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LIÇÃO 3 O Evangelho de Mateus
Justiça e misericórdia no Antigo Testamento: Parte 1 9 a 16 de JUNHO 2016
❉ Sábado à tarde Ano Bíblico: Sl 145-150
VERSO PARA MEMORIZAR: Deus “faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta
os encarcerados. O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos. O
Senhor guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva” (Sl 146:7-9).
Leituras da semana: Êx 22:21-23; 23:2-9; Am 8:4-7; Is 1:13-17; 58:1-14; At 20:35
Anos atrás, num dia frio na cidade de Nova York, um menino de dez anos, descalço e tremendo, observava
atentamente a vitrine de uma loja de sapatos. Uma mulher foi até o menino e perguntou por que ele estava
observando a vitrine com tanto interesse. Ele disse que estava pedindo a Deus que lhe desse um par de sapatos.
A mulher o tomou pela mão e o levou para dentro da loja. Ela pediu ao atendente que trouxesse seis pares de
meias; pediu também uma bacia com água e uma toalha. Levando o rapazinho para o fundo da loja, ela tirou
as luvas, lavou os pés dele e os enxugou com a toalha. O atendente chegou com as meias. A mulher colocou
meias nos pés do menino e lhe deu um par de sapatos. Colocou a mão na cabeça dele e perguntou se ele se
sentia mais confortável. Quando ela se virou para ir embora, o espantado rapazinho segurou a mão dela e
perguntou, com lágrimas: “A senhora é a esposa de Deus?”
Aquele menino falou uma verdade maior do que imaginava. A igreja de Deus é Sua noiva, Sua esposa. Como
membros de Sua igreja, precisamos refletir seu caráter amoroso.
Forme pequenos grupos entre os jovens de sua comunidade. Fortaleça a comunhão e promova a missão.
❉ Domingo, 10 de julho – Misericórdia e justiça: marcas do povo de Deus
Desde o princípio a justiça social fez parte das leis de Deus e de Seu ideal para Seu povo. A justiça social é a
intenção original de Deus para a sociedade humana: um mundo em que as necessidades básicas são satisfeitas,
as pessoas prosperam e a paz reina.
Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
► Pergunta. 1. Leia os versos seguintes e resuma o que eles dizem sobre a misericórdia e a justiça, ou sobre o
que às vezes é chamado de “justiça social”. Êx 22:21-23; 23:2-9; Lv 19:10; Pv 14:31; 29:7
Ex 22:21-23, (ACF 1753); 21 O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás ; pois estrangeiros fostes na terra
do Egito. 22 A nenhuma viúva nem órfão afligireis. 23 Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim,
eu certamente ouvirei o seu clamor.
Ex 23:2-9, (ACF 1753); 2 Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando
parte com a maioria para torcer o direito. 3 Nem ao pobre favorecerás na sua demanda. 4 Se encontrares o boi
do teu inimigo, ou o seu jumento, desgarrado, sem falta lho reconduzirás. 5 Se vires o jumento, daquele que te
odeia, caído debaixo da sua carga, deixarás pois de ajudá-lo? Certamente o ajudarás a levantá-lo. 6 Não
perverterás o direito do teu pobre na sua demanda. 7 De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o
inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio. 8 Também suborno não tomarás; porque o suborno cega os
que têm vista, e perverte as palavras dos justos. 9 Também não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o
coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.
Lv 19:10, (ARA); 10 Não rebuscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao
pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
Pv 14:31, (ARA); 31 O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece
do necessitado.
Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber. (Provérbios 29:7 ARA)2.
► Resposta. 1. Em lugar de afligir forasteiros, viúvas e órfãos, devemos ajudá-los. Precisamos seguir os
princípios da bondade, honestidade, imparcialidade, justiça e generosidade. Oprimir os pobres é insultar o
Criador.
► Pergunta. 2. De que forma a ideia da misericórdia e da justiça é refletida em cada um dos sábados
mencionados nos textos a seguir? Êx 20:8-10; 23:10, 11; Lv 25:8-55
Ex 20:8-10, (ACF 1753); 8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás, e farás toda a
tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu
filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro
das tuas portas.
Ex 23:10-11, (ARC); 10 Também seis anos semearás tua terra e recolherás os seus frutos; 11 mas, ao sétimo, a
soltarás e deixarás descansar, para que possam comer os pobres do teu povo, e do sobejo comam os animais do
campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival.
Lv 25:8-55, (ACF 1753); 8 Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os
dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. 9 Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás
passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra, 10 E
santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu
vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. 11 O ano qüinquagésimo vos será
jubileu; não semeareis nem colhereis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das
separações, 12 Porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis. 13 Neste ano do jubileu
tornareis cada um à sua possessão. 14 E quando venderdes alguma coisa ao vosso próximo, ou a comprardes
da mão do vosso próximo, ninguém engane a seu irmão; 15 Conforme ao número dos anos, desde o jubileu,
comprarás ao teu próximo; e conforme o número dos anos das colheitas, ele a venderá a ti. 16 Conforme se
multipliquem os anos, aumentarás o seu preço, e conforme à diminuição dos anos abaixarás o seu preço;
porque conforme o número das colheitas é que ele te vende. 17 Ninguém, pois, engane ao seu próximo; mas
terás temor do teu Deus; porque eu sou o SENHOR vosso Deus. 18 E observareis os meus estatutos, e
guardareis os meus juízos, e os cumprireis; assim habitareis seguros na terra. 19 E a terra dará o seu fruto, e
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comereis a fartar, e nela habitareis seguros. 20 E se disserdes: Que comeremos no ano sétimo? eis que não
havemos de semear nem fazer a nossa colheita; 21 Então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano,
para que dê fruto por três anos, 22 E no oitavo ano semeareis, e comereis da colheita velha até ao ano nono;
até que venha a nova colheita, comereis a velha. 23 Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a
terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo. 24 Portanto em toda a terra da vossa possessão
dareis resgate à terra. 24 Verszeile ohne Text 25 Quando teu irmão empobrecer e vender alguma parte da sua
possessão, então virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que vendeu seu irmão. 26 E se alguém não
tiver resgatador, porém conseguir o suficiente para o seu resgate, 27 Então contará os anos desde a sua venda,
e o que ficar restituirá ao homem a quem a vendeu, e tornará à sua possessão. 28 Mas se não conseguir o
suficiente para restituir-lha, então a que foi vendida ficará na mão do comprador até ao ano do jubileu; porém
no ano do jubileu sairá, e ele tornará à sua possessão. 29 E, quando alguém vender uma casa de moradia em
cidade murada, então poderá resgatá-la até que se cumpra o ano da sua venda; durante um ano inteiro será
lícito o seu resgate. 30 Mas, se, cumprindo-se-lhe um ano inteiro, ainda não for resgatada, então a casa, que
estiver na cidade que tem muro, em perpetuidade ficará ao que a comprou, pelas suas gerações; não sairá no
jubileu. 31 Mas as casas das aldeias que não têm muro ao redor, serão estimadas como o campo da terra; para
elas haverá resgate, e sairão no jubileu. 32 Mas, no tocante às cidades dos levitas, às casas das cidades da sua
possessão, direito perpétuo de resgate terão os levitas. 33 E se alguém comprar dos levitas, uma casa, a casa
comprada e a cidade da sua possessão sairão do poder do comprador no jubileu; porque as casas das cidades
dos levitas são a sua possessão no meio dos filhos de Israel. 34 Mas o campo do arrabalde das suas cidades
não se venderá, porque lhes é possessão perpétua. 35 E, quando teu irmão empobrecer, e as suas forças
decaírem, então sustentá-lo-ás, como estrangeiro e peregrino viverá contigo. 36 Não tomarás dele juros, nem
ganho; mas do teu Deus terás temor, para que teu irmão viva contigo. 37 Não lhe darás teu dinheiro com
usura, nem darás do teu alimento por interesse. 38 Eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tirei da terra do
Egito, para vos dar a terra de Canaã, para ser vosso Deus. 39 Quando também teu irmão empobrecer, estando
ele contigo, e vender-se a ti, não o farás servir como escravo. 40 Como diarista, como peregrino estará
contigo; até ao ano do jubileu te servirá; 41 Então sairá do teu serviço, ele e seus filhos com ele, e tornará à
sua família e à possessão de seus pais. 42 Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito; não serão
vendidos como se vendem os escravos. 43 Não te assenhorearás dele com rigor, mas do teu Deus terás temor.
