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Lições Adultos Jeremias
Lição 8 – As reformas de Josias
14 a 21 de novembro
Sábado à tarde
Ano Bíblico: At 24–26
VERSO PARA MEMORIZAR: “Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao
Senhor de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a lei de Moisés; e,
depois dele, nunca se levantou outro igual” (2Rs 23:25).
Leituras da Semana: 2Cr 33; Hc 1:2-4; 2Rs 22; Fp 2:3-8; 2Rs 23:1-28; 1Co 5:7
Os pais sabem exatamente como é difícil ver seus filhos fazerem escolhas que irão prejudicá-los, uma
preocupação que aumenta especialmente quando os filhos são mais velhos e estão fora do controle paterno.
Naturalmente, esse sofrimento não se aplica apenas a pais e filhos: Em algum momento, já vimos amigos,
parentes ou qualquer outra pessoa fazer escolhas que sabíamos que seriam prejudiciais a eles? Esse é um
aspecto lamentável do mau uso do livre-arbítrio. Especialmente no aspecto moral, o livre-arbítrio não significa
nada se não tivermos a liberdade de fazer escolhas erradas. Um ser “livre” que pode escolher apenas o certo
não é verdadeiramente livre nem verdadeiramente moral.
Assim, grande parte da Bíblia constitui a história de Deus advertindo Seu povo a não fazer escolhas erradas.
Isso também constitui uma parte importante do assunto tratado no livro de Jeremias: as súplicas de Deus, que
respeita a livre escolha e o livre-arbítrio do Seu povo escolhido.
Embora, infelizmente, a maioria das histórias sobre esse assunto não sejam boas, nesta semana conseguiremos
observar um vislumbre de esperança, isto é, veremos um dos poucos reis que, usando o livre-arbítrio, escolheu
“o que era reto perante o Senhor” (2Rs 22:2).
O evangelismo de colheita está chegando! Ajude alguém a conhecer os milagres de Deus em sua vida. Já
convidou um amigo para ir com você a cada noite?
De todas as criaturas que Deus fez sobre a Terra, só o homem é rebelde. Contudo, ele possui as faculdades do
raciocínio para compreender as exigências da lei divina e uma consciência para sentir a culpa da transgressão e
a paz e alegria da obediência. Deus o fez um agente moral livre, para obedecer ou desobedecer. A recompensa
da vida eterna – um eterno peso de glória – é prometida àqueles que fazem a vontade de Deus, ao passo que as
ameaças de Sua ira pendem sobre todos os que desprezam Sua lei (Santificação, p. 76).
Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
Domingo - Os reinados de Manassés e Amom
Por mais que gostemos de falar sobre objetividade, sobre ver as coisas como realmente são, somos
irremediavelmente subjetivos. Vemos o mundo não tanto como ele realmente é, mas como nós realmente
somos. Sendo seres caídos e corrompidos, devemos lembrar que essa corrupção vai impactar nossa percepção
e interpretação do mundo que nos cerca. De que outra forma, por exemplo, podemos explicar os atos de
alguém como Manassés, rei de Judá (cerca de 683-643 a.C.), especialmente naqueles primeiros anos de sua
terrível apostasia? Dificilmente podemos imaginar como ele justificaria, em sua mente, as horríveis
abominações que permitia florescerem em Judá.
1. Leia 2 Crônicas 33. Quais fatos mostram a grande corrupção do rei Manassés? Até que ponto Deus Se
dispôs a perdoar?
(33:1-25) 1Tinha Manassés doze anos de idade quando começou a reinar e cinqüenta e cinco anos reinou em
Jerusalém. 2Fez o que era mau perante o SENHOR, segundo as abominações dos gentios que o SENHOR
expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. 3Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu
pai, havia derribado, levantou altares aos baalins, e fez postes-ídolos, e se prostrou diante de todo o exército
dos céus, e o serviu. 4Edificou altares na Casa do SENHOR, da qual o SENHOR tinha dito: Em Jerusalém,
porei o meu nome para sempre. 5Também edificou altares a todo o exército dos céus nos dois átrios da Casa
do SENHOR, 6queimou seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era
agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau
perante o SENHOR, para o provocar à ira. 7Também pôs a imagem de escultura do ídolo que tinha feito na
Casa de Deus, de que Deus dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de
todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre 8e não removerei mais o pé de Israel da terra que
destinei a seus pais, contanto que tenham cuidado de fazer tudo o que lhes tenho mandado, toda a lei, os
estatutos e os juízos dados por intermédio de Moisés. 9Manassés fez errar a Judá e os moradores de Jerusalém,
de maneira que fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel.
10Falou o SENHOR a Manassés e ao seu povo, porém não lhe deram ouvidos. 11Pelo que o SENHOR trouxe
sobre eles os príncipes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés com ganchos, amarraram-
no com cadeias e o levaram à Babilônia. 12Ele, angustiado, suplicou deveras ao SENHOR, seu Deus, e muito
se humilhou perante o Deus de seus pais; 13fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu-
lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, reconheceu Manassés que o SENHOR era
Deus. 14Depois disto, edificou o muro de fora da Cidade de Davi, ao ocidente de Giom, no vale, e à entrada
da Porta do Peixe, abrangendo Ofel, e o levantou mui alto; também pôs chefes militares em todas as cidades
fortificadas de Judá. 15Tirou da Casa do SENHOR os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os
altares que edificara no monte da Casa do SENHOR e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade. 16Restaurou
o altar do SENHOR, sacrificou sobre ele ofertas pacíficas e de ações de graças e ordenou a Judá que servisse
ao SENHOR, Deus de Israel. 17Contudo, o povo ainda sacrificava nos altos, mas somente ao SENHOR, seu
Deus. 18Quanto aos mais atos de Manassés, e à sua oração ao seu Deus, e às palavras dos videntes que lhe
falaram no nome do SENHOR, Deus de Israel, eis que estão escritos na História dos Reis de Israel. 19A sua
oração e como Deus se tornou favorável para com ele, todo o seu pecado, a sua transgressão e os lugares onde
edificou altos e colocou postes-ídolos e imagens de escultura, antes que se humilhasse, eis que tudo está na
História dos Videntes. 20Assim, Manassés descansou com seus pais e foi sepultado na sua própria casa; e
Amom, seu filho, reinou em seu lugar. 21Tinha Amom vinte e dois anos de idade quando começou a reinar e
reinou dois anos em Jerusalém. 22Fez o que era mau perante o SENHOR, como fizera Manassés, seu pai;
porque Amom fez sacrifício a todas as imagens de escultura que Manassés, seu pai, tinha feito e as serviu.
23Mas não se humilhou perante o SENHOR, como Manassés, seu pai, se humilhara; antes, Amom se tornou
mais e mais culpável. 24Conspiraram contra ele os seus servos e o mataram em sua casa. 25Porém o povo da
terra feriu todos os que conspiraram contra o rei Amom e constituiu a Josias, seu filho, rei em seu lugar.
O fato de ser levado para Babilônia com ganchos e cadeias de bronze certamente deve ter feito com que ele
reconsiderasse a vida. Contudo, o texto mostra que ocorreu algo mais profundo: Manassés se arrependeu
verdadeiramente de seus caminhos e, quando foi restaurado ao trono, procurou reparar o estrago que havia
feito. Infelizmente, o estrago era maior do que ele imaginava.
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“Embora notável, esse arrependimento veio tarde demais para salvar o reino da influência corruptora de anos
de prática idolátrica. Muitos haviam tropeçado e caído, não se levantando mais” (Ellen G. White, Profetas e
Reis, p. 383). O mais lamentável é que, entre os que haviam sido terrivelmente impactados pela apostasia de
Manassés, estava seu filho, Amom, que subiu ao trono após a morte do pai e “fez o que era mau perante o
Senhor, como fizera Manassés, seu pai; porque Amom fez sacrifício a todas as imagens de escultura que
Manassés, seu pai, tinha feito e as serviu” (2Cr 33:22). E o pior: diferentemente de seu pai, Amom nunca se
arrependeu de seus caminhos.
Quem não conhece as terríveis consequências do pecado, mesmo que tenha sido perdoado? Que promessas de
vitória sobre o pecado você pode reivindicar? Deseja reivindicá-las agora, antes que o pecado traga suas tristes
consequências?
Sua igreja está preparada para convidar e receber nossos amigos? Planeje um jejum especial pelo grande
evangelismo e pelas pessoas que estão tomando a decisão pelo batismo.
Segunda - Um novo rei
Certa vez, um pregador disse: “Tenha cuidado com o que você pede em oração, pois você pode receber.” Os
israelitas haviam almejado e orado por um rei, da mesma forma que as nações ao seu redor. Receberam o que
pediram, e grande parte da sua história após a era dos juízes é o relato de como esses reis se corromperam no
trono e, como resultado, corromperam também a nação.
Contudo, sempre houve exceções, como o rei Josias, que ascendeu ao trono em 639 a.C. e governou até 608
a.C.
2. Em qual contexto o novo rei havia chegado ao trono? 2Cr 33:25
(33:25) Porém o povo da terra feriu todos os que conspiraram contra o rei Amom e constituiu a Josias, seu
filho, rei em seu lugar.
Embora a democracia deva ser o governo do povo, de modo geral ela não foi concebida para funcionar como
funcionou nesse caso. Contudo, o povo tornou sua vontade conhecida, e as coisas foram feitas de acordo com
a vontade dele. O jovem rei chegou ao trono num tempo de grande tumulto, apostasia e violência, até nos mais
altos escalões do governo. Vendo o que acontecia, muitos fiéis no país se perguntavam se as promessas de
Deus para o antigo Israel poderiam se cumprir algum dia. “Do ponto de vista humano, o propósito divino para
a nação escolhida parecia quase impossível de ser realizado” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 384).
