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ESPAÇOS CONFINADOS – LIVRETO DO TRABALHADOR
NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados
Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva
Ministro de Trabalho e Emprego
Carlos Lupi
FUNDACENTRO
Presidente
Remígio Todeschini
Diretor Executivo
Osvaldo da Silva Bezerra
Diretor Técnico
Carlos Sérgio da Silva
Diretora de Administração e Finanças
Renata Maria Celeguim
ESPAÇOS CONFINADOS – LIVRETO DO TRABALHADOR
NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados
FUNDACENTRO
Francisco Kulcsar Neto
José Possebon
Norma Conceição do Amaral
São Paulo
2007
¾ ESPAÇO CONFINADO É QUALQUER
ÁREA OU AMBIENTE NÃO PROJETADO
PARA OCUPAÇÃO HUMANA CONTÍNUA;
¾ POSSUI MEIOS LIMITADOS DE
ENTRADA E SAÍDA;
¾ A VENTILAÇÃO EXISTENTE É
INSUFICIENTE PARA REMOVER
CONTAMINANTES OU ONDE POSSA
EXISTIR A DEFICIÊNCIA OU
ENRIQUECIMENTO DE OXIGÊNIO
O QUE É ESPAÇO CONFINADO?
01
ONDE É ENCONTRADO O ESPAÇO CONFINADO?
¾ INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE.
¾ INDÚSTRIA GRÁFICA.
¾ INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA.
¾ INDÚSTRIA DA BORRACHA,
DO COURO E TÊXTIL.
¾ INDÚSTRIA NAVAL E
OPERAÇÕES MARÍTIMAS.
¾ INDÚSTRIAS QUÍMICAS E PETROQUÍMICAS.
Tanques de armazenamento
Tubulações
Fonte: Petit & Linn, 1987 02
ONDE É ENCONTRADO O ESPAÇO CONFINADO?
Galerias
¾ SERVIÇOS DE GÁS.
¾ SERVIÇOS DE ÁGUAS E ESGOTO.
¾ SERVIÇOS DE ELETRICIDADE.
¾ SERVIÇOS DE TELEFONIA.
¾ CONSTRUÇÃO CIVIL.
¾ BENEFICIAMENTO DE MINÉRIOS.
¾ SIDERÚRGICAS E METALÚRGICAS.
¾ AGRICULTURA.
¾ AGRO-INDÚSTRIA.
Silos
Biodigestor
03
Fonte: Petit & Linn, 1987
¾ OBRAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL.
TIPOS DE TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS:
¾ MANUTENÇÃO, REPAROS, LIMPEZA
OU INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS
OU RESERVATÓRIOS.
¾ OPERAÇÕES DE SALVAMENTO E
RESGATE.
04
RISCOS QUANDO SE TRABALHA EM ESPAÇOS CONFINADOS:
¾ FALTA OU EXCESSO DE OXIGÊNIO.
¾ INCÊNDIO OU EXPLOSÃO, PELA PRESENÇA
DE VAPORES E GASES INFLAMÁVEIS.
¾ INTOXICAÇÕES POR SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS.
¾ INFECÇÕES POR AGENTES BIOLÓGICOS.
¾ AFOGAMENTOS.
¾ SOTERRAMENTOS.
¾ QUEDAS.
¾ CHOQUES ELÉTRICOS.
TODOS ESTES RISCOS PODEM LEVAR A
MORTES OU DOENÇAS.
05
COMO EVITAR ACIDENTES EM ESPAÇOS CONFINADOS?
¾ CERTIFICANDO-SE QUE A SUA EMPRESA:
SEGUE A
¾ NBR 14.787 – “ESPAÇOS CONFINADOS –
PREVENÇÃO DE ACIDENTES,
PROCEDIMENTOS E MEDIDAS DE PROTEÇÃO”.
E ATENDE A
¾ NORMA REGULAMENTADORA n.º 33
SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM
ESPAÇOS CONFINADOS
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS
NBR – NORMA BRASILEIRA
MTE – MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
NR – NORMA REGULAMENTADORA
06
QUANDO VOCÊ PODE ENTRAR EM UM ESPAÇO CONFINADO?