44 E quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das nações que estão ao redor de vós; deles
comprareis escravos e escravas. 45 Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre
vós, deles e das suas famílias que estiverem convosco, que tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por
possessão. 46 E possuí-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para herdarem a possessão;
perpetuamente os fareis servir; mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não vos assenhoreareis com rigor,
uns sobre os outros. 47 E se o estrangeiro ou peregrino que está contigo alcançar riqueza, e teu irmão, que está
com ele, empobrecer, e vender-se ao estrangeiro ou peregrino que está contigo, ou a alguém da família do
estrangeiro, 48 Depois que se houver vendido, haverá resgate para ele; um de seus irmãos o poderá resgatar;
49 Ou seu tio, ou o filho de seu tio o poderá resgatar; ou um dos seus parentes, da sua família, o poderá
resgatar; ou, se alcançar riqueza, se resgatará a si mesmo. 50 E acertará com aquele que o comprou, desde o
ano que se vendeu a ele até ao ano do jubileu, e o preço da sua venda será conforme o número dos anos;
conforme os dias de um diarista estará com ele. 51 Se ainda faltarem muitos anos, conforme a eles restituirá,
para seu resgate, parte do dinheiro pelo qual foi vendido, 52 E se ainda restarem poucos anos até ao ano do
jubileu, então fará contas com ele; segundo os seus anos restituirá o seu resgate. 53 Como diarista, de ano em
ano, estará com ele; não se assenhoreará sobre ele com rigor diante dos teus olhos. 54 E, se desta sorte não se
resgatar, sairá no ano do jubileu, ele e seus filhos com ele. 55 Porque os filhos de Israel me são servos; meus
servos são eles, que tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus.
► Resposta. 2. No trabalho que garante o sustento e a prosperidade, e no direito ao descanso para patrões,
empregados, animais e para a própria terra. O descanso sabático para todos está de acordo com a misericórdia,
relembrando que, apesar das diferenças, somos iguais em aspectos importantes. No ano sabático, enquanto a
terra descansava, os pobres e animais poderiam comer dos frutos da terra livremente, o que deveria
enfraquecer a tendência à avareza. Pessoas e propriedades vendidas eram resgatadas no ano do jubileu.
A misericórdia e a justiça também são enfatizadas nas leis do sábado dadas ao antigo Israel. Deus delineou três
tipos de sábado.
Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
A. As instruções para a guarda do sábado incluíam o princípio da garantia de oportunidades iguais para que
todos descansassem, inclusive servos, animais e estrangeiros.
B. A cada sete anos, o ano sabático era uma ocasião para o cancelamento de dívidas, para demonstrar interesse
pelos pobres e libertar os escravos. Deus instruiu Seu povo a incluir os animais nos benefícios do ano sabático
(ver Lv 25:6, 7).
C. O ano do jubileu ocorria no quinquagésimo ano, após sete anos sabáticos. A propriedade que havia sido
vendida era devolvida ao proprietário original, as dívidas eram perdoadas e os prisioneiros e escravos eram
libertados. O jubileu era um equalizador da sociedade, um reinício que dava a todos a oportunidade de
recomeçar a vida. Era uma “salvaguarda contra os extremos da riqueza ou da miséria” (Ellen G. White, A
Ciência do Bom Viver, p. 185).
Ali, na própria estrutura da sociedade hebreia, podemos ver como a justiça e a misericórdia atuavam juntas em
favor dos menos afortunados da sociedade.
Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site reavivadosporsuapalavra.org
❉ Segunda, 11 de julho – Preocupações universais
► Pergunta. 3. Leia Gênesis 2:1-3. O que essa passagem nos diz sobre a universalidade do sábado?
Gn 2:1-3, (ACF 1753); 1 ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. 2 E havendo Deus
acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. 3 E
abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.
► Resposta. 3. O sábado é um memorial da criação da Terra e de todos os seres vivos. Deus descansou nesse
dia, o abençoou e o santificou, para que nele todas as criaturas também descansem nas Suas bênçãos e na Sua
santidade, e compartilhem esses benefícios com os que sofrem por falta desse descanso em Deus.
Se observarmos verdadeiramente o sábado, não nos contentaremos apenas com nosso próprio descanso (Êx
23:12), redenção (Dt 5:12-15) e restauração final na nova Terra (Is 66:22, 23), mas ajudaremos outras pessoas
a encontrarem o descanso em Deus. Na verdade, o sábado nos diz que Deus é o Criador de todos os que vivem
na Terra, Aquele que provê descanso para todos eles. A universalidade do descanso do sábado implica que
todos nós, ricos ou pobres, temos algo em comum. A paternidade comum de Deus significa uma igualdade e
um interesse comum entre todos os seres humanos.
Além disso, como vimos ontem, o interesse pela justiça social se estende dos sábados semanais para os anos
sabáticos e ao ano do jubileu. Os princípios por trás dos três sábados apresentados em Levítico 23 e 25 se
estendem também para os cristãos. O sábado apontará perpetuamente para o passado, para a criação, para a
cruz, bem como para o futuro e a nova Terra. Ele fortalecerá nosso relacionamento com nosso compassivo
Criador e Salvador, levando-nos assim para mais perto daqueles que Ele ama profundamente – pessoas que
têm necessidades profundas, que são pobres ou estão sofrendo.
Note que, embora o ano sabático e o ano do jubileu ilustrem princípios eternos, isso não significa que devamos
observar literalmente essas festas hoje em dia. Não devemos. Diferentemente do sábado semanal, instituído na
criação, no mundo anterior à queda, o ano sabático e o ano do jubileu estão entre os sábados cerimoniais que
eram “sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2:16, 17) e que apontavam para o futuro, para o ministério e o
sacrifício de Jesus, e que terminariam com Sua morte na cruz. Esses sábados apontam para um princípio
relacionado à maneira pela qual devemos tratar os outros, especialmente os necessitados. Como um povo
redimido, Israel tinha a obrigação de ser uma luz para o mundo, mostrando aos outros a misericórdia de Deus
sem parcialidade. Com ações de graças, deviam representar o caráter de Deus àqueles que não O conheciam.
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Leia Amós 8:4-7. O que estava acontecendo ali? Somos culpados de fazer a mesma coisa com os outros? De
acordo com o contexto, o que significam as palavras: “Eu não Me esquecerei de todas as suas obras, para
sempre”?
❉ Terça, 12 de julho – A voz profética: parte 1
► Pergunta. 4. Como podemos aplicar esses princípios de Provérbios 31:8, 9 à nossa vida?
Pv 31:8-9, (NVI); 8 "Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os
desamparados. 9 Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados".
► Resposta. 4. Ensinando o evangelho às pessoas, ajudando a restaurar famílias, educando e lutando contra os
abusos éticos, e suprindo as necessidades dos pobres.
Até agora, nesta semana, notamos que Deus deseja que Seu povo expresse Suas características de misericórdia
e justiça como parte do comportamento ideal que deve ter. Os profetas hebreus erguiam frequentemente a voz
em favor dos necessitados, chamando o povo de Deus ao arrependimento por ter representado mal o interesse
divino pelos marginalizados e oprimidos. Na verdade, para Deus esse comportamento altruísta de socorrer os
outros é igual à verdadeira adoração.
► Pergunta. 5. Leia Isaías 1:13-17. Qual é a definição divina da verdadeira adoração? Como podemos aplicar
esses conceitos à nossa vida?
Is 1:13-17, (ACF 1753); 13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas
novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião
solene. 14 As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou
cansado de as sofrer. 15 Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que
multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. 16 Lavai-vos,
purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. 17 Aprendei a fazer
bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas.
► Resposta. 5. Afastar-se da iniquidade, limpar as mãos do sangue, parar de praticar atos de maldade,
aprender a fazer o bem, atender à justiça, repreender o opressor, defender o direito do órfão e pleitear a causa
das viúvas.
Embora muitos dos profetas do Antigo Testamento dirigissem a atenção das pessoas para eventos futuros que
estavam além de seu tempo, também se concentravam muito na reforma espiritual e moral, e no serviço
abnegado que devia ocorrer em sua época. A voz profética dos servos do Senhor soava mais alto quando o
povo de Deus fazia esforços extravagantes para Lhe prestar culto, mas não refletia Sua compaixão para com os
sofredores que os cercavam. Não dá para imaginar uma testemunha mais ineficaz do que aquela que está tão
ocupada “adorando” a Deus que não tem tempo para ajudar os necessitados. Não estamos revelando uma
forma de “adoração” quando servimos ao Senhor ao atender às necessidades dos outros?
❉ Quarta, 13 de julho – A voz profética: parte 2
Isaías 58 apresenta uma mensagem profética especial de repreensão e esperança para o povo de Deus, tanto
para o tempo de Isaías quanto para nós hoje.
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► Pergunta. 6. Após anunciar que estava descontente com Seu povo (ver Is 58:1), que descrição Deus fez
daqueles a quem estava Se dirigindo? Is 58:2
Is 58:1-2, (ARA); 1 Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu
povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados. 2 Todavia me procuram cada dia, tomam prazer em
saber os meus caminhos; como se fossem um povo que praticasse a justiça e não tivesse abandonado a
ordenança do seu Deus, pedem-me juízos retos, têm prazer em se chegar a Deus!,
► Resposta. 6. Mesmo vivendo no pecado, o povo aparentava ter prazer em saber os caminhos de Deus, em
praticar a justiça e em não deixar o direito divino. Perguntavam pelos direitos da justiça e mostravam prazer
em se chegar a Deus.
Embora não saibamos exatamente o “tom de voz” expresso nesse texto, fica claro que o Senhor estava
condenando as exibições exteriores de piedade e fé que eles faziam, porque sabia que tudo era falso. A
tradução da NVI diz o seguinte: “Pois dia a dia Me procuram; parecem desejosos de conhecer os Meus
caminhos, como se fossem uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos do seu
Deus” (Is 58:2).