3. Como Habacuque descreveu a ansiedade dos fiéis diante dos problemas da nação? Hc 1:2-4
(1:2-4) 2Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás?
3Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de
mim; há contendas, e o litígio se suscita. 4Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta,
porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida.
Infelizmente, a resposta para os problemas da iniquidade, violência, conflito e anarquia viria, mas do norte,
dos babilônios, que Deus usaria para trazer juízo sobre Seu povo desobediente. Como temos visto desde o
princípio, não precisava ser dessa forma; contudo, devido à recusa deles em se arrepender, enfrentaram a
punição que seus próprios pecados acarretaram.
Muitas vezes, do ponto de vista humano, “o propósito divino” parece impossível de ser realizado. Será que
precisamos de fé para ir além do que vemos ou compreendemos?
Terça - Josias no trono
4. “Tinha Josias oito anos de idade quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém. Sua mãe
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se chamava Jedida e era filha de Adaías, de Bozcate. Fez ele o que era reto perante o Senhor, andou em todo o
caminho de Davi, seu pai, e não se desviou nem para a direita nem para a esquerda” (2Rs 22:1, 2).
Considerando o contexto da ascensão de Josias ao trono, o que é tão notável nesses versos?
A Bíblia não nos dá nenhuma explicação quanto a esse notável jovem que, considerando as circunstâncias,
muito provavelmente estava destinado a ser tão corrupto e ímpio como seu pai. Porém, esse não foi o caso. Por
alguma razão, ele escolheu uma trajetória diferente, e isso traria sobre a nação um impacto positivo, embora
limitado.
O texto de 2 Reis 22 menciona o que Josias fez a respeito do templo. Desde a dedicação do templo, feita por
Salomão (960 a.C.), alguns séculos haviam se passado até as reformas de Josias (622 a.C.). Os reis, na
verdade, não haviam cuidado do templo. A passagem do tempo havia deteriorado o belo edifício. O jovem rei
viu que o templo já não era adequado para o culto devido aos longos anos de negligência.
5. O que Josias fez quando descobriu que o templo estava tão danificado? 2 Reis 22:3-7
(22:3-7) 3No décimo oitavo ano do seu reinado, o rei Josias mandou o escrivão Safã, filho de Azalias, filho de
Mesulão, à Casa do SENHOR, 4dizendo: Sobe a Hilquias, o sumo sacerdote, para que conte o dinheiro que se
trouxe à Casa do SENHOR, o qual os guardas da porta ajuntaram do povo; 5que o dêem nas mãos dos que
dirigem a obra e têm a seu cargo a Casa do SENHOR, para que paguem àqueles que fazem a obra que há na
Casa do SENHOR, para repararem os estragos da casa: 6aos carpinteiros, aos edificadores e aos pedreiros; e
comprem madeira e pedras lavradas, para repararem os estragos da casa. 7Porém não se pediu conta do
dinheiro que se lhes entregara nas mãos, porquanto procediam com fidelidade.
Hoje diríamos que o rei enviou seu ministro das finanças ao sumo sacerdote e lhe pediu que calculasse e
supervisionasse os materiais e a mão de obra necessários para reformar o templo. Não tinham que prestar
contas do dinheiro que lhes era confiado porque procediam com fidelidade. Por alguma razão, Josias
demonstrou confiança neles e, pelo que o relato evidencia, eles honraram essa confiança.
Embora a reforma do templo tenha sido correta, o que é realmente fundamental para um verdadeiro
reavivamento e reforma? (Fp 2:3-8).
(2:3-8) 3Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros
superiores a si mesmo. 4Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que
é dos outros. 5Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6pois ele, subsistindo
em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo
a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8a si mesmo se
humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.
Quarta - O livro da lei
Embora tenha sido importante a reforma do santuário, que por muito tempo foi o centro do culto israelita, não
bastava apenas a reforma do edifício. A estrutura mais bela e elaborada, ainda que tenha o objetivo de ajudar
os adoradores a sentir algo do poder e grandeza do Senhor, em si mesma não é suficiente para despertar
piedade entre o povo. A História está repleta de tristes casos de pessoas que, num minuto, estavam “cultuando”
em uma bela igreja em alguma parte, e, no minuto seguinte, estavam saindo para cometer alguma atrocidade
que, talvez, tenha até sido instigada pelo que elas ouviram dentro daquela bela estrutura.
6. O que aconteceu durante a reforma do templo? Qual é o importante significado da reação de Josias diante
do que aconteceu? 2Rs 22:8-11
(22:8-11) 8Então, disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o Livro da Lei na Casa do
SENHOR. Hilquias entregou o livro a Safã, e este o leu. 9Então, o escrivão Safã veio ter com o rei e lhe deu
relatório, dizendo: Teus servos contaram o dinheiro que se achou na casa e o entregaram nas mãos dos que
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dirigem a obra e têm a seu cargo a Casa do SENHOR. 10Relatou mais o escrivão Safã ao rei, dizendo: O
sacerdote Hilquias me entregou um livro. E Safã o leu diante do rei. 11Tendo o rei ouvido as palavras do Livro
da Lei, rasgou as suas vestes.
Encontraram o livro da lei de Moisés; a Bíblia não diz se foi apenas uma parte ou se foi o livro todo. O
material provavelmente tenha sido encontrado enterrado nas paredes, em alguma parte do templo.
7. Leia 2 Reis 22:12-20. Qual foi a mensagem de Hulda para o povo? O que essas palavras dizem a nós?
(22:12-20) 12Ordenou o rei a Hilquias, o sacerdote, a Aicão, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã, o
escrivão, e a Asaías, servo do rei, dizendo: 13Ide e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o
Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR que se acendeu
contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem segundo tudo
quanto de nós está escrito. 14Então, o sacerdote Hilquias, Aicão, Acbor, Safã e Asaías foram ter com a
profetisa Hulda, mulher de Salum, o guarda-roupa, filho de Ticva, filho de Harás, e lhe falaram. Ela habitava
na cidade baixa de Jerusalém. 15Ela lhes disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Dizei ao homem que
vos enviou a mim: 16Assim diz o SENHOR: Eis que trarei males sobre este lugar e sobre os seus moradores, a
saber, todas as palavras do livro que leu o rei de Judá. 17Visto que me deixaram e queimaram incenso a outros
deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar
e não se apagará. 18Porém ao rei de Judá, que vos enviou a consultar o SENHOR, assim lhe direis: Assim diz
o SENHOR, o Deus de Israel, acerca das palavras que ouviste: 19Porquanto o teu coração se enterneceu, e te
humilhaste perante o SENHOR, quando ouviste o que falei contra este lugar e contra os seus moradores, que
seriam para assolação e para maldição, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi,
diz o SENHOR. 20Pelo que, eis que eu te reunirei a teus pais, e tu serás recolhido em paz à tua sepultura, e os
teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar. Então, levaram eles ao rei esta resposta.
Hulda transmitiu a mesma mensagem que Jeremias havia profetizado várias vezes. As pessoas que se haviam
desviado de Deus tinham cavado, com seus atos, a própria sepultura, e colheriam as consequências disso.
“Por intermédio de Hulda o Senhor enviou a Josias a declaração de que a ruína de Jerusalém não seria evitada.
Mesmo que as pessoas então se humilhassem perante Deus, não escapariam à punição. Por tanto tempo seus
sentidos haviam sido insensibilizados pela prática do mal que, se não viessem juízos sobre elas, logo
retornariam às mesmas práticas pecaminosas. ‘Dizei ao homem que vos enviou a mim’, declarou a profetisa:
‘Assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre este lugar, e sobre os seus habitantes, a saber: Todas as
maldições que estão escritas no livro que se leu perante o rei de Judá. Porque Me deixaram, e queimaram
incenso perante outros deuses, para Me provocarem à ira com toda a obra das suas mãos; portanto, o Meu
furor se derramou sobre este lugar, e não se apagará’” (2Cr 34:23-25, ARC; Ellen G. White, Profetas e Reis, p.
399).
Quinta - As reformas de Josias
Apesar da advertência de juízo, Josias ainda estava determinado a fazer o que era “reto perante o Senhor” (2Rs
22:2). Talvez o desastre não pudesse ser evitado, “mas ao anunciar os juízos retributivos do Céu, o Senhor não
reteve a oportunidade para arrependimento e reforma; e Josias, discernindo nisso uma boa disposição da parte
de Deus para temperar Seus juízos com misericórdia, decidiu fazer tudo que estivesse em seu poder para
executar decididas reformas” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 400).
8. Leia 2 Reis 23:1-28. Qual foi a essência da reforma que o rei procurou fazer em sua nação corrompida? Até
que ponto as coisas tinham ficado ruins?