¾ SOMENTE QUANDO SUA EMPRESA FORNECER A
AUTORIZA
AUTORIZAÇ
ÇÃO NA PERMISSÃO DE ENTRADA E
ÃO NA PERMISSÃO DE ENTRADA E
TRABALHO
TRABALHO -
- PET
PET,
,
¾ ESSA PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO -
PET É EXIGIDA POR LEI E É EXECUTADA
PELO SUPERVISOR DE ENTRADA.
¾ O SERVIÇO A SER EXECUTADO DEVE SEMPRE
SER ACOMPANHADO POR UM VIGIA.
07
A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR:
¾ TREINAMENTO A TODOS OS TRABALHADORES. ¾ INSPEÇÃO PRÉVIA NO LOCAL
¾ ELABORAÇÃO DA APR – ANÁLISE
PRELIMINAR DE RISCO.
08
A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR:
¾ EXAMES MÉDICOS. ¾ PERMISSÃO DE ENTRADA E
TRABALHO - PET.
09
A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR:
¾ SUPERVISOR DE ENTRADA E VIGIA.
¾ SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO
DA ÁREA.
10
A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR:
¾ EQUIPAMENTOS DE VENTILAÇÃO.
¾ EQUIPAMENTOS MEDIDORES DE OXIGÊNIO,
GASES E VAPORES TÓXICOS E INFLAMÁVEIS.
11
A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR:
¾ EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO,
ILUMINAÇÃO.
¾ EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL.
¾ EQUIPAMENTOS
DE RESGATE.
12
DIREITOS DO TRABALHADOR – ENTRADA SEGURA
¾ ENTRAR EM ESPAÇO
CONFINADO SOMENTE
APÓS O SUPERVISOR
DE ENTRADA REALIZAR
TODOS OS TESTES E
ADOTAR AS MEDIDAS DE
CONTROLE NECESSÁRIAS.
13
DIREITOS DO TRABALHADOR – ENTRADA SEGURA
¾ 33.5.1 O empregador deve
garantir que os trabalhadores
possam interromper suas
atividades e abandonar o local
de trabalho, sempre que
suspeitarem da existência de
risco grave e iminente para sua
segurança e saúde ou a de
terceiros.
33.5 Disposições Gerais
14
DIREITOS DO TRABALHADOR - TREINAMENTO
¾ CONHECER OS PROCEDIMENTOS
E EQUIPAMENTOS DE RESGATE
E PRIMEIROS SOCORROS.
¾ RECEBER TODOS OS EQUIPAMENTOS
DE SEGURANÇA NECESSÁRIOS PARA
EXECUÇÃO DOS TRABALHOS.
¾ CONHECER O TRABALHO A SER EXECUTADO.
¾ CONHECER OS
PROCEDIMENTOS
E EQUIPAMENTOS
DE SEGURANÇA
PARA EXECUTAR
O TRABALHO
¾ CONHECER OS RISCOS DO
TRABALHO A SER EXECUTADO.
15
DEVERES DO TRABALHADOR:
¾ PARTICIPAR DOS TREINAMENTOS E
SEGUIR AS INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA.
¾ USAR OS EQUIPAMENTOS
DE PROTEÇÃO
FORNECIDOS.
¾ COMUNICAR RISCOS.
¾ EXAMES MÉDICOS.
16
MEDIDAS DE SEGURANÇA – FOLHA DE PERMISSÃO DE ENTRADA
¾ A PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO
- PET CONTÉM PROCEDIMENTOS
ESCRITOS DE SEGURANÇA E
EMERGÊNCIA.
¾ VERIFICAR SE AS MEDIDAS DE
SEGURANÇA FORAM IMPLANTADAS
E SE A PERMISSÃO DE ENTRADA E
TRABALHO – PET ESTÁ ASSINADA PELO
SUPERVISOR DE ENTRADA.
¾ O TRABALHADOR DEVE ENTRAR NO
ESPAÇO CONFINADO COM UMA CÓPIA
DA PERMISSÃO DE ENTRADA E
TRABALHO.
17
MEDIDAS DE SEGURANÇA – SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DA ÁREA
33.3.3 Medidas administrativas:
c) manter sinalização permanente
junto à entrada do espaço confinado,
conforme o Anexo I da presente
norma;
¾ A SINALIZAÇÃO É IMPORTANTE PARA
INFORMAÇÃO E ALERTA QUANTO AOS
RISCOS EM ESPAÇOS CONFINADOS.