► Pergunta. 7. Leia Isaías 58:3-14. O que estava errado com o jejum e outras manifestações religiosas? Qual
era a questão mais ampla envolvida ali?
Is 58:3-14, (ARC); 3 dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa
alma, e tu o não sabes? Eis que, no dia em que jejuais, achais o vosso próprio contentamento e requereis todo
o vosso trabalho. 4 Eis que, para contendas e debates, jejuais e para dardes punhadas impiamente; não jejueis
como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto. 5 Seria este o jejum que eu escolheria: que o homem um dia
aflija a sua alma, que incline a cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco grosseiro e cinza?
Chamarias tu a isso jejum e dia aprazível ao SENHOR? 6 Porventura, não é este o jejum que escolhi: que
soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que
despedaces todo o jugo? 7 Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa
os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne? 8 Então, romperá
a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do
SENHOR será a tua retaguarda. 9 Então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me
aqui; acontecerá isso se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo e o falar vaidade; 10 e, se abrires a tua
alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o
meio-dia. 11 E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará teus
ossos; e serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas nunca faltam. 12 E os que de ti
procederem edificarão os lugares antigamente assolados; e levantarás os fundamentos de geração em geração,
e chamar-te-ão reparador das roturas e restaurador de veredas para morar. 13 Se desviares o teu pé do sábado,
de fazer a tua vontade no meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR digno de
honra, e se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar
as tuas próprias palavras, 14 então, te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra e te
sustentarei com a herança de Jacó, teu pai; porque a boca do SENHOR o disse.
► Resposta. 7. Eles jejuavam e afligiam a alma ao mesmo tempo em que pensavam nos próprios interesses e
oprimiam seus empregados. O jejum era ocasião para contenda, violência, injustiça social, mesquinhez,
hipocrisia e egoísmo. Esse tipo de jejum trazia escuridão espiritual, doença e maldição. Além disso, estava
associado à profanação do sábado, que resultava em ruína da nação.
Note algo crucial: muitas vezes, a adoração e nossas orações podem ser egoístas, do tipo: “Senhor, faça isso
para mim, faça aquilo para mim.” É claro que há tempo e lugar para buscar o Senhor por causa de nossas
necessidades pessoais; mas o que o Senhor disse ali é que a verdadeira adoração inclui a atenção às
necessidades do “faminto”, dos “oprimidos” e “pobres”. Porém, é surpreendente que esse ministério em favor
dos outros abençoa não só os que recebem ajuda, mas também os que a oferecem. Leia o que esses versos
dizem sobre o que acontece aos que vão em busca dos necessitados e os ajudam. Ao servir e doar aos outros,
nós mesmos somos abençoados. Quem, em algum momento, já não experimentou, em certa medida, a
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realidade dessas promessas de Deus? Quem já não viu a alegria, a satisfação e a esperança experimentadas
pelos que ajudam os que não podem ajudar a si mesmos? É difícil imaginar um modo melhor de refletir ao
mundo o caráter de Cristo.
Leia Atos 20:35. Você já experimentou a realidade dessas palavras em seu ministério em favor dos outros?
❉ Quinta, 14 de julho – Uma força para o bem
Não é suficiente ter a verdade, por mais maravilhoso que isso seja. Em Isaías 58, o povo de Deus era fervoroso
em suas formas e práticas religiosas, mas deficiente em aplicar sua fé na vida prática. Deus está chamando Sua
igreja hoje a ser uma força para o bem, ecoando o chamado dos profetas do Antigo Testamento para que o
povo demonstrasse a verdade sobre o caráter divino.
► Pergunta. 8. De que maneira nossa igreja local e a igreja mundial podem cumprir o chamado divino no
aspecto da justiça social?
Sl 82:3-4, (ARC); 3 Defendei o pobre e o órfão; fazei justiça ao aflito e necessitado. 4 Livrai o pobre e o
necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios.
Is 1:16-17, (ACF 1753); 16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos;
cessai de fazer mal. 17 Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao
órfão; tratai da causa das viúvas.
► Resposta. 8. Realizando ações de amparo aos necessitados, órfãos, aflitos e desamparados. Lutar contra a
opressão a essas pessoas.
Uma igreja está localizada numa comunidade urbana infestada de violência pelo uso de armas. Em 2011 a
clara voz profética de seu pastor soou numa grande cidade, durante um congresso sobre missão urbana. Aqui
estão amostras de ideias apresentadas em seu discurso: “Os cristãos precisam deter a marcha para a morte!”
Referindo-se à história bíblica que relata a ocasião em que Jesus deteve o cortejo fúnebre do filho da viúva de
Naim (Lc 7:11-17), ele explicou que a igreja não podia ficar de braços cruzados enquanto a violência nas ruas
aumentava em sua comunidade. Ele perguntou ao auditório: “Somos simplesmente uma igreja que se levanta
para fazer discursos fúnebres? A questão não é perguntar a Deus: ‘Por que o Senhor permite o sofrimento?’,
pois Deus diz: ‘Por que é que vocês permitem o sofrimento?’”
Essa igreja também é muito ativa no desenvolvimento da comunidade. Durante sete anos o coral da igreja saiu
às ruas. Eles cantavam, distribuíam folhetos e ofereciam o serviço da igreja aos que tinham alguma
necessidade. A partir desse contato com a comunidade, a igreja ajudou a vizinhança de inúmeras formas e
proporcionou muitos benefícios aos necessitados. Através de vários programas, a igreja fez grande diferença
na comunidade.
Essa igreja é apenas um exemplo das muitas maneiras pelas quais as igrejas podem ser uma força para servir e
ajudar a curar suas comunidades.
O que sua igreja pode fazer para ajudar os necessitados de sua comunidade?
❉ Sexta, 15 de julho – Estudo adicional
Leia, de Ellen G. White, “Israel Recebe a Lei” e “O Cuidado de Deus para com os Pobres”, em Patriarcas e
Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
Profetas, p. 307-314; 530-536.
Os conceitos de justiça e misericórdia são vistos ao longo de todo o Antigo Testamento. Examine, por
exemplo, Deuteronômio 24:10-22.
Esses conceitos eram muito importantes para ser deixados totalmente por conta das noções das pessoas sobre
justiça e benevolência. O Senhor fez com que eles se recordassem do que tinham sido no passado, quando
certamente estiveram entre os menos afortunados. “Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito; por
isso lhes ordeno que façam tudo isso” (Dt 24:22, NVI). Precisamos sempre nos lembrar da graça e do favor
imerecido que Deus nos concedeu. Assim, com a riqueza e a plenitude do que temos em Cristo (Ef 3:19; Cl
2:10), precisamos estar prontos a servir e a ajudar aqueles que precisam de nosso serviço e de nossa ajuda.
Perguntas para reflexão
1. De que maneira a ordem do quarto mandamento para que os servos descansem no sábado revela a ideia da
igualdade de todos os seres humanos perante Deus? Como a universalidade do que Cristo fez na cruz revela,
de maneira ainda maior, a igualdade de todos os seres humanos diante de Deus?
2. “Descubram qual é a necessidade dos pobres e sofredores, e então, com amor e bondade, ajudem essas
pessoas a ter coragem, esperança e confiança, compartilhando com elas as boas coisas que Deus deu a vocês”
(Ellen G. White, em Pacific Union Recorder, 21 de julho de 1904). Como fazer isso? Como compartilhar o
que Cristo nos concedeu, mas de maneira palpável, ajudando verdadeiramente os necessitados?
Anotações
Resumo da Lição
TEXTO-CHAVE: Isaías 1:13-17
O ALUNO DEVERÁ
1. Conhecer: A importância que Deus dá ao devido cuidado para com os marginalizados pela
sociedade: pobres, órfãos, viúvas e estrangeiros.
2. Sentir: Empatia para com os que enfrentam situações difíceis em nossa comunidade.
3. Fazer: Demonstrar compaixão cristã pelos necessitados, não apenas por meio de palavras amáveis,
mas também de atitudes práticas.
ESBOÇO
1. Conhecer: A um destes Meus pequeninos
1.Por que há na Bíblia tantas referências aos pobres e aos que sofrem?
2.Nosso foco principal não deveria estar em apressar a volta de Cristo, quando toda a injustiça terá
fim? Não seria melhor que dedicássemos tempo à pregação do evangelho, em vez de defender os
pobres e marginalizados e trabalhar por eles? Explique sua resposta.
2. Sentir: Mais bem-aventurado
1.Em Atos 20:35 Paulo diz que devemos socorrer os necessitados e, em seguida, cita as palavras de
Jesus: “Mais bem-aventurado é dar que receber.” Em que sentido isso é mais bem-aventurado?
Descreva como se sente quando ajuda alguém menos favorecido que você.
3. Fazer: Sempre que o fizestes
1.Jesus disse que O ajudamos quando auxiliamos os pobres e necessitados (Mt 25:40). O que
aconteceria se nesta semana, ao encontrar alguém em necessidade, você o considerasse como sendo
Jesus?
2.Busque oportunidades de proporcionar ajuda regular e prática a alguém de sua comunidade que esteja
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passando por dificuldades.