(23:1-28) 1Então, deu ordem o rei, e todos os anciãos de Judá e de Jerusalém se ajuntaram a ele. 2O rei subiu à
Casa do SENHOR, e com ele todos os homens de Judá, todos os moradores de Jerusalém, os sacerdotes, os
profetas e todo o povo, desde o menor até ao maior; e leu diante deles todas as palavras do Livro da Aliança
que fora encontrado na Casa do SENHOR. 3O rei se pôs em pé junto à coluna e fez aliança ante o SENHOR,
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para o seguirem, guardarem os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o coração
e de toda a alma, cumprindo as palavras desta aliança, que estavam escritas naquele livro; e todo o povo anuiu
a esta aliança. 4Então, o rei ordenou ao sumo sacerdote Hilquias, e aos sacerdotes da segunda ordem, e aos
guardas da porta que tirassem do templo do SENHOR todos os utensílios que se tinham feito para Baal, e para
o poste-ídolo, e para todo o exército dos céus, e os queimou fora de Jerusalém, nos campos de Cedrom, e
levou as cinzas deles para Betel. 5Também destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabeleceram para
incensarem sobre os altos nas cidades de Judá e ao redor de Jerusalém, como também os que incensavam a
Baal, ao sol, e à lua, e aos mais planetas, e a todo o exército dos céus. 6Também tirou da Casa do SENHOR o
poste-ídolo, que levou para fora de Jerusalém até ao vale de Cedrom, no qual o queimou e o reduziu a pó, que
lançou sobre as sepulturas do povo. 7Também derribou as casas da prostituição-cultual que estavam na Casa
do SENHOR, onde as mulheres teciam tendas para o poste-ídolo. 8A todos os sacerdotes trouxe das cidades de
Judá e profanou os altos em que os sacerdotes incensavam, desde Geba até Berseba; e derribou os altares das
portas, que estavam à entrada da porta de Josué, governador da cidade, à mão esquerda daquele que entrava
por ela. 9( Mas os sacerdotes dos altos não sacrificavam sobre o altar do SENHOR, em Jerusalém; porém
comiam pães asmos no meio de seus irmãos. ) 10Também profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de
Hinom, para que ninguém queimasse a seu filho ou a sua filha como sacrifício a Moloque. 11Também tirou os
cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada da Casa do SENHOR, perto da câmara de Natã-
Meleque, o camareiro, a qual ficava no átrio; e os carros do sol queimou. 12Também o rei derribou os altares
que estavam sobre a sala de Acaz, sobre o terraço, altares que foram feitos pelos reis de Judá, como também os
altares que fizera Manassés nos dois átrios da Casa do SENHOR; e, esmigalhados, os tirou dali e lançou o pó
deles no ribeiro de Cedrom. 13O rei profanou também os altos que estavam defronte de Jerusalém, à mão
direita do monte da Destruição, os quais edificara Salomão, rei de Israel, para Astarote, abominação dos
sidônios, e para Quemos, abominação dos moabitas, e para Milcom, abominação dos filhos de Amom.
14Semelhantemente, fez em pedaços as colunas e cortou os postes-ídolos; e o lugar onde estavam encheu ele
de ossos humanos. 15Também o altar que estava em Betel e o alto que fez Jeroboão, filho de Nebate, que tinha
feito pecar a Israel, esse altar junto com o alto o rei derribou; destruiu o alto, reduziu a pó o seu altar e
queimou o poste-ídolo. 16Olhando Josias ao seu redor, viu as sepulturas que estavam ali no monte; mandou
tirar delas os ossos, e os queimou sobre o altar, e assim o profanou, segundo a palavra do SENHOR, que
apregoara o homem de Deus que havia anunciado estas coisas. 17Então, perguntou: Que monumento é este
que vejo? Responderam-lhe os homens da cidade: É a sepultura do homem de Deus que veio de Judá e
apregoou estas coisas que fizeste contra o altar de Betel. 18Josias disse: Deixai-o estar; ninguém mexa nos
seus ossos. Assim, deixaram estar os seus ossos com os ossos do profeta que viera de Samaria. 19Também
tirou Josias todos os santuários dos altos que havia nas cidades de Samaria e que os reis de Israel tinham feito
para provocarem o SENHOR à ira; e lhes fez segundo todos os atos que tinha praticado em Betel. 20E matou
todos os sacerdotes dos altos que havia ali, sobre os altares, e queimou ossos humanos sobre eles; depois,
voltou para Jerusalém. 21Deu ordem o rei a todo o povo, dizendo: Celebrai a Páscoa ao SENHOR, vosso
Deus, como está escrito neste Livro da Aliança. 22Porque nunca se celebrou tal Páscoa como esta desde os
dias dos juízes que julgaram Israel, nem durante os dias dos reis de Israel, nem nos dias dos reis de Judá.
23Corria o ano décimo oitavo do rei Josias, quando esta Páscoa se celebrou ao SENHOR, em Jerusalém.
24Aboliu também Josias os médiuns, os feiticeiros, os ídolos do lar, os ídolos e todas as abominações que se
viam na terra de Judá e em Jerusalém, para cumprir as palavras da lei, que estavam escritas no livro que o
sacerdote Hilquias achara na Casa do SENHOR. 25Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se
convertesse ao SENHOR de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a
Lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual. 26Nada obstante, o SENHOR não desistiu do
furor da sua grande ira, ira com que ardia contra Judá, por todas as provocações com que Manassés o tinha
irritado. 27Disse o SENHOR: Também a Judá removerei de diante de mim, como removi Israel, e rejeitarei
esta cidade de Jerusalém, que escolhi, e a casa da qual eu dissera: Estará ali o meu nome. 28Quanto aos mais
atos de Josias e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá?
Josias reuniu todo o povo em Jerusalém para renovar a aliança com Deus. O recém-achado livro da lei foi lido,
e então eles fizeram o voto de seguir ao Deus de Israel.
O rei não executou essa obra sozinho, mas pediu aos que tinham responsabilidades espirituais que fizessem o
que fosse necessário. Por exemplo, ao longo dos séculos haviam sido colocados no templo diferentes objetos,
como estátuas e símbolos que popularizaram o culto estrangeiro em Israel. Por vezes, esses objetos haviam
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sido colocados ali como parte das condições de paz impostas à nação; outras vezes, reis os haviam posto em
exposição para demonstrar sua pacificação, como sinal de submissão. Não importando quais tenham sido as
razões, o lugar deles não era ali, e Josias ordenou que fossem removidos e destruídos.
Além disso, a celebração da Páscoa durante a reforma de Josias não ocorreu nos lares, como tinha sido o
costume anteriormente, mas dessa vez toda a nação a celebrou em conjunto. A mensagem simbólica dessa
iniciativa foi que eles haviam deixado para trás a antiga era, e que estavam entrando em um novo tempo, no
qual assumiam o voto de servir ao Deus verdadeiro, que os havia tirado do Egito, que havia providenciado um
lar para as tribos, como tinha prometido, e que estava com eles em sua vida diária.
Celebrar a Páscoa em nível nacional significava começar algo novo, porque todas as coisas antigas tinham
terminado (pelo menos esse era o ideal). O que o simbolismo da Páscoa deve significar para nós hoje? (Ver
1Co 5:7.)
Sexta - Estudo adicional
Por que a nação tinha caído tão profundamente? Em certo sentido, a resposta é fácil: Ela caiu porque o ser
humano decaiu muito. O grau de degradação da humanidade foi revelado numa famosa experiência realizada
na Universidade Yale na década de 1960.
Os participantes foram trazidos por meio de anúncios de jornais e lhes foi dito que deviam administrar
choques elétricos a pessoas presas em cadeiras em outra sala. Os interruptores que administravam os choques
foram rotulados com diferentes níveis, desde “choque leve” até “perigo: choque grave”, incluindo dois outros
que estavam sinistramente rotulados como “XXX”. Foi dito aos participantes que administrassem os choques
de acordo com as ordens dos cientistas. Ao fazerem isso, os participantes ouviam as pessoas na outra sala
gritarem suplicando misericórdia. Na verdade, as pessoas na outra sala estavam apenas encenando: não
estavam recebendo nenhum choque. O objetivo do estudo era ver até onde iriam esses participantes “normais”
ao causar suposta dor a pessoas desconhecidas, simplesmente porque tinham recebido ordens para fazer isso.
Os resultados foram assustadores. Embora muitos participantes tivessem ficado ansiosos, agitados, e até
irados, isso não impediu que, surpreendentemente, 65% administrassem os “choques” mais fortes às pessoas,
acreditando que realmente as estavam ferindo. O cientista que realizou a experiência escreveu: “Pessoas
comuns, simplesmente fazendo seu trabalho, e sem hostilidade, podem se tornar agentes de um terrível
processo destrutivo.” Quantas pessoas “comuns” fizeram coisas terríveis ao longo da História? Por quê? Os
cristãos sabem a resposta. Simplesmente porque são pecadoras.
Perguntas para reflexão
O que a reforma de Josias ensina sobre a importância da Palavra de Deus?
Se era tarde demais para evitar a catástrofe, por que o chamado ao arrependimento? A razão poderia estar nas
mudanças que o reavivamento poderia fazer nas pessoas individualmente, ao contrário da nação como um
todo?
Comentários de Ellen G. White
Ellen G. White, Vidas Que Falam [MM 1971], p. 200.
Auxiliar para o professor
Resumo da Lição
Texto-chave: 2 Reis 23:1-28
O aluno deverá…
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Conhecer: As reformas religiosas do rei Josias e como constituíram um vislumbre de esperança em meio à
apostasia e idolatria.
Sentir:A coragem que caracterizou o jovem rei Josias e a determinação com a qual ele persistiu em seu desejo
de seguir a Deus.
Fazer: Decidir fazer da reforma uma parte integrante de sua experiência cristã e estar pronto para a reforma
quando ela for necessária.
Esboço
Conhecer: Josias, o último rei fiel de Judá
Como foi possível para Josias ser diferente de seus ímpios antepassados?
Como a descoberta do livro da lei durante a restauração do templo contribuiu para a reforma espiritual de
Josias?
Sentir: Zelo pela causa de Deus
Às vezes, podemos nos sentir cansados de pessoas extremistas na igreja. Como podemos desenvolver um zelo
saudável pela causa de Deus?
Como podemos preservar nosso primeiro amor, isto é, nosso entusiasmo inicial em relação a Deus?
Fazer: Uma reforma pessoal
Por que a reforma não é um evento que ocorre uma única vez em nossa experiência cristã?
Quando é necessário reformar nossa vida? Quais são os indicativos de que uma reforma é necessária?
Resumo: O reinado e as reformas de Josias foram o último intervalo de fidelidade e paz em meio às trevas
espirituais que precederam o exílio babilônico. Esse jovem rei, com todo o seu entusiasmo, zelo e
determinação, demonstrou que, de fato, era possível seguir a Deus com inteireza, mesmo que isso não fosse
suficiente para evitar o desastre iminente.