¾ O ISOLAMENTO É NECESSÁRIO PARA
EVITAR QUE PESSOAS NÃO AUTORIZADAS
SE APROXIMEM DO ESPAÇO CONFINADO.
18
MEDIDAS DE SEGURANÇA – SUPERVISOR DE ENTRADA
O SUPERVISOR DE ENTRADA DEVE:
¾ a) emitir a Permissão de Entrada e Trabalho
- PET antes do início das atividades;
¾b) executar os testes, conferir os
equipamentos e os procedimentos contidos na
Permissão de Entrada e Trabalho - PET;
¾c) assegurar que os serviços de emergência
e salvamento estejam disponíveis e que os
meios para acioná-los estejam operantes;
¾d) cancelar os procedimentos de entrada e
trabalho quando necessário; e
¾e) encerrar a Permissão de Entrada e
Trabalho PET - após o término dos serviços.
19
MEDIDAS DE SEGURANÇA –
DESLIGAMENTO DE ENERGIA, TRAVA E SINALIZAÇÃO
O SUPERVISOR DE ENTRADA DEVE:
¾ DESLIGAR A ENERGIA ELÉTRICA,
TRANCAR COM CHAVE OU CADEADO E
SINALIZAR QUADROS ELÉTRICOS PARA
EVITAR MOVIMENTAÇÃO ACIDENTAL DE
MÁQUINAS OU CHOQUES ELÉTRICOS
QUANDO O TRABALHADOR
AUTORIZADO ESTIVER NO INTERIOR
DO ESPAÇO CONFINADO.
20
MEDIDAS DE SEGURANÇA – VIGIA
O VIGIA DEVE:
¾ a) manter continuamente a contagem precisa do número de
trabalhadores autorizados no espaço confinado e assegurar que todos
saiam ao término da atividade;
¾b) permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato
permanente com os trabalhadores autorizados;
¾c) adotar os procedimentos de emergência, acionando a equipe de
salvamento, pública ou privada, quando necessário;
¾d) operar os movimentadores de pessoas; e
¾e) ordenar o abandono do espaço confinado sempre que reconhecer
algum sinal de alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibida,
acidente, situação não prevista ou quando não puder desempenhar
efetivamente suas tarefas, nem ser substituído por outro Vigia.
21
MEDIDAS DE SEGURANÇA – TESTES DO AR
¾ OS TESTES DO AR INTERNO SÃO MEDIÇÕES
PARA VERIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE OXIGÊNIO,
GASES E VAPORES TÓXICOS E INFLAMÁVEIS.
¾ ANTES QUE O TRABALHADOR ENTRE EM UM
ESPAÇO CONFINADO, O SUPERVISOR DE
ENTRADA DEVE REALIZAR TESTES INICIAIS DO
AR INTERNO.
¾ DURANTE AS MEDIÇÕES, O SUPERVISOR DE
ENTRADA DEVE ESTAR FORA DO ESPAÇO
CONFINADO.
22
MEDIDAS DE SEGURANÇA – TESTES DO AR
¾ AS MEDIÇÕES SÃO NECESSÁRIAS PARA QUE NÃO OCORRAM ACIDENTES
POR ASFIXIA, INTOXICAÇÃO, INCÊNDIO OU EXPLOSÃO.
23
MEDIDAS DE SEGURANÇA – VENTILAÇÃO
NÃO VENTILAR
ESPAÇOS CONFINADOS COM
OXIGÊNIO
¾ O USO DE OXIGÊNIO PARA VENTILAÇÃO DE LOCAL CONFINADO
AUMENTA O RISCO DE INCÊNDIO E EXPLOSÃO.
24
MEDIDAS DE SEGURANÇA – VENTILAÇÃO
¾ DURANTE TODO
O TRABALHO NO
ESPAÇO CONFINADO
DEVE SER UTILIZADA
VENTILAÇÃO
ADEQUADA
PARA GARANTIR A
RENOVAÇÃO CONTÍNUA
DO AR.
25
¾ O TRABALHADOR
DEVE SER
TREINADO
QUANTO AO USO
ADEQUADO DO
EPI.