RESUMO:
Nunca fez parte do propósito divino que os seres humanos sofressem, que existisse pobreza, solidão, dor,
tristeza. Porém, diante dessa realidade, Ele chama Seus seguidores para ajudar a socorrer os marginalizados.
Ciclo do aprendizado
Motivação
Focalizando as Escrituras: Isaías 1:17
Conceito-chave para o crescimento espiritual:
Deus tem um lugar especial no coração para os marginalizados e sofredores. Ele convoca os cristãos para
priorizar o auxílio a essas pessoas.
Para o professor:
No livro de Isaías, os pecados mencionados repetidas vezes são os maus-tratos para com as viúvas, órfãos,
estrangeiros e pobres. É evidente que Isaías também fala de pecados relacionados à moralidade, mas como
cristãos somos tentados a destacar apenas pecados morais e ignorar sistemas vigentes que marginalizam e
discriminam. Nesta semana aproveite a oportunidade para examinar com a classe por que as questões de
justiça social são importantes para nós como seguidores de Cristo.
Atividade de abertura
Em 1909, Fernado e Ana Stahl foram servir como missionários nos Andes peruanos. Da mesma forma que
muitos outros missionários adventistas, começaram com o método eficaz de vender livros de porta em porta. O
único problema é que estavam trabalhando com uma população que tinha 95 por cento de nativos mantidos na
ignorância e pobreza por uma aristocracia política e religiosa. A maioria das pessoas não conseguia ler os
livros que os Stahl ofereciam.
Então, decidiram mudar a estratégia: estabeleceram clínicas, mercados, capelas e a primeira escola mista (para
moças e rapazes) na região; ajudaram a derrubar as barreiras raciais, religiosas e sociais. Logo havia cerca de
duzentas escolas espalhadas na região do Lago Titicaca, com milhares de alunos matriculados.
O legado dos Stahl foi profundo. Muitos políticos, líderes religiosos e educadores não adventistas do sétimo
dia reconhecem o grandioso impacto social causado por esses missionários adventistas. “Diante de severa
injustiça, sofrimento e opressão”, escreveu o teólogo peruano Gustavo Gutierrez, “os Stahl se identificaram
com os mais pobres entre os pobres e personificaram o evangelho de maneira que impactaram profundamente
a vida espiritual, social, econômica e política dos altiplanos peruanos” (http://lasierra.edu/campus-
services/centers/stahl-center/history).
Pense nisto:
Pergunte à classe até que ponto os adventistas do sétimo dia deveriam se envolver em questões de justiça
social.
Compreensão
Para o professor:
Muitos creem que a essência do cristianismo é levar pessoas para o Céu. Embora esse ponto seja central para
as boas-novas do evangelho, ele não é tudo. Aproveite a oportunidade para ajudar sua classe a descobrir
quanto dos ensinos de Jesus, e da Bíblia em geral, enfatiza nossa responsabilidade de cuidar dos pobres e
sofredores.
Encoraje sua classe a ver que o cristianismo é mais que simplesmente uma fórmula para a salvação futura. Ele
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é também um chamado para demonstrar hoje o amor transformador de Deus por meio da responsabilidade
social para com os pobres e marginalizados de nossa comunidade.
Comentário Bíblico
Ritual vazio (Recapitule com a classe Isaías 1:11-17 e Jeremias 6:13-15.)
Profetas do Antigo Testamento tais como Isaías falaram com paixão e ira sobre a injustiça social. Mas sua
preocupação não era apenas que o povo considerado escolhido de Deus estivesse maltratando ou, na melhor
das hipóteses, ignorando os órfãos, as viúvas e os estrangeiros. Eles ficavam especialmente irados com o fato
de que os maus-tratos eram acompanhados de falsa religiosidade, ritual vazio e hipocrisia espiritual. Maltratar
pessoas vulneráveis já era muito ruim, mas fazer isso em nome da religião tornava essa atitude duas vezes
pior.
Esse é um tema presente em toda a Bíblia. Jeremias ficou indignado porque até pessoas reconhecidas como
profetas e sacerdotes de Deus – de quem se esperaria um elevado padrão de conduta – eram “gananciosas” e
enganadoras (Jr 6:13, NVI). Contudo, ainda mais angustiante para Jeremias era que não demonstravam
constrangimento por seu comportamento: “Não, eles não sentem vergonha alguma, nem mesmo sabem corar”
(Jr 6:15, NVI).
Isaías descreve um Deus que já não suporta mais rituais religiosos vazios: “Para Mim, chega de holocaustos.
[...] Parem de trazer ofertas inúteis! O incenso de vocês é repugnante para Mim. [...] Não consigo suportar suas
assembleias. [...] Suas festas da lua nova e suas festas fixas, Eu as odeio” (Is 1:11-14, NVI). Amós repete esse
tema: “Eu odeio e desprezo as suas festas religiosas; não suporto as suas assembleias solenes” (Am 5:21,
NVI).
Em Isaías 58 vemos que Deus estava farto do jejum religioso sem sentido. O tipo de jejum que interessava a
Deus era:
1. Soltar as ligaduras da impiedade (Is 58:6).
2. Libertar os oprimidos (Is 58:6).
3. Alimentar os famintos (Is 58:7).
4. Dar abrigo aos pobres (Is 58:7).
5. Vestir o nu (Is 58:7).
Evidências sugerem que Isaías fazia parte da aristocracia judaica. Ele tinha amigos bem relacionados e acesso
ao palácio do rei; porém, estava mais preocupado com os marginalizados: prisioneiros, estrangeiros, órfãos,
viúvas e pobres. “Aprendei a fazer o bem”, clama ele. “Atendei à justiça, repreendei ao opressor, defendei o
direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas” (Is 1:17, ARA).
Muitos séculos depois, Jesus continuou a desmascarar a aparência de religiosidade daqueles que ignoravam a
injustiça social. Ele disse: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do
endro e do cominho [...]” (Mt 23:23, NVI). Os fariseus eram rígidos quanto à letra da lei, pois entregavam o
dízimo de tudo que era produzido na horta, até mesmo brotos de endro e cominho, mas seu coração era
perverso. Jesus acrescentou que eles tinham “negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a
misericórdia e a fidelidade”. Eles deviam “praticar estas coisas sem omitir aquelas”. Para deixar isso bem
claro, Jesus acrescentou: “Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo” (Mt 23:24, NVI).
Pense nisto:
Repetidas vezes os profetas do Antigo Testamento falaram a favor dos órfãos, viúvas, estrangeiros e outras
pessoas vulneráveis da sociedade. Por que Deus Se preocupou especificamente com esses grupos? Que
importância sua igreja local tem dado ao atendimento das necessidades dessas pessoas?
Jesus acusou os líderes religiosos de coarem mosquitos enquanto engoliam camelos. Em quais áreas de nossa
vida podemos ser tentados a fazer a mesma coisa hoje?
Aplicação
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Para o professor:
Alguns adventistas do sétimo dia se sentem desconfortáveis quando são discutidas questões sociais. Sentem
que de alguma forma isso é menos importante que o chamado para salvar as pessoas no sentido espiritual.
Admitem a importância de assuntos como saúde e obra médica, mas consideram-nas apenas “cunha de
entrada” para o evangelho. Aproveite a oportunidade para comentar essas questões à luz da orientação bíblica
da lição desta semana. Certifique-se de que o grupo não apenas compartilhe opiniões pessoais, mas também
fundamente suas sugestões na Bíblia.
Perguntas para reflexão e aplicação
1. Comente com a classe a seguinte afirmação: “Cuidar das necessidades físicas das pessoas não é apenas
preparar o caminho para o evangelho; é parte essencial dele.”
2. Os adventistas do sétimo dia rejeitam a separação platônica de corpo e alma. Que implicações isso deveria
ter sobre o modo como respondemos às necessidades físicas e espirituais das pessoas? Que conexão há entre
nossa visão holística da natureza humana e nossa vasta obra educacional, médica, humanitária e de liberdade
religiosa?
Criatividade e atividades práticas
Para o professor:
Encoraje a classe a pensar sobre quais atitudes de pessoas religiosas na atualidade podem entristecer a Deus.
Reserve um tempo no final da atividade para ressaltar o lado positivo: que conduta agrada a Deus.
Atividade
Imprima cópias do seguinte texto e entregue a cada membro da classe:
“Para Mim, chega de ________________________.... Parem de trazer __________________! O
________________________ é repugnante para Mim... Não consigo suportar suas
________________________. Suas ________________________ e suas ________________________ , Eu
as odeio.”
Se você não tem acesso a computador e impressora, escreva esse texto com espaços para completar num
quadro ou numa folha grande de papel. Não sendo possível, apenas comente com a classe.
Passo 1. Leia junto com a classe Isaías 1:11-14.
Passo 2. Convide o grupo a refletir sobre o que Deus poderia dizer hoje sobre esse tema.
Passo 3. Dependendo da quantidade de alunos e dos materiais de que dispõe, você pode:
A. Dar uma folha de papel a cada um para que preencha os espaços em branco.
B. Dividir a classe em grupos menores para que juntos preencham os espaços.
C. Discutir juntos as possibilidades para os espaços em branco, usando um quadro de escrever ou uma folha
grande de papel.