Ciclo do aprendizado
Motivação
Focalizando as Escrituras: 2 Crônicas 33 e Habacuque 1:2-4
Conceito-chave para o crescimento espiritual: A graça de Deus é sempre poderosa, mas se torna especialmente
evidente e visível quando salva alguém que estava muito longe de Deus. Então, ela demonstra que mesmo as
pessoas que considerávamos além da possibilidade de redenção podem ser alcançadas por um Deus poderoso.
Para o professor: O reinado de Manassés foi caracterizado por uma cadeia de atrocidades aparentemente
interminável que culminou com o sacrifício de seus próprios filhos. Da idolatria à feitiçaria, do culto a Baal à
colocação de imagens no templo: ele fez tudo isso e ainda fez pior. Ele reinou durante 55 anos, tempo
suficientemente longo para consolidar todas essas abominações na vida religiosa e cultural de Judá. Seu filho
Amom não foi melhor, e acabou sendo morto pelos próprios servos. Essa foi a dinastia em que o rei Josias
nasceu. Seria importante demonstrar para a classe como Deus, por Sua graça, pode transformar mesmo uma
herança má como essa em algo positivo.
Discussão de abertura
Haverá algumas grandes surpresas no Céu durante o milênio. Uma delas talvez seja o momento em que o
profeta Isaías dobrar uma esquina das ruas de ouro da Jerusalém celestial e esbarrar em alguém. Depois de se
desculparem, os dois olharão melhor um para o outro e Isaías perceberá repentinamente, chocado, que está
olhando para o rosto de Manassés, o próprio rei que provavelmente mandou matá-lo milhares de anos atrás.
Segundo a tradição judaica registrada no Talmude, Isaías se escondeu numa árvore enquanto estava fugindo de
Manassés, mas foi traído pelas franjas de suas vestes, e a árvore foi serrada ao meio por ordem de Manassés, o
que levou o profeta à morte. Há um indício desse relato em Hebreus 11:37, 38, que descreve os sofrimentos
dos profetas do Antigo Testamento (ver também Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 381, 382). Podemos
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imaginar os dois homens sentados em algum lugar junto ao rio, próximo à árvore da vida, e Manassés
contando a Isaías a história da graça de Deus: como ele foi capturado pelos assírios e levado para Babilônia,
onde finalmente se voltou para Deus e se arrependeu de seus maus caminhos. A conversão de Manassés é uma
das mais dramáticas histórias bíblicas a respeito do poder de Deus, que transforma assassinos idólatras em
homens e mulheres justos. Às vezes, temos ideias muito claras a respeito de quem merece e de quem não
merece ser salvo. Manassés certamente não merecia. Como podemos evitar esse tipo de pensamento negativo
e crítico?
Compreensão
Para o professor: Josias tinha apenas oito anos de idade quando se tornou rei; era apenas uma criança.
Contudo, desde muito tenra idade decidiu fazer o que era reto aos olhos do Senhor. O nome da mãe do rei, que
sempre é mencionado no caso dos reis de Judá, era “Jedida, filha de Adaías” (2Rs 22:1, NVI). Se o significado
desses nomes (“amada de Yahweh” [Jedida] e “testemunha de Yahweh” [Adaías]) tinha alguma relação com o
caráter dos personagens, muito provavelmente tenha sido a influência amorosa e fiel dessas pessoas que guiou
Josias em sua grande obra.
Comentário bíblico
A morte de Cristo na cruz e a lei de Deus são os pontos centrais do evangelho. Ambos são ingredientes
essenciais na história de Josias, pois ele descobriu o livro da lei no templo durante a reforma e depois
restabeleceu a celebração da Páscoa, que prefigura tipologicamente o Calvário.
I. A reforma do templo (Recapitule com a classe 2 Reis 22:1-11.)
O declínio da Assíria e a ascensão de Babilônia durante o reinado de Josias criaram um vácuo de poder que
aliviou as pressões externas sobre Judá, o que permitiu que Josias pusesse em prática suas convicções sem que
houvesse interferência de fora. É interessante notar que, no Antigo Testamento, os tempos de paz política
frequentemente coincidiam com a fidelidade dos reis.
Por volta de 622 a.C., Josias decidiu restaurar o templo, o que deu origem a reformas bem maiores. O livro da
lei possivelmente estava escondido numa câmara secreta, uma genizah (“esconderijo”) reservada para guardar
manuscritos bíblicos, sendo essa uma característica arquitetônica que ainda pode ser encontrada nas sinagogas
e que muitas vezes levou à descoberta de textos importantes (como, por exemplo, no caso da Genizah do
Cairo).
Estudiosos têm debatido a respeito do conteúdo do livro da lei encontrado. Uma das opiniões da alta crítica
sobre a composição do Pentateuco sugere que o livro de Deuteronômio, na verdade, teria sido escrito por
sacerdotes durante a época de Josias e depois recebido legitimação mosaica pela invenção da história de sua
“descoberta” no templo. Contudo, a expressão “Livro da Lei” é uma referência que inclui todo o Pentateuco.
O efeito que sua leitura teve sobre Josias e o povo, isto é, a celebração da Páscoa e a aliança da reforma,
reflete Levítico 26, bem como Deuteronômio 28.
Foi uma redescoberta da lei de Deus na forma de um manuscrito da torah, e a mensagem é clara: toda reforma
precisa estar fundamentada na leitura da Palavra de Deus, e não em planos humanos. É aí que a verdadeira
reforma começa, e Josias, rasgando as vestes em resposta à leitura, demonstrou sua disposição para se
arrepender e fazer uma reforma.
Pense nisto: Conte sobre um momento em que você experimentou efeito semelhante, em sua vida ou na vida
de sua igreja, após a leitura da Palavra de Deus.
II. A mensagem de Hulda
(Recapitule com a classe 2 Reis 22:12-20 e Filipenses 2:3.)
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Hulda faz parte de um grupo de cinco profetisas de Deus identificadas na Bíblia (Miriã, Débora, Hulda, a
esposa de Isaías e Ana). Ao saber do livro da lei, Josias procurou imediatamente orientação profética. É
interessante o fato de que ele não tenha procurado Jeremias, mas, como no tempo de Ezequias (em que havia
Miqueias e Isaías), agora também havia dois profetas contemporâneos que Deus usou para diferentes
momentos e mensagens.
Infelizmente, a mensagem de Hulda coincidiu com a de Jeremias no sentido de indicar a inevitabilidade do
exílio babilônico. Contudo, houve uma mensagem positiva para o jovem rei, que estava então com 26 anos de
idade: toda a calamidade que devia cair sobre Judá só viria após sua morte.
A reação de Josias após essa profecia foi fundamental, e está em harmonia com Filipenses 2:3-8. Josias
poderia ter assumido uma posição confortável com base na profecia e continuado seu reinado com indiferença,
uma vez que ele próprio estava seguro. Mas, ao contrário, ele empreendeu em uma das maiores reformas
religiosas registradas na Bíblia.
Pense nisto: Demasiadas vezes nos envolvemos na obra de Deus somente após nos certificarmos de que
teremos alguma recompensa com isso. De que maneira podemos aplicar em nossa vida o exemplo de Josias e
Jesus, que não agiram por motivos egoístas?
III. A reforma e a Páscoa (Recapitule com a classe 2 Reis 23 e 1 Coríntios 5:7.)
É interessante ver a quantidade de detalhes com que a Bíblia descreve as reformas realizadas por Josias. Ao
fazer isso, ela cria um forte contraste com a longa e detalhada lista de atrocidades que Manassés e Amom
cometeram. Fica claro que Deus é meticuloso ao desfazer o mal.
A reforma começou como um ritual de renovação da aliança (2Rs 23:1-3). Então, ela teve início onde a
abominação de Manassés terminou: no templo (2Cr 33:7, NTLH), com a demolição do poste de Aserá e a
destruição das acomodações dos prostitutos cultuais. Dali, Josias saiu do recinto do templo, estendendo suas
reformas para Jerusalém, Judá, e seguindo para o norte até Betel, trazendo de volta para Deus todo o Israel.
Complementando as reformas das áreas destruídas, houve o restabelecimento da Páscoa, que superou todas as
celebrações anteriores desde a época de Samuel. Dessa forma, Josias comemorou a libertação do povo de
Deus do Egito e prefigurou a morte de Cristo na cruz, unindo assim a lei e a graça, o que deve ser o alvo
supremo de toda reforma (1Co 5:7).
Pense nisto: Como alcançar o equilíbrio entre a demonstração de zelo pela lei de Deus e a expressão de Sua
graça em nossos relacionamentos?
Aplicação
Para o professor: Há muitas lições para se aprender com o reinado de Josias: o valor de uma criação piedosa e
fiel (como ele recebeu de sua mãe e sua avó), seguir a Deus apesar da dificuldade de um contexto familiar
problemático (como ocorreu com seu pai e seu avô), fundamentar as decisões na leitura da Palavra de Deus,
entusiasmo pelo serviço de Deus, o trabalho para Deus sem motivações egoístas, etc.
Perguntas para reflexão e aplicação
1. As reformas de Josias uniram a lei e a graça na celebração da Páscoa e nas reformas subsequentes. Como
podemos unir esses dois aspectos em nossa vida?
2. Reflita sobre sua motivação para se envolver no trabalho da igreja. Há perigo de fazer isso em busca de
reconhecimento, atenção, conquista de pontos com Deus ou qualquer outra razão egoísta? Como podemos nos
certificar de que faremos isso pelas razões certas?
Criatividade
Para o professor: O restabelecimento da celebração da Páscoa, liderado por Josias, foi um grande evento que
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serviu como renovação da aliança de Judá com o Senhor. Enfatize como nós também precisamos de eventos
espirituais que confirmem nossa fé. Quais eventos podemos promover em nossa igreja?