MEDIDAS DE SEGURANÇA - EPI
¾ OS EQUIPAMENTOS
DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL – EPIs
DEVEM SER
FORNECIDOS
GRATUITAMENTE.
¾ DEVEM SER
UTILIZADOS EPIs
ADEQUADOS PARA
CADA SITUAÇÃO DE
RISCO EXISTENTE.
26
MEDIDAS DE SEGURANÇA - OBJETOS PROIBIDOS
¾ CIGARROS
NUNCA FUME NO ESPAÇO CONFINADO!
¾ TELEFONE CELULAR
NÃO DEVE SER UTILIZADO COMO
APARELHO DE COMUNICAÇÃO EM
ESPAÇO CONFINADO.
¾ VELAS – FÓSFOROS - ISQUEIROS
NÃO DEVEM SER UTILIZADOS.
¾ OBJETOS NECESSÁRIOS À
EXECUÇÃO DO TRABALHO QUE
PRODUZAM CALOR, CHAMAS OU
FAÍSCAS, DEVEM SER PREVISTOS NA
PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO.
33.3.2.4 Adotar medidas para eliminar ou
controlar os riscos de incêndio ou explosão em
trabalhos a quente, tais como solda,
aquecimento, esmerilhamento, corte ou outros
que liberem chama aberta, faíscas ou calor.
27
MEDIDAS DE SEGURANÇA - EQUIPAMENTOS ESPECIAIS
¾ DEVEM SER FORNECIDOS EQUIPAMENTOS ESPECIAIS PARA TRABALHOS
EM ESPAÇOS CONFINADOS COMO:
¾ LANTERNAS.
¾ RÁDIOS DE COMUNICAÇÃO.
¾ DETECTORES DE GASES,
À PROVA DE EXPLOSÃO.
28
MEDIDAS DE EMERGÊNCIA E RESGATE
¾ O EMPREGADOR DEVE ELABORAR
E IMPLANTAR PROCEDIMENTOS
DE EMERGÊNCIA E RESGATE
ADEQUADOS AO ESPAÇO
CONFINADO.
¾ O EMPREGADOR DEVE FORNECER
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS
QUE POSSIBILITEM MEIOS
SEGUROS DE RESGATE.
¾ OS TRABALHADORES DEVEM SER
TREINADOS PARA SITUAÇÕES DE
EMERGÊNCIA E RESGATE.
¾ SITUAÇÃO DE TREINAMENTO COM SIMULAÇÃO DE
OPERAÇÃO DE SALVAMENTO E RESGATE.
29
LEMBRE-SE SEMPRE
¾ GARANTA SUA VIDA
E A DE SEUS COMPANHEIROS
CONHECENDO E EXIGINDO
TRABALHOS SEGUROS EM
ESPAÇOS CONFINADOS.
¾ VOLTAR PARA CASA
COM SAÚDE
É UM DIREITO DE TODOS
OS TRABALHADORES.
30
REFERÊNCIAS
1. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR nº 14.787 Espaço Confinado – Prevenção de acidentes,
procedimentos e medidas de proteção. São Paulo: ABNT. 2001.
2. BRASIL. Norma Regulamentadora. NR nº 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados – Brasília:
Ministério do Trabalho. 1978.
3. BRASIL. Portaria. Portaria nº 3214 de 08.06.78. Brasília: Ministério do Trabalho. 1978.
4. ILO. International Labour Organization. Encyclopaedia of Occupational Health and Safety. Geneva: ILO. 1971/72.
5. MINISTÉRIO DE TRABAJO Y ASSUNTOS SOCIALES. Trabajos em Espacios Confinados. Madrid: Instituto
Nacional de Seguridad e Higiene em El Trabajo. 2005.
6. PETIT, T; LINN, H. A Guide to Safety in Confined Spaces. Washington: NIOSH. Government Printing Office. 1987.
7. REKUS, JF. Complete Confined Spaces Handbook. Maryland: CRC/Lewis Publishers. 1984.
8. U.S. Department of Labor Occupational Safety & Health Administration. Confined Spaces. Washington: OSHA.
2005.