Passo 4. Analise com eles as diferentes respostas dadas.
Passo 5. Reserve tempo no final para concluir de forma positiva, discutindo sobre o tipo de conduta que
agradaria a Deus hoje.
Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?
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  • 1. LIÇÃO 3 O Evangelho de Mateus Justiça e misericórdia no Antigo Testamento: Parte 1 9 a 16 de JUNHO 2016 ❉ Sábado à tarde Ano Bíblico: Sl 145-150 VERSO PARA MEMORIZAR: Deus “faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta os encarcerados. O Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o Senhor ama os justos. O Senhor guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva” (Sl 146:7-9). Leituras da semana: Êx 22:21-23; 23:2-9; Am 8:4-7; Is 1:13-17; 58:1-14; At 20:35 Anos atrás, num dia frio na cidade de Nova York, um menino de dez anos, descalço e tremendo, observava atentamente a vitrine de uma loja de sapatos. Uma mulher foi até o menino e perguntou por que ele estava observando a vitrine com tanto interesse. Ele disse que estava pedindo a Deus que lhe desse um par de sapatos. A mulher o tomou pela mão e o levou para dentro da loja. Ela pediu ao atendente que trouxesse seis pares de meias; pediu também uma bacia com água e uma toalha. Levando o rapazinho para o fundo da loja, ela tirou as luvas, lavou os pés dele e os enxugou com a toalha. O atendente chegou com as meias. A mulher colocou meias nos pés do menino e lhe deu um par de sapatos. Colocou a mão na cabeça dele e perguntou se ele se sentia mais confortável. Quando ela se virou para ir embora, o espantado rapazinho segurou a mão dela e perguntou, com lágrimas: “A senhora é a esposa de Deus?” Aquele menino falou uma verdade maior do que imaginava. A igreja de Deus é Sua noiva, Sua esposa. Como membros de Sua igreja, precisamos refletir seu caráter amoroso. Forme pequenos grupos entre os jovens de sua comunidade. Fortaleça a comunhão e promova a missão. ❉ Domingo, 10 de julho – Misericórdia e justiça: marcas do povo de Deus Desde o princípio a justiça social fez parte das leis de Deus e de Seu ideal para Seu povo. A justiça social é a intenção original de Deus para a sociedade humana: um mundo em que as necessidades básicas são satisfeitas, as pessoas prosperam e a paz reina. Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 2. ► Pergunta. 1. Leia os versos seguintes e resuma o que eles dizem sobre a misericórdia e a justiça, ou sobre o que às vezes é chamado de “justiça social”. Êx 22:21-23; 23:2-9; Lv 19:10; Pv 14:31; 29:7 Ex 22:21-23, (ACF 1753); 21 O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás ; pois estrangeiros fostes na terra do Egito. 22 A nenhuma viúva nem órfão afligireis. 23 Se de algum modo os afligires, e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor. Ex 23:2-9, (ACF 1753); 2 Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito. 3 Nem ao pobre favorecerás na sua demanda. 4 Se encontrares o boi do teu inimigo, ou o seu jumento, desgarrado, sem falta lho reconduzirás. 5 Se vires o jumento, daquele que te odeia, caído debaixo da sua carga, deixarás pois de ajudá-lo? Certamente o ajudarás a levantá-lo. 6 Não perverterás o direito do teu pobre na sua demanda. 7 De palavras de falsidade te afastarás, e não matarás o inocente e o justo; porque não justificarei o ímpio. 8 Também suborno não tomarás; porque o suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos. 9 Também não oprimirás o estrangeiro; pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito. Lv 19:10, (ARA); 10 Não rebuscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus. Pv 14:31, (ARA); 31 O que oprime ao pobre insulta aquele que o criou, mas a este honra o que se compadece do necessitado. Informa-se o justo da causa dos pobres, mas o perverso de nada disso quer saber. (Provérbios 29:7 ARA)2. ► Resposta. 1. Em lugar de afligir forasteiros, viúvas e órfãos, devemos ajudá-los. Precisamos seguir os princípios da bondade, honestidade, imparcialidade, justiça e generosidade. Oprimir os pobres é insultar o Criador. ► Pergunta. 2. De que forma a ideia da misericórdia e da justiça é refletida em cada um dos sábados mencionados nos textos a seguir? Êx 20:8-10; 23:10, 11; Lv 25:8-55 Ex 20:8-10, (ACF 1753); 8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. 9 Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. 10 Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Ex 23:10-11, (ARC); 10 Também seis anos semearás tua terra e recolherás os seus frutos; 11 mas, ao sétimo, a soltarás e deixarás descansar, para que possam comer os pobres do teu povo, e do sobejo comam os animais do campo. Assim farás com a tua vinha e com o teu olival. Lv 25:8-55, (ACF 1753); 8 Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. 9 Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra, 10 E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. 11 O ano qüinquagésimo vos será jubileu; não semeareis nem colhereis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das separações, 12 Porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis. 13 Neste ano do jubileu tornareis cada um à sua possessão. 14 E quando venderdes alguma coisa ao vosso próximo, ou a comprardes da mão do vosso próximo, ninguém engane a seu irmão; 15 Conforme ao número dos anos, desde o jubileu, comprarás ao teu próximo; e conforme o número dos anos das colheitas, ele a venderá a ti. 16 Conforme se multipliquem os anos, aumentarás o seu preço, e conforme à diminuição dos anos abaixarás o seu preço; porque conforme o número das colheitas é que ele te vende. 17 Ninguém, pois, engane ao seu próximo; mas terás temor do teu Deus; porque eu sou o SENHOR vosso Deus. 18 E observareis os meus estatutos, e guardareis os meus juízos, e os cumprireis; assim habitareis seguros na terra. 19 E a terra dará o seu fruto, e Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 3. comereis a fartar, e nela habitareis seguros. 20 E se disserdes: Que comeremos no ano sétimo? eis que não havemos de semear nem fazer a nossa colheita; 21 Então eu mandarei a minha bênção sobre vós no sexto ano, para que dê fruto por três anos, 22 E no oitavo ano semeareis, e comereis da colheita velha até ao ano nono; até que venha a nova colheita, comereis a velha. 23 Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo. 24 Portanto em toda a terra da vossa possessão dareis resgate à terra. 24 Verszeile ohne Text 25 Quando teu irmão empobrecer e vender alguma parte da sua possessão, então virá o seu resgatador, seu parente, e resgatará o que vendeu seu irmão. 26 E se alguém não tiver resgatador, porém conseguir o suficiente para o seu resgate, 27 Então contará os anos desde a sua venda, e o que ficar restituirá ao homem a quem a vendeu, e tornará à sua possessão. 28 Mas se não conseguir o suficiente para restituir-lha, então a que foi vendida ficará na mão do comprador até ao ano do jubileu; porém no ano do jubileu sairá, e ele tornará à sua possessão. 29 E, quando alguém vender uma casa de moradia em cidade murada, então poderá resgatá-la até que se cumpra o ano da sua venda; durante um ano inteiro será lícito o seu resgate. 30 Mas, se, cumprindo-se-lhe um ano inteiro, ainda não for resgatada, então a casa, que estiver na cidade que tem muro, em perpetuidade ficará ao que a comprou, pelas suas gerações; não sairá no jubileu. 31 Mas as casas das aldeias que não têm muro ao redor, serão estimadas como o campo da terra; para elas haverá resgate, e sairão no jubileu. 32 Mas, no tocante às cidades dos levitas, às casas das cidades da sua possessão, direito perpétuo de resgate terão os levitas. 33 E se alguém comprar dos levitas, uma casa, a casa comprada e a cidade da sua possessão sairão do poder do comprador no jubileu; porque as casas das cidades dos levitas são a sua possessão no meio dos filhos de Israel. 34 Mas o campo do arrabalde das suas cidades não se venderá, porque lhes é possessão perpétua. 35 E, quando teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então sustentá-lo-ás, como estrangeiro e peregrino viverá contigo. 36 Não tomarás dele juros, nem ganho; mas do teu Deus terás temor, para que teu irmão viva contigo. 37 Não lhe darás teu dinheiro com usura, nem darás do teu alimento por interesse. 38 Eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã, para ser vosso Deus. 39 Quando também teu irmão empobrecer, estando ele contigo, e vender-se a ti, não o farás servir como escravo. 40 Como diarista, como peregrino estará contigo; até ao ano do jubileu te servirá; 41 Então sairá do teu serviço, ele e seus filhos com ele, e tornará à sua família e à possessão de seus pais. 42 Porque são meus servos, que tirei da terra do Egito; não serão vendidos como se vendem os escravos. 43 Não te assenhorearás dele com rigor, mas do teu Deus terás temor. 44 E quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das nações que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas. 45 Também os comprareis dos filhos dos forasteiros que peregrinam entre vós, deles e das suas famílias que estiverem convosco, que tiverem gerado na vossa terra; e vos serão por possessão. 46 E possuí-los-eis por herança para vossos filhos depois de vós, para herdarem a possessão; perpetuamente os fareis servir; mas sobre vossos irmãos, os filhos de Israel, não vos assenhoreareis com rigor, uns sobre os outros. 