Atividades individuais e em classe
Planeje um culto com sua classe durante o qual sejam lidos os textos bíblicos a respeito da reforma de Josias,
bem como o capítulo correspondente de Ellen G. White em Profetas e Reis. Separe tempo para que os alunos
pensem nas reformas que já houve na vida de cada um e reserve um momento para testemunhos sobre o que
aconteceu quando eles experimentaram uma reforma espiritual.
Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?
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Lições de Josias e a Reforma Religiosa

  • 1. Lições Adultos Jeremias Lição 8 – As reformas de Josias 14 a 21 de novembro Sábado à tarde Ano Bíblico: At 24–26 VERSO PARA MEMORIZAR: “Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao Senhor de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual” (2Rs 23:25). Leituras da Semana: 2Cr 33; Hc 1:2-4; 2Rs 22; Fp 2:3-8; 2Rs 23:1-28; 1Co 5:7 Os pais sabem exatamente como é difícil ver seus filhos fazerem escolhas que irão prejudicá-los, uma preocupação que aumenta especialmente quando os filhos são mais velhos e estão fora do controle paterno. Naturalmente, esse sofrimento não se aplica apenas a pais e filhos: Em algum momento, já vimos amigos, parentes ou qualquer outra pessoa fazer escolhas que sabíamos que seriam prejudiciais a eles? Esse é um aspecto lamentável do mau uso do livre-arbítrio. Especialmente no aspecto moral, o livre-arbítrio não significa nada se não tivermos a liberdade de fazer escolhas erradas. Um ser “livre” que pode escolher apenas o certo não é verdadeiramente livre nem verdadeiramente moral. Assim, grande parte da Bíblia constitui a história de Deus advertindo Seu povo a não fazer escolhas erradas. Isso também constitui uma parte importante do assunto tratado no livro de Jeremias: as súplicas de Deus, que respeita a livre escolha e o livre-arbítrio do Seu povo escolhido. Embora, infelizmente, a maioria das histórias sobre esse assunto não sejam boas, nesta semana conseguiremos observar um vislumbre de esperança, isto é, veremos um dos poucos reis que, usando o livre-arbítrio, escolheu “o que era reto perante o Senhor” (2Rs 22:2). O evangelismo de colheita está chegando! Ajude alguém a conhecer os milagres de Deus em sua vida. Já convidou um amigo para ir com você a cada noite? De todas as criaturas que Deus fez sobre a Terra, só o homem é rebelde. Contudo, ele possui as faculdades do raciocínio para compreender as exigências da lei divina e uma consciência para sentir a culpa da transgressão e a paz e alegria da obediência. Deus o fez um agente moral livre, para obedecer ou desobedecer. A recompensa da vida eterna – um eterno peso de glória – é prometida àqueles que fazem a vontade de Deus, ao passo que as ameaças de Sua ira pendem sobre todos os que desprezam Sua lei (Santificação, p. 76). Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 2. Domingo - Os reinados de Manassés e Amom Por mais que gostemos de falar sobre objetividade, sobre ver as coisas como realmente são, somos irremediavelmente subjetivos. Vemos o mundo não tanto como ele realmente é, mas como nós realmente somos. Sendo seres caídos e corrompidos, devemos lembrar que essa corrupção vai impactar nossa percepção e interpretação do mundo que nos cerca. De que outra forma, por exemplo, podemos explicar os atos de alguém como Manassés, rei de Judá (cerca de 683-643 a.C.), especialmente naqueles primeiros anos de sua terrível apostasia? Dificilmente podemos imaginar como ele justificaria, em sua mente, as horríveis abominações que permitia florescerem em Judá. 1. Leia 2 Crônicas 33. Quais fatos mostram a grande corrupção do rei Manassés? Até que ponto Deus Se dispôs a perdoar? (33:1-25) 1Tinha Manassés doze anos de idade quando começou a reinar e cinqüenta e cinco anos reinou em Jerusalém. 2Fez o que era mau perante o SENHOR, segundo as abominações dos gentios que o SENHOR expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel. 3Pois tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, havia derribado, levantou altares aos baalins, e fez postes-ídolos, e se prostrou diante de todo o exército dos céus, e o serviu. 4Edificou altares na Casa do SENHOR, da qual o SENHOR tinha dito: Em Jerusalém, porei o meu nome para sempre. 5Também edificou altares a todo o exército dos céus nos dois átrios da Casa do SENHOR, 6queimou seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o SENHOR, para o provocar à ira. 7Também pôs a imagem de escultura do ídolo que tinha feito na Casa de Deus, de que Deus dissera a Davi e a Salomão, seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre 8e não removerei mais o pé de Israel da terra que destinei a seus pais, contanto que tenham cuidado de fazer tudo o que lhes tenho mandado, toda a lei, os estatutos e os juízos dados por intermédio de Moisés. 9Manassés fez errar a Judá e os moradores de Jerusalém, de maneira que fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído de diante dos filhos de Israel. 10Falou o SENHOR a Manassés e ao seu povo, porém não lhe deram ouvidos. 11Pelo que o SENHOR trouxe sobre eles os príncipes do exército do rei da Assíria, os quais prenderam Manassés com ganchos, amarraram- no com cadeias e o levaram à Babilônia. 12Ele, angustiado, suplicou deveras ao SENHOR, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais; 13fez-lhe oração, e Deus se tornou favorável para com ele, atendeu- lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, reconheceu Manassés que o SENHOR era Deus. 14Depois disto, edificou o muro de fora da Cidade de Davi, ao ocidente de Giom, no vale, e à entrada da Porta do Peixe, abrangendo Ofel, e o levantou mui alto; também pôs chefes militares em todas as cidades fortificadas de Judá. 15Tirou da Casa do SENHOR os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os altares que edificara no monte da Casa do SENHOR e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade. 16Restaurou o altar do SENHOR, sacrificou sobre ele ofertas pacíficas e de ações de graças e ordenou a Judá que servisse ao SENHOR, Deus de Israel. 17Contudo, o povo ainda sacrificava nos altos, mas somente ao SENHOR, seu Deus. 18Quanto aos mais atos de Manassés, e à sua oração ao seu Deus, e às palavras dos videntes que lhe falaram no nome do SENHOR, Deus de Israel, eis que estão escritos na História dos Reis de Israel. 19A sua oração e como Deus se tornou favorável para com ele, todo o seu pecado, a sua transgressão e os lugares onde edificou altos e colocou postes-ídolos e imagens de escultura, antes que se humilhasse, eis que tudo está na História dos Videntes. 20Assim, Manassés descansou com seus pais e foi sepultado na sua própria casa; e Amom, seu filho, reinou em seu lugar. 21Tinha Amom vinte e dois anos de idade quando começou a reinar e reinou dois anos em Jerusalém. 22Fez o que era mau perante o SENHOR, como fizera Manassés, seu pai; porque Amom fez sacrifício a todas as imagens de escultura que Manassés, seu pai, tinha feito e as serviu. 23Mas não se humilhou perante o SENHOR, como Manassés, seu pai, se humilhara; antes, Amom se tornou mais e mais culpável. 24Conspiraram contra ele os seus servos e o mataram em sua casa. 25Porém o povo da terra feriu todos os que conspiraram contra o rei Amom e constituiu a Josias, seu filho, rei em seu lugar. O fato de ser levado para Babilônia com ganchos e cadeias de bronze certamente deve ter feito com que ele reconsiderasse a vida. Contudo, o texto mostra que ocorreu algo mais profundo: Manassés se arrependeu verdadeiramente de seus caminhos e, quando foi restaurado ao trono, procurou reparar o estrago que havia feito. Infelizmente, o estrago era maior do que ele imaginava. Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 3. “Embora notável, esse arrependimento veio tarde demais para salvar o reino da influência corruptora de anos de prática idolátrica. Muitos haviam tropeçado e caído, não se levantando mais” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 383). O mais lamentável é que, entre os que haviam sido terrivelmente impactados pela apostasia de Manassés, estava seu filho, Amom, que subiu ao trono após a morte do pai e “fez o que era mau perante o Senhor, como fizera Manassés, seu pai; porque Amom fez sacrifício a todas as imagens de escultura que Manassés, seu pai, tinha feito e as serviu” (2Cr 33:22). E o pior: diferentemente de seu pai, Amom nunca se arrependeu de seus caminhos. Quem não conhece as terríveis consequências do pecado, mesmo que tenha sido perdoado? Que promessas de vitória sobre o pecado você pode reivindicar? Deseja reivindicá-las agora, antes que o pecado traga suas tristes consequências? Sua igreja está preparada para convidar e receber nossos amigos? Planeje um jejum especial pelo grande evangelismo e pelas pessoas que estão tomando a decisão pelo batismo. Segunda - Um novo rei Certa vez, um pregador disse: “Tenha cuidado com o que você pede em oração, pois você pode receber.” Os israelitas haviam almejado e orado por um rei, da mesma forma que as nações ao seu redor. Receberam o que pediram, e grande parte da sua história após a era dos juízes é o relato de como esses reis se corromperam no trono e, como resultado, corromperam também a nação. Contudo, sempre houve exceções, como o rei Josias, que ascendeu ao trono em 639 a.C. e governou até 608 a.C. 2. Em qual contexto o novo rei havia chegado ao trono? 2Cr 33:25 (33:25) Porém o povo da terra feriu todos os que conspiraram contra o rei Amom e constituiu a Josias, seu filho, rei em seu lugar. Embora a democracia deva ser o governo do povo, de modo geral ela não foi concebida para funcionar como funcionou nesse caso. Contudo, o povo tornou sua vontade conhecida, e as coisas foram feitas de acordo com a vontade dele. O jovem rei chegou ao trono num tempo de grande tumulto, apostasia e violência, até nos mais altos escalões do governo. Vendo o que acontecia, muitos fiéis no país se perguntavam se as promessas de Deus para o antigo Israel poderiam se cumprir algum dia. “Do ponto de vista humano, o propósito divino para a nação escolhida parecia quase impossível de ser realizado” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 384). 