9. U.S. Department of Labor Occupational Safety & Health Administration. Regulations (Standards – 29 CFR) Permit-
required confined spaces – 1910. 146. Washington: OSHA. 2005.
31
Digitação e montagem
Norma C. do Amaral
Adequação didática
Alice Santi
Maria Cristina B. G. C. Carneiro
Maria Inês Franco Motti
Desenhos
Perkins T. Moreira

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  • 1. ESPAÇOS CONFINADOS – LIVRETO DO TRABALHADOR NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados
  • 2. Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Ministro de Trabalho e Emprego Carlos Lupi FUNDACENTRO Presidente Remígio Todeschini Diretor Executivo Osvaldo da Silva Bezerra Diretor Técnico Carlos Sérgio da Silva Diretora de Administração e Finanças Renata Maria Celeguim
  • 3. ESPAÇOS CONFINADOS – LIVRETO DO TRABALHADOR NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados FUNDACENTRO Francisco Kulcsar Neto José Possebon Norma Conceição do Amaral São Paulo 2007
  • 4. ¾ ESPAÇO CONFINADO É QUALQUER ÁREA OU AMBIENTE NÃO PROJETADO PARA OCUPAÇÃO HUMANA CONTÍNUA; ¾ POSSUI MEIOS LIMITADOS DE ENTRADA E SAÍDA; ¾ A VENTILAÇÃO EXISTENTE É INSUFICIENTE PARA REMOVER CONTAMINANTES OU ONDE POSSA EXISTIR A DEFICIÊNCIA OU ENRIQUECIMENTO DE OXIGÊNIO O QUE É ESPAÇO CONFINADO? 01
  • 5. ONDE É ENCONTRADO O ESPAÇO CONFINADO? ¾ INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE. ¾ INDÚSTRIA GRÁFICA. ¾ INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA. ¾ INDÚSTRIA DA BORRACHA, DO COURO E TÊXTIL. ¾ INDÚSTRIA NAVAL E OPERAÇÕES MARÍTIMAS. ¾ INDÚSTRIAS QUÍMICAS E PETROQUÍMICAS. Tanques de armazenamento Tubulações Fonte: Petit & Linn, 1987 02
  • 6. ONDE É ENCONTRADO O ESPAÇO CONFINADO? Galerias ¾ SERVIÇOS DE GÁS. ¾ SERVIÇOS DE ÁGUAS E ESGOTO. ¾ SERVIÇOS DE ELETRICIDADE. ¾ SERVIÇOS DE TELEFONIA. ¾ CONSTRUÇÃO CIVIL. ¾ BENEFICIAMENTO DE MINÉRIOS. ¾ SIDERÚRGICAS E METALÚRGICAS. ¾ AGRICULTURA. ¾ AGRO-INDÚSTRIA. Silos Biodigestor 03 Fonte: Petit & Linn, 1987
  • 7. ¾ OBRAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL. TIPOS DE TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS: ¾ MANUTENÇÃO, REPAROS, LIMPEZA OU INSPEÇÃO DE EQUIPAMENTOS OU RESERVATÓRIOS. ¾ OPERAÇÕES DE SALVAMENTO E RESGATE. 04
  • 8. RISCOS QUANDO SE TRABALHA EM ESPAÇOS CONFINADOS: ¾ FALTA OU EXCESSO DE OXIGÊNIO. ¾ INCÊNDIO OU EXPLOSÃO, PELA PRESENÇA DE VAPORES E GASES INFLAMÁVEIS. ¾ INTOXICAÇÕES POR SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS. ¾ INFECÇÕES POR AGENTES BIOLÓGICOS. ¾ AFOGAMENTOS. ¾ SOTERRAMENTOS. ¾ QUEDAS. ¾ CHOQUES ELÉTRICOS. TODOS ESTES RISCOS PODEM LEVAR A MORTES OU DOENÇAS. 05
  • 9. COMO EVITAR ACIDENTES EM ESPAÇOS CONFINADOS? ¾ CERTIFICANDO-SE QUE A SUA EMPRESA: SEGUE A ¾ NBR 14.787 – “ESPAÇOS CONFINADOS – PREVENÇÃO DE ACIDENTES, PROCEDIMENTOS E MEDIDAS DE PROTEÇÃO”. E ATENDE A ¾ NORMA REGULAMENTADORA n.º 33 SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS NBR – NORMA BRASILEIRA MTE – MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO NR – NORMA REGULAMENTADORA 06