47 E se o estrangeiro ou peregrino que está contigo alcançar riqueza, e teu irmão, que está com ele, empobrecer, e vender-se ao estrangeiro ou peregrino que está contigo, ou a alguém da família do estrangeiro, 48 Depois que se houver vendido, haverá resgate para ele; um de seus irmãos o poderá resgatar; 49 Ou seu tio, ou o filho de seu tio o poderá resgatar; ou um dos seus parentes, da sua família, o poderá resgatar; ou, se alcançar riqueza, se resgatará a si mesmo. 50 E acertará com aquele que o comprou, desde o ano que se vendeu a ele até ao ano do jubileu, e o preço da sua venda será conforme o número dos anos; conforme os dias de um diarista estará com ele. 51 Se ainda faltarem muitos anos, conforme a eles restituirá, para seu resgate, parte do dinheiro pelo qual foi vendido, 52 E se ainda restarem poucos anos até ao ano do jubileu, então fará contas com ele; segundo os seus anos restituirá o seu resgate. 53 Como diarista, de ano em ano, estará com ele; não se assenhoreará sobre ele com rigor diante dos teus olhos. 54 E, se desta sorte não se resgatar, sairá no ano do jubileu, ele e seus filhos com ele. 55 Porque os filhos de Israel me são servos; meus servos são eles, que tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus. ► Resposta. 2. No trabalho que garante o sustento e a prosperidade, e no direito ao descanso para patrões, empregados, animais e para a própria terra. O descanso sabático para todos está de acordo com a misericórdia, relembrando que, apesar das diferenças, somos iguais em aspectos importantes. No ano sabático, enquanto a terra descansava, os pobres e animais poderiam comer dos frutos da terra livremente, o que deveria enfraquecer a tendência à avareza. Pessoas e propriedades vendidas eram resgatadas no ano do jubileu. A misericórdia e a justiça também são enfatizadas nas leis do sábado dadas ao antigo Israel. Deus delineou três tipos de sábado. Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 4. A. As instruções para a guarda do sábado incluíam o princípio da garantia de oportunidades iguais para que todos descansassem, inclusive servos, animais e estrangeiros. B. A cada sete anos, o ano sabático era uma ocasião para o cancelamento de dívidas, para demonstrar interesse pelos pobres e libertar os escravos. Deus instruiu Seu povo a incluir os animais nos benefícios do ano sabático (ver Lv 25:6, 7). C. O ano do jubileu ocorria no quinquagésimo ano, após sete anos sabáticos. A propriedade que havia sido vendida era devolvida ao proprietário original, as dívidas eram perdoadas e os prisioneiros e escravos eram libertados. O jubileu era um equalizador da sociedade, um reinício que dava a todos a oportunidade de recomeçar a vida. Era uma “salvaguarda contra os extremos da riqueza ou da miséria” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 185). Ali, na própria estrutura da sociedade hebreia, podemos ver como a justiça e a misericórdia atuavam juntas em favor dos menos afortunados da sociedade. Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site reavivadosporsuapalavra.org ❉ Segunda, 11 de julho – Preocupações universais ► Pergunta. 3. Leia Gênesis 2:1-3. O que essa passagem nos diz sobre a universalidade do sábado? Gn 2:1-3, (ACF 1753); 1 ASSIM os céus, a terra e todo o seu exército foram acabados. 2 E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. 3 E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera. ► Resposta. 3. O sábado é um memorial da criação da Terra e de todos os seres vivos. Deus descansou nesse dia, o abençoou e o santificou, para que nele todas as criaturas também descansem nas Suas bênçãos e na Sua santidade, e compartilhem esses benefícios com os que sofrem por falta desse descanso em Deus. Se observarmos verdadeiramente o sábado, não nos contentaremos apenas com nosso próprio descanso (Êx 23:12), redenção (Dt 5:12-15) e restauração final na nova Terra (Is 66:22, 23), mas ajudaremos outras pessoas a encontrarem o descanso em Deus. Na verdade, o sábado nos diz que Deus é o Criador de todos os que vivem na Terra, Aquele que provê descanso para todos eles. A universalidade do descanso do sábado implica que todos nós, ricos ou pobres, temos algo em comum. A paternidade comum de Deus significa uma igualdade e um interesse comum entre todos os seres humanos. Além disso, como vimos ontem, o interesse pela justiça social se estende dos sábados semanais para os anos sabáticos e ao ano do jubileu. Os princípios por trás dos três sábados apresentados em Levítico 23 e 25 se estendem também para os cristãos. O sábado apontará perpetuamente para o passado, para a criação, para a cruz, bem como para o futuro e a nova Terra. Ele fortalecerá nosso relacionamento com nosso compassivo Criador e Salvador, levando-nos assim para mais perto daqueles que Ele ama profundamente – pessoas que têm necessidades profundas, que são pobres ou estão sofrendo. Note que, embora o ano sabático e o ano do jubileu ilustrem princípios eternos, isso não significa que devamos observar literalmente essas festas hoje em dia. Não devemos. Diferentemente do sábado semanal, instituído na criação, no mundo anterior à queda, o ano sabático e o ano do jubileu estão entre os sábados cerimoniais que eram “sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2:16, 17) e que apontavam para o futuro, para o ministério e o sacrifício de Jesus, e que terminariam com Sua morte na cruz. Esses sábados apontam para um princípio relacionado à maneira pela qual devemos tratar os outros, especialmente os necessitados. Como um povo redimido, Israel tinha a obrigação de ser uma luz para o mundo, mostrando aos outros a misericórdia de Deus sem parcialidade. Com ações de graças, deviam representar o caráter de Deus àqueles que não O conheciam. Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 5. Leia Amós 8:4-7. O que estava acontecendo ali? Somos culpados de fazer a mesma coisa com os outros? De acordo com o contexto, o que significam as palavras: “Eu não Me esquecerei de todas as suas obras, para sempre”? ❉ Terça, 12 de julho – A voz profética: parte 1 ► Pergunta. 4. Como podemos aplicar esses princípios de Provérbios 31:8, 9 à nossa vida? Pv 31:8-9, (NVI); 8 "Erga a voz em favor dos que não podem defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. 9 Erga a voz e julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados". ► Resposta. 4. Ensinando o evangelho às pessoas, ajudando a restaurar famílias, educando e lutando contra os abusos éticos, e suprindo as necessidades dos pobres. Até agora, nesta semana, notamos que Deus deseja que Seu povo expresse Suas características de misericórdia e justiça como parte do comportamento ideal que deve ter. Os profetas hebreus erguiam frequentemente a voz em favor dos necessitados, chamando o povo de Deus ao arrependimento por ter representado mal o interesse divino pelos marginalizados e oprimidos. Na verdade, para Deus esse comportamento altruísta de socorrer os outros é igual à verdadeira adoração. ► Pergunta. 5. Leia Isaías 1:13-17. Qual é a definição divina da verdadeira adoração? Como podemos aplicar esses conceitos à nossa vida? Is 1:13-17, (ACF 1753); 13 Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião solene. 14 As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. 15 Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. 16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. 17 Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas. ► Resposta. 5. Afastar-se da iniquidade, limpar as mãos do sangue, parar de praticar atos de maldade, aprender a fazer o bem, atender à justiça, repreender o opressor, defender o direito do órfão e pleitear a causa das viúvas. Embora muitos dos profetas do Antigo Testamento dirigissem a atenção das pessoas para eventos futuros que estavam além de seu tempo, também se concentravam muito na reforma espiritual e moral, e no serviço abnegado que devia ocorrer em sua época. A voz profética dos servos do Senhor soava mais alto quando o povo de Deus fazia esforços extravagantes para Lhe prestar culto, mas não refletia Sua compaixão para com os sofredores que os cercavam. Não dá para imaginar uma testemunha mais ineficaz do que aquela que está tão ocupada “adorando” a Deus que não tem tempo para ajudar os necessitados. Não estamos revelando uma forma de “adoração” quando servimos ao Senhor ao atender às necessidades dos outros? ❉ Quarta, 13 de julho – A voz profética: parte 2 Isaías 58 apresenta uma mensagem profética especial de repreensão e esperança para o povo de Deus, tanto para o tempo de Isaías quanto para nós hoje. Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 6. ► Pergunta. 6. Após anunciar que estava descontente com Seu povo (ver Is 58:1), que descrição Deus fez daqueles a quem estava Se dirigindo? Is 58:2 Is 58:1-2, (ARA); 1 Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacó os seus pecados. 2 Todavia me procuram cada dia, tomam prazer em saber os meus caminhos; como se fossem um povo que praticasse a justiça e não tivesse abandonado a ordenança do seu Deus, pedem-me juízos retos, têm prazer em se chegar a Deus!, ► Resposta. 