3. Como Habacuque descreveu a ansiedade dos fiéis diante dos problemas da nação? Hc 1:2-4 (1:2-4) 2Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? 3Por que me mostras a iniquidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. 4Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida. Infelizmente, a resposta para os problemas da iniquidade, violência, conflito e anarquia viria, mas do norte, dos babilônios, que Deus usaria para trazer juízo sobre Seu povo desobediente. Como temos visto desde o princípio, não precisava ser dessa forma; contudo, devido à recusa deles em se arrepender, enfrentaram a punição que seus próprios pecados acarretaram. Muitas vezes, do ponto de vista humano, “o propósito divino” parece impossível de ser realizado. Será que precisamos de fé para ir além do que vemos ou compreendemos? Terça - Josias no trono 4. “Tinha Josias oito anos de idade quando começou a reinar e reinou trinta e um anos em Jerusalém. Sua mãe Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 4. se chamava Jedida e era filha de Adaías, de Bozcate. Fez ele o que era reto perante o Senhor, andou em todo o caminho de Davi, seu pai, e não se desviou nem para a direita nem para a esquerda” (2Rs 22:1, 2). Considerando o contexto da ascensão de Josias ao trono, o que é tão notável nesses versos? A Bíblia não nos dá nenhuma explicação quanto a esse notável jovem que, considerando as circunstâncias, muito provavelmente estava destinado a ser tão corrupto e ímpio como seu pai. Porém, esse não foi o caso. Por alguma razão, ele escolheu uma trajetória diferente, e isso traria sobre a nação um impacto positivo, embora limitado. O texto de 2 Reis 22 menciona o que Josias fez a respeito do templo. Desde a dedicação do templo, feita por Salomão (960 a.C.), alguns séculos haviam se passado até as reformas de Josias (622 a.C.). Os reis, na verdade, não haviam cuidado do templo. A passagem do tempo havia deteriorado o belo edifício. O jovem rei viu que o templo já não era adequado para o culto devido aos longos anos de negligência. 5. O que Josias fez quando descobriu que o templo estava tão danificado? 2 Reis 22:3-7 (22:3-7) 3No décimo oitavo ano do seu reinado, o rei Josias mandou o escrivão Safã, filho de Azalias, filho de Mesulão, à Casa do SENHOR, 4dizendo: Sobe a Hilquias, o sumo sacerdote, para que conte o dinheiro que se trouxe à Casa do SENHOR, o qual os guardas da porta ajuntaram do povo; 5que o dêem nas mãos dos que dirigem a obra e têm a seu cargo a Casa do SENHOR, para que paguem àqueles que fazem a obra que há na Casa do SENHOR, para repararem os estragos da casa: 6aos carpinteiros, aos edificadores e aos pedreiros; e comprem madeira e pedras lavradas, para repararem os estragos da casa. 7Porém não se pediu conta do dinheiro que se lhes entregara nas mãos, porquanto procediam com fidelidade. Hoje diríamos que o rei enviou seu ministro das finanças ao sumo sacerdote e lhe pediu que calculasse e supervisionasse os materiais e a mão de obra necessários para reformar o templo. Não tinham que prestar contas do dinheiro que lhes era confiado porque procediam com fidelidade. Por alguma razão, Josias demonstrou confiança neles e, pelo que o relato evidencia, eles honraram essa confiança. Embora a reforma do templo tenha sido correta, o que é realmente fundamental para um verdadeiro reavivamento e reforma? (Fp 2:3-8). (2:3-8) 3Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. 4Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. 5Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Quarta - O livro da lei Embora tenha sido importante a reforma do santuário, que por muito tempo foi o centro do culto israelita, não bastava apenas a reforma do edifício. A estrutura mais bela e elaborada, ainda que tenha o objetivo de ajudar os adoradores a sentir algo do poder e grandeza do Senhor, em si mesma não é suficiente para despertar piedade entre o povo. A História está repleta de tristes casos de pessoas que, num minuto, estavam “cultuando” em uma bela igreja em alguma parte, e, no minuto seguinte, estavam saindo para cometer alguma atrocidade que, talvez, tenha até sido instigada pelo que elas ouviram dentro daquela bela estrutura. 6. O que aconteceu durante a reforma do templo? Qual é o importante significado da reação de Josias diante do que aconteceu? 2Rs 22:8-11 (22:8-11) 8Então, disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o Livro da Lei na Casa do SENHOR. Hilquias entregou o livro a Safã, e este o leu. 9Então, o escrivão Safã veio ter com o rei e lhe deu relatório, dizendo: Teus servos contaram o dinheiro que se achou na casa e o entregaram nas mãos dos que Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 5. dirigem a obra e têm a seu cargo a Casa do SENHOR. 10Relatou mais o escrivão Safã ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me entregou um livro. E Safã o leu diante do rei. 11Tendo o rei ouvido as palavras do Livro da Lei, rasgou as suas vestes. Encontraram o livro da lei de Moisés; a Bíblia não diz se foi apenas uma parte ou se foi o livro todo. O material provavelmente tenha sido encontrado enterrado nas paredes, em alguma parte do templo. 7. Leia 2 Reis 22:12-20. Qual foi a mensagem de Hulda para o povo? O que essas palavras dizem a nós? (22:12-20) 12Ordenou o rei a Hilquias, o sacerdote, a Aicão, filho de Safã, a Acbor, filho de Micaías, a Safã, o escrivão, e a Asaías, servo do rei, dizendo: 13Ide e consultai o SENHOR por mim, pelo povo e por todo o Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o furor do SENHOR que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram ouvidos às palavras deste livro, para fazerem segundo tudo quanto de nós está escrito. 14Então, o sacerdote Hilquias, Aicão, Acbor, Safã e Asaías foram ter com a profetisa Hulda, mulher de Salum, o guarda-roupa, filho de Ticva, filho de Harás, e lhe falaram. Ela habitava na cidade baixa de Jerusalém. 15Ela lhes disse: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Dizei ao homem que vos enviou a mim: 16Assim diz o SENHOR: Eis que trarei males sobre este lugar e sobre os seus moradores, a saber, todas as palavras do livro que leu o rei de Judá. 17Visto que me deixaram e queimaram incenso a outros deuses, para me provocarem à ira com todas as obras das suas mãos, o meu furor se acendeu contra este lugar e não se apagará. 18Porém ao rei de Judá, que vos enviou a consultar o SENHOR, assim lhe direis: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel, acerca das palavras que ouviste: 19Porquanto o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o SENHOR, quando ouviste o que falei contra este lugar e contra os seus moradores, que seriam para assolação e para maldição, e rasgaste as tuas vestes, e choraste perante mim, também eu te ouvi, diz o SENHOR. 20Pelo que, eis que eu te reunirei a teus pais, e tu serás recolhido em paz à tua sepultura, e os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar. Então, levaram eles ao rei esta resposta. Hulda transmitiu a mesma mensagem que Jeremias havia profetizado várias vezes. As pessoas que se haviam desviado de Deus tinham cavado, com seus atos, a própria sepultura, e colheriam as consequências disso. “Por intermédio de Hulda o Senhor enviou a Josias a declaração de que a ruína de Jerusalém não seria evitada. Mesmo que as pessoas então se humilhassem perante Deus, não escapariam à punição. Por tanto tempo seus sentidos haviam sido insensibilizados pela prática do mal que, se não viessem juízos sobre elas, logo retornariam às mesmas práticas pecaminosas. ‘Dizei ao homem que vos enviou a mim’, declarou a profetisa: ‘Assim diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre este lugar, e sobre os seus habitantes, a saber: Todas as maldições que estão escritas no livro que se leu perante o rei de Judá. Porque Me deixaram, e queimaram incenso perante outros deuses, para Me provocarem à ira com toda a obra das suas mãos; portanto, o Meu furor se derramou sobre este lugar, e não se apagará’” (2Cr 34:23-25, ARC; Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 399). Quinta - As reformas de Josias Apesar da advertência de juízo, Josias ainda estava determinado a fazer o que era “reto perante o Senhor” (2Rs 22:2). Talvez o desastre não pudesse ser evitado, “mas ao anunciar os juízos retributivos do Céu, o Senhor não reteve a oportunidade para arrependimento e reforma; e Josias, discernindo nisso uma boa disposição da parte de Deus para temperar Seus juízos com misericórdia, decidiu fazer tudo que estivesse em seu poder para executar decididas reformas” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 400). 8. Leia 2 Reis 23:1-28. Qual foi a essência da reforma que o rei procurou fazer em sua nação corrompida? Até que ponto as coisas tinham ficado ruins? (23:1-28) 1Então, deu ordem o rei, e todos os anciãos de Judá e de Jerusalém se ajuntaram a ele. 2O rei subiu à Casa do SENHOR, e com ele todos os homens de Judá, todos os moradores de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas e todo o povo, desde o menor até ao maior; e leu diante deles todas as palavras do Livro da Aliança que fora encontrado na Casa do SENHOR. 3O rei se pôs em pé junto à coluna e fez aliança ante o SENHOR, Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 6. para o seguirem, guardarem os seus mandamentos, os seus testemunhos e os seus estatutos, de todo o coração e de toda a alma, cumprindo as palavras desta aliança, que estavam escritas naquele livro; e todo o povo anuiu a esta aliança. 4Então, o rei ordenou ao sumo sacerdote Hilquias, e aos sacerdotes da segunda ordem, e aos guardas da porta que tirassem do templo do SENHOR todos os utensílios que se tinham feito para Baal, e para o poste-ídolo, e para todo o exército dos céus, e os queimou fora de Jerusalém, nos campos de Cedrom, e levou as cinzas deles para Betel. 