  • 10. QUANDO VOCÊ PODE ENTRAR EM UM ESPAÇO CONFINADO? ¾ SOMENTE QUANDO SUA EMPRESA FORNECER A AUTORIZA AUTORIZAÇ ÇÃO NA PERMISSÃO DE ENTRADA E ÃO NA PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO TRABALHO - - PET PET, , ¾ ESSA PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO - PET É EXIGIDA POR LEI E É EXECUTADA PELO SUPERVISOR DE ENTRADA. ¾ O SERVIÇO A SER EXECUTADO DEVE SEMPRE SER ACOMPANHADO POR UM VIGIA. 07
  • 11. A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR: ¾ TREINAMENTO A TODOS OS TRABALHADORES. ¾ INSPEÇÃO PRÉVIA NO LOCAL ¾ ELABORAÇÃO DA APR – ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO. 08
  • 12. A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR: ¾ EXAMES MÉDICOS. ¾ PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO - PET. 09
  • 13. A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR: ¾ SUPERVISOR DE ENTRADA E VIGIA. ¾ SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DA ÁREA. 10
  • 14. A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR: ¾ EQUIPAMENTOS DE VENTILAÇÃO. ¾ EQUIPAMENTOS MEDIDORES DE OXIGÊNIO, GASES E VAPORES TÓXICOS E INFLAMÁVEIS. 11
  • 15. A EMPRESA DEVE PROVIDENCIAR: ¾ EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO, ILUMINAÇÃO. ¾ EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL. ¾ EQUIPAMENTOS DE RESGATE. 12
  • 16. DIREITOS DO TRABALHADOR – ENTRADA SEGURA ¾ ENTRAR EM ESPAÇO CONFINADO SOMENTE APÓS O SUPERVISOR DE ENTRADA REALIZAR TODOS OS TESTES E ADOTAR AS MEDIDAS DE CONTROLE NECESSÁRIAS. 13
  • 17. DIREITOS DO TRABALHADOR – ENTRADA SEGURA ¾ 33.5.1 O empregador deve garantir que os trabalhadores possam interromper suas atividades e abandonar o local de trabalho, sempre que suspeitarem da existência de risco grave e iminente para sua segurança e saúde ou a de terceiros. 33.5 Disposições Gerais 14
  • 18. DIREITOS DO TRABALHADOR - TREINAMENTO ¾ CONHECER OS PROCEDIMENTOS E EQUIPAMENTOS DE RESGATE E PRIMEIROS SOCORROS. ¾ RECEBER TODOS OS EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA NECESSÁRIOS PARA EXECUÇÃO DOS TRABALHOS. ¾ CONHECER O TRABALHO A SER EXECUTADO. ¾ CONHECER OS PROCEDIMENTOS E EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA PARA EXECUTAR O TRABALHO ¾ CONHECER OS RISCOS DO TRABALHO A SER EXECUTADO. 15
  • 19. DEVERES DO TRABALHADOR: ¾ PARTICIPAR DOS TREINAMENTOS E SEGUIR AS INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA. ¾ USAR OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO FORNECIDOS. ¾ COMUNICAR RISCOS. ¾ EXAMES MÉDICOS. 16
  • 20. MEDIDAS DE SEGURANÇA – FOLHA DE PERMISSÃO DE ENTRADA ¾ A PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO - PET CONTÉM PROCEDIMENTOS ESCRITOS DE SEGURANÇA E EMERGÊNCIA. ¾ VERIFICAR SE AS MEDIDAS DE SEGURANÇA FORAM IMPLANTADAS E SE A PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO – PET ESTÁ ASSINADA PELO SUPERVISOR DE ENTRADA. ¾ O TRABALHADOR DEVE ENTRAR NO ESPAÇO CONFINADO COM UMA CÓPIA DA PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO. 17