6. Mesmo vivendo no pecado, o povo aparentava ter prazer em saber os caminhos de Deus, em praticar a justiça e em não deixar o direito divino. Perguntavam pelos direitos da justiça e mostravam prazer em se chegar a Deus. Embora não saibamos exatamente o “tom de voz” expresso nesse texto, fica claro que o Senhor estava condenando as exibições exteriores de piedade e fé que eles faziam, porque sabia que tudo era falso. A tradução da NVI diz o seguinte: “Pois dia a dia Me procuram; parecem desejosos de conhecer os Meus caminhos, como se fossem uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos do seu Deus” (Is 58:2). ► Pergunta. 7. Leia Isaías 58:3-14. O que estava errado com o jejum e outras manifestações religiosas? Qual era a questão mais ampla envolvida ali? Is 58:3-14, (ARC); 3 dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu o não sabes? Eis que, no dia em que jejuais, achais o vosso próprio contentamento e requereis todo o vosso trabalho. 4 Eis que, para contendas e debates, jejuais e para dardes punhadas impiamente; não jejueis como hoje, para fazer ouvir a vossa voz no alto. 5 Seria este o jejum que eu escolheria: que o homem um dia aflija a sua alma, que incline a cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco grosseiro e cinza? Chamarias tu a isso jejum e dia aprazível ao SENHOR? 6 Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e que despedaces todo o jugo? 7 Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne? 8 Então, romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda. 9 Então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui; acontecerá isso se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo e o falar vaidade; 10 e, se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. 11 E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará teus ossos; e serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas nunca faltam. 12 E os que de ti procederem edificarão os lugares antigamente assolados; e levantarás os fundamentos de geração em geração, e chamar-te-ão reparador das roturas e restaurador de veredas para morar. 13 Se desviares o teu pé do sábado, de fazer a tua vontade no meu santo dia, e se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do SENHOR digno de honra, e se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falar as tuas próprias palavras, 14 então, te deleitarás no SENHOR, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai; porque a boca do SENHOR o disse. ► Resposta. 7. Eles jejuavam e afligiam a alma ao mesmo tempo em que pensavam nos próprios interesses e oprimiam seus empregados. O jejum era ocasião para contenda, violência, injustiça social, mesquinhez, hipocrisia e egoísmo. Esse tipo de jejum trazia escuridão espiritual, doença e maldição. Além disso, estava associado à profanação do sábado, que resultava em ruína da nação. Note algo crucial: muitas vezes, a adoração e nossas orações podem ser egoístas, do tipo: “Senhor, faça isso para mim, faça aquilo para mim.” É claro que há tempo e lugar para buscar o Senhor por causa de nossas necessidades pessoais; mas o que o Senhor disse ali é que a verdadeira adoração inclui a atenção às necessidades do “faminto”, dos “oprimidos” e “pobres”. Porém, é surpreendente que esse ministério em favor dos outros abençoa não só os que recebem ajuda, mas também os que a oferecem. Leia o que esses versos dizem sobre o que acontece aos que vão em busca dos necessitados e os ajudam. Ao servir e doar aos outros, nós mesmos somos abençoados. Quem, em algum momento, já não experimentou, em certa medida, a Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 7. realidade dessas promessas de Deus? Quem já não viu a alegria, a satisfação e a esperança experimentadas pelos que ajudam os que não podem ajudar a si mesmos? É difícil imaginar um modo melhor de refletir ao mundo o caráter de Cristo. Leia Atos 20:35. Você já experimentou a realidade dessas palavras em seu ministério em favor dos outros? ❉ Quinta, 14 de julho – Uma força para o bem Não é suficiente ter a verdade, por mais maravilhoso que isso seja. Em Isaías 58, o povo de Deus era fervoroso em suas formas e práticas religiosas, mas deficiente em aplicar sua fé na vida prática. Deus está chamando Sua igreja hoje a ser uma força para o bem, ecoando o chamado dos profetas do Antigo Testamento para que o povo demonstrasse a verdade sobre o caráter divino. ► Pergunta. 8. De que maneira nossa igreja local e a igreja mundial podem cumprir o chamado divino no aspecto da justiça social? Sl 82:3-4, (ARC); 3 Defendei o pobre e o órfão; fazei justiça ao aflito e necessitado. 4 Livrai o pobre e o necessitado; tirai-os das mãos dos ímpios. Is 1:16-17, (ACF 1753); 16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal. 17 Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas. ► Resposta. 8. Realizando ações de amparo aos necessitados, órfãos, aflitos e desamparados. Lutar contra a opressão a essas pessoas. Uma igreja está localizada numa comunidade urbana infestada de violência pelo uso de armas. Em 2011 a clara voz profética de seu pastor soou numa grande cidade, durante um congresso sobre missão urbana. Aqui estão amostras de ideias apresentadas em seu discurso: “Os cristãos precisam deter a marcha para a morte!” Referindo-se à história bíblica que relata a ocasião em que Jesus deteve o cortejo fúnebre do filho da viúva de Naim (Lc 7:11-17), ele explicou que a igreja não podia ficar de braços cruzados enquanto a violência nas ruas aumentava em sua comunidade. Ele perguntou ao auditório: “Somos simplesmente uma igreja que se levanta para fazer discursos fúnebres? A questão não é perguntar a Deus: ‘Por que o Senhor permite o sofrimento?’, pois Deus diz: ‘Por que é que vocês permitem o sofrimento?’” Essa igreja também é muito ativa no desenvolvimento da comunidade. Durante sete anos o coral da igreja saiu às ruas. Eles cantavam, distribuíam folhetos e ofereciam o serviço da igreja aos que tinham alguma necessidade. A partir desse contato com a comunidade, a igreja ajudou a vizinhança de inúmeras formas e proporcionou muitos benefícios aos necessitados. Através de vários programas, a igreja fez grande diferença na comunidade. Essa igreja é apenas um exemplo das muitas maneiras pelas quais as igrejas podem ser uma força para servir e ajudar a curar suas comunidades. O que sua igreja pode fazer para ajudar os necessitados de sua comunidade? ❉ Sexta, 15 de julho – Estudo adicional Leia, de Ellen G. White, “Israel Recebe a Lei” e “O Cuidado de Deus para com os Pobres”, em Patriarcas e Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 8. Profetas, p. 307-314; 530-536. Os conceitos de justiça e misericórdia são vistos ao longo de todo o Antigo Testamento. Examine, por exemplo, Deuteronômio 24:10-22. Esses conceitos eram muito importantes para ser deixados totalmente por conta das noções das pessoas sobre justiça e benevolência. O Senhor fez com que eles se recordassem do que tinham sido no passado, quando certamente estiveram entre os menos afortunados. “Lembrem-se de que vocês foram escravos no Egito; por isso lhes ordeno que façam tudo isso” (Dt 24:22, NVI). Precisamos sempre nos lembrar da graça e do favor imerecido que Deus nos concedeu. Assim, com a riqueza e a plenitude do que temos em Cristo (Ef 3:19; Cl 2:10), precisamos estar prontos a servir e a ajudar aqueles que precisam de nosso serviço e de nossa ajuda. Perguntas para reflexão 1. De que maneira a ordem do quarto mandamento para que os servos descansem no sábado revela a ideia da igualdade de todos os seres humanos perante Deus? Como a universalidade do que Cristo fez na cruz revela, de maneira ainda maior, a igualdade de todos os seres humanos diante de Deus? 2. “Descubram qual é a necessidade dos pobres e sofredores, e então, com amor e bondade, ajudem essas pessoas a ter coragem, esperança e confiança, compartilhando com elas as boas coisas que Deus deu a vocês” (Ellen G. White, em Pacific Union Recorder, 21 de julho de 1904). Como fazer isso? Como compartilhar o que Cristo nos concedeu, mas de maneira palpável, ajudando verdadeiramente os necessitados? Anotações Resumo da Lição TEXTO-CHAVE: Isaías 1:13-17 O ALUNO DEVERÁ 1. Conhecer: A importância que Deus dá ao devido cuidado para com os marginalizados pela sociedade: pobres, órfãos, viúvas e estrangeiros. 2. Sentir: Empatia para com os que enfrentam situações difíceis em nossa comunidade. 3. Fazer: Demonstrar compaixão cristã pelos necessitados, não apenas por meio de palavras amáveis, mas também de atitudes práticas. ESBOÇO 1. Conhecer: A um destes Meus pequeninos 1.Por que há na Bíblia tantas referências aos pobres e aos que sofrem? 2.Nosso foco principal não deveria estar em apressar a volta de Cristo, quando toda a injustiça terá fim? Não seria melhor que dedicássemos tempo à pregação do evangelho, em vez de defender os pobres e marginalizados e trabalhar por eles? Explique sua resposta. 2. Sentir: Mais bem-aventurado 1.Em Atos 20:35 Paulo diz que devemos socorrer os necessitados e, em seguida, cita as palavras de Jesus: “Mais bem-aventurado é dar que receber.” Em que sentido isso é mais bem-aventurado? Descreva como se sente quando ajuda alguém menos favorecido que você. 3. Fazer: Sempre que o fizestes 1.Jesus disse que O ajudamos quando auxiliamos os pobres e necessitados (Mt 25:40). O que aconteceria se nesta semana, ao encontrar alguém em necessidade, você o considerasse como sendo Jesus? 