: Considerando Vh máxima permitida, 0,914 m/min (3 ft/min) 𝑉ℎ 0,914 = = 8,31 𝑉𝑎 0,11 Cálculo da seção transversal mínima considerando Vh = 0,914 m/min: 𝑄 2 𝐴= = = 2,19 𝑚2 𝑉ℎ 0,914 59
  60. 60. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Separador API – Exemplo Sendo a área da seção transversal de 2,19 m2 a profundidade de água de 0,91 m e largura de 2,4 m satisfazem a relação: No exemplo, para Vh/Va = 8,31, tem-se F1 = 1,27 Finalmente o cálculo do comprimento do separador: 𝐿 = 1,27 + 1,2 . 8,31. 0,91 = 18,7 𝑚 60
  61. 61. Tratamento de Efluente Separador água/óleohttp://www.capeonline.com.br/com_sep.htm 61
  62. 62. Tratamento de Efluente Tratamentos Físicos Sedimentação É a decantação, por gravidade, de parte dos sólidos em suspensão contidos nos despejos. Tanques retangulares ou circulares; Arraste do lodo de fundo (manual ou mecanizado) Retirada lodo de fundo (gravidade ou recalque) Escuma na superfície remoção (manual ou mecanizada) 62
  63. 63. Tratamento de Efluente Stripping de Amônia O que é “Stripping de amônia” ? é um processo de dessorção simples usado para reduzir o teor de amônia de uma corrente de águas residuais. Alguns efluentes contêm grandes quantidades de amônia e/ou nitrogênio contendo compostos que podem facilmente formar amônia. Muitas vezes, é mais fácil e menos dispendioso remover o nitrogênio de águas residuais na forma de amônia que a convertem em nitratos e nitrogênio, antes de removê-lo (Culp et al., 1978). 63
  64. 64. Tratamento de Efluente Stripping de Amônia Onde é aplicado o “Stripping de amônia” ? O processo de “stripping de amônia” funciona bem com água residuária de teores de amônia entre 10 e 100mg / l. Para teores maiores de amônia (mais de 100mg / l), pode ser mais econômico usar técnicas de remoção de amônia alternativo, tais como métodos de vapor ou biológicas. Air Stripping também pode ser usado para remover muitas moléculas orgânicas hidrofóbicas (Nutrient Control, 1983) 64
  65. 65. Tratamento de Efluente Stripping de Amônia 65
  66. 66. Tratamento de Efluente Stripping de Amôniasoda cáustica éadicionada ao efluenteaté pH 10,8-11,5 66
  67. 67. Tratamento de Efluente Poluentes AquáticosPoluentes Orgânicos Biodegradáveis Poluentes Orgânicos Recalcitrantes/Refratários Metais Nutrientes Sólidos em Suspensão CalorMicrorganismos Patogênicos
  68. 68. Tratamento de Efluente Poluentes Aquáticos Poluentes Orgânicos Biodegradáveis Lançamento de matéria orgânica (esgoto doméstico) e decomposição: a) Por organismos aeróbios na presença de oxigênio, podendo levar à morte organismos que dependem do oxigênio para respirar (peixes); b) Por organismos anaeróbios, na ausência de oxigênio, formando gases como metano e sulfídrico O impacto causado pelo lançamento de esgotos se dá pela queda no teor de O2 dissolvido na água e não pela presença de substâncias tóxicas nesses despejos.
  69. 69. Tratamento de Efluente Poluentes Aquáticos Poluentes Orgânicos Recalcitrantes/Refratários Compostos não biodegradáveis ou de degradação lenta, na maioria criados por processos tecnológicos recentes, sem organismos naturais capazes de digeri-los. O impacto está associado à sua toxicidade: a) Defensivos agrícolas: tóxico ao homem, largamente disseminado; b) Detergentes sintéticos: tóxico para os peixes e microrganismos decompositores, dificulta trocas gasosas ar-água, ocasiona formação de espuma que dispersa poluentes; c) Petróleo: várias taxas de biodegradabilidade com formação de película que dificulta trocas gasosas ar-água, veda estômatos e órgãos respiratórios, impermeabiliza raízes de plantas e penas ou pelos de aves e mamíferos, além de conter substâncias tóxicas.
  70. 70. Tratamento de Efluente Poluentes Aquáticos Metais Todos os metais podem ser solubilizados pela água e gerar danos à saúde em função: da quantidade ingerida, da toxicidade e do potencial carcinogênico, mutagênico ou teratogênico Organismos podem ser ou não sensíveis ao metal, mas o bio acumula. Metais tóxicos: arsênico, bário, cádmio, cromo, chumbo e mercúrio. Metais menos tóxicos: cálcio, magnésio, sódio, ferro, manganês, alumínio, cobre e zinco (que podem produzir inconvenientes para o consumo humano, como alteração de cor, sabor e odor da água). Fontes: atividades industriais, agrícolas e de mineração.
  71. 71. Tratamento de Efluente Poluentes Aquáticos Nutrientes Excesso de nutrientes pode levar à proliferação de algas, acarretando prejuízo para certos usos da água, como mananciais de água potável. Fontes: erosão dos solos, fertilização dos campos agrícolas e a própria decomposição de matéria orgânica.
  72. 72. Tratamento de Efluente Poluentes Aquáticos Sólidos em Suspensão Aumentam a turbidez, que reduz a fotossíntese e altera a cadeia alimentar. Sedimentos podem ser tóxicos e se depositar ao fundo. Calor Afeta as características físicas, químicas e biológicas da água. Fonte: efluentes aquecidos de termoelétricas, independentemente do combustível utilizado – fóssil ou nuclear.
  73. 73. Tratamento de Efluente Poluentes Aquáticos Microrganismos Patogênicos A água (e o esgoto) pode transmitir um grande número de doenças. As principais classes de organismos patogênicos e suas doenças são: bactérias: cólera, febre tifóide, febre paratifóide, disenteria, salmoneloses leptospirose; vírus: hepatite infecciosa, poliomielite, febre amarela, dengue, sarampo, rubéola, gripe; protozoários: amebíase, malária (Plasmodium), giardíase; helmintos: esquistossomose e ascaridíase.
  74. 74. Onde Estudar a Aula de HojeNos Livros• Cavalcanti, José Eduardo W. de A. – Manual deTratamento de Efluentes Industriais – ABES –Associação Brasileira de Engenharia Sanitária eAmbiental ( Cap. 9)
  75. 75. Contato 75

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