  • 21. MEDIDAS DE SEGURANÇA – SINALIZAÇÃO E ISOLAMENTO DA ÁREA 33.3.3 Medidas administrativas: c) manter sinalização permanente junto à entrada do espaço confinado, conforme o Anexo I da presente norma; ¾ A SINALIZAÇÃO É IMPORTANTE PARA INFORMAÇÃO E ALERTA QUANTO AOS RISCOS EM ESPAÇOS CONFINADOS. ¾ O ISOLAMENTO É NECESSÁRIO PARA EVITAR QUE PESSOAS NÃO AUTORIZADAS SE APROXIMEM DO ESPAÇO CONFINADO. 18
  • 22. MEDIDAS DE SEGURANÇA – SUPERVISOR DE ENTRADA O SUPERVISOR DE ENTRADA DEVE: ¾ a) emitir a Permissão de Entrada e Trabalho - PET antes do início das atividades; ¾b) executar os testes, conferir os equipamentos e os procedimentos contidos na Permissão de Entrada e Trabalho - PET; ¾c) assegurar que os serviços de emergência e salvamento estejam disponíveis e que os meios para acioná-los estejam operantes; ¾d) cancelar os procedimentos de entrada e trabalho quando necessário; e ¾e) encerrar a Permissão de Entrada e Trabalho PET - após o término dos serviços. 19
  • 23. MEDIDAS DE SEGURANÇA – DESLIGAMENTO DE ENERGIA, TRAVA E SINALIZAÇÃO O SUPERVISOR DE ENTRADA DEVE: ¾ DESLIGAR A ENERGIA ELÉTRICA, TRANCAR COM CHAVE OU CADEADO E SINALIZAR QUADROS ELÉTRICOS PARA EVITAR MOVIMENTAÇÃO ACIDENTAL DE MÁQUINAS OU CHOQUES ELÉTRICOS QUANDO O TRABALHADOR AUTORIZADO ESTIVER NO INTERIOR DO ESPAÇO CONFINADO. 20
  • 24. MEDIDAS DE SEGURANÇA – VIGIA O VIGIA DEVE: ¾ a) manter continuamente a contagem precisa do número de trabalhadores autorizados no espaço confinado e assegurar que todos saiam ao término da atividade; ¾b) permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em contato permanente com os trabalhadores autorizados; ¾c) adotar os procedimentos de emergência, acionando a equipe de salvamento, pública ou privada, quando necessário; ¾d) operar os movimentadores de pessoas; e ¾e) ordenar o abandono do espaço confinado sempre que reconhecer algum sinal de alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibida, acidente, situação não prevista ou quando não puder desempenhar efetivamente suas tarefas, nem ser substituído por outro Vigia. 21
  • 25. MEDIDAS DE SEGURANÇA – TESTES DO AR ¾ OS TESTES DO AR INTERNO SÃO MEDIÇÕES PARA VERIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE OXIGÊNIO, GASES E VAPORES TÓXICOS E INFLAMÁVEIS. ¾ ANTES QUE O TRABALHADOR ENTRE EM UM ESPAÇO CONFINADO, O SUPERVISOR DE ENTRADA DEVE REALIZAR TESTES INICIAIS DO AR INTERNO. ¾ DURANTE AS MEDIÇÕES, O SUPERVISOR DE ENTRADA DEVE ESTAR FORA DO ESPAÇO CONFINADO. 22
  • 26. MEDIDAS DE SEGURANÇA – TESTES DO AR ¾ AS MEDIÇÕES SÃO NECESSÁRIAS PARA QUE NÃO OCORRAM ACIDENTES POR ASFIXIA, INTOXICAÇÃO, INCÊNDIO OU EXPLOSÃO. 23
  • 27. MEDIDAS DE SEGURANÇA – VENTILAÇÃO NÃO VENTILAR ESPAÇOS CONFINADOS COM OXIGÊNIO ¾ O USO DE OXIGÊNIO PARA VENTILAÇÃO DE LOCAL CONFINADO AUMENTA O RISCO DE INCÊNDIO E EXPLOSÃO. 24
  • 28. MEDIDAS DE SEGURANÇA – VENTILAÇÃO ¾ DURANTE TODO O TRABALHO NO ESPAÇO CONFINADO DEVE SER UTILIZADA VENTILAÇÃO ADEQUADA PARA GARANTIR A RENOVAÇÃO CONTÍNUA DO AR. 25
  • 29. ¾ O TRABALHADOR DEVE SER TREINADO QUANTO AO USO ADEQUADO DO EPI. MEDIDAS DE SEGURANÇA - EPI ¾ OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL – EPIs DEVEM SER FORNECIDOS GRATUITAMENTE. ¾ DEVEM SER UTILIZADOS EPIs ADEQUADOS PARA CADA SITUAÇÃO DE RISCO EXISTENTE. 26