5Também destituiu os sacerdotes que os reis de Judá estabeleceram para incensarem sobre os altos nas cidades de Judá e ao redor de Jerusalém, como também os que incensavam a Baal, ao sol, e à lua, e aos mais planetas, e a todo o exército dos céus. 6Também tirou da Casa do SENHOR o poste-ídolo, que levou para fora de Jerusalém até ao vale de Cedrom, no qual o queimou e o reduziu a pó, que lançou sobre as sepulturas do povo. 7Também derribou as casas da prostituição-cultual que estavam na Casa do SENHOR, onde as mulheres teciam tendas para o poste-ídolo. 8A todos os sacerdotes trouxe das cidades de Judá e profanou os altos em que os sacerdotes incensavam, desde Geba até Berseba; e derribou os altares das portas, que estavam à entrada da porta de Josué, governador da cidade, à mão esquerda daquele que entrava por ela. 9( Mas os sacerdotes dos altos não sacrificavam sobre o altar do SENHOR, em Jerusalém; porém comiam pães asmos no meio de seus irmãos. ) 10Também profanou a Tofete, que está no vale dos filhos de Hinom, para que ninguém queimasse a seu filho ou a sua filha como sacrifício a Moloque. 11Também tirou os cavalos que os reis de Judá tinham dedicado ao sol, à entrada da Casa do SENHOR, perto da câmara de Natã- Meleque, o camareiro, a qual ficava no átrio; e os carros do sol queimou. 12Também o rei derribou os altares que estavam sobre a sala de Acaz, sobre o terraço, altares que foram feitos pelos reis de Judá, como também os altares que fizera Manassés nos dois átrios da Casa do SENHOR; e, esmigalhados, os tirou dali e lançou o pó deles no ribeiro de Cedrom. 13O rei profanou também os altos que estavam defronte de Jerusalém, à mão direita do monte da Destruição, os quais edificara Salomão, rei de Israel, para Astarote, abominação dos sidônios, e para Quemos, abominação dos moabitas, e para Milcom, abominação dos filhos de Amom. 14Semelhantemente, fez em pedaços as colunas e cortou os postes-ídolos; e o lugar onde estavam encheu ele de ossos humanos. 15Também o altar que estava em Betel e o alto que fez Jeroboão, filho de Nebate, que tinha feito pecar a Israel, esse altar junto com o alto o rei derribou; destruiu o alto, reduziu a pó o seu altar e queimou o poste-ídolo. 16Olhando Josias ao seu redor, viu as sepulturas que estavam ali no monte; mandou tirar delas os ossos, e os queimou sobre o altar, e assim o profanou, segundo a palavra do SENHOR, que apregoara o homem de Deus que havia anunciado estas coisas. 17Então, perguntou: Que monumento é este que vejo? Responderam-lhe os homens da cidade: É a sepultura do homem de Deus que veio de Judá e apregoou estas coisas que fizeste contra o altar de Betel. 18Josias disse: Deixai-o estar; ninguém mexa nos seus ossos. Assim, deixaram estar os seus ossos com os ossos do profeta que viera de Samaria. 19Também tirou Josias todos os santuários dos altos que havia nas cidades de Samaria e que os reis de Israel tinham feito para provocarem o SENHOR à ira; e lhes fez segundo todos os atos que tinha praticado em Betel. 20E matou todos os sacerdotes dos altos que havia ali, sobre os altares, e queimou ossos humanos sobre eles; depois, voltou para Jerusalém. 21Deu ordem o rei a todo o povo, dizendo: Celebrai a Páscoa ao SENHOR, vosso Deus, como está escrito neste Livro da Aliança. 22Porque nunca se celebrou tal Páscoa como esta desde os dias dos juízes que julgaram Israel, nem durante os dias dos reis de Israel, nem nos dias dos reis de Judá. 23Corria o ano décimo oitavo do rei Josias, quando esta Páscoa se celebrou ao SENHOR, em Jerusalém. 24Aboliu também Josias os médiuns, os feiticeiros, os ídolos do lar, os ídolos e todas as abominações que se viam na terra de Judá e em Jerusalém, para cumprir as palavras da lei, que estavam escritas no livro que o sacerdote Hilquias achara na Casa do SENHOR. 25Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao SENHOR de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a Lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual. 26Nada obstante, o SENHOR não desistiu do furor da sua grande ira, ira com que ardia contra Judá, por todas as provocações com que Manassés o tinha irritado. 27Disse o SENHOR: Também a Judá removerei de diante de mim, como removi Israel, e rejeitarei esta cidade de Jerusalém, que escolhi, e a casa da qual eu dissera: Estará ali o meu nome. 28Quanto aos mais atos de Josias e a tudo quanto fez, porventura, não estão escritos no Livro da História dos Reis de Judá? Josias reuniu todo o povo em Jerusalém para renovar a aliança com Deus. O recém-achado livro da lei foi lido, e então eles fizeram o voto de seguir ao Deus de Israel. O rei não executou essa obra sozinho, mas pediu aos que tinham responsabilidades espirituais que fizessem o que fosse necessário. Por exemplo, ao longo dos séculos haviam sido colocados no templo diferentes objetos, como estátuas e símbolos que popularizaram o culto estrangeiro em Israel. Por vezes, esses objetos haviam Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 7. sido colocados ali como parte das condições de paz impostas à nação; outras vezes, reis os haviam posto em exposição para demonstrar sua pacificação, como sinal de submissão. Não importando quais tenham sido as razões, o lugar deles não era ali, e Josias ordenou que fossem removidos e destruídos. Além disso, a celebração da Páscoa durante a reforma de Josias não ocorreu nos lares, como tinha sido o costume anteriormente, mas dessa vez toda a nação a celebrou em conjunto. A mensagem simbólica dessa iniciativa foi que eles haviam deixado para trás a antiga era, e que estavam entrando em um novo tempo, no qual assumiam o voto de servir ao Deus verdadeiro, que os havia tirado do Egito, que havia providenciado um lar para as tribos, como tinha prometido, e que estava com eles em sua vida diária. Celebrar a Páscoa em nível nacional significava começar algo novo, porque todas as coisas antigas tinham terminado (pelo menos esse era o ideal). O que o simbolismo da Páscoa deve significar para nós hoje? (Ver 1Co 5:7.) Sexta - Estudo adicional Por que a nação tinha caído tão profundamente? Em certo sentido, a resposta é fácil: Ela caiu porque o ser humano decaiu muito. O grau de degradação da humanidade foi revelado numa famosa experiência realizada na Universidade Yale na década de 1960. Os participantes foram trazidos por meio de anúncios de jornais e lhes foi dito que deviam administrar choques elétricos a pessoas presas em cadeiras em outra sala. Os interruptores que administravam os choques foram rotulados com diferentes níveis, desde “choque leve” até “perigo: choque grave”, incluindo dois outros que estavam sinistramente rotulados como “XXX”. Foi dito aos participantes que administrassem os choques de acordo com as ordens dos cientistas. Ao fazerem isso, os participantes ouviam as pessoas na outra sala gritarem suplicando misericórdia. Na verdade, as pessoas na outra sala estavam apenas encenando: não estavam recebendo nenhum choque. O objetivo do estudo era ver até onde iriam esses participantes “normais” ao causar suposta dor a pessoas desconhecidas, simplesmente porque tinham recebido ordens para fazer isso. Os resultados foram assustadores. Embora muitos participantes tivessem ficado ansiosos, agitados, e até irados, isso não impediu que, surpreendentemente, 65% administrassem os “choques” mais fortes às pessoas, acreditando que realmente as estavam ferindo. O cientista que realizou a experiência escreveu: “Pessoas comuns, simplesmente fazendo seu trabalho, e sem hostilidade, podem se tornar agentes de um terrível processo destrutivo.” Quantas pessoas “comuns” fizeram coisas terríveis ao longo da História? Por quê? Os cristãos sabem a resposta. Simplesmente porque são pecadoras. Perguntas para reflexão O que a reforma de Josias ensina sobre a importância da Palavra de Deus? Se era tarde demais para evitar a catástrofe, por que o chamado ao arrependimento? A razão poderia estar nas mudanças que o reavivamento poderia fazer nas pessoas individualmente, ao contrário da nação como um todo? Comentários de Ellen G. White Ellen G. White, Vidas Que Falam [MM 1971], p. 200. Auxiliar para o professor Resumo da Lição Texto-chave: 2 Reis 23:1-28 O aluno deverá… Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 8. Conhecer: As reformas religiosas do rei Josias e como constituíram um vislumbre de esperança em meio à apostasia e idolatria. Sentir:A coragem que caracterizou o jovem rei Josias e a determinação com a qual ele persistiu em seu desejo de seguir a Deus. Fazer: Decidir fazer da reforma uma parte integrante de sua experiência cristã e estar pronto para a reforma quando ela for necessária. Esboço Conhecer: Josias, o último rei fiel de Judá Como foi possível para Josias ser diferente de seus ímpios antepassados? Como a descoberta do livro da lei durante a restauração do templo contribuiu para a reforma espiritual de Josias? Sentir: Zelo pela causa de Deus Às vezes, podemos nos sentir cansados de pessoas extremistas na igreja. Como podemos desenvolver um zelo saudável pela causa de Deus? Como podemos preservar nosso primeiro amor, isto é, nosso entusiasmo inicial em relação a Deus? Fazer: Uma reforma pessoal Por que a reforma não é um evento que ocorre uma única vez em nossa experiência cristã? Quando é necessário reformar nossa vida? Quais são os indicativos de que uma reforma é necessária? Resumo: O reinado e as reformas de Josias foram o último intervalo de fidelidade e paz em meio às trevas espirituais que precederam o exílio babilônico. Esse jovem rei, com todo o seu entusiasmo, zelo e determinação, demonstrou que, de fato, era possível seguir a Deus com inteireza, mesmo que isso não fosse suficiente para evitar o desastre iminente. Ciclo do aprendizado Motivação Focalizando as Escrituras: 2 Crônicas 33 e Habacuque 1:2-4 Conceito-chave