2.Busque oportunidades de proporcionar ajuda regular e prática a alguém de sua comunidade que esteja Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 9. passando por dificuldades. RESUMO: Nunca fez parte do propósito divino que os seres humanos sofressem, que existisse pobreza, solidão, dor, tristeza. Porém, diante dessa realidade, Ele chama Seus seguidores para ajudar a socorrer os marginalizados. Ciclo do aprendizado Motivação Focalizando as Escrituras: Isaías 1:17 Conceito-chave para o crescimento espiritual: Deus tem um lugar especial no coração para os marginalizados e sofredores. Ele convoca os cristãos para priorizar o auxílio a essas pessoas. Para o professor: No livro de Isaías, os pecados mencionados repetidas vezes são os maus-tratos para com as viúvas, órfãos, estrangeiros e pobres. É evidente que Isaías também fala de pecados relacionados à moralidade, mas como cristãos somos tentados a destacar apenas pecados morais e ignorar sistemas vigentes que marginalizam e discriminam. Nesta semana aproveite a oportunidade para examinar com a classe por que as questões de justiça social são importantes para nós como seguidores de Cristo. Atividade de abertura Em 1909, Fernado e Ana Stahl foram servir como missionários nos Andes peruanos. Da mesma forma que muitos outros missionários adventistas, começaram com o método eficaz de vender livros de porta em porta. O único problema é que estavam trabalhando com uma população que tinha 95 por cento de nativos mantidos na ignorância e pobreza por uma aristocracia política e religiosa. A maioria das pessoas não conseguia ler os livros que os Stahl ofereciam. Então, decidiram mudar a estratégia: estabeleceram clínicas, mercados, capelas e a primeira escola mista (para moças e rapazes) na região; ajudaram a derrubar as barreiras raciais, religiosas e sociais. Logo havia cerca de duzentas escolas espalhadas na região do Lago Titicaca, com milhares de alunos matriculados. O legado dos Stahl foi profundo. Muitos políticos, líderes religiosos e educadores não adventistas do sétimo dia reconhecem o grandioso impacto social causado por esses missionários adventistas. “Diante de severa injustiça, sofrimento e opressão”, escreveu o teólogo peruano Gustavo Gutierrez, “os Stahl se identificaram com os mais pobres entre os pobres e personificaram o evangelho de maneira que impactaram profundamente a vida espiritual, social, econômica e política dos altiplanos peruanos” (http://lasierra.edu/campus- services/centers/stahl-center/history). Pense nisto: Pergunte à classe até que ponto os adventistas do sétimo dia deveriam se envolver em questões de justiça social. Compreensão Para o professor: Muitos creem que a essência do cristianismo é levar pessoas para o Céu. Embora esse ponto seja central para as boas-novas do evangelho, ele não é tudo. Aproveite a oportunidade para ajudar sua classe a descobrir quanto dos ensinos de Jesus, e da Bíblia em geral, enfatiza nossa responsabilidade de cuidar dos pobres e sofredores. Encoraje sua classe a ver que o cristianismo é mais que simplesmente uma fórmula para a salvação futura. Ele Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 10. é também um chamado para demonstrar hoje o amor transformador de Deus por meio da responsabilidade social para com os pobres e marginalizados de nossa comunidade. Comentário Bíblico Ritual vazio (Recapitule com a classe Isaías 1:11-17 e Jeremias 6:13-15.) Profetas do Antigo Testamento tais como Isaías falaram com paixão e ira sobre a injustiça social. Mas sua preocupação não era apenas que o povo considerado escolhido de Deus estivesse maltratando ou, na melhor das hipóteses, ignorando os órfãos, as viúvas e os estrangeiros. Eles ficavam especialmente irados com o fato de que os maus-tratos eram acompanhados de falsa religiosidade, ritual vazio e hipocrisia espiritual. Maltratar pessoas vulneráveis já era muito ruim, mas fazer isso em nome da religião tornava essa atitude duas vezes pior. Esse é um tema presente em toda a Bíblia. Jeremias ficou indignado porque até pessoas reconhecidas como profetas e sacerdotes de Deus – de quem se esperaria um elevado padrão de conduta – eram “gananciosas” e enganadoras (Jr 6:13, NVI). Contudo, ainda mais angustiante para Jeremias era que não demonstravam constrangimento por seu comportamento: “Não, eles não sentem vergonha alguma, nem mesmo sabem corar” (Jr 6:15, NVI). Isaías descreve um Deus que já não suporta mais rituais religiosos vazios: “Para Mim, chega de holocaustos. [...] Parem de trazer ofertas inúteis! O incenso de vocês é repugnante para Mim. [...] Não consigo suportar suas assembleias. [...] Suas festas da lua nova e suas festas fixas, Eu as odeio” (Is 1:11-14, NVI). Amós repete esse tema: “Eu odeio e desprezo as suas festas religiosas; não suporto as suas assembleias solenes” (Am 5:21, NVI). Em Isaías 58 vemos que Deus estava farto do jejum religioso sem sentido. O tipo de jejum que interessava a Deus era: 1. Soltar as ligaduras da impiedade (Is 58:6). 2. Libertar os oprimidos (Is 58:6). 3. Alimentar os famintos (Is 58:7). 4. Dar abrigo aos pobres (Is 58:7). 5. Vestir o nu (Is 58:7). Evidências sugerem que Isaías fazia parte da aristocracia judaica. Ele tinha amigos bem relacionados e acesso ao palácio do rei; porém, estava mais preocupado com os marginalizados: prisioneiros, estrangeiros, órfãos, viúvas e pobres. “Aprendei a fazer o bem”, clama ele. “Atendei à justiça, repreendei ao opressor, defendei o direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas” (Is 1:17, ARA). Muitos séculos depois, Jesus continuou a desmascarar a aparência de religiosidade daqueles que ignoravam a injustiça social. Ele disse: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês dão o dízimo da hortelã, do endro e do cominho [...]” (Mt 23:23, NVI). Os fariseus eram rígidos quanto à letra da lei, pois entregavam o dízimo de tudo que era produzido na horta, até mesmo brotos de endro e cominho, mas seu coração era perverso. Jesus acrescentou que eles tinham “negligenciado os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade”. Eles deviam “praticar estas coisas sem omitir aquelas”. Para deixar isso bem claro, Jesus acrescentou: “Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo” (Mt 23:24, NVI). Pense nisto: Repetidas vezes os profetas do Antigo Testamento falaram a favor dos órfãos, viúvas, estrangeiros e outras pessoas vulneráveis da sociedade. Por que Deus Se preocupou especificamente com esses grupos? Que importância sua igreja local tem dado ao atendimento das necessidades dessas pessoas? Jesus acusou os líderes religiosos de coarem mosquitos enquanto engoliam camelos. Em quais áreas de nossa vida podemos ser tentados a fazer a mesma coisa hoje? Aplicação Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com
  • 11. Para o professor: Alguns adventistas do sétimo dia se sentem desconfortáveis quando são discutidas questões sociais. Sentem que de alguma forma isso é menos importante que o chamado para salvar as pessoas no sentido espiritual. Admitem a importância de assuntos como saúde e obra médica, mas consideram-nas apenas “cunha de entrada” para o evangelho. Aproveite a oportunidade para comentar essas questões à luz da orientação bíblica da lição desta semana. Certifique-se de que o grupo não apenas compartilhe opiniões pessoais, mas também fundamente suas sugestões na Bíblia. Perguntas para reflexão e aplicação 1. Comente com a classe a seguinte afirmação: “Cuidar das necessidades físicas das pessoas não é apenas preparar o caminho para o evangelho; é parte essencial dele.” 2. Os adventistas do sétimo dia rejeitam a separação platônica de corpo e alma. Que implicações isso deveria ter sobre o modo como respondemos às necessidades físicas e espirituais das pessoas? Que conexão há entre nossa visão holística da natureza humana e nossa vasta obra educacional, médica, humanitária e de liberdade religiosa? Criatividade e atividades práticas Para o professor: Encoraje a classe a pensar sobre quais atitudes de pessoas religiosas na atualidade podem entristecer a Deus. Reserve um tempo no final da atividade para ressaltar o lado positivo: que conduta agrada a Deus. Atividade Imprima cópias do seguinte texto e entregue a cada membro da classe: “Para Mim, chega de ________________________.... Parem de trazer __________________! O ________________________ é repugnante para Mim... Não consigo suportar suas ________________________. Suas ________________________ e suas ________________________ , Eu as odeio.” Se você não tem acesso a computador e impressora, escreva esse texto com espaços para completar num quadro ou numa folha grande de papel. Não sendo possível, apenas comente com a classe. Passo 1. Leia junto com a classe Isaías 1:11-14. Passo 2. Convide o grupo a refletir sobre o que Deus poderia dizer hoje sobre esse tema. Passo 3. Dependendo da quantidade de alunos e dos materiais de que dispõe, você pode: A. Dar uma folha de papel a cada um para que preencha os espaços em branco. B. Dividir a classe em grupos menores para que juntos preencham os espaços. C. Discutir juntos as possibilidades para os espaços em branco, usando um quadro de escrever ou uma folha grande de papel. Passo 4. Analise com eles as diferentes respostas dadas. Passo 5. Reserve tempo no final para concluir de forma positiva, discutindo sobre o tipo de conduta que agradaria a Deus hoje. Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição? Dúvidas; Opiniões; Sugestões:Dúvidas; Opiniões; Sugestões: Gerson G. Ramos.Gerson G. Ramos. e-mail:e-mail: ramos@advir.comramos@advir.com