  • 30. MEDIDAS DE SEGURANÇA - OBJETOS PROIBIDOS ¾ CIGARROS NUNCA FUME NO ESPAÇO CONFINADO! ¾ TELEFONE CELULAR NÃO DEVE SER UTILIZADO COMO APARELHO DE COMUNICAÇÃO EM ESPAÇO CONFINADO. ¾ VELAS – FÓSFOROS - ISQUEIROS NÃO DEVEM SER UTILIZADOS. ¾ OBJETOS NECESSÁRIOS À EXECUÇÃO DO TRABALHO QUE PRODUZAM CALOR, CHAMAS OU FAÍSCAS, DEVEM SER PREVISTOS NA PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO. 33.3.2.4 Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de incêndio ou explosão em trabalhos a quente, tais como solda, aquecimento, esmerilhamento, corte ou outros que liberem chama aberta, faíscas ou calor. 27
  • 31. MEDIDAS DE SEGURANÇA - EQUIPAMENTOS ESPECIAIS ¾ DEVEM SER FORNECIDOS EQUIPAMENTOS ESPECIAIS PARA TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS COMO: ¾ LANTERNAS. ¾ RÁDIOS DE COMUNICAÇÃO. ¾ DETECTORES DE GASES, À PROVA DE EXPLOSÃO. 28
  • 32. MEDIDAS DE EMERGÊNCIA E RESGATE ¾ O EMPREGADOR DEVE ELABORAR E IMPLANTAR PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA E RESGATE ADEQUADOS AO ESPAÇO CONFINADO. ¾ O EMPREGADOR DEVE FORNECER EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS QUE POSSIBILITEM MEIOS SEGUROS DE RESGATE. ¾ OS TRABALHADORES DEVEM SER TREINADOS PARA SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA E RESGATE. ¾ SITUAÇÃO DE TREINAMENTO COM SIMULAÇÃO DE OPERAÇÃO DE SALVAMENTO E RESGATE. 29
  • 33. LEMBRE-SE SEMPRE ¾ GARANTA SUA VIDA E A DE SEUS COMPANHEIROS CONHECENDO E EXIGINDO TRABALHOS SEGUROS EM ESPAÇOS CONFINADOS. ¾ VOLTAR PARA CASA COM SAÚDE É UM DIREITO DE TODOS OS TRABALHADORES. 30
  • 34. REFERÊNCIAS 1. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR nº 14.787 Espaço Confinado – Prevenção de acidentes, procedimentos e medidas de proteção. São Paulo: ABNT. 2001. 2. BRASIL. Norma Regulamentadora. NR nº 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados – Brasília: Ministério do Trabalho. 1978. 3. BRASIL. Portaria. Portaria nº 3214 de 08.06.78. Brasília: Ministério do Trabalho. 1978. 4. ILO. International Labour Organization. Encyclopaedia of Occupational Health and Safety. Geneva: ILO. 1971/72. 5. MINISTÉRIO DE TRABAJO Y ASSUNTOS SOCIALES. Trabajos em Espacios Confinados. Madrid: Instituto Nacional de Seguridad e Higiene em El Trabajo. 2005. 6. PETIT, T; LINN, H. A Guide to Safety in Confined Spaces. Washington: NIOSH. Government Printing Office. 1987. 7. REKUS, JF. Complete Confined Spaces Handbook. Maryland: CRC/Lewis Publishers. 1984. 8. U.S. Department of Labor Occupational Safety & Health Administration. Confined Spaces. Washington: OSHA. 2005. 9. U.S. Department of Labor Occupational Safety & Health Administration. Regulations (Standards – 29 CFR) Permit- required confined spaces – 1910. 146. Washington: OSHA. 2005. 31
  • 35. Digitação e montagem Norma C. do Amaral Adequação didática Alice Santi Maria Cristina B. G. C. Carneiro Maria Inês Franco Motti Desenhos Perkins T. Moreira