para o crescimento espiritual: A graça de Deus é sempre poderosa, mas se torna especialmente evidente e visível quando salva alguém que estava muito longe de Deus. Então, ela demonstra que mesmo as pessoas que considerávamos além da possibilidade de redenção podem ser alcançadas por um Deus poderoso. Para o professor: O reinado de Manassés foi caracterizado por uma cadeia de atrocidades aparentemente interminável que culminou com o sacrifício de seus próprios filhos. Da idolatria à feitiçaria, do culto a Baal à colocação de imagens no templo: ele fez tudo isso e ainda fez pior. Ele reinou durante 55 anos, tempo suficientemente longo para consolidar todas essas abominações na vida religiosa e cultural de Judá. Seu filho Amom não foi melhor, e acabou sendo morto pelos próprios servos. Essa foi a dinastia em que o rei Josias nasceu. Seria importante demonstrar para a classe como Deus, por Sua graça, pode transformar mesmo uma herança má como essa em algo positivo. Discussão de abertura Haverá algumas grandes surpresas no Céu durante o milênio. Uma delas talvez seja o momento em que o profeta Isaías dobrar uma esquina das ruas de ouro da Jerusalém celestial e esbarrar em alguém. Depois de se desculparem, os dois olharão melhor um para o outro e Isaías perceberá repentinamente, chocado, que está olhando para o rosto de Manassés, o próprio rei que provavelmente mandou matá-lo milhares de anos atrás. Segundo a tradição judaica registrada no Talmude, Isaías se escondeu numa árvore enquanto estava fugindo de Manassés, mas foi traído pelas franjas de suas vestes, e a árvore foi serrada ao meio por ordem de Manassés, o que levou o profeta à morte. Há um indício desse relato em Hebreus 11:37, 38, que descreve os sofrimentos dos profetas do Antigo Testamento (ver também Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 381, 382). Podemos Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 9. imaginar os dois homens sentados em algum lugar junto ao rio, próximo à árvore da vida, e Manassés contando a Isaías a história da graça de Deus: como ele foi capturado pelos assírios e levado para Babilônia, onde finalmente se voltou para Deus e se arrependeu de seus maus caminhos. A conversão de Manassés é uma das mais dramáticas histórias bíblicas a respeito do poder de Deus, que transforma assassinos idólatras em homens e mulheres justos. Às vezes, temos ideias muito claras a respeito de quem merece e de quem não merece ser salvo. Manassés certamente não merecia. Como podemos evitar esse tipo de pensamento negativo e crítico? Compreensão Para o professor: Josias tinha apenas oito anos de idade quando se tornou rei; era apenas uma criança. Contudo, desde muito tenra idade decidiu fazer o que era reto aos olhos do Senhor. O nome da mãe do rei, que sempre é mencionado no caso dos reis de Judá, era “Jedida, filha de Adaías” (2Rs 22:1, NVI). Se o significado desses nomes (“amada de Yahweh” [Jedida] e “testemunha de Yahweh” [Adaías]) tinha alguma relação com o caráter dos personagens, muito provavelmente tenha sido a influência amorosa e fiel dessas pessoas que guiou Josias em sua grande obra. Comentário bíblico A morte de Cristo na cruz e a lei de Deus são os pontos centrais do evangelho. Ambos são ingredientes essenciais na história de Josias, pois ele descobriu o livro da lei no templo durante a reforma e depois restabeleceu a celebração da Páscoa, que prefigura tipologicamente o Calvário. I. A reforma do templo (Recapitule com a classe 2 Reis 22:1-11.) O declínio da Assíria e a ascensão de Babilônia durante o reinado de Josias criaram um vácuo de poder que aliviou as pressões externas sobre Judá, o que permitiu que Josias pusesse em prática suas convicções sem que houvesse interferência de fora. É interessante notar que, no Antigo Testamento, os tempos de paz política frequentemente coincidiam com a fidelidade dos reis. Por volta de 622 a.C., Josias decidiu restaurar o templo, o que deu origem a reformas bem maiores. O livro da lei possivelmente estava escondido numa câmara secreta, uma genizah (“esconderijo”) reservada para guardar manuscritos bíblicos, sendo essa uma característica arquitetônica que ainda pode ser encontrada nas sinagogas e que muitas vezes levou à descoberta de textos importantes (como, por exemplo, no caso da Genizah do Cairo). Estudiosos têm debatido a respeito do conteúdo do livro da lei encontrado. Uma das opiniões da alta crítica sobre a composição do Pentateuco sugere que o livro de Deuteronômio, na verdade, teria sido escrito por sacerdotes durante a época de Josias e depois recebido legitimação mosaica pela invenção da história de sua “descoberta” no templo. Contudo, a expressão “Livro da Lei” é uma referência que inclui todo o Pentateuco. O efeito que sua leitura teve sobre Josias e o povo, isto é, a celebração da Páscoa e a aliança da reforma, reflete Levítico 26, bem como Deuteronômio 28. Foi uma redescoberta da lei de Deus na forma de um manuscrito da torah, e a mensagem é clara: toda reforma precisa estar fundamentada na leitura da Palavra de Deus, e não em planos humanos. É aí que a verdadeira reforma começa, e Josias, rasgando as vestes em resposta à leitura, demonstrou sua disposição para se arrepender e fazer uma reforma. Pense nisto: Conte sobre um momento em que você experimentou efeito semelhante, em sua vida ou na vida de sua igreja, após a leitura da Palavra de Deus. II. A mensagem de Hulda (Recapitule com a classe 2 Reis 22:12-20 e Filipenses 2:3.) Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 10. Hulda faz parte de um grupo de cinco profetisas de Deus identificadas na Bíblia (Miriã, Débora, Hulda, a esposa de Isaías e Ana). Ao saber do livro da lei, Josias procurou imediatamente orientação profética. É interessante o fato de que ele não tenha procurado Jeremias, mas, como no tempo de Ezequias (em que havia Miqueias e Isaías), agora também havia dois profetas contemporâneos que Deus usou para diferentes momentos e mensagens. Infelizmente, a mensagem de Hulda coincidiu com a de Jeremias no sentido de indicar a inevitabilidade do exílio babilônico. Contudo, houve uma mensagem positiva para o jovem rei, que estava então com 26 anos de idade: toda a calamidade que devia cair sobre Judá só viria após sua morte. A reação de Josias após essa profecia foi fundamental, e está em harmonia com Filipenses 2:3-8. Josias poderia ter assumido uma posição confortável com base na profecia e continuado seu reinado com indiferença, uma vez que ele próprio estava seguro. Mas, ao contrário, ele empreendeu em uma das maiores reformas religiosas registradas na Bíblia. Pense nisto: Demasiadas vezes nos envolvemos na obra de Deus somente após nos certificarmos de que teremos alguma recompensa com isso. De que maneira podemos aplicar em nossa vida o exemplo de Josias e Jesus, que não agiram por motivos egoístas? III. A reforma e a Páscoa (Recapitule com a classe 2 Reis 23 e 1 Coríntios 5:7.) É interessante ver a quantidade de detalhes com que a Bíblia descreve as reformas realizadas por Josias. Ao fazer isso, ela cria um forte contraste com a longa e detalhada lista de atrocidades que Manassés e Amom cometeram. Fica claro que Deus é meticuloso ao desfazer o mal. A reforma começou como um ritual de renovação da aliança (2Rs 23:1-3). Então, ela teve início onde a abominação de Manassés terminou: no templo (2Cr 33:7, NTLH), com a demolição do poste de Aserá e a destruição das acomodações dos prostitutos cultuais. Dali, Josias saiu do recinto do templo, estendendo suas reformas para Jerusalém, Judá, e seguindo para o norte até Betel, trazendo de volta para Deus todo o Israel. Complementando as reformas das áreas destruídas, houve o restabelecimento da Páscoa, que superou todas as celebrações anteriores desde a época de Samuel. Dessa forma, Josias comemorou a libertação do povo de Deus do Egito e prefigurou a morte de Cristo na cruz, unindo assim a lei e a graça, o que deve ser o alvo supremo de toda reforma (1Co 5:7). Pense nisto: Como alcançar o equilíbrio entre a demonstração de zelo pela lei de Deus e a expressão de Sua graça em nossos relacionamentos? Aplicação Para o professor: Há muitas lições para se aprender com o reinado de Josias: o valor de uma criação piedosa e fiel (como ele recebeu de sua mãe e sua avó), seguir a Deus apesar da dificuldade de um contexto familiar problemático (como ocorreu com seu pai e seu avô), fundamentar as decisões na leitura da Palavra de Deus, entusiasmo pelo serviço de Deus, o trabalho para Deus sem motivações egoístas, etc. Perguntas para reflexão e aplicação 1. As reformas de Josias uniram a lei e a graça na celebração da Páscoa e nas reformas subsequentes. Como podemos unir esses dois aspectos em nossa vida? 2. Reflita sobre sua motivação para se envolver no trabalho da igreja. Há perigo de fazer isso em busca de reconhecimento, atenção, conquista de pontos com Deus ou qualquer outra razão egoísta? Como podemos nos certificar de que faremos isso pelas razões certas? Criatividade Para o professor: O restabelecimento da celebração da Páscoa, liderado por Josias, foi um grande evento que Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 11. serviu como renovação da aliança de Judá com o Senhor. Enfatize como nós também precisamos de eventos espirituais que confirmem nossa fé. Quais eventos podemos promover em nossa igreja? Atividades individuais e em classe Planeje um culto com sua classe durante o qual sejam lidos os textos bíblicos a respeito da reforma de Josias, bem como o capítulo correspondente de Ellen G. White em Profetas e Reis. Separe tempo para que os alunos pensem nas reformas que já houve na vida de cada um e reserve um momento para testemunhos sobre o que aconteceu quando eles experimentaram uma reforma espiritual. Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição? Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões:Pedidos, Dúvidas, Críticas, Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com